Hoje se recorda a execução do argentino que lutou pela libertação de boa parte da América Latina, e, ao lado de Fidel Castro, implantou o Comunismo em Cuba: Che Guevara!
Concordo que ele foi um símbolo da ideologia e dos simpatizantes do sonho que ele pregava. A isso, respeito. Mas chamá-lo de herói?
Qual herói implanta ditadura (como ele e seus companheiros fizeram)? Ou que comete assassinatos ao povo (só pelo fato de alguns serem contra o regime que ele implantou)?
Aliás, todo ditador, radical, revolucionário e idealista, não permite diálogo – seja de direita ou de esquerda!
Sabe o que me espanto? De jovens que nunca estudaram História mas vestem roupas de grife com estampas de Che Guevara (que foi abandonado pelos seus “camaradas” e morto na Bolívia). Sabem eles o que realmente Che fez?
O homem acusado de matar o ativista cristão conservador Charlie Kirk vivia com um parceiro que se identifica com o sexo oposto e que está cooperando com as autoridades na investigação em andamento, disse o governador de Utah, Spencer Cox.
O suspeito pela morte de Kirk é Tyler Robinson, de 22 anos, morador de St. George, Utah, a cerca de três horas e meia de carro ao sul da Universidade Utah Valley, onde ocorreu o assassinato.
Embora Robinson tenha exercido seu direito de permanecer em silêncio desde que foi preso, na última quinta-feira (11), seu parceiro e membros de sua família estão cooperando com a polícia. Robinson foi preso na noite de quinta-feira (11), um dia depois do assassinato.
Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, no domingo (14), Cox disse que o parceiro do suposto atirador “é um namorado que está em transição de homem para mulher”. Ele disse que o parceiro “tem cooperado muito com as autoridades”.
“Essa pessoa não tinha nenhum conhecimento [e] ficou chocada… quando descobriu”, disse o governador. “O suspeito não tem colaborado até agora, então estamos obtendo todas essas informações de familiares, novamente, de pessoas próximas ao suspeito, e também das evidências forenses que temos, que estão confirmando tudo e até mais do que conseguimos compartilhar naquela coletiva de imprensa inicial”.
Em uma coletiva de imprensa anterior, Cox disse que o parceiro mostrou aos investigadores mensagens que Robinson teria enviado, nas quais falava sobre gravar balas, precisar recuperar um rifle de um ponto de entrega, deixar um rifle em um arbusto e enrolar um rifle em uma toalha.
Ao rever as imagens que recordam o trágico 11 de setembro de 2001, me lembro do dia em que tudo aconteceu. Dá um angústia imaginar que o ser humano chega a isso…
E atentemo-nos:não foram só as Torres Gêmeas, mas também a tentativa no Pentágono!
Os atos de certos políticos são às vezes difíceis de entender. A gente lê a noticia, coça a cabeça, reflete um pouco, relê um parágrafo, e continua sem perceber a intenção por trás do gesto. O que é que está por trás? Nem sempre é claro.
Já faz meses que Donald Trump vem ameaçando a Venezuela. E não é só ameaça verbal, chegou a deslocar uma frota de três navios de guerra abarrotados de sofisticado material, transportando um contingente de 4.000 fuzileiros navais.
Uma armada desse calibre tem potencial de mandar a capital do país a nocaute em três tempos. Mas, se fosse pra mandar Caracas pelos ares, não precisava despachar uma flotilha. O exército americano tem condições de fazer isso a partir de suas bases, sem deslocar ninguém. Mas então, por que a presença dos militares no Mar das Caraíbas (Caribe)?
É aí que fica difícil entender Trump e seu movimento ostensivo de tropas. Ele acusa Nicolás Maduro de chefiar um narcotráfico sofisticado, cujo principal objetivo é contrabandear cocaína para os Estados Unidos. Outros, antes de Trump, já descreveram esse cenário com detalhes. Dada a concordância de numerosas fontes, é possível acreditar que seja assim mesmo, o que coloca os altos coturnos do governo venezuelano no topo de uma rede narcomafiosa.
Ainda assim, não vejo bem o que é que navios de guerra podem fazer para desbaratar esse sistema. Aniquilar um sistema mafioso com tiros de canhâo? Não parece sensato. Nem eficaz. Por que os navios, então?
Só vejo uma hipótese. Seria nosso amigo Trump trabalhando para mostrar que está atento ao seu “quintal” e cuidando bem dele. “Quintal dos USA” é qualificativo dado outro dia por um de seus assessores à América Latina. Quem cuida bem de seu rebanho e aí mantém paz e concórdia merece o Nobel da Paz. (Deve ser o que ele pensa.) Cada um tem direito a suas ilusões.
Agora, comovente mesmo é a ideia de um previdente Maduro que, sabendo que Caracas não será mandada pelos ares por tiros de canhão, arrebanha assim mesmo seu povo num movimento caseiro de defesa nacional. Tal um Hitler nos derradeiros dias da Segunda Guerra, quando os canhões soviéticos já ribombavam nos arrabaldes de Berlim, Maduro alista “donas de casa, aposentados e servidores” para formar um escudo humano, com cidadãos prontos a morrer pela pátria.
A foto que ilustra este artigo nos mostra alguns convocados recebendo as instruções para manejo de bazucas. Não vejo donas de casa, certamente virão mais tarde. Estão todos devidamente uniformizados. (Diferentemente do Brasil, em que patriotas costumam se vestir de bandeira, os de lá trajam vermelho vivo, uniforme decerto providenciado pelo poder.)
Num eventual combate na selva, a cor não serve como camuflagem, mas também não se pode pensar em tudo. De todo modo, Maduro sabe que combate na selva, não haverá. Trump não é besta de expor sua tropa e registrar baixas. Bastaria um marine morto, um só, para sua popularidade ir pro beleléu.
Se tem certeza de que guerra não haverá, por que razão Maduro faz essa mise-en-scène? Há de ser para contentar seu povo, para mostrar a todos que o pai da nação está de olho, ciente da ameaça do “Imperio” e preocupado com ela. Pra confirmar que patriotas de uniforme rubro estão dispostos a arriscar a vida para defender a pátria. Não é bonito?
E assim vamos indo. Para os movimentos de ambos, Trump e Maduro, não há razões claras. Só razões ocultas.
De toda maneira, ambos sabem que não é desbaratando uma rede de traficantes que se elimina o narcotráfico. O fim do tráfico só virá no dia em que não houver mais demanda, quando ninguém mais pedir sua dose diária de estupefaciente (palavra hoje em desuso, mas ainda sugestiva).
Enquanto esse dia não chegar, derrube-se uma rede, outra brotará no dia seguinte.
Um problema dos tempos pandêmicos: a falta de contato real com as pessoas, a menor interação social no trabalho, na escola ou na comunidade, traz a menor criatividade.
Usando as flores como exemplo, algumas pessoas “murcham” ao trabalharem sozinhas.
Por Flavia Rezende*
Tenho ouvido de muitos colaboradores com quem trabalho a reclamação sobre a dificuldade de criar. O desafio é colocado vez ou outra em conversas e feedbacks, com a constatação de que o bloqueio criativo se deve ao home office. Outros fatores normalmente mencionados são o excesso de tarefas, a comunicação excessiva por aplicativos de mensagens e videoconferências longas e maçantes, que não permitem que o profissional dedique tempo para cultivar novas ideias.
Essa percepção não está totalmente errada. As conexões pessoais são fundamentais para estimular a inventividade. A polinização cruzada é uma metáfora usada por alguns profissionais para tratar do assunto. No processo que ocorre na natureza, o pólen é levado de uma flor para a outra, gerando frutos e sementes.
O mesmo acontece no trabalho, por meio da troca de ideias. Nesse ambiente de aprendizado contínuo, muitas vezes, a criatividade surge espontaneamente, em reuniões, almoços e cafezinhos. Usando ainda as flores como exemplo, algumas pessoas “murcham” ao trabalharem sozinhas, o que também impacta na capacidade de criar e na satisfação com a profissão.
Mesmo depois de quase um ano e meio em casa, derrubar algumas barreiras impostas pelo isolamento segue sendo um desafio. Uma forma de superar a distância é manter a rotina de comunicação que existia no ambiente presencial. Propor conversas individuais com seus pares para alinhamentos corriqueiros ou repassar as tarefas do dia logo pela manhã e ao final do expediente com seu gestor.
Usar o telefone para manter a proximidade com sua equipe também pode ser uma solução para evitar a solidão – e quem sabe uma forma das gerações Y e Z perderem o medo de atender ligações. Essas conversas servem tanto para expandir ideias e compartilhar desafios, quanto para solucionar problemas. Mensagens de texto e e-mails soam mais formais e podem atrasar a resolução da questão. Uma ligação de cinco minutos será mais eficiente.
Para os gestores, vale considerar a realização de reuniões semanais com toda a equipe para descompressão e conversas mais “soltas”. Alguns times apostam ainda no happy hour virtual após o horário de trabalho. Nesse caso, é importante permitir que a participação seja opcional.
Cultivar esses hábitos é fundamental para manter relacionamentos, mas também para ter visibilidade do que está acontecendo e permitir que os outros saibam sobre o andamento dos seus projetos. Uma comunicação eficiente auxilia não só no despertar da criatividade, mas também na percepção que os demais têm sobre o seu trabalho, um fator sempre importante no ambiente corporativo.
*Flavia Rezende é Sócia-Diretora da Loures Comunicação
Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.
A problem of the pandemic times: the lack of real contact with people, less social interaction at work, at school, or in the community, leads to less creativity.
Using flowers as an example, some people “wither” when they work alone.
By Flavia Rezende*
I have heard many collaborators I work with complain about the difficulty of being creative. The challenge is brought up every now and then in conversations and feedback, with the observation that creative block is due to working from home. Other factors normally mentioned are an excess of tasks, excessive communication through messaging apps, and long and boring video conferences that do not allow the professional to dedicate time to cultivating new ideas.
This perception is not entirely wrong. Personal connections are fundamental to stimulating inventiveness. Cross-pollination is a metaphor used by some professionals to discuss the topic. In the process that occurs in nature, pollen is carried from one flower to another, generating fruits and seeds.
The same thing happens at work, through the exchange of ideas. In this environment of continuous learning, creativity often arises spontaneously in meetings, lunches, and coffee breaks. Still using flowers as an example, some people “wither” when they work alone, which also impacts their ability to create and their satisfaction with their profession.
Even after almost a year and a half at home, breaking down some barriers imposed by isolation remains a challenge. One way to overcome the distance is to maintain the communication routine that existed in the in-person environment. Propose individual conversations with your peers for routine alignments or review the day’s tasks with your manager in the morning and at the end of the day.
Using the phone to maintain proximity with your team can also be a solution to avoid loneliness—and perhaps a way for generations Y and Z to lose their fear of answering calls. These conversations serve both to expand ideas and share challenges, and to solve problems. Text messages and emails sound more formal and can delay the resolution of the issue. A five-minute call will be more efficient.
For managers, it’s worth considering holding weekly meetings with the entire team for decompression and more “casual” conversations. Some teams also rely on a virtual happy hour after work hours. In this case, it is important to allow participation to be optional.
Cultivating these habits is fundamental not only to maintaining relationships, but also to having visibility of what is happening and allowing others to know about the progress of your projects. Efficient communication helps not only in awakening creativity, but also in the perception that others have of your work, a factor that is always important in the corporate environment.
*Flavia Rezende is Partner-Director at Loures Comunicação
This is content from Bússola (Compass), a partnership between FSB Comunicação and Exame. The text does not necessarily reflect the opinion of Exame.
No dia 09 de agosto recorda-se a 2a bomba atômica lançada pelos EUA contra o Japão (Nagasaki). No dia 06, lembremos, a 1a bomba atingiuHiroshima (1945).
Nos livros de históriasabemos do ataque japonês na base americana do Hawaí e de tudo mais que se fala sobre a aliança com a Alemanha e a Itália. Mas… o quepensavam os japoneses que comandavam o país?Por queuma aliança com o nazi-fascismo? Nunca vi ninguém falar sobre isso.
Vejo muita gente falando da necessidade das bombas para acabar com a Segunda Guerra Mundial.Mas o comportamento dos políticos locais também não era fundamental para o estabelecimento da paz?
O que você faria com uma fortuna desse tamanho?Vide abaixo:
Eu mudaria a vida de muita gente… e a minha também, óbvio (mas teria que ser para melhor, pois muito dinheiro muda a pessoa, devido a maldita tentação).
Virou moda: Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, aumenta as tarifas de produtos brasileiros entre 15 a 77%. Pode?
Abaixo, por Ricardo Amorim, extraído da Rede Social X:
O governo venezuelano aproveitou a posição já fragilizada do Brasil por conta das tarifas do Trump e pegou os brasileiros de surpresa com o anúncio da aplicação de tarifas de importação que variam entre 15% e 77% sobre produtos vindos do Brasil.
A decisão contraria um acordo firmado em 2014 que previa isenção para mercadorias com certificado de origem. A medida pode impactar diretamente as exportações, principalmente em estados que mantêm forte relação comercial com a Venezuela, como a Roraima. A Venezuela possui uma dívida bilionária em atraso com o Brasil, mas o governo brasileiro vem concedendo condições benéficas de rolagem à Venezuela. Além disso, o presidente brasileiro não se posicionou contr indícios claros de fraude nas últimas eleições presidenciais na Venezuela.
Para o bem do Brasil e dos próprios venezuelanos, já passou muito da hora de Lula mudar sua postura de conivência com o atual governo venezuelano.
It’s become a trend: Nicolás Maduro, Venezuela’s dictator, is increasing tariffs on Brazilian products by 15% to 77%. Is that acceptable?
Below, by Ricardo Amorim, extracted from the social media platform X:
The Venezuelan government took advantage of Brazil’s already weakened position due to Trump’s tariffs and caught Brazilians by surprise with the announcement of import tariffs ranging from 15% to 77% on products coming from Brazil.
This decision contradicts an agreement signed in 2014 that provided for exemption for goods with certificates of origin. The measure could directly impact exports, especially in states that maintain strong commercial ties with Venezuela, such as Roraima. Venezuela has a billion-dollar overdue debt with Brazil, yet the Brazilian government has been granting beneficial rollover conditions to Venezuela.Furthermore, the Brazilian president has not taken a stand against clear indications of fraud in the last Venezuelan presidential elections.
For the good of Brazil and the Venezuelans themselves, it’s long past time for Lula to change his stance of complicity with the current Venezuelan government.
Eu não o conhecia e me assustei: Daniel Lopez, um super-estudado cidadão, com diversas formações, de fala enlouquece e segura.
Ao programa Pânico da Jovem Pan, dissertou sobre a nova era glacial, dominação tecnológica, geopolítica, teorias conspiratórias, Anticristo, bunkers dos bilionários, Trump, Armagedom… ufa!
É de enlouquecer, se acreditarmos em tudo o que ele falou.
DISCURSO PRESIDENCIAL QUE SERIA USADO SE A MISSÃO APOLLO 11 TIVESSE FRACASSADO
por Carolina Vilaverde
A missão que levou Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin para a Lua podia ter dado muito errado. Em julho de 1969, os dois astronautas americanos pisaram pela primeira vez na Lua e conseguiram retornar em segurança para a Terra. Mas, o risco de algo dar errado era tão grande que eles levaram uma cápsula de cianureto no macacão para abreviar a morte caso necessário.
Por isso, o redator de discursos do ex-presidente Richard Nixon, William Safire, fez questão de deixar uma fala preparada para caso a missão falhasse e os astronautas ficassem presos na Lua. Abaixo, você lê uma tradução livre do discurso que seria usado se uma tragédia acontecesse na missão espacial:
“EM CASO DE DESASTRE NA LUA: O destino ordenou que os homens que foram à Lua para explorar em paz vão ficar na Lua para descansar em paz. Esses bravos homens, Neil Armstrong and Edwin Aldrin, sabem que não há esperança de recuperação. Mas eles também sabem que há esperança para a humanidade em seu sacrifício. Estes dois homens estão entregando suas vidas para o objetivo mais nobre da humanidade: a busca pela verdade e compreensão. Eles serão velados por seus familiares e amigos; eles serão velados pela nação; eles serão velados pelas pessoas ao redor do mundo; eles serão velados pela Mãe Terra que ousou enviar dois de seus filhos para o desconhecido. Em sua exploração, eles mobilizaram pessoas do mundo inteiro a se sentirem como uma só; com seu sacrifício, eles ligam mais fortemente a irmandade dos homens. Em tempos passados, homens olharam para as estrelas e viram seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos, nós fazemos basicamente o mesmo, mas nossos heróis são homens épicos de carne e osso. Outros os seguirão, e certamente encontrarão o caminho de casa. A busca do homem não será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permancerão como primeiros em nossos corações. Cada ser humano que olhar para a Lua nas noites que virão saberá que existe um canto de outro mundo que é para sempre da humanidade. ANTES DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE: O Presidente deve telefonar para cada uma das futuras viúvas. DEPOIS DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE, NO MOMENTO EM QUE A NASA ENCERRA A COMUNICAÇÃO COM OS HOMENS: Um clérigo deve adotar o mesmo procedimento que em um enterro no mar, recomendando suas almas para a “mais profunda das profundezas”, encerrando com o Pai Nosso.”
Sabidamente, o Irã é um histórico financiador de terroristas mundo afora. E também é notório que seu alvo, Israel, é costumeiro em responder ataques desproporcionalmente.
Em tempo:não estamos falando dos povos persa, judeu ou palestino, mas dos seus governantes.
Se já não bastasse o conflito Gaza – Israel (onde terroristas do Hamas covardemente mataram e sequestraram pessoas, e a resposta foi com força máxima, na mesma ou maior proporção), agora vemos o mundo assustado com ataques e revides entre históricos inimigos do Oriente Médio.
Os especialistas internacionais apontam que o ataque de Israel ao Irã foi pontual, matando cientistas especializados em bombas nucleares e atingindo depósitos de armas. Teerã revidou, e Israel contra-atacou.
Cá entre nós: o mundo não precisa nada disso. Afalta de diálogo e intolerância causam isso. Não ter um olhar empático traz graves complicações…
Por existirem datas específicas aos pais e às mães no Brasil, talvez a comemoração não esteja sendo celebrada (e nem é tão conhecida) por aqui. Mas fica à reflexão: que todos nós que temos filhos possamos educá-los e criá-los dignamente.
O Papa Francisco, inclusive, tuitou um dia: “Queridos pais, não se cansem de contar aos seus filhos sobre a sua fé: tenham sempre a força de ser mediadores da fé que vocês receberam de seus pais. #GlobalPaentsDay)”
A Nova Frugalidade chegará ao nosso país, ou já está repercutindo, inconscientemente, em nossas vidas?
Nos EUA, um fenômeno econômico-social aconteceu: as pessoas deixaram de ir a shoppings, teatros ou de gastar em produtos não-essenciais, devido a crise econômica. O abandono de consumidores de certas áreas econômicas foi chamado de Nova Frugalidade, e como todo modismo global, em breve repercutirá no Brasil.
Em apenas oito meses, a crise financeira americana provocou estragos sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Além de fulminar o mercado de crédito, o índice Dow Jones e a cidade de Detroit, os raios mortíferos provenientes da tempestade econômica atingiram também um dos pilares do american way of life: o consumismo desenfreado e livre de culpas que movimenta mais de dois terços da economia do país. Endividada, assustada pelo fantasma do desemprego e acusada de estar entre os culpados por boa parte da crise com sua gastança desmedida, a classe média americana virou as costas para shopping centers, lojas de grifes, restaurantes estrelados e até mesmo shows e peças de teatro. Hoje, em plena ressaca moral de décadas de consumismo, tornou-se popular a doutrina da nova frugalidade (new frugality), marcada por um estilo de vida austero, em que economizar cada dólar é a regra. O último relatório da divisão de análise econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgado no dia 14 de abril, mostra o impacto dessa mudança. Entre março de 2008 e março de 2009, as vendas do varejo diminuíram 9,5%, a primeira queda em quase duas décadas. Ao mesmo tempo, os índices de poupança, que eram próximos de zero em agosto, estão em patamares equivalentes aos de dez anos atrás. Para os economistas, os dois índices combinados indicam que os americanos estão receosos do que vem pela frente. Pesquisas de opinião mostram que a tendência é uma redução nos gastos ainda mais aguda. Segundo um levantamento do instituto Lightspeed Research, do grupo britânico WPP, 70% dos americanos pretendem mudar seus hábitos de consumo nos próximos meses e apenas 45% dos entrevistados acreditam em uma rápida retomada econômica.
Se a nova frugalidade é hoje uma unanimidade entre consultores e especialistas em tendências de consumo, o mesmo não acontece em relação aos impactos que ela provocará no ethos americano. A grande dúvida é se o modelo de consumo hipervitaminado dos últimos anos será definitivamente abandonado ou voltará assim que o crédito reaparecer. Não existe consenso sobre essa questão. De um lado estão aqueles que acreditam que, assim que a crise passar, tudo retornará aos padrões dos últimos anos. Conta a favor desse argumento o fato de que, a cada recessão do passado recente dos Estados Unidos – como os choques do petróleo das décadas de 70 e 80, a explosão da bolha da internet em 1999 e a crise pós-atentados de 2001 -, os americanos retomaram rapidamente os padrões de consumo. “Esse aperto de cinto é apenas temporário e, em no máximo quatro anos, as pessoas voltarão a consumir como faziam no passado”, diz Gavin George, responsável pela área de varejo da consultoria americana Ernest & Young em Nova York.
No campo oposto estão os que defendem que as mudanças vieram para ficar. O principal argumento desse grupo é que nunca antes houve um aperto no crédito como o provocado pela atual crise e que o estrangulamento nas finanças domésticas das famílias foi tamanho que deixará sequelas na maneira como os americanos encaram o consumo. “Nossas pesquisas apontam que os consumidores buscam mais segurança. E, para eles, gastar menos e manter dinheiro no banco é uma forma de alcançar essa segurança perdida”, diz Michael Silverstein, especialista em tendências de consumo do Boston Consulting Group.
Seja temporária, seja definitiva, a nova frugalidade tem assumido diversas facetas – algumas quase caricatas de tão radicais. De maneira geral, a redução de gastos com combustíveis e bens duráveis, como móveis e eletroeletrônicos, foi prioridade no processo de reajuste (veja quadro acima). Em menor escala, os americanos cortaram as despesas com roupas, acessórios, brinquedos, livros, CDs e DVDs. Ao mesmo tempo, as vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e beleza aumentaram. Em meio à frieza generalizante das estatísticas há nuances curiosas, como o crescimento abrupto do mercado para produtos do tipo faça-você-mesmo (do it yourself, ou DIY). Tome-se o exemplo das tinturas para cabelo para uso doméstico, cujas vendas cresceram 27% desde o início da crise – um sinal de que as americanas trocaram os salões de cabeleireiro pela pia do banheiro. Da mesma forma, as famílias estão deixando de pagar por serviços como limpeza doméstica e manutenção de jardins e casas – o que tem sustentado a boa performance dos fabricantes de produtos de limpeza e de varejistas especializados em bricolagem, como a rede Home Depot. O outro lado da moeda é que o setor de serviços domésticos, que sustenta cerca de 18 milhões de americanos, se prepara para tempos ainda mais difíceis.
Num cenário de aperto financeiro, há empresas que são naturalmente favorecidas. É o caso do Wal-Mart, do McDonalds e da loja online Amazon, reconhecidos por estratégias agressivas de descontos e preços competitivos. Da mesma forma, grandes fabricantes de produtos de consumo para higiene e beleza, como Procter&Gamble e Johnson&Johnson, têm se beneficiado da tendência de o consumidor se permitir pequenas indulgências – um dos raros luxos admitidos pela nova frugalidade. Outras têm se demonstrado irremediavelmente comprometidas com o antigo modelo de consumo supérfluo e precisam de reparos urgentes na estratégia de marketing. Enquadram-se nessa categoria a rede de cafés Starbucks, as grifes internacionais de artigos de luxo e as lojas de departamentos. No caso das marcas de luxo, os especialistas em tendências já deram até um nome ao tipo de reação que elas passaram a despertar no americano médio. Trata-se do populismo vingativo (vengeful populism), em que as marcas são identificadas com o estilo de vida arrogante e perdulário de banqueiros de investimento e altos executivos, acusados de levar o país à ruína. “Essas marcas precisarão resolver esse conflito sob o risco de estar definitivamente associadas a um estilo de vida que as pessoas passaram a desprezar”, diz Thomas OGuinn, professor de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison.
Para sobreviver em meio à crise, os marqueteiros das empresas têm buscado inspiração nos remotos anos 30, período da Grande Depressão americana. A rede de lojas de departamentos Sears ressuscitou um modelo de vendas dirigido a clientes endividados e sem crédito na praça. Trata-se do layaway, sistema em que o cliente escolhe um produto, faz um pequeno depósito e a loja reserva a mercadoria por determinado período (em média 90 dias). A ideia é que o cliente vá pagando o produto em parcelas, conforme for recebendo o dinheiro. Vencido o prazo, ele quita o saldo remanescente. “As redes que não mantiverem uma forte política de descontos e promoções ou não apostarem em soluções criativas como o layaway não conseguirão atrair os consumidores”, diz Kathy Grannis, porta-voz da Federação Nacional do Varejo nos Estados Unidos. Quem não se adaptar à nova frugalidade, seja ela duradoura ou efêmera, corre o risco de ter o mesmo fim dos dinossauros.
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Já faz algum tempo que Francisco, o Papa Argentino (ou o “humilde servo do Fim do Mundo”, como ele se intitula), tem trazido uma espiritualidade mais viva e exemplos dignos do Cristianismo.
Entretanto, um tema que suplanta a crença pessoal de cada um e que dá caráter ecumênico à causa vem sendo tratado: a Felicidade!
Não é que o Pontífice, certamente inspirado à luz do Espírito Santo, divulgou meses atrás os “10 Mandamentos para a busca da Felicidade”?
Particularmente, eu, que tenho tomado certos cuidados no dia-a-dia devido ao excesso de trabalho e assustado com a quantidade de jovens amigos com problemas de saúde devido ao “overworking”, adorei! Tenho procurado buscar a qualidade de vida em coisas simples; sendo assim, compartilho.
O Papa Francisco listou 10 segredos para se chegar à felicidade com a consciência tranquila e desfrutando das coisas boas da vida. São eles:
01 – VIVA E DEIXE VIVER – “Siga em frente e deixe que os outros façam o mesmo”.
02 – DAR O MELHOR DE SI PARA OS OUTROS – “Se você guarda tudo para si mesmo, você corre o risco de ser egocêntrico. E água parada torna-se podre”.
03 – PROSSEGUIR COM CALMA – O Papa diz que, em sua juventude, ele era “um córrego cheio de pedras que eram levadas consigo”. Como adulto, tornou-se “um rio com grande fluxo”, sempre correndo. E, na velhice, ele ainda estava em movimento, mas lentamente, como uma piscina.
04 – UM SENTIDO SAUDÁVEL DE LAZER – “Os prazeres da arte, literatura e jogos com as crianças foram perdidos com o passar do tempo”, disse o Papa Francisco. “O consumismo nos trouxe ansiedade e stress, fazendo com que as pessoas percam a cultura saudável do lazer. Seu tempo é engolido, por isso as pessoas não podem e não querem compartilhá-lo com ninguém. Mesmo que muitos pais trabalhem longas horas, eles devem reservar um tempo para brincar com seus filhos. As famílias também devem desligar a TV quando se sentam para comer, porque, mesmo que a televisão seja útil, é preciso comunicar-se um com o outro durante as refeições”
05 – DOMINGOS SÃO SAGRADOS – “Os trabalhadores devem ter folga aos domingos porque domingo é para a família”, explicou ele. Existem casos extremos nos quais as pessoas não conseguem tirar o dia para si mesmo e para a família, mas, se a pessoa consegue isso, é preciso fazê-lo. Portanto, aproveite os domingos. Tire-os para se divertir, passear no parque, ficar com a família, meditar ou até mesmo resguardar-se. Você se sentirá bem, sua saúde melhorará consideravelmente e, dessa forma, sua semana começará muito melhor e, com certeza, tende a ser assim até o próximo domingo.
06 – DÊ OPORTUNIDADES E CONVIVA COM OS JOVENS – “Precisamos ser criativos com os jovens. Se eles não têm oportunidades para entrar no mundo das drogas, com certeza não serão vulneráveis ao suicídio”, disse o Papa. “Dar comida não é suficiente. Dignidade é dada a você quando você pode levar para casa alimentos comprados pelo próprio trabalho”
07 – RESPEITAR E CUIDAR DA NATUREZA – “A degradação ambiental é um dos maiores desafios que temos”, disse o Papa. “Eu acho que é uma questão que nós não estamos nos perguntando: a humanidade não está cometendo suicídio com este uso indiscriminado e tirânico da natureza?”.
08 – PARE DE SER NEGATIVO– “A necessidade de falar mal sobre os outros indica baixa autoestima. Isso significa: eu me sinto tão baixo que, em vez de me levantar, eu tenho que derrubar os outros”, disse Papa Francisco. “Deixando de lado as coisas negativas, rapidamente você se torna saudável”.
09 – DIGA NÃO AO PROSELITISMO – “Nós podemos inspirar as outras pessoas através de testemunhos, de modo que se cresça juntos na comunicação. Mas o pior de tudo é o proselitismo religioso, o que parasita: ‘Eu estou falando com você a fim de persuadi-lo’. Não. Cada pessoa tem o seu diálogo, sua própria identidade”, explicou Papa Francisco. “A igreja cresce por atração, não proselitismo”
10 – TRABALHAR PELA PAZ– “Estamos vivendo em uma época de muitas guerras e o apelo à paz deve ser gritado. Paz, às vezes, dá a impressão de ser tranquila, mas nunca é calma, a paz é sempre proativa e dinâmica”, disse o Papa. Cada um de nós deve dar tudo de si, fazendo tudo o que for possível para que a paz reine sempre e em todo lugar. Todo mundo pode fazer um pouco para que a paz aconteça, seja no mundo exterior e até mesmo no seu interior.”
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.