– A confusão do Shopping Campineiro Servindo de Exemplo à Jundiaí

 

Que verdadeiro imbróglio o problema do Shopping Iguatemi em Campinas!

 

A questão é a seguinte: este shopping (que chegará em Jundiaí em breve) cobrava R$ 4,00 do seu estacionamento. Resolveu reajustar o valor em R$ 5,00, e, imediatamente, o PROCON entrou na Justiça, alegando que 25% era aumento abusivo. E conseguiu barrar o novo preço!

 

Liminar vem, liminar vai, e a confusão persiste. O Shopping é privado e alega que investe em comodidade ao seu público (A e B), e que o índice não é baseado na inflação, mas sim no custo em conforto.

 

Sinceramente, respeito o PROCON, mas… não há algo mais importante a fazer? Se os clientes do Iguatemi estão incomodados, há diversas outras opções de Shopping na região. E, aparentemente, não há incômodo para eles.

 

Que tal o PROCON se preocupar com a Telefônica, CPFL e outras empresas que abusam dos consumidores e são reconhecidamente problemáticas nas questões de respeito ao cliente?

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Kadhaphi, Gaddafhi ou o Equivalente na Economia Brasileira

 

Já li em diversas revistas e jornais várias formas para se escrever o nome do ditador líbio. Assim, tratemos-o pela escrita mais simples: Kadafi. E o que ele tem a ver conosco?

 

Muita coisa.

 

A Líbia é grande produtora de petróleo, e com a crise interna do povo que pede democracia em seu território, as exportações do “Ouro negro” pararam. Consequentemente, já aumentou o preço do barril do petróleo no mercado internacional. E, nós brasileiros, mesmo dentro da nossa auto-suficiência na produção, corremos o risco de ver o preço do combustível ser majorado, já que a Petrobrás acompanha o preço nacional com base nos preços internacionais (é como se ainda importássemos petróleo para refiná-lo em Gasolina).

 

Pior: chegando nas proximidades do pico da entressafra da cana-de-açúcar, o preço do Etanol ainda ganha fôlego para (quem sabe derradeiro) aumento no valor. E como a Gasolina contém 20% de álcool anidro em sua composição…

 

Assim, vale a pena manter-se atento: deixar o tanque do veículo cheio, nos próximos dias, é sinal de prudência e economia…

– Balança, Filhota!

 

Minha princesinha Marina está cada vez mais serelepinha! Como é bom passearmos no parquinho…

 

Tem até um filminho: http://www.youtube.com/watch?v=3SaThaFVIjU&feature=youtube_gdata_player
 

Paternidade é um dom e uma graça de Deus, não há dúvidas.

– Morre-Morre e Jogos da Quarta-Feira

 

É incrível como o excelente treinador Muricy Ramalho tem se tornado ícone recente de sucesso em torneios de pontos corridos e fracasso nos eliminatórios. O Fluminense sobrou no Campeonato Carioca, mas na primeira semi-final foi eliminado pelo modestíssimo Boa Vista. Na Libertadores, dois empates no Rio de Janeiro!

 

E o Vasco? Ricardo Gomes, novo treinador, tem 7,5 gols por jogo na sua atual passagem! Claro que há viés nesse número… kkk

 

Felipão ficou bravo com a magra vitória de 2X1 em cima do Comercial do Piauí. Pudera, é nítido de que se o time jundiaiense amador do Estrelinha da Ponte São João, agora sob o comando do treinador José Augusto, disputasse esse jogo lá no Piauí, teria eliminado a partida de volta.

– Quem Vai Transmitir o Quê?

 

Uma grande confusão vem sendo observada na negociação dos direitos de transmissão dos jogos de TV para o Campeonato Brasileiro no próximo triênio.

 

Aparentemente, de um lado: Globo, CBF, Corinthians e Clubes Cariocas. Do outro: Demais Emissoras de TV, Clube dos 13, e desafetos de Ricardo Teixeira.

 

O imbróglio se resume a um simples fato: a Globo não quer concorrer com as outras Redes e sim fazer a prevalência da parceria de até então, tendo como aliados a CBF e o Corinthians. Mas o Clube dos 13 quer dinheiro, e vê numa licitação com envelopes fechados a possibilidade de ganhar mais receitas. Corinthians e Flamengo querem privilégios financeiros nos novos contratos. E assim a disputa segue.

 

Dentro de um mercado competitivo, democrático e capitalista (e sendo a CBF e os Clubes de Futebol entidades de direito privado), nem haveria necessidade de licitação. É simples e pura negociação com quem quer que seja. Mas num ambiente complexo como o da Política do Futebol, tratar de dinheiro em grupo é muito difícil. Há vaidades, interesses particulares e muita desunião, que são ingredientes perfeitos para sobrepor objetivos coletivos e desagregar parceiros.

 

Teoricamente, todos podem negociar juntos. Ou em separado, se assim desejarem. Mas, claro, fica a suposição: se os grandes conseguirem contratos vantajosos individualmente, o que poderá ocorrer com os pequenos?

 

Digo isso apegado por um debate realizado há muito tempo, no meu saudoso período de mestrando: na época, discutíamos a diferença em “mandar jogos” e “fazer o jogo”. A lei Pelé diz que em uma partida de futebol, quem realiza o espetáculo são os clubes. Alguns entendem (e aqui cito Ataíde Gil Guerreiro, do Clube dos 13, em entrevista a Wanderley Nogueira no Programa Pique da Pan, na noite de quarta) de que se os clubes realizam o espetáculo, seria razoável pensar que, se os clubes venderam seus direitos a emissoras diferentes, ambas redes de TV podem transmitir a partida. Outros entendem que o termo “realizar o espetáculo” cabe ao desenrolar de uma partida de futebol, ou seja, aos atores envolvidos num jogo de futebol, à partida em si no gramado. Assim, o mandante se responsabilizaria pela realização do evento em sua praça, tendo direitos e deveres. E dos direitos, a exploração de suas imagens na arena que realiza o evento.

 

Imaginem o seguinte jogo: Corinthians X Atlético-GO. Um vendeu os direitos à TV Globo, o outro só conseguiu vender à modesta Rede CNT. A pequena emissora poderia transmitir para todo o Brasil este jogo, já que o clube é visitante?

 

Certamente o grande clube faturará mais, enquanto os pequenos terão que se esforçarem mais para obterem contratos vantajosos. Por esse prisma, negociar em grupo ajuda os pequenos. Por outro lado, pode limitar o grande clube em obter recursos mais vantajosos.

 

Até agora, falamos sobre Negócios. Perceberam que não falamos sobre Ética?

 

E talvez esse ponto seja a concordância maior daqueles que acompanham esse capítulo importante do futebol brasileiro: a Ética dos Negócios ficou de escanteio em nome da ganância das negociatas. Uma pena.

 

Inegável a curiosidade de um possível fato inusitado: Já pensaram a Globo tendo os direitos exclusivos do Corinthians, a Record com os do São Paulo, a RedeTV com os do Palmeiras e a Bandeirantes com os do Santos?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Choque-Rei de Domingo

 

Boa sorte ao amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, bem como à toda equipe de arbitragem para o clássico São Paulo X Palmeiras, no próximo domingo.

 

Caprichá lá, Marcelão!