– USP é a Melhor Universidade da América Latina

A USP, pelo segundo ano consecutivo, está entre as universidades TOP 10 da América Latina, figurando como a principal instituição de ensino, segundo a instituição britânica Quacquarelli Symonds, que faz as avaliações anualmente. A Unicamp figura em 3º, e a UFRJ em 8º. Veja a relação:

 

TOP 10 UNIVERSIDADES LATINO-AMERICANAS

Posição/2012

Instituição

País

Posição/2011

1

USP (Universidade de São Paulo)

Brasil

1

2

Pontificia Universidad Católica de Chile

Chile

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

Brasil

3

4

Universidad de Chile

Chile

4

5

Unam (Universidad Nacional Autónoma de México)

México

5

6

Universidad de Los Andes Colombia

Colômbia

6

7

Itesm (Tecnológico de Monterrey)

México

7

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Brasil

19

9

Universidad de Concepción

Chile

12

10

Usach (Universidad de Santiago de Chile)

Chile

21

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

 

Já as TOP 10 do Brasil foram classificadas assim:

TOP 10 UNIVERSIDADES – BRASIL

Posição 2012
Brasil

Posição 2012
Am. Latina

Instituição

Posição 2011
Am. Latina

1

1

USP (Universidade de São Paulo)

1

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

3

3

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

19

4

13

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

10

5

14

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

14

6

15

Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

31

7

17

Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho)

16

8

18

PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

15

9

25

UnB (Universidade de Brasília)

11

10

28

PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

37

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

– Melhores Universidades do Mundo em Língua Portuguesa!

Há coisas boas pouco divulgadas no mundo da Educação Por exemplo: alguém já acessou o site “Veduca”?

Eu desconhecia, e fiquei surpreso positivamente. O endereço é de um portal de video-aulas, gravadas nas melhores universidades mundiais, como MIT, UCLA, Yale, Harvard, e traduzidas para o português!

De tantas coisas ruins que vemos na Internet e que são disseminadas, ainda há coisas boas que valem a pena compartilhar. Quem quiser, o endereço é: www.veduca.com.br

– Faculdade que não tem aula às 6as feiras?

Parece virar modismo: diversas faculdades estão acrescentando em suas grades atividades não-presenciais às 6as feiras. E agora, o efeito colateral: alunos que eram da Uniban, assimilados pelo novo gestor, a Anhanguera, segundo o Estadão de hoje, farão protesto contra o excesso de matéria on-line!

Extraído de OESP, 23/04/2012, pg A14

ALUNOS DA ANHANGUERA RECLAMAM DE AULAS ONLINE

Estudantes de câmpus da zona norte realizam protesto hoje contra ‘precarização do ensino’

Por Carlos Lordelo

Alunos do grupo educacional Anhanguera fazem hoje à noite mais uma manifestação contra o que classificam de “abandono e precarização do ensino”. Os estudantes reclamam de problemas de infraestrutura, da demissão de professores e da implementação de atividades online que deixam os câmpus vazios sobretudo nas noites de sexta-feira.

Desde o início do ano protestos semelhantes têm ocorrido em várias unidades da instituição. Desta vez, a mobilização será na Uniban da Rua Maria Cândida, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo.

A Anhanguera Educacional, cujas ações são negociadas em bolsa, é o maior grupo privado de ensino superior da América Latina. A companhia fechou 2011 com valor de mercado de R$ 2,93 bilhões. No ano passado, comprou a Uniban, na maior aquisição da história do setor no País. Ultrapassou a marca de 400 mil alunos e consolidou a posição de liderança com 73 câmpus e 500 polos de educação a distância espalhados pelo Brasil.

O modelo pedagógico do grupo se baseia na utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como ferramenta de apoio a todos os seus cursos. No site, os alunos têm acesso a videoaulas, apostilas e exercícios e devem discutir os assuntos em fóruns e chats. A prática está de acordo com portaria do Ministério da Educação (MEC) que deixa as instituições de ensino oferecerem até 20% da carga horária das graduações em módulos semipresenciais. As avaliações têm de ser presenciais.

Demissões em massa. Mas os estudantes da Anhanguera reclamam da qualidade das atividades, de problemas para acessar o material e da falta de acompanhamento de professores e tutores. Os sindicatos de docentes, por sua vez, falam em demissões em massa, corte de custos e subversão das orientações do MEC.

O aluno do 3.º ano de Educação Física Gunther Hager, de 37 anos, diz que o seu link da AVA só foi habilitado há 15 dias. Segundo ele, a própria coordenação do curso avisou à turma que não se preocupasse com o tempo perdido. “Falaram que era só fazer um trabalhinho depois. Você acha que eu vou me matar para assistir a 30 horas de aula para depois fazer um trabalhinho?”

Como as atividades são online, os estudantes não se sentem obrigados a ir à faculdade às sextas-feiras. Os colegas de Hager até alugaram um campo de futebol para jogar bola no “horário livre”. Enquanto isso, o câmpus fica praticamente deserto.

O Estado esteve na unidade da Maria Cândida na semana passada e encontrou corredores vazios. Em algumas salas havia aula e, em outras, pequenos grupos de alunos se reuniam para discutir trabalhos. No câmpus são oferecidos 16 cursos de graduação.

O aluno do 2.º ano de Direito Wilson Santos, de 37, vai à Uniban assistir a palestras visando a somar horas de atividades complementares. A de sexta-feira foi sobre aposentadoria. “A galera que não está nem aí gosta de não ter aula. Aposto que a esta hora não tem ninguém estudando.”

Calouro de Fisioterapia, Paulo Rogério, de 45, só tem duas aulas às quintas e sextas-feiras. Ainda não conseguiu acessar o AVA, embora afirme estar em dia com a instituição. “Estou pagando para ter 20% a menos de aulas.”

Segundo o presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, Celso Napolitano, cerca de 1,5 mil docentes, a maioria mestres e doutores, foram demitidos da Anhanguera nos últimos meses.

Os professores são a matéria-prima que dão qualidade ao ensino superior“, reclama.

– Universidade São Marcos, Tradicional, é Descredenciada

A crise em algumas universidades é notória. A tradicional São Marcos foi descredenciada pelo MEC. Motivos? Abaixo:

Extraído de: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/03/mec-anuncia-descredenciamento-da-universidade-sao-marcos.html

UNIVERSIDADE SÃO MARCOS FECHADA

MEC anuncia o descredenciamento da Universidade São Marcos, em SP. Ministério alegou irregularidades no funcionamento da instituição. 

Universidade terá 90 dias para transferir 2,1 mil alunos a outras faculdades.

O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (22) o descredenciamento da Universidade São Marcos. A instituição, que atualmente tem cerca de 1.300 aluno sem São Paulo e 800 em Paulínia, no interior paulista, foi despejada em dezembro de um terreno no bairro do Ipiranga, na região sudeste de São Paulo, onde mantinha um de seus campi, e estava sob intervenção judicial e em processo de readequação às normas do Ministério da Educação. Segundo o MEC, a universidade tem 90 dias para providenciar a transferência dos alunos para outras faculdades e a entrega da documentação acadêmica aos interessados.

Em nota, o MEC afirma que decidiu descredenciar a universidade “após processo administrativo em que se verificaram inúmeras irregularidades que comprometem o funcionamento da instituição”.

Entre as irregularidades verificadas pelo ministério estão a falta de ato de recredenciamento da instituição, o descumprimento de medida cautelar de suspensão de novos ingressos e das medidas de saneamento determinadas pelo MEC em 2011 durante o processo de supervisão, constatação de inviabilidade financeira e desorganização acadêmica e administrativa da instituição.

A Universidade São Marcos está desde setembro do ano passado sob intervenção judicial. O interventor Carlos Galli disse ao G1que a notícia do descredenciamento feito pelo MEC o pegou “de surpresa”. “Teríamos uma reunião com o MEC nesta sexta-feira (23), mas o ministério desmarcou o encontro. Agora vem esta notícia. Estou indignado. Não sabemos o motivo dessa decisão. Estamos com a documentação pronta para regularizar a universidade”, disse Galli.

Segundo ele, a diretoria da São Marcos vai se reunir nesta sexta-feira para definir que providências tomar.

Aulas começaram

As aulas na Universidade São Marcos começaram no dia 5 deste mês. O início das aulas estava previso para fevereiro e foi adiado duas vezes porque a universidade buscava um novo local para dar aulas, uma vez que foi despejada do campus que mantinha no Ipiranga.

Maria Aurélia Varella, a nova reitora da São Marcos, que foi nomeada pela Justiça, publicou no site oficial que a universidade havia conseguido alugar um novo imóvel para as aulas de cerca de 25 cursos oferecidos em São Paulo, na Vila Mariana. Ela destacou ainda que durante o processo de despejo, a universidade foi vítima de vandalismo. No site, ela citou exemplos como invasões, corte da energia elétrica no poste em frente a um dos campi e furto da bateria do gerador do prédio. “Eu chamaria de sabotagem, mas, como não posso acusar ninguém, fica tudo por isso mesmo”, disse Maria Aurélia ao G1, em fevereiro.

Despejo
Em dezembro, a São Marcos foi despejada de seu campus no Ipiranga pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, dona do terreno. O motivo alegado pela congregação foi o fato de a instituição não ter quitado “expressivo débito correspondente a alugueis em atraso, inclusive com a celebração de acordo em ação de despejo”.

Segundo a congregação, a universidade descumpriu o acordo judicial e não contratou seguro para os imóveis locados, além de não ter apresentado alvará do Corpo de Bombeiros. Na época, a São Marcos afirmou em seu site oficial que “os alunos da Unidade Ipiranga serão transferidos para a Unidade ABC, a fim de se evitar maiores prejuízos”. Galli, porém, afirmou que este anúncio foi feito pela antiga gestão da reitoria e que este espaço está vazio há mais de um ano e sem condições de abrigar os estudantes, já que o local teve a fiação furtada.

– Metade das aulas com Alunos no Ensino a Distância?

A Tecnologia está aí. Blogs, Imagens via Satélite, Intranet, entre outras formas interativas de comunicação. É um fato.

As universidades cada vez mais permitem a interação de mestres e professores através de tais instrumentos. A tendência parece ser essa. Mas e quando os cursos presenciais tornam-se cada vez mais semi-presenciais?

Compartilho uma interessante matéria da Época Negócios (Ed março/2010, pg 20-22, por Alexandre Teixeira e Débora Fortes), a respeito da ousada empreitada da Anhanguera Educacional, onde quer ter 50% de aulas à distância até 2012.

Abaixo:

ENSINO HI-TECH

Quando Alex Dias, ex-CEO do Google no Brasil, assumiu a presidência da Anhanguera Educacional, em setembro, foi uma dupla surpresa. Por que um executivo de ponta trocaria uma das companhias mais sexies do mundo por uma rede de faculdades especializada em cursos para jovens da classe C? E por que uma organização fundada e administrada por professores recrutaria um profissional de tecnologia e mídia, com oito anos de DirecTV e dois de Google no currículo? A resposta é a mesma para as duas perguntas: a Anhanguera é, mais e mais, uma empresa hi-tech de mídia.

Embora o interesse por tecnologia só tenha ganho visibilidade com a aquisição, em 2008, da Rede de Ensino LFG, especializada em cursos televirtuais, a Anhanguera tem um histórico de inovação. Sua aposta no ensino a distância foi decisiva para conquistar o que chama de jovem trabalhador. A companhia montou uma das maiores estruturas de links de internet e de satélite do país. A partir de 23 estúdios de produção de conteúdo, transmite sua programação todas as noites por meio de 27 canais via satélite. Para se ter uma ideia, a Globosat, líder no mercado de TV por assinatura no Brasil, tem 34 canais.

Controlada por um fundo de private equity gerido pelo grupo Pátria, a Anhanguera tem 54 campi e 310 mil alunos. A meta é chegar a 100 campi até o final de 2012. Dois terços desse crescimento deverão se dar por meio de aquisições. As aulas hi-tech respondem hoje por 20% a 30% da vida acadêmica dos alunos, o que deve chegar a 50% nos próximos três anos. “A interface com o aluno tem de ser tão bacana quanto fazer uma compra na Amazon”, afirma Dias. Segundo ele, a próxima fronteira está na criação de métricas para aferir o aprendizado em uma aula em vídeo e no aumento da interação entre professor e aluno. Parte desse contato virá pelo próprio Google. É que a Anhanguera acabou de fechar um contrato para usar o pacote Google Apps For Business, que inclui do e-mail às planilhas. Tudo, claro, online.

– Trainees: a Boa Opção na Carreira

Atenção Formandos e Recém-Formados: matéria interessante sobre TRAINEES

Extraído da Revista Isto Éed 2175, pg 60-64

POR QUE TODOS QUEREM SER TRAINEES

por João Loes e Paula Rocha

Bons salários, chance de crescimento e experiência profissional levam milhares de jovens a participar de exaustivos e dificílimos processos de seleção para iniciar a carreira em grandes empresas

Entre os meses de julho e setembro, milhares de jovens brasileiros devem se inscrever em processos seletivos que podem definir seu futuro profissional. Sonho de muitos universitários recém-formados, os programas de treinamento das principais empresas do Brasil atraem um número cada vez maior de candidatos. Segundo levantamento realizado pela Cia de Talentos, consultoria especializada no recrutamento de jovens profissionais, o total de inscritos nos programas organizados por eles em 2010 variou de três mil a 49 mil, dependendo da empresa, contabilizando uma média de dois mil candidatos por vaga. Só a Ambev, cervejaria líder na América Latina, recebeu no ano passado 72 mil currículos de estudantes egressos do ensino superior. Desses, apenas 22 foram aprovados, o que representa mais de 3,2 mil candidatos por vaga. Para efeito de comparação, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de medicina, um dos mais concorridos do País, teve em 2011 a relação de 128 candidatos por vaga.

A acirrada disputa pelos cargos de trainee das grandes empresas pode ser justificada pelo salário oferecido a esses funcionários (entre R$ 4 mil e R$ 5 mil), valor acima da média nacional no caso de iniciantes. Outras vantagens, porém, contribuem para a alta procura pelas vagas de treinamento. “O programa de trainee é a melhor porta de entrada para o mercado de trabalho”, afirma Noely David, supervisora de processos especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). “Esses jovens já entram nas empresas valorizados, pois passaram por processos seletivos muito rigorosos.” A seleção de um trainee dura em média cinco meses. Nesse período, os candidatos têm de enfrentar uma maratona de provas, que começa pela seleção de currículos. Depois há a etapa dos testes online, nos quais são avaliados conhecimentos gerais, raciocínio lógico e línguas, geralmente português e inglês. Os que passam dessa fase são chamados para dinâmicas de grupo e, por fim, para a entrevista com líderes ou até mesmo com diretores das empresas.

O jovem Felipe Santiago, 25 anos, conhece esse roteiro ao mesmo tempo exaustivo e estimulante. Ele foi um dos 22 trainees selecionados pela Ambev no início de 2011. No último ano da graduação em propaganda e marketing pela ESPM, conciliava os estudos e a realização de seu projeto de conclusão de curso com o trabalho como analista de marketing de uma grande empresa e a preparação para as provas da cervejaria. “Foi puxado, mas ser aprovado foi a maior emoção da minha vida”, diz. Logo que entrou na Ambev, Santiago conheceu diversos departamentos da companhia, como produção, logística e coorporativo. No quinto mês de treinamento, decidiu, junto com o RH, que vendas seria sua área de interesse, e passou a atuar nesse segmento. Agora ele se prepara para uma viagem a St. Louis, no Missouri (EUA), onde trainees da Ambev de várias partes do mundo vão se encontrar para assistir a palestras, participar de debates e estabelecer contatos. “Quero crescer com consistência e um dia chegar a um cargo de liderança”, diz Santiago. 

A recompensa para quem se dedica à seleção e aos programas de treinamento é exatamente essa, conquistar um posto gerencial. “Os processos seletivos para trainees não são baratos, envolvem investimentos em divulgação, seleção e na preparação dos profissionais”, explica a headhunter Manoela Costa, gerente da Page Talent, unidade da Page Personnel que faz recrutamento de estagiários e trainees. “E um dos objetivos dos programas é formar os futuros líderes dessas empresas.” Caso dos presidentes das indústrias Rhodia do Brasil e Dana América do Sul, e do CEO da Chemtech, prestadora de serviços de engenharia. Os três entraram como estagiários, passaram pelo cargo de trainees, e em pouco tempo foram galgando posições até chegar ao topo (leia quadro abaixo) na companhia em que começaram. “A empresa é como um time de futebol que investe em suas bases”, diz Harro Burmann, presidente da Dana. “Trazer um talento custa muito dinheiro. Formar um e retê-lo é melhor e mais garantido.”

Tal filosofia é compartilhada pela maioria das grandes empresas do País. Os trainees da ALL Logística, por exemplo, são contratados com o intuito de se tornarem líderes em 12 meses, tempo de duração do treinamento. A advogada Nathalia Paschoalli, 25 anos, colhe os frutos dessa rápida ascensão. Formada em direito pela Universidade Estadual de Londrina, ela prestou cerca de dez processos seletivos para trainee em 2008, mas não passou em nenhum. No ano seguinte, decidiu concorrer apenas para as empresas com as quais realmente se identificava, e entrou na ALL no início de 2010. Um ano depois, assumiu o cargo de coordenadora da área de qualidade. “Fui a única trainee mulher entre os 17 aprovados na minha seleção”, conta Nathalia. “Durante o treinamento, atuei na área de logística coordenando 150 motoristas de caminhão. Não foi fácil, mas essa experiência trouxe conhecimento extra para me destacar no segmento em que trabalho hoje.”

Transitar por vários módulos corporativos é uma vantagem que os trainees possuem sobre os funcionários comuns, defendem os especialistas. “O trainee tem a chance de perguntar, investigar e conhecer a fundo vários segmentos da companhia”, diz Daniela Panagassi, coordenadora do processo de seleção de trainees da petroquímica Braskem. “Essa noção do funcionamento da empresa é um diferencial que pode ser decisivo no futuro.” Lição que a paulista Isabela Avallone, 23 anos, já aprendeu. Enquanto cursava administração de empresas na USP de Ribeirão Preto, ela estagiou na área de novos negócios da Braskem. “Naquela época, a empresa já me fascinava, por isso decidi prestar a seleção para trainee”, conta. Aprovada no começo do ano, ela agora aproveita ao máximo todas as informações a que tem acesso dentro da companhia. “A cada três meses troco de área e conheço outras pessoas e departamentos”, diz. “Também tenho acesso aos líderes da empresa e estou muito feliz com essa experiência.”

O contato privilegiado com diretores e presidentes, as possibilidades de crescimento rápido e consistente, os salários acima da média e o prestígio dos trainees são atrativos fortes, mas exigem dos recém-formados doses extras de dedicação e flexibilidade (leia quadro à dir.). “O candidato a trainee tem de demonstrar que está disposto a trabalhar além do seu horário, a mudar de cidade ou até de país”, diz Manoela, da Page Talent. “Um currículo acadêmico impecável é comum a todos os inscritos que chegam às etapas finais. O diferencial está no brilho no olho, na vontade genuína de trabalhar naquela empresa.” Para Isabela Garbers, gerente do programa de trainee da Ambev, a identificação do candidato com a cultura da companhia é fundamental. “O aspirante a trainee deve mostrar que tem um perfil alinhado ao da empresa. E nunca pode estar 100% satisfeito com seu desempenho”, afirma.

Dicas que a carioca radicada em São Paulo Andressa Flosi, 23 anos, espera colocar em prática. Egressa do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, ela está concorrendo ao Programa Jovens Engenheiros da Mineração Usiminas 2011. “Pesquisei muito sobre a empresa, estudei a área de mineração e treinei inglês”, conta sobre sua preparação. “Fiz os testes online e agora estou torcendo por uma resposta positiva.” Se passar nessa etapa, a jovem ainda terá pela frente as tão aguardadas dinâmicas de grupo, o painel de negócios (em que deve solucionar um case relacionado ao dia-a-dia da profissão), a entrevista e o teste psicológico. “Estou confiante e muito disposta a aprender. Para mim, o programa de trainee é uma possibilidade de aprender treinando, e assim me tornar uma profissional completa.”

– Personalidade acima da Competência no Mercado de Trabalho

Amigos, cada vez mais o mercado de trabalho cobra exigências pertinentes aos profissionais. E numa pesquisa global, resultados curiosos: o Brasil é o país que mais exige “flexibilidade”, não se importando tanto com o “entusiasmo”. O trabalho mostrou também que cada vez mais se exige bom senso dos jovens.

Abaixo, outros resultados da pesquisa que coloca a PERSONALIDADE como atributo à frente da COMPETÊNCIA.

Extraído de: Revista Época, Ed 17/01/2011, Seção Negócios & Carreira, pg 56, por Marcos Coronato

TEM DE TER ATITUDE

Competência e conhecimento são bons. Mas o que as empresas querem mesmo dos recém-formados é “personalidade”, diz uma pesquisa global

Quem começou a trabalhar no século passado ouviu falar muito da necessidade de dominar um terceiro idioma, fazer pós-graduação ou comprovar experiência. Quem chega ao mercado de trabalho agora depara com exigências adicionais bem mais abstratas. Os jovens precisam ter a “atitude correta”, seja lá o que signifique isso. Para complicar, enfrentam uma impressão difundida pelo mercado de trabalho, justa ou injustamente, de que têm ambição demais e paciência de menos. Uma pesquisa feita pela consultoria alemã Trendence em 20 países (publicada com exclusividade por ÉPOCA) oferece um panorama mais detalhado do que as companhias querem do jovem.

Na maioria dos países, o fator “personalidade” é considerado mais importante que “competências” (saber prático) e “conhecimento” (teórico). O Brasil é o terceiro da lista que mais valoriza a personalidade. Três economias gigantes e dinâmicas, Estados Unidos, China e Índia, destoam das demais. Dão prioridade mesmo é para a boa e velha competência.

As grandes empresas brasileiras, de acordo com o estudo, buscam jovens flexíveis (para assumir diferentes papéis numa organização, não necessariamente ao mesmo tempo), capazes de liderar e decidir (dentro de seu raio de atuação), com facilidade para atuar em equipe, hábeis em análise (para entender cenários amplos), empreendedores (para criar e abraçar projetos) e com “integridade pessoal e ética forte”. Essas foram as mais mencionadas entre 19 características que poderiam contribuir para o sucesso de um recém-formado numa companhia.

O clamor por ética se destacou também entre companhias da África do Sul, do México e da Turquia, mas ela foi quase ignorada em nações com maior tradição de respeito à lei como Alemanha, Bélgica e Holanda. “Em alguns países, a ética é assumida como padrão, nem se precisa falar a respeito. Em outros, como o Brasil, existe o medo da malandragem”, diz o consultor Carlos Eduardo Dias, diretor da Asap, especializada em organização de processos de estágio. Os recrutadores brasileiros consideraram menos relevantes entusiasmo, pensamento positivo, independência, bom-senso e atenção aos detalhes.

É fácil entender a busca das companhias por profissionais flexíveis. Elas enfrentam em sequência desafios pouco compreendidos, como vender para o consumidor recém-elevado à classe C, construir uma imagem de respeitadora do meio ambiente ou negociar com fornecedores chineses. “Nenhuma companhia, hoje, tem gente sobrando, esperando trabalho. Precisamos atender rapidamente às mudanças”, afirma Maurício Rossi, diretor de recursos humanos da Roche Diagnósticos. Mostrar versatilidade foi fundamental para que Silvia Hioka, estudante de engenharia na FEI, fosse contratada pela empresa. “Mostrei conhecimento de equipamentos, operações, tecnologia e também que gosto da área financeira”, diz.

Parece muita coisa para uma jovem de 24 anos, mas Silvia provavelmente não teria sido selecionada se mostrasse só qualificação técnica. A pesquisa confirmou a preocupação das empresas de encontrar a tal “atitude correta”, que envolveria uma combinação rara, principalmente entre jovens, de ambição e garra, mas também disposição para aprender e esperar. Entre 20 características que eles precisariam melhorar, destacou-se “habilidade social”. “Os graduandos têm habilidades sociais. A questão é se eles têm as habilidades sociais certas. Muitos recrutadores acham que não”, diz Caroline Dépierre, diretora de pesquisa da Trendence.

Para quadro clique em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202466-15259,00.html

– Unicamp e a Não-Inscrição de Quase Metade dos Aprovados!

Um número que impressiona: quase metade dos estudantes aprovados na Unicamp não se matricula!

Cerca de 45% das vagas ficaram abertas para a segunda chamada. Como explicar tal fato?

Alguns alegam que é pela concorrência de outras instituições; outros, pelo fato da Universidade de Campinas não ser a primeira opção em determinados cursos. Ainda, o fato de treineiros estarem inscritos.

Bobagem. Para quem conhece a Unicamp, sabe da sua excelência. Mas fica a dúvida: como interpretar tal número?

Extraído de: http://is.gd/UXfhUs

UNICAMP CONVOCA PARA QUASE METADE DAS VAGAS NA SEGUNDA CHAMADA

A segunda chamada do vestibular da Unicamp tem 1565 candidatos convocados, 45% das 3.444 vagas disponíveis para o primeiro semestre de 2012. A lista de estudantes que conquista a vaga porque os primeiros chamados não foram realizar matrícula está disponível no saguão do Ciclo Básico II da universidade e na página www.comvest.unicamp.br. Nesta quarta-feira, dia 8, também foram divulgadas as notas de todos os concorrentes.

– Boa Indicação para Trabalhos Acadêmicos

Conheci pelo professor universitário Alejandro Knaesel Arrabal, um ótimo blog sobre Pesquisas, Monografias e Dissertações. Chama-se “Prática da Pesquisa”, cujo link é: http://www.praticadapesquisa.com.br/

A nós, professores e alunos, mais um bom endereço na Web para facilitar nossos trabalhos e dirimir dúvidas sobre normas de publicação, metodologias e dicas em geral.

– Nova compra de Universidades: Cruzeiro do Sul assume Unicid

Depois da Anhanguera levar a Uniban e a Kroton a Unopar, agora é a vez da Universidade Cruzeiro do Sul assumir a Unicid

A tendência parece ser essa: a de grandes faculdades absorverem outras. E ficará a questão: sobrarão pequenas instituições?

Extraído do Brasil Econômico: http://is.gd/x4ycsH

ACTIS ENTRA NA CRUZEIRO DO SUL, QUE COMPRA UNICID

Por Francisco Marcellino

Actis LLP acertou a compra de uma participação minoritária da Cruzeiro do Sul Educacional, administradora de universidades, por R$ 180 milhões, segundo informou a assessoria de imprensa da Actis.

Como parte do acordo com a Actis, a Cruzeiro do Sul acertou a compra da rival Unicid, porém, detalhes da operação não foram revelados.

A Actis, com sede em Londres, é um fundo de private equity que administra US$ 4,6 bilhões.

– A Aceleração do Ensino e o Jovem Universitário

O que dizer de um aluno pobre, carente, que lê desde os 2 anos e que entrou em 1º lugar na Universidade Federal do Paraná, no Curso de Química?

Veja que interessante a história deste jovenzinho que é bancado por uma empresa de pneus, além da discussão sobre a viabilidade da aceleração do ensino:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,jovem-de-13-anos-passa-em-1-na-ufpr,308154,0.htm

JOVEM DE 13 ANOS PASSA EM 1º NA UFPR

O garoto Guilherme Cardoso de Souza, de 13 anos, é o mais novo aluno do curso de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele foi o primeiro colocado no vestibular. Mas cursar a universidade é apenas uma das etapas de seu projeto: escrever um livro didático de química para ser utilizado no ensino médio e virar professor. Preciso estar graduado para editar meu livro, diz. O estudante, que mora na periferia de Curitiba, fez parte do projeto Bom Aluno, da empresa BS Colway, que garante estudos para crianças carentes.

O jovem entrou para o programa após sua mãe, Edina Lopes Cardoso, mandar uma carta para a empresa. Ele lê e escreve sozinho desde os 2 anos. Tentei colocá-lo em uma escola particular, mas não tínhamos dinheiro, conta. Souza terminou o ensino médio em 2008 e será o mais jovem aluno a ingressar na UFPR. Na rede paulista de ensino, isso não seria possível. Em São Paulo, embora a legislação brasileira admita, não é permitido aos alunos com altas habilidades pular séries.

Existem alguns especialistas que discordam dessa aceleração do ensino, pois acreditam que esse aluno deve ter uma convivência com pessoas de sua faixa etária, explica Maria Elizabete da Costa, coordenadora do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), da Secretaria de Estado da Educação, que realiza um trabalho de treinamento de professores da rede para identificar alunos com essa característica e promover atividades extracurriculares que atendam às necessidades.

Para Martinha Dutra, da Secretaria de Educação Especial do MEC, a aceleração é possível nos casos em que o aluno demonstra um bom rendimento em todas as disciplinas. ?Me parece que esse é o caso do menino do Paraná, pois ele passou em primeiro lugar no vestibular.? Ela ressalta a importância de um acompanhamento psicológico com o estudante e sua família em situações como essa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Aprender ou Passar no Vestibular?

Boa dica aos professores e pais engajados com filhos em idade pré-vestibular: o artigo de Joca Levy no Estadão de hoje: “Aprender ou Passar no Vestibular” (pg A2).

A neurose e ansiedade dos testes de treineiros faz com que a reflexão seja pertinente. Educação por objetivo específico ou para a vida?

– Curriculum Vitae: Novas vagas, estamos por aqui!

Amigos, apesar de continuar com minhas atuais atividades profissionais, confesso que a carestia está brava…

Alguém tem uma boa oferta de emprego para começarmos 2012 sorrindo?

Estou com disponibilidade em 2 noites para aulas no Ensino Superior, Palestras, Cursos, Bicos, Bate-bolas (desde que remunerado rsrsrs) e outras coisitas mais.

No curriculum, o email de contato. Como tenho alguns amigos que acompanham esta mídia, vale o toque. Quem sabe aparece algo que seja interessante para os dois lados?

CURRICULUM VITAE

 

1 – dados pessoais

 

· Rafael Porcari, 

 

– Email:

rafaelporcari@terra.com.br                    

 

– Blogs:

http://ProfessorRafaelPorcari.blog.terra.com.br

http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br

http:// http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

 

– Site:

http:// http://www.ProfessorRafaelPorcari.hpgvip.com.br 

 

– Currículo Lattes:

http://lattes.cnpq.br/6921568045199692

 

 

2- escolaridade:

 

· Mestrado Stricto Sensu em Administração de Empresas:

Área: Gestão de Negócios, Linha de Pesq: Marketing, Tema: Adm Esportiva – UniSant’Anna, 2000.

 

· Especialização Lato Sensu em Administração e Marketing:

Pós-Graduação (Área de Concentração: Administração) – UniSant’Anna, 2004.

 

· Graduação em Informática, ênfase em Gestão de Negócios:

Tecnólogo – Faculdade de Tecnologia de Jundiaí – Fatec, 2004 (incompleto).

 

· Graduação em Administração de Empresas:

Bacharelado – Faculdade Ciências Econômicas, Contábeis e Adm Empresas Padre Anchieta, 1997.

 

3 – obras escritas

 

· Dissertação de Mestrado:

 

– O Novo Processo Administrativo do Futebol Brasileiro Frente a Profissionalização no Gerenciamento dos Clubes,

São Paulo/SP:2000, 148p – UniSant’Anna. (EDA/BN 290.998)

 

· Artigos Científicos:

 

Abordagem Legal e de Mercado da Profissionalização do Futebol Brasileiro,

Revista Gerenciais, São Paulo/SP:2003, ed 03 – 03, ano 01, pg 18-21. Uninove.

 

O Funcionamento Estrutural do Futebol Brasileiro e a Utilização do Marketing,

Revista Nife, São Paulo/SP:2001, ed 07 – 03/01, ano 08, pg 47-54. Publicação do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Sant’Anna, em co-autoria com o Prof Dr Nilton Nunes Toledo. (ISSN 1414.1736)

 

· Livros:

 

– Violência das Torcidas de Futebol – Historicidade da Violência entre Torcidas,

Jundiaí/SP:2003, Edição do Autor, 27p. (ISBN 85-904052-1-4)

 

– Uso e Desuso do Futebol – Breve Relato das Transformações Históricas do Futebol no Brasil (do Ludismo ao Uso Político, do Mercantilismo ao Assistencialismo),

São Paulo/SP:2003, Edição do Autor, 38p. (ISBN 85-904052-2-2)

 

– Elementos Estruturais do Futebol Como Produto,

São Paulo/SP:1999, 307p, no prelo. (EDA/BN 290.997)

 

· Artigos em Sítios Eletrônicos:

 

– Blog Pessoal (Blog do Professor Rafael Porcari),

(Com comentários e percepções articuladas sobre assuntos referentes à Administração de Empresas, Futebol, Política, Economia, Sociedade e Religião.

 

– Blog Corporativo no Portal Bom Dia (Blog do Rafael Porcari),

(Destinados à assuntos globalizados trazidos para a realidade local)

 

– Blog Consultivo (Blog “Pergunte ao Árbitro),

(Exclusivo à elucidações de dúvidas sobre as Regras do jogo de Futebol e análises de partidas).

 

– Diversos Outros Artigos em Vários Endereços Acadêmicos, Comerciais e Esportivos na Internet.

 

4- atividades profissionais atuais

 

· Professor de Ensino Superior:

– Instituto Santanense de Ensino Superior (UniSant’Anna),

Instituição de Ensino Superior. (de Março/2004 a atual)

Lecionando disciplinas na área de Administração de Empresas:

o   Liderança;

o   TGA I e II;

o   Introdução à Administração;

o   Gestão das Organizações;

o   Teoria da Administração;

o   Teoria das Organizações;

o   Tópicos Especiais em Adm I, II e III;

o   Estratégia Empresarial;

o   Gerenciamento de Pequenas e Médias Empresas;

o   Prática de Negociação;

o   Administração de Conflitos;

o   Gestão Empreendedora;

o   Estudos Contemporâneos; e

o   Administração de Novos Negócios.

 

· Comerciante:

– Auto Posto Harmonia Ltda,

Comércio de Combustíveis e Lubrificantes. (de Junho/2000 a atual)

Sócio-proprietário trabalhando na gerência administrativa.

 

· Articulista em Esportes:

– Rede Bom Dia (Grupo Traffic),

Escrevendo blog sobre diversos assuntos atuais relativos a Esportes, Arbitragem e Bastidores (http:// http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109)

 

· Colunista de Arbitragem:

– Site ‘Voz do Apito’ (http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php)

 

· Consultor em Futebol:

– Autônomo,

Desenvolvendo atividades, palestras e orientações sobre arbitragem, futebol, e administração esportiva.

 

· Blogueiro:

– Autônomo, com 2 blogs próprios:

Escrevendo textos e artigos sobre Administração, Política, Sociedade, produzindo o ‘Blog do Professor Rafael Porcari’ (professorrafaelporcari.blog.terra.com.br),

 

Além de editor do site especializado em Regras do Jogo de Futebol “Pergunte ao Árbitro”

(pergunteaoárbitro.blog.terra.com.br)

 

 

5 – atividades profissionais anteriores

 

· Árbitro de Futebol Profissional:

– Federação Paulista de Futebol (FPF),

Entidade Mantenedora do Futebol Paulista. (de Agosto/1996 a Maio/2010)

Tendo atuado na prestação de serviços como árbitro de futebol nos campeonatos profissionais da 1ª e 2ª  divisões, nas funções de Árbitro Principal e Quarto Árbitro.

 

· Professor de Ensino em Pós-Graduação Lato Sensu:

– Universidade Paulista (Unip),

Instituição de Ensino Superior. (2004)

Lecionando em Curso de Especialização em Gestão e Marketing Esportivo, nas disciplinas História Sócio-Cultural do Futebol e Reflexões Sócio-Mercadológicas do Esporte.

 

· Professor de Ensino Superior:

– Centro Universitário Nove de Julho (Uninove),

Instituição de Ensino Superior. (de Março/1999 a Janeiro/2004)

Lecionando disciplinas na área de Adm (TGA I e II, Introdução à Administração) para as Graduações em Adm Geral, Comércio Exterior, Marketing, RH e Análise de Sistemas, nos campi Vila Maria e Memorial da América Latina.

 

· Professor de Ensino Médio:

– Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau José Polli,

Instituição Pública de Ensino. (1998)

Lecionando como Professor de Ensino Médio nas disciplinas História e Geografia.

 

· Estagiário em Mercadologia:

– Caixa Econômica Federal,

Estatal Atuante no Setor Financeiro. (estágio de Agosto/96 a Janeiro/97).

 

· Estagiário em Logística:

– Akzo Nobel Ltda – Divisão Química,

Indústria de Produtos Químicos. (estágio de Novembro/95 a Julho/96).

 

· Comerciante:

– Nelson Porcari & Cia Ltda,

Comércio de Materiais para Construção. (de Agosto/88 a Outubro/95).

Empresa Familiar, trabalhando em diversas atividades.

 

6- outras atividades

 

· Leigo Voluntário:

– Paróquia São João Bosco,

Igreja Católica Apostólica Romana, Diocese de Jundiaí (de 1997 a 2006).

Trabalhando como leigo-voluntário na Coordenação dos grupos de catequese sacramental do Crisma para adolescentes, e na formação e desenvolvimento de grupos comunitários de jovens e retiros espirituais.

7 – outros cursos e participações

 

· Aluno Especial:

– Doutorado em Administração,

disciplina: Consultoria Empresarial – (FEA) – USP (2004).

– Doutorado em História Social,

disciplina: História Sociocultural do Futebol: Imposição Lúdica, Composições e Significações –  (FFLCH) – USP (2003).

· Administração Esportiva:

            – 1º Fórum do Futebol – FGV (GV Consulting) / Clube dos 13 / FPF (2003).

– Seminário “O Negócio Futebol” – Gazeta Mercantil (2000).

– Extensão em Administração Esportiva – ACEESP (1998).

– 1º Simpósio Internacional de Marketing Esportivo no Brasil – São Paulo (1997).

· Responsabilidade Social:      

            – XIX Encontro Terceiro Setor: Responsabilidade Social Corporativa – CIEE (2003).

– Seminário Nac. Antidrogas nas Escolas Superiores – SENAD/CIEE/GREA-USP/UNINOVE (2002).

– Seminário Resp Social – 3º setor, “A Construção de uma Nova Cultura” –  ABRH (2001).

· Qualidade:                      

– Seminário Sistema da Qualidade Total e ISO 9000 – Akzo Nobel (1996).

· Religião:              

– Doutrina Social da Igreja – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto – Diocese de Jundiaí (2003 /2005).

– Curso de Teologia – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto –  Diocese de Jundiaí (1998/1999).

· Arbitragem de Futebol:         

            – Curso de Formação de Novos Árbitros – EBF, Confederação Brasileira de Futebol (2006).

– Pré-temporada dos Árbitros de Futebol da 1ª Divisão (X, XI e XII edições) – FPF (2004, 2005, 2006).

– I Congresso Internacional dos Árbitros de Futebol – SAFESP (2006).

– Curso de Arbitragem Oficial de Futebol – EAFI, Federação Paulista de Futebol (1997).

– Curso de Arbitragem Amadora de Futebol – Liga Campineira de Futebol (1996).

· Saúde:                  

– Curso de Socorrista Internacional para RCV – Instituto do Coração (2005)

– Seminário Ressuscitação Cardiovascular e Primeiros Socorros – InCor/FPF/Rotary Clube (2004).

· Línguas:               

– Italiano: Curso de Cultura e Língua Italiana – Circolo Italiano di Jundiaí – São Paolo (1998/1999/2001)

– Inglês: Curso de Língua Inglesa – Angloschool Professional’s (1994)

 

8 – homenagens acadêmicas

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2007-2010 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2011)

 

– Professor Paraninfo da Turma de Adm. de Empresas, Administração e Marketing e Análise de Sistemas 2005-2008 da turma de Administração 2006-2009 UniSant’Anna – Salto (2009 e 2010)

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2005-2008 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração Geral e Marketing 2004-2007 (2º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)

– Por mais de 1 bilhão, Kroton compra Unipar

O grupo Kroton, dono de importantes instituições de ensino como a Faculdade Pitágoras, se torna o segundo maior no ramo educacional, ao comprar a Universidade do Norte do Paraná.

Agora, a Anhanguera (SP) é a número 1 do Brasil, com 281 mil alunos, seguida pelo Kroton (MG) com 264 mil e pela Estácio de Sá (RJ), com 247 mil.

Cá entre nós: a cifra de R$ 1.300.000.000,00 é impressionante, não? Negócio assustador, de quem realmente tem ‘bala na agulha’!

NEGÓCIO BATE RECORDE NO SETOR DE EDUCAÇÃO

Empresa mineira investe R$ 1,3 bilhão em busca da liderança do emergente mercado de turmas à distância. Kroton e Unopar terão receita de R$ 1,1 bi e 2º lugar do ensino superior privado, atrás da rival Anhanguera

Por Toni Sciarreta

O ensino superior privado brasileiro teve ontem a conclusão do maior negócio já feito no país.

A mineira Kroton Educacional fechou a compra da Unopar, instituição do norte do Paraná focada no ensino superior à distância, por R$ 1,3 bilhão -cifra que impressionou analistas e bancos de investimento, que viram as fusões e aquisições minguarem no segundo semestre por causa da crise global.

É o segundo meganegócio em menos de três meses do ensino privado brasileiro, setor visto como imune a crises potenciais e que caminha com o aumento de renda da classe média emergente.

Em setembro, a paulista Anhanguera comprou a Uniban por R$ 510,6 milhões.

A aquisição da Unopar fará a Kroton somar mais 162 mil alunos (145 mil de ensino superior à distância e o restante presencial) aos atuais 102 mil. Fica atrás em total de estudantes do ensino superior só da rival Anhanguera, que tem cerca de 281,7 mil alunos. A fluminense Estácio de Sá é a terceira no ranking, com 248 mil estudantes.

O ensino à distância é uma “mina” de geração de caixa, segundo Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

“A principal característica desse negócio é a forte geração de caixa e de elevado crescimento. O ensino à distância cresce mais rápido do que o presencial no Brasil”, disse Galindo, para explicar a aquisição aos analistas.

Neste ano, somente os 145 mil alunos de educação à distância deram uma receita estimada em R$ 416 milhões à Unopar. Somados ao faturamento de R$ 699 milhões da própria Kroton, a nova empresa terá receitas combinadas de R$ 1,1 bilhão.

A Unopar é a maior instituição de ensino à distância no país, à frente da Anhanguera, que tem 83 mil alunos nessa modalidade.

O trabalho é desenvolvido a partir de 469 polos de ensino à distância, verdadeiros centros de tecnologia, em 422 municípios do país.

Todos têm o aval do Ministério da Educação.

Além do ensino à distância, a Unopar tem 16 mil alunos de graduação e pós presencial nos campi de Londrina, Arapongas e Bandeirantes, no norte do Paraná.

CONSOLIDAÇÃO

A aquisição foi costurada pelo Itaú BBA, maior banco de investimento no ramo de fusões, e será feita por meio da editora da Kroton.

Do total de R$ 1,3 bilhão, 80% serão pagos em três parcelas -R$ 650 milhões à vista, R$ 260 milhões em março de 2012 e os R$ 130 milhões restantes em um ano- e 20% em papéis da Kroton, que ontem recuaram 3,09%.

Para a rival Anhanguera, a consolidação da educação privada está só começando e terá novas operações.

“O mercado educacional brasileiro ainda está em processo de consolidação e são positivas essas movimentações, que demonstram a confiança do investidor na alta atratividade e na geração de valor”, disse, em nota.

– Universidade do Hambúrguer é cada vez mais Sucesso!

As universidades corporativas fazem sucesso em muitos lugares. A iniciativa da Rede McDonald’s com a Universidade do Hambúrguer tem sido interessante e, em destaque, se destacam os campi de Brasil e China.

Você sabia que é 3 vezes mais difícil entrar para a Universidade do McDonald’s brasileira do que no curso de Medicina da USP?

Extraído da Revista Superinteressante, Maio /2011, pg 26.

A UNIVERSIDADE DO HAMBÚRGUER

McDonald’s abre sua própria escola na China – e detona corrida às vagas

USP? PUC? Unicamp? Que tal um diploma… (continua em: http://is.gd/uIRCnd)

– Estudantes que Cursam o que Gostam são Minoria em SP

A Veja SP desta semana traz uma pesquisa interessante sobre os estudantes paulistanos:

28% dos estudantes escolheram uma faculdade por desempenhar a atividade profissional e/ou exigência profissional (não é a escolha que gostariam)

36% dos estudantes, depois de graduados trabalham na área que gostam.

Especificamente, a percentagem dos estudantes que escolhem estudar no que gostam é:

Administração: 18%

Artes: 11%

Comunicação: 10%

Direito: 9%

Engenharia: 9%

Abaixo, a matéria:

ESCOLHA SEM FUTURO

(…) Um levantamento mostra que 72% dos candidatos paulistanos escolhem o curso de nível superior motivados por aspectos pessoais e só metade deles segue carreira na mesma área após a formatura. Os outros 28% (continua em… Http://veja.io/educ)

– Universidade oferece Ufologia e Conscienciologia na Grade

Perdido no meu armário, leio uma edição antiga da Folha de São Paulo (Caderno Ciência A22, 30 de maio de 2010). Lá, há uma curiosa entrevista do Professor Álvaro Luiz Tranconi, Coordenador da UnB (Universidade de Brasília), sobre o Núcleo de Parapsicologia da instituição.

Na matéria, a divulgação das ciências estudadas: Ufologia, Astrologia, Energização e Conscienciologia.

O coordenador brasiliense reclama do preconceito sofrido pelo seu núcleo. Afinal, até uma feira mística com bruxos foi visitada por ele para adquirir novos conceitos.

Crenças devem ser respeitadas. Mas uma universidade pública oferecer tal programa de ensino… estudar o esoterismo e outras ciências ocultas?

A UnB não teria outra prioridade?

– O Legado dos Rebeldes da USP

Depois da invasão dos estudantes que eram contra a presença da PM no campus da USP, e que tinham a bandeira a favor da plena liberdade em fumar maconha sem ser incomodados na universidade, ficam algumas perguntas importantes:

1) A invasão da reitoria: quem vai pagar os prejuízos? O local é mantido por recursos públicos. Eu e você já estamos pagando…

2) Os estudantes se diziam democráticos. Mas se encapuzaram e muitos estamparam cartazes dizendo que queriam a liberação da maconha (afrontando com baseados de mentira no tamanho gigante, fotos estampadas pelos meios de comunicação) ali no local. No Capão Redondo não pode, mas no espaço da “elite dos estudantes” pode?

3) Alguns se declaravam comunistas. Mas, conforme a Veja desta semana, os líderes possuem carros de alto valor e usam roupas de grife. Cadê o proletariado?

4) Quantos daqueles estudantes têm emprego fixo?

5) Os estudantes rebeldes serão expulsos por tudo o que fizeram?

Os verdadeiros estudantes, aqueles de bem, certamente queriam (e querem) a PM na Cidade Universitária. O problema é engolir o discurso de que “os rebeldes são perseguidos, que é ditadura e outras bobagens desses arruaçeiros….”

– Mais Alunos nas Universidades; Menos Formandos…

Números do MEC divulgados ontem:

Alunos matriculados nas universidades do Brasil: o número aumentou em 110%. Entretanto, nas instituições privadas, apenas 45% dos alunos se formarão.

Ou seja, dos calouros do primeiro semestre, menos que a metade terminarão o curso superior. Os concluintes caem em proporção no Brasil…

Isso quer dizer o quê? Que o acesso à faculdade está mais fácil: maior número de vagas, mais instituições e processos seletivos mais frouxos. Porém, por serem alunos despreparados no ensino médio, não conseguem acompanhar a cobrança do ritmo universitário.

De fato, precisamos repensar o ensino desde o fundamental. Não há escolha.

– Os Maconheiros da USP

Calma! O título se refere à pequeníssima porção, mas barulhenta, de alunos revoltos com a Polícia Militar.

Alunos (alguns poucos) da FFCHL armaram a maior confusão, pedindo que a Polícia Militar se afastasse do campus. Com mensagens revolucionárias e imbecis, protestam pelo fato de quererem FUMAR MACONHA sem serem incomodados.

Pode?

Dias atrás, a PM foi solicitada para patrulhar a Universidade, devido a violência no local. Funcionou, a onda de crimes diminuiu. Mas essa parcela de estudantes acha que está acima do bem e do mal. A polícia prendeu estudantes que estavam com considerável quantidade de maconha. Quer dizer que portar, fumar, levar a outro e fazer apologia é permitido?

Ridículo. A lei é para todos.

Segundo pesquisa da própria instituição, mais de 60% da FEA e de outros institutos É A FAVOR DA POLÍCIA, e condenam os alunos da FFCHL.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Um Laboratório de Administração de Empresas?

Recebo a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha. É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

– Novas Graduações nas Faculdades

Administração e Direito são os cursos universitários mais oferecidos no mercado.

Entretanto, na segunda década do século XXI, surgem novas oportunidades, como cursos de Graduação em Biodiversidade e Energia Renováveis.

Extraído de: OESP, 11/04/2011, pg 12C

NOVAS GRADUAÇÕES SOB MEDIDA PARA O MERCADO

Por Ocimara Balmante 

Tradicionais nos catálogos das universidades, os cursos de Direito e de Administração têm ganhado, ano a ano, companheiros bem inusitados. Primeiro vieram os cursos de graduação tecnológica, com um cardápio que incluía de Quiropraxia a Irrigação. Nos últimos anos, começam a figurar os bacharelados não convencionais. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, oferece o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEM), o vestibulando pode optar pelo curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.

Os bacharelados buscam atender a novas demandas do mercado – principalmente em áreas como biodiversidade e energias renováveis – com currículos que obedecem à peculiaridades regionais, como é o caso do curso de Agroecologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que teve a primeira aula no mês passado em Belém.

“Na Região Norte, o engenheiro chega para fazer o inventário florestal e a população pergunta como faz para resolver o problema de um animal”, diz João Ricardo Vasconcellos Gama, diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas. “Por isso, criamos um curso que mescla temas como agronomia e zootecnia. O profissional sai especializado em agricultura familiar.”

Para garantir a empregabilidade dos egressos, o projeto pedagógico foi submetido à consulta pública, da qual participaram ONGs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fazendeiros e industriais.

Energia renovável. No outro extremo do País, de olho nos parques eólicos que estão sendo construídos nas redondezas, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) criou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente, no câmpus de Bagé (RS). “Tivemos uma explosão dessa área aqui na região, criamos o curso e agora já há outras universidades pedindo para usar o nosso currículo e até o nosso nome”, diz a coordenadora do curso, Cristine Schwanke.

O objetivo é que o engenheiro saia com competência para atuar da geração à gestão da energia. “Hoje, as empresas contratam empresas onde cada um faz um pouco. O nosso profissional vai desempenhar o trabalho sozinho.”

Motivado por esse mercado sustentável, João Marcos Druzian, de 21anos, decidiu estudar Engenharia Mecânica: Energias Renováveis e Tecnologia Não Poluente. É aluno da primeira turma do curso na Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Começou no ano passado, impulsionado pelo Erbanol, o carro projetado pelo Núcleo de Estudos em Produção mais Limpa que roda 140 km com um litro de etanol. “As empresas estão investindo em novas tecnologias. Optei por um mercado promissor.”

Faltam interessados. Na hora de lançar um novo curso, no entanto, não basta avaliar o mercado e desenhar um bom currículo. É preciso encontrar quem esteja disposto a se embrenhar na nova área, principalmente quando ela foge totalmente do convencional. Apesar de gratuito, o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da UFBA, oferecido há três anos, ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente.

“Estamos pagando um preço pelo pioneirismo. As pessoas ainda acham que gênero é uma coisa muito específica”, afirma Márcia Macedo, coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher.

O currículo do bacharelado inclui temas como feminismo, etnia, relações de poder e orientação sexual. A sala de aula reúne, entre outros, advogados, assistentes sociais, sindicalistas e militantes do movimentos negro. “A diversidade não está só no nome do curso. Precisamos ocupar nosso espaço”, diz Márcia.

Em São Paulo, a Universidade Cruzeiro do Sul não conseguiu alunos suficientes para viabilizar o bacharelado em Bioinformática, oferecido no vestibular do início do ano e com a descrição ainda no ar no site da instituição. “Queremos acompanhar as tendências do mercado, mas os alunos brasileiros ainda preferem uma carreira mais tradicional”, afirma Luiz Henrique Amaral, pró-reitor de graduação.

Para aumentar o número de interessados no processo seletivo do meio do ano, a estratégia da instituição é dar prioridade à divulgação em anúncios e propagandas. “Acreditamos no curso. Só precisamos explicar melhor, porque pouco se sabe sobre o assunto. É uma profissão do futuro”, completa Amaral.

Foco. Apesar de as universidades terem autonomia para oferecer novos cursos, em alguns casos falta bom senso, pondera o consultor Carlos Monteiro, da CM consultoria em Educação.

O principal erro, segundo ele, está na modalidade de graduação. “Equivocadamente, ainda somos o País dos bacharéis. Sempre fazemos o curso ficar maior do que precisa sem pensar que, em muitos dos casos, o melhor seria oferecer a graduação tecnológica, mais curta e focada.”

A escolha errada traz consequências sérias: o bacharelado pode não sobreviver a mais de uma turma ou registrar altos índice de evasão.

PRESTE ATENÇÃO

1. Escolha. Antes de se matricular em um curso novo, informe-se sobre o mercado de trabalho.

2. Análise. Veja se currículo e formação dos docentes são coerentes com o curso.

3. Parcerias. Ganha pontos a instituição que tiver convênios estabelecidos.

4. Coerência. Confira se não é um curso tradicional travestido de outro nome.

– Se não Tiver Cursos de Graduação, Lato Sensus estará proibido!

Um cerco se fecha: instituições de ensino só poderão ministrar cursos de pós-graduação se possuírem graduação. Ou seja: sem ensino superior, não pode oferecer Lato Sensus!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/166281_POS+GRADUACAO+NA+BERLINDA

O MEC DEIXA DE RECONHECER O DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO OU MBA EM INSTITUIÇÕES QUE NÃO TÊM CURSOS DE GRADUAÇÃO

por Rachel Costa

Escolas de pós-graduação lato sensu estão às voltas com o Ministério da Educação (MEC), que decidiu não reconhecer mais a validade de seus cursos. Estão nessa lista instituições respeitadas que usam sua expertise no mercado para oferecer especializações ou MBAs, mas não possuem graduação. Por essa singularidade, o MEC lhes concedia uma autorização especial, válida apenas para a oferta dos cursos de pós. Exemplos são a Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais, e o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (Iep), em São Paulo. A decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE), em vigor desde o mês passado, pôs fim ao cadastro especial para essas instituições não educacionais, que permitia o reconhecimento do diploma dessas escolas. “Não acho justo termos o credenciamento cortado por razões que não sejam de qualidade”, diz a gerente-coordenadora da pós-graduação da Fundação Dom Cabral, Silene Magalhães. 

Por hora, liminares garantem a oito, das 123 instituições vetadas, o direito de continuarem chanceladas pelo MEC. “O número crescente de liminares obtidas na Justiça é prova de que não há sustentação para essa suspensão”, argumenta Marcelo Nunes, presidente da Associação Brasileira de Instituições de Pós-Graduação. Juntas, as instituições não educacionais recebem cerca de 150 mil alunos por ano e respondem por 20% do mercado de pós-graduação lato sensu brasileiro. “Havia um número cada vez maior de pedidos e não conseguíamos mais atender à demanda”, diz Paulo Speller, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, para justificar a decisão pelo descredenciamento. “Um médico, por exemplo, poderia se juntar a seu sócio e pedir a autorização para oferecer um curso por meio da clínica deles.” Nem todos concordam com o argumento e há vozes divergentes dentro do próprio CNE: 18 dos 25 conselheiros do órgão votaram. Foram nove votos favoráveis ao parecer, quatro contra e cinco abstinências. “Fui contra e acho que a decisão foi tomada de modo precipitado, sem o devido debate”, avalia Paulo Barone, do CNE.
Outra alegação para o fim do cadastro especial seria a de que não é necessário um carimbo do MEC para garantir a qualidade desses cursos. “Quem tem de dizer se eles são bons é o mercado”, disse Paulo Speller. Opinião rebatida por quem atua na área. Roberto Padilha, diretor de ensino do braço educacional do Hospital Sírio-Libanês, argumenta que não adianta mudar as regras para as instituições se o contexto em que elas estão inseridas seguirá igual. “Sabemos que a qualidade do nosso curso não deixará de ser reconhecida pelo mercado, mas o aluno, quando for prestar concurso público, continuará tendo de apresentar o diploma com o carimbo do MEC”, disse. A mesma exigência é feita a quem dá aula, como Anderson Alves, 36 anos, aluno do MBA de marketing da Escola de Administração e Negócios (Esad), em Brasília. “Eu dou aula. As universidades que me contratam exigem o diploma reconhecido pelo MEC.”

– Tecnologia X Forma de Estudar!

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

POR Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.

Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

 

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas


Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

– Brasil comemora a USP entre as 200 melhores. É para fazer festa?

É motivo para festejar?

Saiu mais um ranking das universidades mundiais (que parecem ter virado moda). E neste último, divulgado ontem, a USP apareceu entre as 200 melhores, na 178º posição, sendo a melhor latino-americana.

Ué, o país do futuro, da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016, da nova potência econômica, e de tantos outros adjetivos que se queira dar, está tão rabeirinha do que as outras e ainda achamos graça?

Amigos, se ela é a melhor da América Latina, é porque as demais do nosso continente estão péssimas. Percebam que estamos sozinhos no meio das outras 199 européias, americanas e asiáticas?

Incrível. Contentamo-nos com pouco. Parabenizo a USP, claro, pois é uma ilha de excelência em meio a tanta coisa que vemos por aí. Mas você não acha discrepante tal relação festiva se compararmos com o que há lá fora?

Fico pensando nas ‘últimas universidades em qualidade’ no Brasil. Como queremos nos chamar de potência se nosso referencial não passa pela Educação?

Triste. Simplesmente é esse o sentimento. Talvez seja por isso que aceitamos com tanta passividade a corrupção, o demando, a imoralidade, e elogiamos contraditoriamente àqueles que querem levar vantagem sobre outrem, o espertalhão, o malandro…

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– Boas Ofertas de Trainee aos Universitários e Recém Formados

Compartilho material do Folha Classificados, enviado pelo Bacharel em Administração Sérgio F Santos, sobre vagas de Trainees. Se você está no último ano da faculdade ou é recém formado, boa pedida!

PROGRAMAS DE TRAINEE OFERECEM ATÉ 4.800,00

Apesar de boa parte das seleções de trainee terem inscrições abertas até setembro, muitas empresas seguem recrutando. Há vagas para recém-formados em diversas áreas.

Conhecer um idioma estrangeiro e ter disponibilidade para mudar de cidade são, muitas vezes, pré-requisitos. As empresas, por sua vez, oferecem salários que podem chegar a R$ 4.800 e pacotes competitivos de benefícios.

Veja abaixo algumas companhias com inscrições abertas.

 

Empresa: Anglo American
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011, inglês intermediário ou avançado, bons conhecimentos do pacote Office, disponibilidade para viagens e para residir nas cidades de Niquelândia e Barro Alto (GO) e de São Paulo
Remuneração: R$ 4.800
Benefícios: participação nos lucros, previdência privada, assistência médica, odontológica e seguro de vida
Inscrições: até 9/10 no
site da Cia de Talentos

 

Empresa: Grendene
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2008 e dezembro de 2011, inglês intermediário e disponibilidade para mudança
Remuneração: R$ 3.500
Benefícios: assistência médica e odontológica, plano de saúde, seguro de vida, cesta básica e subsídio na compra de calçados
Inscrições: até 24/10 no
site da empresa

 

Empresa: Grupo Cambuci
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2010 e dezembro de 2011 em administração, ciências contábeis, ciências da computação, economia, engenharia ou marketing, fluência em inglês e/ou espanhol, afinidade com sistemas de informação e disponibilidade para mudança
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 9/10 no
site da empresa

 

Empresa: Grupo Positivo
Vagas: 22
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em cursos como engenharia, economia, marketing, letras, jornalismo e psicologia, inglês avançado e disponibilidade para morar em Curitiba (PR)
Remuneração: R$ 4.500
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 16/10 no
site da empresa

 

Empresa: Jamef Encomendas Urgentes
Vagas: 10
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre 2007 e 2009 em administração, economia, engenharia, contabilidade ou áreas correlacionadas e disponibilidade para viajar
Remuneração: não divulgado
Benefícios: convênio médico e farmácia, cesta básica e vale-transporte
Inscrições: até 31/10 no
site da empresa

 

Empresa: Magnesita
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre maio de 2010 e junho de 2012 em engenharia, geologia, administração, comércio exterior, química, economia ou contabilidade, inglês fluente, conhecimentos do pacote Office e disponibilidade de mudança
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 23/11 no
site da empresa

 

Empresa: Montcalm Montagens Industriais
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do curso superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em engenharia (civil, de controle de automação, de metalurgia, de produção, elétrica, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, mecânica de produção e mecatrônica), bons conhecimentos do pacote Office, inglês intermediário e disponibilidade para viagens e para residir em outros Estados
Remuneração: R$ 4.000
Benefícios: assistência médica, vale-refeição, vale-transporte, seguro de vida e participação nos resultados
Inscrições: até 31/10, pelo site do
Ciee

 

Empresa: MRV Engenharia
Vagas: 22
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2009 e dezembro de 2011 em áreas ligadas a administração, arquitetura, comercial, direito, engenharia ou finanças e conhecimentos avançados do pacote Office e
Remuneração: não divulgado
Benefício: orientação de carreira personalizada
Inscrições: até 30/10 no
site da empresa

 

Empresa: SAP Brasil
Vagas: 20
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior em administração, ciência da computação, ciências contábeis, economia, engenharia, física, matemática ou tecnologia da informação (e áreas correlatas) entre julho de 2010 e dezembro de 2011
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 30/10, no site da
Cia de Talentos

Empresa: Sascar
Vagas: de 3 a 5
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em engenharia, ciências contábeis, administração ou economia, inglês fluente e disponibilidade para mudar de cidade
Remuneração: não divulgado
Benefícios: assistência médica e odontológica, vales transporte e alimentação, seguro de vida e participação nos resultados
Inscrições: até 10/10 no
site da empresa

– Os Novos Parceiros dos Universitários: Igrejas e ONGs

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu uma nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

– Anhanguera compra Uniban por mais de ½ bilhão

Segundo o Estadão deste domingo (citação aqui neste link), por R$ 510 milhões, a Anhanguera Educacional comprou a Uniban, tornado-se a 2ª maior instituição do mundo. Meta: 1 milhão de alunos.

Uau! Dispensa comentários. Abaixo:

ANHANGUERA COMPRA UNIBAN POR R$ 510 MILHÕES

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera vai ultrapassar a marca de 400 mil alunos, tornando-se o 2º maior grupo de ensino superior do mundo

Por Karina Ninni e Renato Cruz

A Anhanguera Educacional, maior grupo privado de educação superior da América Latina, fechou na sexta-feira à noite a compra da Uniban, por R$ 510 milhões, segundo fontes de mercado. Trata-se da maior aquisição da história do setor no País. A operação deve ser comunicada ao mercado amanhã.

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera ultrapassa a marca de 400 mil alunos, tornando-se o segundo maior grupo de ensino superior do mundo, atrás apenas da americana Apollo Group, dona da Universidade de Phoenix. A marca de 400 mil alunos estava prevista para ser alcançada no fim de 2012.

A nova instituição terá cerca de 10 mil professores. Controlada pelo Pátria Investimentos, a Anhanguera está comprando a operação de educação da Uniban por R$ 380 milhões e mais 13 imóveis do grupo por R$ 130 milhões. A Uniban tem 13 câmpus, sendo nove em São Paulo, dois no Paraná e dois em Santa Catarina. Imóveis que pertenciam à Uniban mas não eram usados para fins educacionais não foram incluídos no negócio.

“A compra foi divulgada oficialmente no sábado somente para os diretores, coordenadores de curso e coordenadores de câmpus, mas o boato já corre na instituição há mais de um mês”, afirmou um funcionário da Uniban que não quis se identificar, acrescentando que havia um clima de apreensão entre professores e staff administrativo.

Ciclo- A compra da Uniban encerra o segundo ciclo de aquisições da Anhanguera, que reforçou seu caixa em dezembro de 2010 com uma emissão de R$ 844 milhões em ações. Nos últimos nove meses, a empresa adquiriu instituições de ensino que atendem 100 mil alunos.

O número inclui a aquisição, em abril deste ano, da Faculdade Anchieta e da Faculdade de Tecnologia Anchieta, de São Bernardo, por R$ 74,8 milhões. No ciclo anterior de aquisições, a empresa havia levado dois anos e meio para comprar instituições com 150 mil alunos.

Agora, a prioridade da Anhanguera é consolidar as operações compradas. Os câmpus da Anhanguera, com a última aquisição, passam a ter capacidade para 700 mil alunos. O grupo tem como objetivo alcançar, entre 2014 e 2015, a marca de 1 milhão de alunos, incluindo os atendidos por sistema de educação a distância.

Isso elevaria a participação da empresa no mercado de educação superior brasileiro de 8% para 15% em alunos atendidos. A compra da Uniban faz da Anhanguera líder na Grande São Paulo, com 110 mil alunos.

Mudança- A Uniban adotará os modelos acadêmicos da Anhanguera, será incorporada nos programas de ensino a distância e oferecerá aos alunos mais acesso a financiamento, segundo fontes do mercado.

Apesar de a Anhanguera estar optando pelo crescimento orgânico depois dessa aquisição, o mercado brasileiro de educação superior deve continuar a se consolidar.

O potencial de expansão do mercado é alto, por causa desse movimento de consolidação, das tecnologias de educação a distância e da expansão do crédito estudantil. Nos Estados Unidos, 80% dos alunos universitários têm acesso a crédito, enquanto no Brasil essa fatia ainda está em 5%.

– PUC fecha campus devido à Festa da Maconha

Universidades sofrem.

Muitas vezes, as redondezas dos grandes centros universitários são assoladas pelo consumo e apologia às drogas. Porém, a PUC-SP tem vivido o problema mais sério: as aulas foram suspensas devido à realização nesta sexta da “Festa da Cultura Canábica”, ou Festival da Maconha, como preferir.

Quer saber a programação do evento? Veja nessa matéria do UOL. É surreal!

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/15/reitor-da-puc-sp-suspende-aulas-e-fecha-campus-contra-festival-da-cultura-canabica.jhtm

PUC SUSPENDE AS AULAS POR FESTA DA CULTURA CANÁBICA

O reitor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Dirceu de Mello, decidiu suspender as aulas e atividades administrativas dessa sexta-feira (16) no campus Monte Alegre, no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, por conta do “1º Festival de Cultura Canábica”. O evento está sendo organizado por estudantes e foi marcado para acontecer entre 16h de amanhã e 4h de sábado (17).

Os praticantes da cultura canábica defendem a descriminalização do uso da maconha (cannabis sativa) e cultuam objetos produzidos com a erva. Segundo os organizadores, o festival serve para  propagandear as duas causas.

O evento foi divulgado em redes sociais, e só no Facebook mais de 6.000 usuários confirmaram presença. Nos convites, os organizadores pedem para os convidados não consumirem maconha na festa porque suspeitam que haverá polícia no local.

Lariqueiro e Miss 4:20

Na programação do festival há cinco bandas alinhadas à causa, DJs, um desfile para eleger a “Miss 4:20” (4:20 significa consumir maconha), além de um concurso de culinária para premiar o melhor “lariqueiro” –no vocabulário dos “canábicos”, uma espécie de chef habilidoso em preparar lanches e pratos improvisados para saciar a fome resultante do consumo de maconha.

A suspensão das aulas no campus Monte Alegre foi determinada pelo reitor em ato publicado nesta quinta-feira (15). Dirceu de Mello também interditou toda área do campus para impedir a realização do festival.

Para justificar sua decisão, o reitor afirmou que nas festas realizadas às sextas-feiras na PUC há consumo de drogas e bebidas alcoólicas em pleno campus, além de barulho excessivo. O reitor citou ainda uma interpelação dirigida à universidade pelo Ministério Público e uma notificação do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) da prefeitura.

Após a divulgação do festival, Mello pediu abertura de inquérito no 23º DP (Perdizes).

– Suposto Esquema de Favorecimentos na Seleção de Mestrandos e Doutorandos?

Impressionante a máfia que ronda algumas universidades, nos cursos de pós-graduação. Em uma matéria-denúncia da Revista Época (citação abaixo), é deflagrado um esquema suspeito com muita subjetividade nas avaliações de candidatos à Mestrados e Doutorados.

Confesso que é complicado o sistema de eliminação pós-entrevistas; há argumentos que mostram a necessidade de tal; embora existam os contras-argumentos. Aqui, há a brincadeira de Q.I. como “quem indicou”, ao invés de “Quociente de Inteligência”.

Compartilho abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108447-15223,00.html

DOUTORES COM QI

por Ana Aranha e Marco Bahé

Nas seleções para pós-graduação, o “Quem Indicou” pode valer mais que o mérito acadêmico dos candidatos. É possível acabar com esse favoritismo?

Ninguém duvida do mérito acadêmico dos alunos aprovados nos vestibulares das melhores universidades do país. A disputa pelas vagas é tão concorrida que a aprovação exige meses de estudos e preparação exclusiva. A maior prova disso foi a comoção em torno do vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretende substituir os vestibulares como principal forma de acesso às universidades. Devido ao furto de dois cadernos de questões, o exame foi cancelado e 4 milhões de alunos esperaram dois meses para prestá-lo. Quem conseguir passar pelo filtro do Enem, entrar na universidade e se formar vai ter provavelmente de fazer um esforço diferente se quiser avançar para a pós-graduação. Em vez de virar a noite revisando o conteúdo de matérias para provas, vai ter de bajular um orientador, pedir cartas de recomendação, submeter-se a entrevistas cheias de critérios subjetivos para conseguir entrar num curso de mestrado.

Por princípio, uma seleção para a pós-graduação não pode ser como o vestibular. Exige conhecimentos específicos e capacidades de argumentação e abstração que uma prova de múltipla escolha não é capaz de captar. Por isso, cada curso de pós-graduação tem autonomia para selecionar seus alunos. O problema é que alguns abusam dessa prerrogativa e deixam a decisão na mão dos poucos profissionais que compõem a banca. Com a concentração de poder, começam os problemas. Nos últimos anos, candidatos entraram com ações na Justiça para questionar os métodos de seleção de cursos de pós-graduação das melhores universidades do país. As ações denunciam favorecimento de candidatos próximos a professores e sugerem que, em algumas das mais qualificadas bancas de seleção do país, o famoso Q.I. (“Quem Indicou”) tem um peso maior do que o potencial acadêmico na escolha dos futuros mestres e doutores.

Essa é a suspeita levantada pela candidata ao mestrado em política social na Universidade de Brasília (UnB) Arryanne Vieira Queiroz. Formada em Direito e delegada da Polícia Federal, Arryanne, em novembro, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal e um pedido de ação civil no Ministério Público Federal em que pede a suspensão do processo seletivo na UnB. Seu principal argumento é a falta de transparência. Quando soube que não havia sido aprovada na prova de conhecimentos específicos, Arryanne procurou saber sua nota com o objetivo de pedir a revisão de algumas questões. A UnB respondeu que as notas não seriam divulgadas. “Não faz sentido. Como posso recorrer sem saber se tirei 5 ou 0?”, diz Arryanne. “Não tinha elementos para argumentar. Fiz um recurso no escuro.”

O recurso apresentado por Arryanne foi recusado. Ao final do processo, ela teve outra surpresa. Descobriu que um dos dez candidatos aprovados é genro da coordenadora do programa de pós-graduação, Potyara Pereira. Com essa informação, ela decidiu entrar na Justiça. “Ele pode ter conquistado essa vaga por mérito próprio. Mas, como o processo é obscuro, fica a suspeita. Além de não ter direito a defesa, os candidatos não podem fiscalizar seus concorrentes.” A coordenadora da banca da seleção, Marlene Teixeira Rodrigues, diz que a professora Potyara Pereira não participou da escolha dos alunos para o mestrado em política social da UnB devido a sua relação de parentesco com um dos candidatos. “A professora Potyara pediu para ser mantida distante do processo”, diz Marlene Rodrigues. Ela afirma também que a divulgação das notas só é feita ao final do processo de seleção por causa de uma regra estabelecida no edital do concurso.

Não é a primeira vez que a UnB sofre acusações de favorecimento na seleção para a pós-graduação. Em 2005, o MPF moveu diversas ações contra a universidade devido à falta de clareza e objetivo nos critérios de escolha dos alunos de mestrado e doutorado. Segundo o procurador da República Carlos Henrique Martins, uma das denúncias foi motivada por uma pergunta feita pela banca do mestrado para antropologia. “Um professor queria saber como o candidato iria se manter financeiramente ao longo do curso. É um critério que não tem relação com o mérito acadêmico”, diz Martins.

Em 2005, a UnB firmou um acordo com o MPF e se comprometeu a mudar seus procedimentos. A promessa, aparentemente, foi esquecida. No edital para o mestrado em antropologia, ainda consta a exigência de uma “declaração de tempo e meios financeiros de que (o candidato) dispõe para cursar o mestrado”. José Pimenta, coordenador da pós-graduação do curso, diz que “ninguém vai deixar de entrar devido às condições financeiras”. Por que, então, a seleção ainda faz a pergunta? “Só para ter mais elementos sobre os candidatos”, afirma Pimenta.

Além da UnB, a pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi alvo de ações do MPF. Muitos dos processos de seleção da UFPE não tornavam públicos os critérios que seriam levados em conta pelas bancas. Entre os alunos da universidade, são muitos os relatos de favorecimento acobertados pela falta de transparência. Todos os depoimentos colhidos por ÉPOCA foram feitos sob a condição de anonimato. Os alunos têm medo de sofrer perseguição. A principal queixa é que seria preciso se aproximar de professores influentes para conseguir uma vaga. Segundo alunos do Departamento de Geografia, a pós-graduação seria “dominada” por grupos de professores que decidem, sem prestar contas, quem entra e quem sai. “Eu tive de passar um ano como aluna ouvinte até que um professor me ‘adotasse’. Eles só querem orientar quem já conhecem”, diz uma mestranda. “Se você vier de faculdade privada, então, há muito preconceito. Não é raro alunos tentarem mestrado em outros Estados, pois aqui há famílias dominando o departamento.” Segundo um candidato ao mestrado em Direito, mesmo com nota 8 na prova específica e 9 na de língua estrangeira, ele foi eliminado da disputa depois de dez minutos de entrevista. “Outros candidatos com pontuação muito inferior a minha nas fases anteriores foram aprovados”, diz.

Depois da ação movida pelo MPF, a UFPE elaborou parâmetros para todos os cursos. Passou também a exigir a publicação dos critérios em espaços de acesso público – como a internet. Entre as principais mudanças está o fim da exigência das cartas de recomendação. As cartas davam margem para que alguns candidatos fossem beneficiados só por causa do prestígio de quem os recomendava. As entrevistas também perderam peso. Elas não podem mais classificar nem eliminar candidatos.

Segundo o diretor de Pós-Graduação da UFPE, Fernando Machado, os problemas já tinham sido detectados antes da ação do MPF. “A ação serviu para acelerar um processo que acontecia lentamente”, afirma. “Cerca de 80% do editais lançados neste semestre já seguem os novos parâmetros.” Muitos professores da UFPE criticaram, porém, as mudanças nos processos de seleção. Eles argumentam que o acordo com o MPF feriu a autonomia universitária.

“Sendo uma universidade pública, a UFPE é obrigada a seguir os princípios da impessoalidade, legalidade e publicidade. Assim como o mérito como critério de acesso ao ensino superior”, afirma o procurador da República Antonio Carlos Barreto Campelo.

As medidas tomadas pelo MPF para tornar mais transparentes os processos de seleção para a pós-graduação são importantes para tornar o sistema menos suscetível a injustiças. Mas nem elas são capazes de eliminar totalmente a subjetividade na escolha dos candidatos. “Temos parâmetros claros, mas alguma margem de subjetividade sempre fica”, diz Romualdo Portela de Oliveira, coordenador da pós- -graduação em educação da Universidade de São Paulo (USP). A principal brecha para a subjetividade se abre quando o número de aprovados excede o número de vagas. Como há um número limitado de vagas por orientador, e os candidatos apontam seus orientadores no início do processo, a seleção final pode ficar a cargo do professor que está com excesso de alunos. Nesse caso, um candidato aprovado, com condições de cursar a pós-graduação, pode ficar de fora da seleção só porque o orientador preferiu trabalhar com outros alunos – talvez por uma relação anterior. “É uma discussão controversa”, afirma Portela. “Eticamente, é razoável que orientador e orientado não discutam antes, já que aí se estabelece uma relação privilegiada. Mas também é natural que alguns sejam próximos, devido aos projetos de iniciação científica na graduação.”

O uso da entrevista como um dos critérios de seleção também costuma gerar controvérsias. Há relatos de que concorrentes recebem tratamento desigual. Uma candidata a mestrado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que pede que seu nome e curso não sejam identificados, diz que foi prejudicada pelo entrevistador. Em 2006, depois de passar na prova de inglês e na de conhecimentos específicos, ela chegou à entrevista em décimo lugar numa seleção em que havia 20 vagas. “A entrevista começou, e percebi que o entrevistador estava empenhado em prejudicar meu discurso. Ele era agressivo e intimidador, interrompia minha fala para dizer: ‘Não é isso que eu quero saber’.” Segundo ela, havia outros professores na banca, mas só ele falou. “Foi um comportamento acintoso. Ficou claro que ele queria me prejudicar.” Depois da entrevista, a aluna caiu para a 21ª posição e ficou de fora da seleção.

Para tentar evitar favorecimento ou perseguição, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) é que a entrevista não seja eliminatória e sirva apenas para somar pontos na classificação dos concorrentes. Mesmo assim, ela continuaria sendo estratégica, pois a distribuição de bolsas entre os aprovados costuma ser de acordo com a classificação. “O processo deve ter critérios claros e oferecer condições de igualdade”, afirma Paulo Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE. “Mas não dá para exigir objetividade total. Avaliação de mérito é sempre difícil de medir.”

Como a objetividade total é impossível, a Justiça costuma dar razão às universidades nos processos movidos pelos alunos contrariados. Apenas os casos mais gritantes chegam ao CNE, que pode fazer recomendações aos cursos sobre os critérios de seleção. Há alguns anos, algumas universidades federais exigiam que o candidato ao curso de pós-graduação apresentasse uma empresa patrocinadora de seu projeto para conseguir uma vaga no mestrado profissional. Trata-se de uma modalidade de mestrado que está crescendo no país, na qual os alunos desenvolvem projetos voltados para o mercado. Segundo Barone, a exigência de uma “empresa madrinha” fere o princípio de igualdade de condições de acesso. Por esse motivo, as universidades começaram a perder ações na Justiça, e o CNE passou a desaconselhar esse tipo de critério de seleção.

Não há hoje no Brasil um órgão regulador dos processos de seleção da pós-graduação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, faz o controle da qualidade dos cursos. Mas não dá diretrizes para a seleção nem avalia os processos. “Esses questionamentos só estão acontecendo porque a demanda pela pós teve crescimento chinês”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes. Ele tem razão. Na última década, as matrículas no mestrado e doutorado dobraram. O aumento da procura é reflexo da crescente escolarização da população e da demanda por mão de obra qualificada do mercado. Com mais gente competindo pelas vagas, porém, as universidades estão diante do desafio de aumentar a transparência da seleção para a pós-graduação para acabar com os feudos acadêmicos em um país que pede mais mérito e qualificação.

– Fazer Faculdade? Aumento em 150% do Salário!

A OCDE (Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico) divulga um estudo que mostra que, no Brasil, quem faz faculdade tem salário maior em 156% dos que não estudaram. É a maior diferença num universo de 30 países estudados.

Algumas considerações para um importante debate:

1) É claro que fazer um curso superior é necessário. Porém, já estamos no patamar onde o diferencial não é mais “ter faculdade”, mas sim a pós-graduação. Qualquer Lato Sensus ou MBA pode alavancar a carreira do profissional. Faculdade deve ser encarada como início, e não destino final dos estudantes.

2) Tais números são de um Brasil generalizado. Em núcleos mais desenvolvidos, como SP-Capital, SP-Interior, RJ, os números provavelmente devem ser diferentes dos de regiões mais remotas do país. Ter curso superior em grande metrópole é diferente do que em zona retirada.

3) Dependendo da atuação profissional, os valores podem modificar sensivelmente. Áreas do conhecimento que geram mais oportunidade de trabalho obviamente tem diferenças das áreas onde não há oferta.

E você, quer comentar sobre isso? Sente essa diferença no seu ambiente de trabalho? Deixe seu comentário:

FAZER FACULDADE NO BRASIL PODE AUMENTAR O SALÁRIO EM 150%

Por Pedro Peduzzi, Agência Brasil

Investir em uma formação de ensino superior resulta em ganhos futuros. A conclusão faz parte de relatório divulgado hoje (13) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o documento, no Brasil, ter curso superior resulta em um aumento de 156% nos rendimentos. É o mais alto índice entre todos os 30 países pesquisados.

O estudo aponta que, nos países analisados, em média, um indivíduo que concluiu a educação superior recebe pelo menos 50% a mais do que uma pessoa com ensino médio concluído.

De acordo com a OCDE, no Brasil, 68,2% dos indivíduos que completaram a universidade ou um programa avançado de pesquisa ganham duas vezes mais que a média de um trabalhador. O estudo aponta, ainda, que 30,1% dos brasileiros entre 15 e 19 anos não estão estudando e que, desses, 16,1% estão empregados, 4,3% estão desempregados e 9,7% não estão na força de trabalho.

A população brasileira de 15 a 29 anos e com mais estudo é a que tem menor probabilidade de estar desempregada. Entre a população dessa faixa etária que está fora do sistema educacional, 6,2% dos graduados da educação superior estão desempregados. Na mesma situação, estão 10,2% dos jovens que concluíram o ensino médio e 5,58% dos que não concluíram esse nível de ensino.

A falta de qualificação de nível médio é, de acordo com o estudo, “um sério impedimento para encontrar emprego”. Jovens que não concluem o ensino médio e que não estão estudando estão 21 pontos percentuais menos propensos a encontrar um emprego.

A OCDE avalia que há um “alto nível de vulnerabilidade” na educação brasileira, principalmente entre os estudantes com 15 anos de idade. Cerca de 50% deles apresenta baixa pontuação em leitura. Entre os países que participaram do estudo, a média é 19%.

Além disso, o risco de obter essa pontuação baixa é uma vez e meia maior para estudantes com desvantagem de origem socioeconômica; 1,3 para os meninos em relação às meninas; e 1,3 para estudantes cujos pais têm baixo nível de escolaridade.

O relatório aponta também que, entre 2000 e 2008, o Brasil foi o país que mais aumentou os gastos por aluno da educação primária até o segundo ciclo da educação secundária (ensino médio), equivalente a uma elevação de 121%.

“O mundo reconhece que o Brasil fez, na última década, o maior esforço de investimento na educação básica entre todos os países avaliados [pela OCDE]”, comemorou o ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar da abertura de um congresso internacional sobre educação, ocasião em que comentou o relatório.

No entanto, a OCDE disse também que o total do produto nacional investido pelo Brasil em educação continua abaixo da meta da organização. No Brasil, o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação cresceu 1,8 ponto percentual, passando de 3,5%, em 2000, para 5,3%, em 2008. A média da OCDE ficou em 5,9% em 2008. Para Haddad, se o país mantiver “o passo dos investimentos”, conseguirá alcançar o percentual dos países ricos.

– O que te Motiva no Trabalho?

Tal pergunta foi debatida nesta última segunda-feira em sala de aula com os alunos de Administração de Empresas da Faculdade Sant’Anna de Salto. A questão surgiu após debates sobre o ‘modelo taylorista de gerenciamento’, que defende que o funcionário tem exclusivamente o aspecto financeiro como canal motivador.

Das 43 respostas obtidas entregues, algumas curiosas, como:

É claro que todo mundo gosta de dinheiro

Ou outras mais ideológicas como:

Ser elogiado constantemente não tem preço”.

Em suma, chegamos a um elenco básico de opiniões sobre o que motiva nossos alunos no trabalho:

– 28 alunos declararam que a recompensa financeira é a principal motivação;

– 8 alunos disseram que o reconhecimento profissional é o fato preponderante;

– 4 alunos afirmaram que “fazer o que gosta” é a verdadeira motivação;

– 3 alunos não percebem qualquer forma que possa motivá-los no trabalho.

E você, quer dar alguma opinião? Deixe seu comentário sobre o que te motiva no trabalho!

– A Auto-Estima Americana:

 

Nesta semana, a Standard and Poor’s rebaixou pela 1ª vez desde 1917 a nota da dívida americana de AAA para AA+. O presidente Obama resolveu se manifestar dizendo:

 

Nós sempre fomos e sempre seremos uma nação AAA. Apesar de todas as crises, temos as melhores universidades, as melhores empresas e os mais inventivos empreendedores”.

 

E aí: discorda? Deixe seu comentário:

– A Incrível Falta de Professores na FEA-USP

 

Sobram vagas para professores de Economia na USP?

 

É mais ou menos isso… A redução no quadro docente e a falta de especialistas em algumas áreas tem feito a USP mudar a grade curricular para poder tocar seus cursos.

 

Extraído de OESP, 08/08/2011, pg A15

 

FEA-USP PERDE DOCENTES E REVÊ GRADE DE CURSO

 

Por Carlos Lordelo

 

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP vai enxugar a grade do curso de Economia em razão da falta de professores para lecionar matérias optativas eletivas. Das 50 disciplinas à disposição dos alunos, cerca de metade é oferecida com regularidade. Os estudantes precisam cursar entre 9 e 13 para se formar.

O Departamento de Economia da FEA tem hoje 69 professores. Desses, 17 já passaram da idade de se aposentar e 3 estão licenciados. Há duas décadas, estima-se em 120 o número de docentes. À medida que o contingente foi diminuindo, algumas disciplinas praticamente deixaram de existir, pois haviam sido criadas como resultado de pesquisas de professores.

Alunos dizem que matérias como Economia Agrícola, Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Economia e Responsabilidade Social não abrem turmas há pelo menos três anos.

A faculdade enfrenta dificuldades para recompor o quadro de professores, entre outros motivos, por causa do aquecimento da economia. Profissionais bem formados estão sendo disputados pelas empresas. Além disso, a FEA sofre concorrência de instituições privadas – como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper – que também atraem professores iniciantes. No ano passado, a USP não conseguiu preencher duas vagas abertas para docentes de Economia.

A reportagem tentou contato com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, mas ele está viajando. O chefe do Departamento de Economia, Denisard Alves, e a coordenadora do curso, Vera Fava, não quiseram se manifestar.

Os professores do departamento têm até o dia 2 de setembro para votar as mudanças na grade. As alterações ainda devem ser apreciadas por órgãos colegiados da FEA e da universidade. Se aprovadas, passarão a valer para os ingressantes a partir de 2013.

Duas propostas estão em jogo. A primeira, da coordenadora Vera Fava, prevê a reorganização das eletivas em 10 módulos – matérias de seis créditos-aula e dois créditos-trabalho que seriam ministradas por entre dois e quatro professores. Além das obrigatórias, o aluno cursaria cinco módulos para se formar. Hoje, duas matérias funcionam nesse esquema: Organização Industrial e Antitruste e Avaliação de Políticas Sociais. Créditos-trabalho servem para compensar o aluno pelas atividades extraclasse.

A outra sugestão veio do professor Rodrigo De Losso. A ideia é adicionar dois créditos-trabalho às obrigatórias centrais do curso (Macroeconomia, Microeconomia e Econometria), o que implicaria a redução da carga horária destinada às matérias optativas de 26% da grade para 16%. “Temos muito mais eletivas no currículo do que seria salutar, considerando o número de professores do departamento”, disse o docente ao Estadão.edu.

Pela proposta, a FEA também teria de fazer uma faxina nas optativas de Economia, sendo obrigada a oferecer 15 disciplinas todo ano. Para colar grau, o aluno precisaria pegar oito. “Queremos que nosso aluno seja um exemplo de formação em Economia.” Segundo De Losso, as mudanças vão aumentar a eficiência do departamento. “Hoje é uma confusão, porque tem um monte de disciplinas em que professores ministram aulas para 10, 12 alunos.”

 

Debate: Estudantes ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato fizeram ressalvas às duas propostas, mas dizem preferir a do professor De Losso. Eles acham a ideia dos módulos difícil de ser executada porque exige sintonia entre os docentes que lecionam a mesma disciplina. “Além disso, acabaria com as matérias atuais e passaríamos a ter eletivas totalmente novas”, afirmou uma aluna do 2.º ano.

Por outro lado, disse essa mesma estudante, a limpeza proposta por De Losso facilitaria a vida do aluno na hora de planejar sua formação. “Da forma como é hoje, não dá para saber quais e quando as eletivas serão oferecidas.”

Apesar de não ter feito nenhuma optativa até agora, um calouro acredita que a mudança do currículo vai afetar a “pluralidade” do curso. “A universidade deveria ser um espaço de debate. Quanto menos professores e matérias, menos espaço para a circulação de ideias.”

Outro aluno, do 3.º ano, se diz preocupado porque a faxina na grade poderia deixar de fora disciplinas que são ministradas por docentes aposentáveis, a exemplo de Economia Política Contemporânea e Metodologia da Economia. “As propostas são uma ameaça à diversidade que poderíamos ter em nossa formação. Mas a falta de professores talvez seja uma realidade a que temos de nos adaptar.”

– E os Alunos Voltaram Mais Confiantes!

 

Num bate-papo e em atividade na sala de aula, questionamos ontem os alunos do Segundo Semestre de Administração de Empresas sobre a experiência dos primeiros 6 meses na Faculdade. E as respostas foram ótimas!

 

Basicamente, os alunos disseram que o que mudou na vida deles foi que:

 

– Tornaram-se mais confiantes; citaram muito a elevada auto-estima;

– Ganharam promoções no trabalho;

– Aprenderam muita coisa;

– Foram elogiados; e,

– Tiveram aumento de cobranças pessoais e profissionais sobre eles (afinal, estão na faculdade)!

 

Tudo isso faz parte do ambiente universitário, o que é ótimo. Aumento de cobranças é conseqüência do aumento da competência. Parabéns!