Pessoal, o Casagrande estará no próximo sábado no propgrama do Serginho Groismann. É a primeira entrevista depois que se recuperou (assim esperamos) das drogas!
Para quem torceu por ele, uma pitada do que falará no programa:
Extraído de: http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=60708
São Paulo, SP, 17 (AFI) – O ex-atacante do Corinthians, São Paulo e Seleção Brasileira, Walter Casagrande Júnior, concedeu uma entrevista emocionante e polêmica ao apresentador Serginho Groisman, durante a gravação do programa da TV Globo, Altas Horas, nesta quinta-feira. A gravação vai ao ar na madrugada de sábado para domingo.
Casagrande fez um relato sobre o envolvimento com as drogas, que o afastaram da profissão de comentarista esportivo, que exercia na emissora. Para o ex-atacante, a obsessão para fazer uso de narcóticos era mais forte do que a própria vontade.
“Cheirava e me injetava chorando, mas não achava que isso era doença. Pensava que podia parar, mas a dependência química é progressiva, fatal e incurável. Vou ter que conviver com ela até o fim da minha vida, mas nunca mais quero ter uma overdose na frente do meu filho de 12 anos”, disse Casão ao apresentador.
Apesar do desejo compulsivo para fazer uso de drogas, o comentarista só tomou conhecimento da doença após capotar com seu carro, ano passado, na capital paulista.
“Tenho 1,91m e dei entrada no hospital pesando 70 quilos, cheio de marcas de picadas nos braços. Quando acordei do coma, três dias depois, estava internado”, contou.
O filho mais velho do ex-atleta, Victor Hugo, 22 anos, também jogador de futebol determinou, depois do episódio, que o pai fosse internado na clínica de recuperação de dependentes químicos Greenwood, localizada em Itapecirica da Serra. Durante oito meses, o ex-jogador não teve contato algum com parentes ou amigos e recebeu alta somente há duas semanas.
Até a internação, Casagrande sofreu quatro overdoses. O ex-atacante revelou quais drogas utilizava e que fazia por prazer e não para tirar vantagem em relação ao desempenho nos jogos.
“Quando comecei, não foi com maconha. Eu usava cocaína e heroína. Na Itália fiquei oito anos longe das drogas. Antes, aqui no Brasil, eu usava maconha e cocaína na véspera dos jogos, gostava da sensação de prazer. Mas quando você pára de jogar, no dia seguinte não é ninguém. Senti falta daquela adrenalina, queria de volta a emoção dos estádios cheios. Foi quando caí de cabeça nas drogas“, afirmou.
Ainda este ano existe há possibilidade de que Casagrande volte a comentar jogos para a TV Globo ou para o canal fechado Sportv, também da emissora.
