Desde o meu início de carreira como árbitro de futebol pela Federação Paulista de Futebol, participei (contando hoje) de 30 avaliações físicas. E pela primeira vez, infelizmente, reprovei, queimando a penúltima volta.
Não me conformo.
Estou triste, raivoso, e sinceramente, decepcionado comigo mesmo.
Se estive relaxado nos treinos, com sobrepeso, má vontade ou qualquer outro problema, talvez estivesse aceito minha reprovação com naturalidade. Mas não é isso que aconteceu.
Para ser franco, nem eu sei o que aconteceu. Travei. Tive um bloqueio. Sei lá.
Inexplicavelmente, perdi rendimento no término (e beeeem no término da prova). Claro, queimar a prova no começo ou no fim é irrelevante, pois a perda da prova e o consequente prejuízo é o mesmo. Comecei num ritmo forte (que é o mesmo do treino), e não consegui todos os tempos. Treino nesse esforço há anos, 2 vezes por semana, revezando com outros treinos. Então, falta de treino não foi a causa.
Overtraining, ou excesso de treino? Não, pois eu tinha fôlego.
Só sei que a sensação é horrível, um misto de crise nervosa e vontade de jogar tudo para o alto! Pensar nos treinos intensos, debaixo de sol e de chuva, de calor e de frio, de manhã, noite e até de madrugada! Nos momentos que deixei de estar com a minha família, e reprovar por única e exclusiva incompetência minha…
É claro que desanima. O desequilíbrio mental acaba chegando, e há de se ter calma e controle emocional nesse momento. Respirar fundo, e recomeçar… Tentar entender o que aconteceu, ou quem sabe, tentar esquecer tudo para não ficar sofrendo mais.
O dia está terrível para mim. Quero apagar da memória esse péssimo resultado e tentar dar a volta por cima. Mas o meu desgaste psicológico foi grande. Encarar meus familaires (que sempre me apoiaram) foi difícil. Não pela cobrança deles, lógico; mas a minha própria cobrança.

Boa sorte! não desista, vc é um dos caras que merecem continuar!
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