Sobre o lamentável episódio do afastamento dos jornalistas da ESPN, de dias atrás, uma situação local que relato (com desfecho melhor).
Em: https://youtu.be/PfuubgBNlO8?si=ZZMVNqQ-knquPeW2
Sobre o lamentável episódio do afastamento dos jornalistas da ESPN, de dias atrás, uma situação local que relato (com desfecho melhor).
Em: https://youtu.be/PfuubgBNlO8?si=ZZMVNqQ-knquPeW2
Hoje é dia de jogo do Paulista! O Galo pega o VOCEM no Tonicão, em Assis. Falamos da arbitragem desse jogo em: https://wp.me/p4RTuC-15Fk.
Nessa semana, houve a tentativa de Torcedores se associar ao clube. Ótima e democrática iniciativa! Falamos também aqui: https://wp.me/p4RTuC-15Ez.
Porém, quando chegaram ao Estádio Jayme Cintra, se surpreenderam com uma recente mudança do programa de sócio-contribuinte: subiu de R$ 120,00 para R$ 420,00, além da necessidade de indicação da Diretoria atual e uma série de documentos exigidos para provar a idoneidade.
Lembrei-me dos meus tempos de árbitro de futebol: tanto CBF quanto FPF exigiam “nada consta civil e criminal”, SPC e Serasa, além de outras provas de honestidade para estar no quadro de árbitros.
O meu amigo Zé Boca de Bagre, que não tem papas na língua, não se conformava e dizia à época: “Como pode o Marco Polo Del Nero, com FIFAGate nas costas, proibido de entrar nos EUA, exigir honestidade de alguém? É a banana comendo o macaco!”.
Eu concordo com todas as exigências de idoneidade. Há de se mostrar lisura em todos os lugares, e ressalto: do patrão ao subordinado, do presidente ao sócio-comum, todos deveriam ter essa comprovação.
Aliás, por pura curiosidade: para assumir cargos de direção em qualquer atividade esportiva, exige-se tudo isso hoje?
Ser honesto não deve ser vantagem, mas obrigação.
A história conta que uma das cabeças mais inteligentes do nosso país foi Ruy Barbosa. Em discurso no Senado da República, ainda no Rio de Janeiro, em 17/12/1914, imortalizou tal verdade:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Uma verdade que perdura até nossos dias. Mais do que isso: que retrata o Brasil de mais de 100 anos atrás e o de hoje – com perfeição, infelizmente!
Nunca conte mentira, pois você terá que lembrar as bobagens que falou para mantê-las como verdade. Assim, ser verdadeiro, agir coerentemente colocando as práticas dos ideais e ideologias, é fundamental para se ter credibilidade com o próximo.
Digo isso pois leio o seguinte pensamento de autor desconhecido:
“A alma não pode ter segredos que a nossa conduta precise esconder“.
Correto. Necessitamos parecer e ser exteriormente o que somos. Se somos do bem, praticaremos o bem; mas se somos hipócritas, a exteriorização não tardará de ser pública.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem tiver conhecimento, informar para os créditos.
Original em:
Honesty Quote By Robert Black: “We are all…”

Original em:
Sleep Quote By Laurie Notaro: “Be honest with…”

Prenderam o Ex-Ministro e candidato a vice de Bolsonaro em 2022, Braga Netto, nesse sábado cedo .
Vale o repost da semana passada:
BOLSONARO TERÁ O MESMO FIM QUE LULA?
Sim, eu acredito que infelizmente poderíamos ter um golpe de estado acordado com Jair Messias. E… sim, eu acredito em todos os crimes atribuídos a Luiz Inácio (Petrolão, Mensalão e outras).
Sim, eu acho que Alexandre de Moraes “vai com gosto” nos casos que possam envolver Bolsonaro, assim como igualmente Sérgio Moro “foi com gosto” em cima de Lula.
A história se repete…Vemos algo “igualzinho” acontecendo no Brasil: prenderam Genoíno, Zé Dirceu, Okamoto e conseguiram chegar ao Lula.
Agora, é a vez contrária: Mauro Cid, Silvinei e provavelmente chegarão a Bolsonaro.
O problema é: como a impunidade é galopante no país, soltaram Lula e ele foi eleito. Em 2030, pela lógica, acontecerá o mesmo com Bolsonaro?
Precisamos de políticos honestos, competentes e que transmitam credibilidade. Não vejo esse conjunto de virtudes em nenhum deles.
E você tem paixões por políticos?

Imagem extraída de Poder 360, no link em: https://www.poder360.com.br/eleicoes/lula-pontua-de-34-a-36-e-bolsonaro-tem-de-27-a-29-diz-poderdata/
Sim, eu acredito que infelizmente poderíamos ter um golpe de estado acordado com Jair Messias. E… sim, eu acredito em todos os crimes atribuídos a Luiz Inácio (Petrolão, Mensalão e outras).
Sim, eu acho que Alexandre de Moraes “vai com gosto” nos casos que possam envolver Bolsonaro, assim como igualmente Sérgio Moro “foi com gosto” em cima de Lula.
A história se repete…Vemos algo “igualzinho” acontecendo no Brasil: prenderam Genoíno, Zé Dirceu, Okamoto e conseguiram chegar ao Lula.
Agora, é a vez contrária: Mauro Cid, Silvinei e provavelmente chegarão a Bolsonaro.
O problema é: como a impunidade é galopante no país, soltaram Lula e ele foi eleito. Em 2030, pela lógica, acontecerá o mesmo com Bolsonaro?
Precisamos de políticos honestos, competentes e que transmitam credibilidade. Não vejo esse conjunto de virtudes em nenhum deles.
E você tem paixões por políticos?

Imagem extraída de Poder 360, no link em: https://www.poder360.com.br/eleicoes/lula-pontua-de-34-a-36-e-bolsonaro-tem-de-27-a-29-diz-poderdata/
Pouco repercutiu no Brasil: Willian Rogatto, que na CPI da Manipulação de Apostas fez acusações envolvendo (sem provas) pessoas e times importantes do Brasileirão (já falamos dele e como agia no Interior Paulista, e que suas declarações eram cheias de vaidade e mentiras, aqui: https://wp.me/p4RTuC-11nW), foi preso na semana passada em Dubai, pela Interpol. Ele estava sendo acusado de fazer parte de um esquema enorme envolvendo times pequenos do RJ, na chamada “Operação VAR”.
Informações de: O Globo, aqui: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2024/11/11/policia-faz-operacao-contra-grupo-que-manipulava-resultados-de-jogos.ghtml#
Polícia faz operação contra grupo que manipulava resultados de jogos na Série B do Campeonato Carioca.
Uma das partidas suspeitas envolve times sub-20 da segunda divisão; um dos alvos é Willian Rogatto, conhecido como o Rei do Rebaixamento.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, nesta segunda-feira, uma ação contra um grupo que manipulava resultados de jogos da Série B profissional e sub-20 do Campeonato Carioca. A “Operação VAR”, da Delegacia do Consumidor (Decon), também investiga crime de lavagem de dinheiro.
Os clubes sob suspeita são o Nova Cidade (Nilópolis), o Belford Roxo, o São José (Itaperuna), o Brasileiro (Rio) e o Duquecaxiense, que disputam as divisões inferiores do Campeonato Carioca. A investigação começou após a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), por meio de relatórios da empresa Sportradar, apontar resultados suspeitos em partidas profissionais e da base na Segundona carioca.
Um dos jogos investigados pela Polícia Civil foi o confronto entre Belford Roxo e Nova Cidade, disputado em junho, pela Série B1 sub-20. As investigações apontaram um volume significativo de apostas, em bets da Ásia, na virada do Belford Roxo após o Nova Cidade ganhar o primeiro tempo.
Na partida disputada no dia 5 de junho, o Belford Roxo abriu o placar aos 23 minutos — o time perdera um pênalti minutos antes —, mas levou a virada em apenas cinco minutos. Os gols do Nova Cidade saíram aos 28, 30 e 33. No segundo tempo, antes dos 20 minutos, o Belford Roxo já ganhava por 4 a 3. O último gol veio de pênalti nos minutos finais.
À época, o Nova Cidade foi suspenso temporariamente pela Ferj em virtude das suspeitas que recaíram sobre o jogo. O clube alegou ser vítima da EJ Agenciamento, responsável pela contratação da equipe sub-20. A instituição encerrou o contrato e excluiu os jogadores suspeitos de manipular o resultado.
Nesta segunda-feira, agentes da Decon, com o apoio da Polícia Civil paulista, saíram para cumprir 11 mandados de busca e apreensão. Foram cumpridos mandados na Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro; em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e um no estado de São Paulo, com apoio da Polícia Civil paulista. Também houve buscas nas casas dos presidentes dos clubes envolvidos no esquema.
Um dos alvos é Willian Rogatto, conhecido como o Rei do Rebaixamento. Ele foi preso pela Interpol, na última sexta-feira, em Dubai, nos Emirados Árabes. Ele é acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal de manipulação de jogos no Campeonato Brasiliense de Futebol quando era gestor do clube Santa Maria (DF).
Rogatto afirmou ter faturado algo em torno de R$ 300 milhões com manipulações de resultados que culminaram em 42 rebaixamentos, nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, e em nove países, como a Colômbia. O mais recente deles foi o do Santa Maria (DF), que fez apenas três pontos no Estadual deste ano e caiu na última colocação.
A suspeita de manipulação no Santa Maria ligou o alerta no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que aponta Rogatto como chefe do esquema e responsável por influenciar em pelo menos dois jogos do campeonato. Ele assumiu o cargo de gestor do clube candango, oferecendo garantias de que montaria uma equipe competitiva para o Estadual, mas acabou enfraquecendo o elenco e convencendo jogadores a adulterarem resultados.
Em nota, a Ferj afirmou que tem enviado todos os casos suspeitos aos órgãos competentes.
“Não é de hoje que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro trava árdua e incessante batalha contra a manipulação de resultados. Defensora do jogo limpo, a FERJ, no que lhe cabe, impôs e impõem sanções desportivas administrativas e sempre teve por diretriz enviar ao Ministério Público, aos Tribunais de Justiça Desportiva e à Polícia Civil – no momento através da Delegacia do Consumidor (Decon) – todos os relatórios, produzidos pela Sportradar, empresa internacional contratada para detecção de movimentos que indicam a probabilidade de manipulação de resultados em partidas de todas as séries de suas competições, bem como o envio de qualquer outro documento que contenham dados suspeitos. A Federação reafirma o compromisso com a lisura do futebol e mantém o firme propósito de combater esse mal e punir severamente os responsáveis. Para tais objetivos, conta com o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia e Tribunais Desportivos, a quem sempre recorreu e de quem sempre teve total apoio”.
Em nota, o Duquecaxiense Futebol Clube afirmou que “condena veementemente qualquer ato atentatório à ordem desportiva e reitera seu compromisso com os princípios de fair play e justiça esportiva”.
“O clube condena veementemente qualquer ato atentatório à ordem desportiva e reitera seu compromisso com os princípios de fair play e justiça esportiva”, declarou. O Duquecaxiense Futebol Clube jamais apoiou, praticou ou compactuou com os fatos que deram origem à sanção de suspensão aplicada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro há 2 anos e confirmada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro. Lamentamos profundamente que, no curso do processo disciplinar, o presidente do clube não tenha sido ouvido, apesar das reiteradas tentativas do patrono em assegurar essa oitiva.”
Pouco repercutiu no Brasil: Willian Rogatto, que na CPI da Manipulação de Apostas fez acusações envolvendo (sem provas) pessoas e times importantes do Brasileirão (já falamos dele e como agia no Interior Paulista, e que suas declarações eram cheias de vaidade e mentiras, aqui: https://wp.me/p4RTuC-11nW), foi preso na semana passada em Dubai, pela Interpol. Ele estava sendo acusado de fazer parte de um esquema enorme envolvendo times pequenos do RJ, na chamada “Operação VAR”.
Informações de: O Globo, aqui: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2024/11/11/policia-faz-operacao-contra-grupo-que-manipulava-resultados-de-jogos.ghtml#
Polícia faz operação contra grupo que manipulava resultados de jogos na Série B do Campeonato Carioca.
Uma das partidas suspeitas envolve times sub-20 da segunda divisão; um dos alvos é Willian Rogatto, conhecido como o Rei do Rebaixamento.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, nesta segunda-feira, uma ação contra um grupo que manipulava resultados de jogos da Série B profissional e sub-20 do Campeonato Carioca. A “Operação VAR”, da Delegacia do Consumidor (Decon), também investiga crime de lavagem de dinheiro.
Os clubes sob suspeita são o Nova Cidade (Nilópolis), o Belford Roxo, o São José (Itaperuna), o Brasileiro (Rio) e o Duquecaxiense, que disputam as divisões inferiores do Campeonato Carioca. A investigação começou após a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), por meio de relatórios da empresa Sportradar, apontar resultados suspeitos em partidas profissionais e da base na Segundona carioca.
Um dos jogos investigados pela Polícia Civil foi o confronto entre Belford Roxo e Nova Cidade, disputado em junho, pela Série B1 sub-20. As investigações apontaram um volume significativo de apostas, em bets da Ásia, na virada do Belford Roxo após o Nova Cidade ganhar o primeiro tempo.
Na partida disputada no dia 5 de junho, o Belford Roxo abriu o placar aos 23 minutos — o time perdera um pênalti minutos antes —, mas levou a virada em apenas cinco minutos. Os gols do Nova Cidade saíram aos 28, 30 e 33. No segundo tempo, antes dos 20 minutos, o Belford Roxo já ganhava por 4 a 3. O último gol veio de pênalti nos minutos finais.
À época, o Nova Cidade foi suspenso temporariamente pela Ferj em virtude das suspeitas que recaíram sobre o jogo. O clube alegou ser vítima da EJ Agenciamento, responsável pela contratação da equipe sub-20. A instituição encerrou o contrato e excluiu os jogadores suspeitos de manipular o resultado.
Nesta segunda-feira, agentes da Decon, com o apoio da Polícia Civil paulista, saíram para cumprir 11 mandados de busca e apreensão. Foram cumpridos mandados na Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro; em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e um no estado de São Paulo, com apoio da Polícia Civil paulista. Também houve buscas nas casas dos presidentes dos clubes envolvidos no esquema.
Um dos alvos é Willian Rogatto, conhecido como o Rei do Rebaixamento. Ele foi preso pela Interpol, na última sexta-feira, em Dubai, nos Emirados Árabes. Ele é acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal de manipulação de jogos no Campeonato Brasiliense de Futebol quando era gestor do clube Santa Maria (DF).
Rogatto afirmou ter faturado algo em torno de R$ 300 milhões com manipulações de resultados que culminaram em 42 rebaixamentos, nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, e em nove países, como a Colômbia. O mais recente deles foi o do Santa Maria (DF), que fez apenas três pontos no Estadual deste ano e caiu na última colocação.
A suspeita de manipulação no Santa Maria ligou o alerta no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que aponta Rogatto como chefe do esquema e responsável por influenciar em pelo menos dois jogos do campeonato. Ele assumiu o cargo de gestor do clube candango, oferecendo garantias de que montaria uma equipe competitiva para o Estadual, mas acabou enfraquecendo o elenco e convencendo jogadores a adulterarem resultados.
Em nota, a Ferj afirmou que tem enviado todos os casos suspeitos aos órgãos competentes.
“Não é de hoje que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro trava árdua e incessante batalha contra a manipulação de resultados. Defensora do jogo limpo, a FERJ, no que lhe cabe, impôs e impõem sanções desportivas administrativas e sempre teve por diretriz enviar ao Ministério Público, aos Tribunais de Justiça Desportiva e à Polícia Civil – no momento através da Delegacia do Consumidor (Decon) – todos os relatórios, produzidos pela Sportradar, empresa internacional contratada para detecção de movimentos que indicam a probabilidade de manipulação de resultados em partidas de todas as séries de suas competições, bem como o envio de qualquer outro documento que contenham dados suspeitos. A Federação reafirma o compromisso com a lisura do futebol e mantém o firme propósito de combater esse mal e punir severamente os responsáveis. Para tais objetivos, conta com o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia e Tribunais Desportivos, a quem sempre recorreu e de quem sempre teve total apoio”.
Em nota, o Duquecaxiense Futebol Clube afirmou que “condena veementemente qualquer ato atentatório à ordem desportiva e reitera seu compromisso com os princípios de fair play e justiça esportiva”.
“O clube condena veementemente qualquer ato atentatório à ordem desportiva e reitera seu compromisso com os princípios de fair play e justiça esportiva”, declarou. O Duquecaxiense Futebol Clube jamais apoiou, praticou ou compactuou com os fatos que deram origem à sanção de suspensão aplicada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro há 2 anos e confirmada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro. Lamentamos profundamente que, no curso do processo disciplinar, o presidente do clube não tenha sido ouvido, apesar das reiteradas tentativas do patrono em assegurar essa oitiva.”
De novo esse tipo de golpe?
Estou recebendo duas ou três mensagens por dia como essa da imagem…
Cansa! Não caiam nessa história.

Quase que diariamente, tenho recebido essas mensagens abaixo – que são golpes.
Como tenho tudo bem controlado, sei que não tem nada em atraso. Mas o email é bem feito, parece mesmo uma conta da operadora Claro. Atenção: não abra, pois é isso que os estelionatários querem.
Meu sogro, meu pai e outras pessoas conhecidas receberam a mesma mensagem na caixa de entrada deles, inclusive com o mesmo valor. Não é possível que as autoridades não consigam pegar quem dispara essas falsidades com vírus e outros golpes.
Reforço: se você receber tal mensagem, não abra!
Texto de 7 anos, mas um golpe atual:
Embora para muitos (como mostra a matéria abaixo do UOL) o golpe em alguns postos de combustíveis seja novo, não é. É o mesmo engodo de 1 litro contendo “900ml”, chamado de “bomba baixa”; só que ao invés do golpe ser por regulagem manual, é por via eletrônica.
Fique atento! Abasteça somente em postos de sua confiança!
Extraído de:
NOVA FRAUDE EM BOMBA DE GASOLINA É DIFÍCIL DE NOTAR; FRENTISTAS DÃO DICAS CONTRA GOLPES
O caso recente de um cliente que foi vítima de fraude é lembrado por dois frentistas que trabalham na marginal Tietê, em São Paulo, como exemplo da facilidade para enganar o consumidor. Wallace Alan e Jefferson Silva são funcionários de um posto atualmente sem bandeira, próximo à ponte da Casa Verde (zona norte da capital), e contam o que viram há cerca de uma semana.
“O motorista chegou aqui e pediu para pôr R$ 50 em etanol. Só que ele tinha acabado de colocar R$ 70 em outro posto, que fica bem pertinho”, diz Alan, 23. “Ele quase encheu o tanque lá, mas desconfiou que abasteceram com menos combustível do que pagou, e aí pediu para eu completar.”
Como o tanque do carro era pequeno, em torno de 45 litros –ou R$ 90– seria o máximo da capacidade.
“Eu disse para ele: não vai caber mais R$ 50, o tanque deve estar quase cheio“, afirma Alan.
Mas o cliente estava certo. O posto anterior havia cobrado por uma quantidade e entregado bem menos.
“Se quiser, o funcionário consegue ser desonesto [sem que percebam]“, diz Silva, 23. “Por isso, a gente sempre pede para o motorista descer do carro e acompanhar o que está acontecendo na bomba, do nosso lado. Assim a gente evita problema também.”
A reportagem do UOL conversou com frentistas em seis postos de combustíveis no centro, na zona norte e na zona oeste de São Paulo sobre um tipo de engodo difícil de perceber e que está cada vez mais comum: a fraude tecnológica.
O golpe funciona assim: com um chip instalado dentro da bomba, é possível interferir no funcionamento da placa eletrônica e alterar a contagem que aparece no visor. O comando é feito à distância, por controle remoto ou aplicativo de celular. Ao comprar 20 litros, por exemplo, o cliente recebe apenas 18 litros, sem notar que foi ludibriado.
De acordo com informações do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas), entre agosto de 2016 e maio de 2017, 55 postos no Estado foram flagrados nesse tipo de infração –45 na capital e 10 no interior. A fiscalização não identificou um padrão comum aos estabelecimentos com bombas adulteradas, então é preciso desconfiar de qualquer um.
O superintendente do órgão fiscalizador, Guaracy Fontes Monteiro Filho, explica que, na média, o motorista é lesado facilmente porque é quase impossível reparar na diferença de volume.
“Nós estamos constatando de 10% a 12% de fraude em cima do consumidor. De 20 litros abastecidos, ele perde 2 litros. De 40 litros, ele perde 4 ou 5 litros, mais ou menos”
Monteiro diz que, para mexer na bomba, além de violar o lacre de segurança colocado pelos fiscais, é preciso entender de tecnologia e de como o equipamento funciona. Por isso a suspeita é que uma quadrilha especializada esteja oferecendo o serviço aos donos de postos. Não somente em São Paulo, como também em outros Estados pelo país.
De acordo com Monteiro Filho, um posto de porte médio em São Paulo vende, por mês, em torno de 300 mil litros de combustíveis. Se deixar de entregar de 10% a 12% disso, abocanha R$ 100 mil por mês.
Geralmente, ele conclui, funcionários de confiança estão envolvidos no esquema, pois alguém no local fica encarregado de acionar ou desligar o mecanismo que regula a quantidade de combustível. A seguir, veja algumas dicas para tentar evitar o golpe.
* Duvide de preços muito abaixo da média
Esta é a dica do Ipem-SP para evitar cair no golpe. Promoções muito atraentes podem funcionar de isca. Nos postos visitados pela reportagem, o preço do litro do etanol variava entre R$ 1,95 e R$ 2,07; o da gasolina comum, entre R$, 2,95 e R$ 3,17.
* Fique atento ao visor da bomba
Para o frentista Jefferson Silva, pode parecer bobagem, mas é importante acompanhar a quantidade e o valor que a bomba está indicando. “Se o marcador de combustível, no painel do carro, estiver funcionando direito, você consegue ter uma ideia de quantos litros foram colocados e de quanto ainda falta.”
* Saiba qual é a autonomia do seu veículo
Outra dica para evitar cair em golpe é conhecer a autonomia do carro, ou seja, a média de quilômetros rodados por litro de combustível. Desta forma, observando a distância já percorrida, dá para fazer a conta de quantos litros foram consumidos e, portanto, quantos faltam para encher o tanque.
É importante saber o volume total do tanque, já que o número muda conforme o modelo do carro e o fabricante.
* Verifique se a bomba funciona direito
Todo posto de combustível deve ter à disposição do cliente um balde aferidor: trata-se de um galão de metal graduado e inspecionado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) que pode ser usado para medir se está correta a quantidade que sai da bomba.
O motorista pode pedir para fazer o teste: o frentista coloca 20 litros de combustível neste galão e a marca deve bater com o número de litros.
* Abasteça sempre no mesmo posto
“Passe em frente e veja como está o movimento”, diz o frentista Oseias Lopes, 37, que trabalha há dois anos em um posto no bairro do Limão (zona norte).
* Abasteça em um posto bem movimentado
“Se estiver sempre cheio, pode ser sinal de que tem confiança, ética com o cliente”, opina o frentista Oseias Lopes.
Assim como os outros frentistas ouvidos pela reportagem, Lopes afirma que já soube de fraudes com chip na bomba, mas que nunca viu de perto nem participou de adulterações no equipamento.
“Se você achar um posto em que confia, continue com ele”, sugere.
* Em caso de suspeita, denuncie
Para denunciar irregularidades como lacre da bomba adulterado ou quebrado, fraude na quantidade entregue ao cliente e mau funcionamento da bomba, o consumidor deve ligar para 0800 013 0522 (ligação gratuita).
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) recebe ligações gratuitas no número 0800 970 0267 para denúncias sobre adulteração de combustível.
Sofisticação quase invisível
O Estado de São Paulo tem cerca de 9.000 postos de combustíveis. Em muitos casos, é por meio de denúncias que a fiscalização chega aos criminosos.
Por conta da sofisticação na fraude tecnológica, a adulteração da bomba só é notada quando ela é aberta e vasculhada minuciosamente, um trabalho que pode levar até uma hora por equipamento.
“Na fiscalização de rotina, o Ipem não pega esse tipo de fraude. Tem que abrir a bomba, deslacrar, olhar para ver se encontra o chip. Porque, geralmente, quando o fiscal chega ao posto, a fraude já está desligada”, afirma o superintendente Monteiro.
Até um ano atrás, de todas as denúncias feitas ao Ipem-SP que levavam à fiscalização da bomba, entre 7% e 8% resultavam em constatação de crime.
A partir do segundo semestre de 2016, com o aumento do rigor nas operações para esse tipo de desvio de combustível, o acerto fica entre 15% e 20% das denúncias.
O Estado de São Paulo é o que mais registra esse tipo de fraude no país, mas é também o que possui mais capacidade de identificar a instalação de chips nas bombas. Um laboratório de treinamento foi criado no Ipem paulista para preparar fiscais de outros lugares.
Uma lei estadual de maio deste ano determina a cassação da inscrição no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do posto que for flagrado adulterando o volume do produto. Os donos do estabelecimento, pessoas físicas ou jurídicas, ficam impedidos de trabalhar no mesmo ramo de atividade, mesmo que em outro endereço, pelo prazo de cinco anos.
“SEPARAR O JOIO DO TRIGO”
A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), que representa 34 sindicatos ligados a 41 mil postos de combustíveis no país, diz que os “maus empresários” envolvidos em fraudes são minoria e representam, na realidade, uma concorrência desleal neste mercado.
O presidente da entidade, Paulo Miranda Soares, afirma que punições mais rigorosas para os casos de adulteração de quantidade, como prevê a recente lei paulista, podem ajudar a inibir crimes desse tipo.
“Nós achamos que a nova lei será muito eficiente para isso, mas ela vai depender da disposição das autoridades. Se não fiscaliza, não adianta nada. Tem que ter uma fiscalização mais assídua dos órgãos responsáveis, para aí separar o joio do trigo”, diz.
De acordo com Soares, as bombas fraudadas atingem 1% do mercado nacional –com 160 mil equipamentos em operação–, enquanto as irregularidades em geral representam 3% desse total, o que ele considera um índice “tolerável”.
Equipamentos menos suscetíveis a manipulações são uma aposta para reduzir problemas como sonegação fiscal e adulteração do produto e da quantidade vendida.
O setor mantém conversas com duas das principais fabricantes de bombas de combustíveis: a norte-americana Wayne, que tem uma unidade no Rio de Janeiro, e a Gilbarco Veeder-Root, com fábrica em São Paulo. A ideia, segundo Soares, é desenvolver bombas com “caixa-preta”, registrando tudo o que acontece no equipamento, sempre com auxílio do Inmetro, para 2018.
“Nesta crise que o país está vivendo, nós percebemos um aumento desse tipo de fraude. É um tipo de fraude mais difícil de pegar, mas, na hora em que você pega, você tem mais provas, ilícitos comprovados”, avalia.
ALTA NA REPROVAÇÃO DAS BOMBAS
No Estado de São Paulo, as fraudes ocorrem com mais frequência na capital e em sua região metropolitana, segundo informações do Ipem-SP.
Nos últimos dois anos, o número de postos fiscalizados na cidade teve uma leve redução, passando de 2.360 por ano, em média, entre 2011 e 2014, para 2.144 postos em 2015 e 2.009 postos em 2016.
A quantidade de bombas verificadas, no entanto, aumentou, chegando a quase 28 mil unidades no ano passado. Eram 25 mil em 2011.
Já a proporção de equipamentos reprovados entre todas as bombas verificadas, que vinha caindo ano a ano –de 5,86% em 2011 para 3,09% em 2015–, voltou a subir em 2016, quando 4,5% das bombas avaliadas foram reprovadas.
Em 2017, entre janeiro e maio, foram fiscalizados 1.224 postos, com reprovação de 5,6% das 17.450 bombas verificadas.

E, de novo, vemos histórias de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Uma praga que nano acaba!
Agora, o jogo é Internacional 3×0 Patrocinense.
PF INVESTIGA POSSÍVEL MANIPULAÇÃO NA SÉRIE D
por Elijonas Maia
Agentes cumprem 11 mandados de busca nesta quarta-feira em SP, MG e RJ
A partida de futebol entre os clubes C.A. Patrocinense (MG) e a Inter de Limeira (SP) pela 6ª rodada do campeonato brasileiro na Série D virou alvo da Polícia Federal (PF) por suposta manipulação de resultados.
O time visitante, Patrocinense, perdeu de 3 a 0 contra o Inter, no jogo realizado no interior de São Paulo, no Estádio Major Levy Sobrinho, em 1º de junho, e é investigado pela PF por suposta ligação com casas de apostas esportivas, ponto inicial da investigação.
A apuração começou quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à PF, via relatório da Sportradar, que reportou que a movimentação das casas de apostas indicou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado.
A Sportradar é uma companhia privada no ramo de criação e emprego de soluções tecnológicas para serviços de integridade e detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivos, com sede na Suíça, atuando desde 2005.
De fato, a partida em questão teve o resultado esperado pelas apostas. O time mineiro levou 3 gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles gol contra.
A PF apurou que uma determinada empresa de apostas teria firmado parceria com o Patrocinense e vários jogadores por ela agenciados foram contratados.
Na manhã desta quarta-feira (26), policiais federais foram às ruas em três estados para cumprir 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo para apreender documentos. As medidas foram cumpridas nas cidades de Patrocínio (MG), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Tanguá (RJ) e Nova Friburgo (RJ).
São alvos da operação integrantes e ex-integrantes do Patrocinense. Segundo a PF, a investigação quer saber se houve influência de tais pessoas da empresa de apostas no resultado da partida.
Trata-se, em tese, dos crimes contra a incerteza do resultado esportivo, que encontram as condutas tipificadas na Lei Geral do Esporte, com penas de dois a seis anos de reclusão.
A CNN procurou o clube para comentar a operação e aguarda retorno.

Atletas do CA Patrocinense no vestiário do clube – Reprodução/Instagram
E, de novo, vemos histórias de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Uma praga que nano acaba!
Agora, o jogo é Internacional 3×0 Patrocinense.
PF INVESTIGA POSSÍVEL MANIPULAÇÃO NA SÉRIE D
por Elijonas Maia
Agentes cumprem 11 mandados de busca nesta quarta-feira em SP, MG e RJ
A partida de futebol entre os clubes C.A. Patrocinense (MG) e a Inter de Limeira (SP) pela 6ª rodada do campeonato brasileiro na Série D virou alvo da Polícia Federal (PF) por suposta manipulação de resultados.
O time visitante, Patrocinense, perdeu de 3 a 0 contra o Inter, no jogo realizado no interior de São Paulo, no Estádio Major Levy Sobrinho, em 1º de junho, e é investigado pela PF por suposta ligação com casas de apostas esportivas, ponto inicial da investigação.
A apuração começou quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à PF, via relatório da Sportradar, que reportou que a movimentação das casas de apostas indicou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado.
A Sportradar é uma companhia privada no ramo de criação e emprego de soluções tecnológicas para serviços de integridade e detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivos, com sede na Suíça, atuando desde 2005.
De fato, a partida em questão teve o resultado esperado pelas apostas. O time mineiro levou 3 gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles gol contra.
A PF apurou que uma determinada empresa de apostas teria firmado parceria com o Patrocinense e vários jogadores por ela agenciados foram contratados.
Na manhã desta quarta-feira (26), policiais federais foram às ruas em três estados para cumprir 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo para apreender documentos. As medidas foram cumpridas nas cidades de Patrocínio (MG), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Tanguá (RJ) e Nova Friburgo (RJ).
São alvos da operação integrantes e ex-integrantes do Patrocinense. Segundo a PF, a investigação quer saber se houve influência de tais pessoas da empresa de apostas no resultado da partida.
Trata-se, em tese, dos crimes contra a incerteza do resultado esportivo, que encontram as condutas tipificadas na Lei Geral do Esporte, com penas de dois a seis anos de reclusão.
A CNN procurou o clube para comentar a operação e aguarda retorno.

Atletas do CA Patrocinense no vestiário do clube – Reprodução/Instagram
Falamos sobre o depoimento do chefe da arbitragem, Wilson Luís Seneme, na CPI da manipulação de resultados (e a polêmica criada pelas imagens do VAR).
Entenda em: https://youtu.be/TlIv_LSy208?si=1J1Z_P2ylH704bTp
Falamos sobre as acusações graves contra o jogador Lucas Paquetá e as apostas esportivas (em: https://wp.me/p4RTuC-Xa8). Não precisava (se comprovado) ter feito nada disso….
Hoje, li esse post (abaixo) do jornalista Mauro Cézar Pereira. Perfeito!
Disse tudo e concordo (caso o atleta seja condenado). Confira:
Lucas Paquetá foi investigado pela autoridades da Inglaterra por supostas fraudes em sites de apostas por 9 meses. Por fim, está sendo acusado de forçar cartões amarelos em 4 jogos, a fim de favorecer apostas de amigos (houve um volume alto de apostas de que ele tomaria os cartões que tomou, próximo a localidades onde moram amigos e parentes do atleta). Como é acusado, terá direto de se defender. Se não conseguir, será condenado e provavelmente suspenso por um tempo no futebol.
Fico pensando: o que leva a um jogador milionário, aceitar tal risco (caso seja confirmada tal infração)?
Na Máfia dos Apostadores, recente aqui no Brasil, Kevin Lomónaco, que ainda pertence ao Red Bull Bragantino e depois de um ano suspenso, voltou a campo pelo Tigre, da Argentina, na semana passada. Imaginem o prejuízo financeiro e de imagem ao atleta…
Mas algo que não se falou a exaustão: o atacante Luiz Henrique, do Botafogo (cortado juntamente com paquetá na convocação de Diniz), foi investigado pela LaLiga quando jogou na Espanha pelo mesmo motivo, e não foi acusado. Será que a Inteligência Artificial de John Textor sabia que estava tudo em ordem, por isso o americano o contratou?
CASO PAQUETÁ E A SITUAÇÃO DE LUIZ HENRIQUE
Por Sérgio Santana
Lucas Paquetá, do West Ham, foi denunciado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) por má conduta com relação a apostas em quatro jogos da Premier League. O meia da Seleção era alvo desde o ano passado em investigação que também envolvia Luiz Henrique, do Botafogo – à época atuando no Real Betis, da Espanha. O resultado final foi de que não houve atividade ilegal envolvendo o atacante.
O processo de investigação, realizado em agosto do ano passado, partiu de um volume de apostas acima do normal em dois jogos no mesmo dia, um no Campeonato Inglês e outro no Espanhol. A aposta era que Lucas Paquetá levaria cartão amarelo contra o Aston Villa e Luiz Henrique fosse advertido diante do Villarreal. Ambos foram amarelados no dia.
Na ocasião, inclusive, Luiz Henrique fora cortado da convocação da Seleção pré-olímpica pelo envolvimento na denúncia.
O atacante, porém, não foi denunciado por nenhuma instituição. E a tendência é que não seja. A LaLiga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, abriu investigação para apurar os fatos. A federação espanhola constatou, em documento publicado em dezembro de 2023, que “não tem conhecimento de que, até à data, o referido jogador seja objeto de investigação ou procedimento por violações desta natureza”.
O ge teve acesso ao documento que prova a liberação do jogador do Botafogo das investigações. Veja abaixo.
“Certifica que, em resposta ao pedido formulado pelo clube filiado Real Betis, solicitando informação sobre a possível existência de sanções impostas por infrações relativas a jogos de azar e apostas desportivas contra o jogador Luiz Henrique, e uma vez consultados os antecedentes e documentação disponíveis, esta organização não tem conhecimento de que, até à data, o referido jogador seja objeto de investigação ou procedimento por violações desta natureza.
Neste sentido, porém, a Liga Nacional de Futebol Profissional não tem poder disciplinar sobre os jogadores dos clubes que a integram.
E para que assim seja, para os devidos fins, emito e assino esta certificação em Madrid, no dia 14 de dezembro de 2023.”
A LaLiga, inclusive, teve que validar a transferência do jogador para o Botafogo em fevereiro. Caso existisse a investigação, ele não poderia deixar o país, mas a federação deu o caso como encerrado.
Luiz Henrique é a contratação mais cara da história do futebol brasileiro em valores nominais. Com bônus e metas, a transferência pode chegar em 20 milhões de euros (R$ 106,6 milhões, na cotação da época). O camisa 7 tem três gols e duas assistências em 15 jogos pelo Botafogo.
Lucas Paquetá foi investigado pela autoridades da Inglaterra por supostas fraudes em sites de apostas por 9 meses. Por fim, está sendo acusado de forçar cartões amarelos em 4 jogos, a fim de favorecer apostas de amigos (houve um volume alto de apostas de que ele tomaria os cartões que tomou, próximo a localidades onde moram amigos e parentes do atleta). Como é acusado, terá direto de se defender. Se não conseguir, será condenado e provavelmente suspenso por um tempo no futebol.
Fico pensando: o que leva a um jogador milionário, aceitar tal risco (caso seja confirmada tal infração)?
Na Máfia dos Apostadores, recente aqui no Brasil, Kevin Lomónaco, que ainda pertence ao Red Bull Bragantino e depois de um ano suspenso, voltou a campo pelo Tigre, da Argentina, na semana passada. Imaginem o prejuízo financeiro e de imagem ao atleta…
Mas algo que não se falou a exaustão: o atacante Luiz Henrique, do Botafogo (cortado juntamente com paquetá na convocação de Diniz), foi investigado pela LaLiga quando jogou na Espanha pelo mesmo motivo, e não foi acusado. Será que a Inteligência Artificial de John Textor sabia que estava tudo em ordem, por isso o americano o contratou?
CASO PAQUETÁ E A SITUAÇÃO DE LUIZ HENRIQUE
Por Sérgio Santana
Lucas Paquetá, do West Ham, foi denunciado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) por má conduta com relação a apostas em quatro jogos da Premier League. O meia da Seleção era alvo desde o ano passado em investigação que também envolvia Luiz Henrique, do Botafogo – à época atuando no Real Betis, da Espanha. O resultado final foi de que não houve atividade ilegal envolvendo o atacante.
O processo de investigação, realizado em agosto do ano passado, partiu de um volume de apostas acima do normal em dois jogos no mesmo dia, um no Campeonato Inglês e outro no Espanhol. A aposta era que Lucas Paquetá levaria cartão amarelo contra o Aston Villa e Luiz Henrique fosse advertido diante do Villarreal. Ambos foram amarelados no dia.
Na ocasião, inclusive, Luiz Henrique fora cortado da convocação da Seleção pré-olímpica pelo envolvimento na denúncia.
O atacante, porém, não foi denunciado por nenhuma instituição. E a tendência é que não seja. A LaLiga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, abriu investigação para apurar os fatos. A federação espanhola constatou, em documento publicado em dezembro de 2023, que “não tem conhecimento de que, até à data, o referido jogador seja objeto de investigação ou procedimento por violações desta natureza”.
O ge teve acesso ao documento que prova a liberação do jogador do Botafogo das investigações. Veja abaixo.
“Certifica que, em resposta ao pedido formulado pelo clube filiado Real Betis, solicitando informação sobre a possível existência de sanções impostas por infrações relativas a jogos de azar e apostas desportivas contra o jogador Luiz Henrique, e uma vez consultados os antecedentes e documentação disponíveis, esta organização não tem conhecimento de que, até à data, o referido jogador seja objeto de investigação ou procedimento por violações desta natureza.
Neste sentido, porém, a Liga Nacional de Futebol Profissional não tem poder disciplinar sobre os jogadores dos clubes que a integram.
E para que assim seja, para os devidos fins, emito e assino esta certificação em Madrid, no dia 14 de dezembro de 2023.”
A LaLiga, inclusive, teve que validar a transferência do jogador para o Botafogo em fevereiro. Caso existisse a investigação, ele não poderia deixar o país, mas a federação deu o caso como encerrado.
Luiz Henrique é a contratação mais cara da história do futebol brasileiro em valores nominais. Com bônus e metas, a transferência pode chegar em 20 milhões de euros (R$ 106,6 milhões, na cotação da época). O camisa 7 tem três gols e duas assistências em 15 jogos pelo Botafogo.
E nessa última rodada do Brasileirão, de novo foram lembrados John Textor e as denúncias de manipulação! Foram várias as queixas de “suspeitas de erros”…
Sejam indiretamente e sem razão (como Wagner Leonardo, que merecidamente foi expulso, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-WAl), ou as da diretoria do Flamengo (exageradas, mas com razão, em: https://wp.me/p4RTuC-Wzg).
Ontem, até a ANAF ameaçou processar Felipe Mello e Marcos Brás, por críticas à arbitragem e ilação de corrupção (lembrando que existem duas instituições: a outra é a ABRAFUT, totalmente discordante da mais antiga).
Reforço o que há tempos cobramos: enquanto a CBF não resolver essa pendenga (apurar tudo, doa a quem doer), esse inferno continuará. E a fraca arbitragem atual continuará a sentir os efeitos, rodada a rodada…
Quem avisa, amigo é. Antecipamos que sempre acontece algum erro ou polêmica na arbitragem do contestado árbitro Paulo César Zanovelli da Silva, e dessa vez, ajudado pelo VAR Daniel Nobre Bins.
Para quem não leu, falamos sobre o histórico de erros e a projeção de arbitragem no link em: https://wp.me/p4RTuC-Wug e também no blog Pergunte Ao Árbitro (acessível em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/05/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-red-bull-bragantino-x-flamengo-2/).
A propósito, algo que precisa ser rediscutido: a miscigenação de “estilos regionais” numa escala. Árbitro de MG, VAR do RS, Quarto-árbitro da FIFA de PE, AVAR do RN e outro AVAR do ES… por quê as equipes de arbitragem não serem todos do mesmo estado? Entrosaria os escalados e diminuiria os custos.
Vamos aos lances:
LANCE 1: De La Cruz é lançado para o ataque e tem uma oportunidade clara e manifesta de gol, mas é atingido pelo carrinho de Luan Cândido. Falta para o Flamengo e Cartão Vermelho para o defensor do Red Bull Bragantino. O árbitro aplica corretamente o que a regra manda. Porém, nos áudios divulgados pela CBF, surpreendentemente, quase que instantaneamente, alguém da cabine do VAR, aos berros, grita: “Zanovelli, falta e cartão amarelo, tem um zagueiro do lado”. E aí começa uma muvuca! Fiquei assustado com o que ouvi, pois não deixaram o árbitro apitar. Se for para trabalhar assim, que retirem o árbitro central e deixem a arbitragem ser remota, à distância. A discrição do VAR e a necessidade de ser pontual nos erros crassos e situações do protocolo foram totalmente desprezados. Depois, o VAR tentar checar impedimento (que não ouve), e, por fim, sem saber o que justificar, encontram o contato de De La Cruz e Pedro Henrique. Primeiro, dizem que há um “trança-pé” acidental, pois ambos atletas estão olhando a bola e há o contato (eu concordo com isso, não foi falta por imprudência, foi casualidade, segue o jogo), mas depois de uma “confusa mesa-redonda”, equivocadamente, entendem como falta de De La Cruz. Assim, fazem o procedimento correto (caso tivesse sido falta mesmo): a “desexpulsão” de Luan Cândido e a marcação do tiro livre direto lá atrás.
LANCE 2: O agarrão de Vitinho em Luiz Araújo, fora do lance de bola, dentro da área. Para mim, o jovem Vitinho, de maneira afoita e infantil, vacila e puxa Luiz Araújo (pênalti e cartão amarelo). Zanovelli ainda grita que não foi nada e diz “na passada”, como se desejasse que o VAR não interferisse. O VAR analisa sem perder muito tempo, e diz que está “tudo ok”.
Repare que faltou critério: no rigor do lance 1 quanto a contato físico, contraditoriamente foi benevolente no lance 2. O VAR não se preocupou com uniformização de decisões! Já o árbitro, faltou de personalidade no lance 1 (quando sucumbiu às tamanhas asneiras gritadas desesperadamente na cabine) e bateu no peito no lance 2, onde tecnicamente errou mas manteve sua decisão).
O grande problema do VAR brasileiro é o protagonismo exacerbado. Falamos disso no meio de semana, durante o jogo Palmeiras 2×1 Botafogo-RP, quanto ao Protocolo do VAR e o uso correto da ferramenta (que não são realizados em nosso país). Quem tiver interesse, está em: https://professorrafaelporcari.com/2024/05/03/pela-duvida-e-pela-orientacao-o-gol-de-rony-em-palmeiras-2×1-botafogo-sp-deveria-ser-confirmado/
Em tempo: os áudios do VAR estão aqui, junto com a transcrição dos gritos: https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2024/05/04/cbf-divulga-audios-do-var-de-bragantino-x-flamengo.ghtml. Eu duvido que, se a FIFA ouvisse esses áudios, permitira a continuidade do VAR…
Por fim: vimos nas entrevistas coletivas “o efeito Textor”, que temos falado insistentemente (aqui: https://wp.me/p4RTuC-Wpr). Ou se resolve essa situação do dono do Botafogo SAF, e diz se há ou não manipulação, ou toda rodada teremos acusações de “esquema”. Marcos Braz, por exemplo, acusou a CBF de colocar todo árbitro que apita bem os jogos do Flamengo “na geladeira”. E nervoso como estava, quis criticar Textor e a CBF, dizendo que seu time tem prejuízo e falou que as pessoas fazem “inalações” indevidas sobre a situação. Ô, diretor, seria “ilações”? Claro, quando se está fora do equilíbrio, qualquer bobagem acaba aparecendo.
A única certeza: Zanovelli e toda a equipe do VAR vão fazer companhia a Flavio Rodrigues de Souza nas divisões inferiores. E faltará árbitro.
Insisto: tragamos TODA equipe de arbitragem da Inglaterra para a próxima rodada. E, se possível, dirigentes também.
E nessa última rodada do Brasileirão, de novo foram lembrados John Textor e as denúncias de manipulação! Foram várias as queixas de “suspeitas de erros”…
Sejam indiretamente e sem razão (como Wagner Leonardo, que merecidamente foi expulso, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-WAl), ou as da diretoria do Flamengo (exageradas, mas com razão, em: https://wp.me/p4RTuC-Wzg).
Ontem, até a ANAF ameaçou processar Felipe Mello e Marcos Brás, por críticas à arbitragem e ilação de corrupção (lembrando que existem duas instituições: a outra é a ABRAFUT, totalmente discordante da mais antiga).
Reforço o que há tempos cobramos: enquanto a CBF não resolver essa pendenga (apurar tudo, doa a quem doer), esse inferno continuará. E a fraca arbitragem atual continuará a sentir os efeitos, rodada a rodada…
Em 29 de abril de 2010, após uma reunião na Federação Paulista de Futebol, decidi encerrar minha carreira de árbitro de futebol.
Foram anos maravilhosos dentro de campo, enfadonhos nas reuniões administrativas, divertidos nas viagens para as partidas, cansativos nas exigências das Comissões de Árbitros, educativos nas coisas incríveis que o futebol apresenta, e, por fim, nojentos nos bastidores.
Queria eu ter a maturidade que tenho hoje, os recursos tecnológicos que existem e outras perspectivas que são abertas quando você percebe que existe vida fora da arbitragem. Não que eu tenha sido imaturo, sempre fui muito responsável, mas certos discernimentos que somente a casca da experiência proporcionam, teriam me feito tomar algumas decisões com dirigentes, digamos, mais incisivas.
Felizmente, nunca tive problemas de indisciplina ou desonestidade. Errei e acertei com lances normais e corriqueiros como de qualquer árbitro. Apadrinhamento nunca existiu (mas eles existem), nem pagamento de pedágio em dinheiro / serviço ou outras benesses (será que existem?), tampouco tomei “cervejadas com cartolas candidatos”, nem as promovi (tem quem faça e fez – e se deu bem, né?).
Falo por mim: foram ótimos anos que ficaram na saudade. Bola pra frente! Mas sempre torcendo para que os dirigentes ruins da arbitragem sejam deixados ao esquecimento, saindo de cena e abrindo espaço para mais honestos e competentes.
Vida que segue, o que vale é ter a consciência em paz e os amigos conquistados.
Imagem extraída de: https://www.netshoes.com.br/apito-profissional-finta-blister-azul-045-9136-008
A Revista Época, em uma edição antiga, trouxe uma interessantíssima matéria, intitulada “Somos todos um pouco trapaceiros”, por Daniel Venticinque. Nela, se discute o livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, do psicólogo israelense Dan Ariely.
O livro recém lançado fala sobre o fato de todas as pessoas terem uma queda, em certo momento da vida, para a desonestidade. E a culpa vem das situações cotidianas, que trazem naturalmente à tona esse defeito humano. Seriam 5 fatores para a desonestidade e outros 5 para a honestidade. Abaixo:
5 FATORES QUE NOS FAZEM TRAPACEAR DEMAIS
1- CAIR NA PIRATARIA: as pessoas que usam produtos falsificados tendem a ser mais desonetas em outros aspectos da vida. O sucesso desse pequeno deslize nos torna propenso a arriscar deslizes maiores.
2- SER MALTRATADO: para quem sente que não foi respeitado, a desonestidade pode ser uma revanche. Quem não é bem tratado por um vendedor raramente devolve o dinheiro se ele errar o troco para mais.
3- DAR ASAS À CRIATIVIDADE: além de ter uma tendência a questionar regras, as pessoas cujas profissões exigem criatividade são melhores para inventar desculpas e para bolar maneiras de desobedecer às leis.
4- FAZER O BEM PARA OUTROS: quando o desonesto beneficia outros além do trapaceiro, trapacear fica ainda mais fácil. O mal-estar da trapaça é compensado pela sensação de fazer o bem.
5- LIDAR COM VALORES VIRTUAIS: ver alguém cometer um ato desonesto aumenta muito as chances de fazermos o mesmo naquela situação. É a regra do “todo mundo faz”, que já entrou para o folclore da política brasileira.
5 ATITUDES QUE NOS TORMAM MAIS HONESTOS
1- DAR SUA PALAVRA: É antiquado, mas funciona. Assinar um temo de responsabilidade ou se comprometer a seguir um código de ética é um bom lembrete mental para evitar a tentação da trapaça.
2- TER FÉ: discursos e símbolos religiosos nos tornam menos propensos à trapaça, por estar associados à boa conduta. Não é por acaso que a música gospel é pouco atingida pela pirataria.
3- CRIAR UMA CULTURA DE HONESTIDADE: quando a desonestidade é malvista e há poucos maus exemplos maus exemplos a seguir, trapacear fica mais difícil. Isso explica por que a trapaça é mais difundida em alguns países.
4- MANTER A TRANQUILIDADE: como a trapaça é uma tendência natural, ser honesto exige esforço. Evitar o cansaço mental ajuda a manter a compostura diante de uma oportunidade de trapacear.
5- CONTRATAR FISCAIS DESINTERESSADOS: Trapaceamos menos quando somos fiscalizados. Mas os fiscais precisam ser isentos. Quanto maior o contato deles com quem fiscalizam, maiores as chances de que todos caiam na trapaça.
E aí: concorda com eles ou não? Deixe seu comentário:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Para se entender muito bem:

Estamos vendo mais uma série de acusações de John Textor, o dono do Botafogo SAF, falando sobre manipulação de resultados nos últimos campeonatos brasileiros. O problema é: quem declara que há maracutaia, e orientado por quem.
Vamos lá:
1- Quem declara que há desonestidade e que tem provas, é um investidor americano endinheirado, homem de negócios inteligente e de sucesso. Textor não é um “qualquer”. E isso faz com que deveríamos levar a sério suas acusações.
2- Quem diz a ele que há problemas são “especialistas” (não sabemos quem são – se são ex-árbitros que viram ou souberam de problemas, jogadores que estiveram em esquemas ou investigadores diversos) e uma empresa francesa chamada Good Game (que produziu o primeiro relatório a Textor e que foi contratada pela FERJ para monitorar o Cariocão 2024). Acrescente-se a isso o fato dele alegar que tem provas por Inteligência Artificial de que o jogo Palmeiras 5×0 São Paulo houve manipulação de jogadores tricolores para o placar ter esse elástico marcador.
3- Tudo o que foi dito no item 2, faz eu descredibilizar o item 1, onde tento levar a sério… e é esse o problema: a falta de provas concretas, reais e que mostrem nomes que cometeram de fato algo errado.
Considere: não vemos o nome do árbitro que reclama de propina ter sido divulgado; não vemos nomes de jogadores envolvidos em esquema; não sabemos como andam as investigações no Ministério Público, e me custa crer que um homem supostamente esperto como Textor, acreditaria que a Inteligência Artificial conseguiria diferenciar erro de jogo com má atuação de atleta com a intenção de desonestidade. Afinal: alguém acredita que em um clássico de tamanha rivalidade como Palmeiras x São Paulo, os atletas perderiam propositalmente de 5×0? Sendo assim, a defesa formada pelo goleiro Rafael, os zagueiros Beraldo e Diego Costa, além dos laterais Caio Paulista e Rafinha, em tese, são suspeitos e deveriam ser investigados. Também os árbitros pela declaração anterior de que não houve pagamento de um suposto suborno. E por fim, até o Fortaleza que foi envolvido no rolo. E cá entre nós: pelo que se escuta de Textor, o mundo conspirou contra o seu time, que não teve um único benefício no Brasileirão 2023 (ao contrário, só prejuízos), e por isso o Glorioso perdeu a diferença de 15 pontos.
Ironia a parte, antes de começar o Brasileirão, tudo isso deve ser resolvido, pois os atores do futebol (atletas, árbitros, treinadores e cartolas) são suspeitos pela denúncia de Textor. E se não existir nada disso, Textor deve ser punido pela irresponsabilidade da falsa alegação.
Fiquei pensando: se num dos inúmeros pênaltis polêmicos que vemos de movimento antinatural, se usasse a Inteligência Artificial para avaliar a lisura da situação, como ela julgaria o lance?
Se a Inteligência Humana tem dificuldade de interpretar tudo isso e precisa ainda avaliar as nuances a fim de ter a sensibilidade de compreender a jogada, como a Inteligência Artificial, fria, mecanizada e insensível, poderia dizer algo?
Textor será um homem magnífico como desportista se provar tudo o que está dizendo. Deverá até ser homenageado pela FIFA com algumas daquelas premiações diversas do The Best. Mas se for apenas devaneios ou uma forma de justificar o vexame do seu time na reta final do Brasileirão passado (e tudo leva crer que seja isso mesmo), o dono do Botafogo será eternamente ironizado pelo mico cometido.

Imagem: Botafogo, divulgação.
Estamos vendo mais uma série de acusações de John Textor, o dono do Botafogo SAF, falando sobre manipulação de resultados nos últimos campeonatos brasileiros. O problema é: quem declara que há maracutaia, e orientado por quem.
Vamos lá:
1- Quem declara que há desonestidade e que tem provas, é um investidor americano endinheirado, homem de negócios inteligente e de sucesso. Textor não é um “qualquer”. E isso faz com que deveríamos levar a sério suas acusações.
2- Quem diz a ele que há problemas são “especialistas” (não sabemos quem são – se são ex-árbitros que viram ou souberam de problemas, jogadores que estiveram em esquemas ou investigadores diversos) e uma empresa francesa chamada Good Game (que produziu o primeiro relatório a Textor e que foi contratada pela FERJ para monitorar o Cariocão 2024). Acrescente-se a isso o fato dele alegar que tem provas por Inteligência Artificial de que o jogo Palmeiras 5×0 São Paulo houve manipulação de jogadores tricolores para o placar ter esse elástico marcador.
3- Tudo o que foi dito no item 2, faz eu descredibilizar o item 1, onde tento levar a sério… e é esse o problema: a falta de provas concretas, reais e que mostrem nomes que cometeram de fato algo errado.
Considere: não vemos o nome do árbitro que reclama de propina ter sido divulgado; não vemos nomes de jogadores envolvidos em esquema; não sabemos como andam as investigações no Ministério Público, e me custa crer que um homem supostamente esperto como Textor, acreditaria que a Inteligência Artificial conseguiria diferenciar erro de jogo com má atuação de atleta com a intenção de desonestidade. Afinal: alguém acredita que em um clássico de tamanha rivalidade como Palmeiras x São Paulo, os atletas perderiam propositalmente de 5×0? Sendo assim, a defesa formada pelo goleiro Rafael, os zagueiros Beraldo e Diego Costa, além dos laterais Caio Paulista e Rafinha, em tese, são suspeitos e deveriam ser investigados. Também os árbitros pela declaração anterior de que não houve pagamento de um suposto suborno. E por fim, até o Fortaleza que foi envolvido no rolo. E cá entre nós: pelo que se escuta de Textor, o mundo conspirou contra o seu time, que não teve um único benefício no Brasileirão 2023 (ao contrário, só prejuízos), e por isso o Glorioso perdeu a diferença de 15 pontos.
Ironia a parte, antes de começar o Brasileirão, tudo isso deve ser resolvido, pois os atores do futebol (atletas, árbitros, treinadores e cartolas) são suspeitos pela denúncia de Textor. E se não existir nada disso, Textor deve ser punido pela irresponsabilidade da falsa alegação.
Fiquei pensando: se num dos inúmeros pênaltis polêmicos que vemos de movimento antinatural, se usasse a Inteligência Artificial para avaliar a lisura da situação, como ela julgaria o lance?
Se a Inteligência Humana tem dificuldade de interpretar tudo isso e precisa ainda avaliar as nuances a fim de ter a sensibilidade de compreender a jogada, como a Inteligência Artificial, fria, mecanizada e insensível, poderia dizer algo?
Textor será um homem magnífico como desportista se provar tudo o que está dizendo. Deverá até ser homenageado pela FIFA com algumas daquelas premiações diversas do The Best. Mas se for apenas devaneios ou uma forma de justificar o vexame do seu time na reta final do Brasileirão passado (e tudo leva crer que seja isso mesmo), o dono do Botafogo será eternamente ironizado pelo mico cometido.

Imagem: Botafogo, divulgação.
A história conta que uma das cabeças mais inteligentes do nosso país foi Ruy Barbosa. Em discurso no Senado da República, ainda no Rio de Janeiro, em 17/12/1914, imortalizou tal verdade:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Uma verdade que perdura até nossos dias. Mais do que isso: que retrata o Brasil de mais de 100 anos atrás e o de hoje – com perfeição, infelizmente!
Conversando com um amigo, falávamos da necessidade de se fazer Política no Brasil.
Sim, Política com P maiúsculo, aquilo que faz bem ao próximo, desinteressadamente. É a chamada “arte de se relacionar”.
Infelizmente, hoje se pratica a “politicagem”, prática corrupta e que acaba com o país!
Portanto, diferenciei a Política da Politicagem, os bons (raros, é verdade) Políticos dos Politiqueiros.
