Boas dicas para que as reuniões não sejam improdutivas e enfadonhas.
Olhe aí como funciona na Amazon de Jeff Bezos:
As funções clássicas do Administrador de Empresas são: Planejar, Organizar, Liderar e Controlar!
Ao assistir esse episódio de “Pesadelo na Cozinha”, veremos: elas… não existem!
Boa opção aos professores em sala de aula: discutir as funções com esse vídeo.
Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=qnoQKSimMzY
Na prática, como se diferenciam os níveis hierárquicos em uma empresa?
Bem didático, na imagem:

Barbaridade, que rolo…
Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.
Quem vai mandar: Textor ou Eagle?
Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.
Afinal, qual será o futuro do Glorioso?
Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml
IN ENGLISH –
Wow, what a tangled mess…
Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.
Who will be in charge: Textor or Eagle?
But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.
So, what will the Glorioso’s future be?
Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml
Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.
Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?
É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.
Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?
Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?
Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.
O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).
Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.
Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.
Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?
Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?
São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).
Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…
Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.
IN ENGLISH –
At first, SAFs were deified in our country. Millionaire investors with a business appetite bought the football departments of clubs. And here comes the first correction: they didn’t buy them, but leased them for a limited time.
Therein lies the big question: when the deal was made, did anyone ask what the projected return on investment (ROI) would be? Or how the desired projects would be realized?
It’s very naive to imagine that someone would put money into a football team “just to help” and not want something in return. Smart negotiators don’t lose money; they make money! And many, in an unethical way, don’t do it honestly. It’s obvious: many do it dishonestly.
According to Amir Somoggi, from Sports Value, in 2024 alone, SAFs totaled R$ 1.3 billion in losses! And the question is: how will the bills be paid? Or will they not be?
Remember: SAFs are not owners, but lessees. If I buy an SAF and don’t pay the creditors, who would be the guarantor, or the co-participant?
There are fantastic figures. Botafogo SAF, for example, the current champions of the Copa Libertadores de América, with all the prize money they received, amassed R$ 300 million in losses. Atlético Mineiro SAF, which delayed the payment of players’ salaries (who protested by showing “empty pockets”) is owned by the 4 richest men in Minas Gerais. Bahia SAF had losses (but its owner is a billionaire, the City Group, representing the Sovereign Wealth Fund of the United Arab Emirates, which seems to use football not to make a profit, but for sportswashing) and doesn’t mind losing money—and honors all its accounts.
What did Cruzeiro SAF earn? Nothing. And Red Bull Bragantino? This isn’t an SAF, it’s private property, and its purpose is to invest in young athletes and do advertising (and it had a positive balance sheet, in addition to an increase in market value).
Let’s not get carried away by excessive optimism or pessimism: Corinthians, which is not an SAF, hit R$ 2.4 billion in debt. SPFC is at almost R$ 980 million. But Palmeiras and Flamengo, associative groups that reorganized their management, on the contrary: are raising a lot of money.
Let’s understand: it’s not the business model that matters, but the competence and honesty of the people. As much as someone might say that investors boost their teams, someone has to pay the bill, which is often not paid. And this snowball will burst when the contract term ends. Or, in many cases, before: see the case of 777 at Vasco da Gama.
If SAFs of enormous appeal, with fan-consumers spread throughout Brazil, cannot get into the black, the question remains: what about the small SAFs?
No one questions how John Textor makes a profit with Botafogo, or even: if the percentage that the club receives from the SAF to pay off debts is being honored (and this is very important: SAFs must allocate percentages to the clubs – but if instead of profiting and dividing the money, I have a loss… what will I divide? Will I share more bills to pay? Bring this reality, I insist, to the small clubs. And at this point, I address: an SAF was promised to Paulista Futebol Clube in Jundiaí, where no one knows for sure the values, there is no certainty about the guarantees, nor how profit is projected for a team that is in the lower divisions. And the most complicated question: will the Jayme Cintra stadium be on a commodatum basis, or would someone irresponsibly agree to sell the club’s only asset to the EXA Capital investor? More than that: how would they profit from the football team? Or behind all this, is there just an interest in buying the stadium for an events arena and the sports club would just be an excuse? And after 10 years of SAF, where would they play as a favor?
These are questions that no one asks the interested party, and which are of public interest. The fan has the right to know (and it has been more than a year since the formalization of the interest, where the board claimed that a negotiation had been initiated months ago…). By the way, the Paulista board should review the negotiation: after all, in so much time, the team that was in the 5th state division has moved up to the 3rd (therefore, it’s worth more).
From the large to the small clubs, the interested SAFs would need to be more investigated, questioned, and controlled by the authorities. When the bubble bursts, it will be too late…
In short: the problem or the solution is not the SAF, but the managers.
Barbaridade, que rolo…
Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.
Quem vai mandar: Textor ou Eagle?
Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.
Afinal, qual será o futuro do Glorioso?
Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml
IN ENGLISH –
Wow, what a tangled mess…
Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.
Who will be in charge: Textor or Eagle?
But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.
So, what will the Glorioso’s future be?
Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml
Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.
Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?
É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.
Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?
Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?
Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.
O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).
Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.
Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.
Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?
Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?
São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).
Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…
Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.
O que um líder NÃO DEVE FAZER ao assumir um novo cargo de liderança, na imagem:
Com a Copa do Mundo de Clubes, descobrimos que não estamos tão longe do que estávamos dos europeus, e que estamos bem a frente dos rivais argentinos. mais do que isso: que somos um ótimo mercado de futebol!
Calma: os números, que são frios, explicam. E o respeitado Amir Somoggi nos explica:
CLUBES BRASILEIROS DO MUNDIAL EM NÚMEROS
Sucesso dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes explicado em números. Brasil pode ser um novo mercado depois desse evento.
A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chegou às quartas de final, com grandes jogos e uma grande certeza, o futebol brasileiro se valorizou com a competição.
Modelo brasileiro de gestão de futebol
Clubes brasileiros geraram em 2024 US$ 1,8 bi, sendo US$ 1,4 bi em receitas operacionais e gastam US$ 0,9 bi em salários.
Brasil é a 7ª liga em receitas, 6ª em salários, mas é o maior formador de jogadores do planeta. No Brasil é relativamente barato ter times de alta qualidade.
Times de elite do Brasil como Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO e Fluminense Football Club têm gastos salariais infinitamente menores que os europeus, mas muito alto para o padrão de todo o continente americano.
Alguns fatores que explicam a qualidade dos times brasileiros:
✅ No Brasil é muito mais barato que na Europa montar times competitivos, salários do Palmeiras são 9X menores que do PSG.
✅ Brasil forma jogadores e vende os maiores talentos, mas fica com jogadores de alta qualidade.
✅ Embora clubes no Brasil. paguem salários menores que na Europa, são bem maiores que os demais mercados sul-americanos, atraindo muitos talentos de muitos países.
IN ENGLISH – With the Club World Cup, we discovered that we are not so far behind the Europeans, and that we are well ahead of our Argentine rivals. More than that: we are a great football market!
Don’t worry: the numbers, which are cold, explain it. And the respected Amir Somoggi explains:
BRAZILIAN CLUBS IN THE WORLD CUP IN NUMBERS
The success of Brazilian clubs in the Club World Cup explained in numbers. Brazil could be a new market after this event.
The FIFA Club World Cup has reached the quarterfinals, with great games and one great certainty: Brazilian football has gained value with the competition.
Brazilian football management model
Brazilian clubs generated US$ 1.8 billion in 2024, with US$ 1.4 billion in operating revenues and US$ 0.9 billion in salaries.
Brazil is the 7th league in revenues, 6th in salaries, but it is the largest producer of players on the planet. In Brazil, it is relatively cheap to have high-quality teams.
Elite Brazilian teams such as Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO and Fluminense Football Club have salary expenses infinitely lower than European teams, but very high for the standard of the entire American continent.
Some factors that explain the quality of Brazilian teams:
In Brazil, it is much cheaper to assemble competitive teams than in Europe; Palmeiras’ salaries are 9X lower than PSG’s.
Brazil produces players and sells the best talents, but keeps high-quality players.
Although clubs in Brazil. Although they pay lower salaries than in Europe, they are much larger than other South American markets, attracting many talents from many countries.
Com a Copa do Mundo de Clubes, descobrimos que não estamos tão longe do que estávamos dos europeus, e que estamos bem a frente dos rivais argentinos. mais do que isso: que somos um ótimo mercado de futebol!
Calma: os números, que são frios, explicam. E o respeitado Amir Somoggi nos explica:
CLUBES BRASILEIROS DO MUNDIAL EM NÚMEROS
Sucesso dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes explicado em números. Brasil pode ser um novo mercado depois desse evento.
A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chegou às quartas de final, com grandes jogos e uma grande certeza, o futebol brasileiro se valorizou com a competição.
Modelo brasileiro de gestão de futebol
Clubes brasileiros geraram em 2024 US$ 1,8 bi, sendo US$ 1,4 bi em receitas operacionais e gastam US$ 0,9 bi em salários.
Brasil é a 7ª liga em receitas, 6ª em salários, mas é o maior formador de jogadores do planeta. No Brasil é relativamente barato ter times de alta qualidade.
Times de elite do Brasil como Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO e Fluminense Football Club têm gastos salariais infinitamente menores que os europeus, mas muito alto para o padrão de todo o continente americano.
Alguns fatores que explicam a qualidade dos times brasileiros:
✅ No Brasil é muito mais barato que na Europa montar times competitivos, salários do Palmeiras são 9X menores que do PSG.
✅ Brasil forma jogadores e vende os maiores talentos, mas fica com jogadores de alta qualidade.
✅ Embora clubes no Brasil. paguem salários menores que na Europa, são bem maiores que os demais mercados sul-americanos, atraindo muitos talentos de muitos países.
IN ENGLISH – With the Club World Cup, we discovered that we are not so far behind the Europeans, and that we are well ahead of our Argentine rivals. More than that: we are a great football market!
Don’t worry: the numbers, which are cold, explain it. And the respected Amir Somoggi explains:
BRAZILIAN CLUBS IN THE WORLD CUP IN NUMBERS
The success of Brazilian clubs in the Club World Cup explained in numbers. Brazil could be a new market after this event.
The FIFA Club World Cup has reached the quarterfinals, with great games and one great certainty: Brazilian football has gained value with the competition.
Brazilian football management model
Brazilian clubs generated US$ 1.8 billion in 2024, with US$ 1.4 billion in operating revenues and US$ 0.9 billion in salaries.
Brazil is the 7th league in revenues, 6th in salaries, but it is the largest producer of players on the planet. In Brazil, it is relatively cheap to have high-quality teams.
Elite Brazilian teams such as Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO and Fluminense Football Club have salary expenses infinitely lower than European teams, but very high for the standard of the entire American continent.
Some factors that explain the quality of Brazilian teams:
In Brazil, it is much cheaper to assemble competitive teams than in Europe; Palmeiras’ salaries are 9X lower than PSG’s.
Brazil produces players and sells the best talents, but keeps high-quality players.
Although clubs in Brazil. Although they pay lower salaries than in Europe, they are much larger than other South American markets, attracting many talents from many countries.
Há coisas que assustam: o Corinthians, por exemplo, mesmo devendo bastante, trouxe Memphis Depay e abusou dos valores oferecidos ao atleta. O que era previsto, aconteceu: está devendo para o holandês (R$ 6,1 mi), que por sua vez ameaçou não se reapresentar para os treinos.
Agora, surge a história de que Coronado tem quase 10 milhões a receber! Pode?
A solução? Buscar no mercado financeiro ou se socorrer com dinheiro emprestado pelos empresários de atletas. Ou ainda: adiantar cotas da FPF, adiantar cotas de TV, e, no caso específico desse episódio, adiantar a renovação de patrocínio da Nike.
Se eu adianto o dinheiro lá na frente, não terei para receber naquela oportunidade. E quando chegar o “lá na frente”, adianto o que eu ainda nem acertei direito. Em algum momento desse círculo vicioso, a grana a receber acaba.
O que fazer, Coringão? Não é melhor repensar os gastos?
O que mais assusta: muita gente “batendo palma” para as caríssimas contratações.
Há coisas que assustam: o Corinthians, por exemplo, mesmo devendo bastante, trouxe Memphis Depay e abusou dos valores oferecidos ao atleta. O que era previsto, aconteceu: está devendo para o holandês (R$ 6,1 mi), que por sua vez ameaçou não se reapresentar para os treinos.
Agora, surge a história de que Coronado tem quase 10 milhões a receber! Pode?
A solução? Buscar no mercado financeiro ou se socorrer com dinheiro emprestado pelos empresários de atletas. Ou ainda: adiantar cotas da FPF, adiantar cotas de TV, e, no caso específico desse episódio, adiantar a renovação de patrocínio da Nike.
Se eu adianto o dinheiro lá na frente, não terei para receber naquela oportunidade. E quando chegar o “lá na frente”, adianto o que eu ainda nem acertei direito. Em algum momento desse círculo vicioso, a grana a receber acaba.
O que fazer, Coringão? Não é melhor repensar os gastos?
O que mais assusta: muita gente “batendo palma” para as caríssimas contratações.
Na moda dos “bebês reborns”, surge, por sarcasmo, a analogia do Administrador de Empresas, versão Reborn.
Abaixo, extraído do LinkedIn citado na imagem:
GESTOR REBORN
🔵 Como não se tornar um “Gestor Reborn”
Você já viu um gestor que parece estar ali só de corpo presente? Que não se comunica, não dá feedback e só aparece para cobrar resultados? Pois é, essa figura carrega o apelido (nada lisonjeiro) de Gestor Reborn — como ilustrado na imagem.
Infelizmente, esse tipo de liderança ainda é comum em muitas organizações. Mas a boa notícia é: dá para fazer diferente.
✅ Liderança é proximidade. Levante da cadeira, converse com a equipe, crie conexões reais.
✅ Feedback é desenvolvimento. Não economize em conversas construtivas. Seu time precisa saber o que está indo bem e o que pode melhorar.
✅ Presença importa. Não apareça só para cobrar. Esteja presente no dia a dia, acompanhe, incentive e celebre as conquistas.
✅ Não fuja de conflitos. Resolver tensões com maturidade é papel essencial de qualquer gestor.
✅ Assuma a responsabilidade. A cultura da culpa não leva ninguém longe. Líderes inspiradores assumem erros e aprendem com eles.
🔁 O mundo do trabalho está mudando — e a liderança precisa evoluir junto.
💬 Que tipo de gestor você quer ser lembrado por ter sido?
#Liderança #Gestão #DesenvolvimentoPessoal #CulturaOrganizacional #Feedback #LiderançaHumanizada #LinkedIn
Cada vez mais as empresas se preocupam com práticas de sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa (O ESG, que significa, em ingês: Environmental, Social and Governance). A sociedade, a reboque, também.
No futebol, um universo dito muitas vezes “paralelo” à realidade do mundo, o ESG é esquecido. E se não fosse? Como alguns dirigentes de clubes brasileiros se comportariam?
Compartilho esse ótimo artigo, extraído de: https://istoedinheiro.com.br/e-se-o-futebol-tivesse-mais-esg/
E SE O FUTEBOL TIVESSE MAIS ESG?
Fim do recesso do Brasileirão 2024 por causa da tragédia climática no Rio Grande do Sul, tempo de boas e profundas reflexões sobre ESG.
Haveria algo em comum entre os episódios recorrentes de racismo nos jogos da Copa Libertadores de América, o descaso pelo fair play financeiro entre clubes brasileiros e as investigações de manipulação de resultados em todo o mundo?
Sim, há. Se tivessem ocorrido numa empresa com ESG, os três casos seriam tratados hoje como impactos sociais (S) e de governança (G.)Exigiriam atenção especial, planos de ação e investimentos para controlar potenciais riscos operacionais, financeiros e reputacionais.
Anima-me pensar nos benefícios de uma lógica ESG aplicada a segmentos como o futebol. Não tenho dúvidas de que faria a diferença para melhor. Cuidados socioambientais, ativismo de causas públicas e políticas de proteção da ética e da transparência costumam gerar valor para todas as partes interessadas de um negócio. Investidores de SAFs, patrocinadores de camisas e transmissões, reguladores, jogadores, torcedores, trabalhadores do setor e sociedade só teriam a ganhar com uma gestão mais responsável, compliance financeiro, redução de emissões de carbono, regras anticorrupção e respeito à diversidade.
O futebol seria melhor se os clubes fossem melhores “para” o mundo. E embora esta seja uma bandeira de valor claro no século 21, ela ainda contrasta com uma velha cultura regida pela máxima de ser “o melhor do mundo” e que aceita, em nome da glória das taças, a “ética do resultado a qualquer custo” – isso significa, na prática, triunfar até mesmo contra a justiça desportiva, beneficiando-se de circunstâncias que desvirtuam as normas do jogo, desequilibram a competição e prejudicam o adversário.
A noção implícita no “ganhar a qualquer custo” – contrária ao que propõe o ESG – explica a maioria dos desvios éticos no futebol. Em sua defesa, torcedores e dirigentes aceitam, sem crítica, o juiz que erra a favor do seu clube ou ocraque que burla a regra e ainda ironiza o adversário. Normalizam atitudes que desabonam o fair play financeiro, algo que não fariam em suas próprias casas. E aceitam contratar jogadores caros, sem receitas previstas para o salário.
“Anima-me pensar nos benefícios de uma lógica ESG aplicada a segmentos como o futebol. Não tenho dúvidas que faria a diferença para melhor”
Sob a justificativa complacente de que a “cultura do futebol” tem uma moral própria, divertem-se com os refrões homofóbicos de torcidas e engrossam as vistas aos gritos racistas, mesmo sabendo que eles ferem leis e regulamentos. Passam pano para o estupro praticado por ex-craques perversos. Naturalizam a corrupção das empresas de apostas e o ato criminoso de jogadores venais que manipulam resultados de jogos –neste momento, o meia Lucas Paquetá, do West Ham, está sob investigação da Premier League inglesa por “forçar” cartões amarelos.
A bola que entra no gol não pode tudo, ensina o ESG. Existe um contexto de responsabilidades que não está separado do que acontece antes, durante e depois do jogo.
Para quem quer melhorar a gestão do futebol, recomendo começar com quatro medidas básicas de ESG.
(1) Compense o carbono emitido em jogos e treinamentos, recicle resíduos nos estádios, utilize energia renovável, implante um sistema de reuso de água;
(2) Estabeleça um programa de compliance, com auditoria, canal de denúncias e códigos de conduta para evitar desde os assédios aos deslizes financeiros;
(3) Apoie com ações socioeducacionais a base de formação dos profissionais, o elo mais frágil de sua cadeia de valor; e
(4) Utilize o vínculo com torcedores e a exposição na mídia para “educar” stakeholders para causas como a solidariedade, diversidade, economia circular e mudanças climáticas.
Ricardo Voltolini é CEO da Ideia Sustentável, fundador da Plataforma Liderança com Valores, mentor e conselheiro de sustentabilidade

Ricardo Voltolini: “A bola que entra no gol não pode tudo, ensina o ESG” (Crédito:Divulgação)
Para empresas familiares, cuja identidade está frequentemente entrelaçada com valores e legados transmitidos por gerações, a gestão eficaz de …
Continua em: Gestão de Programas de Responsabilidade Empresarial: Valor Estratégico para Empresas Familiares

If you’re working as an entrepreneur, you know just how challenging it can be to work on your business while also doing other things in your life. …
Continua em: 3 Tips For Finding Balance As An Entrepreneur

O texto escrito pelo ex-diretor do Palmeiras Savério Orlandi, é um oásis em meio a tanta pataquada que lemos em artigos, muitas vezes, com interesses escusos, sobre os rumos do futebol brasileiro.
Vale a leitura!
Reproduzido no UOL pela Coluna do Juca Kfouri (link abaixo):
A ENCRUZILHADA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Por Savério Orlandi
Quando tudo indicava já adormecida e consolidada a sucessão na CBF com a eleição de Ednaldo Rodrigues, uma reviravolta trouxe novo e indigesto capítulo para a história, com o questionamento judicial do termo de acordo no qual aparentemente um dos seus signatários não dispunha do pleno gozo das faculdades mentais para firmá-lo.
O Tribunal Superior, que já homologara tal acordo, foi instado por alegações de falsidade documental e encontrou uma saída olímpica através da decisão do ministro relator nos limites da tecnicidade e daquilo que processualmente falando lhe era razoável fazer, assim devolvendo a matéria para investigação pelo Tribunal de origem no Rio de Janeiro.
Não é novidade que a entidade máxima do futebol brasileiro possua um vasto histórico de controvérsias, desmandos e desacertos. Um simples olhar para o último meio século nos evidencia, a partir da administração de João Havelange, a transformação de uma organização quase amadora em uma sólida sociedade empresarial, alavancada a partir dos anos 1970 pela forte entrada de um novo capital no futebol através dos contratos de televisão, dos fornecedores de material esportivo e da publicidade em geral, e ainda da ampliação da influência política na sua administração e trajetória.
Assim vimos a época do “onde a arena vai mal, mais um time no nacional”, o arrego no ano de 1987 que resultou na Copa União, a CPI da Nike, a derrocada de Ricardo Teixeira, o envolvimento de ex-presidentes no Fifagate, assédio sexual, o flerte inadequado com a Corte Suprema e a atual sensação de vacância pelas várias trocas havidas no comando.
E, como se não bastasse, agora com o ineditismo da possível fraude de documentos; o que veremos nos próximos tempos é certamente uma série de novas “idas e vindas” de despachos, liminares e recursos, mantendo a direção da CBF “sub judice” e o cenário de acefalia no comando e nas diretrizes da entidade, tendo no horizonte a Copa de 2026.
Para além da participação na próxima Copa do Mundo com a comprometida preparação em curso (mesmo a seleção tendo agora um novo treinador), o futebol brasileiro e a sua entidade máxima notadamente não dispõem de qualquer plano fora o fisiologismo, nem tampouco tem dimensão da responsabilidade social que tem com a nação, quem lhe outorga os símbolos e as propriedades, a seleção brasileira por exemplo: em verdade, urge um basta no continuísmo e uma guinada para reverter o quadro de letargia e clientelismo que insiste em nortear os caminhos do nosso futebol, algo que obviamente não é fácil, porém se faz imperioso.
A cooptação da totalidade das federações e dos clubes das séries A e B alcançou o ápice na eleição por aclamação ocorrida em março passado, desde quando os clubes de modo dissimulado manifestam concordância com a gestão ou, quando cobrados, sustentam que mesmo somados não reúnem quórum para pensar em mudança. Pura conveniência e vassalagem, um tipo de parceria na conduta lesa pátria por parte de quem deveria exigir as modificações na direção organizacional, fundamentalmente para permitir aos clubes que regulem e liderem por si só uma parcela do seu próprio negócio.
Nos últimos 5 anos, a estrutura da indústria do futebol tem se revigorado com os novos modelos e ferramentas que alteraram o “modo e o meio”, impactando diretamente as formas de gestão, em especial a dos clubes isoladamente (atual divisão dos direitos de TV, possibilidade de transformação em SAF, investimentos e regulamentação das Bets, novos patamares de patrocínio e premiação, entre outras novidades e ativações).
O mercado foi turbinado pelos investimentos das SAF e pelos aportes pesados das Bets, além do incremento dos direitos transmissivos após a regulamentação dos mandantes, e assim a maioria dos clubes tem experimentado um hiato episódico com uma grande afluência de recursos (o que não exclui a elevação de dívidas no período e as deficiências nos controles internos e na governança, inclusive entre os 2 ou 3 dos mais badalados).
Em que pese o auspicioso e positivo recorte econômico financeiro, algo a ser bastante comemorado, existe também seu lado perverso, pois a farta disponibilidade de recursos conduz invariavelmente à miopia, exatamente o que ocorre no âmbito das duas ligas.
E dentro delas, muito longe da unanimidade que foi alcançada para eleger o mandatário da entidade máxima do nosso futebol, nem mesmo se logrou superar definitivamente a discussão de “mais valia” promovida entre seus membros de modo contraproducente há 5 anos, frustrando o objetivo de desenvolver e aperfeiçoar em todos os seus aspectos o que seria o pretendido novo mercado, cuja formação passa por embates, rupturas e a permanente interlocução com a direção da CBF, seja ela com quem for (ou vier a ser).
Há muito o que fazer para formatar um modelo viável e próspero, sendo imprescindível o alinhamento dos clubes e da CBF para trabalharem no enfrentamento de temas como a organização de alguns campeonatos por ligas, um modelo de fair play financeiro, a questão dos gramados, a obsolescência do nosso VAR, a violência, o calendário, a perda da atratividade, os efeitos mercadológicos das transições geracionais, licenciamentos conjuntos, os games e E-Sports, entre outros assuntos de estratégia e governança.
Sem contar principalmente a necessária revisão do produto para melhorar a experiência do consumo interno e para fins de exportação, afinal, não dá mais para tolerar o tanto que tem de reclamação em campo a cada partida, a constante perda do tempo de jogo e a vergonha das simulações, como tomar pontapé na canela e rolar com a mão no rosto.
É preciso que seja alterado o estado atual das coisas, a fim de subtrair o viés político na direção do futebol brasileiro possibilitando oportunidade de ressignificação da entidade máxima e do seu objeto, assim reforçando a atribuição da competência institucional das seleções brasileiras, registros e filiações, junto da permissão de organização para a Liga e reserva da organização de algumas competições com reciprocidade quanto à inclusão dos clubes que disputarem suas próprias ligas (Clube Série A/B na Copa do Brasil, p. ex.).
A hora é de evoluir, de refletir e planejar, não há mais espaço para seguirmos apenas nos valendo daquela bengala de sermos o único pentacampeão do mundo, de sermos detentores do futebol arte ou de acreditar de forma simplista que num piscar de olhos seremos “Top 3” das ligas do mundo: o momento de agir chegou e todos os atores têm responsabilidade pela mudança, sob pena de continuarmos sendo a “eterna promessa”.
*Savério Orlandi é advogado formado pela PUC em 1993, consultor jurídico e sócio filiado à Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, além de membro da Comissão de Governança em Clubes de Futebol do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Foi diretor de futebol do Palmeiras.
**Texto originalmente publicado no portal Migalhas.
O texto escrito pelo ex-diretor do Palmeiras Savério Orlandi, é um oásis em meio a tanta pataquada que lemos em artigos, muitas vezes, com interesses escusos, sobre os rumos do futebol brasileiro.
Vale a leitura!
Reproduzido no UOL pela Coluna do Juca Kfouri (link abaixo):
A ENCRUZILHADA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Por Savério Orlandi
Quando tudo indicava já adormecida e consolidada a sucessão na CBF com a eleição de Ednaldo Rodrigues, uma reviravolta trouxe novo e indigesto capítulo para a história, com o questionamento judicial do termo de acordo no qual aparentemente um dos seus signatários não dispunha do pleno gozo das faculdades mentais para firmá-lo.
O Tribunal Superior, que já homologara tal acordo, foi instado por alegações de falsidade documental e encontrou uma saída olímpica através da decisão do ministro relator nos limites da tecnicidade e daquilo que processualmente falando lhe era razoável fazer, assim devolvendo a matéria para investigação pelo Tribunal de origem no Rio de Janeiro.
Não é novidade que a entidade máxima do futebol brasileiro possua um vasto histórico de controvérsias, desmandos e desacertos. Um simples olhar para o último meio século nos evidencia, a partir da administração de João Havelange, a transformação de uma organização quase amadora em uma sólida sociedade empresarial, alavancada a partir dos anos 1970 pela forte entrada de um novo capital no futebol através dos contratos de televisão, dos fornecedores de material esportivo e da publicidade em geral, e ainda da ampliação da influência política na sua administração e trajetória.
Assim vimos a época do “onde a arena vai mal, mais um time no nacional”, o arrego no ano de 1987 que resultou na Copa União, a CPI da Nike, a derrocada de Ricardo Teixeira, o envolvimento de ex-presidentes no Fifagate, assédio sexual, o flerte inadequado com a Corte Suprema e a atual sensação de vacância pelas várias trocas havidas no comando.
E, como se não bastasse, agora com o ineditismo da possível fraude de documentos; o que veremos nos próximos tempos é certamente uma série de novas “idas e vindas” de despachos, liminares e recursos, mantendo a direção da CBF “sub judice” e o cenário de acefalia no comando e nas diretrizes da entidade, tendo no horizonte a Copa de 2026.
Para além da participação na próxima Copa do Mundo com a comprometida preparação em curso (mesmo a seleção tendo agora um novo treinador), o futebol brasileiro e a sua entidade máxima notadamente não dispõem de qualquer plano fora o fisiologismo, nem tampouco tem dimensão da responsabilidade social que tem com a nação, quem lhe outorga os símbolos e as propriedades, a seleção brasileira por exemplo: em verdade, urge um basta no continuísmo e uma guinada para reverter o quadro de letargia e clientelismo que insiste em nortear os caminhos do nosso futebol, algo que obviamente não é fácil, porém se faz imperioso.
A cooptação da totalidade das federações e dos clubes das séries A e B alcançou o ápice na eleição por aclamação ocorrida em março passado, desde quando os clubes de modo dissimulado manifestam concordância com a gestão ou, quando cobrados, sustentam que mesmo somados não reúnem quórum para pensar em mudança. Pura conveniência e vassalagem, um tipo de parceria na conduta lesa pátria por parte de quem deveria exigir as modificações na direção organizacional, fundamentalmente para permitir aos clubes que regulem e liderem por si só uma parcela do seu próprio negócio.
Nos últimos 5 anos, a estrutura da indústria do futebol tem se revigorado com os novos modelos e ferramentas que alteraram o “modo e o meio”, impactando diretamente as formas de gestão, em especial a dos clubes isoladamente (atual divisão dos direitos de TV, possibilidade de transformação em SAF, investimentos e regulamentação das Bets, novos patamares de patrocínio e premiação, entre outras novidades e ativações).
O mercado foi turbinado pelos investimentos das SAF e pelos aportes pesados das Bets, além do incremento dos direitos transmissivos após a regulamentação dos mandantes, e assim a maioria dos clubes tem experimentado um hiato episódico com uma grande afluência de recursos (o que não exclui a elevação de dívidas no período e as deficiências nos controles internos e na governança, inclusive entre os 2 ou 3 dos mais badalados).
Em que pese o auspicioso e positivo recorte econômico financeiro, algo a ser bastante comemorado, existe também seu lado perverso, pois a farta disponibilidade de recursos conduz invariavelmente à miopia, exatamente o que ocorre no âmbito das duas ligas.
E dentro delas, muito longe da unanimidade que foi alcançada para eleger o mandatário da entidade máxima do nosso futebol, nem mesmo se logrou superar definitivamente a discussão de “mais valia” promovida entre seus membros de modo contraproducente há 5 anos, frustrando o objetivo de desenvolver e aperfeiçoar em todos os seus aspectos o que seria o pretendido novo mercado, cuja formação passa por embates, rupturas e a permanente interlocução com a direção da CBF, seja ela com quem for (ou vier a ser).
Há muito o que fazer para formatar um modelo viável e próspero, sendo imprescindível o alinhamento dos clubes e da CBF para trabalharem no enfrentamento de temas como a organização de alguns campeonatos por ligas, um modelo de fair play financeiro, a questão dos gramados, a obsolescência do nosso VAR, a violência, o calendário, a perda da atratividade, os efeitos mercadológicos das transições geracionais, licenciamentos conjuntos, os games e E-Sports, entre outros assuntos de estratégia e governança.
Sem contar principalmente a necessária revisão do produto para melhorar a experiência do consumo interno e para fins de exportação, afinal, não dá mais para tolerar o tanto que tem de reclamação em campo a cada partida, a constante perda do tempo de jogo e a vergonha das simulações, como tomar pontapé na canela e rolar com a mão no rosto.
É preciso que seja alterado o estado atual das coisas, a fim de subtrair o viés político na direção do futebol brasileiro possibilitando oportunidade de ressignificação da entidade máxima e do seu objeto, assim reforçando a atribuição da competência institucional das seleções brasileiras, registros e filiações, junto da permissão de organização para a Liga e reserva da organização de algumas competições com reciprocidade quanto à inclusão dos clubes que disputarem suas próprias ligas (Clube Série A/B na Copa do Brasil, p. ex.).
A hora é de evoluir, de refletir e planejar, não há mais espaço para seguirmos apenas nos valendo daquela bengala de sermos o único pentacampeão do mundo, de sermos detentores do futebol arte ou de acreditar de forma simplista que num piscar de olhos seremos “Top 3” das ligas do mundo: o momento de agir chegou e todos os atores têm responsabilidade pela mudança, sob pena de continuarmos sendo a “eterna promessa”.
*Savério Orlandi é advogado formado pela PUC em 1993, consultor jurídico e sócio filiado à Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, além de membro da Comissão de Governança em Clubes de Futebol do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Foi diretor de futebol do Palmeiras.
**Texto originalmente publicado no portal Migalhas.
Ensino aos meus alunos da Faculdade de Administração, na disciplina de “Governança Corporativa”, que em hipótese alguma os interesses pessoais de um gestor podem sobrepujar os interesses da corporação. E é exatamente o que “não se pode”, que acontece na CBF.
Vejamos:
Enfim: até dia 11, quando o Real Madrid decidirá o seu futuro ou não (e o de Ancelotti), parece que não teremos novidades… E os interesses (ou vaidade) do gestor ficam acima dos da Confederação Brasileira de Futebol.
Ensino aos meus alunos da Faculdade de Administração, na disciplina de “Governança Corporativa”, que em hipótese alguma os interesses pessoais de um gestor podem sobrepujar os interesses da corporação. E é exatamente o que “não se pode”, que acontece na CBF.
Vejamos:
Enfim: até dia 11, quando o Real Madrid decidirá o seu futuro ou não (e o de Ancelotti), parece que não teremos novidades… E os interesses (ou vaidade) do gestor ficam acima dos da Confederação Brasileira de Futebol.
Turno 3 de 3: Estivemos nessa noite em Itu em nome da Faditu, aplicando provas aos nossos alunos universitários.
Somente com a Educação é que conseguiremos bons resultados…

Turno 2 de 3: Estivemos nessa tarde em Franco da Rocha em nome do Sebrae, falando sobre Gestão aos reeducandos da unidade prisional de lá.
Somente com a Educação é que conseguiremos bons resultados…

Renato Gaúcho será o novo-velho técnico do Fluminense, recebendo 1,5 milhão de reais ao mês.
Nesta sua sexta passagem, o que de tão extraordinário o treinador fez para se valorizar tanto no mercado?
Aliás, reparemos: o Flu tem buscado os da “velha-guarda”: Mano, agora Renato… quando ele cair, buscará Luxemburgo ou Felipão?
O futebol brasileiro tem cada particularidade…
Renato Gaúcho será o novo-velho técnico do Fluminense, recebendo 1,5 milhão de reais ao mês.
Nesta sua sexta passagem, o que de tão extraordinário o treinador fez para se valorizar tanto no mercado?
Aliás, reparemos: o Flu tem buscado os da “velha-guarda”: Mano, agora Renato… quando ele cair, buscará Luxemburgo ou Felipão?
O futebol brasileiro tem cada particularidade…
Há algum tempo, Abel Ferreira foi santificado no Parque Antártica (e por um período de tempo menor, a presidente Leila Pereira). Pudera, conquistar dois títulos da Libertadores seguidamente era um feito em nosso país comparável ao Santos FC de Pelé e ao São Paulo FC de Telê Santana. Não importava se alguém argumentasse que na primeira conquista tivemos uma campanha iniciada por Vanderlei Luxemburgo e continuada pelo “Professor Cebola”, o discreto assistente. O mérito foi todo creditado ao Abel Ferreira, e aí nascia uma idolatria.
– Criticar o comportamento de Abel?
Não pode, é heresia.
– Questionar o esquema tático?
Não o faça, é sacrilégio!
E como o futebol vive de resultados e toda seita precisa ver milagres concretos para crer, os abelistas que tanto se enervavam com qualquer pessoa que discordasse do outrora imaculado treinador, começaram a ficar preocupados. Foi não conquistar algum título mais desejado (como o Brasileirão passado) ou perder para o grande rival (o Corinthians), que a descrença brotou no coração dos crentes por Abel.
Mesmo com um elenco caro e jogadores renomados, o time do Palmeiras vive de cruzamentos e revive o “Cucabol” (não gosto desse termo, mas ele foi cunhado lá no próprio Verdão). Isso tem irritado os admiradores do português.
Abel, por sua vez, se mostra incomodado e parece até querer sair. Comete “sincericídio” quando critica a diretoria e até mesmo, pasme, a torcida. Curioso que, autor do livro “Controle Mental”, não demonstra estar no comando das suas emoções….
Pior: ele não aceita pergunta que não o agrade. Veja o chilique que teve ao ser questionado pelo ótimo jornalista Pedro Marques, da Jovem Pan, na sua coletiva. Só aceita agenda positiva?
Lembrando: Abel foi expulso por fazer bobagem e por desconhecimento da regra na final do Paulistão (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3CO), mas não vemos contestação de que errou por parte da diretoria.
Some-se tudo isso e questione-se: ele agiria assim na Europa? Teria tanta falta de cobrança de seus superiores?
Talvez esse estilo bronco-truculento combinaria mais com o Oriente Médio, onde algum príncipe ou emir garantiria que não existisse reclamação ao seu trabalho ou contestação qualquer, pela cultura local desses países não-democráticos e autoritários…
A sensação é: Abel quer ir embora.
De que jeito? Numa boa, pagando multa, ou forçando?
Aí não é comigo…
Há algum tempo, Abel Ferreira foi santificado no Parque Antártica (e por um período de tempo menor, a presidente Leila Pereira). Pudera, conquistar dois títulos da Libertadores seguidamente era um feito em nosso país comparável ao Santos FC de Pelé e ao São Paulo FC de Telê Santana. Não importava se alguém argumentasse que na primeira conquista tivemos uma campanha iniciada por Vanderlei Luxemburgo e continuada pelo “Professor Cebola”, o discreto assistente. O mérito foi todo creditado ao Abel Ferreira, e aí nascia uma idolatria.
– Criticar o comportamento de Abel?
Não pode, é heresia.
– Questionar o esquema tático?
Não o faça, é sacrilégio!
E como o futebol vive de resultados e toda seita precisa ver milagres concretos para crer, os abelistas que tanto se enervavam com qualquer pessoa que discordasse do outrora imaculado treinador, começaram a ficar preocupados. Foi não conquistar algum título mais desejado (como o Brasileirão passado) ou perder para o grande rival (o Corinthians), que a descrença brotou no coração dos crentes por Abel.
Mesmo com um elenco caro e jogadores renomados, o time do Palmeiras vive de cruzamentos e revive o “Cucabol” (não gosto desse termo, mas ele foi cunhado lá no próprio Verdão). Isso tem irritado os admiradores do português.
Abel, por sua vez, se mostra incomodado e parece até querer sair. Comete “sincericídio” quando critica a diretoria e até mesmo, pasme, a torcida. Curioso que, autor do livro “Controle Mental”, não demonstra estar no comando das suas emoções….
Pior: ele não aceita pergunta que não o agrade. Veja o chilique que teve ao ser questionado pelo ótimo jornalista Pedro Marques, da Jovem Pan, na sua coletiva. Só aceita agenda positiva?
Lembrando: Abel foi expulso por fazer bobagem e por desconhecimento da regra na final do Paulistão (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3CO), mas não vemos contestação de que errou por parte da diretoria.
Some-se tudo isso e questione-se: ele agiria assim na Europa? Teria tanta falta de cobrança de seus superiores?
Talvez esse estilo bronco-truculento combinaria mais com o Oriente Médio, onde algum príncipe ou emir garantiria que não existisse reclamação ao seu trabalho ou contestação qualquer, pela cultura local desses países não-democráticos e autoritários…
A sensação é: Abel quer ir embora.
De que jeito? Numa boa, pagando multa, ou forçando?
Aí não é comigo…
E você sabe ser próximo dos seus colegas, sem ser inconveniente?
Um ótimo texto sobre esse assunto, por Glauce Santesso, extraído de: https://www.linkedin.com/posts/glauce-santesso-27b010115_reflexaeto-trabalhoemequipe-proximidadecomlimite-activity-7293090719303360513-VgBD/?utm_medium=ios_app&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts&utm_source=social_share_send&utm_campaign=share_via
COMO SER PRÓXIMO SEM VIRAR ESPINHO
Já ouviu falar no fenômeno do porco-espinho? 🧐 Calma, não é uma nova tendência corporativa nem um conceito complicado de gestão. É uma ideia do filósofo Schopenhauer que diz muito sobre as relações humanas—especialmente no trabalho.
O conceito é simples: no inverno, porcos-espinhos precisam ficar próximos para não morrerem de frio. Mas, quando se aproximam demais, seus espinhos machucam. Se afastam, sentem frio. E o ciclo continua.
Agora pense: não é exatamente assim nas relações de trabalho? O desafio é encontrar o equilíbrio entre estar perto o suficiente para colaborar e não tão perto a ponto de se tornar um incômodo.
Proximidade, sim. Invasão de espaço, não.
🔸 Muito perto: A vontade de “fazer acontecer” 💪 e ser participativo é ótima. Mas, quando ultrapassamos os limites dos outros, nos tornamos invasivos. O resultado? Estresse, desconforto e, claro, menos produtividade.
🔸 Distância demais: O outro extremo também é problemático. O isolamento prejudica a colaboração e mina o espírito de equipe. Quando cada um trabalha sozinho, a sinergia desaparece. 🚪🚶♂️
Então, qual é o segredo? Equilíbrio. 🏆 Saber quando se aproximar para contribuir e quando dar espaço para o outro.
Afinal, você está ajudando ou virando um espinho no caminho dos colegas? 🤔 Como anda o seu equilíbrio no trabalho?
Fonte: Parábola do porco-espinho, descrita por Arthur Schopenhauer na obra Parerga e Paralipomena, 1851.
Imagem extraída do link acima.
Surto de Bactéria Aprofunda Crise do McDonald’s – v09c19g40024cul86m7og65u396o2pp0 O ano de 2024 já vinha sendo desafiador para o McDonald’s, …
Original no link em: Surto de Bactéria Aprofunda Crise do McDonald’s em 2024

O mercado de revistas no Brasil está em crise, todos sabemos. Vide o que aconteceu com a Editora Abril e a Revista Veja recentemente…
Agora, é a vez da Revista Isto É quebrar! A Editora Três, infelizmente, não aguentou as dificuldades do mercado editorial.
Abaixo, extraído de: https://www.conjur.com.br/2025-fev-03/justica-decreta-falencia-da-editora-tres-dona-da-istoe-por-nao-pagar-credores/
Nenhuma SAF no Brasil completou o seu contrato até agora. Portanto, não se pode afirmar que sejam boas ou ruins, pois elas “ainda estão acontecendo”.
O Cruzeiro trocou de dono no meio do caminho. A do Vasco, faliu. A do Botafogo, ganhou títulos mas não deu lucro. A do Gama, foi devolvida pela Justiça. A do Atlético, é dona do estádio e virou proprietária do shopping. E por aí vai.
Eu sou defensor de time-empresa, multigroup, SAF, ltda, ou qualquer equivalente – mas desde que se tenha competência na gestão e transparência.
É necessário lembrar: S.A.F é como uma S/A qualquer, mas de Futebol. Assim, existem as boas e as ruins; as de busca pelo lucro e as de malandragem. As de negócios honestos e as de lavagem de dinheiro. As que farão os clubes crescerem ou as que farão os clubes sumirem. E, talvez o mais importante: as que, depois do término do contrato, terão valido a pena e as que terão complicado ainda mais o time. Por isso, é FUNDAMENTAL pensar: como estará o clube, as contas e o seu patrimônio, ao longo prazo?
Vamos para a EXA Capital e o Paulista FC. Eu, particularmente, sou a favor de uma SAF que seja séria, parceira e que busque o lucro de uma maneira ética. E aí fica a questão: a interessada pela compra do Paulista, é assim?
Pedro Mesquita, seu proprietário, é um negociador rico e inteligente, que busca lucro. Será o dono, e ele poderá fazer o que quiser. Vide Textor no Botafogo ou Pedrinho BH no Cruzeiro. O torcedor não terá poder algum, afinal, é uma empresa, e nem os cartolas da associação esportiva, como o presidente ou o vice. (Vide a relação Mancha Verde e Leila Pereira, que embora não seja SAF, tem gestão profissional). Mas não estou dizendo que isso é ruim ou bom.
Enfim: eu sou a favor de uma SAF, mas ainda não posso dizer que defendo ou repudio essa SAF proposta pela EXA por um simples motivo: não conheço (como a maioria das pessoas) o que ela oferecerá e o que ela pedirá!
Como dizer SIM ou NÃO, se não sabemos quanto pagará, o que trará, como administrará, quem contratará para a gestão, como se dará, e por aí vai? E o lado contrário: o que exigirá, qual a contrapartida, o que levará ou o que deixará?
Tendo tudo isso esclarecido, será possível se posicionar. Por ora, não é hora de palpitar, a não ser, um único pitaco: se o Paulista colocar o Estádio Jayme Cintra como propriedade da SAF, ao invés de assinar um acordo de comodato ou cessão temporária, aí eu não concordo. Depois de encerrado o acordo, o cara fica com o estádio e o Paulista jogaria no Dal Santo ou no Aramis Poli?
Aliás, não vale argumentar que “o estádio vai ser tombado e o investidor nada poderá fazer, a não ser ceder ao Galo”. Isso é bobagem, estando em posse dele, a lei poderia mudar. Aliás, as leis não são perpétuas no Brasil. E outra: vai querer ser mais esperto do que ele, tentando dar esse “passa-moleque” de tombamento?
Se perder o Jayme Cintra, dificilmente o Paulista FC vai construir um estádio a curto prazo, sejamos realistas.
É hora de aguardar.
Nenhuma SAF no Brasil completou o seu contrato até agora. Portanto, não se pode afirmar que sejam boas ou ruins, pois elas “ainda estão acontecendo”.
O Cruzeiro trocou de dono no meio do caminho. A do Vasco, faliu. A do Botafogo, ganhou títulos mas não deu lucro. A do Gama, foi devolvida pela Justiça. A do Atlético, é dona do estádio e virou proprietária do shopping. E por aí vai.
Eu sou defensor de time-empresa, multigroup, SAF, ltda, ou qualquer equivalente – mas desde que se tenha competência na gestão e transparência.
É necessário lembrar: S.A.F é como uma S/A qualquer, mas de Futebol. Assim, existem as boas e as ruins; as de busca pelo lucro e as de malandragem. As de negócios honestos e as de lavagem de dinheiro. As que farão os clubes crescerem ou as que farão os clubes sumirem. E, talvez o mais importante: as que, depois do término do contrato, terão valido a pena e as que terão complicado ainda mais o time. Por isso, é FUNDAMENTAL pensar: como estará o clube, as contas e o seu patrimônio, ao longo prazo?
Vamos para a EXA Capital e o Paulista FC. Eu, particularmente, sou a favor de uma SAF que seja séria, parceira e que busque o lucro de uma maneira ética. E aí fica a questão: a interessada pela compra do Paulista, é assim?
Pedro Mesquita, seu proprietário, é um negociador rico e inteligente, que busca lucro. Será o dono, e ele poderá fazer o que quiser. Vide Textor no Botafogo ou Pedrinho BH no Cruzeiro. O torcedor não terá poder algum, afinal, é uma empresa, e nem os cartolas da associação esportiva, como o presidente ou o vice. (Vide a relação Mancha Verde e Leila Pereira, que embora não seja SAF, tem gestão profissional). Mas não estou dizendo que isso é ruim ou bom.
Enfim: eu sou a favor de uma SAF, mas ainda não posso dizer que defendo ou repudio essa SAF proposta pela EXA por um simples motivo: não conheço (como a maioria das pessoas) o que ela oferecerá e o que ela pedirá!
Como dizer SIM ou NÃO, se não sabemos quanto pagará, o que trará, como administrará, quem contratará para a gestão, como se dará, e por aí vai? E o lado contrário: o que exigirá, qual a contrapartida, o que levará ou o que deixará?
Tendo tudo isso esclarecido, será possível se posicionar. Por ora, não é hora de palpitar, a não ser, um único pitaco: se o Paulista colocar o Estádio Jayme Cintra como propriedade da SAF, ao invés de assinar um acordo de comodato ou cessão temporária, aí eu não concordo. Depois de encerrado o acordo, o cara fica com o estádio e o Paulista jogaria no Dal Santo ou no Aramis Poli?
Aliás, não vale argumentar que “o estádio vai ser tombado e o investidor nada poderá fazer, a não ser ceder ao Galo”. Isso é bobagem, estando em posse dele, a lei poderia mudar. Aliás, as leis não são perpétuas no Brasil. E outra: vai querer ser mais esperto do que ele, tentando dar esse “passa-moleque” de tombamento?
Se perder o Jayme Cintra, dificilmente o Paulista FC vai construir um estádio a curto prazo, sejamos realistas.
É hora de aguardar.
Ontem, na “Rádio De Pai Para Filho” (link abaixo), uma importante entrevista do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, a Nilson César, Fausto Favara e demais membros da equipe. Ele falou sobre a situação política da CBF (espera o desenrolar da liminar que mantém Ednaldo Rodrigues na Presidência da entidade para se posicionar se concorrerá a uma eleição futura e disse que Ronaldo Nazário precisa viabilizar um projeto, deixando no ar que será adversário político do grupo dele); defendeu os Estaduais (disse, em analogia, que não é porque algumas filiais dão prejuízo, que você fecha a matriz, que dá lucro – exemplificando que se alguns Regionais não vem bem, o da FPF dá lucro e paga valores consideráveis aos clubes); e, por fim, falou dos clubes pequenos do Interior.
A partir do tempo 2:01:00 (abaixo, o “A Resenha com Nilson César”), ele é questionado se a FPF empresta dinheiro aos times, como trabalha a fiscalização dos estádios e outras nuances. Reinaldo fala da importância da Copa Paulista, que a infraestrutura de todos os clubes está sempre em observação e que não é banco, apenas adianta cotas quando os clubes solicitam. Mas me chamou a atenção o seguinte:
Aqui, confesso, entendi como um discurso simplório (ou demagogo). Reinaldo sabe que as SAFs não são necessariamente a “salvação da lavoura”, e que existem as boas e as ruins.
Há tempos venho discutindo o modelo (antes de qualquer crítica: sou defensor de clube-empresa, time-privado, holdings de futebol e SAF – mas desde que sejam geridas com competência, transaprência e honestidade). Uma Sociedade Anônima de Futebol é uma empresa qualquer (mas que o foco do empreendimento é o futebol). Sendo assim, há as boas e as ruins, há as capitalizadas e as descapitalizadas, e as honestas e as desonestas.
Como presidente da FPF, Reinaldo tem ciência de tudo isso. Vide o que acontece agora com o Botafogo (sem técnico, com atrasos nos pagamentos e elenco se desmanchando, 1 mês depois das conquistas) ou com o Vasco (a 777 quebrou e quem comprou o que sobrou do fundo, quer se desfazer da SAF vascaína e não consegue). O torcedor comum, passional, que não se importa com balanço, contas ou patrimônio do clube, imagina que SAF seja sinônimo de um endinheirado que monta um mecenato e despeja dinheiro nos cofres do clube. Lêdo engano, isso é a exceção! Mas os cartolas insistem em criar essa fantasia de que uma SAF resolve todos os problemas, paga contas, ganha títulos e o faz isso como se fosse por prazer. Pura demagogia…
Reafirmo: gosto do modelo de SAF, mas tenho a preocupação dos negócios de SAF: quem é o dono, qual o propósito dela, como foram feitos os acordos, etc (ou seja: SAF tem que ser bom para quem investe e para o clube investido).
O futebol está cada vez mais parecido com a política: um grande teatro de promessas… Fico pasmo ao ouvir que um clube não pode ter oposição e que a SAF tem que ter apoio irrestrito da comunidade (mesmo não se sabendo muitas vezes o que se oferecerá).
Imaginem quando um gigante (Flamengo, Corinthians, Palmeiras) tiver alguma discussão sobre venda de SAF. Nessa hipótese, o debate seria nacional para se entender a viabilidade da empreita, se seria um bom ou mal negócio, e a discussão por meses sobre cláusulas sugeridas. No Interior do Brasil, há quem queira mascarar uma negociação de clube pequeno e esconder os detalhes, muitas vezes por interesses escusos.
O link em: https://www.youtube.com/live/TEs5F4dvhaM?si=WHyOjRky_xfftJvU