– Correios e Desserviço em Jundiaí

Me recordo, bem moleque, que no finzinho dos anos 80 os Correios ganharam um prêmio como empresa mais admirada pela população brasileira. Saudosos bons tempos…

 

Hoje, estamos fadados à boa vontade dos carteiros e aos escândalos de corrupção envolvendo a administração da entidade, desde os tempos do Mensalão de Marcos Valério.

 

Há 4 anos, todos os dias, pontualmente às 16h, o carteiro deixava minhas correspondências em casa. Hoje, não passa regularmente e ninguém sabe a hora e nem quando. Nenhuma conta chega em dia! É segunda via pela Internet de tudo!!! Algumas concessionárias sugerem o débito automático para evitar tais transtornos; entretanto, e o fator ‘conferência’? Não é só contas que atrasam: são avisos, documentos, outras coisas tão importantes quanto cobranças.

 

A imagem dos Correios é muito negativa para mim. Uma conta a vencer no dia 20 me foi entregue dia 25, e verifico ter sido postada dia 15. É muito tempo!

 

E você, o que acha do serviço dos Correios em Jundiaí?

– A Eleição ao Senado: um Desastre nas Urnas!

Leio na pesquisa do Jornal Bom Dia / Epesp deste sábado, que Marta Suplicy, Netinho de Paula e Aloísio Nunes Ferreira são os ponteiros na disputa pelas 2 vagas a Senador da República por SP (com pouco mais de 20% dos votos), seguidos por Moacir Franco e Ricardo Young.

 

Mas o que me admira é o número de pessoas que responderam ‘NÃO SABEM’. Cerca de 69% dos eleitores não tem candidato ao Senado! Ou seja, parece que a eleição ainda não começou… A qualidade do voto a este cargo será discutível ao extremo!

 

Diante desse número, imagine as pessoas que não tem familiaridade com a informática e que se atrapalharão na hora de votar. Calcule o tempo que esse eleitor levará para confirmar o voto e o tamanho das filas nas zonas eleitorais. Nem todos saberão distinguir quando se digita o número para presidente, governador, senador, senador de novo, deputado federal e deputado estadual. Imagine ainda que àqueles (e são muitos) que acham que devem escolher um único candidato ao Senado, ao confirmar seu voto, aparecendo a mesma tela pedindo outro voto, irão tentar votar de novo no mesmo nome, achando que deu erro na primeira tentativa.

 

Dia 03 de outubro será dia de muita, muita paciência mesmo…

 

A propósito, aqui no bairro Medeiros, em Jundiaí, a população triplicou de tamanho e continuamos na mesma apertada escola Rafael de Oliveira como sede eleitoral. Como faremos nesse ano?

 

E você, já decidiu a quem votar para Senador 1 e Senador 2?

– Tirando o Sofá da Sala

Leio que há um projeto para se proibir o uso do celular nos bancos no estado do RJ. Outras 16 cidades já apóiam tal iniciativa.

 

Ao invés de resolver o problema da criminalidade, cerceiam a população de se comunicar?

 

E você, o que pensa sobre isso? Proibir o celular nos bancos é a solução?

– Dia de São Cléofas, por cléofas, ou por Téo, ou Cléofas… por ele mesmo, vai!

 

Meu amigo e cumpadre Téo, vulgo Cléofas, é o único que conheço com esse nome.

 

Mas ele é um privilegiado, pois hoje é dia do santo do nome dele: São Cléofas!

 

Para quem tem um amigo Cléofas como eu, vai lá a história desse importante santo católico, enviado pelo próprio Téo, que se chama Cléofas:

 

SÃO CLÉOFAS

 

Seu nome, Cléofas, no hebraico antigo, pode ser também Alfeu. A partir daí, temos as informações dos historiadores que pesquisaram as origens dos santos. Segundo eles, a vida de são Cléofas esteve sempre muito ligada à de Jesus Cristo. Primeiro, porque se interpreta que Cléofas seja o pai de Tiago, o Menor; de José; de Simão e de Judas Tadeu, que são primos do Senhor. Maria, mãe de todos eles, no evangelho do apóstolo João, é chamada de esposa de Cléofas e irmã da Mãe Santíssima. E que também fosse irmão de são José, pai adotivo de Jesus. Sendo assim, confirma-se o parentesco. Cléofas, na verdade, era tio de Jesus Cristo.

 

A segunda graça conseguida por Cléofas, além do parentesco com Jesus, foi ter visto o Cristo ressuscitado. Quando voltava para Emaús, depois das celebrações pascais, na companhia de mais dois discípulos, encontraram, na estrada, um homem, a quem ofereceram hospitalidade. Cléofas e os discípulos estavam frustrados, assim como os outros apóstolos, naquela hora de provação: “Nós esperávamos que fosse ele quem iria redimir Israel, mas…”

 

Foi então que o desconhecido fez penetrar a luz da Boa-Nova, explicando-lhes as Escrituras e aceitando o convite para ficar, pois a noite estava por cair. Só no momento em que o estranho homem repartiu o pão que os alimentaria perceberam que se tratava de Jesus ressuscitado, pois o gesto foi idêntico ao da última ceia.

 

Cléofas foi perseguido por seus conterrâneos por causa de sua fé inabalável no Messias ressuscitado. Segundo São Jerônimo, o grande doutor da Igreja, o martírio de são Cléofas aconteceu pelas mãos dos judeus, que o detestavam por sua inconveniente pregação cristã.

 

Já no século IV, a casa de são Cléofas tinha sido transformada em uma igreja. A Igreja confirmou seu martírio pela fé no Cristo e inseriu no calendário litúrgico o seu nome, no dia 25 de setembro, para ser celebrado por todo o mundo cristão.

– A Explosão do Preço do Etanol

Amigos, o preço do Etanol (álcool) está fugindo do controle nas bombas da região de Jundiaí. Há alguns motivos: o aumento da exportação de açúcar; a recente seca nos canaviais (diminui a produção) e a própria retenção do produto por parte dos usineiros.

Em média, o combustível já está variando na casa de R$ 1,499, atingindo até R$ 1,599 (nos postos de boa qualidade).

Ainda assim, é vantajoso abastecer etanol: a conta é dividir o preço do álcool pelo da gasolina, multiplicando por 100. Se o preço estiver até 70%, na maioria dos carros, prefira financeiramente o etanol (por exemplo: 1,499 / 2,499 X 100 = 59,98%). Entretanto, lembre-se: nem todos os carros gastam o equivalente a fórmula média utilizada (isso vale para carros que gastam por volta de1 litro de álcool em 9 km e 1 litro de gasolina para 12,5 km).

 

Você prefere o etanol ou a gasolina em seu veículo? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: Portal Noroeste

 

CONSUMO DE ÁLCOOL COMBUSTÍVEL DESPENCA NO PAÍS

 

Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que, entre janeiro e junho, os postos brasileiros venderam seis milhões 652 mil metros cúbicos. É 17% menos que no mesmo período de 2009. O motivo da queda, para a entidade, foi o aumento dos preços.


Nos três primeiros meses deste ano, o valor médio do litro nas bombas QUASE ALCANÇOU A R$ 2,00. A alta foi provocada pela quebra na safra de cana-de-açúcar da Índia, pelas chuvas fora de época, no inverno passado, que prejudicaram a colheita por aqui, e pelo aumento do preço do açúcar, que fez muito usineiro deixar a fabricação de álcool em segundo plano.


Hoje, o valor médio do combustível está na casa de R$ 1,60.


Ainda assim, em algumas regiões, donos de carro flex dão preferência para a gasolina que, apesar de mais cara, faz o veículo rodar cerca de 30 por cento a mais por litro.

Para os próximos meses, a previsão é que a seca, que tem prejudicado o rendimento e o desenvolvimento nos canaviais, provoque novos aumentos no preço do álcool.

– Artigo Atual de Marcelo Tas sobre o ‘Trabalho” dos Petistas (Quando Lula trabalhou de fato?)

Há algumas coisas na vida política desse país que surpreendem.

 

Há 5 anos, o jornalista Marcelo Tas escreveu em seu blog um texto realístico e ao mesmo tempo profético sobre as ações escusas do PT (atenção: não venho através do meu blog expor minha pessoal opinião política, apenas suscitar o respeitoso debate, promovendo o espírito crítico). E olha que interessante: ele fez um levantamento sobre a vida profissional dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, que, na realidade, em sua maioria nunca trabalharam!

 

Responda rápido, antes de ler o texto: fora a presidência, quando Lula trabalhou? E José Dirceu? E Genoíno?

 

Abaixo a íntegra, extraída do artigo original do Blog do Marcelo Tas, enviado por email pela administradora de empresas Rosiele Vignoli: (http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2005-07-16_2005-07-31.html)

 

CARTA AOS PETISTAS

 

Por não ser petista, sempre fui considerado “de direita” ou “tucano” pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.


Vejam, nunca fui “contra” o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos “cumpanheiro”. A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.


Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.


Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.


Segunda: o nome do partido. Por que “dos Trabalhadores”? Nunca entendi. Qual a intenção?


Quem é ou não é “trabalhador”? Se o PT defende os interesses “dos Trabalhadores”, os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?


E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser “dirigentes do partido“. Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.


Repare no choro do Zé Genoíno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter “que sobreviver” sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.


Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos… Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.


Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!


Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris… misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França… outro que tá mais enrolado que espaguete.


Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.


Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2… Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.


Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.


Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os “dirigentes”, “conselheiros”, “tesoureiros”, “intelectuais” e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem.
E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

– A Duplicação da Estrada de Itatiba: O enésimo anúncio da obra!

 

O governador Alberto Goldman esteve aqui em Jundiaí com as autoridades locais, ontem, anunciando o início oficial das obras para a duplicação da Rodovia Jundiaí – Itatiba.

 

Ué: quantos anúncios destes nós não tivemos nos últimos anos?

 

Novo “Ué”: e as obras que estão sendo realizadas, não eram para isso?

 

Mais um “Ué”: qual o propósito da praça de pedágio, que já está quase funcionando? Não era para as mesmas obras?

 

Mais um anúncio demagógico às vésperas da eleição. Mudam os nomes e os partidos, mas no fundo são todos iguais!

 

O que você acha deste novo anúncio? Deixe o seu comentário:

– Chamem a Polícia!

Puxa, o GAECO, braço da Polícia tão respeitado e que combate o crime organizado, foi assaltado!

É a mortadela fatiando a máquina;

               a banana comendo o macaco, ou,

                          o poste fazendo xixi no cachorro…

Sabe o que levaram? O computador que continha os dados sigilosos de um esquema de corrupção em licitações públicas na região de Campinas.

Hum… então tá. Se quiser, dá para pegar os meliantes, não?

O que você acha desse roubo? Deixe seu comentário:

– Correção das Avaliações do Primeiro Bimestre

Enfim terminamos a correção da Prova! Ufa, deu trabalho…

 

Queridos alunos, lembrem-se: não faltem nas datas marcadas para a correção em sala. Sobre as provas:

 

PRIMEIRO SEMESTRE- introdução à administração: a sala deixou (e muito) a desejar… Prova fácil, sem pegadinhas, objetiva. No entanto, percebo um ‘apagão’ da sala. As notas estão ruins. Vamos trabalhar bastante para melhorar isso. Conversaremos na classe, mas nada de desespero!

 

SEGUNDO SEMESTRE– gestão das organizações: melhorou e muito do semestre anterior até então. Mostraram evolução, embora há algumas provas com insistentes erros de português. Chegou um momento que parei de grifar os erros, tão numerosos foram! Mas melhoraram em espírito crítico.

 

QUARTO SEMESTRE- treinamento e desenvolvimento em ambientes corporativos (liderança): boas provas, mas há um desnivelamento em argumentação. Muitos não expuseram sua criatividade e se tornaram repetitivos na avaliação, falando a mesma coisa que o texto. Assim não… Mas temos ótimas provas também, para felicidade geral da nação!

 

QUINTO SEMESTRE- gestão de serviços e terceirização: não recebi as provas do EAD, mas fechei a nota dos trabalhos pelo site. Muitos bobearam e estouraram o prazo. Quanto as respostas enviadas após a data estipulada, leio-os mas os descarto. Vejam que até apaguei eles do site, para não induzir ao fato de que os aceito.

– O Fantasma da Ditadura está Desperto II

Lembram-se do brilhante artigo intitulado “O Fantasma da ditadura está desperto”, produzido pelo jornalista Reinaldo Oliveira? Quem não teve oportunidade de ler sua crônica, acesse clicando AQUI.

 

Pois bem, a continuação daquele magnífico pensamento abaixo, pelo próprio jornalista:

 

O FANTASMA DA DITADURA ESTÁ DESPERTO II

 

Amigos leitores. No artigo anterior (primeira semana de setembro), no início dele foi traçado um panorama do procedimento truculento/ditatorial nos países da América Latina e terminava com citação sobre a situação também truculenta/ditatorial no Brasil. Infelizmente, nestes poucos dias passados, desde que ele foi apreciado com a sua leitura, a situação ditatorial aumentou e muito no País. E o pior. Provocado por quem foi dada a responsabilidade de governar o país com isenção : Lula.  Por quem já esteve banido do país por ações terroristas, e que foi expulso do governo atual por formar quadrilha (esta denominação de quadrilha é dada por juízes e ministros dos tribunais que nos últimos anos têm julgado atividades ilícitas de desvio de milhões de reais do erário público, por vários ocupantes de cargos no atual governo), vide caso do mensalão: Zé Dirceu. E por uma candidata à presidência do País nas próximas eleições e, que também tem um passado de terrorismo com assalto a bancos e outras barbaridades: Dilma. Estes três personagens têm demonstrado quanto são favoráveis ao endurecimento do regime democrático vigente. Pela ordem: Lula disse, e o Brasil e o mundo viram as imagens, que um determinado partido político brasileiro deveria ser extirpado, ou seja, é ditadura pura. Tem se insurgido dia sim e outro também, contra a liberdade de expressão e da imprensa. Suas manifestações públicas são eivadas de ódio, contra tudo e contra todos. Revanchista e se aproveitando do cargo, analfabeto de entendimento público, não perdoa a imprensa e o senado federal pela derrota na votação da CPMF. No dia 18 de setembro arrotou com sua verborragia coloquial: “Nós não vamos derrotar só nossos adversários tucanos, vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos e não têm coragem de dizer”.  Zé Dirceu que comandou o maior desvio de dinheiro público através do mensalão, e foi expulso do governo, como agora foi a Erenice Guerra (também por se locupletar do dinheiro público meu, seu e de todo o povo brasileiro, porém), mas defendido por chicaneiros e se aproveitando de brechas na Lei, continua soltinho da silva. Tem sempre um pé dentro do governo e não perde a oportunidade de, quando em encontro com pelegos sindicais, demonstrar sua ideologia cubano/soviética, solta impropérios contra a liberdade de expressão e de imprensa, como em recente pronunciamento, no dia 13 de setembro, em palestra para os petroleiros da Bahia: “O problema no Brasil é o monopólio das grandes mídias. O excesso de liberdade e direito de expressão e da imprensa”. Já a Dilma quando ainda ministra, forjou um dossiê falso contra a ex-primeira dama do País. Guindada ao cargo presidencial comete asneiras seguidas como um assessor que sabendo ela não dominar conhecimento sobre informática, montou uma farsa em programa de TV onde lhe soprava informações através de ponto eletrônico. Saiu este, veio outro: o Lanza, que montou dossiê falso sobre a filha do candidato concorrente, igual os “aloprados” fizeram na campanha passada do candidato Aluisio Mercadante. Sozinha frente a microfones, fala tantas besteiras que é preciso o Lula sentar ela no colo novamente e mexer os barbantes de marionete. Até hoje não lhe é conhecido o perfil: ora é Norma Bengell – lembram-se da farsa da foto? Ora é Nelson Mandela ou Tereza de Calcutá. De manhã é católica, à tarde é evangélica e a noite é macumbeira. Arrota formação acadêmica de cursos e faculdades que nunca freqüentou. É totalmente favorável a aprovação do aborto, mas questionada com ênfase, nega. Qual é a vida, qual é a obra, quem é ela? Nem ela sabe. Fugiu de vários debates, inclusive o das redes de TV católicas, alegando compromissos, mas tava apenas twitando quando da realização do debate. Ilícitos e malversação do dinheiro público, para ela e grupo belo que a rodeia, é prática comum. Vide os $ 45 milhões/dólares já gastos no exterior. Vide a camarilha formada por sua indicada a substituí-la no ministério, a dona Erenice Guerra & família, que usou as dependências dos palácios do governo, como se fosse a sua casa. Descoberta e como o Zédirceumensalão, posta para fora, toda corrupção praticada por ela & família, estão em manchetes nas revistas, jornais brasileiros e do exterior, porém a sua madrinha Dilma, faz biquinho e diz que não sabia de nada. Certos de se manterem no poder a qualquer custo, as últimas transgressões cometidas pelos três, Lula-Dirceu-Dilma e o quadrilha que os ladeiam, está colocando o País em perigo do Direito de Estado e, por conta disso a sociedade civil organizada já começa a reagir. No dia 22 de setembro, em frente a Faculdade de Direito da USP, foi lançado um Manifesto em Defesa da Democracia e Liberdade de Imprensa , que já tem 380 assinaturas, dentre elas o jurista Hélio Bicudo, dom Paulo Evaristo Arns, dos atores Mauro Mendonça e Carlos Vereza, do intelectual Ferreira Goulart e centenas de pessoas. No ato fizeram uso da palavra várias autoridades repudiando a atitude deste grupo que afronta impunemente a leis do País, bem como o ex-ministro da Justiça – Miguel Realli Jr., falou da ameaça que vários jornalistas vêm sofrendo, pressionados por agentes dos mais diversos escalões do governo. Abre o olho povão. Votem conscientes. Outros manifestos estão programados para várias capitais do País. Abaixo a corrupção. É isso!!   

– As Mentes Brilhantes inibidas pelos Valentões Corporativos

Para quem já passou por essa situação, esse texto é o retrato vivo do descaso para com a Democracia Organizacional: Como chefes truculentos inibem talentos nas empresas:

 

Extraído de: PORTO, Edison & OPPERMANN, Álvaro. Sob o Estigma do Medo. Revista Época Negócios, Ed maio/2010, pg 94-95

 

SOB O ESTIGMA DO MEDO

 

Nas organizações em que reina o temor, quem se destaca são os valentões, não necessariamente os mais brilhantes da turma.

 

A cena pode ser familiar. Você está num seminário de integração da empresa. Depois do coffee break, o diretor de RH chama todos para uma atividade. A empresa quer ouvir dos funcionários críticas francas, opiniões e sugestões de melhoria. Segue-se silêncio, nervosismo, medo. O presidente da empresa está presente. Cevou fama de guardar ressentimentos. Um gerente mais atrevido ousa fazer um comentário desabonador e é rispidamente interrompido por um dos diretores – amigo de longa data do presidente. A atividade acaba, por misericórdia, em 30 minutos. Suspiros de alívio.Pesquisas conduzidas com alunos de MBA nos Estados Unidos e na Europa mostram que apenas um entre cinco profissionais expressa sempre suas opiniões no ambiente corporativo.

Metade dos alunos entrevistados disse se expressar “na maior parte das vezes”. O fato é que a companhia voltada a valorizar a inovação não deveria ter medo de ouvir os colaboradores. Porém, na prática, o jogo da autopreservação fala mais alto. Quando apenas os mais destemidos ousam falar, as opiniões dos mais talentosos podem estar sendo caladas. “Quem perde com isso é a inovação”, afirma Alfredo Behrens, pesquisador da Fundação Instituto de Administração – FIA, de São Paulo.

Premiar os bem-comportados e punir os rebeldes – eis uma receita destrutiva. Behrens abordará a questão em um novo livro intitulado Shooting Heroes and Rewarding Cowards – a Sure Path Towards Organizational Disaster (“Fuzilar heróis e premiar covardes – o caminho certo para o desastre organizacional”), ainda inédito.

Vencer a cultura do medo é um desafio de liderança. Como mostra Behrens, liderança é também uma questão cultural, e não só técnica-administrativa. Em primeiro lugar, os gestores no Brasil e na América Latina vão ter de resolver a “cultura do medo” sabendo que estão lidando com uma estrutura altamente hierárquica. Da Argentina ao México, a América Latina tem um senso de hierarquia muito mais forte do que nos Estados Unidos e no Canadá. Não se trata de um julgamento moral: é uma característica latina. O paternalismo advindo dela gerou patrões amados pelos funcionários. A rigidez hierárquica, no entanto, pode gerar efeitos deletérios. No Brasil, esses efeitos costumam ser bem graves, pois a cultura da acomodação e do jeitinho – a reação popular ao medo – não combina com inovação.

Inovação pressupõe liberdade de abrir a boca. Sem ela, há inibição e inércia. Um exemplo de Behrens: “É espantoso que o Brasil, país que popularizou o leite de soja, não tenha inventado também o leite de soja com sabor de fruta. Coube à Argentina criá-lo”. A cultura brasileira é a da boca fechada, e do tirar o corpo fora. Funcionário que tem boa ideia não fala, com medo de punição. Algumas das mais conhecidas expressões populares a comprovam: “Cada macaco no seu galho”, “Deixa quieto” etc.

É ingenuidade achar que a solução venha pronta de modelos de gestão importados. Porém, Behrens acha que é não só possível mas também praticável fazer uma abertura, uma glasnost corporativa tupiniquim, que harmonize inovação com a nossa estrutura “medieval”, nas suas palavras. Soluções, contudo, vão requerer criatividade. Behrens cita um surpreendente modelo espanhol que poderia ser facilmente implementado – um sistema de corregedores na empresa.

Seria um corpo formado por funcionários aposentados, sem vínculo direto, e portanto independente, que acompanharia o dia a dia corporativo, corrigindo distorções enquanto elas ainda não causam grandes estragos. “Numa grande empresa, quando o problema chega à presidência, já está grande demais”, afirma Behrens. Um antídoto efetivo à cultura do medo.

– Ficha Pública em Dose Dupla

Por Reinaldo Oliveira

 

FICHA PÚBLICA EM DOSE DUPLA

 

O Movimento Voto Consciente realizou, com grande aceitação do público, sábado passado – dia 18, no calçadão da Barão, a distribuição do Jornal Ficha Pública, que divulga o perfil dos candidatos de Jundiaí e Região, aos cargos de deputado estadual e federal. Por este motivo neste sábado, dia 25, os voluntários estarão distribuindo o Ficha Pública e dialogando com a população em dois momentos: das 8h às 12h30, no calçadão da Barão e, com os participantes do Bicicletada – grupo que prega o uso da bicicleta como meio de transporte urbano e outros meios de transportes sustentáveis, a partir das 16h. O ponto de saída do Bicicletada é na Avenida Nove de Julho, em baixo do viaduto. Participe e dê seu voto consciente e de mais qualidade na próxima eleição.

– O Silvio Santos do Fast Food

Olha que interessante: desde que a Pepsico separou suas unidades de negócios, a divisão de restaurantes ficou por conta de David Novak, que recuperou uma das mais tradicionais redes de alimentação do grupo: a Pizza Hut.

Agora, David quer retomar um dos ícones do grupo: a rede de fast food KFC, especializada em frangos (me recordo dela nos anos 80: um verdadeiro fiasco na oportunidade…)

Como fazer isso? Dando dinheiro aos funcionários! Por isso, Lucas Amorin, de Exame.com, o chama de “Silvio Santos do Fast Food”!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0970/negocios/silvio-santos-fast-food-567013.html

O SILVIO SANTOS DO FAST FOOD

A nova loja da rede de fast food KFC na rua do Catete, no bairro carioca do Flamengo, só foi aberta ao público às 17 horas de 25 de maio. Durante toda a manhã e parte da tarde, os funcionários se prepararam para receber seu visitante mais ilustre. Um tapete vermelho foi estendido na calçada. Balões foram instalados, e os uniformes, checados. Quando o americano David Novak passou pela porta de entrada da loja, jovens vestidos com o avental vermelho da KFC começaram a cantar, bater palmas e entoar o grito de guerra global da rede – “Y! U! M!”, letras que formam Yum!, nome da corporação que reúne as marcas KFC, Pizza Hut e Taco Bell. Novak, presidente mundial da rede, que vinha pela segunda vez ao Brasil, cantou junto. E decidiu retribuir no ato. “Estou vendo que vocês gostam de fazer festa”, disse. “Tomem aqui 200 dólares para vocês dividirem e comemorarem.”

O americano Novak acredita profundamente que esse seja o tipo de atitude que motiva os funcionários – quase todos jovens em seu primeiro emprego – a ajudar na expansão dos negócios. A Yum! é a líder mundial do setor de fast food em número de restaurantes. São 37 000 unidades, localizadas em 112 países. Em faturamento, porém, a companhia tem apenas a metade do tamanho do McDonald’s – e é justamente essa diferença que Novak pretende encurtar. Seu estilo de motivação do grupo não faria o menor sentido em muitas empresas. Mas parece dar certo para uma parcela dos jovens funcionários da Yum! espalhados pelo mundo. Além do grito de guerra entoado de São Paulo a Xangai, Novak costuma presentear os empregados de melhor desempenho com bizarros frangos de borracha e dentaduras de plástico (para que eles se lembrem da importância de ter um sorriso no rosto). Nos últimos tempos, seu agrado preferido têm sido as notas de 100 dólares que carrega no bolso e distribui no melhor estilo dos apresentadores de programas de TV populares. Segundo seus cálculos, nos dez anos em que está no cargo já foram entregues 864 notas – ou 86 400 dólares. Não é nada. Mas, segundo Novak, não se trata de dinheiro, e sim de atitude. “Queremos que as pessoas se divirtam no trabalho”, disse ele, numa entrevista exclusiva a EXAME.

É claro que há uma estratégia de crescimento por trás disso. Novak precisa fazer a operação brasileira crescer, após várias tentativas frustradas de convencer o consumidor a se encantar pelos frangos da KFC ou pelas pizzas da Pizza Hut. Seu objetivo é passar das atuais 82 unidades para mais de 1 000 pontos de venda nos próximos anos (Novak se recusa a divulgar o prazo para que esse objetivo seja cumprido) – e com isso pressionar o líder McDonald’s, com 565 restaurantes atualmente em operação por aqui. É uma tarefa penosa, mas a Yum! já encarou desafios semelhantes. Na China, a empresa multiplicou o número de lojas por 35 desde 1997, quando deixou de ser uma unidade de negócios da Pepsico e ganhou vida própria. Hoje, tem 3 500 restaurantes em 700 cidades do país. A expansão chinesa foi crucial para o avanço do desempenho geral da companhia. Um dos sinais mais evidentes pode ser observado no mercado de capitais. Em abril, as ações da Yum! alcançaram seu recorde histórico, apesar do mau desempenho no mercado americano, onde as vendas caíram 5% em 2009. Para se manter atraente aos acionistas, a companhia vai precisar reduzir ainda mais a dependência dos Estados Unidos, que respondem por 35% do faturamento global. Por isso, assim como fez no Brasil, Novak já anunciou metas de chegar a 1 000 restaurantes na Índia e na França, onde a rede opera 220 e 100 lojas, respectivamente. “O mercado americano está saturado”, diz Mark Kalinowski, analista da corretora americana Janney Capital Markets. “É o sucesso em novos mercados que vai garantir o futuro da Yum!”

Aos 57 anos, Novak é uma espécie de celebridade na companhia – é comum que funcionários tirem fotografias a seu lado. Filho de um topógrafo que trabalhava para o governo americano e de uma dona de casa, ele morou em 32 estacionamentos de trailer em 23 cidades diferentes antes de completar 13 anos de idade. Sua vida era acompanhar os pais nas expedições do governo. Nos três ou quatro meses que passava em cada cidade, precisava digerir rapidamente uma nova cultura e ganhar a simpatia dos garotos do colégio. Essas lições mais tarde seriam a base do estilo de gestão que ele adotou na Yum! desde que a Pepsico decidiu fazer a separação da unidade de restaurantes. Na época, Novak comandava as marcas KFC e Pizza Hut. Na Yum!, tornou-se o segundo na hierarquia e, três anos depois, assumiu a presidência. “Somos muito informais e maleáveis a diferentes ambientes”, diz. A tal informalidade pode ser percebida tanto no guarda-roupa do executivo – seu uniforme habitual é uma camisa jeans com o logo da empresa, que o acompanha inclusive em apresentações a investidores – quanto nos talk shows que ele apresenta de tempos em tempos. Cinco vezes por ano, Novak reúne 50 executivos e franqueados do mundo inteiro em três dias de treinamento. A principal atração desses eventos são as entrevistas que ele faz com personalidades dos negócios, como o guru Jim Collins, autor do celebrado livro Feitas para Durar, e o investidor Warren Buffett.

Gigante no mundo, nanica no Brasil

Embora seja a rede com maior número de lojas no mundo, a Yum! tem menos da metade do faturamento global do McDonald’s. Por aqui, a briga é ainda mais desigual.

Antes de pensar em fazer frente ao McDonald’s no Brasil, a Yum! precisará provar que aprendeu com os erros do passado. Entre idas e vindas, a KFC tem uma história de 30 anos no país (foram quatro “estreias” até hoje). A Pizza Hut está presente há mais de duas décadas. As duas marcas, porém, sofreram um bocado nas mãos de parceiros locais inexperientes. A KFC, por exemplo, chegou ao Brasil pelas mãos do pianista Sergio Mendes, que, como administrador de restaurantes, se provou um ótimo músico. A Pizza Hut foi loteada entre diversos franqueados regionais e até hoje não tem uma gestão única no país. “Eles perderam muito tempo e agora vão precisar correr atrás não só das redes globais mas também de grupos locais cada vez mais fortes”, diz Marcus Rizzo, consultor na área de franquias. Hoje, a principal parceira da Yum! no Brasil é a carioca BFFC, que há três anos é a master franqueada da KFC no país e comanda as franquias da Pizza Hut na cidade de São Paulo. Uma das tarefas mais importantes da representante brasileira é incluir no cardápio pratos mais adequados ao paladar local – na KFC, por exemplo, um dos pedidos mais populares hoje é o combinado de arroz, feijão, frango e purê de batata. No final de maio, a BFFC trouxe para o Brasil uma terceira marca do portfólio da Yum! – a PHD, especializada na entrega de pizzas e massas em domicílio. “Levamos tempo para entender a cultura da Yum!”, diz Flavio Maia, diretor de desenvolvimento da BFFC. “Mas agora estamos prontos para acelerar nosso crescimento.”

– LAOR: Bom, Regular, Ruim

Luiz Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC, é notícia nessa semana pela polêmica decisão em demitir o treinador Dorival Jr no tão discutido caso Neymar.

 

O passe do jogador rebelde vale quase 100 milhões de reais. Já o profissional e correto  treinador tem multa rescisória de 2 milhões.

 

Sobrou para quem?

 

LAOR foi considerado bom administrador ao conseguir segurar a “Jóia da Vila” no clube. Também foi um regular negociador da dívida externa brasileira no governo FHC. Mas como dirigente esportivo, esqueceu a razão e tomou uma ruim decisão: afastou aquele que poderia dar um corretivo no menino.

 

Neymar hoje estará pressionado. Terá que marcar 3 gols, dar 5 chapéus e até defender um pênalti, se puder. Afinal, a sua indolência é pivô de toda a crise no clube.

 

E você, o que achou de toda essa confusão?

– A Lei das Sacolinhas Jundiaienses e as Exceções

A Lei que proíbe sacolinhas descartáveis não-biodegradáveis pegou em Jundiaí. Ao menos, os mercados estão enquadrados nesse propósito. Mas existem alguns questionamentos: Farmácias, por exemplo. Fui a uma drogaria e me deram os produtos em sacolinhas iguais às dos supermercados.

 

Se você mora na Agapeama, por exemplo, uma mesma rede de supermercados não oferece sacolinhas do lado jundiaiense, mas a oferece do lado varzino.

 

Exceções da regra e escapes por localidade. Mas só pelo fato de conseguirmos ajudar (ao menos um pouco) a conservar o planeta, já é uma conquista.

 

E você, o que tem achado da Lei das Sacolinhas? Eu, particularmente, ora tenho comprado as compostáveis, ora tenho levado uma sacola própria de ráfia.

 

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– A Marca Forte contra os Chineses – entrevista do CEO da Alpargatas

Márcio Utsch é presidente da Alpargatas e considerado um dos grandes administradores de empresas do mundo. Em uma interessante entrevista, fala sobre o sucesso em vender as Sandálias Havaianas por 30 euro e de como ser forte contra a China!

Boa leitura a administradores empreendedores e competitivos!

 

Extraído de: Dinheiro (clique aqui para a citação)

 

“SÓ COM MARCAS FORTES VENCEREMOS OS CHINESES”

 

Além de ser uma das maiores fabricantes de calçados, a Alpargatas é também uma das empresas mais antigas do Brasil – Por Paulo Brito


Fundada em 1907, passou – e sobreviveu – por diversas crises econômicas e construiu marcas reconhecidas internacionalmente, como as sandálias Havaianas, que hoje vestem pés de celebridades como a atriz americana Jennifer Aniston e a cantora Christina Aguilera. 

 

Atualmente com 13 fábricas e um faturamento bruto de R$ 2,4 bilhões, a empresa vende seus produtos em 250 mil pontos no Brasil e dez mil no Exterior. Os números só não são maiores porque a pirataria e os produtos chineses invadem os mercados com preços muito menores. 

 

Nesta entrevista à DINHEIRO, o presidente da empresa, o mineiro Márcio Utsch, 51 anos, revela como as empresas brasileiras podem se diferenciar das chinesas. “Agregando valor às nossas marcas”, diz. Acompanhe:

 

DINHEIRO – A competição com os fabricantes de calçados chineses, que são mais baratos, é o que mais preocupa os produtores nacionais. Como o sr. enxerga essa questão?

 

MÁRCIO UTSCH – Acho que o caminho não é o do custo. É o da agregação do valor da marca aos nossos produtos. Se o Brasil conseguir fazer isso com tudo o que produz, tenho a impressão de que competiremos muito bem. O melhor exemplo que temos para mostrar é o da Havaianas. Aqui, no varejo, elas custam R$ 10 ou R$ 12, mas na Europa vendemos por 28 euros ou 30 euros. Nos Estados Unidos, elas custam de US$ 20 a US$ 22. Acabei de chegar de Frankfurt e vi num calçadão sandálias de dedo vendidas por 1 euro. Por que então a nossa continua vendendo bem na Europa? Vende porque agregamos valor à marca. Aí está uma lição a ser seguida: é possível criar marcas e exportar bens de valor agregado, que é exatamente o que a Coreia está fazendo hoje. Se trabalharmos apenas na questão dos custos, continuaremos tendo a competição com os chineses e ela será sempre nefasta. O que precisamos, então, é criar marcas que façam a diferença, que nos permitam competir pela cabeça do consumidor e não pelo bolso dele. É isso que nos permitirá ter preços mais altos do que os chineses. Quero pessoas leais à ideia que a marca representa. 

 

DINHEIRO  – Quais valores estão embutidos nas marcas brasileiras?

 

UTSCH – Por exemplo, os de terem sido produzidos respeitando as pessoas, respeitando o meio ambiente e assim por diante. São valores intrínsecos a elas. Está na hora de o Brasil investir nesse conceito para virar o jogo. Sei que custa dinheiro, mas há vários mecanismos para isso. Seria possível, por exemplo, pensar em créditos de ICMS para compensar valores investidos no desenvolvimento de marcas brasileiras no Exterior. Isso pode melhorar nossa posição no mundo, diminuindo nosso papel como exportador de commodities e aumentando nossa importância em produtos, na competição de igual para igual em manufaturados com valor agregado. Podemos nos tornar um país que tem marcas relevantes, para que o mundo inteiro lembre de nós não como a terra do futebol, carnaval e samba, mas como um país que tem tecnologia e marcas desejadas pelo mundo todo. 

 

DINHEIRO – Essa abordagem resolveria a competição com a China?

 

UTSCH – Acho que esse é o melhor caminho. Eu odiaria que o Brasil optasse simplesmente por uma batalha de redução de custos, pagando aos operários de calçados o salário que se paga na China. Lá, eles recebem de US$ 100 a US$ 120 por mês para trabalhar 60 horas por semana, com uma carga horária de dez horas por dia, seis dias por semana. No Brasil, estamos com 44 horas por semana e acho que nossa carga horária está ótima. Eles lá trabalham como o personagem de Chaplin em Tempos Modernos (filme de 1936, que retrata o capitalismo no pós-crise de 1929). São 11 meses e meio por ano para receber 12 salários. Aqui a gente trabalha 11 meses e recebe 13 salários. 

 

DINHEIRO – Cativando o consumidor pela cabeça o produto fica mais protegido da pirataria?

 

UTSCH – Um pouco, mas não muito. Pirataria e contrabando são crimes no mundo inteiro. O que eu acho é que, se o consumidor opta por um produto pirata, das duas uma: ou ele não tem condições e simplesmente quer gastar pouco ou só quer levar vantagem. Senão, como se explica uma pessoa de alta renda comprar um DVD pirata? Anualmente, gastamos de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões monitorando a pirataria nos mercados em que atuamos.

 

DINHEIRO – Apesar desses problemas, como está o mercado de calçados?

 

UTSCH – O mercado continua crescendo. Hoje, no Brasil, o consumo anual é estimado em três pares por habitante. Em países mais desenvolvidos, como França e Estados Unidos, o consumo chega a sete pares por habitante. Já em países menos desenvolvidos da África, Ásia e do Oriente Médio, o número anual é de 0,9 par por habitante, mas, infelizmente, nesses lugares a renda é muito baixa. No Brasil, porém, acho que ainda poderemos crescer muito. Somando toda a nossa produção de Havaianas, Dupé, Topper, Mizuno e Timberland, vendemos anualmente uns 230 milhões de pares por ano. Só aqui entregamos mais de um par por habitante anualmente. Em artigos esportivos, a situação é mais favorável ainda quanto  às perspectivas de crescimento. 

 

DINHEIRO – Por quê?

 

UTSCH – Nos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor de artigos esportivos do mundo, o consumo está em 6,7 pares de tênis por habitante, anualmente. Já no Brasil, o consumo é de 0,8 par. Ou seja, o espaço para crescimento é muito grande. Acredito que toda a indústria calçadista venda anualmente 110 milhões de pares de calçados esportivos no Brasil. Curiosamente, dentro desse segmento, uma das áreas que mais crescem é a de calçados para corrida. E cresce assustadoramente, muito mais do que a média mundial, com a ajuda de um enorme número de provas de rua. 

 

DINHEIRO – Mas isso é possível por causa do crescimento da renda…

 

UTSCH – Sim, para nós, esse fator de melhor distribuição de renda é muito importante. Vamos fazer com que estejamos mais presentes na cabeça das pessoas e com que elas comprem mais os nossos produtos. Para isso, já estamos presentes em todo o território brasileiro, não precisamos mais crescer geograficamente – chegamos a 250 mil pontos de venda. No Exterior, temos cerca de dez mil outros pontos. Mas temos de criar uma companhia que fomente nas pessoas o desejo de consumir mais – um consumo consciente, pelo fato de elas terem trabalho, emprego. 

 

DINHEIRO – Muitas empresas brasileiras passaram a vender mais do que esperavam e estão preocupadas com gargalos de produção. Como a Alpargatas está se preparando para não sofrer com isso?

 

UTSCH – Não posso adiantar muita coisa porque somos uma empresa de capital aberto, mas precisamos de uma nova fábrica porque a nossa projeção de crescimento é muito grande, bem acima da média do setor e da economia brasileira. E, para que isso aconteça, não podemos permitir que as fábricas cheguem a um nível de 90% ou 95% de ocupação. Seria perigoso. 

 

DINHEIRO – Como está essa ocupação atualmente?

 

UTSCH – Hoje, já estamos entre 80% e 90% de ocupação, dependendo do que estivermos produzindo. Se olharmos uma fábrica de Havaianas, cuja produção é mais automatizada e mais rápida, a ocupação é inferior a isso. Mas temos produtos que ocupam por mais tempo a fábrica porque demoram mais para serem produzidos. Um tênis pode demorar 12 ou 13 horas para ser produzido. E certos modelos podem levar até 16 horas. Como nossas fábricas são especializadas em diferentes tecnologias, geralmente o que é feito numa não é feito em outra. Sandálias, por exemplo, têm tecnologia de borracha expandida. Nessas fábricas, podemos fazer sandálias e também palmilhas, mas não os tênis. Eles podem ser vulcanizados, injetados, colados. Conforme a tecnologia, os níveis de ocupação mudam. 

 

DINHEIRO – A nova fábrica, então, é estratégica para o crescimento da companhia?

 

UTSCH – Sim, ela está inclusive no planejamento estratégico e deveremos começar a construí-la em pouco tempo. Isso nos tornará mais fortes, vai nos dar mais capacidade de produção e ao mesmo tempo nos deixará tranquilos em relação a esse assunto. Não teremos fábricas, digamos, “estressadas”. Uma fábrica operando abaixo de 70% de produção também não é bom. Significa 30% de ociosidade e começa a custar caro. Acima de 90%, ela é superprodutiva, mas começa a oferecer o risco do esgotamento. 

 

DINHEIRO – Hoje o Brasil vive um bom momento econômico. Como as empresas brasileiras podem aproveitar isso?

 

UTSCH – O Brasil precisa aproveitar este momento, em que o Hemisfério Norte não está comprando bens duráveis, em que as indústrias de lá estão paradas. É a hora de as empresas brasileiras se prepararem para quando o Hemisfério Norte emergir da crise. Portanto, devemos investir na renovação do parque industrial brasileiro. Quando o mundo desenvolvido voltar a comprar como antes da crise, poderemos estar competindo de igual para igual na questão dos custos. Ainda temos tempo para fazer isso. Em menos de dois anos é impossível, em mais de cinco estaremos demorando muito. A hora é agora. Com um parque industrial desenvolvido e marcas globais com grande valor agregado, ninguém segura o País. Isso vai trazer melhor distribuição de renda, mais emprego. Se conseguirmos fazer isso, vamos nos tornar referência como país que mudou de patamar. Nosso desafio é transformar essa fase num estado de desenvolvimento econômico, social e ambiental, comparável ao de países mais desenvolvidos do que nós. Não pode ser como uma onda, que vem vindo e depois acaba. Temos a oportunidade histórica de fazer isso agora, porque, além de a onda ser muito boa, o mar está a nosso favor. 

 

DINHEIRO – E o que a Alpargatas fará nesse sentido?

 

UTSCH – A próxima etapa é nos tornarmos uma empresa global. Mas eu acho que ser ou não global, para nós, é apenas uma questão cultural. Quando a maioria das pessoas em nossas reuniões estiver falando inglês, reconhecerei que nos tornamos uma empresa global de verdade.

– Provas, provas, provas!

Ok amigos, hoje é dia de muito trabalho nas diversas jornadas. Em especial, começamos a semana oficial de provas na Faculdade Sant’Anna.

 

Boa sorte aos queridos alunos! E lembrem-se: não adianta apenas sorte, tem que estudar…

– Os Apelos Vexatórios de Luiz Felipe

 

Há certas ironias no futebol que impressionam. Craques viram cabeças-de-bagre e vice-versa num único jogo. Renomados entram em situação calamitosa e pendurados se sustentam ganhando um pouco mais de fôlego.

 

No Choque-Rei deste domingo, presenciei algo surreal: um técnico campeão de Copa do Mundo, reclamando (a ponto de ser expulso) de uma barreira que não tinha 11 metros (claro, ela deve ter 9,15 m). Pior: depois de sua expulsão, após um tempo e meio de jogo, durante a coletiva, repetia como um mantra que na falta tem que ter 11 metros de distância. Incrível, não percebeu a bobagem que falava? Na S.E. Palmeiras não havia um profissional que conhecesse a regra e o alertasse do erro que insistia? Ou os seus pares também desconheciam disso?

 

Quero crer que, por ter passado muito tempo no exterior, Felipão houvera confundido a unidade de medida “Metro” por “Jardas”, usual lá fora (mesmo assim, a distância é 10 jardas). A única distância de 11 metros no futebol é a do ponto penal à linha de meta.

 

O mais contraditório é que o técnico que impede a imprensa de entrevistar seus jogadores, pede à mesma para defendê-lo de uma ilusória conspiração dos árbitros!

 

Está ficando feio. Um treinador com essa experiência, após perder um duelo para um treinador iniciante (quantos anos e títulos no futebol profissional tem Felipão e quantos tem Baresi?) ir a público e convocar a imprensa para sustentá-lo é algo apelativo.

 

Quanto ao jogo, José Henrique de Carvalho o expulsou após o chamado de Emerson Augusto Carvalho, seu assistente no. 1. Trabalhei com o Emerson em algumas partidas. Ele é FIFA, e um dos melhores do quadro. É do tipo “bandeira-surdo”, que não entra na pilha dos treinadores reclamões. Quando cansa, chama a atenção veementemente deles. A TV Globo mostrou a orientação de Felipão ao seu jogador Tadeu, como uma possível confusão de gritos do treinador para com o seu jogador, ao invés do árbitro. Mas antes já houvera acontecido reclamações contra a arbitragem. Pelo rádio, antes desse lance, já havia o registro da insistência do unfair-play de Luiz Felipe Scolari. Sem lances polêmicos, a partida foi apitada com cautela (jogo picado, com muitas faltas marcadas e a não permissão de maiores divididas – talvez estilo adotado por prudência / cautela do árbitro) e com apenas 2 lances mais discutíveis: um escorregão do atacante sãopaulino Lucas, onde pediu-se pênalti e que acertadamente nada marcou; um toque involuntário de mão do também sãopaulino Casemiro dentro da área, onde o jogo prosseguiu com correção.

 

Dias atrás escrevi: Felipão se gabava de nunca ter sido expulso na Inglaterra ou no Uzbequistão pelos árbitros. Relembro: os ingleses e uzbeques não entendem português…

 

E você, acha que Felipão está ofuscando o seu brilho com tais atitudes, ou que isso vale para ganhar tempo até remontar sua equipe? Deixe o seu comentário:

 

(Você pode acessar esse texto através do Portal Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3662&blog=6&nome_colunista=963)

– Manipulação da Informação por Governos Demagogos

Há certas manipulações que assustam. Há governos que controlam a informação censurando-a; há outros que agem pior: manipulam as informações descaradamente e induzem a informação falsa.

 

Mas há algo que impressiona ainda mais: no Egito, um jornal modificou fotos para que os leitores tivessem outra interpretação dos fatos! Realocaram políticos, é mole?

 

Olha só no link do Terra (clique acima) e diga: assusta ou não?

– A Reprova do Amigo no Teste Físico CBF

Leio no Blog do Marçal (http://marcalneles.blogspot.com/) que o árbitro e amigo Robério Pereira Pires reprovou no teste físico dos árbitros na última volta, por ter “tido um branco”!

 

Também passei por isso: você está lá, capacitado, preparado, e… trava! Nunca reprovei, assim como o Robério. Mas as vezes acontece…

 

Amigo Robério, sacode, levanta a poeira e dá a volta por cima! Não desanime e boa sorte. Na próxima, vai passar tranquilo.

– Obra de Arte???

Há certas obras de arte que me fazem questionar se as considero como arte ou não.

 

Gil Vicente, um artista brasileiro, estará na próxima terça-feira expondo na Bienal de São Paulo. Mas seu trabalho é polêmico: mostra FHC, LULA e o PAPA BENTO XVI em condições de tortura e com risco de morte:

 

Veja abaixo:

 

   

 

O que você acha: isso é arte? Respeito o trabalho, mas considero de tremendo mau gosto…

 

(Se não conseguir as visualizar, há um link para o jornal Correio da Bahia com outras: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/wp-admin/post-new.php)

– Descanso

 

Descansaremos por hoje, ok?

 

Depois de muito trabalho na semana, vale o repouso com a família.

– Quanto o Ar Condicionado e o Rádio do Carro gastam de Combustíveis

Sempre ouvi falar sobre o alto consumo do uso de certos equipamentos do carro. Mas uma análise técnica mostra o seguinte: faróis, rádio e ventilador do veículo gastam muito pouco. Já o ar condicionado… Em certas velocidades, vale a pena deixar o vidro aberto do que ligar o ar!

 

Abaixo, parecer extraído de: Você no Trânsito.Com (clique acima para citação)

 

CD PLAYER GASTA COMBUSTÍVEL? E AR CONDICIONADO?

 

Parte elétrica consome pouco combustível. Já o ar…

 

Manter os faróis e o aparelho de CD ligados faz com que o carro consuma mais combustível. Isso é fato. Mas será que esse acréscimo é tão importante assim? Não, dizem os especialistas. O cálculo é um pouco complicado, mas dá uma ideia do quanto esse consumo desprezível: o CD player gasta 20W de potência elétrica, em média, e os faróis, 90W; para repor a energia de 100W, o motor precisar consumir 0,1 litro para cada 100 quilômetros. Ou seja, com os dois ligados, o motorista gasta 0,001 km/litro, ou um metro a cada litro de combustível.

com o ar condicionado o consumo é maior. Dependendo do modelo do veículo e do aparelho, ele pode aumentar consumo de combustível entre 0,5 até 7%. O sistema de ar condicionado usa um compressor do gás de refrigeração acoplado à correia do motor do carro. Ou seja, quando o ar é acionado, ele puxa energia mecânica do motor, que perde potência. É por isso que muitos motoristas têm de pisar mais fundo quando o carro é mais exigido (caso das subidas) quando o ar condicionado está ligado.

 

Com calor, congestionamento e riscos para a segurança, muitos preferem ligar o ar e não pensar nessa conta. Mas quem quer economizar combustível deve optar por andar com vidros abertos em velocidades abaixo de 70 km/h. Acima deste valor, a força de arrasto (ou seja, o vento que vem na direção contrária do carro e o “empurra” para trás) faz com que o carro gaste mais de vidro abertos do que com o ar ligado.

– Erenice Guerra: o poder em mãos encobertas!

Muitos não tem a noção do poder da Casa Civil. Ser Secretário da Casa Civil significa ser o braço direito, assessor, consultor e aconselhador do Presidente da República. É um secretariado mais poderoso do que ministério, abaixo apenas da presidência, mas coligada a ela.

 

O escritório do secretário da Casa Civil é ao lado do presidente. O que o Presidente e Secretário fazem são ações muito próximas, dificílimas em se imaginar que um não sabe o que o outro faz.

 

Curiosamente, José Dirceu, Dilma Roussef e Erenice Guerra foram os 3 últimos secretários da Casa Civil. Dirceu e Erenice saíram por corrupção. Dilma para se candidatar a Presidente.

 

Será que nosso país tem dificuldade em interpretar situações tão grandes assim?

 

Dona Dilma, sob a benção de Lula, está blindada!

– Jundiaí: uma cidade racista ou não? A origem do termo ‘Macaquitos’ utilizado pelos Argentinos.

Para chegarmos ao contexto local, vale o global-histórico. E falaremos de uma personagem importante. Antonio Palacio Zino: eis o culpado!

Quem é ele?

Zino foi jornalista do periódico A Crônica, de Buenos Aires. Em 1920, quando a Seleção Brasileira de Futebol foi se apresentar na Argentina, ele destilou todo o seu racismo e desconsideração ao Brasil. Chamou nossos atletas de macaquitos e ironizou a conduta moral de nossas mulheres. Eis o artigo:

E estão os macaquinhos em terras argentinas. Hoje temos de acender a luz às 4h da tarde, pois os temos visto passeando pelas ruas, aos saltos (…) No carnaval, os maridos se abrem e as mulheres vão para a festa, como lhes dá vontade. Por isso que, cada vez que nasce uma criança, o casal tenta descobrir com qual vizinho se parece (…) A uma hora e meia da bela capital brasileira, gente inocente é degolada, se assalta sem medo e é latente a escravidão em suas nuances selvagens”.

Dá para imaginar um artigo desse em jornal atual? Seria incidente diplomático na certa.

Ridículo imaginar que se julgam as pessoas pela cor da pele. Não só no século passado, mas ainda hoje.

Mas, justiça seja feita: ele levou o termo racista macaquitos ao futebol, resgatando uma antiga ofensa portenha aos negros brasileiros. Durante a Guerra do Paraguai, no século XIX, o exército de soldados puramente brancos da Argentina se uniu a uma tropa brasileira formada por escravos negros, que garantiriam sua plena liberdade em caso de vitória na Guerra. Revoltados por serem oficiais unidos a escravos, os nossos hermanos, a cada desentendimento, ofendiam-os com o termo racista.

Século XXI: o racismo persiste em todas as áreas e em todos os povos, lamentavelmente. Alguns lugares mais tolerantes, outros menos. E preconceito no quesito raça, sexo e religião. Assim, que tal dar sua opinião: na sua comunidade/cidade, o racismo/preconceito para quaisquer grupos é perceptível?

Ops: creio que nossa Jundiaí é uma cidade mais tolerante do que muitas por aí, mas ainda não ideal.

(Informações extraídas de: Revista ESPN, edição 11, setembro / 2010, Coluna Página2 , pg 16).

– Muitas Emoções…

Ontem começaram as vendas para os Shows da turnê do Roberto Carlos em SP.

 

Como sou um amante a moda antiga, do tipo que ainda manda flores, já garanti minhas entradas para 18/Novembro, abertura da turnê no Credicard Hall.

 

Já fui em outras oportunidades, e sempre que vou, é emocionante. Principalmente estando bem acompanhado…

– Revista Alfa: o que achei?

Recebi como cortesia da Editora Abril (e agradeço por aqui) a edição no. 1 da Revista Alfa, uma revista masculina de variedades.

 

Em destaque: uma interessante entrevista com Galvão Bueno (um cara feliz e auto-confiante), um test drive de Emerson Fittipaldi com um Aston Martin (terei um destes um dia… kkk), uma matéria sobre a Tropa de Elite dos soldados brasileiros na Amazônia (sabiam que os americanos vêm aqui aprender com eles?) e um belo ensaio fotográfico com Carolina Ferraz (dispensa comentários).

 

A revista é boa! Mas também é cara… afinal, o público dela é classe “A” *. Não é o meu caso, infelizmente… Não sou tão culto nem rico; pelo contrário, sou pobre e um tanto rude e ogro!

– Comportamento e Punição no Tênis e no Futebol

O público de uma partida de tênis, teórica e praticamente, é diferente ao de futebol. Mas há certos fatos inusitados em que vale a comparação.

 

Semanas atrás, durante a partida entre Novak Djokovic e Philipp Petzscner pelo Torneio Aberto dos EUA (US Open), dois torcedores pararam o jogo por uma discussão! Joseph Pedeville, um torcedor de 27 anos, falava demais durante a partida. O septagenário Lawrence Burnett, sentado ao seu lado, se irritou, pois ele quebrava o silêncio e atrapalhava a concentração dos seus vizinhos de cadeira. O bate-boca acabou em troca de tapas.

 

Se fosse no futebol, qualquer briga seria considerada normal. Aqui se mata, infelizmente, e não há punição. Para esses torcedores de tênis, os bofetões custaram a suspensão do direito de assistir qualquer evento esportivo por 2 anos!

 

Veja a reação dos tenistas e a briga em: http://www.youtube.com/watch?v=jgV9JUJrFXY . É hilário!

– A Conta das Empresas Aéreas: Centímetros que valem milhões!

Para quem voa com freqüência, sabe como é importante o conforto. Pois bem: o Ministério Público quer que a TAM amplie para 10 cm o espaço entre as poltronas. Em cada avião, isso significa 18 assentos a menos. E sabe quanto resulta em grana? Nas 143 das empresas, representa 3 milhões de reais por dia! Multiplique em um ano…

Detalhes assim que fazem a diferença no orçamento de qualquer empresa.

– Ronaldinho Gaúcho & Neymar: habilidosos, porém…

…diferentes quanto a irreverência!

 

Para aqueles que gostam de futebol-arte, os jogadores dribladores se tornam um sonho de consumo. E, na ausência de uma quantidade abundante, os poucos remanescentes a este estilo acabam ganhando muito destaque.

 

Neymar é um destes. Talvez, nos anos 60, seria apenas mais um atleta no meio de tantos. Na escassez atual, ele acaba chamando a atenção.

 

Mas acompanhando a tarde de ontem, vi um antagonismo muito grande entre os expoentes do futebol bem jogado. Explico: assisti Milan X Auxerre e Santos X Atlético-GO. E no final da noite, já dava perfeitamente para tirar algumas observações frescas sobre Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

 

Vamos comparar alguns detalhes, embora ambos representem o futebol-arte?

 

R. Gaúcho joga para o time; ontem, armou, correu, serviu com maestria para os companheiros de equipe. Neymar joga também com maestria, mas para si próprio.

 

R. Gaúcho dribla com objetividade, com repertório variado. Neymar dribla com exibicionismo.

 

R. Gaúcho é respeitado pelo adversário. Neymar, odiado (ontem, após um sensacional drible de Ronaldinho sobre um francês do Auxerre, o adversário encostou nele e… o parabenizou!)

 

R. Gaúcho é um ídolo global. Neymar, um ídolo santista.

 

R. Gaúcho foi lançado por Luxemburgo, que o transformou em titular imediato na seleção. Neymar também foi dirigido por Luxemburgo, que o deixou no banco do Santos por diversas vezes.

 

R. Gaúcho teve seu irmão como orientador na carreira. Neymar, seu pai.

 

R. Gaúcho, quando não consegue as vitórias, elogia o adversário. Neymar chama para a briga o zagueiro que o anulou.

 

Ronaldinho Gaúcho tem 30 anos hoje, mas já teve os mesmos 18 de Neymar. Em campo, não me recordo de tantas confusões com o Gaúcho ao longo da carreira.

 

Neymar pensa em ser Pelé, com dribles de Denílson, insubordinações de Djalminha e cabeça de Edmundo. Quantos novos Zicos, novos Gersons, novos Didis já ouvimos falar e que sumiram ao longo dos jogos… Quando Neymar chegar a Ronaldinho Gaúcho, aí vai dar para discutir (embora o primeiro passo já tenha dado: ambos gostam da noite!).

 

Ninguém vence só com o talento. Abre o olho, garoto, pois Deus te deu uma chance ímpar! Discutir com adversário, com o capitão do time e contra o técnico, não dá certo. O mundo está errado e só você correto?

 

A cada jogo uma coletiva no dia seguinte pedindo desculpas, não dá!

 

E você, o que pensa disso: no futebol atual, dá para vencer só com o Talento?

– Neymar… de novo?

Estou cansando ver os atos de indisciplina dentro e fora de campo do jogador santista Neymar. Definitivamente, a ‘jóia santista’, como gosta de ser chamado, perdeu a noção do ridículo e do respeito.

 

Não vou repetir o que venho escrevendo sobre ele. Procure sobre isso no sistema de busca do meu site pessoal e verá quanta coisa já foi dita! (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/?s=Neymar).

 

Entretanto, é irresistível escrever sobre ontem! Fiz algumas observações a um amigo e reproduzo abaixo sobre o jogo de ontem e sobre a confusão:

 

Olá Wanderley. Assim como você, também gosto do estilo Vuaden, que é o típico anti-Neymar. Curiosamente, ambos se encontraram ontem.


Vamos falar rapidamente dos lances, e, na sequência, de Neymar?
Vuaden tirava 10 até os 29m do segundo tempo. Marcou todas as faltas recebidas em Neymar, e não marcou as faltas simuladas nele. Ótimo, não entrou na onda do garoto (Dorival Jr fez a reclamação preventiva na véspera, alegando rodízio de faltas). Mas você percebeu que nas faltas não-marcadas o Neymar não esboçou nenhuma reclamação? Sabia que poderia ser punido a qualquer amarelo por reclamação, conforme a regra (nos últimos jogos, havia reclamação por todo lance simulado; ontem, não).


Aos 29m, Vuaden erra ao não marcar o pênalti de Léo sobre o adversário no. 11, após a furada do atacante Elias. Estava 1×2, com possibilidade de ser ampliado para 1×3 caso o pênalti fosse assinalado.


Já o pênalti a favor do Santos, embora de difícil interpretação, não ocorreu. Neymar tenta parar a bola para o dribe e se desequilibra. Repare que ele é tocado após o seu próprio desequilíbrio! Vuaden errou, mas confesso que talvez eu também erraria, até mesmo pela rapidez da jogada.


E justamente esse pênalti mal marcado foi o gerador da discórdia. Não lhe parece um menino mimado? Não tinha nada, e agora que tem tudo, se lambuza!
Você reparou que aos 41m do segundo tempo, na lateral e no meio campo, ele começou a dar rolinho, passar o pé sobre a bola, fazer graça e exibicionismo? Se o drible ou jogadas assim são para o ataque, visando o gol, tudo bem. Mas na lateral do campo, parar e rebolar com 4×2, é desrespeitoso ao adversário, que jogou uma partida inteira sem dar pontapés!


Daqui a pouco, vai querer dar embaixadinhas como o Edilson fez num COR X PAL e achar que está tudo bem…


Abraços,
Rafael Porcari

 

Este amigo é o jornalista Wanderley Nogueira, que reproduziu brilhantemente em seu blog a seguinte matéria que corroboro integralmente! Penso como você, Wanderley:

 

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/09/16/estamos-criando-um-monstro/)

 

ESTAMOS CRIANDO UM MONSTRO

 

O texto abaixo (”O Santos precisa da Supernanny!”) foi publicado no meu blog no dia 3 de Agosto. Estava muito fácil diagnosticar que era preciso colocar, verdadeiramente, limites aos jogadores mais jovens do Santos. 

De lá para cá, Neymar foi protagonista de situações constrangedoras.

Talentoso, é considerado intocável na Vila Belmiro. Instantes depois de cometer suas molecagens e indelicadezas é acariciado por alguns “companheiros de time”, parte da imprensa, pelos pais, pela diretoria do Santos e pelo treinador Dorival Júnior, que ontem sentiu mais uma vez o tamanho do problema que está ajudando a construir.

Neymar não aceitou ser preterido por Marcel, na cobrança de uma penalidade. Ofendido pelo jogador, o treinador disse que vai resolver o assunto internamente “com o Neymar, com diretoria e com o pai do Neymar” .

Depois de Antônio Lopes, ontem foi a vez de Renê Simões afirmar que “estamos criando um monstro”. Revelou que poucas vezes viu um jogador tão sem educação. Seria muito bom ouvir sobre Neymar que ali estava um jovem herói, um cavaleiro, defensor do bem, com virtudes ilimitadas com a bola nos pés.

 

O SANTOS PRECISA DA SUPERNANNY! (publicado no dia 3 de agosto)

 

Novamente, alguns “meninos” do Santos criaram problemas para o clube e levaram “fumaça” para o ambiente do time, horas antes de uma importante disputa. Foi mais uma molecagem, dizem alguns. Coisa de garotos levados, inocentes e brincalhões, afirmam vários analistas.

Dirigentes do Santos não viram nada tão importante no gesto da “garotada”. É verdade, também, que alguns cartolas do clube reconhecem que ficaram incomodados diante de mais uma brincadeirinha indigesta.

Eu, confesso, já cansei dessa historia de passar a mão na cabeça dos chamados garotos do Santos. Não são garotos, são profissionais. Ganham muito bem, têm procuradores, agentes, gestores e familiares. Um grupo para cada um. Cada menino tem um staff. Coisa de astro. Todos eles têm assessores de imprensa. São tratados como intocáveis e tudo é perdoado. Sempre aparece alguém para dizer que eles não fazem por mal…

Concluí que lá na Vila Belmiro está faltando a Supernanny. Esse programa foi criado na Inglaterra para mostrar em capítulos como impôr disciplina aos “garotos”.  A Supernanny é chamada quando os responsáveis pelas “crianças” não têm autoridade e não sabem colocar limites nos meninos. Ela certamente diria aos dirigentes do Santos que não colocando limites o prejuizo será muito grande para todos.

De longe a impressão que eu tenho é que os responsáveis pelos moleques da Vila têm medo de “perder” o amor dos pimpolhos. E diante desse temor não colocam regras, limites, disciplina e rotina.

A solução é mesmo a Supernanny. Ela vai explicar aos peraltas quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora do campo.  Se a diretoria estabelece algumas regras e os meninos fazem birra, não adianta impôr sua vontade pela força. Ela vai explicar que os responsáveis precisam falar com autoridade e amor. Mas devem manter as regras até o fim. A cartolagem não pode voltar atrás em uma decisão, vai demonstrar falha na autoridade e os meninos ficarão confusos.

A molecada do Santos, diria a Supernanny, precisa ouvir todo dia, com paciência, que não pode deixar de arrumar os seus brinquedos e que devem fazer seus deveres corretamente. Ela vai recomendar que os dirigentes falem olhando nos olhos dos meninos. Eles precisam saber quem manda.

Se depois de vários dias insistindo eles continuarem não cumprindo o combinado, podem ser punidos. Primeiro avise-os da punição, caso eles continuem desobedientes. Depois, vem o castigo. Podem proibir o videogame, a TV, a internet ou algo que eles adorem. Mas nunca use a violência. Isso vai deixar marcas negativas nos moleques da Vila. Prefira sempre a disciplina, diria a Supernanny.

Mas, além estipular regras e castigos, tambem é importante oferecer prêmios quando as crianças obedecem e acertam. Pode ser um brinquedo novo, um passeio ou guloseimas. Antes, combine com os meninos quais os prêmios adequados. Lá na concentração do Santos poderia ser criado o “Cantinho da disciplina”. Nesse local a criança deverá permanecer e refletir sobre o que fez. Deixe o rebento sair apenas quando reconhecer o erro e pedir desculpas.

A Supernanny vai dizer aos dirigentes do Santos que é preciso dizer não. Lembrará que aceitar tudo é um bom caminho para uma má educação. Os responsáveis, que não cuidam direito dos meninos, farão com que as crianças só entrem em confusão no mundo externo e nas relações com outros garotos.

Está muito claro que a Supernanny acabaria com a dominação dos moleques. Hoje os pimpolhos sentem-se donos do pedaço. Os dirigentes precisam mostrar que ficaram bravos quando os moleques fizeram algo errado e mostrar felicidade quando tem atitudes certas. Colocar esses “malinhas” sob uma redoma vai fazer com que um dia a sociedade cobre limites .

O Santos não tem  escolha: precisa da Supernanny. Ela é a salvação…

– Ronaldo Abre o Jogo nos Negócios

Tive a oportunidade de ver e conversar com Ronaldo Nazário, outrora “Ronaldinho do Cruzeiro” e hoje “Ronaldo Fenômeno” por 2 oportunidades; a primeira num evento social onde apitei graciosamente um campeonato de favelas (a patrocinadora do Ronaldo era a mesma do evento e ele fez do nosso vestiário o seu ‘camarim’, já que participaria da solenidade de encerramento da festividade – foi muito atencioso e gentil); a segunda, durante a Festa de Encerramento do Paulistão de 2009, onde ele estava praticamente blindado e mesmo assim foi solícito.

O que me impressionava no Ronaldo era a mudança física. De garoto mirrado a tanque de guerra! Mas hoje, o que mais me admira na mudança, é em referência do jogador ao homem de negócios.

 

Na Revista IstoÉDinheiro desta semana, há uma entrevista deliciosa cedida pelo atleta. Entre outras coisas que ele diz (como empresário e quase ex-jogador):

 

“- Se o Corinthians ganhar o Brasileirão, continuo até o final da Libertadores de 2011. Senão, paro no final do ano;

 

– Me arrependo de ter comprado uma Ferrari aos 22 anos, nunca fui exibicionista;

 

– Não compro nada, pois ganho quase tudo o que uso;

 

– Deveria ter investido no Neymar há 1 ano.”

 

Abaixo, suas relações comerciais e a sua palavra (impressiona uma resposta encabulada sobre sua networking – ele confirma, um pouco sem jeito, que se ligar para o Bono Vox ou para o rei Juan Carlos, eles provavelmente o atenderão na hora, por ter seu número pessoal na agenda do celular... que nem eu! Rsrsrs)

 

Extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/33959_RONALDO+ABRE+O+JOGO

 

RONALDO ABRE O JOGO

 

O craque revela com exclusividade os detalhes da parceria milionária com o grupo WPP para criar uma empresa de marketing esportivo, conta quais são seus investimentos e como lida com o dinheiro

 

Por Eliane Sobral

 

A ideia surgiu na casa do apresentador de tevê Fausto Silva, que todo mês reúne os amigos em torno de uma pizza. Do seleto grupo daquela noite de abril de 2009 faziam parte o publicitário e presidente do grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado, e o jovem empresário Marcus Buaiz, herdeiro do grupo capixaba Buaiz que tem negócios em diversas áreas, de alimentação a shopping center. 

 

Foi Buaiz o encarregado de levar o mais ilustre convidado da noite, o jogador Ronaldo Nazário de Lima, que entre uma garfada e outra comentava a preocupação em definir o futuro depois de encerrar a carreira no futebol.

“O Faustão deu a ideia: por que não cria uma empresa de marketing e consultoria esportiva?”, diz Ronaldo. Na última segunda-feira, às vésperas do feriado de 7 de setembro, um ano e meio depois da pizza na casa de Fausto Silva, Ronaldo Fenômeno recebeu a reportagem de DINHEIRO para falar com exclusividade de seu mais novo empreendimento, a 9INE, resultado da associação entre ele, o amigo Buaiz e o grupo britânico WPP – dono da Ogilvy e de um faturamento de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. 

 

A 9INE nasce com investimentos de R$ 5 milhões – aplicados ao longo dos três primeiros anos – e potencial de receita de R$ 50 milhões dentro de quatro anos. Mais: antes mesmo de abrir as portas na arborizada avenida São Gualter, no elegante bairro de Alto de Pinheiros, a 9INE já registra uma base de pelo menos 100 marcas, que hoje estão na carteira de clientes do grupo WPP no Brasil e no Exterior. 

 

Ronaldo se diz bastante animado com a ideia de trocar os gramados pela vida de empresário e faz planos que incluem seus colegas de profissão. “Quero dar consultoria a jogadores de futebol que mal sabem fazer uma declaração de Imposto de Renda. Tem gente com um potencial enorme e que está mal assessorado”, garante o Fenômeno, com a autoridade de quem tem um tino empresarial muito bem desenvolvido. 

 

Ronaldo não confirma, mas Kaká e Alexandre Pato estão prestes a assinar contrato com a 9INE para que o ex-camisa 9 da Seleção Brasileira cuide da vida empresarial dos dois fora das quatro linhas. Além disso, o craque dá pistas de que poderá entrar no disputado mercado de compra de jogadores. “É um negócio atraente. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz! Perdi a oportunidade”, diz sorrindo. A princípio, o Fenômeno pretende entrar de cabeça na administração da carreira de outros jogadores. 

Administrar, aliás, é um verbo que Ronaldo sabe conjugar como poucos em seu meio. A fortuna do craque é estimada em US$ 250 milhões (leia quadro) e não para de crescer, graças ao perfil administrativo que Ronaldo forjou ao longo de 20 anos de carreira e à maturidade que adquiriu depois de alguns tropeços. Até a sua postura diante de impulsos consumistas mudou. 

 

“Comprar aquela Ferrari foi uma das maiores bobagens que eu já fiz”, diz ele em relação ao carrão italiano, pelo qual pagou US$ 500 mil, 12 anos atrás. Hoje, Ronaldo diz ter uma relação tranquila com o dinheiro. “Gasto muito pouco comigo. Não que eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo”, diz. A relação tranquila com a fortuna que amealhou, e continua amealhando, não significa, porém, que Ronaldo seja displicente em relação às próprias finanças. “Aplico em fundos de perfil conservador. 

 

Há um ano e meio passei a investir em ações e o resultado tem sido ótimo”, afirma. Ele ainda aponta os papéis que compõem sua carteira de ações. “Aplico nas tradicionais, Vale e Petrobras e outras menores.” O craque acompanha tudo de perto. Sempre que pode, entre uma concentração (que, faz questão de lembrar, ele detesta) e um jogo do Corinthians, checa no computador como andam os investimentos. 

 

Não se mete com as despesas de casa. Dessas, Bia Antony, sua mulher, se encarrega de cuidar.  “Ela não esbanja, então fico sossegado”, diz o jogador, dando uma boa risada em seguida. Com a agenda carregada que tem, repleta de compromissos ora com o Corinthians, ora com patrocinadores (AmBev, Claro, Vale e Hypermarcas, além da Nike), Ronaldo conta com a assessoria de uma equipe que cuida de seu patrimônio.

Segundo ele, são 20 profissionais entre advogados, economistas e contadores espalhados por três países: Espanha, Suíça e Brasil. A cada trimestre, Ronaldo  recebe, e diz ler atentamente, relatórios financeiros enviados pelos consultores e também pelo pessoal do Bradesco, encarregado de gerir os fundos de investimento do craque no Brasil. 

 

O lado empresarial do Fenômeno é conhecido apenas por aqueles que estão à sua volta e estes garantem: Ronaldo estipula metas, prazos para cumpri-las e cobra resultados. “Ele tem um tino comercial e uma capacidade analítica muito apurados”, descreve Fabiano Farah, empresário do jogador há oito anos. 

 

Segundo Farah, não é exagero afirmar que, a cada ano, Ronaldo recebe mais de uma centena de propostas para se tornar sócio de algum “negócio mirabolante” com taxas de retorno “excepcionais”. “Já propuseram sociedade num negócio com retorno sobre o capital investido acima de 30% em menos de um ano”, conta Farah. 

 

Ronaldo ouve com atenção, mostra-se realmente entusiasmado com a ideia alheia, mas só para não ser deselegante com o interlocutor. Os amigos do craque dizem que ele é capaz de demorar meses para tomar uma decisão de investimento. 

“É um empresário extremamente racional e que não se impressiona com belas apresentações em Power Point”, garante Farah. Normalmente, diz ele, na primeira reunião, Ronaldo percebe se o negócio é bom ou não. Um dos lemas do craque, segundo o empresário é: “Ter uma boa ideia todo mundo tem, todos os dias.

O que faz a diferença é a capacidade de execução e de entrega.” Hoje, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo (com 15 gols) tem participação em negócios diversificados. O edifício de seis andares, numa área de sete mil metros quadrados onde funciona a Universidade Estácio de Sá, é de Ronaldo. 

 

“O prédio é meu e eu recebo um percentual sobre cada matrícula efetuada”, revela o jogador. Ele tem ainda 8% na holding que comanda a rede de academias A!BodyTech, com 19 unidades, espalhadas em cinco Estados, e faturamento de R$ 130 milhões previsto para este ano. 

 

Na A!BodyTech, Ronaldo tem como sócios os empresários João Paulo Diniz (herdeiro do Grupo Pão de Açúcar), Alexandre Accioly (rei da noite carioca), o consagrado treinador de vôlei Bernardinho e o ex-banqueiro Luiz Urquiza.  

 

O papel de Ronaldo empresário está bem definido na sociedade que ele acaba de firmar com o WPP. “Vou usar minha ampla rede de relacionamentos para promover negócios.” E, tratando-se de Ronaldo, o network é de dar inveja à mais estrelada das celebridades. 

Em princípio ele minimiza, mas acaba reconhecendo o peso (sem trocadilhos) que tem. Se você ligar agora para o rei Juan Carlos da Espanha ele te atende, não é? “Acho que sim.” E se você ligar para o Bono Vox (líder da banda U2), ele também te atende na hora? “Acho que sim”, responde o camisa 9, com um ar meio encabulado. 

 

Até o sisudo CEO do grupo WPP, Martin Sorrell se rendeu aos “encantos” do Fenômeno. Sorrell é, ele próprio, um dos empresários mais influentes da Europa. Gosta de ser tratado por “sir”, título dos cavaleiros da rainha da Inglaterra com o qual foi condecorado por Elizabeth II. 

 

Sorrell é quase uma unanimidade entre seus pares no mundo dos negócios – não exatamente pela sua simpatia. Quem acompanhou as primeiras conversas entre Ronaldo e Sérgio Amado foi a vice-presidente do WPP para a América Latina, Ann Newman. É ela quem prospecta novos negócios para o grupo, inclusive a compra e a fusão de empresas na região. 

 

Sorrell só foi conhecer Ronaldo pessoalmente num evento promovido pelo grupo WPP em março deste ano, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Diante de uma plateia de cerca de 200 pessoas – entre empresários, clientes das agências do grupo e executivos do WPP. 

 

Ronaldo fez um rápido discurso e avisou a plateia que iria chamar ao palco “um inglesinho metido que acha que a Inglaterra vai ganhar a Copa”. Para quem gosta de ser chamado de “sir”,  talvez Sorrell tenha ficado impressionado com a falta de cerimônias do novo sócio – que o presenteou com a camisa 9 da Seleção Brasileira. 

 

“O Martin ficou encantado com o Ronaldo. E olha que para o Martin se encantar com alguém é bem difícil”, comenta Sérgio Amado. A partir do encontro no Copacabana Palace, Sorrell deu o sinal verde para a concretização da parceria. 

 

À DINHEIRO o CEO do WPP disse ter ficado realmente impressionado com a força da imagem do craque. “Acredito que esta é a década do Brasil e o País representa uma grande oportunidade no mercado de marketing esportivo. Estou particularmente feliz porque o melhor jogador de futebol do mundo agora joga no meu time”, disse ele.  

 

Claro que o calendário esportivo no Brasil está na mira de empresas do mundo inteiro e não seria diferente com a 9INE. O foco inicial estará na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Mas a atuação da empresa não ficará restrita ao mercado brasileiro. 

 

“Esta é uma operação que nasce no Brasil e vai para o mundo. A primeira parada será Londres”, diz Ronaldo. Preocupação comum aos três sócios, Ronaldo, Buaiz e Amado, é deixar claro ao mercado que a 9INE não é uma agência de publicidade ou de relações públicas. “Nosso papel será o de aproximar as empresas do esporte e indicar quais são as melhores estratégias para cada marca. Vamos promover eventos e criar conteúdo, inclusive para a tevê”, diz Ronaldo. 

“Quem quiser saber mais pode nos contratar”, diz Luiz Fernando Musa, diretor-geral da Ogilvy. Foi dele a ideia de escalar Ronaldo como garoto-propaganda da operadora Claro. Em março, o craque lançou o Claro Ronaldo, página do jogador no Twitter. Em 40 dias, o camisa 9 do Corinthians já contabilizava 650 mil seguidores. “Ronaldo agrega, em média, cinco mil novos seguidores por dia. É muita coisa”, comenta Sérgio Amado (assista à entrevista no site da IstoÉ Dinheiro). 

 

Oficialmente a 9INE começa a operar em outubro. No plano de negócios está prevista a contratação de 20 profissionais. Há dois nomes disputando o cargo de presidente da empresa – um deles, inclusive, não é do mercado publicitário e, caso seja confirmado, vai causar novo alvoroço na praça. 

 

Além de definir quem terá o metódico empresário Ronaldo Nazário de Lima como patrão, os três sócios vivem o frenesi dos preparativos para o lançamento da empresa – que será em grande estilo, com direito a coquetel e presenças ilustres. Oficialmente o trabalho começa em outubro, mas os corintianos não precisam se preocupar. “Estou me preparando para jogar até o fim deste ano, mas se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro, posso disputar a Libertadores”, diz Ronaldo.

 

ENTREVISTA

 

“Eu deveria ter investido no Neymar um ano atrás” 

 

Às vésperas de completar 34 anos (no dia 22 de setembro), Ronaldo Nazário de Lima diz que aprendeu a ter uma relação madura com o dinheiro que ganhou ao longo de quase 20 anos de carreira. Hoje, diz ele, gasta muito pouco consigo mesmo. 

 

“Não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo.” Ele vê o dinheiro que tem apenas como fator de segurança para ele e sua família. “É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise.

É para isso que serve. Mais nada.” Acompanhe, a seguir, a entrevista exclusiva que o craque – agora como empresário – concedeu à DINHEIRO, na qual fala sobre o seu futuro, novos negócios e até sobre o arrependimento de não ter comprado o passe do craque santista Neymar:

 

DINHEIRO – O que significa ser um jovem milionário aos 34 anos de idade? 

 

RONALDO – Significa tranquilidade e segurança para a minha família. É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise. Mas é para isso. Mais nada. Não sou consumista. Gasto pouco comigo e não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Minha relação com o dinheiro hoje é baseada apenas na necessidade. Nem tênis eu compro. A Nike me dá todos os modelos que eu quiser.

 

 

DINHEIRO – Mas nem sempre foi assim. Houve o episódio da Ferrari (há 12 anos, Ronaldo comprou uma Ferrari avaliada em US$ 500 mil), quando disseram que era uma afronta num país pobre como o nosso. 

 

RONALDO – Claro que a minha vida mudou quando comecei a ganhar dinheiro. Passei a ter acesso a coisas com as quais eu só sonhava. Quando comprei a Ferrari, tinha 22 anos. Era um sonho que eu tinha desde criança. Mas te digo que esse carro me deu muito mais dor de cabeça do que prazer. Na Europa e nos Estados Unidos, quando você compra um carro bacana, as pessoas ficam felizes por você estar se realizando profissional e financeiramente. Aqui no Brasil não. É uma afronta. Dizem que é exibicionismo. É por isso que eu digo que o brasileiro não respeita seus ídolos. O Michael Jordan e o Tiger Woods são caras respeitadíssimos nos Estados Unidos. Aqui é diferente. O brasileiro não valoriza o sucesso e o ídolo é motivo de chacota.  

 

 

DINHEIRO – Você fica muito aborrecido com isso? 

 

RONALDO – Fico mais preocupado do que aborrecido. Porque aqui no Brasil o sucesso é visto como afronta, e não como reconhecimento. Isso é preocupante. 

 

 

DINHEIRO – Você está se preparando para encerrar a carreira. Já tem data marcada para parar? 

 

RONALDO – Provavelmente vou parar no fim deste ano, mas, se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro e for para a Libertadores, talvez eu fique até a final, em julho do ano que vem. Ainda estou em dúvida. Não sei se me aposento agora ou se espero para disputar a Libertadores. Eu realmente estou muito cansado. Meu corpo está cansado. 

 

 

DINHEIRO – E você se imagina como executivo, sentado atrás de uma mesa? 

 

RONALDO – Sinceramente não. Mas também acho que meu papel não vai ser o de ficar atrás de uma mesa de escritório. Tenho várias coisas para fazer, inclusive prestar orientação aos meus colegas de profissão. 

 

 

DINHEIRO – Como seria isso? Você vai ser empresário de jogador? 

 

RONALDO – Passe de jogador é um negócio atraente. Já fui muito procurado para entrar e é um negócio de bom retorno. Um retorno rápido. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz, perdi a oportunidade (rindo)… Mas esse não é um negócio que me interesse. Pelo menos não agora. Acho que eu não investiria meu dinheiro, mas usaria a minha imagem e credibilidade para indicar investimentos e receberia um percentual. O que os agentes fazem hoje? Procuram a família, dão um dinheiro e tratam o jogador como mercadoria. Não é isso. 

 

 

DINHEIRO – O que você faria?

 

RONALDO – Tem que trabalhar o jogador. Não é só comprar, tem que trabalhar a imagem dele. O que eu quero é prestar consultoria que proporcione aos jogadores a mesma segurança que eu sempre tive. Fui muito cedo para a Europa, mas sempre fui muito bem orientado a fazer tudo direito, dentro da lei. Acho que os jogadores de futebol precisam ter uma orientação não só sobre gestão financeira. Os caras não têm noção de como fazer um Imposto de Renda. Imagina fazer um contrato de publicidade! 

 

 

DINHEIRO – Qual é a sua avaliação do futebol como negócio no Brasil e o que você mudaria? 

 

RONALDO – Tem que mudar muito. Outro dia vi uma pesquisa que mostrava que só 3% dos jogadores de futebol ganham acima de R$ 10 mil e 96% deles ganham entre dois e três salários mínimos por mês. É muito pouco pelo que o futebol gera, pelo público que tem, pela arrecadação com direitos de tevê, pelo que a CBF ganha. Somos nós que damos o espetáculo e ganhamos muito mal. E eu vejo cada vez mais empresas entrando no futebol…  Pega o exemplo da Copa do Mundo. É tudo da Fifa. Só de direitos de televisão, rende uns US$ 5 bilhões e a Fifa não repassa nada. Já pensou se, às vésperas de uma decisão, os jogadores resolvem fazer greve? Na Argentina, eles param e só voltam depois de muita negociação. 

 

 

DINHEIRO – Pelo discurso podemos esperar um líder da categoria? 

 

RONALDO – Faria esse papel com o maior prazer, mas não penso em nada relacionado a política ou algo nesta direção. Mas apoio a ideia do governo de criar um plano de previdência para os jogadores. Na 9INE pretendemos explorar essa parte de assessoria financeira para os jogadores. O William (zagueiro e capitão do Corinthians) já disse que vai se aposentar no fim deste ano e abrir uma empresa de consultoria financeira. A 9INE pode usar a empresa do William para prestar este serviço. 

 

 

DINHEIRO – Mas onde entraria o Ronaldo nesta história? 

 

RONALDO – Eu posso usar a minha experiência para orientar os jogadores. Tem muito a desenvolver no futebol como negócio aqui no Brasil. Você vê clubes como Manchester United, Real Madrid, Barcelona. A maior parte da receita dessas equipes vem do licenciamento. Aqui não. O torcedor não tem grana para comprar. Então ele compra a camisa e só. Por isso que nunca me interessei em entrar na área de licenciamento. Dá certo para a Xuxa, mas acho que para mim não. Ninguém compraria o bonequinho do Ronaldo.

 

 

DINHEIRO – Você acha que o modelo de negócio desenvolvido entre você e o Corinthians pode ser replicado em outros clubes brasileiros? 

 

RONALDO – Acho que sim. Acho que esse pode ser o caminho. Seria bom para o clube e ótimo para o jogador. Se tem uma coisa de que o torcedor corintiano nunca vai poder me acusar é de ser mercenário. Fui eu que levei todos os patrocinadores para lá. Não dou despesa para o clube. Ao contrário, levo receita e recebo minha parte. Oitenta por cento da publicidade no ombro da camisa e no short fica comigo.

– Laurentino Gomes é o cara!

1808, 1822 e 1889: o que essas datas significam para você?

 

Para um bom estudante e para qualquer cidadão atento, são 3 datas históricas cuja resposta é imediata: a da Família Real no Brasil, Independência do País e Proclamação da República, respectivamente.

 

Tais temas são, muitas vezes, contados folcloricamente ou até mesmo marginalizados. De pronto, poucos lembram o significado para a História do Brasil destas datas. E aí temos o escritor Laurentino Gomes: de maneira didática e romancista, escreveu 2 livros sobre as primeiras datas (ambos sucesso de vendas), e se prepara para o seu terceiro (1889).

 

Este post não é promocional, mas um chamamento à boa literatura: entretenimento e ensino somados em best-sellers. Só nos resta ler e louvar sua brilhante forma de retratar os acontecimentos marcantes do país. E aguardar, quem sabe, um próximo livro. Qual data a ser retratada você sugeriria?

– A Aceitação do ‘Novo’ no Ambiente Organizacional

Compartilho com os amigos um excepcional texto, extraído do site do Prof José Renato Santiago (clique aqui para acessá-lo: Boletim do Conhecimento) sobre o desafio da mudança e a quebra de resistência do “novo” nos ambientes organizacionais.

 

Novas Idéias, Novas Pessoas…? Talvez, Nova Abordagem

 

A implantação de novas idéias em uma organização exige a adoção de algumas premissas.

 

Não há dúvida sobre a necessidade de haver a existência de um ambiente adequado para que o “novo” seja, ao menos, considerado, analisado, e eventualmente, de acordo com o entendimento existente, implantado.

 

No entanto, nem sempre a disposição para admitir a novidade é algo natural.

 

Aliás, muito pelo contrário, costumeiramente tendemos a querer manter uma situação de conforto, seja ela qual for, favorável ou não.

 

A dúvida sobre o desconhecido é a grande questão…

 

De forma natural e razoável, é normal que as novidades venham juntamente com novas pessoas, não necessariamente pessoas novas, que buscam algo mais.

 

Este algo mais, não necessariamente está vinculado com a obtenção de novos cargos, promoções e outras questões similares.

 

A intenção está pautada com a busca de novos desafios, algo típico de quem não está em situação de conforto.

 

Diante disso, talvez um dos segredos para manter viva a inovação, é importante manter o desconforto… o inconformismo.

 

Acredito que possa ser uma carga muito grande para qualquer pessoa, no entanto, o que pode ser razoável?

 

Quem sabe não seja possível considerarmos a adoção de uma nova abordagem.

 

Um ponto de vista diferente daquele que possuímos, como se fosse uma máscara.

 

Ao usarmos esta máscara, podemos analisar nossas ações e atividades, sob outros olhos.

 

Como?

 

Bem, vamos nos falando…

 

No entanto, anos atrás li uma sugestão em um jornal.

 

Ler uma revista sobre um assunto sobre o qual você não tem qualquer entendimento e/ou opinião.

 

Aliás, esta é a lógica que comumente usa-se em processos da captação de novas idéias.

 

Contar com a participação de pessoas que não estejam envolvidas com o assunto.

Uma vez que o fato dela estar longo do dia a dia sobre ele, é um fator que dinamiza a proposta de sugestões inovadoras.

– Usinas Atômicas Brasileiras Privadas

Em breve, o Congresso Nacional discutirá a permissão ou não da construção de usinas de energia nuclear pela iniciativa privada. O tema é polêmico…

 

As vantagens seriam: energia elétrica de uma fonte limpa; ocupa pouco espaço físico; é uma tendência na Europa (65% da energia elétrica vem de usinas particulares).

 

As desvantagens seriam: o perigo do vazamento nuclear; o custo da produção de energia; a questão de ‘geração de energia’ ser assunto estratégico nacional, de controle governamental.

Aqui em Jundiaí, recentemente, se discutiu a construção de uma termoelétrica. Ainda bem que não saiu! Digo isso pelas diversas formas de poluição que uma usina dessa característica produz.

 

Mas sabemos que há uma crise de energia elétrica! As hidroelétricas estão na capacidade máxima, e mesmo com a construção da nova usina no Norte do país, a carência ocorrerá.

 

No fiel da balança, já que a União declaradamente não quer arcar com novas usinas nucleares, diga: você é a favor ou contra a liberação de produção de energia atômica por particulares? Deixe o seu comentário: