– A Vantagem de ser Perdedor no Paulistão e o Esdrúxulo Regulamento

 

Amigos, alguém já se deu conta que para os times pequenos e médios do Paulistão, ser 9º  colocado pode ser mais vantajoso do que ser 8º e se classificar para a fase final?

 

O Regulamento da Competição diz que os 8 melhores se classificam, correto?

 

Pois bem: se a Portuguesa estiver classificada entre os 8 primeiros, e com os quatro grandes na ponteira da tabela (o professor de Geografia da FPF deve ser sensacional: Santos não disputa o troféu “Campeão do Interior” pois é do litoral e considerado grande; Portuguesa Santista ou Jabaquara disputariam… São Caetano, São Bernardo e Santo André, que são da Região Metropolitana, viram “caipiras” nesse Regulamento e disputam), teríamos 3 vagas para o interior. Se Ponte Preta e Bragantino (que estão já classificados para o Brasileirão série B) também entrarem, sobra 1 vaga em disputa. E aí, teríamos Mirassol, Paulista e Oeste brigando por ela, com o objetivo maior: classificar-se para a série D do Campeonato Brasileiro e não passar o resto do ano parado.

 

Cá entre nós: para os times pequenos, o verdadeiro mote do Paulistão é o título de ‘campeão paulista’ ou tentar conquistar uma ‘vaga para a 4ª divisão do Brasileirão’, já que no restante do ano esses clubes tendem a fechar seus departamentos de futebol profissional e disputarem a Copa Paulista com equipes juniores?

 

Mas a mágica é a seguinte: Se os classificados forem os citados acima (4 grandes + Lusa + Ponte Preta + Bragantino), o 9º colocado entrará para o Torneio do Interior. Como o 8º pode ser eliminado em jogo único nas quartas de final, o 9º colocado poderia prosseguir no campeonato do interior, pois, teoricamente, os times são de nível técnico menor. Como a pontuação final é a determinante para o representante da Série D (pontuação final é a soma de todas as fases e não apenas a da primeira fase), a nona colocada poderia ter mais pontos por, teoricamente, poder avançar mais no torneio (Lembrando ainda que no Paulistão, os times pequenos não jogariam mais em casa; e no Troféu do Interior, poderiam até fazer a final em seus domínios – até o regulamento é diferente, pois há cobrança de pênaltis em determinada etapa). E se tivéssemos uma “Zebraça” no Campeonato, com os 4 grandes eliminados nas quartas-de-final (e a Lusa não se classificando na Fase 1), poderíamos ter como representantes do interior o 10º, 11º, 12º e 13º colocados disputando o título Campeão do Interior, já que os classificados para a fase 3 não entram!

 

Quem bolou esse regulamento, de fato, é um iluminado! Perder, neste caso, pode ser uma grande vantagem. É claro que é um viés do campeonato, mas não deixa de ser irônico.

 

Não me surpreenderia se observasse time na beira da classificação não se esforçando na última rodada. Aqui, o que vale é a sobrevivência financeiro-desportiva, e não o espírito esportivo. E se olharmos a situação dos clubes, dá para condenar?

 

É complicado. Respire fundo e… diga: você que é torcedor de time pequeno / médio, o que acha: classifica-se em 8º ou em 9º? Qual risco é menor para não ficar parado no restante do ano? Deixe seu comentário:

– Santacruzense X Batatais: Aprendendo com os Erros!

 

Ontem, uma situação desconfortável ocorreu pela série A3 do Campeonato Paulista. A árbitra Katiucia da Mota Lima cometeu um grave equívoco e depois consertou o seu erro. Durou quase 5 minutos a confusão, e, claro, com muita discussão. Mas 2 coisas me chamaram a atenção: o bisonho erro inicial e a covarde tentativa de agressão pós-jogo.

 

Entenda o lance:

 

Time do Santacruzense tem uma falta a seu favor. O jogador arruma a bola, adversário catimba, jogador ajeita novamente e… aquela demora costumeira.

Quando estava pronto para cobrar a falta, o jogador resolve ajeitar pela enésima vez a bola. Ao colocar a mão na bola novamente para arrumá-la, eis que o jogador adversário (Batatais) e aparentemente a árbitra também, entendem que ali foi cometida uma infração. O jogador do Batatais cobra a falta em favor do seu próprio time, e ainda por cima marca um gol! Circo totalmente armado…

 

Entenderam o erro?

 

Após autorização para a cobrança, o jogador colocou a mão na bola novamente. E a árbitra entendeu que ali houve uma mão na bola (pelas imagens, ela deve ter interpretado dessa forma ou foi levada a interpretar pela esperteza do time do Batatais, que reclamou de mão e cobrou o lance como se fosse dele). Houve uma espécie de “reversão da falta”.

 

Na verdade, a árbitra parece ter entendido que, após o apito, colocar a mão na bola seria uma infração. Entretanto, após um tiro livre, a bola só entra em jogo a partir do momento em que ela é tocada e se move. Assim, a bola só estaria em jogo quando alguém a chutasse. O uso das mãos naquele momento não coloca a bola em jogo, e, sendo assim, não é falta, já que a bola não entrou em jogo e a partida está parada aguardando um reinício. Ali, simplesmente, a árbitra poderia dar uma advertência com Cartão Amarelo por Retardamento e mandar o atleta agilizar a cobrança.

 

Como vocês poderão ver nas imagens do link abaixo, o jogador do Batatais cobra rápido a “falta”  (que não existiu ao seu favor, pois a partida não tinha sido legalmente reiniciada) e faz, para azar da árbitra, o gol. Chega a impressionar como os atletas do Santacruzense acuam a árbitra, sendo que em determinado momento o time inteiro (junto com a Comissão Técnica e outras pessoas) a colocam num cantinho do estádio, tendo o bandeira e o quarto árbitro como companheiros de defesa.

 

Após tanta discussão, o gol é anulado acertadamente, e aí a reclamação passa a ser do time do Batatais. A partida é reiniciada com um bola ao chão (erroneamente, pois se nada daquilo valeu, e a falta originariamente marcada a favor do Santacruzense foi cobrada pelo adversário, deve-se reiniciar o jogo com o tiro livre direto marcado anteriormente (num primeiro momento, dá a entender que há até erro de direito, caso o gol fosse confirmado. Mas, como argumento a favor da árbitra, pode alegar que, de repente, um bandeira houvera avisado o erro e por isso o fato de se voltar atrás).

 

Erros incomuns como esse que fazem com que a Regra de Jogo seja apaixonante. Mas vale registrar:

– o vacilo inicial da árbitra;

– a coragem final da árbitra;

– a pressão que deu certo do Santacruzense;

– as tentativas covardes de agressão pós jogo do Batatais sobre a moça (vide no relatório em: http://sumulaonline.fpf.org.br/sistema/sumula_file/getpdf.php?f=tmp7A16.tmp)

– a não manifestação do Sindicato dos Árbitros ou da Cooperativa (logo após a partida Prudente X São Paulo, eles se manifestaram prontamente em seus sites contra as reclamações de Paulo César Carpegiani. E agora, quando quase bateram numa moça, ficarão quietos?)

– por fim: a urucubaca que é a relação Mulheres X Santacruzense. E justo naquele gol! É o mesmo palco em que Sílvia Regina foi acusada do famigerado “Gol de Gandula”, que nunca foi de gandula (eu estava lá… sei bem da história).

 

Veja o lance: http://www.youtube.com/watch?v=p_zbowoeolo

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– Cadê os Resultados da Eleição da Coafesp?

 

Democracia é bom por causa disso: As eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do estado de São Paulo, cujo candidato único era Silas Santana, ocorreu na última segunda dia 28. Não bastasse o fato do atual presidente da Cooperativa dos Árbitros ser também funcionário da FPF (o que traz, no mínimo, incompatibilidade de funções); não bastasse o fato do seu diretor, Arthur Alves Júnior, ser também o novo presidente do Sindicato dos Árbitros (o que traz uma incompatibilidade ainda maior, pois são, na verdade, 2 funcionários da FPF), ainda não se tem o resultado divulgado das eleições publicamente!

 

Claro que Silas Santana deve ter ganhado de lavada. Mas não custa nada os árbitros terem idéia de como foi a eleição na Cooperativa. No Sindicato, o placar foi de 260 X 0 ! Unanimidade sensacional…

 

No Rio de Janeiro, árbitros cariocas estão entrando na Justiça contra Jorge Rabelo, que, coincidentemente, trabalha na Federação Carioca e ao mesmo tempo é presidente da Cooperativa e do Sindicato local.

 

Como Rio e São Paulo são parecidos, não? Felizmente, lá, ao menos, alguém se manifestou…

 

Não posso deixar passar batido, embora com certo atraso, o excelente artigo do ex-árbitro Euclides Fiori, extraído do Blog do Paulinho: http://www.midiasemmedia.com.br/paulinho/?p=26226

 

COLUNA DO FIORI – FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

 

Ouvidor e Presidente da COAFESP

COAFESP

Continuo convicto que o surgimento da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – COAFESP – ocorreu após algumas conversações coordenadas pelos “impolutos” dirigentes da FPF que em determinado momento decidiram:

Silas Santana – será o presidente  e Artur Alves Junior – secretário geral

HISTÓRIA

Silas Santana nunca participou de qualquer movimento em defesa dos árbitros alegando que sua função profissional – estrelinha da PM – impedia que participasse destes movimentos.

SEGURANÇA

O ex-árbitro Silas Santana sempre usou da sua condição profissional para fazer segurança direta ou indireta para Eduardo José Farah ex-presidente da Federação Paulista de Futebol.

Silas Santana foi e continua sendo abotoado com o ocupante do poder, seja DEUS, o Diabo, ou, o Talvez.

VANTAGENS

Com o serviço da segurança para Eduardo José Farah, repentinamente, Silas Santana foi subindo até chegar ao “admirável” quadro de Aspirante FIFA que nada representa, serve para premiar aqueles que estiveram ao lado dos mandatários, continua sendo premiar financeiro e satisfação para o egocentrismo.

OUVIDOR

Conforme postados anteriores, ratifico que Silas Santana enquanto presidente da COAFEP não pode e não deve ser ouvidor da FPF.

AVALIAR

O ouvidor analisa o desempenho do árbitro dentro do campo de jogo, sendo assim, em muitos casos poderá opinar pela punição ao árbitro.

CONFLITO DE FUNÇÕES

O exercício da presidência da COAFESP exige do ocupante total desincompatibilizar com funções antagônicas. Silas Santana, não o fez.

SAFESP

O futuro presidente Artur Alves Junior não teve concorrentes, foi candidato único, contando com apoio dos dirigentes da federação e dos clubes.

POSSE

Artur Alves Junior será empossado proximamente, sou convencido que deve pedir demissão da CEAF-SP, do cargo de secretário da COAFESP, bem como, de todas as funções que venham a conflitar com o cargo de presidente da principal entidade dos árbitros de futebol do estado de São Paulo.

BALANÇO

Em rápido passar de olhos pelas escalas anteriores, verifiquei que alguns dos árbitros que divulgaram a candidatura de Artur Alves Junior para a presidência do SAFESP, foram e são laureados pelas bolinhas que ostentam seus números quando do sorteamento.

ÁRBITROS DO INTERIOR

Em meu tempo sempre lutei por igualdade de condições entre os árbitros da capital e interior por abominar as intrigas que eram incentivadas pelos politiqueiros.

EM TEMPO

Sempre exigi que os dirigentes do SAFESP socorressem todos os árbitros fossem ou não associados por entender que é assim que se conquista credibilidade.

ATUALIDADE

Não podemos nos esquecer que os dirigentes da federação obrigam que os árbitros se filiem e paguem mensalidades para as duas entidades, caso não o façam, não são escalados.

– Amanhã é o dia! Boa Sorte e Parabéns, Cooperados

 

Está chegando o dia das eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Amanhã, certamente, Silas Santana se reelegerá. E por muitos votos a zero.

 

Não dá para reclamar dos árbitros. Afinal, como alguém vai criticar a Cooperativa se o presidente é o Ouvidor da FPF? Mesma coisa com o Sindicato: como criticar o presidente se ele é membro da Comissão de Arbitragem? O medo das represálias é lógico.

 

Fica mais fácil criticar estando fora da arbitragem. Como, eu, lógico. Como muitos outros que saem da FPF. Respeitosamente, é claro.  Não que estávamos todos contentes, alegres e sorridentes quando apitávamos. Mas éramos impedidos pela obviedade. Garantidamente, não nos omitimos. Mas as críticas eram discretas, e, até pela pequena notoriedade dos nossos nomes, de pouca ressonância.

 

Parabéns aos eleitores. A democracia tem dessas também.

 

Ops: ao amigo que enviou um email dizendo que sou candidato de oposição: não busco e nem buscarei cargo algum, ok? Apenas posso manifestar a minha opinião. Ter liberdade é bom para isso. Aliás… tem oposição?

 

Sobre o assunto e detalhes da incompatibilidade de cargos da FPF, aqui: http://bit.ly/hxE4O2

– Árbitros Paulistas em Concentração

 

Louvável a iniciativa da FPF em concentrar 7 sextetos de arbitragem em hotéis para a 16ª Rodada. A iniciativa, segundo o Presidente da CEAF-SP, Cel Marcos Marinho, é preservar os árbitros da pressão e do clima de decisão.

Para o propósito ser perfeito, deveriam concentrar TODOS os 10 sextetos e nas rodadas derradeiras também. Mas, tudo bem, é uma experiência.

Ações desse tipo levam a discutir as condições de trabalho dos árbitros sulamericanos e europeus. O fator cultural será muito relevante no debate!

Um exemplo: o árbitro de Chelsea-ING X Copegnague-DIN, pela Champions League, levou 8,000.00 euro por seu trabalho. Aqui, pelo jogo Fluminense-BRA X América-MEX, o árbitro recebeu 800.00 dólares (valores aproximados).

Sensível a diferença, não?

Se lá na Europa temos belos e seguros estádios como Old Trafford, San Siro ou Santiago Bernabeu, aqui nós temos modestas arenas como a de Ibagué, Táchira ou Bombonera. Se a fidalguia ocorre num clássico como Bayern X Intenazionale, a selvageria rola solta em jogos do Banfield ou do Peñarol.

Em suma, a questão é: preparar psicologicamente o árbitro e concentrá-lo num hotel são atitudes profissionais;  entretanto,  não é muito pouco pelas cobranças que ele recebe, num pseudo-profissionalismo travestido de semi-profissionalismo?

Imagine a hipotética partida Prudente X Corinthians numa quarta-feira 22:00h. O árbitro teria que se concentrar na terça e praticamente perder a quinta para o retorno. Como ele não é profissional, depende das suas atividades profissionais particulares. Se empregado, esqueça. Qual empresa permite faltar de terça a quinta no serviço. Se profissional liberal, o reagendamento de seus compromissos o levaria à loucura!

A própria FPF cobra muito com excessivas reuniões e treinamentos, de eficácia duvidosa e planos de carreira obscuros. Pergunte aos árbitros categoria 2 e 3 se estão contentes com tal situação? O retorno em escalas, muitas vezes, não compensa.

E qual a solução? Profissionalizar? Mas com que modelo?

A FPF seria “o patrão”, arcando com os encargos sociais? Haveria um salário mensal adequado e resguardo contra pressões? Teriam um contrato mínimo de trabalho, assegurando a desistência das atividades que exercem na atualidade em seus ofícios?

É difícil responder. Mas o certo e curioso é de que: enquanto os jogadores de futebol discutem com os clubes o fim das concentrações, os árbitros passam a adotar tal regime. Quem estaria certo? Deixe seu comentário:

– FPF, Coafesp e Safesp: Incompatibilidade que Atormenta os Árbitros Paulistas.

 

 

Dia 28, a Cooperativa dos Árbitros terá eleições. Silas Santana será candidato e ganhará certamente. Aposto na vitória com quem quiser; podem escrever, replicar a mensagem ou desafiar. Mas não é que eu seja vidente, é que todo árbitro só poderá votar nele; afinal, exerce incompatibilidade de cargos sendo o Ouvidor da Federação Paulista de Futebol, cargo que assusta aos árbitros pelo poder de se fazer média com dirigente de clube.

 

 

No começo do Campeonato Paulista, o árbitro Flávio Guerra foi criticado veementemente pelo Ouvidor Silas e o Noroeste adorou! (Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=45374)

 

A quem Guerra reclamaria? Ao Presidente da Cooperativa, o próprio Silas? Processo idêntico ao do Safesp. No Sindicato dos Árbitros está Arthur Alves Júnior, que ao mesmo tempo é membro da Comissão de Árbitros. Ou seja: incompatibilidade total de cargos!

 

 

Aos amigos, tudo a favor. Quem for contra…

 

 

Veja um exemplo de que a Cooperativa e Sindicato não trabalham para os árbitros: Na partida entre União Barbarense X São Bento (A2), Alessandro Darcie e seus bandeiras foram pisoteados pelos dirigentes, em: http://sumulaonline.fpf.org.br/sistema/sumula_file/getpdf.php?f=tmpE152.tmp

 

O árbitro foi covardemente agredido, chutado e humilhado! Cadê a Cooperativa ou o Sindicato dos Árbitros?

 

 

Alguém viu alguma manifestação dessas entidades ou da FPF? E depois eles vêm pedir – ou melhor – impor o desejo de voto!

 

 

Interessante que, dias atrás, o São Bernardo esteve na FPF criticando o (agora ex) árbitro Milton Etsuo Ballerine, pela arbitragem de Santos X São Bernardo (o fato foi divulgado pela coluna ‘De Prima’, Lance, 17/03/2011, pg 02). E não é que entrou no site da Ouvidoria uma análise do Silas Santana detonando o árbitro, depois que ele pediu baixa da FPF? Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=46500

 

Ué, mas o presidente da Cooperativa, que é o mesmo da Ouvidoria, não deveria se auto-criticar e fazer um auto-memorando de repúdio, já que é o mesmo que ataca e quem deveria defender?

 

Lógico, afinal o Silas-Ouvidoria da FPF critica um árbitro depois de encerrar a carreira (análise feita a pedido do Cel Marcos Marinho, segundo o próprio site) e deveria ser prontamente repreendido pelo Silas-Cooperativa, pois, afinal, cadê o direito do árbitro se manifestar? A Cooperativa deveria brigar por isso!

 

E o pior é que no dia 28 o Silas vai ganhar de lavada… ou melhor, com nenhum voto contra. Afinal, na eleição do Arthur na Safesp, o resultado foi de 260 votos dos 261 possíveis (1 corajoso anulou; ou não quiseram dizer que ganhou de zero?)

 

 

E você, o que acha disso: os árbitros não se manifestam contrariamente por medo de punição, falta de coragem, acomodação ou por gostarem desse sistema de dominação? Deixe seu comentário:

– FPF passa “Recibo” aos Clubes Chorões?

 

Ser atencioso e educado aos dirigentes de clubes, politicamente correto e ao mesmo tempo não abrir mão da firmeza de suas decisões, são virtudes de uma Comissão de Arbitragem!

 

Defender seus comandados também, pois os árbitros, em si, não são adversários ou inimigos dos clubes, mas atores tanto quanto os jogadores e precisam de respaldo dos seus superiores para trabalharam sem preocupações de veto.

 

Na última segunda-feira, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, esteve na FPF reclamando da arbitragem com a CEAF-SP. Entretanto, nesta quinta-feira, leio com espanto a notícia da agência Lancepress (do site Lancenet), de que o Cel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Árbitros, apontou como acerto a decisão de Flávio Guerra em não marcar pênalti contra o Corinthians no jogo contra o Mirassol, declarando que: “Não se incomoda com a reclamação por parte dos clubes; não em relação ao Corinthians, mas às duas partes. Na distribuição de cartões, ele (árbitro) acabou adotando um estilo neste jogo que não deu certo”. Ele afirma ainda que o árbitro “não receberá nenhuma punição ou suspensão por parte da comissão de arbitragem”, que confia na revisão dos conceitos por parte de Flávio Guerra e que a Comissão concordou com a decisão do árbitro durante o jogo, no último domingo, que não marcou pênalti após a bola atingir o braço do meia corintiano Morais, dentro da área:

 

“- O lance de pênalti foi discutível, então acabamos não apontando como um erro. Ficou apenas a parte disciplinar.” – Marcos Marinho

 

Ora, respeito a decisão do amigo Guerra e a fala do Cel Marinho, mas o erro é indiscutível! O jogador corre com os braços levantados, num movimento anormal de quem está em velocidade ou que vai disputar lealmente a bola. Há a clara intenção em evitar o cruzamento do adversário, indo contra todos os princípios da regra 12 sobre o discernimento de lances de ‘mão na bola’ ou ‘bola na mão’ (Faltas e Incorreções)!

 

Sinceramente, gostaria de entender: do que o Corinthians se queixou? Da expulsão ao Jorge Henrique? Talvez sim, já que o corinthiano foi expulso por receber o segundo cartão amarelo, ao invés de ter recebido o cartão vermelho direto, por carrinho frontal nas pernas do adversário…

 

Lamentável a CEAF-SP dizer indiretamente de que o erro contra o time do presidente Andrés Sanches não aconteceu, mas as supostas queixas contra o time são justas!

 

É claro que esse tipo de pressão é “preventivo”, já que novamente houve erro (não intencional) de não marcação de pênaltis contra o Corinthians (vide Ouvidoria da Arbitragem da FPF, onde há o pedido de desculpas ao Noroeste por 2 pênaltis não-marcados contra o Corinthians – também apitado por Guerra). Tal fato nada mais é do que justificativa contra a chiadeira dos adversários e resguardo para as fases finais do campeonato.

 

E você, o que acha disso: a FPF dizer que o árbitro vai rever os seus conceitos a um presidente de time que vai reclamar indevidamente a ela é “passar recibo”, ou seja, ceder a pressão do clube grande? Deixe seu comentário:

– Muricy e a Multa a pagar / a receber

 

Não quero ser “o chato”, mas…

 

Dizem (dizem, logicamente, não significa ‘ser verdade’) de que Muricy Ramalho negociou para sair do Fluminense. Afinal, existia multa rescisória pelas duas partes e pediu para o Flu para não pagá-la, já que ele quem pediu demissão.

 

A pergunta é inevitável: se Muricy pediu para não pagar a multa ao sair do Fluminense, por que não pediu para não recebê-la quando foi demitido do Palmeiras? A ética é apenas unilateral?

– Quem Vai Transmitir o Quê?

 

Uma grande confusão vem sendo observada na negociação dos direitos de transmissão dos jogos de TV para o Campeonato Brasileiro no próximo triênio.

 

Aparentemente, de um lado: Globo, CBF, Corinthians e Clubes Cariocas. Do outro: Demais Emissoras de TV, Clube dos 13, e desafetos de Ricardo Teixeira.

 

O imbróglio se resume a um simples fato: a Globo não quer concorrer com as outras Redes e sim fazer a prevalência da parceria de até então, tendo como aliados a CBF e o Corinthians. Mas o Clube dos 13 quer dinheiro, e vê numa licitação com envelopes fechados a possibilidade de ganhar mais receitas. Corinthians e Flamengo querem privilégios financeiros nos novos contratos. E assim a disputa segue.

 

Dentro de um mercado competitivo, democrático e capitalista (e sendo a CBF e os Clubes de Futebol entidades de direito privado), nem haveria necessidade de licitação. É simples e pura negociação com quem quer que seja. Mas num ambiente complexo como o da Política do Futebol, tratar de dinheiro em grupo é muito difícil. Há vaidades, interesses particulares e muita desunião, que são ingredientes perfeitos para sobrepor objetivos coletivos e desagregar parceiros.

 

Teoricamente, todos podem negociar juntos. Ou em separado, se assim desejarem. Mas, claro, fica a suposição: se os grandes conseguirem contratos vantajosos individualmente, o que poderá ocorrer com os pequenos?

 

Digo isso apegado por um debate realizado há muito tempo, no meu saudoso período de mestrando: na época, discutíamos a diferença em “mandar jogos” e “fazer o jogo”. A lei Pelé diz que em uma partida de futebol, quem realiza o espetáculo são os clubes. Alguns entendem (e aqui cito Ataíde Gil Guerreiro, do Clube dos 13, em entrevista a Wanderley Nogueira no Programa Pique da Pan, na noite de quarta) de que se os clubes realizam o espetáculo, seria razoável pensar que, se os clubes venderam seus direitos a emissoras diferentes, ambas redes de TV podem transmitir a partida. Outros entendem que o termo “realizar o espetáculo” cabe ao desenrolar de uma partida de futebol, ou seja, aos atores envolvidos num jogo de futebol, à partida em si no gramado. Assim, o mandante se responsabilizaria pela realização do evento em sua praça, tendo direitos e deveres. E dos direitos, a exploração de suas imagens na arena que realiza o evento.

 

Imaginem o seguinte jogo: Corinthians X Atlético-GO. Um vendeu os direitos à TV Globo, o outro só conseguiu vender à modesta Rede CNT. A pequena emissora poderia transmitir para todo o Brasil este jogo, já que o clube é visitante?

 

Certamente o grande clube faturará mais, enquanto os pequenos terão que se esforçarem mais para obterem contratos vantajosos. Por esse prisma, negociar em grupo ajuda os pequenos. Por outro lado, pode limitar o grande clube em obter recursos mais vantajosos.

 

Até agora, falamos sobre Negócios. Perceberam que não falamos sobre Ética?

 

E talvez esse ponto seja a concordância maior daqueles que acompanham esse capítulo importante do futebol brasileiro: a Ética dos Negócios ficou de escanteio em nome da ganância das negociatas. Uma pena.

 

Inegável a curiosidade de um possível fato inusitado: Já pensaram a Globo tendo os direitos exclusivos do Corinthians, a Record com os do São Paulo, a RedeTV com os do Palmeiras e a Bandeirantes com os do Santos?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Episódio Taça das Bolinhas me deu Surto de Riso!

 

Por volta das 23:00 de ontem, voltava das minhas atividades docentes e quase bati o carro por culpa da CBF!

 

Sim, pois ouvia a Rádio Tupi (1280 AM – RJ), e durante o seu programa de esportes, foi ao ar uma entrevista de Carlos Eugênio Lopes, diretor do Departamento Jurídico da CBF, que falava sobre a Taça das Bolinhas. E ele disse ipsis litteris:

 

“Quando vai tomar café da manhã, Ricardo Teixeira já sofre pressão dos seus filhos flamenguistas para que ele reconheça o título de 87. Mas o Ricardo é um homem correto, ele não praticaria uma ilegalidade qualquer. A CBF só fez o reconhecimento após o Flamengo apresentar um complexo estudo”.

 

Quando rarararará ouvi o Carlos Eugênio Lopes kkkkkkkkkkkkkkk falando que o Ricardo Teixeira é quaquaquaquá correto e não cometeria (uahuahuah nem consigo terminar) ILEGALIDADE, tive uma crise de riso e quase perdi o controle do veículo.

 

Temos que rir, lógico, pois me parece que a CBF virou definitivamente um grande circo!

 

E você, o que pensa disso? O São Paulo, que tem a posse da Taça das Bolinhas desde a semana passada, deveria fazer o quê?

 

Eu, particularmente, faria uma dessas duas ações, dependendo do meu estado de espírito:

1– Devolveria a Taça à Caixa Econômica Federal, entidade que promoveu a honraria, ou

2- Derreteria a mesma imediatamente, transformando-a em medalhas aos jogadores que participaram das conquistas.

 

E você, o que faria? Deixe seu comentário:

– Torcedores X Árbitros: Processo contra o Juizão?

 

Se a moda pega…

 

Leio, até mesmo com certa surpresa, que a Justiça Brasileira ainda dá respaldo a chororô de torcedores. A mesma Justiça que nada faz em relação a torcedores armados nas arquibancadas na Paraíba (no jogo Treze X são Paulo), que fecha os olhos para os atos violentos de torcedores corinthianos contra a sua própria equipe, e por fim, que deve estar sem processos judiciais mais importantes para analisar.

 

Digo isso pois, segundo o site mineiro “Superesportes” (citação abaixo), o árbitro Sandro Meira Ricci está sendo processado por torcedor cruzeirense devido a sua atuação na partida Corinthians X Cruzeiro, pelo Brasileirão 2010.

 

João Carlos Fonseca, torcedor de Belo Horizonte, viajou à SP a fim de acompanhar a partida. Descontente com a atuação do árbitro, o processou baseado no Estatuto do Torcedor e Código de Defesa do Consumidor. Pede reembolso das passagens aéreas e do ingresso, além de um valor a ser estipulado por danos morais.

 

Márcio Rezende de Freitas passou por este mesmo perrengue, respondendo a processos de vários pontos do país em referência à partida Corinthians X Internacional, no fatídico lance que envolveu a expulsão de Tinga. Todos, logicamente, deram em nada.

 

Sugestão utópica ao amigo Sandro Meira Ricci: que tal um processo a todos os torcedores que o ofenderam, aos dirigentes que o caluniaram e aos comentaristas que o criticaram?

 

Claro que sugiro de brincadeira, apenas para mostrar o seguinte: se a lei permite que um torcedor processe um árbitro por discordar da sua marcação, faz ele sair de casa, arranjar advogado, viajar, perder dia de trabalho, por que não o árbitro fazer o torcedor mal-educado passar pela mesma situação, se sentir ofendido pelo xingamento da arquibancada?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria do Superesportes (http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2011/02/18/noticia_cruzeiro,177438/arbitro-sandro-meira-ricci-comparece-a-audiencia-em-bh-e-apresenta-sua-defesa.shtml)

 

ÁRBITRO SANDRO MEIRA RICCI COMPARECE A AUDIÊNCIA E APRESENTA SUA DEFESA

 

O árbitro Sandro Meira Ricci, do quadro da Fifa, compareceu nesta sexta-feira ao Juizado Especial das Relações de Consumo, em Belo Horizonte, e participou de audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa relativa à ação movida pelo torcedor do Cruzeiro João Carlos Fonseca.


O cruzeirense se sentiu lesado pela atuação de Sandro Meira Ricci na partida realizada em 13 de novembro do ano passado, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em que o Cruzeiro saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, com gol de pênalti de Ronaldo. Naquele dia, o árbitro e seus auxiliares tiveram uma atuação muito contestada pelo clube mineiro e pela imprensa.


Para mover a ação, João Carlos Fonseca se baseou no artigo 30 do Estatuto do Torcedor e no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor. Por ter se deslocado de Belo Horizonte a São Paulo para assistir à partida, ele exige indenização por danos materiais de R$ 110 (passagens e ingressos) e morais, cujo valor seria arbitrado.


Sandro Meira Ricci compareceu à audiência de conciliação com o seu advogado e permaneceu calado. Por escrito, ele apresentou uma defesa, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida em questão. Além disso, o árbitro entende que não poderia ser incluído como réu no processo, com base no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor.


Como não houve acordo na audiência, o juiz Paulo Barone Rosa deu prazo de cinco dias úteis para o autor da ação se manifestar. O advogado Fabrício Reis, que representa o torcedor João Carlos Fonseca, vai apresentar prova testemunhal para reforçar sua tese.


A princípio, nova audiência foi marcada para 26 de abril, às 16h10.


”Eu pedi um prazo de cinco dias para apreciar essa preliminar. Se o juiz entender que, de fato, o Sandro  não pode ser acionado, ele extingue o processo e cai a audiência. Se o juiz entender que procede, a audiência será mantida”, disse o advogado Fabrício Reis ao Superesportes.


Na saída da audiência, Sandro Meira Ricci se recusou a dar entrevista.


Em dezembro, o árbitro se dizia tranquilo em relação ao trabalho feito na polêmica partida entre Corinthians e Cruzeiro, pelo Brasileiro. “A gente está com a consciência bem tranquila, principalmente quando a gente viu depois as imagens na televisão”, comentou Sandro Meira Ricci. (UAI)

– Agrados Desagradáveis e Antiéticos

 

Veja esse ato imoral retratado por Felipe Patury, na coluna Holofote da Revista Veja dessa semana (Ed 16/02, pg44). Foi no Ceará, mas poderia ter sido em São Paulo, Jundiaí, Itu, Salto…

 

DE FÉRIAS AO SEU GOVERNADOR

 

A Grendene mantém uma profícua relação com o governador Cid Gomes. Os benefícios fiscais que a fabricante de calçados recebe naquele estado, onde mantém três unidades, foram renovados por mais 15 anos, em 2009. No ano passado, a Grendene doou 1,2 milhão de reais à campanha de reeleição de Cid. Agora, a empresa fez uma cortesia pessoal ao governador. Alexandre Grendene cedeu um jato Falcon 7X a Cid, para que ele e sua família desfrutassem de férias nos Estados Unidos e no Caribe entre os dias 20 e 27 de janeiro. Ninguém quis comentar o mimo.

 

E você, o que acha disso? Pelo nome da moralidade, o governador poderia ter rejeitado o agrado? Deixe seu comentário:

– Repita a Frase como Um Mantra…

 

… para que ela não seja esquecida!

 

Quando o Brasil foi escolhido como sede para a Copa do Mundo de 2014, ouvimos claramente do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a seguinte frase afirmativa:

 

“Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo”

 

Tudo bem. Alguns acreditaram. Mas estamos em 2011, e que tal algumas constatações:

 

– Algumas sedes da Copa nem tem licitação realizada: Natal, por exemplo. Quanto tempo levará para definir quem vai construir a Arena das Dunas e quanto tempo levará para começar a construção do estádio?

 

– Quando se permitirá, na prática (pois na teoria temos diversas datas) a construção do estádio do Corinthians, que deverá ser a sede paulista do torneio (segundo a vontade dos políticos locais)?

 

– Em que data começaremos a mexer nos nossos aeroportos? Eu moro próximo a uma das rotas de Viracopos, e à tarde, os Boeings e Airbus passam sobre nossas chácaras de 3 em 3 minutos exatamente. E assim ocorre em Cumbica e em Congonhas. Ninguém vai se mexer?

 

– As estações de metrô e hospitais prometidos em boa parte das localidades próximas às sedes já iniciaram sua construção? Os cronogramas estão em ordem?

 

Custa-me a crer que para resolver esses imbróglios e pendências a simples ação da iniciativa privada poderá ser providencial. Acreditar na viabilidade de alguns estádios parece ser o grande problema, já que se fossem lucrativos, haveria briga judicial para ganhar os contratos de tantos candidatos a operacionalizarem as obras.

 

É claro, lógico, evidente e cristalino de que o governo, em qualquer esfera (federal, estadual, municipal), colocará dinheiro na Copa do Mundo. Aliás, terá que colocar: para a mobilidade urbana, infraestrutura logística e saúde, é saudável e necessária a intervenção pública, pois, afinal, são obras que ficarão para a população e beneficiará a sociedade. Mas… e para os estádios? Colocar dinheiro do nosso bolso para elefantes brancos?

 

Ok, o “Itaquerão” não será uma obra ociosa porque, afinal, o Corinthians será o dono do estádio. Mas por que nós, contribuintes, temos que arcar com a conta? E o governo do RJ com o Maracanã? E os demais?

 

Há uma lei (que parece ter sido descoberta depois de estar empoeirada) que traz benefícios fiscais generosíssimos para a região de Itaquera. Tudo bem, a idéia é desenvolver a região. Mas os benefícios são voltados para quem? Para empresas associadas a FIFA? Para parceiros comerciais de grandes construtoras e lobbystas? Ora, é claro que a lei é anterior à decisão do estádio. Mas vai beneficiá-lo. Não deveria ser uma lei (para dizer que há moralidade na administração pública paulistana) exclusiva aos pequenos e médios empresários que desejem estabelecer-se por lá, ou para os já estabelecidos?

 

Dar dinheiro para quem já tem, facilitando pagar suas contas, é fácil. Boa lei é aquela que ajuda quem realmente precisa. Leciono as disciplinas “Administração de Pequenos e Médios Negócios” e “Empreendedorismo”, além de ter uma PME. Sei das dificuldades em se obter crédito barato. Crédito caro sobra na praça!

 

Será que o dono da pequena confecção, do comércio popular, do bar da esquina ou o borracheiro da quadra (todos de Itaquera) foram informados de que poderiam pagar metade do IPTU e aliviar em 60% o INSS? As Pequenas e Médias Empresas, segundo qualquer instituto de pesquisa ou ONG do setor, mostram que os grandes empregadores do Brasil são os pequenos e micro-empresários. Assim, fica a pergunta: o BNDES é tão generoso à eles quanto aos parceiros da FIFA?

 

Portanto, é demagogia dizer que não há dinheiro público na Copa do Mundo. Seja por linhas de crédito a juros baratos (que poderiam atender a outras significativas parcelas da sociedade), seja por renúncia fiscal (abatam os impostos da população em geral, já que sobra dinheiro) ou ainda por obras de infraestrutura que atendam a uma parcela pequena da população mas alguém em específico (a Arena de Recife é um ótimo exemplo dessa imbecil conta).

 

Deixar de dar linha de crédito com subsídios e carências aos sofredores microempresários e as dar para times de futebol e parceiros da FIFA: é esse o cenário. Tenha dó…

 

Aguardemos 2013, quando a coisa apertar. Aí a farra será mais absurda.

 

E você: sempre foi a favor de Copa do Mundo no Brasil ou está mudando sua opinião? Deixe seu comentário:

– A Doce Inversão de Papéis na Política Brasileira

 

Ideologia e Coerência não são itens fortes no cenário político do Brasil.

 

Há 10 anos, poderíamos ver o PT e seus aliados sindicalistas esperneando pelo aumento do Salário Mínimo, que era reajustado em bases mínimas pelo PSDB.

 

Agora, vemos ontem o PT lutando pelo menor reajuste possível ao Salário Mínimo, enquanto que o PSDB pede a majoração imediata.

 

Bases e conceitos invertidos em 10 anos?

 

Símbolo maior disso foi o fato do Vicentinho (lembram-se deles?), defendendo com unhas e dentes um limite de R$ 545,00 para não onerar as contas federais!

 

Impensável… como é ruim deixar de ser pedra e virar vidraça, não?

 

A propósito, ontem Tiririca votou contra o Salário Mínimo de R$ 545,00. Mas não foi nenhuma revolta contra a orientação de voto do seu partido. Ele errou mesmo, pois se atrapalhou com os botões do painel eletrônico de votação!

 

Estamos bem de políticos, não?

– Quem paga a Conta: CBF ou Clubes?

 

Recentemente, a FIFA recomendou que as Confederações / Federações de futebol pagassem os salários proporcionais dos dias não trabalhados dos atletas nos clubes, quando servissem as suas seleções. Claro, a pressão veio da Europa, de onde saem atletas sulamericanos a peso de ouro para muitos amistosos caça-níqueis.

 

Taí uma curiosidade: será que a paupérrima Federação da Costa do Marfim paga o astronômico salário de Drogba, que recebe uma verdadeira fortuna do Chelsea? E a bem mais abastada CBF, será que paga os dias trabalhados ao Kaká, quando ele deixa o Real Madrid e serve a Seleção?

 

Digo isso pois os clubes ficam sem seus atletas, sentem os desfalques técnicos, e, muitas vezes, recebem o seu jogador machucado.

 

O zagueiro Bruno Uvini do SPFC, servindo a seleção SUB20, quebrou a perna durante o torneio. Uma fatalidade, claro. Mas veja que ironia: o clube cede o jogador (que, sinceramente, tenho dúvidas se é reembolsado ou não pela CBF), fica sem o atleta à disposição do seu elenco, e o recebe inválido por alguns jogos? Sai tinindo! Mas volta avariado…

 

A contrapartida é lógica: uma convocação valoriza o atleta, e isso é bom para o clube. Mas Milan, Real Madrid ou Barcelona desejam isso? Claro que não, pois tais constantes convocações só fazem os representantes dos atletas pedirem aumento salarial. Para a Ponte Preta, Paulista, Guarani ou qualquer time mediano do interior, ter um atleta convocado é sinal de dinheiro futuro em caixa. Para Santos, São Paulo, Palmeiras ou Corinthians, nem sempre é assim…

 

E você, o que acha disso: a CBF deveria bancar o atleta até a recuperação (e os custos do clube, claro), como no caso do zagueiro Bruno Uvini? Deixe seu comentário:

– A Incompatibilidade de Cargos na FPF

 

Há tempos se faz necessária essa discussão, e talvez o momento adequado seja este.

 

Atualmente, os árbitros de futebol da FPF são acuados por um sistema covarde, de submissão à entidades ditas representativas e que na prática, nada os representa.

 

Converso regularmente com muitos amigos que continuam no quadro de arbitragem da FPF, e sempre ouço da maior parte deles a reclamação da relação “oficiosa” das entidades representativas.

 

Cito dois exemplos inacreditáveis:

 

Primeiro- A Ouvidoria da Arbitragem da FPF declarou que no jogo Corinthians X Noroeste, no Pacaembu, pela série A1, o árbitro prejudicou o time de Bauru não marcando dois pênaltis, e afirmando ainda que tal fato “pode ter interferido no resultado”. O ofício está disponível em:

http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=45374

 

Pois bem: apitou a partida o árbitro Flávio Rodrigues Guerra, que, por constrangimento ou por outros motivos, poderia discordar do ouvidor (Flávio Rodrigues Guerra continua apitando normalmente pelo Campeonato Paulista, apesar da situação vexatória de ‘incriminá-lo’ indiretamente pelos erros involuntários que poderiam ter favorecido o Corinthians). Se Guerra for à Cooperativa dos Árbitros, que é uma das entidades representativas da categoria, pedir ou reclamar do fato, ele acionará o presidente da Coafesp, Sr Silas Santana. Normal, caso o ouvidor que o acusa é… Sr Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF!

 

Ué, quem acusa pode ser o mesmo que teoricamente deveria defender? A quem o árbitro reclamará?

 

Essa mesma Ouvidoria reconheceu um absurdo erro do árbitro Magno de Sousa Alves, na partida entre Paulista X São Bernardo. O time jundiaiense protestou e o ouvidor Silas Santana reconheceu o erro e pediu providências à CEAF, que o afastou. A quem Magno deverá reclamar? Ao presidente da Coafesp… Silas Santana!

 

Perceberam a incompatibilidade?

 

Há outra entidade representativa, o Safesp (Sindicato dos Árbitros). Seria representativa, caso o presidente da entidade, Sr Arthur Alves Jr, não fosse o mesmo integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Sr Arthur Alves Jr.

 

Se um árbitro se sentir acuado pela CEAF ou desprestigiado, poderá reclamar ao seu Sindicato? Imagine a “cena-pastelão”, de um árbitro chegando na sala da presidência do Sindicato:: – Sr Arthur, presidente do Safesp, gostaria de reclamar do Sr Arthur, membro da FPF…

 

Desde janeiro/2011, a FPF passou a descontar 6% das taxas dos árbitros para a Cooperativa, sendo que 2% das mesmas são repassadas ao Sindicato. Ora, quer dizer que para apitar o árbitro precisa bancar a Cooperativa e o Sindicato, que de maneira anti-ética é dirigida pelos próprios membros da CEAF?

 

Assim, como muitos árbitros fazem para continuar apitando, são obrigados a se calarem e aceitar tal prostituição financeiro-esportiva. E muitos acabam escrevendo nos diversos fóruns com pseudônimos. Seja nesse humilde blog, no Blog do Fernando Sampaio ou nos outros que defendem a moral no esporte e que simplesmente são chacoteados pelos dirigentes, que incrivelmente ainda nos lêem.

 

Me recordo das reações pós-sorteios de árbitros feitos pela Rádio Jovem Pan (AM 620 SP), sempre irônicas de alguns dirigentes do apito, que viam com escracho a cobrança de sorteios não-dirigidos. Lembro-me da repercussão de um artigo escrito no blog do Wanderley Nogueira sobre as eleições do Safesp, onde árbitros gravaram depoimentos de apoio à candidatura única na entidade (A propósito, um dos garotos-propaganda é um iluminado ganhador de sorteios!). Lembro, ainda, das notas da Coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato no diário Lance!, expondo um encontro do mesmo com o Arthur onde disse que não acumularia funções. Por fim, recordo-me de uma matéria-denúncia da Folha de São Paulo sobre a obrigatoriedade da dupla sindicalização, imposta pela FPF, em brilhante trabalho do jornalista Ricardo Perrone, na qual o Ministério Público proibiu tal irregularidade.

 

Passado tanto tempo, os nomes continuam lá, e os árbitros continuam financiando duas instituições. E, acreditem, o aumento do valor das taxas, segundo essa mesma entidades, seu deu por “clamor dos árbitros”!

 

Alguém acredita que os árbitros pediram para ganhar menos por querem financiar Cooperativa do Ouvidor-FPF Silas e Sindicato do membro da CEAF-FPF Arthur?

 

O pior é que essas entidades são ditas “dos árbitros”. Pergunte o que cada árbitro pensa sobre isso e as respostas serão unânimes no aceite da situação. Preserve-o da identidade, e verá que ninguém concorda com isso.

 

Uma pena não termos árbitros para representar os próprios árbitros e que deixemos funcionários da FPF fazê-los por eles…

 

E você, o que pensa sobre isso: “patrões da FPF” podem representar os árbitros como sindicalistas dos mesmos? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, o parecer final (último parágrafo) da carta do Ouvidor da FPF ao presidente do Noroeste, Damião Garcia:

 

O equivoco do árbitro na não marcação destes pênaltis pode ter interferido no resultado final do jogo.

Lamentando os equívocos cometidos pelo árbitro aproveito a oportunidade para renovar os votos da mais elevada estima e respeito.

Cópia será remetida à Comissão de Arbitragem para avaliação da conduta do árbitro.

Cordialmente,

Silas Santana

OUVIDOR DA ARBITRAGEM

 

Gostaria de saber se o árbitro Flávio Guerra acionou a Coafesp, do presidente Silas Santana, para defendê-lo do posicionamento tomado pelo Ouvidor da FPF, Silas Santana.

– Limites da Bajulação

 

Anderson Silva e Victor Belford realizaram a final de uma luta de Vale-Tudo classificada pelos torcedores como “Luta do Século”. Para quem gosta, é um clássico ímpar! Muita audiência no mundo inteiro e somas milionárias que envolveram o evento realizado em Las Vegas.

 

Mas o destaque foi que, ao vencer, Anderson Silva, estrela da noite e assistido por todo o planeta, vestiu a camisa do Coringão e gritou: “tô contigo Fenômeno. Ronaldo, você é o cara e conte comigo”, além de outras palavras de apoio.

 

A plateia, repleta de gringos, obviamente, não entendeu nada do que foi dito em português. Mas os brasileiros viram na ação uma forma de solidariedade do atleta de vale-tudo para com o craque do futebol.

 

Tudo seria muito simpático se fosse espontâneo. O problema é que o lutador é patrocinado por… Ronaldo Fenômeno.

 

Ronaldo criticou pelo twitter os violentos manifestantes, alegando que são pagos para criticar. Ué, Anderson Silva, que fez o inverso, também não é pago?

 

Puxa-saco do dono da grana, não?

 

E aí, o que você pensa sobre isso: Oportunismo demagógico do atleta ou gesto solidário e sincero? Deixe seu comentário:

– Deputado Baixinho: na Câmara ou na Praia?

 

E o nosso novo deputado federal, Romário? Na última quinta-feira, dia útil de trabalho, cadê o “baixinho”?

 

Não estava em Brasília trabalhando. Estava… na Praia! Sim, jogando futvôlei, tranquilamente…

 

Maravilha de país, né? E os eleitores dele, vão ficar quietos?

 

É isso que dá votar em celebridades, pseudo-celebridades e/ou artistas.

– A ordem é: ACUSAR!

 

Parece que está virando moda. Em Pernambuco, a Comissão de Árbitros local está colocando árbitros na geladeira após chiadeira dos clubes. Em diversos campeonatos, ao menor sinal de reclamação, aceita-se o veto. Mas o pior é que os árbitros ficam desprotegidos e os acusadores, impunes!

 

Zezé Perrela, presidente cruzeirense, acusou Sandro Meira Ricci no final do ano passado e chamou Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, de “ladrão, safado”. Aconteceu alguma coisa ao dirigente Perrela?

 

Nada. E sobre a penumbra da impunidade os dirigentes persistem.

 

No RS, nesta última semana, houve o jogo Juventude X Internacional, arbitrado pelo árbitro Luís Teixeira Rocha. Descontente com a marcação de um tiro penal contra a sua equipe, o presidente do Juventude, Milton Scola, acusou o apitador de má fé e que o mesmo dissera ao seu zagueiro que “precisava dar o pênalti para o Inter, não interessava de quem”, na entrevista coletiva pós-jogo.

 

Uma acusação assim é muito grave. Mas seria verídica?

 

E aí, ninguém toma providências? Cadê sindicato, associação, cooperativa, ou o qualquer entidade que seja?

 

Torcedor xingar da arquibancada é uma coisa. Mas presidente de clube acusar de esquema de favorecimento, é algo inadmissível! Ou se averigue o árbitro e prove algo contra ele (se culpado), ou as mais severas punições ao presidente do Juventude por irresponsabilidade.

 

Como é que fica a imagem do árbitro, se se provar que é apenas choro do dirigente e uma idiota acusação para tirar a culpa da incompetência do seu time e da sua gestão?

 

E você, o que pensa dessas leviandades no futebol? Deixe seu comentário:

– Pastores em Escândalo no Congresso?

 

A Revista Época que chega nessa próxima semana (Edição de 09/02/2011), traz uma matéria intitulada “O Casal Encrenca da Câmara”, onde cita Silas Câmara e sua esposa Antônia Lúcia, ligados a alta cúpula da Igreja Assembléia de Deus, protagonistas de mais um escândalo no Congresso Nacional (e olha que a nova legislatura começou a trabalhar na última quarta-feira… o que nos espera?)

 

Absurdamente, eles se registraram em domicílios eleitorais diferentes para concorrer; com vaga assegurada, ambos solicitaram todos os benefícios separadamente- mas com um detalhe: são casados e moram juntos! Recebem 2 auxílios moradias, por exemplo, mesmo não precisando da verba.

 

O que esperar de deputados assim? Falam em nome de Deus (mas não praticam os ensinamentos?), enganam o Tribunal Eleitoral (se não registrassem seus domicílios eleitorais em locais diferentes, não poderiam ser candidatos), e, se não bastassem, possuem acusações sendo investigadas aos montes pela PF.

 

A falta de ética e de lisura parecessem ser o ponto forte dessa nova turma, infelizmente. Não espero muita coisa desses congressistas!

 

E você, o que pensa sobre os novos legisladores? Deixe seu comentário:

– Libertadores: Vexame do Coringão, Conhecimento de Regra e o Marketing de Emboscada

 

E a derrota do Corinthians para os colombianos do Tolima?

 

Parecia tragédia anunciada. Antes do jogo, a diretoria do Corinthians anunciou que o time iria desembarcar em Viracopos. Ué, mas o time é campineiro para descer lá? Então desembarque em São Paulo, nos braços da torcida após uma brilhante vitória (sic…). Pode falar que a marcação do retorno para o Aeroporto de Viracopos era meramente preventiva; mas é nítido que a própria diretoria desconfiava do time.

 

E para quem vai sobrar? Bom, já sobrou para as dependências do Parque São Jorge, pichadas e depredadas durante a madrugada. Mas o treinador Tite, com seu tom professoral, deve “pagar o pato” (aliás, ouvi uma bela entrevista do professor Pasquale C. Neto, a respeito do termo ‘treinabilidade’ criado pelo técnico corinthiano – vocábulo inexistente na língua portuguesa e muito usado por ele).

 

O presidente do Corinthians, André Sanches, confirmou Tite no cargo. E quando cartola confirma treinador… xi… Dinamite confirmou PC Gusmão no domingo, e na segunda, o técnico vascaíno ficou desempregado. Leio que o lateral-esquerdo Roberto Carlos disse que não foram as dores que o tiraram do jogo decisivo, mas sim foi Tite que optou por poupá-lo do jogo, a fim de não agravar as dores para o Derby de domingo. A torcida sempre fez vista grossa à ele, brincadeiras com seu nome surgiam na rede (como EmpaTITE), e, claro, será difícil mantê-lo.

 

Ronaldo, no ‘auge’ da sua forma física, reclamou do gramado. Tá bom, então… O estádio de Ibagué foi culpado?

 

Pior foi a estupidez do peruano Ramirez: ficou 1 minuto em campo, deu uma cotovelada e foi justamente expulso. Aliás, o uruguaio Roberto Silveira foi muito bem na partida; exceto em um ou outro lance de divididas, onde, na dúvida, deu a favor do Coringão (nada de má intenção, ok? Lances de meio campo e irrelevantes). Os bandeiras foram melhor ainda: quanto lance difícil! Uma tática do Tolima (é evidente que isso foi jogada treinada) era de deixar dois jogadores nitidamente em posição de impedimento; assim, os zagueiros corinthianos relaxavam e iam a frente, forçados por uma linha-burra. Com a posse de bola, os colombianos sempre lançavam a bola para um elemento surpresa, vindo de trás; ato reflexo, ao ver alguém com a bola dominada e vários jogadores adversários à frente, a zaga corinthiana parava e pedia impedimento. Jogada de quem estuda a Regra do Jogo! Parabéns para quem pensou nisso, e fica a dica: por quê não as equipes se utilizarem dessa inovação? Deixe atacantes parados sem condição de jogo lá na frente, de propósito, e iluda o adversário.

 

Já que falamos de ações inteligentes, deve-se falar sobre a ação também inteligente, mas antiética, bancada por duas marcas de roupas brasileira no jogo de ontem. Ao invés de pagarem aos organizadores para estamparem suas marcas nas placas publicitárias, PANICO e LEMIER amarram faixas com suas logomarcas nos alambrados. É o chamado “marketing de emboscada”. Eles não patrocinam a Libertadores nem são anunciantes da Rede Globo, mas apareceram durante o jogo com muita intensidade. E o interessante: para as autoridades locais não desconfiarem de que é propaganda, suas faixas têm a cor da equipe local e até o escudo do Deportivo Tolima! Quem não conhece, pensa que é de torcedores. Mas quem é do mercado, fica revoltado com esse oportunismo…

 

E você, o que achou do jogo de ontem e dessas considerações? Deixe seu comentário:

– IMPD: O homem que Multiplica Somente Fiéis?

 

A Revista IstoÉ desta semana traz na matéria de capa o “missionário Valdemiro Santiago”, proprietário da Igreja Mundial do Poder de Deus, e faz uma discreta analogia sobre a multiplicação de fiéis e do saldo bancário do mesmo.

 

Respeitando todas as crenças, abaixo a interessante matéria:

 

Extraído de: Revista Isto É, Ed 2151, pg 51-54, 02/02/2011.

 

O HOMEM QUE MULTIPLICA FIÉIS

 

Por Rodrigo Cardoso e João Lóes

 

Com discurso de homem do povo, carisma inato e um aparato de comunicação competente, Valdemiro Santiago faz sua Mundial ascender ao topo das igrejas neopentecostais do Brasil

Com microfone em punho, Valdemiro Santiago de Oliveira, todo-poderoso líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), caminha bambeando de um lado para outro do altar fincado bem no centro de um galpão de 18 mil metros quadrados, localizado no Brás, bairro da região central de São Paulo. Dez mil pessoas se aglomeram ao redor do autointitulado apóstolo, em estado de atenção e êxtase, à espera de uma palavra, um toque, um abraço. Com o rebanho em suas mãos, e um timing digno de showman, ele chora, gargalha, transpira. Está entregue à multidão. A voz rouca sai carregada de ironia e ornamentada por um sorriso de canto de boca. “Está um congestionamento aqui fora. Ouvi dizer que acontece uma feira na redondeza!”, diz. Mas não há feira nenhuma. O movimento na região é provocado pelos concorridos cultos desse mineiro de 47 anos, natural de Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte. E Santiago sabe muito bem disso. Há 30 anos no movimento neopentecostal brasileiro, segmento que mais cresce no Brasil (deve chegar a 40 milhões de adeptos no novo Censo), o homem forte da Mundial é o mais fulgurante fenômeno religioso do Brasil atualmente. Sua identificação direta com a massa – é negro, tem sotaque caipira e português falho, trabalhou na roça e passou fome – o coloca nos braços humildes e carentes daqueles que procuram uma solução espiritual para as mazelas da vida.


“Quem me viu na tevê? Quem foi a Interlagos?”, questiona Santiago, enquanto os fiéis, contidos por obreiros, se debatem e gritam em sua direção. No primeiro dia de 2011, o religioso ganhou minutos preciosos em rede nacional por causa da massa impressionante de discípulos que conseguiu arregimentar em pleno 1º de janeiro, vinda de todos os cantos do Brasil para celebrar com ele no autódromo de Interlagos. Segundo os organizadores do evento, havia lá 2,3 milhões de pessoas. Nos dias 9 e 11 de janeiro, quando a reportagem de ISTOÉ acompanhou os cultos na sede mundial da IMPD, no Brás, uma antiga fábrica comprada por R$ 60 milhões em 60 parcelas de R$ 1 milhão, o apóstolo faturou sobre essa exposição em horário nobre. “Ninguém pode dizer que sou um sujeito dotado de uma inteligência, uma sabedoria”, disse Santiago à ISTOÉ, currículo escolar findo no quinto ano do ensino fundamental, mas alinhado em um terno bem cortado, gravata, camisa com abotoaduras douradas e sapatos tamanho 44 impecáveis. “Quem olha a minha vida e faz uma análise não tem como não glorificar Deus.”

 

De fato, o garoto que perdeu a mãe aos 12 anos e caminhava oito quilômetros por dia para levar marmita para os familiares na roça lidera, hoje, um império religioso que conta com três mil igrejas espalhadas pela América do Sul e do Norte, Europa, Ásia e África e 4,5 milhões de fiéis, de acordo com dados da própria IMPD (leia ao lado quadro comparativo com outras denominações evangélicas). Treze anos depois de fundar a Mundial, o homem que gosta de cultivar a fama de matuto mora em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, e tem na garagem três carros importados blindados – uma Land Rover, um Toyota e um Peugeot. Motoristas e seguranças particulares estão sempre à sua disposição. Helicópteros e um jato particular também. A Igreja Mundial, por sua vez, tem inaugurado um novo templo por semana e honra, mensalmente, uma despesa em torno de R$ 40 milhões. O dinheiro da igreja vem, principalmente, do dízimo arrecadado. Membros da IMPD estimam receber de doação em seus cultos uma média de R$ 10 por fiel. Há, ainda, envelopes nas cores ouro, prata e bronze. Pastores afirmam que a diferenciação não está diretamente ligada ao valor a ser dado à igreja. Segundo eles, cada tipo de envelope contém uma mensagem diferente. Nesse primeiro mês de 2011, o apóstolo reforçou o pedido por doações argumentando despesas com emissoras de tevê e rádio. “Ano novo, contratos novos e reajustados… Essa semana preciso muito de sua ajuda. Quem pode trazer até terça-feira R$ 100?”, perguntou Santiago. A quantia foi diminuindo à medida que o tempo ia passando. “E uma oferta mínima de R$ 30? Quem puder, fique de pé que o obreiro irá dar o envelope.”

 

É a mística de milagreiro de Santiago a chave de seu sucesso e a responsável pelo fenômeno da multiplicação de fiéis à sua volta. E a televisão amplifica em doses continentais esse poder de comunicação inato do líder evangélico. Atualmente ele ocupa 22 horas diárias na programação da Rede 21, que pertence ao grupo Bandeirantes, ao custo de R$ 6 milhões mensais. Com mais R$ 101 mil por mês, pagos à Multichoice, empresa sul-africana distribuidora de sinal, também está no ar em Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Líbia, Zimbábue e Botswana. Na telinha, o que se vê são os cultos de Santiago em seus templos. Para isso, a performance do pastor é acompanhada, minuto a minuto, por fotógrafo e uma equipe de cinegrafistas, que registram tudo para ser divulgado, além da tevê, no jornal, na revista e na rádio da igreja. Na África do Sul, a Mundial possui uma hora de programação na TV Soweto, ao custo de R$ 59 mil mensais. Em Maputo, a capital de Moçambique, uma tevê e uma rádio já estão sob o domínio da corrente evangélica do ex-roceiro, fissurado, segundo palavras dos próprios membros da igreja, por se comunicar com os súditos via tevê. Afinal, se em um templo como o do Brás o apóstolo consegue falar para 30 mil pessoas, no ar, citando apenas os que possuem antena parabólica no Brasil, ele chega a 25 milhões de lares via Rede 21.

 

Não e à toa que, anunciados pela telinha, seus eventos estão sempre lotados. “Aquela máxima da publicidade de que uma imagem vale mais do que mil palavras se aplica muito bem a Valdemiro”, afirma Ronaldo Didini, ex-membro da cúpula da Universal e braço-direito de Santiago, que responde pela estratégia de mídia da igreja. Além dele, são dirigentes da Mundial um consultor financeiro, também ex-Universal, e três deputados eleitos no último pleito – dois federais (José Olímpio, PP/SP e Francisco Floriano, PR/RJ) e um estadual (Rodrigo Moraes, PSC/SP). “As coisas são cada vez mais rápidas e profissionalizadas na Mundial”, diz o pesquisador Ricardo Bitun, autor da tese “Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e Continuidades no Campo Religioso Neopentecostal”, defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso ocorre, em grande parte, por conta de um fenômeno conhecido como nomadismo religioso. Se durante muito tempo a Igreja Católica era a maior fornecedora de ovelhas ao rebanho pentecostal, agora esses últimos trocam de fiéis entre si. “Meu trabalho é o altar; meu negócio é multiplicar as almas”, diz Santiago, que também fatura com a crise de igrejas como a Renascer em Cristo, por exemplo, que perdeu em 2010 seus discípulos mais ilustres, o jogador de futebol Kaká e sua mulher, Caroline Celico.

A ascensão de Santiago ao olimpo dos líderes religiosos do Brasil começou a ser moldada em 1976, quando, aos 16 anos, ele se converteu ao protestantismo. Naquela época, o garoto revoltado e de difícil trato, que em Cisneiros cuidava de marrecos, arava a terra e colhia ovos de anu para fazer omelete, morava com um dos 12 irmãos na mineira Juiz de Fora. Nessa cidade, trabalhava como pedreiro e levava uma vida desregrada. Dormia muitas noites na calçada e era viciado em drogas – ele se limita a dizer que consumia “álcool e substâncias sintéticas em forma de comprimidos”. Até que um pastor lhe estendeu a mão e Santiago passou a pregar. Foi obreiro, pastor, bispo e membro da cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Nos templos de Edir Macedo, atuou por 18 anos e se desligou em 1997, depois de um suposto desentendimento com o líder evangélico. Já havia, porém, decorado a cartilha de seu mentor. Pesquisador da área da sociologia da religião, Ricardo Mariano afirma que as crenças e práticas mágico-religiosas da Mundial são uma cópia da Universal. Tanto que até o nome da igreja de Santiago, Igreja Mundial do Poder de Deus, é uma evidente inspiração na primeira casa: Igreja Universal de Reino de Deus. Perspicaz, o religioso caipira foi beber da fonte que já havia sido aprovada pelo público. Tanto que, além de convidar parte da cúpula da IURD, atraiu também dezenas de pastores, prática que adotou até um ano atrás, quando membros da Mundial começaram a temer que houvesse “universais” infiltrados em suas fileiras.


No altar da igreja que fundou em 1998 Valdemiro passou a receber portadores do vírus da Aids, doentes de câncer e até cadeirantes desenganados pela medicina. As pessoas em cadeira de roda são, até hoje, um dos campeões de audiência. É comum encontrar no templo fiéis carregando para o alto cadeiras de roda, num gesto explícito de libertação. Em um programa no início de janeiro, o apóstolo protagonizou, via tevê, uma situação do tipo. Ao seu lado, caminhando, um ex-paralítico afirmava ter permanecido imóvel por 15 anos. A reportagem de ISTOÉ tentou contato com esse homem, mas membros da cúpula da Mundial disseram ser impossível localizá-lo, pois as fichas de identificação ainda não estão informatizadas e há muitos casos como o dele.


O pastor mineiro usa como nenhuma outra liderança pentecostal os depoimentos de enfermos e a evocação da cura divina. Juntos, eles provocam uma catarse espiritual. Os fiéis da IMPD fazem fila para testemunhar, no altar ao lado do apóstolo e com exames médicos em punho, que a medicina já os havia desenganado, mas que a intervenção milagrosa os salvou. “Na Igreja Mundial, o toque no corpo de Santiago é muito valorizado”, diz o sociólogo da religião Flávio Pierucci, da Universidade de São Paulo (USP). Aos 61 anos, a católica catarinense Aledir Lachewtz, 61 anos, levou fotos e roupas de sua tia octogenária que sofria com um edema pulmonar para serem abençoadas em um culto na IMPD. “Os médicos diziam que não tinha mais jeito”, conta Aledir. “Mas, depois das bênçãos, novos exames não apontaram mais nada. O apóstolo tem muito poder de cura.” Essa espécie de pronto-socorro espiritual, como define o teólogo Edin Abumansur, da PUC-SP, floresce de modo particular na Mundial. Enquanto Santiago prega, dezenas de placas com os dizeres “Aqui tem milagre” são levantadas por obreiros para auxiliá-lo. Selecionado previamente e de posse de exames médicos que revelariam primeiro a enfermidade e, em seguida, o desaparecimento dela – chamado na IMPD de “o antes e o depois” –, o fiel é alçado ao microfone ao lado do pastor. E é nessa hora que o líder da Igreja Mundial vira astro.

 

Do alto de seu 1,90 e 103 quilos (chegou a ter 153, mas emagreceu após uma cirurgia bariátrica, há oito anos), o apóstolo grampeia o rosto da pessoa contra o seu peito. Abraça, chora e grita, como fez com a mãe que atribuiu a cura de sua filha de 6 anos, que voltou a andar e a falar contrariando prognósticos médicos, segundo ela, à fé e às orações feitas na IMPD. “Esse Deus é poderoooso! Isso é para sacudir o barraco do cramunhão e botar pra baixo!”, berra o religioso. Ricardo Mariano, professor do programa de pós-graduação em ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e um dos maiores especialistas do Brasil em movimento neopentecostal, contextualiza: “A ênfase pentecostal na cura divina já tem mais de 60 anos e foi uma das principais responsáveis pelo crescimento desse movimento religioso na América Latina e na África. Desde então, constitui uma das iscas mais atraentes de potenciais adeptos aos templos.”

 

Além da eloquência com que evangeliza, Santiago ficou conhecido por usar chapéus típicos de quem se criou no meio do mato. Assim também é visto em seus finais de semana, que acontecem, como ele diz, às quartas-feiras. Nesses dias, ele se tranca em um sítio, em Santa Isabel, a 50 quilômetros de São Paulo. Lá, desfruta de um pesqueiro, da piscina e do campo de futebol, onde organiza e disputa campeonatos entre times formados por membros de seu ministério. “Mas o que gosto mesmo é de sentar na beira do rio, com minha varinha de pescar”, diz. “Sou um sujeito de pouca educação. É uma coisa de chucro, de caipira”, completa ele, uma espécie de Tim Maia do altar, que passa boa parte do culto distribuindo broncas em obreiros, cinegrafistas e músicos que o acompanham. “Ô, oreiúdo (orelhudo), abre passagem para a mulher chegar até aqui”, disse o chefe da IMPD a um pastor, no culto do domingo 9, provocando gargalhadas nos súditos.

 

Nem mesmo a esposa, a bispa Franciléia, com quem vive há 26 anos, e as duas filhas do casal, Rachel, 25, e Juliana, 23, que também trabalham em prol do ministério, escapam de seus pitos. O apóstolo também é conhecido por ser incansável na rotina de sua Mundial. Há dias em que nem volta para casa. “Tenho um quarto na igreja”, conta Santiago, referindo-se ao templo do Brás. “Em casa, tenho dormido três, quatro vezes no mês”, completa ele, que diz desfrutar, por noite, de apenas quatro horas de sono. Membro da IMPD, Fernando Trizi reforça o fato. “Antigamente, muitos fiéis dormiam aqui na igreja. E, algumas vezes, o apóstolo acordava de madrugada, descia do quarto e, de pijama, orava com eles.” Ao valorizar a ingenuidade e a simplicidade, o religioso prosperou. “O que chama mais a atenção é a emergência de uma autoridade religiosa pentecostal de expressão nacional negra, tal como o restante da cúpula da igreja”, diz Mariano, autor de “Neopentecostais: Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil” (Edições Loyola, 1999). Ao contrário de outras neopentecostais de peso, como a Renascer e a Universal, que ficaram mais requintadas em relação ao público que as frequenta, prometendo prosperidade àqueles que também desejam ascensão material, a Mundial tem acolhido a classe menos favorecida, um aglomerado de gente humilde que não se identifica mais com as outras denominações.

Na IMPD, porém, essas pessoas enxergam em seu líder uma figura que, mesmo de terno e gravata e sob os holofotes, fala a língua delas. Foi por meio dessa habilidade inata que muitas personalidades deixaram para trás o passado sofrido e se tornaram notórias. “O Valdemiro é como o Silvio Santos ou o Lula. O camelô que deu certo, mas nunca deixou de ser camelô. O metalúrgico que virou presidente da República, mas não deixou de ser metalúrgico”, compara Bitun. Os astro evangélico promete milagres como se contasse um causo. Apelo irresistível aos corações aflitos.

– FPF, Coafesp e Safesp: Uma Imoralidade na Surdina

 

Antes, no meu tempo de árbitro, a FPF obrigava aos árbitros a se sindicalizarem para poder apitar. Quem não era do SAFESP, não apitava jogos de futebol profissional. “Morriam” 5% das taxas, além da anuidade.

 

Há alguns anos, criou-se um grande imbróglio político entre os grupos de dirigentes do apito. O ex-dirigente do SAFESP e integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Arthur Alves Jr,  juntamente com Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF, “atendendo ao clamor dos árbitros” – de quais eu não sei dizer –  criaram a Cooperativa dos Árbitros. Esta passou a ser a entidade oficial entre a Federação Paulista e os árbitros. Desde então, quem não é cooperado não apita os jogos da FPF. E o discurso era de que a Cooperativa viria a substituir o deficitário trabalho do Sindicato.

 

Pois bem: agora o sindicato será administrado por Arthur Alves Jr, eleito por unanimidade no final do ano passado. O dirigente da Coafesp e da FPF, agora como representante do SAFESP, negociou com o presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, o aumento do desconto de 6% nas taxas dos árbitros, sendo que 2% irão para o Safesp.

 

Nesse país, é proibido obrigar-se à dupla filiação sindical. Claro, nem todo mundo que é Cooperado (que é obrigado pela FPF) é Sindicalizado; mas todo árbitro obrigatoriamente estará financiando as duas entidades, do mesmo dirigente.

 

Dois anos atrás o Ministério Público, após denúncias do jornalista Ricardo Perrone, então na Folha de São Paulo, proibiu o fato de se exigir dupla filiação (os árbitros chegaram a ser, num primeiro momento, obrigados a se filiarem na Cooperativa e no Sindicato). Agora, descobriram uma burla: você não se filia as duas, mas tem que pagar.

 

E com quem os árbitros poderão reclamar? Se a entidade que os representa é a mesma que as golpeia? Ou alguém vai dizer que é um “clamor dos árbitros cooperados em querer pagar o sindicato”?

 

Se eu estiver errado, e alguém souber que foram os árbitros que pediram para que se desconte mais dinheiro das suas taxas, por favor, me corrijam!

– Ganhar ou Competir?

 

A Ferrari apresentou ontem o seu novo carro para a temporada 2011. É o F-150 (em alusão aos 150 anos da unificação da Itália).

 

Mas dois detalhes marcantes:

 

– Massa e Alonso se apresentaram barbudos! Seria algo combinado? Normalmente, os pilotos estão impecáveis em momentos como esse. Esquisito. Desleixo, certamente, não é!

 

– Ainda Massa: “estou na Ferrari para vencer, não para simplesmente correr”.

 

Xi… cuidado com o que você fala. Vide a temporada passada e o jogo de equipe…

– A Aposentadoria Retroativa dos Políticos

O senador Álvaro Dias (PSDB) foi governador do Paraná. Sempre o admirei e o respeitei. Está forte, saudável e trabalhando no Senado.

 

Entretanto, ele requereu à Justiça o valor de R$ 1,6 milhões, referente à aposentadoria retroativa do temo em que foi governador (nesse valor, está incluindo o 13º salário da aposentadoria).

 

Se está na lei, respiremos fundo e aceitemos. Mas não deveria ser assim! Quantos políticos estão na ativa e recebem várias aposentadorias, TODAS INTEGRAIS e por períodos curtos de trabalho.

 

Enquanto nós, simples mortais, trabalhamos 35 anos ou mais para nos aposentarmos, e sempre com limite de salário, nossos políticos (cujo trabalho é menos estafante do que o nosso) gozam dessas mordomias…

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Custo Congresso Nacional: R$ 6,2 bi !

 

A ONG Contas Abertas divulgou que o aumento dos parlamentares e servidores deste último final de ano, realizado na surdina, trará um acréscimo de 800 milhões de reais aos cofres públicos.

 

Atenção: esse valor é só o do aumento! No total, custará aos nossos bolsos 6.200.000.000,00 reais aproximadamente.

 

Brincadeira, não? E o Suplicy vai a público defender o terrorista Cesare Baptisti como refugiado no Brasil. Não existira algo mais importante para defender, como a economia dos gastos públicos?

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Bhrama X Itaipava

 

E a pendenga judicial entre a AmBev e a Cervejaria Petrópolis?

 

A Bhrama fez uma campanha muito grande para lançar sua lata vermelha (que, por sinal, acho horrível! Mudou psicologicamente até mesmo o gosto da cerveja…). A ideia não era uma simples ação de marketing, mas diferenciar sua embalagem das demais, já que, de longe, a latinha das cervejas mais baratas copiavam a Bhrama.

 

Não é que a Itaipava mudou sua lata para vermelho também?

 

Agora, a Justiça decidiu que no prazo de 30 dias a Cervejaria Petrópolis, dona da marca, está obrigada a recolher suas latinhas vermelhas.

 

Gostei da decisão. Mercado é concorrência dura mas leal, não baseada na picaretagem.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Twitter como Ferramenta para Críticas aos Árbitros

 

No ano passado, Jorge Henrique (jogador do Corinthians) criticou a arbitragem de um de seus jogos através do microblog Twitter. Na oportunidade, surgiu a polêmica: qual o peso das reclamações através dessa ferramenta eletrônica?

 

Pois bem: com a perceptível popularização desse instrumento de comunicação, cada vez mais personalidades esportivas se manifestam sobre diversos assuntos. Um jogador de futebol que faz uma crítica generalizada (como, por exemplo: “acho que o árbitro foi mal na partida e perdeu o controle do jogo”) não deveria ser motivo de represálias por parte dos organizadores; afinal, é uma espécie de desabafo, diferente de uma acusação de manipulação.

 

Entretanto, na Premier League, Babel, do Liverpool, postou uma mensagem criticando o árbitro e com uma fotomontagem dele com a camisa do Manchester United! Aí não dá… A F.A. (Federação Inglesa) o puniu por 3 partidas.

 

E você, o que acha disso? É exagero punir críticas via Twitter ou depende da crítica?

 

Abaixo, extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2010/noticias/0,,OI4883263-EI16651,00-Atacante+do+Liverpool+e+advertido+por+criticar+arbitro+no+Twitter.html

 

ATACANTE DO LIVERPOOL É PUNIDO APÓS CRITICAR O ÁRBITRO VIA TWITTER

 

O holandês Ryan Babel, atacante do Liverpool, foi penalizado pela Federação de Futebol da Inglaterra (FA) por sua má conduta após criticar no Twitter o árbitro de seu último jogo.

O jogador publicou uma foto manipulada do árbitro, Howard Webb, vestindo a camiseta do Manchester United, rival histórico do Liverpool e equipe que acabava de eliminá-los da Copa da Inglaterra.

Durante a partida, o juiz marcou um pênalti a favor do Manchester, o que levou Babel a escrever no Twitter: “e esse é chamado de um dos melhores árbitros? Deve ser uma piada”.

O jogador pediu desculpas pouco após receber a advertência da FA, mas mesmo assim poderá ser punido. No entanto, por não existir uma situação semelhante por críticas via internet, é difícil prever o que irá ocorrer.

Após o sucedido, Babel deixou uma mensagem aos seus 170 mil seguidores no Twitter: “estou algemado”, disse, em referência ao castigo imposto pela Federação.

– Dilma sem Bíblia e sem Cruz

 

Segundo a Folha de São Paulo deste domingo, Dilma fez as primeiras mudanças neste domingo: retirou a Bíblia e o Crucifixo presentes no Gabinete da Presidência (sua nova sala).

 

Declarada atéia, durante a campanha disse que tinha um lado espiritual independente de religião e em Aparecida, questionada sobre o aborto, se classificou como católica.

 

Retirar objetos que remetem a qualquer religião e demonstrar que o estado é laico é um direito (talvez um dever) da governante. Mas… é impressionante como as pessoas mudam de fé durante uma campanha eleitoral.

 

Perdoem-me o trocadilho (não sei sé é um cacófato): Parece que há ‘fé demais’ mesmo nesse início de governo, com Genoíno, Palocci, Zé Dirceu…

– José Genoíno na Defesa?

 

Marcelo Tas repercutiu em seu Twitter: José Genoíno seria convidado para o Ministério da Defesa?

 

Dilma está tendo uma recaída dos tempos da guerrilha, chamando seus fiéis aliados. Agora, um guerrilheiro no Ministério da defesa é irônico, não? Ainda: os escândalos envolvendo ele em Brasília já foram esquecidos?

– A Farra dos Deputados Suplentes

 

Com a posse de novos ministros e secretários do governo Lula, vagas para a suplência dos deputados foram abertas.

 

Sabe quanto os deputados que substituirão os que saíram vão ganhar?

 

R$ 107 mil, para o período de Janeiro.

 

E qual é a surpresa? É que esse período de trabalho não é de trabalho, pois o Congresso está em RECESSO. Eles ganharão para ficar em férias!!!

 

Durma-se com um barulho deste.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– O Nefasto Pedágio da Estrada de Itatiba

 

Moradores de Jundiaí e de Itatiba estão (e devem estar mesmo) revoltados com o pedágio da Rodovia Constâncio Cintra.  Afinal, está em funcionamento uma praça de pedágio entre os 2 municípios, afetando os moradores que moram nas redondezas. No trecho curto, porém movimentado e perigoso, a concessionária Rota das Bandeiras iniciou a cobrança no último mês de dezembro.

 

Mas o pior: a rodovia não foi duplicada ainda! Ora, garantir recursos para as obras a partir da cobrança antecipada do pedágio é covardia. Os usuários estão financiando os recursos (ou, numa leitura mais rigorosa, pagando pelo serviço a se realizar!).

 

Assim, até eu quero ter uma concessionária de rodovia. Com o dinheiro do pedágio antecipado, faço as obras. Bom negócio, não?

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://www.conjur.com.br/2011-jan-05/juiz-nega-pedido-ministerio-publico-suspender-pedagio

 

JUIZ NEGA PEDIDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA SUSPENDER PEDÁGIO

 

O juiz substituto da 1ª Vara Cível de Itatiba (SP), Gustavo Nardi, negou o pedido do Ministério Público de São Paulo que queria a suspensão da cobrança do pedágio na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), no trecho entre Itatiba e Jundiaí. A promotora de Justiça do Consumidor, Adriana Regina de Santana Ludke, já afirmou  que vai recorrer da decisão. As informações são da Folha Online.

Para a promotora, a cobrança de tarifa dos moradores dos bairros segregados pelo pedágio é “desproporcional e onerosa, fere o princípio da modicidade tarifária e o da igualdade, dentre outros, e viola as diretrizes básicas das relações jurídicas de consumo”. A praça de pedágio no km 77,1 da rodovia começou a funcionar no dia 13 de dezembro. As tarifas são de R$ 1,85 para veículos de passeio e por eixo comercial e R$ 0,90 para motos.

A promotora também pede a isenção do pagamento da tarifa para moradores e trabalhadores dos bairros Pomar São Jorge, Aparecidinha, Chavini, Nova Xampirra, Pinhal, Princesa da Colina e condomínio Parque da Fazenda que foram segregados do restante da área urbana de Itatiba pela localização da praça de pedágio.

Em Ação Civil Pública contra a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a concessionária Rota das Bandeiras, a promotora pede, ainda, a suspensão da cobrança até que as obras licitadas sejam executadas pela concessionária ou, pelo menos, até que a duplicação da rodovia seja finalizada. 

“É de responsabilidade exclusiva da concessionária a prestação de um serviço adequado, assim como é direito dos usuários do sistema rodoviário receber serviço adequado como contrapartida do pagamento de pedágio. Todavia, a Rota das Bandeiras, ao iniciar a cobrança da tarifa antes do término das obras objeto da licitação, está oferecendo aos consumidores um serviço inadequado, pois os usuários pagam a tarifa de pedágio e utilizam uma estrada sem os melhoramentos previstos no contrato, em flagrante desrespeito aos direitos dos consumidores e da população”, afirmou a promotora.

Além disso, segundo Adriana Ludke, a obra de duplicação da rodovia — que teve início em agosto de 2010 e tem previsão de término em novembro de 2011 — causa transtornos com grande parte da via sem acostamento, trânsito lento em razão dos maquinários e funcionários no local e falta de segurança e de condições adequadas de tráfego na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra.

A ação foi ajuizada no dia 27 de dezembro com base em informações colhidas durante um inquérito civil instaurado logo que a construção da praça de pedágio teve início — em março do ano passado — e inclui um abaixo-assinado com aproximadamente 2.500 assinaturas de usuários.

Segundo a promotora, o juiz, em uma análise superficial, entendeu que a cobrança da tarifa está sendo feita de acordo com o contrato licitado, não sendo requisito para a cobrança de pedágio o término das obras previstas no contrato. “A decisão também deixou de analisar o pedido liminar no tocante à isenção de pagamento de pedágio pelos moradores e trabalhadores dos bairros segregados do restante da área urbana do município em razão da localização do pedágio”, disse a promotora.

A Rota das Bandeiras informou que o cumprimento do cronograma das obras na rodovia depende do processo de desapropriações, da obtenção de licenças ambientais e de remanejamento de intervenções instaladas às margens da via, por parte das outras concessionárias que possuem o serviço delegado, como dutos de gás, cabos de telefonia, redes de água e energia, entre outras. Segundo a concessionária, no total, serão duplicados 17 km de rodovia. Entre as obras previstas, também está um viaduto no acesso ao condomínio Parque Fazenda, no km 74,6.

“O pedágio, entre outras funções, também tem como objetivo garantir recursos para todos esses investimentos. Mas é importante destacar que é com a cobrança do pedágio que a Rota das Bandeiras presta de maneira ininterrupta, 24 horas por dia durante todos os dias da semana, serviços de fundamental importância para oferecer segurança e conforto ao usuário que trafega no Corredor Dom Pedro, que inclui a SP-360”, informou a concessionária por meio de nota.

A Rota das Bandeiras também informou que administra a rodovia “de acordo com as determinações previstas no contrato de concessão firmado com o governo do Estado e cumpre rigorosamente todas as decisões judiciais”.

Já a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo informou que não foi notificada sobre a ação.

– O Pseudo Professor de Ética!

 

Inacreditável.

 

Lembram-se do Delúbio Soares, o tesoureiro do PT que ficou atolado até o pescoço por gerenciar o Caixa 2 do partido? Que ironizou tal prática chamando o evento de “simplesmente recursos não-contabilizados”?

 

Pois é… uma figura como ele deveria estar longe dos holofotes, não? Mas por mais bizarro que possa ser, ele é homenageado por universitários e fala sobre ÉTICA!

 

Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/onde-esta-wally-p-085.shtml

 

ONDE ESTÁ WALLY?

 

por Sofia Krause

 

Quem é o personagem que paga para pregar ética na política no interior de Goiás?

A cena acima é um registro para a posteridade de um momento ímpar na vida de 22 formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no interior de Goiás. Sorriso no rosto, diploma nas mãos orgulhosamente levantadas e…, no alto, alguém que, aparentemente, não combina muito com o ambiente. O homem de terno e gravata é um professor, o patrono da turma, o escolhido para render homenagens aos alunos. Parece o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha? Parece. Mas, ouvindo suas palavras na solenidade de formatura, não é possível que seja. “É muito importante a ética na política, na educação e na cultura do povo”, afirmou o professor, diante dos olhares atentos de mais de quatro centenas de convidados. E concluiu sua pregação: “É importante ter ética em tudo o que se faz na vida”. O homem que está no epicentro do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que manuseou milhões de reais em dinheiro roubado dos cofres públicos, agora empenha seus fins de semana pregando ética a jovens. Bonito, se estivesse cumprindo uma expiação. Mas nem isso é o que parece.

O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento – a capacidade de arrumar dinheiro. Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”. Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.

Tão impressionante quanto imaginar que um grupo de jovens universitários não se importe com a biografia de seus homenageados é perceber que a direção da faculdade também dá de ombros. “Nós respondemos ao MEC e ao Conselho Estadual de Educação, órgãos do governo. Por isso não vejo problema algum”, afirma Cleiton Camilo dos Santos, responsável pela instituição. Segundo ele, Delúbio é ligado ao governo do PT, logo não vai haver problema algum em tê-lo como patrocinador da formatura. “A escolha, afinal, foi dos alunos.” Delúbio fez dois depósitos, cada um de 3 000 reais, nas contas de dois formandos. Embora more em Buriti Alegre, no interior de Goiás, trabalhe na capital, Goiânia, e tenha sido patrono de uma festa em Goiatuba, parte do dinheiro, vivo, saiu de uma agência bancária de São Paulo. Hummm!

– A “Compra” da Copa de 62. Um escândalo que estoura com retardo de 48 anos?

 

Sempre ouvi falar da “compra e venda’ de Copas do Mundo. Como árbitro, sempre duvidei mas também nunca refutei as hipóteses. O meio não é imaculado, infelizmente.

 

Seja na Argentina 78, com regulamentos pró-hermanos e entregadas de jogo, seja na Coréia-Japão 02, onde visivelmente os sul-coreanos foram ajudados pelos árbitros (italianos que o digam! Vide a atuação do árbitro equatoriano Byron Moreno), as dúvidas persistem.

 

Agora, retoma um tema da “Revista FourFourTwo” sobre a possível compra da Copa de 62 por parte dos brasileiros. Mas o problema é que existem mais detalhes sobre subornos e golpes.

 

Nesta Copa, 2 fatos marcantes: o lance marcante do Nilton Santos “dentro ou fora da área” contra a Espanha (erro grosseiro da arbitragem), e a absolvição de Garrincha para que jogasse a final da Copa do Mundo.

 

Se fosse nos dias atuais, certamente as imagens mostrariam com clareza o erro e a marmelada do julgamento de Garrincha seria um escândalo inaceitável e contestado. Mas, em 62, o mundo não era tão globalizado…

 

A matéria com fotos e explicações mais apuradas está em: http://blogdoodir.com.br/2010/03/materia-historica-reforca-a-tese-de-que-o-brasil-subornou-arbitros-para-ganhar-a-copa-de-1962/ (é o blog do Odir Cunha)

 

E você, o que pensa disso: Copas são vendidas ou não?

 

(Rússia e Qatar, escolhidas como sedes de 2018 e 2022, por exemplo, foram escolhidas por, digamos, critérios tecnico-financeiros…)

– Um Sábio Sabão no Senado Brasileiro e no Congresso Nacional

 

Dom Edmilson poderia ser um bispo desconhecido. Mas, ontem, mostrou-se um homem de virtudes singulares!

 

O religioso foi homenageado com uma comenda no Senado. Chamado ao plenário para recebê-la, RECUSOU-A E PASSOU UM SABÃO no Congresso.

 

Essa sim é uma atitude coerente e virtuosa. Veja abaixo como foi o episódio. (Senhores políticos, reflitam bem esse caso):

 

Extraído de: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2010/12/22/noticiapoliticajornal,2080884/bispo-cearense-recusa-comenda-oferecida-pelo-senado.shtml

 

BISPO CERAENSE RECUSA COMENDA DO SENADO

 

Durante discurso, dom Edmilson afirmou que, enquanto os parlamentares reajustaram seus salários em 61%, motoristas de ônibus em Fortaleza tiveram 6%

 

Em protesto contra o reajuste salarial de 61% autoconcedido pelos parlamentares, no último dia 16, o bispo cearense Dom Manuel Edmilson da Cruz recusou a comenda “Direitos Humanos Dom Helder Câmara”, que lhe foi oferecida pelo Senado por indicação do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

 

No plenário da Casa, o discurso de Dom Edmilson surpreendeu os senadores, que haviam reservado a manhã de ontem para realizar a sessão de entrega da comenda.

 

O bispo lamentou que o Congresso tenha aprovado reajuste para seus próprios salários em 61%, enquanto os trabalhadores do transporte coletivo de Fortaleza “mal conseguiram” 6%. Ele também mencionou as aposentadorias reduzidas e o salário mínimo que cresce em “ritmo de lesmas”. “Quem assim procedeu não é parlamentar. É para lamentar.”

 

Autor do projeto da Comenda, o senador José Nery (Psol-PA), que votou contra o reajuste e presidia a sessão durante a homenagem, disse que o Congresso deveria refletir sobre o reajuste após o protesto do bispo. Mais tarde, ao O POVO, Nery afirmou que talvez fosse mais “adequado” o bispo dizer que “simplesmente não ia receber”. “Vir até aqui causou um certo mal-estar. Mas em nada esse fato pode diminuir o gesto e a decisão do Senado em instituir comenda para homenagear Dom Hélder”, afirmou.

 

Além do bispo, a homenagem foi oferecida a mais quatro autoridades que se destacaram em favor dos direitos humanos: dom Pedro Casaldáliga, Marcelo Freixo, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.