– Somente 12% de Advogados passaram no exame da OAB. Mas em Jundiaí…

 

Lamentavelmente, Faccamp (Campo Limpo Paulista) e Anhanguera (Jundiaí) não conseguiram aprovar nenhum formado em Direito no exame da OAB.

 

Triste.

 

Extraído do Bom Dia Jundiaí, em: http://is.gd/ERj4Tk

 

DUAS FACULDADES DA REGIÃO NÃO APROVAM NINGUÉM

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta terça-feira (5) a lista das faculdades que não aprovaram ninguém no último exame da ordem. Na lista, há duas instituições da região: a UniAnhanguera (Jundiaí), e a FACCAMP (Campo Limpo Paulista).

Das 610 instituições de ensino que participaram do último exame, 90 não tiveram nenhum aluno aprovado – e todas elas são privadas. No total, 88% dos 106 mil inscritos foram reprovados na prova.

Para tirar o registro profissional e trabalhar como advogado, o estudante que conclui o curso de direito precisa ser aprovado no exame da OAB. Dos 106 mil inscritos, apenas 25% passaram da primeira etapa e 11,7% conseguiram o resultado satisfatório na segunda fase

 

O que você acha: ensino fraco das faculdades de Direito no Brasil ou prova difícil por parte da OAB? Deixe seu comentário:

– Um Professor que é “o Cara”

 

Todo professor quer ser respeitado. Leio na Revista Veja (Ed 13/10/2010, pg 105-106, por Adriana Dias Lopes), uma brilhante matéria do que é ser Mestre ao pé-da-letra.

 

“Na aula magna do 3º ano do curso de Medicina da Universidade de São Paulo, o professor infectologista Paulo Olzon iria teorizar sobre técnicas de diagnóstico. Ao invés disso, chamou os alunos ao pronto-socorro da instituição. Observando cerca de 50 pacientes, apontou uma mulher e disse: “ela tem hipertireodismo. Vão lá e descubram se acertei”.

 

A mulher, assustada, disse que estava bem, que apenas estava no pronto socorro para levar o filho de 5 anos para uma consulta, vítima de virose.

 

Após alguns exames, descobriu-se que realmente o Prof Dr Paulo Olzon estava correto. Ao bater os olhos, já percebeu os sintomas na mulher.”

 

Imaginem os alunos como ficaram orgulhosos do mestre. E é assim que deve se portar um professor, de qualquer área: antever-se, desafiar os alunos e mostrar o que é ter experiência profissional.

– A Crise na Espanha: o desemprego assustador em Madrid

 

A Folha de São Paulo deste domingo trouxe um panorama pavoroso sobre o desemprego espanhol. Há tempos a Espanha está em crise, mas as manifestações da última semana extrapolaram e escancararam a real situação.

 

Me chamou a atenção a frase de uma cientista ambiental:

 

“Tenho 2 mestrados, falo 3 línguas e 5 anos de experiências. Só consigo estágio de 600 euros”.

 

Calamitosa a situação, não?

– MEC corta Vagas para Forçar a Melhora no Ensino

 

Quase 11.000 vagas de Direito no Brasil foram suspensas, sendo mais de 3.000 no Estado de São Paulo. Motivo: QUALIDADE DO ENSINO.

 

Há muita faculdade oferecendo péssimo serviço educacional. A situação é alarmante. Veja dados e faculdades abaixo, extraído de: http://is.gd/3IPcun

 

MEC CORTA 3,2 MIL VAGAS DE DIREITO EM SP

 

Redução atinge cursos que tiveram notas 1 e 2 na avaliação realizada pelo ministério


O Ministério da Educação vai acabar com 10.912 vagas de 136 cursos de graduação em direito de faculdades particulares do país, que obtiveram notas 1 e 2 no CPC (Conceito Preliminar de Curso), calculado a partir dos resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2009.


O CPC leva em conta, além do desempenho dos estudantes, o corpo docente, a infraestrutura e os recursos didático-pedagógicos.


As instituições terão 30 dias para apresentar defesa à secretaria. O corte de vagas vale até a eventual renovação de reconhecimento dos cursos, ou seja, caso a instituição consiga melhorar a qualidade do ensino, as vagas podem ser devolvidas.


Em São Paulo


Entre as quase 11 mil vagas que serão reduzidas no país, 3.196 são de cursos de faculdades particulares do Estado de São Paulo, conforme publicado ontem no Diário Oficial da União.


Esse número corresponde a 33% do total de vagas que as 21 instituições do Estado atingidas vinham oferecendo nos vestibulares.


Entre as faculdades com mais vagas cortadas, há nomes bem conhecidos dos estudantes, como UniRadial, FMU e Uniban. As instituições não se manifestaram.


Ao mesmo tempo que houve cortes, o MEC ampliou vagas em cursos com avaliação satisfatória.


OAB apoia


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, classificou como “muito positiva” a decisão do MEC. “Os cursos de direito, no Brasil, tiveram uma expansão desenfreada nos últimos anos e isso é algo que assusta, porque a qualidade do ensino está cada vez mais deficiente”, afirmou.

– Violência que Assusta (e dentro da Universidade!)

 

E a morte do Universitário dentro da USP?

 

Triste… Sem comentários. Vamos dizer o quê? Cobrar quem?

 

O discurso já é conhecido pela sociedade. Uma pena.

– CNPQ e CAPES cobram bolsistas!

 

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citaçãoi)

 

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

– Hugo Chávez: Defensor da Imprensa?

 

A Universidade de La Plata (Argentina) concedeu uma premiação na última semana a Hugo Chávez. Além do premiado ser duvidoso, a motivação ao prêmio é hilária: por “defender a liberdade de imprensa”.

 

É evidente que a Universidade só quís chamar a atenção. Mas assim já é apelação!

– O Maior Químico do Brasil é um Solitário

 

Apesar do título irônico deste post, a referência se faz pelo fato de, segundo ranking internacional dos 100 maiores químicos da primeira década do século XXI, o químico Jairton Dupont, da UFRGS, é o único latino-americano a figurar na relação.

 

Extraído da Folha de São Paulo, 23/03/2011, pg C4.

 

GAÚCHO ESTÁ ENTRE CEM MAIORES QUÍMICOS

 

por Luiz Gustavo Cristino

 

Em lista de cientistas da área com maior impacto de 2000 a 2010, pesquisador é único nome da América Latina.

 

Muito trabalho, força de vontade e gosto pelo desafio. Essas são as matérias-primas que o químico Jairton Dupont, 51, considera essenciais para o crescimento acadêmico e para sua figuração na lista dos cem químicos mais influentes da década.

 

Elaborado pela empresa Thomson Reuters, que tradicionalmente mapeia as publicações científicas mundo afora, o ranking traz Dupont como o único brasileiro presente, na 83ª colocação.

 

As pesquisas de Dupont, que é professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) visam ao desenvolvimento e estudo de líquidos iônicos orgânicos, principalmente para aplicação na indústria petroquímica.

 

“Do ponto de vista pessoal, fico bastante contente, mas, pensando de forma geral, acredito que temos um reflexo de uma política”, diz o químico nascido em Farroupilha (RS), lamentando a ausência de outros brasileiros e de outros países emergentes, como China e Rússia.

 

Na lista, são 70 químicos dos EUA, sete da Alemanha e quatro do Reino Unido.

“As instituições em que se concentram 80% dos químicos selecionados têm tradição no ensino por meio da pesquisa e possuem muito mais estudantes de pós-graduação do que de graduação”, afirma Dupont. “A graduação também é importante, mas instituições conhecidas por sua excelência em pós devem se especializar, focar essa área.”

 

O critério para a elaboração da lista foi o número de citações de cada cientista em trabalhos acadêmicos. Todos os seus integrantes publicaram pelo menos 25 artigos e foram citados em pelo menos 50 diferentes publicações.

 

Críticas

Contrário à escolha de dirigentes acadêmicos por eleições e a concursos públicos para professores-pesquisadores, ele define o sistema brasileiro como “pseudodemocracia universitária”. “Lá fora, as escolhas são feitas por capacitação e mérito”.

 

Dupont também não acredita no sucesso de instituições dedicadas unicamente à pesquisa, e não ao ensino. Segundo ele, o fracasso desse tipo de entidade está historicamente comprovado. Sobram críticas aos cursos noturnos de graduação. “São um desperdício de dinheiro”, diz. Ele defende que o retorno seria maior se houvesse bolsas de estudo para alunos em período integral. “É um investimento muito melhor, porque a pessoa vai ser formar no tempo normal, em quatro anos ou até menos, e vai estar muito mais bem preparada.”

 

Mestre-Cuca

Mas a ciência não é a única vocação de Dupont. “O maior prazer que tenho é cozinhar. Tenho uma cozinha de 20 metros quadrados, outro laboratório. Certamente, quando me aposentar, vou querer abrir um restaurante.” Outro motivo de felicidade é a filha, hoje com dois anos de idade. “Sou um dos homens mais sortudos na vida por ter tido uma filha já depois de, digamos, velho”.

 

Com sua experiência, ele recomenda aos iniciantes paciência e jogo de cintura para lidar com frustrações. “As pessoas acreditam que a notoriedade faz com que eu sempre tenha pedidos aprovados, mas sou como qualquer um, eu tenho meus projetos negados, isso faz parte do processo. Quem aprende a conviver e a melhorar com isso vai ser feliz.”

– Coma Alcoólico dos Calouros da UEPG

 

Sempre fui contra o Trote nas Universidades. Mesmo o trote solidário, se obrigado, é ruim e desagradável. Ação voluntária é uma coisa; obrigatória, é outra.

 

Mas os trotes violentos são fruto de uma imbecil cultura criada, que discordo fazer parte do dito “ambiente acolhedor acadêmico”.

 

Felizmente, muitas instituições de ensino conseguiram abolir essa prática, mas idiotas persistem em fazê-la. Desta vez, foi no Paraná e resultou em COMA!

 

Absurdo…

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4949344-EI8139,00-PR+estudantes+sao+internados+em+coma+alcoolico+em+trote.html

 

PR: 3 ESTUDANTES SÃO INTERNADOS POR COMA ALCOOLICO APÓS TROTE

 

Por Joyce Carvalho

 

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na cidade de Ponta Grossa (a 114 Km de Curitiba), região dos Campos Gerais do Paraná, vai apurar a responsabilidade sobre um trote violento no início das aulas da instituição. Nesta quarta-feira, três estudantes foram internados no Hospital Municipal da cidade em coma alcoólico. Eles já receberam alta e a universidade abriu uma sindicância para apurar os fatos.

O setor de vigilância da UEPG está procurando as imagens das câmeras de monitoramento do campus para identificar os responsáveis pelo trote. Uma lei municipal proíbe a prática do trote em Ponta Grossa e a universidade também tem uma resolução semelhante desde 1996.

Em nota, a instituição afirmou que lamenta “que ainda existem veteranos que insistem em trocar uma recepção civilizada por atos contra a integridade física dos calouros”. A UEPG informou que sempre alerta a comunidade universitária sobre a proibição do trote e sobre a responsabilidade de todos na recepção dos novos estudantes.

– Bons e Maus Cursos de Administração de Empresas

 

Vejo que no site do MEC há a divulgação dos melhores cursos em Administração de Empresas do país. O Campeão? O da FACAMP (Campinas/SP), seguido pela UNESP (Jaboticabal/SP) e UNIFEI (Itajubá/MG).

 

Leciono nesta área. Parabenizo as instituições, mas lanço um alerta: e a ponta de baixo deste ranking de universidades?

 

Perceberam quantos cursos de Administração nós temos hoje no país? Um absurdo! Cá entre nós: como está a fiscalização desses cursos?

 

Vide os cursos de Direito: quantos existem e quantos alunos conseguem a aprovação no exame da ordem da OAB…

 

E você, o que pensa sobre isso: temos tantos cursos de Administração de Empresas e de Direito no Brasil, que a qualidade acaba caindo? Deixe seu comentário:

– Analfabetismo Científico latente nos EUA

O que dizer: Universitários acreditam que as pirâmides foram construídas por ETs?

Esse é um dos muitos exemplos de ignorância dos estudantes americanos… veja outros absurdos abaixo, retratada pela Folha de São Paulo em pesquisa recente:

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/802161-universitarios-acreditam-que-et-fez-piramides-analfabetismo-cientifico-nos-eua-preocupa.shtml

 

ANALFABETISMO CIENTÍFICO PREOCUPA

 

Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.

Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.

Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias –na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.

Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.

“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp.

“Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”

Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.

Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.

Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”

Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco.”

– Formatura da Faculdade Sant’Anna de Salto

 

Amigos, estarei hoje na Formatura dos Alunos da FASAS, no Teatro Municipal Anselmo Duarte (Palma de Ouro), onde tenho a honra de ser professor homenageado.

 

Agradeço aos queridos alunos a honraria e tenho certeza do sucesso em suas brilhantes carreiras, agora como Bacharéis em Administração de Empresas.

– Fotógrafo terá que ter Diploma?

 

 

Você sabia que até a profissão de fotógrafo exigirá, em breve, diploma de Curso Superior?

 

E por quê os Administradores de Empresas, em muitos casos, trabalham sem ter nunca cursado uma faculdade?

 

E aí vem o debate: a prática da atividade dispensa o estudo, ou o CRA, órgão que regula a atividade, faz vista grossa à exigências da categoria?

Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://fotocolagem.blogspot.com/2010/12/fotografo-precisara-de-diploma-para.html

 

FOTÓGRAFO PRECISARÁ DE DIPLOMA PARA ATUAR NA PROFISSÃO

 

Por Márcio Neves, Blog Além do Olhar

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (8) o Projeto de Lei 5187/09, do deputado Severiano Alves (PMDB-BA), que regulamenta a profissão de fotógrafo. O texto define a profissão, determina quem estará qualificado para exercê-la e discrimina as atividades que se enquadram no campo de atuação do fotógrafo profissional.
A relatora, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS), foi favorável à proposta. “O exercício da atividade deve ser regulamentado, reconhecido, portanto, pelo Estado, que deve impor condições para o exercício profissional do fotógrafo”, disse.


A deputada apresentou emenda ao projeto, para assegurar aos fotógrafos empregados o pagamento de adicional de insalubridade. “A atividade é exercida em contato com elementos insalubres, que podem vir a prejudicar a saúde do trabalhador”, argumentou. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.253/43) prevê pagamento de adicional de 40%, 20% ou 10% do salário mínimo da região, conforme classificação do Ministério do Trabalho em graus máximo, médio e mínimo de condições insalubres de trabalho.

 

Definições:
Segundo o projeto, a atividade de fotógrafo profissional é caracterizada pelo registro, processamento e acabamento final de imagens estáticas ou dinâmicas em material fotossensível.


Poderão ser fotógrafos profissionais os diplomados por escolas de nível superior em fotografia no Brasil, desde que devidamente reconhecida; ou no exterior, desde que os diplomas sejam revalidados no Brasil, na forma da legislação vigente.


Os fotógrafos sem diploma que, à data da promulgação da nova lei, estiverem exercendo a profissão por, no mínimo, dois anos consecutivos ou quatro anos intercalados, também poderão ter reconhecida sua condição de fotógrafos profissionais, mediante comprovação de sua atividade.


Atividades:
De acordo com o projeto, a atividade profissional de fotógrafo compreende:
– a fotografia realizada por empresa especializada, inclusive em serviços externos; – a fotografia produzida para ensino técnico e científico;
– a fotografia produzida para efeitos industriais, comerciais e de pesquisa;
– a fotografia produzida para publicidade, divulgação e informação ao público;
– a fotografia na medicina;
– o ensino de fotografia;
– a fotografia em outros serviços correlatos.Tramitação:
O projeto, de caráter conclusivo Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: – se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); – se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-5187/2009

– Plataforma Lattes

 

Os docentes do Ensino Superior sabem da importância de atualizar o Curriculum Lattes. Tal ferramenta é de suma importância para a área da Educação e Pesquisa do país, pois, afinal, é um banco de dados da inteligência do Brasil.

 

Leio na Revista Época desta semana (Coluna Vamos Combinar, pg 28, Ed 24/01/2011), que tal modelo será aproveitado por outras nações, devido ao sucesso e bom propósito!

 

Abaixo, compartilho:

 

ESTRANGEIROS OLHAM INOVAÇÃO BRASILEIRA

 

O Brasil segue atrasado no esforço de inovação, mas há boas notícias. Obra de pesquisadores de Santa Catarina, a Plataforma Lattes é uma ferramenta sem par no mundo. Tem mais de 1,7 milhão de currículos de onde o CNPq pode sacar informações precisas, como a lista dos especialistas em nanotecnologia. Interessados em copiar o modelo, pesquisadores americanos e europeus vieram ao país para discutir ideias. Eles também vieram conhecer de perto a tecnologia do Portal Inovação, onde é possível até checar quantas patentes brasileiras existem numa área específica. Estados Unidos e Europa, líderes em tecnologia, não têm nada igual.

– O Engodo das Novas Universidades Federais

 

A Época desta semana trouxe uma matéria denúncia sobre como estão as universidades federais prometidas na última gestão e que praticamente não funcionam. Algumas não foram construídas, outras estão adaptadas, e algumas foram inauguradas sem nunca existirem. Laboratórios vazios e alunos descontentes…

 

Abaixo, extraído de: Revista Época, 24/01/2011, pg 50-56, por Ana Aranha

 

CADÊ A UNIVERSIDADE ANUNCIADA AQUI?

 

O governo anunciou a maior expansão das universidades federais da história. Mas os novos cursos estão funcionando com laboratórios sem equipamento, em lugares improvisados e com professores voluntários. Como a falta de planejamento aliada à pressa eleitoral em expandir o ensino superior está prejudicando a formação de milhares de alunos.

 

O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o que mais expandiu o acesso às universidades federais na história do país. Em oito anos, foram anunciadas 14 universidades e 125 campi novos. Juscelino Kubitschek foi o único presidente a se aproximar dessa marca, com 11 universidades em cinco anos. Lula ampliou também o alcance das unidades já existentes no mais ambicioso programa de crescimento do setor: criou mais de 80 mil vagas, 70% de aumento em relação a 2003. Lula foi pessoalmente lançar e inaugurar grande parte dessas universidades, ocasiões em que se vangloriava sobre como o presidente sem diploma foi o que mais trabalhou pelo ensino superior. “De todos os presidentes que o Brasil teve, uma parte foi advogado, outra foi professor. Eu, torneiro mecânico, já sou o presidente que mais fiz universidades”, disse na inauguração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais. Os números e as imagens foram largamente propagandeados na campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff, em 2010. Foram citados também no último pronunciamento à nação, quando Lula se despediu em cadeia nacional no rádio e na TV com um discurso de balanço do governo. Nem Dilma nem Lula, porém, revelaram como as universidades conseguiram operar o milagre da multiplicação.

Em um giro rápido pelas novas universidades, não é difícil decifrar a equação. A expansão foi feita na base do improviso. Como a construção de prédios levaria anos, as novas universidades tiveram de recorrer a uma espécie de “puxadinho” para receber as turmas novas. No litoral do Rio de

Janeiro, alunos assistem a aulas em contêineres. No Pará, 1.200 alunos vão estudar no espaço de eventos de um hotel. Algumas universidades recorreram às prefeituras, que “cederam” suas escolas municipais – em uma operação que vira de ponta-cabeça as prioridades do ensino público no país. A solução mais comum foi alugar espaços privados, como prédios comerciais, colégios e faculdades.

A improvisação se transformou na regra das novas universidades porque o motor da expansão parece ter seguido mais o ritmo da política que o da educação. Das 88 mil vagas criadas ao longo dos oito anos de governo, 46 mil foram abertas em 2009 – um ano antes das eleições presidenciais. Mas das 14 novas universidades anunciadas na campanha eleitoral, apenas quatro são realmente novas. As outras dez eram polos de universidades já existentes que ganharam reitoria própria.

O caso que mais chama a atenção é do campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de Osasco, região metropolitana de São Paulo. Em abril de 2008, Lula foi à cidade para lançar a pedra fundamental do campus. No terreno de mais de 200.000 metros quadrados, plantou uma muda de jequitibá. A comitiva reunia, entre outros, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a então pré-candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e o então governador de São Paulo, José Serra. Em seu discurso, Lula fez questão de se referir à presença do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus do processo do mensalão. “Se não fosse ele, essa universidade não sairia. Toda semana ele infernizava a vida do Fernando Haddad”, disse Lula.

Quase três anos depois, o terreno está abandonado. A placa que anunciava as instalações está caída no mato, ao lado de um local que virou despejo de lixo. Não há sinais da muda de jequitibá. Mesmo assim, a federal de Osasco foi motivo de propaganda na eleição. De fato, as aulas vão começar em março, mas serão ministradas no prédio de uma faculdade municipal que foi desalojada pela prefeitura, a Fac-Fito, para dar espaço para a federal. Para abrigar os novos estudantes, os alunos da municipal foram transferidos para salas construídas no fundo do terreno. “É um absurdo. Eles vão tirar alunos de seu espaço sendo que a Unifesp tem um terreno há três anos para seu campus”, diz a professora Márcia Massaini, professora da faculdade municipal, demitida depois de organizar protesto contra a remoção. Dos quatro cursos que a Unifesp vai oferecer em Osasco, três já são oferecidos pela Fac-Fito.

O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, diz que o terreno comprado pelo MEC, no qual já foram gastos R$ 15 milhões como pagamento das primeiras parcelas, não foi nem será usado nos próximos anos. Segundo ele, a decisão é não iniciar nenhuma obra enquanto não terminar os outros campi, que estão atrasados. Ele é claro em relação às motivações para a criação da unidade: “A abertura do campus de Osasco tem origem em uma demanda política”, afirma. “A decisão surgiu de um entendimento do prefeito de Osasco com o então presidente da República e o ministro da Educação.”

O projeto de expansão das federais começou em 2005 e ganhou músculo em 2007, com o programa para a Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com o programa, ficou determinado que apenas as universidades que apresentassem um plano de expansão ao Ministério da Educação teriam mais verbas para investimento. Entre o primeiro e o último ano do governo Lula, os investimentos em ensino superior foram de R$ 10 bilhões para R$ 17 bilhões. “Ou você estava dentro ou estava fora. Quem ia perder uma oportunidade dessa?”, diz o vice-reitor da Universidade Federal do Espírito Santo, Reinaldo Centoducatte. Na criação do Reuni, todas as federais aderiram. A exceção foi a Universidade Federal do ABC, criada em São Bernardo do Campo, cidade de Lula, que tem plano de investimento próprio.

Uma das orientações do Reuni é tornar mais eficaz a aplicação dos recursos do ensino superior. O Brasil, hoje, é um dos países que mais gastam por aluno do ensino superior e um dos que menos gastam por aluno da educação básica – uma equação que precisa ser mudada. Para diminuir os s custos do ensino superior, o ministério determinou que a relação de alunos por professor nas universidades deve crescer. Hoje, a média é de um professor para cada 11 alunos. A meta é que todas as universidades cheguem a 18 alunos por professor. Enquanto aumentam a carga de trabalho dos professores, porém, as universidades têm passe livre para gastar no aluguel e na adaptação de espaços provisórios, que serão devolvidos a seus proprietários.

Há dois anos, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu um campus na cidade de Joinville antes de ter a licença para construir em um terreno cedido pela prefeitura e pelo governo do Estado. As aulas começaram em auditórios alugados na Univille, uma faculdade municipal. Com a entrada da terceira turma, neste ano, o espaço não será mais suficiente. Por isso, a UFSC alugou um terreno dentro da faculdade onde vai construir um pavilhão de 1.000 metros quadrados com salas de aula, auditório e laboratórios. Segundo Acires Dias, diretor do campus de Joinville, o pavilhão será feito de aço para que possa ser removido. O campus vai ficar no local alugado no mínimo mais dois anos.

Os espaços provisórios prejudicam especialmente as turmas que precisam de laboratórios. Em Santos, cidade do Litoral Sul de São Paulo, a Unifesp teve de fazer uma reforma na rede elétrica de um dos prédios alugados, pois não atendia às exigências para a instalação de equipamentos. Os cursos existem desde 2005, mas a reforma só ficou pronta em janeiro. “Ao longo destes anos, ganhamos verba para projetos, mas não conseguimos instalar os equipamentos”, afirma Odair Aguiar Junior, professor da Unifesp em Santos. “Parte deles ficou dentro das caixas.” Segundo o reitor da Unifesp, Walter Albertoni, com a conclusão da reforma do prédio provisório, os equipamentos poderão ser instalados. Mas, em junho deste ano, o campus definitivo da Unifesp em Santos deverá ficar pronto. O que siginifica que os investimentos para adaptação do prédio alugado só servirão por alguns meses.

Problemas de laboratório não são exclusivos de universidades que estão em espaços alugados. No novo campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em São Matheus, os estudantes de farmácia não têm laboratório de farmacologia nem farmácia-escola. Eliana Dias dos Santos, aluna do 4o ano, foi enviada para aprender a prática em drogarias locais. “Não é uma boa escola. Em vez de aprender o procedimento correto, você já começa a conviver com práticas erradas, como vender remédio tarja preta sem prescrição.” Eliana também reclama da falta de professores. Ela está habituada com os “aulões” – quando três turmas ou mais assistem à mesma aula para “aproveitar” o professor.

Para os cursos novos, o modelo incentivado é o que começa com o ciclo básico. Nele, alunos de cursos diferentes estudam as mesmas disciplinas nos dois primeiros anos. Além de ser um modelo elogiado por educadores, reduz a necessidade de contratação de professores, já que, nos primeiros anos, as salas têm de 100 a 200 alunos. Segundo Gilma Correa Coutinho, coordenadora da terapia ocupacional da Ufes, seu curso foi aberto com apenas dois professores das disciplinas específicas. “Enquanto era possível, nós cobrimos, dando mais aulas que o previsto”, afirma. “Mas agora que os alunos saíram do ciclo básico não dá mais, porque as aulas exigem conhecimento específico, como em geriatria e pediatria.”

O aperto é tanto que algumas universidades novas chegaram a usar um recurso bastante questionável: professores voluntários. Eles assumem disciplinas sem passar por concurso e sem receber salário. No início de sua expansão, a Ufes recorreu a esse expediente. Segundo a reitoria, porém, a universidade não usa mais esse tipo de “contrato”. Na Universidade Federal do Amapá, a prática é comum. O curso de medicina, o primeiro curso superior na área do Estado, terminou o ano passado com dois professores voluntários na disciplina de anatomia. Também há casos de voluntários nos cursos de pedagogia, educação física e outros. “Ele não passa por concurso, não recebe salário e não tem obrigação com nada”, diz a professora Marinalva Oliveira, presidente do Sindicato dos Docentes, que vai acionar o Ministério Público para denunciar a situação.

O clima entre os professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), criada em Santarém, também é de insatisfação. O motivo é a decisão da universidade de criar um curso de graduação “dois em um” para formar professores de educação básica. A ideia é que os formandos do curso sejam capazes de assumir duas disciplinas na escola: matemática e física ou história e geografia. Segundo o pró-reitor de Planejamento da Ufopa, Aldo Gomes Queiroz, a união das graduações responde à urgência da educação básica na região. “Temos 6 mil professores de ensino fundamental e médio sem diploma, e eles dão aula em mais de uma disciplina.” Para o professor do ciclo básico da Ufopa Gilson Costa, o curso, porém, vai formar profissionais que s não dominam nem uma disciplina nem outra. “Sempre trabalhei com a interdisciplinaridade: você tem de ter o pé firme em uma área para dialogar com outras”, afirma Costa, cientista social e engenheiro-agrônomo com pós-graduação em economia. “Mas o que estão fazendo aqui é um Frankenstein.” Costa diz que o curso “dois em um” ganhou um apelido entre os professores: Matafísica. “Mata a matemática e a física.”

Anunciada pelo governo federal como uma das 14 novas universidades, a Ufopa foi criada a partir da fusão de um polo da Universidade Federal do Pará com a Federal Rural da Amazônia. Sem estrutura para os cursos novos, neste ano 1.200 alunos vão assistir às aulas no espaço de eventos de um hotel de Santarém. No interior do Estado, as aulas serão em escolas municipais. Esse mesmo expediente está sendo usado pela Unifesp de Guarulhos, onde alunos de 6 a 11 anos vão dividir um Centro de Educação Unificado (CEU) com universitários.

Procurado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, não respondeu aos pedidos de entrevista. Por meio de sua assessoria, disse que os problemas são naturais de um processo que está no início. Alguns dos cursos novos, porém, já formaram turmas sem a estrutura mínima. Na Ufes, o curso de engenharia do petróleo existe há quatro anos e meio e ainda não tem laboratório. Alguns até foram construídos, mas não há equipamento. Neste ano, os primeiros formandos começam a procurar trabalho em empresas como a Petrobras, mas sem a formação necessária. Em Santos, o curso de educação física da Unifesp já formou duas turmas, mas ainda não tem um complexo esportivo próprio. Os alunos usam clubes conveniados para as atividades. “No ano passado, descobrimos que não poderíamos usar as quadras onde treinamos porque o clube vendeu a área”, diz Luana de Oliveira Cândido, aluna do curso. Ela desistiu de um projeto de iniciação científica em natação por falta de piscinas adequadas para medir o tempo e o batimento cardíaco dos nadadores.

Entre os especialistas em educação, há consenso de que a expansão das universidades públicas federais é uma necessidade. Elas são responsáveis hoje por apenas 14% do número de alunos que ingressam no ensino superior. A rede privada responde por 76%. Na média, as instituições públicas continuam a ser as de maior qualidade porque, além de dar aula, os professores fazem pesquisa. Aumentar o acesso à rede pública federal é uma forma, portanto, de atender à necessidade do país de ter um número maior de profissionais qualificados no mercado de trabalho. Mas para atender de fato a essa demanda, é preciso que essa expansão seja feita com planejamento para que a qualidade do ensino superior público seja preservada e os investimentos (caros) deem retorno.

“De nada adianta criar uma universidade por decreto e depois começar a preencher os cargos sem planejamento. Qual é a lógica desses investimentos?”, diz o cientista político Simon Schwartzman, pesquisador especializado em educação e mercado do trabalho do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. Para Schwartzman, a ampliação feita nos últimos anos, além de não ter sido planejada, reproduz alguns velhos problemas das universidades brasileiras. “O que mais vemos nas federais é a expansão das carreiras tradicionais. Não há ligação entre a ampliação e os estudos sobre demanda profissional.” Segundo Schwartzman, os cursos novos deveriam ter sido planejados de acordo com a necessidade de profissionais das regiões do país.

Por enquanto, o governo federal alardeia os números do aumento do ingresso nas universidades. As consequências da falta de planejamento podem aparecer no futuro. Uma delas está relacionada aos futuros formandos dos novos cursos: alguns com deficiência de formação, outros com especialização em áreas para as quais não há demanda no mercado de trabalho. Outro problema poderá ser a continuidade do financiamento da expansão. O Reuni prevê investimentos apenas até 2012. Depois disso, o orçamento poderá voltar a cair. “Não há mecanismo institucional de financiamento da expansão”, afirma Roberto Leher, especialista em ensino superior da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Se as universidades não conseguirem fazer tudo até o fim do programa, vamos ficar com estudantes novos, mas sem instalações e professores.” Para Leher, considerando quanto as obras estão atrasadas e todos os outros problemas, o país poderá ter para 2013 uma bomba-relógio armada.

– MEC Suspende Autonomia de 15 Centros Universitários

 

O MEC anunciou o impedimento de alguns centros universitários de criarem novas vagas ou cursos por deficiências.

 

Infelizmente, há instituições conhecidas.

 

Felizmente, tal fato deverá fazer com que elas se sacudam, para o bem da educação do Brasil. Uma espécie de “puxão-de-orelhas” pela acomodação.

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4887806-EI8266,00-MEC+tira+autonomia+de+instituicoes+de+ensino+superior.html

 

MEC TIRA AUTONOMIA DE 15 CENTROS UNIVERSITÁRIOS

 

Por Cláudia Andrade

 

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira que 15 instituições de ensino superior ficarão impedidas de abrir novos cursos ou ampliar o número de vagas. As instituições perderam sua autonomia por terem apresentado conceitos insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) referentes aos anos de 2007, 2008 e 2009.

São quatro universidades e 11 centros universitários que, se não melhorarem o ensino disponibilizado aos alunos, podem perder o status de universidades ou centros universitários ou até mesmo serem descredenciadas pelo MEC.

Fatores como perfil do corpo docente, regime de trabalho e títulos dos professores, qualidade da infraestrutura oferecida aos alunos e do projeto pedagógico, além do desempenho nos exames nacionais de avaliação são avaliados pelo MEC e podem levar uma instituição a ter um conceito insatisfatório no IGC.

Para voltar a ter autonomia, as instituições terão de apresentar resultado satisfatório nas próximas edições do IGC, com índice acima de 3 – a escala vai de 1 a 5. As universidades e centros universitários passarão por supervisão do MEC para avaliar sua evolução.

“O credenciamento (da instituição) pode ter sido criterioso no passado, mas a instituição perdeu ímpeto, perdeu vigor”, avaliou o ministro Fernando Haddad.

O ministro considerou que as instituições de ensino superior no País, em geral, estão melhorando. “Aqueles que não estão em busca da qualidade serão trabalhados com as penalidades previstas em lei, sempre na perspectiva de que a instituição se recupere. Mas quando isso se mostra inviável, a autoridade regulatória tem de tomar as medidas para salvaguardar os interesses nacionais”, alertou.

Haddad deu ainda um recado para instituições que disputam alunos apenas oferecendo mensalidades baratas. “Estamos protegendo instituições de qualidade da concorrência desleal de instituições sem qualidade que competem apenas por mensalidades módicas. Não adianta querer captar alunos pelo preço porque o poder federal pode descredenciá-la”.

Saiba quais foram as instituições que perderam autonomia:

 

Universidade do Grande ABC (SP)
Universidade Ibirapuera (SP)
Universidade Iguaçu (RJ)
Universidade Santa Úrsula (RJ)
Centro Universitário Cândido Rondon (MT)
Centro Universitário da Cidade (RJ)
Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (GO)
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (AM)
Centro Universitário de Várzea Grande (MT)
Centro Universitário do norte Paulista (SP)
Centro Universitário Euro-Americano – Uniplan (DF)
Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (RJ)
Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (DF)
Centro Universitário Sant’Anna (SP)
Centro Universitário Luterano de Manaus (AM)

– O “Legal” é ser Big Brother? Conteúdo e Inteligência versus Banalidade e Entretenimento

 

Amigos, muito boa a matéria do Terra Magazine sobre o programa Big Brother Brasil e seus participantes. Nela, um professor da Universidade Federal da Bahia falou sobre a idolatria e o sucesso instantâneo desses “artistas” frente a labuta de professores, críticos e outros segmentos da cultura ou do estudo. Ainda, aborda a exploração do mundo gay no programa da Rede Globo (a propósito, há 2 ex-alunos dele no BBB).

 

Confira, extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4884786-EI6581,00-Professor+Com+subcelebridades+ficou+chato+ser+inteligente.html

 

COM SUBCELEBRIDADES, SER INTELIGENTE FICOU CHATO

 

Por Cláudia Leal

 

A nova edição do Big Brother Brasil (BBB) despejará na mídia 17 subcelebridades que, daqui a alguns meses, lutarão por flashes em tentativas de sexo na praia, em desquites estrepitosos e nas visitas de praxe às padarias do Leblon.

Observador desse Olimpo de deuses afobados, o professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, Maurício Tavares, doutor pela PUC-SP, já se vacinou para sobreviver à temporada.

– Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. … Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro – ironiza.

Crítico do “mundinho” de celebridades, Maurício Tavares aponta a “audiência massacrante” da Rede Globo e as artimanhas do diretor Boninho como os dois principais motivos da sobrevivência do BBB em onze edições. Estudioso do universo gay, Tavares avalia o uso de homossexuais na fórmula dos reality shows:

– Os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”.

O raio caiu duas vezes sobre o professor da Ufba. Ele é ex-professor do BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e integrou a banca de conclusão de concurso do novo gladiador de Pedro Bial, o jornalista Lucival França.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como o mundo de subcelebridades é alimentado pelos reality shows? Qual o efeito das últimas dez edições do BBB sobre a mídia?
Maurício Tavares – Você acompanha um fenômeno engraçado: o aumento do número de revistas que tratam de subcelebridades, “Contigo” e não sei o quê mais. Essas revistas, mais do que o jornalismo “normal”, têm falta de assunto. O BBB é um pouco uma fábrica dessas pequenas celebridades, para alimentar durante algum tempo essa rodinha. Até porque são pessoas ávidas pela fama, aquela fama imediata, não é aquela que você vai conseguir com o trabalho. Eu me incomodo muito, de maneira radical, com quem está trepando com não sei quem…

Por que se incomoda? Mais pela exposição ou pelo vazio da exposição?
Pelo vazio da exposição e pela desimportância de quem está comendo quem, quem está chupando quem. E daí, cara? Gostaria que essa imprensa de subcelebridades fosse mais atrevida: quem tá bebendo urina, coisas assim mais bizarras (risos).

E perversas…
Perversas. Mundo cão. Mas, pô, quem tá comendo quem? E a gente sabe que muitas dessas fofoquinhas são inventadas para alimentar essa mídia. É um processo circular: você inventa uma história porque vai sair na mídia, a mídia compra a história porque sempre tem alguém interessado em ler. Fico impressionado quando vou ao supermercado e tem aquela fila de revistas. Fico olhando quais as revistas que as pessoas pegam para olhar pelo menos a capa. Quase sempre são essas revistas. Lá tem Veja, Istoé, Época – uma vez ou outra alguém pega. Mas as revistas ligadas às novelas todo mundo pega. E o Leblon virou assim a Hollywood brasileira. Aquela coisa dos paparazzi lá na praia, no restaurante… E os próprios artistas que querem aparecer, outros não.

Outro dia saiu Caetano Veloso comprando mamão num supermercado do Leblon.
Tem umas coisas assim de um ridículo atroz.

Isso não cria um problema para as celebridades mais ligadas ao talento, à produção artística? Para aparecer, não vão ter mais dificuldade?
Claro que sim, claro que tem. É um problema de queda de valores. Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. E alguns professores até caem nisso. As pessoas loiras que estão aparecendo… Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro. (risos) Há esses critérios meio malucos.

Por que, apesar de estar na 11ª edição, a fórmula do BBB não se esgotou totalmente?
Achei que no terceiro, no quarto, se esgotaria. É impressionante. Mas tem também um pouco das artimanhas desse Boninho (diretor do BBB). Ele é diabólico, inventa coisas. Li alguns textos sobre o BBB e, numa época, até escrevi sacaneando um pouco com Pedro Bial: há o fascínio de ver as pessoas no dia-a-dia. É insuportável. No ano passado, tentei ver uns pedaços, mas não deu. Foi uma artimanha dele botar dois gays, aquelas pintosas lá pra animar o negócio. E eu: meu Deus, como é que pode, é de uma banalidade, é de um nada total. Agora ele vai inventar sabotadores. Primeiro, a estrutura do BBB é de uma novela. Tem o vilão, caracteriza as pessoas. Depois, tem pessoas reais e uma parte dos espectadores gostaria de estar ali. Uma boa parte, aliás, mandou vídeos e nunca conseguiu.

Você tem dois ex-alunos no BBB…
É, o segundo agora, fui da banca dele, Lucival (França). Era da faculdade Jorge Amado. Ele fez um trabalho de conclusão de curso sobre um pai-de-santo gay que matou a garota que era namorada do namorado dele. O livro reportagem é interessante. Depois ficamos amigos.

Como avalia essa tendência de ter gays nos reality shows?
É fundamental. Tem um fascínio da ambiguidade sexual de alguns, porque os gays são assumidos. E os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”. Não tem “mundo normal”, mas eles carregam um pouco isso. Até o comportamento do gay Serginho, do outro BBB, tinha essa facilidade de transitar de um lado para outro, não se envolver muito. Tem elementos fortes.

Nesse segmento de reality show, há mais abertura para homossexuais do que nas novelas. Por quê?
Porque é ficção. Paradoxo maluco. Até agora, não teve beijo, só teve bitoca, não teve ainda um romance gay. Não sei se Lucival vai proporcionar isso… Ele já falou que só debaixo dos edredons. Às vezes tem uma linguagem que numa novela não sairia. Isso tem um dedo de Boninho. Não é ele que jogava ovo nas pessoas?

Você acompanha o fenômeno das subcelebridades em outros países?
Tive recentemente na Argentina. A televisão de lá consegue ser pior do que a daqui e tem esse mundinho de celebridades. O modelo português (Renato Seabra, ex-participante de reality show) que matou o amante dele (nos Estados Unidos) é um fenômeno mundial. Mas, no Brasil, algumas coisas ganham uma dimensão que é desproporcional. Garanto que alguns lugares devem ter, de alguma maneira. Nos Estados Unidos, a quantidade de reality show é muito maior do que aqui, nas tevês a cabo. Você tem de cabeleireiros a top models, uma quantidade gigantesca. Por que aqui ainda é tão desproporcional? A Globo tem uma audiência massacrante em relação ao resto dos canais. O buchicho que “A Fazenda” provoca é muito pequeno em relação ao BBB. E “A Fazenda” usa até o recurso das semicelebridades. As pessoas não vão se tornar subcelebridades, elas já são e tentam sair do limbo.

– O Pseudo Professor de Ética!

 

Inacreditável.

 

Lembram-se do Delúbio Soares, o tesoureiro do PT que ficou atolado até o pescoço por gerenciar o Caixa 2 do partido? Que ironizou tal prática chamando o evento de “simplesmente recursos não-contabilizados”?

 

Pois é… uma figura como ele deveria estar longe dos holofotes, não? Mas por mais bizarro que possa ser, ele é homenageado por universitários e fala sobre ÉTICA!

 

Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/onde-esta-wally-p-085.shtml

 

ONDE ESTÁ WALLY?

 

por Sofia Krause

 

Quem é o personagem que paga para pregar ética na política no interior de Goiás?

A cena acima é um registro para a posteridade de um momento ímpar na vida de 22 formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no interior de Goiás. Sorriso no rosto, diploma nas mãos orgulhosamente levantadas e…, no alto, alguém que, aparentemente, não combina muito com o ambiente. O homem de terno e gravata é um professor, o patrono da turma, o escolhido para render homenagens aos alunos. Parece o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha? Parece. Mas, ouvindo suas palavras na solenidade de formatura, não é possível que seja. “É muito importante a ética na política, na educação e na cultura do povo”, afirmou o professor, diante dos olhares atentos de mais de quatro centenas de convidados. E concluiu sua pregação: “É importante ter ética em tudo o que se faz na vida”. O homem que está no epicentro do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que manuseou milhões de reais em dinheiro roubado dos cofres públicos, agora empenha seus fins de semana pregando ética a jovens. Bonito, se estivesse cumprindo uma expiação. Mas nem isso é o que parece.

O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento – a capacidade de arrumar dinheiro. Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”. Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.

Tão impressionante quanto imaginar que um grupo de jovens universitários não se importe com a biografia de seus homenageados é perceber que a direção da faculdade também dá de ombros. “Nós respondemos ao MEC e ao Conselho Estadual de Educação, órgãos do governo. Por isso não vejo problema algum”, afirma Cleiton Camilo dos Santos, responsável pela instituição. Segundo ele, Delúbio é ligado ao governo do PT, logo não vai haver problema algum em tê-lo como patrocinador da formatura. “A escolha, afinal, foi dos alunos.” Delúbio fez dois depósitos, cada um de 3 000 reais, nas contas de dois formandos. Embora more em Buriti Alegre, no interior de Goiás, trabalhe na capital, Goiânia, e tenha sido patrono de uma festa em Goiatuba, parte do dinheiro, vivo, saiu de uma agência bancária de São Paulo. Hummm!

– Médicos Formados no Exterior: só 2 aprovados!

 

Algo preocupante: numa experiência para validar diplomas de médicos que estudaram no exterior, apenas 2 de 628 médicos foram aprovados no exame!

 

O assunto é delicado e merece bastante atenção… Em:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101228/not_imp658910,0.php

 

EXAME PARA MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR APROVA SOMENTE 2 CANDIDATOS

 

Por Lígia Formenti

 

O projeto piloto criado pelo governo para validar diplomas de médicos formados no exterior teve uma estreia melancólica. De 628 que se inscreveram no teste, aplicado em outubro, apenas 2 foram aprovados. “Foi um índice muito baixo”, admitiu o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Francisco Campos. Os candidatos são, majoritariamente, brasileiros formados em universidades cubanas e bolivianas.

Diante do resultado, integrantes dos Ministérios da Educação e da Saúde, responsáveis pelo projeto, devem rediscutir a prova. “Talvez alguns pontos precisem ser mudados, como a nota mínima para aprovação”, adiantou Campos. A secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, confirmou que critérios deverão ser revistos. “Na nossa avaliação o processo é bom, só precisa de ajustes.”

Para atuar no País, médicos formados no exterior, sejam estrangeiros ou brasileiros, precisam ter seu diploma reconhecido por instituições brasileiras. Cada universidade escolhe seu modelo. Em geral, ele inclui avaliação de currículo, realização de uma prova e cobrança de uma taxa, que varia de R$ 100 a R$ 5 mil.

Com o crescente número de brasileiros formados em universidades cubanas, bolivianas e argentinas, começou um movimento para pressionar o governo para encontrar outras alternativas. A prova para validação foi a solução encontrada.

O formato prevê um teste uniforme, adotado por todas as universidades. A prova é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC. Antes da prova, um dos requisitos avaliados é a análise do currículo. Nessa peneira, de 628 candidatos, ficaram 506. “Notamos que houve um comparecimento baixo nas provas. Dos 506 com candidatos liberados para o exame, 268 compareceram”, disse Campos. “Tradicionalmente, provas de revalidação são difíceis. Isso é assim em outros países.”

Qualidade. Favorável ao novo modelo proposto pelo governo, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior, não se espanta com resultado. “Ele revela a baixa qualidade de muitas das escolas no exterior.” Azevedo Júnior conta que, nos últimos anos, diante da dificuldade em obter uma vaga em escolas do País, uma legião de estudantes brasileiros vai para países próximos, em busca de um diploma de Medicina.

“É uma saída ilusória. Eles solucionam o problema atual, que é o ingresso na universidade, mas criam um outro para o futuro: a dificuldade de ingressar no mercado de trabalho.”

Para ele, a baixa aprovação não deveria ser motivo para que Ministérios da Saúde e da Educação alterassem os critérios da prova. “É preciso manter o padrão. São selecionados profissionais para atender pacientes. Os critérios têm de ser firmes.”

Maria Paula afirma que a matriz da prova do Inep deverá ser usada em outras avaliações, inclusive de brasileiros. “O formato, em si, é ótimo. Ajustes não significam que o nível de exigência ficará baixo.”

– Diretora de Faculdade Mostra Cidadania com Suportes de Papel Higiênico

Um suporte de papel higiênico (aquele rolinho que você coloca dentro do rolo de papel) é algo barato, não?

Através da luta contra assaltos a “rolinhos de papel higiênico”, uma diretora de faculdade da Bahia mostrou como é importante o respeito ao espaço público e como a luta contra a bandidagem começa pelas pequenas coisas.

Este texto é do Prof Dr Paulo Costa Lima, da UFBA, e o original pode ser acessado CLICANDO AQUI.

FACULDADE ELIMINOU ROUBOS REPONDO OBJETO FURTADO 241 VEZES

Ela decidiu peitar a bandidagem…

Minha amiga era vice-diretora da faculdade de arquitetura e o pessoal da limpeza vivia atazanando seu gabinete… Todo dia sumiam aqueles rolinhos, como é o nome daquilo..?

Aquele negócio redondinho que antigamente era de madeira e tinha uma mola por dentro, hoje é de plástico…

Entra nos dois furos da parede e segura o rolo de papel higiênico.

Ela chegava todo dia e era o mesmo caso. Roubaram os rolinhos. Não tem onde botar o papel. Os banheiros sujos. Os rolos de papel no chão, ou pior, desenrolados na cesta de lixo. Privada entupida… Pode um negócio desses?

Pensou, pensou, e acabou achando uma solução completamente original. Mandou comprar 480 rolinhos e decidiu entrar na briga. Roubavam um rolinho, ela repunha imediatamente. Roubavam 2, 3, 20 rolinhos e lá estava o substituto, novinho em folha, na cara (e nos fundilhos) dos contraventores.

Ficou com uma sensação muito boa de que com ela ninguém podia. Nem a bandidagem. Onde já se viu? Roubar os rolinhos do suporte, na intimidade do alívio de cada dia…

Não podia botar câmeras. Isso foi no início dos 90. E mesmo não ia dar certo. A universidade pública. Iam pensar que a diretoria estava filmando as pessoas nuas sabe-se lá pra quê…

Preocupava-se com o aspecto de contravenção do seu próprio ato administrativo. O que diria ao Reitor sobre esse gasto excessivo com rolinhos de suporte para papel higiênico?

Não sabia onde a coisa iria parar. Até quando iria ter que comprar pacotes de 480 acessórios? O que diria a Divisão de Material?

Mas o espírito da luta, e a nobreza da causa acabaram falando mais alto. E também pensava na economia com o gasto de papel. Afinal, teria alguns argumentos. Continuou repondo e repondo…

Quando chegou em 241 os roubos pararam. Educação completa. Ela havia vencido a guerra e não apenas uma batalha. O ladrão deve der ficado absolutamente decepcionado. Imagine que a casa dele já não devia ter lugar onde botar essas tralhas desses rolinhos…

Acho que a minha amiga realizou um experimento inusitado de enfrentamento da contravenção.

Flexionando o espaço-tempo da propriedade gerou uma abundância artificial que eliminou o sentido do roubo.

Já pensou se esse pequeno modelo se espalha? Teria que dar dinheiro para todos os ladrões e todos os corruptos até que eles não quisessem mais… seria o fim da bandidagem e do capitalismo… (rsrsrs)… o fim da pena de morte por corrupção na China?

E tem mais. Ela demonstrou até onde deve ir essa história de tolerância zero. A violência começa nos banheiros, no desrespeito ao outro…

Leituras e associações:

1. a noção (ou falta de noção) do espaço público entre nós;

2. falha estrutural do contrato social: levar vantagem;

3. também acontece com livros nas bibliotecas públicas, muitas vezes levados por gente tida como acima de qualquer suspeita;

4. não é um problema dos pobres, que muitas vezes são bem mais decentes que médios e ricos;

5. o banheiro público aciona espaços discursivos aparentemente caóticos, típicos dessa situação – o palavrão, a obscenidade, a infâmia, o humor rasgado -, marcas culturais dos “sem contrato”;

6. os comentários da internet (inclusive no Terra) retomam muitas vezes esse ambiente, que alia franqueza bruta e falta de limite quase perversa com relação ao ‘outro’; existe o outro? 7. violência e pertencimento (ou falta de pertencimento) se interpenetram o tempo todo;

8. esse é um grande tema para a campanha presidencial.

9. na contramão de tudo isso: um projeto maravilhoso de caixas de livros nos pontos de ônibus; o sujeito leva o que quiser pra casa (depois traz de volta, lido); está acontecendo na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia.

– Um Pré-Secular Antártico?

 

Sabia que na Antártica haverá uma única experiência científica da área de Humanas em 2011?

 

A iniciativa é de professores argentinos e chilenos, em parceria com uma Universidade de MG (falhou qual é ela) e que estudará o comportamento dos primeiros habitantes do Pólo Sul. Com eles estará uma especialista em “bens culturais móveis” (restos que se perdem ao longo do espço/tempo), que ajudará nas pesquisas. A idéia é entender como viviam esses pioneiros antárticos (que eram, na maioria, caçadores de focas), através de vestígios como roupas, sapatos e ferramentas do século XVIII.

 

Boa sorte aos cientistas!

– Índice de Universitários no Brasil e Mensalidades

 

Há 15 anos, minha última mensalidade na minha primeira faculdade foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

 

A concorrência aumentou, sobram vagas e sobram instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas faculdades e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

 

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

 

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

 

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

 

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

 

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247/11/2010)

 

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3%dos muniversitários, respectivamente. Confira mais dados:

 

Classe A – 7,3%

Classe B – 19%

Classe C – 57,1%

Classe D – 15,3%

Classe E – 1,2%

 

Variação do preço médio das mensalidades das universidades privadas brasileiras:

Em 1999 – R$ 532,00

Em 2009 – R$ 367,00.

– O Fator Determinante para a Boa Educação nas Escolas

Robert J. Samuelson, Colunista da Newsweek, escreveu em sua coluna mensal (reproduzida no Brasil pela Editora Globo – clique aqui para a citação) a respeito dos motivos da queda na qualidade de ensino dos EUA.

 

Talvez o motivo seja o mesmo dos estudantes brasileiros: falta motivação ao estudante! Nada em relação à formatação dos cursos acadêmicos ou à estrutura das universidades. Muito menos quanto a qualidade dos professores e seus salários (um professor que trabalhe em tempo integral pode ganhar até 100,000.00 dólares anuais – o docente lá é valorizado!). O problema é incentivar os discentes.

 

Compartilho, abaixo:

 

O FIASCO DAS REFORMAS

 

Arne Duncan, ministro da Educação, anunciou a concessão de US$ 4 bilhões em subsídios aos estados dispostos a estimular “graus elevados de excelência” na escola. Para isso, terão de apresentar propostas, segundo Duncan, que demonstrem um “compromisso ousado com a reforma da educação”, além de “criatividade e inovação surpreendentes”. Isso mostra, de fato, que poucos assuntos inspiram mais desonestidade intelectual e extravagância política do que a “reforma da educação”. Desde os anos 60, as sucessivas ondas de “reforma” jamais produziram ganhos significativos de desempenho. Não há dúvida de que houve avanços nas escolas de nível elementar. Mas de que serve isso se o ensino médio anula esse ganho? Melhorou também – pouco, é verdade – a diferença de desempenho entre brancos, negros e hispânicos no ensino médio. Infelizmente essa melhora não foi muito além do final dos anos 80. As teorias convencionais não explicam esse avanço sofrível. Será que há poucos professores? De jeito nenhum. De 1970 a 2008, a população estudantil cresceu 8%, e o número de professores, 61%. Será que os professores ganham pouco? Talvez, mas a coisa não é tão simples assim. Em 2008, um professor comum ganhava US$ 53,2 mil ao ano; dois professores em tempo integral que se casassem e recebessem dentro da média salarial da categoria estariam na faixa de 20% dos lares com maior renda do país (em 2008, esse referencial de renda era de US$ 100,2 mil).

 

A principal causa de fracasso do ensino quase nunca
é mencionada:
motivação escassa dos estudantes


As “reformas” são uma decepção por dois motivos. Primeiro: ninguém descobriu ainda que mudanças realmente fariam diferença no currículo ou na pedagogia. Em 2009, as escolas particulares arregimentaram 3% dos alunos, mas não houve ganhos uniformes de desempenho. A principal causa de fracasso do ensino quase nunca é mencionada: motivação escassa. Afinal, os alunos é que têm de estudar. Se eles não estiverem motivados, nem mesmo os melhores professores serão capazes de mudar alguma coisa. A motivação tem várias fontes: curiosidade e ambição; expectativas dos pais; o desejo de entrar em uma “boa” faculdade; professores que inspiram ou intimidam; pressão dos colegas. Boa parte das propostas de “reforma” pressupõe que se os alunos não têm motivação, a culpa, sem dúvida, é das escolas e dos professores. Na verdade, como o ensino médio tem hoje um público maior, e a cultura adolescente ganhou força, a autoridade dos professores e das escolas entrou em colapso.

A motivação é pífia porque um número maior de estudantes não gosta da escola, não estuda como deveria e por isso seu desempenho é ruim. Em um levantamento feito em 2008 entre professores do ensino médio, 21% apontaram que o absenteísmo era um problema grave entre os alunos; para 29%, o problema era a “apatia dos alunos”. Michael Kirst, pedagogo de Stanford, calcula que 30% dos calouros das faculdades tradicionais precisam de cursos de aperfeiçoamento em leitura e matemática.

 

* Robert J. Samuelson, jornalista americano, é colunista da Revista Newsweek

– O “Rodeio das Gordas” e o sentido torto, imbecil e repugnante do ambiente acadêmico.

 

Sempre defendo que as instituições de ensino onde leciono devem incentivar o espírito e ambiente acadêmico. A integração universitária deve ser fundamental para o entrosamento e sucesso dos universitários.

 

Mas o que dizer dos idiotas que ainda insistem em praticar “trotes acadêmicos” a fim de integrar os novatos? Ou ainda o constrangedor episódio ocorrido semana passada na UNESP de Araraquara, chamado de “Rodeio das Gordas”, onde a montaria em cima de alunas obesas era a “brincadeira”?

 

Custa a crer que esses alunos serão a mente pensante da nação…

 

Faço minha as palavras de Ruth de Aquino, na Revista Época dessa semana, Coluna Nossa Antena, de 01 de novembro de 2011, pg 130. Abaixo:

 

O RODEIO DOS IMBECIS

 

Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.

 

Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.

 

A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.

Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.

O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente

Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados.

 

Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.

 

Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes… não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.

– Universidades Corporativas crescem no Brasil

 

Vejo com bons olhos o crescimento das Universidades bancadas pelas Empresas no Brasil. Tal prática comum nos EUA (em destaque, a universidade Kellog’s – a mesma do “Sucrilhos”), agora se torna mais comum em nosso país.

 

A idéia é de que as grandes empresas criem cursos de graduação voltados para as suas próprias necessidades, bancando o ensino para seus funcionários. A idéia ganhou fôlego com a Motorola e a popularização da prática do Six Sigma.

 

Aqui, destacam-se a Universidade Petrobrás (RJ), Motorola University (Jaguariúna-SP) e Isvor-Fiat (Betim-MG).

 

Abaixo, extraído de:

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/37590_UNIVERSIDADES+SA

 

UNIVERSIDADE S.A.

 

Por Letícia Morelli

 

Grandes empresas já têm seus próprios campi e resolvem internamente um problema crônico da sociedade brasileira: a escassez de mão de obra qualificada

 

Nos próximos quatro anos, a Petrobras investirá US$ 224 bilhões no pré-sal. No balanço da companhia, há outro investimento, que representa pouco mais de 0,1% do volume destinado ao pré-sal, mas que é estratégico. São os US$ 290 milhões aplicados pela Petrobras na sua universidade corporativa. Foi a forma encontrada pela estatal para treinar equipes num país que forma poucos engenheiros e onde há um déficit crônico de mão de obra especializada. 

“Somos parceiros de instituições acadêmicas, mas preferimos oferecer os cursos internamente porque necessitamos de agilidade e temos de aprimorar um grande número de pessoas”, disse à DINHEIRO Ricardo Salomão, gerente-geral da Universidade Petrobras.

Todos os dias, 2,5 mil executivos passam pelo campus da companhia, no Rio de Janeiro, que compreende três unidades: a Escola de Ciências e Tecnologias, voltada para exploração e produção, a Escola de Gestão e Negócios, que desenvolve lideranças, e a Escola Técnica, que oferece aos empregados uma formação específica para cada atividade.

 

“Todos os funcionários da Petrobras são incluídos nos treinamentos e podem participar de cursos de formação até doutorado”, diz Salomão. No mundo, existem cerca de quatro mil universidades corporativas, que formam quatro milhões de profissionais por ano. 

 

A empresa pioneira foi a americana General Electric, que criou sua instituição de ensino em 1956, na cidade de Crotonview. Mas a onda começou a pegar em 1986, quando Bill Smith, um engenheiro sênior da Motorola, criou um método detectar defeitos nos processos de fabricação ao qual deu o nome de Six Sigma. 

 

O método se expandiu por diversas empresas e é a base dos treinamentos ministrados nos campi da Motorola University no mundo. No Brasil desde 1997, ela está no campus industrial e tecnológico da empresa, em Jaguariúna, no interior de São Paulo. 

 

Cada funcionário da empresa recebe uma cartela de cursos obrigatórios e recomendados, de diferentes níveis de complexidade, que envolvem, por exemplo, lições de ética, técnicas de produção e práticas de liderança. 

A cada etapa concluída, recebe-se uma certificação. “O nível mais desejado pelos profissionais da área técnica é o chamado cinturão verde, o green belt”, explica Helena Costa, coordenadora da Motorola University no Brasil. “Um profissional com este título é muito bem reconhecido no mercado de trabalho.” 

 

Segundo a Associação Brasileira de Educação Corporativa, 300 organizações atuantes no País, tanto na esfera pública quanto privada, já implantaram e estão operando sistemas de educação corporativa. 

 

A Faculdade de Economia e Administração da USP revelou que a média de investimentos empresariais em educação corporativa gira em torno de R$ 11 milhões. Tais recursos visam compensar as deficiências do mercado de trabalho. 

 

Muito além dos centros de treinamento, o conceito de universidade corporativa ultrapassa o quadrado da sala de aula e aplica o saber em situações reais de trabalho, solucionando problemas e melhorando performances. 

 

É o que acontece, por exemplo, na Fiat, onde executivos são treinados até a resolver problemas típicos de automóveis, como qualquer mecânico ou motorista. Por ser o maior mercado da Fiat no mundo depois da Itália, o Brasil tem um braço do Isvor, o Istituto per lo Sviluppo Organizzativo, que em português seria Instituto para o Desenvolvimento Organizacional. 

 

“Minas Gerais está em fase de empregabilidade total. As grandes universidades não suprem as demandas do mercado de trabalho, faltam engenheiros e nisso a universidade corporativa entra com a criação de cursos não formais”, diz Márcia Lucia Naves, superintendente do Isvor. 

Funcionando como uma empresa, com CNPJ próprio, a entidade movimenta R$ 20 milhões anualmente, provendo treinamentos e consultorias para empresas de diversos segmentos, não concorrentes do seu cliente majoritário: o grupo Fiat. 

 

Os métodos aplicados são os mais variados: há cursos presenciais, em salas de aula e oficinas, até módulos de ensino a distância disponíveis para plataformas virtuais. É o que faz Marcus Vinicius Aguiar, gerente de normas ténicas da montadora. “Nem sempre é possível conciliar a minha agenda com a dos cursos e por isso essa modalidade a distância é a ideal”, diz ele. 

 

Com perfil semelhante, a Uni Algar, universidade corporativa do Grupo Algar, de Uberlândia (MG), que atua nos setores de tecnologia da informação, telecomunicações, agronegócioe turismo, investe R$ 8,5 milhões ao ano no aprimoramento profissional de seus 18 mil funcionários. “Sempre tivemos foco grande em educação, porque o nosso principal ativo é o capital humano”, diz Elizabeth Oliveira, diretora da Uni Algar.

 

Programas de negociação, planejamento estratégico, técnica de apresentação e até as novas regras ortográficas são ensinadas na instituição. Os treinamentos também melhoram a qualidade de serviços essenciais da companhia. 

 

“No telemarketing, foi possível notar um retorno de R$ 800 mil sobre um investimento de R$ 500 mil, avaliando apenas o nível de reclamações que não tivemos”,diz Elizabeth. Segundo ela, há no grupo casos de atendentes de telemarketing que se transformaram em altos executivos, graças ao esforço pessoal. 

 

A Bematech, líder no segmento de automação para o comércio, também conta com um sistema de educação corporativa, com matriz em Curitiba (PR). “Gestão de conhecimento é vantagem competitiva”, defende Roger Castagno Júnior, gerente da companhia. No entanto, a maioria dos cursos ainda não é reconhecida pelo Ministério da Educação. 

 

“De todo modo, o certificado corporativo já abre oportunidades no mercado”, afirma Gerson Correa, consultor da Talent Solution. “Embora as empresas valorizem mais a competência do que o diploma, a educação corporativa complementa a formação tradicional”, avalia Marisa Eboli, mestre do departamento de economia da USP e autora do livro Educação corporativa no Brasil – mitos e verdades.

– As Faculdades mais Influentes do Mundo

 

A Times Higher Education publicou o ranking das universidades mais influentes do mundo, ed 2010/2011.

 

Abaixo, a lista, extraída de PORTAL EXAME (clique acima para citação):

 

(Ops: a melhor brasileira é a USP, em 232º Lugar)

 

AS UNIVERSIDADES MAIS INFLUENTES DO MUNDO

 

São Paulo – A revista Times Higher Education (THE), em parceria com o grupo de mîdia Thomson Reuters, publicou este mês o ranking de melhores universidades do mundo de 2010-11.

Foram ouvidos 13.388 acadêmicos pelo planeta. Treze  indicadores de desempenho foram divididos em 5 grandes categorias: ensino (o ambiente de aprendizagem, valendo 30% da nota), o impacto das citações (ou a medida da influência das pesquisas do instituto, valendo 32,5% da nota), pesquisa (quantidade, renda e prestígio, valendo 30% da nota), influência internacional (do corpo docente e discente, valendo 5%) e rendimento industrial (um medidor da transferência do conhecimento, valendo 2,5%).


Os Estados Unidos ficaram na frente do ranking de melhores universidades: 15 das 20 melhores instituições do planeta são americanas. Segundo Ann Mroz, editora da THE, o motivo é o maior investimento que o país dá à educação, em comparação com os outros (3,1% de seu Produto Interno Bruto, comparado com 1,5%  médio do mundo).


A primeira universidade brasileira a aparecer no ranking é a USP, em 232º posição. A THE considera que as colocações de 200 a 400 são uma “posição indicativa”, pois há apenas pequenas diferenças entre as pontuações.

 

Para a citação do original e continuidade do texto, clique AQUI

– Brasil possui Mais da Metade das Faculdades de Direito do Mundo!

No mundo, existem 2.340 faculdades de Direito. No Brasil, um número assustador: possuímos 1240 instituições de ensino, mais do que a metade do resto do mundo!

 

Extraído de Marina Diana, Leis e negócios, no Portal IG (clique aqui para citação)

 

BRASIL , SOZINHO, TEM MAIS FACULDADES DE DIREITO DO QUE O RESTO DO MUNDO

 

O Brasil tem mais faculdades de Direito do que todos os países no mundo, juntos. Existem 1.240 cursos para a formação de advogados em território nacional enquanto no resto do planeta a soma chega a 1.100 universidades. Os números foram informados por Jefferson Kravchychyn, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

“Temos 1.240 faculdades de direito. No restante do mundo, incluindo China, Estados Unidos, Europa e África, temos 1.100 cursos, segundo os últimos dados que tivemos acesso”, disse o conselheiro do CNJ.

Segundo ele, sem o exame de ordem, prova obrigatória para o ingresso no mercado jurídico, o número de advogados no País –que está próximo dos 800 mil— seria muito maior.

 

“Se não tivéssemos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) teríamos um número maior de advogados do que todo o mundo. Temos um estoque de mais de 3 milhões de bacharéis que não estão inscritos na ordem”, afirmou Kravchychyn.

 

Má qualidade


Na opinião do conselheiro do CNJ, as faculdades de Direito no Brasil deixam a desejar. “Temos mais de 4 milhões de estudantes que estudam em faculdades que não ensinam mediação, arbitragem, conciliação. Ou seja, temos um espírito litigioso. Tudo eu quero litigar [discutir]. Isso é da formação da própria faculdade”, comentou o conselheiro, que citou, ainda, o perfil do brasileiro que entra com ações na Justiça.

 

“Não quero criticar o advogado, mesmo porque sou um. Mas precisamos mudar a consciência social sobre brigas no judiciário. Como todo mundo tem um advogado ou bacharel em direito na família, ou conhecido, qualquer coisa é motivo para entrar na Justiça”, finalizou.

– Novos Critérios para Universidades e Faculdades

Atenção instituições de ensino superior: o MEC está mudando os critérios para classificação de Universidades, Centros Universitários e Faculdades. Em particular, uma certa quantidade de mestres e doutores em seus quadros. No caso de Universidades, terão que ter obrigatoriamente 4 cursos de Mestrado e 2 de Doutorados (todos já reconhecidos).

 

Extraído de OESP (clique acima para citação)

 

MEC TORNA MAIS RÍGIDAS AS REGRAS PARA UNIVERSIDADES

 

Por Luciana Alvarez, Fábio Mazzitelli

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologa hoje uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que estabelece regras mais rígidas para que instituições de ensino superior tenham o status de universidade. Passam a ser exigidos pelo menos dois programas de doutorado e quatro de mestrado. As atuais universidades terão até 2016 para se adaptar – atualmente quase a metade delas não conta com esse requisito mínimo.

 

Segundo levantamento feito pelo Estado com base em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes), das 187 universidades federais e particulares do País, 91 não têm os programas de pós-graduação exigidos pela nova norma.

Delas, 12 são federais; as demais são instituições particulares.

 

A resolução não vale para entidades estaduais e municipais, que seguem leis específicas, mas representantes de universidades federais também contestam a validade da medida (mais informações nesta página).

 

São Paulo é o Estado com o maior número de universidades sem o novo nível mínimo obrigatório de pesquisa. São 24, todas particulares. No Sudeste, 43 das 80 universidades terão de se adaptar para não perder o título.

 

O Centro-Oeste é a região com situação mais confortável. Tem 14 universidades e apenas 4 delas ainda não têm os 2 doutorados e 4 mestrados. No Norte, o Amapá tem apenas uma universidade, a Universidade Federal do Amapá (Unifap), e ela ainda não atende a essa nova exigência, pois oferece apenas um curso de doutorado.

 

O ‘rebaixamento’ para centros universitários ou faculdades tira da instituição parte de sua autonomia. ‘Nos anos 1980 e 1990, muita instituição virou universidade só em busca da autonomia, sem dar contrapartida em extensão e pesquisa. Dentro desse novo instrumento, muitas terão dificuldade de sobreviver como universidade’, acredita o reitor da Universidade Nove de Julho (Uninove), Eduardo Storopoli, que classifica a medida do MEC como um ‘avanço na avaliação do ensino superior’. ‘Uma universidade que está mal avaliada desde os anos 1990 pode cair até para faculdade’, diz.

 

Muitas instituições de ensino particular, porém, não concordam com as novas regras e chegaram a entrar com recurso, que foi rejeitado pelo CNE. Roberto Covac, representante legal do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que reúne faculdades, centros universitários e universidades, diz que o grupo argumentou que faltou diálogo com o setor. ‘Outro problema é que a regra é única para um País muito grande, com realidades muito diferentes’, afirmou.

 

‘Sem dúvida é uma conquista, amplamente discutida com a sociedade’, diz Paulo Speller, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE. ‘Temos um bom prazo para as universidades se adaptarem. Não acredito que teremos problema com descredenciamentos.’

 

Exigência

 

A norma prevê um prazo de seis anos, até 2016, para que as universidades existentes se adaptem. Em 2013, será necessário comprovar oferta de três cursos de mestrado e um de doutorado.

 

DIFERENÇAS

 

Faculdade

 

Instituto de ensino superior que precisa de aprovação do MEC para ampliar vagas ou cursos; seus diplomas têm de ser registrados por uma universidade.

 

Centro Universitário

 

Pode criar novos cursos e vagas sem pedir aprovação do MEC, mas não novas sedes. Não precisa realizar pesquisa.

 

Universidade

 

Instituição com autonomia para criar novos cursos, sedes, alterar número de vagas, expedir diplomas. Tem de oferecer ensino, pesquisa e extensão.

 

Novas obrigações

Para manter ou conseguir status de universidade, a instituição vai precisar ter, no mínimo, um terço do corpo docente de mestres ou doutores e um terço dos professores em regime de tempo integral; 60% dos cursos de graduação reconhecidos pelo MEC ou em processo de reconhecimento; oferta regular de quatro mestrados e dois doutorados reconhecidos pelo MEC.

– Universidades Brasileiras têm preconceito com Pós Multidisciplinar

Leio uma interessante matéria do mundo acadêmico/científico que nos leva ao seguinte questionamento:  até onde vale a pena investir em muitas áreas de conhecimento nos estudos?

Abaixo, reportagem de Luciano Grütenr Buratto e Sabine Righetti (Folha de São Paulo, Caderno ciência, pg A15, Ed 14/09/2010) fala sobre o crescimento dos Mestrados e Doutorados Multidisciplinares, e a resistência na aceitação desses mesmos cursos por universidades na contratação de docentes.

 

EDITAIS IGNORAM PÓS MULTIDISCLINAR

 

Pesquisadores com formação em múltiplas áreas sofrem para conseguir espaço em universidades brasileiras. Apesar de incentivo do governo para mestrado e doutorado desse tipo, instituições exigem o diploma “tradicional”

 

O advogado Evandro Sathler, mestre em ciências sociais e jurídicas e doutor em geografia, viu-se em uma sinuca de bico quando quis prestar concurso para professor em universidade pública.

“Não me qualifico nos editais para docente de direito porque meu doutorado é em ciência sociais, nem nos de geografia porque meu bacharelado é em direito”, diz.

O caso de Sathler ilustra um problema emergente: o descompasso entre a presença cada vez maior de profissionais multidisciplinares e sua inserção nas universidades, ainda estruturadas em “caixinhas” -departamentos organizados em torno de uma área do conhecimento.

 

EXPLOSÃO

 

O número de programas de mestrado multidisciplinares, como sociologia ambiental, engenharia biomédica ou política científica e tecnológica, subiu de 26 em 1998 para 117 em 2008, segundo dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Os programas de doutorado desse tipo cresceram de quatro para dez no período.

Segundo Maria Paula Dallari Bucci, secretária de educação superior do MEC (Ministério da Educação), a formação na graduação não deve limitar a escolha de candidatos em concursos.

Apesar disso, o publicitário Eduardo Nogueira, com mestrado em administração e experiência em marketing há mais de 15 anos, acabou nem tentando um concurso na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Isso porque publicidade não estava na lista de cursos de graduação requeridos para inscrição à vaga.

O posto era para tutor de uma disciplina de marketing do curso de administração de empresas. O edital da federal, no entanto, exigia graduação em administração, economia, ciências contábeis e engenharia de produção, mas não publicidade.

“Minha experiência em marketing em instituições privadas e no mercado não me qualifica a dar aula em universidade pública?”, diz.

A secretária do MEC ressalta que, segundo o artigo 69 do decreto 5773/06, candidatos a professor não precisam ter inscrição em órgão de regulamentação profissional, “salvo nos casos em que as atividades docente e profissional se confundem”.

Assim, um candidato a professor de administração não precisa ter registro em conselhos regionais de administração para concorrer.

 

CORPORATIVO

 

Apesar disso, algumas instituições seguem critérios corporativos na elaboração de editais de concursos.

“Na psicologia, a maioria dos concursos para professor exige que o candidato seja psicólogo”, diz Neuza Maria de Fátima Guareschi, professora da PUC-RS e presidente da Anpepp (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia).

Para Guareschi, mesmo que o edital seja para vaga de estatística ou psicologia cognitiva -que não envolvem a parte clínica ou testes psicológicos- muitas universidades ainda exigem formação de graduação em psicologia.

“O candidato precisa ser psicólogo para ocupar vagas para cursos na área clínica ou de testes psicológicos. Mas em muitos outros casos ele não precisaria ter graduação na área”, analisa.

– Maus Pagadores da Universidade Carioca: um dos fatores relevantes na briga de Estácio X Anhanguera pela liderança das Universidades Privadas

A Universidade Estácio de Sá e a Anhanguera travam uma briga muito interessante: quem liderará o mercado de estudantes universitários no Brasil?

 

Compartilho um artigo interessante da Revista Exame (citações abaixo), a respeito das medidas tomadas pela Estácio (agora do grupo GP, aquele mesmo que coordenou a venda da Kolynos para Colgate, Lacta para Kraft e Antártica para Bhrama) para retomar a liderança.

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0973/negocios/esse-tem-dar-certo-584920.html?page=1

 

ESSE TEM QUE DAR CERTO

 

Depois de uma série de maus resultados, a GP centra esforços em um de seus maiores investimentos: a Universidade Estácio de Sá. – por Renata Agostini

 

O paulista Eduardo Alcalay desembarcou no Rio de Janeiro em dezembro de 2008 com uma missão inédita em sua carreira. Aos 41 anos de idade, dez deles passados no banco Garantia e na GP Investimentos, a maior gestora de fundos de private equity do país, Alcalay sempre atuou nos bastidores. No mítico banco criado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, coordenou operações importantes, como a venda da Kolynos à Colgate, a venda da Lacta à Kraft e a compra das operações da Pepsi na América Latina pela AmBev (então Brahma). Na GP, onde é sócio desde 2005, foi o responsável por aquisições como a da mineira Magnesita, um negócio de 1,2 bilhão de reais fechado em 2007. As articulações de grandes fusões e aquisições, porém, ficaram em segundo plano desde que ele assumiu a presidência da universidade fluminense Estácio de Sá – sua primeira experiência no comando de uma empresa. Desde maio de 2008, quando a GP pagou 259 milhões de reais para arrematar 20% da universidade (um negócio conduzido pelo próprio Alcalay), a Estácio logo se tornou uma das maiores apostas da gestora – sobretudo pelo enorme potencial de crescimento do setor de educação. Essa expectativa de retorno nunca foi tão alta quanto agora. Em junho, a GP amargou um prejuízo de 140 milhões de dólares ao vender a Imbra, empresa de serviços odontológicos adquirida em outubro de 2008. Em outra frente, a gestora luta para reestruturar a San Antonio, especializada em perfuração de poços de petróleo – comprada por 1 bilhão de dólares em agosto de 2007, a companhia perdeu quase 70% de seu valor desde a compra até março, quando foi divulgado o último resultado. Esses maus investimentos fizeram com que as ações da GP caíssem cerca de 30% neste ano – e levaram o mercado a acompanhar o desempenho da Estácio, a terceira maior empresa em valor de mercado entre as dez do portfólio da GP, com atenção redobrada. “Essa tem que dar certo”, diz o próprio Alcalay, resumindo o estado de espírito dos sócios da gestora.

A tarefa do executivo é particularmente espinhosa porque a Estácio vem perdendo fôlego nos últimos anos. Fundada em 1970 pela família Uchoa, que ainda detém 52,6% de participação, a Estácio tornou-se a maior empresa de ensino superior do país no final dos anos 90. Embora tenha mantido o posto por uma década, a empresa viu sua principal concorrente – a paulista Anhanguera – avançar a passos largos. Nos últimos três anos, enquanto a Estácio aumentou em apenas 15% o número de matrículas, a Anhanguera quintuplicou seu total de estudantes, roubando a liderança no ano passado (em número de alunos). Paralelamente, a falta de sistemas eficientes de controle de custos e de cobrança fez a Estácio colecionar maus pagadores e perder rentabilidade. Hoje, a margem de lucro da Estácio é de 12%, a menor entre as companhias abertas do setor. No final de 2009, depois de analisar a situação dos inadimplentes, a universidade teve de reconhecer em balanço um calote de 60 milhões de reais em mensalidades atrasadas. “A Estácio possuía escala, mas não conseguia tirar vantagem disso”, diz Vitor Pini, analista do Bradesco.

Para reverter esse cenário, uma das primeiras medidas do executivo foi cortar custos. Até maio do ano passado, cada um dos 73 campi possuía os próprios departamentos financeiro, jurídico e de compras. Hoje, todos os serviços administrativos estão centralizados na sede da empresa. Também foi extinta mais da metade dos cargos de direção – dos 219 restaram 90. No total, a “limpeza” promovida pelo sócio da GP eliminou quase 1 500 dos antigos 5 700 funcionários administrativos. Ao mesmo tempo, a empresa iniciou uma ofensiva para melhorar sua imagem e aumentar o alcance da marca, num investimento de cerca de 50 milhões de reais. No início de 2009, o apresentador Luciano Huck foi contratado como garoto- propaganda de uma campanha publicitária veiculada nos 16 estados em que a Estácio opera. Em maio, a universidade estreou uma nova campanha de televisão com depoimentos de jovens dizendo que se formaram na Estácio e são profissionais bem-sucedidos. Essas medidas já trouxeram alguns resultados. O mais visível deles foi o aumento do lucro, da ordem de 9% no ano passado, depois de uma queda de 1% em 2008.

A intervenção mais profunda, no entanto, começou a ser executada apenas neste ano. O número de cursos oferecidos caiu quase pela metade, de 140 para 78. Foram cortadas graduações, digamos, exóticas, como administração de Carnaval. Das que restaram, em 41 delas foi adotado um sistema em que disciplinas comuns são compartilhadas por alunos de cursos diferentes. Desde agosto do ano passado, a rede lançou 24 cursos de graduação e pós a distância para ganhar mais alunos e manter os custos baixos. Hoje há 16 000 alunos matriculados na Estácio em cursos a distância, representando 3% do faturamento total da empresa. Mas o potencial de crescimento dessa modalidade de ensino é enorme. A estimativa é que o número de estudantes a distância no ensino superior chegue a 1,4 milhão em todo o país em 2012, quase um terço de todas as matrículas da rede privada. A Anhanguera, que entrou nesse mercado em 2007, possui 130 000 alunos em cursos a distância – 40% de toda a sua base de estudantes. “É disparado o segmento que mais cresce”, diz Ricardo Scavazza, diretor de relações com investidores da Anhanguera.

Uma eventual retomada da liderança deve passar também pela compra de concorrentes. Em janeiro, Alcalay montou um time com três especialistas em fusão e aquisição. A equipe mapeou 130 instituições de ensino que, juntas, somam 600 000 alunos e seriam potenciais alvos de aquisição. A meta é aumentar o número de alunos em 120 000 com as aquisições. “A essa altura, já deveria ter fechado algum negócio”, diz Alcalay. A pressa se explica em grande medida pelo aquecimento do setor de educação no país. O grupo mineiro Kroton, terceiro maior do país, comprou a rede mato-grossense Iuni no início deste ano e dobrou de tamanho. Em julho, houve duas outras operações. A Abril Educação (empresa do Grupo Abril, que edita EXAME) anunciou a compra do grupo Anglo e se tornou a segunda maior rede de sistema de ensino do país. O grupo inglês Pearson comprou parte do SEB, dono das escolas COC. A Anhanguera planeja triplicar o número de estudantes em cinco anos, especialmente por meio de aquisições. Ninguém vai ter vida fácil daqui em diante – disso Alcalay não tem a menor dúvida.

– MEC investiga faculdades que burlam o Fies!

A linha de crédito para financiamento estudantil do Governo (Fies) tem sido muito utilizada em nosso país. Algumas instituições até usam o credenciamento no programa como um diferencial para conquistar novos alunos. Entretanto, uma matéria importante da Folha de São Paulo levanta uma grande preocupação: Algumas instituições estariam burlando o sistema? Dentre elas, o jornal cita Unip e Uninove!

 

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Saber, Ed 07/08/2010, Pg 1.

 

MEC INVESTIGA UNIVERSIDADES PARTICULARES DE AUMENTAR DÍVIDAS DE ALUNOS

 

O Ministério da Educação abriu processos para investigar se 11 universidades privadas cometeram irregularidades na cobrança de mensalidades de alunos do Fies (fundo federal de financiamento estudantil). Há suspeita que os valores cobrados estavam acima do regular, informa a reportagem de Fábio Takahashi, publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Entre as instituições citadas estão a Unip e a Uninove, duas das maiores do país. Ambas afirmam que a pasta ainda não enviou os detalhes dos procedimentos.

Os processos foram abertos após o MEC receber denúncias de que as instituições não concederam aos bolsistas do Fies descontos dados aos demais. A lei exige que os valores devam ser os mesmos aos dois grupos.

Um dos principais abatimentos concedidos é o referente ao pagamento da mensalidade no dia correto, que normalmente resulta em descontos entre 5% e 10%.

Se a dedução não é aplicada, o estudante paga um valor acima tanto da mensalidade (referente ao valor não financiado pelo Fies) quanto do saldo devedor (a ser pago ao Fies após a formatura). Já a universidade recebe recursos acima do previsto.

Segundo o MEC, a maior parte dos processos administrativos refere-se a denúncias recebidas em 2008 e 2009. As universidades têm dez dias para se manifestarem.

“O procedimento é aberto quando a instituição não deu esclarecimentos suficientes”, afirma a diretora do MEC responsável pela área, Simone Horta Andrade.

Os 11 procedimentos foram publicados nesta semana. Os da Unip e da Uninove ocorreram ontem. A pasta deverá abrir outros.

– Metade dos Universitários Já Experimentou Drogas!

Leio que a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas divulgou um número arrepiante! Em sua última pesquisa, anunciou que 48,7% dos estudantes de ensino superior já usaram drogas ilícitas (pesquisa que envolveu 18.000 universitários em 27 capitais). Destes, 20% correm risco de dependência.

Sou professor universitário na Área de Administração. E é inimaginável entrar na sala de aula e crer que metade dos meus alunos já experimentou drogas ilícitas… Talvez os números da pesquisa, se feitos no interior, tenham outro resultado. Não creio que cidades como Jundiaí, Itu, Salto e outras da nossa região tenham esse indicador.

O problema é a facilidade de acesso às drogas. No meu tempo de estudante, nunca víamos drogas com freqüência. Felizmente, nunca tive o desprazer nem a vontade de experimentá-las.

A banalização do problema faz com que os jovens vejam as drogas com mais naturalidade, o que é ruim. Os universitários são o futuro da nação, pois eles têm o privilégio de freqüentar os bancos acadêmicos e pertencerem a uma minoria populacional de padrão intelectual mais elevado. É uma pena que isso ocorra entre eles.

 

E você, universitário? Acredita que esse número seja alto na sua faculdade?

– A Queda das Mensalidades em Universidades

Em minha época de estudante universitário, recordo-me bem, a mensalidade, calculada em valores atuais, beirava R$ 450,00. E já faz quase 2 décadas!

 

Leio hoje que em 10 anos o valor das mensalidades caiu significativamente, graças a concorrência e a queda na qualidade de ensino. Compartilho a seguir:

 

Extraído de: GALLO, Ricardo. Cai valor de Mensalidade em faculdade particular. Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, pg 1, 21/06/2010

 

CAI VALOR DE MENSALIDADE EM FACULDADE PARTICULAR

 

Entre 1999 e 2009, o valor médio cobrado recuou de R$ 532 para R$ 367. Queda, constatada por sindicato da categoria, foi motivada por maior concorrência e menor expansão de matrículas

 

A combinação de concorrência acirrada entre universidades e estagnação na entrada de novos alunos derrubou as mensalidades ao nível mais baixo em dez anos.

De 1999 a 2009, o valor médio caiu 31% -de R$ 532 para R$ 367-, aponta levantamento do Semesp (sindicato das universidades particulares de São Paulo) com 1.084 instituições de todo o país.

 

A redução não leva em conta ainda a inflação do período, que foi de 104,3%, de acordo com o INPC/IBGE.

 

Dados do Ministério da Educação mostram que, de 1999 a 2008, o número de instituições particulares de ensino superior mais que dobrou -foi de 905 para 2.016.

Nos últimos anos, as universidades disputam os estudantes pelo bolso. Os anúncios em jornais e no metrô são um bom termômetro -mais que a qualidade de ensino, o chamariz é quanto se paga. “Mensalidades a partir de R$ 104,14”, diz um deles, da Faculdade Sumaré.

Foi lá que a operadora de telemarketing Bruna Ribeiro, 24, foi parar. Neste ano, ela entrou em pedagogia, que lhe custa ainda menos do que o anúncio propalava -R$ 94 por mês, graças a convênio com uma entidade. “Claro que o preço contou.”

Descontos assim fazem o preço despencar. A UniABC promete 25% de abatimento na

primeira mensalidade.

 

NOCIVO

 

Embora pareça benéfica aos alunos, o fenômeno dos preços baixos é nocivo para o setor, diz o sindicato. Quem pratica os menores preços em geral são instituições de menor porte, que deixam de investir em pesquisa, laboratório, professores etc.

 

“Quando entram em guerra de preços, as empresas acabam esquecendo da sua margem mínima para operar e, com o tempo, vão para o buraco. É um tiro no pé”, disse Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp.

 

Principalmente porque o maior alvo da disputa -os estudantes- deixou de crescer. Entre 2007 e 2008, o número de novos alunos avançou apenas 0,6%.

Para se equilibrar, uma instituição deve cobrar mensalidade média de R$ 450, diz Carlos Monteiro, consultor em ensino superior.

 

A mensalidade da FGV (Fundação Getulio Vargas), uma das instituições mais bem avaliadas do país, é de cerca de R$ 2.400. Mackenzie e PUC cobram uma mensalidade média de R$ 1.100.

 

Segundo Capelato, essas universidades não reduziram mensalidades porque têm seus nichos conquistados, já firmaram suas identidades e não precisam disputar alunos no mercado.

Monteiro sugere às instituições alongar os prazos de pagamento para além do curso, em vez de jogar os preços no chão, tática que pode levar à insolvência ou à absorção por grupos maiores, tendência nos últimos anos.

 

Segundo o Ministério da Educação, 29 instituições desapareceram em 2008. Há 2.251 no país, de acordo com o último censo do MEC

– MEC Fechará Curso de Medicina da UNISA

Surpresa para mim. O Ministério da Educação fechará o Curso de Medicina da Universidade de Santo Amaro!

 

MEC FECHARÁ CURSO DE MEDICINA DA UNISA

 

Por Cláudia Colucci

 

Começou o processo de desativação do curso de medicina da Unisa (Universidade de Santo Amaro), uma das mais tradicionais entidades privadas de ensino médico do país, fundada em 1968.

A decisão do Ministério da Educação, publicada ontem no “Diário Oficial da União”, suspende o ingresso de novos alunos; quem já está fazendo o curso na universidade poderá concluí-lo.

A Unisa informa que irá recorrer da medida.

Entre os ex-alunos famosos do curso está o cardiologista Roberto Kalil, médico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff e José Serra, que se formou na universidade em 1985.

Hoje, o curso tem 480 alunos, que pagam mensalidades de R$ 3.424. Na avaliação do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2007, seu conceito foi 3, considerado mediano.

A crise na Unisa se acirrou no final de 2008, quando 50 dos 150 docentes do curso de medicina foram demitidos.

Em seguida, alegando falta de condições de trabalho e ensino gerada pelas demissões, cerca de 70 residentes paralisaram o atendimento no Hospital do Grajaú e no Hospital Escola Wladimir Arruda, que funciona como hospital de ensino da Unisa.

Surpreendida

No início do ano passado, uma vistoria do Cremesp (Conselho Regional de Medicina) concluiu que havia deficit de preceptores –supervisores de residentes– em todas as clínicas, “com evidentes prejuízos à formação de internos e residentes”.

Segundo a Sesu (Secretaria de Educação Superior), no final de maio de 2009, foi assinado um termo em que a instituição se comprometia a sanar até o final dezembro vários problemas que afetavam a qualidade do ensino.

O acordo previa, entre outros, aumento do total de docentes, plano de capacitação dos professores, ampliação de laboratórios e atualização do acervo bibliográfico.

Neste ano, informa a Sesu, a comissão do MEC fez nova avaliação do curso e concluiu que a Unisa não cumpriu “satisfatoriamente” o acordo; por isso, iniciou-se o processo de desativação.

“Há possibilidade da ocorrência de lesão irreparável ou de difícil reparação ao direito da coletividade representada pelos alunos e possíveis ingressantes no curso”, diz trecho da portaria.

Em nota, a reitoria da Unisa informa ter sido “surpreendida” pela decisão e que recorrerá tão logo receba a nota técnica do MEC.

– MEC pune Uniban após Acusá-la de Alterar Dados

Veja só: a Uniban foi proibida de se expandir devido a alteração de dados no seu quadro de Docentes, segundo o MEC, não possuindo verdadeiramente professores com dedicação exclusiva no percentual exigido, como divulgado pela instituição.

Entidades de Ensino Superior têm que dar o exemplo. Que coisa feia, dona Uniban…

Extraído de: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=712927

MEC PUNE UNIVERSIDADE APÓS ACUSÁ-LA DE ALTERAR DADOS

Apuração do Ministério da Educação apontou que a Uniban, sexta maior instituição superior do país, fornecia ao governo dados “irreais”, que informavam erroneamente que a escola possuía ao menos 33% dos docentes em dedicação integral -uma exigência legal.

A instituição, que possui cerca de 50 mil alunos, disse que mostrará ao MEC que cumpre a legislação.

A exigência de docentes em tempo integral é feita para garantir um mínimo de qualidade às universidades, que possuem liberdade para expandir vagas e abrir cursos sem prévia autorização. As que não cumprem podem perder a autonomia.

Por não atendimento à lei, a Secretaria de Ensino Superior divulgou ontem despacho proibindo a Uniban de se expandir até que as falhas sejam sanadas.

A assessoria de imprensa do ministério afirmou que não poderia informar se o erro nos dados foi proposital. Disse apenas que, após denúncia, uma comissão da pasta visitou a instituição e verificou que os dados fornecidos inicialmente “não condiziam com a realidade”.

Pelo sistema do governo, as próprias instituições preenchem as informações enviadas à pasta. Os dados são utilizados para fiscalização e para análise da situação do setor.

Um ex-funcionário da Uniban falou reservadamente à Folha que a universidade incluía falsamente na lista de docentes de tempo integral pessoas que trabalhavam na biblioteca e na imprensa da instituição, entre outros setores.

O ex-funcionário afirma que a prática foi feita após reportagem da Folha em 2008 informar que a instituição possuía só 6% dos docentes em tempo integral. O governo disse que analisava as instituições para o processo de recredenciamento e que exigiria adequação à lei. O Ministério Público Federal também cobrou a escola.

À época, a escola contestou os dados do MEC, mas disse que estava “redimensionando” seu quadro docente.

Um ano depois, o ministério divulgou uma lista de 35 instituições que descumpriam a lei referente ao corpo docente. A Uniban não estava na relação. O ministério recebeu a denúncia após essa divulgação.

No despacho de ontem, a Secretaria de Ensino Superior disse que a expansão de vagas na Uniban “tornaria ainda mais grave a situação de adequação de seu corpo docente”, considerado “deficiente”.

O professor em período integral possui tempo reservado para fazer pesquisas e atender aos estudantes. Por outro lado, traz mais custos às instituições.

Na última avaliação federal, que considera fatores como conhecimento dos alunos, a Uniban obteve nota 197, numa escala até 500 (o governo reprova as que tiram menos de 195).