Na última semana, o ator da Rede Globo Fábio Assunção foi manchete nos principais noticiários do país, graças ao seu envolvimento com drogas.
Passado alguns dias, sinto-me mais a vontade para tecer algum comentário, já que poderia me sentir influenciado pelo senso comum de reprovação anunciado pela mídia. E, na verdade, percebo que todas as condenações realizadas são justas.
Todos merecem perdão e possibilidade de recuperação. Mas algumas coisas ficaram mal esclarecidas. Uma delas é o fato do ator ser pego comprando 30 gramas de cocaína, e a legislação dizer que acima de 5 gramas, ele não é considerado usuário, mas traficante. Por que então foi liberado?
Um bom advogado, que deve ter sido o caso, argumentou que ali o ator era apenas uma testemunha. Então tá bom! O cara está com um traficante em seu apartamento, com dinheiro na mão, negociando a droga, e isso não se configura compra de drogas…
Talvez a distinção entre usuário e traficante esteja sendo nociva para a sociedade. Se a punição fosse igual, pensaria-se mais vezes antes de tais atos. Quem compra drogas, financia o crime e é tão bandido como quem vende.
Imagine o desespero dos familiares do ator, que foram os autores da denúncia de que Fábio Assunção estava comprando narcóticos naquele momento. Tentam recuperar o ente querido, que não consegue se livrar de tal mal.
Particularmente, meu sentimento é um misto de piedade pela situação (alguém que descontrolou-se pelo uso contínuo – vício – de drogas) , e ao mesmo tempo de repulsa (já que todos nós sabemos que drogas fazem mal não só à saúde, mas à sociedade). Penso que este caso deveria ser explorado como exemplo para os jovens. Se ele é um ator e se deu bem na vida usando drogas (como pensam alguns), imagine àqueles de raciocínio mais fraco?
Sugestão- já que a Globo o confirmou como um dos protagonistas da próxima novela das 8, que tal um papel que mostre alguém bem sucedido se perdendo nas drogas, e posteriormente revendo seu comportamento e buscando a recuperação? Seria uma ação social interessante para todos, principalmente para a reflexão do ator.
Dia: janeiro 26, 2008
A tabela do Cariocão
A alegria de qualquer torcida de futebol de um pequeno clube, sem dúvida, é a de ver seu time jogar contra uma grande equipe no seu estádio. Entretanto, não dá para entender o que aconteceu com o charmoso Campeonato Carioca. Tudo bem que, se é um estadual, deveria ser Campeonato Fluminense, pois carioca se refere só à capital. Mas se o campeonato se permite à participação do interior, porque os grandes só jogam em casa?
O Flamengo e o Fluminense só jogarão no Maracanã, o Vasco da Gama no São Januário e o Botafogo no Engenhão. Quer dizer que o recém-promovido Macaé, por exemplo, só receberá times pequenos em seu estádio. Nenhum dos grandes jogará fora dos grandes estádios cariocas!!!!
Imagine um Paulistão onde os grandes times não vão ao interior paulista. Os caçulas Mirassol e Rio Preto, exemplificando, não teriam a oportunidade de jogar, diante da sua torcida, contra os favoritos.
Que loucura! E o problema que a maioria dos envolvidos estão aceitando isso passivamente. Tem graça assim? A lógica será de que os 4 grandes façam as semifinais. Sem esse tipo de tabela, também seria uma lógica. Mas desse jeito, não é uma “covardia” aos pequenos?
Há quanto tempo…
Voltarei a escrever o mais rápido possível. Abraços.
