– Os diários congestionamentos da Rodovia Dom Gabriel.

Do Bairro Medeiros ao Centro de Jundiaí, pela Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, a distância é de 13 km em absurdos 40 minutos! E hoje o motivo foi: excesso de veículos!

A Avenida Antonio Pincinato está saturada, a Ozanan não desafogará e nem ajudará quem mora aqui. Ou seja: o morador do Medeiros está ilhado. Mas condomínios novos… um atrás do outro, sem os legisladores se preocuparem com a infraestrutura do bairro.

Pior: ninguém faz nada para resolver isso.

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– E a Enel em SP?

Essa Enel é um problemaço para a Capital Paulista… Sempre fica a desejar nas religações de energia elétrica pós-chuva!

É falta de investimento ou incompetência?

Veja só:

– Todo dia, a mesma coisa…

E aí está o congestionamento nosso de cada dia… Rodovia Dom Gabriel parada na altura da CBC.

Os candidatos 22, o 44, o 33, 11, 55… todo mundo está direta ou indiretamente no poder. Não adianta jogar a culpa no Estado! O excesso de condomínios e a falta de planejamento são culpas do Município de Jundiaí.

– Pobre trânsito de Jundiaí…

Hoje cedo, a Rodovia Hermenegildo Tonoli está 100% parada. Depois dela, pela Rodovia Dom Gabriel, idem. Alternativa via Eloy Chaves, toda congestionada.

Quem sabe se o Pablo Marçal for candidato a Governador, ele faz o teleférico Itupeva – Medeiros – Eloy – Centro de Jundiaí…

Ironias à parte, estamos ilhados no Vetor Oeste jundiaiense.

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– A liderança das empresas de telefonia celular no Brasil:

Onde cada operadora de telefonia lidera no Brasil:

A briga na concorrência poderia ser melhor, não?

Veja: 

– As obras do estádio alternativo do Massa Bruta.

Olhe aí as obras do Estádio Municipal, que o Red Bull Bragantino está reformando para usar como praça alternativa durante as futuras reformas do Nabizão (e que voltará com essas benfeitorias ao município).

Como estão a todo vapor!

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– E os pinos de tomadas?

Os padrões de tomadas mundo afora: não seria melhor um padrão universal?

Aqui no Brasil a gente tem cada gambiarra com os vários modelos…

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🔌 ##tomadas

– Todo dia…

Jundiaí cresceu demais, e ninguém se preocupou com o trânsito do Vetor Oeste…

Todo dia, um martírio na Dom Gabriel e nenhuma autoridade faz algo.

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🚙 #trânsito

– Que trânsito!

Encontro das Rodovias Hermenegildo Tonoli e Dom Gabriel, sentido Itu / Itupeva a Jundiaí: um absurdo!

Não cabe mais gente, mas ninguém faz nada EFETIVO para a mobilidade aqui.

🚙 #congestionamento

– O descaso com os acessos ao Bairro Medeiros: um “pobre” rico bairro.

Há coisas inexplicáveis quando falamos em infraestrutura. Quer exemplos?

O Bairro Medeiros, aqui em Jundiaí / SP, está entre a Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (a “Estrada de Itu”) e a Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli (a “Estrada de Itupeva”). Ambas são ligadas pela Avenida Reynaldo Porcari, que corta o bairro.

Porém, todos sabem que o Vetor Oeste da cidade está “isolado” pelos congestionamentos. Quem está aqui e quer ir para Jundiaí, saindo pelas duas rodovias, pegará trânsito pesado. E não adianta sugerir para desviar pelo Jardim Novo Horizonte ou pela Avenida Antonio Pincinato, pois os gargalos continuam.

Recentemente, as construtoras transformaram o tranquilo bairro em reduto de grandes prédios. Por exemplo: chácaras de veraneio ou plantio de uva viraram condomínios, e aí não se respeita lago, nascente ou qualquer coisa que o valha. Vide perto do Trevo de Itupeva, os empreendimentos que ali se encontram. Tudo isso seria desnecessário para se reclamar se existisse INFRAESTRUTURA para esses negócios.

Contrapartidas? Uma pracinha aqui, um parquinho ali… e outras coisas que poucos usam. Benfeitoria de verdade? Nada.

Entrar no Medeiros pela Dom Gabriel é complicado. A avenida está esburacada, esquecida e perigosa. Não tem acostamento e a muvuca é geral. Foi abandonada! E prédios e mais prédios estão saindo ao longo dela, já saturada. Para sair do bairro pela mesma avenida, você é obrigado a fazer o retorno a quilômetros, sentido Jacaré (Cabreúva/SP)! E se for pela outra ponta, saindo pela Hermenegildo, é um caos.

Aliás, quem mora na região do Jardim Sarapiranga, Jardim Antonieta e Jardim Carolina, é obrigado a fazer loucuras para atravessar a pista rumo as empresas que se encontram à margem da Hermenegildo, pois não se tem passarela. E a desculpa é: a Prefeitura não pode fazer nada, pois a concessionária é quem deve fazer e impede de mexer no trecho. Passe por lá às 7h da manhã, e verá o perigo que é.

Acontece que na região da Avenida Alessandro di Beraldo (paralela à Reynaldo Porcari) enormes projetos imobiliários estão saindo. Curiosamente, a Prefeitura está fazendo um novo dispositivo de retorno ali (confuso, torto, perigoso), bem próximo à já existente perigosíssima rotatória da Reynaldo Porcari ao FazGran (quem conhece o trecho, sabe que tem acidentes dioturnamente ali). Não se faz mais retorno “em cima” da pista! Se faz viaduto, elevado, túnel, mas não obra para carretas bi-trens travarem o trânsito nas curvas. Por que não se faz algo decente, que atenda as duas avenidas ligando-as por marginal e resolva o problema? Dá-se a impressão de que a obra da Prefeitura visa exclusivamente beneficiar os empreendimentos privados que ali sairão das construtoras (não estou acusando, estou observando a má feitura do serviço). Reforço: para construir passarela, o DER não permite; mas para essa situação, aí pode? Veja que obra “porca”:

Aqui, o outro retorno atual:

Pior do que isso: do lado oposto, quem está na Reynaldo Porcari e quer acessar a Guilherme Porcari, ligando a chamada “parte de cima do Medeiros” com a “parte de baixo” (ou seja: a área comercial com a residencial, na região da Igreja Católica, Vila Pires, Posto SP), o fazia pela Avenida Maria Aparecida Pansarin Porcari e pelo trecho de terra da antiga Marginal da Marechal Rondon (quando duplicou-se a Dom Gabriel, interromperam a via marginal e deixaram apenas um trecho dela de chão batido, já que a própria Maria Aparecida Pansarin Porcari, antiga Rua 4, era estreita e sem saída, alargando-a quando fizeram o Verdana). Como não abrem definitivamente a Maria Aparecida Porcari até a Guilherme Porcari, o pequeno trecho de terra “quebrava o galho” dos moradores. Agora, a concessionária quis fechar até esse trecho, isolando o bairro! Não fez graças à intervenção dos moradores (ressalte-se: quem vem da região da antiga KN e quer subir ao bairro, não pode usar o trecho da Marginal até a Igreja, interditado pela Colinas).

Vide a barbaridade:

Nessas horas, a Prefeitura também não pode fazer nada?

Fica o protesto: não tem uma autoridade para ver que não se pode autorizar mais nada no Medeiros, enquanto não se resolver a questão da mobilidade? Quantas vezes a gente vê promessa e nada se faz! A população do bairro está “ilhada”, e as poucas obras feitas parecem que são especificamente a condomínios.

Que se resolva a questão da saturação da Avenida Reynaldo Porcari, que se abra a Maria Aparecida Pansarin Porcari até a Guilherme Porcari, que se ajude a liberar o acesso dos moradores da região do Jardim Carolina à estrada, bem como as saídas para Itupeva. Obviamente, que se construam passarelas. O que não pode é se dar a desculpa que nada se permite fazer e ao mesmo tempo encher o Medeiros de prédios, desregradamente! 

(Ops: estamos em época eleitoral e deixo claro que não sou candidato a nada, antes que confundam as coisas).

– Você andaria pela cidade de São Paulo num… teleférico?

Eu achei inusitado: para resolver o trânsito nas Marginais (e na cidade de São Paulo em geral), o pré-candidato a prefeito Pablo Marçal sugere uma rede de teleféricos na Capital.

Como tenho medo de altura, não gostei da ideia.

Assista, em: https://www.youtube.com/watch?v=NDKQuvSQEGM

– E a especulação imobiliária?

É muito condomínio no Bairro Medeiros… “vilarejo de sítio” que vira “urbano” do dia pra noite precisa de infraestrutura.

Para sair da Avenida Reynaldo Porcari e entrar da Rodovia Hermenegildo Tonoli, é uma aventura!

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#Jundiaí #cidade #especulação

– A Claro nos deixando na mão…

Pela enésima vez, o Bairro Medeiros (Jundiaí – SP) está sem internet pois choveu.

Com tanta propaganda da Claro, é difícil crer que o serviço da empresa não seja “à prova d’água”…

Todo dia, nessa semana, quando choveu, a Web caiu.

Imagem: Reprodução Claro / Net

– Uma tortura chamada Fernão Dias!

Ainda bem que estou fazendo o sentido Capital-Interior da Rodovia Fernão Dias… no contrário, tudo parado desde Bragança até Mairiporã!

Pobre motorista que precisa ir para São Paulo…

– Uma ótima cidade, mas seu trânsito…

Por onde quer que você desvie, encontrará trânsito pesado em Jundiaí.

Ninguém tem “saco roxo” para dizer que precisamos abrir mais avenidas, desafogar as rodovias e controlar o crescimento desequilibrado?

Tanta propaganda sobre qualidade de vida trouxe especulação imobiliária e falta de planejamento, e isso acontece em diversos municípios…

🏙️ #mobilidade

– Que trânsito absurdo!

Quem mora na região do Bairro Medeiros, está ilhado! Ir para o Centro, somente de helicóptero. Idem aos moradores de Itupeva que precisam ir para Jundiaí.

As saturaradas Rodovias Hermenegildo Tonoli, Dom Gabriel e até a Avenida Antônio Pincinato, não aguentam mais. E o que fazer?

Cansa…

(Foto: trevo de Itupeva, arquivo pessoal).

🚙 🚛 🚗 🚑 🚚 #trânsito

– Trânsito absurdo!

Por conta das obras na Rodovia Vice Prefeito Hermenegildo Tonoli, o congestionamento da Rodovia Dom Gabriel começa na altura do AEROPORTO!

Quem for para Itupeva, avalie: de bicicleta pode ser mais rápido…

🚗🚙🚕🚓🚙🚛🚚 #trânsito

– Que trânsito..

Todo dia, em todos os cantos, perde-se tempo no trânsito em Jundiaí…

Cansa tamanhos gargalos, não?

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– As vias inteligentes para os carros. Rodovia que autorrecarrega o carro?

Excepcional: 

Do LinkedIn de Ricardo Amorim, via @impulsionarcarreiras:

Detroit inaugurou a primeira rodovia eletrificada nos EUA.

Ela pode carregar veículos elétricos (EVs) enquanto eles estão sendo conduzidos.

Esta tecnologia inovadora utiliza bobinas de carregamento indutivas de cobre instaladas por baixo da pista, permitindo que os veículos elétricos carreguem enquanto trafegam, estão em marcha lenta ou estacionados acima destas bobinas.

O projeto piloto, desenvolvido pela Electreon, uma empresa sediada em Israel, faz parte de uma iniciativa maior para avançar na tecnologia e infraestrutura de veículos elétricos.

– De Vivo para TIM?

Hoje ocorreu um apagão da operadora Vivo na minha região. Eis que surge na tela… a operadora TIM!

Como explicar?

E só voltou a funcionar (como Vivo) depois de algum tempo… isso é Brasil!

O

– O Gargalo Rodoviário de Jundiaí.

Precisei sair da região de Itupeva e ir à Jundiaí no horário de pico da manhã. E a Rodovia Dom Gabriel… meu Deus! Totalmente parada. E é sempre assim.

Quem mora no Vetor Oeste da cidade, só tem a Avenida Antonio Pincinato como opção. De tal forma, as duas vias ficam congestionadas.

O que fazer?

Novos acessos, obviamente. E disposição para isso?

(foto: autoria pessoal)

– Ciclovia, Ciclofaixa e Ciclovia.

Já repararam quantas ciclovias, na verdade, não são ciclovias?

Na verdade, são adaptações que, cá entre nós, tentam ajudar os ciclistas.

Mas funcionam mesmo?

Uma ilustração para explicar bem:

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Imagens extraídas da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para créditos na postagem.

– Gargalos do Interior Paulista.

Toda cidade pujante brasileira tem um “calcanhar de Aquiles”: a dificuldade em conciliar crescimento com o trânsito.

Em Bragança Paulista isso não é diferente… aqui, um raro momento de pista livre na Avenida Imigrantes, um gargalo do município.

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#trânsito #cidade #tráfego

– O Nabizão:

Na foto, nesta manhã de 6a feira, o Estádio Nabizão, que passará por reformas em breve para se tornar uma Arena (com estacionamento subterrâneo e outros benefícios).

Vai ficar bonito, moderno e funcional!

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– Muito trânsito em Jundiaí…

Perguntar não ofende: mas com os inúmeros atuais loteamentos no Medeiros, a Estrada de Itupeva não está suportando mais tanto trânsito. E com os enormes novos condomínios que estão surgindo, como ficará?

Sem contar que tudo isso desemboca na Rodovia Dom Gabriel.

Alô autoridades, resolvam aí!

– Que boa infraestrutura.

Muitas vezes, lecionamos em lugares (acredite) até mesmo sem mesa!

Mas aqui no Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí, tínhamos até uma Alexa à disposição!!!

Uau…

– Como resolver esse gargalo no trânsito?

Por falta de um anel viário (que está pronto, mas não operando), quem vem de Jundiaí ou cidades vizinhas e quer ir para a Rodovia Dom Pedro, precisa “atravessar a cidade de Itatiba”, pela estrada Luciano Consoline. Ali, é “rodar quase parado”, com trânsito e muitos caminhões.

Olhe só que furdúncio (isso porque não começou o horário de pico):

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– Por que muitos só lembram da importância da mobilidade urbana em dias de greve?

O egoísmo, a ignorância e a falta de percepção da locomoção urbana são uma das principais razões

Continua em: Por que muitos só lembram da importância da mobilidade urbana em dias de greve?

– Trens no Texas e no MT.

Escuto de Fernando Cadore, um dos homens ligados ao Agronegócio no Brasil, de que uma das dificuldades dos produtores é a logística.

Enquanto no Texas há disponível 7000 km de ferrovias, no Mato Grosso há apenas 300!

Aí é difícil para o produtor…

– Até 2035, somente carros elétricos na Inglaterra?

Quer dizer que pós-Brexit, a Inglaterra tomou uma medida ecologicamente correta (e impactante), adiantando em 5 anos a eliminação de carros com motor à gasolina e diesel?

A partir de 2035, 100% da frota fabricada deve ter a opção de ter motor elétrico (que hoje, representa apenas 3%).

Conseguirá? 

O certo é: os Postos de Combustíveis no Reino Unido, sem dúvida, terão que se readaptar a essa realidade… Aliás: estuda-se na Terra da Rainha a construção de estradas com faixas que gerem eletricidade para reabastecimento constante. Já imaginaram que sensacional, caso tal tecnologia for possível? Quebraria o mundo do petróleo.

Resultado de imagem para carros eletricos na Inglaterra

 

– Rodízio de Veículos em Bragança Paulista?

E o novo prefeito de Bragança Paulista, Amauri Sodré, diz que pode implantar o Rodízio de Veículos na cidade.

Eu sei que o número de carros e motos é alto no município (em dados oficiais, há 1,2 veículo por morador segundo a publicação da Gazeta Bragantina, jornal que ele deu entrevista, citado abaixo). Nos horários de pico, as avenidas realmente ficam lotadas. Já a região central, sofre com as subidas e ruas estreitas. Sem contar com os novos moradores dos bonitos condomínios que aqui existem – já que todos usam carros.

Mas será que há a necessidade mesmo? Eu sempre prefiro campanhas educativas do que punitivas – essas, somente como última opção.

Extraído de: http://gazetabragantina.com.br/2022/06/18/para-amenizar-congestionamento-prefeito-amauri-sodre-diz-que-pode-adotar-rodizio-de-veiculos/

– Dia da Logística.

Eu respeito esse pessoal!

Dia da Logística: um momento de celebrar quem se preocupa tanto em fazer a coisa andar por bons caminhos…

– Por quê tanto fio?

Por quê em meio à beleza da natureza, tem que ter tanta fiação?

Energia elétrica, Internet, telefone… tudo deveria ser subterrâneo, como nas principais cidades do mundo.

Estragou a paisagem, além de não ser mais usual:

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– Vem aí… a Supercana!

Ela tem o triplo de tamanho e consegue o quádruplo de produtividade. É a “super” cana-de-açúcar (ou “cana-energia”), desenvolvida no Brasil.

Viva a Biotecnologia!

Extraído do http://www.jornalcana.com.br/desenvolvida-apos-melhoramentos-geneticos-supercana-visa-energia/, republicada de FolhaPress

DESENVOLVIDA APÓS MELHORAMENTOS GENÉTICOS, ‘SUPERCANA’ VISA ENERGIA

Ela é enorme –pode atingir seis metros de altura–, tem potencial para produzir 300 toneladas por hectare e representa uma nova era no setor sucroenergético.

A cana energia, ou “supercana”, desenvolvida após melhoramentos genéticos, está em fase avançada de pesquisa e já gera novos desafios. Num setor em crise, a colheita da variedade irá demandar novos equipamentos ou adaptações nos atuais.

Desenvolvida nos últimos seis anos pelo Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), ela tem como principais características um alto índice de fibras e de biomassa, diferentemente da cana tradicional, que possui mais sacarose e é utilizada para produzir açúcar.

Daí ser chamada de “cana energia”, por ser mais própria para produzir energia elétrica ou etanol de segunda geração, a partir da palha e do bagaço da cana.

A previsão é que chegue ao mercado em três anos, de acordo com o pesquisador Mauro Xavier, do Centro de Cana.

Em relação à cana-de-açúcar comum, a diferença visual é clara: a “supercana” é mais grossa e chega a quase o triplo de altura –a tradicional atinge até 2,2 m. O rendimento também é muito maior, já que a convencional atinge a média de 80 toneladas por hectare.

ESPÉCIE SELVAGEM

Para chegar à variedade, pesquisadores partiram de uma espécie selvagem. Foram feitos cruzamentos com canas tradicionais, e os “descendentes” foram selecionados até chegar ao material com esse perfil.

Se ela emplacar no mercado, um desafio será encontrar colheitadeiras e maquinário que tenham condições de cortá-la e levá-la até as usinas.

Uma possibilidade discutida é evitar que ela atinja a altura e peso máximos e, com isso, em vez de uma safra a cada 12 meses, poderia ser colhida em sete ou oito meses, com duas safras em 15 meses.

“É um grande desafio”, afirma Xavier. A contratação de boias-frias para a “supercana” foi descartada pelo setor.

Embora tenha como foco a energia, ela até pode ser usada para fabricar açúcar, mas o rendimento será menor.

“É como colocar o Neymar, atacante, para jogar no gol. Nela, a sacarose não é tão essencial. O melhoramento teve como meta acumular biomassa rapidamente e elevar a fibra”, afirma o pesquisador.

CIÊNCIA

A “supercana” é apenas uma das variedades desenvolvidas por órgãos como IAC, CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e Ridesa (rede interuniversitária), além da gigante de biotecnologia Monsanto.

A ciência tem invadido cada vez mais os canaviais e, em 12 anos, foram liberadas no mercado mais de 90 plantas, algumas regionalizadas.

Com o avanço da mecanização, foram criadas variedades com capacidade de brotar sob a palha que é deixada pelas máquinas no solo após a colheita.

O CTC está focado em ampliar a produtividade e o teor de açúcar, com tolerância a doenças e para colheita mecanizada, de acordo com o gerente de melhoramento genético, Hugo Campos de Quiroz.

As variedades mais recentes foram feitas para o cerrado. “Precisam de boas condições climáticas e devem ser resistentes ao florescimento.”

Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura de São Paulo, afirmou que o foco das novas variedades –não só de cana-de-açúcar, mas também de culturas como algodão, milho e feijão– deve ser buscar resistência ao estresse hídrico, devido à seca histórica que atinge o Estado.

Apesar das opções, menos de dez variedades são as mais usadas, fato que precisa mudar, segundo Xavier. “Uma praga que dá em uma variedade pode não atingir outra.”
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Arte extraída da Folha de São Paulo

– A Nova Prioridade do Planeta China: banheiros para todos!

Um dos péssimos hábitos da atual e moderna China é o antigo costume de urinar em público.

Está apertado? Ache um cantinho e…

Pois é. Para acabar com esse constrangimento das autoridades, o Governo Chinês investirá R$ 10 bilhões de reais para construir banheiros públicos no país.

Abaixo, os planos ambiciosos das autoridades,

Extraído de: http://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/01/china-elegeu-reformar-e-modernizar-os-banheiros-sua-prioridade-na-nova-era.html

A CHINA ELEGEU REFORMAR E MODERNIZAR OS BANHEIROS SUA PRIORIDADE NA NOVA ERA

Por Vivian Oswald, de Pequim

A vendedora da pequena e charmosa butique vizinha a um dos banheiros públicos de Dashilan – um descolado hutong, como são chamados os bairros das tradicionais casas chinesas, da capital – se queixava do cheiro forte do vizinho com quem divide parede. Dizia que o odor afastava a clientela. Não mais. O banheiro foi reformado e já não incomoda. Este e tantos outros passaram por mudanças significativas para agradar turistas chineses e estrangeiros. Muitos ganharam novo visual e vasos sanitários que só faltam falar – e vão para o lugar daquelas precárias louças encaixadas no chão.

A China elegeu suas prioridades. Ao se preparar para entrar na Nova Era, anunciada em outubro passado pelo presidente Xi Jinping durante o 19º Congresso do Partido Comunista, o país escolheu dar início a uma nova revolução: a dos banheiros. “A China precisa de melhoras nos seus banheiros para construir uma sociedade civilizada e incrementar os padrões de higiene do povo”, pregou o líder chinês, prestes a iniciar seu segundo mandato agora em março.

Xi pediu aos membros do partido que continuem a modernizar os banheiros turísticos ao mesmo tempo em que expandem o projeto para o resto do país, sobretudo para as áreas rurais e regiões mais remotas. Em suas visitas às áreas rurais, o mandatário faz questão de saber se a população usa esses banheiros, que nada mais são do que um buraco no chão, sem sistema de água, nem esgoto. Nos hutongs, mesmo nos grandes centros urbanos, os banheiros públicos são as únicas opções para os moradores das casas, que, em geral, não têm um sanitário exclusivo para atender a família. Não raro, veem-se chineses passando de pijama à noite, ou bem cedo, com cara de aperto, pelas ruelas.

A revolução do Xi(xi) começou com uma campanha lançada em 2015 pelo Escritório de Turismo para melhorar as condições dos banheiros públicos nas áreas mais turísticas. Estabeleceu-se, então, uma meta de construção e renovação de 57 mil banheiros de turismo para o período de três anos. Como quase tudo na China, o objetivo foi cumprido antes do prazo. Ao todo, foram construídos e renovados 68 mil banheiros, quase 20% a mais do que o previsto, segundo dados atualizados em outubro passado. Agora, eles acabam de anunciar a nova meta para o próximo triênio. De 2018 a 2020, serão pelo menos 64 mil banheiros de turismo, dos quais, no mínimo, 47 mil novos e 17 mil renovados.

A tal revolução dos banheiros já teria custado mais de US$ 150 milhões. O foco agora vai para o interior, sobretudo nas zonas rurais, no centro e leste do país. Está sendo criado um regime de avaliação e fiscalização da sociedade. Uma pesquisa mostra que 80% dos turistas chineses se disseram satisfeitos com a melhora dos banheiros. Não é para menos. Mesmo em Pequim, as condições de alguns dos milhares de banheiros públicos que existem pela cidade chocavam os estrangeiros. Os chineses não se constrangem com o velho hábito de usar o espaço público como banheiro. No interior da China, por exemplo, na região autônoma de Ningxia, muitos camponeses nem sequer têm banheiro dentro de casa. Alguns têm de usar latrinas cavadas na terra ao lado da casa ou caminhar até 500 metros para encontrar um banheiro público.

De acordo com dados da Fundação Bem-Estar Público Yu Ting, cerca de 80% das áreas rurais de Xinjiang e do Tibete têm uma situação considerada severa. A entidade, primeira organização não governamental a cuidar exclusivamente do tema dos banheiros, foi criada pelo milionário Qian Jun. Nascido em Kunshan, na província de Jiangsu, a mais densamente povoada da China, ele decidiu largar o império que construiu nos setores de logística, finanças e alimentação para dedicar-se à filantropia depois que descobriu um câncer em 2011, quando tinha 34 anos. De lá para cá, Gian Jun já gastou cerca de US$ 3 milhões com banheiros e, por isso, passou a ser conhecido como “Zé Banheiro”. A ideia deste empreendedor não é apenas reformar os sanitários, mas mudar a cultura das pessoas. Isso pode até virar um bom negócio. Alguns modelos começam a ter marca registrada e a ser vendidos para empresas e governos de províncias interessados em conduzir as suas reformas.

Em um país diverso como a China, até o design de banheiros precisa ser discutido com atenção. Isso porque nas áreas remotas do Tibete, por exemplo, é preciso levar em conta as caraterísticas das vestes usadas pela população, com uma das mangas muito mais longa do que a outra. Além de tocar projetos para a construção de banheiros sustentáveis em universidades e sanitários dignos no interior do país, ele quer que a Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiosas da capital, inclua no seu currículo uma nova “especialização em banheiros”, que poderia estar vinculada à Faculdade de Meio Ambiente ou à de Direito.

Ainda no final de 2015, o Ministério de Habitação da China fechou um acordo de cooperação com a província de Ningxia, que se tornou um projeto experimental da revolução dos banheiros na zona rural. A província estabeleceu pontos experimentais em 22 cidades. Na cidade de Qingtongxia, foram renovados 1.300 banheiros nos últimos três anos. Diante dos bons resultados, a província acaba de anunciar uma meta de renovar os banheiros usados por 300 mil famílias até 2020. Nas cidades grandes, alguns terão até luxos que não se costuma ver em banheiros mundo afora, como carregadores de celular, Wi-Fi, ar-condicionado, aquecimento, máquina de água e sucos e tal. O fato é que, como tudo na China, o movimento tem tomado proporção tamanha que acaba de ser lançado um aplicativo de banheiros para a população. Tem sido chamado de “o Uber dos banheiros”. Ali, o usuário tem acesso a cerca de 330 mil sanitários disponíveis à sua volta em toda a China, numa área chamada “nuvem nacional do banheiro público”, com as informações sobre as facilidades e horários de funcionamento.

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VIDA PRIVADA – O plano prevê 64 mil novos banheiros para uma população de 1,4 bilhão de pessoas (Foto: divulgação)