– O Fim do “X,999”

O impacto psicológico de certos preços muitas vezes funciona na cabeça do consumidor. Mas como ilusão…

Um tênis que custa R$ 300,00, se anunciado por R$ 299,99, pode parecer mais barato. E se pagar em dinheiro, não verá o R$ 0,01 de troco.

São estratégias comerciais. Uma outra, com respaldo governamental, é a 3a casa do Real nos preços dos combustíveis. O litro do combustível não costuma ser anunciado por R$ 4,00, mas sim por R$ 3,999. Porém, aqui vai algo importante: permite-se o aumento das casas decimais monetárias por fins econômicos! O custo do combustível às vezes tem 5 ou 6 dígitos à direita do zero para o revendedor, impactando a economia, já que como o produto é vendido em grande quantidade, o acumulado das vendas faz relevante diferença. Uma carreta de gasolina pode variar em até R$ 100,00 a mais, por culpa desse milésimo.

Agora, uma novidade: o Governo, através de debates com a ANP (Agência Nacional de Petróleo) estuda proibir a subdivisão dos centavos, arredondando os valores.

Fatalmente, alguém vai perder e alguém vai ganhar dinheiro com isso…

– Clubes popularizando seus ídolos do passado!

Que ideia legal: as novas gerações não conhecem a fundo os ídolos do futebol que jogaram em seus clubes no passado. Pensando nisso, o São Paulo resolveu criar bonecos gigantes (com a ideia de vender as miniaturas) de jogadores icônicos transformados em mascote, assim como o mascote oficial.

Por exemplo, ao lado do oficial “Santo Paulo” está o “Diamantino”, o boneco que faz alusão ao Leônidas da Silva, inventor do gol de bicicleta e primeiro grande craque brasileiro em Copa do Mundo. Na época, Ademar de Barros (governador do estado e dono da Lacta, naquele período histórico) resolveu homenagear o atacante que tinha o apelido de Diamante Negro, e lançou o chocolate que existe até hoje!

E se o seu time do coração fosse escolher um ídolo para homenagear da mesma forma, qual seria?

– Cuidado ao comprar pela ilustração…

Não costumo comer no Habib’s, mas minha esposa queria comer algumas esfihas e fui ao restaurante.

Ao ver a propaganda de uma esfiha de calabresa com queijo cremily, fiquei com fome! Pedi uma e…

Compare a do anúncio da direita e a real, na esquerda. Logicamente uma fotografia tem diferença do produto, mas é pra tanto?

Abaixo:

– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Há 3 anos…

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

– A proibição da Gordura Trans e o prazo estabelecido.

A ANVISA irá proibir a produção de alimentos industrializados com gordura trans, alegando que são nocivos à saúde, trazendo doenças cardiovasculares. Existe um cronograma a ser implantando e que eliminará do cardápio tais produtos até 2023.

Vale refletir: a medida é boa pois visa consumo saudável de comida; ao mesmo tempo: se faz mal à população, por quê esperar um prazo longo para acabar com a gordura trans?

Ok, sei que a alegação é para que exista calendário hábil para as empresas se adaptarem. Mas que o prazo é muito extenso em se tratando de questão de saúde, ô se é!

– O Impressionante Império Polishop

O Empreendedor João Appolinário, dono da Rede Polishop, mostra como se tornar um bilionário com inovação, produtos inusitados e a dica promocional: persistência e convencimento na propaganda!

Extraído de IG empresas (clique aqui para a citação)

APPOLINÁRIO, DA POLISHOP, FATURA 1 BILHÃO COM PRODUTOS NÃO CONVENCIONAIS

Empresário se desfez de concessionária do pai para vender o “7 Day Diet”, em 1999. Agora, vai abrir megalojas, quatro vezes maiores que as atuais

Por Cláudia Facchini

João Appolinário, que fundou a Polishop há onze anos, diz que, se precisar comprar uma simples mesa para sua cozinha, terá de ir a uma loja da Casas Bahia, e que as pessoas às vezes lhe perguntam se possui todos os produtos que vende. “Seria impossível ter tudo em minha casa”, afirma.

O empresário faz sucesso com um conceito que foge do tradicional. Appolinário não revela quanto fatura, mas estima-se que o seu grupo já venda mais de R$ 1 bilhão, número não confirmado por ele.

Na Polishop, o consumidor encontra aquele tipo de produto que nunca soube que precisava – embora tenha vivido sem ele até hoje em muitos casos. E não são artigos vistos facilmente em qualquer lugar, como na Casas Bahia.

A Polishop não vende uma escada, mas uma escada dobrável, que pode ser configurada de 14 diferentes formas e que cabe no armário da lavanderia. Ela não vende uma poltrona, mas uma poltrona que faz massagem e pode custar R$ 6 mil.

“Os produtos precisam ser inovadores”, afirma Appolinário, que já chegou até mesmo à Argentina, onde a Polishop vende pela internet e pela TV. O grupo também exporta produtos para 40 países.

Mas nem todas as inovações dão certo, admite Appolinário. O empresário conta que possui em casa uma máquina de fazer pizza, mas que esse produto não está à venda na Polishop. “Achei que seria um grande sucesso. Eu mesmo adoro. Mas acabei desistindo de vender”. Ele não sabe bem por que a máquina não agradou, mas supõe que as mulheres não queiram correr o risco de ter de fazer pizza em casa e perder a esperada oportunidade que de ir ao restaurante.

Megalojas experimentais

A Polishop possui, além de seu site, 140 lojas em shopping centers, vende pela TV e por catálogo. Até o fim do ano, a rede chegará a 150 filiais e, se inventarem algum novo canal de venda, a Polishop estará lá. “Ser multicanal está no DNA da empresa”, diz Appolinário, que, começou, em 1999, aos 36 anos de idade, vendendo pela TV. A primeira loja física da Polishop foi aberta em 2003.

Na verdade, o empresário colocou o seu primeiro pé no varejo ao vender pela TV e por catálogo o “7 Day Diet” (dieta de sete dias), divulgada na época pelo piloto Emerson Fittipaldi.

O pai de Appolinário foi dono de uma concessionária Ford em São Caetano do Sul, onde Samuel Klein também fundou a Casas Bahia. Em 1998, após voltar da Flórida, nos Estados Unidos, e assumir a concessionária, Appolinário decidiu vender a empresa e partir para novos negócios, numa época em que o comércio eletrônico dava seus primeiros passos e a internet começava a revolucionar os hábitos de consumo no mundo.

Agora, a nova investida de Appolinário são megalojas experimentais, de aproximadamente 1 mil metros quadrados de área de vendas. Nessas lojas, os clientes poderão ver os produtos em funcionamento e manuseá-los, como uma máquina de lavar ou uma chapinha para cabelo, por exemplo. “Ali, não terá um aviso de que é proibido tocar nos produtos. Pelo contrário, vamos dizer: sente-se, experimente, mexa”, diz Appolinário, que irá abrir a primeira unidade nesse conceito no começo de 2012. O objetivo é chegar a 10 unidades nos próximos meses.

Atualmente, as lojas da rede possuem uma área bem menor, entre 200 e 250 metros quadrados. Se somadas todas as filiais, a Polishop possui hoje cerca de 25 mil metros quadrados de área de vendas. Para 2012, a previsão é agregar outros 12 mil ou 15 mil metros quadrados. “Deste total, 6 mil já estão contratados”, diz Appolinário.

Campeã de vendas

Para algumas marcas, como o “juicer”, processador de alimentos da Philips Walita, a Polishop já se transformou em um dos maiores revendedores.

Um dos seus produtos mais emblemáticos é o grill elétrico George Foreman, que foi lançado pela rede em 2005 e que, na época, foi visto com ceticismo pelos concorrentes. “Hoje, o grill é uma categoria importante, mas, antes, as pessoas acreditavam que, no Brasil, ninguém iria se interessar por um grill elétrico”, afirma Appolinário.

Entre os carros-chefes da Polishop também estão os aparelhos de ginástica, categoria em que a varejistas já se transformou em dos maiores revendedores do País. São aparelhos que prometem resultados incríveis, como o Energy Turbo Charger , que estimula “todos os músculos do seu corpo sem sair do lugar”.

As propagandas persuasivas são a alma do negócio da Polishop. Appolinário, enquanto fala ao iG,  caminha pelos estúdios onde os comerciais são gravados na nova sede da empresa, na zona Sul cidade de São Paulo. Tudo é produzido em casa, do cenário e roteiro à gravação.

– Descentralize o poder!

Gostei deste banner sobre dicas para “delegar tarefas”, algo muito difícil quando a centralização do poder e das tomadas de decisões estão arraigadas culturalmente.

Vale a atenta observação. Abaixo: 

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Extraído do Facebook de Jamila Nascimento: https://www.facebook.com/104394481337325/posts/133033168473456/

– Inusitado Esportista Fumante?

Coisas incompatíveis hoje: o mito Di Stefano fazendo propaganda do cigarro “Caravanas”, atribuindo seu dom futebolístico ao fato de ser fumante da marca!

Curiosidade de outrora… veja o anúncio:

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O emprego mais difícil do Brasil: Diretor de Marketing do Carrefour Brasil!

Tempos atrás tivemos o episódio lamentável da morte de um cachorro por funcionário do Carrefour. Agora, algo incomparavelmente pior: o assassinato brutal por espancamento de uma pessoa (o negro João Alberto), ocasionado por seguranças do mercado, às vésperas do dia da Consciência Negra.

Como recuperar a imagem de uma empresa como essa?

Os executivos do grupo, certamente, estão de cabelos em pé. E os familiares da vítima, evidentemente, inconsoláveis.

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– A Som Livre está a venda.

A Som Livre é a grande gravadora brasileira, e pertence ao Grupo Globo. Na era dos LPs, K7s e CDs, era quase que imbatível. Mas como os tempos mudam… a mídia (e a empresa) deve mudar também.

Quem quer comprar uma gravadora?

Abaixo, extraído de: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/11/18/globo-inicia-estudos-para-vender-a-gravadora-som-livre-sembarreira.ghtml

GLOBO INICIA ESTUDOS PARA VENDER A GRAVADORA SOM LIVRE

A Globo deu início a estudos para a venda da gravadora Som Livre.

A gravadora é a terceira maior do país pelo critério de receita, atrás apenas de Sony e Universal e à frente da Warner Music, segundo apurou o Valor.

A decisão de vender a Som Livre é parte do processo de transformação da companhia, baseado no modelo D2C (sigla em inglês de “direto para o consumidor), no qual uma empresa controla todas as fases dos processos de produção e distribuição.

Em nota, a Globo informou que vem fazendo uma análise detalhada do valor estratégico de seus ativos, com foco nos negócios que mais atendem à sua estratégia principal.

“A música continua muito importante no portfólio da Globo, mas acreditamos que é um bom momento para sairmos do negócio tradicional de gravadora e nos concentrarmos na estratégia D2C”, diz Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo, frisando que a gravadora é um negócio “sólido e rentável.”

Fundada em 1969, a Som Livre tinha o objetivo principal de pôr à disposição do público as trilhas sonoras das novelas e minisséries da Rede Globo. Nas suas primeiras décadas de existência, apesar do lançamento de artistas individuais, o grosso do negócio da gravadora foi baseado em trilhas sonoras e compilações.

Com a entrada em cena da música digital via internet, no início dos anos 2000, primeiro por meio de downloads e mais à frente com o streaming, a empresa percebeu que essa linha de negócios não era sustentável, lembra Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre.

Há dez anos, a Som Livre fez uma mudança em seu modelo de negócios, migrando seus investimentos para a gestão de talentos. Passou, também, a atuar em diversas plataformas.

“Com esse entendimento de que compilação não seria mais um negócio sustentável, a gente precisou entrar num negócio de realmente contratar artistas, desenvolver artistas e trabalhar diretamente com o elenco, o talento. E a nossa aposta foi essa: de gerir conteúdo, ter propriedade de conteúdo”, explica Soares.

“O Brasil é um mercado onde a música local representa quase 70% do consumo total. A Som Livre, com foco integral na música brasileira, cresceu por mais de dez anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado”, acrescenta o diretor-geral da Som Livre.

A gravadora revelou talentos como Djavan, Rita Lee e Novos Baianos e conta hoje com um elenco ativo de cerca de 80 artistas.

Cantores sertanejos estão descontentes com gravadora da Globo

Imagem extraída da Web.

– Economia em Pequenas Coisas para Lucros Maiores

Veja que conta interessante (antiga, mas atual): segundo a Revista Veja (Ed 28/07/2010, pg 98), 1 quilo a menos transportado por um avião faz com exista uma economia de 11.500 galões de combustíveis por ano, ou US$ 23,000.00. Numa empresa com 100 aviões, isso representa 2,3 milhões de dólares.

Conta rápida: um forno de avião pesa cerca de 100 quilos. Assim, apenas no equipamento de uma única aeronave, uma empresa economiza 2 milhões. Se tiver 100 aviões, deixa-se de gastar US$ 200,000,000.00.

Dá para entender por que não se serve mais comida quente mas lanche frio em avião?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Despertar a Criatividade por Conviver com Gente Diferente!

Compartilho sensacional texto de Howard Schultz – o presidente da Starbucks– sobre Inovação e Criatividade. Ele defende que conversemos com pessoas que não tenha nada a ver com a gente para aprender com as diferenças e inovar. Concordo!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270128-16284,00-UM+GOLE+DO+DESCONHECIDO.html

UM GOLE DO DESCONHECIDO

Que tal explorar novos segmentos, mudar o hábito de leitura ou conversar com gente que nada tem a ver com você? Isso pode fazer um grande bem ao seu negócio

Inspiração e ideias novas podem vir dos lugares mais inesperados. O segredo está na curiosidade de explorar o desconhecido. Muita gente esquece disso. Prefere fincar o pé no que já conhece porque se sente mais segura. Acontece que esse apego ao que é mais cômodo costuma ser perigoso para os negócios, principalmente porque aquilo que hoje funciona pode, facilmente, não funcionar mais amanhã. Há sempre algo a aprender, sobretudo numa época em que o comportamento do consumidor muda com a velocidade da luz, estimulado, em parte, pelas tecnologias em constante desenvolvimento.

Exatamente por isso entrei recentemente para a diretoria do Groupon, o site de compras coletivas. Aos 58 anos, acho que posso absorver muita coisa de uma geração mais jovem de empreendedores de internet, principalmente no que diz respeito às mudanças avassaladoras nos hábitos do consumidor.

Não é fácil sair de um segmento que você domina. É preciso se expor e estar disposto a admitir que existem coisas que você não sabe. Há algumas maneiras bem tranquilas de fazer isso. Ler artigos sobre empresas – ou biografias – que não fazem a sua cabeça é um bom exercício. Num jantar ou reunião, sente-se perto de um desconhecido e comece a conversar. Procure ouvir mais do que falar. Preste atenção nas ruas por onde você passa todos os dias e, ao viajar, não fique dentro do hotel. Saia. Mas, principalmente, esteja aberto ao inesperado.

Sempre procuro fazer esse tipo de coisa. Hoje, quando visito alguma cidade do mundo, deixo livre parte da minha agenda para conhecer os estabelecimentos que servem café, mas também as lojas de segmentos completamente diferentes.

Faz alguns anos, visitei uma lojinha despretensiosa em uma das ruas mais badaladas de Milão. A Coltelleria G.Lorenzi tinha um estoque espetacular de facas, navalhas e talheres artesanais. Na hora em que entrei, percebi que não era uma loja qualquer. Lembrava um museu. Um mostruário solene com iluminação suave exibia tesouras de todos os tipos, grande parte delas feita de aço forjado.

Milhares de itens dispostos meticulosamente atrás de uma lâmina de vidro chamaram minha atenção. Seria impossível a alguém que entrasse ali não perceber a paixão do proprietário por aqueles itens e seu desejo de compartilhá-los. A loja havia transformado ferramentas práticas de corte em obras de arte. Visitá-la foi uma experiência emocional semelhante à que se tem no teatro.

Eu precisava conhecer o homem por trás daquela façanha sutil. Um amigo me informou que a loja pertencia ao senhor Aldo Lorenzi. Demorou um pouco para que eu conseguisse marcar um encontro. Por fim, o sr. Lorenzi concordou em me receber. Quando voltei à loja (acompanhado de um amigo italiano que me serviu de intérprete), um senhor alto e elegante, de terno e gravata impecáveis, nos cumprimentou e, silenciosamente, nos conduziu ao escritório do dono. Agradeci ao sr. Lorenzi aqueles momentos que ele havia me concedido do seu tempo. Ele nunca tinha ouvido falar da Starbucks, e não era minha intenção tocar no assunto. Estava ali para ouvir a sua história. Os minutos transformaram-se em horas à medida que o senhor Lorenzi contava, com toda a humildade, a história da sua família, da sua arte, do comércio que o pai havia fundado em 1929, e o que significava para ele ser comerciante. Eu anotava tudo numa caderneta.

No final da visita, ele me deu um livro de capa cinza em que narrava a história da loja e sua filosofia de trabalho. Comecei a lê-lo no voo de volta para os Estados Unidos e fiquei encantado. Não parecia um livro de negócios, mas o diário de um amigo.

Em quase todos os capítulos, assim como durante o tempo em que conversamos, havia algo a aprender: um pensamento inspirador, uma lição que me levava a reconsiderar meus pressupostos pessoais, ou até mesmo a repensar como a Starbucks poderia continuar a melhorar. O mais importante de tudo, porém, foi que a paixão de Aldo Lorenzi ajudou a reacender em mim a chama da empolgação pelo meu trabalho.

A parte principal dessa história não foi o que o senhor Lorenzi me ensinou. O mais importante foi que eu estava aberto para ouvir o que ele tinha a dizer. Mentores não deveriam ser apenas pessoas iguais a você – ou indivíduos a quem você deseja imitar. Pode-se aprender muita coisa com gente de outras áreas, bem como com pessoas de culturas e gerações diferentes. Antes, porém, você precisa convidá-las a fazer parte da sua vida.

Aldo Lorenzi é dono de uma loja. A Starbucks tem milhares de lojas. Ele se especializou em instrumentos cortantes. Eu entendo de café. Somos de épocas diferentes e não falamos o mesmo idioma. Contudo, ele tinha um monte de coisas a me ensinar. Sempre há algo a aprender, desde que estejamos dispostos a ouvir.

Howard Schultz é fundador, presidente e executivo-chefe da Starbucks. Ele é autor do livro Onward: How Starbucks Fought For Its Life Without Losing Its Soul (Na tradução brasileira, Dedique-se de Coração – Starbucks Coffee)

Imagem extraída do link acima.

– Vender ou não vender?

Kaio Jorge, atleta de 18 anos e jogador da Seleção Brasileira Sub 20, é mais um dos “Meninos da Vila”. O Santos FC recebeu uma proposta de 20 milhões de euros para vender a um grupo de empresários italianos que o repassaria para um clube europeu (segundo o jornalista Flávio Prado durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan).

Aí você fica imaginando: Thiago Luís, Jean Chera, Sérgio Mota, Ademilson, Lulinha… um dia chamados de “craques”, ou pior: “novo Messi”, “substituto de Raí” ou outros tantos adjetivos. 

Quando seus clubes receberam ofertas valiosas, passaram pelo mesmo dilema que passa o Peixe: vender ou não?

Se vender muito barato, pode se arrepender pois valoriza-se mais à frente caso o atleta vingue. Se não vender, pode ter perdido milhões numa oferta que não se repetirá.

Como não existe fórmula mágica (e nem científica) para saber se um jogador fará sucesso no futuro, fica a cargo dos cartolas decidirem o futuro dos mesmos tentando tirar o melhor proveito para suas agremiações.

Lembrando: quando mais vulneráveis financeiramente, mais os clubes endividados se tornam reféns das ofertas (mesmo que não sejam as ideais).

– 8 anos sem o JT…

Já faz 8 anos que acabou o JT!

Que saudade do Jornal da Tarde… Criativo, prático e direto! Nenhum conseguiu o substituir…

– Globalizar ou Não?

Lembram-se que protestávamos, num determinado período, contra tudo? Na época em que George W Bush propôs a criação da ALCA, supostos protestantes promoveram grande vandalismo na Avenida Paulista.

Compartilho um texto brilhante sobre a inteligência daqueles que são contra ou se recusam a discutir a Globalização e acordos mundiais (na visão de um cidadão italiano global). Aliás, redescuti-se o Brexit novamente…

Extraído de MARANESI, Ezio. in AFFARI, Revista da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, nº 90, pg 06-07.

GLOBALIZAR OU NÃO?

Globalização não é um palavrão. É um fato indiscutível, inevitável, como a alternância entre o dia e a noite… “quem pode parar o rio que corre para o mar?”, balbuciava Gigliola Cinquentti em uma famosa canção dos anos 60. Quem pode parar a globalização, um processo tão antigo quanto o mundo, movido pelo instinto, pela curiosidade, pelo egoísmo e pela fraqueza humana? Os gregos, os romanos, os árabes e muitos outros povos globalizaram os seus costumes no âmbito dos seus domínios; o tomate, a batata, e mais recentemente o kiwi e mil outros produtos da terra e da indústria provenientes de outros territórios invadiram o mundo. Por que é motivo de revolta a difusão mundial do Big Mac?

Até a pouco tempo, o processo, ainda que perenemente em atividade, não era percebido, e não havia a consciência de sua dimensão e suas conseqüências. Nos nossos dias, a velocidade dos transportes e das comunicações fez explodir o problema, com suas conseqüências benéficas ou maléficas. O novo medicamento que cura doenças antes incuráveis é distribuído em poucos meses nos 5 continentes, a última bolsa de Prada é exposta simultaneamente nas lojas das cidades mais ricas do mundo, a afta epizoótica expande-se rapidamente de um país a outro. Contra a globalização todos protestam, de modo mais ou menos incisivo de acordo com o credo político e o nível cultural. Protesta o filósofo nos debates culturais e protesta o energúmeno nas ruas de Seattle, de Nice, de Roma, e de modo mais amador, na Avenida Paulista. O protesto é confuso: inclui de fato a política econômica dos governos, o neo-liberalismo (outra palavra blasfema), os produtos modificados biologicamente, a poluição, etc.. São talvez causas santas mas, em geral, oportunamente instrumentalizadas. Não se protesta infelizmente contra a ignorância e o egoísmo que tornam possíveis os vários abusos que a globalização comporta.

Estamos nos contradizendo: nós que protestamos, desejamos ser globalizados! Depois da guerra, os italianos, individualistas como são, sonhavam em “fazer a América”. Nos anos 70 e 80, na Albânia, país hermeticamente fechado, seus habitantes sonhavam em ter um carro. Os chineses, no seu uniforme cinza e triste, sonhavam com os coloridos vestidos ocidentais. Hoje são todos, alguns mais, outros menos globalizados. Só os povos que morrem de fome ou de aids, que silenciosamente pedem para fazer parte da aldeia globalizada, não podem entrar. Eles de fato não podem pagar. Há uma outra exceção: o Taliban, mas esta é uma outra estória.

Protestamos portanto, se achamos que seja justo protestar, mas sem quebrar vidraças. Vamos nos sentir livres para escolher o fettuccine caseiro se detestamos o hambúrguer, recusemos alimentos geneticamente modificados se pensamos que sejam perigosos. Este tipo de liberdade não está ao alcance de todos: cansa e exige cultura. É muito mais cômodo e fácil deixar-se conduzir pelas estratégias da psicologia das massas, que conhecem a fundo as nossas fraquezas e nos dizem que gostamos e o que devemos fazer. Desse modo, nos sentimos livres para comprar tudo o que não nos serve.

O problema, aqui banalizado, é na realidade muito mais sério, e sob alguns aspectos dramático. Já que a natureza humana é o que é, e todas as religiões do mundo poderão só aplacar os seus aspectos menos nobres, a globalização seguirá o seu inexorável curso, glorioso sob certos aspectos, perverso sob outros. Se o mundo, tão diferente, tão belo e interessante, tende a tornar-se uniforme, plano, chato e triste, se os modelos de comportamento dominantes tendem a ser universalmente adotados, o único modo para manter a nossa identidade cultural é nos ligar aos nossos valores e adotar a nossa pequena “aldeia” cujos habitantes tenham afinidades autênticas e não formais. Esta aldeia deve ser defendida de todos aqueles que gostariam de vê-la igual a todas as outras aldeias da terra.

Neste nosso pequeno mundo, haverá sempre espaço para uma torre de Pisa que ninguém determinará que deve ser endireitada, sustentando que qualquer desvio da norma é conceitualmente perigoso. Haverá lugar para todas as manifestações culturais. Se os povos e tribos da Terra mão conseguem manter a sua identidade cultural, tudo será globalizado: alimentos, vestimentas, gostos e pensamentos. Sob o escuro estelar americano, espiados pelas câmeras e por outros “Big Brothers” que controlarão os nossos comportamentos, nos nutriremos tristemente com o único queijinho insosso mas asséptico que a indústria produzirá para todos. Até mesmo Orwell, um genial profeta terrorista, empalideceria perante essa perspectiva.

Nós italianos talvez soframos menos que os outros: no fundo o espaguete é nosso. Desde que supere o miojo.

– O Consumismo como Doença

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!

Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.

Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!

Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11

CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA

O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo

Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.

A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.

Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.

A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.

Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.

O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.

É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”

– Cias aéreas brasileiras têm 6 bilhões de reais em prejuízo nos últimos 3 meses.

A crise econômica causada pelo Coronavírus atingiu demais as Cias Aéreas. As brasileiras, por exemplo, perderam mais de 15 bilhões no último semestre!

Vejam outros números assustadores, extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/23/anac-dados-aereas.htm

AZUL, GOL E LATAM TÊM PREJUÍZO de R$ 6,2 BI  NO TRIMESTRE

As três principais empresas aéreas brasileiras — Azul, Gol, Latam — tiveram juntas um prejuízo de R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre. O resultado corresponde a uma variação negativa de 399,6%, na comparação com lucro líquido de R$ 191,8 milhões registrado no mesmo período de 2019.

Esse foi o pior resultado obtido em um trimestre pelas empresas aéreas em toda a série histórica, iniciada em 2015. Os dados foram divulgados hoje pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) com base nas demonstrações contábeis informadas pelas empresas.

Nos seis primeiros meses do ano, juntas, as companhias aéreas brasileiras acumulam prejuízo total de R$ 15,7 bilhões, o equivalente a uma margem líquida negativa de 129,6%, ante prejuízo líquido de R$ 107,2 milhões registrado no mesmo período de 2019.

A pandemia do coronavírus foi a principal causa para as perdas no setor de aviação. No segundo trimestre deste ano, houve redução de 90% na demanda por transporte aéreo (RPK), de 88% na oferta de transporte aéreo (ASK) e de 91% na quantidade de passageiros pagos transportados, na comparação com mesmo período de 2019.

Crise provoca mudanças nos custos e receitas das empresas

A retração do setor aéreo provocou mudança na composição das receitas e dos custos das empresas. A venda de passagens aéreas passou de 86,3% das receitas no segundo trimestre do ano passado para 51,8% no mesmo período deste ano.

As receitas de carga e mala postal também apresentaram redução no mesmo período apurado, de 33,3%. Entretanto, a representatividade das receitas obtidas por esses serviços passou de 4,7%, em 2019, para 27% este ano.

Em relação aos custos operacionais, com a redução de voos, houve uma queda expressiva da representatividade do combustível e de pessoal.

Esses indicadores representaram 5,4% e 6,7%, respectivamente, dos custos e despesas dos serviços aéreos públicos, o que corresponde à redução de 90,6% e 78,5% em relação ao mesmo período de 2019. No segundo trimestre do ano passado, esses custos representaram 29,6% e 16,1%, respectivamente.

– O que as Mulheres Desejam nas Empresas?

Veja que interessante: a Revista Época Negócios trouxe uma matéria sobre quais benefícios as mulheres desejam nas empresas.

E você, mulher, concorda com a pesquisa abaixo? Deixe sua opinião:

A EMPRESA FEMININA

Pesquisa realizada pela consultoria Sophia Mind aponta os benefícios mais valorizados pelas mulheres

Por Sílvia Balieiro

Em seu primeiro emprego num grande banco, Regina Nunes, hoje presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, enxergou uma oportunidade para ser promovida. “Queria ir para uma área, mas o banco me mandou para outra”, diz Regina, que optou por deixar a instituição. “Tinha carinho pela empresa, mas não havia oportunidades”, afirma. A experiência de Regina está longe de ser um caso isolado. Uma pesquisa realizada pela consultoria Sophia Mind, e divulgada com exclusividade por Época NEGÓCIOS, mostra quais são os benefícios mais valorizados pelas mulheres. Foram entrevistadas 465 profissionais com idade entre 25 e 50 anos, de empresas privadas e públicas. As entrevistadas avaliaram 57 benefícios, classificando-os de acordo com sua satisfação ou aspiração.
O que as mulheres mais valorizam? Em primeiro lugar aparece o aconselhamento de carreira, citado por 63%; em segundo, plano de cargos e salários, importante para 59% das entrevistadas. “Isso mostra que hoje a vida profissional está totalmente ligada à realização pessoal”, diz Andiara Petterle, CEO do Bolsa de Mulher, grupo do qual faz parte a Sophia Mind.
O levantamento aponta ainda um desencontro entre o que as mulheres gostariam e o que as empresas oferecem, como horário flexível, por exemplo, desejado por 86%, mas oferecido por 37% das empresas. Cláudia Pagnano, vice-presidente de mercado da companhia aérea Gol, está entre as mulheres que valorizam o horário flexível oferecido pela empresa. Com dois filhos e dois enteados, Cláudia pode acompanhar mais de perto a vida das crianças. “Isso não interfere na produtividade. Além disso, a empresa sabe que estou à disposição sempre que precisar”, diz.
A pesquisa perguntou ainda em quais empresas as entrevistadas gostariam de trabalhar. As três mais citadas: Petrobras, Google e Natura. Por quê? “A Petrobras, além da estabilidade, oferece um plano de carreira aos funcionários. O Google é uma empresa moderna e meritocrática. Já a Natura é reconhecida como uma empresa responsável. Todas essas características são desejadas pelas mulheres”, diz Andiara.
A nota final média dada pelas mulheres aos benefícios que suas empresas oferecem foi 5,3, numa escala de 0 a 10. “A pesquisa mostra que as empresas precisam ser ainda mais sensíveis às necessidades da mulher”, afirma Andiara. Apenas 7% deram notas 9 ou 10.

O que a empresa já oferece

1. Clima de camaradagem : 69%

2. Informalidade nos trajes : 51%

3. Avaliação de desempenho : 50%

4. Treinamentos internos : 50%

5. Festas de confraternização : 9%

O que elas gostariam de ter :

1. Salário compatível com o mercado : 98%

2. Plano de carreira definido : 93%

3. Bolsa para pós-graduação : 93%

4. Cursos de idioma : 93%

5. Salário maior que o mercado : 92%

O que as mantém na empresa :

1. Aconselhamento de carreira : 63%

2. Plano definido de cargos e salários : 59%

3. Sala de aleitamento para mães : 54%

4. Salário maior que o do mercado : 53%

5. Oportunidade de carreira no exterior : 52%

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O Carro Elétrico está se tornando uma realidade cada vez mais próxima!

Sabia que as montadoras de veículos “tradicionais” do mundo estão cada vez mais investindo pesado na produção de carros híbridos e/ou elétricos?

O motivo é o pesado investimento dos chineses, com apoio do Governo local e muita inovação.

Extraído da Folha de São Paulo, pg A16, reproduzido do New York Times

VISÃO CHINESA DITA O RITMO DO CARRO ELÉTRICO NO MUNDO

Montadoras aceleram esforços em carros elétricos após aposta da China

Existe um motivo forte para que as montadoras de automóveis de todo o planeta estejam acelerando seus esforços de desenvolvimento de veículos elétricos: a China.

Em um projeto que envolve vastas somas de dinheiro do governo e a visão de que dominará a nova geração de tecnologias, a China se tornou a maior defensora mundial dos carros elétricos.

Esse movimento está forçando as montadoras de automóveis, de Detroit (EUA) a Yokohama (Japão) e de Seul (Coreia do Sul) a Stuttgart (Alemanha), a acelerarem seu ritmo de transformação, sob o risco de serem deixadas para trás no maior mercado mundial de automóveis.

Pequim já determinou que 20% dos carros em circulação na China em 2025 deverão ser acionados por combustíveis alternativos.

No mês passado, o país divulgou novas regras que determinam que as montadoras internacionais ofereçam mais veículos acionados por energia alternativa no mercado local, se quiserem continuar a vender carros convencionais.

Um representante do governo chinês disse recentemente que o gigante asiático terminaria por proibir a venda de carros zero com motores de combustão interna.

“Estamos em uma encruzilhada no desenvolvimento da indústria automobilística nesse país, tendo em mente a escala mundial”, afirmou Jürgen Stackmann, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen, em visita a Xangai (China).

A China já é a maior fabricante e vendedora de carros elétricos do planeta. Os compradores chineses estão a caminho de adquirir quase 300 mil deles neste ano, três vezes o número que deve ser vendido nos EUA e mais que o total de todo o resto do planeta combinado.

GM e Ford anunciaram planos para acrescentar um total de 33 modelos elétricos às suas linhas. GM e Volkswagen também estão transferindo boa parte de sua pesquisa, desenvolvimento e produção de carros elétricos para a China.

O país também está adotando uma política agressiva para recrutar alguns dos engenheiros eletricistas mais talentosos do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

Tudo isso em um momento em que os carros elétricos finalmente estão ficando mais competitivos em desempenho e custo em relação aos movidos a gasolina e diesel.

Em ruas de cidades como Pequim, Xangai e Shenzen, esse tipo de veículo é cada vez mais comum, já que o carro elétrico faz bastante sentido em locais com grande população (e congestionamento) e em que as pessoas têm de percorrer curtas distâncias.

– Seleção Esquecida… perdemos o interesse dela. E a culpa é de quem?

Eu não me lembrava que a Seleção Brasileira jogaria nesta 6a feira. Demorei para recordar que será pelas Eliminatórias da Copa do Catar, contra a Bolívia. Como pode?

O pior é: pode sim…

Quando criança, relembro que as emissoras transmitiam ao vivo toda convocação. Em jogos amistosos, o país quase parava! Mas hoje, o Escrete Canarinho perdeu o carisma. Tem “jeitão” de time privado, com mistura de antipatia e distanciamento popular.

Sinal dos novos tempos?

Será que nós temos tantas outras preocupações e lazeres na vida, e por isso deixou de ser atração, ou a própria Seleção ficou presa em seus propósitos comerciais e se afastou?

O certo é: nesses tempos modernos, com quase ¼ do planeta jogando o Mundial de 22, não serão as Eliminatórias que deixarão o Brasil fora de uma Copa pela primeira vez.

– A Ciência em vender… Chicletes!

Administradores devem ter embasamento científico, feeling e prática do ofício, certo?

Ok, Isso serve para tudo. Até mesmo para vender um simples… Chiclete!

Compartilho ótimo texto da Época Negócios (clique aqui para a citação) sobre a Cadburry, maior fabricante de guloseimas do mundo (do Bubbaloo, Halls e Trident).

A CIÊNCIA DE VENDER CHICLETES

Por Marcos Todeschini

Há um clima de seriedade no ar. Ele contrasta com a sala descontraída, decorada com sofás brancos, pufes coloridos e balões pendurados na parede, nas cores azul, amarelo e verde. Qualquer semelhança com a bandeira do Brasil não é mera coincidência – é demarcação de território. A sala pertence à filial brasileira da maior fabricante de chicletes e confeitos do mundo, a britânica Cadbury. Uma gigante de R$ 28 bilhões, é dona de marcas como Bubbaloo, Trident, Halls e Chiclets, que virou sinônimo de goma de mascar. A operação no Brasil é uma das mais bem-sucedidas das 35 filiais mundo afora. E é no interior de salas festivas e coloridas que surgem muitas das ideias que serão implementadas pela empresa por aqui e lá fora. Numa delas estão reunidas 16 pessoas cuja opinião é crucial para a definição dos negócios para o próximo ano, como sabores a serem lançados, estratégias para vencer a concorrência e até o website que será colocado no ar durante a Copa do Mundo de 2010.

Numa das paredes, uma funcionária mostra um projeto de site, depois outro e mais outro. Todas são convidados a opinar. Uma diz: “Acho que vocês abusaram das cores quentes”. Outra desdenha: “Você percebe de longe que este desenho é computadorizado”. Uma terceira é enfática: “A primeira versão está poluída de informações”.

Cores quentes, desenho computadorizado, poluição de informações. As respostas mostram que aquela turma sabe do que está falando. Mas o que chama a atenção é o fato de ninguém daquele grupo de “especialistas” ter mais de 14 anos de idade. São crianças selecionadas em escolas particulares de São Paulo para fazer parte da Galera Bubbaloo. Elas se reúnem uma vez a cada dois meses em encontros que duram uma tarde inteira, orientados por profissionais e psicólogos que, prancheta em punho, anotam tudo o que dizem. Os selecionados têm um perfil específico: são bons alunos, têm influência entre os amigos, estão altamente conectados – e, claro, estão sempre com um chiclete na boca. Por causa disso, seus palpites valem ouro. O grupo ajuda a Cadbury a saber quais novidades podem dar certo e no que apostar. Serve ainda como termômetro para apontar as gírias, as tendências e os assuntos mais falados entre garotos e garotas na faixa de 12 a 14 anos. “O objetivo maior é fazer com que nossos consumidores sejam também nossos fãs”, diz Oswaldo Nardinelli, presidente da Cadbury no Brasil.

Quando quer conhecer melhor o consumidor e antecipar as próximas tendências, a maior parte das empresas parte para duas frentes. De um lado, encomendam pesquisas quantitativas, que submetem um grande número de entrevistados a perguntas objetivas. De outro, apostam nos levantamentos qualitativos, que geralmente acontecem em uma sala espelhada. Atrás do vidro, diretores e gerentes veem como o consumidor interage com o produto. A Cadbury deu um passo adiante nesse processo. Além das pesquisas convencionais, a área recorre também a “grupos de imersão”, dos quais faz parte a Galera Bubbaloo. Neles, as pessoas interagem num ambiente mais próximo da vida real, algo difícil de obter em um laboratório com paredes espelhadas. No lugar de reunir estranhos durante algumas horas, os escolhidos se encontram com regularidade, formando uma turma de amigos. “Eles são nossos olhos e ouvidos dentro de sua faixa etária. Os encontros nos ajudam a ter um entendimento profundo do público-alvo”, diz Alberto Kok, responsável pelo Consumer & Business Insights, departamento em que são feitas as pesquisas de imersão para a América do Sul.

O Consumer & Business Insights está subordinado à diretoria de marketing da Cadbury e existe em todas as filiais da empresa no mundo. Há liberdade total para trabalhar e tudo o que é realizado em um país está acessível aos demais. A equipe brasileira desenvolveu a metodologia para as pesquisas de imersão. Deu tão certo que no ano que vem ela deverá se estender a outros três países. A tarefa de Kok e dos três integrantes de sua equipe é bem clara: fazer um raio X dos consumidores e gerir novas ideias.

Uma área como o Consumer & Business Insights tem papel-chave para imprimir dinamismo ao processo de inovação, fundamental em empresas como a Cadbury, em que 20% do faturamento anual provém de produtos lançados no ano. Como os encontros ocorrem a cada dois meses, é possível testar e colocar à prova quaisquer novas ideias de maneira muito rápida. E também ter uma resposta imediata sobre o que acontece no mundo de seus consumidores. “Eles nos chamam no MSN até para contar coisas bem pessoais, como o primeiro beijo”, diz Ana Amélia De Cesaro, da Play, consultoria de pesquisa contratada para dar apoio à área.

As ideias surgidas nessas conversas têm sido fundamentais para o sucesso de uma companhia gerida por gente grande, pensada por gente grande, mas cujo desempenho depende do público infanto-juvenil. É possível, assim, planejar estratégias de curto, médio e longo prazos com segurança. “Já sabemos hoje os novos formatos de gomas de mascar que lançaremos em 2012”, diz Nardinelli. O mais recente lançamento da linha Trident, por exemplo, é resultado de conversas desse tipo, mas com pessoas de outra faixa etária. O Trident Global Connections, uma caixinha preta estilosa contendo 14 gomas de mascar, surgiu quando a Cadbury percebeu a demanda por um formato de embalagem mais sofisticado, que permitisse oferecer a goma de mascar aos amigos na balada. No lugar de chamar a atenção para os sabores, as caixas são temáticas, com desenhos que remetem à noite em grandes capitais do mundo. O projeto levou tempo para se concretizar. Demorou dois anos para chegar ao consumidor porque foi preciso encomendar uma máquina nova para a produção dos chicletes – 20% maiores do que os comuns – e das caixas.

Mas quando a inovação se refere apenas à mudança de sabores, a ideia demora menos de três meses para chegar às prateleiras. “Os jovens são o público mais sedento por novidades. Por isso, ser dinâmico no lançamento de produtos é fundamental para se destacar nessa indústria”, diz o consultor inglês Martin Deboo, da Investec Securities.

Com faturamento anual estimado em R$ 600 milhões, a Cadbury no Brasil dobrou de tamanho nos últimos quatro anos, e a meta é que dobre mais uma vez até 2012. Nem sempre o que os adultos consideram bom ou ruim está de acordo com a opinião do público infanto-juvenil. Daí a importância de antes testar os sabores à exaustão, inclusive as opções que poderiam parecer estranhas à primeira vista, como uma goma de brigadeiro, uma novidade recente. A Cadbury tinha dúvidas e muitos achavam que as chances de emplacar eram pequenas, por ser doce demais. Mas as crianças do grupo adoraram. A empresa resolveu, então, apostar. Resultado: o chiclete foi um dos maiores sucessos daquela safra de lançamentos. Da mesma forma, havia dúvidas, entre os adultos, se as crianças aceitariam bem um chiclete de alta acidez. Mas elas gostaram. Menos pelo sabor e mais pelo fato de o chiclete se transformar numa brincadeira: ele gera competições sobre quem aguenta mascar por mais tempo ou a maior quantidade. “Seria um grande erro se nos fiássemos somente na perspectiva dos adultos. Não raramente, é o oposto do que as crianças querem”, diz Kok.

O cenário hoje é muito diferente de 20 anos atrás, quando 90% dos sabores concentravam-se basicamente nas categorias tutti frutti ou mentolados. Foi só nos últimos anos que a indústria se sofisticou a ponto de conseguir produzir em larga escala sabores tão distintos quanto musse de limão, melancia ou banana shake. Essa variedade é fundamental para conquistar um público que tem pouca fidelidade a marcas, segundo mostram as pesquisas. “O público jovem prioriza a novidade”, diz Diego Mastrogiovanni, gerente de marketing da Arcor, fabricante do chiclete Poosh, concorrente direto do Bubbaloo.

MARKETING DE GUERRILHA_ Não é fácil criar e manter uma legião de fãs, como quer a Cadbury. Associado a um ritmo dinâmico de inovação, o posicionamento frente ao público-alvo também precisa seguir uma forma específica de comunicação. Além de destinar uma verba para a propaganda tradicional, a companhia investe no chamado marketing de guerrilha. É como são conhecidas as ações que buscam aproveitar ao máximo o impacto de uma campanha e promover um boca a boca.

Um exemplo foi a divulgação de um novo sabor de Trident. Num comercial de TV, uma menina encontra um garoto no metrô. Ela embarca no vagão, a porta se fecha, mas ele fica. Como ela está com o Trident refrescante na boca, dá um sopro na porta, a janela embaça e ela consegue, com isso, escrever o seu número de telefone no vidro. Paralelamente ao comercial, uma campanha de guerrilha entrou em cena para divulgar o conceito em outros meios. A empresa promoveu um encontro às cegas no metrô de Porto Alegre, onde um trem partiu com 24 casais dentro. As meninas ficavam sentadas num banco e, em cada parada, os garotos faziam um rodízio e trocavam de banco, numa espécie de encontro rápido. A campanha chocou os conservadores de plantão. Mas teve um impacto imediato na internet. A ação foi filmada e levada para o YouTube. O vídeo teve meio milhão de acessos. “Se você quer se posicionar como uma marca jovem, não pode ficar só no discurso”, diz Gustavo Fortes, sócio da Espalhe, a primeira agência de marketing de guerrilha do país e responsável pela ação. “Loucuras assim fazem com que haja mais boca a boca e o número de fãs aumente. E só é possível fazer isso com empresas que bancam novidades.”

Outro grande desafio para lidar com a faixa infanto-juvenil diz respeito à informalidade da linguagem. Tome por exemplo o site do Bubbaloo. Na introdução, há uma brincadeira contendo charadas. Uma delas pergunta quantas sementes, em média, há numa fatia de melancia. Depois de clicar em cada uma das três alternativas e descobrir que nenhuma delas é correta, vem a mensagem: “Meu amigo, sabe qual é? É que a gente tá te zoando. Hehe… acha mesmo que alguém parou para contar isso? Fala sério…”.

Na adequação da linguagem, não escapou nem o garoto-propaganda do Bubbaloo, o gato Bubba, criado em 1987. Incitados a pensar e responder como seria o gato Bubba se fosse uma pessoa, a percepção das crianças apontou um velho aposentado. Isso porque usava gravata e óculos demodê e estava fora de forma. A Cadbury acionou de imediato uma equipe para repaginar o gato, que ficou sarado, ganhou óculos modernos e afinou a gravata.

A obsessão por esmiuçar um nicho tão específico de consumidores se justifica. O mercado de gomas de mascar cresceu 64% nos últimos cinco anos na América Latina, movimentando, em 2008, quase US$ 4 bilhões. Cerca de 40% desse valor é obtido no Brasil. Pelo tamanho, o país já seria um mercado de peso. Mesmo sendo hoje o quarto mercado do mundo, há ainda muito para crescer. Argentinos e mexicanos mascam 500 gramas de goma ao ano ante 300 gramas dos brasileiros. “O país tornou-se uma prioridade para a Cadbury. Existe muita possibilidade de crescimento, tanto em termos per capita quanto de mercado, com a ascensão da classe C”, diz Nardinelli. Em se tratando de um país com dimensão continental, não é um desafio pequeno. Poucas marcas de consumo alcançam tantos lugares quanto as gomas de mascar da Cadbury, presentes em cerca de 70% dos 900 mil pontos de venda existentes. Para chegar em alguns rincões escondidos, os produtos levam mais de duas semanas viajando em estradas e barcos para chegar às prateleiras. Isso se deve a um sistema de logística próprio, montado pela Cadbury para conseguir estar na maior parte dos mercados, sejam eles grandes cadeias ou o mercadinho de esquina do bairro.

A preocupação com essa presença maciça deve-se ao fato de que ninguém sai de casa com o objetivo único de comprar uma caixinha de goma de mascar, um dos casos mais extremos de compra por impulso. Por isso, um ponto-chave para o negócio é entender como as pessoas se comportam dentro de um supermercado ou uma padaria.

Pesquisas feitas com câmeras em mais de 100 supermercados mostram, por exemplo, que em 18% das vezes que alguém olha um produto na gôndola ao lado do caixa, ela compra. Mas quando o toca, essa proporção aumenta para 60%. Quanto mais próximo o consumidor está do caixa, mais aumentará sua ansiedade. Nesse exato momento e local é que ocorrem as maiores vendas de chiclete. E é lá que costumam estar os produtos Cadbury. “De nada valeria investir em tecnologia para desenvolver novos produtos se não estivéssemos presentes naquele precioso milésimo de segundo”, afirma Nardinelli. “Queremos fazer da venda de confeitos uma ciência”.

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– Um Laboratório para Estudantes de Administração de Empresas?

Recebi, tempos atrás, a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha.

É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito no post.

– Executivos Que apagam Crises

Muito boa a matéria da Revista IstoÉ Dinheiro intitulada “Bombeiros Corporativos”, ou seja, executivos que lutam para reorganizar confusões organizacionais e minimizar crises.

Vem de encontro a figura popular criada pelos administradores de empresas brasileiros: a do “apagador de incêndios

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/bombeiros-corporativos-conheca-os-segredos-e-o-estilo-dos-especialistas-146072-1.htm

BOMBEIROS CORPORATIVOS

Conheça os segredos e o estilo dos especialistas na arte de apagar incêndios de crises financeiras, reestruturar empresas em dificuldades e viabilizar negócios aparentemente impossíveis

Assim como seres humanos, as empresas possuem ciclos de vida. Nascem, crescem e morrem. No meio disso tudo, também enfrentam crises e doenças. Nessa hora, homens e mulheres buscam ajuda de gente especializada, sejam médicos, sejam psicólogos ou pais de santo. No mundo corporativo, também existem profissionais que se dedicam exclusivamente a socorrer companhias que já não conseguem lidar com seus próprios problemas. Como bombeiros, apagam incêndios de crises financeiras, fecham negócios improváveis e desatam os nós mais intricados da gestão das empresas. São profissionais de perfil específico, diferentes dos executivos clássicos que tocam o dia a dia de uma organização. Quem observar o comportamento desses bombeiros perceberá características aparentemente contraditórias. São, ao mesmo tempo, duros nas decisões e carismáticos no trato com as pessoas. Não adotam um tom de conciliação, mas apresentam uma tremenda capacidade de negociação. Mas o que chama mais a atenção é a agilidade. “Esses processos normalmente exigem decisões baseadas em diagnósticos que têm que ser feitos rapidamente”, avalia Adriana Gomes, do núcleo de gestão de pessoas da ESPM, de São Paulo.

Em geral, os acionistas clamam por bombeiros de empresas quando sentem que os efeitos de suas decisões se tornaram inócuos. Muitas vezes, eles já não são capazes de tomar as medidas necessárias para debelar a crise, pois, para isso, teriam que romper laços sentimentais ou até familiares com a estrutura da empresa. Ou seja: falta coragem ou até força política para demitir o veterano colaborador ou o parente que ocupa uma diretoria. “Como se trata de um processo de ruptura, a reestruturação exige do gestor atitudes extremas”, afirma Alexandre Fialho, diretor do Hay Group. “Às vezes, até mesmo como demonstração de força de que as coisas mudarão radicalmente.”

A atividade explodiu na década de 80, quando a instabilidade econômica provocou rupturas violentas nas companhias brasileiras. Um dos pioneiros foi Cláudio Galeazzi, hoje presidente-executivo do Grupo Pão de Açúcar. Sua empresa, a Galeazzi Consultores, foi responsável pela recuperação de grandes companhias, como a Cecrisa, a Daslu e a Lojas Americanas. Outros seguiram o mesmo caminho e um exército de especialistas em reestruturação começou a se formar.

“Esse profissional é forjado dentro da própria consultoria, já que não existem cursos de especialização nessa área”, diz Adriana, da ESPM. “O treinamento é feito por pessoas experientes nesse segmento, que construíram carreiras a partir da experiência prática.” A atividade também requer boas doses de intuição, adverte o headhunter Simon Franco. “É muito importante identificar os talentos ocultos, os líderes informais, funcionários que influenciam os demais, mesmo sem ascendência hierárquica”, diz ele. “Essas pessoas podem tornar a reestruturação mais fácil.”

Os bombeiros adquirem grande força política dentro das organizações que assumem. Em suas mãos, estão o poder de contratar e de demitir, de comprar e de vender, de pagar ou blefar. Trata-se de um risco, que deve ser administrado permanentemente. “O profissional tem que respeitar alguns limites e não se colocar como se fosse dono da empresa”, alerta Adriana, da ESPM. Para entender melhor a atividade desses especialistas em reestruturação, DINHEIRO selecionou as histórias de alguns dos mais respeitados profissionais do mercado. A seguir, conheça as lições que podem ser colhidas da experiência desses especialistas:

(continua em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/artigo146072-2.htm)

– Banheiros-Família: Uma Necessidade Desprezada…. Você já precisou de algum?

Papais e mamães com filhos pequenos sabem bem o que vou dizer (principalmente aos papais de filhas): Como é difícil encontrar sanitários exclusivos para pais & filhos. Em alguns lugares, existem fraldários que auxiliam à troca dos nenês. Mas e privadas para crianças de 2 anos?

Se você passear pelo Parque da Cidade, em Jundiaí, verá que os banheiros masculinos e feminino possuem fraldários. Ótimo. Mas não atendem crianças maiores…

Alguns lugares possuem os banheiros-família (mas são raros). Vou dar o meu exemplo particular, quando minha filha tinha 2 anos: estava no supermercado e ela queria fazer xixi (já saiu da fralda). Onde a levarei? Sinceramente, é constrangedor e, de certo modo, anti-higênico levá-la ao banheiro masculino, já que em muitos lugares não dá nem para os homens os utilizarem.

Um ótimo exemplo de empreendimento que se preocupa com esse problema é o Maxi Shopping! Lá existem os banheiros ideais e em condições diversas. No térreo, próximo à escada rolante, há o banheiro família coletivo: pais e mães podem levar as crianças ao banheiro, que possui 4 mini-bacias. Próximo ao mercado, há outro modelo de banheiro-família: um família-masculino e um família-feminino: neste, o pai ou a mãe entra com a criança, e há uma bacia exclusiva para ele e outra pequena para seu filho/a. Por fim, próximo a praça de alimentação, outro melhor: um exclusivo para pai, mãe e filho.

Parabenizo por essa iniciativa. Alguém do shopping pensou nos pobres pais desesperados em ajudar suas filhinhas. E quando não tem opção, fica a dica: o velho e bom penico cor-de-rosa…

E você, o que acha? Os estabelecimentos comerciais deveriam pensar mais em banheiros-família? Deixe seu comentário:

Imagem extraída de: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-2156539434-placa-indicaco-sanitario-acessivel-familia-aluminio-15x15cm-_JM?matt_tool=14804773&matt_word=&matt_source=google&matt_campaign_id=14302215543&matt_ad_group_id=134553705348&matt_match_type=&matt_network=g&matt_device=c&matt_creative=539425529185&matt_keyword=&matt_ad_position=&matt_ad_type=pla&matt_merchant_id=532987156&matt_product_id=MLB2156539434&matt_product_partition_id=1404320022641&matt_target_id=pla-1404320022641&gclid=EAIaIQobChMIjaLQxODx-gIV00BIAB2eswlREAQYAiABEgJhR_D_BwE

– Everton, Coca-cola azul e James Rodriguez

Viram que legal a ação mercadológica da Coca-Cola na Colômbia?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A diferença do preço de medicamentos nos EUA e no Brasil

Abaixo publico duas fotos: a de uma caixa com 30 comprimidos de Vitamina C comprada no Brasil e um pote com 100 cápsulas comprado nos EUA. Ambos têm a mesma quantidade por dose: 500 mg. 

A diferença está no preço: a embalagem brasileira com 30 custa  R$ 27,00 aproximadamente. A americana com 100 custa US$ 2.00

Incrível, não? Aqui, R$ 0,90 / comprimido. Lá, US$ 0.02 por cápsula

– A Libertadores vai ou não para o SBT?

Como a Conmebol não quis reduzir os valores da Libertadores para a Rede Globo, a Vênus Platinada reincidiu seu contrato. A entidade sul-americana ofereceu para diversos canais o torneio e encontrou no SBT seu possível futuro novo parceiro.

As negociações são reais, e caso se concretize, teremos as duas emissoras em embate direto às 4as feiras. E vejam que interessante: Teríamos 3 semanas seguidas da Globo transmitindo jogos do Corinthians pelo Brasileirão, batendo de frente com o SBT na transmissão de Palmeiras, Flamengo e São Paulo.

A briga vai ser boa! Aguardemos os nomes dos profissionais a serem contratados pela emissora de Sílvio Santos!

– Em qual Era da Administração de Empresas Viveremos?

Rita King, futuróloga da Nasa, certa vez resolveu falar de tecnologias do futuro e entrou na área da Administração de Empresas. Segundo ela:

Tivemos a Era Industrial e vivemos hoje na Era da Informação. Muitos futurólogos consideram a próxima era como a Era da Inteligência, mas ela só chegará quando as máquinas pensarem melhor do que nós. Até lá, aguardaremos um momento intermediário, que eu chamo de Era da Imaginação, onde as pessoas, os relacionamentos, a educação e os empregos devem se reformular!

Será que nosso atual momento no mundo dos negócios (e na sociedade também) não é de reinvenção diária?

A Era da Imaginação já chegou…

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A culpa de chefes ruins é de…

quem os escolhem!

Segundo o livro dos consultores em Administração Jefrrey Cohn e Jay Moran (“Por que somos tão ruins para escolher bons líderes?”), alguns fatores são decisivos. Abaixo, a lista deles:

(extraído de: http://is.gd/p5wZ61)

POR QUE HÁ TANTOS LÍDERES RUINS?

Rafael Palladino, do Banco Panamericano. Carly Fiorina, da HP. Bob Nardelli, do Home Depot. Gilberto Tomazoni, da Sadia. Bernie Ebbers, da WorldCom. Harry Stonecipher, da Boeing. Dominique Strauss-Kahn, do FMI. A lista de executivos-chefes que se mostraram inadequados, por motivos que vão de fraude e escândalos sexuais a erros de gestão ou omissão, é enorme. Tão grande que impõe a questão: é assim tão difícil escolher um bom líder para a empresa? Pelo ritmo intenso de trocas de comando – o estudo anual da consultoria Booz & Co. conclui que a rotatividade nas 2,5 mil maiores companhias abertas em 2010 foi de 11,2% –, parece que sim. Por quê?

O primeiro motivo é a pressão a que estão submetidos os executivos-chefes. Num mundo mais competitivo, em que os resultados precisam vir mais rapidamente, é natural que a rotatividade aumente. Mas um estudo psicológico de como são feitas as escolhas de líderes apontou problemas recorrentes, capazes de causar grandes prejuízos. O estudo é dos pesquisadores Jeffrey Cohn e Jay Moran, da consultoria Spencer Stuart, autores de Why Are We Bad at Picking Good Leaders? (“Por que somos ruins para escolher bons líderes?”). A seguir, as cinco principais armadilhas em que conselho e acionistas caem:

O GRANDE CARISMA DIANTE DO PÚBLICO ÀS VEZES CAMUFLA
UMA FALHA NA HABILIDADE DE SE COMUNICAR FACE A FACE

1. Síndrome da patota_Cercar-se de iguais é intrínseco ao ser humano. “Muitos executivos do alto escalão favorecem, mesmo que inconscientemente, os profissionais com histórico, experiências e características similares às suas próprias”, dizem os autores. No Banco Panamericano, Rafael Palladino, um ex-personal trainer sem diploma em administração sob cuja gestão o banco quase fechou, era primo em primeiro grau de Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos.

2. Síndrome dos holofotes_A loquacidade e o carisma, o talento de magnetizar uma plateia, costumam impressionar os selecionadores. O prestígio do CEO carismático é ainda residual da “Era Jack Welch” na GE. Casos como o de Steve Jobs, que dá verdadeiros shows nas apresentações da Apple, reforçam o mito. Porém, como advertem os autores, o grande carisma diante do público às vezes camufla uma insuficiência na comunicação íntima, face a face. “Falar em público é uma capacitação aprimorável com um coach. Já a comunicação direta com o interlocutor é algo bem mais difícil de desenvolver”, dizem.

3. Síndrome do deslocamento_Poucos CEOs foram tão demonizados na década passada quanto o autocrático Bob Nardelli, em sua desastrada passagem pela rede de varejo Home Depot. Ao tentar gerar eficiência operacional, Nardelli quase destruiu a cultura descentralizada, informal e amigável que era marca registrada da rede. O CEO chutado, obviamente, estava longe de ser um tolo. Na década de 90, fora um dos executivos mais admirados dos Estados Unidos, na General Electric. “Há casos em que as competências do executivo estão deslocadas, e não têm como ser bem utilizadas na empresa”, dizem Cohn e Moran. O caso de Nardelli era mais ou menos como exigir de um caminhão Scania a performance de uma Ferrari.

4. Síndrome do menino-prodígio_É fácil ficar impressionado com profissionais brilhantes, principalmente se forem jovens geniais. Mas esse encantamento às vezes impede de enxergar falhas grandes em outros aspectos, como a ética ou a capacidade de comunicação. O caso mais notório, na última década, foi o de Jeffrey Skilling, ex-CEO da Enron, hoje cumprindo pena de 24 anos numa cadeia americana por causa de uma bilionária fraude de “contabilidade criativa”. Precoce, Skilling era braço direito do então presidente Kenneth Lay, nos anos 90. Ajudou-o a catapultar a capitalização de mercado da Enron, de US$ 2 bilhões para US$ 70 bilhões. Tornou-se sucessor natural de Lay. Foi um desastre.

5. Síndrome do bom-moço_É o contrário da anterior, o encantamento com o executivo-modelo, querido por todos. A justificativa em geral vai para o lado de que a pessoa é uma ótima “formadora de equipes”, ou “cria sinergia”. A dura realidade, dizem os autores, é que “os melhores líderes raramente são bons membros de equipe”. O profissional “bom-moço” tem ascensão rápida na escada corporativa. Mas quase sempre dá um ótimo número 2, não número 1. Tendendo à gestão por consenso, ele costuma agregar profissionais de pensamento homogêneo.

Ter em mente essas armadilhas não vai livrar as empresas de sofrerem deslizes. Mas diminui, dizem Cohn e Moran, a possibilidade de um desastre.

Contabilidade criativa – É a manipulação das demonstrações financeiras de empresas, aproveitando brechas na legislação para turbinar resultados. A expressão tornou-se célebre em 2001 com os escândalos contábeis da Enron e da WorldCom

– A Arena Neo Química de Itaquera: sobre a negociação do Naming Rights do Corinthians.

Para quem não viu, o Estádio do Corinthians, depois de tanto tempo, ganhou “nome de patrocinador”.

Abaixo, extraído de: https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli/fui-estuprado-andres-sauda-a-neo-quimica-arena-01092020

01/09/2020 – 00h56 (Atualizado em 01/09/2020 – 01h20)

Corinthians receberá R$ 300 milhões pelos naming rights. Promessa cumprida

Reprodução/TV Corinthians

São Paulo, Brasil

“Fui estuprado.”

Esta frase do presidente Andrés Sanchez, ao explicar como foi a negociação da venda dos naming rights para a Hypera Pharma, acabou sendo a única surpresa, no anúncio do novo nome do estádio corintiano.

Até a designação Neo Química Arena foi revelada três horas antes do que a empresa combinou com o clube. Deveria ser no primeiro minuto desta terça-feira, dia em que o Corinthians completa 110 anos.

Deveria.

Mas um funcionário decidiu registrar os bastidores da live do anúncio. 

E, às 21 horas, ele acabou com o mistério.

Publicando uma foto onde se via, nas arquibancadas, o nome da nova arena estampado nas arquibancadas.

O acordo que ‘estuprou’ Andrés Sanchez foi histórico.

Desde 2010, o presidente corintiano jurava que iria vender o nome do estádio. Jurava que venderia por R$ 400 milhões, por 20 anos.

O anúncio oficial foi ‘furado’. Às 21 horas acabou o segredo. Constrangedor

Reprodução/Twitter

Andrés viajou à China, Emirados Árabes, fez inúmeros contatos, mas não conseguiu fechar negócio.

Enquanto isso, o apelido Itaquerão foi difundido.

Mas foi mesmo no Brasil que Andrés Sanchez acabou encontrando na Hypera Pharma, que já foi parceira do Corinthians, patrocinadora master nos uniformes de 2010 a 2012.

O motivo que Andrés revelou ter sido ‘estuprado’ foi que o dirigente teve um revés na negociação com o grupo Hypera Pharma. Ele queria de qualquer maneira fechar a transação por R$ 350 milhões. Não conseguiu.

Teve de ceder e a transação foi fechada em R$ 300 milhões.

O dirigente tomou a decisão que o dinheiro dos naming rights será usado para pagar parte do estádio. 

O clube garante que a dívida pela arena é de R$ 530 milhões.

Foi uma vitória de Andrés.

Ele está na reta final do seu terceiro mandato como presidente corintiano.

A negociação para o pagamento do estádio foi péssima.

A ligação entre Corinthians e Neo Química nasceu há dez anos

Corinthians

O comprometimento da arrecadação dos jogos tinha estrangulado financeiramente o clube.

Os atrasos de salários viraram recorrentes para o time.

Assim como os processos trabalhistas.

Andrés vinha sendo duramente criticado, questionado.

Até que houve o acordo com a Hypera Pharma.

E a nova arena ganhou o batismo tardio.

R$ 300 milhões a menos de dívida pelo estádio.

É uma conquista histórica para o Corinthians.

O valor é o mesmo que a seguradora Allianz pagou ao Palmeiras pelos naming rights de sua arena.

O dirigente estava aliviado, na live de anúncio do acordo.

Demorou dez anos, mas cumpriu o que havia prometido.

Mesmo tendo sido ‘estuprado’.

A estádio do Corinthians terá um nome por 20 anos.

Neo Química arena…

– Controlando as Emoções no Ambiente de Trabalho

Em tempos de Assédio Moral em alta, ter equilíbrio emocional na vida profissional é fundamental para a qualidade de vida não só no trabalho, mas também na vida pessoal. Assim, reproduzo interessante entrevista da pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, realizada à jornalista Ellen Fernandes do Jornal de Jundiaí (edição de 03/01/2010, caderno Comportamento, pg 4) sobre esse importante assunto.

COMO CONTROLAR AS EMOÇÕES NO TRABALHO

“Se soubermos conduzir os pensamentos, poderemos direcionar nossas emoções”. É com essa definição que a pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, professora da Contmatic Phoenix enfatiza que em um mercado corporativo cada vez mais competitivo, conhecer e dominar os sentimentos são condições essenciais para o sucesso profissional e pessoal.Segundo ela, todas as emoções  surgem por meio dos pensamentos. Dessa forma, quando se pensa em algo triste ou irritante, as emoções imediatamente sentidas são de tristeza e raiva. A emoção pode ser definida, de acordo com a psicologia, como uma reação orgânica de intensidade e duração variáveis, de grande excitação mental e, geralmente, acompanhada de alterações respiratórias, circulatórias, entre outras.

Vale ressaltar que, se não dominadas, as emoções consideradas negativas colocam em risco a saúde física, o equilíbrio emocional e, consequentemente, podem diminuir a produtividade e a assiduidade no trabalho.

A pedagoga diz que os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções, que recorrem a elas para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões. “Os que não conseguem exercer controle sobre a própria vida emocional, travam batalhas internas, não se concentram no trabalho e, assim, perdem a capacidade de pensar com clareza”, afirma.

Vida profissional – A inveja e a raiva estão entre os sentimentos que mais atrapalham a vida profissional, independente da área de atuação. Rosana diz que a inveja faz com que a pessoa queira algo que é do outro, como um cargo. “Esse sentimento faz com que as pessoas se tornem cegas ao ponto de não perceberem que têm as mesmas condições que o outro para alcançarem seus objetivos.

Ao invés de lutar por esse objetivo, os invejosos passam a falar mal do profissional ou até mesmo tentam puxar o tapete”, explica. Na opinião da profissional, a raiva é considerada o pior sentimento porque destrói a própria pessoa. Ela alerta ainda que a mágoa profunda e o rancor podem resultar na raiva, muitas vezes desencadeada no ambiente profissional por coisas que podem ser superadas como o adiamento de uma promoção, o tratamento diferenciado por parte de um colega de trabalho.

“O grande problema é a pessoa ficar minando esse sentimento pelo outro por muito tempo ou até mesmo após se afastar da pessoa ou sair da empresa. Uma das consequências desse sentimento são as doenças emocionais. A raiva só faz mal para a pessoa que sente. Ela acaba se tornando vítima porque o nosso corpo não foi treinado nem adaptado para ter emoções extremas. Nosso corpo e nossa mente foram feitos para ter equilíbrio. Com raiva você não alcança esse equilíbrio de forma alguma”.

A professora enfatiza que o Q.I. elevado (Quociente de Inteligência), pode gerar um bom emprego, mas é o Q.E. (Quociente Emocional), que garante uma promoção, pois quem sabe lidar com as próprias emoções tem mais facilidade de resolver problemas e encontrar soluções. “Indivíduos providos de Q.E. sabem gerir um conflito, impor autoridade, prestar atenção aos outros e ao que se passa à sua volta.”

– Neymar deixa a Nike. Vai para a Puma ou para a Adidas?

Um negócio de milhões: Neymar não aceita renovar seu contrato com a Nike pelas bases em negociação e deixará de ser garoto-propaganda da empresa norte-americana.

Certamente, será um mega-negócio financeiro.

Abaixo, extraído de: https://www.mktesportivo.com/2020/08/nike-oficializa-o-fim-de-acordo-de-patrocinio-com-neymar/

NIKE OFICIALIZA O FIM DO ACORDO DE PATROCÍNIO COM NEYMAR

Jogador não será mais embaixador da marca americana a partir de 1° de setembro

Neymar não será mais embaixador da Nike a partir de 1° de setembro. A empresa confirmou ao MKTEsportivo que a parceria será encerrada. O futuro do jogador é incerto, ainda que a principal especulação seja que ele fechará com a PUMA.

“Neymar Jr não é mais atleta Nike a partir de 31 de agosto de 2020”, afirmou a empresa. O UOL destaca que uma divergência financeira motivou o fim da relação.

Patrocinado pela marca desde os 13 anos, Neymar fez parte de uma conhecida estratégia da Nike de fechar com jovens promessas do futebol. Foi o mesmo com Rodrygo, atualmente no Real Madrid. Nesta semana, por exemplo, a companhia fechou acordo com Enzo Peterson, de apenas 10 anos, que atua na base do São Paulo. Já Willian Nascimento, do Flamengo, também com 10 anos, seguiu o mesmo caminho.

Em 2011, Neymar renovou o acordo com o swoosh até 2022, sendo este o contrato vigente será encerrado. Por conta de sua chegada no futebol francês, o próprio Paris Saint-Germain obteve um incremento no seu contrato, dada a força da imagem do jogador e o seu potencial de vender camisas.

Recentemente, Neymar não figurou em campanhas globais da marca. No vídeo “Nada pode parar do esporte”, lançado há um mês, a Nike usou a imagem de Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé, sem contar com a presença do brasileiro.

O fim do acordo foi divulgado inicialmente pelo site Diário do Peixe.

– A Globo sem F1 não perderá muita coisa.

Minha geração começou a conhecer a Fórmula 1 com o grande Nelson Piquet, e recordava com paixão Emerson Fittipaldi. Chegou ao êxtase na época de Ayrton Senna e torceu para Barrichelo, Massa ou algum brasileiro que surgisse.

Talvez eu não gostasse de Automobilismo, mas de torcer. Acho que não dá corrida em si, mas de ouvir o Hino Nacional no pódio com um brazuca carregando a Taça.

Eis que depois de 50 anos, a Rede Globo deixará de transmitir a F1. Faz parte, pois tudo é cíclico nos negócios e nos esportes. A audiência é baixa e, deixará saudade, cá entre nós, aos verdadeiros amantes do esporte a motor. Quem torcia somente para pilotos nacionais, já faz tempo que deixou de assistir.

Globo oficializa que não terá Fórmula 1 na sua grade em 2021 - MKT Esportivo

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– A supervalorização de mercado da Apple! Cresceu “3 Petrobrás em uma semana?”

Empresas que inovam, se valorizam, ganham dinheiro na bolsa e se tornam exemplo de que valor de mercado + valor das vendas podem formar o casamento perfeito: o caso Apple!

Como não admirar uma empresa que vale dois trilhões de dólares?

Extraído de: Veja.com, 26/08/2020

EM SETE DIAS, APPLE GANHOU TRÊS PETROBRÁS EM VALOR DE MERCADO

Mesmo depois de bater US$ 2 trilhões, a empresa fundada por Steve Jobs segue valorizando; com iPhone 12, analistas já fazem aposta de US$ 3 trilhões

Por Josette Goulart

Foi difícil alguém não ter notado que a gigante Apple passou a valer 2 trilhões de dólares na semana passada. Passados sete dias do marco histórico, a empresa está valendo ainda mais. Até o meio do dia desta quarta-feira, 26, a Apple tinha um valor de mercado em torno de 2,160 trilhões de dólares. Olhando de repente, 160 bilhões de dólares a mais parece pouco perto dos trilhões, mas a realidade é que em apenas sete dias a Apple ganhou o equivalente três Petrobras inteiras em valor de mercado. Dependendo da calculadora que você tiver disponível, não é possível colocar esse números todos nela. E já tem analista americano arriscando dizer que o valor de mercado da Apple pode chegar a 3 trilhões nos próximo ano. Outros analistas estão mais comedidos. Alguns até apostam na queda das ações. Mas a maioria ainda mantém a recomendação de compra. Esse trilhão para cá e trilhão para lá, tem uma razão de ser: a expectativa de que 350 milhões de pessoas no mundo troquem seu iPhone por um que tenha a tecnologia do 5G. E este iPhone, o de número 12, deve ser lançado até o fim do ano.

O tal analista que prevê a escalada ainda maior da Apple é Dan Ives, da Wedbush Securities. O que Ives enxerga pelos próximos 12 a 18 meses é um super ciclo para a Apple por conta do novo iPhone. É uma oportunidade única na década. Mas alguns analistas alertam que não dá para saber esse será mesmo ou não uma escalada e se os preços das ações já não estão refletindo este ciclo. Os papéis começaram o ano valendo 289 dólares, despencaram no início da pandemia e então quando os investidores notaram que com a crise do novo coronavírus  a empresa passou a vender mais, os números dispararam e chegaram a 467 dólares por ação na semana passada. Nesta quarta-feira, batiam 505 dólares. Os resultados do segundo trimestre da Apple justificaram a euforia. A venda dos seus iPads disparam 30% por causa da demanda de alunos e professores que começaram a fazer aula à distância. As vendas do Mac cresceram 20%. Os serviços passaram a representar 20% da receita. As vendas do iPhone cresceram pouco mais de 2%, mas mesmo assim cresceram. E agora a expectativa com o iPhone 12.