Juizão Pé de Cana

É triste ver colegas chegando a este ponto. Mas que foi engraçado… ah, isso foi!

Abaixo, para quem não viu, matéria do árbitro da Bielo-Rússia que apitou embriagado, e depois o vídeo.

 

Extraído de: http://minhanoticia.ig.com.br/materias/492001-492500/492216/492216_1.html

 

Em uma partida válida pela primeira divisão do campeonato bielorusso ocorrida no último domingo, 5, entre FC Vitebsk e FC Naftan, algo muito estranho aconteceu.

No primeiro tempo, tudo ocorreu tranqüilamente; porém, todos perceberam que havia algo de errado no retorno para a segunda etapa. Inicialmente, parecia que o árbitro Sergey Shmolik estava tendo problemas, talvez dores fortes na coluna. Mas não, o árbitro FIFA estava completamente embriagado. Shmolik passou a maior parte do segundo tempo no círculo central, dirigindo o jogo com gestos estranhos e apitos sem sentido algum.

Após ser retirado de campo, o juiz passou por exames que revelaram uma grande quantidade de álcool em seu sangue.

Um comitê disciplinar da federação do país irá analisar o caso. O jogo terminou em 1 a 1.

 

Vídeo do cidadão extraído do Terra Vídeos em:

http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2595&contentid=205056

 

80 anos de Fordlândia

Poucos se lembraram da data, afinal, ela não é tão significativa. Exceto para a Ford e seus envolvidos. Num ímpeto empreendedorista, a empresa decidiu, há 80 anos, aceitar uma propriedade de terra doada pelo Governo do Pará no meio da Floresta Amazônica, a fim de construir uma cidade industrial, tendo como objetivo maior, produzir borracha para sua produção automobilística. Entretanto, por diversos motivos, a empreitada fracassou e o que era para ser uma cidade planejada na mata, tornou-se o vilarejo de Belmonte.

 

Extraído de: http://blogriobranco.wordpress.com/2008/06/

 

Artigo escrito por Ali Chams, Camila guirado Abolis, Cintia Almeida, Flávia Araújo e Domingos Vela, 5ª etapa do curso de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco para a matéria Comércio Exterior II.

FORDLÂNDIA

Como parte de seus projetos, Henry iniciou a chamada Integração Vertical, que consistia no controle de todos os recursos necessários à construção de um bem. Para se libertar do monopólio inglês do látex e suprir a necessidade de borracha, matéria-prima complementar para a fabricação de automóveis, Ford decidiu ele mesmo produzir a tão essencial matéria prima e assim começou a prospecção de locais para a produção de látex e para isso contratou o brasileiro Jorge Dumont Villares e William L. Schurtz que negociaram com o governo do Pará para que lhes doasse uma área de um milhão de hectares nas margens do Rio Tapajós para a construção do empreendimento e eles em seguida a venderam para Ford pelo valor de US$125 mil dólares, ou seja, a aventura de Ford já mostrava indícios de um fracasso. Em 1927, foi estabelecido um vilarejo chamado Fordlândia.
Fordlândia contava com uma excelente estrutura: hospital de primeira linha (onde foi realizado o primeiro transplante de pele do país), luz elétrica, água encanada e filtrada, sistema de hidrantes, cinema, um porto, entre outros, lá ele construiu a maior serraria da América Latina que a princípio tentou vender a madeira, vinda do desmatamento, para os EUA e Europa para tentar obter algum retorno do seu investimento, mas o negócio logo se mostrou inviável. Ford tentou construir uma comunidade “American-as-apple-pie”, uma representação do “american way of life”. No vilarejo havia mais de 3 mil funcionários, onde mais de 20 diferentes línguas eram faladas, na cidade havia desde padeiros e açougueiros a uma pequena fábrica de calçados, vários americanos foram chamados para a cidade e foram eles os únicos a ocupar os cargos de chefia.
O empreendimento de Ford tomou como modelo o empreendimento inglês nas suas colônias na Malásia. Mas em 1876, o inglês Henry Alexander Wickham do Royal Botanical Garden em Londres, que morou em Santarém durante dois anos, colheu 70 mil sementes de seringueira (Hevea brasiliensis), originárias de uma região denominada Boim, no Vale do Tapajós, e as transformou em mudas que plantou em colônias britânicas na Malásia, formando extensos seringais de cultivo que apresentavam alta produtividade de borracha seca por hectare.
Se de meados do século XIX até quase meados do século XX praticamente toda borracha natural consumida no mundo era originária da Amazônia brasileira, levando o produto a competir com o café na formação do PIB do Brasil, em pouco mais de cinqüenta anos os ingleses desbancaram a Amazônia e transformaram-se nos maiores produtores de borracha do mundo, com efeitos desastrosos para a economia da região amazonense que continuava assentada no extrativismo predatório dos seringais nativos, e assim continuou por mais meio século.
Esse fato teve reflexos também em Dearborn, – fábrica de Ford onde eram produzidos 1.200 automóveis por dia e eram empregados 100.000 trabalhadores – pois os ingleses a fim de manterem o preço da borracha em alta, passaram a controlar a produção asiática, obrigando Henry Ford a pensar em produzir sua própria matéria prima se quisesse ter garantia no abastecimento de látex para a fabricação dos pneus dos seus automóveis.
Assim surgiu a idéia de Ford produzir borracha na Amazônia, a escolha do Vale do Tapajós para sede do seringal racional deveu-se ao fato de lá ter saído as 70 mil sementes que Henry A. Wickham levou para Londres e de onde até pouco tempo atrás era produzida quase a totalidade do látex usado no mundo.
Apesar do investimento de Ford se justificar por criar uma segurança no fornecimento de látex a sua implementação sofreu de sérios problemas e principalmente de erros. Em primeiro lugar a escolha do terreno, os um milhão de hectares “concedidos” pelo governo do Pará nas margens do Rio Tapajós era de uma topografia montanhosa e solo predominantemente arenoso que dificultavam o cultivo com máquinas, elevando o custo de produção da borracha. Aliado ao clima com umidade relativa do ar elevada, que favorecia o ataque do inimigo número um da seringueira na Amazônia, o “Mal das Folhas”, doença causada pelo fungo Microcyclus ulei, até então desconhecido dos americanos de Fordlândia que não estavam preparados para combatê-lo. Em segundo lugar, foi a equipe mandada para realizar a tarefa, na equipe mandada por Ford para a criação da cidade e da plantation de seringueiras era constituída por engenheiros, médicos, contabilistas, eletricistas, desenhistas, mas nenhum agrônomo, botânico ou fitotecnista fazia parte da equipe inicial, ou seja para Ford uma vez que sua plantation seria feita na região nativa da seringueira não haveria problemas com sua implementação. O terceiro erro foi resultado do segundo, uma vez que na equipe técnica não havia ninguém especializado no cultivo de seringueiras e com a idéia de que por estarem na área nativa da seringueira a forma como elas seriam plantadas não traria problema algum, assim com o objetivo de “industrializar” a produção de látex as seringueiras foram plantadas em fileiras, 200 mudas por acre num total de 1.5 milhão de seringueiras – dentro da floresta as seringueiras eram encontras numa área de 3 seringueiras por acre- e poucas mudas vingarem exatamente por estarem umas muito próxima das outras, onde cada uma inibia o crescimento da outra, e por estarem em um solo pobre e montanhoso.O quarto ponto foi que uma vez que o terreno era úmido demais, as seringueiras ficaram mais vulneráveis a ocorrência de fungos e foi exatamente isso que dizimou o resto da plantação, o fungo Mycrocyclus ulei, popularmente conhecido como “mal das folhas”. O quinto e último problema foi exatamente o choque cultural, ao conceber a idéia de plantation Ford queria também exportar o estilo de vida e os valores americanos, o “healthy lifestile”, então construiu casas no estilo americano, o regime de trabalho era próprio americano de “nine-to-five shifts” ao contrário do eu os caboclos eram acostumados (antes do sol nascer com pausa até o sol se pôr para evitar o sol amazonense), o próprio entretenimento era “importado”, os trabalhadores eram obrigados a celebrar as festividades americanas, nos finais de semana eles eram chamados a reuniões onde liam poesia, dançavam e cantavam canções típicas americanas, outro ponto foi que Ford proibira o consumo e venda de bebidas alcoólicas na cidade, obrigando o caboclo a irem para outras cidades para se saciarem. O ponto de ebulição desse choque foi quando Ford trocou a refeição comum aos caboclos, peixe e farinha, por comidas americanas, como hambúrguer, espinafre e outro. Isso tudo eclodiu na “revolta das panelas”, revolta essa que perdurou por 3 dias até que o exército brasileiro viesse para intervir na região.
A aventura de Henry Ford durou menos de 20 anos, exatamente pelos problemas citados acima. Logo após que a Fordlândia não vingaria exatamente pela sua topografia, Ford tentou mudar o empreendimento para a cidade de Belterra, contratando o especialista James R. Weir para diagnosticar e implementar a nova plantação, mas a mesma foi também dizimada pelo “Mal das Folhas”. No entanto, a aventura de Ford foi abandonada com o surgimento da borracha sintética, derivada do petróleo e gás que tornou a obtenção do látex de seringueira economicamente inviável. Em 1945 a filial amazônica da Ford Motor Company fechou as portas, levando consigo um prejuízo de mais de US$ 100 milhões em valores atualizados.

Dominando o stress do Corpo

 Um problema cada vez mais comum em nosso dia-a-dia é o stress. Independente de nossas atividades, ele acaba influenciando antes, durente ou depois das mesmas. Ás vezes, concomitantemente!

Abaixo, ótima dica do Professor Márcio Atalla, colunista da Revista Época e apresentador do canal pago GNT, sobre como “controlar” o stress e seus sintomas.

 

Extraído de:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI7327-15230,00-COMO+CUIDAR+DO+CORPO+PARA+DOMINAR+O+ESTRESSE.html

 

 

O estresse é a resposta do organismo A situações de perigo, preparando-o para reagir, fugir ou lutar. Nos animais, ele ocorre para preservar a espécie. Na vida do homem contemporâneo, várias situações produzem estresse: pressões no trabalho, relacionamento em crise, solidão, problemas financeiros e insegurança. Se for pontual, o estresse desaparece depois de solucionada sua causa. O que preocupa é o estresse crônico, que dura longos períodos. Ele afeta a qualidade de vida e é fator de risco para doenças cardíacas.

Vivo estressado, estou cheio de problemas no trabalho, as pessoas que convivem comigo reclamam muito do meu mau humor. Estou ficando preocupado porque nos últimos seis meses engordei 7 quilos. Quais são os efeitos desse estresse em meu corpo? – Sidney Rogério, 51 anos, São Carlos, SP
– O estresse prolongado pode produzir efeitos perigosos para a saúde, como insônia, aumento da pressão arterial e baixa da imunidade. Isso facilita o surgimento de doenças oportunistas como gripe e herpes, perda ou ganho de peso em excesso, diminuição da concentração, dor de cabeça, diminuição do apetite sexual e depressão. Já que você detectou esse problema e as pessoas a sua volta dão sinais de algum descontentamento, procure ter mais momentos de lazer, tentar controlar sua mente, seu humor. Se ainda estiver difícil, procure alguma terapia alternativa, ou até mesmo ajuda psicológica. É preciso investir em você, na sua saúde. Pode ter certeza de que você ganha e também todas as pessoas que convivem com você.

Se não podemos evitar os problemas que geram estresse, qual é a melhor maneira de conviver com ele? – Marcelo Magalhães, 35 anos, Rio de Janeiro, RJ
– É fundamental encontrar uma saída, uma válvula de escape. Ter alguma atividade física que proporcione prazer. Está comprovada a eficácia dessa prática na diminuição de ansiedade, da depressão e na melhora da qualidade do sono. Além disso, existem algumas terapias que ajudam muito, como a acupuntura. É importante ter em mente que não existe uma solução isolada e infalível para combater o estresse, e sim uma série de atitudes que podem ser tomadas para nos ajudar a viver melhor.

O estresse prolongado produz insônia, aumento
da pressão arterial e baixa da imunidade

O que é melhor para a saúde: “engolir sapo” ou estourar? – Antônio Calçada, 44 anos, Ipatinga, MG
Se considerarmos apenas o momento, para a saúde a melhor opção seria “estourar”. Mas isso implica uma série de conseqüências que podem ser bem piores que “engolir sapos”. Na vida em sociedade somos praticamente obrigados a controlar os sentimentos em situações de muita pressão – e isso gera estresse. Por isso, praticar um esporte é tão importante. Além de trazer os benefícios inerentes a uma atividade física regular, como a melhora geral da saúde, é uma forma de extravasar seus sentimentos, como a irritação e a raiva. Sem falar que o esporte é uma oportunidade para encontrar amigos, relaxar e desligar, pelo menos momentaneamente, dos problemas. Atualmente, os médicos indicam a atividade física para o combate ao estresse.

Tenho me alimentado mal e acho que isso tem me deixado mais estressada. É importante ter uma boa alimentação para combater o estresse? – Maria Sampaio, 39 anos, Brasília, DF
Uma alimentação equilibrada e saudável é fundamental para qualquer programa de redução do estresse. O consumo de todos os grupos alimentares (carboidratos, proteínas e gorduras) é importante. Ingerir fibras, grãos, frutas e verduras é fundamental. A saúde melhora e nos dá mais resistência para enfrentar os efeitos do estresse. Algumas variedades de chá, além de leite, aipo e castanhas, são alimentos que têm algum tipo de efeito calmante. Mas o ideal mesmo é equilibrar todos os grupos alimentares e manter a mente também em equilíbrio. Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de produtos que tenham muita cafeína. O cigarro, que aparentemente pode aliviar o estresse, na verdade compromete a saúde e prejudica o fortalecimento do corpo.

O Homem do Dinheiro e da Cerveja

Compartilho texto com os alunos referente ao presidente mundial da Inbev, Carlos Brito, e a possibilidade da cervejaria se tornar a maior do mundo!

Abaixo, texto e referência:

Ele quer dominar o mundo*

Nas últimas semanas, o nome de um discreto e quase desconhecido executivo brasileiro tomou as páginas dos mais importantes jornais e revistas de economia do mundo. Presidente da cervejaria belga Inbev, o carioca Carlos Brito tornou-se o protagonista de uma negociação que pode mudar radicalmente o mercado global de bebidas e de produtos de consumo de massa. No dia 11 de junho, a InBev fez uma oferta pública para comprar a americana Anheuser-Busch — um negócio de mais de 47 bilhões de dólares. Caso a oferta seja aceita e o negócio se concretize, seu resultado criará a quarta maior companhia de consumo do mundo em valor econômico, atrás apenas de Procter&Gamble, Nestlé e Coca-Cola. Em grande medida, cabe a Brito, de 48 anos de idade, a tarefa de convencer os acionistas da Anheuser-Busch a vender uma companhia ícone do capitalismo americano, o governo dos Estados Unidos a não barrar a investida belga e a população da cidade de St. Louis, onde fica a sede da cervejaria, de que uma possível aquisição não vai significar fechamento de fábricas e demissão em massa. Diante disso, Brito, um homem das finanças e da operação, teve de se transformar numa espécie de relações-públicas — uma missão aparentemente difícil para alguém que habitualmente se recusa a dar entrevistas e que construiu sua carreira quase no anonimato. (Procurado por EXAME, ele não atendeu à reportagem.)
Casado e pai de quatro filhos, Brito é o homem de confiança de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, ex-controladores do banco Garantia e hoje os maiores acionistas individuais da InBev. Ao comprar a combalida Brahma, em 1989, os três financistas deram início a um arrojado plano de expansão que se estenderia por anos e pegaria de surpresa o mercado em vários momentos. A primeira grande tacada foi a compra da Antarctica, anunciada em 1999. Considerada inicialmente impossível, devido à profunda rivalidade e às diferenças culturais das duas companhias, a união entre as duas empresas deu origem à AmBev. Quatro anos depois, a AmBev foi vendida à belga Interbrew, formando a InBev. De acordo com o modelo proposto por Lemann, Sicupira e Telles, apesar de o controle acionário ser belga, a gestão da cervejaria ficaria nas mãos de executivos brasileiros, todos imbuídos da cultura de risco e da agressividade forjada no velho Garantia. Depois de promover um intenso choque de gestão na sede da InBev, em Leuven, chegou o momento de dar a tacada mais esperada: comprar a fabricante da Budweiser e formar a maior cervejaria do mundo em produção e faturamento — um sonho acalentado pelo trio há quase duas décadas. Sem a concretização da compra, o plano forjado no passado não será completado. Eis a responsabilidade que Brito tem hoje nas mãos.
Ele participou desse sonho desde o início. Seu primeiro contato com Jorge Paulo Lemann aconteceu em meados da década de 80. Egresso de uma família de classe média, Brito estudou no tradicional colégio Santo Inácio, um dos pontos de encontro da nascente elite intelectual carioca. “Desde criança ele sempre foi muito determinado”, diz o ex-colega de classe Ricardo Reisen de Pinho, hoje pesquisador sênior da Universidade Harvard. Depois de se formar em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brito foi aprovado em Stanford, uma das mais tradicionais escolas de negócios dos Estados Unidos, para fazer um MBA. Só faltava a ele o dinheiro para bancar o curso. Um amigo de seu pai sugeriu que Brito procurasse Lemann, na época já um banqueiro de sucesso, para pedir ajuda. Depois de analisar seu histórico escolar, Lemann decidiu financiar o curso. A contrapartida seria que Brito lhe enviasse regularmente informações sobre o que acontecia lá fora e, no futuro, se dispusesse a ajudar algum jovem talento que precisasse de apoio financeiro. (…)
Ao voltar de Stanford, Brito quitou parte de sua dívida moral com Lemann ingressando no Garantia. Meses depois de sua chegada, a Brahma foi comprada. Para comandar a virada na empresa, foram destacados quatro profissionais: o próprio Marcel Telles, o ex-diretor-geral da Lacta Magim Rodrigues, Luiz Claudio Nascimento, que trabalhava no Garantia e viria a ser presidente da Gafisa, e Brito. Em pouco tempo, o jovem engenheiro tornou-se um dos melhores exemplos da cultura baseada em meritocracia e busca obsessiva por resultados. “Ele sempre foi obstinado e ganhava os bônus máximos todos os anos”, afirma Alberto Cerqueira Lima, ex-diretor de marketing da Brahma e hoje presidente da operação brasileira da consultoria Copernicus.
Para alcançar as metas, Brito desenvolveu um estilo peculiar. Seus colegas e ex-colegas o descrevem como um sujeito absolutamente pragmático. Foi ele, por exemplo, quem desenvolveu o primeiro sistema formal de controle do desempenho das fábricas, no início dos anos 90. Na mesma época, criou processos que passariam a reger o trabalho dos vendedores da cervejaria — até então apoiados mais em relacionamentos pessoais que em um método organizado. Em reuniões, é comum que Brito interrompa os interlocutores e pergunte: “Qual é o gabarito?” Quem trabalha com ele sabe exatamente o que isso significa — é hora de encurtar o papo e ir direto ao ponto. O jeitão agressivo fez com que ele se tornasse um sujeito respeitado — e não exatamente amado — dentro da companhia. “Quem depende de elogios constantes para se sentir motivado não pode trabalhar com o Brito”, diz um ex-executivo da AmBev. Alguns episódios ajudaram a cristalizar a imagem do executivo durão. Um deles aconteceu há cerca de uma década — mas até hoje é conhecido de muitos funcionários da cervejaria. Durante um evento da Brahma, um dos gerentes da companhia tomou uma lata de Coca-Cola — como na época o contrato de distribuição da Pepsi pela Brahma havia acabado, o executivo não viu problema em beber o refrigerante da marca concorrente. Ao saber, Brito se enfureceu. Chamou a atenção do subordinado pela “infração” cometida. Coincidência ou não, dali por diante a carreira do gerente, até então em ascensão, estagnou.
(…) Embora fosse um nome forte dentro da AmBev, Brito só começou a ganhar visibilidade fora da companhia ao assumir o cargo de diretor-geral, em 2004. A comparação com seu antecessor, Magim Rodrigues, era inevitável — e, no quesito carisma, Brito perdia feio. “O Magim era um líder nato”, diz um fornecedor da cervejaria. “O Brito não se destaca pela gestão de pessoas, mas pela incrível capacidade de execução.” Foi justamente essa capacidade que o alçou ao posto de presidente mundial da InBev, em janeiro de 2006. Para transformar a secular fabricante de bebidas belga numa máquina de eficiência, era preciso dar um doloroso choque de gestão. Para Lemann, Telles e Sicupira, ninguém era tão indicado quanto Brito. Ao lado de outros executivos formados na AmBev — dos 13 da cúpula da InBev, nove são brasileiros —, Brito deu início a um programa de corte de custos jamais visto em Leuven, cidadezinha de menos de 100 000 habitantes. Mordomias como carros e telefones celulares para executivos foram banidas. Nas fábricas, a ordem era — sempre — fazer mais com menos. Num ambiente em que os funcionários estavam acostumados a muitas regalias, os conflitos foram inevitáveis. (…) O período turbulento vivido no início de sua gestão na Bélgica forneceu a Brito algumas lições. Uma das mais importantes: é melhor tentar ganhar a confiança dos stakeholders (funcionários, consumidores, comunidades etc.) do que partir para embates. Vem daí seu enorme esforço nos últimos dias para convencer políticos americanos e trabalhadores da Anheuser-Busch de que a aquisição não vai implicar em demissões — um ponto delicado, sobretudo num momento em que a economia dos Estados Unidos atravessa uma fase de desaceleração. Se conseguir dobrar essa resistência e fechar a compra da cervejaria americana, Brito automaticamente transformará a InBev em uma potência.(…)

*CORREA, Cristiane. Revista Exame, edição 0921, seção Negócios, 26/06/2008, pg 41-44 (com adaptações)

A Importância de um Autógrafo

Há poucos dias, o piloto brasileiro Felipe Massa deu uma declaração curiosa: seu ídolo na pista era Ayrton Senna, mas quando criança, ao pedir um autógrafo ao campeão, este se negou por estar com pressa. Desde então, tornou-se “Piquet Futebol Clube”. Disse ainda que tal fato o faz lembrar constantemente da importância em atender bem aos seus admiradores.
Claro, é sabido que as celebridades têm a vida exposta mesmo que a contragosto. É um preço (talvez custoso) pela fama. Também é óbvio que o famoso pode se aborrecer com insistências e loucuras que seus fãns possam praticar, e esse é outro preço a se pagar.
Portanto, se faz fundamental o preparo para o sucesso, pois uma imagem arranhada pode não só magoar alguém, mas manchar todo um trabalho perante a opinião pública. Não basta apenas ser bom, deve-se parecer ser bom.

Google e MPF

 

Agora sim uma ação de responsabilidade social do Google. Demorou, mas a pressão das autoridades fez com que o grupo americano colaborasse com as investigações:

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u418061.shtml

 

 

O Google, dono do Orkut, deve assinar nesta quarta-feira (2) o TAC (termo de ajustamento de conduta) com o Ministério Público Federal, para agilizar a liberação e a manutenção de dados para investigações sobre crimes cibernéticos. O acordo deve ser fechado durante audiência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia no Senado.

A assinatura do termo é uma das principais reivindicações do Ministério Público para facilitar a investigação de crimes como a pedofilia, principalmente no Orkut. O Google, dono da rede social, já havia se comprometido perante a CPI a adotar uma série de medidas para combater essas práticas, mas as partes não chegavam a um acordo sobre o TAC.

De acordo com o MPF, o Google aceitou os termos do acordo. O órgão informa que, para assinar TAC, o Google exigia receber imunidade civil e criminal nesses casos –não queria ser responsabilizada criminalmente caso deixasse de enviar às autoridades os dados de usuários do Orkut que permitam a identificação de criminosos.

Agora, ficou acertado que a imunidade será dada apenas nos casos em que houver erro no envio das provas, em que não houver má-fé: ao comunicar, por exemplo, que uma página do Orkut contém pedofilia, quando não houver. Com isso, a empresa fica resguardada de ser enquadrada no crime de comunicação falsa.

“Queríamos garantir que funcionários cumprissem sua função, sem risco de ser responsabilizados criminalmente “, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google. “Da nossa parte, está tudo pronto para assinar”.

O Google informa que começa a cumprir a partir desta terça-feira (1º) os compromissos assumidos na CPI.

Entre eles estão manter os registros de acessos e os números IP (protocolo de internet) dos usuários do Orkut por 180 dias; disponibilizar com mais agilidade evidências relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes para as autoridades brasileiras, mediante ordens judiciais; a criação de um sistema de filtro para remover e prevenir material comprovadamente ilícito no Orkut e o desenvolvimento de uma ferramenta de cooperação com a SaferNet, ONG que fiscaliza crimes na rede.

 

Ingri Beatencourt

Há muito o que falar e refletir sobre o caso Ingrid Betancourt. Mas como o tema tem sido bem tratado pelas mídias, apenas algumas observações:

1- Depois de suas declarações, fica alguma dúvida de que as FARC não são uma organização terrorista? E o Brasil insite em reconhecer tal organismo como ONG.

2- Já imaginou ficar dias após dias acorrentado? O que deve passar na cabeça dessa pessoa…

3- Agora, é o momento em que líderes políticos tirarão proveito (contra e a favor): John McCain, candidato americano, esteve na véspera do resgate e ninguém havia entendido o que ele fazia na Colômbia. Sarkozy está desfilando com Ingrid na Europa. Uribe, presidente colombiano (talvez o verdadeiro merecedor dos méritos) foi elogiado mundo afora. Chávez, o venezuelano, quís tirar uma casquinha nas entrevistas, se intitulando indiretamente responsável. Evo Morales, da Bolívia, foi cético em achar que foi um resgate pacífico. Mas a “bola-fora” foi do equatoriano Rafael Corrêa, alegando que o resgate foi “um fracasso, pois teve ações militares. Só o diálogo para a libertação seria sinônimo de sucesso…”

Cada um com seu interesse em evidência!

Provas da FPF

Alguns amigos me perguntaram sobre a prova de regras da Federação Paulista de Futebol, e aproveito esse espaço para responder: meu desempenho foi medíocre. Sim, como em todas as searas que milito, devo ser honesto nas colocações. Meu desempenho foi médio (na acepção da palavra medíocre), ou até abaixo das médias, contrariando meus desempenhos anteriores.

Poderia justificar de diversas formas, mas o que vale é o que está no papel. Tive um péssimo dia, contratempos, problemas profissionais e pessoais, acidente no trânsito, entre outros empecilhos. Mas nada disso justifica. Se fosse dia de jogo, talvez a preparação impediria tais dificuldades, mas não foi o que aconteceu.

Nas avaliações anteriores, minha nota foi 9,0; 8,8; 9,2 e 8,8. Nesta, espero entre 6,0 a 6,5.

E como experiência adquirida nesta avaliação, posso apenas aconselhar a outros colegas: atenção! Sim, ter atenção, pois estava completamente desconcentrado, sem paciência para ler corretamente as questões e até mesmo indisciplinado comigo mesmo. Sabia todas as questões. Aliás, nunca tive dificuldade em conhecer as regras, pois leio o nosso famoso livro de regras com boa freqüência. Mas devido a tudo que citei, mereci ir mal. Da próxima vez, puxarei ainda mais minha orelha.

Mas já que há tanta sinceridade no meu post, aproveito para instigar: do que tem adiantado treinar diariamente, estar dioturnamente pronto, ir a todas as reuniões e monitoramentos, atualizar-se nas regras e ir bem no teste físico, e ter 1 escala a cada 4 ou 5 rodadas? Onde fica o ritmo de jogo? Compensa? Vale a pena? Para os amantes da arbitragem, e me enquadro neste conceito, digo prontamente: vale sim! Mas poderia ser melhor…

De quem seria a culpa? Do número excessivo de árbitros do quadro? Das tabelas que não permitem grande número de jogos? Da sazionalidade dos campeonatos? Da configuração dos campeonatos regionais? Da própria CEAF (que elimino a hipótese, pois o Cel Marinho tem sido sensível e feito um rodízio de escalas e o número de jogos é próximo, se comparado árbitro a árbitro)?

O que fazer? Sugestões estão abertas. Para o bem de  nossa atividade!

O Apagão On-line

 

Que vergonha sermos dependentes de uma empresa quase monopolista como a Telefônica. Após 1 dia do apagão da Internet no Estado de São Paulo, as explicações ainda não convenceram ninguém. Até parece filme de terrorismo digital: atacam a Internet, depois a telefonia, e assim vai. Lembrou “Máquina Mortífera 4”!

Exagero? É porque não foi seu o prejuízo…

A Portabilidade Numérica

Tenho uma briga interminável com a operadora TIM. Apesar de possuir um plano que me atende perfeitamente, moro em uma área onde o sinal é péssimo. Ora o telefone funciona, ora não. E até agora não tomei coragem de mudar de operadora simplesmente pelo fato da alteração do número. É muita dor de cabeça atualizar os meus amigos e demais contatos, além do desgosto da nova adaptação.

Porém, estamos a poucos dias de se fazer valer a lei da portabilidade numérica, isso é, você poder mudar de operadora e permanecer com o mesmo número.

Abaixo, a relação de cidades e o período de implantação:

 

Extraído de Ig Economia:

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/07/04/regras_sobre_troca_de_operadora_sem_alteracao_de_numero_beneficiam_consumidor_1416719.html

 

Um passo importante das telecomunicações no Brasil será dado no próximo dia 15 de julho: o início dos testes para a implantação da portabilidade numérica. Isso significa que os usuários de celular poderão trocar de operadora sem alterar o número (veja o cronograma de implementação abaixo). A novidade aumentará a competição entre as empresas, que precisarão melhorar o atendimento para cativar os clientes.

De acordo com o coordenador-geral do Grupo de Implementação da Portabilidade da Anatel, Luiz Antonio Vale Moura, a empresa ABR Telecom irá administrar as trocas entre as operadoras e cuidará de todo o banco de dados de números de telefone do País. Moura é assessor do conselheiro Pedro Jaime, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A ABR Telecom foi criada em 1998 com o nome Associação Brasileira de Roaming. A instituição, que defende os interesses das operadoras de telefonia fixa e móvel, foi fundada para administrar o serviço de roaming automático nacionalmente. Hoje, além do roaming, é gestora do Centro Nacional de Sistema Antifraude. As empresas associadas à ABR são Vivo, Telemig, Amazônia Celular, TIM, CTBC, Oi, Claro, Sercomtel Celular, Sercomtel, Brasil Telecom, Brasil Telecom Móvel, Intelig, Embratel, Telefônica e GVT.

Segundo Moura, a principal razão que levou a Anatel a escolher a instituição para mediar a portabilidade foi a experiência do órgão com o Serviço de Roaming Automático, que promove desde 1998. Com isso, a base de dados ficará centralizada na ABR Telecom, seguindo o modelo de outros países onde a portabilidade já é uma realidade.

A empresa servirá como intermediadora entre a prestadora que perderá o usuário e a que ganhará. Isto é, será responsável por transmitir todos os dados do cliente de uma operadora para a outra. “A ABR Telecom não é administrada pela Anatel, mas é fiscalizada indiretamente por meio do banco de dados on-line e auditorias”, explica Moura. O modelo, que é centralizado na empresa, já funciona em países como Estados Unidos, Finlândia e a maior parte da Europa. “Foi o sistema que obteve mais sucesso no mundo”, segundo o coordenador.

A organização não-governamental Pro Teste, de defesa do consumidor, comemora. “Há muito tempo que a Pro Teste vem solicitando a mudança”, contou a coordenadora institucional, Maria Inês Dolci. A ONG ressalta que o grande número de reclamações que recebe é com relação a operadoras. “Com a portabilidade, o consumidor vai migrar para operadoras que lhe tragam menos problemas”, espera Maria Inês.

Como funciona

O usuário poderá fazer a migração mesmo se tiver devendo para a operadora. “Não há restrições”, garante Moura. No entanto, o cliente continuará sujeito à inclusão do nome nas listas de inadimplência, como Serasa (Centralização dos Serviços Bancários S/A) e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). “A operadora receptora poderá oferecer ao usuário inadimplente um plano pré-pago”, exemplificou.

A migração será possível mesmo que o usuário tenha assinado um contrato de longo prazo. Nestes casos, ele pode estar sujeito a multas contratuais. Também não há limite para o número de troca de operadoras, exceto durante o período de migração. Este período vai até março de 2010. Até lá, as operadoras terão até cinco dias úteis para concretizar a troca. A partir daí, terão até três dias úteis.

Haverá uma taxa de no máximo US$ 5 (cerca de R$ 8,30) cobrada pela ABR Telecom às operadoras por migração. O coordenador espera que as empresas isentarão o usuário deste pagamento. “A Anatel acredita que as empresas absorverão essa taxa, já que o custo de retenção do cliente vai diminuir”, justificou. Essa diminuição no custo de retenção pode acontecer porque a portabilidade garantirá uma maior fidelização para aquela empresa que atender o cliente mais a contento.

A simples solicitação de troca de operadora pelo usuário representará a quebra do contrato anterior. O usuário falará apenas com a futura prestadora e não terá contato com a operadora original, que terá 48 horas para apresentar uma contra-proposta e garantir que o cliente permaneça na empresa. Se após dois dias da solicitação não houver desistência, a migração será concretizada. Haverá, ainda, uma multa que irá de US$ 3 a US$ 5 (de R$ 5 a R$ 8,30) para o usuário que desistir da troca após 48 horas da solicitação.

Operadoras

A Vivo declarou, por meio de sua assessoria, que vem se preparando para o início da portabilidade numérica por meio de investimentos na melhoria dos serviços e do atendimento ao consumidor. A operadora TIM informou que já está providenciando todos os ajustes necessários no sistema para se adaptar às mudanças.

As demais operadoras procuradas pela reportagem do Último Segundo, Brasil Telecom, Claro e Oi, não se manifestaram sobre o assunto. Todas as empresas ouvidas afirmaram que não definiram se os custos serão absorvidos ou repassados ao consumidor, já que os valores exatos ainda não foram determinados e as novas regras ainda não foram implementadas.

Cronograma

15 de julho: conclusão das alterações nos sistemas das operadoras para implementação da portabilidade numérica.

De 15 de julho a 31 de agosto: Fase de ativação experimental. Será ativada em caráter não comercial (sem usuários). Serão realizados testes entre operadoras em Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, além de Bauru e São José do Rio Preto, em São Paulo. “Os locais foram escolhidos de forma a pegar todas as grandes operadoras existentes no Brasil”, explicou Moura.

De 1º de setembro a 1 º de novembro: Período de observação. Nos locais onde os testes foram realizados, o serviço de portabilidade será implementado antes.

A partir de 8 de novembro: Implementação do serviço em outras áreas.

De 24 a 29 de novembro: Implementação em Salvador.

De 8 a 15 de fevereiro de 2009: Rio de Janeiro.

De 23 de fevereiro a 1º de março de 2009: São Paulo.

De 19 a 25 de janeiro de 2009: Belo Horizonte.

De 11 de março de 2009 até 10 março de 2010: Primeiro ano de ativação plena. Neste período, as operadoras terão até cinco dias úteis para concretizar a migração. A partir daí, terão até três dias úteis.

 

Ter ou Querer um Filho Gay

 

Cada vez mais eu penso que a questão “ser politicamente correto” está sendo usada de maneira equivocada. Há muito policiamento pelas pessoas, tudo é motivo de debate, de crítica ou de contestação.

Digo isso devido a polêmica retratada por algumas mídias a respeito da Top Model Isabeli Fontana, durante entrevista à apresentadora Hebe Camargo. A bela modelo disse que não gostaria de ter um filho gay, e por isso foi crucificada como uma criminosa por muitos. Ora, se estamos numa democracia, qual o motivo de tamanha revolta? Claramente, há uma confusão sobre respeito ao próximo e homofobia. Desejar que seu filho seja heterossexual parece ser uma blasfêmia por muitos. Que loucura! Quer dizer que ter uma família estável, baseada nos princípios do Cristianismo, e declarar isso publicamente, é crime?

É de se lamentar que muitos confundam respeito aos gays com apologia. Parece que a sociedade obriga a falar bem de homossexual, e que a prática hetero é incorreta.

Ora,ora… quem quer respeito precisa também a respeitar. Nada contra os gays, mas tudo a favor do sagrado direito de se expressar. E, parafraseando a modelo, também eu e minha esposa não nos sentiríamos à vontade em ter um filho gay. Isso não impede de amar nossos futuros rebentos.

A Paradinha da Discórdia

Quanta coisa se tem falado a respeito das cobranças de pênaltis com a chamada “paradinha”. Ouve-se de tudo! Que é uma covardia para com o goleiro, que a FIFA proibiu tal estilo de cobrança, que no exterior ninguém faz isso, entre outros choramingos.

Se o batedor utilizar tal jogada, realmente o goleiro estará em maus lençóis. Mas não acho que seja uma covardia. O mais importante:  a regra valida tal lance (contrariando aos “experts” que estão dizendo aos quatro cantos que a regra não diz nada). Se o atacante pode ludibriar o goleiro, este pode fazer a mesma coisa com o atacante. Opa! Paradinha do goleiro? Não, é evidente; mas ele pode correr sobre a linha do gol. Não podemos nos esquecer que o goleiro pode andar lateralmente, bastando que ele se mantenha com os pés sobre a linha de meta. Imagine o lance: o atacante vai cobrar o tiro livre, e o goleiro está parado do lado de um dos postes; o gol escancaradamente aberto, sendo que o batedor terá uma pressão psicológica para chutar no canto aberto. Se ele chutar ali, o goleiro pode correr até este canto antes da cobrança se consumir, pois ele pode realizar tal movimentação (ao contrário da paradinha do chutador, essa tática é uma corridinha do defensor). Tal jogada não deixará os cobradores numa sinuca de bico? E tudo perfeitamente dentro da regra.

Por fim, durante entrevista ao Jornal Nacional da última segunda-feira, o goleiro Clemer do SC Internacional disse: “quero ver quando o cara der a paradinha e o goleiro conseguir se recuperar, cair adiantado e pegar o pênalti“. Pois é, goleirão, vai ter que voltar a cobrança sim, pois com ou sem paradinha você só pode sair da linha de meta depois da bola chutada, mesmo sendo enganado ou não… ossos do ofício!

Cotas Públicas

Já debatemos bastante sobre o tema “cotas universitárias”, com o já desgastado assunto: para negros ou para pobres?

Segundo a Agência G1, foi para a Câmara um projeto de cotas para alunos do ensino médio público serem encaminhados para o ensino superior federal. Talvez seja um  novo caminho, mas com a ressalva que se priorize POBRE, independente de raça (já que o nosso princípio é de existir apenas uma raça: a humana). Abaixo: (extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL632635-5604,00-UNIVERSIDADES+PODEM+RESERVAR+DE+VAGAS+PARA+ALUNOS+DO+ENSINO+PUBLICO.html)

Alunos de escolas públicas, com preferência para os que se declararem índios e negros, podem ter a metade das vagas em universidades federais e escolas técnicas, de acordo com projeto de lei que será votado na Câmara dos Deputados.

O projeto pretende abrir espaço no ensino superior para alunos que freqüentaram escolas do governo. Na maioria das vezes, por causa da má qualidade do ensino público, eles fracassam no vestibular, e as vagas são preenchidas por estudantes da rede particular.
50%
Segundo o projeto, 50% das vagas em universidades federais e instituições públicas de educação profissional e tecnológica serão reservadas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.

Além disso, dentro da cota, devem ser incluídas vagas específicas para
negros, pardos e índios de forma proporcional à população do estado onde fica a instituição, além de pessoas com deficiência, independentemente de virem do ensino público.

Autora da proposta, a senadora Ideli Salvati (PT-SC), defendeu o projeto. “Nós temos um entendimento que a população brasileira tem uma diversidade étnica, de classe, de renda, que precisa atender a que a escola possa ser uma política de mobilidade social, uma política que faça com que as pessoas tenham capacidade de superar as suas dificuldades econômicas e de discriminação”, diz.

“Defendo reservas de vagas para alunos oriundos das escolas públicas, sem esse viés discriminatório, de que uns são inferiores aos outros e dependem da concessão do Estado para alcançar os seus objetivos”, afirma o senador Álvaro Dias.

O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação no Senado, e deve seguir agora para a Câmara – a não ser que pelo menos nove senadores apresentem um recurso para que ele seja votado no plenário do Senado.

A adoção de cotas na educação é uma medida polêmica, e, por isso, é possível que o projeto acabe sendo modificado pelos deputados.
Trocar critério
Na câmara, um dos parlamentares que pretendem alterar o projeto é o ex-ministro da educação Paulo Renato Souza (PSDB-SP). Ele quer trocar o critério racial pelo de renda, privilegiando alunos de famílias que ganham até três salários mínimos.

“Dentro desse 50%, metade para alunos que vem de famílias com salário até três salários mínimos, para os mais pobres. Nós estaríamos privilegiando os negros pobres, os pardos pobres, os brancos pobres e estaríamos protegendo inclusive dentro da cota”, afirma.

Entre os educadores, não há consenso sobre os termos do projeto aprovado. “Você tem uma vantagem que é a possibilidade de ingresso de pessoas que tinham até então baixa expectativa de possibilidade de ingresso no ensino superior”, diz Erasto Fortes, especialista em educação da UnB.

Assédio Moral na Ambev

 

Já tivemos, por diversas oportunidades, debates em sala de aula sobre o Assédio Moral. Questionamentos como: “até onde pressão é assédio moral? Cumprir metas elevadas se torna assédio? Broncas ou desrespeito no ambiente organizacional se enquadram na questão?” se tornaram comuns nessas aulas.
Pois bem, o sítio de notícias de Economia e Administração “Invertia” (link abaixo) traz matéria sobre o Assédio Moral da Inbev, através de sua divisão brasileira Ambev, ilustrando muito bem os exageros das organizações na cobrança de resultados e exemplificando com propriedade o Assédio Moral.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou nesta sexta-feira, por meio de comunicado, que vai investigar a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) por assédio moral aos funcionários. Segundo as ações movidas contra a cervejaria, os trabalhadores que não atingissem suas metas eram obrigados a, entre outras coisas, assistir a reuniões em pé e a dançar “na boquinha da garrafa”.
De acordo com a Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), a empresa faltou à audiência de conciliação marcada para ontem. A reunião fixaria acordo nacional relativo às repetidas condenações por assédio moral contra trabalhadores da empresa.
Segundo a assessoria da PGT, foi comprovado em ações dos próprios empregados que eles eram submetidos a uma pressão muito grande dos gerentes em relação às metas. Se o trabalhador tirasse licença por acidente, por exemplo, era perseguido quando voltava.
Quatro procuradorias regionais do trabalho (PRT) estavam com procedimentos de investigação suspensos em razão do acordo que se buscava com a empresa. Com a ausência de representantes da Ambev na reunião, o MPT definiu estar finalizada a solução do conflito sem procedimentos judiciais. No Pará, a PRT já determinou a instauração de inquérito civil para que as apurações de ilegalidades sejam retomadas.
A empresa terá 15 quinze dias para prestar ao MPT local informações sobre empregados da Ambev no Pará. Entre os dados requisitados estão o número de filiais e empregados no Estado, relação de empregados que tiveram contrato de trabalho extinto nos últimos sete anos e de ações movidas por ex-empregados por assédio moral e acidente de trabalho, além de responsáveis por cobranças relativas a metas de desempenho de cada uma das unidades paraenses da empresa. Procurada, a AmBev afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Extraído de:

 http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200807041447_RED_77182321

A Importância da Rede de Relacionamentos

Em qualquer seara, ter bons contatos é importante. Melhor, se forem de influência agregativa e positiva! A busca de novos conhecimentos, de percepção de oportunidades, do aprendizado contínuo e da atualização e do ecletismo dependem muitas vezes de um simples bate-papo. Conviver com pessoas de áreas diferentes da nossa, debater com cabeças de formação cultural diversa, ou ainda, interagir em outras realidades, permitem novas visões e novos parâmetros sobre a vida.
Dessa característica de absorção se aproveita novas experiências, surgem convites, oportunidades de trabalho e situações inusitadas no dia-a-dia. O aceite ou não poderá dar rumos interessantes dessa interação. Positivos ou negativos, prazerosos ou frustrantes, mas sem dúvida frutos emocionantes da vivência.
Uma ilustração disso, que pode ajudar na exemplificação das redes de relacionamento e suas benesses, pode ser a situação que passei nesses últimos dias e que por motivo de extravaso compartilho. Como atuo em algumas áreas (comércio, docência e esporte), possuo contatos com pessoas das mais alternadas realidades: do culto ao matuto; do ateu ao fanático; do esquerdista ao neoliberal; do aprendiz ao ancião. Todos me ajudam a apreender mais. Aliás, todo dia de vida deve ser um dia de aprendizado.
Assim, recebi um contato para participar da gravação de uma matéria para o programa ‘Esporte Espetacular’, da Tv Globo, onde mostraria a vida de um árbitro e os bastidores dela, a dupla (ou tripla) jornada de trabalho ( a conciliação das atividades em meio as dificuldades) dentro desse mundo curioso e desconhecido ao torcedor comum. Para tudo isso, houve o envolvimento de pessoas das mais diversas áreas, como a adaptação de algumas rotinas de trabalho e compromissos profissionais, a anuência da Faculdade Sant’Anna para uma pequena filmagem com os alunos de administração, os trâmites necessários da Federação Paulista de Futebol para a gravação, entre outros. Infelizmente, a CEAF-SP (Comissão Estadual de Árbitros de Futebol) não permitiu a filmagem, proibindo a manifestação pública da figura do árbitro de futebol, já que há uma ordem expressa da casa para que se resguarde a imagem do árbitro de futebol, sendo vetada, há alguns dias, qualquer declaração dos “homens de preto”. Mesmo assim, vale o registro ilustrativo da situação, para exemplificar como uma rede de relacionamentos e a importância de um bom trânsito nas diversas áreas de convivência podem trazer oportunidades, contatos e frutos interessantes à vida de cada um. Novas janelas e inusitadas situações podem nos dar a chance que muitas vezes buscamos, além, é claro, de mais conhecimento e experiência de vida.

O Berimbau como Termômetro da Educação

É surpreendente o desdenho de certos Coordenadores Universitários. Recentemente, anunciou-se o péssimo rendimento de alguns cursos de Medicina, em especial o da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Entrevistado, o coordenador do curso, Prof Dr Antonio Dantas, simplesmente ironizou o fato, ilustrando que “Isso se deve ao baixo QI dos baianos,e que (…) o baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais cordas, não conseguiria”. Ao invés dele mostrar preocupação, apenas uma resposta jocosa que foi interpretada pelos patrulheiros de plantão como “de tom racista”. Foi mal, teacher!

A Cor do Brasil

Aproveitando o tema Racismo, O IBGE divulgou que nosso país já tem a maior parte populacional negra. Em 1976, eram 57,2 % Brancos X 40,1 % Negros; em 2008, o número passou para 49,5 % Brancos X 49,7 % Negros. Ainda, quanto a renda, o mesmo instituto diz que em média um negro recebe 53% a menos que um branco.
Tais números podem ser interessantes, mas do que adianta se acabamos rotulando as pessoas por cor? Onde entram os “pardos”, que deve ser a maioria da população? Aliás, o que é ser pardo?
Tudo isso, sinceramente, passa a ser uma grande bobagem se definirmos grupos sociais pela cútis. Só existe uma raça, insisto, a raça humana.

A ética nos laboratórios

Essa pesquisa realmente preocupa. A Ética é a prudência para se evitar excessos. Veja esta questão que envolve os cientistas:

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u413926.shtml

 

Quase 10% dos cientistas já notaram desvios éticos em laboratórios

Uma série de entrevistas realizadas com 2.212 cientistas da área biomédica nos Estados Unidos indica que a falta de ética pode ser um problema subestimado no meio.

Segundo o resultado do levantamento, divulgado ontem pela revista “Nature”, 9% dos cientistas disseram já ter testemunhado algum caso de falsificação de resultados, plágio ou invenção de dados.

Entre os 267 episódios relatados para a pesquisa, 37% nunca foram denunciados a instâncias superiores para investigação, por medo de represálias ou de comprometer orçamentos coletivos.

Se o levantamento for uma amostra representativa, dizem os autores, mais de 3.000 casos de desvio ético podem estar ocorrendo anualmente nos EUA.

Considerações do Jogo das eliminatórias

Já dizia o polêmico Milton Neves (pelo menos, ele “massificou esta máxima”), o futebol é a coisa mais importante das menos importantes. E concordo integralmente. Assim, parece que há uma indignação nacional com o futebol brasileiro. E não é para menos. Afinal, a Canarinho (quanto tempo não se tem usado carinhosamente este termo) parece que não consegue mais jogar o que jogava anos atrás. Claro, sinal dos tempos… Globalização: todos assistem a todos os jogos e conhecem os adversários, principalmente quando eles são brasileiros; Internacionalização dos atletas: parece que é mais importante jogar na Europa do que “servir a Pátria”, e, por fim, a evolução dos selecionados adversários (pela mesma globalização futebolística) e baixo nivelamento da nossa esquadra.
Mas não quero atacar ou defender o treineiro Dunga. Afinal, ele foi campeão do mundo, e respeito tal feito (se eu jogasse ou treinasse, talvez poderia criticá-lo ou defendê-lo com propriedade, mas… quem tem o pé redondo apita o jogo!). E não convém a mim, na minha posição, falar sobre seu desempenho.
O que quero falar é sobre algumas nuances. A primeira: o jogo fez com que “passasse batido” a possível quebra de recorde em arrecadação de uma partida de futebol no Brasil: mais de R$ 6,6 milhões. A segunda: a pouca educação da torcida que vaiou o Hino Nacional Argentino – afinal, a educação deve estar acima da rivalidade, e terá jogo de volta (e não sei porque cargas d´água o Galvão Bueno disse que a torcida ouviu respeitosamente o Hino deles!?! – ops: cargas d’água eu confesso: desenterrei a expressão). A terceira: A fantástica Gal Costa errou o nosso Hino, suprimindo algumas letras e cantando apenas a primeira parte – afinal, quando é só a melodia, toca-se pelo meio; quando é cantado, o Hino deve ser por inteiro.
Falemos da Arbitragem do Oscar Ruiz. Claro, não vou ferir  e nem devo  comentar a atuação do colega, mas deve-se ressaltar, pelo propósito didático, que o lance envolvendo o goleiro portenho Pato Abbondanzieri segurando a camisa do atacante madrilista Robinho é pura interpretação. Opa! Interpretação? Mas não foi um puxão claro? O Arnaldo não disse que foi pênalti? Calma, vamos com calma…
Tem-se que opinar no ato. Não adianta ver inúmeras vezes e depois dizer que errou ou acertou, pois aí é covardia. No ato, tive pela minha humilde TV de 14 polegadas que houvera sido pênalti, mas o jogador continua disposto a jogar e “abdica” da marcação manifestando o desejo de seguir jogando. Bonito no papel, mas será que na prática foi isso o que ocorreu? No calor da partida, será que o atacante, o árbitro e até o goleiro pensaram nisso tudo? Ou será que dentro do campo o árbitro entendeu (e aí é interpretação) de que a mão que segura a camisa não teve força o suficiente para parar o atacante (que poderia nem ter percebido o agarrão ou a sua intensidade), e assim considerado jogada normal?
Percebeu que o lance não é tão claro assim? Talvez, dentro de campo, eu também mandasse seguir o lance, e pela TV daria pênalti. Ou vice-versa. Mas agora não vale, pois veja o tempo que cheguei para concluir esse raciocínio e escrevê-lo.
Apitar é ter raciocínio rápido. Estamos discutindo, concordando e discordando da marcação. E nós, árbitros, temos uma fração de segundos para tomar a decisão. Mais um motivo para aprimorarmos, treinarmos e assistirmos até bolinha de gude para podermos trocar informações, experiências e dúvidas.
Quanto ao jogo, que já disse estar impossibilitado de comentar sobre o Dunga, só para dizer que não falei nada: já imaginou um Mineirão transbordando de gente, gritando “Fora Dunga, Zico, Zico!”? Não é fácil… E o inédito grito de “Jumento, Jumento”. Pô amigos mineiros, vocês foram criativos, hein? Já ouvi muita coisa, mas “Jumento”?
Finalizando, não vi ninguém comentando a ótima atuação do nosso colega Gaciba no Bolívia X Paraguai. É isso aí Gaciba, pelo menos no apito a rodada foi boa para os brasileiros.

Obs: Não tem nada a ver com as eliminatórias e já é assunto vencido: o lance do Acosta no Magrão pela Copa do Brasil: quem assistiu pela Globo, viu seu comentarista dizendo “Pênalti, foi claro, errou o juiz”. E quem viu pelo Sportv, reparou que o comentarista disse “Nada, acertou o Herbert”.
Vai entender… não podemos contentar a todos. E nem é dever nosso. Nossa obrigação é contentar a regra e defender o Fair Play.

Racismo do mau jornalista

Se você pensa que já viu de tudo em questão de opinião infeliz, idiotice e arrogância, leia abaixo o texto do (talvez pseudo) jornalista Julio Viana, do Jornal Diário do Commércio de Pernambuco. É inadmissível que exista tamanha apologia à violência, sentimento de intolerância e irresponsabilidade na imprensa como esta matéria a seguir. A entidade que congrega os jornalistas deveria cassar o direito deste cidadão exercer a sua profissão.

Abaixo, o conteúdo do péssimo jornalista, reproduzido no blog do competentíssimo jornalista Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan, incluindo seu próprio, correto e ponderado comentário. (em verde, a opinião de Sampaio; em azul, a do falso defensor dos interesses do NE).

Observação: tudo isso por causa do jogo Sport X Corinthians, que decidiu a Copa do Brasil. Dá para acreditar que as pessoas fazem isso por uma partida de futebol?

 

Extraído de: http://fernandosampaio.typepad.com/blog_do_fernando_sampaio/

 

Ignorância Intolerável

A hostilidade do Estado de Pernambuco com Sul e Sudeste é uma postura lamentável. Curioso é que os outros estados do Nordeste não têm o mesmo comportamento. O Nordeste é a região mais hospitaleira do Brasil. E São Paulo é a cidade mais nordestina do Brasil. Erundina, Lula, Nizan Guanaes, José Ermírio de Moraes, Sérgio Amado… Milhares de nordestinos venceram e vivem aqui.

Não entendi porque depois dos incidentes envolvendo o Botafogo, o Governo do Pernambuco não pediu desculpas aos cariocas. Pelo contrário, condecorou a violência da polícia contra os visitantes. A situação está ficando pior com a final da Copa do Brasil.

Junior Viana trabalha na rádio Guarany do Recife onde apresenta o “Programa do Leão”. Escreve no Fórum “Sou Sport”, de responsabilidade do Jornal do Commercio. Duvido que seja jornalista. Se tem diploma deveria devolvê-lo. Na minha opinião Viana é um incentivador da violência, um racista que defende uma Revolução Pernambucana, como aquela Revolução dos Padres de 1817.

Leiam trechos do texto que Junior Viana escreveu:

IMPRENSA DO SUL/SUDESTE- Desde criancinha que assistia a fatos que não conseguia entender, devido à minha pouca idade: POR QUE ALEXANDRE SANTOS DA REDE BANDEIRANTES, NÃO MOSTRAVA GOLS DO SPORT E TAMBÉM DOS OUTROS CLUBES DAQUI EM SEU PROGRAMA: GOL, O GRANDE MOMENTO DO FUTEBOL??? Isso era ainda nos anos 70. Hoje homem crescido, formado em radialismo e antenado em tudo que diz respeito à comunicação/imprensa, etc, consigo entender direitinho tudo isso: A IMPRENSA DO SUL/SUDESTE É PARCIAL, SEPARATISTA, PRECONCEITUOSA, NAZISTA, TIRANA, NOJENTA E FILHA DA PUTA(salvo raríssimas exceções) Assim como esta nociva imprensa do lado de lá, o povo também não fica atrás. Pra eles (os sulistas, em sua maioria), nós somos sub-raça e o Nordeste é fim de mundo. Militando desde 1986 como ativista libertário e estudioso dos movimentos sociais (em especial o anarco-sindicalismo), tendo lido muitas obras politico-sociais-democráticas, vejo definitivamente que a SEPARAÇÃO DO NORDESTE DO RESTO DO BRASIL, seria a nossa glória e a nossa redenção da honra. Eles não nos aceitam nem nos engole, a recíproca é mais que verdadeira. O racismo é latente, o preconceito fica à derme e nós nordestinos temos caráter e vergonha na cara. É preciso um “doido” fazer o que fez D.Pedro I e às margens do São Francisco mandar este estes racistas TOMAR NO CENTRO ESPORTIVO DO Cuait…! Independência mais que tardia!!!

CORINTHIANS- Estou um tanto quanto preocupado com o que pode ocorrer no extra-campo, pois ninguém me tira da cabeça que A SAÍDA ABRUPTA DE ROMERITO TEM A MÃO DELES e o Goiás passa a ser o segundo time fora de PE mais odiado de todos nós. Isso já mostra do que é capaz um time do “eixo” para ganhar um título, pois futebol eles não têm pra nos vencer em campo. Outro problema grande que visualizo é a TENTATIVA DE INVASÃO DA TORCIDA DELES NA ILHA, pois a “paraibacada” vem toda pra cá, enquanto que os rubro-negros que estão seguindo pra São Paulo correm o risco de não entrarem no estádio, visto que, assim como o Vasco, o “Timão” também está dificultando o acesso de nossa torcida ao jogo. Acho EXTREMAMENTE NECESSÁRIO que todos nós paguemos com a mesma moeda: VAMOS IMPEDIR A ENTRADA DELES NA ILHA, dando vez à nossa torcida, a Ilha é nossa! Esta final não é simplesmente um jogo, é uma GUERRA, e como guerra temos que recorrer a novas manobras, se em São Januário-RJ, sofremos pela ação da diretoria do Vasco e omissão das autoridades locais, façamos o mesmo aqui. Apologia à violência? De jeito nenhum, apenas quero este título, a qualquer custo.

Desculpe a baixaria. Fiquei em dúvida em dar espaço para este pusilânime, mas entendi que este tipo de comportamento deve ficar registrado para que possamos combater os guerrilheiros retrógrados que ainda existem neste país.


Nessa, nem no divertido “Esporte em Discussão” discordaram do Fernando Sampaio. Tenho certeza que a corretíssima equipe da Pan assinou em baixo. É uma pena que permitam que alguém com a caneta na mão faça deste instrumento uma arma. Será que o Jornal do Commércio se pronunciou? Lamentavelmente, parece que está longe o tempo em que se voltará a ter famílias nos estádios assistindo a uma partida de forma verdadeiramente segura, e que o futebol seja um instrumento de paz e entretenimento, não essa dita “guerra” pregada.

O Saci como mascote da Copa

Tem gente que possui uma habilidade incrível de escrever. O Torero, da Folha de São Paulo, é um desses caras que admiro por essa facilidade. Abaixo, leia o texto brilhante, nacionalista e simpático sobre a escolha do mascote da Copa Brasileira. Depois diga: o homem não escreve fácil mesmo? E, mesmo dentro deste texto “brincalhão”, responda se quiser: qual sua sugestão para mascote da nossa Copa?

Extraído de: www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1006200819.htm&COD_PRODUTO=7

Faltam só seis anos para a Copa no Brasil. É preciso melhorar a infra-estrutura de transportes, ampliar a rede hoteleira, reformar estádios e o escambau… Mas o mais importante, o fundamental, a condição sine qua non para que a Copa seja um sucesso é uma só: escolher um bom mascote.
Geralmente os mascotes de eventos esportivos são uns tipos bobos, no estilo fofinho-sem graça. Creio que o único que é lembrado até hoje é o Misha, dos Jogos Olímpicos de Moscou, que derramou uma lágrima na cerimônia de encerramento e gerou um “ohhhh….” mundial.
Mas é uma exceção. Alguém lembra do Footix, da França, do Gauchito, da Argentina, ou dos três Spheriks, da Copa de 2002? Eu não lembrava. E só escrevi seus nomes graças a São Google.
Mas em 2014 temos a chance de fazer algo diferente, algo que simbolize o Brasil e fique marcado na memória dos torcedores de todo o mundo, algo que venha da cultura popular e traduza o que é este país.
Pois bem, pernicurto leitor e pernuda leitora, antes que marqueteiros venham com Pelezicos, Bolitos e Brazukas, proponho: o Saci!
Ele é a síntese da formação do povo brasileiro. Nasceu com os índios das missões jesuíticas (com duas pernas), foi adotado pelos negros e perdeu uma delas (há várias versões para isso, mas a que mais gosto é a que diz que ele estava preso por grilhões e preferiu ser um perneta livre a um escravo com duas pernas) e, por fim, ganhou um gorro vermelho dos imigrantes europeus (objeto típico de vários mitos brancos, como o Papai Noel, mas também era usado pelos republicanos, durante a Revolução Francesa e, na Roma Antiga, pelos escravos que se libertavam).
Só não há orientais em sua gênese, pois eles chegaram ao Brasil já no século 20. Porém, há relatos que um tal de Sacimi ou Sashimi ronda o bairro da Liberdade.
Além de representar a mescla brasileira, também reflete um tanto de nossa alma: é pelado e brincalhão.
Seria sensacional que um mascote de uma Copa fosse negro e com uma perna só. Outra vantagem é que o Saci já tem tradição na luta contra inimigos estrangeiros. Seu dia é o 31 de outubro, mesma data do Halloween, mania estranhíssima que está entrando em nossas escolas.
Os gremistas são os únicos que podem torcer o nariz, já que o Saci é associado ao Internacional (e também, façamos justiça, ao Social Futebol Clube, em Coronel Fabriciano-MG), mas, como o mito nasceu no Sul, pode ser que os tricolores perdoem esta falha.
O Saci ficou esquecido por um bom tempo, mas no começo do século passado foi revitalizado por Monteiro Lobato, nosso maior escritor para crianças, e hoje tem até uma ONC dedicada a ele (não é ONG, é ONC mesmo, de Organização Não-Capitalista), a Sociedade de Observadores de Saci, a Sosaci.
A idéia é brilhante e, assim, obviamente não é minha. Ela me foi passada pelo jornalista Mouzar Benedito (com quem revezo a última página da revista do Brasil), mas desde o primeiro momento abracei-a como se fosse minha (azar do Mouzar).
Unamo-nos nesta nobre cruzada. Abaixo os mascotes fofinhos!
Viva o Saci!
O Saci dá pé!

Fonte: José Roberto Torero
Folha de São Paulo

A polêmica entre Cruzeiro e Vasco

Muitos acompanharam o lance que gerou polêmica na partida entre Cruzeiro X Vasco, pelo Brasileirão, apitado pelo Wilson Souza Mendonça – PE. Na jogada, o atacante cruzeirense chuta a bola em direção ao gol, o goleiro Thiago do Vasco amortece-a com as mãos, espalmando-a; em seguida, calmamente, domina com os pés e fica esperando alguém disputar a bola. Na aproximação de um adversário, agarra a bola em definitivo. Incontinente, o árbitro marca tiro livre indireto.

Para muitos, surpresa; para outros, ignorância; para poucos, entendimento rápido da regra.

Será que o fato de espalmar a bola com a mão e só depois de um certo tempo agarrá-la, é um “bi-toque”? No primeiro lance seria uma defesa parcial que se concretizou posteriormente e o árbitro estaria errado? Ou não necessariamente deveríamos entender defesa o uso das mãos, mas perceber que a posse de bola (quando tem pleno domínio com os pés) já possibilita que a bola esteja em jogo, impossibilitando agarrá-la novamente?

Aos colegas árbitros, o entendimento pode ser claro. Mas aos amigos futebolistas e torcedores apaixonados, pode demorar um pouco para entender. Abaixo, reproduzo material da CA-CBF, do presidente Sérgio Correa da Silva, que esmiuçou a regra para mostrar e clarear a mente dos apitadores. Parafraseando o comentarista e ex-árbitro Arnaldo César Coelho, a regra é clara. Veja:

De acordo com a Regra 12, “FALTAS E INCORREÇÕES”, no item INFRAÇÕES DE GOLEIRO, em instruções às “Regras do jogo e diretrizes para árbitro“, o texto é o seguinte:
” O GOLEIRO NÃO PODE TOCAR A BOLA COM SUAS MÃOS EM SUA PRÓPRIA ÁREA PENAL, NAS SEGUINTES CIRCUNSTÂNCIAS:
* SE ELE VOLTA A TOCAR A BOLA COM AS MÃOS, DEPOIS DE TÊ-LA POSTO EM DISPUTA E ANTES DE A BOLA TER TOCADO EM OUTRO JOGADOR.
– CONSIDERA-SE QUE O GOLEIRO CONTROLA A BOLA AO TOCÁ-LA COM QUALQUER PARTE DE SUAS MÃOS OU BRAÇOS, EXCETO SE A BOLA REBATE ACIDENTALMENTE NELE, POR EXEMPLO DEPOIS DE HAVER EFETUADO UMA DEFESA;
POSSE DE BOLA INCLUI O ATO DE O GOLEIRO AMORTECER INTENCIONALMENTE A BOLA;
Abs.
Sérgio Corrêa

 

Aos amigos que faziam muita confusão e em especial ao do telefone inoportuno a noite: Clareou? Entendeu? Quer que desenhe (isso foi irônico)? rsrsrs

Qualquer dúvida, aberto a debates.

A impunidade galopante

Que país é este em que a memória curta, a sensação de impunidade e o desrespeito ao cidadão se fazem insistentemente presentes?

Lembram do Marcos Valério, o “carequinha do Mensalão”? O “homem do dinheiro”, que deu propina a muitos políticos e juntos assaltaram os cofres públicos? Veja o que a Justiça decidiu sobre ele:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL594671-5601,00-JUSTICA+DE+BH+CONDENA+MARCOS+VALERIO+POR+FALSIDADE+IDEOLOGICA.html

Justiça de BH condena Marcos Valério por falsidade ideológica
Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão, foi condenado pela Justiça mineira por crime de falsidade ideológica. Ainda cabe recurso da decisão do juiz Walter Luiz de Melo, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
Segundo a assessoria da 4ª Vara Criminal, a condenação não tem relação direta com o mensalão. Marcos Valério foi condenado a um ano de prisão em regime aberto, mas a pena foi substituída por multa de dois salários mínimos, em favor de uma igreja, e prestação de serviço comunitário durante dois anos.
Segundo a denúncia, a agência de publicidade SMP&B, da qual Marcos Valério era sócio, fazia a emissão de notas fiscais frias para uma empresa prestadora de serviços. Com isso, a SMP&B teria a possibilidade de conseguir abatimento de impostos.
Segundo denúncia do Ministério Público, mais sete pessoas foram acusadas de emissão de notas fiscais para uma empresa de prestação de serviços simulando trabalhos realizados pela empresa de agosto de 2002 a novembro de 2003.
Todos foram denunciados por crime de falsidade ideológica. No entanto, segundo a Justiça, cinco acusados aceitaram proposta de suspensão do processo, prevista em lei dos juizados especiais para crimes cuja pena mínima é igual ou menor a um ano.

Praticar a lavagem de dinheiro que fez , envolver tanta gente e parar o país, e isso custará apenas 2 salários mínimos. Isso faz com que se roube muito, pague-se um bom advogado e ainda sobre uns bons trocados! Agora, a pergunta que não cala: dos inúmeros processos, quanto tempo ele vai realmente pagar?

É assim que se faz a Diferença

 

Muitas vezes nos achamos incapacitados em promover o bem, muito menos em mudar a vida do próximo. Ao menos tentar! Veja, abaixo, a trajetória do padre James Crowe, ou simplesmente, padre Jaime.

(extraído de Revista Época: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI5301-15228,00-MUITO+MAIS+QUE+UM+PADRE.html)

James Crowe nasceu na Irlanda, em 1945, e cresceu na área rural no condado de Clare. A cidade mais próxima tinha 50 mil habitantes e ele não se recorda de jamais ter encontrado a porta de casa trancada. Alternava os estudos com o trabalho na fazenda da família, onde ordenhava as vacas, plantava batata e jogava futebol com os nove irmãos. Católicos como a maioria dos irlandeses, seus pais não perdiam a missa aos domingos. Aos 17 anos, James teve de se decidir entre a faculdade de Agronomia e o seminário. Os amigos missionários que traziam histórias de comunidades isoladas na África o convenceram a optar pelo seminário. No ano em que foi ordenado padre, porém, o papa João XXIII cobrava mais atenção à América Latina. Assim, aos 24 anos, James desembarcou em São Paulo.

Quatro décadas depois, o padre Jaime atravessa o centro do Jardim Ângela, na periferia de São Paulo. O bairro de 280 mil habitantes foi considerado o mais violento do mundo em 1996 pelas Nações Unidas. Uma moradora se aproxima para cumprimentá-lo. Ele segura sua mão, dá um beijo e pede a bênção. Ela ri: “Bença o senhor, padre!”. A um quarteirão da igreja, ele entra na base de Polícia Comunitária, aperta a mão de todos e brinca com um palmeirense. “Esse aí veio da Europa torcer pelo Corinthians”, diz o policial. “Tem de ter mais classe, padre. Save the Queen!” Padre Jaime o corrige: “God save the Queen!” (“Deus Salve a Rainha”, nome do hino da Inglaterra). E retoma o português carregado de sotaque: “O senhor sabe que essa frase é considerada uma ofensa na Irlanda?”. Os dois dão risada. A parte sul da Irlanda, onde o padre nasceu, se tornou independente da Inglaterra em 1922.

A auto-ironia e o carisma são os principais instrumentos de Jaime (como é chamado pelos íntimos) em sua missão ao Brasil. Atravessar o quarteirão e entrar na polícia é uma de suas conquistas. Em 1996, ele decidiu que, como padre do bairro mais violento do mundo, não podia seguir apenas “enterrando e rezando missa de sétimo dia”. No dia 2 de novembro daquele ano, Dia de Finados, organizou a Caminhada pela Vida e pela Paz, que refazia o trajeto ao qual já estava habituado: da igreja ao cemitério. Ao contar 5 mil pessoas andando a seu lado, viu o potencial de mobilização que o tema gerava. Liderou então a criação do Fórum em Defesa da Vida e pela Superação da Violência, grupo que até hoje enche os bancos da igreja toda primeira sexta-feira do mês. São mais de 200 entidades e organizações sociais da região. Juntas, ganham poder de reivindicação diante do governo. Graças ao grupo, o bairro ganhou seu primeiro hospital neste ano.

Nas primeiras reuniões do Fórum, padre Jaime lançou a necessidade de uma polícia diferente. “Aqui só chegava a Rota, naquelas viaturas escuras, com metralhadoras para fora, amedrontando o povo”, afirma. Entre reuniões na igreja e no governo do Estado, falava sobre uma polícia que conhecesse os moradores e fosse conhecida por eles. Em 1999, o modelo foi implementado por meio da Polícia Comunitária. Uma das primeiras bases do Estado foi construída no Jardim Ângela. De lá para cá, a violência caiu 76%. O índice de homicídios chegou a 128 para cada 100 mil habitantes em 2000. Seguindo a mesma proporção, hoje está em 28. “O crime caiu em todo o Estado, mas no Ângela caiu mais graças à parceria com o grupo de Jaime”, afirma o sociólogo Túlio Kahn, coordenador de análise e planejamento da Secretaria de Segurança Pública. “O bairro virou vitrine de como a sociedade e a polícia podem trabalhar em conjunto”. A base do bairro hoje localiza criminosos foragidos por causa de denúncias feitas pela população. A última chegou em uma bola de papel, jogada pela janela dos fundos da base.

“Eu não podia continuar apenas enterrando e rezando missas de sétimo dia”
Quando recebe chamados de mulheres que sofrem violência doméstica ou crianças vítimas de abuso sexual, a polícia encaminha as vítimas para a Sociedade Santos Mártires, da qual o padre é presidente. Além desses serviços, a entidade tem 30 núcleos de atendimento entre creches, cursos profissionalizantes e uma unidade de internação para dependentes químicos. A rede chega a 11 mil moradores por mês.

A rotina do padre Jaime ficou corrida, ele lamenta não conseguir mais tomar cafezinho com os vizinhos. Só consegue relaxar no fim do dia, quando senta para tomar caipirinha com os amigos. Sempre que tem tempo, acende seu cachimbo. “Só fumo Irlandês”, diz, mostrando a palha que, apesar do nome, é uma marca feita no Brasil. “O pessoal aqui o chama de padre do cachimbo e da caipirinha”, diz Fábio Vicente de Souza, que trabalha na administração da Sociedade.

Ano sim, ano não, padre Jaime volta à Irlanda para ver a família, que mora na mesma fazenda de sua infância, e celebrar o casamento dos sobrinhos. Já casou 12. A viagem serve para “não deixar os olhos se acostumar” com os problemas do Jardim Ângela: “Os rostos de fome, as casas sem acabamento… O maior pecado é achar isso normal”.

Padre Jaime carrega o espírito da Igreja que encontrou quando chegou ao Brasil em 1969. No auge do regime militar, desembarcou uma semana depois da prisão de um grupo de padres dominicanos que apoiavam a resistência à ditadura. No ano seguinte viu dom Paulo Evaristo Arns assumir a arquidiocese de São Paulo e vender o Palácio Episcopal para construir centros comunitários na periferia. “Era um momento positivo, totalmente diferente da Europa, onde o próprio João XXIII dizia que a Igreja estava acomodada”, diz o padre, que chama de “questionadora” sua relação atual com a Igreja.

A reportagem de ÉPOCA pede ao padre que indique uma família que simbolize a recuperação do bairro. Ele faz um longo silêncio: “Só me lembro de casos tristes”. Conta, então, a história de uma família vizinha à igreja que, em 2002, perdeu um dos dez filhos para o tráfico. Depois de orar no velório, o padre se aproximou de um dos irmãos do morto. “Olha bem para ele, Jaime”, disse o jovem de 16 anos. “Está melhor do que eu. Viver para quê?” Em menos de um ano, padre Jaime estava de volta ao cemitério para rezar pelo corpo do jovem desencantado, morto pelo tráfico como o irmão mais velho. “Os pais desses meninos estão deprimidos até hoje”, afirma. “Não há o que se diga para consolar”. Padre Jaime sabe que recuperar famílias que enterraram seus filhos é mais difícil que reduzir índices de violência. É missão para o padre, o militante, o vizinho e quantos papéis mais ele conseguir desempenhar.

 

Lee Siegel e os idiotas da internet

 

O articulista do Los Angeles Time, Lee Siegel, discutiu recentemente sobre o que há de inteligente na Web. E seus comentários são surpreendentes! Por exemplo: Na China, há milhões de blogs, que quase ninguém lê. Lá se escreve de tudo, das verdades às mentiras, e, principalmente, muita bobagem. Qual a serventia dos blogs? A quem os posts interessa? Literalmente, ele disse que “os blogs são como o espelho de Narciso na tela do PC. As pessoas vêem o reflexo da própria perdição (…) Se pudesse, proibiria as pessoas de escreverem sobre pseudônimos”. Quanto ao Google, disse que “Ele é assustador, pois compra a alma das pessoas e as vende para as empresas. Seu negócio é virá-las pelo avesso, e dominar a cultura da busca”.

Ousado esse Lee, não? Mas será que muitas das suas afirmações não são realmente verdadeiras? Há realmente muita bobagem na Web?

Os truculentos da bola

Lamentáveis as cenas do Estádio dos Aflitos. O destemperado jogador André Luís, do Botafogo, e a Polícia Pernambucana, sem dúvida, exageraram.
Após levar o segundo cartão amarelo e conseqüentemente o cartão vermelho (corretamente aplicado pelo colega Wilson Luís Seneme, por ter agindo com um carrinho o adversário), o atleta saiu de campo fazendo gestos ofensivos com o dedo e arremessou uma garrafa de água contra a torcida (segundo imagens da TV Globo). Um atleta profissional deve ter consciência do seu comportamento, e suas atitudes são inadmissíveis. Aliás, em 3 jogos que assisti, jogadores deram carrinho no adversário, levam cartão e demonstraram uma antidesportividade imensa (e, porque não, uma grande cara-de-pau) alegando que foram na bola e protestando com socos no ar. Não pode virar moda!
Agora, a polícia exagerou ao usar spray de pimenta e prender o atleta. Sinceramente, precisava de tudo isso? O ambiente esportivo do futebol tem sido trocado por um ar odioso de contendas e batalhas, o que é muito triste para o país que sempre desfilou o futebol-arte…
Para quem não viu a confusão, eis o link extraído de Teera Esportes:

http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2008/interna/0,,OI2921730-EI11421,00-Confusao+rende+pena+de+R+mil+a+Andre+Luis.html

O Melão Tentador

Amigos, compartilho o brilhante texto do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, a respeito do Árbitro de Futebol:

(extraído de http://veja.abril.com.br/051005/pompeu.html)

 

O Melão Tentador,

Variações em torno desse singular exemplar do gênero humano que é o juiz de futebol :

 

Antes, eles só se vestiam de preto. Já no uniforme se denunciavam como figuras cavernosas, urubus azarentos, anjos maus do luto e do agouro. Depois, assim como os padres, foram liberados do traje funéreo. E os juízes de futebol passaram a se apresentar com camisas e calções de outras cores. Numa outra e mais revolucionária mudança, e ao contrário do que acontece entre os padres, mulheres passaram a ser admitidas em seu meio. Uma coisa, porém, não mudou por mais que as camisas sejam azuis ou amarelas, em vez de pretas, e as coxas sejam roliças e suaves, em vez de ásperas e peludas. O juiz é um salafrário. Todo juiz é culpado até prova em contrário. Pensando bem, é culpado mesmo com prova em contrário.
Já quando ele entra no gramado, é recebido com vaia. Não há caso similar, em nenhuma outra atividade humana. É a “vaia preventiva”, como bem chamou o colunista Luiz Zanin, no Estado de S. Paulo. Os minutos que antecedem o jogo são festivos. Ninguém ainda tem motivo para queixa. As torcidas cantam. Paira no ar aquela eletricidade em parte feita de alegria, em parte de tensa expectativa. Então desponta em campo “sua senhoria”, como era chamado, ou talvez ainda seja, pela crônica esportiva, e desaba sobre ela, bem como sobre os bandeirinhas, que a escoltam, uma vaia estrondosa, avassaladora, acachapante. É o único momento em que o estádio todo se une. Durante o jogo o juiz será vaiado por uma ou outra torcida, mas agora são as duas juntas, e mesmo os eventuais neutros, e talvez até os estrangeiros presentes sem outro propósito senão fazer turismo, que se irmanam num desmoralizante uníssono. Trata-se de um dos mais antigos e mais sagrados rituais do futebol. Ele não fez nada ainda, nem de certo nem de errado. Por isso mesmo, merece vaia.
A quadrilha dos gramados denunciada na última edição desta revista pôs em evidência essa extraordinária variante do gênero humano que é o juiz de futebol. Que culpas, que necessidade de expiações colossais leva alguém a abraçar tal profissão? Um comercial de televisão de pouco tempo atrás mostrava Ronaldinho Gaúcho, ainda menino, metido num uniforme de juiz e de apito na boca. “Eu não queria ser jogador, queria ser juiz”, dizia ele. Até que um dia chutou uma lata de refrigerante e descobriu sua verdadeira vocação. O comercial provocava pasmo e hilaridade, menos pelo paradoxo de um craque, e um craque do calibre de Ronaldinho Gaúcho, estar a apregoar que queria mesmo era ser juiz, mas, mais ainda, pelo fato de um garoto dizer que queria ser juiz. Não há isso. Juiz de futebol é profissão com a qual não se sonha na infância.
Um juiz pode ser honestíssimo, a grande maioria deles sem dúvida é honesta, mas o protótipo da classe, irremediavelmente, é o juiz ladrão. Sobre esse personagem correm, desde os primórdios do futebol, lendas espantosas. Há a história do juiz tão ladrão, mas tão ladrão, que se vendeu para os dois lados, e passou o jogo todo roubando descaradamente, ora para um time, ora para o outro. Aparentada a essa é a do juiz tão ladrão, mas tão ladrão, que os times costumavam juntar-se e pagar-lhe um contra-suborno, para que não roubasse.
No atual escândalo, dignos de entrar no repertório são os casos em que o juiz Edilson Pereira de Carvalho confessa que não conseguiu roubar como queria. No jogo Juventude x Figueirense, ele devia fazer o Juventude ganhar, mas ganhou o Figueirense – 4 a 1. “O Edmundo jogou demais”, desculpou-se. No jogo Santos x Corinthians, o serviço devia ser feito para o Corinthians, mas ganhou o Santos – 4 a 2. As escutas telefônicas revelam um Edilson abatido com o fracasso e ansioso por se recuperar no jogo seguinte. Estava em jogo sua reputação. Ele não podia suportar o vexame da inépcia na prática da ladroagem.
O juiz desonesto, nos tempos heróicos do futebol, era chamado pelo romântico qualificativo de “gaveteiro”. No futebol de São Paulo, fama de gaveteiro por excelência coube durante muitos anos a um personagem célebre em seu tempo, João Etzel Filho. É atribuída a ele uma história aproveitada no filme Boleiros, de Ugo Giorgetti, aquela em que o juiz cansa de mandar repetir um pênalti, batido por um jogador inepto, e decide, ele próprio, impedir aquele jogador de tentar de novo. Que o time arrumasse outro cobrador. Etzel não chegou a admitir que roubava, mas se vangloriava de saber apitar “politicamente”. Seja lá isso o que for, não deve ser boa coisa.
Uma vez, durante um jogo Palmeiras x Portuguesa, um torcedor junto do alambrado insistia em chamar a atenção de Etzel para um melão que tinha na mão. O juiz olhava para o torcedor e este lhe apontava o melão. Olhava, e lá vinha o melão. Terminado o jogo, Etzel foi perguntar ao homem que diabos significava aquilo. O torcedor explicou: dentro do melão estava escondido um dinheiro para sua senhoria. Etzel, ao contar essa história, dizia que reagiu indignado e denunciou o caso à federação, mas sabe-se como é – melão, assim como mensalão, só se oferece a quem se sabe de antemão que tende a apreciá-los.

 

Feliz Aniversário, Zé Bombinha

Tivemos o prazer de comemorarmos os dois anos de trabalho do nosso Auto Posto Harmonia. Após oito anos de dificuldades financeiras na construção, e de muito empenho do nosso dedicado pai, que sempre nos ajudou muito, nosso comércio vem trabalhando sempre corretamente, com ética, respeito aos funcionários e aos clientes, mesmo em um ramo onde a acirrada e desleal concorrência se faz presente. Mas com dedicação e honestidade, tudo flui satisfatoriamente. Obrigado aos amigos que nos prestigiam! Parabéns ao nosso mascote, o Zé Bombinha, e obrigado a Deus, que sempre nos ajuda e socorre!

O Bom Filantropo

Passos, pequeno município do sul de Minas Gerais, está se mobilizando para a construção de um hospital especializado em oncologia infantil. A comunidade está engajada, e parceiros da região organizarão uma “festa da solidariedade”, onde acontecerão shows beneficentes por 10 dias. Entre os artistas, foram convidados KLB, Gino e Geno, entre outros, que graciosamente cederam seus cachês. A grande atração seria a cantora Ivete Sangalo, que daria um desconto no seu cachê, cobrando módicos 400 mil reais. A justificativa é que, se todos que pedissem colaboração em shows beneficentes fossem atendidos, a agenda ficaria lotada de espetáculos gratuitos (não julgarei tal situação).
Entretanto, na surdina e sem alarde da sua marca, o empresário Antonio Ermírio de Moraes doou 400 TONELADAS de Cimento, outras tantas de Cal e Vergalhões. Tal ação poderia ser de responsabilidade social, valorizando a marca do seu grupo, Votorantim. Entretanto, pode-se chamar de solidariedade, pois o bom filantropo disse que não era publicidade, pois sua doação era “ajuda mesmo” às crianças com câncer.
É bom ver tais exemplos em nossa sociedade.

O Golaço Literário de Daniel Piza

 

Abaixo, um belíssimo texto do colunista Daniel Piza, do Estadão, intitulado “Uma Seita Chamada Futebol”, extraído do OESP, Caderno Aliás, 23/10/2005. Para quem gosta do esporte bretão, é leitura obrigatória!

UMA SEITA CHAMADA FUTEBOL

Não é de hoje que o espectro do fanatismo ronda o futebol. É um equívoco pensar que ele é fruto da “globalização” ou coisa que o valha. Não só o futebol, mas todos os esportes têm dado corda para sentimentos de agressão, bastando lembrar da apropriação que os nazistas fizeram do tal “espírito olímpico”, segundo a qual a vitória em um jogo vinha da virtude de uma raça. O futebol, esporte mais popular do mundo porque mais imprevisível e, logo, mais passional, há muito tempo é envolvido pelo comportamento irracional de que os indivíduos são capazes quando em massa. Um estádio cheio para um clássico povoado de rivalidade – de bairro, cidade ou nação – é um convite para a histeria coletiva, para a conversão do cidadão em vândalo.

Veja os hooligans da civilizada Inglaterra, fenômeno paralelo ao dos punks que brotaram dos subúrbios da monarquia e sua fantasia. Eles emergiram nos anos 70 e foram combatidos nos anos 90, mas não desapareceram. Veja as brigas entre gangues de adolescentes em cidades como São Paulo. Verdadeiras batalhas, como as desta semana, já causaram muitas mortes a socos e pauladas. Veja o racismo e a xenofobia da torcida de clubes riquíssimos como Real Madrid, Roma, Chelsea e Bayern. Craques do porte de Henry e Ronaldo são xingados de “macacos” até pelos torcedores do próprio clube ao qual vendem seu talento. Veja a atitude das torcidas uniformizadas, com seus gritos de guerra embebidos em álcool. Caminham para o estádio como para uma arena romana, sonhando em ver o animal derrotar o homem mais uma vez.

Num ótimo livro de jornalismo, Entre os Vândalos, Bill Buford mostrou como o comportamento do torcedor é ditado pelo dos outros. É a velha história do indivíduo medroso que, em turma, vira corajoso. São como hienas em bando. Não por acaso os torcedores mais violentos são jovens em geral, de 15 a 25 anos; sua combustão hormonal explode no coquetel de confronto, cerveja e cafajestismo. Eles pertencem a todas as classes sociais, mas têm em comum o gosto pela demonstração fácil de poder, a indiferença para com o outro.

Mas não são apenas as minorias que tomam um espetáculo de futebol como ocasião para descarregar suas frustrações afetivas. Veja também como se comportam muitos jogadores, mais interessados em chutar canelas do que a bola. E muitos comentaristas, que criticam a seleção quando perde, empata ou ganha por pouco, sempre cobrando dela a honra nacional. E os antropólogos de botequim, incluído o presidente da República, que defendem o futebol brasileiro como expressão da tal democracia racial, do “povo eleito” pela mestiçagem. E a grande maioria dos torcedores, que sofrem durante o jogo, que na derrota perdem o humor a ponto de parecer humilhados e na vitória se sentem superiores aos outros. O “meu” time ganhou do “seu” – os pronomes possessivos não deixam dúvida quanto à natureza moral da sensação.

Em certo sentido, a graça do futebol é também sua desgraça. Como esporte, serve justamente para desviar energias físicas, para driblar impulsos agressivos que todo ser humano possui e tem de escoar de alguma forma. Durante muito tempo a religião, com um poderoso sistema institucional, e a ideologia, seu substituto histórico, foram os estádios enganosamente seguros para a sensação de pequenez e incompreensão. Hoje o mundo está fragmentado e pragmático, sem a suposta “coesão moral” que dá saudade nos conservadores. Os nacionalismos perderam um pouco da força política, e a indústria do entretenimento ajudou a derrubar teses e regimes autoritários, a começar pelos socialistas. Mas os instintos indomáveis da natureza humana não se aquietaram. Os conflitos aparecem sublimados na forma dos espetáculos esportivos; ao mesmo tempo, porém, são realimentados por eles, por caminhos mais complexos, nem por isso menos cruéis e fascistóides. São provas de que o tribalismo medieval sobrevive à tecnologia.

É preciso, então, distinguir o torcedor do torcedor fanático. O torcedor é alguém que sabe que o esporte representa uma dimensão incontornável da linguagem humana, de seu espírito de bravura corporal que pode ser traduzido em beleza, diálogo entre povos, expansão das faculdades e da sensibilidade. Como Jesse Owens provando para Hitler que um negro não é inferior a um branco. Como turcos e coreanos se abraçando depois de uma partida na Copa da Ásia em 2002. Como a seleção brasileira abrindo em agosto do ano passado um clarão de alegria no cotidiano bárbaro do Haiti – história agora contada por Caíto Ortiz, João Dornelas e Fábio Altman no documentário O Dia em Que o Brasil Esteve aqui, que faz parte da Mostra BR de Cinema.

Pense, enfim, em Pelé, Muhammad Ali, Michael Jordan e Ayrton Senna indo além dos clichês universais como técnica x tática, prosa x poesia, inspiração x disciplina e, claro, civilização x raça. Sua conjugação ética de arte e combatividade, em suma, fala alto à ambição do ser humano desde os pré-socráticos.

Já o torcedor fanático é alguém que confunde torcer com distorcer, que espera do futebol a salvação que as religiões prometem, agora em versão auto-ajuda. Por isso os goleiros são comparados com santos; os grandes artilheiros “operam milagres”; as massas entoam hinos e salmos; as mãos com unhas roídas colam palmas em clamor aos céus; os ídolos sugerem alternadamente a glória e a perdição. O que era para ser divertimento e ensinamento termina sendo credulidade e catarse. Inábil para lidar com emoções fortes, para tomar decisões adequadas no calor da hora como o craque dentro de campo, o ser humano continua chutando a razão para escanteio.

(Primeira versão publicada na revista Homem Vogue, em maio de 2005)

 

Labirintite: não a deseje nem ao pior inimigo!

Puxa, após um longo período sem sua presença, ela voltou. Não perdoa, judia; não dá trégua, pune. Tira do equilíbrio físico e a disposição. Quem é ela? Minha labirintite de estimação, que há muito não aparecia! E aí, ela vem com os enjôos de um lado, com as tonturas de outro… e dá-lhe dramim! Que porcaria! Mas após um pouco de soro já estou pronto para outra! Bom, estarei… amanhã. Porque hoje ainda não paro em pé! Bom finzinho de tarde!

Parada Gay: qual o propósito?

 

Neste final de semana, haverá a Parada Gay em SP, e são esperadas 3 milhões de pessoas, sendo que a prefeitura municipal distribuirá 1 milhão de preservativos (o que sugere que 1/3 poderão fazer sexo seguro). Mas esta não é a questão levantada. A questão é o respeito a dignidade, que parece ser esquecido. Há quase 1 ano, neste espaço, fiz uma observação que permanece atual. Abaixo:

Post de 13.06.2007, em

http://rafaelporcari.blog.terra.com.br/parada_homo_x_parada_hetero#comments

Parada Homo X Parada Hetero
Fico pensando sobre toda essa manifestação dos grupos GLTB durante a Parada Gay. E chego a conclusão de que tal evento nada mais é do que um carnaval homossexual, sem atender aos propósitos da causa defendida.

O lema pregou o fim da Homofobia e respeito aos direitos dos homossexuais. Mas como levar a sério, se os manifestantes estão sambando a um volume inaudível, com fantasias diversas e outros praticamente nús?

Ligo a TV e vejo um moreno, em cima de um trio elétrico, apenas de mini-saia. Onde está a defesa da manifestação? Onde estão as faixas reinvindicando os direitos gays?

No sábado anterior, houve uma caminhada lésbica na Av Paulista, com aproximadamente 200 pessoas, em defesa do direito das homossexuais. Sinceramente, este protesto tem muito mais respeito e dignidade do que os 3 milhões da Avenida Paulista. Elas protestaram, os outros festejaram.

Respeito o homossexual, mas não faço defesa da prática. A opção sexual de cada um deve ser discreta, respeitosa, para que não se torne vulgaridade ou promiscuidade. A Parada Gay se tornou uma festa de apologia, libertinagem e pornografia, aceita pela mídia e pelos grupos empresariais que querem negociar com este público consumidor.

Já imaginaram a repercussão de uma parada de 3 milhões de heteros, fazendo apologia a heterossexualidade? Seria condenada por muitos.

A causa que poderia ser cidadã parece se tornar libertina. Infelizmente.

A Fanfarronice Antidesportiva

 

Abaixo, impelido pelo desejo de compartilhar possível fato lamentável do futebol (esporte do qual nós árbitros convivemos em nosso honesto trabalho, cujo sentimento sobre o fato a seguir certamente a maioria repudia), envolvendo a marmelada (e uso esse termo já que o TJD da FPF impugnou o jogo) da partida que classificou para a séria A1 as equipes do Oeste e Mogi Mirim, no quadrangular decisivo da A2.

Segue texto do respeitadíssimo jornalista Mauro Beting, publicado no Jornal Lance de 16/05/2008, em sua coluna:

(Nota – não opino sobre o texto por conduta ética e impedimento de minha atividade, apenas expresso o lamento da situação antidesportiva, e parabenizo o Tribunal de Justiça pela decisão – não entrando no mérito de defender ou não a eliminação das equipes, como alguns têm feito, pelos mesmos motivos que me impedem de tecer tais comentários, apesar de ter meu juízo já formado)

Tropa de elite – É o futebol brasileiro fanfarrão que pede pra subir

Segundona paulista: intervalo de Mogi Mirim x Oeste. O empate sem gols classifica para a Série A-1 o time de Itápolis. O dono da casa também voltaria à elite se o Atlético Sorocaba vencer o clássico contra o São Bento, realizado ao mesmo tempo.
Quer dizer… Quase: porque o goleiro Fernando (Mogi) “torce” o tornozelo na volta do vestiário. Quando se “recupera”, Gledson, goleiro do Oeste, tem um “problema” e cai no gramado. Rindo, o árbitro Guilherme Cereta de Lima vai até ele para acelerar o reinício de jogo.
Enquanto isso, os treinadores Argel (Mogi) e Roberto Fonseca (Oeste) conversam… Argel diz que relembram histórias dos tempos de jogadores… Época em que era comum o arranjo de resultados.
Aos 25 minutos, Gilberto abre o placar em Sorocaba. Um a zero Atlético. O resultado classifica Oeste e também o Mogi. Bastaria manter o empate entre eles. Ao saber do gol que classifica os dois, o treinador do Oeste exulta:
– Ó, meu Deus! Que maravilha!!! Argeeeeel!!!!
E berra para o treinador do Mogi. Na maior cara-dura. Eles que já mandavam sinais de arranjo na fuça do quarto árbitro(Jorge Torres) não se seguram: abertamente trocam idéias e orientações. Os times, então…
Até o final do jogo, dos 25 aos 45min43, apenas duas bolas são cruzadas na área do Oeste. E só. O Mogi chega a ficar quase 9 minutos com a bola aos pés, na defesa. Nem o River Plate dos anos 40 tinha tamanha posse de bola!
Aos 30 minutos, a própria torcida do Mogi começa a vaiar. Aos 34, o artilheiro Luizinho vai entrar em campo, pelo Oeste. Perguntado pela reportagem se ele entraria pela primeira vez na carreira para NÃO fazer um gol, desconversa. E, só depois do fim do jogo, admite que a ordem para segurar a bola vinha lá de cima. Não do céu, claro.
Luizinho leva três minutos para entrar: a bola não sai, não há falta, não há chute. Nada há de futebol. A ponto de Argel berrar para um jogador do Oeste cair no gramado, aos 42 minutos. A ponto de Fonseca reclamar com Argel de que um jogador do Mogi está indo para a área rival… Onde já se viu!? Tentar ganhar o jogo e ficar com vantagem nas finais?!
Era demais. Tanto que o assistente-técnico do Oeste foi até o banco do Mogi para conversar com Argel. No meio de uma decisão. Embora tudo já estivesse decidido.
Não foi a primeira vez. Não será a última. Mas que seja ao menos a última tão descarada, tão debochada. Que ao menos não se faça com uma encenação de segunda.

Comemorar o quê?

Hoje se recorda a abolição da escravatura no Brasil. A grosso modo, a Princesa Isabel (e esta é uma opinião bem particular) fez um DESSERVIÇO à nação. Calma, não é um comentário racista, muito pelo contrário (novamente, lembro que só deve existir uma raça, a raça humana). O questionamento se dá pelo fato de, demagogicamente, assinar uma lei libertando os negros da escravidão, e… e o quê? Simplesmente, o escravo que vivia nas senzalas estava livre, e a partir daquele momento, estava solto, sem casa, sem comida, sem dinheiro, e com alguns trapos no corpo! Não houve nenhum programa de inserção do negro à sociedade. E, até hoje, os negros pagam o preço de tal medida sem planejamento futuro nem preocupação social: Qual o percentual de negros em Universidades? Na Política? Nas artes?
Recentemente, a ONG AfroBrasil divulgou um levantamento da CNT-Sensus: no Brasil, apenas 3,3 % dos negros chegam a cargos de comando na Administração de Empresas.

A Espiritualidade nas Empresas

Na última aula, trabalhamos um tema muito interessante sobre Espiritualidade nas Organizações. Coloco  à  disposição o tema, acompanhado de um fórum de debates do Portal Exame com o Yahoo!:
http://br.groups.yahoo.com/group/vivernatural/message/526

Em sala de aula, os trabalhos sobre o assunto e a resposta à questão “O que você pensa sobre a mistura de religião e ambiente de trabalho?” trouxe uma diversidade impressionante de opiniões. Claro, todas respeitosas e anonimamente. Tentei fazer um apanhado, buscando sintetizar o que pensa a sala:

Alguns alunos citaram ser um ponto de discórdia esta mistura, alegando que isso “é um problema, pois são assuntos diferentes que tratam de coisas distintas”, pois “negócios e religião não deveriam se misturar por têm caminhos conflitantes”. Ademais, seguindo outro aluno, “o patrão fará proselitismo, pois eu mesmo quase fui convertido pelo meu chefe”, corroborando, outro trabalho disse que “é um problema o conflito de religiões no meu departamento, pois só tem fanático”.

Por outro lado, outros defenderam essa associação, pois “levar o que as religiões ensinam e o que há de bom ‘para o bem comum’ para dentro das empresas é viável”, além de que “as práticas positivistas fraternas deveriam ser adotadas em todas as organizações”. Por fim, outro aluno diz ainda que “a tolerância parte do ecumenismo e a empresa é parte dessa sociedade”, pois devemos “agir com o mesmo espírito de paz, harmonia e amizade na Igreja, em casa e no trabalho”.

Percebeu-se que muitos ponderam suas respostas no respeito a todas as crenças sem se aprofundar, pois “prudentemente eu tenho a minha religião, você a sua e ninguém questione isso na hora de trabalhar”. Ou o texto final de outros 2 trabalhos (usaram a mesma lógica na resposta) de que “política, futebol e religião não se discute”.