– O Descontrole do Preço do Álcool

Nós, comerciantes da área de combustíveis, sabemos como tem sido difícil lidar com o etanol. A previsão é de que o preço se mantenha em alta até março, apesar das novas medidas de mudança na formulação da gasolina, visando aumentar a oferta de álcool.

Na capital paulista, já se chega aos absurdos R$ 2,10 por litro. Compartilho uma análise interessante das vendas do setor e das previsões futuras:

Extraído de: http://www.deputadoaleluia.com.br/website/?a=11&cod=26837

ÁLCOOL CARO FAZ VENDA DE GASOLINA SUBIR

Volume do combustível que Petrobras deixou de exportar para atender ao mercado interno equivale a 25% da produção.  Sindicato dos distribuidores prevê que o preço do álcool terá forte pressão até março, o que manterá em alta o consumo da gasolina.

A disparada do preço do álcool nos últimos meses provocou crescimento entre 3% e 4% nas vendas mensais de gasolina, o que obrigou a Petrobras a suspender as exportações do derivado de petróleo a fim de evitar um eventual desabastecimento do país.

“Já em novembro, mandei suspender todas as exportações de gasolina para colocar o produto no mercado interno”, disse à Folha o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Até então, a estatal exportava de 80 mil a 100 mil barris de gasolina por dia -o equivalente a cerca de 25% da produção do combustível.

Costa afirmou que a decisão de vetar as exportações também já previa a redução da mistura de álcool à gasolina de 25% para 20% -anunciada nesta semana pelo governo.

Com o avanço dos preços do álcool, diz Costa, as vendas de gasolina nas refinarias da estatal começaram a crescer em outubro de 2009 e já sobem atualmente na faixa de 4%.

Segundo o Sindicom, entidade que representa as distribuidoras de combustíveis, as vendas aos postos subiram mais claramente a partir de novembro. Naquele mês, avançaram 3%. Em dezembro, o movimento de migração para a gasolina ganhou força e as vendas cresceram ainda mais: 6%.

De janeiro a dezembro de 2009, porém, acumularam queda de 1% -que seria mais intensa não fosse a expansão do consumo de gasolina.

Os dados do Sindicom se referem apenas às empresas associadas -as maiores do país, que representam quase 80% do mercado de distribuição.

Segundo Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicom, há “uma clara tendência de substituição do álcool pela gasolina”, já que o biocombustível subiu muito de preço e deixou de ser competitivo em muitos Estados.

Para ser vantajoso abastecer com álcool veículos flex, o combustível, como é menos eficiente -roda menos quilômetros por litro-, deve custar até 70% do preço da gasolina.

Vaz diz que, até setembro, as vendas de gasolina registravam forte queda -de 5% naquele mês. A reversão dessa tendência veio em outubro, quando o álcool disparou (alta de 11,15% no mês, segundo o IPC-FGV) e o consumo de gasolina começou a avançar -foi de 0,3%.

Para o executivo do Sindicom, a tendência é de novos aumentos no preço do álcool, apesar da redução da adição do produto à gasolina.

Alta até março

“Até março, os preços ficarão muito pressionados e o consumo de gasolina vai crescer. Os estoques estão muito baixos. Se os preços caírem e as pessoas voltarem a consumir, vai faltar produto no mercado”, diz Vaz.

Por isso, afirma, os preços do álcool só voltarão a cair em março, quando entrará “produto novo no mercado”, originário da safra de cana que tem início naquele mês.

Apesar do avanço das vendas de gasolina, as distribuidoras ligadas ao Sindicom também comercializaram mais álcool nos meses finais de 2009. Em novembro, o volume vendido subiu 16% -já num ritmo menor, porém, do que os 26% de alta do acumulado anual.

Vaz afirma que os dados do Sindicom estão “inflados” pelo movimento de queda das vendas de álcool “clandestino” -de distribuidoras que sonegam e pirateiam o produto.

Uma ação mais rígida da Fazenda paulista trouxe “para a legalidade” um volume expressivo de álcool e impulsionou as vendas das distribuidoras do Sindicom, segundo Vaz.

Álcool acima de R$ 2,00

O álcool rompeu a barreira dos R$ 2 por litro em São Paulo e chegou a ser negociado a R$ 2,10 em alguns postos da capital paulista nesta semana, conforme pesquisa da Folha.Com isso, o álcool perde ainda mais competitividade em relação à gasolina, levando os consumidores mais atentos aos custos a optar pelo derivado do petróleo. O valor médio do álcool nos postos da capital paulista foi de R$ 1,849 por litro, com alta de 2,4%.

Enquanto os preços mantêm o mesmo ritmo de alta das últimas semanas nas bombas, perdem força nas usinas. A pesquisa de ontem do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP indicou R$ 1,1892 por litro de álcool hidratado, com alta de 1,87% sobre a semana anterior.

Ao romper a barreira de R$ 2 por litro neste início de entressafra, o álcool mostra a grande disparidade de preços que registrou durante a safra.

Nos momentos de maior oferta pelas usinas, o produto chegou a ser negociado a R$ 1,09 nas bombas, segundo Plinio Nastari, presidente da Datagro, prestadora de serviços aos setores de açúcar e de biocombustíveis.

Crise e clima foram os responsáveis por tamanha disparidade. Sem crédito, e pressionadas pelas contas que venciam, as usinas foram obrigadas a colocar excesso de álcool no mercado para fazer caixa.

Com isso, o álcool hidratado chegou a ser negociado a R$ 0,581 na porta das empresas em junho do ano passado, 51% menos do que o registrado pelo Cepea nesta semana.

Diferentemente do que ocorreu em 2009, as variações de preços do álcool hidratado serão menores na safra que começa nos próximos meses, e o consumidor terá no preço do combustível um piso maior.

Sem as fortes pressões de caixa de 2009, porque haverá aumento das margens obtidas na comercialização, principalmente com vendas de açúcar, as usinas farão vendas mais controladas do produto.

Na avaliação de Nastari, esse aumento de margens permitirá às indústrias não colocar o combustível no mercado com preços inferiores aos custos de produção, como em parte do ano passado. Atualmente, os custos de produção estão em R$ 0,72 por litro.

Em vez do R$ 1,09 que o consumidor pagou pelo álcool na bomba em junho de 2009, deverá pagar cerca de R$ 1,40 no mesmo mês deste ano.

“Será uma situação mais saudável”, diz Nastari. O consumidor não fica iludido que R$ 1,09 na bomba seja um preço sustentável e, por outro lado, ficará menos chocado com as variações menores de preço.

O presidente da Datagro alerta que a situação de abastecimento nesta entressafra é mais confortável do que a de 2009. O setor chegará ao início de maio com estoques efetivos de 1,35 bilhão de litros, suficientes para 18 dias de consumo -no ano passado, os estoques eram de apenas dez dias.

Nastari alerta, ainda, que o mercado de álcool e de açúcar passou a ser livre e que uma das poucas interferências que restam ao governo é a redução da mistura do álcool à gasolina.

Sobre essa última redução, de 25% para 20%, o presidente da Datagro discorda das análises que apontam para alta nos preços da gasolina. O litro do anidro custa R$ 1,26 nas usinas, e o da gasolina, R$ 1,06 na refinaria. Esses valores não contêm impostos.

– Sobram Vagas Gratuitas Para Formação de Professores!

Taí algo que não se faz alarde: estão sobrando vagas em instituições federais para cursos gratiuítos de formação de docentes, principalmente em Pedagogia!

Se puderem compartilhar com aqueles que desejam ingressar nos cursos, será uma válida boa ação. Abaixo, mais detalhes:

Extraído de: PINHO, Ângela. 6% das vagas do1º ano não são preenchidas. Folha de São Paulo, 19/01/2010, pg C3.

6% DAS VAGAS DO 1º ANO NÃO SÃO PREENCHIDAS

Em cursos que não são da área de formação de professores, esse percentual cai para 3,5%; situação contrasta com falta de docentes adequados.

Ao mesmo tempo em que faltam professores com formação adequada no ensino básico, estão sobrando vagas oferecidas por instituições públicas em cursos de pedagogia e licenciatura em disciplinas como biologia e matemática.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008 (o mais recente), naquele ano 4.468 vagas não foram preenchidas nos processos seletivos para cursos de formação de professores em universidades e centros tecnológicos federais e estaduais, principalmente em cidades do interior.

Esse número representa 6% das vagas disponibilizadas para o primeiro ano de pedagogia e licenciaturas dessas instituições. Nas demais áreas, esse percentual cai para 3,5% -ficaram vagos, por exemplo, 14 lugares em cursos de direito. Em medicina, 5.

A sobra de vagas em cursos de formação de professores contrasta com a escassez de profissionais com formação adequada nas escolas públicas.

Segundo estudo do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) feito com dados de 2007, mais de um em cada quatro professores do ensino básico não tem a habilitação exigida por lei -ensino superior com magistério.

Além disso, grande parte dá aulas em disciplinas diferentes da sua formação, o que ocorre principalmente em ciências. Em física, apenas 25% dos professores são graduados exatamente em física.

Para suprir essa deficiência, instituições públicas têm aberto cada vez mais cursos nessas áreas, mas a resposta tem sido, em muitos casos, desanimadora. É o caso da UFG (Universidade Federal de Goiás). Em 2008, das 40 vagas para licenciatura em física em Jataí, cidade a 327 km de Goiânia, apenas 6 foram ocupadas.

“É desanimador”, diz Henrique Almeida Fernandes, professor e coordenador do curso. “A gente se prepara tanto tempo para dar aula e chega lá e vê uma turma com poucos alunos que já chega desmotivada com a perspectiva profissional”, afirma.

Assim como Fernandes, outros professores e coordenadores de cursos atribuem as vagas ociosas e a baixa concorrência no vestibular à desvalorização do magistério.

A consequência, além da dificuldade de formar profissionais qualificados, é que as instituições acabam não conseguindo atrair os melhores alunos do ensino médio para seus cursos de pedagogia e licenciatura, o que depois vai se refletir na qualidade da educação básica, diz Mozart Neves Ramos, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e presidente do movimento Todos pela Educação.

Segundo ele, em sua universidade, a nota mínima no vestibular para um aluno de medicina foi de 8,29 pontos, em uma escala de 0 a 10. Para um aspirante a professor de matemática, ficou em apenas 3,29.

Além do desinteresse

Universidades que tiveram vagas de pedagogia e licenciatura não preenchidas apontaram também outros fatores possíveis para explicar o fato, além da pouca valorização da carreira.

Henrique Mongelli, pró-reitor de graduação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirma que a instituição terá que analisar se ainda há demanda em cursos em que sobram vagas em cidades pequenas.

A secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, concorda que a desvalorização da carreira interfere na sobra de vagas, mas afirma que o quadro irá melhorar com medidas como o piso salarial do professor e a lei que permite ao aluno de universidade particular ter o curso pago pelo Estado em troca de trabalho em escolas públicas depois da formatura.

Ela diz também que a ociosidade de vagas deve diminuir com o novo sistema de seleção implantado a partir de fevereiro, que unifica o vestibular de diversas federais.

– A intervenção federal nas regras dos esportes!

Parece (e é) absurdo o projeto de lei da deputada federal Gorete Pereira (PR do CE) que busca a intervenção tecnológica nos esportes. A proposta da deputada (já em pauta, sob o número 5759/04), obriga as federações esportivas a filmarem os eventos esportivos promovidos por elas, e caso o capitão de alguma equipe se sinta prejudicado por alguma decisão do árbitro, terá o direito de pedir interrupção do evento (em 2 oportunidade de 5 minutos cada) para que o árbitro reveja sua marcação.

Como fazer com os esportes individuais? Como mudar as regras de todos os esportes? Como adequar paralisações no futebol, futsal, boxe, judô ou badminton?

Claro que há  a inconstitucionalidade no projeto da deputada, e evidente que mostra como o dinheiro público é mal gasto por alguns nobres parlamentares…

Material extraído de: http://www.apitonacional.com.br/noticias/jogosfilmados.htm

Jogos poderão ser filmados para auxiliar árbitros

 

Segundo proposta que tramita na Câmara dos Deputados, o capitão do time que se sentir prejudicado por uma decisão do juiz pode pedir a interrupção da partida para verificação das imagens. 

As federações esportivas brasileiras que promovem campeonatos profissionais poderão ser obrigadas a filmar os jogos oficiais para auxiliar os árbitros, no momento da partida, na aplicação das regras. A determinação consta no Projeto de Lei 5754/09, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), em tramitação na Câmara. O texto altera o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/03).  Segundo a proposta, o capitão do time que se sentir prejudicado por uma decisão do juiz pode pedir a interrupção da partida para verificação das imagens. Nas modalidades individuais, o pedido será do atleta.

A paralisação para verificação do lance duvidoso terá duração máxima de cinco minutos, limitada a duas por jogo, e será julgada pelo juiz e árbitros auxiliares. O PL 5754/09 determina que se o lance não for solucionado no tempo previsto, será considerada válida a aplicação original do juiz.

A deputada Gorete Pereira explica que proposta similar foi apresentada em 2004 pelo ex-deputado Roberto Pessoa (CE), tendo sido rejeitada. Ela decidiu reapresentar o texto por achar  que tem crescido o número de erros das arbitragens, “com visíveis e diretas repercussões no resultado das partidas”. Gorete acredita que a medida poderá até reduzir a violência nas partidas, que muitas vezes tem como estopim uma decisão do árbitro. Ele destaca que o futebol americano já usa as filmagens para a correção de erros da arbitragem.