Sílvio Malafaia, pastor e dirigente-mor da Igreja Assembléia de Deus, ameaçou às vésperas da Eleição Presidencial retirar o apoio a Marina Silva caso ela não fosse enfática na defesa contra o aborto.
Agora, a CNBB diz que a Igreja Católica não deve indicar candidatos, mas orientar os eleitores sobre eles.
O certo é que o tema ABORTO se tornou o mote maior da eleição nesse momento. Serra, ontem, foi enfático a não ser a favor do aborto, dizendo com todas as letras: “sou contra o aborto” (respaldou-se nos seus princípios cristãos e valores pessoais, segundo ele mesmo); mas disse respeitar a lei. Dilma não foi enfática a ser contra ou a favor ao aborto, mas disse dubiamente: “sou uma pessoa favorável à vida” (respaldou-se pelo fato de sua família ser católica, segundo ela própria).
Leio hoje no Estadão que Dilma ganhou direito de resposta contra a Emissora Canção Nova, pelo fato de que, na última terça-feira, durante uma Missa transmitida pela TV, o padre ter dito que se Dilma for a favor do aborto, os fiéis não deveriam votar nela.
E você, o que pensa disso: as Igrejas devem indicar candidatos alinhados com seus princípios ao fiéis, ou devem ser independentes ao extremo? Deixe seu comentário:
Ops: percebeu que tanto Serra quanto Dilma estão falando o nome de “Deus” meia dúzia de vezes a cada fala, e que se tornaram extremamente religiosos nesses últimos dias?
Coincidência, Fé ou Oportunismo?
