Queridos alunos e amigos do Blog,
A coisa tá ‘braba’. A garganta impede de falar qualquer coisa.
Pela previsão, nossa próxima aula será ou por mímica, ou por outros recursos visuais…
Até segunda-feira!
Queridos alunos e amigos do Blog,
A coisa tá ‘braba’. A garganta impede de falar qualquer coisa.
Pela previsão, nossa próxima aula será ou por mímica, ou por outros recursos visuais…
Até segunda-feira!
Não era o Andrés Sanchez que falou, falou, falou… que o estádio do Corinthians, em primeiro lugar, era do Timão e não tinha vontade nenhuma de sediar abertura de Copa do Mundo?
Não era ele quem disse que não ampliaria o estádio?
Não era ele quem disse que se o estádio fosse para a Copa, a FIFA teria que bancar a diferença (se quizesse?)
Não era ele quem disse que o estádio seria dado pela Odebrecht em troca dos naming rights (que estavam evidentemente super-avaliados, conforme escrevemos anteriormente em um post)?
Parece que mudou de opinião… Veja no link do Estadão: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101106/not_imp635529,0.php
Novas Perguntas:
Quer dizer que o BNDES vai emprestar o dinheiro? Mas e o discurso anterior?
Quer dizer que 17 mil lugares fará com que o preço do estádio dobre de valor? É mais fácil construir 2 estádios…
BNDES empresta dinheiro para quem tem dívidas? Não sabia… Para mim é novidade!
Até 2014, tem coisa pra rolar ainda…
E o Salão do Automóvel de São Paulo? Quantas montadoras e quantos modelos chineses no evento!
A indústria automobilística chinesa chegou forte no mercado internacional. De repente, eles vieram com tudo! Um consultor na Rádio Jovem Pan (desculpem o lapso do nome dele) disse que em média um modelo completo custa 30% a menos do que seu concorrente brasileiro básico.
Mas o que dizer desses fatores:
– já produzem quase 10 milhões de carros no ano!
– potencial de vendas enorme (apenas 80 carros por 1000 habitantes; aqui, a maior parte de uma família de classe média possui 2 carros);
– um trabalhador de montadora na China, custa à empresa, em média, R$ 477,00 (US$ 200.00 mensais). Compare com o do seu similar brasileiro…
Extraído de: Época Negócios (clique aqui para citação completa)
O DRAGÃO PISA NO ACELERADOR
por Fernando Valeika de Barros
Desde que Karl Benz inventou o primeiro veículo com motor movido a petróleo, isso lá se vão 124 anos, nunca na história do automóvel viu-se algo parecido com o que está acontecendo na China. Há um salto gigante no número de carros que saem de suas montadoras. Em 2009, as fábricas chinesas produziram 9,2 milhões de carros (incluindo caminhões e ônibus, o número sobe para 13,7 milhões). Trata-se de uma marca 48% maior do que a produção do ano anterior. Há duas décadas, veículos produzidos no país mal somavam 5,5 milhões de unidades a cada doze meses. Desde então, a frota nas ruas e estradas chinesas multiplicou-se por sete. Parece muito? Pois a julgar pelas vendas do primeiro semestre deste ano, o total de veículos novos entregues às concessionárias em 2010 deverá girar em torno de 16 milhões de unidades. E vertiginosos 25 milhões em 2015. Só nas duas maiores cidades chinesas, Pequim e Xangai, entram em circulação cerca de mil automóveis por dia. O resultado dessa virada em direção aos automóveis é que hoje, das dez metrópoles mais poluídas no planeta, nove ficam na China.
Para incentivar o uso de automóveis mais limpos, em junho o governo chinês decidiu abrir a carteira. Em 13 cidades do país – Pequim e Xangai incluídas – foi criado um subsídio de pouco mais de R$ 15 mil para quem comprar carros elétricos ou híbridos. Até o final do ano que vem, a meta é produzir meio milhão destes veículos movidos a bateria. Duas vezes mais do que deverá circular nos Estados Unidos. E isso é só o começo. Praticamente todos os fabricantes que se instalaram na China correm para produzir carros verdes, de olho em um potencial de crescimento vasto. Com uma poupança interna estimada em US$ 7,2 trilhões, no início de maio, o país mais populoso do mundo ainda tem um volume de carros per capita modesto. Apenas 80 pessoas em mil possuem um automóvel. No Brasil, há um veículo para cada quatro habitantes. Oito em dez, nos Estados Unidos. “A eletrificação dos carros acontecerá muito antes do que as pessoas imaginam”, disse a Época NEGÓCIOS Henry Li, diretor de exportações da montadora BYD. “Por causa da poluição nas nossas grandes cidades e do preço do petróleo, cada vez mais alto para um país que consome 3,4 milhões de barris por dia, automóveis movidos com energia limpa tornaram-se uma oportunidade para ontem.”
Ainda há questões a serem resolvidas para que isso aconteça no curto prazo. É preciso criar uma infraestrutura com estações de recarga. Inclua-se nessa conta o custo das baterias, que ainda é elevado. Existe o problema da própria geração de energia que, na China, vem em boa parte do poluente carvão. Não por acaso, a BYD está construindo uma nova fábrica para baterias na província de Shaanxi que será movida a energia solar. “A China está investindo bilhões nessa nova tecnologia e pode acabar liderando a mudança para carros elétricos em todo o planeta”, diz Nick Reilly, presidente da General Motors na Europa.
Um exemplo de como China e eletrificação dos automóveis são coisa séria foi a parceria firmada em março deste ano entre a alemã Daimler-Benz e a chinesa BYD. “É um acordo entre companhias complementares”, diz Wang Chuanfu, presidente da montadora chinesa. “Aprenderemos a fazer carros melhores com eles e, em troca, daremos a tecnologia que permitirá massificar carros movidos a baterias”, diz Chuanfu. A meta será fazer um carro compacto e não poluente. Desconhecida há uma década, a BYD chamou a atenção de uma raposa do mundo das finanças: o americano Warren Buffett. Chuanfu foi definido por Charlie Munger, conselheiro de Buffett, como “uma combinação de Thomas Edison com Jack Welch, o ex-presidente mundial da General Electric”. Como Edison, o chinês seria um gênio para resolver problemas técnicos. De Welch, teria a mesma capacidade para fazer as coisas acontecerem.
Diante de tais credenciais, Buffett despachou outro parceiro, David Sokol, para encontrar-se com o chinês com óculos de aro de metal. Ele colocou US$ 230 milhões na mesa e levou quase 10% das ações da BYD. As ambições de Chuanfu são enormes. Em 2025 quer, simplesmente, que a BYD seja a maior montadora global. Como cartões de visita, apresenta o híbrido F3DM, que roda 100 quilômetros com bateria, e o e6, 100% elétrico, com autonomia de 320 quilômetros. São os primeiros modelos com energia limpa desenvolvidos por sua marca. Com os incentivos do governo, os chineses poderão levar um F3DM para casa por R$ 23,2 mil, preço na China de um automóvel médio. Com a qualidade de um Mercedes compacto e preço bem menor, dá para ver qual é o horizonte que a BYD está mirando.
Felipão é hoje o rei das patadas nos jornalistas. Sempre foi, mas como estava no estrangeiro, Muricy e Leão tentaram o substituir. Quase conseguiram, pois Luiz Felipe Scolari é insubstituível quanto a isso.
Ontem, no entanto, Neymar resolveu imitar Felipão. Na coletiva, o assessor tentava filtrar as perguntas para que ele só respondesse as que agradassem. Quando perguntado sobre a foto em que aparecera vestindo a camisa do Palmeiras, ainda garoto, ao invés de responder com elegância e sair por cima, deu uma cutuca na imprensa. Quando perguntado sobre a possível sequência de convocações à Seleção Brasileira, respondeu ironicamente: “conseguirei, desde que vocês jornalistas deixem”.
Que idiota! O talento que tem com a bola nos pés falta-lhe na cabeça. Educação e cortesia não fazem mal à ninguém!
Administradores de Empresas são, muitas vezes, os responsáveis por todos os males organizacionais sozinhos. Dependendo do caso, você pode se tornar o vilão maior. Veja esse caso, que mostra o risco da profissão:
Há tempos atrás, a Sadia teve um respeitado prejuízo: 2,5 bilhões de reais, o que levou a empresa a ser incorporada pela Perdigão, criando a BR Foods.
Na caça às bruxas, sobrou para o diretor financeiro: Adriano Ferreira, que foi responsabilizado pelo prejuízo. Numa briga judicial, foi inocentado e agora, certamente, vai querer uma contrapartida financeira pelos danos morais.
Extraído de Época Negócios, por dárcio Oliveira, ed 44 de Outubro/2010, pg 76-82
PROFISSÃO DE RISCO
O caso de Adriano Ferreira, o ex-diretor financeiro da Sadia que venceu uma batalha judicial contra a empresa, expõe as vulnerabilidades e as ameaças que pesam nestes tempos sobre os executivos à frente das finanças corporativas
A mensagem piscou na tela do BlackBerry por volta das 11h20 da quinta-feira, 26 de agosto. “Ganhamos. 2 a 1”, dizia a nota, curta e direta, como devem ser os torpedos de celular. Adriano olhou a mensagem, interrompeu uma teleconferência com investidores, apanhou o paletó nas costas da cadeira e não trabalhou mais naquele dia. Queria ver a esposa, os três filhos, falar com os familiares em Salvador, replicar a mensagem para os amigos mais próximos. Ele acabara de vencer uma importante e talvez decisiva batalha contra a Sadia, sua antiga empregadora. Um ano e meio depois de ser apontado pelos acionistas da empresa como o único responsável por um rombo bilionário no balanço de 2008 – causado por operações com derivativos cambiais –, Adriano Lima Ferreira fora inocentado em segunda instância no tribunal de direito privado em São Paulo. A seu favor, a ata da Assembleia Geral Ordinária (AGO), de abril de 2009, dava quitação de todas as contas do ano anterior, sem ressalvas. Aos olhos da Justiça, o ex-diretor financeiro não havia feito nada sem o consentimento dos controladores da Sadia, que, após o episódio, acabou sendo incorporada à Perdigão. “A sensação é de alma lavada”, diz Adriano.
“Ganhamos uma questão de direito. Se uma AGO deu quitação, ela isenta de responsabilidade todos os administradores. Não houve nenhum culpado pelo episódio. Nem executivos, nem conselheiros, nem acionistas”, explica Massami Uyeda Junior, advogado de Adriano. Ainda cabe recurso, mas a decisão de ir à terceira instância, o Supremo Tribunal Federal, ainda não é certa. Caberá a BrFoods – empresa resultante da fusão de Sadia e Perdigão – optar pela continuidade ou não da briga. “Acho pouco provável que a BrFoods queira arrastar o caso. Eles têm coisas mais importantes com que se preocupar, como as possíveis restrições do Cade à fusão”, diz um dos conselheiros da Sadia. Procurados, os advogados da BrFoods não quiseram se pronunciar.
Adriano Lima Ferreira é um soteropolitano de 40 anos, 1m80, de pele clara e cabelos escuros. Na entrevista que concedeu a Época NEGÓCIOS, num final de tarde no início de setembro, ele apareceu vestindo calça social preta, camisa listrada e blazer azul-marinho. Sem gravata. A despeito das pressões que sofreu nos últimos anos, não aparenta sinais de envelhecimento precoce. Sorri com facilidade e diz que se tornou uma pessoa e um profissional mais completos durante esses 700 dias que separam a demissão em setembro de 2008 e o processo jurídico no início de 2009 da vitória de agosto passado nos tribunais. “A gente aprende mais nos períodos de dificuldades”, diz. Também afirma que não alimenta ódios nem guarda rancores, mas deixa clara a frustração por não lhe terem dado a chance de consertar as contas da empresa. “Se havia alguém na Sadia capaz de arrumar o estrago ou pelo menos minimizá-lo era o Adriano”, diz o próprio. Eis outro traço característico do executivo: ele fala sobre si mesmo em terceira pessoa, à moda de Pelé. “Se perguntarem hoje quem entende de produtos financeiros não tem dúvida que o Adriano entende. Quem entende de derivativo? O Adriano entende. Se o assunto for gestão de riscos, o Adriano entende. Se a questão for governança corporativa, podem me chamar que eu digo exatamente onde tem problema de gestão numa empresa, sobretudo as familiares.”
Hoje, os executivos chegam às empresas querendo
saber se têm seguro corporativo
Adriano entende também que sua passagem pela Sadia foi extremamente positiva, mesmo com a crise dos derivativos. Diz que foi um período de muitas realizações, muito lucro e que todos participaram dos resultados – de investidores, que sempre souberam que a companhia atuava assim, até acionistas, controladores e executivos. “Todo mundo ficava feliz da vida com os bônus e os dividendos. Mas quando estourou a bomba, só o bode aqui pagou a conta.”
Houve um tempo em que os diretores financeiros se restringiam à tarefa de cuidar da seção contábil de uma companhia. Eram controllers ou contadores, responsáveis por contas a pagar e receber, além de estruturação do balanço financeiro. Essa era já passou. A estabilidade da economia e a sofisticação e complexidade do mercado de capitais, bem como do sistema bancário, deram novas alternativas de investimento às empresas e catapultaram os “caras” que cuidavam da burocracia contábil ao time daqueles que pensam o desenvolvimento da companhia. O contador de antigamente virou estrategista financeiro e não tardou a aderir à moda dos anglicismos corporativos. Quem chefia a equipe financeira, mesmo no Brasil, agora é chamado de Chief Financial Officer – ou CFO. Sentado à direita do CEO (Chief Executive Officer, ou presidente executivo), esse profissional ganhou poder igual ou superior aos vice-presidentes das demais áreas. Afinal, é de sua caneta que saem as autorizações para investimentos, operações financeiras tradicionais ou apostas em derivativos. Poucos na companhia serão capazes de contestá-lo, tecnicamente, sobre a viabilidade ou não de algo como target forward (o derivativo dois por um, pivô do rombo da Sadia). E muitos o estimularão a aumentar os dividendos dos acionistas e os bônus de final do ano. “A combinação de ego, remuneração e autonomia, principalmente em uma empresa de grande porte, aumenta a fantasia de deus dos CFOs”, diz Betania Tanure, professora da PUC de Minas Gerais e dona da consultoria que leva o seu nome. “Quando as estruturas ficam menos importantes do que as pessoas, o risco é iminente.”
Tem o outro lado. O cargo de CFO também é um dos mais sensíveis pelo seu alto nível de exposição externa e responsabilidade perante a sociedade em geral. Cabe lembrar que em qualquer empresa de capital aberto ele é o contato oficial com os investidores, além de responder estatutariamente aos órgãos de controle. Se algo sair errado em sua área, não tem volta. Ele sempre estará na linha de tiro. “O CFO é o único profissional culpado até por mudanças bruscas na conjuntura econômica, aquelas que ninguém seria capaz de prever”, diz Charles Holland, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Em suma, uma profissão que combina grande poder e alto risco.
Um episódio vivido por Adriano dá uma boa medida da evolução da área financeira dentro de algumas corporações. Quando desembarcou na Sadia, em agosto de 2002, ele encontrou uma estrutura bem diferente de tudo o que havia visto em outras companhias pelas quais passou, como Odebrecht e Telefônica. “Era uma empresa não financeira com uma corretora debaixo dela e uma tesouraria extremamente ativa”, diz Adriano. “Eles tinham até títulos brasileiros em carteira, como C-Bonds.” Geralmente, a área financeira de uma indústria é montada para dar suporte ao negócio principal, que no caso deveria ser a venda de alimentos. Na Sadia, as contas mostravam, no entanto, outra realidade: boa parte dos lucros, algo como 60%, era proveniente de operações no mercado financeiro. “O bom de tudo isso é que tive oportunidade de ampliar meus conhecimentos. Hoje posso ser um CFO de empresas financeiras ou de qualquer banco”, afirma Adriano.
O problema pode estar no modelo de gestão do departamento financeiro. Muitas empresas acabam transformando suas áreas de finanças em células autônomas e autossuficientes, descoladas do resto da corporação. Adriano, por exemplo, reportava-se diretamente ao presidente do conselho, Walter Fontana Filho, e não ao presidente executivo, Gilberto Tomazoni. E a área de operações, que englobava fusões e aquisições, também estava sob os cuidados de Fontana. Tratava-se de uma aberração corporativa, que alguns conselheiros independentes da companhia tentaram corrigir. “Tomazoni exibia grande conhecimento na área comercial e habilidade na parte industrial, mas não tinha familiaridade com finanças. Quando ele se tornou o presidente executivo, em 2004, eu sugeri a criação de um comitê informal para auxiliá-lo nessa questão”, diz Alcides Tápias, ex-ministro de Desenvolvimento do governo Fernando Henrique Cardoso, ex-conselheiro da Sadia e atual diretor da consultoria Aggrego.
A proposta de Tápias consistia na criação de um comitê transitório, quase um coaching, até que Tomazoni tomasse pé da situação. “Não fazia o menor sentido um CEO comandar apenas parte de uma empresa e deixar outra a cargo do conselho. O papel do conselho é estratégico, não operacional”, afirma. Apesar das sugestões, a estrutura continuou exatamente a mesma: Adriano se reportando a Walter Fontana Filho e o restante da empresa sob o manto de Tomazoni. E mesmo havendo um comitê de finanças a assessorar o conselho, uma equipe de gestão de riscos, uma auditoria interna e softwares para detectar operações que estivessem fora dos padrões da companhia, a Sadia vergou sob o peso dos derivativos tóxicos. O prejuízo no exercício de 2008 chegou perto de R$ 2,5 bilhões.
“Meu divã foi minha família. ia buscar meu filho
todos os dias na escola”, diz Adriano
Questionado se havia falhas de governança na Sadia, Walter Fontana Filho pensa por alguns instantes e afirma que o único problema era ter o profissional responsável pela gestão de riscos sob o comando do diretor financeiro. “Deveríamos ter prestado mais atenção”, diz ele. Era mais do que isso. O próprio relatório da consultoria BDO Trevisan, encomendado pela Sadia e que apontou Adriano como único culpado da crise dos derivativos, dizia que “falhas de estrutura permitiram que a diretoria financeira contratasse as operações”.
Na Aracruz, fabricante de papel e celulose, que em setembro de 2008 informou ter perdido US$ 2 bilhões com os mesmos derivativos tóxicos, a governança, aparentemente, não apresentava falha. O ex-diretor financeiro Isac Zagury reportava-se ao presidente executivo, e o conselho de administração tinha diversos comitês de assessoramento, inclusive um financeiro. “Além disso, foi a primeira companhia brasileira a emitir ações no exterior, no ano de 1992, e também a implantar um comitê de auditoria”, disse Zagury a Época NEGÓCIOS. “A Aracruz [hoje Fibria] é hexacampeã mundial no índice Dow Jones de Sustentabilidade no seu setor, competindo com grandes empresas de diferentes países.” O que deu errado, então? Segundo ele, a crise afetou sobremaneira os exportadores brasileiros que faziam hedge da moeda para compensar a perda de competitividade nos custos. A organização internacional Bank for International Settlements (BIS) mostrou que os prejuízos com derivativos cambiais no Brasil em 2008 foram superiores a US$ 20 bilhões. “Aracruz e Sadia foram apenas os casos mais famosos de um problema enfrentado por várias empresas”, afirma Zagury, que se desligou da companhia logo após as perdas. Hoje, ele está aposentado e vem se dedicando basicamente à preparação do material de defesa com o qual pretende enfrentar a ação movida pela Aracruz. A empresa quer responsabilizá-lo pelos danos financeiros.
A pergunta é: como minimizar os riscos de ser um CFO hoje em dia? Não há uma fórmula pronta, mas Zagury arrisca uma solução, preventiva. Para o ex-diretor da Aracruz, o melhor instrumento é a adoção de sistemas colegiados de decisão. Algo parecido com o que faz o BNDES, onde todas as decisões financeiras são resultados da participação e do consenso de técnicos e diretores em vários estágios da hierarquia. Convém também se certificar das políticas de governança corporativa das empresas e se essas práticas são realmente levadas a sério. “O CFO deve escolher a empresa, e não o oposto”, afirma a consultora Betania. Outra sugestão é se certificar que a empresa tem seguro D&O (directors e officers). É um santo remédio para financistas em pânico e conselheiros na berlinda. Trata-se de uma modalidade de seguro que se tornou mundialmente famosa em 2002, após os escândalos envolvendo Enron e WorldCom, nos Estados Unidos. Tem como objetivo preservar o patrimônio dos executivos envolvidos em processos corporativos. Mas é a empresa – não a pessoa física – que contrata o seguro.
Assustador o que vem acontecendo na Indonésia, não?
Há 15 dias, tem ocorrido terremoto, maremoto, tsunami, furacão e nesta semana até um vulcão inativo voltou a expelir lava, matando dezenas de pessoas!
Que Deus tenha piedade destes coitados…
Leio interessante matéria da Revista Runner’s (edição 15, Janeiro/2010, ed 76), sobre os excessivos alimentos que alguns atletas comem.
Na verdade, há um quadro retratando o quanto se deve correr para poder comer algumas guloseimas a mais. Se você quiser tomar 1 garrafa de cerveja, corra mais 16 minutos, por exemplo.
Abaixo, a matéria e as Quantidades/Km:
MELHOR SOMAR MAIS 1 KM
Você precisa de uma dieta balanceada e dos nutrientes e calorias (energia) dos alimentos para render nos treinos de corrida e se recuperar. Mas, ao ingerir mais calorias do que gasta, você pode ganhar peso. Para ter uma ideia de quanto precisa correr para queimar as calorias de certos alimentos, confira a tabela abaixo. Todos os cálculos se baseiam em uma pessoa de 70 kg que corra em ritmo de 7 minutos por quilômetro.
1 banana -> 13 minutos
1/2 xícara de cereal + 1 copo de iogurte desnatado -> 15 minutos
1 cerveja long neck -> 16 minutos
1 bolinho Ana maria sabor chocolate -> 18 minutos
1 pão francês + geleia -> 20 minutos
1 copo de leite + nescau -> 21 minutos
1 croissant com manteiga -> 28 minutos
1 barra de chocolate Suflair -> 29 minutos
1 wap grill do McDonald’s -> 36 minutos
2 fatias de pizza do Pizza Hut -> 58 minutos
1 cheeseburger com batata frita -> 2 horas
Os noticiários estão dando os valores finais de custos da eleição. E, pasmem: cada deputado eleito gastou, por voto, quase R$ 10,00! Claro, há aqueles que gastaram muito mais por cabeça e outros menos. Mas… não é um número assustador?
Quantos votos mesmo teve Tiririca? Se a candidatura dele custou nessa média divulgada…
Nem bem esquentou a cadeira e os governadores com a presidente Dona Dilma já ousaram falar em CPMF?
Por que não falaram isso durante a campanha?
Hein?
Olha aí o Doki, cachorrinho que ensina muitas coisas para as crianças, dando mum abraço na Marina!

São essas coisas que importam para as crianças. Como seria bom se tivéssemos a pureza delas…
O Grêmio Barueri, time-empresa, virou Grêmio Prudente e viajou quase 600 km para a nova sede. A Sociedade Esportiva Votuporanguense virou SEV-Hortolândia e fez o caminho de volta por 400 km. O Campinas foi vendido a um novo Sport Club Barueri. E, agora, Guaratinguetá atravessa a Dutra, cai na Marginal Tietê, pega a Anhanguera e desembarca em Americana mudando de sede. Esses são exemplos mais recentes; podemos lembrar do Comercial de Registro, no Vale do Ribeira, que jogava na longínqua cidade de Monte Alto.
São clubes que mudam de sede, ou, praticamente, de razão social, de torcida, de tudo! Se o Santos FC deixasse a cidade para jogar num estádio de 80.000 lugares em Cubatão, tudo bem; afinal, o time está na região metropolitana e continua sendo o mesmo. Mas dormir numa cidade e acordar 500 km longe pode? Aí não dá.
Quer dizer: dá, desde que se aceite acordar 800.000,00 reais mais pobre, que é a taxa exigida para tais mudanças pela FPF.
Paulista de Jundiaí, Noroeste de Bauru, Ponte Preta de Campinas, e outros clubes tão tradicionais, que são centenários e possuem estádios próprios, tradição e torcida, junto com os grandes clubes do Estado, dividirão espaço com essas novas realidades…
E você, o que pensa disso: clubes podem mudar de nome e de sede mediante pagamento, ou vai contra as leis esportivas, embora sejam ações legalmente aceitas? Deixe seu comentário:
Obs: O Décio Vita, estádio em que o Rio Branco de Americana jogava, ficou interditado 1 campeonato inteiro! Com 2 times naquela cidade, será que o estádio estará apto para 2011? Acho que a vistoria será mais, digamos, compreensiva. Afinal, o Americana Futebol Ltda, antigo Guaratinguetá, não pagaria uma bolada de transferência sem essa certeza.
A Webjet está fazendo publicidade em comemoração aos 9 milhões de passageiros transportados, vendendo passagens a R$ 9,00.
Tente entrar no site e comprar 1 passagem… Quase 2 horas tentando e a compra não finaliza!
Por Reinaldo Oliveira
No dia 30 de outubro, em encontro de formação que aconteceu das 10h às 13h30, os voluntários do Movimento Voto Consciente – MVC, fizeram o planejamento de novas ações de cidadania a serem colocadas em prática. Abrindo o encontro o coordenador Henrique Parra, falou dos 4 anos de atividades do MVC, iniciadas em Jundiaí e Região no dia 27 de setembro de 2006. Falou das realizações durante estes 4 anos, tais como: monitoramento das sessões da Câmara Municipal, lançamento do ranking dos vereadores, da campanha Adote um Vereador, do ranking de Transparência das Atividades da Câmara Municipal, do Cidadania Ativa, do Cidade Democrática, das sabatinas com candidatos nas eleições municipais, de várias mobilizações da sociedade como para o Plano Diretor, pela criação de ciclovias, por ações do meio ambiente e tantas outras. Falou ainda das últimas ações como a formação ministrada pelo Cidadania Ativa para voluntários que atuaram levando palestras em várias entidades da Região sobre votar consciente, com a campanha de conscientização para eleger candidatos da região, das sabatinas com os 15 candidatos a deputados estadual e federal, dos 28 mil exemplares do Ficha Pública com o perfil do candidatos e distribuídos gratuitamente à população, e muitas outras realizações. Falou também das dificuldades e barreiras criadas no início, mas que durante estes anos as entidades, bem como a população viu, participou e aprovou o trabalho desenvolvido pelo MVC. Terminadas as atividades focadas nas eleições passadas, a meta futura é colocar em prática a formação de novos voluntários e expandir o MVC, bem como além da participação ativa em Jundiaí e Região, fortalecer as parcerias com entidades como a OAB, Forcis e outras, fazer parcerias com novas entidades como o SENAC e outras redes sociais, continuar desenvolvendo o monitoramento da Câmara Municipal, das atividades dos deputados eleitos e outras edições do Ficha Pública.
Chegou a hora das campanhas presidenciais prestarem contas. E olha que interessante: bancos e construtoras são os doadores em comum dos 3 candidatos.
Existe algum impedimento legal uma empresa que concorre em licitações do governo em doar 1 milhão a cada candidato? Nenhum. Mas o mais chato poderia dizer: “doou para os 3 para ter vantagens com o vencedor…”
O único impedimento seria o moral. Como brigar com os juros abusivos dos bancos se cada banco doa, em média, 1 milhão de reais para cada candidato?
Difícil dizer que há independência…
Filha com Laringite.
Mamãe gripada;
Papai com Faringite.
A coisa tá feia… do trabalho ao hospital e vice-versa desde domingo. E dá-lhe remédios e resguardos.
Quando vai ter um feriado para descansar?
Silvio Berlusconi, que não esconde de ninguém que gosta de mulher (e muito), está sendo criticado pelo excesso de sinceridade. Por mais um escândalo que envolve sexo (uma marroquina de 17 anos – pelas fotos, lindíssima – era uma das garotas de programa que ele saía e até o telefone reservado do governo italiano ela tinha), os políticos pediram sua renúncia. Como resposta, declarou: “Ao menos eu gosto de mulher e não de gays“. Politcamente incorreto, mas autêntico.
José Dirceu, que estava sumido na campanha de Dilma Roussef, deu uma entrevista ao José Luís Datena na Rádio Bandeirantes AM, e falou sobre todo o seu envolvimento no governo Lula e apoio à presidente eleita Dilma Roussef. Disse que não quer cargos, pois “não precisa aparecer para ajudar o Brasil”.
Então tá… Ele não quer aparecer. Claro, na surdina, a ajuda é mais, digamos, eficaz!
Hoje teremos bons jogos pelo Campeonato Brasileiro. Ao menos, essa é a expectativa. Entretanto, a tardinha, já teremos um jogo espetacular pela Champions League: Milan X Roma.
Fico pensando: como seria bom se a Libertadores também fosse tão prazerosa! Sim, pois a primeira fase da Libertadores é um tal de Blooming, Emelec e outras coisas… claro que lá na Europa temos os Cluj da vida. Mas, não seria bom grandes jogos na primeira fase? Flamengo X Boca Jrs, River X Cruzeiro? Lá no Velho Continente tem… (Milan X Roma é primeira fase, ok?)
A Libertadores poderá ganhar os clubes americanos em 2012. Cá entre nós: O que acrescenta Columbus ou Dallas DC contra São Paulo ou Corinthians? Doze horas de viagem e outros transtornos?
Única e exclusivamente: DINHEIRO. Se você acompanhar os jogos da MLS, verá que são todos cintura dura!
E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Ontem, na Folha, disse que o PSDB não pode esquecer das realizações do passado. Claro, se referindo a não utilização da sua imagem na campanha de José Serra.
Só agora, presidente?
Ora essa. Lembra daquele amistoso da Seleção Brasileira contra o Zimbábue, às vésperas da Copa do Mundo e com nítido caráter político?
Pois é: deram calote nos organizadores!
Os direitos sobre os jogos da Seleção são da Kentaro, que foi a Justiça cobrar US$ 620 mil da federação do Zimbábue. Detalhe: a federação local também é subordinada do ditador Mugabe, mais um dos amigos políticos do guia-Mestre Lula.
Amigos, emocionante o Emerson Fittipaldi pilotando a sua Lotus da primeira vitória dele na F1. Após correr pela Marginal Pinheiros, Ponte Estaiada e outros pontos, saiu chorando do carro. Emoção à flor da pele.
Parabéns ao Rato pela sua autenticidade. Piloto ao pé da letra respira velocidade e faz disso sua energia!
Sempre defendo que as instituições de ensino onde leciono devem incentivar o espírito e ambiente acadêmico. A integração universitária deve ser fundamental para o entrosamento e sucesso dos universitários.
Mas o que dizer dos idiotas que ainda insistem em praticar “trotes acadêmicos” a fim de integrar os novatos? Ou ainda o constrangedor episódio ocorrido semana passada na UNESP de Araraquara, chamado de “Rodeio das Gordas”, onde a montaria em cima de alunas obesas era a “brincadeira”?
Custa a crer que esses alunos serão a mente pensante da nação…
Faço minha as palavras de Ruth de Aquino, na Revista Época dessa semana, Coluna Nossa Antena, de 01 de novembro de 2011, pg 130. Abaixo:
O RODEIO DOS IMBECIS
Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.
Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.
A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.
Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.
O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente
Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados.
Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.
Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes… não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.
Amigos, após a participação ousada e inusitada do quarto-árbitro Francisco Neto na partida entre Internacional X Santos (já publicado no blog quanto a sua oportuna ou inoportuna ação em: O MICO DO 4º. ÁRBITRO), surgiu uma polêmica muito grande: o que faz de verdade um quarto-árbitro? Até onde ele é importante? O árbitro precisa mesmo dele?
Vamos em 2 tópicos: na teoria e na prática
a) NA TEORIA
As Regras de Jogo regulam o trabalho do Quarto Árbitro. Embora ele não esteja entre as 17 regras (Regra 5 – o árbitro, Regra 6 – os árbitros assistentes), ele ganhou há anos um capítulo especial: O Quarto Árbitro. Há quase 2 anos, esse capítulo passou a se chamar: O Quarto Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva. Há 4 meses, esse mesmo capítulo sofreu alterações e ganhou importância maior. Vamos lá:
– O quarto árbitro é o substituto imediato de qualquer um dos outros membros da equipe de arbitragem; exceto se existir um árbitro assistente reserva (o popular 5º. Árbitro); se este existir, torna-se substituo exclusivo do árbitro.
– Ele é o ajudante de todos os trabalhos administrativos do árbitro (confecção de súmula, relatórios, comunicações de penalidades, etc)
– Será responsável pelos procedimentos de substituições de atletas; é ele quem confere equipamentos e a permissão dos reservas para entrarem em campo, após sinalizar para o árbitro.
– O quarto-árbitro é responsável pelo controle da dinâmica de reposição de bolas (trocando em miúdos: se as bolas são repostas a contento, sem cera dos gandulas e se estão localizadas em pontos estratégicos).
– O MAIS IMPORTANTE: antes, o texto dizia que era função do quarto-árbitro indicar ao árbitro se adverte errado um jogador, se há confusão na distribuição dos cartões, se ocorre algum lance fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes, se há conduta indevida dos atletas substitutos e comissão técnica. Tal texto questionava a existência de limites ou não para o quarto árbitro. Entretanto, a partir de 01 de junho de 2010, após a reunião de 06 de março do mesmo ano, o texto passou a ser: ‘o quarto-árbitro ajudará o árbitro a dirigir o jogo conforme as Regras do Jogo. Entretanto, o árbitro mantém sua autoridade para decidir sobre qualquer fato relacionado ao jogo’. Essa modificação esclareceu que o quarto-árbitro pode informar o árbitro sobre toda e qualquer ocorrência, sem limites para isso; claro, com a decisão final cabendo ao árbitro (acatar ou não a informação).
b) NA PRÁTICA
Na prática, o quarto-árbitro é aquele que antes do jogo providencia a súmula e, muitas vezes, já entra em litígio com os treinadores (lembram-se de Corinthians X São Paulo, onde Mano Menezes e Muricy Ramalho liberaram a escalação oficial somente dentro do gramado, sem cumprir os 45 minutos de antecedência exigidos pelo regulamento? Tivemos o absurdo de ter 13 jogadores do Corinthians perfilados para cantar o Hino Nacional, a fim de confundir o adversário). É o mesmo quarto-árbitro que tenta organizar o banco de reservas, fazendo com que os treinadores e atletas se comportem adequadamente; é o fiscal dos gandulas, que usualmente são orientados a trabalhar com desempenho diferente, mediante o resultado da partida. É também o quarto-árbitro uma espécie de “dedo-duro”, fofoqueiro, alcagüete do jogo; pois, afinal, é ele quem denuncia as ofensas e xingamentos que extrapolam a boa educação fora das quatro linhas. Vide os treinadores e reservas expulsos – na sua maioria, a expulsão se dá após o árbitro receber o chamado do quarto-árbitro. Por fim, é ele quem deve ficar atento a lances fora do campo visual do árbitro (uma agressão não vista pelo árbitro; a opinião de um lance duvidoso e que ele tenha convicção, etc). Pode ele estar presente em todos os lugares da periferia do campo, embora sua base seja a equidistância dos bancos (não pode ser estático, senão, ao invés de “árbitro”, “vira mesário”). Também não deve irresponsavelmente abandonar a sua posição a qualquer situação, pois, afinal, a sua maior área de atuação é próxima às comissões técnicas.
Abaixo, elenco alguns lances interessantes envolvendo decisões relevantes dos quarto-árbitros:
Copa das Confederações 2009 – Brasil 4 X 3 Egito: quando o jogo estava 3×3, Lucio chutou para o gol e uma mão na bola do zagueiro egípcio tira a bola em cima da linha do gol. Howard Webb, árbitro inglês, não vê a mão e dá escanteio, mas o quarto-árbitro informa pelo rádio que foi mão intencional. “Desmarcou” o escanteio e marcou o pênalti. (nesse jogo, houve polêmica pois acreditava-se que o quarto-árbitro avisou o árbitro após ver a repetição no telão; FIFA alegou que o telão não tinha replay).
Copa do Mundo 2006: Final Itália X França – fora do lance de bola, Matterazzi e Zidane discutem. O atento quarto árbitro vê a forte discussão, e quando ia chamar a atenção deles, Zidane cabeceia a barriga do italiano. Ato contínuo, o quarto-árbitro espanhol Medina Cantalejo avisa Horácio Elizondo que sem titubear expulsa o francês.
Corinthians X Barueri: Série B 2008- zagueiro Duílio fez falta na meia lua em Herreira, que caiu dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro Domingos de Jesus Viana Filho. Imediatamente o quarto árbitro avisou ao árbitro que tinha certeza que a falta houvera sido fora da área (detalhe: quarto-árbitro paulista). Árbitro crê no quarto-árbitro, volta atrás e marca tiro livre direto (fora da área).
Benfica X Vitória de Guimarães: Campeonato Português 2010/11 (há 1 mês, processo em julgamento): O jogador Romeu do Vitória Guimarães agrediu seu adversário fora do lance de jogo. Na primeira paralisação, o quarto árbitro João Ferreira avisa o árbitro Duarte Gomes do ocorrido. Agressor expulso, e protesto da equipe de Guimarães (o clube pede anulação da partida por erro de direito, alegando que o quarto árbitro, antes de informar ao árbitro, tirou suas dúvidas num monitor da TV que transmitia o jogo).
Santa Rita X União de Palmares: Campeonato Alagoano da Segunda Divisão: o árbitro Francisco Carlos do Nascimento (Aspirante à FIFA atualmente e que apitará Corinthians X Avaí nesta quarta-feira), encerra a partida após o quarto árbitro denunciar que a equipe mandante, em vantagem no placar e com 7 atletas em campo, estava orientando o goleiro a simular uma contusão (pelo tempo de jogo, se o goleiro contundido não pudesse continuar na partida e com as 3 substituições já realizadas, a equipe sairia de campo vitoriosa). O goleiro cai e o árbitro não espera o tempo de recuperação (que é de direito nesse caso). Ele encerra a partida imediatamente por atitude inconveniente e antidesportiva (o árbitro considerou a relevante informação do quarto árbitro; assim, ao invés do mandante levar os pontos, o adversário, por causa do quarto árbitro, conseguiu a vitória).
Coritiba X Santos: Campeonato Brasileiro 2008: o árbitro recém promovido à FIFA na época, Marcelo de Lima Henrique, se dirige ao treinador do Coritiba, Dorival Júnior, que insistia em reclamar veemente de todas as marcações do árbitro. Após uma advertência verbal de Marcelo de L Henrique, o quarto-árbitro (que era paranaense) diz ao árbitro que Dorival havia extrapolado, que o correto era expulsá-lo. O árbitro aceita a sugestão do quarto-árbitro e o expulsa. Curiosidade: no STJD, a testemunha de defesa do técnico Coxa Branca Dorival Júnior era o então treinador do Santos, Cuca (seu adversário naquela partida).
Vasco X Flamengo: (Campeonato Brasileiro 2010, dias atrás) PC Gusmão, descontente com a arbitragem de Gutemberg de Paula, faz gestos incitando a torcida do Vasco a pegar no pé do árbitro. O quarto-árbitro flagra, informa o árbitro que expulsa PC Gusmão. O treinador vascaíno insiste que seria impossível o árbitro ver tais incitações, já que deveria estar prestando atenção no jogo.
Botafogo X Boa Vista: Campeonato Carioca 2009 – lateral botafoguense Alessandro chuta para o gol, a bola fura a rede e entra no gol. Árbitro e bandeira dão gol. Mas aí vem o quarto-árbitro e alega ter certeza que foi por fora. Após muito tempo paralisado e o árbitro duvidando da informação do quarto-árbitro, o árbitro resolve voltar atrás e confiar na acertada informação. Foi, inclusive, jogo de TV da Globo, que rendeu elogios do Arnaldo César Coelho à atenção do quarto árbitro.
Finalizo repetindo a questão: Até onde o quarto-árbitro é importante? O árbitro precisa mesmo dele? Deixe seu comentário:
(você pode acompanhar este e outros textos no Blog do Rafael Porcari no portal da Rede Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3947&blog=6&nome_colunista=963)
Ontem foi “Dia de Todos os Santos”. Hoje, “Dia dos Santos Defuntos”.
Veja a origem, extraído do texto do Mons. Arnaldo Beltrami, vigário responsável pela comunicação da Arquiodiocese de SP:
(http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafinados.html )
ORIGEM DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Democracia é isso aí: venceu Dilma Rousseff.
Quem votou nela, poderá cobrá-la; afinal depositou na candidata sua confiança.
E para quem não votou nela, pode cobrar mais ainda; afinal, a opção era o adversário e esses eleitores devem ser convencidos.
Boa sorte, que Deus nos ajude a suportar bem os próximos 4 anos.
Nessas horas, penso: será que a voz do povo é a voz de Deus mesmo? Quem disse isso?
O importante é que a Democracia saiu vencedora. E esperemos que a liberdade de imprensa e as instituições democráticas não sejam combatidas, como foram nos últimos 8 anos.
Onde será a festa da vitória? Havana, Teerã ou Caracas? Quem sabe em Brasília…
Que caso curioso. As agências desportivas discutem até onde “mulheres realmente são femininas” para poder liberar a disputa desses casos considerados extraordinários em competições mundiais.
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI89198-15228,00-CASTER+SEMENYA+ELA+E+MINHA+MENINA+DIZ+PAI.html
Caster Semenya: “Ela é minha menina”, diz pai.
Por André Fontenelle
O caso da corredora acusada de ser homem mostra que o esporte aprendeu a lidar com a intersexualidade
Homens e mulheres competem separadamente na maioria dos esportes, salvo aqueles em que a superioridade física masculina não é decisiva para o resultado, como a equitação e o automobilismo. Casos como o da sul-africana Caster Semenya mostram, porém, que mesmo uma divisão tão natural tem limites. Desconhecida até em seu país apenas semanas atrás, Semenya, de 18 anos, chocou o mundo do esporte ao vencer facilmente a prova feminina de 800 metros no Campeonato Mundial de Atletismo, em Berlim. Sua história roubou um pouco da atenção em torno do fenomenal Usain Bolt, que quebrou os recordes masculinos dos 100 e dos 200 metros (leia texto).
A ambiguidade sexual de Semenya é evidente – voz grave, rosto masculino, pelos no rosto. Nascida em um vilarejo miserável do norte da África do Sul, ela passou a infância enfrentando gozações dos colegas de escola. O esporte foi uma forma de se vingar das humilhações. Ironicamente, seu sucesso levou a uma exposição pública igualmente vexatória. O público alemão reagiu à sua vitória com um silêncio constrangido. As adversárias murmuraram palavras de descrédito.
Semenya tem voz grave e pelos no rosto. Passou a infância
ouvindo gozações por sua masculinidade
O pai de Semenya saiu em defesa da filha. “Ela é minha menininha. Sei disso porque a criei.” Outras corredoras disseram já tê-la visto nua no vestiário e confirmaram ser uma mulher. Mas do ponto de vista atlético a evidência visual não é suficiente. Há diversas formas de intersexualidade, e atletas que se sentem mulheres, mas produzem testosterona como homens. Nessas raras situações, cabe às entidades que governam o esporte decidir.
Até o momento, a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) agiu de forma corretíssima. Primeiro, ao não tratar o caso como uma possível trapaça. É evidente que Semenya não é um homem que se faz passar por mulher. Segundo, ao evitar alarde. Só quando foi provocado pelos jornalistas o secretário-geral da Iaaf abordou a controvérsia. “Precisamos protegê-la”, explicou Pierre Weiss. Por fim, ao ressalvar que mesmo que Semenya seja desclassificada isso não faz dela um homem: “Testes genéticos são complexos”, disse Weiss. A decisão deverá levar algumas semanas.
A polonesa Stella Walsh, campeã olímpica dos 100 metros em 1932, tinha genitália masculina – descobriu-se quando de sua morte –, mas viveu toda a vida como mulher. Por casos como esse, e outros de pura e simples fraude, até a década passada toda atleta olímpica precisava comprovar a feminilidade, por um teste de cromossomo. Isso era humilhante para as mulheres. Por isso hoje o teste só é feito em casos específicos. Ficou famoso no Brasil o da judoca Edinanci Silva, cuja participação nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, foi posta em dúvida. Pouco antes da competição, Edinanci foi submetida a uma cirurgia reparatória, mas a dúvida sobre sua feminilidade permanecia. O Comitê Olímpico Internacional decidiu mesmo assim autorizá-la a competir: acima da questão esportiva, estava o lado humano. Eliminar Edinanci – que viria a disputar quatro olimpíadas – destruiria tudo por que ela lutara. Esse parece ser o mesmo caso de Caster Semenya.
Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…
Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do Halloween. É uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.
Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.
Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:
DIA DO SACI
O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.
Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.
A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.
Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.
O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.
DIA DO HALLOWEEN
Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.
Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos
O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.
Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.
O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.
No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.
Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI
Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI
É sabido que o grupo Kia-Hyundai é um dos que mais cresce no Brasil. Sabe-se também que aqui no Brasil o grupo atua de maneira bem independente, pois os representantes da Kia (Gandini) e Hyundai (Caoa) se detestam.
Mas esse racha não incomoda os coreanos, pois, segundo eles, faz com que as marcas se tornem mais competitivas como adversários em nosso país.
Nesse final de semana, a Hyundai estampa 12 páginas de publicidade alardeando o prêmio que ganhou como “empresa mais lembrada e admirada pelos consumidores de veículos”. Essa ação de marketing está em todas as grandes revistas semanais.
Quanto custa 12 páginas na Veja, Época ou Isto É?
Deve custar muito… mas imagina o prazer da Hyundai em ver tanta publicidade contra 2 páginas da Kia na mesma revista? Certamente, para eles, isso não tem preço.
Interessantíssima a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Revista Veja que chega as bancas nesta semana. Entre outras coisas, ele fala de como é seu dia-a-dia, do repúdio ao fato de um ex-presidente poder tentar o terceiro mandato desde que não seja consecutivo e do que pensa sobre Lula. Aí vem algo curioso: ele disse que Lula lhe falou ao pé-do-ouvido, na troca de faixas há quase 8 anos atrás: “Aqui você terá um amigo”. Por não ter sido esse “amigo” desejado, FHC disserta sobre o que ele chama de apoteose mental do atual presidente Lula.
Vale a pena dar uma lida!
Gaciba encerrou a carreira como árbitro de futebol. Será comentarista da RBS.
Ótimo árbitro, acabou se vitimando pelo exagerado, rigorosíssimo e desnecessário FIFA TEST, onde o fator psicológico fala mais alto do que o fôlego. Seria irônico duvidar da sua condição física.
Se eu que parei nesse ano senti (e ainda sinto) saudades dos 14 anos como coadjuvante, imagino o Gaciba como protagonista de grandes jogos nacionais e internacionais!
Repudio a infeliz declaração do Benjamim Back, no Jornal Lance de hoje, página 2:
“BOIA IDEIA
Leonardo Gaciba resolveu abandonar prematuramente a carreira de árbitro para ser comentarista de arbitragem. Excelente ideia! Que outros ainda em atividade, hoje no Brasil, façam o mesmo…”
Respeito a opinião do jornalista, mas acho infeliz e preconceituosa a declaração. Poderia ficar quieto e respeitar esse momento que é de dor indiscritível a um árbitro. Faltou sensibilidade.
Boa sorte, Gaciba!
E você, o que achou de tal declaração?
Segundo turno decisivo para o país. Vamos ver no que vai dar.
Votemos, afinal é um dever. E um direito também.
Já imaginaram um setor de atividade que movimente 14 bilhões de dólares por ano? Essa quantia é o valor que a indústria da maconha movimenta somente no estado da Califórnia.
Pois bem: na próxima Terça-Feira, os californianos votarão em um plebiscito que decidirá se esse estado americano aceitará a droga como produto de venda livre para entretenimento (ela já é permitida para fins terapêuticos). Claro que o assunto é polêmico; defensores e contrários à causa já estão se movimentando a todo vapor.
Particularmente, sou contra. Liberar a maconha é incentivar o uso de drogas e a dependência. Pergunte às famílias que possuem pessoas viciadas o que elas pensam de tal projeto.
E você, o que pensa sobre o assunto? Libera-se a droga ou não? Deixe seu comentário:
Como amanhã é dia de todos os santos, lembro (e vejo) todos os dias uma santa anjinha:

Fala sério: a pureza e inocência das criancinhas não é uma benção de Deus? A foto da minha filhinha Marina diz tudo…
Após o trabalho, após o cumprimento do dever de cidadão em votar, após o término de outras atividades de trabalho (ufa), um passeio com a pequininha no Shopping Galleria visitar o Doki e a turminha do Discovery Kids será o prazeroso dever do papai e da mamãe.
Estou escrevendo acompanhando a partida entre Internacional X Santos. Provavelmente encerrarei esse texto ainda com a bola rolando. Mas o lance do jogo até agora (15 minutos do segundo tempo nesse exato momento) não foi o gol não assinalado pela arbitragem em favor do santos, mas A BOBAGEM FEITA PELO QUARTO ÁRBITRO.
Vejam só: o Santos chuta para o gol e o Internacional tira a bola da meta em posição duvidosa: fora do gol, dentro do gol ou em cima da linha (que é gol)? Se o lance é rasteiro, mais fácil; lance por cima, mais difícil.
Nas câmeras da TV, é impossível se dizer algo. Somente uma câmera na posição da linha de meta poderia nos dar uma resposta certeira. Com tecnologia e sensores, nenhuma polêmica. Imaginaram a bola passar pelos postes e um sensor disparar um alarme indicando que entrou no gol? Seria fantástico, eficaz e justo. Mas a FIFA não quer de verdade, sabemos disso.
ENTRETANTO, após o congelamento da imagem e o computador fazendo a projeção, percebe-se que o lance não era tão difícil assim. A bola entrou significativamente dentro do gol. O problema foi o posicionamento do bandeira, pois ele estava muito atrasado em relação à linha da bola. Se tivéssemos um dos novos árbitros de meta, ele poderia indicar o gol.
Mas o que me chamou a atenção é a entrevista coletiva do Quarto Árbitro Francisco Neto, no intervalo do jogo, falando que ajudou na não-marcação do gol. A FIFA, CBF, FPF e outras tantas entidades têm horror à imprensa, e proíbem veementemente os árbitros de darem entrevistas, principalmente em referência a lances do jogo após a partida. Durante a partida, então, o pecado é pior!
O problema não foi o quarto árbitro falar, mas o que falou. Disse que teve certeza que a bola não entrou e pôde colaborar com a equipe de arbitragem. Colaborar como, cara-pálida? Foi gol. Aliás, o mais curioso é a posição em que ele se encontrava. O que um quarto árbitro faz atrás do poste de escanteio? Se ele fosse um quinto árbitro, entenderia-se de que estivesse por lá por força de uma situação extraordinária. Mas o quarto-árbitro? Normalmente ele fica no meio de campo, tomando conta dos bancos e assistindo ao árbitro a todo instante. Se sai daquele posicionamento, é para resolver algum problema.
Ele disse (e a todo instante louvava) que a Federação Gaúcha e o presidente da Comissão de Árbitros sugeriam esse procedimento durante as partidas. E quem faz a função do quarto árbitro no banco então? Tudo muito estranho…
Alguém que seja árbitro acredita que ele fica 90 minutos correndo pela lateral em campo? É incoerente o que ele disse, pois, em muitos momentos, teríamos 2 árbitros correndo juntos (o bandeira e o quarto árbitro).
O pior é ver o quarto árbitro todo pimpão na TV dizendo que acertou. Não era sua função; não estava na sua posição; não era o momento e não mostrou competência.
Como diria meu sobrinho, ‘pagou mico’.
E você, o que acha disso: o quarto-árbitro desse jogo quis aparecer ou foi realmente infeliz naquele momento? Deixe seu comentário:
Ops: acabei de escrever o texto com 24 minutos do segundo tempo, justamente quando Neymar é “agarrado”. Respeito mas discordo do Marsiglia: ao sentir o braço do adversário, Neymar desiste da jogada. Ele teria condições de disputar aquela bola, e se não conseguisse, sofreria (de fato) o pênalti. As mãos e braços do adversário colorado não o fariam desabar tão facilmente como caiu. Lance normal e simulação do atacante santista.
O “10” costuma ser o craque no futebol. Hoje nem tanto. Mas costumeiramente, o camisa 10 é aquele que se destaca pela categoria, personalidade ou liderança.
Ontem tivemos o debate entre Dilma X Serra. Ambos não puderam se confrontar. A idéia da Globo em forçá-los a falar sobre propostas engessa a discussão. Mas, por outro lado, mostra a fragilidade dos nossos políticos em ter projetos e propostas.
Era nítido que tanto Serra e Dilma iniciavam suas respostas tentando ganhar tempo para pensar no que responder (vide: “sua pergunta é muito interessante e tal assunto será fundamental no meu governo e nós blábláblá”). Não existia resposta de bate-pronto, o que leva a crer que tais dúvidas dos eleitores eram assuntos não prioritários para os governantes, pois, se fossem, as respostas seriam enfatizadas e pontuais, sem enrolação.
Dentro do conceito acima de camisa 10 (não dizendo que votaria neles ou não ou se eram honestos ou não), lembro-me de Covas, Maluf, Brizola, o próprio Lula… esses caras eram bons em debate!
Serra e Dilma me decepcionaram ontem. Aliás, todos os presidenciáveis não me deram confiança nesse ano. Vamos ver no que dará amanhã.
Nestor Kirchner (ex-presidente argentino e esposo da atual presidente Cristina Kirchner) nem bem morreu e, aproveitando o clima de comoção, já foi lançada à reeleição. O partido de Cristina anunciou que ela concorrerá em 2011 para se manter na Casa Rosada.
Nem bem o defunto morreu e já tiram proveito disso. Política é política em qualquer lugar na América do sul mesmo… Ou seria apenas característica dos brasileiros e argentinos?