– Pablo Marçal na CNN.

Pablo Marçal é um franco atirador como candidato a prefeito de São Paulo.

À CNN, chamou Boulos de “cheirador”, Lula de “bandido”, Nunes de “bananinha” e Carlos Bolsonaro de “retardado”.

Com ideias polêmicas, mostrando auto suficiência excessiva e demonstrando mega confiança, vale assistir sua participação pela curiosidade e até mesmo pelas pautas que ele cria: construir um prédio de 1 km em Interlagos, mudar a Prefeitura para a Brasilândia ou instalar Teleféricos na Periferia.

Eu aprendo com esses caras: o que fazer e o que não fazer, portando-se como X, Y ou Z! Exemplos positivos ou negativos são exemplos a se refletir…

Assista em: https://www.youtube.com/live/EJrFzr_Patw?si=_iQu_Rt_ib2zIKjY
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Ops: ele está no PRTB, o partido de Levy Fidelis, o homem do Aerotrem, que era contra a vacina da COVID e morreu de a COVID.

– O debate dos candidatos a Prefeito de SP do Estadão.

Confuso, de baixo nível e até mesmo mal mediado. Não deu certo o debate à prefeitura paulistana…

Para quem não assistiu, aqui: https://www.youtube.com/live/lBDK9k7WYa8?si=-j9hUPs8xqZJoQJG

– Ser Político ou Apolítico?

Sempre aprendi que a política é a arte de se relacionar. Entretanto, a má prática vira politicagem.

Neste mundo difícil, não devemos ser apolíticos. Podemos ser apartidários, mas não alienados. Gosto desse pensamento:

A política perfeita é um ato de amor ao próximo; não basta viver, é necessário conviver e participar.”

Santo Agostinho, Doutor da Igreja.

Perfeito.

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– O debate dos candidatos a Prefeito de São Paulo na Band.

O debate dos candidatos a Prefeito de SP, ocorrido ontem, não me pareceu um evento político, mas circense!

Tá feia a coisa…

Para quem não assistiu, em: https://www.youtube.com/live/vZLNs1DdRn8?si=GcVIgUjnPy9HWfbE

– Esteja do lado certo da história: da democracia!

Respeito todas as convicções políticas, não “torço” para nenhum político (procuro um candidato honesto, competente e que transmita credibilidade – mas não encontro), mas verdade seja dita: a capacidade em estar do lado errado da história do atual governo é assustadora!

Abaixo, o presidente e o vice:

Quando o Alckmin pensaria que estaria ao lado desses caras…

– As eleições na Venezuela.

E o Nicolas Maduro que venceu as eleições na Venezuela com 51% dos votos e é o “novo”-velho presidente?

Claro, eleição de mentirinha, onde ninguém crê nos resultados. Cansou-se ao longo do dia de se ver atitudes de fraude e os “mascarados armados” roubando urnas.

É a ditadura tentando se legitimar. Triste demais a sede de poder desses homens impiedosos.

– Você andaria pela cidade de São Paulo num… teleférico?

Eu achei inusitado: para resolver o trânsito nas Marginais (e na cidade de São Paulo em geral), o pré-candidato a prefeito Pablo Marçal sugere uma rede de teleféricos na Capital.

Como tenho medo de altura, não gostei da ideia.

Assista, em: https://www.youtube.com/watch?v=NDKQuvSQEGM

– Eleições Municipais em São Paulo. Uma Prévia da Disputa:

As eleições municipais começam a esquentar e os holofotes das disputas para o cargo de prefeito deste ano estão todos voltados para São Paulo. Três …

Continua em: Eleições Municipais em São Paulo. Uma Prévia da Disputa

– Nem Extrema Esquerda, nem Extrema Direita.

Uma singela opinião, em: https://youtu.be/yISQJ4r1p4Y?si=mGq4hvxfk6G-VwqK

– Desvio de função.

Por José Horta Manzano – Muita gente acha que ser indicado, nomeado ou mesmo eleito para um alto cargo público é um mimo, nada mais. Os que assim pensam …

Continua em: Desvio de função

– Zé Dirceu, Marcelo Odebrecht… todo mundo descondenado?

E a Operação Lava-Jato não serviu para nada? José Dirceu, Marcelo Odebrecht… todo mundo “ok”?

A Justiça reescreveu a história, ou simplesmente foi justa? Ou não?

Em: https://youtu.be/_BGcMPHI5co?si=qfMK-Oi4ykAEynE_

– Cuidado com Fake News:

muito picareta por aí, né?

Por quê inventar que estão sendo elaborados cursos grátis e iludir as pessoas? Seria uma sacanagem política?

Desanimo ao ver essas bobagens acontecerem… bandidagem pura.

– Articulação Nacional do Grito dos excluídos e excluídas se reune em São Paulo.

ARTICULAÇÃO NACIONAL DO GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS SE REUNE EM SÃO PAULO

por Reinaldo Oliveira

Agentes da Articulação Nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas, reuniram-se nos dias 3, 4 e 5 de maio, na Casa da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição, no Bairro do Ipiranga, em São Paulo, para 22o Encontro Nacional de Articuladores e Articuladores, com a pauta sobre a articulação/planejamento da 30a edição do Grito, que neste ano tem como tema “Vida em primeiro lugar” e como lema “Todas as vidas importam. Mas, quem se importa?”.

Retomando o formato presencial, após o longo período da pandemia, o dia 3 começou com a acolhida aos participantes, mensagens de boas-vindas, abraços confraterno e afetos, seguido de apresentação/troca de informações sobre as realidades passados/vividos nos Estados e Regionais, sobre a caminhada feita nas bases como os limites, desafios, conquistas e possibilidades, místicas e outros importantes assuntos. Pela Diocese de Jundiaí e Sub Regional Sorocaba, participou o coordenador paroquial da Pastoral Fe e Politica, Reinaldo Oliveira.

O dia 4 teve início com a mística/oração da manhã, seguido da análise de conjuntura, dos 30 anos do Grito, apresentada pelo padre Alfredo Gonçalves, que fazendo memória da caminhada, elencou em cinco momentos marcantes:

– Soberania e capitalismo. – Missão e participação.
– Direitos e trabalho.
– Justiça e dignidade.
Brasil e projeto popular.

Na parte da tarde houve a divisão em quatro grupos: agua, ar, terra e fogo, que debateram sobre pontos da análise de conjuntura, com apresentação de sugestões na plenária, como verdadeiro mutirão de sonhos e construção coletiva, bem como a escrita de uma Carta de Solidariedade, endereçada ao povo de Deus, do Rio Grande do Sul, e o encerramento do dia foi com a Noite Cultural.

No dia 5, após o café e mística, momentos de avaliar as atividades do 22o Encontro Nacional, das articulações/sugestões para os prés-Gritos e o Grito a ser realizado no dia 7 de setembro, a certeza de continuar levando/celebrando a “igreja em saída” e o sentimento de que o “grito da terra e dos pobres”, conforme nos lembra o Papa Francisco, seja sempre a resistência profética para continuar articulando e construindo o Grito dos Excluídos e Excluídas.

Com os corações aquecidos e com o ardente desejo de continuar na caminhada profética, missionária e samaritana, todos e todas receberam a bênção do envio e desejos de boa viagem de retorno aos Estados. Que assim seja!

“Vida em primeiro lugar! Todas as vidas importam. Mas, quem se importa?”

– A Política é o mais alto grau da Caridade. Acredite!

O saudoso Papa Francisco nos deixou uma de suas maravilhosas reflexões, corroborando Pio XI:

A Política é o grau mais alto da Caridade.

Sem dúvida, é! A raiz originária da Política traz o significado de que a sua prática é estar entre as pessoas. Ou seja, “fazer política” é a “arte de se relacionar”.

O problema é que no Brasil a Política tomou outro sentido: o do Poder, da Ganância e da Corrupção. Mudamos o termo para Politicagem e misturamos tudo!

Já imaginaram se os políticos brasileiros fossem integralmente honestos em todas as esferas? Claro, devem existir os corretos, mas são tantos os escândalos de desvios de dinheiro que perdemos o senso e não cremos na lisura das negociações e projetos dos nossos deputados, por exemplo.

Sem dúvida, se a Política fosse vivida em nosso país como lembrada pelo Papa Francisco, teríamos um Brasil mais justo, mais santo, mais rico e mais solidário.

Imagem extraída de: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-11/suharyo-papa-convida-convivencia-catolicos-indonesios-frente.html

– Encheu a paciência os prós e anti Madonna.

A cantora Madonna fez um show para 1,6 mi de pessoas em Copacabana. E politizaram isso…

A crítica de quem não gosta dela foi: erotizada demais, tentou lacrar com temas progressistas e é de Esquerda (sei lá qual a ideologia dela…).

A defesa de quem a curte: promoveu a inclusão e diversidade e levantou bandeiras numa apresentação artística.

“Na boa”: quem curte, desfrute. Quem não curte, não consuma o show. Simples.

Cada coisa que temos no Brasil… Me preocupo demais quando um evento musical quer ditar as preocupações do país. 

Madonna leva multidão ao delírio em megashow na praia de Copacabana. Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio

Foto: Fábio Motta, Prefeitura do RJ.

– A cara-de-pau dos vereadores de Formosa pedindo aumento de salário.

E como justificar um aumento de salário, para quem já ganha muito?

Veja o depoimento desses vereadores, e fique revoltado como eu

Em: https://youtube.com/clip/UgkxMdSfNI9tt1n7a2VrYUVI8flqKs0ooyOl?si=MGtiMMSrcMsRSVp4

– Memórias do dia 21! José Joaquim, Brasília, Tancredo e Senna.

Nos bancos escolares, aprendi que o dia 21 era cívico, marcado pelo precursor José Joaquim (Tiradentes) e por Tancredo de Almeida Neves, o 1o presidente depois do fim do militarismo.

Não existia Internet, celular ou outro meio mais rápido de comunicação do que o rádio. Eu era aluno da 3a série da Escola da Caic, e, ao entrar na classe, veio a notícia: Tancredo morreu!

Mas me lembro também que no dia 21 se exaltava o empreendedor governante JK pela construção de Brasília, nova capital e cidade do futuro.

Entretanto, além de heróis nacionais da política, o dia 21 é marcado por outra vitória: a 1a de Ayrton Senna da Silva em circuitos de Fórmula 1.

Que falta faz bons exemplos no país…

SPA FRANCORCHAMPS – MAY 25: Lotus driver Ayrton Senna of Brazil in action during the F1 Belgian Grand Prix held on May 25, 1986 at the Spa-Francorchamps circuit in Belgium. (Photo by Michael King/Getty Images)

– O Católico e a Política: o nome de Deus em vão!

Em 2013, no começo do seu pontificado, o Papa Francisco disse durante uma Missa:

Um bom católico se envolve em política, já que a política é uma das formas mais elevadas de caridade, pois ela serve ao bem comum”.

Perfeito!

O político eleito é para servir o povo, e não para ser servido. Entretanto, é lamentável ver o quanto usam o nome de Deus em vão para pedir votos. Aí vira demagogia, picaretagem e desvio da fé alheia.

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Charge extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Lições do caso Marielle Franco.

Caso resolvido sobre a morte da vereadora Marielle?

Nada disso. Parece que “a rede de apoio às práticas nefastas” ainda envolve muita gente.  Mas podemos tirar algumas conclusões:

  • Não adianta a Polícia investigar, se há corrupção dentro dela. Muitas vezes, é necessário uma força-tarefa entre as autoridades diversas.
  • A ganância dos corruptos: os mandantes do crime cometido por Ronaldo Lessa, os irmãos Brazão (um deputado e um membro do Judiciario) tinham interesses em grilagem de terra com as milícias. Contra o trabalho de reforma fundiária da vereadora, simplesmente mandam executa-lá. Onde está a humanidade dessas pessoas?
  • O fanatismo político: o que encheram o saco sobre o ex-presidente Bolsonaro estar envolvido, não? Isso não ajuda em nada as investigações (me refiro a deixar as paixões políticas de Esquerda ou Direita entrarem na discussão).

Que tristeza ver o RJ contaminado pela sujeira e por tantas gangues criminosas travestidas de homens do poder público…

Imagem extraída de: https://wikifavelas.com.br/index.php/Marielle_Franco_%28PSOL/RJ%29_-_Mar%C3%A9_-_RJ

– Dia 29 de fevereiro poderia ser…

Hoje é dia 29 de fevereiro. E seria dia do quê?

A figura diz tudo… mas sejamos justos: de boa parte deles, mas há os raros bons políticos.

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– Medo de ser preso?

Ao ler que o presidente Bolsonaro, num mega ato de apoio a ele (é inegável que houve uma impressionante multidão), declarou que:

“O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar uma maneira de nós vivermos em paz. Não continuarmos sobressaltados”.

Não tá com cara que está com medo de ser preso?

Não sou Lula, Bolsonaro, Marronzinho, Ditadura, Ciro ou qualquer outra coisa. Mas entendo que a Política brasileira precisa de homens honestos, competentes e que transmitam credibilidade sem querer ser demagogos. Não vejo um só.

manifestação

Foto: EFE, extraída de: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/manifestacao-pro-bolsonaro-aumenta-tensao-entre-esquerda-e-direita-e-pode-impactar-eleicoes/

– O sortudo contador do filho de Lula.

Acho que o jornal “O Estado de São Paulo” não publicaria algo assim se não tivesse convicção, né? Portanto, esqueça desqualificar o caso (vide abaixo):

É muito triste ver como certos políticos sempre estão orbitando em Zonas Perigosas

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– A insensibilidade de Lula no conflito Hamas e Israel.

Toda guerra é marcada por ódio. Em todo conflito, há gente sem razão. 

Os terroristas do Hamas mataram e sequestraram covardemente judeus inocentes que estavam em uma festa, filmando tudo e exibindo na Web a barbárie. Israel respondeu aos ataques, e continua bombardeando a Faixa de Gaza, até que o último refém seja liberado e os terroristas se rendam e/ou sejam capturados.

Eu não gosto de ataque de ninguém. Mas o presidente Lula, de maneira infeliz, declarou que “os ataques de Israel ao Hamas na Palestina lembram o Holocausto”.

Pôxa… que idiotice!

Dificilmente algo na humanidade lembrará o extermínio de Hittler sobre os judeus. Mais do que isso: na constituição organizacional do Hamas, é ele, Hamas, que defende o extermínio dos judeus, “infiéis a Alá”.

Lula poderia pedir a paz a ambos os lados, mas preferiu tomar partido dos terroristas, e não de uma causa palestina. E insensivelmente ataca os judeus (que foram vítimas dos bandidos). Incompreensível.

Eu defendo um Estado Palestino ao lado de um Estado Judeu, onde pacificamente os povos vivam. Defender terroristas como o Hamas, jamais

Tudo trocado na questão de valores…

 

– Lula, Bolsonaro… todos iguais.

Acredito em todas as denúncias de corrupção imputadas a Lula. Houve delações e confissões de culpa (se anularam ou por quê o fizeram, é uma triste história).

Acredito também em todas as denúncias anti-democráticas contra Bolsonaro. Há provas.

Acredito que alguns poderes estão mostrando força desproporcional no país.

Enfim: pobre Brasil…

– Chega de Ideologia e Partidarismo. Não se critique Tarcísio e Lula.

Não seria bom se os políticos pensassem na população, e não em agradar ideologias ou partidos?

A construção do túnel Santos – Guarujá representa bem isso. Chega de Direita ou Esquerda, priorize-se os interesses do país.

Reprodução: Twitter de @ricardostuckert, extraído de UOL.com.br

– Chega de Ideologia e Partidarismo. Não se critique Tarcísio e Lula.

Não seria bom se os políticos pensassem na população, e não em agradar ideologias ou partidos?

A construção do túnel Santos – Guarujá representa bem isso. Chega de Direita ou Esquerda, priorize-se os interesses do país.

Reprodução: Twitter de @ricardostuckert, extraído de UOL.com.br

– Isenção fiscal.

José Horta Manzano – Em princípio, todos os cidadãos de um país estão sujeitos a tributação sobre a renda que recebem. Em termos claros, o imposto é …

Continua no link em: Isenção fiscal

– Padre Júlio Lancellotti como Irmã Dulce!

Há muita similaridade com o que vem ocorrendo com o Padre Júlio (que faz um difícil trabalho com a Pastoral do Povo de Rua) com Santa Dulce dos Pobres.

Veja que texto interessante:

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/graciliano-rocha/2024/01/11/padre-julio.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=noticias&utm_content=geral

MUITO ANTES DO PADRE JÚLIO, IRMÃ DULCE TAMBÉM FOI PERSEGUIDA POR VEREADOR

A tentativa de tornar o padre Júlio Lancelotti, vigário da Pastoral do Povo de Rua, alvo de uma CPI em ano eleitoral é o mais recente episódio de uma longa lista de investidas de políticos de baixo clero contra religiosos, movidas pelo interesse político imediato. Nem santo escapa.

Em 1984, Irmã Dulce (1914-1992) foi alvo de “acusação” de se apropriar de recursos públicos destinados ao custeio do hospital que ela construíra e liderava na capital baiana. A acusação vai entre aspas por causa da sua precariedade.

A denúncia, genérica, afirmava que ela recebia recursos do Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) e não os repassava para atividade-fim, o cuidado de pacientes internados. O autor da denúncia era um vereador que subiu à tribuna da Câmara de Vereadores da cidade. Era mentira da grossa.

Irmã Dulce teve pouco trabalho para isolar o aproveitador: mostrou os livros de contabilidade do Hospital Santo Antônio e de sua entidade mantenedora, as Obras Sociais Irmã Dulce, a jornalistas e vereadores. A lorota morreu de inanição.

Sucessivos presidentes da República e governadores da Bahia desde 1950 destinaram verbas para obras de construção e ampliação do hospital, mas Irmã Dulce sempre rejeitou ofertas de entes públicos para bancar o custeio do hospital.

O medo era que, ao receber dinheiro público para as operações, o Estado introduzisse também critérios que excluíssem as pessoas mais pobres de Salvador – a razão de existência daquela obra social.

Hoje pouca gente se lembra, mas antes da criação do SUS (Sistema Único de Saúde) só tinham direito a atendimento gratuito em hospitais públicos ou conveniados com o governo pessoas com carteira assinada. Os demais dependiam de hospitais tocados por entidades filantrópicas, como as Santas Casas ou por religiosos.

Irmã Dulce resistiu o quanto pôde à entrada de dinheiro do governo no hospital e só foi convencida a aceitar recursos do SUS, já no final da vida, quando o diretor do hospital Santo Antônio, Taciano de Campos, que também era seu médico pessoal, convenceu-a que o local já estava atendendo 80% dos pacientes do SUS e só não estava sendo remunerado por isso. Desconfiada e a contragosto, a freira aceitou a adesão.

A tentativa de levar o padre Júlio Lancelotti à CPI repete o método de criar uma desconfiança primeiro e tentar obter ganho eleitoral depois. No caso de Irmã Dulce, o difamador não foi reeleito.

Há similaridades e diferenças importantes entre os trabalhos pastorais de Irmã Dulce na Salvador do século 20 e do padre Júlio Lancelotti na São Paulo dos dias de hoje. A multiplicação da pobreza tornou os dois figuras públicas importantes, cortejadas e ao mesmo tempo temidas por políticos.

Entre 1920 e 1991, período que compreende a maior parte da vida da freira, a população de Salvador multiplicou-se por sete, sem que a cidade tenha se industrializado ou gerado empregos no ritmo das cidades do Sul e do Sudeste.

O resultado foi a eclosão de invasões, que é como muitos baianos ainda hoje chamam as favelas.\

Os barracos precários foram fincados na terra invadida tanto pelo sertanejo deportado a Salvador por sucessivas secas no interior entre os anos 1940 e 1970. Eles se juntaram ao grande contingente de descendentes de ex-escravizados abandonados à própria sorte após a Abolição (1888).

Dessas, a maior chaga urbana foi sem dúvida Alagados, batizada assim porque os pobres invadiram o leito do mar com palafitas, sujeitando-se às mais insalubres condições sanitárias da capital baiana à medida que o sobe-desce da maré era um vetor de doenças.

Foi a esse povo rejeitado que Irmã Dulce se dirigiu entre os anos 1950 e 1980, quase que diariamente para levar mantimentos, remédios, tratar doentes, dar vacinas, batizar crianças e prover, com o pouco que tinha em mãos, tudo aquilo que o Estado lhes negava.

Neste período da vida da freira, esses mantimentos e remédios vinham tanto de doações de pessoas comuns quanto de entidades católicas internacionais.

A explosão da pobreza nas ruas de São Paulo após a pandemia, agravando uma situação de caos social que persiste há décadas na cidade mais rica do país, também aumentou a projeção de Júlio Lancelotti.

Assim como a freira baiana, o padre Júlio é um hábil mobilizador de doações de anônimos e famosos para a causa dos pobres a quem assiste.

No campo terreno, o grande milagre de Irmã Dulce foi atrair o interesse de poderosos da política e do empresariado – como Norberto Odebrecht (1920-2014), José Sarney e Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) – para a causa dos mais pobres. Foi graças à adesão deles à freira, e não o contrário, que Irmã Dulce ergueu a sua obra social.

Mas há diferenças importantes em como Irmã Dulce e padre Júlio entendem a pobreza com que lidam diariamente.

Nascida em 1914, poucas semanas antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial e morta em 1992, meses após o colapso da União Soviética, Irmã Dulce foi fruto da mentalidade predominante no catolicismo na maior parte do século 20.

A freira rejeitava a luta de classes e pregava uma conciliação. Irmã Dulce morreu acreditando que a existência de ricos e pobres era um desígnio divino e a equação da desigualdade seria resolvida após a morte.

A visão da igreja progressista nos dias atuais, a que se filia o padre Júlio, está muito distante da doutrina social do catolicismo da formação de Irmã Dulce. A começar porque o comunismo perdeu status de principal inimigo do catolicismo a partir do concílio Vaticano Segundo (1962-1965). Com o fim da Guerra Fria, o chamado “socialismo real” da União Soviética e seus satélites foi rebaixado à condição de entulho.

O vento que sopra na Santa Sé hoje reabilitou religiosos críticos de ditaduras de direita, que haviam sido escanteados ao longo do pontificado de João Paulo 2º (1978-2005).

O processo de canonização do bispo Óscar Romero (1917-1980), morto por pistoleiros a serviço da ditadura de El Salvador, ficou parado por décadas em função das intrigas que o ligavam à Teologia da Libertação – corrente a que o jesuíta nunca pertenceu.

O papa Francisco declarou-o santo em 2019, mesmo ano em que a baiana Irmã Dulce também foi canonizada. Isso mostra que a política de canonizações do Vaticano nem sempre pode ser enquadrada em conceitos enganosos de direita e esquerda.

Na tentativa de enroscar o padre na confusão política promovida pela Câmara de Vereadores, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, agiu rápido para debelar o oportunismo político.

Dom Odilo jamais foi acusado de ser comunista. Nem de insensato. Tem tamanho prestígio na Igreja que seu nome foi cotado para suceder tanto João Paulo 2º, em 2005, quanto Bento 16, em 2013.

Quando os agressores do padre Júlio Lancelotti em redes sociais também acusaram dom Odilo de querer abafar a “investigação” sobre o padre, o arcebispo repôs a bola no chão com o seu estilo lacônico:

“Não estou querendo ‘abafar’ coisa nenhuma. Querem fazer a CPI das ONGs? Pois façam!”, escreveu em rede social. E em seguida repisou o óbvio: por que investigar um padre que não recebe recursos públicos?

Em abril de 2021, quando foi perguntado sobre o trabalho social do padre Júlio em uma entrevista ao Roda Viva (TV Cultura), o arcebispo tratou de jogar água fria nos que gostariam de ver o sacerdote canonizado antes da hora. Segundo ele, o trabalho não é do padre Júlio, mas da arquidiocese.

Em janeiro de 2023, num contexto inteiramente diferente, usou a mesmíssima frase para proteger o padre dos ataques políticos: “O padre faz seu trabalho em nome da arquidiocese de São Paulo”.

PS: O colunista é autor da biografia “Irmã Dulce, a Santa dos Pobres” (ed. Planeta).

Padre Julio Lancellotti

Foto: Instagram, do link acima. 

– Diferenciando Política e Politicagem.

Conversando com um amigo, falávamos da necessidade de se fazer Política no Brasil.

Sim, Política com P maiúsculo, aquilo que faz bem ao próximo, desinteressadamente. É a chamada “arte de se relacionar”.

Infelizmente, hoje se pratica a “politicagem”, prática corrupta e que acaba com o país!

Portanto, diferenciei a Política da Politicagem, os bons (raros, é verdade) Políticos dos Politiqueiros.

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– Pitaco da Noite 1: Os movimentos sobre o acontecido há 1 ano em Brasília.

Nos posts anteriores, falamos sobre o erro do radicalismo de Esquerda e de Direita, e do ocorrido em 08.01/2023.

Porém, hoje, quantos políticos tentar tirar proveito positiva ou negativamente disso… que país lamentável!

– A lógica da Politicagem.

Quando se é situação, e o índice é bom, divulga-se aos quatro ventos e esconde-se os índices ruins.

Quando se é oposição, inverte-se.

Assim, o fanático apaixonado divulga o que interessa e segue o jogo.

Triste realidade.

– Szymon Marciniak, de Fluminense x Manchester City, e a Política.

Já falamos das qualidades de Marciniak, que apitará a decisão do Mundial de Clubes 2023, e sobre a repetição de escala da semifinal para a final (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/12/20/fluminense-x-manchester-city-com-repeticao-de-arbitro/)

Algo que ficou mal explicado sobre ele: seu recente envolvimento político com o Extremismo, onde foi estrela de um evento. Abordamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-N5G.

Fica a questão: estando na moda a preocupação de atividades profissionais com PEP (pessoas expostas politicamente), talvez o árbitro poderia evitar tais aparições

Cartaz promocional do Konfederancia, anunciando o árbitro como “estrela’ do evento “Everest”

– Político, mas Apartidário.

Sempre aprendi que a política é a arte de se relacionar. Entretanto, a má prática vira politicagem.

Neste mundo difícil, não devemos ser apolíticos. Podemos ser apartidários, mas não alienados. Gosto desse pensamento:

A política perfeita é um ato de amor ao próximo; não basta viver, é necessário conviver e participar.”

Santo Agostinho, Doutor da Igreja.

Perfeito.

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– Desde quando “Ministro Comunista no STF” é virtude?

O presidente Lula disse que está feliz por ter um Ministro Comunista no STF, se gabando pelo fato de ter conseguido emplacar Flávio Dino no Judiciário.

E se Bolsonaro falasse que estava feliz em ter um Ministro Capitalista? Ou se FHC se dissesse feliz por ter um Ministro Neoliberal? Ou se alguém ficasse feliz por um Ministro Anárquico?

Ministro tem que ser isento e demonstrar isenção. Não gostei disso.

Crédito da foto: Ricardo Stucker, em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/12/lula-exalta-dino-comunista-no-stf-e-diz-que-governo-de-38-pastas-tem-pouco-ministro.shtml

– A Rachadinha do Janones: um Flávio Bolsonaro da Esquerda?

O senador Flávio Bolsonaro foi acusado de rachadinha por muito tempo, uma costumeira e nefasta prática de políticos.

Agora, é a vez de André Janones passar pela mesma situação. Que se cobre, portanto, da mesma maneira!