– Paradinha: o que Poderá e o que Não Poderá?

A FIFA divulgou algumas alterações sobre as Regras do Jogo de Futebol, sobre 4 tópicos abordados. Na verdade, após a conclusão dos trabalhos, percebo que elas poderiam ser classificadas como 1 autorização para teste, 1 sugestão futura, 1 recomendação e 1 norteamento da regra. Vamos, didaticamente, pela ordem: 

– A AUTORIZAÇÃO: se refere a permissão de que quaisquer campeonatos profissionais possam continuar com a experiência de 2 árbitros de meta. Nada de obrigação, é opção! Afinal, precisaria se definir se esses dois árbitros seriam, caso regularizados, simplesmente árbitros (Regra 5), ou árbitros assistentes adicionais (Regra 6), ou ocasionais (como se faz com 4º ou 5º árbitro – agora até 6º).

– A SUGESTÃO: se revisionará após a Copa do Mundo, através da impressão dos envolvidos no futebol, as faltas e infrações que requerem cartão vermelho. Ou seja, as recomendações da Regra 12 serão rediscutidas. A principal: evitar uma situação clara e manifesta de gol realmente mereceria a expulsão do atleta?

– A RECOMENDAÇÃO: a FIFA fez uma adição ao texto da regra que pede maior participação do quarto árbitro na partida, sendo ele um consultor do árbitro e o árbitro podendo aceitar ou não sua informação. O poder decisivo é do apitador. Ora, isso já acontece (como o poder de assistência dos ‘banderinhas’). Tal medida foi apenas para a melhora redacional do texto da regra.

– O NORTEAMENTO DA REGRA: pela primeira vez, vejo a FIFA usar o termo “paradinha” em documento oficial. Se você acessar o site da FIFA, e comparar o texto em inglês e o português, se vê claramente que a preocupação veio em relação aos cobradores de pênaltis do Brasil. Mas o que de fato foi feito? Veja só: o texto da regra 14 (tiros penais) diz que “o cobrador tem a permissão de realizar fintas durante a cobrança, desde que não sejam excessivas”. Enganar o goleiro com a paradinha pode. O excesso não pode. Mas como nós, árbitros, considerávamos o excesso? É subjetiva a interpretação do que é excessivo ou não. Poderíamos até tentar dar um padrão: parar e passar o pé por cima da bola antes de chutá-la seria um excesso; freiar na corrida e chutar na sequência, não.
O que a FIFA propõe? No novo texto da regra, ela tenta dizer o que é permitido, não o que é excessivo. Ela continua permitindo fintas (não só a paradinha), mas nortei-a, regra-a, disciplina-a com os dizeres: “a finta durante a aproximação para a cobrança do pênalti com o objetivo de confundir o adversário é permitida”. Este é o novo texto da regra. A interpretação é a seguinte: você pode correr, e durante a corrida alternar a velocidade e até parar; mas não pode fazer tudo isso na cobrança. NA APROXIMAÇÃO PODE, MAS NA EXECUÇÃO, NÃO.

Vamos falar de maneira bem clara? O árbitro autorizou, o batedor pode fazer a paradinha durante a corrida, mas não na hora de chutar. Ele está permitido a antecipar a paradinha. Se aproximou da bola, tem que chutar, não pode parar.

Cairemos numa nova subjetividade: qual a aproximação ideal? Teremos e inventaremos desculpas e teorias para as nossas confirmações ou não de cobrança, mas prefiro uma definição que ouvi do jornalista Fernando Sampaio, durante o Programa Esporte Em Discussão, da Rádio Jovem Pan, na última segunda-feira: “quando o atleta firmar o pé-de-apoio para cobrar o pênalti, não vai poder dar a paradinha”.

Perfeito! É isso que a regra pede mas não teve a clareza de delimitar.

Importante lembrar duas coisas: A primeira é que para os campeonatos iniciados antes de 01 de junho deste ano, esse texto não vale. Como o Brasileirão começou em Maio, os batedores podem dar a paradinha abrupta na hora de chutar. Durante a Copa do Mundo, eles estarão limitados a dar a paradinha no trajeto da cobrança. A segunda: algumas dúvidas foram geradas sobre o fato do pênalti ser uma lance que resulta de uma infração. Estariam as faltas fora da área também norteadas pela nova determinação? NÃO! A origem de lance que origina uma infração (dentro ou fora da área) é a Regra 12 (Infrações e indisciplina); a cobrança desses lances pode ser por Tiros Livres Diretos ou Indiretos (Regra 13) ou por Tiro Penal (Regra 14). A determinação se dá exclusivamente para esta última regra citada.

Os efeitos reais e a praticabilidade de tudo isso, creio eu, só teremos com certeza após assistirmos a Copa do Mundo e as Federações afiliadas à FIFA transmitirem as orientações e multiplicarem aos instrutores sua decisão.

– As Mudanças da FIFA darão resultado quanto à Paradinha?

A FIFA divulgou algumas alterações sobre as Regras do Jogo de Futebol, sobre 4 tópicos abordados. Na verdade, após a conclusão dos trabalhos, percebo que elas poderiam ser classificadas como 1 autorização para teste, 1 sugestão futura, 1 recomendação e 1 norteamento da regra. Vamos, didaticamente, pela ordem:

– A AUTORIZAÇÃO: se refere a permissão de que quaisquer campeonatos profissionais possam continuar com a experiência de 2 árbitros de meta. Nada de obrigação, é opção! Afinal, precisaria se definir se esses dois árbitros seriam, caso regularizados, simplesmente árbitros (Regra 5), ou árbitros assistentes adicionais (Regra 6), ou ocasionais (como se faz com 4º ou 5º árbitro – agora até 6º).

– A SUGESTÃO: se revisionará após a Copa do Mundo, através da impressão dos envolvidos no futebol, as faltas e infrações que requerem cartão vermelho. Ou seja, as recomendações da Regra 12 serão rediscutidas. A principal: evitar uma situação clara e manifesta de gol realmente mereceria a expulsão do atleta?

– A RECOMENDAÇÃO: a FIFA fez uma adição ao texto da regra que pede maior participação do quarto árbitro na partida, sendo ele um consultor do árbitro e o árbitro podendo aceitar ou não sua informação. O poder decisivo é do apitador. Ora, isso já acontece (como o poder de assistência dos ‘banderinhas’). Tal medida foi apenas para a melhora redacional do texto da regra.

– O NORTEAMENTO DA REGRA: pela primeira vez, vejo a FIFA usar o termo “paradinha” em documento oficial. Se você acessar o site da FIFA, e comparar o texto em inglês e o português, se vê claramente que a preocupação veio em relação aos cobradores de pênaltis do Brasil. Mas o que de fato foi feito? Veja só: o texto da regra 14 (tiros penais) diz que “o cobrador tem a permissão de realizar fintas durante a cobrança, desde que não sejam excessivas”. Enganar o goleiro com a paradinha pode. O excesso não pode. Mas como nós, árbitros, considerávamos o excesso? É subjetiva a interpretação do que é excessivo ou não. Poderíamos até tentar dar um padrão: parar e passar o pé por cima da bola antes de chutá-la seria um excesso; freiar na corrida e chutar na sequência, não.
O que a FIFA propõe? No novo texto da regra, ela tenta dizer o que é permitido, não o que é excessivo. Ela continua permitindo fintas (não só a paradinha), mas nortei-a, regra-a, disciplina-a com os dizeres: “a finta durante a aproximação para a cobrança do pênalti com o objetivo de confundir o adversário é permitida”. Este é o novo texto da regra. A interpretação é a seguinte: você pode correr, e durante a corrida alternar a velocidade e até parar; mas não pode fazer tudo isso na cobrança. NA APROXIMAÇÃO PODE, MAS NA EXECUÇÃO, NÃO.

Vamos falar de maneira bem clara? O árbitro autorizou, o batedor pode fazer a paradinha durante a corrida, mas não na hora de chutar. Ele está permitido a antecipar a paradinha. Se aproximou da bola, tem que chutar, não pode parar.

Cairemos numa nova subjetividade: qual a aproximação ideal? Teremos e inventaremos desculpas e teorias para as nossas confirmações ou não de cobrança, mas prefiro uma definição que ouvi do jornalista Fernando Sampaio, durante o Programa Esporte Em Discussão, da Rádio Jovem Pan, na última segunda-feira: “quando o atleta firmar o pé-de-apoio para cobrar o pênalti, não vai poder dar a paradinha”.

Perfeito! É isso que a regra pede mas não teve a clareza de delimitar.

Importante lembrar duas coisas: A primeira é que para os campeonatos iniciados antes de 01 de junho deste ano, esse texto não vale. Como o Brasileirão começou em Maio, os batedores podem dar a paradinha abrupta na hora de chutar. Durante a Copa do Mundo, eles estarão limitados a dar a paradinha no trajeto da cobrança. A segunda: algumas dúvidas foram geradas sobre o fato do pênalti ser uma lance que resulta de uma infração. Estariam as faltas fora da área também norteadas pela nova determinação? NÃO! A origem de lance que origina uma infração (dentro ou fora da área) é a Regra 12 (Infrações e indisciplina); a cobrança desses lances pode ser por Tiros Livres Diretos ou Indiretos (Regra 13) ou por Tiro Penal (Regra 14). A determinação se dá exclusivamente para esta última regra citada.

Os efeitos reais e a praticabilidade de tudo isso, creio eu, só teremos com certeza após assistirmos a Copa do Mundo e as Federações afiliadas à FIFA transmitirem as orientações e multiplicarem aos instrutores sua decisão.

– Anatel e As Sugestões para a Telefonia

Já possuímos mais linhas telefônicas celulares do que fixas. Assim, chegará um momento em que se esgotarão as possibilidades e combinações numéricas. Ou seja, poderá haver repetição de número.

Para solucionar o problema, a Anatel está fazendo uma consulta pública: acrescentar um dígito a mais nos telefones celulares (sua linha passaria a ter 9 números), ou mudar o DDD de São Paulo de 11 para 10 com exclusividade.

Para participar da consulta pública, acesse: http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do

– Skol Lançará Latas de Cerveja que Falam!

A tecnologia, aliada a criatividade e bom humor trazem bons resultados à quem sabe usá-los com perfeição. A Ambev lançou uma latinha de Skol com fotosensores, que emitirá gritos de torcida. Aparentemente idênticas as latas já vendidas, a novidade entrou nos supermercados no último sábado. As latas falantes estão misturadas aleatoriamente entre as tradicionais. Assim, a ideia é o incentivo à compra da marca Skol.

Bela sacada! Isso é vender cerveja no grito.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/latas-skol-irritam-argentinos-559928.html

LATAS DE SKOL IRRITAM ARGENTINOS

Skol apresenta ao mercado neste sábado (15) as “Latas Torcedoras”, que falam e torcem pelo Brasil. A iniciativa, lançada nacionalmente, integra as ações da Skol durante a competição mundial

Desenvolvida com tecnologia foto sensível, as latas “falantes” têm o mesmo visual e peso de uma lata de 350 ml e estão distribuídas aleatoriamente em meio à produção nacional do período da competição mundial. São cinco gritos diferentes de torcida.

A novidade, fruto do intercâmbio de informações com equipes de inovação instaladas diferentes partes do mundo, como na China, Brasil e Estados Unidos, funciona quando o consumidor abre a lata. A penetração da luz ativa o dispositivo que faz a embalagem “falar”. É a primeira vez que essa tecnologia é usada no País. Serão 150 mil espalhadas em todo o País. A embalagem foi produzida pela F/Nazca e os rótulos pela Design Absoluto.

O tema “falante” irá permear toda a comunicação da marca. Desenvolvido pela F/Nazca, o filme “Hermanos”, de 30″, traz uma situação inesperada de torcedores se preparando para ver o jogo com a Skol. Ao abrir uma latinha, os “hermanos” são surpreendidos com a “lata falante” que torce e grita pelo Brasil. Os argentinos então afogam a lata no balde de gelo.

A cena seguinte é a fábrica da Skol, na qual um funcionário revela ao chefe que um carregamento de produtos foi enviado à Argentina por engano. O personagem lamenta pelas latinhas.

Além do filme para TV, estão previstas parcerias inéditas com a Bon Gelo e mídias exclusivas nos pontos-de-venda para estabelecer uma interação direta com os consumidores. Também foram produzidos spots, ações na web e peças para outdoors e detectores de entradas.

– A Polêmica do Biodiesel

O Óleo Diesel consumido no Brasil passou por recentes mudanças. Há pouco tempo, diminuiu-se a quantidade de enxofre no Diesel distribuído em algumas regiões (chamou-se de Diesel Metropolitano, menos poluente, incluindo algumas cidades consideradas mais poluídas – e inclui-se a região de Jundiaí). Depois foi a gradativa adição de BioDiesel (Diesel não mineral, vegetal). A quantidade incial de 2% já atingiu 5%. Entretanto, alguns postos estão tendo mais custos para a manutenção de seus equipamentos. O BioDiesel traz consigo bactérias, que acabam se proliferando caso o produto fique parado. Consumidores estão com a pulga atrás da orelha. Donos de Postos estão ressabiados. E os produtores de BioDiesel dizem que nada é provado. Ecologistas dizem ser um custo necessário para o meio-ambiente.

A verdade é que ninguém sabe da real eficácia e se é tão eficiente assim o BioDiesel, ou ainda a sua composição e dosagem na mistura.

Abaixo, extraído da Revista Posto Hoje, de 17/05/2010.

ADIÇÃO DE BIODIESEL PREJUDICA COMBUSTÍVEL

A adição de biodiesel ao diesel de petróleo vem provocando graves problemas de qualidade no produto vendido nos postos brasileiros. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) 5,2% das amostras de diesel coletadas em postos em março estavam fora das especificações, maior índice desde 2004. Segundo representantes dos postos, o problema já foi levado à Justiça por consumidores que tiveram danos em seus veículos.  Segundo o presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis), Paulo Miranda, o biodiesel provoca alterações na consistência do produto final, com o surgimento de borras e a proliferação de bactérias. Além dos danos a veículos, o problema dá prejuízo aos postos, que tiveram que intensificar a limpeza de tanques e trocas de filtros.

– O Nosso Novo Irmão: o Irã

Lula está no Irã e ontem conseguiu, junto com o presidente da Turquia, um acordo para o problema da corrida nuclear naquele país. Mesmo a contragosto dos EUA e União Europeia, Lula resolveu liderar essa negociação.

Trocando em miúdos: parece que o Brasil, ou melhor, o presidente Lula, é muito ingênuo. Ele realmente acredita que o presidente iraniano tem intenções apenas pacíficas com o uso da energia nuclear? Ele próprio já deu declarações racistas e de guerrilha contra diversos povos e países.

Tomara que Lula não dê um tiro no pé da reputação brasileira. Se for em seu próprio pé, tudo bem, já que a medida nada mais é do que uma medida demagógica de auto-promoção para uma candidatura à ONU.

O site da BBC produziu um perguntas-e-respostas sobre essa questão nuclear, reproduzida pelo site do Terra. Compartilho:

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4435383-EI188,00-Entenda+a+polemica+envolvendo+o+programa+nuclear+do+Ira.html

– Delegacia é depredada. Fruto da impunidade…

Na última semana, um fato impressionou a população: bandidos tiveram a audácia de assaltar dentro de uma delegacia em Salto/SP, e os policiais nada fizeram. O caso ganhou repercussão nacional.

Agora, a mesma delegacia foi depredada, e o caso continua repercutindo negativamente. No último dia 13, matéria no Jornal Nacional. Hoje, é a Folha de São Paulo quem retrata o lamentável desfecho da impunidade:

Extraído de: Folha de São Paulo, 18/05/2010, pg C4, Caderno Cotidiano.

BANDO INVADE E DEPREDA DELEGACIA EM SALTO

Criminosos invadiram na madrugada de ontem o 13° DP de Salto, local em que uma comerciante foi assaltada na semana passada. Segundo a Polícia Civil, o gupo que invadiu a delegacia quebrou a porta de entrada e revirou as salas do prédio. Não se sabe se foram roubados objetos ou documentos.(…)

A delegacia que funciona ao lado de um posto médico e uma creche, não funciona aos finais de semana. Nenhum suspeito havia sido identificado. (…) Na quinta feira passada, Nadir Aparecida Parasso, 52 anos, foi assaltada naquela unidade de polícia (…). Nadir reagiu e chegou a lutar com os criminosos, que levaram R$ 13.500,00 que estavam na bolsa.

– Dupla Paradinha pode?

Amigos, depois do término da minha carreira como árbitro da FPF, este será meu primeiro post envolvendo arbitragem de futebol, sem os constrangimentos éticos e impedimentos que eu poderia incorrer. Confesso não estar bem a vontade; entretanto, não é por isso que a ética ou os cuidados irão faltar!

Gostaria de falar sobre a Dupla Paradinha, criada pelo Neymar no jogo de ontem. Confesso nunca ter visto isso! Veja só: dar paradinha, pode. A regra permite. O que não pode é o excesso da finta. Textualmente, a Regra 14 diz que você “pode utilizar fintas, desde que não sejam excessivas“. Entende-se que você correr, alterar a velocidade da corrida e chutar, é permitido. No Brasil, criou-se o hábito de se parar de vez, e em alguns casos, até passar o pé sobre a bola! Isso não é permitido.

Na partida entre Santos X Ceará, pelo Brasileirão, Neymar correu e… parou. Correu mais um pouco… parou de novo! E chutou. Até pela leitura você vê excesso na paradinha. Aqui não é “paradona”, é dupla paradinha, algo inédito. Talvez o árbitro não tenha anulado a cobrança pelo fato do lance ser inusitado. Eu, particularmente, entendo que a cobrança foi irregular. O goleiro Diego se adiantou, caiu, e ficou perdido no canto do gol. Sabe o que acontece se ele defende? Volta a cobrança! Se o árbitro aceitou a cobrança do Neymar, caso ele entenda que o lance é válido, voltaria a bater o tiro penal pois Diego se adiantou, mesmo sendo por ato reflexo da paradinha.

Coisas da Regra do Jogo. Está fácil voltar um lance como esse. Não sei porque nossos colegas têm vacilado nisso. Concordo que há a rapidez e dinâmica dos lances, além da necessidade de uma imediata tomada de decisão. Mas…

– Dupla Paradinha

Amigos, depois do término da minha carreira como árbitro da FPF, este será meu primeiro post envolvendo arbitragem de futebol, sem os constrangimentos éticos e impedimentos que eu poderia incorrer. Confesso não estar bem a vontade; entretanto, não é por isso que a ética ou os cuidados irão faltar!

Gostaria de falar sobre a Dupla Paradinha, criada pelo Neymar no jogo de ontem. Confesso nunca ter visto isso! Veja só: dar paradinha, pode. A regra permite. O que não pode é o excesso da finta. Textualmente, a Regra 14 diz que você “pode utilizar fintas, desde que não sejam excessivas“. Entende-se que você correr, alterar a velocidade da corrida e chutar, é permitido. No Brasil, criou-se o hábito de se parar de vez, e em alguns casos, até passar o pé sobre a bola! Isso não é permitido.

Na partida entre Santos X Ceará, pelo Brasileirão, Neymar correu e… parou. Correu mais um pouco… parou de novo! E chutou. Até pela leitura você vê excesso na paradinha. Aqui não é “paradona”, é dupla paradinha, algo inédito. Talvez o árbitro não tenha anulado a cobrança pelo fato do lance ser inusitado. Eu, particularmente, entendo que a cobrança foi irregular. O goleiro Diego se adiantou, caiu, e ficou perdido no canto do gol. Sabe o que acontece se ele defende? Volta a cobrança! Se o árbitro aceitou a cobrança do Neymar, caso ele entenda que o lance é válido, voltaria a bater o tiro penal pois Diego se adiantou, mesmo sendo por ato reflexo da paradinha.

Coisas da Regra do Jogo. Está fácil voltar um lance como esse. Não sei porque nossos colegas têm vacilado nisso. Concordo que há a rapidez e dinâmica dos lances, além da necessidade de uma imediata tomada de decisão. Mas…

– A Polêmica do Alpino da Nestlé

A Nestlé se viu numa grande polêmica nesta última semana, devido a sua bebida Alpino Fast. Apesar do nome Alpino, a bebida não contém o chocolate Alpino, sucesso de vendas em tablete.

A empresa afirma que apesar do nome Alpino, há a frase dizendo que não tem o produto na composição na embalagem. O problema é que o escrito é pequeno, não tão relevante quanto o nome.

Veja o que a empresa diz:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/nestle-explica-alpino-fast-559542.html

PARA NESTLÉ, CONSUMIDOR NÃO ENTENDEU O ALPINO FAST

por Chris Simon

A Nestlé mostrou hoje o seu lado na polêmica sobre a embalagem e a fórmula da bebida láctea Alpino Fast. Segundo a advogada da empresa, Marisa D’Alessandri, houve um equívoco por parte do público na interpretação da frase “Não contém Chocolate Alpino”, impressa na embalagem do produto.

Para a Nestlé, a frase significa que o Alpino Fast é uma bebida produzida tendo como referência o aroma e o sabor do bombom Alpino, e não que o líquido contido na garrafa é o chocolate meramente derretido. Eudo Rodrigues, integrante da equipe que desenvolveu o produto, completa que a bebida foi resultado de anos de pesquisas para que as características sensoriais e a essência aromática do bombom Alpino fossem observadas e mantidas na extensão da marca Alpino para o estado líquido. Segundo ele, a bebida foi amplamente testada antes de seu lançamento, que só aconteceu quando o produto atingiu um nível de satisfação de acima de 92% entre os consumidores.

A retirada da embalagem da frase afirmando que o Alpino Fast não contém chocolate Alpino faz parte da estratégia para que o equívoco seja resolvido, de acordo com Marisa D’Alessandri. Para a advogada, não há dúvida de que houve excesso de zelo por parte da Nestlé, já que o aviso não era um item obrigatório para nenhum órgão de regulamentação de direitos do consumidor. O objetivo da mensagem  foi o de garantir a transparência da comunicação com o consumidor, segundo Marisa, mas acabou gerando controvérsia por ser mal interpretada.

– Campeonato de Apenas 2 Times

Que o Campeonato Espanhol é milionário, atrativo, organizado, lucrativo, entre outros adjetivos, é verdade. Mas que é competitivo, não! Só competem 2 times: Barcelona e Real Madrid. Ontem, o Barcelona se sagrou campeão. Curioso: tanto Barcelona e Real Madrid fizeram a melhor campanha da história do torneio: 87%  e 84% de pontos possíveis conquistados, respectivamente. Para o Real, não serve de consolo, afinal, mesmo com esse aproveitamento, ficou como vice-campeão.

Ambas equipes chegaram à beira dos 100 pontos. Mas os demais ficaram longe desta pontuação. Nisso, nosso Brasileirão dá de 10 a 0.

Agora, verdade seja dita: para eles não adiantou nada, já que o objeto de desejo é a Champions League. Messi, artilheiro do campeonato espanhol, não foi bem nas semis contra a Internazionale. Aí vem o debate: Messi é decisivo?

Deixo para vocês discutirem.

– Só para Registrar…

… hoje faz 13 anos que o grande Jardineiro do Universo levou para seu jardim uma bela flor deste mundo.

Em 17 de maio de 1997 minha saudosa e querida mãe partiu. Mas creio piamente que ela está lá no Céu, intercedendo por nós.

– Voltei!

Amigos, voltei! Amanhã já estaremos discutindo novos temas pertinentes. Curtamos o restante de domingo.

– Ladyboys, Meninos e Meninas

Para quem leu a Folha de São Paulo dias atrás, deve ter se impressionado com a indústria do Turismo Sexual da Tailândia. Casas que oferecem massagem talandesa com ou sem sexo; mulheres, homens e transexuais na vitrine como mercadorias (e com etiquetas de preço e características). Algo próximo do mundo-cão… Quem quiser, o link com vídeo está em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u664922.shtml

INDÚSTRIA DO SEXO MOVIMENTA BILHÕES DE DÓLARES NA TAILÂNDIA

por MARCELO NINIO

Um corredor estreito de paredes azulejadas, um lance curto de escadas ocupado parcialmente por uma oferenda budista, e uma porta se abre.

Em meio à penumbra recortada por faixas de néon colorido, uma mulher na casa dos 50 e jeito de dona de casa recebe o potencial cliente com uma calculadora na mão. É ele, o pequeno aparelho de números gastos, que traduzirá a negociação prestes a começar.

Estamos no andar superior de um pequeno sobrado de Patpong, principal área de prostituição de Bancoc. A capital da Tailândia, conhecida por seus templos, budas gigantes e exuberantes palácios, também atrai milhares de pessoas todos os anos pela fama, em todo o mundo, de capital do turismo sexual, como mostra o vídeo abaixo: LINK PARA VIDEO, CLIQUE AQUI

Apressadas por frases curtas disparadas pela recepcionista, sete meninas saídas de um cômodo interno atravessam uma cortina e se aninham nos dois andares de uma pequena arquibancada acarpetada. Aparentam 20, 22 anos no máximo.

A mistura de perfumes rapidamente se confunde com o cheiro de álcool gel que dominava o ambiente, lembrete da gripe suína.

Com seu inglês escasso e alguma pantomima, a recepcionista explica os serviços e usa a calculadora para informar os preços: 2.000 bahts o período “curto” (três horas, R$ 112) e 3.000 o “longo” (a noite inteira, R$ 170).

Impaciente com a demora na escolha, ela chama uma das meninas para uma avaliação mais de perto. A número oito se levanta, dá cinco passos até o sofá em semicírculo, junta as palmas das mãos na tradicional saudação budista e senta-se colada no interessado.

Veste um microvestido vermelho e se esforça para manter um olhar sexy, mas o ar é juvenil. O cliente, homem de poucas palavras e cerca de 60 anos, de algum país árabe, pergunta a idade da moça. A resposta, mais uma vez, é digitada na calculadora: 17. Negócio fechado.

Com variações de preço e tratamento, esse é o método mais comum do mercado sexual da Tailândia. Bancoc é o maior centro, mas a prostituição também é intensa em outras partes do país, sobretudo em suas ilhas paradisíacas.

Na capital, além de Patpong, duas outras áreas concentram o turismo, Nana e Soi Cowboy, com bares, saunas, karaokês e casas de massagem exclusivamente usados por estrangeiros.

Comércio e sobrevivência

Embora ilegal, a prostituição na Tailândia gera renda de até US$ 27 bilhões [R$ 48 bilhões] por ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e é apadrinhada por algumas das personalidades mais poderosas do país.

Grandes empresários com boas ligações no poder controlam bares, boates e casas de massagem repletas de jovens –a maioria forçada pela pobreza a deixar o norte rural para ganhar a vida em Bancoc.

O dinheiro que recebem dos estrangeiros em troca de sexo sustenta milhares de famílias. A OIT estima que as remessas cheguem a US$ 300 milhões por ano, um volume que muitas vezes supera os programas de assistência oficiais.

“Meninas acima de 25 já começam a ser consideradas velhas. Preciso faturar enquanto posso”, diz Nut, 20 anos, depois de oferecer uma “soapy” (massagem com sabão) “com tudo” por 1.500 bahts. “Meus pais não sabem o que faço, mas contam com o dinheiro que mando toda semana para [que possam] comer.”

Vestidas com trajes minúsculos de marinheira em que mal cabem as etiquetas com o número que as identifica, Nut e outras duas meninas servem de isca para os estrangeiros que passam na porta da boate “Doll House”, a mais conhecida na fileira de bares de Soi Cowboy.

Saa, 18, conta que há dois anos deixou sua cidade, quase na fronteira com o Laos, depois que o pai adoeceu, ficando impossibilitado de sustentar os seis filhos no cultivo de arroz. Prefere os estrangeiros mais velhos, “que têm mais dinheiro e dão menos trabalho”.

Dentro da boate, europeus de 25 a 70 anos formam a maioria do público. Há ainda indianos, russos e australianos. Peter, advogado inglês de 41 anos, é um dos mais animados.

“Minha primeira viagem à Tailândia, há uns quatro anos, foi a trabalho. Mas, depois que descobri as mulheres tailandesas, só passo as férias aqui”, diz ele, enquanto balança a dose de uísque tailandês com uma das mãos e acaricia a coxa de uma jovem de biquíni com a outra.

Apesar da fama de seus fervilhantes centros de diversão adulta, pela facilidade em obter sexo pago e pela lendária hospitalidade de suas profissionais, a Tailândia está longe de ser um bordel a céu aberto.

Só uma pequena parte da população atua no setor: a maioria das mulheres está na indústria têxtil, onde trabalha até 16 horas por dia, dorme no trabalho ou em favelas na periferia da capital e nunca ganha mais de R$ 300 por mês.

Fora das áreas de prostituição, em Bancoc o flerte é discreto e o assédio obedece ao nível de interesse demonstrado pelo cliente.

No saguão de desembarques do aeroporto internacional de Suvarnabhumi, é preciso olho clínico para detectar algum vestígio do festival de excessos que é marca registrada da cena erótica local.

Mas a oferta começa no percurso de táxi do aeroporto até o centro. Enquanto uma pequena TV de tela plana exibe um show do guitarrista Santana, o motorista mostra folhetos de casas de massagens. Em qualquer viagem de táxi ou tuc-tuc (triciclo), a proposta é quase inevitável quando os passageiros são estrangeiros do sexo masculino. E eles são muitos.

A Tailândia recebe anualmente cerca de 15 milhões de visitantes do exterior, três vezes mais do que o Brasil. Seis em cada dez são homens, muitos em busca de sexo fácil e barato. Um deles foi Frédéric Mitterrand, ministro da Cultura da França, que numa autobiografia de 2005 [“La Mauvaise Vie”, A Vida Má, ed. Robert Laffont, 360 págs., 2005, 20 euros, R$ 52) contou ter pago para fazer sexo com “jovens garotos” no país.

A confidência, que recentemente gerou polêmica e pressão política para que Mitterrand renunciasse, também jogou luz sobre as motivações dos turistas sexuais.

“A abundância de jovens garotos muito atraentes e imediatamente disponíveis me coloca em um estado de desejo que já não preciso esconder”, escreveu o sobrinho do ex-presidente François Mitterand (1981-95). “A moral ocidental, a culpabilidade de sempre, a vergonha que arrasto somem.”

– A Doideira do Homem do Couro de Lobisomem

O cantor Ney Matogrosso é uma figura ímpar. Polêmico, como a música que o consagrou logo após a saída dos “Secos e Molhados” que dizia “Menina eu sou é homem, e como sou!” o artista declarou a pouco tempo que já provou todos os sexos, e que se tivesse um terceiro, também provaria (!?). Agora, na última edição da Revista Rolling Stone, falou sobre drogas, e disse que sempre usei drogas para abrir minha percepção. Quando tenho uma dúvida, uso maconha como terapia. E aí aflora, porque a resposta está dentro de mim”.

Quanta bobagem…

– Comemorar o quê? (Negros na Administração de Empresas)

Reproduzo texto de 2 anos atrás, por achar pertinente a data:

Hoje se recorda a abolição da escravatura no Brasil. A grosso modo, a Princesa Isabel (e esta é uma opinião bem particular) fez um DESSERVIÇO à nação. Calma, não é um comentário racista, muito pelo contrário (novamente, lembro que só deve existir uma raça, a raça humana). O questionamento se dá pelo fato de, demagogicamente, assinar uma lei libertando os negros da escravidão, e… e o quê? Simplesmente, o escravo que vivia nas senzalas estava livre, e a partir daquele momento, estava solto, sem casa, sem comida, sem dinheiro, e com alguns trapos no corpo! Não houve nenhum programa de inserção do negro à sociedade. E, até hoje, os negros pagam o preço de tal medida sem planejamento futuro nem preocupação social: Qual o percentual de negros em Universidades? Na Política? Nas artes?
Recentemente, a ONG AfroBrasil divulgou um levantamento da CNT-Sensus: no Brasil, apenas 3,3 % dos negros chegam a cargos de comando na Administração de Empresas.

– Boa Viagem!

Amigos, estou ausente das minhas atividades neste restante de semana, devido a uma viagem necessária ao meu processo de reinvenção e readaptação! Esatrei com a família, descansando e me reestruturando definitivamente. É a vida nova!

Nos próximos dias, alguns temas propícios e interessantes para a data, já programados para entrar no ar.

Até mais!

– Bebeu… Cadeia!

E o nosso novo país-amigo, o Irã? Lá, pelos costumes islâmicos e radicalismo do governante local, o uso de bebida alcoólica é cadeia na certa.

Leio agora no Estadão (pg A16): Irã prende 80 pessoas em festa que servia álcool – (…) as pessoas foram acusadas por ‘buscar o prazer’ pela polícia iraniana. A lei iraniana proíbe homens e mulheres de se tocar ou dançar. Há 2 anos, o governo iraniano combate ‘movimentos ocidentais indecentes’. Além do álcool, estão nessa categoria os rappers”.

Cultura diferente é isso aí!

– A Sociedade de Consumo dos Produtos Grátis

Os serviços do Google, Twitter e You Tube são grátis, correto? Algumas impressoras para computador são mais baratas que seus cartuchos, empresas de telefonia de celular dão aparelhos para seus clientes, e assim por diante…

Seguindo essa lógica, o guru digital Chris Anderson diz que na Administração de Empresas do futuro, as organizações cada vez mais darão gratuitamente produtos em troca de fidelização no consumo de serviços. Interessante, mas talvez inviável. Veja a “previsão” do intelectual, abaixo.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/tecnologia/ideia-radical-demais-482570.html

UMA IDEIA RADICAL DEMAIS

“Grátis pode significar muitas coisas, e esse significado tem mudado ao longo dos anos. Grátis levanta suspeitas, mas não há quase nada que chame tanto a atenção. Quase nunca é tão simples quanto parece, mas é a transação mais natural de todas. Se agora estamos construindo uma economia em torno do Grátis, deveríamos começar entendendo o que ele é e como funciona.” Essas são as palavras que abrem o segundo capítulo de um livro lançado nesta semana nos Estados Unidos. O título é Free – The Future of a Radical Price (“Grátis – o futuro de um preço radical”, numa tradução livre). A editora Campus-Elsevier deve lançá-lo no Brasil no final deste mês. É preciso reconhecer que o autor não falta com a verdade. “Grátis” pode realmente significar muitas coisas, entre elas cobrar por um livro cuja ideia central é uma defesa apaixonada de tudo o que é gratuito. O preço ainda não está definido, mas já se sabe que não, Grátis não será distribuído de graça. (A edição americana custa 17,81 dólares na Amazon.com.)

O autor desse ato de prestidigitação é Chris Anderson, jornalista anglo-americano que edita a revista Wired, a publicação-símbolo do espírito inovador e libertário do Vale do Silício, e que lançou A Cauda Longa, três anos atrás.

A favor de Anderson, é necessário avisar de saída: em nenhum momento ele escreve que tudo será de graça. Sua tese central é que certos produtos e serviços podem, sim, ser gratuitos – e mesmo assim dá para ganhar dinheiro. Anderson constrói seu argumento sobre as diferenças fundamentais entre o mundo das coisas materiais, ou o mundo dos átomos, e a internet, ou o mundo dos bits. Eis a ideia central: todos os custos dos insumos básicos do mundo digital caem vertiginosamente. A capacidade dos processadores dobra a cada 18 meses, mais ou menos, e os preços caem pela metade. Fenômenos semelhantes acontecem com as redes de telecomunicações e com os discos de armazenamento. Essa constatação é verdadeira. Anderson também escreve que nunca na história houve tantos produtos e serviços gratuitos. O melhor exemplo é o Google. Das buscas ao e-mail, dos vídeos do YouTube ao processador de texto online, a imensa maioria dos quase 100 produtos oferecidos pela empresa é gratuita para o usuário final. O custo de manter essa enorme oferta cai dia após dia, escreve Anderson.

Mas quem paga a conta de erguer e manter funcionando o meio milhão de servidores que mantém o Google no ar? Os anunciantes. E aí se abre o primeiro flanco na tese defendida por Anderson. Ele gasta páginas tentando descrever um mundo novo, baseado na publicidade. No entanto, não há nada de novo aí. O sistema de venda de anúncios do Google é aperfeiçoado automaticamente, a cada instante, sempre com o objetivo de melhorar as receitas. Mas no fundo o Google opera com a mesma lógica das emissoras de rádio e TV. É um negócio mais lucrativo e de alcance global, sem dúvida, mas ainda assim apoiado em uma ideia que tem mais de sete décadas de vida – e ninguém precisa de um guru digital para perceber isso.

Anderson também faz uma defesa pouco convincente da pirataria. O custo de copiar um disco ou um filme é virtualmente zero, como bem sabem as gravadoras e os estúdios de cinema. Talvez esses sejam os dois melhores exemplos de negócios que tenham sido obrigados a repensar seus modelos por causa da avalanche digital. Existem vários exemplos de artistas que não se importam em ver suas músicas circulando livremente pela internet, entre eles a banda brasileira Calypso, cuja história é relatada no livro. O negócio, para os músicos paraenses, está em fazer apresentações ao vivo. Os modelos de distribuição de música gratuita para quem compra telefones celulares ou tocadores de MP3 também se multiplicam. Mas isso não quer dizer que a Apple não esteja construindo um belo negócio com sua loja iTunes. Em janeiro deste ano, a empresa já havia contabilizado mais de 6 bilhões de músicas vendidas. Anderson deixa de mencionar que o atrativo da pirataria não reside somente no preço zero: a comodidade de encontrar o que se busca é igualmente importante.

É por isso que fica difícil acreditar na afirmação grandiosa de que “o Grátis (Anderson escreve assim mesmo, com G maiúsculo) deste século é um modelo econômico inteiramente diferente”. Ele estima que essa economia do grátis movimente cerca de 300 bilhões de dólares em todo o mundo. Mas metade desse valor vem justamente daquilo que é baseado em publicidade. Os argumentos que ele usou para defender a tese da cauda longa sempre foram sustentados em dados colhidos de empresas reais. Em Grátis, as histórias que ele conta parecem ser versões atualizadas das promoções que fazem parte do marketing das empresas desde sempre: compre um, leve outro de graça. De todos os modelos descritos no livro, talvez o mais interessante seja o que Anderson chama de freemium, uma mistura de free com premium. Algumas empresas de internet oferecem um serviço gratuito com a intenção de alcançar a maior base de usuários possível. Não se trata de uma amostra grátis. Todas as principais funções são verdadeiramente gratuitas. O objetivo é tentar vender uma versão mais sofisticada a um pequeno grupo de usuários. É assim que operam o site de fotos Flickr, o serviço de telefonia pela internet Skype e as versões online dos jornais The Wall Street Journal e Financial Times.

O livro de Anderson foi recebido com críticas ácidas. A que ganhou mais destaque foi a de outro autor popular, o também anglo-americano Malcolm Gladwell (O Ponto de Desequilíbrio, Fora de Série – Outliers). Numa resenha publicada no site da revista New Yorker, para a qual escreve, Gladwell classifica as ideias de Grátis de utopia tecnológica. Ele lembra que a Wired, de Anderson, foi uma das primeiras publicações a decretar, nos tempos do boom da internet, o nascimento de uma nova economia – que, diga-se, nunca veio. Gladwell menciona o exemplo de uma empresa farmacêutica que criou um remédio para tratar uma doença raríssima. O maior valor de um remédio, como se sabe, é a propriedade intelectual que ele representa. Mas o medicamento de que Gladwell fala não vai ser grátis tão cedo, muito pelo contrário: o tratamento custa 300 000 dólares por ano.

Lidar com críticas faz parte do ofício de um escritor como Anderson. Mas o plágio, não. Uma semana antes da publicação de Grátis, um blogueiro levantou a lebre: trechos inteiros do livro foram copiados da enciclopédia online Wikipédia. Anderson rapidamente se pronunciou. Disse que, por uma confusão causada nos dias finais da edição, os trechos que foram copiados do site acabaram saindo sem a devida atribuição de crédito. Sua editora se disse satisfeita com a explicação. Na blogosfera, porém, muita gente ficou pouco convencida com essa história. Como o autor de A Cauda Longa, um livro apurado com rigor acadêmico (Anderson é físico), seria capaz de copiar informações justamente da Wikipédia, um site que muda de forma a cada segundo? Apesar disso tudo, é pouco provável que Anderson deixe de ser requisitado como palestrante. Com seu primeiro livro, ele entrou definitivamente para o time de estrelas do circuito global de palestrantes – e passou a cobrar caro por suas aparições. Afinal de contas, a verdade é que hoje em dia nem injeção na testa é de graça. Ou você conhece alguém que aplique botox sem cobrar nada?

– 70 anos sem Comer nem Beber!

Está em todas as agências de notícias a história do indiano Prahlad Jani. Ele vive há 70 anos sem se alimentar, e está sendo estudado pelo Ministério da Defesa daquele país. Tal raridade poderia servir de experimento para pesquisas de sobrevivência. Olha que maluquice:

Extraído da Folha de São Paulo, 11/05/2010, pg A13

INDIANO QUE NÃO COME NEM BEBE INTRIGA CIENTISTAS

Um iogue octogenário que diz ter vivido mais de sete décadas sem beber ou comer tem causado espanto em cientistas da Índia.
Prahlad Jani, 83, passou duas semanas sob constante observação de 30 médicos e de câmeras de filmagem, em estudo que terminou na última quinta. No período, ele não ingeriu nada, não urinou nem defecou, segundo os observadores. “Continuamos sem saber como ele sobrevive. É um mistério”, disse Sudhir Shah, neurologista.
“O único contato de Jani com líquidos foi para fazer gargarejos ou se lavar”, disse G. Ilavazahagan, especialista em fisiologia. “Se ele não tira sua energia dos alimentos ou da água, deve tirá-la de outras fontes, e o sol é uma delas”, ponderou Shah.
O estudo foi conduzido pelo Ministério da Defesa, que quer tirar de Jani lições sobre sobrevivência para militares e vítimas de tragédias naturais. Os resultados finais são prometidos para os próximos meses.
Em sua aldeia natal de Ambaji (norte), o iogue alega que foi abençoado por uma deusa quando tinha oito anos e que isso lhe permite viver sem alimentos.
Em 2003, segundo a BBC, ele já passara dez dias sob observação de uma equipe médica, também sem consumir nada, mas apresentando boa saúde mental e física.

E a gente fica pensando em dieta, regime…

– Que Cara Chato esse tal de Dunga!

Hoje sai a convocação da Seleção Brasileira. Ontem, no RJ, Dunga evitou a imprensa. Aliás, a marra e a má educação do treineiro é brincadeira! Cada pergunta dos jornalistas era um coice como resposta. O cara é uma figura pública, deveria entender esse assédio. Aliás, deveria respeitar o trabalho da imprensa, que é maltratada por ele.

É entendível que Dunga queira calar, mas não é justo dar patadas! Faz parte do seu cargo.

– Os Candidatos Boleiros

Política e Futebol são uma mistura explosiva, não?

Quando Romário se filiou ao PSB e anunciou que seria candidato a alguma coisa, errou o nome do partido, dizendo que era PSDB. Edmundo nem sabia, quando perguntado, qual partido era filiado.

Esses e outros jogadores de futebol serão candidatos nessas próximas eleições. Vale a pena ter atenção…

Extraído de: Revista Época, ed 624, pg 66, por Leopoldo Martins

OS CANDIDATOS BOLEIROS

Que time de futebol não gostaria de ter um trio de ataque formado por Marcelinho Carioca, Marques e Romário? Em 2011, eles poderão estar juntos, mas em outro piso: querem migrar dos gramados para os tapetes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional. São os boleiros que vão disputar a eleição deste ano.

Filiado ao PSB desde setembro, Romário é pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. Sua adesão ao partido socialista ocorreu um mês depois do leilão de sua cobertura na Barra da Tijuca, vendida para pagar dívidas com vizinhos. Correligionários dizem que a entrada na política do ex-atacante do Vasco, do Flamengo e da Seleção Brasileira se deve a seus compromissos com a área social. A principal bandeira de campanha será a atuação de Romário na Penha, bairro pobre da Zona Norte do Rio. Ali, ele já teria atendido mais de 2 mil crianças em cursos profissionalizantes e outras atividades.

A estratégia de campanha de Romário parece estranha para os padrões do marketing político nacional. Convidado para dar uma entrevista sobre sua candidatura, ele enviou a seguinte resposta por meio de seu assessor de imprensa: “Romário não vai dar entrevista porque ele não fala de política”. Provisória ou definitiva, essa decisão tira do candidato a oportunidade de expor suas propostas, mas também pode evitar gafes. Na primeira vez em que se aventurou a falar de política como pré-candidato, Romário fez um gol contra. Era o dia de sua apresentação no PSB. Quando chegou sua vez de falar, errou o nome do próprio partido. “A partir de agora sou filiado ao PSDB”, disse.

Notório rival de Romário dentro de campo, o ex-atacante Edmundo assinou ficha de filiação ao PP. Apesar da adesão a um partido, Edmundo nega qualquer intenção de concorrer nas eleições deste ano. “A filiação foi feita a pedido do Eurico (Miranda, ex-presidente do Vasco), mas não há possibilidade de eu disputar neste ano”, diz. A desistência temporária de Edmundo de entrar na carreira política teria sido resultado de uma campanha doméstica feita por sua mulher.

Outro boleiro disposto a virar parlamentar é Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, pré-candidato a deputado federal também pelo PSB. Sua inspiração é o vereador Gabriel Chalita, de São Paulo. “Quero trabalhar com educação. Admiro muito as ideias do Chalita”, diz. Marcelinho afirma que está estudando política “oito horas por dia” para não decepcionar os eleitores. “Não serei um aventureiro.” A candidatura de Marcelinho é exaltada no PSB. “É ano do centenário do Corinthians. A expectativa é que ele tenha 300 mil votos”, diz o deputado federal Márcio França, presidente do PSB em São Paulo.

Minas Gerais também tem seu candidato boleiro. Marques, um dos maiores ídolos da história do Atlético, quer disputar uma vaga de deputado estadual pelo PTB.“Pretendo retribuir tudo o que Belo Horizonte me deu. A política não é uma obsessão. É um compromisso meu para melhorar a vida do povo mineiro.” Marques amarga o banco de reservas desde a volta ao Atlético, no começo de 2009, e deseja encerrar a carreira no fim do ano. Assim como os colegas, ele repete o clássico discurso de defesa das criancinhas. “Quero tirar a meninada da rua. Estou cansado de ver político guardando o dinheiro do povo no sapato.” Instado a falar de temas como as reformas política ou tributária, Marques exibiu suas habilidades de driblador: “Eu sou a favor do mais carente. Se é bom para o mais carente, eu sou a favor”. Os fundamentos do futebol, às vezes, também podem ser aplicados na política.

– Feliz Dia das Mães

Todo dia deve ser considerado dia das mães. Claro, essa manjada frase quer demonstrar o carinho que devemos ter àquela que nos criou. Sim, considero mãe quem cria, não quem gera, pois “fazer filho” é fácil; criá-los, eis o desafio! Às vezes, a mãe é a avó, ou uma tia, ou o próprio pai. Não importa. O que vale é o amor dado e retribuído não só nesta data, mas durante a vida.
Particularmente, tenho muita dificuldade em falar sobre mãe. Perdi minha querida mãezinha em Maio de 1997, com 42 anos, uma semana depois do Dia das Mães. E a saudade sempre foi grande. Enorme. Insubstituível. Afinal, amor de mãe é singular. É diferente de amor de irmão, de pai, de esposa. Mãe é única. Mãe é um ser tão especial que até mesmo Deus quis ter uma!
Minha mãe foi minha heroína na terra. Hoje, a tenho como uma santa no Céu, me ajudando cada vez mais. Não tenho tristeza pelo seu falecimento, afinal, ela sofreu muito em vida com sua doença, mas a dor do desejo de um abraço impossibilitado pela distância é indescritível.
Não posso me queixar de não ter uma mãe hoje, ao meu lado para ajudar, pois minha querida sogra é minha segunda mãe. De fato, não só de expressão. Ela é mais um anjo que o Senhor pôs na minha vida para me ajudar. Mas é um amor tão grande e ao mesmo tempo diferente. São amores distintos, intensos, ambos com carinho maternal, mas em momentos diversos.
A guerreira mãe que tive mal concluiu a quarta série primária, e ajudou-me a entrar em doutorados, ensinando-me a ler e a escrever, veja só, com a “cartilha da Mimi”. Educou-me para a fé, preparou-me para a vida. Como todo adolescente, dei “algum trabalho” a ela, mas nada grave nem condenável. E entrava na linha rapidamente, pois felizmente a vara de marmelo (que agradeço a Deus por ter existido) não me deixava fugir de alguns caminhos. Um puxão de orelhas não é violência doméstica, mas correção de alguém que ama outro. A amava, e poucas vezes talvez disse isso a ela, embora nunca tenhamos nos separados e ela certamente sabia desse amor.
Como é bom ter mãe… Aos meus dez anos, lembro-me dela e meu pai cuidando do meu avô, que teve câncer por tanto fumar. Maldito cigarro, tirou-me o poeta Manelão, meu vô Pi, meu amigo que ensinava-me a fazer arapucas. Aliás, também perdi meus 2 avôs cedo (meu vô Toninho, incrível, fantástico, alegre, amigo, farreiro…outra grande saudade). Lembro-me também de depois de meu avô, logo em seguida, a corrida aos médicos com minha avó. Outro anjo nesta terra. Câncer em múltiplos órgãos. E minha mãe (sempre junto com meu pai) lutando bravamente pela vida (como é importante viver…). Depois da morte dos avós, o martírio de minha mãe, também com o câncer. Quase 8 anos de luta. Recordo-me como se fosse hoje, meu pai triste por um médico dizer a ele clara e friamente que a mãe deveria ter seis meses de vida, no máximo. A luta foi grande, médicos diferentes, tratamentos diversos, e a batalha para a vida, ou melhor, uma sobrevida. E nunca questionando nada, nenhum “por quê”, somente agradecendo a Deus por poder acordar mais um dia. E a disposição de vencer durou muito mais que seis meses. Em sua última quimioterapia, quando eu tinha 21 anos, o médico me chamou e disse: “Infelizmente, tudo foi feito. Será questão de dias…” Essa frase ainda povoa vez ou outra minha mente, e talvez confidenciando-a, ela me abandone. Mas duro foi vê-la, após a realização da quimio, de cadeira de rodas, a poucos minutos de eu receber tal notícia, sair da ala de oncologia com um sorriso maravilhoso dizer que “hoje tinha sido muito bom, nenhuma reação colateral até então”. Dói. Dói muito saber que tal carinho e alegria durariam pouco tempo.
Uma semana depois do dia das mães de 97, o câncer era de múltiplos órgãos e ocasionava vários problemas, dos cardíacos à trombose. Quanta dor e sofrimento, mas sempre com a alegria no coração e o desejo de viver. Na última tarde, sem poder se mexer pelos medicamentos, mas totalmente consciente, pudemos , tanto eu e meu pai, revezadamente, conversar com ela pela derradeira vez. A maior e mais espetacular experiência que tive, estar frente a frente com o momento de despedida desta terra ao Reino dos Céus. Pude falar tudo a ela, toda a minha vida e meu sentimento. Uma despedida, ou, se Deus quiser, um até logo afetuoso.

Te amo mãe! Do Céu, onde piamente creio que a senhora está, um beijo no coração. E continue intercedendo por mim, pela sua filha Priscila, seu marido Milton, sua nora Andréia, sua netinha Marina e seu futuro genro Augusto…  e a todos enfim!

Feliz dia das mães a todos!

– Adidas vem com tudo para brigar pelo Brasil

Um contrato em branco! Imagine só: a Adidas vem para o Brasil, tenta tirar o patrocínio da Nike para com a Seleção Brasileira, e entrega a folha para a CBF preencher os valores. Quanto o Brasil pedir, a Adidas pagará para vestir a amarelinha na Copa de 2014!

Extraído de: Ribeiro, Marili (OESP, Economia, pg 15, 09/05/2010)

ADIDAS VEM COM TUDO PARA BRIGAR PELO BRASIL

Com investimento em marketing no Brasil 30% acima do que foi aplicado na última Copa do Mundo – a de 2006 na Alemanha, que teve verba recorde por abrigar a sede da companhia -, a Adidas do Brasil indica sua disposição de explorar a maior vitrine do futebol no mundo. A Copa da África do Sul, como reconhece Rodrigo Messias, diretor de marketing da empresa, é um bom ensaio para a “guerra” por espaço que será travada com a arquirrival Nike em 2014.

A perspectiva da Adidas do Brasil é dobrar o tamanho do negócio de produtos voltados à prática de futebol no País ainda este ano. Para essa estratégia de crescimento manter o atual ritmo, será fundamental destacar sua presença no ano em que a disputa global será realizada no Brasil, em 2014.

A cada Copa do Mundo as vendas de produtos relacionados ao futebol aumentam entre 20% e 30%, pelas projeções da companhia. Em 2006, a Adidas faturou 1,2 bilhão só com futebol. Vendeu 15 milhões de bolas e 500 mil uniformes da seleção alemã, que segue sendo uma das 12 que patrocina este ano. Com esses indicadores, fica fácil entender porque os fabricantes de artigos esportivos guerreiam pela atenção de consumidores embalados pelo clima de disputa movida pela bandeira nacional, que ocorre a cada quatro anos.

No caso do Brasil, a Adidas tem ficado atrás da sua maior concorrente na hora de chamar a atenção do grande público. Afinal, a Nike é, desde 1997, a patrocinadora oficial da seleção brasileira. O atual contrato só vai expirar em 2014, depois da esperada Copa no País. O último campeonato mundial no País foi em 1950. Embora o valor do contrato da Nike não seja declarado, é sabido que a empresa americana paga por ano à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) 47 milhões, fora o fornecimento dos materiais para os atletas.

A seleção do Brasil é um ícone global. Assinar seu uniforme não tem preço – dizem os publicitários, plagiando um conhecido slogan do meio -, e a própria Adidas sabe disso. “No mundo, e especialmente na Europa que é o berço da prática futebolística, a marca Adidas é líder, tanto em faturamento de vendas, como em lembrança da marca”, conta Paulo Ziliotto, gerente de marketing da Adidas no Brasil. “Dados da pesquisa NPD Sports Tracking Europe referentes a junho de 2009, mostram que a Adidas tem 34 % do mercado global e 50% de participação de mercado na Alemanha, onde a empresa nasceu.”

A liderança mundial em vendas, entretanto, não garante a visibilidade que gostariam de ter no País de chuteiras. Assim, como os dois executivos reconhecem, a disputa pelo patrocínio da seleção brasileira segue no portfólio de ambições do marketing da companhia. Ziliotto, por seu lado, sabe que 2010 funcionará como um pré-vestibular, ou uma espécie de treinamento avançado para alavancar a briga pela conquista do mercado nacional em 2014. “A campanha de comunicação desta Copa é a maior e mais longa já realizada pela empresa no Brasil”, diz.

Na primeira semana de junho, uma bola gigante, com 15 metros de diâmetro, será instalada no shopping Eldorado, em São Paulo, para promover a Copa da África do Sul. “Vamos oferecer a experiência de assistir a uma partida de futebol em Johannesburgo. Vamos reproduzir o típico colorido africano e o barulho das “vuvuzelas”, que são longas cornetas sopradas sem parar pelas torcidas para animar os jogos”, explica Ziliotto.

A verba investida não é revelada. Cerca de metade se concentrará na internet. A Adidas aposta nesse canal para cativar público apaixonado por futebol com um farto histórico de participação em Copas da empresa. Em 1954, a Alemanha ganhou o torneio com as chuteiras de travas, que revolucionaram o esporte.

– O Sucesso de Hugo Chavez no Twitter

“Cuidado com o que se fala, pois dependendo do que for dito, poderá ser usado contra você”.

Esse dito popular vale para o presidente venezuelano Hugo Chavez. Ele abriu uma conta no twitter, e pode ser acessado em http://twitter.com/chavezcandanga. Em seu perfil, se classifica como Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista.

A imprensa cubana disse que seu Twitter pode mudar a ação da esquerda socialista, revolucionando os meios de conquistas do trabalhador! Bonito o discurso, não? Mas existe imprensa independente em Cuba? Se nem na Venezuela existe independência… os coitados têm que transmitir da Colômbia, senão Chavez fecha a emissora!

Está curioso para saber o que ele postou na sua primeira mensagem? Ele disse: Epa que tal? Aparecí como lo dije: a la medianoche. Pa Brasil me voy. Y muy contento a trabajar por Venezuela. Venceremos!!

Entendeu? Como só são 140 caracteres, ele resumiu que veio ao Brasil e trabalhará para a Venezuela e que venceremos, se referindo ao apoio dado à candidatura de Dilma Russef.

Já que Hugo Chavez se empolgou com o microblog, vou lembrar o que ele disse há dois anos: “O Twitter é um instrumento terrorista (…) o congresso deve criar leis para controlar a Internet.”

Acesse o discurso em: http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=262140

HUGO CHAVEZ CHAMA TWITTER DE INSTRUMENTO TERRORISTA 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta segunda-feira que a rede social Twitter nada mais é que um instrumento terrorista. O microblog se tornou um canal de luta a favor da liberdade de expressão pelos venezuelanos.

Para isso, os usuários da rede no país estão utilizando o termo “Free Venezuela” como forma de se expressar em seus tweets. A resposta do presidente, no entanto, não foi das melhores.

Chávez chegou a pedir aos deputados da Assembleia Nacional que preparem uma lei para controlar a internet, com o argumento de que a rede é uma ameaça ao país. A repercussão fez com que o termo e tornasse ainda mais popular.

 

– Jundiaí realizará o 1º Fórum Municipal de Acessibilidade

Por Reinaldo Oliveira

 

No dia 17 de maio, acontece das 14h às 17h, no pavilhão de multimeios do Parque da Uva, o 1º Fórum Municipal de Acessibilidade de Jundiaí. O tema deste 1º Fórum será “Derrubando Barreiras” e terá como palestrante a vereadora da Câmara Municipal de São Paulo, Mara Gabrilli, que é publicitária e psicóloga. Mara tem 42 anos e desde os 28 é tetraplégica devido a um acidente de trânsito. Ela foi a primeira titular da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, criada em abril de 2005. Atualmente no segundo mandato de vereadora ela já protocolou 43 Projetos de Lei com medidas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Quatro já foram aprovados e transformados em Lei. Sobre o 1º Fórum o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Paulo Eduardo Moretti, informou que todas as entidades que representam a sociedade civil organizada de Jundiaí e Região, foram convidadas a participar, tendo em vista que elas poderão atuar como multiplicadoras das propostas colocadas no Fórum. Após a palestra da vereadora Mara, será aberta ao público para perguntas e respostas.

– A Bola Camaleão

Compartilho interessante material do site “Universidade do Futebol”, produzido por Eduardo Fontato, a respeito da tecnologia nos campos de futebol como ferramenta para a arbitragem. A novidade é a “bola camaleão”, que muda de cor ao passar a linha de meta.

Pela conduta da FIFA, provavelmente não será uma ideia aproveitada. Mas por que não pensar na possibilidade?

Extraído de: UNIVERSIDADE DO FUTEBOL

A BOLA CAMALEÃO

Por que uma empresa investe tanto num produto sendo que sua principal vitrine e consumidora, a Fifa, é uma entidade que caminha justamente no sentido oposto à adoção de novas tecnologias?

Olá, amigos!

A ideia desta terça era diversificar o tema, já que nas últimas semanas tratamos de maneira aprofundada das questões relacionadas à tecnologia como ferramenta dos árbitros de futebol.

Pego carona na informação do colega Thiago Lavinas, e apresento a tecnologia desenvolvida por uma empresa mexicana, na qual a bola (CTRUS) é dotada de uma tecnologia baseada no GPS, para mudar de cor quando ultrapassa a linha de jogo.

Sem querer entrar na já debatida aceitação ou recusa por parte do futebol em relação às inovações, refletiremos.

Antes, segue o vídeo de divulgação: http://www.youtube.com/watch?v=vKlzfwm4olQ&feature=player_embedded

Vejam que o tema da divulgação é o Fair Play e a transparência no futebol. Temas que são sempre defendidos por quem é favorável e recebe críticas, sobretudo no quesito de investimento necessário para aqueles que criticam.

Para quem gosta de ver mais detalhes, segue também o vídeo de desenvolvimento e designer da bola, divulgado também pela própria empresa: http://www.youtube.com/watch?v=3qJW3gcMbbw&feature=player_embedded

Muito interessante e bem produzido, porém…

Sempre existem os tais “poréns”, não é verdade?

Por que uma empresa investe tanto num produto sendo que sua principal vitrine e consumidora, a Fifa, é uma entidade que caminha justamente no sentido oposto à adoção de novas tecnologias, inclusive posicionando abertamente desta forma, através de seus presidentes?

Não seria um investimento em um produto com prazo de validade certo, ou melhor, um produto que nem sequer pode ter seu prazo estipulado uma vez que nem entrará em “campo”?

Não posso responder pela empresa, apenas especular. Então vamos lá às hipóteses:

• A empresa tem uma demanda vinculada a importantes órgãos do futebol que lhe garante o retorno de tal investimento;

• A empresa aposta que não tem como o futebol não evoluir para esse caminho;

• A empresa vê outros potenciais mercados independentemente da aceitação ou não da entidade máxima que controla o futebol;

• A empresa utiliza um tema polêmico para se promover frente a um mercado amplo e competitivo que é o mercado tecnológico como um todo;

• Os donos das empresas resolveram desenvolver porque acreditam nas ideias, independente de ter o retorno de investimento (embora eu ache difícil, mas vai saber né?).

E você, o que acha da CTRUS?

O que moveu a empresa a investir nesse projeto?

Fonte:
http://www.destroyafteruse.com/
http://colunas.globoesporte.com/primeiramao/

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

– Victorinox: História feita a Canivete

Abaixo, um case de sucesso retratando uma empresa familiar: a Victorinox, fabricante do mais famoso canivete suiço e por 4 gerações no poder. Curiosidade: há 80 anos sem demitir funcionários e inovando com canivetes com entrada para pen drive e reconhecimento biométrico!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113191-16642,00-HISTORIA+FEITA+A+CANIVETE.html

VICTORINOX: HISTÓRIA FEITA A CANIVETE

por Edson Porto

Há 125 anos a mesma família suíça comanda a Victorinox, com um estilo peculiar e cauteloso de gestão. Agora, ela lidera a maior transformação da empresa desde a sua criação

Pouca gente sabe, mas um dos lugares do mundo mais afetados economicamente pelos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foi a pequena vila de Ibach, no interior da Suíça. Apesar de estar a mais de 6 mil quilômetros de distância de Nova York, a localidade sedia a Victorinox, a empresa que produz os mundialmente famosos canivetes suíços – ou canivetes do Exército suíço, como são conhecidos fora do Brasil. Depois dos ataques ao WTC, objetos cortantes de toda natureza passaram a ser proibidos em voos no mundo todo e, do dia para a noite, a companhia perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização: os aeroportos e as aeronaves. “As vendas despencaram 30% em um período muito curto de tempo”, afirma Carl Elsener IV, presidente da Victorinox. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos dos Estados Unidos, 1,8 milhão de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente suspenderam suas encomendas. Em 125 anos de história – completados agora em 2009 –, foi o momento mais duro na vida da Victorinox.

Hoje os problemas parecem superados. Apesar de estar enfrentando uma segunda crise forte em menos de dez anos, a Victorinox prevê um faturamento em 2009 de 500 milhões de francos suíços, ou bem perto de meio bilhão de dólares, e afirma que se mantém saudável e lucrativa. O número de funcionários, 1,7 mil em todo o mundo, e as vendas totais continuam crescendo de maneira estável – 5%, em média. A empresa tem agora seis linhas distintas de produtos. Além de canivetes e facas, vende relógios, malas, roupas e perfumes. Com isso vem conseguindo reduzir a dependência dos canivetes, que neste ano vão responder por cerca de 40% do faturamento. Essa história de sobrevivência e virada mistura sorte, visão e uma forma de gestão tão incomum que só tem paralelo na experiência de empresas sociais.

A parte da sorte tem a ver com o momento vivido pela companhia naquele setembro fatídico. À época, a Victorinox vivia um boom econômico, com vendas em alta, estoques em baixa e dinheiro no banco. “Tivemos sorte em relação à situação financeira e de estoques”, afirmou Elsener a Época NEGÓCIOS. O caixa reforçado permitiu o aprofundamento de uma estratégia de diversificação que vinha sendo adotada lentamente.

Depois de 100 anos fazendo exclusivamente canivetes e facas, a Victorinox começou a dar os primeiros passos para ampliar sua oferta, com o lançamento de uma linha de relógios, na década de 80, e acessórios de viagem, nos anos 90. Mas até 2001 essas ações seguiam em um ritmo tão plácido como o das pastagens suíças. Os atentados nos Estados Unidos mudaram a empresa. Sem uma importante fatia de suas receitas, ela teve de se reinventar. Passou a investir mais dinheiro em marketing e nos novos produtos; expandiu as operações em mercados novos (hoje são mais de 120 países, incluindo uma subsidiária no Brasil) e inaugurou lojas próprias em cidades importantes, como Nova York, Tóquio e Londres. Criou ainda uma linha de roupas e passou a estudar outras oportunidades de expansão. Em 2003, adquiriu a rival Wenger, a outra empresa suíça que detinha o direito de comercializar canivetes sob a afirmação de que eram produzidos oficialmente para o Exército suíço. Os canivetes também foram modernizados e ganharam formas inovadoras de se manter relevantes – alguns modelos receberam pen drive e laser para apresentações. Uma versão com tecnologia de transmissão de dados e reconhecimento de digitais será lançada no ano que vem.

A principal transformação, porém, foi a redefinição pela qual a empresa passou. “Por mais de 100 anos, nossa missão foi produzir facas e os canivetes do Exército, mas hoje nosso desafio é ser uma marca global, em que todos os produtos sejam inspirados nos valores e na herança do produto original”, afirma Elsener.

A sorte financeira e a ousadia de investir em alternativas num momento de incerteza são apenas parte da razão para a sobrevivência da Victorinox depois de 2001. Há também um modelo de gestão extremamente peculiar.

O fato de estar sob a direção da mesma família há 125 anos já faz da companhia um exemplo, no mínimo, atípico. Carl Elsener IV, o principal executivo, é bisneto do fundador e ainda conta com a colaboração de seu pai, Carl Elsener III, em assuntos financeiros – aos 87 anos, ele vai ao escritório com frequência. Mas isso é apenas um detalhe. Em 2000, antes da crise, a família decidiu que era a hora de transferir a propriedade da companhia para uma fundação. Foram criadas duas instituições, uma que mantém o controle, com 75% das ações, e outra que está voltada à conservação ambiental da região, com outros 15%. Apenas os 10% restantes estão diretamente sob o controle familiar.

Em parte, o motivo era o temor de que a multiplicação de herdeiros (hoje são 24 na quinta geração) e a divisão de ações ameaçasse o futuro da companhia. No estatuto de fundação da controladora, porém, existem dois objetivos centrais: manter a Victorinox independente (o que indiretamente quer dizer suíça e sob o controle dos Elsener) e preservar ao máximo os empregos. A família se orgulha de, nos últimos 80 anos, não ter demitido nenhum funcionário por razões econômicas, e afirma que há 30 anos não recebe dividendos. “Todos vivemos de salário”, afirma Elsener IV, que mora perto da empresa e normalmente vai a pé ou de bicicleta para o trabalho.

A cartilha de gestão da família parece ter sido escrita para contrariar a maioria dos gurus modernos da administração. Como manter empregos é uma prioridade, a Victorinox busca um crescimento estável e lento. A preocupação é evitar que a empresa tenha de ampliar seu quadro de funcionários muito rapidamente – e demitir, em uma eventual flutuação – ou precise recorrer a empréstimos bancários. Elsener conta que aprendeu a tomar cuidado com bancos com seu pai, que lhe deu um livro sobre Henry Ford quando ainda era bem jovem. “Ford dizia que os bancos te dão um guarda-chuva quando está sol e o retiram assim que começa a chover. Nunca esqueci disso.”

Essa política incomum mostrou-se providencial em 2001. Na fase de crescimento, a empresa acertou com seus empregados aumento de turnos, acúmulo de férias e outros artifícios para poder aproveitar a ampliação das encomendas sem ter de inflar muito o quadro de colaboradores. As contratações foram feitas com cuidado. Também evitou aumentar muito o gasto com publicidade ou ações de expansão, para poder acumular caixa.

Quando houve a crise, a família se reuniu com os empregados para discutir o que fazer e se comprometeu a manter os empregos. Foram cortadas horas de trabalho, férias acumuladas e acertou-se até o empréstimo de empregados a empresas vizinhas que tinham necessidade de mão de obra – cerca de 80 pessoas foram emprestadas. “Ninguém foi demitido por causa da recessão”, afirma Elsener. “Nem em 2001 nem neste ano.”

Carl Elsener acredita que esse estilo de gestão é fundamental para manter a confiança e o comprometimento de seus funcionários. Para ele, em boa medida esse é o segredo para a qualidade e a eficiência que permitem à empresa competir num mercado com preços cada vez mais achatados por produtos asiáticos – isso e um bom time de combate à pirataria.

Mas uma das grandes dúvidas para o futuro da Victorinox é se esse modelo poderá realmente prosperar em meio à transformação pela qual a companhia está passando. A própria família admite que o processo de mudança não tem sido simples. Ela e seus funcionários sempre acreditaram que a qualidade e a tradição de sua produção seriam suficientes para o sucesso. Agora os Elsener sabem que apenas esses atributos não bastam. Para mudar a cultura empresarial, estão investindo em treinamento interno e têm reforçado seus times de marketing, inclusive contratando executivos oriundos dos novos mercados em que estão entrando.

A intenção é reproduzir nas novas linhas de produtos o sucesso tranquilo e estável que foi conquistado por tanto tempo com seus canivetes, inclusive mantendo a maioria da sua produção na Suíça e sua política de não demitir. Se conseguir, a família Elsener terá provado que existem, sim, muitas formas de se gerir uma empresa global.

– Designer Inteligente versus Darwinismo

Ganha cada vez mais força uma teoria nascida nos EUA que é contraponto à Teoria da Origem das Espécies, de Charles Darwin. É o “Designer Inteligente“. Explico: a ideia é de que uma força superior seria responsável por toda a criação. Tal força ou entidade seria extremamente criativa e perfeita, já que a evolução se tornou como ela é hoje graças a inteligência de quem a criou (a desenhou perfeita, por isso o termo: designer inteligente).

Semana passada, o Mackenzie sediu um encontro sobre defensores dessas ideias. Num primeiro momento, não seria uma teoria de cunho religioso, defendida por algum grupo exclusivo (embora fundamentalistas cristãos identifiquem essa força ou entidade como Deus). Seria uma teoria alternativa para a de Charles Darwin (defensor de que a evolução seria uma grande combinação de coisas que deu certo aleatoriamente, sem a mão de um Criador).

Sabe de uma coisa? Eu, particularmente, acredito ser impossível de que se evoluímos e somos inteligentes, Deus não teria participação. É possível conciliar que evoluímos, como disse Darwin, apoiados pela força de Deus.

E viva os defensores dessa ideia ou teoria!

Compartilho abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/69291_DEUS+CHEGA+AS+AULAS+DE+BIOLOGIA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

DEUS CHEGA AS AULAS DE BIOLOGIA

por Helio Gomes

Escola adota teoria baseada na intervenção de uma inteligência superior na criação da vida, opondo-se às ideias de Darwin

Uma das maiores polêmicas a chacoalhar a sociedade e a comunidade científica dos Estados Unidos nos últimos anos desembarcou no Brasil. Ao longo da semana passada, um ciclo de debates realizado no Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentou a teoria do design inteligente a centenas de estudantes. Criada nos Estados Unidos na metade dos anos 80, ela se opõe à teoria da evolução de Charles Darwin – amplamente aceita pela ciência desde a publicação do clássico “A Origem das Espécies” (1859) – e se baseia na ideia de que uma entidade superior seria a responsável pela criação de todas as formas de vida do Universo. Para os cientistas que defendem o conceito, tal força criativa é chamada de “designer inteligente”. Para os cristãos fundamentalistas americanos, ela é Deus.

A grande questão envolvendo o design inteligente (DI) é a sua introdução em algumas escolas americanas durante as aulas de biologia, e não nas de religião, que, a exemplo do Brasil, não fazem parte do currículo escolar no ensino público. Conceitos pseudocientíficos e ainda não aceitos pela maioria da academia, como a chamada complexidade irredutível – que sustenta que certos micro-organismos biológicos são intrincados demais para terem evoluído de formas mais simples de vida –, são usados por biólogos, químicos e filósofos da ciência integrantes do movimento DI em sala de aula como uma alternativa à teoria da evolução. Em 2005, os pais de 11 alunos de uma escola pública de Dover, no Estado da Pensilvânia, entraram na Justiça para tentar impedir o ensino do DI, alegando que, na verdade, ele seria um conceito criacionista e, portanto, religioso. Eles ganharam a disputa judicial e a teoria foi banida da disciplina na escola.

O evento realizado em São Paulo nos últimos dias trouxe ao Brasil dois dos mais célebres defensores do DI nos Estados Unidos. Stephen C. Meyer, doutor em história e em filosofia da ciência, é um dos criadores do movimento e um de seus mais atuantes portavozes. Autor de três livros, entre os quais o recente “Signature in the Cell” (Assinatura na Célula, inédito no Brasil), ele afirma que sua missão em terras brasileiras era simples: “Viemos para suscitar a discussão – nosso trabalho é científico, e não político ou educacional”, diz Meyer, um dos membros mais atuantes do Instituto Discovery, centro de pesquisas sem fins lucrativos ligado a setores conservadores da sociedade americana. “Como eu creio em Deus, acredito que ele é o designer inteligente. Mas existem cientistas ateus que aceitam a teoria de outras formas”, completa o pesquisador.

Não é o caso do bió logo americano Scott A. Minnich, também presente no ciclo de debates para apresentar os conceitos do DI aos estudantes brasileiros. “Sim, eu sou religioso”, afirma Minnich. Ele conta que já sofreu preconceito por fazer parte do movimento. “É assim que as coisas funcionam na ciência. Algumas pessoas tentaram convencer o presidente da universidade na qual leciono de que eu estava incluindo o DI nas minhas aulas de microbiologia, o que não era verdade”, diz o biólogo, que também participou das missões que buscaram indícios da produção de armas bioquímicas no Iraque em 2004.

A confusão gerada por uma teoria que se apropria de conceitos científicos para chegar a conclusões com forte viés religioso despertou a ira da ala ateísta. Entre as vozes mais ácidas contra o DI, destaca-se a do biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins. Também chamado de “rottweiler de Darwin”, ele ganhou notoriedade graças ao livro “Deus, um Delírio” (lançado no Brasil em 2007 pela Cia das Letras), também transformado em documentário. “É pertinente ensinar controvérsias científicas às crianças”, disse Dawkins em entrevista ao jornal inglês “The Times”. “Só não podemos dizer: ‘Temos dois conceitos sobre o surgimento da vida – um é a teoria da evolução e o outro é o livro do Gênesis. Se abrirmos esse precedente, também teremos de ensinar a elas a crença nigeriana que diz que o mundo foi criado a partir do excremento de formigas”, provoca o biólogo.

Voltando ao cenário brasileiro, vale lembrar que o colégio Mackenzie é uma instituição particular, com origens americanas e de cunho religioso desde a sua fundação. Portanto, o ensino do DI nas aulas de biologia, que acontece desde 2008, é tão válido quanto as aulas de religião ministradas em instituições de ensino católicas. “Acreditamos que a fé influencia todos os aspectos da nossa vida, inclusive a ciência”, resume Davi Charles Gomes, chanceler em exercício do Mackenzie e pastor presbiteriano.

– Jogador Croata Morre em Campo e recebe Cartão Amarelo

Seria cômico se não fosse trágico: na Croácia, o atacante driblou o primeiro, driblou o segundo, partiu para o gol, encontrou o zagueiro e… desabou na área. O árbitro, atento, mandou que levantasse, esbravejou e lhe deu o cartão amarelo por simulação. E o atacante não reclamou. Nem se mexeu… acontece que ele não tinha simulado! Na hora de chutar para o gol, simplesmente ele teve uma parada cardíaca e morreu.

Extraído de Terra Esportes (clique acima para link)

JOGADOR MORRE E TOMA CARTÃO AMARELO NA CROÁCIA

O defensor Goran Tunjic, da modesta equipe do MK Mladost, integrante da quinta divisão do futebol na Croácia, sofreu um infarto e morreu durante partida disputada contra o Hratski Sokola.

Segundo apurou o jornal espanhol Marca na edição desta quinta-feira, o árbitro da partida acreditou que o atleta simulava uma contusão no momento da queda e lhe aplicou um cartão amarelo antes de perceber a gravidade da situação, iniciando grande polêmica no país.

O atleta era filho de um famoso jogador croata e trabalhava em uma loja da cidade. Segundo fontes de seu clube, ele não havia demonstrado problemas cardíacos antes do ocorrido.

Caído no gramado, Goran Tunjic foi rapidamente atendido pelos médicos e recebeu massagem cardíaca ainda no local. No entanto, o defensor deu entrada em um hospital próximo ao estádio já sem vida. Em seguida, torcedores foram ao campo prestar homenagens ao atleta com velas nas mãos.

Ao serem informados da morte de Tunjic, representantes da Federação Croata de Futebol desmentiram a informação que o zagueiro recebeu cartão amarelo por simulação e classificaram a acusação como “invenção”. Para isentar o apitador, os membros da entidade disseram que o árbitro Marko Maruncek foi o primeiro a socorrer a vítima. Segundo relatos, o atleta já estava inconsciente quando recebeu os primeiros atendimentos.

– Chapeuzinho Cor-de-Rosa…

Isso sim é o melhor tratamento para um pai: a filhinha feliz sorrindo pelas brincadeiras.

Essa é a Marina Porcari, nossa princesinha.

– Japão não Conhece La Paz…

Leio que a seleção de futebol do Japão levará muito oxigênio para a Copa da África, já que jogará em alturas assustadoras (segundo eles); afinal sua sede terá quase 1000 metros de altitude.

Tão de brincadeira. Isso é café pequeno perto de algumas cidades bolivianas, equatorianas ou colombianas. Imaginem se jogassem em Potosí ou na peruana Cuzco, acima de 4000 metros? Não conseguiriam nem descer do avião…

– Ficha Limpa, pero no mucho!

Enfim o Projeto Ficha Limpa foi à votação ontem. Passou no Congresso. Mas, infelizmente, algumas mudanças tiveram que ser negociadas.

É uma conquista. Mas a vitória plena seria a do texto original do projeto.

Sabe quem não gostou? José Genuíno! Ele alegou que estão querendo “judiciarizar as eleições”.

Vai dormir, nobre deputado! Tá com medo, é?

– A Dispersão Espiritual

Hoje ouvi uma homilia que me tocou bastante: o sacerdote disse que uma das grandes dificuldades dos dias de hoje é a concentração para a oração. Conversamos com Deus pensando nos compromissos do dia-a-dia, rezando sem atenção, meditando desconcentrados. São tempos de Dispersão Espiritual. E é verdade! Se deitamos na cama para fazermos nossas orações, muitas vezes dorminos pelo cansaço. Ah… que bom seria se conseguíssemos desligarmos veradeiramente para entrarmos em comunhão com Aquele que nos salvou.

Que sábias, santas e inspiradas palavras!

– A Decisão da Suspensão do Rodeio de Jaguariúna

O Rodeio de Jaguariúna foi suspenso. Lembram-se do ano passado, quando houve mortes por causa da superlotação? Pois é: a promotora Kelly Giovana alegou que os promotores não tomaram as providências necessárias, e exemplificou: numa área determinada, havia a determinação de lotação máxima de 5.500 pessoas. Somente a empresa Ingresso Fácil vendeu 5.600 para essa mesma área, fora os VIPs e cortesias, segundo a Rádio CBN de Campinas em seu noticiário matinal.

O desrespeito às pessoas é algo impressionante, não?