– Universidade Corporativa da AmBev

Mais uma organização brasileira tem trabalhado nos moldes das grandes empresas americanas: a AmBev criará a sua Universidade Corporativa, a fim de moldar a condunta dos seus executivos.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/por-dentro-das-empresas/2010/03/18/ambev-tera-sede-para-sua-universidade/

AMBEV TERÁ SEDE PARA SUA UNIVERSIDADE

por Cristiane Correa

Ainda este ano, a AmBev vai inaugurar uma sede para sua Universidade. O local escolhido foi a cidade de Jacareí, no interior paulista. O projeto prevê a construção de um edifício com três auditórios e seis salas de treinamento e foi inspirado no lendário centro de treinamento da GE, Crotonville (veja aqui matéria que fiz sobre Crotronville, onde são treinados 9000 executivos da GE todos os anos).
Neste ano a AmBev vai investir 20 milhões de reais no treinamento de seus funcionários — 25% mais que o valor desembolsado ano passado.

– Um Equipamento Anti-Falsificação

Há cientistas que realmente colaboram para uma sociedade mais justa, usando seus conhecimentos para produtos e/ou serviços dotados de tamanha inteligência. É a Tecnologia aliada à Responsabilidade Social.

Compartilho com os amigos uma interessante matéria, extraída do Portal R7, a respeito de um equipamento desenvolvido para identificar produtos falsos ou verdadeiros. Que tal uma máquina em que rapidamente você possa descobrir se o Whiski que você bebe é falsificado? Ou se uma nota de R$ 100,00 é realmente válida, e não sendo, qual a impressora que a produziu?

Algo assim já existe, e foi desenvolvido pela equipe do laboratório ThoMSon, uma das inúmeras células de pesquisas da Unicamp.

Em video, clique aqui: http://videos.r7.com/equipamento-mostra-se-produto-e-falso-ou-verdadeiro/idmedia/37f0525c89bf94db202d0b68b5c253f8.html

– A Teimosa do Trote

Há dias falamos sobre o horroroso comportamento dos veteranos de uma faculdade de Barretos sobre calouros (TROTE EM BARRETOS). Tão condenável ato parece passar batido… Agora, mais imagens tão ridículas quanto as já citadas em relação ao trote da Universidade de Mogi das Cruzes, mostradas pelo programa Fantástico, da Rede Globo.

Para quem não viu, teve até beijo de aluno em fígado de boi! Por quê tanta idiotice?

As imagens e link aqui: FANTÁSTICO: CALOUROS HUMILHADOS EM TROTE

CALOUROS LEVAM TAPA NA CARA E LAMBEM COMIDA ESTRAGADA EM TROTE VIOLENTO

O Fantástico mostra cenas revoltantes de um trote de estudantes de medicina. Nossas equipes flagraram tudo, desde a saída da faculdade até a chegada da polícia. São imagens de desrespeito, de agressões físicas e morais. Um absurdo promovido por estudantes que, em breve, vão ter um diploma de médico para cuidar da nossa saúde.São cenas de humilhação em um trote na Grande São Paulo. Um jovem que acabou de entrar na faculdade de medicina é obrigado a ficar com um fígado de boi estragado na cabeça. No grupo que aparece na imagem, há quatro veteranos. Um deles, de camiseta branca, enche a boca de cerveja e cospe tudo no calouro. Ele faz isso três vezes.

Nesta semana em que começaram as aulas de muitas faculdades, as equipes do Fantástico registraram a recepção aos calouros em cidades paulistas. Um grupo de alunos de medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, fez pedágio para arrecadar dinheiro para os veteranos. À noite, teve balada no campus com muita bebida.

Para quem entrou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, unidade da USP em Piracicaba, uma das festas aconteceu em um sítio. Calouros chegaram a lutar na lama.

Mas o trote mais violento filmado pelo Fantástico aconteceu em um sítio em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo. Em um muro na entrada da cidade, o aviso para os calouros, feito pelos veteranos da 37º turma de medicina da Universidade de Mogi: “Se chorar, vai ser pior”.

Desde o começo das aulas, há duas semanas, os veteranos ameaçavam: quem não fosse ao sítio não poderia também frequentar outras festas da faculdade, correndo o risco de sofrer ameaças e constrangimentos durante o curso.

O Fantástico registrou, passo a passo, tudo o que aconteceu na segunda-feira passada (22). Primeiro, os veteranos se reúnem dentro da universidade, que é particular e tem 15 mil alunos. Estudantes do último ano estão de uniforme laranja. Os outros veteranos vestem camiseta branca. E os calouros, camiseta preta e gravata.

Às 11h, todos vão para o centro acadêmico, que fica perto da faculdade.

“Vai, gordão”, grita um veterano.

No caminho, os calouros são obrigados a andar em uma posição incômoda, chamada de elefantinho. Três ônibus foram alugados para o transporte até o sítio, que fica a 17 quilômetros da universidade. Muitos veteranos também chegam de carro.

Até então, o local da festa era mantido em segredo para os calouros. Seguranças controlam a entrada. Às 13h, o trote começa. Uma bomba explode no campo de futebol. Um rapaz dá dois tapas no rosto de um novato. Tudo isso é para forçar os calouros a passar por uma pequena cabana.

Segundo pessoas que estiveram no lugar, os veteranos guardaram comida podre na tal cabana. Há relatos de que os veteranos usaram o fígado de boi estragado em vários momentos do trote.

“Umas cinco pessoas falavam para o cara beijar o fígado de língua. Do contrário, seria arrebentado”, conta uma testemunha.

Mais de 400 pessoas estiveram no sítio. Testemunhas dizem que latinhas de cerveja foram arremessadas na cabeça dos calouros e que, além das agressões, houve muita humilhação.

“Eles cospem na cara. Mandam você ajoelhar e cospem”, descreve uma testemunha.

Um estudante não aceitou beijar os pés de um veterano que, nervoso, jogou caipirinha de limão nos olhos do calouro. Era um dia de sol e até quem não estuda medicina sabe: limão, sob o sol, deixa manchas na pele difíceis de sair.

Os alunos novos ainda pagaram pra participar do ritual de brutalidade. Foram R$ 300 por um kit, que tinha estojo, agenda e a camiseta do trote. Como são 80 calouros, os veteranos do último ano arrecadaram cerca de R$ 24 mil.

Às 17h, policiais são chamados. O caseiro do sítio alugado estava preocupado com a bagunça. Depois de uma conversa com os veteranos, os policiais foram embora. O trote acabou em seguida.

Na quinta-feira (25), o Fantástico entrou no sítio, que foi alugado por R$ 1.150. Foram encontrados vestígios de outro tipo de agressão, que testemunhas relataram ao Fantástico.

No campo de futebol do sítio, os veteranos obrigaram rapazes e moças a ficarem com os braços abertos em uma cruz de madeira. Em seguida, eles foram alvo de um ataque de ovos, farinha e catchup. Alguns deles disseram até que apanharam com peixes apodrecidos.

“Acho legal ter trote, mas não esse absurdo que ocorreu aqui”, diz uma testemunha.

No sitio, foram encontrados vários frascos que, aparentemente, são de soro fisiológico. Mas, segundo testemunhas que estavam na festa, dentro tinha lança-perfume. A droga era consumida livremente.

As imagens do trote foram mostradas para o professor de medicina comportamental José Roberto Leite, de outra universidade, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das mais conceituadas do país na área médica.

“Nós vemos que os veteranos acabam manifestando comportamentos, que eu classificaria até de patológico, doentios, de uma impulsividade, de uma agressividade, que extrapola as normas sociais”, avalia.

O professor diz que a chance de tudo se repetir no ano que vem é grande. “O indivíduo acaba reproduzindo aquilo que sofreu. Ele vai querer subjugar o calouro, sem dúvida nenhuma”.

Dois anos atrás, estudantes da mesma faculdade de medicina sofreram trote semelhante. Na época, pelo telefone, a tia de uma aluna conversou com a TV Diário, afiliada da Rede Globo.

“Tiram a roupa de alguns rapazes, fazem brincadeiras envolvendo coisas como vômito e fezes. Pelo amor de Deus, isso não pode acontecer”, comentou na época.

Esta semana, os pais de pelo menos 40 calouros – metade da turma – procuraram a reitoria da Universidade de Mogi das Cruzes para reclamar. Por causa das humilhações, uma caloura desistiu do curso no dia seguinte ao trote.

O Fantástico foi ao centro acadêmico dos alunos de medicina e também procurou a direção da universidade e os veteranos que organizaram o trote. Ninguém quis gravar entrevista.

Em nota, a Universidade de Mogi das Cruzes disse que todos os anos há reforço na equipe de segurança e que realiza palestras e reuniões contra o trote violento. Alega não ter como se responsabilizar por práticas inadequadas fora do campus, mas diz que os veteranos flagrados podem sofrer de advertência verbal até expulsão.

A mensalidade do curso de medicina de Mogi das Cruzes é cerca de R$ 4 mil. No último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2007, o curso recebeu nota 3, em uma escala de 1 a 5. Três é a nota mínima para que o curso funcione sem intervenção do Ministério da Educação.

“Medicina e medicina veterinária são os cursos onde há maior incidência de trotes violentos. Acabam agindo de um modo completamente agressivo e que não condiz com a profissão que vão exercer”, diz o procurador da República Thiago Lacerda Nobre.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal pediu às universidades do estado de São Paulo que tomassem providências contra os trotes.

“Recomendamos às instituições de ensino que garantam a ampla, total e irrestrita segurança dos alunos, dentro e fora do campus”, adianta Thiago Lacerda Nobre.

Na segunda-feira passada (22), sete calouros do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos, no norte do estado de São Paulo, sofreram queimaduras durante o trote. A polícia diz que foram provocadas por uma mistura de tinta e creolina, um desinfetante corrosivo.

“Várias pessoas tiveram sequelas perto do olho. Hoje alguém da nossa turma poderia estar cego”, diz o calouro de engenharia civil Ronier Silva.

Além de expulsos da faculdade, veteranos que promovem trotes violentos podem ser presos e responder a crimes como:

– injúria, que significa ofensa à dignidade da vítima, com pena mínima de um mês de cadeia;
– constrangimento ilegal, com pena mínima de três meses;
– e lesão corporal, que também prevê três meses de prisão pelo menos.

“Só vamos acabar com a prática de trotes no país a partir do momento em que todos os responsáveis forem chamados a suas respectivas responsabilidades”, diz Thiago Lacerda Nobre.

– O Trote violento em Barretos

Dá para imaginar que existem idiotas, intitulados universitários, praticando trote por aí, em pleno século 21?

Sofri trote como universitário, e na oportunidade entendi que era “cultura da época”. Não apliquei trote. Hoje, boa parte das faculdades proibe ações como essa, condenam a selvageira e incentivam o chamado “trote social”, com ações solidárias adequadas.

Abaixo, olha o que aconteceu com alunos calouros que foram queimados em Barretos. Os veteranos jogaram líquido inflamável nos “bixos”, que começaram as aulas depois do Carnaval. A  foto foi reproduzida pela Agência Estado no momento em que entravam no hospital. Em seguida, a matéria:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100224/not_imp515255,0.php

ALUNOS TÊM PELE QUEIMADA EM TROTE

por Brás Henrique

Sete calouros do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb), na região de Ribeirão Preto, foram vítimas de trote violento na noite de anteontem, no início das aulas na instituição. Os alunos, todos da cidade vizinha de Jaborandi, desceram de um ônibus em frente ao Unifeb e dois veteranos que estavam no mesmo veículo jogaram nos calouros um líquido, provavelmente creolina. Eles sofreram queimaduras de primeiro grau.As vítimas foram levadas ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Barretos e liberadas após o atendimento.

Dos quatro estudantes ouvidos pela reportagem, três afirmaram que preferem esquecer o trote e o outro, levar o caso à Justiça. “Quase fui atingido no olho. Se eu estivesse cego, o que adiantaria o pedido de desculpas dos veteranos?”, perguntou Ronier Jorge Ferreira Silva, de 30 anos, que trabalha como segurança de um banco em Jaborandi e está iniciando o curso de Engenharia Civil.

Um dos agressores procurou o segurança ontem, mas ele não quis conversar. “O (veterano) que levou a creolina trabalha com animais e sabe que esse produto não pode ser jogado puro nem em um cavalo”, afirmou. “Quero que eles sejam punidos e que isso sirva de exemplo.”

Murilo Daniel Fonseca, de 19 anos, calouro de Administração, aceitou o pedido de desculpas e prefere ignorar o caso. O rapaz, que sofreu queimaduras nos braços e nas costas, afirmou que esperava brincadeiras no trote, mas sem violência. “Foi uma brincadeira de mau gosto”, disse.

Rodolfo Henrique Sales de Olivera, de 18 anos, que começa o curso de Administração, foi atingido nas costas e no cotovelo. “Bastou o reconhecimento deles, o arrependimento. Para mim foi suficiente”, disse Oliveira.

Caloura de Matemática, Carla Fernanda Miguel, de 18 anos, ficou ferida no rosto, pescoço, tórax e pernas. Foi um amigo de Carla, apelidado de Toupeira, que jogou o líquido. Segundo ela, o estudante achou que se tratava de perfume. “Ele ficou apavorado, pediu desculpas e ajudou a pagar os medicamentos. Por isso acho melhor não fazer nada”, disse. As outras vítimas são João Mário Henrique da Silva, de 18 anos, Geraldo Pereira, de 23, e Patrick Adriano de Souza, de 23.

REPÚDIO

O reitor Álvaro Fernandez Gomes lamentou o episódio e afirmou que a instituição enviará um comunicado às vítimas repudiando o fato e solicitando a identificação dos agressores. O Conselho Universitário analisará o caso e os responsáveis poderão ser advertidos e até expulsos. A instituição tem 4,5 mil alunos, sendo 1,2 mil calouros.

– Financiamento Estudantil agora pelo Banco do Brasil

Boa notícia aos estudantes. O FIES passa a ser oferecido, além da Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil.

Informações sobre o Financiamento Estudantil abaixo:

(Extraído de: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=102599)

BB OFERECE FIES

Os estudantes interessados em recorrer ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) para pagar a faculdade podem agora aderir ao programa por meio do Banco do Brasil (BB). Este ano o banco começa a operar os recursos do fundo estudantil, informou ontem o BB.Antes, a Caixa Econômica Federal era operadora exclusiva. No financiamento estudantil do Governo Federal, a taxa de juros é limitada a 3,5% ao ano e o valor financiável pode chegar a 100%, conforme mudanças publicadas no Diário Oficial da União de sexta-feira passada. De acordo com o Banco do Brasil, o prazo do financiamento pode chegar a três vezes o período do curso.

As amortizações começam após 18 meses de conclusão da graduação. Para o contrato, o aluno terá de apresentar fiador ou autorizar consignação em folha de pagamento. Inicialmente, preencherá cadastro no portal de internet do Ministério da Educação (www mec.gov.br) e depois deve procurar uma agência para entregar a documentação, do fiador e assinar o contrato. O Fies faz parte do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a classificação dos candidatos é feita pelo Ministério da Educação (MEC).

– Um Laboratório de Administração!

Recebo a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha. É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

– Doutores com Q.I.

Impressionante a máfia que ronda algumas universidades, nos cursos de pós-graduação. Em matéria-denúncia da Revista Época dessa semana, é deflagrado um esquema suspeito com muita subjetividade nas avaliações de candidatos à Mestrados e Doutorados.

Confesso que é complicado o sistema de eliminação pós-entrevistas; há argumentos que mostram a necessidade de tal; embora há os contras. Aqui, há a brincadeira de Q.I. como “quem indicou”, ao invés de “Quociente de Inteligência”

Compartilho abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108447-15223,00.html

DOUTORES COM Q.I., por Ana Aranha e Marco Bahé

Nas seleções para pós-graduação, o “Quem Indicou” pode valer mais que o mérito acadêmico dos candidatos. É possível acabar com esse favoritismo?

Ninguém duvida do mérito acadêmico dos alunos aprovados nos vestibulares das melhores universidades do país. A disputa pelas vagas é tão concorrida que a aprovação exige meses de estudos e preparação exclusiva. A maior prova disso foi a comoção em torno do vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretende substituir os vestibulares como principal forma de acesso às universidades. Devido ao furto de dois cadernos de questões, o exame foi cancelado e 4 milhões de alunos esperaram dois meses para prestá-lo. Quem conseguir passar pelo filtro do Enem, entrar na universidade e se formar vai ter provavelmente de fazer um esforço diferente se quiser avançar para a pós-graduação. Em vez de virar a noite revisando o conteúdo de matérias para provas, vai ter de bajular um orientador, pedir cartas de recomendação, submeter-se a entrevistas cheias de critérios subjetivos para conseguir entrar num curso de mestrado.

Por princípio, uma seleção para a pós-graduação não pode ser como o vestibular. Exige conhecimentos específicos e capacidades de argumentação e abstração que uma prova de múltipla escolha não é capaz de captar. Por isso, cada curso de pós-graduação tem autonomia para selecionar seus alunos. O problema é que alguns abusam dessa prerrogativa e deixam a decisão na mão dos poucos profissionais que compõem a banca. Com a concentração de poder, começam os problemas. Nos últimos anos, candidatos entraram com ações na Justiça para questionar os métodos de seleção de cursos de pós-graduação das melhores universidades do país. As ações denunciam favorecimento de candidatos próximos a professores e sugerem que, em algumas das mais qualificadas bancas de seleção do país, o famoso Q.I. (“Quem Indicou”) tem um peso maior do que o potencial acadêmico na escolha dos futuros mestres e doutores.

Essa é a suspeita levantada pela candidata ao mestrado em política social na Universidade de Brasília (UnB) Arryanne Vieira Queiroz. Formada em Direito e delegada da Polícia Federal, Arryanne, em novembro, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal e um pedido de ação civil no Ministério Público Federal em que pede a suspensão do processo seletivo na UnB. Seu principal argumento é a falta de transparência. Quando soube que não havia sido aprovada na prova de conhecimentos específicos, Arryanne procurou saber sua nota com o objetivo de pedir a revisão de algumas questões. A UnB respondeu que as notas não seriam divulgadas. “Não faz sentido. Como posso recorrer sem saber se tirei 5 ou 0?”, diz Arryanne. “Não tinha elementos para argumentar. Fiz um recurso no escuro.”

O recurso apresentado por Arryanne foi recusado. Ao final do processo, ela teve outra surpresa. Descobriu que um dos dez candidatos aprovados é genro da coordenadora do programa de pós-graduação, Potyara Pereira. Com essa informação, ela decidiu entrar na Justiça. “Ele pode ter conquistado essa vaga por mérito próprio. Mas, como o processo é obscuro, fica a suspeita. Além de não ter direito a defesa, os candidatos não podem fiscalizar seus concorrentes.” A coordenadora da banca da seleção, Marlene Teixeira Rodrigues, diz que a professora Potyara Pereira não participou da escolha dos alunos para o mestrado em política social da UnB devido a sua relação de parentesco com um dos candidatos. “A professora Potyara pediu para ser mantida distante do processo”, diz Marlene Rodrigues. Ela afirma também que a divulgação das notas só é feita ao final do processo de seleção por causa de uma regra estabelecida no edital do concurso.

Não é a primeira vez que a UnB sofre acusações de favorecimento na seleção para a pós-graduação. Em 2005, o MPF moveu diversas ações contra a universidade devido à falta de clareza e objetivo nos critérios de escolha dos alunos de mestrado e doutorado. Segundo o procurador da República Carlos Henrique Martins, uma das denúncias foi motivada por uma pergunta feita pela banca do mestrado para antropologia. “Um professor queria saber como o candidato iria se manter financeiramente ao longo do curso. É um critério que não tem relação com o mérito acadêmico”, diz Martins.

Em 2005, a UnB firmou um acordo com o MPF e se comprometeu a mudar seus procedimentos. A promessa, aparentemente, foi esquecida. No edital para o mestrado em antropologia, ainda consta a exigência de uma “declaração de tempo e meios financeiros de que (o candidato) dispõe para cursar o mestrado”. José Pimenta, coordenador da pós-graduação do curso, diz que “ninguém vai deixar de entrar devido às condições financeiras”. Por que, então, a seleção ainda faz a pergunta? “Só para ter mais elementos sobre os candidatos”, afirma Pimenta.

Além da UnB, a pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi alvo de ações do MPF. Muitos dos processos de seleção da UFPE não tornavam públicos os critérios que seriam levados em conta pelas bancas. Entre os alunos da universidade, são muitos os relatos de favorecimento acobertados pela falta de transparência. Todos os depoimentos colhidos por ÉPOCA foram feitos sob a condição de anonimato. Os alunos têm medo de sofrer perseguição. A principal queixa é que seria preciso se aproximar de professores influentes para conseguir uma vaga. Segundo alunos do Departamento de Geografia, a pós-graduação seria “dominada” por grupos de professores que decidem, sem prestar contas, quem entra e quem sai. “Eu tive de passar um ano como aluna ouvinte até que um professor me ‘adotasse’. Eles só querem orientar quem já conhecem”, diz uma mestranda. “Se você vier de faculdade privada, então, há muito preconceito. Não é raro alunos tentarem mestrado em outros Estados, pois aqui há famílias dominando o departamento.” Segundo um candidato ao mestrado em Direito, mesmo com nota 8 na prova específica e 9 na de língua estrangeira, ele foi eliminado da disputa depois de dez minutos de entrevista. “Outros candidatos com pontuação muito inferior a minha nas fases anteriores foram aprovados”, diz.

Depois da ação movida pelo MPF, a UFPE elaborou parâmetros para todos os cursos. Passou também a exigir a publicação dos critérios em espaços de acesso público – como a internet. Entre as principais mudanças está o fim da exigência das cartas de recomendação. As cartas davam margem para que alguns candidatos fossem beneficiados só por causa do prestígio de quem os recomendava. As entrevistas também perderam peso. Elas não podem mais classificar nem eliminar candidatos.

Segundo o diretor de Pós-Graduação da UFPE, Fernando Machado, os problemas já tinham sido detectados antes da ação do MPF. “A ação serviu para acelerar um processo que acontecia lentamente”, afirma. “Cerca de 80% do editais lançados neste semestre já seguem os novos parâmetros.” Muitos professores da UFPE criticaram, porém, as mudanças nos processos de seleção. Eles argumentam que o acordo com o MPF feriu a autonomia universitária.

“Sendo uma universidade pública, a UFPE é obrigada a seguir os princípios da impessoalidade, legalidade e publicidade. Assim como o mérito como critério de acesso ao ensino superior”, afirma o procurador da República Antonio Carlos Barreto Campelo.

As medidas tomadas pelo MPF para tornar mais transparentes os processos de seleção para a pós-graduação são importantes para tornar o sistema menos suscetível a injustiças. Mas nem elas são capazes de eliminar totalmente a subjetividade na escolha dos candidatos. “Temos parâmetros claros, mas alguma margem de subjetividade sempre fica”, diz Romualdo Portela de Oliveira, coordenador da pós- -graduação em educação da Universidade de São Paulo (USP). A principal brecha para a subjetividade se abre quando o número de aprovados excede o número de vagas. Como há um número limitado de vagas por orientador, e os candidatos apontam seus orientadores no início do processo, a seleção final pode ficar a cargo do professor que está com excesso de alunos. Nesse caso, um candidato aprovado, com condições de cursar a pós-graduação, pode ficar de fora da seleção só porque o orientador preferiu trabalhar com outros alunos – talvez por uma relação anterior. “É uma discussão controversa”, afirma Portela. “Eticamente, é razoável que orientador e orientado não discutam antes, já que aí se estabelece uma relação privilegiada. Mas também é natural que alguns sejam próximos, devido aos projetos de iniciação científica na graduação.”

O uso da entrevista como um dos critérios de seleção também costuma gerar controvérsias. Há relatos de que concorrentes recebem tratamento desigual. Uma candidata a mestrado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que pede que seu nome e curso não sejam identificados, diz que foi prejudicada pelo entrevistador. Em 2006, depois de passar na prova de inglês e na de conhecimentos específicos, ela chegou à entrevista em décimo lugar numa seleção em que havia 20 vagas. “A entrevista começou, e percebi que o entrevistador estava empenhado em prejudicar meu discurso. Ele era agressivo e intimidador, interrompia minha fala para dizer: ‘Não é isso que eu quero saber’.” Segundo ela, havia outros professores na banca, mas só ele falou. “Foi um comportamento acintoso. Ficou claro que ele queria me prejudicar.” Depois da entrevista, a aluna caiu para a 21ª posição e ficou de fora da seleção.

Para tentar evitar favorecimento ou perseguição, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) é que a entrevista não seja eliminatória e sirva apenas para somar pontos na classificação dos concorrentes. Mesmo assim, ela continuaria sendo estratégica, pois a distribuição de bolsas entre os aprovados costuma ser de acordo com a classificação. “O processo deve ter critérios claros e oferecer condições de igualdade”, afirma Paulo Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE. “Mas não dá para exigir objetividade total. Avaliação de mérito é sempre difícil de medir.”

Como a objetividade total é impossível, a Justiça costuma dar razão às universidades nos processos movidos pelos alunos contrariados. Apenas os casos mais gritantes chegam ao CNE, que pode fazer recomendações aos cursos sobre os critérios de seleção. Há alguns anos, algumas universidades federais exigiam que o candidato ao curso de pós-graduação apresentasse uma empresa patrocinadora de seu projeto para conseguir uma vaga no mestrado profissional. Trata-se de uma modalidade de mestrado que está crescendo no país, na qual os alunos desenvolvem projetos voltados para o mercado. Segundo Barone, a exigência de uma “empresa madrinha” fere o princípio de igualdade de condições de acesso. Por esse motivo, as universidades começaram a perder ações na Justiça, e o CNE passou a desaconselhar esse tipo de critério de seleção.

Não há hoje no Brasil um órgão regulador dos processos de seleção da pós-graduação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, faz o controle da qualidade dos cursos. Mas não dá diretrizes para a seleção nem avalia os processos. “Esses questionamentos só estão acontecendo porque a demanda pela pós teve crescimento chinês”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes. Ele tem razão. Na última década, as matrículas no mestrado e doutorado dobraram. O aumento da procura é reflexo da crescente escolarização da população e da demanda por mão de obra qualificada do mercado. Com mais gente competindo pelas vagas, porém, as universidades estão diante do desafio de aumentar a transparência da seleção para a pós-graduação para acabar com os feudos acadêmicos em um país que pede mais mérito e qualificação.

– Metade da Mensalidade e o Dobro de Alunos

Bem simplista o título deste post, mas faz valer uma observação interessante: o aumento de 84% dos alunos da classe D nas Universidades (350 mil estudantes)!

Extraído de: Ig Educação

Em quatro anos, 677 mil estudantes das classes C e D entraram na universidade

por Erica Khingl

Em apenas quatro anos, 350 mil jovens da classe D entraram no ensino superior. São universitários com renda inferior a três salários mínimos, ou seja, R$ 1.400. O número equivale a um crescimento de 84% entre os anos de 2004 e 2008, o maior registrado entre todas as faixas de renda.

No mesmo período, 333 mil estudantes da classe C, de três a cinco salários, também experimentaram pela primeira vez a corrida pelo diploma.

Incapazes de atender a crescente demanda, as instituições gratuitas ficam à margem da democratização econômica do ensino superior. De acordo com estudo da Hoper Educacional, maior consultoria de mercado de ensino superior, 70% dos alunos do setor das instituições privadas concentram-se nas faixas de renda até 10 salários.

O que parece uma ótima notícia deve ser visto com cuidado, de acordo com o professor da Faculdade de Educação da UnB, Remi Castioni. “As avaliações do Ministério da Educação mostram que são essas as instituições que concentram as notas 2 e 3 no Enade. Na minha opinião, existe uma relação entre o baixo preço da mensalidade e a qualidade do ensino. Hoje existem faculdades que cobram R$ 199, como se fossem aqueles comércios baratos de R$1,99”, completa.

PREÇO

A queda no valor da mensalidade é a principal explicação para a entrada dos jovens mais pobres no ensino superior. De acordo com Ryon Braga, presidente da Hoper, em 1996 as mensalidades custavam em média R$ 840 (em valores atualizados). Hoje, a média é de R$ 457.

“O valor caiu pelo metade permitindo que mais alunos fizessem ensino superior”, avalia.

Ryon destaca que o Programa Universidade para Todos, o ProUni, só foi responsável por 5% da expansão. O programa do governo federal troca vagas de faculdades particulares por isenção de impostos. “Mas não acredito que baixo preço queira dizer baixa qualidade. Existem ótimas instituições que cobram pouco dos alunos e instituições ruins que cobram caro.”

Pelo estudo, ainda há margem para crescer. “Considerando que a média de comprometimento de renda familiar com o ensino superior está em torno de 13% da renda, podemos concluir facilmente onde está o maior obstáculo para ampliação da inserção de alunos de menor poder aquisitivo no ensino superior”, cita a conclusão da pesquisa.

Vale destacar que as outras classes econômicas ainda têm grande representatividade no ensino superior mas está perdendo território. A classe A representa 23,3% do alunado do ensino superior privado no Brasil, mas já parou de crescer há quatro anos.

A Classe B com 48,7% deste alunado continua a maior representante do ensino superior privado, mas apresenta crescimento de 29,3% nos últimos quatro anos, bem inferior ao crescimento da Classe C e D. “Se as taxas de crescimento forem mantidas na mesma proporção, no ano de 2012 já teremos mais pessoas das Classes C e D no ensino superior privado do que os representantes das Classes A e B”, completa Ryon.

– O Esforço dos Pobres nas Universidades

A coluna de Gilberto Dimenstein desta última segunda-feira traz um levantamento interessante: em breve, os pobres (entenda-se, pelo texto dele, das classes C, D, E) serão a maioria nas Universidades. E com um detalhe: desde já, se mostram alunos mais esforçados.

Compartilho, extraido de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u652993.shtml

POBRES NAS UNIVERSIDADES

O escândalo da minissaia de Geisy Arruda é apenas um detalhe de um fenômeno muito maior: a entrada dos mais pobres no ensino superior brasileiro. Em breve –e breve significa mais três ou quatro anos– as classes C, D e E serão maioria nas universidades.

Uma consultoria especializada em ensino superior (Hoper) informa que, de 2004 até 2008, o número de alunos da classe C cresceu 84%, e da classe D, 52%. Isso significa um batalhão de quase 680 mil pessoas.

São brasileiros com mais expectativas profissionais, já que, ao entrarem na faculdade, imaginam-se com mais chance de um bom emprego. É gente que, em geral, tende a tornar-se mais crítica e ciosa de seus direitos –vejam como Geisy Arruda defendeu seus direitos.

É também gente, que, em geral, tem mais garra. Não é fácil sobreviver ao ensino médio público, trabalhar à noite e estudar de dia.

Aposto que está aí o nascimento, aos poucos, de uma nova elite brasileira. Sem perder o olhar crítico e a demanda por mais qualidade de ensino, os acadêmicos deveriam olhar com menos preconceitos para o ensino superior privado.

Assim como é melhor um jovem concluir o ensino médio público, por pior que seja, é melhor ter quatro anos de uma escola privada no ensino superior.

Baseado na suspeita de que esse público tende a demandar mais cultura, fiz a experiência de levar a faculdades privadas a experiência do site Catraca Livre (www.catracalivre.com.br), para treinar os estudantes sobre como aproveitar a programação cultura gratuita da cidade de São Paulo. Rapidamente, uma parcela dos estudantes, segundo depoimentos de diretores das faculdades, começou a frequentar os eventos, até concertos de música erudita e ópera.

– Para que serve a faculdade?

“Faculdade serve para ir para o bar e fumar maconha”

Tal frase foi reproduzida na Revista IstoÉ, edição 2086, pg 30, e é de Danilo Gentile, do humorístico CQC.
Sem querer ser azedo, pisou na bola… Os universitários esforçados não podem ser generalizados por uma minoria. Não é porque o cara é humorista que pode dizer o que quer!

– Headhunters perdendo a cabeça atrás de executivos no Brasil

Um país que deseja crescer economicanente, deve ter uma base educacional sólida, a fim de permitir que seus futuros profissionais sejam pessoas bem instruídas.

Gostaria de falar um pouco sobre isso. Conversei hoje com um amigo, Prof Dr Cláudio Másculo Azevedo, docente de respeitabilidade incontestável e um grande pensador. Falávamos sobre a qualidade das universidades e do ensino brasileiro. E olha que constatação: os Headhunters (caçadores de talentos empresariais, numa tradução livre), não conseguem achar profissionais qualificados para o mercado de trabalho no Brasil. As verdadeiras competências não são ensinadas e os jovens recém-formados preocupam-se algumas vezes em “fingir que aprenderam” e os professores fingem que ensinaram.

Assim, trouxemos do exterior muitos engenheiros, administradores, executivos de toda espécie. Parafraseando um importante político, nunca, na história desse país, “importamos” tantas cabeças pensantes… Lamentavelmente!

Bons empregos existem no Brasil. O que falta é gente competente para assumi-los!

– A Decadência dos Cursinhos Pré-Vestibulares

Recebi um interessante material, publicado do Jornal da Ciência, a respeito da redução de até 80% dos alunos inscritos em cursinhos pré-vestibular. Motivo: as mudanças para o ingresso nas Universidades e a farta oferta de vagas na rede privada de ensino.

Extraído de: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=64963

Cursinhos perdem até 80% dos alunos

Auge foi nos anos 70 e 80, quando os vestibulares das principais universidades ainda valorizavam o chamado “decoreba”. Para consultor, expansão das faculdades particulares absorveu alunos menos preparados e ajudou a esvaziar os cursinhos

Com apogeu nos anos 70 e 80, quando eram uma etapa quase indispensável para os que tinham o objetivo de seguir estudos universitários, os cursinhos encolheram. Inexistem estatísticas oficiais sobre o setor, mas, após ouvir professores, empresários e consultores, a Folha apurou que os pré-vestibulares perderam de 70% a 80% das matrículas na comparação com a fase áurea.

Dono de uma consultoria educacional, Maurício Costa Berbel, aponta algumas causas. “Uma delas, certamente, foi o fato de os vestibulares das principais universidades e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terem aposentado a ideia de que o melhor candidato a uma vaga no ensino superior seja aquele com mais capacidade de memorização.”

Em vez disso, passou-se a valorizar o raciocínio e a transdisciplinaridade “e essa é uma característica difícil de ser aprimorada em classes com mais de cem alunos, como era comum nos principais cursinhos”, afirma o consultor.

Mas o fator principal da queda foi a proliferação dos cursos superiores particulares, que teve início em meados dos anos 90. Para dar uma ideia do tamanho da ampliação, há hoje 2.200 instituições de ensino superior nas quais ingressam por ano quase 1,5 milhão de alunos. No início dos anos 1970, as não mais de 200 universidades ofereciam 80 mil vagas por ano.

Realistas, alunos menos preparados se deram conta de que dificilmente entrariam nas disputadíssimas vagas de universidades públicas; era melhor ir direto para uma faculdade particular e poupar seis meses ou um ano de mensalidade de cursinho, afirma Berbel. Sintomaticamente, foram as turmas do período noturno, aquelas frequentadas pelo público obrigado a trabalhar durante o dia, as que mais sofreram com a mudança. Vários cursinhos já nem oferecem essa opção.

Em 2005, veio o ProUni (Programa Universidade para Todos), o qual, ao conceder vagas gratuitas em faculdades privadas para alunos de baixa renda, ampliando ainda mais a possibilidade de acesso ao ensino superior, trouxe mais dificuldades aos cursinhos. Desde sua criação, o ProUni já ofereceu 888 mil bolsas.

Outro fator que contribuiu para a queda foi o advento dos chamados “cursinhos populares”, a partir dos anos 90. Gratuitos ou com mensalidades que chegam a 1/ 10 do cobrado pelos tradicionais, eles geraram uma guerra de preços que acabou canibalizando o setor.

Quem ainda se dá bem no negócio dos cursos pré-vestibulares acabou reduzindo o número e o tamanho das turmas, focando-se em um público abonado, disposto a lutar por disputadíssimas vagas das melhores instituições, como medicina, engenharia e direito das universidades públicas.

Jorge Ovando, gerente de marketing do Intergraus – 900 alunos por ano, anuidades que em alguns cursos ultrapassam os R$ 10 mil -, explica que a aposta do grupo é em classes pequenas, extensas cargas horárias (mais de 44 horas por semana), tratamento personalizado. Opção idêntica fez, por exemplo, o curso Poliedro.

Esse movimento não significa que os grupos empresariais que mantinham os cursinhos estejam em extinção. Ao longo das últimas três décadas eles diversificaram suas atividades. Boa parte se expandiu para atender também o ensino médio e o fundamental. Alguns se tornaram universidades (são de proprietários de antigos cursinhos algumas das maiores universidades do país).

Exemplo disso é a Unip, que nasceu do cursinho Objetivo, com suas 130 mil matrículas (a USP tem 86 mil). Procurado pela reportagem para falar sobre o encolhimento do cursinho, o Objetivo não quis se pronunciar.

O encolhimento é apenas a manifestação econômica da cultura que se constituía em elogio do saber enciclopédico, do chamado decoreba. Acabaram-se as aulas-show, em que professores inventavam paródias musicais para alunos memorizarem equações da cinemática, doenças causadas por protozoários, elementos químicos halógenos ou o número de pés no filo dos artrópodes.

– A Minissaia da discórdia na Uniban

Incrível. Uma aluna de minissaia, literalmente, parou a Uniban. Devido a roupa curta, foi (acreditem) hostilizada pelos alunos. Precisou sair da sala protegida pelo professor e da faculdade pela PM!

Em vídeo, a matéria e o constrangimento. Clique abaixo em:

http://tvig.ig.com.br/180444/estudante-causa-tumulto-por-usar-minissaia.htm

ESTUDANTE CAUSA CONSTRANGIMENTO AO USAR MINISSAIA EM FACULDADE

A roupa de uma estudante causou tumulto em uma faculdade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Toda confusão foi provocada pelo uso de uma minissaia. A garota ouviu insultos de centenas de alunos da faculdade, que se juntaram no pátio para vê-la e xingá-la. 

A garota teve que se esconder em uma sala e só foi retirada, com um avental de professor, escoltada pela Polícia Militar.

– Butiques de Ensino: as Faculdades Premium

No máximo 50 alunos por salas, professores atuando no mercado de trabalho, poucos e bons cursos. Mensalidades caras, lógico. Esse é o panorama das “faculdades-butiques”, assim chamadas pela Revista Veja desta semana. Abaixo, a matéria que fala a respeito das faculdades premium:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/211009/butiques-ensino-p-140.shtml

BUTIQUES DE ENSINO

Poucos alunos, instalações de primeira e preço nas alturas. Essa é a fórmula de um grupo de faculdades que já figuram entre as melhores do país.

por Cintia Borsato e Renata Betti

Está se consolidando no ensino superior brasileiro um gênero de instituição que já ganhou até apelido: a faculdade-butique. O termo talvez remeta à ideia de mau ensino, mas não é disso que se trata – pelo contrário. Assim como na hotelaria, que já adota essa terminologia há tempos, as faculdades-butique se ancoram na ideia da exclusividade: têm número reduzido de cursos, turmas pequenas, instalações de primeira e mensalidades nas alturas. Um ranking recém-divulgado, com base em dados do Ministério da Educação, mostra que, entre as 21 melhores instituições de ensino superior do país – as únicas com nota máxima no ranking oficial, de um total de 2 000 –, dez se enquadram nessa categoria. Na aferição, que considera variáveis tais como desempenho dos alunos, nível dos professores e produção acadêmica das instituições, as “butiques” chegam a superar boas universidades públicas do país. Algumas delas não são exatamente novas – a exemplo da Fundação Getulio Vargas, que encabeça o ranking nacional. Fundada em 1944, pode-se dizer que ela foi precursora no Brasil de um gênero que, só agora, começa a se fazer presente de maneira mais visível. Ao lado da FGV, aparecem nomes bem menos conhecidos, como o gaúcho Instituto Superior de Educação Ivoti, campeão em pedagogia, e a Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de Campinas. Aberta há apenas seis anos, é a melhor de odontologia do país.

O vestibular dessas faculdades chega a ser tão concorrido quanto o da USP ou o da Unicamp. Pela peneira, só passam os bons alunos – aqueles que teriam ótimas chances de ingressar numa universidade pública. O que os faz, então, optar por uma faculdade privada pela qual pagam até 2 500 reais por mês? Parte da resposta está na ligação mais estreita que as instituições destacadas pelo MEC costumam ter com o mercado de trabalho. Numa faculdade como a Facamp, de Campinas, outra do ranking, 95% dos professores têm emprego nas áreas em que lecionam (ao passo que em universidades públicas o número gira em torno de 20%). Isso os torna aptos a trazer para classes como a da estudante de direito Laura de Macedo, 19 anos, uma visão bem prática. “Não queria um curso muito teórico”, diz ela, que, amparada financeiramente pelos pais, levou isso em conta ao desistir de cursar uma faculdade pública. Os alunos formados nas faculdades-butique são cobiçados pelas grandes empresas – onde levam, em geral, não mais que três meses para arranjar emprego, enquanto a média para os recém-formados é de um ano, de acordo com a Companhia de Talentos, especializada em recrutamento. “As empresas vão à caça desses jovens”, diz Sofia Esteves, à frente da consultoria, fazendo uma ressalva: “Como na universidade só convivem com colegas de perfil semelhante, às vezes têm dificuldade em se adaptar ao ambiente mais diversificado das empresas. Falta-lhes jogo de cintura”.

O fenômeno das instituições menores e especializadas surge na contramão de uma tendência que vem se acentuando no Brasil desde a década de 60. De lá para cá, as universidades públicas – praticamente as únicas existentes no país até os anos 90 – foram se agigantando com o objetivo de suprir a altíssima demanda brasileira por ensino superior. Numa frente mais recente, o governo também deu incentivos para que as faculdades privadas expandissem sua oferta de cursos para além dos oito que, segundo a lei, são o mínimo necessário para que uma instituição de ensino superior possa pleitear o status de universidade. Avalia Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: “É difícil preservar a excelência em grande escala. O resultado para o ensino não é bom”. Nos Estados Unidos, mesmo universidades que não são exatamente pequenas nem especializadas numa única área, como Harvard e Yale, não chegam a ter mais do que 15 000 alunos – algo como um terço do que têm as grandes universidades brasileiras – e se beneficiam disso. Por razões óbvias: em modelos mais enxutos, é naturalmente mais fácil zelar pelo padrão do ensino. No Brasil, a Faculdade São Leopoldo Mandic é um exemplo extremo disso. Seus 130 alunos têm aulas com cinquenta doutores em odontologia, um deles o próprio dono, José Luiz Junqueira, 58 anos, dentista desde os 21. “Quem não ama falar sobre obturações e canais dentários é tratado aqui como ET”, diz ele.  

Nos Estados Unidos e em alguns dos países da Europa, núcleos universitários desse tipo prosperaram há mais de um século. Como no caso brasileiro, eles são uma minoria – mas se encarregam bem da tarefa de formar um grupo de profissionais de alto padrão em áreas diversas. Algo que não fará mal ao Brasil. Suprir a demanda por gente qualificada é imperativo numa economia que se pretende moderna e globalizada. “Um bom conjunto de universidades é pré-requisito básico para qualquer país inovar e enriquecer”, diz o economista Maílson da Nóbrega. Os números do MEC mostram que, para a maior parte do ensino superior brasileiro, falta ainda um longo caminho até a excelência acadêmica. As faculdades-butique são bem-vindas.

– Esclarecimento UniSant’Anna

Amigos, nossa coordenação enviou comunicado a nós, professores, e repasso na íntegra aos queridos alunos, em referência a matéria publicada no jornal local:

FACULDADE SANT’ANNA DE SALTO – ESCOLA SANT’ANNA KIDS

ESCLARECIMENTO PÚBLICO

 

Diante da matéria veiculada em 19 de setembro de 2009 em um dos veículos de comunicação da Estância Turística de Salto, temos a esclarecer à população, que sempre acompanhou e participou das ações educacionais, culturais, esportivas e sociais promovidas ou apoiadas pela Faculdade Sant’Anna:

1)     O Instituto Santanense de Ensino Superior (Faculdade Sant’Anna de Salto) foi convidado pelos Poderes Legislativo e Executivo a se instalar na cidade de Salto em agosto de 1997;

2)     A Prefeitura de Salto sancionou em 30 de dezembro de 1997 a Lei Municipal 2051/97, aprovada pela Câmara de Vereadores, concedendo o uso do prédio onde hoje está instalada, para fins educacionais;

3)     O contrato de concessão entre a Prefeitura Municipal e Instituto Santanense de Ensino Superior foi assinado em 30 de dezembro de 1997;

4)     O alvará de licença para instalação e funcionamento foi expedido pela Prefeitura Municipal de Salto em 16 de abril de 1998;

5)     As instalações da Faculdade Sant’Anna de Salto foram inauguradas em 28 de setembro de 1998, tendo sua primeira turma iniciado o curso no ano de 1999. Já a Escola Bilingue Sant’Anna Kids iniciou suas atividades em fevereiro de 2005;

6)     Em 2009, após o Tribunal de Justiça considerar inconstitucional a concessão do Estádio Municipal, a Prefeitura, em sua defesa, citou outras concessões existentes, entre elas a concessão da Abadia de São Norberto à Sant’Anna;

7)     Em 6 de maio de 2009, o Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou procedente a inconstitucionalidade da concessão;

8)     Em 6 de agosto de 2009 o Tribunal de Justiça emitiu documento aos Poderes Legislativo e Executivo de Salto, sobre a decisão tomada em 6 de maio;

9)     Tal documento foi recebido pelo Gabinete do Prefeito da Estância Turística de Salto em 21 de agosto de 2009 e não no mês de setembro conforme divulgado;

10)  De posse do documento do TJ/SP, o Prefeito da Estância Turística de Salto decide, em 10 de setembro de 2009, notificou a Faculdade Sant’Anna, documento este, entregue em 18 de setembro de 2009.

11)  Convêm esclarecer, ainda, à comunidade local, em especial a todos os alunos (e responsáveis legais) dos cursos de ensino básico (infantil, fundamental e médio) e de graduação, que atualmente está pendente de julgamento, os recursos apresentados tanto pela Prefeitura como pela Câmara Municipal de Salto, questionando diversas inconsistências existentes na decisão do TJ/SP, e, por tal razão, a eficácia dessa decisão estaria interrompida até que sejam apreciados os referidos recursos pelo Tribunal Paulista, sem prejuízo dos recursos cabíveis que serão interpostos oportunamente às Instâncias Superiores (STJ e STF), onde serão levados todos os argumentos jurídicos, aliado à comprovação fática e documental, para a manutenção das instalações da Faculdade Sant’Anna e da Escola Sant’Anna Kid’s na Abadia de São Norberto, uma vez que todo o processo de concessão de uso do imóvel foi embasado pela legislação vigente à época, especificamente, com observância à Lei Orgânica Municipal.

12)  Por fim, a Diretoria da Faculdade Sant’Anna, acompanhada de sua assessoria jurídica, estiveram reunidos, nesta última quarta-feira (23/09), com o Exmo. Sr. Prefeito de Salto, Prof. Geraldo Garcia, também acompanhado do Exmo. Sr. Secretário de Negócios Jurídicos e da Ilma. Procuradora Municipal responsável pelo caso, onde ficou ajustado que a Faculdade Sant’Anna irá lançar mão de todos esforços para contribuir com informações e documentos que possam enriquecer e auxiliar na fundamentação da elaboração dos recursos que serão apresentados perante o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, uma vez que ambos os representantes (Poder Público local e Sant’Anna) acreditam na reforma integral da decisão do TJ/SP, pois confiantes na constitucionalidade e na legalidade da Lei de Concessão nº 2.051/97, e, via conseqüência, na manutenção da Faculdade Sant’Anna e da Escola Sant’Anna Kid’s na cidade de Salto/SP. 

Pelo exposto, fica evidenciado que as decisões destacadas na matéria veiculada em 19 de setembro último, datam de maio de 2009, não levando em consideração o recurso protocolado em 29 de julho de 2009 no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pelos representantes dos Poderes Executivo e Legislativo (partes integrantes do processo), conjuntamente com a Assessoria Jurídica da Faculdade Sant’Anna.

Diante dos fatos, a Faculdade Sant’Anna reforça sua missão de formar cidadãos que saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento e justiça social, reitera sua filosofia de apoio ao esporte amador e profissional em âmbito nacional e internacional, sem jamais ter manifestado interesse em assumir praças esportivas na cidade de Salto.  Endossa, ainda, o seu compromisso na manutenção de todos os investimentos já iniciados tanto para a melhoria dos cursos existentes (Educação Infantil, Fundamental, Médio e Superior), quanto na ampliação das instalações para o recebimento de novos cursos.

 

Faculdade Sant’Anna de Salto       Escola Bilingue Sant’Anna Kids

– MEC proíbe novas vagas em cursos ruins e divulga lista!

O MEC divulgou publicamente a relação de universidades com cursos ruins que tiveram suas vagas trancadas. Foram 2500 vagas, algumas próximas a nós… Veja os cursos e universidades:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u619136.shtml

MEC fecha 2.500 vagas em cursos mal avaliados; veja lista

Por Larissa Campos, FSP, Brasília.

O Ministério da Educação decidiu fechar cerca de 2.500 vagas em cursos de graduação que apresentaram má qualidade em avaliações. A medida será mais drástica em relação a outros cinco cursos, cujo vestibular será suspenso.

O anúncio do fechamento de vagas em instituições de todo o país se dá na mesma semana em que o Inep (órgão do MEC para avaliações) constatou que 737 mil universitários cursam escolas ruins.

O corte de vagas vai atingir 78 cursos que apresentaram desempenho insatisfatório e cuja nota baixa foi confirmada por técnicos em visitas às instituições. Todos tiveram conceito de curso 1 e 2 (a escala vai de 1 a 5) e terão redução de 30% das vagas oferecidas.

Para a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, os cortes são necessários para evitar que “más práticas” proliferem em algumas instituições de ensino.

“É uma política de estabelecer consequências às avaliações. Toda a lógica do trabalho é atribuir consequências onde há deficiências”, afirmou. De acordo com o MEC, as medidas estarão publicadas hoje, no “Diário Oficial” da União.

A redução de vagas atingiu cursos oferecidos por instituições de ensino como as universidades Estácio de Sá e Gama Filho, ambas no Rio de Janeiro.

Na Estácio de Sá, a redução de vagas será de 52 vagas em dois cursos de fisioterapia. Em um outro, na prática, não haverá corte de vaga. Isso porque a regra do MEC diz que as vagas seriam reduzidas até o limite de 40, mas um dos curso de fisioterapia oferecidos hoje já funciona com 36 alunos.

Na Gama Filho, na graduação de enfermagem e de farmácia 169 vagas serão cortadas. Em São Paulo, a Uniban também terá 29 vagas a menos nos cursos de enfermagem (em São Bernardo do Campo) e fisioterapia (em Osasco).

As universidades Gama Filho, Estácio de Sá e Uniban disseram desconhecer qualquer determinação do MEC sobre redução do número de vagas.

Quatro instituições terão de suspender o vestibular para um total de cinco cursos e, em todos os casos, não poderão sequer receber transferências de alunos vindos de outras instituições de ensino superior.

O Centro Regional Universitário do Espírito Santo do Pinhal (SP) também sofreu restrição para educação física.

As faculdades e universidades que tiveram resultado insatisfatório em 2008 também sofrerão medidas. As instituições que tiveram IGC (Índice Geral de Cursos) 1 ou 2 terão os pedidos de abertura de novos cursos arquivados pelo MEC.

NOME CURSO MUNICÍPIO
ABEU – CENTRO UNIVERSITÁRIO FISIOTERAPIA BELFORD ROXO
CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FISIOTERAPIA ESPÍRITO SANTO DO PINHAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO ENFERMAGEM SÃO PAULO
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA ENFERMAGEM RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO EDUCAÇÃO FÍSICA BATATAIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO EDUCAÇÃO FÍSICA BATATAIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS SERVIÇO SOCIAL SÃO PAULO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS FISIOTERAPIA ANÁPOLIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAQUARA FARMÁCIA ARARAQUARA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA FARMÁCIA BARRA MANSA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA EDUCAÇÃO FÍSICA JOÃO PESSOA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SANTO ANDRÉ ENFERMAGEM SANTO ANDRÉ
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE EDUCAÇÃO FÍSICA VÁRZEA GRANDE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE ODONTOLOGIA VÁRZEA GRANDE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO ODONTOLOGIA SÃO LUÍS
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE ODONTOLOGIA CAMPOS DOS GOYTACAZES
CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE JI-PARANÁ EDUCAÇÃO FÍSICA PARANÁ
CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA BENNETT FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOACYR SREDER BASTOS FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO FÍSICA JABOTICABAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO FÍSICA JABOTICABAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS ENFERMAGEM MANAUS
CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO EDUCAÇÃO FÍSICA ITU
CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO EDUCAÇÃO FÍSICA ITU
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN FARMÁCIA BRASÍLIA
CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO – ESPÍRITO SANTO ENFERMAGEM CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ASSIS EDUCAÇÃO FÍSICA ASSIS
FACULDADE DE AMERICANA EDUCAÇÃO FÍSICA AMERICANA
FACULDADE DE AMERICANA ENFERMAGEM AMERICANA
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DA SAÚDE EDUCAÇÃO FÍSICA LAURO DE FREITAS
FACULDADE DE IMPERATRIZ ODONTOLOGIA IMPERATRIZ
FACULDADE DE VINHEDO EDUCAÇÃO FÍSICA VINHEDO
FACULDADE DO CLUBE NÁUTICO MOGIANO EDUCAÇÃO FÍSICA MOGI DAS CRUZES
FACULDADE DO CLUBE NÁUTICO MOGIANO FISIOTERAPIA MOGI DAS CRUZES
FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ DE CAMPO GRANDE FARMÁCIA CAMPO GRANDE
FACULDADE JUSCELINO KUBITSCHEK ENFERMAGEM BRASÍLIA
FACULDADE NOVO MILÊNIO SERVIÇO SOCIAL VILA VELHA
FACULDADE SÃO LUCAS ENFERMAGEM PORTO VELHO
FACULDADE UNIÃO DAS AMÉRICAS ENFERMAGEM FOZ DO IGUAÇU
FACULDADE UNIÃO DAS AMÉRICAS SERVIÇO SOCIAL FOZ DO IGUAÇU
FACULDADES ASSOCIADAS DE UBERABA – FAZU AGRONOMIA UBERABA
FACULDADES INTEGRADAS DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE E EDUCAÇÃO DE GUARULHOS FISIOTERAPIA GUARULHOS
FACULDADES INTEGRADAS DO TAPAJÓS ENFERMAGEM SANTARÉM
INSTITUTO BAIANO DE ENSINO SUPERIOR FISIOTERAPIA MACEIÓ
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS FISIOTERAPIA MACEIÓ
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE VERDE ENFERMAGEM RIO VERDE
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE TERESINA FISIOTERAPIA TERESINA
INSTITUTO UNIFICADO DE ENSINO SUPERIOR OBJETIVO FARMÁCIA GOIÂNIA
UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO ENFERMAGEM SÃO BERNARDO DO CAMPO
UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO FISIOTERAPIA OSASCO
UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR EDUCAÇÃO FÍSICA SALVADOR
UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR ENFERMAGEM SALVADOR
UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO FARMÁCIA CAMPO GRANDE
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA EDUCAÇÃO FÍSICA BAGÉ
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA FARMÁCIA BAGÉ
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA FISIOTERAPIA BAGÉ
UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA FARMÁCIA CRUZ ALTA
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ ENFERMAGEM CUIABÁ
UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO EDUCAÇÃO FÍSICA SOLEDADE
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC ENFERMAGEM SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC FARMÁCIA SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC FISIOTERAPIA SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC NUTRIÇÃO SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA ENFERMAGEM PRESIDENTE PRUDENTE
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE GAMA FILHO ENFERMAGEM RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE GAMA FILHO FARMÁCIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE IGUAÇU EDUCAÇÃO FÍSICA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU FARMÁCIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU FARMÁCIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU ODONTOLOGIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL ODONTOLOGIA TORRES
UNIVERSIDADE PARANAENSE NUTRIÇÃO UMUARAMA
UNIVERSIDADE TIRADENTES FARMÁCIA ARACAJU
UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE ENFERMAGEM GOVERNADOR VALADARES

– As Melhores Universidades do Mundo e as Melhores do Brasil

Amigos, saiu o “Ranking das Universidades Mundiais”. Para variar, a melhor ficou com o MIT. No Brasil, a melhor foi a USP, se classificando na 38ª posição.

Para consultar a lista das universidades e fazer a busca por instituições, clique em: http://www.webometrics.info/premierleague.html

Para saber mais sobre a relação, matéria abaixo:

Extraído de: TERRA EDUCAÇÃO

Ranking mundial escolhe USP como 38ª melhor universidade

A Universidade de São Paulo (USP) é a 38ª universidade mais qualificada do mundo, de acordo com o ranking das melhores instituições de ensino superior divulgado pela Webometrics Ranking Web of World Universities, promovido pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC, na sigla em espanhol) da Espanha. Além do posto global, a USP também lidera o ranking das melhores na América Latina. Confira o ranking mundial.

O top 10 da lista elegeu instituições dos Estados Unidos para todas as posições. O primeiro lugar é da Massachusetts Institute of Technology, seguido da Harvard University e da Stanford University. As demais são University of California Berkeley, Cornell University, University of Wisconsin Madison, University of Minnesota, California Institute of Technology, University of Illinois Urbana Champaign e University of Michigan.

Desde 2004, o ranking é divulgado duas vezes por ano – em janeiro e julho – e cobre mais de 17 mil instituições de ensino superior de todo o mundo. O relatório leva em conta o desempenho global e a visibilidade das instituições na web, incluindo indicadores de pesquisa e qualidade de estudantes e professores.

A segunda universidade brasileira melhor colocada é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ficou em 115º, e a terceira a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na 134ª colocação.

As demais são Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 152º, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 196º, a Universidade de Brasília (UnB), em 204º, a Universidade Federal de Minas Gerais, em 241º, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 269º, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 352º, e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em 354º.

A USP subiu 49 posições em relação ao ranking divulgado em janeiro, quando aparecia na 87ª colocação. Outras informações podem ser obtidas no site www.webometrics.info.

– Apenas 1% das Universidades Obtém Conceito Máximo do MEC

Amigos, o MEC divulgou alguns números importantes. Apenas 1% das universidades conseguiram alcançar os níveis de excelência desejados. Dado sujeito a várias interpretações: excesso de rigor do MEC ou excesso de deficiências das instituições de ensino?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3950740-EI8266,00-Apenas+das+universidades+obtem+conceito+maximo+do+MEC.html

Apenas 1% das universidades obtém conceito máximo do MEC

Apenas 21 entre as 2 mil instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC) obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). O indicador, que foi divulgado pela primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades e universidades, levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação. De acordo com a pontuação, as instituições são classificadas em faixas que vão de 1 a 5.

Entre as universidades com a maior avaliação (IGC 5), 11 são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio de Janeiro, que é particular. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é federal, ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), estadual. Em último lugar no ranking (com IGC 1), está a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA), que é privada.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o IGC foi criado para subsidiar o trabalho das comissões que fazem as avaliações in loco nas instituições. Se a visita confirmar as condições inadequadas da oferta de ensino nas instituições que obtiveram IGC 1 e 2, elas podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento.

“Dependendo da gravidade da situação, ela pode ter o número de vagas reduzidos nos cursos deficientes, a suspensão temporária ou definitiva do processo seletivo e, em último caso, o descredenciamento da instituição”, explicou.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando, ressaltou que as medidas de saneamento só são aplicadas se a visita in loco confirmar o IGC 1 ou 2.

“Independente dos aspectos de regulação, o IGC tem uma função fundamental que é orientar o público sobre a qualidade do ensino oferecido em cada instituição”, ponderou.

Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituições ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o que representa quase 30% do universo de entidades avaliadas.

Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do IGC. O CPC também leva em conta as chamadas “variáveis de insumo”, que consideram corpo docente, a infraestrutura e o programa pedagógico.

– Volta às Aulas com muita Disposição

Ontem, reiniciamos as aulas na UniSant’Anna Salto. E é muito bom rever os alunos, professores e funcionários da casa.

Melhor ainda é ver e sentir a alegria dos formandos! Os alunos do Oitavo Ssemestre, nesta primeira aula, foram convidados a refletir sobre diversas situações desde a entrada na faculdade até esse semestre derradeiro.

Fiquei feliz com as respostas. Em suma, os alunos se mostram confiantes, realizados, conscientes de que são especiais e privilegiados; afinal, não é fácil estudar nesse país.

Como meu tempo é curto para repercutir as diversas respostas, destaquei uma que me chamou a atenção: foi, na verdade, um depoimento!

“Professor, tenho consciência de que sou abençoado por Deus por ter conseguido chegar até aqui. Passei quase 4 anos sem dinheiro e com ajuda de familiares e até de amigos. Graças a Deus, por causa da faculdade, consegui um bom estágio no começo do ano e acho que serei efetivado. Minha vida mudou muito, eu sei que me comporto diferente e as pessoas percebem. Meus pais são humildes e não fizeram nem primário, e sou um orgulho para eles (…) Pensei em desistir, mas alguns professores e muitos colegas sempre me animaram. Não vou me esquecer nunca para poder retribuir um dia. Tudo que aprendo eu compartilho com meus amigos, que crescem comigo também (…) Quero ser um profissional ético e cidadão, e estou no caminho certo (…). Sou um vencedor, que não conseguiu nada sozinho, mas sempre lutei e falta pouco para dividir meu diploma com as pessoas que eu amo.”

Precisa falar de algo mais?

– As Novas Áreas da Administração de Empresas em 2020.

Muito interessante uma matéria recente da Revista Época sobre as profissões do futuro. Na área da Administração, por exemplo, o texto sugere que em 2020 haverá novas áreas de atuação, adaptadas à realidade do período, além de novas características dos profissionais.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI74056-15223,00.html

PROFISSIONAIS DO FUTURO NÃO VÃO PODER PARAR DE ESTUDAR

Você já ouviu falar de um gerente de ecorrelações? É o sujeito encarregado de desenvolver programas ambientais da empresa em parceria com ONGs, governos e comunidades locais. O cargo praticamente não existe hoje. Mas deverá ser comum em 2020, dada a preocupação com o meio ambiente, segundo um estudo do Programa Profuturo, da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo. O estudo aponta várias profissões que mal existem agora e deverão estar em voga em 2020 (leia sobre dez delas no quadro abaixo). As previsões se baseiam em algumas mudanças na economia e na sociedade brasileiras: uma população mais velha (que demanda serviços específicos), a evolução da tecnologia e das comunicações, a necessidade do aperfeiçoamento contínuo de profissionais, o imperativo da inovação num mundo mais competitivo. Essas mesmas pressões vão afetar as carreiras tradicionais – talvez até o modo como encaramos a profissão. Eis as principais tendências.

Mais vida, mais trabalho
Com a queda nas taxas de natalidade, haverá menos jovens para ingressar no mercado de trabalho. Por isso, as empresas vão precisar das pessoas por mais tempo – pelo simples fato de que não terão como substituí-las. E as pessoas também vão precisar das empresas. Com o aumento da longevidade, a conta da aposentadoria fica mais complicada: teremos mais anos pela frente, e a maioria de nós terá de trabalhar até mais tarde, para poupar mais. Isso não quer dizer que os mais velhos ficarão em cargos de comando eternamente. Num mundo governado pelas inovações, a pressão pela mudança na chefia é muito forte. Pode se fortalecer a tendência de os profissionais desenvolverem, a partir da meia-idade, a segunda ou a terceira carreira.
O profissional transversal
Há muito tempo, um profissional estudava durante quatro ou cinco anos e aquele conhecimento lhe bastava pelos 35 anos seguintes. Esse tempo acabou, e a pressão pela atualização – ou revolução completa – dos conhecimentos só tende a aumentar. No futuro, as carreiras mais promissoras não serão formatadas apenas num curso superior específico. “Serão profissões transversais, que cruzam diversos campos do saber”, diz James Wright, diretor do Profuturo. Elas vão exigir, além da formação acadêmica tradicional, um esforço extra para entender de outras áreas. “Só com educação continuada o profissional vai se manter no mercado”, diz a pesquisadora Renata Spers, também do Profuturo. “Além de altamente especializados, os trabalhadores de 2020 terão de ser generalistas.”
 
Horas extras, muitas horas extras…
A receita não é nova. Para subir na carreira, o profissional terá de trabalhar cada vez mais duro – incluindo horas extras e cursos noturnos. Numa economia que cresce mais que a força de trabalho, é necessário aumentar a eficiência. E aumentar a eficiência significa, em geral, trabalhar mais. O avanço tecnológico é uma faca de dois gumes: ele aumenta a produtividade, mas também aumenta a possibilidade de estar conectados com o trabalho o tempo todo.
…com qualidade de vida
Daqui a uma década, a geração nascida entre 1980 e 1990 chegará aos cargos de chefia. É uma geração que preza a qualidade de vida e o desenvolvimento pessoal. O que significará essa troca de bastão? É possível que as empresas se tornem menos hierarquizadas – bem de acordo com uma economia mais avançada, em que decisões precisam ser tomadas não apenas no centro do poder, mas em cada ponta – e que isso traga oportunidades de crescimento sem ascensão profissional. Em outras palavras, é provável que muita gente desista da carreira tradicional e opte por atividades menos exigentes, remuneradas mais modestamente. O trabalho remoto – facilitado pela tecnologia – pode evoluir, mas não muito. “O trabalho remoto serve para algumas profissões, mas a maioria das pessoas precisa da interação com os colegas para ter novas ideias e coordenar os esforços”, diz Wright, do Profuturo.
Terceirizados, com projetos
A nova geração é mais propensa a trabalhar com projetos, pulando de uma empresa para outra com ainda mais versatilidade que a geração atual. Grandes empresas já sentem os efeitos dessa mudança de comportamento em seus estagiários e trainees. Elas desenvolvem programas atraentes com planejamento de vários anos de carreira, e vários deles dizem que não querem ficar muito tempo numa empresa só, pois aprenderiam menos. O que se configura para o futuro são empresas com executivos extremamente valorizados e equipes variáveis, muitas vezes terceirizadas. Essa mobilidade dribla uma dificuldade atroz no mercado brasileiro: a rigidez da legislação trabalhista. Ao abrir mão da carteira assinada – que traz altos custos para o empregador –, o profissional receberá mais dinheiro por seu trabalho. Esses prestadores de serviço devem seguir uma tendência percebida no setor agrícola: a formação de cooperativas. “Dessa forma, o terceirizado deixa de ser mão de obra e se torna empresário”, diz Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae. O setor de serviços é um dos mais promissores para 2020. Outro aspecto apontado por Barboza é a implementação da Lei do Microeemprendedor Individual, que começará a vigorar em julho. Ela vai facilitar o crédito e simplificar os impostos. Segundo o Ministério do Trabalho, 10,3 milhões de pessoas sairão da informalidade, criarão negócios e gerarão empregos.
O avanço feminino
No Brasil, elas ingressaram em massa no mercado de trabalho na década de 1980. Mas até hoje não ascenderam em grande número aos postos mais graduados das empresas. Há vários motivos para essa disparidade, desde um suposto machismo no mundo do trabalho até as escolhas pessoais de um grande número de mulheres que prefere a vida doméstica ou um trabalho menos estressante. Certamente não é falta de competência, como mostra um estudo da consultoria americana Catalyst, especializada em pesquisa sobre mulheres no trabalho. A pesquisa constatou que as grandes empresas americanas com muitas mulheres em cargos de comando pagaram a seus acionistas dividendos maiores que as demais. Não será um bom motivo para contratar mais mulheres?
 
10 PROFISSÕES DO FUTURO
 
1- gerente de ecorrelações – adm para se relacionar com ambientalistas;
2- gerente de educação – visando o aumneto do nível de escolaridade dos empregados;
3- técnico em simplicidade – o desburocratizador;
4- coordenador de saúde – rh + medicina ocupacional;
5- conselheiro de aposentadoria – adm de estratégias futuras;
6- gerente de diversidade – voltado ao fim da discriminação no ambiente de trabalho;
7- historiador corporativo – buscando o resgate da filosofia organizacional;
8- diretor de inovação – misto de executivo e cientista;
9- infobiólogos – nova área de atuação;
10- gerente de e-commerce – já possuimos tais profissionais. 

– Jornalismo Sem-Terra

Essa é inédita: a Universidade Federal do Ceará está criando curso de graduação em jornalismo EXCLUSIVO a estudantes do MST!

Loucura, demagogia, ou real necessidade?

Extraído de: http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=816254

Universidade já recebeu aval do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, diz coordenadora

por Carmen Pompeu e Roldão Arruda

A Universidade Federal do Ceará (UFC) vai oferecer, a partir de janeiro, o primeiro curso de jornalismo no Brasil voltado para estudantes ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST). O curso, segundo a professora Márcia Vidal Nunes, coordenadora de pós-graduação da área de comunicação social da universidade, já foi aprovado pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Ainda de acordo com a professora Márcia Vidal, serão ofertadas 60 vagas anuais. O curso terá duração de quatro anos e o acesso será feito através de vestibular.

As aulas serão ministradas pelos próprios professores do curso de comunicação da Federal do Ceará. Além das disciplinas comuns, os jovens ligados ao MST terão matérias voltadas para temas da área rural. Parte das aulas será ministrada na universidade e parte, nas comunidades dos assentados.

Instituído em 1998, o Pronera destina-se a estimular a educação nas áreas de reforma agrária em todo o País. Inicialmente era voltado sobretudo o combate ao analfabetismo. Mais tarde passou a apoiar o ensino profissionalizante e a formação universitária.

Hoje a maior parte dos recursos do Pronera são destinados ao financiamento de turmas especiais nas universidades. Dos R$ 9 milhões destinados ao programa neste ano, quase 60% são para o ensino superior. Foi quase a mesma média de 2008, quando os recursos eram de R$ 58 milhões.

O Pronera possui convênios com quase 50 universidades públicas. Os sem-terra contam com cursos especiais nas áreas de geografia, história, direito, agronomia, artes, pedagogia e outros. Agora passarão a contar com o curso de jornalismo.

CONTESTAÇÃO

A criação dos cursos especiais, porém, tem sido cada vez mais contestada. Em junho, a Justiça Federal determinou a extinção do curso de direito agrário da Universidade Federal de Goiás, destinado só para assentados.

De acordo com a decisão do juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9ª Vara Federal, o curso especial, com critérios diferenciados de seleção dos candidatos, feria “os princípios da igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro”.

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a criação de um curso de medicina veterinária para assentados também foi parar na Justiça. O procurador Max dos Passos Palombo, que impetrou ação civil pública contra o funcionamento do curso, alegou inconstitucionalidade. “O assentado da reforma agrária não constitui nenhuma categoria jurídica jurídica à parte que justifique a criação de cursos exclusivos para eles. Trata-se de um privilégio”, disse ele

No Ceará, o Pronera estimula atividades voltadas para assentados há onze, em parceria com as duas universidades públicas do Estado – a Federal do Ceará e a Estadual. Além de jornalismo, os assentados já contam com cursos de educação para jovens e adultos, a partir dos 15 anos, com conteúdo programático do 1º ano ao 4º do ensino fundamental, e de escolarização. No nível superior, são ofertados curso de pedagogia da terra, e de pós-graduação. O objetivo é qualificar profissionais para os programas de assistência técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

– MEC Notifica 35 Universidades Particulares

O MEC está trabalhando! Ontem, ele notificou alguns Centros Universitários (muitos conhecidos e próximos de nós) pelo número insuficiente de professores com Mestrado e Doutorado.

A seguir, a relação das instituições:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u601080.shtml

MEC NOTIFICA 35 UNIVERSIDADES PARTICULARES

por Ângela Pinho

O Ministério da Educação notificou ontem 35 instituições privadas de ensino superior que, segundo a pasta, não cumprem os percentuais mínimos de professores com dedicação integral ou com títulos de mestre e doutor estabelecidos pela legislação. Ao todo, elas oferecem quase 10% das vagas em cursos universitários no Brasil.

Elas terão 90 dias para resolver o problema. Caso continuem irregulares, estão sujeitas a processos administrativos que poderão culminar com o descredenciamento de cursos.

A medida atinge 11 centros universitários e 24 das 87 universidades privadas do país, como a PUC-MG e duas das maiores em número de alunos, a Universidade Presidente Antônio Carlos (MG) e a Universidade Salgado de Oliveira (RJ).

Sete das 35 instituições notificadas não poderão abrir novas vagas até comprovarem a regularidade da situação, já que a situação delas foi considerada mais grave.

A lei estabelece que as instituições de ensino superior devem ter um terço do corpo docente com dedicação integral. Para professores com título de mestre e doutor, centros universitários têm que respeitar a proporção de 20%, e universidades, de um terço. A diferença é que universidades têm mais autonomia para abrir vagas.

A Folha tentou contatar, na tarde de ontem, a Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares), mas ninguém atendeu os telefones disponíveis no site da entidade.

IES UF
Universidade Vale do Rio Doce MG
Universidade Santa Úrsula RJ
Universidade Salgado de Oliveira RJ
Universidade Presidente Antonio Carlos MG
Universidade Potiguar RN
Universidade Positivo PR
Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) SP
Universidade José Rosário Vellano MG
Universidade Iguaçu (Unig) RJ
Universidade Gama Filho RJ
Universidade Fumec MG
Universidade do Vale do Rio Sinos (Unisinos) RS
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) SC
Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) SC
Universidade de Sorocaba (Uniso) SP
Universidade de Santo Amaro SP
Universidade de Cruz Alta (Unicruz) RS
Universidade de Caxias do Sul RS
Universidade da Região de Campanha RS
Universidade da Amazônia PA
Universidade Católica de Petrópolis RJ
Universidade Católica de Pernambuco PE
Universidade Castelo Branco RJ
PUC-MG MG
Conservatório Brasileiro de Música RJ
Centro Universitário Radial SP
Centro Universitário Metropolitano de São Paulo (Unimesp) SP
Centro Universitário Luterano de Manaus (AM) AM
Centro Universitário do Triângulo MG
Centro Universitário do Distrito Federal DF
Centro Universitário de Santo André SP
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas AM
Centro Universitário da Cidade RJ
Centro Universitário da Bahia BA
Centro Universitário Capital SP

– Temporada de Estágios e Programas de Trainees

Atenção estudantes de Administração de Empresas, Formados e Recém-Formados: está aberta a temporada de estágios e trainees para o segundo semestre de 2009 e primeiro semestre de 2010!

O NUBE está disponibilizando quase 3.000 vagas de estágio em diversas empresas; para acessar a relação, entre no link: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1239506-9654,00-NUBE+SELECIONA+CANDIDATOS+PARA+VAGAS+DE+ESTAGIO.html

A AMBEV também recruta, visando Trainees: o link é: http://www.administradores.com.br/noticias/quer_ser_um_trainee_ambev_em_2010/24699/

Aos nossos queridos alunos e recém-formados, boa sorte!

– O Comércio de Trabalhos Acadêmicos

Não é novidade que infelizmente muitos alunos compram trabalhos universitários. Mas o que estarrece é o tamanho desta criminosa indústria dos TCCs, Dissertações e Teses.

Extraído do site “Educar para Crescer” – http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/comportamento/comercio-trabalhos-universitarios-475098.shtml

ALUNOS NOTA R$ 10,00.

Oito anos depois, a jornalista ainda sorri aliviada ao lembrar da tarde em que deixou seu trabalho de conclusão de curso na secretaria da faculdade. “Não via a hora de entregar a monografia. Primeiro, foram 5 meses de sofrimento tentando fazer aquele troço. Depois, um mês com medo de que o cara que eu paguei para escrever não me entregasse”, diz ela. “Nem me lembro da nota. Só queria me formar.”

De lá pra cá, as coisas mudaram. Em 2001, a jornalista do parágrafo acima (que, por motivos óbvios, pediu anonimato) entregou sua graduação nas mãos de um sujeito que havia posto um disfarçado anúncio de “digitação de monografia” – “e ele nem sabia as regras da ABNT”, recorda ela. Hoje, o aluno sem escrúpulos e com dinheiro no bolso tem a seu dispor dezenas de portais profissionais, com ofertas escancaradas (“Delivery. Sua tese ou trabalho pronto em 96 horas”) e variadas formas de pagamento. Além de universalizar o acesso ao serviço, a internet também globalizou a produção: tem americanos encomendando artigos que serão escritos por indianos.

Desde a virada do século, quando começaram a surgir denúncias contra esse tipo de site, o Ministério da Educação costuma reforçar que a responsabilidade é das faculdades, que deveriam criar ferramentas para detectar esse tipo de fraude. Enquanto isso, no maior site do setor, uma animação faz surgir uma apresentadora se gabando: “Desde 2000, já atendemos mais de 36 mil alunos, com sucesso em 97% dos casos”.

Afinal, pagar para que alguém escreva seu trabalho da faculdade é antiético, mas não é crime. Mas, se o cliente sempre tem razão, o aluno não. Se um professor atento identifica um falso autor, a punição pode ir de uma nota 0 até uma expulsão. Infelizmente, poucos parecem capazes ou dispostos a tanto. Na verdade, ser pego depende principamente do aluno: há quem não se dê ao trabalho de ler o que comprou, e roda na banca examinadora. Aliás, aliar falta de escrúpulos com preguiça não parece ser muito raro.

PAGANDO E PASSANDO

Na monografia que foi enviada, a parte de gestão da qualidade é muito complexa, de um nível muito elevado. Então, gostaria de pedir que fosse feita uma revisão. Não será preciso fazer novamente: só torná-la mais simples e de fácil entendimento. No máximo, 5 páginas. Aguardo retorno.” Com alguns cortes e várias correções, esse é um e-mail que uma estudante de administração enviou a um site de monografias prontas. Como se vê, capricharam demais na encomenda, obrigando a cliente a requisitar uma piorada no “seu” trabalho de conclusão de curso, deixando-o assim mais de acordo com sua suposta capacidade.

Esse tipo de pedido é comum. Afinal de contas, é de imaginar que alguém que compra um texto que deveria ter escrito não tem muito jogo de cintura para fingir ter feito um trabalho muito bom, ou simplesmente não está disposto a estudar para entender o que seu ghost-writer quis dizer. “Na verdade, a maioria dos clientes é simplesmente idiota”, diz o escritor americano Nick Mamatas (sim, o nome é real), que durante anos viveu de escrever trabalhos acadêmicos para outros. “Eles não deveriam estar na faculdade. Eles precisam comprar trabalhos prontos porque eles basicamente não entendem o que é uma monografia, muito menos o que os professores pedem que seja feito nela”, diz Nick, que ficou conhecido ao publicar na rede um artigo detalhando suas atividades. Segundo ele, existem outros dois perfis secundários de clientes: bons alunos que, vítimas das circunstâncias, não conseguiram fazer algum trabalho específico, e estrangeiros que não dominam o idioma do país em que estão e precisam de uma mão na tradução.

Para uma advogada que há dois anos faz trabalhos por encomenda no interior de São Paulo, o problema é maior porque o mercado acaba obrigando profissionais sem interesse ou talento para a pesquisa acadêmica a buscar um título de pós-graduado, mestre, doutorações. “São pessoas que não querem aprender nada, mas precisam daquele diploma. Para eles, encomendar um trabalho é driblar um incômodo, os fins justificam os meios.”

OMBRO AMIGO

“A confiança é peça fundamental das relações. Oferecemos toda a segurança para nossos clientes. Assim sendo, estamos habilitados para o cumprimento e a correspondência de toda confiança depositada em nossas mãos.” Parece anúncio de banco, mas é de um portal de trabalhos prontos. Espertamente, eles se vendem como amigos (“ajudamos você a fazer seu sonho acontecer”) e colocam os clientes como vítimas, que “encontram-se em um período atribulado de sua vida”.

Além de um ombro amigo e do sigilo, outra característica fundamental oferecida pelos sites é o “certificado Google-free”: caso alguém encasquete com o texto recebido, não vai encontrar na rede nada semelhante – é um trabalho original. Pagando um extra, também se consegue um “seguro-DDD”: aquela empresa se compromete a não vender aquele trabalho para universidades da mesma região. Ah, claro: todos dizem contar com um time de especialistas.

Uma vez aceitas as condições, chega a hora de fazer o orçamento. A média para um trabalho de graduação antigo é R$ 4 por página, e um novo, customizado, fica em R$ 7. Pós, doutorado e mestrado são gradualmente mais caros. Aí é só passar no caixa: todos operam com depósitos em conta dos maiores bancos, cartão de crédito e até boleto bancário.

AUTO-ENGANO

Diante dessa máfia globalizada e escancarada, argumentos éticos parecem não estar fazendo efeito. Professores mais espertos já estão vacinados contra mecanismos de busca, mas é difícil identificar encomendas feitas sob medida. Melhorar os exames orais é um caminho, mas isso só pegaria os desleixados que não leram direito o que pagaram.

Nessa situação, o aluno que busca a sensação de dever cumprido com o dever comprado fica se achando o malandrão. Mas pode se dar mal: uma graduação sem méritos pode até colocar alguém em um emprego bom, mas não segura a pessoa lá, principalmente se envolver o dia-a-dia da profissão. Uma lição grátis: pagar para resolver problemas no presente pode comprometer o futuro.

– Noite dos TCCs da UniSant’Anna – Turma de Administração

É com alegria que hoje teremos a primeira noite de defesa dos TCCs dos alunos do Oitavo Semestre em Administração de Empresas, da UniSant’Anna – Salto.

Sei que nem todos conseguiram chegar a esse momento, mas tenho certeza que não faltou luta. Sei também, de última hora, que alguns imprevistos e infelicidades atrapalharam a chegada de discentes nestes últimos dias – os quais me surpreendi ao tomar conhecimento. Mas a estes, o meu conforto, o convite a deixar os erros para trás, respirar fundo, virar a página e tentar novamente! Força, e contem com nós, professores, para o sucesso que alcançarão em breve, de maneira ética e com esforço próprio. Estaremos do lado de vocês.

Mas aos que defenderão seus trabalhos hoje, muita calma, confiança e, é claro, competência. E isso tenho certeza que vocês têm de sobra!

Saibam que nos orgulhamos da caminhada de vocês, e de que esse passo é o derradeiro para a concretização do sucesso. O trabalho árduo já foi feito, então.. por que se desesperar?

Tenho plena convicção de que tirarão boas notas. Claro, vencerão o rigor da sabatina com brilhantismo, devido ao fruto da inteligência e disposição. E depois disso, comemorem mesmo!

Sucesso à vocês, estarei na torcida e espero que de fato, hoje, tenhamos novos bacharéis em Administração de Empresas.

– Cotas para Universitários estão Sobrando no RJ

Ora essa! Tanta polêmcia sobre as cotas reservadas para afrodescendentes e indígenas, e agora surge um número interessante: no Rio de Janeiro, na UERJ, apenas 28% das vagas reservadas são preenchidas.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,universidade-pioneira-em-cotas-preenche-28-das-vagas,380230,0.htm

Universidade pioneira em cotas preenche 28% das vagas

Houve uma redução da procura dos estudantes negros pelo vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a primeira do País a ter cota racial. No último concurso, apenas 28% das vagas para negros, indígenas, portadores de deficiência e egressos da escola pública foram preenchidas. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, houve 900 candidatos negros, ante 3 mil em 2003. Essa redução também foi percebida na Universidade Estadual do Norte Fluminense, em que apenas 16% das vagas são ocupadas por cotistas.

A lei fluminense reserva 45% das cadeiras para negros, indígenas, egressos da escola pública e deficientes físicos, desde que comprovem ter baixa renda, além de filhos de policiais e bombeiros mortos em serviço. Na semana passada os defensores da cotas sofreram um revés. A Justiça do Rio suspendeu liminarmente a lei que prevê cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. Vieiralves acredita que o programa de bolsas em universidades particulares do governo federal, o ProUni, tenha influenciado a mudança.

Frei David dos Santos, coordenador do Educafro, um dos principais cursos pré-vestibulares para carentes, discorda da influência do ProUni. Para ele, o critério socioeconômico (desde 2004 somente negros com baixa renda têm direito à cota racial) e a implantação da nota de corte, que passou a eliminar candidatos na segunda fase a partir de 2006, são os responsáveis pela redução dos inscritos. Para conhecer a real situação dos cotistas, a Uerj e o governo federal vão promover um levantamento detalhado sobre os alunos. O trabalho pretende obter dados sobre os índices de aprovação, as notas, as matérias em que apresentaram maior dificuldade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– O Crescimento das Universidades Corporativas no Brasil

Incentivadas nos EUA, as Universidades Corporativas estão crescendo cada vez mais no Brasil. Segundo Veja.com (nota abaixo), só no nosso país elas aumentaram 2.400%. Da reconhecida mundialmente Kellog’s University (sim, a do tradicional “sucrilhos”), à outros modelos, veja o panorama no Brasil:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/universidades-corporativas-crescem-brasil-468630.shtml 

UNIVERSIDADES CORPORATIVAS CRECEM 2400% EM 10 ANOS

Por Luiz De França

Nascidas na década de 1970 nos Estados Unidos, as universidades corporativas (UCs) desembarcaram no Brasil nos anos 90 – em 1999, eram apenas dez em todo o país. Passada uma década, o número de empresas que investem nesse modelo de formação e aprimoramento de funcinários cresceu 2.400%, atingindo 250 unidades, segundo estimativas da professora Marisa Eboli, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), que organiza um ranking entre as companhias nacionais.

Para a especialista, o avanço do ensino corporativo se deve à necessidade de atualização permanente dos funcionários. “A velocidade da informação e das descobertas em todas as áreas do conhecimento é tão acelerada que o sistema de ensino formal não dá conta das novidades”, explica a professora. “No cenário de economia global, em que sustentabilidade e competitividade precisam andar juntas, as empresas tomam para si as rédeas do ensino”.

Na avaliação da professora, as empresas colhem ganhos evidentes com o investimento. “São consequências naturais da valorização dos funcionários: há melhora na qualidade do trabalho e a criação de um laço de compromisso dos colaboradores”, diz. No último levantamento feito pelo Guia Você S/A EXAME, 95% das 150 melhores empresas para se trabalhar em 2008 disseram adotar um modelo de educação corporativa como forma de apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados.

Centro de treinamento – Vale lembrar que o termo “universidade” na modalidade corporativa é uma espécie de marca fantasia, pois a instituição não é reconhecida pelo Ministério da Educação. A qualificação feita por ela está geralmente associada a instituições de ensino superior, principalmente quando há curso de pós-graduação envolvido.

Outro dado relevante: apesar de semelhanças, as universidades corporativas em nada lembram os programas de treinamento convencionais. Enquanto estes tentam solucionar deficiências individuais dos funcionários em relação a determinado conhecimento técnico, as universidades trabalham as necessidades da empresa de modo amplo. “A universidade corporativa é uma ideia abstrata que disponibiliza o conhecimento de forma organizada, assim como as instituições de ensino superior”, destaca Lucilaine Bordin Bellacosa, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da CPFL Energia.

Na opinião de Armando Lourenzo, diretor da Ernst & Young University, o avanço das universidades corporativas não significa o fim dos centros de treinamentos, a partir dos quais muitas das UCs evoluíram. “O treinamento vai continuar sendo mais uma ferramenta para aprimorar as competências dos negócios”, acredita. Em março, a Ernst & Young University, braço da gigante de prestação de serviços na área de auditoria, recebeu o prêmio de melhor universidade corporativa brasileira, concedido pelo Centro Internacional de Qualidade & Produtividade dos Estados Unidos (IQPC, em inglês).

Mesmo confiante no crescimento das UCs no Brasil, Lourenzo ressalta que o alto custo para montar e manter uma unidade é um fator limitador da expansão do modelo no país, principalmente para as pequenas e médias empresas. Uma alternativa pode ser a aposta em universidades setoriais, que prestam serviço a um segmento da economia – e não apenas a uma empresa. “O Brasil já tem alguns exemplos de universidades setoriais, mas ainda são muito incipientes.”

Universidades corporativas são modelos para ascenção na carreira

Francisco Sobrinho tinha 20 anos quando começou a trabalhar como mensageiro de hotel, em 1978. Trinta e um anos se passaram e agora ele é responsável por 12 dos 24 hotéis da bandeira Ibis. Ele atribui boa parte da escalada profissional à Academia Accor, a primeira universidade corporativa do Brasil, introduzida pelo grupo hoteleiro francês Accor em 1992.

“Graças à academia tive oportunidade de aprender, aperfeiçoar meus conhecimentos adquiridos na prática e me desenvolver profissionalmente”, afirma Sobrinho, que concluiu no passado sua primeira graduação em administração. “O que eu vi na faculdade não era novidade porque eu já tinha uma base sólida dada pela academia”.

Segundo o diretor da Academia Accor América Latina, Jacques Metadier, uma das funções da instituição é identificar e preparar talentos para assumirem cargos de liderança na empresa. “Para isso, todo o funcionário que entra na companhia passa obrigatoriamente por nossa academia”, explica. Atualmente, a instituição é responsável por fomentar 60 novos cargos de gerentes, subgerentes e 200 postos de chefia para cerca de 60 empreendimentos do grupo previstos para os próximos dois anos na América Latina.

O Brasil foi o segundo país a implementar o programa de educação dentro do grupo. Só no ano passado, 19.000 treinamentos foram realizados. Metadier resume da seguinte maneira os ganhos da empresa com a academia: “Melhor e rápida integração de novos colaboradores, maior produtividade e foco no negócio e satisfação deles em trabalhar conosco”.

– A Meia Entrada é Burocrática no Cinemark

Estudantes que se rebelam contra as exigências da rede Cinemark: uma luz no fim do túnel.

A tradicional rede, que proibe quaisquer tipos de alimentos (desde que não sejam comprados em sua bomboniere) e que exige BOLETO DE PAGAMENTO e ATESTADO DE MATRÍCULA dos estudantes de nível superior, a fim de permitir meia entrada, terá que mudar seu comportamento, por ordem da Justiça:

Veja a decisão:

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/cinemark+nao+pode+mais+cobrar+recibo+de+estudante-161214,,0

Cinemark não pode mais cobrar recibo de estudante

Decisão da Justiça obriga rede de cinemas a vender meia-entrada com a apresentação da carteirinha

Uma liminar concedida nesta segunda-feira pela 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro proíbe que a rede Cinemark obrigue os estudantes que desejam comprar ingressos de meia-entrada a apresentar qualquer comprovante que não seja a carteira de estudante no ato da compra.

Assim, desde que a carteirinha tenha sido emitida pela instituição de ensino e esteja dentro da validade, não é mais necessário levar boletos bancários, folhas de freqüência e recibos de matrícula.
De acordo com o texto da decisão, que atendeu liminar pedida pela 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, a obrigatoriedade da apresentação do documento era um fator que dificultava o direito do estudante de pagar a meia-entrada.

– Professor racista é algo intolerável

Lamentáveis e condenáveis as infelizes brincadeiras (se é que podem ser chamadas assim) de um professor gaúcho, que de forma racista se referiu a negros em sala de aula.

Compartilho este péssimo exemplo de como não agir, não só em sala de aula, mas em toda a sociedade. Lembrando que o temro raça deveria ser banido dos nossos questionários sócio-econômicos. Afinal, só existe uma raça: a raça humana.

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/01/

Professor de universidade é condenado por racismo

Um professor da faculdade de agronomia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi condenado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região a pagar multa por ato de racismo em sala de aula em 2000. Cabe recurso. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

A multa corresponde ao salário de um mês do professor José Antônio Costa, incluindo vantagens e adicionais que recebia na época. A Justiça Federal não cita o valor na decisão.

A denúncia do Ministério Público afirma que o professor disse, no primeiro dia de aula da disciplina “Leguminosas de Grãos Alimentícios“, em março de 2000, que “os negrinhos da favela só tinham os dentes brancos porque a água que bebiam possuía flúor” e que “soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar“. Na classe, havia um aluno negro.

Na época, foi aberta uma sindicância na faculdade. A apuração concluiu que não havia conotação racista nas falas do professor, que ele tinha “intuito de criar um ambiente mais descontraído no primeiro dia de aula” e que fez uso de expressões informais sobre a raça negra utilizadas no meio rural.

O Ministério Público, então, entrou com ação civil na 6ª Vara Federal de Porto Alegre, que a considerou improcedente. Depois, recorreu ao TRF alegando que “houve ação discriminatória e racista e que teria provocado constrangimento e indignação em todos os presentes e principalmente no único aluno negro presente”.

A defesa de Costa afirmou, entre outras coisas, que ele disse as frases sem intenção pejorativa e que utilizou ditado comum na zona rural, principalmente entre agricultores de origem italiana, inclusive com conteúdo positivo, relativo ao vigor da etnia negra.

O juiz federal Roger Rios, da 3ª turma do TRF da 4ª região, relator do processo, considerou que “não é crível que indivíduo com o grau de formação intelectual [mestrado e doutorado] […] não perceba o explícito e textual conteúdo racista na expressão utilizada -tanto que ao final da aula preocupou-se em manifestar suas desculpas“.

– Alunos do ProUni que dirigem Pajero

O Tribunal de Contas da União – TCU, descobriu que 30 mil bolsistas do ProUni são estudantes que possuem muita renda. Criado para atender a classe média/baixa, o ProUni, segundo a Folha de São Paulo desta 5ª. Feira, Caderno Cotidiano, atende a alunos que possuem “Pajero”, “Ford Fusion”, e “Cherokee”.

Imagino que a revolta maior não é a nossa, mas sim a dos estudantes que economizam nas cantinas das universidades por falta de dinheiro.

Mais detalhes, da Agência Brasil: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/04/23/e230422537.asp

 

TCU revela que bolsistas do ProUni têm carros de luxo

 

BRASÍLIA – Ao cruzar os dados de bolsistas do ProUni, programa do governo de financiamento educacional, e do Renavam, que reúne os registros de proprietários de automóveis no país, os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriram que cerca de mil jovens são proprietários de veículos de luxo. A renda máxima para obter o benefício deveria de ser de R$ 697,50, por membro da família. As informações são do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira.

Também foram constatados outros tipos de irregularidades envolvendo mais de 30 mil bolsistas, cerca de 8% do total de beneficiários.

As constatações foram aprovadas pelo Ministério da Educação que pediu maior rigor na averiguação das informações fornecidas pelos candidatos.

– A Boa Capacitação Acadêmica forma, de fato, Bons Profissionais?

Em mais uma atividade realizada na última terça-feira, os alunos do 6º semestre de Administração foram instigados, através de artigos relevantes, a discutir a questão do relacionamento entre o oferecimento dos conteúdos acadêmicos e a verdadeira necessidade do mundo do trabalho. Após debates em aula, os mesmos responderam a seguinte questão: Você acredita estar se preparando adequadamente para as exigências do mercado de trabalho?

As respostas foram, em sua maioria, taxativas. As mesmas se totalizaram em:

SIM : 82 %  /   NÃO : 14 %  /   NÃO SEI: 4 %.

Nas respostas afirmativas, os alunos relataram a grande experiência de estar em uma universidade, da atualização e do conhecimento de novas visões. Os alunos que negaram o preparo, teceram críticas quanto a qualidade e exigência da universidade, principalmente quanto a Grade Curricular. Os demais mostraram-se indecisos quanto à sua própria capacitação.

De todas as respostas, uma chamou mais a atenção em sua justificativa: Trecho da mesma: “Embora exista muitas dificuldades pessoais, me sinto preparado e sei que estou em vantagem  aos que estão fora da escola, pois principalmente pelo meu esforço, tenho certeza que estou aprendendo muito. Gostaria de aproveitar mais as aulas, pois cada boa aula que assisto tenho maiores chances na minha empresa (…), e a cada péssima aula, vejo que é o meu professor que está precisando voltar a estudar.”

Obs: as respostas foram na sua maioria – 80 % – anônimas. Alguns alunos se identificaram; porém, o autor acima preferiu o anonimato para ser sincero, segundo seu relato.

Em tempo: Para boa capacitação, a velha receita: Bom professor, boa escola e bom aluno. Esse tripé é fundamental para o sucesso do administrador.

 

 

 

 

– Treinando a Comunicação

Treinar a comunicação, dentro das diversas formas de expressão, é uma necessidade para profissionais de qualquer área de atuação. Compartilho com os amigos um ótimo vídeo, extraído da Jovem Pan on-Line, a respeito de Networking (rede de relacionamentos) e Comunicação, apresentado pela Personal Trainer de Comunicação (sim, existe treinador pessoal para comunicação) Thais Alves.

Clique em: http://jovempan.uol.com.br/media/online/index.php?view=27263&categoria=138

– O Crescimento dos Estudantes Classe C Brasileiros

Com o crescimento da Classe C brasileira, estimada em 80 milhões de pessoas, houve um “boom” no número de estudantes. Consequentemente, os cursos de ensino superior e tecnológico dispararam. Assim, grupos estrangeiros estão adquirindo universidades no Brasil e novas escolas profissionalizantes surgem. Entenda esse fenômeno:

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/

edicoes/0940/economia/nunca-estudamos-tanto-432219.html

 

Nós nunca estudamos tanto

 

O ingresso de uma nova geração de consumidores quintuplicou o bilionário mercado brasileiro de ensino superior – que hoje movimenta 25 bilhões de reais por ano – e está mudando o perfil das instituições do país

 

No dia 9 de março, os executivos do grupo americano de ensino DeVry, com sede em Chicago e faturamento de 1 bilhão de dólares em 2008, encerraram uma busca que levou dois anos. Após pesquisar uma centena de países, eles encontraram no Nordeste brasileiro o destino para dar seu primeiro passo fora da América do Norte. Com investimento de 55 milhões de reais, o grupo arrematou 70% da Faculdades Nordeste (Fanor), com 10 000 alunos em cinco campi, no Ceará e na Bahia. O movimento do DeVry é a mais recente demonstração do interesse de investidores estrangeiros pelo mercado brasileiro de educação. O pioneiro foi o também americano Laureate, em 2005, com a compra do controle da rede de faculdades Anhembi Morumbi, de São Paulo. Um ano mais tarde, a americana Whitney International University adquiriu participação majoritária na Faculdades Jorge Amado, de Salvador. Representantes do Apollo, o maior grupo de educação do mundo, com receita de 3 bilhões de dólares em 2008, também vêm visitando o país em busca de oportunidades. “O mercado brasileiro ainda possui um grande número de estudantes potenciais para graduação, e a consolidação deverá continuar mesmo em meio à crise”, diz Carlos Alberto Guerra Filgueiras, atual presidente e um dos fundadores da Fanor, criada em 2001 por um grupo de investidores interessados nas altas taxas de crescimento do setor.

Assim como Filgueiras, os estrangeiros foram atraídos por uma massa crescente de novos consumidores de educação no Brasil. Na última década, o número de alunos de graduação em escolas privadas no país passou de 1 milhão para cerca de 4 milhões (veja quadro na pág. 45). Na última década, o mercado quintuplicou seu valor e deverá movimentar neste ano 24 bilhões de reais. Boa parte desse crescimento pode ser creditada à ascensão da classe C – parcela da população com renda familiar mensal entre 1 000 e 4 600 reais, segundo o Ipea, e que até pouco tempo atrás era praticamente excluída do ensino superior. “Hoje os alunos da classe C representam a maior parte dos novos estudantes dos cursos de ensino superior no país”, afirma Renato Souza Neto, diretor da PRS, empresa de consultoria educacional que mantém com o pai, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza. O ingresso desses consumidores não apenas possibilitou a criação de grandes grupos de educação no país como também tem exigido uma transformação do modelo de negócios das universidades. “Até pouco tempo atrás, esses grupos ofereciam apenas cursos de graduação tradicionais”, diz Ryon Braga, diretor da consultoria especializada em educação Hoper. “Agora, eles estão criando modelos de negócios para atender às demandas dos novos alunos.” Na prática, isso significa que as instituições precisam sanar três necessidades básicas ao oferecer um curso: que ele ajude o aluno a progredir na carreira, que seja próximo de casa ou do trabalho e que caiba em seu bolso.

Uma das tendências que despontam nesse contexto é a expansão dos cursos tecnológicos, com nível de graduação e duração de dois a três anos. Hoje existem cerca de 400 000 alunos desses cursos no país – menos de 10% do total de graduandos. Ainda se trata de uma participação pequena, sobretudo se comparada à média americana, em que 56% dos alunos de graduação frequentam cursos de curta duração. Mas o percentual brasileiro vem progredindo num ritmo acelerado. A consultoria Hoper projeta que o número total de alunos chegue a 490 000 até o final deste ano. Uma das instituições que investem nesse mercado é a Fanor, que desde 2008 oferece cinco cursos tecnológicos, como construção de edifícios e produção de eventos. “Devemos investir cada vez mais na expansão desse modelo”, diz Filgueiras, que já programou a abertura de 30 novos cursos desse tipo nos próximos dois anos.

Alguns grupos fizeram um movimento de adaptação à nova demanda de forma ainda mais radical, como o Anhanguera, um dos maiores do país, com receita de 630 milhões de reais entre janeiro e setembro de 2008. Fundado em 1994, o grupo seguiu até recentemente apenas com cursos de graduação. O movimento mais relevante para mudar seu perfil ocorreu em julho, com a aquisição de 30% da rede de ensino profissionalizante Microlins, com sede em Valinhos, no interior de São Paulo, por 25 milhões de reais. Hoje o grupo possui 220 000 alunos na graduação e mais de 500 000 matriculados na Microlins, que oferece cursos técnicos específicos, como formação para garçons e operadores de telemarketing, com mensalidades de 75 a 120 reais. “Ter clareza sobre o perfil de nosso consumidor ajudou a direcionar a estratégia de investimentos”, diz Antonio Carbonari Netto, presidente da Anhanguera, que investiu 300 milhões de reais em aquisições só em 2008.

Para atender aos quesitos de conveniência e preço exigidos pelos novos consumidores, boa parte dos grupos brasileiros planeja sustentar sua expansão por meio da educação a distância. De acordo com projeções da consultoria Hoper, trata-se de um modelo com potencial de crescimento de 230% nos próximos três anos, quando deverá atingir
2 milhões de alunos no Brasil. Além de permitir a expansão rápida para o interior, a educação a distância torna o ensino mais acessível à população de baixa renda. Um curso de graduação a distância custa em média 168 reais por mês, ante 457 reais de um tradicional. A expansão da educação a distância também deve ajudar no crescimento dos cursos de pós-graduação no país. Essa é a aposta, por exemplo, da Anhanguera, que comprou a paulista LFG no ano passado. A escola oferece cursos a distância que vão da preparação para exames da OAB a MBAs.

Segundo especialistas, a expansão da pós-graduação é também uma consequência natural do crescimento do número de formandos. Em alguns grupos, o aumento de matrículas já é maior no caso dos cursos de pós-graduação do que na graduação. É o caso do paranaense Positivo, que faturou cerca de 1,3 bilhão de reais em 2008. Neste ano, o Positivo abriu 36 novos cursos de pós-graduação, dobrando a oferta. “Muitos deles são voltados para mercados que se expandiram recentemente, como no caso da pós-graduação voltada para o mercado de etanol”, afirma Oriovisto Guimarães, fundador e presidente do conselho de administração do grupo. Estimativas indicam que o número de alunos de cursos de pós-graduação passe dos atuais 600 000 para 2 milhões em três anos.

Para que boa parte dessas projeções de crescimento se concretize, será fundamental que o crédito educacional decole no país. Por enquanto, apenas 3,7% dos alunos matriculados usam esse sistema para financiar seus estudos, mas especialistas estimam que esse índice pode chegar a 30% até 2012 – nos Estados Unidos, mais de 70% dos graduandos financiam seus cursos. Recentemente, a Ideal Invest, primeira empresa criada no mercado brasileiro para crédito educativo, traçou um perfil dos estudantes que já financiam seus estudos. Em geral, eles ganham menos de dois salários mínimos por mês, a maioria – 63% – trabalha e 78% compõem a primeira geração de sua família num curso de graduação. Diante dos números do mercado potencial, aos poucos as próprias universidades começam a facilitar o crédito. Um exemplo é o grupo Kroton, que tem entre os fundadores o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. O Kroton já oferece hoje o Pravaler, da Ideal Invest, e está elaborando outro produto com o Unibanco. Atualmente, apenas 15% dos alunos do Kroton possuem financiamento. “Numa de nossas unidades, 65% dos alunos que ingressam nos cursos indicam que querem financiamento estudantil. Fizemos uma análise com uma instituição financeira e quase 70% desses alunos interessados já têm o crédito pré-aprovado”, diz Walter Luiz Diniz Braga, presidente do grupo Kroton.

A consolidação do setor, tanto com a chegada de grupos estrangeiros como com o avanço dos grupos nacionais, deverá continuar aquecida neste ano. As possibilidades para fusões e aquisições são enormes – hoje, cerca de 70% do mercado de graduação está nas mãos de pequenas instituições de ensino. Segundo Luciano Campos, analista da Itaú Corretora especializado em educação, muitas escolas que abriram as portas na onda da expansão do setor – mais de 1 300 novas instituições surgiram entre 1997 e 2007, numa média de duas escolas por semana – deverão ser engolidas por outras mais fortes. A expectativa é que essa expansão melhore a posição do Brasil no ranking mundial de presença do ensino superior, elaborado pela Unesco. Hoje o percentual de brasileiros em cursos de graduação é um dos menores do mundo – apenas 20% da população que poderia estar na universidade de fato frequenta os bancos escolares. Países vizinhos, como Argentina e Chile, estão muito à frente, com 61% e 43%, respectivamente. “Temos um longo caminho a percorrer, mas estamos na direção certa”, diz Braga, da consultoria Hoper.

– Universidade desenvolve Energia Elétrica gerada por Madeira

Cada vez mais o uso de fontes alternativas e renováveis (diga-se: ecologicamente corretas) estão sendo utilizadas. Seja a cana para o álcool, as plantas para o biodiesel, ou os recursos hídricos e solares, a tendência é o esgotamento da produção de petróleo e carvão, substituindo-as por esses recursos da natureza.

Nos EUA, pesquisadores criaram uma usina de geração de energia limpa, através da utilização de madeira. A iniciativa foi aplaudida por muitos, mas… se é para ser ecologicamente correto ao extremo, o que falar sobre o esgotamento da terra durante a utilização do solo para essa extração vegetal? E para os mais radicais: troca-se energia por alimentos? É claro que o assunto é polêmico, mas é importante discuti-lo, pois, afinal, somos convidados a fazer história nesse momento de substituição de matrizes energéticas em defesa do palneta.

Extraído de: National Geografic

Madeira produz energia com alta tecnologia e baixa poluição

Queimar árvores para obter energia pode parecer atrasado, poluente e hostil ao meio ambiente. Mas uma nova maneira altamente tecnológica de queimar madeira tem grande potencial para economizar energia, reduzir custos e até mesmo combater o aquecimento global, segundo novo estudo.

Por exemplo, nos EUA a madeira poderia fornecer, de maneira sustentável, “quantidades enormes de energia, comparáveis à produção de hidroelétricas”, diz o estudo, publicado no periódico Science.

A “combustão avançada de madeira” já está abastecendo uma faculdade americana e algumas cidades da Europa, como Joensuu, na Finlândia. “A qualidade do ar melhorou muito em Joensuu”, disse Antti Asikainen, morador da cidade e especialista florestal do Instituto de Pesquisa de Florestas Finlandês. “É uma tecnologia realmente limpa.”

“A cidade de aproximadamente 58 mil habitantes é aquecida com uma mistura de madeira e turfa, que substituiu pequenas lareiras e motores a óleo – que são os piores geradores – de poluição, disse Asikainen.

Para ter os benefícios da queima de madeira, as cidades podem recorrer a fornalhas comuns. Nas usinas de combustão avançada de madeira, o calor intenso e as condições cuidadosamente controladas garantem que praticamente todo o carbono da madeira seja quebrado em gases inflamáveis. Depois, os gases são inflamados, queimando de forma muito mais limpa do que uma típica lareira fumacenta.

O calor da queima do gás pode ser usado diretamente para aquecer ou gerar eletricidade. As usinas também têm filtros que removem muitas das pequenas partículas que vêm da queima da madeira, reduzindo bastante a poluição.

Madeira é ecológica?
Outro adepto pioneiro da combustão avançada de madeira é a Faculdade Middlebury, em Vermont, que inaugurou uma usina de queima de madeira em fevereiro. A faculdade quer neutralizar suas emissões de carbono – eliminando as emissões de dióxido de carbono – até 2016.

As árvores retiram gás carbônico do ar durante seu crescimento e depois liberam praticamente a mesma quantidade de gás carbônico quando são queimadas nas usinas avançadas, explicou Jack Byrne, diretor do Escritório de Integração de Sustentabilidade da faculdade. Por isso, o processo de plantar, colher e queimar madeira é quase neutro, diz Byrne.

Mudando para a energia de madeira avançada, “temos uma redução de 40% nas emissões de carbono”.

E, segundo Asikainen, do Instituto de Pesquisa Florestas Finlandês, a energia da madeira pode ser gerada sem esgotar as florestas. Grandes quantidades de madeira podem ser obtidas de forma sustentável nas florestas, desde que estas sejam manejadas de forma correta, explicou.

Além disso, se as pessoas que colhem madeira deixarem folhas ricas em nutrientes no chão da floresta e devolverem as sobras das cinzas para o solo, “não estaremos colocando em perigo a produtividade da floresta”, acrescentou Asikainen.

Mas nem toda a madeira precisa vir das florestas. As cidades americanas produzem anualmente cerca de 30 milhões de toneladas de madeira a partir de árvores podadas ou removidas, de acordo com o estudo. Esse resíduo poderia alimentar as usinas, em vez de virar adubo ou ser mandado para aterros, dizem os autores. Saint Paul, em Minnesota, por exemplo, já aquece e fornece energia para grande parte de seu centro com a queima de aproximadamente 250 mil toneladas de madeira coletadas anualmente das árvores da cidade.

Economia de Combustível
O aumento do uso de fornalhas de madeira também pode ter benefícios financeiros, disse o co-autor do estudo, Dan Richter, professor de ecologia florestal da Universidade Duke.

“No Nordeste dos EUA isso pode ajudar comunidades a superar sua dependência potencialmente paralisante de petróleo”, cujo preço tem flutuado muito, disse Richter.

Na Middlebury, Byrne espera que a energia da madeira economize US$ 600 mil em 2009 ao cortar o uso de cerca de 1 milhão de barris de óleo combustível.

“Estamos muito confiantes de que irá se pagar” em cerca de 13 anos, disse – “menos da metade da vida útil da usina”.

Tradução: Amy Traduções

National Geographic

Cotas Públicas

Já debatemos bastante sobre o tema “cotas universitárias”, com o já desgastado assunto: para negros ou para pobres?

Segundo a Agência G1, foi para a Câmara um projeto de cotas para alunos do ensino médio público serem encaminhados para o ensino superior federal. Talvez seja um  novo caminho, mas com a ressalva que se priorize POBRE, independente de raça (já que o nosso princípio é de existir apenas uma raça: a humana). Abaixo: (extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL632635-5604,00-UNIVERSIDADES+PODEM+RESERVAR+DE+VAGAS+PARA+ALUNOS+DO+ENSINO+PUBLICO.html)

Alunos de escolas públicas, com preferência para os que se declararem índios e negros, podem ter a metade das vagas em universidades federais e escolas técnicas, de acordo com projeto de lei que será votado na Câmara dos Deputados.

O projeto pretende abrir espaço no ensino superior para alunos que freqüentaram escolas do governo. Na maioria das vezes, por causa da má qualidade do ensino público, eles fracassam no vestibular, e as vagas são preenchidas por estudantes da rede particular.
50%
Segundo o projeto, 50% das vagas em universidades federais e instituições públicas de educação profissional e tecnológica serão reservadas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.

Além disso, dentro da cota, devem ser incluídas vagas específicas para
negros, pardos e índios de forma proporcional à população do estado onde fica a instituição, além de pessoas com deficiência, independentemente de virem do ensino público.

Autora da proposta, a senadora Ideli Salvati (PT-SC), defendeu o projeto. “Nós temos um entendimento que a população brasileira tem uma diversidade étnica, de classe, de renda, que precisa atender a que a escola possa ser uma política de mobilidade social, uma política que faça com que as pessoas tenham capacidade de superar as suas dificuldades econômicas e de discriminação”, diz.

“Defendo reservas de vagas para alunos oriundos das escolas públicas, sem esse viés discriminatório, de que uns são inferiores aos outros e dependem da concessão do Estado para alcançar os seus objetivos”, afirma o senador Álvaro Dias.

O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação no Senado, e deve seguir agora para a Câmara – a não ser que pelo menos nove senadores apresentem um recurso para que ele seja votado no plenário do Senado.

A adoção de cotas na educação é uma medida polêmica, e, por isso, é possível que o projeto acabe sendo modificado pelos deputados.
Trocar critério
Na câmara, um dos parlamentares que pretendem alterar o projeto é o ex-ministro da educação Paulo Renato Souza (PSDB-SP). Ele quer trocar o critério racial pelo de renda, privilegiando alunos de famílias que ganham até três salários mínimos.

“Dentro desse 50%, metade para alunos que vem de famílias com salário até três salários mínimos, para os mais pobres. Nós estaríamos privilegiando os negros pobres, os pardos pobres, os brancos pobres e estaríamos protegendo inclusive dentro da cota”, afirma.

Entre os educadores, não há consenso sobre os termos do projeto aprovado. “Você tem uma vantagem que é a possibilidade de ingresso de pessoas que tinham até então baixa expectativa de possibilidade de ingresso no ensino superior”, diz Erasto Fortes, especialista em educação da UnB.