– Uma Arena com História de Novela

 

Há um certo tempo, trabalhamos com nossos alunos em “Gestão Empreendedora” um belíssimo estudo de caso referente a Walter Torre Jr, CEO da WTorre e exemplo perfeito de espírito empreendedor na Administração de Empresas.

 

Entretanto, em matéria da Revista Exame (Edição 977 de 06/10/2010, pg 87-88, por Denise Carvalho e Renata Agostini), o mito caiu: a WTorre está atolada em dívidas e acumula prejuízos. Um de seus grandes projetos, a Arena Palestra Itália, não terá prazo para início cumprido por falta de dinheiro.

 

Compartilho abaixo (citação no parágrafo acima):

 

O DINHEIRO ACABOU

 

Com uma dívida bilionária e após a segunda tentativa frustrada de abrir o capital de sua construtora, o empresário Walter Torre agora busca sócios para seus empreendimentos. (…)

 

Com atuais 3,2 bilhões de reais em dívidas (quase o dobro do faturamento da empresa em 2007), acumulando R$ 1,05 bilhão de prejuízo, e possuindo apenas 34 milhões de reais em caixa, a WTorre precisa de R$ 800 milhões para concluir os sete projetos atualmente em construção (…).

 

Por pressão de dois bancos, a empresa agora buscar investidores para arcar com até 50% do custo dos novos investimentos. O estádio do Palmeiras, em São Paulo, é um dos projetos milionários que estão à espera de um sócio.

 

Aqui, o texto de 4 anos fazendo apologia da WTorre:

 

DO ZERO AO TOPO EM 25 ANOS

 

Uma característica comum à nova leva de empresários brasileiros é que boa parte deles procurou oportunidades em mercados pouco consolidados e com os quais já tivessem familiaridade. Foi o que aconteceu com o paulista Walter Torre Júnior, dono da construtora WTorre. Recém-formado em engenharia civil, ele começou a carreira erguendo casas de veraneio no litoral de São Paulo. Torre Júnior concluiu que não teria muito futuro como empresário se continuasse nesse ramo. Depois de breve procura, identificou o surgimento de um novo segmento. “Era 1981. Na época, ninguém falava em logística, mas comecei a ouvir que algumas empresas estavam procurando galpões de armazenagem para alugar”, diz ele. O diferencial de Torre Júnior foi construir esses armazéns de acordo com as necessidades de seus clientes. Num universo em que os galpões eram apenas fábricas abandonadas, sem nenhuma estrutura específica para armazenamento, o empresário começou a se destacar. Sem dinheiro para montar um escritório, Torre Júnior comprou um ônibus velho — que ele mesmo dirigia — e fez dele sua base móvel por três anos. Mas, depois de fechar contratos com empresas como Multibrás e Pirelli, o negócio decolou. Seu passo seguinte foi trazer dos Estados Unidos novas tecnologias de construção, que reduziam o tempo da obra. “Não inventei nada. Apenas tive coragem de copiar o que estava dando certo lá fora”, diz ele. Em sua lista de obras estão o prédio-sede da Vivo e quase todas as lojas da rede de supermercados Carrefour. Os tempos do ônibus andarilho ficaram definitivamente para trás. A empresa acaba de inaugurar uma sede própria no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Na decoração do prédio de quatro andares, sofás de couro, vasos de orquídeas e as frases prediletas do dono escritas em algumas paredes. Uma delas: “Não há nada como um sonho para criar o futuro”, do francês Victor Hugo.

 

Extraído de: MANO, Cristiane. Ascensão dos Novos Empreendedores. Revista Exame, 29/06/2006 (com adaptações)

– Rooney perde contrato milionário com a Coca-Cola por conduta Extra-Conjugal

Wayne Rooney, badalado jogador do Manchester United e da Seleção da Inglaterra, iria ser o garoto propaganda da Coca-Cola e estamparia sua imagem em latas da Coke Zero.

 

O problema é que ele foi flagrado se relacionando com prostitutas, no mesmo período em que sua esposa estava grávida. A empresa considerou tal comportamento inadequado para associar a imagem do jogador com o seu produto, e cancelou o contrato.

 

O Jornal ‘Lance’ de hoje divulga que o atacante Neymar houvera também sido flagrado em um hotel com uma prostituta, no local em que o Santos se encontrava, no último dia 26 de agosto (matéria de Eduardo Mendes e Mauro Graeff Júnior, Lance, 06/10/10, pg 18-19). A Seara e seus outros diversos patrocinadores pensariam da mesma forma que a Coca-Cola?

 

E você, o que pensa sobre o assunto: O comportamento fora de campo do atleta influencia na aceitação ou não de um produto divulgado por ele? Deixe sua opinião.

 

Extraído de GloboEsporte.com (clique acima para citação)

 

ESCÂNDALO SEXUAL FAZ ROONEY PERDER CAMPANHA PUBLICITÁRIA DE REFRIGERANTE

 

Multinacional vetou imagem do craque do Manchester United em suas latas

 

Envolvido em um escândalo sexual com prostitutas na Inglaterra, o atacante do Manchester United e da seleção inglesa Rooney perdeu uma importante campanha publicitária.

 

O atacante não vai mais participar de um anúncio do refrigerante “Coca-Cola Zero”. A imagem do atleta iria aparecer nas latas da bebida distribuídas no Reino Unido, mas o jogador foi vetado pela multinacional.

 

Em comunicado oficial, a empresa americana anunciou a decisão.

 

“Durante o último mês optamos por rever a nossa estratégia de marketing. Dada a atual situação, pensamos não ser apropriado fazer esta campanha com o Wayne Rooney. As nossas relações com o atleta continuam. Estamos trabalhando com ele num programa que nos últimos três anos levou milhares de jovens à prática do futebol’, informou em comunicado.

Na semana passada, o camisa 10 dos Diabos Vermelhos pediu para que a imprensa sensacionalista o deixe em paz.

Em busca da reconciliação, o jogador anunciou que levará a esposa Coleen Rooney para uma segunda lua de mel. Rooney vai viajar com a modelo para Praga, na República Tcheca.

– Globo une Rivais

O mercado publicitário se animou ao ver uma inédita ação da Globo: ao invés de 5 patrocinadores para o Futebol, a Globo terá 6 anunciantes. E pela primeira vez, concorrentes anunciando num mesmo evento!

 

Vivo, VW, Casas Bahia, Itaú, AmBev e Coca-Cola serão os patrocinadores do futebol em 2011. É a primeira vez que o Guaraná Antártica e a Coca dividirão uma mesma atração nos intervalos.

 

E viva a propaganda!

– A Marca Forte contra os Chineses – entrevista do CEO da Alpargatas

Márcio Utsch é presidente da Alpargatas e considerado um dos grandes administradores de empresas do mundo. Em uma interessante entrevista, fala sobre o sucesso em vender as Sandálias Havaianas por 30 euro e de como ser forte contra a China!

Boa leitura a administradores empreendedores e competitivos!

 

Extraído de: Dinheiro (clique aqui para a citação)

 

“SÓ COM MARCAS FORTES VENCEREMOS OS CHINESES”

 

Além de ser uma das maiores fabricantes de calçados, a Alpargatas é também uma das empresas mais antigas do Brasil – Por Paulo Brito


Fundada em 1907, passou – e sobreviveu – por diversas crises econômicas e construiu marcas reconhecidas internacionalmente, como as sandálias Havaianas, que hoje vestem pés de celebridades como a atriz americana Jennifer Aniston e a cantora Christina Aguilera. 

 

Atualmente com 13 fábricas e um faturamento bruto de R$ 2,4 bilhões, a empresa vende seus produtos em 250 mil pontos no Brasil e dez mil no Exterior. Os números só não são maiores porque a pirataria e os produtos chineses invadem os mercados com preços muito menores. 

 

Nesta entrevista à DINHEIRO, o presidente da empresa, o mineiro Márcio Utsch, 51 anos, revela como as empresas brasileiras podem se diferenciar das chinesas. “Agregando valor às nossas marcas”, diz. Acompanhe:

 

DINHEIRO – A competição com os fabricantes de calçados chineses, que são mais baratos, é o que mais preocupa os produtores nacionais. Como o sr. enxerga essa questão?

 

MÁRCIO UTSCH – Acho que o caminho não é o do custo. É o da agregação do valor da marca aos nossos produtos. Se o Brasil conseguir fazer isso com tudo o que produz, tenho a impressão de que competiremos muito bem. O melhor exemplo que temos para mostrar é o da Havaianas. Aqui, no varejo, elas custam R$ 10 ou R$ 12, mas na Europa vendemos por 28 euros ou 30 euros. Nos Estados Unidos, elas custam de US$ 20 a US$ 22. Acabei de chegar de Frankfurt e vi num calçadão sandálias de dedo vendidas por 1 euro. Por que então a nossa continua vendendo bem na Europa? Vende porque agregamos valor à marca. Aí está uma lição a ser seguida: é possível criar marcas e exportar bens de valor agregado, que é exatamente o que a Coreia está fazendo hoje. Se trabalharmos apenas na questão dos custos, continuaremos tendo a competição com os chineses e ela será sempre nefasta. O que precisamos, então, é criar marcas que façam a diferença, que nos permitam competir pela cabeça do consumidor e não pelo bolso dele. É isso que nos permitirá ter preços mais altos do que os chineses. Quero pessoas leais à ideia que a marca representa. 

 

DINHEIRO  – Quais valores estão embutidos nas marcas brasileiras?

 

UTSCH – Por exemplo, os de terem sido produzidos respeitando as pessoas, respeitando o meio ambiente e assim por diante. São valores intrínsecos a elas. Está na hora de o Brasil investir nesse conceito para virar o jogo. Sei que custa dinheiro, mas há vários mecanismos para isso. Seria possível, por exemplo, pensar em créditos de ICMS para compensar valores investidos no desenvolvimento de marcas brasileiras no Exterior. Isso pode melhorar nossa posição no mundo, diminuindo nosso papel como exportador de commodities e aumentando nossa importância em produtos, na competição de igual para igual em manufaturados com valor agregado. Podemos nos tornar um país que tem marcas relevantes, para que o mundo inteiro lembre de nós não como a terra do futebol, carnaval e samba, mas como um país que tem tecnologia e marcas desejadas pelo mundo todo. 

 

DINHEIRO – Essa abordagem resolveria a competição com a China?

 

UTSCH – Acho que esse é o melhor caminho. Eu odiaria que o Brasil optasse simplesmente por uma batalha de redução de custos, pagando aos operários de calçados o salário que se paga na China. Lá, eles recebem de US$ 100 a US$ 120 por mês para trabalhar 60 horas por semana, com uma carga horária de dez horas por dia, seis dias por semana. No Brasil, estamos com 44 horas por semana e acho que nossa carga horária está ótima. Eles lá trabalham como o personagem de Chaplin em Tempos Modernos (filme de 1936, que retrata o capitalismo no pós-crise de 1929). São 11 meses e meio por ano para receber 12 salários. Aqui a gente trabalha 11 meses e recebe 13 salários. 

 

DINHEIRO – Cativando o consumidor pela cabeça o produto fica mais protegido da pirataria?

 

UTSCH – Um pouco, mas não muito. Pirataria e contrabando são crimes no mundo inteiro. O que eu acho é que, se o consumidor opta por um produto pirata, das duas uma: ou ele não tem condições e simplesmente quer gastar pouco ou só quer levar vantagem. Senão, como se explica uma pessoa de alta renda comprar um DVD pirata? Anualmente, gastamos de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões monitorando a pirataria nos mercados em que atuamos.

 

DINHEIRO – Apesar desses problemas, como está o mercado de calçados?

 

UTSCH – O mercado continua crescendo. Hoje, no Brasil, o consumo anual é estimado em três pares por habitante. Em países mais desenvolvidos, como França e Estados Unidos, o consumo chega a sete pares por habitante. Já em países menos desenvolvidos da África, Ásia e do Oriente Médio, o número anual é de 0,9 par por habitante, mas, infelizmente, nesses lugares a renda é muito baixa. No Brasil, porém, acho que ainda poderemos crescer muito. Somando toda a nossa produção de Havaianas, Dupé, Topper, Mizuno e Timberland, vendemos anualmente uns 230 milhões de pares por ano. Só aqui entregamos mais de um par por habitante anualmente. Em artigos esportivos, a situação é mais favorável ainda quanto  às perspectivas de crescimento. 

 

DINHEIRO – Por quê?

 

UTSCH – Nos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor de artigos esportivos do mundo, o consumo está em 6,7 pares de tênis por habitante, anualmente. Já no Brasil, o consumo é de 0,8 par. Ou seja, o espaço para crescimento é muito grande. Acredito que toda a indústria calçadista venda anualmente 110 milhões de pares de calçados esportivos no Brasil. Curiosamente, dentro desse segmento, uma das áreas que mais crescem é a de calçados para corrida. E cresce assustadoramente, muito mais do que a média mundial, com a ajuda de um enorme número de provas de rua. 

 

DINHEIRO – Mas isso é possível por causa do crescimento da renda…

 

UTSCH – Sim, para nós, esse fator de melhor distribuição de renda é muito importante. Vamos fazer com que estejamos mais presentes na cabeça das pessoas e com que elas comprem mais os nossos produtos. Para isso, já estamos presentes em todo o território brasileiro, não precisamos mais crescer geograficamente – chegamos a 250 mil pontos de venda. No Exterior, temos cerca de dez mil outros pontos. Mas temos de criar uma companhia que fomente nas pessoas o desejo de consumir mais – um consumo consciente, pelo fato de elas terem trabalho, emprego. 

 

DINHEIRO – Muitas empresas brasileiras passaram a vender mais do que esperavam e estão preocupadas com gargalos de produção. Como a Alpargatas está se preparando para não sofrer com isso?

 

UTSCH – Não posso adiantar muita coisa porque somos uma empresa de capital aberto, mas precisamos de uma nova fábrica porque a nossa projeção de crescimento é muito grande, bem acima da média do setor e da economia brasileira. E, para que isso aconteça, não podemos permitir que as fábricas cheguem a um nível de 90% ou 95% de ocupação. Seria perigoso. 

 

DINHEIRO – Como está essa ocupação atualmente?

 

UTSCH – Hoje, já estamos entre 80% e 90% de ocupação, dependendo do que estivermos produzindo. Se olharmos uma fábrica de Havaianas, cuja produção é mais automatizada e mais rápida, a ocupação é inferior a isso. Mas temos produtos que ocupam por mais tempo a fábrica porque demoram mais para serem produzidos. Um tênis pode demorar 12 ou 13 horas para ser produzido. E certos modelos podem levar até 16 horas. Como nossas fábricas são especializadas em diferentes tecnologias, geralmente o que é feito numa não é feito em outra. Sandálias, por exemplo, têm tecnologia de borracha expandida. Nessas fábricas, podemos fazer sandálias e também palmilhas, mas não os tênis. Eles podem ser vulcanizados, injetados, colados. Conforme a tecnologia, os níveis de ocupação mudam. 

 

DINHEIRO – A nova fábrica, então, é estratégica para o crescimento da companhia?

 

UTSCH – Sim, ela está inclusive no planejamento estratégico e deveremos começar a construí-la em pouco tempo. Isso nos tornará mais fortes, vai nos dar mais capacidade de produção e ao mesmo tempo nos deixará tranquilos em relação a esse assunto. Não teremos fábricas, digamos, “estressadas”. Uma fábrica operando abaixo de 70% de produção também não é bom. Significa 30% de ociosidade e começa a custar caro. Acima de 90%, ela é superprodutiva, mas começa a oferecer o risco do esgotamento. 

 

DINHEIRO – Hoje o Brasil vive um bom momento econômico. Como as empresas brasileiras podem aproveitar isso?

 

UTSCH – O Brasil precisa aproveitar este momento, em que o Hemisfério Norte não está comprando bens duráveis, em que as indústrias de lá estão paradas. É a hora de as empresas brasileiras se prepararem para quando o Hemisfério Norte emergir da crise. Portanto, devemos investir na renovação do parque industrial brasileiro. Quando o mundo desenvolvido voltar a comprar como antes da crise, poderemos estar competindo de igual para igual na questão dos custos. Ainda temos tempo para fazer isso. Em menos de dois anos é impossível, em mais de cinco estaremos demorando muito. A hora é agora. Com um parque industrial desenvolvido e marcas globais com grande valor agregado, ninguém segura o País. Isso vai trazer melhor distribuição de renda, mais emprego. Se conseguirmos fazer isso, vamos nos tornar referência como país que mudou de patamar. Nosso desafio é transformar essa fase num estado de desenvolvimento econômico, social e ambiental, comparável ao de países mais desenvolvidos do que nós. Não pode ser como uma onda, que vem vindo e depois acaba. Temos a oportunidade histórica de fazer isso agora, porque, além de a onda ser muito boa, o mar está a nosso favor. 

 

DINHEIRO – E o que a Alpargatas fará nesse sentido?

 

UTSCH – A próxima etapa é nos tornarmos uma empresa global. Mas eu acho que ser ou não global, para nós, é apenas uma questão cultural. Quando a maioria das pessoas em nossas reuniões estiver falando inglês, reconhecerei que nos tornamos uma empresa global de verdade.

– O Ex-Fast-Food Eco-Friendly?

Quantas siglas e expressões americanizadas, não?

Pois bem, elas servem para tratarmos de um interessante assunto: a tentativa do McDonald’s em abandonar o sinônimo outrora de fast food e ser reconhecido como restaurante, além de mostrar a sua preocupação como “empresa amiga do meio-ambiente”, incorporando o verde às suas cores vermelho-amarelas.

Você pode acessar a matéria no link de Exame: MCDONALD’S ECO-FRIENDLY

– O Naming Rights do Corinthians, se os valores forem verdadeiros, será superior aos do resto do mundo!

 

Veja os seguintes números:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

 

Esses são os valores dos naming rights de algumas praças mundiais (em tradução simplória: direito de uma empresa comprar o nome de uma arena de eventos e usá-lo com o nome que bem entender).

 

Aqui no Brasil, causou surpresa o anúncio do Corinthians sobre a decisão de construir seu estádio através de uma parceria com a Construtora Odebrecht. A empreiteira dá um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e o Corinthians paga esse valor permitindo que a Odebrecht use o naming rights do estádio por 15 anos.

 

Compare com os valores acima. Enquanto que o Allianz Arena arrecada 6 milhões de dólares anuais, o Corinthians arrecadará 20 milhões de reais. Maior do que qualquer outra arena do mundo!

 

Segundo o site da Abril Esportes, em colaboração com a Gazeta Press (citação e link em: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/corinthians/estadio-corinthians-sera-financiado-pelo-bndes-1247057.shtml ), a negociação envolve totalmente o BNDES. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Assim, a Odebrecht solicitaria esse dinheiro do banco, sendo uma espécie de “barriga de aluguel” da grana. Uma espécie de “laranja” do negócio, com participação mais ativa do que os costumeiros intermediários.

 

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim Arsenal Stadium, devido a acordos do organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, Highbury.

 

É claro que a Odebrecht não usaria o nome de Odebrecht Arena; afinal, empresas utilizam produtos destinados a consumidores físicos ou as próprias marcas nos estádios. Qual o retorno que a Odebrecht teria com o naming right do novo estádio? Nenhum! A não ser que o revenda, por um valor mais alto ainda (o que é improvável de se obter). Sem contar que o brasileiro adora apelidos: Canindé, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Vivaldão, Castelão, Maracanã, Mineirão, Barradão, Teixeirão… (que mania de grandeza, não?)

 

O estádio servirá a Copa do Mundo em SP. E algumas coisas assustam: foram tantos laudos que o São Paulo FC enviou à FIFA, através da CBF, e nenhum satisfez. Problemas técnicos barraram o Morumbi. O Palmeiras não consegue nenhuma licença para o início das suas obras. E o Corinthians já teve o estádio aprovado e as licenças permitidas?

 

Coisas assim foram cantadas e contadas no prenúncio da Copa do Mundo no Brasil. E não deu outra… Tomara que nossos bolsos banquem tanta gastança…

 

E você, depois desse imbrólho: ainda é a favor de uma Copa no Brasil? Eu nunca fui…

Deixe seu comentário!

– Oportunismos na F1

Saber aproveitar oportunidades é muito bom: para quem assistiu o GP da Bélgica, no último domingo, percebeu que Felipe Massa se reidratava numa chamativa botilha do Guaraná Antártica. Além disso, percebeu uma gigantesca propaganda do Burger King na escuderia alemã BMW.

O que as duas marcas têm em comum? Ambas querem se internacionalizar (o guaraná quer começar a alçar mercado estrangeiro, enquanto que a lanchonete quer se europeizar).

Vale tudo no marketing de emboscada! A TV mostrou involuntariamente seus sponsors no mundo inteiro…

– TAM + LAN = LATAM. Criada a Maior Empresa Aérea da América Latina!

O nome é horrível, mas a rentabilidade deve ser aprazível.

 

A brasileira TAM acertou a fusão com a chilena LAN, criando uma nova aérea de 40.000 funcionários (será que o número é maior do que o da Varig nos áureos tempos?), voando para quase 200 destinos, sendo a 10ª maior do mundo. Um negócio espetacular tanto para a aviação quanto ao mercado.

 

Sempre que se fala de fusão, brinco que é um nome bonito para sinalizar que um gigante comprou outro, já que na prática é assim que funciona. Lembram da criação da AMBEV? No discurso, a “número 1” se juntou com “a melhor do Brasil”. Na prática, a Bhrama comprou a Antártica. E dos bancos? Itaú Unibanco na verdade foi a compra do primeiro sobre o segundo.

Nesse raciocínio, sabendo que para voar no Brasil a empresa tem que ter um proprietário majoritário nato brasileiro, a TAM comprou a LAN e criou uma nova empresa brasileira com a aquisição do concorrente chileno.

Curiosidade: LAN quer dizer Linhas Aéreas Nacionales; já a TAM muda conforme o serviço realizado: Transportes Aéreos Marília, Transportadora Aérea do Mercosul e assim vai.

O que significaria LATAM? Sugestão: Latino Americana de Transportes Aéreos do Meridiano!

Nossa, ficou feio… Mas acho melhor que LATAM, não?

E você, o que acha dessa fusão? Deixe seu comentário!

 

Acréscimo posterior: a empresa valerá 9,2 bilhões!

– Árbitro Maradona em Paris

Passada a Copa do Mundo, ainda vejo a engraçada propaganda da grife francesa Louis Vuitton. Aproveitando a época de entusiasmo futebolístico, a empresa lançou na ocasião um vídeo onde Maradona é juiz de uma partida de pebolim. Os times? Um jogado por Pelé, outro por Zinidine Zidane.

O cachê deve ter sido fraco, não?

Assista ao vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u724939.shtml

– A Sacada da Lata Vermelha

Para quem não assistiu, a Lata Vermelha da Cerveja Brahma será lançada hoje com esse vídeo promocional:

Em: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/brahma-confirma-lata-vermelha-divulga-imagem-580998.html

 

Ops: aquela maciça propaganda na TV sobre “porque a lata não era vermelha” era lógica demais e estava cansando…

– Merchandising que confunde realidade e ficção

A Rede Globo é uma potência, todos nós sabemos. Possui o chamado “Padrão Globo de Qualidade”, isso também é verdade. Popularizou as novelas no Brasil e inovou nas ações de Marketing nesse segmento, isso é notório. Mas a novidade vem de Passione, atual novela das 21h (que apesar de começar nesse horário é chamada de “Novela das 8”).

 

Na trama, Fernanda Montenegro é Bete Gouveia, dona de uma fábrica de bicicletas. Pois bem, nos últimos episódios as personagens de Saulo e Fred mostram preocupação com o crescimento da concorrente Houston; falam sobre o bom desempenho e dos ótimos modelos, que trarão dificuldades para o grupo Gouveia, o qual administram.

 

Na verdade, Houston é a bicicletaria do grupo nordestino Claudino (o mesmo que um dia abriu as Lojas Paraíba em Jundiaí, na Rua Vigário J.J. Rodrigues, com  um inusitado trio elétrico que circulava nas ruas promovendo a loja, nos anos 90). Sua sede está no Piauí, e atualmente é o grande calcanhar-de-Aquiles da Caloi, líder de mercado.

 

O mais incrível é que os modelos de sucesso da Gouveia (a empresa da novela) são mesmo da Houston. Kayky Brito e Cauã Raymond pedalam nas suas bicicletas; e a tão falada SkinnTop, modelo de sucesso sabotado na trama, será oferecido todo remodelado e consertado pelas personagens Mauro e Bete Gouveia à própria Houston na novela, que a lançará no mercado de verdade!

 

Que interessante: o comércio real misturado com ficção em horário nobre, confundindo a trama e os negócios. Parabéns a quem teve a idéia.

– Prêmios do Faustão via Avião!

Leio na Exame News: a Procter & Gamble deve patrocinar o quadro “Caminhão do Faustão”, do programa Domingão do Faustão. Mas como sua concorrente já o fez, inovará: lançará o quadro “Avião do Faustão”. Isso mesmo, entregará um avião de prêmios!

 

Concorrência é isso aí…

– Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

Uma Copa do Mundo dá lucro mesmo? Para o país que a realiza, a geração de riquezas nem sempre é significativa. Mas para a FIFA, certamente! Segundo Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, o lucro da entidade foi de (sente-se na cadeira) US$ 3,2 bilhões, antes mesmo da bola rolar (50% mais do que a Copa da Alemanha-06)!

 

E quem pagará a conta dos estádios construídos?…

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/mais-bem-sucedida-historia-copa-africa-tem-efeito-limitado-economia-577584.html

 

Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

 

Joanesburgo – A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.

O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.

Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.

Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.

Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.

“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo”, afirmou. “Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.

“A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas.” O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.

Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. “Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem”, disse. “Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro.”

Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. “O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. “E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa.”

– Nokia busca ressurgir na Classe C

Após ser considerada a grande rival da Apple no mercado de smartphones, a Nokia lançou uma série de aparelhos sem o sucesso esperado. De anti-iPhone passou a ser apenas uma coadjuvante.

 

Agora, a empresa se lança num mercado promissor: os smartphones (celulares inteligentes, verdadeiros computadores de mão) destinados à classe C. Alguns modelos serão personalizados para o Brasil.

 

Veja aqui a Vídeo-matéria sobre o assunto, clique em: NOKIA CHEGA A CLASSE C

– Torcedores-Gandulas de Sucesso

O Palmeiras fará um jogo de despedida do Palestra Itália, antes do seu fechamento para reformas, na próxima sexta-feira contra o Boca Jrs. Mas só o pessoal do Marketing do clube foi esperto: Vendeu 12 ingressos a R$ 1.000,00 para torcedores-gandulas. Quem pagar “milão”, poderá ser o gandula do jogo.

Sabe o que aconteceu? Ingressos esgotados. Parabéns.

– A Gafe do Ano: Extra & Folha de São Paulo

Alguns erros no mercado publicitário não podem passar batidos. Veja o gravíssimo entrevero entre o Grupo Pão de Açúcar e a Folha de São Paulo: nesta quarta, a Folha publicou um anúncio do Hipermercado Extra (pertencente ao Grupo Pão de Açúcar), agradecendo a Seleção apesar da eliminação pós-jogo do Chile.

 

Sabemos que o Brasil, ao contrário, se classificou!

 

Normalmente, os departamentos publicitários enviam dois tipos de anúncios pós-eventos esportivos: o da derrota e o da vitória. Acontece que a Folha publicou o anúncio errado… mas assumiu a culpa!

 

Conclusão: Abílio Diniz, o dono do grupo, não aceitou o mea culpa da Folha e diz que processará a todos!

 

Extraído de: http://hexabr.blog.terra.com.br/2010/06/29/abilio-diniz-classifica-anuncio-trocado-como-erro-inadmissivel/

 

ABÍLIO DINIZ CLASSIFICA ERRO DE ANÚNCIO COMO INADMISSÍVEL

 

A história foi longe! A publicação de um anúncio errado do supermercado Extra no jornal Folha de São Paulo de hoje mobilizou o alto escalão das empresas envolvidas. A peça publicitária dizia “A ‘I qembu le sizwe‘ (Seleção) sai do Mundial. Não do coração da gente“, fazendo menção a uma eliminação do Brasil na Copa. A frase aponta justamente o contrário do que aconteceu no jogo de ontem, quando o Brasil se classificou para as quartas de final diante do Chile.

O empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar (ao qual pertence o Extra), manifestou desagrado com o ocorrido no seu perfil pessoal (TWITTER):

 

“Como Presidente do Conselho de Adm do GPA, peço desculpas aos brasileiros e jogadores da Seleção.”

 

O pedido de desculpas foi o desfecho de uma sequência de tweets em que Diniz aponta que “a Folha de São Paulo cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível“. Ao assumir a voz do Grupo, o empresário diz que não apoia a impunidade e que tomarão as providências para responsabilizar os culpados. “Estou ao lado dos que se indignaram com o anúncio publicado erroneamente pelo jornal“, afirma ao mesmo tempo em que classifica o jogo de ontem, do Brasil contra o Chile como “o melhor jogo” da Seleção de Dunga nesta Copa.

Ainda no final da manhã de hoje, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar emitiu nota oficial à imprensa lamentando o ocorrido da página D11 da Folha. Os assessores voltaram a dizer que o jornal se retratará publicamente com a correção do anúncio.

A Folha de São Paulo, por sua vez, não fugiu da responsabilidade. O jornal não apenas admitiu o erro como também confirmou a publicação de uma errata na edição de amanhã.

“Segundo o departamento de publicidade, o erro foi do jornal“. E a nota complementa: “A Folha de S.Paulo esclarece que no dia 29/6/2010, no Caderno Copa 2010, pág D11, foi publicado equivocadamente um anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro.“

Abílio Diniz, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar e o perfil do supermercado Extra no Twitter divulgaram a imagem da peça correta. Nela, a mensagem era “Wafa, wafa” que, no idioma zulu, significa “Vai que dá!”.

–
por Ana Brambilla

– Com o Rival no Peito!

Já imaginaram o Corinthians com o escudo do Palmeiras no peito?

Impensável.

 

E o da Coréia do Norte com a do Sul?

 

Também não dá. E vice-versa nem pensar também.

Pois é: passou batido, mas a Nike, patrocinadora de diversas seleções na Copa do Mundo, propôs uma ação de marketing controversa. Na partida entre Holanda X Camarões, pôde-se observar, abaixo do escudo da Federação Holandesa, uma bandeira de Camarões ao lado da holandesa. Ou seja, a camisa é personalizada para o jogo.

Já vi tal ação na bola do jogo (que é neutra). Mas uma seleção estampando a bandeira do adversário é novidade!

Imagine se na final da Copa do Mundo tivermos Brasil X Argentina. Os brasileiros gostariam da bandeirinha dos hermanos no peito? Já os argentinos devem ficar despreocupados. Afinal, a Adidas não tentou nenhuma ousadia como essa.

E você? O que pensa do escudo do seu time rival na camisa do seu clube de coração? Imaginaram o escudo da Ponte Preta na camisa do Guarani ou na do Paulista de Jundiaí?

– Coca-Cola e Bradesco Mudam de Vermelho para o Azul em nome do Boi e do Dinheiro

O poder do marketing e a força das marcas são dois fatores indispensáveis na Administração de Empresas.

Em Parintins, tradicional celebração amazônica (muitas vezes desprezada no Sul-Sudeste do Brasil), as grandes empresas se renderam à festa e para garantir mais atração aos seus produtos, aceitaram mudar de cor!

Lembre-se agora das logomarcas de Coca-Cola e Bradesco. Pronto, você visualizou algo vermelho. Para conquistar os adeptos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, elas passaram a ser azul (aliás, único lugar do mundo onde a Coca-Cola usou as cores da rival Pepsi-Cola).

 

Extraído de IG Inovação (Clique acima para a citação completa), enviada pelo consultor em Qualidade Augusto César Tavares Ferreira:

 

EMPRESAS MUDAM DE COR PARA O FESTIVAL DE PARINTINS

 

Você está andando pela rua e se depara com um outdoor com a marca da Coca-Cola. Até aí não há nenhuma novidade, não fosse o fato da marca estar com a cor azul ao fundo ao invés do tradicional vermelho. Mais a frente, outros banners chamam a atenção: um anúncio azulado do Bradesco e outro vermelho da Eletrobras.

Ao contrário do que um desavisado possa pensar, não se trata de uma influência do filme “Avatar” nas marcas. O motivo é genuinamente brasileiro. No município de Parintins, no Amazonas, a tradicional disputa entre os bois Garantido e Caprichoso mexe não só com o cotidiano da cidade, mas também com as marcas lá presentes.

Na festa popular amazônica, cada boi é representado por uma cor. O Garantido, mais associado aos populares, defende o vermelho. Já o boi da elite, o Caprichoso, é representado pelo azul. No Bumbódromo, onde acontecem as apresentações, tudo é milimetricamente dividido em partes iguais. De um lado a arquibancada com cadeiras azuis e, do outro lado, os assentos vermelhos.

Com tanta tradição envolvida, as marcas tiveram que se adaptar à realidade local para não desagradar nenhuma torcida e assim correr o risco de perder clientes. “As pessoas que vêm de fora acham que se trata simplesmente de um folclore. Com o passar do tempo, percebemos que é uma coisa que vai muito além disso”, avalia o vice-presidente de Relações Internacionais da Coca-Cola, Jack Corrêa.

De acordo com o executivo da multinacional de bebidas, que patrocina o Festival de Parintins há 16 anos, a ideia de colocar a logo em azul surgiu após colocar pela primeira vez um banner com as cores tradicionais no Bumbódromo. Como existe uma norma rígida de utilização da marca, o caso teve que ser enviado para a sede da empresa, em Atlanta, nos Estados Unidos, para ser aprovado.

“Estávamos fugindo da marca original e a exposição era muito grande. Quando a sede entendeu que havia uma diversidade devido a um fator cultural, aprovou na hora”, relembra. “Esse é o único lugar do mundo onde a Coca-Cola usa sua logo em azul”, completa.

 

Impacto econômico

 

Segundo a Prefeitura de Parintins, o evento folclórico é responsável por impulsionar a economia do município, respondendo aproximadamente por 50% da arrecadação total anual. O investimento do festival, incluindo patrocínios e incentivos governamentais, gira em torno de R$ 20 a R$ 30 milhões.

Os números não param por aí. Cerca de 2.700 pessoas são envolvidas na produção do espetáculo e o total de pessoas na cidade dobra. Com uma população de 115 mil habitantes, a Ilha de Tupinambara, a 420 km de Manaus, chega a receber mais de 100 mil turistas. O aeroporto local, que recebe em média 20 voos semanais, tem o número ampliado para 200 durante o período de festa.

 

 

 

– Esmaltes Coca-Cola

Que jogada de marketing! A Coca-Cola lançará uma linha de esmaltes, baseada no produto Diet Coke. Quem comprar 1 litro do refrigerante, ganhará 1 vidrinho do esmalte. Disponível em 4 cores, veja as imagens e a campanha: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-cria-linha-esmaltes-560269.html