A Revista Veja desta semana traz um verdadeiro Raio-X sobre as obras que envolvam “estádios para a Copa do Mundo”. O cenário é desolador, e olha que nem se aprofundou nos temas “infraestrutura / aeroportos / hospitais e mobilidade urbana”.
Munidos de fotógrafos, jornalistas, helicópteros e engenheiros, a matéria calcula que, pelo ritmo das obras e pelo orçamento planejado, teremos a Copa do Mundo mais cara de todos os tempos! E, além dos custos, o prazo: em 2038 as promessas feitas serão cumpridas!
Eu nunca fui a favor de uma Copa do Mundo no Brasil. Não a quero. Acho que temos outras prioridades. Mas a vontade dos dirigentes e dos políticos falou mais alto…
Quem se utiliza do discurso de que “o desejo da Copa é uma vontade popular”, engana-se. Pesquisa encomendada pelo Palácio dos Bandeirantes (segundo Renata Lo Prete, Folha de São Paulo, 22/05/2011, pg A4), 70% dos Paulistas não querem que o Governador Geraldo Alckmin gaste dinheiro público na Copa e preferem que outra cidade sedie o evento do que investir recurso estadual (mesmo o Ministro Orlando Silva indiretamente se dando a entender que, se São Paulo ficar sem a Copa, seria por culpa do Governo do Estado em não gastar dinheiro no estádio corinthiano).
Como contribuinte e cidadão brasileiro, preferia que os bilhões (sim, não são milhões, são bilhões) que estejam previstos para gastar na Copa do Mundo (sem contar os nefastos contratos emergenciais, sem licitações e que surgirão sem dúvida) fossem investidos em Educação, Saúde, Habitação…
A Casa de Saúde de Jundiaí, o Asilo Vicentino e outras tantas entidades assistenciais ficam passando o pires pedindo recursos. Para eles não há a mesma disposição governamental? E olha que eles pedem muito menos dinheiro…
E você, o que pensa disso? Se o Brasil puder, deve abrir mão da Copa do Mundo? Deixe seu comentário:
Eu, particularmente, acho que estamos em tempo de devolvê-la à FIFA. O prejuízo seria menor à nação.
