Não estou gostando do início de governo do presidente Barack Obama. E, com pesar, me parece estar cheirando mais um demagôgo no ar. Durante a difícil campanha presidencial, muito se falou sobre Oriente Médio, algo se discutiu sobre a crescente onda de socialização de esquerda da Amércia Latina e na reta final, o assunto se tornou “crise econômica”.
Vamos lá: quanto a crise econômica, na última semana o mercado se decepcionou com as poucas ações eficazes anunciadas pelo presidente americano. O que houvera prometido antes, tornou-se impraticável. E a justificativa era que ele gastaria “responsavelmente” o dinheiro dos impostos da população dos EUA. Se fosse assim, não deveria prometer o que não iria cumprir!
Na segunda-feira, Obama anunciou o envio de 15.000 soldados para o Afeganistão. Ora, não seria ele quem retiraria as tropas americanas do próprio Afeganistão e Iraque? A justificativa: a situação começou a sair de controle naquela região da Ásia. Então por que não ponderou tal possibilidade, antes de afirmar a retirada eminente logo após a posse, e gradual para o Iraque?
Por fim, ontem, indagado a respeito da vitória do referendo que permitiu reeleições indefinidas ao venezuelano Hugo Cháves, legitimando sua ditadura local, o presidente “parabenizou a Venezuela pela manifestação democrática e sabia”. Ele prometeu diálogo às nações em conflito, mas deveria ficar quieto ao dizer tal bobagem. É nítida a manipulação na Venezuela e o combate às vozes oposicionistas, principalmente à imprensa e partidos políticos.
Estamos todos loucos, ou ele falou isso mesmo?
Na contramão da campanha, vê-se que tanto lá como cá os discursos dos políticos têm a mesma linha: demagogia. Ser pedra, como o dito popular confirma, é muito fácil. O difícil é ser vidraça…
