– Nasce o maior produtor de Álcool do mundo

Nasce uma gigante na produção de cana-de-açúcar: com a união da Shell e da Cosan (que administra a Esso no Brasil), cria-se a maior empresa produtora de etanol e de açúcar do mundo. Com um detalhe: se o bilionário Rubens Ometto (dono da Cosan) vier a falecer, a Shell tem a preferência na compra da empresa.

 

Extraído da Revista “Posto Hoje”, edição eletrônica de 30 de agosto de 2010.

 

Cosan e Shell assinam acordo definitivo para criação de gigante de etanol

 

As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. A brasileira Cosan anunciou quarta-feira que foi assinado o acordo definitivo com a americana Shell, uma das maiores companhias mundiais do setor petrolífero, para a criação de um joint-venture (sociedade conjunta) na área de produção de etanol, açúcar e energia e suprimento, bem como distribuição e comercialização de combustíveis. As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. O acordo firmado mantém as linhas gerais já publicas no início de 2010: a Shell deve aportar um montante de US$ 1,6 bilhão na sociedade conjunta num prazo de dois anos; a Cosan deve transferir todas as suas usinas de açúcar e álcool para a joint-venture, inclusive todos os seus projetos de cogeração de energia e as unidades de distribuição e varejo de combustíveis. A Shell também deve transferir à joint-venture todo os seus ativos brasileiros na área de distribuição e varejo de combustíveis, além de sua participação em empresas de pesquisa no segmento de biomassa (incluindo etanol). O documento divulgado hoje pela Cosan revela que a nova sociedade conjunta terá três divisões: uma voltada para a produção de açúcar e álcool (etanol); outra para a distribuição de combustíveis, já contando com uma rede de 4.500 postos; e uma empresa de administração, em que Cosan e Shell devem repartir o controle igualmente. A formação da sociedade conjunta está prevista para o primeiro semestre de 2011. Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, será o presidente do Conselho de Administração da nova joint-venture, sendo que a Shell deve nomear três dos seis membros previstos.

 

Shell poderá comprar a Cosan caso usineiro morra 

 

Empresas detalham acordo de joint venture global de etanol. A anglo-holandesa Shell poderá exercer o direito de compra da participação da Cosan, a maior usina de açúcar e álcool do Brasil, na joint venture fechada entre ambas, caso o controlador da empresa brasileira, o bilionário usineiro Rubens Ometto, morra ou fique inválido. Os termos do acordo da joint venture foram publicados na manhã de quarta-feira pela Cosan. As duas empresas anunciaram em fevereiro um acordo para unir suas operações no Brasil, que inclui os negócios de açúcar e álcool da Cosan, além da área de distribuição de combustíveis – a rede de postos Shell e a da Esso, esta última controlada pelo grupo brasileiro. O objetivo é transformar a joint venture num player global no setor de etanol. Herdeiro de uma família de usineiros, Rubens Ometto, que tem 60 anos, transformou a Cosan na maior empresa do setor nas últimas décadas. Ele é dono de uma fortuna calculada em US$ 2,1 bilhões, segundo a revista Forbes.

– CNBB pede que fiéis não votem em Dilma

Recebi tal carta, enviada pelo jornalista Reinaldo Oliveira, publicada no site da CNBB no último dia 27, a respeito da posição da Igreja Católica frente a candidatura de Dilma Rouseff à presidência.

Me parece que há um racha entre as questões morais da candidata e as da Igreja Católica. Uma atitude corajosa da entidade, se o intuito maior for o da defesa dos valores do Evangelho.

Quem assina é Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, com um comentário abaixo de Dom Manoel Pestana Filho.


CNBB PEDE QUE FIÉIS NÃO VOTEM EM DILMA


RIO – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta
na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Leia a carta na íntegra:

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César”
e vice-versa.

“Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice- versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus. “Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente),
ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.
“Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que – por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como cont rárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; Mt 5,21).
“Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini”

Caros irmãos no Episcopado,

Suportem-me, que o menor dos irmãos lhes possa dirigir uma palavrinha amiga, mas angustiada de quem se prepara, temeroso, para partir.

Pelo amor de Deus! Estamos diante de uma situação humanamente irreversível. A América Latina, outrora “Continente da Esperança”, como a saudava João Paulo II, hoje mergulha na ante-câmara do terrorismo vermelho, aliás, como prenunciava aos pastorinhos de Fátima a Senhora do Rosário.

Podem parecer, a essa altura, resquícios de uma idade de trevas, mas tudo acontece como se ouviu em dezembro de 1917 (“a Rússia comunista espalhará seus erros pelo mundo, com perseguições à Igreja, etc.”). Assusta-me a corrupção dentro da Igreja, o desmantelamento dos seminários, a maçonização de Cúrias e Movimentos.

Horroriza-me a frieza com que olhamos tal estado de coisas. Somos pastores ou cães voltados contra as ovelhas? Somos ou não, alem disso, cúmplices de uma política atéia empenhada em apagar os últimos traços da nossa vida cristã?

Perdoem-me, mas não poderia deixar de falar, sem me sentir infiel à minha consciência e à minha Igreja.

Parabéns a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e a Dom Henrique Soares da Costa.

In Xto et Matre,

Dom Manoel Pestana Filho – Bispo Emérito de Anápolis – GO

– Danone e o Prejuízo com a Parceira

Algumas empresas sofrem pela má escolha dos parceiros. Em nossas aulas de “Gestão de Serviços e Terceirização”, costumamos falar sobre a importância da escolha dos terceiros.

Pois bem: a Danone teve que pagar os funcionários da Construtora que ela contratou para sua nova fábrica cearense. Olha que prejuízo:

(Extraído de Leite, Paulo Moreira. A Danone se Livrou do Desastre. Coluna Vamos Combinar, Revista Época, pg 39, ed 24 de maio de 2010.)

A DANONE SE LIVROU DO DESASTRE

Depois de investir R$ 60 milhões na reforma de uma fábrica de iogurte em Maracanaú, no Ceará, a multinacional Danone, uma das maiores do mundo na produção de derivados de leite, acaba de se recuperar num negócio que ameaçava transformar-se em desastre. A obra atrasou meses e não ficou pronta. Os salários dos funcionários também atrasaram. As obrigações trabalhistas já não eram pagas havia meses. Diante de uma situação de alto risco, a Danone decidiu intervir. Afastou a Construtora Giga, de São Paulo, encarregada do serviço. Acertou as dívidas e os compromissos atrasados e agora toca o projeto com uma nova parceria. Procurada para comentar o caso, a Giga não designou quem pudesse prestar esclarecimentos sobre o assunto.