Desejando a volta da cpmf já!

Calma, não achem que fiquei maluco. É apenas uma introdução simplista para começar a explanar as razões que levaram um imposto tão inteligente e necessário a um nefasto instrumento de arrecadação.
Nos idos de 90, o IMF, como foi criado, tinha a única intenção de socorrer a saúde pública. Entretanto, passou a se chamar IPMF, acrescentando o termo provisório apenas para dizer que estava no fim. Na sua volta derradeira, o “Imposto do Cheque”, que nunca foi só do cheque, pois movimentava toda e qualquer transação financeira, ganhou o status de contribuição, arrecadando, neste ano de 2007, aproximadamente R$ 40 bilhões, para toda e qualquer gastança pública.
Alguns países da América Latina também adotaram esse imposto, a exemplo do Brasil, já que tais cifras engordam verdadeiramente os cofres públicos. Porém, é um encargo maldoso, pois fere indistintamente ricos e pobres. Se qualquer brasileiro sacar da poupança 1 mês de rendimento, sua aplicação financeira terá, aproximadamente, 60 % de perda devido aos 0,38% cobrados.
Mas por que intitulei este post desejando a CPMF novamente?
Pelo simples fato de que há anos tal tipo de cobrança poderia ter sido defendida como Imposto Único Brasileiro. Já imaginaram que maravilha? Um só imposto no Brasil; com uma carga tributária coerente, é claro. O problema é que a CPMF sempre foi MAIS UM imposto, e não o único imposto.
Por fim, a Europa discute, atualmente, a implantação de tal medida e sua viabilidade por volta de 2011. Isso quer dizer que nós, brasileiros, estamos na vanguarda, ou é ilusório imaginar que os nobres parlamentares farão essa vontade popular?
Lembrando apenas: Mesmo sem a CPMF ter sido votada (e derrotada) para 2008, o governo já havia incorporado no Orçamento Geral da União tais recursos.
Mas que vontade de arrecadar…
Não seria mais fácil gastar melhor o dinheiro público, findar a autopromoção estatal e as mordomias administrativas?

Eu sou contra a CPMF como ela sempre foi, mas a defenderia nesta nova roupagem, a de imposto único. E você?

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.