– Homenagens Constrangedoras

Leio no Portal do Bom Dia (Clique Aqui) a matéria da semana passada sobre o inusitado fato do vereador jundiaiense José Dias em homenagear uma rua no São Camilo com o nome de… Rua José Dias!

 

Ele alega que não é ele, mas sim um amigo dele que tinha o mesmo nome!

 

A obra é importante e a rua terá destaque. Assim, por que o vereador foi escolher o nome de seu amigo homônimo, e que nem era morador daquela região?

 

Sou extremamente contrário em homenagear nome de ruas, praças ou edificações com personalidades que não tenham nada a ver com a localidade. Deve existir simbolismo e lembrança por alguém que contribui na região. E cito um exemplo bem conhecido de onde moro, o bairro Medeiros. A rua principal surgiu do caminho que meu bisavô fazia da roça dele à Estrada Velha Jundiaí-Itupeva. Assim, logo que ele faleceu a rua se transformou em Avenida e levou o nome dele: Reynaldo Porcari. A avenida paralela, que era chamada de Rua Existente, quando pavimentada ganhou o nome de um dos fundadores do bairro: Francisco Nobre. No recente Jardim Sarapiranga, há outros exemplos: Rua Léo Nogueira, João Marinho Nobre, entre outros. Todos moradores falecidos do bairro.

 

Que sentido teria uma rua do São Camilo levar como nome alguém do Santa Gertrudes? E justo por um homônimo?

 

Seria como construir um estádio de futebol em Jundiaí e batizá-lo de Nelson Piquet (que nunca teve uma ligação com a cidade nem jogou futebol…)

 

Durma-se com um barulho desse. E você, o que pensa disso?

 

Abaixo, a matéria na íntegra:

 

CASO RARO: RUA SERÁ ABERTA NO SÃO CAMILO COM NOME DE VEREADOR

 

Ação é uma homenagem a líder comunitário, mas risco é da identificação popular ser feita com a figura do próprio político

 

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

 

Uma rua onde o vereador Zé Dias (PDT) homenageou um líder comunitário também chamado José Dias, em 2008, será inaugurada em breve como uma das maiores obras dos jardins São Camilo e Tarumã, redutos eleitorais do parlamentar.

A desapropriação de área que conclui sua ligação viária com a rua Espírito Santo, no Jardim Tarumã, desde a rua Giustiniano Borin, perto do Jardim Lírio, foi decretada nesta semana pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB).

“Ele foi uma pessoa conhecida, com família no Santa Gertrudes e na Várzea, e meu amigo”, diz o vereador sobre o caso raro. 


O risco é da identificação popular ser feita com a figura do próprio vereador, que ocupa o cargo há 15 anos, depois de criar a associação de bairro do São Camilo, hoje dirigida por seus filhos.


Inauguração
Ainda sem data anunciada para a inauguração oficial, a rua José Dias é quase uma avenida e exigiu movimentação de toneladas de terra pela construtora São Luiz.

No trânsito, a rua vai ligar o Jardim Tarumã, o Jardim Lírio, o Caxambu e a Ponte São João. Também ali está reservada a área para um futuro complexo escolar e esportivo do Sesi.

Benefícios
“Está ficando muito bom”, diz a moradora Inês de Souza, 34, cuja família morava há mais de 30 anos na extensão da  rua Espírito Santo e vai ganhar endereço na rua José Dias. 

Ela mostra a vista panorâmica e os cuidados com os taludes (cortes de barranco) da longa rua.

Mais abaixo, uma galeria foi aberta sob a rua para a passagem de animais entre áreas verdes. O vereador, que não acredita em confusão de nomes, diz que existem estudos de outra ligação com o bairro da Colônia.

Um comentário sobre “– Homenagens Constrangedoras

  1. Caro Professor
    O livro Honoraveis Bandidos do jornalista Palmério Dória, relata a saga do Sarney, onde no Estado do Maranhão existe um culto à família Sarney, onde tudo que se pode imaginar (ruas, predios publicos, rodovias, museus, enfim: tudo lá leva o nome Sarney). Logo este é um vício de políticos oportunistas. Aqui na região tem uma cidade que tem Polli na prefeitura, na Cãmara Municipal, na Secretaria de Saúde, na assessoria de imprensa, em outros escalões da prefeitura, tem ruas e prédios públicos também com este nome. É uma cidade Polliteista. Como podemos ver, em todos os lugaqres este mal (culto às pessoas, família, etc., geralmente no poder e às custas do dinheiro público) prolifera que é uma beleza (ou tristeza?). É isso!!

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