– Efeitos Inesperados de Remédios Populares

 

Não sou especialista em medicina, isso é notório. Mas muito me preocupa, e por isso resolvi abordar o assunto, de 2 destaques da indústria farmacêutica de efeitos inesperados de medicamentos e o uso indiscrimado.

Sabemos que há muito tempo um dos grandes problemas de sáude do Brasil é a automedicação. E “remédios comuns” são vendidos sem necessidade de receita médica. Entretanto, o uso deles sem orientação pode ser danoso. E em pauta, dois destaques: o Viagra para esportistas e o Vick Vaporub para crianças.

O primeiro, recomendado para o tratamento da impotência sexual masculina, têm sido utilizado por atletas que treinam em altitude, devido aos efeitos provocados pela dilatação de vasos sanguíneos, possibilitando melhor rendimento aos atletas. Assim, especulou-se o uso de Viagra para as equipes de futebol como Palmeiras e Grêmio, que disputarão jogos em altitudes elevadas na Bolívia. Rapidamente, os médicos dessas equipes negaram a recomendação.

Mas utilizando-se deste princípio, imagine o risco de infarto em qualquer um de nós que tome esse medicamento para nosso rendimento físico? Árbitros, jogadores e demais esportistas devem estar atentos às contraindicações. Tanto que, para o próximo ano, o uso do Viagra poderá figurar como doping pela lista ofical da Wada.

Já o segundo, o inofensivo Vick, poderia trazer efeitos nocivos ao sistema respiratório. E os argumentos médicos são interessantes: as substâncias dele trariam efeitos de recuperação e descongestionamento nasal imediato. Mas num prazo mais longo, inflamaria-se vias respiratórios pelo poder da sua ação.

Como não sou médico, compartilho tais informações nestas duas matérias abaixo, de medicamentos inofensivos mas cujo uso aleatório pode ser danoso à sua saúde:

 

MATERIAL SOBRE O VIAGRA

Extraído de: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/07/e070117032.asp

Viagra pode integrar lista de substâncias dopantes

O Viagra, famoso medicamento que estimula a prática sexual nos homens, pode entrar na lista de substâncias dopantes. Segundo o jornal As, nos Estados Unidos, dois grupos de atletas (na Pensilvânia e na Flórida) são utilizados como cobaias para que os cientistas possam saber se o consumo da pílula azul tem efeito do doping.
O experimento tem o aval da Agência Nacional Antidoping (Wada, em inglês) e, se for comprovada a tese de que o Viagra possui efeitos dopantes, a pílula será proibida entre os esportistas a partir de setembro.

As suspeitas da Wada se baseiam no fato de o Viagra poder facilitar o desempenho dos competidores em lugares de altitude elevada, além de ele ter sido detectado em um grande número de atletas de elite.

– Desconhecemos se eles usam (o medicamento) somente em sua vida privada ou para melhorar o rendimento esportivo – declarou Olivier Rabin, diretor científico da Wada, ao jornal As.

Os estudos com os esportistas norte-americanos são distintos. Em Miami, na Flórida, a intenção é verificar os efeitos do medicamento em baixa altitude, além de saber se a pílula atua de forma semelhante em homens e mulheres.

Já em Marywood, na Pensilvânia, os cientistas tentam descobrir se o Viagra melhora o rendimento dos atletas em atmosferas contaminadas, como ocorreu nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado, disputados em meio a uma grande fumaça de poluição.

Existem testes anteriores envolvendo o Viagra. Em 2004, cientistas alemães mostraram que atletas acampados no Morro Everest melhoraram consideravelmente a capacidade de se exercitarem. Em 2006, em Stanford, nos EUA, alguns indivíduos que consumiram a pílula tiveram um aumento de rendimento de 40% em provas de ciclismo de 10km em uma altitude artificial de quase 4.000m.

 

 

 MATERIAL SOBRE O VICK VAPORUB

Extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/pesquisa-revela-risco-usar-vick-vaporub-crianca-menor-2-anos-237800.shtml

 

Pesquisa revela risco de usar Vick VapoRub em criança menor de 2 anos

São Paulo – O Vick VapoRub, unguento muito utilizado para aliviar sintomas de resfriado e congestão nasal, pode causar problemas respiratórios graves em crianças com menos de 2 anos. Pesquisa publicada hoje na revista científica americana Chest afirma que o produto pode estimular a produção de muco e inflamar as vias aéreas, cenário perigoso para crianças pequenas.
A embalagem traz a informação de que o “medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 2 anos”. E acrescenta: “Para crianças entre 2 e 6 anos, consulte um médico.” Mas muitos pais não leem a indicação ou usam ainda por costume familiar. Também é comum a utilização do unguento embaixo ou dentro do nariz, prática contraindicada na embalagem – “não ingira nem coloque dentro das narinas” -, embora em letras pequenas.

A Procter & Gamble, empresa responsável pelo Vick VapoRub, divulgou nota à imprensa em que “enfatiza a importância de seguir as instruções de uso do produto conforme descritas na rotulagem” e afirmou que “trabalha globalmente com agências reguladoras e entidades pediátricas para se certificar de que os pais sigam corretamente as orientações de uso”.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o Vick VapoRub pode causar irritação das vias respiratórias e aumentar a produção de muco em pessoas de qualquer idade, mas que as consequências são potencialmente mais graves em crianças menores de 2 anos. “Vick VapoRub não faz bem para ninguém. Ele irrita as vias aéreas, o que causa um alívio imediato, mas o uso frequente pode levar o paciente a desenvolver rinite crônica”, afirma o médico Fabrízio Romano, da Academia Brasileira de Rinologia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

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