Ainda fico pensando sobre a tragédia do Haiti e a perda de Dona Zilda. Já imaginou (e nem quero passar por uma situação dessas) como é fugir de um terremoto? Não há chances, ninguém espera acontecer um terremoto de repente! Pelos números de até então, compare uma cidade de Itu inteira morta dentro da cidade de São Paulo (se levando em conta os números populacionais e de mortos). Nessa, vou concordar com o presidente Lula: “é preciso deixar a sensibilidade de lado e partir para ações práticas“. O país está arrasado, e a população, literalmente, morrendo de fome. Não há comida, nem água, muito menos moradia! O impacto e o resultado do terremoto equivale ao de algumas bombas atômicas. Só quem está lá tem a noção exata disso.
Mas volto a abordar dona Zilda Arns. Já escrevi sobre sua perda, mas o inconformismo me faz escrever novamente. O que dizer de uma mulher que conseguiu a adesão de 260 mil pessoas como voluntárias para a Pastoral da Criança, que acompanham 1,8 milhão de menores? Pelo menos 200 mil crianças foram salvas por sua ação.
Dona Zilda se vai, mas seu legado fica. Certamente, ela é exemplo de pessoa que não passa em branco na vida e modelo a ser seguido.
Se nossos políticos tivessem a bondade e disposição de Dona Zilda em lutar pelo próximo, desinteressadamente, viviríamos num paraíso!
