– Ser “não branco” ajuda nas enchentes?

Eu me assusto com o radicalismo ideológico. Digo isso pois tinha ouvido que uma rapper havia respondido a um questionamento sobre ajuda humanitária na tragédia do RS, alegando que “não sendo branca, ajudava”.

Que loucura! Que bobagem… só aí descobri, dias atrás, que isso era verdade. Flora Matos é o nome da artista.

Segundo o jornal “O Tempo”, ela escreveu que:

É muito bonito ver a população se organizando para ajudar a galera no RS. Dentro e fora do Brasil, mobilização. Espero que essa mobilização sirva de inspiração e aconteça quando outros estados enfrentarem catástrofes semelhantes. You know”, declarou ela. 

Na sequência, uma internauta indagou como a artista estava contribuindo para ajudar a população, ao que ela respondeu: “Sendo não branca”. 

“Me explique o que eu disse de errado aqui. Porque eu não estou encontrando o erro em defender que essa mobilização sirva de inspiração para outros estados quando precisarem? Qual é o problema?”, perguntou ela após ser criticada ferozmente. 

“Até no desespero vocês são egoístas. Não pode falar sobre mobilização em outros estados porque branco se ofende, vai tomar no **”, pontuou Flora Matos.

Pra quê tal generalização e ódio? Respeito todas as convicções, mas parece ser um típico caso de racismo inverso desmedido.

Extraído de: https://www.otempo.com.br/entretenimento/2024/5/7/flora-matos-diz-que-ajuda-vitimas-de-enchentes-no-rs–sendo-nao-1

Flora Matos

Foto: Crédito Victor Affaro, extraído de Revista Trip, em: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/flora-matos-e-parte-da-historia-do-rap-nacional

– Racismo no Futebol: Espanhóis Condenados por Ofensas Racistas Contra Vinicius Jr.

Três espanhóis foram condenados nesta segunda-feira (10) a oito meses de prisão por injúrias racistas contra o jogador brasileiro Vinicius Jr. A …

Continua em: Racismo no Futebol: Espanhóis Condenados por Ofensas Racistas Contra Vinicius Jr.

– A multa contra o racismo no futebol resolve?

A Conmebol multou por R$ 624 mil o San Lorenzo pelo ato racista da sua torcedora contra os torcedores negros brasileiros. Veja a foto abaixo:

A pergunta é: isso resolve?

O clube pediu imediatamente desculpa ao Palmeiras, logo após o incidente. Certamente, isso não basta. E a grande questão que não cessa: como acabar com o racismo no futebol?

Eu iria defender a melhor educação das pessoas, mas isso não é, infelizmente, suficiente…

Imagem recortada de Globoesporte.com

– A multa contra o racismo no futebol resolve?

A Conmebol multou por R$ 624 mil o San Lorenzo pelo ato racista da sua torcedora contra os torcedores negros brasileiros. Veja a foto abaixo:

A pergunta é: isso resolve?

O clube pediu imediatamente desculpa ao Palmeiras, logo após o incidente. Certamente, isso não basta. E a grande questão que não cessa: como acabar com o racismo no futebol?

Eu iria defender a melhor educação das pessoas, mas isso não é, infelizmente, suficiente…

Imagem recortada de Globoesporte.com

– Einstein racista? O que ele disse quando veio ao Brasil?

Xi… olhe só que situação lamentável: sabe o que Albert Einstein disse sobre o Brasil e sobre o povo brasileiro, quando esteve em nosso país?

Abaixo, extraído de: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/05/26/einstein-se-referiu-a-brasileiros-como-macacos-e-amolecidos-pelos-tropicos-em-diario-entenda.ghtml

EINSTEIN SE REFERIU A BRASILEIROS COMO ‘MACACOS’ E ‘AMOLECIDOS PELOS TRÓPICOS’ EM DIÁRIO. ENTENDA:

Relatos de viagem ao Brasil, Uruguai e Argentina foram reunidos em obra lançada neste ano

“Os diários de viagem de Albert Einstein: América do Sul, 1925”, publicado pela editora Record, reúne os relatos da estadia do físico no Brasil, Uruguai e Argentina, ao longo de três meses. De acordo com a editora, os documentos “demonstram – sem censura – um homem peculiar, violinista apaixonado, espirituoso e carismático, mas também intolerante e rabugento, isto é, o ser humano comum, com todos os seus defeitos e preconceitos, por trás do gênio e do maior físico da história”.

“Ao meio-dia, na casa do Prof. Castro, legítimo macaco, mas companhia interessante”, escreveu Einstein ao se referir ao professor Aloísio de Castro, na época diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em outro trecho, o pai da Teoria da Relatividade afirma: “Aqui sou uma espécie de elefante branco para os outros, eles são macacos para mim”.

Segundo a introdução do livro, organizado pelo historiador Ze’ev Rosenkranz, esses trechos demonstram como, mesmo quando tinha opiniões positivas em relação aos seus anfitriões, Einstein adota uma postura “paternalista em relação à população local em geral”.

Menções também são feitas às paisagens naturais do país. O Rio de Janeiro, por exemplo, é descrito como sendo dotado de penhascos gigantes que causam uma “impressão majestosa”. Em outro trecho, Einstein destaca que a vegetação supera as narrativas das Mil e Uma Noites. “Tudo vive e prospera (…) sob os próprios olhos”.

Essas mesmas descrições, no entanto, acompanham referências ao pensamento racista comum na Europa do século XIX e do início XX do determinismo geográfico, que atribui ao clima influência decisiva no desenvolvimento intelectual. Ao se referir a alguns de seus interlocutores no Brasil, por exemplo, Einstein afirma terem eles aparentemente sido “amolecidos pelos trópicos” e que o clima local não era adequado ao europeu.

“É difícil não ver esta observação como uma expressão da superioridade europeia”, afirma a introdução do livro, sobre trechos como o acima. O físico critica também a eloquência e os”floreios linguísticos” demonstrados por seus anfitriões brasileiros em reuniões e palestras, também atribuidos a uma consequência do clima.

Albert Einstein durante visita ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista,

Foto: Arquivo do Museu Nacional (UFRJ)

– O futebol e a educação antirracista.

O que os dias 24/10/2021, 31/12/2022, 15/03/2022, 06/02/2023, 19/03/2023 e 30/03/2024 têm em comum? Em todas essas datas, em um espaço de 2 anos e …

Continua em: O futebol e a educação antirracista

– Sobre o racismo em Bragança Paulista.

Muito bem, Red Bull Bragantino!

– Ota Benga, o jovem pigmeu africano que vivia numa jaula.

A humilhante vida de Ota Benga, um membro da tribo Mbuti do Congo (que ficaram popularizados com o nome de “pigmeus”, por conta da baixa altura e dentes afiados), nos faz pensar: até onde o racismo pode chegar?

Em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/amp/noticias/vitrine/historia-ota-benga.phtml

OTA BENGA: O JOVEM NEGRO QUE FOI EXPOSTO EM ZOOLÓGICO DOS EUA

Sob humilhações e torturas, Benga atraia inúmeros visitantes por dia durante o século 20.

Por Victoria Gearini

Um dos piores casos de racismo da História aconteceu durante o século 20, nos Estados Unidos: em 1906, um zoológico localizado em Nova York exibiu o jovem africano Ota Benga em uma jaula.

Nascido em 1883, Ota era membro do povo Mbuti, que vivia nas florestas próximas ao rio Kasai, no antigo Estado Livre do Congo. Uma das características mais marcantes desses povos eram suas baixas estaturas (motivo pelo qual também sofriam bastante preconceito). 

Antes de ir para os EUA, o jovem já havia sobrevivido a dois massacres cometidos por forças belgas, sendo mantido como escravo. Aos 23 anos, já havia perdido duas esposas, uma foi assassinada e a outra morreu após ser picada por uma cobra.

Em 1904, Ota foi vendido por traficantes para o missionário Samuel Phillips Verner, que tinha o objetivo de fazer uma exposição nos Estados Unidos com pessoas consideradas “exóticas” pelos norte americanos.

Assim, junto com mais oito jovens africanos, foi exposto em uma mostra chamada “Os Homens Selvagens Permanentes do Mundo”, na Feira de St. Louis. 

Já em 1906, Verner levou Ota para Nova York, onde entrou em contato com o diretor do Zoológico do Bronx, William Temple Hornaday. Frequentemente o rapaz era colocado em uma jaula com macacos e apresentado como se fosse canibal.

Entre as inúmeras humilhações, era obrigado a interagir com orangotangos para reforçar a ideia de ser selvagem e mostrar seus dentes aos visitantes, já que em sua cutura era comum afiá-los.

Em sua jaula, junto com seus dados pessoais, havia o seguinte aviso: “exibido todas as tardes durante setembro”. A exploração atraiu, no total, mais de 40 mil visitantes por dia ao zoológico.

No mesmo ano, em 1906, um grupo de pastores negros passou a protestar contra a exposição do jovem e, após 20 dias, Ota foi libertado. Logo em seguida, foi encaminhado para um orfanato e depois foi para um seminário teológico.

Mais tarde, graças ao emprego que conseguiu em uma fábrica de tabaco, em Lynchburg, começou a planejar sua volta para a África. No entanto, sofrendo com a depressão, se suicidou em 1916, aos 32 anos. 

 

– Abolição da Escravatura: E aí?

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagoga lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

Imagem extraída de: https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2016/05/13/noticia-especial-enem,762306/128-anos-da-abolicao-da-escravidao-no-brasil.shtml

– Endrick e a comemoração do Kong. Como será no Real Madrid?

Eu sou a favor de comemorações irreverentes de gol no futebol, desde que não sejam ofensivas à dignidade alheia. Achei engraçada a brincadeira do gorila King Kong, promovida por Endrick, no Liverpool-URU 0x5 Palmeiras (e o menino quis ser tão correto, que desnecessariamente pediu desculpas para quem não gostou).

Mas fico pensando: se ele “vingar” na Espanha, essa comemoração virará uma febre entre os garotos merengues, e ao mesmo tempo, uma provocação racista por parte dos adversários.

Que mundo difícil estamos vivendo, não? No Real Madrid, deve fazê-la ou não?

Deixe o seu comentário.

Foto: Ernesto Ryan, Getty Images, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2024/05/09/endrick-marca-faz-gesto-de-king-kong-revolta-adversario-e-se-desculpa.htm

– Endrick e a comemoração do Kong. Como será no Real Madrid?

Eu sou a favor de comemorações irreverentes de gol no futebol, desde que não sejam ofensivas à dignidade alheia. Achei engraçada a brincadeira do gorila King Kong, promovida por Endrick, no Liverpool-URU 0x5 Palmeiras (e o menino quis ser tão correto, que desnecessariamente pediu desculpas para quem não gostou).

Mas fico pensando: se ele “vingar” na Espanha, essa comemoração virará uma febre entre os garotos merengues, e ao mesmo tempo, uma provocação racista por parte dos adversários.

Que mundo difícil estamos vivendo, não? No Real Madrid, deve fazê-la ou não?

Deixe o seu comentário.

Foto: Ernesto Ryan, Getty Images, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2024/05/09/endrick-marca-faz-gesto-de-king-kong-revolta-adversario-e-se-desculpa.htm

– Descriminação e Discriminação.

Por José Horta Manzano – Em princípio, não é na escola que surgem casos de descriminação, como está escrito na chamada. Termo empregado em textos jurídicos…

Continua em: Descriminação

– Vinícius Jr, a bandeira viva da luta contra o racismo.

Disse Vini Jr, na coletiva da Seleção Brasileira em Madrid, sobre sua luta contra o racismo (de maneira emocionada, chorando):

 “Cada vez estou mais triste, tenho menos vontade de jogar. Mas vou seguir lutando”.

Falou também do que seu pai sofreu com o racismo e a necessidade de lutar pelos outros, em especial pelo seu irmão de 5 anos, para que não passe pelo que ele passou.

Se eu que sou branco e não sofro com o racismo, fico amargurado com o que esse jovem rapaz está passando (ele só tem 23 anos), imagine ele, que literalmente sente na pele e no coração todo tipo de ofensa. Não há como ter empatia, pois não conseguimos sentir a dor que ele sente pois não temos a bagagem de sofrimento que ele sofreu.

Me assusto e entristeço ao ver a La Liga tomar ações tão leves nesse assunto, e, pior, a UEFA simplesmente lavando as mãos, dizendo que não tem instrumentos legais para fazer nada.

Se a FIFA quer realmente acabar com o racismo, tome atitudes duras. Se a sociedade quer resolver o assunto, aja!

Mas como crer que isso pode acontecer, se vemos a Espanha dando exemplo de racismo nos estádios toda semana? Ao que parece, não é uma minoria racista, mas sim a maioria. Até em jogo em que não participa, Vini é chamado de macaco.

Fico pensando: nenhuma autoridade vê que esse rapaz, na luta solitária que está (não é fácil, pois nem os demais negros do Real Madrid parecem querer ajudá-lo, quiça os brancos) está debilitado mentalmente? Sim, é um caso de ataque à sua Saúde Mental, e o choro é uma manifestação disso. Ao dizer que perdeu a vontade de jogar, dá sinais de depressão.

O bulyling / racismo / ataque pessoal e qualquer outro nome que venha a ter, poderá culminar em algo pior. E os racistas nem se importarão…

Senhores que têm o poder à mão: use-o, em benefício de um coletivo. De uma raça. De uma causa urgente. Determinem medidas REAIS contra o racismo. E urgente.

Boneco amarrado em uma ponte, do ano passado.

– Vinícius Jr, a bandeira viva da luta contra o racismo.

Disse Vini Jr, na coletiva da Seleção Brasileira em Madrid, sobre sua luta contra o racismo (de maneira emocionada, chorando):

 “Cada vez estou mais triste, tenho menos vontade de jogar. Mas vou seguir lutando”.

Falou também do que seu pai sofreu com o racismo e a necessidade de lutar pelos outros, em especial pelo seu irmão de 5 anos, para que não passe pelo que ele passou.

Se eu que sou branco e não sofro com o racismo, fico amargurado com o que esse jovem rapaz está passando (ele só tem 23 anos), imagine ele, que literalmente sente na pele e no coração todo tipo de ofensa. Não há como ter empatia, pois não conseguimos sentir a dor que ele sente pois não temos a bagagem de sofrimento que ele sofreu.

Me assusto e entristeço ao ver a La Liga tomar ações tão leves nesse assunto, e, pior, a UEFA simplesmente lavando as mãos, dizendo que não tem instrumentos legais para fazer nada.

Se a FIFA quer realmente acabar com o racismo, tome atitudes duras. Se a sociedade quer resolver o assunto, aja!

Mas como crer que isso pode acontecer, se vemos a Espanha dando exemplo de racismo nos estádios toda semana? Ao que parece, não é uma minoria racista, mas sim a maioria. Até em jogo em que não participa, Vini é chamado de macaco.

Fico pensando: nenhuma autoridade vê que esse rapaz, na luta solitária que está (não é fácil, pois nem os demais negros do Real Madrid parecem querer ajudá-lo, quiça os brancos) está debilitado mentalmente? Sim, é um caso de ataque à sua Saúde Mental, e o choro é uma manifestação disso. Ao dizer que perdeu a vontade de jogar, dá sinais de depressão.

O bulyling / racismo / ataque pessoal e qualquer outro nome que venha a ter, poderá culminar em algo pior. E os racistas nem se importarão…

Senhores que têm o poder à mão: use-o, em benefício de um coletivo. De uma raça. De uma causa urgente. Determinem medidas REAIS contra o racismo. E urgente.

Boneco amarrado em uma ponte, do ano passado.

– O marcante do futebol no final de semana foi Vini Jr.

No Valência 2×2 Real Madrid, um dia histórico: depois dos atos selvagens de racismo que sofreu em 2023, Vini Jr foi eleito o melhor em campo e comemorou seus dois gols em protesto, com punhos cerrados.

Um gesto perfeito para um estádio repleto de racistas, que o ofenderam a cada toque na bola.

Destaque negativo para o árbitro Gil Manzano, que apitou o final de jogo quando a bola viajava pelo alto para Bellingham (que chegou a colocar para dentro das redes). Que insensibilidade do juizão…

Foto: LaLiga

– O marcante do futebol no final de semana foi Vini Jr.

No Valência 2×2 Real Madrid, um dia histórico: depois dos atos selvagens de racismo que sofreu em 2023, Vini Jr foi eleito o melhor em campo e comemorou seus dois gols em protesto, com punhos cerrados.

Um gesto perfeito para um estádio repleto de racistas, que o ofenderam a cada toque na bola.

Destaque negativo para o árbitro Gil Manzano, que apitou o final de jogo quando a bola viajava pelo alto para Bellingham (que chegou a colocar para dentro das redes). Que insensibilidade do juizão…

Foto: LaLiga

– Triste mundo que achou o Racismo normal…

… ou que ainda acha?

Essa imagem é real e chocante:

– O futebol e a educação antirracista.

O que os dias 24/10/2021, 31/12/2022, 15/03/2022, 06/02/2023, 19/03/2023 e 30/03/2024 têm em comum? Em todas essas datas, em um espaço de 2 anos e …

Continua em: O futebol e a educação antirracista

– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

Imagem extraída de: https://www.saopauloinfoco.com.br/sociedade-eugenica-sao-paulo/

– Bandeira contra o Racismo.

Ela tem 85 anos e sua história a tornou um verdadeiro ícone no carnaval carioca. Porta-bandeira da minha querida Portela, por seu bailado de extrema …

Continua em:BANDEIRA CONTRA O RACISMO

– Um exemplo abolicionista.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama. Esse é um dos nomes que merecem muito ser referenciados, neste Dia Nacional da Consciência Negra. Entretanto, a narrativa…

Continua em: UM EXEMPLO ABOLICIONISTA

– Absurdo…

Leio que as duas influencers que “presentearam” crianças negras com macacos e bananas de pelúcia (num irônico e racista vídeo, tentando se passar como “humor”) foram presas.

Que raio de insensibilidade é essa? Praticar racismo é humor?

Pior: e as crianças?

Absurdo…

– Buraco Negro não pode, Ministra?

Há certos exageros que me assustam. Digo isso pois leio que a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que o termo Buraco Negro é racista!

Eu sou contra qualquer tipo de preconceito e busco sempre tratar as pessoas de maneira inclusiva e respeitosa. Mas crer que o nome de um fenômeno da natureza (os buracos negros no universo) é de conotação preconceituosa, aí já foge do bom senso…

Menos, dona Ministra.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, participou do programa "Bom dia, Ministra" nesta 4ª feira (1º.nov.2023) | Reprodução/ Youtube- CanalGov

Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/governo/termo-buraco-negro-e-racista-diz-anielle-franco/, com a matéria na íntegra. Crédito no próprio link.

– A realista entrevista de Vini Jr sobre a luta contra o racismo.

Vinicius Jr parece estar lutando sozinho contra o racismo na Europa – e ainda assim não desiste.

Ao jornal francês L’Equipe, disse nessa semana:

“Se eu for o único contra o racismo, o sistema vai me esmagar com facilidade. Eu quero simplesmente estar tranquilo para jogar e saber que não vou ser insultado em campo porque sou preto. Não creio em um mundo sem racistas, mas eles devem ser uma minoria. As próximas gerações não podem pensar que é normal ser assim”.

Como se lê, ele é realista e clama: não pode ser uma voz solitária e precisa conscientizar a sociedade.

A pergunta é: onde estão os demais jogadores para apoiá-lo na mesma intensidade dos ataques que são praticados?

Imagem: Fadel Senna / AFP

– A quem interessa o racismo?

“Na verdade a mão escrava / Passava a vida limpando / O que o branco sujava, ê. / Imagina só / O que o branco sujava, ê. / Imagina só / O que o negro pensava, ê. Mesmo…

Continua no link em: A QUEM INTERESSA O RACISMO?

– Além do Racismo… tivemos Nazismo no Universitário x Corinthians? Aguardemos a Conmebol!

Ontem falamos sobre a questão da Conmebol punir o racismo e se os torcedores ousariam ou não praticar tais nefastos atos em Lima, no Universitário x Corinthians (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-Ocg).

E não é que os relatos de jogadores foram de torcedores imitando gestos de macacos do trajeto do hotel ao estádio? O atleta Matheus Bidu, por exemplo, desabafou nas Redes Sociais.

Tão grave quanto a isso foi a presença de uma torcida chamada “Los Nazis”, uma louvação ao… Nazismo! Inclusive, torcedores com suásticas foram filmados pela TV.

Fico pensando: o Peru é um país miscigenado, com descendentes indígenas e uma parcela negra. Farfán e Guerrero, atacantes recentes da seleção peruana, que o digam. E o maior atleta da história deles: Teófilo Cubillas! Como pode ocorrer isso?

Defender (ou minimizar) os males do Racismo e do Nazismo não é uma forma de atacar o adversário, mas atentar contra a sua própria história. Não imaginava tamanha ignorância dessa parcela da população do nosso país vizinho (que infelizmente, deve existir aqui dentro do próprio Brasil também).

Aguardemos o que a Conmebol fará nesse episódio.

Imagem extraída de: https://revistaforum.com.br/esporte/2023/7/18/universitario-time-peruano-que-enfrenta-corinthians-na-sul-americana-tem-torcida-nazista-139710.html

– Vai ter racismo em Lima, no Universitário x Corinthians?

Já falamos sobre o ato racista cometido por Sebastian Avellino Vargas, o preparador uruguaio que trabalha no time peruano, no jogo de ida do Corinthians contra o Universitário (reveja aqui: https://wp.me/p4RTuC-O2y).

Neste jogo de volta, existe uma narrativa de que o profissional é “vítima” das autoridades rigorosas do Brasil. Corre-se o risco de vermos manifestações racistas ou de outra natureza ofensiva contra o Timão?

Talvez sim. Tomara que a Conmebol não fraqueje, pois depois de muitas críticas, começou a fazer multas pesadas para as equipes (como o exemplo do River Plate).

Será que a punição aos argentinos servirá de exemplo para que as pessoas sejam mais sensatas? Tomara! O  problema é: o Universitário fez alguma campanha educativa junto ao seu torcedor?…

Conmebol lança campanha para combater racismo no futebol sul-americano |  Metrópoles

– O ousado racismo em Itaquera… como resolver?

O preparador físico do Universitário-PER, Sebastian Avellino Vargas, é um sujeito corajoso (ou sem juízo): chamou um grupo de torcedores do Corinthians, em plena Arena Neo Química, de macaco, além de praticar gestos racistas.

Cá entre nós: toda rodada, até em jogos improváveis envolvendo clubes que não se esperava, estão acontecendo problemas. E avalie algumas circunstâncias bem particulares:

  • O que leva a um profissional do esporte ir a outro país e fazer tal bobagem? Um esportista deveria congregar as pessoas, não o contrário.
  • Ele vem de um país mestiço (Peru), sendo que ele é estrangeiro (Uruguai). Não deveria ter um pouco mais de experiência, sensibilidade e respeito?
  • Sebastian não é branco de olhos azuis… e ainda assim faz isso?
  • Como ele ficará perante os jogadores negros de seu clube?
  • Se casado, como explicará aos seus filhos a detenção?

O mais irritante é que, quando preso, fez cara de coitado e provavelmente justificou que foi ofendido por torcedores (como se não conhecesse o mundo do futebol).

Aguardemos a omissa Conmebol, que tirou uma “casquinha” dos problemas de Vinícius Jr, divulgando notas e protestos, mas nada faz de concreto em seu próprio território.

 

Foto: Marcelo Braga, extraído do G1.com

– O futebol como plataforma de celebração e amor à negritude.

Por Matheus Melgaço – “Neguinho safado”. Esta frase foi um insulto racial destinado ao atleta Vinicius Junior na saída de campo do estádio Nilton …

Continua no Link em: O futebol como plataforma de celebração e amor à negritude

– Libertad x Atlético Mineiro: e se você fosse pai do jovem racista?

O Brasil sofre costumeiramente a prática de preconceito de toda espécie. Mas infelizmente também pratica (como a xenofobia por paraguaio, com a desagradável associação de falsificações com pessoas / produtos originários do Paraguai).

Sendo assim, praticar atitudes preconceituosas tem sido socialmente algo de mão dupla. Entretanto, no futebol, existe um capítulo à parte: jogadores brasileiros têm sofrido constantemente discriminação racial (por parte de diversos países) e nada tem sido feito para solucionar o problema. No enésimo caso de racismo ocorrido ontem, no jogo do Atlético Mineiro, a vítima foi o goleiro Everson.

Repare na foto abaixo a quantidade de jovens ali presentes (imitavam macacos, direcionados ao Everson). Um até sorri e faz pose para a câmera, que registra isso.

Alguém poderá justificar que foi uma típica “molecagem” – mas ainda assim é uma ação vergonhosa e preconceituosa.

  • Se você fosse pai de alguns desses jovens, o que diria a eles?

Mais do que isso: será que o pai e a mãe desses racistas repudiam essa bobagem ou o menino herdou algum valor equivocado?

O racismo é um problema social, educacional, familiar… e no esporte, punido com má vontade, lamentavelmente.

Everson declarou (extraído do G1, na coletiva pós-jogo);

“Cheguei a ouvir, ouvi o direcionamento. Chamaram ‘arquero’, que é goleiro, em espanhol. Depois começaram a fazer o gesto para mim. Eu estava focado, porque temos que dar entrevista para todas as televisões. Vi que o Pedro (Souza, fotógrafo do Galo) estava tirando as imagens, procurei ficar calmo naquele momento, porque eu sei que estávamos reunindo algumas provas ali. Infelizmente, isso vem acontecendo no continente sul-americano. Não são todos, mas sabemos que ainda passamos por isso (…) Uma pessoa fez, mas vários gritaram. Eu ouvi vários gritando, usando palavras como macaco. Todos somos iguais, não tem diferença de pele, cor e sangue. Precisamos ter mais amor ao próximo.”

A última frase resume tudo.

Foto: Reprodução/ Galo TV / Pedro Souza

– Seleção abandona o jogo após ato racista.

Um primeiro e significativo caso: após seu zagueiro sofrer racismo de um adversário, estando vencendo por 1×0, a Nova Zelândia abandonou o amistoso contra o Catar, em protesto.

Quando um clube grande ou uma Seleção campeã fará o mesmo em jogo de expressão?

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/nova-zelandia-abandona-amistoso-contra-catar-acusacoes-racismo/

NOVA ZELÂNDIA ABANDONA AMISTOSO CONTRA CATAR APÓS ACUSAÇÕES DE RACISMO

A Nova Zelândia se recusou a participar do segundo tempo do amistoso contra o Catar, na Áustria, nesta segunda-feira (19), após alegações de abuso racial contra o zagueiro Michael Boxall por parte de um adversário.

O incidente aconteceu pouco antes do intervalo, desencadeando uma confusão. Jogadores indignados da Nova Zelândia cercaram um dos jogadores do Catar antes de uma cobrança de falta.

“Michael Boxall sofreu abuso racista durante o primeiro tempo do jogo por um jogador do Catar (disse a confederação de futebol da Nova Zelândia, em sua conta no Twitter). Nenhuma ação oficial foi tomada, então a seleção concordou em não jogar o segundo tempo da partida.”

A federação do Catar disse em seu Twitter que a Nova Zelândia se retirou do amistoso, sem dar mais detalhes.

O árbitro Manuel Schuttengruber teve uma longa discussão com o capitão da Nova Zelândia, Joe Bell, e logo depois o jogo foi para o intervalo.

A Nova Zelândia vencia por 1 a 0, com gol de Marko Stamenic aos 16 minutos.

O racismo no futebol voltou às manchetes nas últimas semanas, com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciando um comitê antirracismo liderado pelo atacante brasileiro do Real Madrid Vinicius Jr, que foi vítima de abuso racista na LaLiga.

(Reportagem de Janina Nuno Rios na Cidade do México)

Zagueiro Michael Boxall, da Nova Zelândia, teria sofrido racismo em partida contra a seleção do Catar

Zagueiro Michael Boxall, da Nova Zelândia, teria sofrido racismo em partida contra a seleção do Catar Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images

– Seminário discute os 100 anos dos “camisas negras” e o racismo no futebol:

Anote aí na sua agenda: dia 15 de junho (quinta-feira), às 18h, o Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME) realizará o Seminário “Virada …

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– Escurinho ou Alemãozinho?

Estão “pegando no pé” do Vanderlei Luxemburgo pois, ao esquecer o nome do jogador Patrick de Paula, tentou se lembrar dizendo “escurinho”.

Eu sou contra o racismo e contra toda e qualquer forma de discriminação. Mas não deu a impressão que pela entonação da fala, ele não falou de maneira pejorativa, mas adjetiva, como se referisse a um jogador branco como “alemãozinho”?

Da mesma forma que alguém pode dizer “aquele negão forte” como “aquele brancão forte”, ou ainda como “crioulo” como “polaco”, e por aí vai.

Muitas vezes, mudam-se os termos e as cognições ao bel-prazer. Não me pareceu nem ao menos um ato de racismo estrutural (mas respeito toda e qualquer posição contrária).

Ops: eu, particularmente, não usaria esse termo e não gosto também do uso – embora eu tenha o entendimento acima.

Imagem extraída da Web.

– Qual campanha antirracista funcionou no futebol?

Historicamente, o racismo imperou nos gramados de futebol da Europa e da América do Sul. Com leis frágeis e a falta de voz na sociedade, os negros sucumbiam às ofensas.

Felizmente, a mentalidade humana mudou em muitos lugares e gritos racistas, sexistas, homofóbicos e de qualquer origem de indignidade se tornaram condenáveis. Porém, ainda assistimos atônitos os imbecis gritando.

Na Copa do Mundo da Rússia, os capitães das Seleções faziam um pronunciamento antes do jogo contra o Racismo. Funcionou?

O River Plate foi multado em 30 mil dólares por atos racistas dos seus torcedores contra o Fortaleza, em 2022. Mas em 2023, repetiu atos contra o Fluminense (ontem). Adiantou a multa?

Torcedores do Newell’s ironizaram e praticaram racismo em plena Vila Belmiro contra o Santos. E daí? O que dará?

Desde a década passada, a CBF faz a campanha “Somos Iguais”. Mas acabou o racismo no Brasil? Claro que não… Lembram do diretor do Brusque-SC?

A Conmebol “tirou uma casquinha” no caso Vinícius Jr, mas o que ela está fazendo em nosso continente?

A questão é: o que fazer para acabar com o racismo de verdade?

O problema parece não ser exclusivo ao futebol. A sociedade está doente.

CBF repudia ato de racismo contra jogador do Cruzeiro - Confederação  Brasileira de Futebol

Imagem extraída da Web

– Racismo contra Vini Jr.: quem são os ultras, as torcidas extremistas que protagonizam manifestações de ódio.

Ataques racistas ao craque brasileiro não são fatos isolados causados por “rivalidade”, mas prática recorrente nos estádios espanhóis, há décadas …

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