– A Dura Realidade dos Árbitros (Especial do Sportv Repórter)

Os sofrimentos e dificuldades daquele que é a “unanimidade negativa” no futebol: o árbitro. Malquisto, renegado pela fama, o menos remunerado do meio e o mais criticado. Assim foi o especial exibido no último sábado pela Sportv, no programa “Sportv Repórter“, intitulado “COMO SÃO TRATADOS OS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO BRASIL“.

A seguir, o link do interessante programa, com cenas e fatos curiosos (dos gozados aos tristes) da carreira de árbitro de futebol (clique abaixo): http://sportv.globo.com/Sportv/2009/sportvreporter/0,,17065,00.html

– Na Sombra da Bananeira…

Ontem, o centroavante português Cristiano Ronaldo se apresentou ao seu novo clube Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanharam sua chegada, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:

“Ora, depois do que já ganhei, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”

É isso gajo. Mas não torre tudo, pois banana demais dá dor-de-barriga…

– As Duas Pulgas

Amigos, compartilho belo texto de Max Gehringer, sobre como a solução de alguns problemas pode ser feita de maneira muito simples (texto enviado pelo aluno Rafael, via e-mail (“Rafael – Caldlaser” compras@caldlaser.com.br)

As Duas Pulgas

*Max Gehringer*Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.
Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
– Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo,
a primeira pulga falou para a outra:
– Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu…  A primeira pulga explicou por quê:

– Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos…. Como tinham
ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:

– Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

– Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI.  Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

– E por que é que estão com cara de famintas?

– Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

– Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:

– Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

– Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

– Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas. quiseram saber as pulgonas…

– Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: “Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.
 

MORAL:

Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

– O Fim da Exigência do Diploma de Jornalismo

Ontem, o STF determinou o fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Segundo o Ministro Gilmar Mendes, tal exigência “limitava a liberdade de expressão”. Em suma, qualquer um pode virar jornalista. Dane-se a faculdade, os estudos e os TCCs.

Seguindo a lógica, qualquer um pode exercer qualquer profissão sem especialização. Por que não cozinheiro virar médico, ou sambista virar juiz de direito?

– Imagens Arranhadas Publicamente

Excesso e falta de sinceridade que mancham uma imagem de respeitabilidade. Duas personagens publicamente conhecidas e distintas nos dão esses exemplos: o premier italiano Silvio Berlusconi e o jogador de futebol Carlos Alberto.

O político italiano, recentemente, teve fotos dele divulgadas em jornais onde estava em verdadeiras orgias, com jovens seminuas e até mesmo outras pessoas peladas. Há dias, sua mulher já houvera pedido o divórcio e Berlusconi, às vésperas de eleição na Itália, disse que aquilo tudo “não era nada de mais”. Ao ver as fotos, a quantidade, a “mostra de suas virtudes” e a beleza dessas garotas, nitidamente se vê que não é bem assim…

Já o boleiro Carlos Alberto, numa interessante entrevista à última edição de Placar (que aliás trás uma importante matéria sobre critérios de arbitragem, a ser postada em breve nesse espaço), relatou as dificuldades que teve nos diversos clubes que já jogou: Fluminense, Seleção Brasileira, Porto, Corinthians, Werder Bremem, São Paulo, Botafogo, Fuminense de novo e agora Vasco. Nestes, teve contusões, síndrome do Pânico, hipertireoidismo, insônia e até encosto espiritual! Na matéria, sinceramente diz que já trocou cusparada e socos com Teves, ficou pelado xingando o treinador Leão no vestiário, socou um alemão no Werder, desmaiou por coma alcoólico em treino e tudo mais. Detalhe: apenas 24 anos…

Dois exemplos de que uma imagem pode ser manchada facilmente, e que o profissionalismo e seriedade hão de ser uma meta a ser conquista com árdua mudança comportamental.

– Profissionalismo e Independência aos Atores do Futebol

Estamos ainda no início do Campeonato Brasileiro. Mas a polêmica já foi decretada por aqueles que atuam no torneio.

Em algumas áreas, principalmente na Sociologia, vemos o uso do termo “atores sociais” frequentemente sendo utilizado. No futebol, sem dúvida, os elementos que compõe o espetáculo (jogadores, comissões técnicas, árbitros, dirigentes) são esses atores, ou seja, agentes que atuam na sociedade. E por atuarem em um meio que influencia pessoas de toda classe social e nível intelectual, o cuidado desses atores deve ser grande. Digo isso pela irresponsabilidade de algumas ações que têm sido observadas nas últimas rodadas.

Lembro-me de uma partida de futebol em que atuei na série A2 (nomes ocultos por ética), onde o técnico da equipe que outrora havia sido hostilizado pelos torcedores pelo fato da sua equipe estar em desvantagem no placar, logo na sequência da marcação do gol da virada no score, virou-se contra as arquibancadas e ofendeu a torcida que lhe xingara! Aiaiai: alambrado entortando, chinelo voando e polícia trabalhando… Tudo pelo mau comportamento do treineiro, que não soube assimilar as críticas, além do seu desequilíbrio emocional.

Guardada as devidas proporções, na Série A do Brasileirão acontece similaridades. Me impressiona o fato de técnicos experientes e vitoriosos, que trabalham em grandes clubes de massa, acusarem determinados jornalistas e citarem seus nomes como corinthianos (apenas por fazerem profissionalmente seu trabalho jornalístico), dirigentes isentos do torneio de sãopaulino ou ainda criticar a torcida.

É claro que não posso citar nomes, até mesmo pelo conflito da atividade que exerço, mas… não seria hora de cada um assumir seus atos e responder, por que não, criminalmente? Que irresponsabilidade jogar a torcida contra uma equipe de jornalistas, ou de acusar falsamente árbitro de futebol de ser orientado por outrém? Mais cabeludo ainda: acusar a causa de todos os males aos torcedores!

O interessante é observar que nisso, para estes, todos são culpados: a imprensa, a arbitragem, a torcida… Nunca o treinador! Perceba, e insisto nesta tecla, de que não observo técnico de futebol, ao ser eliminado de uma competição, citar que: “Perdemos porque escalei mal“, ou: “Fracassamos porque meu esquema tático, minha estratégia e planejamento falharam”. Sempre a culpa é dos outros!

Não demorará, infelizmente, para vermos árbitro sendo agredido nas ruas, dirigente sendo ameaçado de morte, e, como um tiro no próprio pé, treinador sendo acuado pela torcida do seu time.

Já não estamos vendo isso?

Diria um importante jornalista polêmico que o “Futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes”. Dentro dessa filosofia e provérbio de parachoque de caminhão, há muita sabedoria. Até onde acusações se farão ao bel-prazer? Pode-se tudo no futebol e ninguém toma providências? Essas pessoas influenciam e povoam a cabeça de alguns (ou de muitos) das teorias conspiratórias mais assustadoras e perversas, e saem ilesos?

Senhores, o futebol está ficando chato com tanta choradeira. Os rádios e as televisões não aguentam mais tanta lenga-lenga nas entrevistas pós-jogo e intimidações aos jornalistas.

Taí a grande semelhança para alguns treinadores que se esquecem que o futebol é esporte: para estes, árbitros de futebol e jornalistas são inimigos do esporte.

Quem diria…

Importante: claro que não generalizo os treinadores de futebol, que assim como os árbitros e jornalistas são abnegados e entusiastas do futebol: futebol-esporte, é claro, pois muitas vezes ele se transforma em futebol-business, futebol-guerra, e outras derivações.

Aos de bem no esporte, irmanemo-nos num futebol mais leal. E vamos dar um fim à lembrança dos predicados clubísticos aos profissionais do futebol. Dentro de campo (e fora também, porque não?) todos – árbitros, jogadores, jornalistas e técnicos – são independentes e lutam pelo seu bom trabalho.

– O Doutor Sucesso

Ótima uma matéria da Revista Época (ed 549, 24 de novembro), a respeito do SUCESSO. A matéria traz uma entrevista de Malcoml Gladwell, conhecido como “doutor Sucesso”, e um dos campeões de venda de livros nos EUA.

Basicamente, ele diz que a fórmula do sucesso é um mix composto de:

TALENTO GENIAL;

ESFORÇO OBSTINADO;

AMIGOS INFLUENTES; e

SORTE.

A matéria é interessante, e faz análise de pessoas de sucesso.

Extraído de: (duas partes do sítio eletrônico)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17730-15204,00-O+DOUTOR+SUCESSO.html

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17725-15228,00.html

– Ter visibilidade e ser discreto nas Entrevistas de Trabalho

Compartilho com os amigos interessante texto da Folha de São Paulo, referente ao comportamento de entrevistados e postura na busca de novas oportunidades de trabalho, especialmente na questão “ser visível e discreto”

Abaixo:

(Extraído de http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/empregos/ult1671u460350.shtml)

 

Convite para mudar requer visibilidade com discrição

MAÍRA TERMERO
colaboração para a Folha
Receber convite para mudar de empresa é uma boa notícia para o profissional, que se sente valorizado no mercado. Mas, para receber boas propostas, é importante aumentar a visibilidade e saber conduzir a negociação com recrutadores.
Há vários caminhos para que um “headhunter” descubra um bom profissional, mas poucos são revelados. “Podemos telefonar perguntando por uma posição na empresa e assim descobrir o nome [de quem a ocupa]”, exemplifica Irene Azevedo, consultora da DBM.
A solução, então, é o profissional apostar na visibilidade em razão de trabalhos bem- feitos e no “networking”. “Quem é reconhecido dentro e fora da empresa aparece espontaneamente”, aponta Fernanda Campos, sócia-diretora da consultoria Mariaca.

Conversa inicial

No primeiro contato entre “headhunter” e profissional, raramente se diz o nome da empresa contratante, mas informam-se o segmento de mercado e o nível do cargo. “Entendo qual é o momento do profissional na empresa e pergunto sobre remuneração e benefícios”, diz Lucas Furtado, consultor sênior da divisão de vendas e marketing da Hays Recrutamento e Seleção.

Caso o contato evolua para uma conversa cara a cara, a entrevista foca nas competências do profissional. Se o “headhunter” avalia que o candidato tem o perfil procurado pelo cliente, começam as entrevistas com executivos da contratante.

Nessa etapa, são fundamentais o gerenciamento dos horários das entrevistas e a discrição. “O executivo não deve comentar com os colegas que está participando de um processo seletivo”, ressalta Campos.

O diretor de recursos humanos da PepsiCo, Rodrigo Saez, 33, fez entrevistas por videoconferência enquanto não saía da empresa em que trabalhava e aproveitou viagens a São Paulo -ele morava em Curitiba- para fazer encontros. “A empresa se mobilizou para que as entrevistas acontecessem.”

O conhecimento da firma foi essencial na decisão. “[A PepsiCo] tem um modelo de distribuição que era o almejado pela outra companhia.”

 

 

 

– Consistência e Regularidade

 Texto de  Roberto Shinyashiki

 

Não importa qual direção você quer dar à sua vida. Seja o que for que decidir fazer, acima de tudo são necessárias a consistência e a regularidade para que possa chegar a seu objetivo.
Meu professor de tênis, Rodrigo Barbosa, sempre diz: o segredo do tênis é a regularidade. Regularidade nos treinos. Regularidade durante os jogos. Regularidade nos saques. Tudo é regularidade! Ele tem razão. Não adianta treinar oito horas por dia durante cinco semanas e depois ficar alguns meses sem ver a raquete. É melhor treinar duas vezes por semana, regularmente, porque o seu jogo ficará consistente. Não adianta você acertar um saque sensacional e errar um monte deles. É melhor dar um saque bem colocado e errar pouco.

A preocupação com a forma física tem levado muitas pessoas às academias, quadras e aos parques. O problema é que muita gente acha que pode ficar a semana inteira parada e, no sábado de manhã, correr para uma quadra de futebol, começar a jogar às 7 horas e só parar às 20 horas. Os resultados disso você já sabe: dores pelo corpo, lesões musculares e, até mesmo, um infarto.

Os cardiologistas são unânimes em afirmar que exercício físico bom é aquele feito com consistência e regularidade. Esse conselho vale para tudo. Na nossa jornada em busca do crescimento pessoal, as grandes vitórias vêm após ações consistentes e muito regulares.Nos estudos é a mesma coisa. Não importa se você estuda Direito, Literatura ou Marketing, se você reservar vinte minutos do seu tempo para estudar todos os dias, depois de um ano ficará impressionado com a sua evolução. Se você conseguir estudar uma hora por dia, então, vai ser sensacional. Pessoas que somente estudam para as provas podem até ser aprovadas, mas raramente aprendem.

Com a sua carreira profissional acontece a mesma coisa. Constância e regularidade são fundamentais. Se você pensa em ser engenheiro, presta vestibular, começa o curso e, no meio do segundo ano, decide que quer ser veterinário, tudo bem. É preciso entender que você mudou de idéia.Se você pensa em ter uma empresa de informática, prepara tudo, faz os empréstimos e os investimentos, mas depois de seis meses trabalhando decide que vai ser cabeleireiro, tudo certo. É preciso entender que você mudou de opinião.

Se você e sua namorada resolvem se casar, preparam a festa, arrumam uma casa para morar e cuidam de mobiliá-la, fazem planos para os filhos, e pouco antes da data do casamento você decide que vai ser padre, o que se pode fazer? Antes agora do que depois de casado, certo? Mas há algo muito errado nessas histórias todas. Como é que você consegue não terminar nada do que começa?

Tudo bem que exagerei um pouco nos exemplos. Mas a grande verdade é que é mais ou menos assim que muitos jovens se comportam. Mudam de idéia a toda hora, muitas vezes para direções que nada têm que ver com suas decisões anteriores. Dessa maneira, sua dedicação não constrói coisa alguma.

Lógico que não devemos ser rígidos como uma montanha, mas precisamos ter em mente que os resultados aparecem depois de algum tempo de dedicação. Infelizmente, muitas pessoas abandonam um projeto no momento em que ele iria começar a dar resultados. Peter Drucker, o grande professor de administração, dizia que a maioria dos projetos dá errado não porque foi construída e administrada erradamente, mas porque as pessoas desistem deles antes mesmo de os resultados aparecerem.

Se as nossas decisões e os nossos atos não apresentarem consistência e regularidade, haverá um grande desperdício de nosso potencial humano, de dinheiro, de sonhos, de entusiasmo, de crenças. Significa perda de tempo, pois ficamos andando em círculos, podendo afundar cada vez mais no lodo. Não importa qual direção você quer dar à sua vida. Seja o que for que decidir fazer, acima de tudo são necessárias a consistência e a regularidade para que possa chegar a seu objetivo.

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br).

 

 

– A troca de emprego

Pessoal, há poucos dias conversávamos em sala de aula sobre a situação abordada abaixo, por Max Gehringer.O renomado colunista fala sobre a troca de emprego: empresas que cobrem ofertas e o que fazer se é evitável a mudança. Texto interessantíssimo, que compartilho a seguir:
(Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI14514-15230,00-QUANDO+A+EMPRESA+COBRE+A+SUA+OFERTA.html)

 

Quando a empresa cobre a sua oferta

PALAVRA DA SEMANA: TREMA. Do grego trêma, “buraco”, usado também para se referir aos pontos de um dado. Com a aprovação do novo acordo ortográfico, o trema fez jus a seu sentido milenar, e foi para o buraco. É o réquiem dos pingos gêmeos em uma palavra que sonoramente parece onomatopaica, mas que visualmente é de uma beleza nórdica – qüinqüênio.
Depois de passar quatro anos na mesma função – analista –, recebi uma proposta de uma grande empresa para ganhar 35% a mais. Imediatamente, minha empresa cobriu a proposta. Estou em dúvida. – F.C.

Deixe que o quesito “oportunidades futuras” decida por você. Sua empresa atual precisou tomar o susto de perdê-la para reconhecer que você merecia ganhar mais. Se você ficar, é bem provável que a situação se repita. Porque, na visão de empresas que só concedem reajustes quando são forçadas a fazê-lo, um aumento de 35% será mais que suficiente para deixá-la feliz por outros quatro anos. Se a grande empresa possui um plano de carreira para curto e médio prazo, a opção de mudar seria melhor.

Tenho um currículo excelente, tanto que sou chamado para muitas entrevistas. Mas nunca consigo chegar à fase final dos processos. Nos últimos dez meses, acumulei cerca de 30 frustrações. O que está me faltando? – E.J.

De fato, tecnicamente falando, seu currículo é diferenciado. É possível que você esteja derrapando num pormenor vital: a habilidade para convencer os entrevistadores de que você será tão bom como colega de trabalho quanto é como técnico. Por exemplo, você pode ter um tom de voz agressivo. Ou não consegue ser tão claro ao falar. Ou talvez seja inibido. Minha sugestão – não só para você, como para qualquer profissional, de qualquer idade – é um curso de expressão verbal. Mesmo para quem imagina que se comunica bem, o curso será útil como aperfeiçoamento, devido a sua curta duração – normalmente, 12 horas – e ao conteúdo prático das aulas.

Qual é sua avaliação sobre uma carreira em Biblioteconomia? – S.M.

Pelas informações disponíveis – e que são bem poucas –, o maior número de vagas está sendo oferecido através de concursos públicos. Mas eu sugiro que você faça, paralelamente, um curso de Ciência da Computação. A internet é a maior biblioteca do mundo, e só vai aumentar de tamanho e de importância nos próximos anos.

Se a empresa só concedeu reajuste porque foi forçada,
é provável que o próximo aumento demore
Sou formado em Relações Internacionais (R.I.) há dois anos e não consigo emprego em minha área… – S.P.R.

Mesmo correndo o risco de ser corrigido pelas instituições que oferecem o curso, R.I. provê uma formação genérica (com uma grade curricular que inclui Direito, Economia, Estatística, Sociologia, História e Política). Enfatizo que “genérico” significa “não-especializado”, ou seja, permite ao candidato se capacitar a vagas em qualquer setor administrativo da empresa. Em função disso, a competição acaba se dando com formandos em Administração, também um curso genérico. A diferença é que, por exemplo, uma vaga de assistente de crédito e cobrança é vista por um administrador como compatível com sua formação, enquanto quem se forma em R.I. não enxerga essa eqüidade funcional. Esse é o problema: ao buscar vagas específicas para bacharéis em R.I., os jovens descobrem que elas inexistem na maioria das empresas privadas. Por isso, a opção preferida por eles tem sido os concursos públicos.

Um MBA é indicado para quem deseja subir de cargo ou para quem já exerce uma função gerencial? – H.L.

As duas coisas. Só não é indicado para quem acaba de terminar a faculdade e ainda não adquiriu suficiente experiência profissional. Nesse caso, o jovem teria o título, mas não conseguiria absorver o que o MBA oferece de melhor, o enfoque prático e a troca de informações.

Tenho 33 anos, trabalho em vendas e ganho bem. Mas penso em ser psiquiatra… – M.D.

Deve haver alguma razão por trás dessa idéia. O curso o ajudará a descobri-la.

 

 

– Profissionais raivosos que comprometem o trabalho

Jack Welch, o famoso ex-CEO número 1 do mundo, abordou em sua coluna mundial e impressa pelo Brasil através da revista Exame, o tema “sentir raiva no trabalho“, e principalmente tratou de falar sobre os efeitos negativos de tal sentimento em tempos de crise, as preocupações quanto ao rendimento profissional e as dificuldades lançadas quando se coloca a raiva como fator relevante na decisão pessoal.

Cada vez mais, em um mundo competitivo, vemos profissionais buscando espaço de todas as formas. E “raiva”, “frustração”, “motivação” acabam fazendo parte do dicionário cotidiano.

Extraído de Exame:

Esqueça a Raiva e Pense no Futuro

Você se lembra da posse do presidente dos Estados Unidos? Foi há pouco mais de dois meses. A economia estava em dificuldades, as pessoas estavam assustadas. Mas por um breve e brilhante momento – e talvez até um pouco mais – praticamente todo mundo pareceu acreditar que uma espécie de grande e necessária reinvenção iria acontecer. As pessoas sentiram esperança.

Hoje elas sentem raiva.

Quem sabe exatamente por que ocorreu essa terrível mudança? Ajudas econômicas sem fim, audiências rancorosas, demissões surpreendentes. Os sistemas de controle falharam quando não deveriam. Os líderes das empresas e os do governo cometeram erros. E muita gente decente está pagando o preço.

Mas sem dúvida a recente trapalhada sobre os bônus da AIG foi um ponto de virada. De repente, muitas pessoas deixaram de querer mudança e passaram a querer vingança.

Talvez isso seja compreensível. Mas o tumulto econômico e cultural mais profundo de nossa época não será solucionado se cedermos à raiva. A raiva só gera raiva: muitas vezes leva as pessoas a fazer coisas idiotas e míopes, que invariavelmente geram consequências imprevistas.

A raiva não é curativa. É polarizadora.

É por isso que todos precisamos lutar para manter a esperança viva e substituir nossa raiva por um enfoque maior e renovado nas coisas boas e absolutamente certas da vida – as “caça-raiva”, como podemos chamá-las.

Veja, por exemplo, o fato de que neste exato momento há centenas ou milhares de estudantes de engenharia brilhantes no MIT, em Stanford e outros campi ao redor do mundo que estão sentados em seus dormitórios, vivendo à base de pizza e sem se importar com o tempo lá fora enquanto se debruçam sobre uma nova ideia interessante. Esses garotos malucos e suas ideias incríveis são o futuro da economia – basta esperar para ver.

Você também pode ter certeza de que existem legiões de pessoas por aí que não estão assustadas com a crise econômica. Estamos falando dos empreendedores. Os desafios não fazem com que eles se rendam. Os desafios lhes dão mais energia.

Ou considere o fato de que neste momento, em empresas de todo tipo, grandes ou pequenas, novas ou velhas, equipes de funcionários estão reunidas dando duro para descobrir como salvar empregos.

Você pode ter certeza de que, enquanto lê este artigo, pesquisadores médicos e laboratórios de todo o mundo estão trabalhando 18 horas por dia para descobrir os segredos do genoma humano e tratamentos além da imaginação. Você pode ter certeza de que a maioria deles – ou talvez todos – é motivada por um desejo forte e profundo de salvar vidas. É bem possível que você ou alguém que o cerca venham a se aproveitar do resultado dessas pesquisas no futuro.

Você pode ter certeza (ou quase) de que em abril Tiger Woods fará algo sobre-humano no torneio de golfe Masters e o mundo ficará maravilhado, feliz com sua volta.

Você pode ter certeza de que não muito depois do Masters, em um dia quente de primavera, uma mãe e um pai vão tentar conter as lágrimas enquanto veem o primeiro membro de sua família se formar no colégio. Você pode ter certeza de que eles não serão os únicos.

Você pode ter certeza de que, para cada idiota com a ética comprometida que prejudica os negócios, há 98 ou 99 pessoas decentes e trabalhadoras decididas a fazer a coisa certa. Você pode ter certeza de que essas pessoas vão predominar.

Você pode ter certeza de que um herói apartidário surgirá da lama no Capitólio e que essa pessoa nos mostrará o que é o verdadeiro serviço público.

Você pode ter certeza de que haverá mais de um herói no final disso.

Você pode ter certeza de que na próxima estação haverá uma nova canção no rádio que é tão incrível e divertida que você não conseguirá tirá-la da cabeça. Você pode ter certeza de que a música nunca morrerá.

Você pode ter certeza de que um dia, em um futuro não muito distante, vamos rever este tempo difícil e dizer: “Foi duro, mas nos esforçamos e aprendemos tanto que realmente reduzimos as possibilidades de que volte a acontecer”.

Você pode ter completa e absoluta certeza de que o primeiro cachorro-quente que você comer enquanto assiste ao primeiro jogo de beisebol da temporada será maravilhoso – e o segundo também não será ruim. E, finalmente, você pode ter certeza de que nos lembramos de apenas alguns “caça-raiva” que deveriam estar nesta lista. Quais são os seus?

– A Boa Capacitação Acadêmica forma, de fato, Bons Profissionais?

Em mais uma atividade realizada na última terça-feira, os alunos do 6º semestre de Administração foram instigados, através de artigos relevantes, a discutir a questão do relacionamento entre o oferecimento dos conteúdos acadêmicos e a verdadeira necessidade do mundo do trabalho. Após debates em aula, os mesmos responderam a seguinte questão: Você acredita estar se preparando adequadamente para as exigências do mercado de trabalho?

As respostas foram, em sua maioria, taxativas. As mesmas se totalizaram em:

SIM : 82 %  /   NÃO : 14 %  /   NÃO SEI: 4 %.

Nas respostas afirmativas, os alunos relataram a grande experiência de estar em uma universidade, da atualização e do conhecimento de novas visões. Os alunos que negaram o preparo, teceram críticas quanto a qualidade e exigência da universidade, principalmente quanto a Grade Curricular. Os demais mostraram-se indecisos quanto à sua própria capacitação.

De todas as respostas, uma chamou mais a atenção em sua justificativa: Trecho da mesma: “Embora exista muitas dificuldades pessoais, me sinto preparado e sei que estou em vantagem  aos que estão fora da escola, pois principalmente pelo meu esforço, tenho certeza que estou aprendendo muito. Gostaria de aproveitar mais as aulas, pois cada boa aula que assisto tenho maiores chances na minha empresa (…), e a cada péssima aula, vejo que é o meu professor que está precisando voltar a estudar.”

Obs: as respostas foram na sua maioria – 80 % – anônimas. Alguns alunos se identificaram; porém, o autor acima preferiu o anonimato para ser sincero, segundo seu relato.

Em tempo: Para boa capacitação, a velha receita: Bom professor, boa escola e bom aluno. Esse tripé é fundamental para o sucesso do administrador.