Deve estar sobrando dinheiro nos cofres públicos, ou estamos em um patamar diferente do entendimento do que é “sentir necessidade” e “pobreza”. Digo isso pois, após denúncia do Jornal Diário de São Paulo, onde foi exposto que a progenitora da atriz da Rede Globo Grazielli Massafera (D. Cleusa) era uma das beneficiárias do programa social Bolsa-Família, fico imaginado quantas famílias realmente necessitadas não estão recebendo tal rendimento, e outras, por diversos motivos, recebem sem precisar. No caso de Cleusa Massifera, residente em Jacarezinho-PR, a mesma foi beneficiada pois seu município recebeu 3204 benefícios da bolsa-família (e também do vale-gás). Assim, distribui-se todos os recursos, mesmo a quem não necessitava.
Por que não se devolveu a sobra do número de famílias não-carentes contempladas, a fim de auxiliar quem precisa? É confiável o número de recursos distribuídos? Quem fiscaliza de fato a condição social dessas pessoas, e a quanto tempo estão vivendo destes recursos?
Será que o assistencialismo social está acomodando as pessoas e ao invés de “darmos o peixe”, deveríamos “ensinar a pescar”, conforme o jargão popular?
Obs: D. Cleusa poderia sair dessa situação desconfortável tranqüilamente: era só dizer que sua filha Grazi não contribuia com seu salário global para com as despesas do lar.
Obs2: Já repararam que as revistas de celebridades não cobriram tal acontecimento, já que a atriz é recorrentemente solicitada para matérias desse nicho?
