– O Racha no Comando das Casas Bahia

Nunca é bom brigar no comando de empresas de grande porte. Sua divisão e enfraquecimento podem acabar com o negócio.

Compartilho a notícia de que os irmãos Saul e Michael Klein, herdeiros atuantes das Casas Bahia, finalmente chegaram a um acordo para a saída de um dos sócios da empresa. Motivo: Samuel Klein, o patriarca, escolheu seu sucessor por princípios judaicos.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/racha-comando-casas-bahia-489711.html

UM RACHA NO COMANDO DAS CASAS BAHIA

As Casas Bahia, maior rede de varejo de móveis e eletrodomésticos do país com faturamento anual de aproximadamente 14 bilhões de reais e 60 000 funcionários, acaba de realizar a mais importante mudança de estrutura societária de sua história. Saul Klein, filho do fundador Samuel e irmão mais novo de Michael Klein, presidente da empresa, está fora da sociedade.

Responsável pela área comercial das Casas Bahia e dono de um terço das ações da companhia, Saul vendeu sua parte para o irmão, que detinha também um terço. O terço restante continua nas mãos de Eva, irmã de Saul e Michael que vive nos Estados Unidos e não participa da administração da empresa. No mercado comenta-se que Michael recorreu a bancos e fundos estrangeiros para levantar os recursos. A empresa não comenta, mas estima-se que a parte de Saul valeria cerca de 4 bilhões de reais.

O principal motivo para saída de Saul teria sido a série de desentendimentos com o irmão sobre a condução dos negócios e também a decisão do pai de entregar o comando da empresa a Michael, o primogênito, como manda a tradição judaica. Saul é tido como um grande negociador. É ele quem conseguia preços e prazos junto aos fornecedores em condições mais vantajosas do que a concorrência. “O mercado confia nele e já sabe seu jeito de negociar. Vai ser difícil encontrar um substituto à altura”, afirma uma pessoa que trabalhou com a família.

A saída de Saul ocorre em um momento em que o relacionamento das Casas Bahia com os fornecedores tende a ficar mais difícil. A compra do Ponto Frio pelo Pão de Açúcar criou, pela primeira vez, um concorrente com poder para ameaçar a liderança da família Klein no varejo de eletrônicos. “Até agora os fornecedores eram obrigados a aceitar as imposições das Casas Bahia, que eram líderes incontestáveis do mercado”, diz um concorrente. “O fortalecimento do Ponto Frio cria um canal que torna menor a dependência dos fabricantes em relação às Casas Bahia.”

Por outro lado, a saída de Saul elimina um foco de conflito dentro da empresa e abre espaço para que Michael busque um investidor de peso para a rede. O irmão mais novo sempre foi um crítico da sanha expansiva de Michael. A compra de lojas no Sul do país e o fechamento das mesmas poucos meses depois foi um dos pontos de atrito. “A briga entre os dois dividia a equipe e tornava inviável a entrada de um novo sócio”, diz um executivo do setor.

O momento das Casas Bahia não é dos melhores. Ainda que seu faturamento seja praticamente o dobro das operações de eletroeletrônicos do Pão de Açúcar somadas ao Ponto Frio, os resultados financeiros do grupo da família Klein estariam em queda nos últimos meses. A empresa é fechada e não divulga seus resultados, mas uma pessoa com acesso aos dados da rede diz que houve uma grande queda de receita financeira nos últimos anos.

O grande vilão da história seriam os cartões de crédito. Até 2004, as Casas Bahia não aceitavam pagamentos com cartões. O forte da rede era sua venda com carnês, com financiamento próprio. Cerca de 80% de sua receita seria proveniente da área financeira. Apenas 20% viriam do resultado da venda dos produtos. Com a disseminação dos cartões, que bancam vendas em até dez vezes sem juros, a rede passou a aceitar o pagamento com dinheiro de plástico. De 5% do total de pagamentos realizados em 2006, os cartões passaram a representar 40% das compras. E os ganhos financeiros não param de cair.

Já o destino de Saul Klein é incerto. O empresário não gosta de se expor, raramente é fotografado e ainda não anunciou o que vai fazer com os bilhões recebidos. Comenta-se que o caçula dos Klein poderia comprar uma concorrente menor das Casas Bahia e levar com ele boa parte da equipe de vendas da empresa fundada por seu pai. “O Saul conhece o mercado como poucos e tem muita credibilidade com os fornecedores. Dificilmente vai ficar parado”, diz um executivo que trabalhou com os Klein.

– A Vaga que não se Preenche

Quem milita no meio do Futebol, e principalmente na Arbitragem, sabe da importância do professor Gustavo Caetano Rogério e da força de suas palavras. Leio (um pouco tardiamente) a sua inspiradíssima coluna sobre os requisitos para se tornar árbitro de futebol, publicada em seu espaço mensal na Web, e corroboro plenamente com sua irônica “necessidade de contratação” do “ser humano perfeito” para o exercício desse cargo.

Sem dúvidas, um belíssimo e certeiro texto sobre a real condição da figura do árbitro de futebol, o qual compartilho abaixo com os amigos.

Extraído de: http://www.aagsp.com.br/coluna_gustavo.asp?id=62

PROCURA-SE UM HUMANO PERFEITO

As vagas estão abertas em todos os estados brasileiros, para admissão imediata e urgente, pois farão parte de quadros que requerem perfeição em todas as decisões e atitudes tomadas durante o exercício de suas funções.
Porém, destacamos que os inscritos que forem admitidos não poderão, em hipótese alguma, cometer falhas comuns aos seres humanos até então conhecidos, devendo, portanto, em toda e qualquer decisão ou atitude que vier a tomar ser entendido e aplaudido por todos que analisarem seu trabalho, bem como por todos os envolvidos durante a execução das funções.
Não poderá, seja em que situação for, ser “desmentido” por eventuais imagens gravadas de seu trabalho e se isto acontecer será afastado sumariamente e sem direito a nenhum tipo de contestação.
Terá que conhecer todas as regras e interpretações exigidas por seu trabalho e não terá razão mesmo quando quem o analisa delas nada saiba a respeito.
Como seu raio de ação na atividade é de aproximadamente 7.480 metros quadrados terá sempre que encontrar meios para ver tudo que acontece, sempre deverá estar ao lado do acontecimento principal e sempre, nestes momentos cruciais, acertar naquilo que se decidir a fazer.
Se nestas situações não estiver próximo e tiver a sorte de nada mais grave acontecer poderá, a critério de uma comissão, ser perdoado e voltar em trabalhos futuros.
Independentemente de sua atividade paralela, pois somente desta não conseguirá sobreviver, deverá treinar constantemente, pois será muito exigido em sua condição física durante o trabalho e deverá estar ciente que o tempo para tal treinamento é problema exclusivamente seu.
Além do acima destacado deverá sempre estar à disposição para reuniões de trabalho, receber “novas” instruções e sem que os “empregadores” se importem se terá tempo ou não.
Quando no exercício de sua função, mesmo acertando no que fizer, estará sempre correndo o risco de ser afastado por solicitação de terceiros, deverá respeitar tal decisão calado e uma comissão informará a todos que foi afastado para preservar sua imagem em ocasiões outras, pois nestas situações não será “demitido’ sumariamente, pois o “empregador” demonstrará compreensão.
Mesmo assim, e como ser humano perfeito, deverá sempre ter a inteligência suficiente para entender que, a critério das comissões, muitas vezes será preferível omitir-se numa decisão para “salvar” a si próprio e as próprias comissões. Enfocamos que “a critério das comissões”, pois será ou não punido dependendo de como será a repercussão do fato através dos interessados.
Se eventualmente for ofendido em sua honra após executar seu trabalho não deverá processar aos ofensores, pois, invariavelmente quem lhe ofenderá é exatamente quem lhe paga pela função exercida, e seu “empregador” ficará em situação incomoda se isto ocorrer.
Como ultima informação destaque-se que a função não terá salários fixos, não terá “carteira assinada”, e não fará jus a décimo terceiro salário ou férias.
Os seres humanos perfeitos interessados nas “facilidades” e reconhecimentos que lhes serão proporcionados pela função deverão, em seus estados, procurarem as Federações de Futebol e suas Comissões de Arbitragem para inscrição imediata.
Após aceitar as condições e entregar provas de trabalho, exames médicos e oftalmológicos, certidões negativas provando ser honesto e não ter nome sujo na praça, além de passar por uma pré seleção você poderá será aprovado.

FUNÇÃO: ÁRBITRO DE FUTEBOL
ET. O “anuncio” foi lançado mesmo sabedores de que todos nós somos humanos e obviamente nenhum candidato se apresentará, porém você que direta ou indiretamente trabalha, dirige, comenta, analisa ou assiste as partidas deste esporte precisa, cada vez mais entender que aquela figura por todos odiada é acima de tudo um SER HUMANO FALIVEL como você. Erros e acertos fazem parte da falibilidade humana e é a isto que lhes quero chamar a atenção.

– Pepsi compra dois grandes engarrafadores por US$7,8 bilhões

A Pepsico está decidida a brigar forte com a concorrência. Com a bilionária aquisição de 2 engarrafadoras, mostra uma agressividade não observada em outras empresas nesse período de retração econômica. Ponto para a sua presidente indiana, Indra Noory, a mulher forte dos negócios globais.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/pepsi-compra-dois-grandes-engarrafadores-us-7-8-bilhoes-489690.html

Pepsi compra dois grandes engarrafadores por US$7,8 bilhões

A Pepsi-Cola (PepsiCo), segundo maior fabricante de refrigerantes do mundo, acaba de adquirir a Pepsi Bottiling Group e a PepsiAmericas por 7,8 bilhões de dólares, segundo agência de notícias Bloomberg. A compra dos dois maiores engarrafadores de seus refrigerantes põe fim a uma negociação de três meses de duração e permite que a companhia poupe capital no serviço de engarrafamento de bebidas.

A fabricante se comprometeu pagar a quota de 36,50 dólares para a Pepsi Bottling e 28,50 dólares para a PepsiAmericas, metade em dinheiro e metade em ações. Os valores foram fixados com base no preço de fechamento das ações da companhia no dia 31 de julho. 

Os dois grandes engarrafadores adquiridos chegaram a negar uma oferta de 6 bilhões de dólares proposta pela PepsiCo no mês de abril. A quantia foi considerada muito baixa pelas duas empresas assediadas.

De acordo com a presidente da PepsiCo, Indra Noory, com a consolidação dos expertises de cada empresa, será possível angariar cerca de 300 milhões de dólares mediante economia de custos e receitas. Além disso, as negociações com varejistas, como o Wal-Mart, vão ser simplificadas.

– Açúcar Versus Álcool

O álcool brasileiro (etanol) é verdadeiramente um sucesso como biocombustível. O mundo quer a nossa tecnologia. Entretanto, os produtores brasileiros são extremamente duros na negociação e produção. Segundo o Caderno Agrofolha (capa), do jornal Folha de São Paulo desta última terça-feira, em alguns lugares da Grande SP o álcool combustíveis alcançou a incrível marca de R$ 1,439, enquanto a média pesquisada nos últimos 15 dias era R$ 1,257.

 

Tudo isso, segundo a matéria, se deve a exportação de açúcar. Comumente utilizada como desculpa, a entressafra do Álcool não é mais um problema, devido ao volume de exportação. Assim, os aumentos de preço se devem exclusivamente a venda do açúcar ao mercado externo.

 

Alguns números interessantes- a produção em 2008 era de: Álcool 52%, Açúcar 45,5%. Neste ano, a percentagem está estabelecida em: Álcool 40%, Açúcar 57,7%. Assim, a variação de preços fica ao belprazer dos usineiros e seus negócios com os estrangeiros…