– A Bola Camaleão

Compartilho interessante material do site “Universidade do Futebol”, produzido por Eduardo Fontato, a respeito da tecnologia nos campos de futebol como ferramenta para a arbitragem. A novidade é a “bola camaleão”, que muda de cor ao passar a linha de meta.

Pela conduta da FIFA, provavelmente não será uma ideia aproveitada. Mas por que não pensar na possibilidade?

Extraído de: UNIVERSIDADE DO FUTEBOL

A BOLA CAMALEÃO

Por que uma empresa investe tanto num produto sendo que sua principal vitrine e consumidora, a Fifa, é uma entidade que caminha justamente no sentido oposto à adoção de novas tecnologias?

Olá, amigos!

A ideia desta terça era diversificar o tema, já que nas últimas semanas tratamos de maneira aprofundada das questões relacionadas à tecnologia como ferramenta dos árbitros de futebol.

Pego carona na informação do colega Thiago Lavinas, e apresento a tecnologia desenvolvida por uma empresa mexicana, na qual a bola (CTRUS) é dotada de uma tecnologia baseada no GPS, para mudar de cor quando ultrapassa a linha de jogo.

Sem querer entrar na já debatida aceitação ou recusa por parte do futebol em relação às inovações, refletiremos.

Antes, segue o vídeo de divulgação: http://www.youtube.com/watch?v=vKlzfwm4olQ&feature=player_embedded

Vejam que o tema da divulgação é o Fair Play e a transparência no futebol. Temas que são sempre defendidos por quem é favorável e recebe críticas, sobretudo no quesito de investimento necessário para aqueles que criticam.

Para quem gosta de ver mais detalhes, segue também o vídeo de desenvolvimento e designer da bola, divulgado também pela própria empresa: http://www.youtube.com/watch?v=3qJW3gcMbbw&feature=player_embedded

Muito interessante e bem produzido, porém…

Sempre existem os tais “poréns”, não é verdade?

Por que uma empresa investe tanto num produto sendo que sua principal vitrine e consumidora, a Fifa, é uma entidade que caminha justamente no sentido oposto à adoção de novas tecnologias, inclusive posicionando abertamente desta forma, através de seus presidentes?

Não seria um investimento em um produto com prazo de validade certo, ou melhor, um produto que nem sequer pode ter seu prazo estipulado uma vez que nem entrará em “campo”?

Não posso responder pela empresa, apenas especular. Então vamos lá às hipóteses:

• A empresa tem uma demanda vinculada a importantes órgãos do futebol que lhe garante o retorno de tal investimento;

• A empresa aposta que não tem como o futebol não evoluir para esse caminho;

• A empresa vê outros potenciais mercados independentemente da aceitação ou não da entidade máxima que controla o futebol;

• A empresa utiliza um tema polêmico para se promover frente a um mercado amplo e competitivo que é o mercado tecnológico como um todo;

• Os donos das empresas resolveram desenvolver porque acreditam nas ideias, independente de ter o retorno de investimento (embora eu ache difícil, mas vai saber né?).

E você, o que acha da CTRUS?

O que moveu a empresa a investir nesse projeto?

Fonte:
http://www.destroyafteruse.com/
http://colunas.globoesporte.com/primeiramao/

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

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