Quase 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas, e o restante são cristãos coptas (esses, concentrados em Alexandria).
O ditador do Egito, presidente Mubarak, conseguiu algo difícil de se ver: ao desligar a Internet do país, provou que o absolutismo que impõe é maléfico à sociedade e uniu manifestantes de diversas características, inclusive os próprios muçulmanos com os cristãos.
Vi, na TV, uma imagem interessante. Uma faixa com seguidores das duas crenças segurando cada ponta com os dizeres: “Mubarak, obrigado por nos unir. Agora vá embora.”
Claro que a união foi por motivo indesejado do ditador, mas a inteligente ironia foi perfeita.