O valor das medalhas e a nossa realidade

Este post vem do material fornecido do meu amigo Wilson Ferreira (sim, para quem tentou se lembrar, é ele mesmo – o Wilsinho que jogou no Palmeiras e no Paulista). Ele é técnico de futebol hoje, está residindo em Jundiaí, e pode passar um pouco da sua experiência na Europa. Lá, esteve dirigindo equipes na Hungria, fez muitos e bons contatos, e repassou essa mensagem de lá para nós.

Abaixo, o preciso e oportuno texto, tratando das mazelas dos dirigentes olímpicos:

 

A nossa realidade, muito bem escrita.

UM PAÍS QUE CAI E CHORA
James Pizarro

Sou tomado de profunda melancolia ao contemplar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas… e constatar nossa colocação no quadro de medalhas…comparar nosso país com os países que estão à nossa frente.
Fico triste ao ver que na nossa seleção olímpica de futebol existem jogadores que ganham milhões e milhões de dólares, enquanto representantes do nosso judô choram e são humilhados por não ter dinheiro para pagar o exame de faixa preta.

Fico irado ao ver o Galvão Bueno, nas transmissões da Globo, enaltecer delirantemente ‘o gênio mágico’ do ‘fenômeno’ Phelps, nadador norte-americano. .. e não falar no mesmo tom do nosso nadador Cielo, este sim, um fenômeno. Fenômeno porque treinou seis horas por dia nos três últimos anos, numa cidade do interior dos EUA, sustentado pelos próprios pais e pela generosidade de alguns amigos, pois não recebe um auxílio oficial.

Fico depressivo ao contemplar na TV nossas minguadas medalhas de bronze.

E fico pensando que, de cada mega-sena e outras loterias oficiais, o governo paga apenas 30 % do arrecado ao ganhador e propaga que os outros 70 % são destinados a isso ou aquilo, sem que a gente possa fiscalizar com nitidez essa aplicação.

Estou por completar 66 anos. E desde pequenino tem sido assim. Lembro do Ademar Ferreira da Silva, nosso bicampeão olímpico do salto tríplice que foi competir tuberculoso !

E jamais me sairá da mente o olhar de estupor de Diego Hipólito caindo de bunda no chão no final da sua apresentação, quando por infelicidade e questão de dois segundos deixou de subir ao pódio. E de suas lágrimas pedindo desculpas, quando ele não tem culpa de nada. Das lágrimas de outros atletas brasileiras dizendo que não deu. Pedindo desculpas aos familiares e ao povo.

Meus Deus !

Será que vou morrer vendo um povo que só chora e pede desculpas ?

Será que vou morrer num país que se estatela de bunda no chão, enquanto os políticos roubam descadaradamente e as CPIs não dão em nada ?

Será que vou morrer num país que se contenta com o assistencialismo e o paternalismo oficiais, um povo que vende seu voto por bolsa-família e por receber um botijão de gás de esmola por mês ?

Até quando, meu Deus

Estás Entre Nós

Muitas vezes sentimo-nos desesperançosos. Nestes momentos, deve-se respirar fundo, relaxar, distrair. Mas talvez principalmente, pensar em Deus. Antes de qualquer desafio, costumo cantar no silêncio do meu coração está lida canção, que é de autor desconhecido:

ESTÁS ENTRE NÓS


Tu és minha vida, outro Deus não há.
Tu és minha estrada, a minha verdade.
Em Tua palavra, eu caminharei
Enquanto eu viver e até quando Tu quiseres!
Já não sentirei temor, pois estás aqui…
Tu estás no meio de nós.

Creio em Ti Senhor, vindo de Maria.
Filho eterno e santo, homem como nós…
Tu morreste por amor, vivo estás em nós!
Unidade Trina com o Espírito e o Pai…
E um dia, eu bem sei, Tu retornarás
E abrirás o Reino do Céu.

Tu és minha força, outro Deus não há.
Tu és minha paz, minha liberdade!
Nada nesta vida nos separará,
Em Tuas mãos seguras minha vida guardarás !
Eu não temerei o mal, Tu me livrarás,
E no Teu perdão viverei.

Ó Senhor da vida, creio sempre em Ti.
Filho Salvador, eu espero em Ti.
Santo Espírito de amor, desce sobre nós.
Tu de mil caminhos nos conduzes a uma fé…
E por mil estradas onde andarmos nós,
Qual semente nos levará?

Belíssimo, inspirado, perfeito como a Criação de Deus, não? Pena que no blog não se dá para colocar a melodia também.