– Justin Bieber & Miley Cirus segundo o Padre Zezinho

Admiro pessoas sábias, e independente da religião de cada um, não dá para negar a sabedoria do estudioso, cantor, filósofo, professor e teólogo Padre Zezinho, SCJ.

Ele postou via Twitter suas impressões sobre as duas celebridades que tem chamado a atenção da mídia nos últimos dias pelas suas extravagâncias e atitudes não-exemplares e apelativas, ligadas a transgressão, rebeldia e uso de drogas:

O comportamento debochado de Miley Cirus e Justin Bieber mostra os riscos da fama numa cabeça imatura! Quem os promove tb tem culpa! (…) Miley e Justin saíram do barco da adolescência e ao baldear para o barco da juventude perderam o pé! Precisam de ajuda urgente.

E quantas pessoas mundo afora estão pulando para fora do barco da sensatez… Uma pena!

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– O Fanatismo Assustador dos Adolescentes a Justin Bieber

Sei que ele existe, mas confesso minha total ignorância sobre as canções (e até sobre a aparência) do ídolo teen Justin Bieber.

Sei que ele é manchete em todas as mídias.

Sei que sempre está nos TTs do Twitter.

Não sei seu estilo musical.

Não sei se é extravagante ou discreto.

Não sei se é afinado ou produto da mídia.

Mas leio que há 100 pessoas na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em fila para o show do cantor que será daqui 32 dias!

Gente, isso não é fanatismo, é doença!

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– Satanismo e Apologia as Drogas em depoimentos infelizes no Rock in Rio

Por falta de tempo não deu para comentar. Mas dois momentos infelizes no festival Rock in Rio:

1- A banda sueca Ghost B.C. ofendendo claramente a Igreja Católica em sua apresentação, com deboche público. Do site de Veja.com:

“Lucifer, nós estamos aqui”, entoa em uma das canções Papa Emeritus II, vocalista da banda sueca Ghost B. C., fã de Black Sabbath e (ao menos declaradamente) seguidora do satanismo que virou marca (e marketing) do grupo de Ozzy Osbourne. Do jeito que se apresenta, o Ghost se assemelha a um Slipknot – outra banda de maquiados e/ou mascarados – para adultos. O deboche à Igreja Católica, a começar pelo nome artístico do vocalista, que se porta como um arremedo de pontífice no palco, e o satanismo deixam a música dos suecos em segundo plano.

Ué, democracia permite-se escárnio contra o outro?

2- O Skank, banda carismática brasileira, aos brados em sua apresentação:

“Neste país Maconha não pode, mas Mensalão tá valendo?”

Ora, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Aliás… Skank não é uma droga derivada da cocaína? Gosto do Samuel e suas canções, mas foi feita uma comparação indevida no palco.

E aí, ocorreram outras “pisadas na bola” no Rock in Rio?

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– Mais uma vítima das Drogas…

Champignon, músico da banda Charlie Brown Jr, se matou com um tiro na boca.

As primeiras informações dão conta de que ele era consumidor voraz de cocaína, assim como seu colega Chorão (falecido vítima de overdose há 6 meses), e que após uma crise emocional se suicidou, provavelmente por discutir com a esposa grávida de 5 meses, que não queria que ele usasse mais drogas.

E há gente que defende a liberação…

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– As Extravagâncias de Artistas trocadas pelo Correto!

Sabem aqueles pedidos absurdos de celebridades em seus camarins? Tipo: 2000 toalhas, sabonetes blablá e outras coisitas mais?

Vejo na Revista Isto É (em: http://is.gd/7WmmwR)  que isso está mudando. Bruce Springsteen se apresentará em São Paulo, e pediu para que tudo em seu camarim fosse ecologicamente correto. Copos e pratos biodegradáveis, lixeiras para reciclagem e produtos alimentícios orgânicos.

Compare com outros artistas: Britney Spears exige Lanches do McDonald´s sem pão e uma foto da princesa Diana emoldurada; Van Hallen pede lubrificante íntimo KY; Prince solicita injeções de vitamina B12 e um médico dentro do camarim; Frank Sinatra pedia 24 camarões gigantes resfriados com Chivas Regal.

Quem pode, pode…

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– 24 anos sem o Maluco Beleza?

Puxa, passou meio que batido: dia 21 passado fez 24 anos que Raul Seixas morreu!

Um gênio, poeta e doido. Se as drogas não tivessem acabado com ele…

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– 36 anos sem Elvis!

Hoje faz 36 anos que o Rei do Rock’n Roll Elvis Presley se foi!

Se não fossem as malditas drogas…

A minha preferida: Suspicious Mind! (http://www.youtube.com/watch?v=SBmAPYkPeYU)

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– Feliciano até quando? Sobrou para o Mamonas?

Caramba… o tal de deputado Feliciano realmente “capricha” nas suas invencionices… Depois de declarações contra os homossexuais, contra os negros, e de outras coisas inadequadas, agarrou-se na condição de pastor para dizer que é vítima de perseguição religiosa!

Nada a ver… Será que ele não tem fiéis negros (ou tinha) que se sentiram ofendidos por ele?

Agora, teve o descalabro em dizer que “Deus fulminou o Mamonas Assassinas por ensinar palavrões às crianças!”.

Que deus malvado é esse que o Feliciano diz existir, que mata sem piedade?

Vejo nas Redes Sociais que até membros de sua Igreja já estão cansados e desaprovando o infeliz deputado. Mas lembro-nos que, mesmo que caia da presidência da Comissão de Direitos Humanos, continuará a exercer seu mandato de deputado.

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– 50 anos do 1o Disco dos Beatles!

Música boa não envelhece: hoje, 50 anos do primeiro disco dos Beatles! Eu nem era nascido, mas quando jovem eu tinha LP’s… depois CD’s… e agora, áudios em mídia digital no iPod.

Muda a forma, mas não muda a qualidade das melodias. Mas respeito quem gosta de leke leke, éguinha pocotó e outras coisas que não são da minha preferência…

Minha preferida é: All You Needs is Love. E a sua?

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– Elton John no Jockey? Não aprendem…

Dias atrás, Andrea Bocelli realizou um show a céu aberto no Jockey Club, em São Paulo. Choveu, ventou, atrasou… um desrespeito aos fans e ao próprio tenor.

E não é que em pleno verão, que chove quase todos os dias, fizeram outro com Elton John (ontem)? Por sorte, dessa vez as condições climáticas foram favoráveis. Mas que esses promotores gostam de risco, ô se gostam.

Elton John é certeza de música de ótima qualidade. E ainda bem que melhorou seu figurino, pois aqueles modelitos dos anos 70 / 80 eram horríveis. Ele chegou a fazer show vestido de Pato Donald!

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– Os R$ 650.000,00 da Festa Hospitalar no Ceará!

Que infelicidade dos governantes do Ceará. Construiram um hospital e, para fazer média, propaganda política ou simplesmente demagogia com o povão, contrataram a Ivete Sangalo para um show de inauguração.

Nunca vi tal situação. Realizar uma festa com uma caríssima cantora para festejar um novo hospital construído? Pra quê? Beira o ridículo.

Ivete cobrou “apenas” R$ 650 mil para cantar no hospital. Parece que sobra dinheiro no Ceará, não?

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– O Tremendão, Drogas e Motel

Li tempos atrás uma curiosa entrevista de Erasmo Carlos, o “Tremendão”. Falou sobre juventude, música, lembranças e drogas.

Sobre esse último assunto, disse que Roberto Carlos, Wanderléia, entre outros ídolos da Jovem Guarda, nunca usaram drogas ilícitas e não abusavam das lícitas. Entretanto, ele próprio, Erasmo, era a exceção. E delas, testemunhou que:

Quando vi que era ruim, parei”.

Parou na hora. Pois àquele que acha que experimentar não vicia, corre risco se não tiver forte opinião.

Por fim, algo impagável: reclamou que quando chegava ao motel, não suportava ligar o rádio e ouvir o “Rei. Pudera…

– Neil Young & Drogas

O músico canadense Neil Young falou às páginas amarelas de Veja (Ed 26/10/2011, à Eurípedes Alcântara), e foi enfático sobre as drogas.

Se quiserem ouvir um conselho meu, lá vai: sem drogas tudo é melhor. Melhor e mais barato”.

E ele fala com propriedade…

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– Músicos, alegrem-se: Hoje é dia de Santa Cecília!

À todos os músicos (assim como eu), hoje é um dia de alegria. É dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos!

A seguir, a belísisma história da nossa intercessora:

http://www.ordemdesantacecilia.org/historia_de_santa_cecilia_2.html

Ops: Acho que exagerei quando disse que era músico. Esposo de instrumentista também entra na categoria? Sou afinadinho…

Abaixo, o hino de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/hino_de_santa_cecilia.html

Ops2: Tudo bem, até minha filhinha toca melhor do que eu. Não sei nem bater palmas…

Agora, a Oração de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/oracao_a_santa_cecilia.html

Ops3: Músico ou não, o que vale é a fé em Santa Cecília!

– A observação nada Gagá de Lady Gaga

A excêntrica cantora Lady Gaga faz turnê pelo Brasil e se apaixonou pelo nosso país. Entretanto, apesar da minha ignorância musical sobre sua obra, li algo que me chamou a atenção. A artista se impressionou pelo fato de ter visto no Brasil, segundo ela:

homens, mulheres, gays, negros, brancos, asiáticos e outras pessoas tão diferentes vivendo pacificamente lado-a-lado”.

De fato, nossa miscigenação cultural e tolerância são características únicas. Se ela fosse ao Bom Retiro, em São Paulo, veria judeus e árabes jogando dominó, harmoniosamente.

– Musicão do Roberto Carlos na Novela das 8h!

Como sou um romântico à moda antiga, aprecio demais as músicas do rei Roberto Carlos. E fiquei feliz por, depois de muito tempo, ouvir uma canção inédita dele. E que musicão! Nem sei o nome dela, mas faz parte da trilha sonora da Novela ”Salve Jorge”.

Será que estará disponível em breve no iTunes, ou precisamos aguardar a Globo lançar o CD?

– Rolling Stones na Ativa?

Ôpa! Leio que os Rolling Stones querem fazer um último megashow antes de oficializarem a aposentadoria. Os integrantes têm entre 65 e 70 anos. Mick Jagger tem 69.

É inevitável lembrar: se não tivessem abusado do álcool e usado tantas drogas… Quão longevos seriam?

Aí virá o mais espirituoso e dirá “decerto não teriam feito tanto sucesso”.

Sou obrigado a concordar, mesmo não gostando da receita.

– 50 anos de “Love me Do”

Música boa perdura e se eterniza: sabia que há 50 anos “the Beatles” lançavam “Love me Do?

Elvis, Roberto Carlos, Sinatra… suas canções eternizaram. Quer músicas do cancioneiro popular? Ok? “Saudades de Minha Terra”, “Moreninha Linda”… Ou vai negar que ainda hoje elas são executadas?

Agora, há algumas que só são passageiras. Lembram da “Éguinha Pocotó”? rsrsrs Tem gosto pra tudo…

Brincadeiras à parte: qual a sua canção preferida dos Beatles? A minha é: All is need love. E a sua?

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– As Lhamas de Lady Gaga!

A cantora Lady Gaga está mais pra Gagá do que para Pop Star. Pode-se falar que artista gosta de excentricidade, mas pra tudo há limites.

Para o show que ela realizará no Brasil, segundo o jornal “O Globo”, exigiu que 6 lhamas que não sejam mancas lhe acompanhem durante sua estada no Rio de Janeiro.

Tá de sacanagem, né? O Copacabana Palace tem estábulo? E durante o show, ficarão no Camarim? Na praia usarão biquíni ou serão tosadas?

Sem comentários…

– Elvis não morreu e ainda vende!

Ela foi Mulher do Rei do Rock e ex-Sogra do Rei do Pop: Priscilla Presley, viúva de Elvis Presley e mãe da primeira esposa de Michael Jackson.

Priscilla está no Brasil promovendo um evento sobre Elvis no Shopping Eldorado, e se diz assustada pela idolatria ao seu marido.

O certo é que gerações passam e Elvis continua vendendo e capitalizando. Já pensaram se tivesse cuidado da saúde, o sucesso que ainda estaria fazendo?

– O Fim da Emblemática EMI

E a Sony comprou a EMI. O poderosíssimo selo musical, que marcou a indústria no auge dos LPs e depois dos CDs, não resistiu às mídias digitais e foi comprada pela Sony Music.

Olha esse gráfico da história da empresa, publicado na Época Negócios de agosto/2012, pg 25 (Clique na imagem para ampliá-la). Esclarecedor e muito bom:

– Canção Oficial da Olimpíada-16 (RJ)

RIO 2016: lançado o clipe oficial!

Na letra, os deuses gregos vão curtir a Praia, o Carnaval e as Belezas Cariocas. E depois disso, eles “ficaram na roda de samba e ficaram de perna bamba…

Clipe carioca da gema.

Tem gente que vai gostar, outros acharão excesso de clichês.

E você?

Olha só: http://www.youtube.com/watch?v=6T3XtIIvPFs

– Um Fenômeno Financeiro Chamado Restart

Não conheço uma música sequer; não os reconheceria se os encontrasse na rua; nem imaginava que possuíam programa de TV. Mas uma coisa tenho certeza: os adolescentes adoram a banda Restart!

E, após ler a história do grupo e seus investimentos e investidas, devo ser sincero: eles são sucesso absoluto, não sei no campo musical, mas no mundo financeiro!

Veja abaixo, extraído da Revista Isto É Dinheiro, Ed 11/07/2012, pg 48-52

A MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO

Fenômeno dos negócios e do marketing, a banda paulistana Restart usa a força das redes sociais para fazer fortuna com shows, CDs, DVDs, licenciamento, comércio eletrônico, livros, publicidade e, em breve, cinema.

por Geovana Pagel e Clayton Melo

Mocinhas chorando, gritinhos histéricos, pulinhos e sorrisinhos. Todas as vezes em que eles entram no palco para apresentar um de seus shows é assim. Para ser mais exato, não apenas no palco, mas também no auditório da RedeTV!, emissora na qual comandam, desde o mês passado, um programa diário chamado Estação Teen. Embora bem jovens, todos na casa dos 20 anos, os quatro garotos da banda paulistana Restart já se acostumaram ao sucesso. Thomas, Pe Lu, Pe Lanza e Koba são convidados com frequência para entrevistas em atrações da tevê. Num giro dominical do controle remoto, é possível vê-los no programa do Faustão, da Rede Globo, no de Anna Hickmann, na Record, ou no de Eliana, no SBT. 

Houve até uma ocasião em que Silvio Santos colou na testa uma figurinha do grupo, que havia sido contratado para fazer propaganda da Tele Sena. “Olha o Restart aqui”, disse o “patrão” às colegas de trabalho, durante seu programa dominical, apontando para a figurinha. “Que Roberto Carlos nada”, afirmou Silvio. “Meu negócio é com esses daqui, ó.” A utilização da imagem do grupo – cujo público-alvo são adolescentes – numa campanha de títulos de capitalização gerou polêmica e foi retirada do ar pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). 

Independentemente do possível exagero, o episódio foi mais uma demonstração do poder midiático do Restart, um conjunto juvenil fundado em 2008 que é um fenômeno do mundo dos negócios. Com mais de 500 itens licenciados, entre camisetas, relógios, celular e até edredon, a marca Restart já movimentou R$ 200 milhões no varejo nos últimos dois anos, segundo a empresa Angelotti Licensing & Entertainment Business. O grupo também reforça a conta bancária com campanhas publicitárias, patrocínios, loja virtual própria, shows, CDs e DVDs, entre outras fontes. 

A capacidade de gerar receita é tamanha que a banda lançou, em 2010, o livro Restart – coração na mão, a história completa da banda (Editora Benvirá, do grupo Saraiva), que vendeu 50 mil exemplares, algo extraordinário para os padrões do mercado editorial brasileiro. O segundo título, De carona com o Restart, já está a caminho. Fotográfica, a obra é editada pela Planeta e será lançada na Bienal do Livro, em agosto, com tiragem de 50 mil cópias. As investidas de marketing terão mais um capítulo em breve. O Restart será protagonista de um longa-metragem dirigido por Heitor Dhalia, de O cheiro do ralo. Como o projeto está na fase de captação de patrocínios, ainda não há uma data de lançamento definida. 

GERAÇÃO DIGITAL Se hoje o grupo é um estouro midiático, há um aspecto que torna a sua história muito peculiar: trata-se de uma banda tipicamente da geração digital. O Restart alcançou o sucesso graças às redes sociais e hoje mescla em suas estratégias o uso das mídias digitais e ferramentas tradicionais do show business, como tevê, rádio e merchandising. A palavra “estratégia” não é usada por acaso. Embora tenha alcançado um relativo sucesso de público de modo independente, foi a partir do momento em que encontrou um cérebro empresarial que a banda explodiu. No caso, o cérebro atende pelo nome de Marcos Maynard, sócio da Maynard Enterprise, agência paulistana de gerenciamento de carreiras de artistas. 

Ex-presidente de grandes gravadoras como PolyGram, CBS e Sony, Maynard conheceu o Restart em 2010, quando recebeu um CD da banda das mãos de uma amiga. Curioso, foi assistir a um show dos meninos. E se surpreendeu com a reação da galera ao hit virtual Levo comigo. “Vi meninas enlouquecidas, chorando e cantando a música de caras que não tinham tocado em nenhuma rádio do planeta”, afirma Maynard. Dos artistas com quem trabalhou, ele diz ter visto um frenesi desse tipo só com o Paulo Ricardo, vocalista do RPM, e Xanddy, do Harmonia do Samba. “Isso sem falar em Menudos, Dominó e, claro, nos Beatles, o maior fenômeno de fãs de todos os tempos”, diz.

Depois de testemunhar o poder de atração do Restart, Maynard contratou a banda e a levou para um estúdio. “Pensei na época: se com uma música mal gravada eles já tinham quase um milhão de acessos no MySpace, imagine quando isso for feito com um tratamento profissional?”, diz Maynard. Hoje o grupo registra mais de 70 milhões de acessos no YouTube. A força do Restart na rede é parte fundamental no plano traçado por Maynard, que cuida de todo o processo de negócios, passando pela divulgação, agenda de shows e negociações publicitárias. Os resultados não demoraram a aparecer. Lançado em 2009, o álbum de estreia do grupo, que leva o nome da banda, recebeu discos de ouro e de platina pelas vendas de 150 mil cópias. 

Os shows começaram a pipocar pelo Brasil inteiro. A gravação de nove músicas em espanhol garantiu novos fãs, aparições na tevê e shows no México, na Argentina e no Uruguai. Além disso, a banda foi a grande vencedora do Video Music Brasil (VMB) no mesmo ano, promovido pela MTV. Em Recomeçar, eles cantam: “E hoje sei, sei sei/ não importa mais/porque não vai, vai, vai/voltar atrás/o que restou em mim.” “Muitos dizem que o Restart faz letras medíocres e que não sabe tocar, mas não é bem assim”, diz Maynard. Na avaliação do empresário, eles escrevem sobre a realidade dos fãs. “Nos anos 1960, os Beatles escreviam letras simples sobre o amor”, afirma. A ideia de fazer um longa-metragem com o Restart foi inspirada nos quatro garotos de Liverpool. 

NASCE UMA MARCA Com o aumento da visibilidade, iniciar a venda de produtos licenciados foi um passo. A empresa contratada para essa empreitada foi a Angelotti. “Quando iniciamos o projeto, em 2010, eles já faziam um sucesso impressionante na internet”, afirma Luiz Angelotti, sócio da licenciadora. Mesmo assim, foi difícil convencer as redes varejistas e as empresas de que valia a pena investir na marca Restart. Motivo? O grupo nunca havia aparecido na televisão. “Na época, as redes sociais não estavam no radar dos presidentes de empresas, como acontece hoje”, afirma Angelotti. 

Com o sucesso, foi criada uma loja virtual, a Restart Shop, para comercializar os produtos, algo incomum no universo musical. O quarteto também engorda a conta bancária participando de campanhas publicitárias. Em 2011, participou de uma ação de marketing da linha de sucos Skinka, do grupo Schincariol. As redes sociais foram fundamentais na campanha. Se é verdade que o Restart tem em Maynard o seu Brian Epstein, o empresário que impulsionou os Beatles, também é preciso lembrar que os garotos não estão alheios à própria carreira. Antenados, opinam sobre o que vão vender. “Temos controle de tudo”, diz Pe Lu. “Assim como a música, os produtos também precisam ter a nossa cara.” 

– Bossa Nova e Reggae se beneficiaram da Maconha?

Ao menos, é o que Gilberto Gil declarou à Folha de São Paulo. Segundo ele, os intelectuais da Bossa e os adeptos jamaicanos do Reggae usaram as propriedades da Canabbis para potencializar suas obras.

Ah, não vale nem comentar. Em suma: fumar maconha deixa o sujeito inteligente?

Tenha santa paciência…

O Gilberto Gil, que hoje aniversaria, é gênio como músico. Mas horrendo na defesa das drogas.

– Wagner Moura e Legião: as Injustas Críticas

O fanatismo sempre leva à idiotice. Quer um exemplo?

O ator Wagner Moura organizou junto com os ex-integrantes do grupo de rock Legião Urbana um tributo a banda: realizou dois shows, e substituiu Renato Russo.

Nada de achar que Wagner Moura queria ressuscitar a turma ou imitar o falecido vocalista. Apenas quis homenagear. E os fãs “desceram a lenha” sobre ele, criticando várias coisas, entre elas, a afinação.

Ora, Wagner Moura não é cantor. Ele apenas quis organizar uma homenagem como fã que também é; nada de cantoria profissional!

Parece que as pessoas não entendem isso… confundem as coisas e cobram do ator uma condição de cantor, coisa que ele não é. E para quem idolatra a Legião, é uma heresia alguém no lugar do Renato Russo.

– A Boa Impressão de Gusttavo Lima

Por ignorância, nem sei bem quem é o cantor sertanejo Gusttavo Lima, mas sei que faz sucesso. Porém, acima do talento musical, ele tem algo especial: a preocupação com a responsabilidade do dinheiro público.

Digo isso pois os vereadores da cidade de Presidente Olegário (MG) resolveram fazer uma estátua para ele. E sobre isso, disse:

É uma homenagem muito gratificante, mas acredito que o dinheiro poderia ser investido em obras públicas”.

Parabéns pela consciência social. Os vereadores de lá deveriam se mancar!

– É no Pelo do Macaco que o Bicho vai Pegar

O título acima é o refrão de uma canção do cantor Alexandre Pires, gravada recentemente e que contou com o jogador Neymar no seu videoclipe.

Porém, a Procuradoria Geral da União de MG está entrando com uma ação de crime de racismo por causa da música. Motivo: no clipe, homens vestido de macacos abraçam as moças (inclusive Neymar e Alexandre Pires).

Não estamos vivendo o exagero e a neurose de sermos excessivamente politicamente corretos? Para mim, é claro que não há nenhuma apologia ao racismo, nem mensagem subliminar induzindo a analogia de que negros seriam macacos. Parece-me mais que alguma autoridade quis polemizar no episódio.

Qualquer forma de racismo é criminosa, pois, afinal, só deve existir uma raça: a raça humana (a cor da pele, preferência sexual ou origem geográfica não tiram a dignidade de ninguém). Mas nesse caso, estão inventando algo que existe.

A única crítica: respeito os gostos musicais, mas “é no pelo do macaco que o bicho vai pegar” não é muito poético no meu conceito…

– Pete Best X Ringo Star: Uma Boa História sobre Oportunidade e Competência

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

– Sintomas de Velhice: Kid Abelha e Leoni

Hoje, ouvindo algumas músicas e correndo um trotezinho, escutei a chamada para “Fixação”, do Kid Abelha, de 78.

Levei um susto! A música ainda toca hoje (boa música não cansa), mas pensei: 1978??? Estamos envelhecendo…

E se parar para pensar, parece que foi ontem mesmo que o Leoni deixou a banda e montou os “Heróis da Resistência” (no meio da década de 80).

Acho que a banda nem existe mais… kkk Certamente não, pois o Leoni tem carreira solo.

A idade chega. É por isso que precisamos viver a vida intensamente, já que ela passa rápido e nem percebemos.

– ECAD divulga: Quais são os Artistas mais Ouvidos no Brasil?

Vejam só: o ECAD divulgou os números de recebimentos dos direitos autorais das canções internacionais executadas. E sabe quem lidera a lista aqui no nosso país?

The Beatles!

Pois é. Depois de tanto tempo, eles ainda são o número 1, seguidos por Lady Gaga, Michael Jackson, Justin Bieber e U2.

– Beatles viram Ciência na PUC!

Para os beatlemaníacos, um curso melhor como esse não há: a PUC/RJ acaba de criar uma especialização em Beatles!

Extraído de: http://is.gd/9EsK8G

PUC/RJ INOVA E CRIA ESPECIALIZAÇÃO SOBRE BEATLES

Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna

Por Luisa Girão

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School’s Out”. A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

“Beatles: história, arte e legado”, ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

– Lucio Dalla morreu… com atraso, mas fica o registro!

Lucio Dalla, excepcional cantor italiano, morreu na última 5ª feira. E ele era nascido na Polônia, algo que eu não sabia.

Muitos se lembram dele por “Caruso”, uma obra prima composta para Enrico Caruso, um dos maiores intérpretes de todos os tempos. Claro que também gosto de Caruso, mas de Lucio Dalla, há duas canções que me chamam a atenção: uma feita a Ayrton Senna, e outra ao Espírito Santo. De fato, estava inspiradíssimo quando as fez. Ambas estão em um álbum azul, com Lucio Dalla na capa. Vale a pena para quem gosta!

– Superação!

Não curto Carnaval e já escrevi sobre como é enfadonho assistir os desfiles pela TV. Mas é inegável que o tema “Superação”, que ocorre agora na Sapucaí, pela Grande Rio, é emocionante.

O samba-enredo fala de pessoas que superaram barreiras: deficientes físicos, vítimas de preconceito, sobreviventes de enfermidades graves, pessoas que passaram por tragédias humanas, entre outras.

Bravo! Isso é cultura, musicalidade e responsabilidade social. E, claro que a escola escolheu tal tema também por ter vivido sua superação: no ano passado, foi ela quem teve que se superar, pelo incêndio que destruiu parte do seu desfile.

– Carnaval Enfadonho!

Assisti a um pedaço do desfile das Escolas de Samba de SP durante a madrugada, quando já estava em plena atividade. Cara, que negócio cansativo!

Tudo bem, não sou carnavalesco. E respeito todos os que curtem a festa! Mas não tenho paciência de ver escola de samba cantando quase uma hora a mesma canção… Os jornalistas se viram para não ficar sem assunto!

Fico imaginando um caipira como eu na arquibancada do Sambódromo…

E a livre expressão poética da Hungria + Roberto Justus e o Menino Rei? Com todo respeito, mas a Escola de Samba (nem sei o nome da agremiação por ser ignorante no assunto) homenageou gratuitamente uma personalidade? E virou o “samba do crioulo doido!”

Na época de mercantilização da sociedade, se a homenagem fosse encomendada, não duvidaria…

Boa sorte e boas festas pra quem gosta!

– Tom Jobim recebe Grammy. Mas há repercussão?

Leio que a cantora Adele ganhou a maior parte dos prêmios do Grammy, o “Oscar da Música”. Vejo também que inúmeras homenagens a Whitney Houston ocorreram. Mas pouco (ou quase nada) se falou sobre o vencedor do prêmio “conjunto da obra”: o brasileiro Tom Jobim!

Ao menos notinhas ufanistas da critica especializada, poxa…

Outro momento bacana: depois de décadas, os Beach Boys se reuniram e cantaram “Good Vibrations”. Taí música de boa qualidade!