– Reflexos da Crise Mundial sobre os Combustíveis

Veja que números interessantes e coerentes: com a Crise Econômica Mundial, no Brasil, as vendas de Álcool aumentaram quase 20%, enquanto as de Diesel tiveram retração.

Motivo: com a economia em recessão, produz-se menos. Assim, menos produtos a serem transportados e menos Diesel sendo consumido pelos caminhões. Em contrapartida, a fim de reduzir os gastos, consumidores utilizam cada vez mais o álcool em seus veículos bicombustíveis e deixam praticamente a gasolina para emergências ou necessidade de viagens que precisem dar autonomia aos carros.

Veja outros índices, extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/economia/anp-consumo-diesel-cai-4-8-alcool-sobe-17-7-487920.shtml

ANP: consumo de diesel cai 4,8% e de álcool sobe 17,7%

Por Kelly Lima

Rio – O mercado de combustíveis no Brasil manteve-se estável no primeiro semestre de 2009, ante o mesmo período no ano passado, com alta de 0,3% no volume total comercializado, atingindo a 51,333 bilhões de litros, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os destaques do primeiro semestre foram as vendas de diesel, que apresentaram queda de 4,8% no período. Já o etanol total negociado no País teve um acréscimo de 17,7% no primeiro semestre de 2009 ante o mesmo período no ano passado.

“O consumo de álcool hidratado e de álcool anidro somados passou o de gasolina em março de 2008 e desde então esta diferença entre ambos só vem aumentando”, destacou o superintendente da ANP, Edson Silva, em apresentação hoje à tarde na sede da ANP, no Rio.

O volume de vendas de álcool hidratado cresceu 26,5%, enquanto o de anidro (que é adicionado à gasolina A) acompanhou a estabilidade da gasolina, com alta de 0,1% no período. “Na prática, a gasolina hoje tornou-se um combustível alternativo no mercado de veículos leves, que é dominado pelo etanol”, disse Silva.

Segundo os dados da ANP, o gás natural veicular (GNV) apresentou queda no consumo no primeiro semestre deste ano, ante os primeiros seis meses de 2008, passando de 6,7 milhões de metros cúbicos por dia para 5,78 milhões de metros cúbicos por dia (-13,8%). Também tiveram queda o consumo de GLP (gás de botijão), de 2,6% no período, o óleo combustível (-8,6%) e o QAV (querosene de aviação), que registrou retração de 0,8%.

– A Falência dos Clubes de Futebol

Há dias, comentamos o fato da suspensão do início do Torneo Clausura (o Campeonato Argentino de Segundo Semestre), por determinação governamental, a fim de que os clubes de futebol locais sanem suas dívidas.

Pois bem: neste domingo, a Folha de São Paulo, caderno Esportes, pg D1, em matéria de Rodrigo Matos, revelou os maiores devedores do Brasil: Vasco da Gama, Flamengo e Corinthians. Pior: se somássemos os clubes da Série A + Vasco, as dívidas dos times de futebol brasileiro somariam R$ 3,2 Bilhões! O destaque é que quanto mais devem, mais gastam. E se comparássemos o retorno de cada um frente as dívidas por investimentos, tudo isso não valeria a pena.

É uma falência pré-anunciada ou não?

CLUBES RELEVAM DÍVIDA DE R4 3,2 BI

Análise dos elencos dos clubes brasileiros indica um futebol em ascensão. Foi em 2009 que astros voltaram ao país. Ronaldo virou ídolo no Corinthians. Adriano é o artilheiro do Brasileiro pelo Flamengo. E Fred fez festa no Fluminense. Análise dos balanços dos times nacionais indica um futebol cada vez mais falido. Levantamento da Casual Auditores nos balanços mostra que as dívidas dos 21 clubes mais ricos do país cresceram 26,2% em 2008. É o quádruplo da inflação no mesmo período.

Isso tudo um ano depois da Timemania, em que o governo federal pretendia resolver os débitos fiscais dos times.

Agora, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estuda um acordo para criar um pacto de responsabilidade fiscal nos clubes. E os cartolas pedem dinheiro em troca. 

A realidade é um débito total de R$ 3,248 bilhões para os 21 times de futebol com maior receita no país. Esse valor era de R$ 2,574 bilhões em 2007. “Empréstimos, alguns ajustes da Timemania e a folha salarial do futebol são os principais responsáveis pelo crescimento”, explicou o sócio da Casual Auditores Carlos Aragaki.O Corinthians, por exemplo, viu seu valor devido por empréstimos saltar para R$ 52,5 milhões ao final de 2008, o quádruplo do exercício anterior.

“Tivemos de recorrer a empréstimos bancários no último trimestre para quitar obrigações”, contou o vice de finanças corintiano, Raul Corrêa da Silva, que pagou R$ 14 milhões desse total até o meio do ano.

Excluído o item de receitas a realizar -dinheiro a ser recebido-, o passivo do Corinthians era de R$ 134,6 milhões ao final do ano, com aumento pouco acima da inflação. Mas o clube contratou o astro Ronaldo, com salário de R$ 400 mil/mês, fora ganhos de marketing.

A situação do Flamengo é mais emblemática: o clube é o segundo maior devedor do futebol brasileiro. Sua dívida somava R$ 333,3 milhões em 2008, crescimento de 11,55%.

Mas o clube paga quase R$ 200 mil a Adriano, fora ganhos com patrocinadores. De 2008, já tinha sobrado R$ 25 milhões em contas a pagar do futebol.

Crescimento salarial parecido é visto no Santos, que dobrou gasto com direitos de imagem em 2008. O passivo (R$ 148 milhões) subiu acima da inflação. Ainda assim, trouxe de volta o caro técnico Vanderlei Luxemburgo no meio do ano.

Ex-clube do treinador, o Palmeiras tem dívida de quase R$ 200 milhões. Só que distribuiu aumentos de salários no meio do ano para segurar atletas.O São Paulo manteve seus débitos estáveis, mas investiu bastante na temporada.

No Rio, o Vasco dobrou seu passivo: chegou a R$ 380 milhões e virou líder do ranking.

“O que vemos é cada clube vender percentuais de direitos de atletas, antecipar receitas de TV, patrocínios e até bilheteria agora. O que vão fazer depois?”, questiona Aragaki.

Milionários quando contratam, os clubes brasileiros estão mais pobres para pagar a conta.