– O Aumento do IPI dos Carros Importados? Micou comprar carro estrangeiro?

O aumento do IPI para carros 1.0 importados de 30 pontos percentuais (não é de 30%, mas acréscimos em pontos percentuais, além da alíquota de até 55% para os 2.0), assustou o mercado.

A JAC Motors disse que não é mais interessante fabricar no Brasil. A KIA e a Hyundai chiaram. O que fazer?

Extraído de: http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-16_13_20_07-142809534-0

QUEM PERDE MAIS: COREANO, CHINÊS OU LUXUOSO? É VOCÊ!

Por Joel Leite

O governo atendeu as montadoras e impôs um pesado imposto aos carros importados: aumento de 30 pontos percentuais do IPI. O imposto do carro 1.0, por exemplo, sobe de 7% para 37%. Carro acima de 2.0 vai pagar 55% de IPI.

Mas os fabricantes não eram contra o aumento de imposto? Pois é, mas desta vez eles comemoraram.

O governo usou uma estratégia para que o imposto não seja considerado inconstitucional como dupla taxação, uma vez que já é cobrada dos importados a alíquota de importação de 35%. A medida, em tese, taxa todos os carros, e retira o aumento do IPI para carros que com até 65% de nacionalização, quer dizer: todos os carros fabricados no Brasil (veja matéria).

Mas os maiores importadores são as próprias montadoras: elas trazem 75% dos carros estrangeiros vendidos no Brasil. Porém esses carros não serão taxados, porque eles fazem parte dos acordos com o Mercosul e do México.

Então pra quem é esse imposto? Para os importados dos EUA, Europa e da Ásia, mas principalmente para os chineses e coreanos, que chegaram trazendo carros baratos e equipados, forçando os fabricantes a baixarem os preços e equiparem os seus produtos.

O remédio foi muito forte, pois a tal invasão chinesa é uma falácia. Os chineses representam apenas 2% do mercado (veja matéria).

Agora os carros fabricados no Brasil estão duplamente protegidos. O resultado da medida do governo será imediato. Portanto não estranhe se nos próximos dias os carros que baixaram de preços para disputar o mercado com os chineses voltarem ao preço “normal”, isto é: mais alto, e sem equipamentos.

Por outro lado, veja o que vai acontecer com chineses, coreanos e modelos de luxo como Mercedes, BMW, Audi e as linhas complementares das montadoras instaladas aqui.

Os importadores ainda estão fazendo as simulações para definir os novos preços, mas calcula-se que a inclusão dos 30 pontos de IPI vai resultar num aumento entre 25% e 28% no preço final.

Claro que a queda de preço não será linear, pois muitas marcas têm gordura pra queimar e podem absorver parte do prejuízo. Mas considerando um aumento de 25%, o importado mais barato do Brasil, o Chery QQ, vai ficar R$ 6 mil mais caro, passando de R$ 24 mil para R$ 30 mil a partir de hoje. O Face, da Chery, subiria de R$ 33 mil para R$ 41,2 mil e o J3, da JAC, de R$ 37,9 mil para R$ 47,4 mil.

As boas vendas do Soul e do Cerato, que estavam incomodando os concorrentes mesmo pagando 35% de alíquota, certamente vão cair com esse 28% de aumento. O Soul deverá custar R$ 73,8 mil a partir de hoje e o sedã Cerato R$ 66,8 mil (custava R$ 53,4 mil até ontem). Já o preço do Sportage poderá subir de R$ 83,9 mil para R$ 105 mil e o Hyundai ix35, que custava R$ 85 mil agora pode chegar a R$ 106 mil. Também os carros de luxo serão sobre taxados e poderão aumentar o preço em torno de 25%.

Então, qual será o resultado real da medida anunciada pelo governo com o objetivo de “inovar a indústria nacional”?

Raciocine comigo: o carro importado vai subir de preço. O carro fabricado no Brasil, sem concorrentes que o incomodavam, também vai subir de preço. Conclusão: o carro em geral, importado ou fabricado aqui, vai ficar mais caro. Quem vai pagar a conta da inovação é você.

– Ministro fala sobre iPad em Jundiaí

O Ministro da Ciência e Tecnologia Aloísio Mercadante disse que:

a fábrica de iPads em Jundiaí está pronta (…) e muitos duvidaram que isso aconteceria (…) Em dezembro os iPads estarão no mercado, será a primeira produção fora do território chinês.”

Ótimo. Mas… e aquela história – do PRÓPRIO MINISTRO COM A PRESIDENTE DILMA – de que com a chegada da fábrica, teríamos na cidade 300 mil empregos, cidade FoxConn, US$ 12 bi… Não era bem assim?

Quer comentar? Espaço aberto:

– Mercado de Veículos: quem tem razão?

Pelo menos 2 diários noticiaram hoje que sobram carros nos pátios das montadoras. Mas as vendas aumentaram em 6% no último mês e a produção em 7%. Contradição ou não?

A ANFAVEA dá seu veredicto: estamos em crise no setor automobilísticos devido aos carros importados, cujas vendas dispararam nos últimos meses.

Crise ou não? Deixe seu comentário:

– Banco Econômico e Nacional: quebrados, mas com dinheiro!

Banco quebra. Banqueiro, não.

Tal verdade deixará de existir. O governo Dilma recuperará alguns bancos que quebraram nos anos 90.

Sabe qual o valor do perdão da dívida? É de quase 20 bilhões de reais!

Lembrem-se disso quando voltarem a pregar a nova CPMF… Ou quando pedirem seu voto!

E aí, o que acham disso? Dinheiro bem gasto ou não? Deixe seu comentário:

– A Doce ilusão Sucroalcooleira: a Cana-de-açúcar já não é tão barata…

Matéria pertinente de Reneé Pereira, no Estadão de ontem (05/09/2011, Caderno Negócios) pg B1, mostra: a Cana-de-açúcar da Tailândia, da África do Sul e da Austrália já bate a nossa.

Motivos? Baixa produtividade, alta no preço do açúcar e fim da euforia do etanol. Abaixo:

CANA BRASILEIRA JÁ NÃO É MAIS BARATA

Brasil perdeu a liderança no ranking de menor custo de produção do mundo para países como Austrália, África do Sul e Tailândia.

A abundância de terra agricultável, o clima favorável e a vasta experiência do produtor já não são mais ingredientes suficientes para garantir a enorme competitividade que fez do Brasil o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Nos últimos três anos, a combinação entre alta dos custos internos, câmbio e a euforia dos investidores com o etanol acabaram tirando o País da liderança do ranking de menor custo de produção da cana.

Na frente do Brasil, já estão Austrália, África do Sul e Tailândia. Há quem diga que Colômbia e Guatemala também têm conseguido produzir açúcar a um custo menor, mas eles não constam nas estatísticas oficiais. Embora sejam países com pequena produção comparada ao Brasil, o resultado reflete o momento mais delicado da indústria nacional de cana-de-açúcar. A escalada dos preços do etanol, por exemplo, levou o governo a anunciar na semana passada a redução da mistura do combustível na gasolina – uma forma de ampliar a oferta de álcool hidratado na bomba.

No açúcar, embora os preços estejam elevados no mercado internacional, não há grandes problemas. Mas o aumento do custo do Brasil, que responde por quase 50% do mercado mundial, tem reanimado até mesmo a indústria de açúcar de beterraba na Europa, afirma o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina. “Há sete anos, esse produto estava inviável. Agora voltou a ficar viável, o que é ruim para o País.”

Segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), de 2005 para cá, os custos de produção cresceram cerca de 40% – de R$ 42 por tonelada de cana para R$ 60. Uma série de fatores explicam esse avanço. Alguns deles provocados pela extensa lista do chamado custo Brasil, como a valorização do real e a carga tributária elevada, que reduz a competitividade das empresas nacionais. Outros foram criados pela própria expansão do setor, como a falta da mão de obra.

O problema surgiu com o início da mecanização da colheita de cana, que deverá atingir 100% em 2014. Embora seja mais barato, o processo pegou o setor despreparado. Não havia frota suficiente para fazer a colheita e a mão de obra, antes acostumada a usar facões para cortar a cana, não sabia manusear tratores e colheitadeiras equipadas com alta tecnologia. Resultado disso foi o aumento no preço das máquinas e dos salários do setor.

“Além disso, o canavial não estava preparado para a colheita mecanizada, que exige um espaçamento diferente no plantio. Isso reduziu de forma significativa a produtividade”, afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. Até hoje, diz ele, não se encontrou uma solução econômica para a palha que é retirada durante a colheita. “Se for junto com a cana para a usina, isso aumenta o custo de transporte. Se ficar no canavial, pode trazer pragas.”

– Dia “de Mim”?

As Lojas Cem têm uma propaganda curiosa. Criaram o “Dia de Mim”, onde o consumidor é levado a refletir sobre fazer agrados a si próprio (consumindo na própria rede, é claro).

Mas sabe que essa idéia é interessante?

Sinceramente, penso que muitas vezes é bom fazer umas concessões, se auto-mimar. Creio que seja necessário para espairecer.

Agora, verdade seja dita: carece de dinheiro para essas coisas…

– A Crise Brasileira dos Combustíveis

A partir de 01 de Outubro, teremos 5% a menos de álcool na formulação da Gasolina. Tal medida visa evitar a falta de Etanol nas bombas. Mas, por tabela, teremos 5% a mais de Gasolina na sua composição, o que eleva o preço do produto.

Segundo a Revista eletrônica “Posto Hoje”, Ed 05/09/11, a Petrobras terá que importar Gasolina e ainda assim faltará Etanol.

O que fazer? Um país que cresce e sem combustível para rodar a sua frota… Bolsos, cuidado!

DIRETOR DE ABASTECIMENTO DA PETROBRAS DIZ QUE A EMPRESA IMPORTARÁ GASOLINA

A Petrobras terá de importar toda a gasolina extra necessária para compensar a redução da mistura de etanol anidro no combustível a partir de outubro, já que suas refinarias estão “no limite da capacidade”, disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. “Fizemos no ano passado um esforço para aumentar a oferta, mas agora não temos mais condições de aumentar a produção de gasolina. Com as refinarias existentes não dá, chegamos no nosso limite”, afirmou o executivo em entrevista à Reuters sexta-feira. “Então qualquer variação de demanda – e obviamente que a mudança dos 25% para 20% do anidro na gasolina vai provocar um aumento de demanda – vai ser via importação, não tem saída”, acrescentou.

FALTARÃO 900 MILHÕES D ELITROS DE ETANOL NO BRASIL

A consultoria Datagro prevê que, mesmo com importação anunciada por produtores e a redução na mistura de etanol anidro na gasolina de 25% para 20%, vão faltar em torno de 900 milhões/l de etanol para atendimento da demanda da frota flex. “Pelo menos esse swap de etanol está sendo mais vantajoso para o Brasil, já que há um prêmio no valor das exportações em razão da certificação de biocombustível avançado, diferencial que o etanol de milho não possui”, afirma o diretor da consultoria, Plínio Nastari. Segundo Nastari, o aumento de preços é o único mecanismo de mercado disponível no curto prazo para tentar evitar a escassez nas bombas. A estimativa mais recente da Datagro aponta uma moagem de cana de 565,8 milhões/t em 2011 , contra 620 milhões/t verificada em 2010. Como a convivência com preços mais elevados será uma realidade nos próximos três anos, pelo menos, Nastari propõe que o governo, em paralelo à criação de uma política adequada para o setor, adote medidas que, de um lado ampliem a tributação sobre combustíveis fósseis, e por outro ofereçam ao consumidor uma recompensa pelo uso do etanol. “O consumidor acumularia créditos por utilizar uma fonte de baixo carbono”. O diretor da Datagro explica que há também espaço para redução de custos na produção de etanol e açúcar por parte das destilarias. A empresa e a Price Waterhouse Coopers fecharam parceria para atuar juntas na oferta de serviços que vão unir experiência nas áreas industrial e agrícola à expertise em gestão e planejamento tributário, respectivamente.

– 3º. do mundo em Vendas de Computadores?

Vendemos mais computadores do que o Japão? Somente os EUA e a China estão à frente no mercado mundial. Dá-lhe Brasil.

Mas fica a pergunta: estamos alfabetizados adequadamente ou apenas “iniciados no mundo digital”? Deixe seu comentário:

– Produzir Etanol contará com Benefícios do Governo?

Já mudaram a formulação de 25% para 20% do álcool na Gasolina. Agora, para evitar a falta do etanol nas bombas, o Governo quer reduzir os impostos da produção do produto (desde que o etanol permaneça no mercado interno).

Reduzir impostos garantirá a produção? Deixe seu comentário:

– Drogaria São Paulo + Drogaria Pacheco se unem e desbancam Raia Drogasil

Com R$ 4,4 bilhões, se tornando a maior do ramo varejista de farmácias e 7ª no ranking geral, a Drogaria São Paulo se uniu à Drogaria Pacheco.

Dias atrás, a Drogasil havia criado um gigante aos e juntar com a Droga Raia. Agora, o contra-golpe da concorrência…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/967638-drogaria-sp-e-pacheco-formam-maior-rede-de-farmacias-do-pais.shtml

DROGARIAS SÃO PAULO E PACHECO SE UNEM E FORMAM A MAIOR REDE DO PAÍS

As drogarias São Paulo e Pacheco anunciaram nesta terça-feira, em comunicado, a fusão de suas operações de varejo farmacêutico, para formar a companhia DPSP.

A nova companhia nasce como a maior empresa varejista de produtos farmacêuticos do país, com receita bruta combinada de R$ 4,4 bilhões nos 12 meses encerrados em junho de 2011, 691 lojas e presença em cinco Estados brasileiros.

Também será a 7ª maior rede de varejo do Brasil –considerando todos os setores varejistas, como de eletrodomésticos e roupas.

De acordo com o comunicado, as marcas São Paulo e Pacheco, líderes no Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, serão mantidas.

A gestão da DPSP será compartilhada entre o Grupo Carvalho e o Grupo Barata, que terão iguais poderes na definição e implementação das estratégias da companhia. A nova empresa terá como presidente do Conselho de Administração, Samuel Barata (da Pacheco) e será presidida por Gilberto Martins Ferreira (da Drogaria São Paulo).

No comunicado, porém, as redes não informaram a participação que cada uma terá no negócio.

O Pátria Investimentos e o escritório Machado Meyer atuaram como assessores financeiro e legal respectivamente da Drogaria São Paulo. O Banco Espírito Santo e o escritório Pinheiro Neto trabalharam para a Drogarias Pacheco.

A Drogaria São Paulo é hoje a segunda maior rede do setor, com cerca de 348 unidades em operação nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A rede faturou R$ 2,2 bilhões em 2010.

A Drogarias Pacheco possui atualmente 343 lojas, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A rede atingiu R$ 1,8 bilhão de faturamento em 2010.

OUTRA GIGANTE

No início deste mês, a Drogasil e a Droga Raia confirmaram a fusão de suas operações.

As empresas somam R$ 4,1 bilhões em faturamento e uma rede com 700 drogarias. A sobreposição de unidades, especialmente em São Paulo, o principal mercado, não foi informada.

Os atuais acionistas da Drogasil terão 57% da empresa, e os da Droga Raia, 43%.

– Gasolina perderá Álcool na sua Composição para não Faltar Produto

Para não faltar combustível daqui 1 mês, o Governo muda a formulação da Gasolina, que terá menos Anidro em sua composição. Preocupado com a disparada nos preços, a medida quer frear a alta do Etanol e evitar a falta do produto nas bombas. 

Consumidores, alerta ligado!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/967193-mistura-de-etanol-cai-para-20-a-partir-de-1-de-outubro.shtml

MISTURA DE ETANOL CAI PARA 20% EM 1º DE OUTUBRO

Por Sofia Fernandes

O governo decidiu nesta segunda-feira reduzir de 25% para 20% o teor de álcool anidro misturado à gasolina vendida nos postos do país. A medida será tomada para tentar evitar a falta de etanol no mercado –o preço do combustível tem aumentado muito nas últimas semanas.

Ou seja, o governo espera que, com mais álcool no mercado –já que o percentual de mistura obrigatório na gasolina irá diminuir–, não haja risco de desabastecimento. Ao mesmo tempo, espera-se redução no preço do litro da gasolina.

Em plena safra, etanol atinge o maior valor em oito anos

Segundo o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a medida passa a valer a partir do dia 1º de outubro, enquanto for considerada necessária pelo governo para evitar escassez.

“Temos que garantir o abastecimento para esse ano e para o próximo. Sabemos se a safra do próximo ano não será muito melhor que a atual”, afirmou o ministro, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e com os ministros Guido Mantega (Fazenda), Mendes Ribeiro (Agricultura) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Lobão afirmou ainda que a Fazenda deve anunciar nos próximos dias medidas de financiamento e desoneração para o setor de etanol.

A medida ocorre apos a ampliação da importação do produtos dos EUA. No No mesmo sentido, em abril o governo já havia decidido alterar o intervalo percentual de álcool anidro que permitido adicionar à gasolina. Por meio de medida provisória, foi estabelecido o piso de 18% e o máximo de 25% de adição, regra que alterou o intervalo de 20% a 25% em vigor até então.

Com isso, se achar necessário, o governo poderá reduzir ainda mais, para até 18%, o percentual de álcool na gasolina.

ENTENDA

Com o aumento do preço do álcool combustível (hidratado), o consumidor que tem carro flex migrou para a gasolina. A maior demanda pelo derivado de petróleo exigiu volume maior de anidro, cujo preço disparou.

O governo prevê que o menor percentual de anidro reduza seu preço e, por consequência, o da gasolina.

– Dicas para a Economia de Combustível

Compartilho com os amigos 28 dicas de economia para quando você for dirigir. São detalhes que valem a pena ser observados, visando o rendimento melhor do seu veículo:

Extraído de: http://vcnotransito.terra.com.br/vc_no_transito_integra.php?id=222&pagina=3

28 DICAS PARA SE DIRIGIR DE FORMA ECONÔMICA

Há algumas semanas, apresentamos 23 dicas de manutenção e cuidado com o carro para economizar combustível (leia aqui). Agora, listamos 28 dicas para quem quer dirigir de forma econômica, obtendo o máximo rendimento do combustível. As sugestões foram elaboradas pela rede de assistência norte-americana ProCarCare.

1. Evite esquentar o carro antes de sair. Ligue o carro, acelere suavemente e saia normalmente.

2. Se o tempo de espera para abertura do semáforo for menor do que um minuto, mantenha o carro ligado. Se for superior a isso, desligue. Um minuto de marcha lenta consome mais combustível do que é necessário para reiniciar o motor.

3. Evite paradas súbitas e muitos reinícios. A aceleração forçada usa mais de um terço a mais de combustível. Atinja sua velocidade desejada com o pé firme no acelador e pare paulatinamente.

4. Dirija em um ritmo constante. Planeje sua rota para evitar o para-e-anda do trânsito. Fique atento ao movimento ao seu redor para evitar constantes paradas súbitas e acelerações.

5. Alguns sistemas de semáforos são cronometrados para abrir quando um carro se aproxima a determinada velocidade. Se você mantiver um ritmo constante, pode acionar o verde mais facilmente do que se chegar rapidamente.

6. É difícil, mas procure evitar os engarrafamentos. Mesmo com as paradas e semáforos dos caminhos alternativos, eles são bem mais econômicos do que ficar parado no trânsito, que pode aumentar o consumo em 50%.

7. Escolha a sua superfície de pista. Dirigir em ruas esburacadas pode aumentar o gasto de combustível em até 30%.

8. Evite o excesso de frenagem. A necessidade de frear pode muitas vezes ser diminuída controlando as marchas.

9. Some várias viagens curtas em uma única viagem. Passeios curtos não deixam o motor atingir a temperatura de funcionamento mais eficiente. Ao combinar vários trechos curtos, você pode economizar ao tirar proveito da eficiência do veículo aquecido.

10. Para viagens longas, saia bem no início da manhã para evitar o tráfego pesado e reduzir a necessidade de ar-condicionado em clima quente.

11. Se você tem mais de um veículo, use o mais econômico no dia a dia.

12. Use a transmissão corretamente. Se o carro for manual, mude de marcha assim que o carro estiver “pedindo” a próxima. Em carro automático, tire o pé levemente do acelador para a mudança de marcha acontecer mais cedo.

13. Ao se aproximar de subidas, não espere até que o veículo comece a se “arrastar” antes de mudar as marchas. Não acelere no início da subida, pois o aumento de velocidade é leve e o consumo de combustível, elevado. Você pode minimizar a perda de velocidade gradualmente aumentando a velocidade enquanto se aproxima de uma ladeira.

14. Se puder, evite dirigir no mau tempo. A chuva pode aumentar o consumo, assim como o vento forte, em até 10%.

15. A temperatura de verão moderado é melhor para economizar combustível que o frio. Um calorzinho de 21° C é muito mais favorável ao carro que o friozão do auge do inverno.

16. Se o carro vier equipado com um cruise control, aproveite esse mecanismo, que ajuda a economizar combustível quando se mantém uma velocidade constante.

17. A melhor economia de combustível é obtida em velocidades moderadas, nem baixas nem altas demais.

18. Use o ar-condicionado quando em alta velocidade. Embora o peso e o funcionamento do ar-condicionado reduzam a economia, testes demonstraram que o arrasto do vento de 55 km/h com as janelas abertas podem consumir mais combustível que o uso do ar condicionado com as janelas fechadas. Não vale a pena usar o aparelho em velocidades baixas, quando o melhor é abrir as janelas para ventilar o carro.

19. Não leve peso desnecessário no porta-malas. O peso é o maior fator para o uso de combustível. Cerca de 45 kg a mais representam gasto de 1% de combustível a mais.

20. Não coloque bagagem em um rack sobre o carro. Isso pode afetar a aerodinâmica, aumentando a resistência do ar.

21. Aprenda a dirigir por instrumentos. A leitura do tacômetro (se equipado) pode manter o motor na faixa ideal de funcionamento de 1000 a 3000 rpm. Um vacuômetro indica o vácuo do motor maior.

22. Relaxe enquanto estiver dirigindo. Encontre uma posição de condução confortável, ajustando o banco antes de dar a partida.

23. Evite comprar pneus de tala larga, que só criam mais resistência ao rolamento. Atenha-se às recomendações do fabricante.

24. Se estiver estacionado em uma descida, dê a partida na segunda marcha.

25. Em carro de quatro cilindros, aprenda a mover o pedal do acelerador para evitar a ativação do circuito secundário, exceto em caso de emergência.

26. Evite o uso de flaps ou grandes retrovisores, a não ser que seja necessário. Eles criam mais resistência do ar.

27. Não dirija rápido até que o motor esteja totalmente aquecido em sua temperatura normal de funcionamento.

28. Anote seu consumo e tente descobrir em quais períodos o carro gastou mais ou menos.

– O que é Necessário para um Bom Emprego e Onde estão as Oportunidades

Tenho muitos alunos dispostos a encarar novos desafios profissionais. Futuros bacharéis em Administração, a maioria já inserida no mercado de trabalho mas buscando novas conquistas.

Nas nossas discussões, vem a questão: é só estudar?

Claro que não. Escolher a área correta, abraçar oportunidades e mostrar desenvoltura e competência no emprego em si.

A Revista Época desta semana (Ed 692, por Marcos Coronato, Luciana Vicária, Daniella Cornachione e Marco Bahé) traz uma matéria bacana sobre “Onde estão os Melhores Empregos”, citando cidades e qualificações desejadas.

Por exemplo: um diferencial para algumas áreas da Administração de Empresas é conhecer Antropologia, para estudar o comportamento do consumidor. E um cinturão de busca de bons profissionais e que há a carência de gente qualificada é o bolsão imaginário que circunda Campinas, Sorocaba e Jundiaí, comportando Itu, Indaiatuba e outras cidades circunvizinhas.

Abaixo, um resumo da citação acima, extraído de Época.com:

 

PETRÓLEO E GÁS

O QUE ESTUDAR >> Análise de sistemas e engenharia de software >>Oceanografia, com especialização em meio ambiente >> Engenharia química de petróleo e gás >> Engenharia de geodésia >> Nutrição (para as bases de exploração) >> Direito, especializado em questões ambientais

A demanda do setor de petróleo e gás por profissionais qualificados já é grande e vai crescer. A Petrobras quer contratar mais 13 mil funcionários até 2015. Boa parte de nível superior. Eles somavam um quarto das vagas no último edital, que incluía geólogos, dentistas, nutricionistas e arquitetos e encerrou as inscrições em julho. Os salários iniciais passavam de R$ 5.700. “Conseguimos ver um horizonte de 15 a 20 anos para o crescimento do setor no país”, diz Maury Saddy, coordenador de Engenharias do Ibmec, no Rio. A riqueza do setor se distribui num efeito cascata, para além dos especialistas em petróleo e da região de exploração do pré-sal, no litoral de Vitória, Espírito Santo, a Santos, São Paulo. A Petrobras compra bens e serviços de cerca de 20 mil empresas. A OGX, petroleira do bilionário Eike Batista, tem apenas 270 funcionários, mas ganhou fama de remunerar bem e contrata serviços de 6 mil profissionais especializados.

Um dos beneficiados é o economista Cid Vaffimon, ex-funcionário da Petrobras. Ele trabalha numa empresa que começou fornecendo à Petrobras fluidos usados nas válvulas dos poços. Hoje, ela presta serviços tão variados quanto abastecimento de aviões e montagem de caminhões para concorrentes da estatal, como a Shell.

 

INTELIGÊNCIA PARA EMPRESAS

O QUE ESTUDAR >> Antropologia com foco em comportamento do consumidor >> Ciências sociais com especialização em estatística >> Ciências da informação com foco em programas de pesquisa

Quem estuda ciências sociais, história ou sociologia geralmente desenvolve sua carreira para virar professor e acadêmico. Mas crescem as oportunidades de trabalho mais voltadas para os negócios nas consultorias ultraespecializadas. Elas orientam as companhias a lidar com questões emergentes: como se comportar nas redes sociais, lidar com grupos específicos de consumidores (vegetarianos radicais, por exemplo), ajudar comunidades carentes ou divulgar esses esforços. “As empresas têm montanhas de dados sobre o mercado, mas precisam de gente que transforme isso em informação útil para as decisões”, afirma Bruno Maletta, sócio da Sophia Mind, consultoria especializada no universo feminino e que inclui antropólogos no quadro de funcionários.

Aline Araújo, formada em história, virou gerente de projetos na consultoria de monitoramento de redes sociais E.life. Para isso, trocou a cidade natal, Recife, por São Paulo, onde mora desde abril. “Eu queria fazer coisas diferentes, ter desafios estimulantes e não sabia se conseguiria colocar isso em prática como professora”, diz. Em dois anos e meio de E.life, ela foi promovida duas vezes.

 

VAREJO POPULAR

O QUE ESTUDAR >> Recursos humanos >> Tecnologia da informação, com foco em comércio eletrônico >> Economia e marketing, com especialização em varejo, franquias, estruturação de novos negócios, fusões e aquisições >> Finanças, com foco em tesouraria, crédito e abertura de capital

O comércio criou 28.500 postos de trabalho só em julho deste ano, o que representa 18% do total no país. Isso quer dizer que o setor manteve o mesmo ritmo quente de julho de 2010. Boa parte desse desempenho se deve ao varejo popular, amparado no crescimento da classe C. As empresas que atendem a esse grupo não podem mais contar só com preços baixos. Elas precisam passar da administração familiar para uma gestão sofisticada, que inclua especialistas em crédito, análise de risco, logística e marketing. “Antes, prestávamos serviço só a empresas de grande porte ou multinacionais”, diz a consultora de recursos humanos Sônia Medeiros. “Hoje, metade dos nossos clientes são redes menores, locais e regionais.”

O Ceará é o Estado que melhor representa o fenômeno – cresceu 40% mais que a média brasileira na última década. “Temos de recrutar profissionais em outros Estados”, afirma Armando Nonato, especialista em recursos humanos em Fortaleza. Há uma corrida por administradores que entendam de comércio e profissionais com conhecimentos de varejo e tecnologia da informação para administrar negócios de comércio eletrônico. Com a demanda, os salários avançaram. A rede baiana Guaipim, de venda de aparelhos elétricos e eletrônicos, aumentou em até 80% os salários dos gerentes desde 2009. “Precisamos agir para manter os profissionais na empresa”, diz Nilzete Braga, gerente de recursos humanos da rede.

 

CENTROS DE PESQUISA

O QUE ESTUDAR >> Engenharia com conhecimento em recursos naturais >> Curso técnico de nível médio com foco em testes de laboratório >> Engenharia com interesse em sistemas de inteligência para grandes eventos

Esqueça a ideia do cientista solitário. Sérgio Borger, diretor dos laboratórios da IBM no Brasil, coordena pesquisadores que trocam ideias o tempo todo numa grande sala sem divisórias. “Não tem só gente fazendo teste. O perfil do pesquisador é de alguém com grande inteligência, que pensa nos problemas de um jeito diferente e encontra soluções criativas”, diz.

Assim como a IBM, empresas do porte de DuPont, Nokia, Fiat e GE abriram centros de pesquisa no país. Por dois motivos. Primeiro, o mercado interno já justifica a criação de produtos e serviços específicos. O país também virou referência em áreas importantes como agronegócio e petróleo. Além disso, a Copa do Mundo e as Olimpíadas criam novos desafios. Cada centro gera poucos empregos diretos – o da DuPont tem 30, o da GE pode chegar a 400. Mas cada linha de pesquisa leva essa escala para os milhares, ao incluir fabricantes de insumos, vendedores, transportadores e serviços variados (leia a entrevista com Mark Little, da GE). Os centros de pesquisa também têm efeitos no terreno das ideias. Eles encorajam outras instituições, públicas e privadas, a investir em certas frentes de inovação. Além disso, são o berço, por excelência, das carreiras em Y, que permitem ao profissional operacional (como o pesquisador) escolher se sobe como chefe de outros profissionais ou se continua a atuar em sua especialidade.

 

SERVIÇOS PARA O AGRONEGÓCIO

O QUE ESTUDAR >> Economia, com especialização em crédito e análise de risco >> Direito, com especialização em meio ambiente e regularização de terras >> Tecnologia da informação, mapeamento e georreferenciamento >> Comércio exterior e funcionamento das bolsas internacionais >> Agronomia e zootecnia >> Administração, incluindo gestão de propriedades rurais

Mais de 30 milhões de profissionais espalhados pelo Brasil ganham com a força do agronegócio – sem pisar numa fazenda. Para cada posto de trabalho diretamente ligado à agropecuária, existem outros dois indiretos, em áreas como transporte, meteorologia, biotecnologia, crédito ou análise de risco. O negócio vai bem: em julho, abriu 13.600 postos de trabalho diretos na produção, quase o dobro do registrado no mesmo mês em 2010. Essa situação tende a perdurar. “Até os anos 1980, o número de empregados na agropecuária caía. Hoje, está estabilizado em 16 milhões”, diz Rosemeire dos Santos, superintendente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Esse aquecimento faz o setor competir com outros na demanda por profissionais. Em maio, a consultoria de recursos humanos Asap convenceu um engenheiro do setor petrolífero a mudar com a família de Curitiba para o interior paulista, a fim de trabalhar numa empresa de equipamentos agrícolas.

 

SUSTENTABILIDADE

O QUE ESTUDAR >> Marketing social >> Engenharia com especialização em eficiência energética >> Qualquer curso superior, com especialização em logística reversa, análise de impacto ambiental, relacionamento social e gestão ambiental

As empresas estão incorporando preocupações sociais e ambientais a seus negócios. Além de gerar transformações nos processos internos dessas companhias, a mudança também mexe com seus fornecedores e prestadores de serviços. De acordo com um levantamento da Organização Internacional do Trabalho, a quantidade de profissionais envolvidos com atividades ligadas a essas funções sociais e ambientais cresceu 160% entre 2008 e 2010 no Brasil. No ano passado, eram 2,6 milhões de empregos.

Um deles é o da gerente de sustentabilidade ambiental Valéria Rosseti, que trabalha na HP. Entre suas tarefas está acompanhar o retorno à empresa das máquinas descartadas pelos usuários. Ela própria já cria outros trabalhos verdes. “Busco apoio de outros profissionais e de educadores especialistas no tema”, diz Valéria. Os postos de trabalho verdes ganharam impulso extra no ano passado com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ela obriga os fabricantes a cuidar de seus produtos até o descarte feito pelo consumidor.

Em economias mais avançadas, quem se especializou nessas áreas se qualificou para uma maior remuneração. Numa pesquisa com 325 empresas americanas, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) constatou que a renda do profissional que se habilita em sustentabilidade cresce até 15%. Ao executar suas funções, esse profissional identifica novas oportunidades de negócio e alinha a empresa para o futuro, diz Richard Locke, vice-reitor do MIT e autor de Employment relations in a changing world economy (Relações de trabalho em uma economia global em mudança, ainda sem tradução). Há sinais de que isso também está ocorrendo no Brasil.

 

INTERIOR DE SÃO PAULO

O QUE ESTUDAR >> Engenharia elétrica, civil e agrícola >> Ciências da computação >> Administração de empresas >> Medicina >> Química industrial

As cidades do interior de São Paulo, já prósperas há décadas, aceleraram o ritmo de criação de empregos. Nos últimos cinco anos, foram abertas cerca de 250 mil vagas, grande parte para profissionais qualificados, nas cinco maiores cidades da região: Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Jundiaí e Sorocaba. Há duas razões principais para o fenômeno. A primeira, essas cidades passaram a atrair empresas de serviços sofisticados e alta tecnologia, que geram mais empregos do que a indústria. Campinas concentra 33 multinacionais desses setores, como IBM, HP, Dell e Lucent. “Essas cidades têm mão de obra qualificada, espaço físico para crescer e mercado local com bom potencial de consumo”, diz Claudio Dedecca, do Instituto de Economia da Unicamp. A segunda razão é o novo fôlego das pequenas e médias empresas, a fonte mais básica de criação de oportunidades.

Com essa mudança, a participação do interior de São Paulo no PIB brasileiro cresceu de 12% para perto de 16% em quatro anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de uma economia de US$ 136 bilhões, maior que a do Chile e a da Nova Zelândia.

 

NORDESTE

O QUE ESTUDAR >> Tecnologia da informação >> Gestão ambiental >> Administração >> Todas as engenharias

Pernambuco passou por maus momentos na segunda metade do século XX, quando a indústria de álcool e açúcar na região entrou em declínio. Nos últimos anos, o Estado retomou o crescimento e liderou uma arrancada do Nordeste. É de esperar que a região cresça mais que a média nacional, simplesmente por ter uma economia menor. Mas os números recentes impressionam empresários e economistas. Em 2011, enquanto o Brasil deverá crescer perto de 3,9%, o Nordeste passará de 5%. O avanço deverá ser de 6% em Pernambuco e mais de 5% em Ceará, Bahia e Maranhão. O avanço não é uniforme: Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte decepcionam e ficam perto da média nacional, pelas projeções da consultoria Datamétrica.

Para os profissionais, esse crescimento se materializa em oportunidades na indústria, no comércio e nos serviços que apoiam grandes projetos. Eles incluem a expansão do Porto de Suape e a construção da segunda fábrica da Fiat, em Pernambuco. Além da instalação de uma siderúrgica no Ceará, uma refinaria e uma operação de extração de gás no Maranhão. E mais a ferrovia Transnordestina, que vai do Ceará a Pernambuco, cortando o Piauí. O crescimento do emprego formal na região já era de 5,9% ao ano até 2009, superior à média nacional. Em 2010, acelerou-se para 7,9%.

 

CONSTRUÇÃO CIVIL E INFRAESTRUTURA

O QUE ESTUDAR >> Engenharia civil, mecânica, química e de transportes >> Economia com especialização em financiamento >> Administração com foco em grandes projetos >> Direito, em tributação e regulação >> Ciências biológicas com ênfase em impacto ambiental

O Brasil não “está” em obras. O Brasil será um país em obras por algumas décadas, se não houver catástrofes econômicas pela frente. O ritmo de crescimento do setor nos países emergentes manterá a média de 6,3% ao ano até 2030, de acordo com um estudo das consultorias britânicas Hays e Oxford Economics. Para dar conta dessas obras, a produção de máquinas e materiais usados nas construções crescerá 5,5% ao ano até 2030. “A demanda por engenheiros se mantém muito forte, por vários motivos, como as obras de logística, os polos industriais no Nordeste e a cadeia do petróleo e gás”, diz o consultor João Xavier, do Rio de Janeiro. No mapeamento mensal de vagas feito pela empresa em seis grandes regiões urbanas, os departamentos de engenharia abriram mais postos de trabalho em julho do que os departamentos financeiros, administrativos e de tecnologia da informação. Só foram superados pelos de compras e vendas.

O setor é um tradicional pilar da geração de empregos no Brasil. O economista Aguinaldo Maciente, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, calcula que, para cada cargo de engenheiro ou arquiteto diretamente atuante em obras de infraestrutura em 2009, havia outros 12 postos que exigiam nível superior. Aí entram em cena os economistas e administradores, além de especialistas em transporte de carga, treinamento, segurança no trabalho, impacto ambiental e seguros.

 

SETOR PÚBLICO

PERFIL >> Advogados, engenheiros e economistas >> Trabalhadores afastados do mercado ou sem experiência, com afinidade para relatórios e a análise de dados estatísticos >> Pessoas com ensino médio completo que lidam bem com tarefas administrativas, atendimento ao público e com a hierarquia

Salários acima do mercado, estabilidade garantida, carga horária fixa, ritmo tranquilo e aposentadoria integral. De quebra, plano odontológico e creche para os filhos. Atraídos por essas vantagens, muitos bons profissionais passaram a cogitar, nos últimos dez anos, largar a iniciativa privada para tentar a carreira pública. Em 2010 houve mais de 5 mil concursos em todo o país, para 260 mil vagas, disputadas por quase 10 milhões de candidatos. Só no governo federal foram 225 mil vagas. “Na última década, houve dois movimentos no setor público: foram criados mais cargos e os salários aumentaram, passando a competir com os do mercado privado”, afirma Mônica Pinhanez, professora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Faculdade Getulio Vargas (FGV). Entre os próximos concursos cobiçados estão um da Receita Federal, provavelmente em 2012 (com ordenado de R$ 13 mil), e um da Aeronáutica (que inclui vagas para profissionais de ensino, enfermagem e nutrição, entre outros), já com inscrições abertas.

O administrador de empresas Reinaldo de Paiva Lopes, de 37 anos, optou pela estabilidade do setor público. Até o ano passado, trabalhava numa consultoria de tecnologia da informação. Em 2010, passou num concurso para analista da Receita Federal em Cotia, na Grande São Paulo. “Antes, chegava em casa depois da novela das 9. Hoje, se eu quiser, assisto à das 6”, afirma.

– Apple vale mais do que os 32 Bancos Europeus juntos!

 

Quanto será que vale o Santander? Ou os principais bancos ingleses? Ou quaisquer outros da Europa?

 

Certamente, valem muito. Mas os jornais divulgaram um número impressionante: a Apple vale mais do que os 32 maiores bancos da Europa somados.

 

Uau!

– O Aumento do Preço do Etanol

 

Amigos, atenção aos tanques de seus carros: o Preço do Etanol (Álcool Combustível) começou a disparar. Em 2 dias, a alta foi de R$ 0,10 nas Distribuidoras. Provavelmente, até o final de semana, quando os estoques acabam, o preço deve aumentar. Consequentemente, a gasolina (que contém álcool anidro) deve subir mais R$ 0,03.

 

A coisa tá feia. Dona Dilma, abra os olhos!

– Google comprará a Motorola Celulares!

 

Num dos maiores negócios dos últimos tempos, o Google anunciou nesta segunda-feira que comprará toda a divisão de Celulares da Motorola por US$ 12,5 bilhões!

 

Uau! Negócio de gente grande.

 

É evidente que o tão aguardado Celular Google surgirá daí. O sistema Android para concorrer com o Safari da Apple é outra prova.

 

Sabem quanto de ágio nas vendas de ações comumente comercializadas pela Bolsa? Mais de 60%.

 

Ah se eu tivesse ações da Motorola… rsrs

– Foxconn contratará 1.000.000 de robôs para substituir funcionários!

 

A informação é do próprio presidente da Empresa, reproduzida com exclusividade pela Isto É Dinheiro desta semana (citação abaixo): será comprada a quantidade de 1 milhão de robôs para substituir funcionários da Foxconn, a montadora da Applee de outros equipamentos/fabricantes de eletrônicos.

 

Empregos de força física estão em extinção…

 

MÃO DE OBRA BARATA. AINDA MAIS.

 

Plano da Foxconn, que fabrica iPads, de substituir operários por robôs tem o objetivo de reduzir custos trabalhistas, mas também sinaliza mudanças no perfil da empresa

 

por Clayton Melo

 

Imagine uma grande linha de produção numa fábrica de equipamentos eletroeletrônicos, como smartphones e tablets. Para completar, visualize vastos cordões de trabalhadores, todos uniformizados e operando máquinas. Agora, faça uma mudança: no lugar dos operários, pense num batalhão de robôs. É isso o que deve acontecer numa das maiores fabricantes de tecnologia do mundo, a taiwanesa Foxconn. A companhia, responsável pela fabricação de produtos da Apple, anunciou que pretende comprar um milhão de robôs. Eles substituirão gente de carne e osso em tarefas rotineiras, como a montagem de iPhones e iPads.  

A informação foi dada pelo próprio CEO da Foxconn, Terry Gou. A medida suscita várias discussões, em função da importância da Foxconn no mercado global e das implicações sociais, de negócios e recursos humanos embutidas no projeto. O primeiro ponto a se observar é que a fabricante asiática ficou famosa não apenas por sua grandiosidade – ela faturou US$ 100 bilhões em 2010. A principal razão é o histórico de mortes que a acompanha: duas dezenas ou mais de funcionários tentaram se suicidar no ano passado, jogando-se das janelas dos prédios da companhia. Ao menos 14 deles morreram. Motivo: as péssimas condições de trabalho, com salários paupérrimos, cobranças excessivas e longas jornadas.

É por acontecimentos desse tipo que a substituição de operários por máquinas foi interpretada por alguns como uma tentativa da Foxconn de acabar com os suicídios em suas dependências. Esse aspecto pode até ter sido levado em consideração. Mas há indícios suficientes para crer que as motivações de ordem econômica e de readequação de mercado são mais fortes. A automatização é uma maneira de driblar o aumento dos custos trabalhistas na China, onde a companhia mantém 1 milhão de funcionários. De quebra, a robotização do chão de fábrica pode aumentar a eficiência e a competitividade no mercado internacional. Há que se considerar também que a economia chinesa procura ingressar numa nova fase, deixando para trás a imagem de fabricante de cacarecos tecnológicos. 

 

Nesse sentido, o país ensaia fazer o que os coreanos fizeram há muito tempo: qualificar sua indústria, investindo em alta tecnologia e design de ponta. A explicação contida no comunicado distribuído pela Foxconn corrobora essa tese. A automação, segundo a empresa, tem o objetivo livrar os trabalhadores das tarefas repetitivas para que possam ocupar posições de “mais alto valor agregado na produção, como pesquisa e desenvolvimento”. A orientação do governo chinês para as empresas do país é exatamente essa. A PhD em economia Cristina Helena de Mello, professora de macroeconomia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), verificou isso in loco, conforme ela me relatou. 

Em visita recente à China, ela ouviu de representantes de universidades e companhias locais que a recomendação do governo é clara: é necessário investir em negócios relacionados à alta performance, que se destaquem pela qualidade. Em outros termos, é deixar de lado os Xing Lings da vida, como se diz popularmente, e se colocar como um país tecnologicamente inovador. Embora ainda seja cedo para saber perfeitamente aonde a Foxconn vai chegar com a “contratação” maciça dos robôs, é plausível pensar que sua estratégia seja pavimentar o caminho para voos mais ambiciosos.

– A Incrível Falta de Professores na FEA-USP

 

Sobram vagas para professores de Economia na USP?

 

É mais ou menos isso… A redução no quadro docente e a falta de especialistas em algumas áreas tem feito a USP mudar a grade curricular para poder tocar seus cursos.

 

Extraído de OESP, 08/08/2011, pg A15

 

FEA-USP PERDE DOCENTES E REVÊ GRADE DE CURSO

 

Por Carlos Lordelo

 

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP vai enxugar a grade do curso de Economia em razão da falta de professores para lecionar matérias optativas eletivas. Das 50 disciplinas à disposição dos alunos, cerca de metade é oferecida com regularidade. Os estudantes precisam cursar entre 9 e 13 para se formar.

O Departamento de Economia da FEA tem hoje 69 professores. Desses, 17 já passaram da idade de se aposentar e 3 estão licenciados. Há duas décadas, estima-se em 120 o número de docentes. À medida que o contingente foi diminuindo, algumas disciplinas praticamente deixaram de existir, pois haviam sido criadas como resultado de pesquisas de professores.

Alunos dizem que matérias como Economia Agrícola, Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Economia e Responsabilidade Social não abrem turmas há pelo menos três anos.

A faculdade enfrenta dificuldades para recompor o quadro de professores, entre outros motivos, por causa do aquecimento da economia. Profissionais bem formados estão sendo disputados pelas empresas. Além disso, a FEA sofre concorrência de instituições privadas – como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper – que também atraem professores iniciantes. No ano passado, a USP não conseguiu preencher duas vagas abertas para docentes de Economia.

A reportagem tentou contato com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, mas ele está viajando. O chefe do Departamento de Economia, Denisard Alves, e a coordenadora do curso, Vera Fava, não quiseram se manifestar.

Os professores do departamento têm até o dia 2 de setembro para votar as mudanças na grade. As alterações ainda devem ser apreciadas por órgãos colegiados da FEA e da universidade. Se aprovadas, passarão a valer para os ingressantes a partir de 2013.

Duas propostas estão em jogo. A primeira, da coordenadora Vera Fava, prevê a reorganização das eletivas em 10 módulos – matérias de seis créditos-aula e dois créditos-trabalho que seriam ministradas por entre dois e quatro professores. Além das obrigatórias, o aluno cursaria cinco módulos para se formar. Hoje, duas matérias funcionam nesse esquema: Organização Industrial e Antitruste e Avaliação de Políticas Sociais. Créditos-trabalho servem para compensar o aluno pelas atividades extraclasse.

A outra sugestão veio do professor Rodrigo De Losso. A ideia é adicionar dois créditos-trabalho às obrigatórias centrais do curso (Macroeconomia, Microeconomia e Econometria), o que implicaria a redução da carga horária destinada às matérias optativas de 26% da grade para 16%. “Temos muito mais eletivas no currículo do que seria salutar, considerando o número de professores do departamento”, disse o docente ao Estadão.edu.

Pela proposta, a FEA também teria de fazer uma faxina nas optativas de Economia, sendo obrigada a oferecer 15 disciplinas todo ano. Para colar grau, o aluno precisaria pegar oito. “Queremos que nosso aluno seja um exemplo de formação em Economia.” Segundo De Losso, as mudanças vão aumentar a eficiência do departamento. “Hoje é uma confusão, porque tem um monte de disciplinas em que professores ministram aulas para 10, 12 alunos.”

 

Debate: Estudantes ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato fizeram ressalvas às duas propostas, mas dizem preferir a do professor De Losso. Eles acham a ideia dos módulos difícil de ser executada porque exige sintonia entre os docentes que lecionam a mesma disciplina. “Além disso, acabaria com as matérias atuais e passaríamos a ter eletivas totalmente novas”, afirmou uma aluna do 2.º ano.

Por outro lado, disse essa mesma estudante, a limpeza proposta por De Losso facilitaria a vida do aluno na hora de planejar sua formação. “Da forma como é hoje, não dá para saber quais e quando as eletivas serão oferecidas.”

Apesar de não ter feito nenhuma optativa até agora, um calouro acredita que a mudança do currículo vai afetar a “pluralidade” do curso. “A universidade deveria ser um espaço de debate. Quanto menos professores e matérias, menos espaço para a circulação de ideias.”

Outro aluno, do 3.º ano, se diz preocupado porque a faxina na grade poderia deixar de fora disciplinas que são ministradas por docentes aposentáveis, a exemplo de Economia Política Contemporânea e Metodologia da Economia. “As propostas são uma ameaça à diversidade que poderíamos ter em nossa formação. Mas a falta de professores talvez seja uma realidade a que temos de nos adaptar.”

– A Maior Fabricação de Automóveis do Mundo está no Brasil!

 

A maior capacidade produtiva de uma montadora é da Volkswagen, na sua matriz na cidade alemã de Wolfsburg. Lá são produzidos 740.000 veículos, com possibilidade de até 950.000 no ano.

 

Porém, a unidade brasileira da FIAT alcançou o recorde mundial de 760.000 veículos produzidos em Betim/MG. Número quase igual aos de carros produzidos no Brasil inteiro por todas as montadoras no começo dos anos 2000.

 

Estamos ou não vivendo um novo momento na história produtiva do Brasil? Já imaginaram se os impostos não fossem exorbitantes e extorsivos à população e aos fabricantes?

 

Claro, tal número é importante para toda a cadeia produtiva. Jundiaí, por exemplo, tem um sem-número de fabricantes de peças às montadoras e que beneficia sua população por isso. É pura geração de riqueza.

 

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– China pressiona EUA para pagar dívidas! Quem diria…

 

E a China pressionando os EUA para evitar o calote?

 

Quem diria…

 

Um dia a potência mundial foi a Grécia. Hoje ela é uma grande massa falida. Depois Roma, Otomanos, Bizantino… mais recentemente, Portugal, Espanha, Holanda, França, Inglaterra….

 

EUA recebendo cobranças da China! Estamos entrando num novo patamar de soberania mundial?

– Campari compra a cachaça Sagatiba

 

Vale misturar nos negócios, não nas doses: Campari arremata a pinga Sagatiba por US$ 26 milhões. O próximo passo será a internacionalização da marca.

 

Extraído de: Globo Economia (clique acima para link)

 

GRUPO CAMPARI COMPRA CACHAÇA SAGATIBA

 

MILÃO e SÃO PAULO – A italiana Davide Campari-Milano anunciou nesta quinta-feira a compra da marca brasileira de cachaça Sagatiba por US$ 26 milhões.

A Campari também pagará um valor adicional equivalente a 7,5% das vendas anuais da Sagatiba -fundada pelo empresário Marcos de Moraes (filho do ex-rei da soja Olacyr de Moraes)- nos oitos anos subsequentes à conclusão da operação, conforme comunicado.

A compra da Sagatiba ocorreu depois que a Campari acertou no início do ano passado um acordo de distribuição da marca no Brasil e América do Sul, ampliando para cerca de 40 a base de países onde a cachaça é vendida no mundo. O acordo marcou a entrada do grupo italiano no mercado de cachaça, um dos mais fortes da indústria de bebidas do Brasil.

Representantes da Sagatiba não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

A companhia italiana, que detém as marcas de vodca Skyy e de uísque Glen Grant, além de mais de 40 outros rótulos, havia afirmado em novembro que tinha munição suficiente para superar sua maior aquisição até então, a da marca de uísque Wild Turkey em 2009, por US$ 575 milhões.

A Campari registrou lucro líquido de 75,3 milhões de euros (US$ 107 milhões) no primeiro semestre, 8,7% superior ao visto um ano antes. Já as vendas no período cresceram para 589 milhões de euros.

– Redução do IPI até 2016: Parabéns ao Governo

 

Parabéns à iniciativa do Governo Federal em incentivar a indústria local. Dona Dilma prometeu redução de IPI até Julho/2016 às empresas que utilizarem peças nacionais na fabricação de veículos.

 

Ótimo. Infelizmente, pagamos muito imposto sobre tudo, e tal medida favorece a indústria, consumidores e o próprio Governo, que arrecada mais pelo volume de vendas. Mas… não poderia estender à outros setores da Economia?

 

Dois exemplos:

 

1-Falta botões para a indústria têxtil. Vender uma camisa no Brasil custa caro. Então, exportamos botões bem baratos à China (que usa mão de obra ainda mais barata) e compramos as camisas de lá, gerando emprego aos chineses e onerando o fabricante nacional de camisa, judiando pelos impostos e pela concorrência.

 

2-Falta etanol de cana em estoque no Brasil. As usinas produtoras vendem nosso etanol barato aos americanos, e o Governo é obrigado a comprar etanol de milho dos EUA para não faltar aqui.

 

E você, o que acha dos impostos brasileiros? Deixe seu comentário:

– A Venda da Schincariol: Gente inteligente é Diferente…

 

Divulgou-se que a SAB-Muller negociava com a Schin (Folha de São Paulo, clique acima); deram data para anunciar que a Heineken iria no final de Julho/ começo de Agosto finalizaria a compra da marca de Itu (IG Economia, clique acima).

 

Surpreendentemente (ou não), quem levou a Schincariol (cervejas e refrigerantes) foi a japonesa Kirin! Quase 4 bilhões de reais por metade + 0,45% da empresa.

 

Os negócios ventilados acima eram verdadeiros ou boatos de mercado favorecendo uma terceira negociação?

 

Extraído de: Terra Invertia (Clique acima para citação)

 

JAPONESA KIRIN COMPRA CONTROLE ACIONÁRIO DA SCHINCARIOL POR R$ 3,95 BI

 

O grupo japonês Kirin anunciou nesta segunda-feira a aquisição do controle da cervejaria brasileira Schincariol por R$ 3,95 bilhões.

A Kirin comprou a Aleadri-Schinni Participações e Representações, de Alexandre e Adriano Schincariol. A holding Aleadri-Shinni tem 50,45% das ações da Schincariol.

“A aquisição irá se somar à estratégia internacional integrada de bebidas do grupo, dando à Kirin uma sólida base no mercado brasileiro, que apresenta rápido crescimento, em adição à base já existente nas regiões da Ásia e da Oceania”, afirmou a Kirin em comunicado em seu site.

A Kirin espera que o crescimento no país se mantenha estável, impulsionado pela expansão econômica e pelo aumento da renda das famílias. A Schincariol tinha despertado o interesse de cervejarias globais como Heineken e SABMiller.

A Schincariol – dona das marcas Nova Schin, Devassa, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn, além de refrigerantes, sucos e água – teve teve lucro líquido de R$ 54 milhões em 2010 e receita líquida de quase R$ 2,9 bilhões.

A conclusão da operação está prevista para o terceiro trimestre deste ano, após passar por análise antitruste.

Além do setor de bebidas alcóolicas e não alcóolicas, o grupo Kirin atua nos setores farmacêutico e bioquímico, assim como na área de produtos lácteos e de alimentação. Nos últimos anos, o grupo Kirin realizou aquisições em países como Cingapura e Filipinas.

– Caixa da Apple e Reservas dos EUA

 

Divulgou-se que a Apple sozinha tem mais dinheiro em caixa do que os próprios EUA! Será?

 

Sinceramente, não acredito. Isso não quer dizer que a empresa não seja absurdamente forte financeiramente. Mas algo curioso: vejo a manchete “o Segredo da Apple” e fiquei interessado. Mas quando li… 

Quer matar a curiosidade sobre qual é este segredo? Clique em: http://is.gd/GmGiN6

– Brasil Aumenta Exportação de Álcool aos EUA em mais de 50%. E importa Etanol de Milho…

 

Vamos importar etanol de milho dos EUA (a um preço caro), ao mesmo tempo que vendemos etanol de cana-de-açúcar à eles (a um preço barato).

 

Enquanto isso… o consumidor brasileiro banca a lucratividade dos usineiros e o Governo finge que trabalha para sanar a situação.

 

Extraído de: http://is.gd/ZNphCc

 

CRESCE EM 52,3 % A EXPORTAÇÃO DE ÁLCOOL PARA OS EUA

 

Enquanto o Brasil enfrenta a perspectiva de uma safra de cana-de-açúcar pouco produtiva, foram exportados só para os Estados Unidos 183,5 milhões de litros de etanol no primeiro semestre, crescimento de 52,3% em relação ao mesmo período de 2010.

Esse volume corresponde a 5,7% da produção nacional. Seria o suficiente para evitar, por quase dois meses, a redução da mistura do etanol à gasolina de 25% para 20%, medida cogitada pelo governo para evitar a alta dos preços e a escassez nos postos.

Na mesma medida em que as usinas brasileiras exportam durante a safra, que vai de abril até outubro, no momento da entressafra os produtores terão de importar etanol de milho americano para abastecer o mercado interno. O ciclo se repete há anos.

Não há incentivos para estocagem, por isso o produtor prefere vender para um mercado cativo.

“Qual é o sentido de a usina, que tem alta produção em julho e agosto, sentar no seu excedente de álcool, guardar e não vender?”, questiona o gerente de exportação da corretora de etanol SCA Etanol do Brasil, Renato Bastos.

O governo brasileiro prometeu que serão aprovadas dentro de poucos dias condições especiais de financiamento para estoque, mas a medida não terá mais efeito para esta safra.

Segundo Bastos, os contratos de venda para os EUA foram fechados em janeiro, quando as usinas não tinham ideia da produtividade e a demanda americana era alta.

Nos Estados Unidos, uma lei federal determinou cotas do chamado etanol avançado, categoria menos poluente e mais eficiente na qual o etanol de cana se enquadra, e o de milho, não.

Cerca de 99% da produção de etanol nos EUA é de milho.

Em 2011, as distribuidoras americanas vão precisar de 1,135 bilhão de litros do etanol de fora para cumprir a meta oficial. O principal fornecedor natural é o Brasil.

O setor estima que a produtividade será 12% menor que em 2010 e que não haverá álcool suficiente nem para brasileiros nem para americanos, que em 2012 vão precisar de 2 bilhões de litros para cumprir a meta.

Assim, o Brasil deve importar, durante a safra, o etanol de milho que os Estados Unidos querem descartar.

– Empreendedor, Vencedor, Milionário e… Trabalhador! A História de Rubens Menin, da MRV

 

Aos 23 anos, após construir uma casa de baixo custo aos tios, um jovem empreendedor não deixou passar a oportunidade que vislumbrou: construções populares!

 

Ele é Rubens Menin, o retrato perfeito do Brasil de oportunidades que dá certo à quem trabalha. O administrador da Construtora MRV, uma das principais do Brasil e a número 1 em metros quadrados construídos no país, foi tema da Revista Época Negócios (Ed Julho/2011, por Darcio Oliveira, pg 90-103), que em 13 interessantes páginas retratou o dia-a-dia de labuta do engenheiro. Abaixo:

 

SUA CASA, MINHA EMPRESA

 

Que imóvel, que nada. Rubens Menin levanta antes do sol nascer, viaja dois dias por semana para estudar terrenos, impõe metas para construir apartamentos com cada vez menos recursos e gente, é pródigo em programas de cortar custos e até criou uma moeda própria. Foi assim que a MRV se tornou a empresa que mais constrÓi no Brasil. E, com uma (grande) ajuda do governo federal, está no caminho de passar os chineses e virar a maior do mundo.

 

É madrugada em Belo Horizonte e, como sempre ocorre nas madrugadas de terças e quartas-feiras, lá está o engenheiro Rubens Menin Teixeira de Souza, fundador e presidente da construtora MRV, pronto para embarcar em seu jato executivo – um Cessna Citation XLS 2009, avaliado em US$ 12 milhões. O destino desta vez é Campinas, mas poderia ser qualquer uma das 94 cidades cobertas pela construtora, a maior do Brasil no segmento de baixa renda. Enquanto o piloto liga os motores, Menin começa a trabalhar. Tira do bolso da camisa um surrado gravador e dispara: “Sete cidades a visitar. Quinze terrenos, algumas obras. Possível estreia em Araras”. Às 5h50, o avião decola. Em uma hora Menin estará no interior de São Paulo. De Campinas, seguirá de carro para Araras, Limeira, Americana, Paulínia, Itu e Jundiaí, num périplo que só terminará às 6 da tarde, quando a falta de luz impede uma análise mais minuciosa dos terrenos. O presidente da construtora diz que faz questão de conhecer in loco a matéria-prima da MRV. É da opinião de que engenheiro tem de sujar as botas, sentir o cheiro da terra, ouvir o barulho de bate-estaca. “Escritório de engenheiro é canteiro”, diz, com seu forte sotaque mineiro e a simplicidade de quem passou boa parte da vida entre pedreiros e mestres de obras, avaliando cada metro quadrado de um novo empreendimento da MRV.

Este ano a empresa assumiu a ponta do ranking nacional da construção civil, que tem como base o desempenho em 2010. A MRV ergueu 6,8 milhões de metros quadrados, 400 mil a mais que a segunda colocada, a Gafisa. Construiu 26 mil apartamentos e atingiu a marca de 47 mil lançamentos (na planta), objetivo que previa alcançar só na metade de 2011. O desafio agora é cumprir a promessa de erguer 70 mil unidades ao ano. Se conseguir, será a maior construtora do mundo em volume, à frente da chinesa Vanke e da mexicana Homex. Seu horizonte é 2015, mas Menin acredita que dá para antecipar a festa. O otimismo vem de um poderoso estímulo anunciado em junho pela presidente Dilma Rou¬sseff: a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de até 2,6 milhões de moradias num prazo de quatro anos. A MRV, sozinha, respondeu por 12% dos contratos do Minha Casa 1 e espera aumentar essa taxa na nova versão. É, entre as grandes, a única construtora voltada 100% à baixa renda e a única com alcance nacional, presente em 17 estados brasileiros. “Temos caixa, conhecimento, capilaridade e capacidade produtiva. Não estou dizendo que será fácil, mas é perfeitamente possível romper a barreira dos 70 mil”, afirma Menin.

O avião aterrissa e ele interrompe a conversa. Tem de encontrar o diretor Lucas Cabaleiro e dois engenheiros da regional de Campinas. Menin desce apressado do Citation. Carrega duas maletas, onde estão guardados seus instrumentos de trabalho – laptop, iPad, iPhone, BlackBerry –, e se curva para passar pela portinhola do avião. É um homem alto, de 1m94, cabelos brancos, sobrancelhas pretas, que sorri pouco e fala bastante. Parece bem-disposto para os seus 55 anos, mas anda reclamando da falta de tempo para fazer exercícios físicos. Veste-se corretamente para a ocasião: calça e camisa confortáveis, sapatos pretos, uma malha Lacoste, preta. São quase 7 horas e o termômetro marca 8 graus em Campinas. Ele entra no carro de Cabaleiro, que dispara para a rodovia Anhanguera. Durante o trajeto, o presidente da MRV não larga o iPad. Acessa o Google Maps, depois o Google Earth, o Street View e vai antevendo, ali na telinha, o que virá mais à frente, os terrenos de Araras. “Essa combinação de Apple e Google é uma maravilha. É a tecnologia a favor da engenharia civil”, diz. Dez minutos no primeiro terreno, 20 no segundo. Pisa daqui, pisa dali, calcula a metragem, mete a mão na terra, olha o entorno, pergunta sobre o comércio e as condições de saneamento, põe os óculos, tira os óculos e dá o veredicto, sempre ao gravador. Clic: “Araras, aprovado. Falta o estudo de viabilidade comercial”. Clic.

De volta ao carro, retoma com segurança o assunto cortado: “…É perfeitamente possível romper a barreira dos 70 mil”. Mas existem obstáculos. Se o Minha Casa, Minha Vida 2 funciona como estímulo, o atual momento da economia brasileira, com alto endividamento das famílias e expectativas de esfriamento do consumo, pode ser um entrave para o ritmo de crescimento da MRV. Para que a turma de Menin consiga levantar o troféu de maior construtora do mundo, não basta contar com a autoproclamada excelência operacional. A máquina toda terá de funcionar perfeitamente: uma engrenagem que vai desde a desburocratização dos contratos de financiamento até a capacidade do mercado de absorver novas moradias e um crescimento econômico que seja capaz de sustentar o aumento de renda da população. O governo tem um problema a resolver, que é elevar o crédito da habitação sem que isso comprometa as contas públicas. Ainda assim, a presidente Dilma parece disposta a manter sua promessa de campanha de reforçar os programas sociais, sobretudo aqueles voltados à moradia popular. Em meados de junho, o governo anunciou até R$ 140 bilhões em financiamentos e subsídios para o Minha Casa, Minha Vida 2, 80% desse volume gerado nos cofres da Caixa Econômica Federal. É o dobro do que foi destinado para a primeira fase do programa. Menin aplaudiu a notícia.

Hoje, 84% das receitas da MRV vêm dos contratos assinados em cima do programa federal. Para alguns analistas, a forte exposição ao governo é um risco. O engenheiro diz que dorme tranquilo. “O Minha Casa, Minha Vida pode até mudar de nome, mas não vai acabar. Além disso, nós trabalhamos mais com a faixa de três a dez salários mínimos, que não tem subsídios”, diz. Um concorrente de Menin chegou a afirmar que o programa habitacional do governo deveria estar na Constituição, assim como o Bolsa Família. “Quero ver o político que vai ter coragem de encerrar esses programas”, diz. Outro problema apontado por analistas é a falta de mão de obra. Menin minimiza. “Basta ter um pouco de criatividade e usar o aumento dos salários do setor para atrair profissionais de outras categorias.” Como exemplo, cita o caso dos serventes de pedreiro que hoje ganham R$ 1 mil, mais do que um caixa de supermercado, um balconista ou um frentista. “Em janeiro de 2010 tínhamos 12 mil homens em nossos canteiros. Investimos em capacitação e hoje temos 27 mil.” Ele costuma ser a voz dissonante do setor. Aos que dizem que os fabricantes de material de construção não estão preparados para um aumento explosivo da demanda, responde: “Balela. Não vai faltar insumo no Brasil”. Sobre a escassez de terrenos: “É só procurar. A Região Leste do Rio tem terreno de sobra. Belo Horizonte e as cidades menores do interior de São Paulo também. E o Nordeste, em comparação com os grandes centros, é quase virgem”.

Filho de engenheiros, Menin acostumou-se desde menino às coisas do setor. Sua mãe, Maura, foi a terceira mulher formada em engenharia em Minas Gerais. Do pai, Geraldo, herdou o gosto pela literatura e pelas estatísticas. “Ele me ensinou que conhecer os indicadores dos municípios é fundamental para nossa profissão, bem como a cultura de cada região do Brasil.” Foi o pai quem deu o primeiro empurrão ao aspirante a construtor. Recém-formado, o jovem Menin, então com 23 anos, convenceu-o a comprar um terreno onde pudesse construir uma casa para os tios, em dificuldades financeiras. Seu Geraldo só impôs uma condição para financiar a obra: o filho deveria projetar algo bom, bonito e barato. Menin acatou, ergueu a casa na rua dos Maçaricos, Zona Norte de Belo Horizonte, e não parou mais de fazer moradias populares. Enquanto ele fala do início da MRV, o carro para em um canteiro em Limeira. O empresário abre a janela e aponta para a entrada da obra. “Antigamente só se viam bicicletas no estacionamento. Agora os pedreiros têm moto e carro 1.0. É o aumento real de renda. Que o Brasil continue assim.” Põe o capacete e entra na construção. Conversa com o engenheiro responsável, faz cara de poucos amigos e volta ao carro. Gravador em punho, verbaliza a decepção: “Deveria ter mais bate-estacas e mais homens no canteiro. Resolver isso amanhã”.

Produtividade é fundamental para uma empresa que pretende praticamente dobrar de tamanho nos próximos anos. Hoje, a MRV faz, em média, 170 unidades por dia. Para alcançar as 70 mil ao ano, terá de produzir 6 mil apartamentos mensais, o que dará 300 unidades diárias. Desde 2005, a construtora vem se preparando para aumentar o ritmo de produção. Naquele ano, eram necessários 12 homens para construir um apartamento por mês. Hoje, esse número foi reduzido para sete e a meta é chegar ao final de 2011 com seis profissionais por unidade. A agilidade foi conquistada graças ao modelo padronizado de construção e ao aumento de mecanização nos canteiros. Todos os apartamentos da MRV são iguais. Uma unidade em Fortaleza, por exemplo, terá os mesmos pisos, esquadrias e acabamentos de outra em Campinas. E as paredes são montadas em blocos de concreto, de alta resistência, dispensando vigas e pilares. É o que o setor chama de alvenaria estrutural. As demais estruturas, como as lajes, podem ser desenvolvidas na forma de kits, montadas nos canteiros e içadas para os apartamentos. É como brincar de Lego, usando argamassa e cimento. “Tudo isso simplifica o processo e reduz o tempo de produção, além de gerar uma economia de 30% em relação aos sistemas convencionais de construção”, diz Eduardo Fischer, diretor de produção e responsável pelo projeto Novíssima MRV, cuja principal atribuição é estudar e desenvolver materiais que possam ser usados no futuro.

 MAIS COM MENOS

A própria natureza do imóvel contribui para um ciclo menor de produção. Uma construtora voltada à alta renda usa, em média, 1,2 mil insumos para montar um apartamento. No caso da MRV, são cerca de 150. Todas as negociações para compra de material são feitas na central de Campinas. Quando os seis escritórios regionais da construtora fazem os pedidos, a central registra e os fornecedores recebem a informação em tempo real. As encomendas são entregues diretamente nas obras. Com tantos lançamentos simultâneos, a MRV consegue poder de barganha suficiente para reduzir o impacto das constantes elevações de preços dos materiais de construção. Quanto maior a escala, maior a força de negociação. Contribui para isso o fato de a empresa investir na ampliação da capacidade produtiva de alguns de seus fornecedores. Para muitos deles, a construtora é a principal cliente.

Por tudo isso, a MRV consegue construir um apartamento gastando cerca de 10% a menos do que as concorrentes. Os imóveis são vendidos por R$ 100 mil, em média. Não dá para comparar com um apartamento de luxo, mas, no conjunto, o esforço vale a pena. O faturamento da empresa chegou a R$ 3,7 bilhões no ano passado. E sua margem de lucro é a maior do setor. “Menin trabalhou bem a questão da logística e da padronização”, diz Antonio Guedes, presidente da concorrente Living, o braço popular da Cyrela. Sobre a chance de atingir as 70 mil unidades ao ano, o rival comenta: “Não sei se dá. Eles têm a vantagem de conhecer profundamente o segmento econômico, mas o êxito no projeto dependerá de uma série de fatores que escapam ao controle da empresa”.

Menin agora está em Paulínia. Comenta o crescimento do município em função da indústria petroquímica e do polo de cinema e revela que encontrou uma área com capacidade para abrigar até 4 mil apartamentos, praticamente uma cidade MRV. Hoje, a construtora tem 300 canteiros em operação, com tamanho médio de 250 apartamentos. A estratégia é aumentar o volume para 500 unidades, mantendo o mesmo número de canteiros. Outro movimento é entrar em cidades com população acima de 100 mil habitantes, caso de Araras. Durante muito tempo a nota de corte da MRV era de 200 mil. “Quem está gostando da novidade é meu filho Rafael, diretor responsável pelo Nordeste. Ao reduzirmos o limite, vários municípios da região entraram em nosso radar.”

Rafael, de 30 anos, não é o único herdeiro a trabalhar na MRV. A filha Maria Fernanda, de 31, advogada, acaba de ser promovida a diretora jurídica. João Vitor, o mais novo (29) é diretor do banco Intermedium, também de Menin, uma instituição de pequeno porte que atua com middle market e crédito imobiliário. Quando Rafael e Maria Fernanda manifestaram a vontade de fazer parte da MRV, Menin lançou o desafio: só entrariam na empresa se conseguissem indicar mais 40 amigos, de confiança e com potencial, para trabalhar na companhia. Cumpriram a meta. A MRV virou uma espécie de grande família corporativa. “Há vários filhos e sobrinhos de diretores trabalhando aqui”, conta Rafael. Segundo Menin, tudo é feito na mais absoluta transparência, e os parentes e amigos passam pelos mesmos testes de aprovação de qualquer outro candidato. Por que ele faz isso? “É bem melhor trabalhar com gente conhecida. Consigo moldar os funcionários à cultura da casa e, de quebra, garanto baixa rotatividade.” A retenção é facilitada pelos pacotes de bônus e ações da empresa que ele distribui para os funcionários, sobretudo para os que vão alcançando cargos mais elevados. Atualmente, R$ 317 milhões, o equivalente a 4,8% do capital, estão nas mãos de executivos e conselheiros.

A política de bonificação vem desde o início da MRV, quando a construtora atuava apenas nos bairros periféricos de Belo Horizonte. É desta época também a obsessão de Menin por custos, prática que livrou a empresa de fechar as portas durante o choque do petróleo, no começo dos anos 80. Outras 15 construtoras populares de Minas Gerais não tiveram a mesma sorte. Passada a turbulência, a enxuta MRV começou a crescer. “A cultura de corte de custos adotada nos tempos de vacas magras foi essencial para que entrássemos em boa forma na era da estabilidade econômica”, diz Menin. De Belo Horizonte, ele partiu para o triângulo mineiro e depois para o interior de São Paulo. A empresa ganhava corpo. E os programas de redução de custos permaneciam como parte integrante do negócio, sob os mais diversos nomes: Projeto Canivete, Banco de Ideias, Brigada de Custos.

Neste último, mais recente, cada um dos 29 diretores foi obrigado a eleger uma área de corte. O presidente ficou com a telefonia. Garante que reduziu em 20% as despesas. A coisa é levada tão a sério que 30% dos bônus da diretoria no final do ano dependem do desempenho na Brigada. O empresário também criou a moeda MRV. Vale R$ 35,04. Sua explicação é que, num país com inflação de 5% a 6%, é preciso criar um parâmetro para não perder o controle. Todos os relatórios de compras são contabilizados nesta moeda. “Hoje, nossas despesas gerais administrativas são 30% inferiores às de nossos rivais. Isso gera um aumento de 2% na margem líquida. É muita coisa.”

AJUDA DOS BANCOS_ Apesar dos custos reduzidos e da margem alta, o próprio Menin admite que o cofre da MRV não será suficiente para financiar o projeto 70 mil. Suas contas apontam para um investimento acima de R$ 4 bilhões. Parte do montante terá de ser negociado no mercado. Empresa de capital aberto, a MRV não cogita – ao menos por enquanto – uma nova incursão na bolsa. “Realizamos o maior IPO do setor em 2007 e fizemos nova chamada em 2009. Aliás, fomos a primeira empresa a voltar à bolsa depois da crise”, diz. “Mas agora nossa ideia é buscar a capitalização pelos meios tradicionais, no sistema financeiro.” O histórico da MRV é um ponto a favor, claro, mas os emprestadores costumam julgar o momento atual da economia e os números mais recentes das construtoras. E os últimos meses não foram exatamente inspiradores para nenhuma representante do setor. “No quarto trimestre de 2010, a MRV estourou o orçamento das obras e os investidores torceram o nariz”, afirma Armando Halfeld, analista do setor de construção civil da Ativa corretora. “Deslizes operacionais, num ambiente macroeconômico incerto, são um problema.”

Dados da Ativa mostram que, de 1º de dezembro de 2010 a 20 de junho deste ano, as ações da MRV registraram queda de 19,7%. O iBovespa do setor caiu 14,3%. A favor das construtoras brasileiras está o potencial do mercado. O déficit habitacional brasileiro é grande, de 5,8 milhões de moradias, e formam-se 1,5 milhão de famílias a cada ano, segundo o IBGE. Existe a expectativa de que o setor volte a experimentar uma onda de investimentos durante a próxima década. “Mas, no curto prazo, a tendência é de certa desaceleração”, afirma Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores. “O programa do governo é um importante gatilho e o segmento popular vai se beneficiar disto, sem dúvida, mas não na mesma velocidade de outros anos.”

Diante de um estande de vendas, em Americana, o presidente sai do sério. Entra, conversa com os corretores, sai bufando e telefona para a secretária, Vanessa, pedindo que ela coloque na linha dois diretores responsáveis pelo atendimento ao cliente. “O estande de Americana está uma vergonha. Placa torta, corretores sem uniforme, chão sujo. Não adianta nada ter bom ponto e mau atendimento.” De volta à estrada, rumo a Itu, conta que criou o programa “Encantar o cliente”. Seus 29 diretores, ele incluído, são instruídos a falar diretamente com os consumidores, via telefone ou e-mail, de modo a encontrar alguma solução para eventuais problemas. “Se cada diretor encantar cinco clientes por mês, serão 150 no período.” Providencial a atitude de Menin. Entre janeiro e junho deste ano, a Fundação Procon recebeu 329 reclamações sobre a MRV. As concorrentes PDG Realty e Cyrela (incluindo seu braço popular, a Living) ficaram na casa das 50 queixas no período. A Gafisa recebeu 14, mas, computados os votos da marca Tenda, o número de broncas sobe para 458. As principais reclamações dizem respeito à cobrança de taxas de corretagem e atraso na entrega do apartamento. “Temos 300 canteiros em operação. Apenas quatro estão ligeiramente fora do cronograma”, diz Menin. “De qualquer forma, nós abrimos o canal direto com o cliente justamente para resolver essas questões.”

LUZ VERMELHA

Rubens Menin é um sujeito simples, avesso a holofotes e badalações. Habituou-se a deitar cedo –não sem antes ler algumas páginas de um thriller de John Grisham – e a levantar com o sol. Às 6 horas, já está de pé. Quando é dia de visitar terreno, pula da cama às 4h30. O café é balanceado: fruta, suco e queijo branco. Mas a frugalidade fica por aí. Durante a viagem pelo interior de São Paulo, parou quatro vezes na estrada para comer pão de queijo e esfiha. Na hora do almoço, a praça de alimentação de um shopping center salvou-lhe o dia. Picanha, arroz, feijão e farofa, à vontade. Ele garante que controla a alimentação quando está em casa – mas raramente fica em casa. É apreciador de café e vinho. E tem queda especial pela medicina. “Quase traí a engenharia”, diz. Como compensação, ganhou genro e noras médicos. Virou um amante do assunto. “Já leu o livro The Physician (O médico, traduzido no Brasil como “O físico”), de Noah Gordon? É fabuloso.” Outro dia se pegou dando conselhos médicos a um obeso e arfante motorista de táxi de Belo Horizonte. Por pouco não lhe prescreveu uma receita. As noras, no banco de trás, caíram na gargalhada. “Saí do carro com o sujeito me chamando de doutor”, conta.

Os sábados ele reserva para as partidas de tênis. É jogador e cartola. Todo final de ano organiza um campeonato divertidamente batizado de Rubão Close, inspirado no US Open. Nos últimos tempos, também vem aproveitando o final de semana para acompanhar a mulher, Beatriz, advogada e artista plástica, nas visitas à casa de campo que o casal está construindo em Nova Lima, interior de Minas. “É ela quem está construindo. Eu não dou palpite”, afirma Menin. Aos domingos, reúne os três filhos, genro e noras e os quatros netos para um almoço. Faltas são indesculpáveis. No final da tarde, sempre após o jogo do Atlético Mineiro, recolhe-se ao aposento que transformou em escritório para preparar o roteiro de trabalho da semana. Segunda-feira faz várias reuniões e cumpre os compromissos externos. Na terça e na quarta, viaja. Quinta e sexta passa o dia na empresa. Chega às 7h30 e sai às 8 da noite. É tido como um chefe camarada. “O Rubão é amigo dos funcionários, mas, como todo bom amigo, tem a liberdade e a obrigação de cobrar. E cobra muito”, afirma Hudson Andrade, diretor e primeiro funcionário da MRV. O presidente só não gosta de ser interrompido quando está concentrado em sua sala. Por isso, mandou instalar uma prosaica lâmpada vermelha na porta do escritório. Quando quer sossego, aciona a luz. Ai de quem desrespeitar.

Apenas uma vez, numa tarde de terça-feira, em dezembro de 2008, a secretária, Vanessa, foi obrigada a quebrar a regra. Com luz acesa e tudo ela transferiu uma ligação a Menin e foi logo avisando: “É a Dilma”. Do outro lado, impaciente, o presidente devolveu: “Que Dilma, Vanessa?”. Quando se deu conta de que se tratava da então ministra da Casa Civil, apressou-se. O telefonema foi breve: apenas uma convocação para estar em dois dias no Palácio do Planalto. Na quinta-feira, Menin entrou na sala de reuniões em Brasília e encontrou Dilma, Miriam Belchior (então secretária executiva do PAC) e Jorge Hereda, vice- presidente da Caixa – hoje, presidente. Do lado das empresas, Milton Goldfarb (PDG); Wilson Amaral (Gafisa), Elie Horn (Cyrela); Paul Altit (Bairro Novo) e João Rossi (Rossi). A turma ouviu as explicações sobre um novo programa chamado Minha Casa, Minha Vida, e saiu dali com a certeza de que a construção civil brasileira entraria num novo ciclo de crescimento. Menin era o mais entusiasmado. Se havia alguém naquela mesa com amplas possibilidades de multiplicar as vendas era a sua empresa, no mercado de residências populares desde 1979.

Hoje, ao olhar para o que construiu, Rubens Menin diz que se sente orgulhoso, mas insatisfeito. Quer chegar às 70 mil moradias, sonha em contribuir para acabar com o déficit habitacional brasileiro e garante que ainda está longe de pendurar o capacete. “Estamos no meio de uma revolução popular na habitação.” Passam das 6 da tarde, já está escuro, mas Menin pede para Cabaleiro parar o carro num terreno em Itu. “Não dá, Rubão. Tá um breu”, diz o amigo. Ao que o outro responde: “Apruma o carro e liga o farol alto. Quero ver a área”. Dever cumprido, hora de voltar ao Citation, estacionado em Jundiaí. Ele aperta o cinto de segurança, saca o iPad, acessa o twitter e pergunta: “Como se escreve o nome da nova ministra da Casa Civil? Com i? Dois efes?”. Dúvida sanada sobre Gleisi Hoffmann (com i e dois efes), ele volta ao twitter e coloca uma mensagem positiva a respeito da sucessora de Antonio Palocci. “Gostei do jeitão dela, sô. Assim como a Dilma e a Miriam Belchior, a Gleisi tem um perfil muito mais técnico que político. O Brasil precisa de gente assim. Há muita coisa a ser construída no país.”

De preferência, claro, por ele.

– Drogaria São Paulo + Drogão X Drogasil + Droga Raia?

 

Depois da união das megarredes Drogaria SP e Drogão, agora a Drogasil namora a Droga Raia.

 

Acabarão as farmácias de bairro?

– Puma + Greenpeace X Adidas e Nike

 

Numa jogada de marketing sensacional, somando-se responsabilidade social e visão estratégica, a grife esportiva Puma assinou acordo para eliminar substâncias tóxicas de seus produtos (para tristeza da Nike e Adidas, que não serão pioneiras nessa argumentação sócio-comercial).

 

Extraído de: http://is.gd/aZcHnx

 

PUMA SE COMPROMETE A ABANDONAR SUBSTÃNCIAS TÓXICAS

 

A Puma, terceira maior marca de roupas esportivas do mundo, se comprometeu a eliminar de seu processo de fabricação materiais tóxicos denunciados em uma campanha do Greenpeace, um passo que os responsáveis da ONG esperam que seja dado também por Nike e Adidas o mais rápido possível.

“Apreciamos a reação da Puma e seu compromisso de eliminar os químicos tóxicos tanto de seu processo de fabricação como de seus produtos até 2020. A Puma mostrou sua liderança neste área”, assegurou a porta-voz da campanha contra os materiais tóxicos da Greenpeace China, Li Yifang.

Desta forma, a Puma se tornou a primeira marca a anunciar um compromisso sério após o lançamento da campanha “Dirty Laundry” (“Roupa Suja”), que denunciou o vazamento de substâncias tóxicas aos rios chineses Yang Tsé e Pérola procedentes de fábricas que trabalham para muitas das grandes marcas de roupa.

Mais de dois mil voluntários tiraram suas roupas no último fim de semana em cidades como Pequim, Madri e Amsterdã para mostrar rejeição ao uso de poluentes em sua fabricação. Segundo o compromisso alcançado pela multinacional alemã, a Puma eliminará processos de fabricação que incluam componentes como o nonilfenol e os PFC, substâncias proibidas na União Europeia que podem produzir mudanças hormonais nos seres vivos.

“O Greenpeace vigiará de perto o desenvolvimento destes atos e em oito semanas nos darão um plano detalhado de realização, o qual seguiremos como guia”, declarou Li.

– Boa Imagem Frente a Sustentabilidade

 

Olha que bacana: o que as empresas fazem para melhorar a imagem em relação ao meio-ambiente.

 

Extraído de: André Julião, Revista Isto É, Ed 2135, 13/10/2010, pg 87-89

 

É POSSÍVEL UMA EMPRESA VIVER COM ESTA MARCA?

 

Assim como a petrolífera BP, responsável por cenas como a desta página (não disponível no blog), grandes corporações investem alto em profissionais com uma missão cada vez mais importante: limpar sua imagem do ponto de vista socioambiental

 

A sigla BP estará para sempre associada à imagem de animais cobertos de petróleo, agonizando durante a maior tragédia ambiental dos Estados Unidos. Em abril, um poço da petrolífera explodiu no Golfo do México. O fato foi sucedido por um vazamento que durou três meses. Apesar de não sofrer com imagens sendo exibidas por tanto tempo, o caso da Nike também é emblemático. Ainda é difícil não ligar a marca a pessoas trabalhando em condições precárias em fábricas na Ásia, desde que denúncias começaram a pipocar em meados dos anos 90. Evitar um grande prejuízo à imagem é um dos motivos
pelos quais as empresas investem cada vez mais em políticas de responsabilidade ambiental e social. “Temos que dissociar nosso crescimento de recursos naturais não renováveis”, disse à ISTOÉ Hannah Jones, VP de inovação e negócio sustentável da Nike, em visita recente ao Brasil.

Graças a Hannah, que chegou à empresa em 1998, a Nike vem se destacando em projetos sociais, melhorias nas condições trabalhistas de seus prestadores de serviço e no uso responsável de matérias-primas – a empresa não compra couro de produtores da Amazônia, por exemplo. “Embora ainda não se possa dizer que seja um caso exemplar, a Nike está fazendo a parte dela”, analisa Moysés Alberto Simantob, professor de inovação e sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

 

A BP está pagando caro por tratar a sustentabilidade como mera ferramenta de marketing. Seu valor de mercado caiu pela metade desde o acidente. Em 2000, a empresa mudou o significado de sua sigla de British Petroleum (petróleo britânico) para Beyond Petroleum (além de petróleo). A campanha, orçada em torno de US$ 200 milhões, queria enfatizar que a petrolífera investiria pesadamente em fontes de energia alternativas. Um estudo posterior, no entanto, mostrou que apenas 1% dos investimentos da BP era voltado para energia solar, enquanto 93% continuavam na matriz de sempre: petróleo.
 

Segundo Simantob, o caso da BP ensina algumas lições. Uma delas é que a sustentabilidade deve ser uma política de longo prazo. “Ficou provado que não havia um plano de contingência em caso de acidente”, diz o especialista. Outra, é que a credibilidade da empresa perante os investidores fica profundamente abalada depois de um acontecimento desse porte. Para sanar parte do problema, a relações-públicas Anne Womack-Kolton, que já trabalhou para o ex-vice-presidente americano Dick Cheney, foi contratada em junho com a complicada missão de tornar a empresa mais bem-vista aos olhos da opinião pública.


A prova de que mesmo empresas que realizam atividades de grande impacto ambiental podem ter uma imagem mais “verde” é a mineradora Vale. Apesar de suas escavações para extração de ferro, níquel, bauxita e manganês usarem máquinas pesadas movidas a combustíveis fósseis, a empresa tem bons indicadores de sustentabilidade. Um exemplo são os US$ 720 milhões que serão investidos até 2012 para a criação de três centros de pesquisa de tecnologias limpas. Já a previsão de investimentos na área social neste ano é de US$ 170 milhões. Vale, Nike e BP são três casos que mostram diferentes estágios da compreensão pelas empresas da importância da sustentabilidade. “Estamos todos apenas no começo de uma jornada”, define Hannah, da Nike.

– Pedágio por Km Rodado em Campinas e Indaiatuba?

 

O Governador Geraldo Alckmin declarou que até o final de ano, uma rodovia na região de Campinas e Indaiatuba (portanto, deve ser a Rod Santos Dumont), além de outras a serem escolhidas (com boas chances da Rod Ademar de Barros), testarão o chip do pedágio inteligente.

 

A idéia inicial será a de um selo no parabrisas contendo um chip, onde o valor do pedágio contará do ponto de entrada até o ponto de saída do motorista (ou seja, pagará o que rodar).

 

Nos EUA e Itália, já funciona assim. Mas as concessionárias de rodovias daqui já chiaram: alegam que será difícil fiscalizar se os motoristas usarão os selos-chip, e que o prejuízo será enorme.

 

Ué, por que não fazem pedágios mais baratos? A Rod Constâncio Cintra (a Estrada de Itatiba) não está duplicada, continua perigosa, mas tem praça de pedágio! Aliás, é ela quem financia a obra. Assim, até eu duplico rodovia…

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Pacote Governamental dos Combustíveis

 

Na próxima 4ª feira, segundo a Revista IstoÉ, o Governo Federal colocará em vigor uma série de medidas a fim de evitar a eminente falta de álcool (etanol) e aumento no preço da gasolina. São elas:

 

– Redução de 25% do álcool anidro para 18% na mistura com a gasolina;

– Importação de gasolina do Oriente Médio e Venezuela (ué, mas e a auto-suficiência…?);

– Aumento em 7% na produção própria de combustíveis da Petrobrás;

– Empréstimos e Financiamentos com juros baixos aos usineiros via Banco do Brasil;

– Desestímulo à exportação do açúcar;

– Possível redução da CIDE (imposto da gasolina).

 

Abaixo, a matéria extraída de: http://www.istoe.com.br/reportagens/147907_A+RESSACA+DO+ALCOOL

 

A RESSACA DO ÁLCOOL

 

Por Adriana Nicácio

 

Na quarta-feira 27, o governo vai anunciar uma série de medidas para conter o aumento do preço do álcool no País e evitar o desabastecimento a partir de novembro. Já era tempo. Nas últimas quatro semanas, em plena safra, o valor do etanol voltou a subir, principalmente na região metropolitana de São Paulo, onde o preço aumentou 5,75%. Em 18 Estados, além do Distrito Federal, tornou-se mais vantajoso abastecer com gasolina do que com álcool. O fato é que o Brasil não tem conseguido atender ao consumo interno e mostra fragilidade na política de biocombustíveis. Isso é tudo o que a presidente Dilma Rousseff não quer. Em conversas com seus auxiliares, ela mandou avisar que não abre mão da política de biocombustíveis e cobrou medidas urgentes para garantir a revitalização do setor. Além dos ministérios diretamente envolvidos com a questão, convocou o BNDES, o Banco do Brasil e a Petrobras.

A primeira ação será reduzir a mistura de álcool na gasolina. Em abril, o governo editou medida provisória diminuindo em dois pontos a faixa obrigatória da mistura, que passou de 20% a 25% para 18% a 25%. Até o fim do mês, fará valer a nova lei. Para atender ao aumento da demanda por gasolina, a Petrobras já começou a importar o combustível. A estatal também deve elevar de 5% para 12% sua participação como produtora. O Banco do Brasil fará linhas de créditos especiais para a renovação dos canaviais e a ampliação da capacidade produtiva. Para evitar que os usineiros se dediquem à produção de açúcar, em prejuízo da oferta de etanol, o governo pretende desestimular a exportação do produto. “Não temos nada contra o açúcar”, diz o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “Temos muito a favor do etanol.” Os recursos do BNDES serão destinados à formação de estoque regulador, mecanismo eficiente para amortecer grandes oscilações na oferta e nos preços ao longo da safra e da entressafra. A desoneração tributária está na pauta do Ministério da Fazenda. Técnicos calculam a possibilidade de reduzir a Cide, o imposto do combustível. Todo o esforço é necessário. Há alguns dias, o Senado dos Estados Unidos aprovou a eliminação dos subsídios do etanol de milho e abriu caminho para a importação do álcool brasileiro. Portanto, a pressão sobre a oferta de etanol só tende a aumentar.

– A Dependência Argentina do Brasil

 

Número que impressiona: 35% do turismo na Argentina é composto por brasileiros…

 

Esse sim é um número verdadeiro. Pois há um incômodo número cheio de viés na Economia: a Argentina quase que dobrou as exportações ao Brasil, mas não de produtos argentinos, e sim de chineses!

 

Para se aproveitar de benefícios fiscais do Mercosul na relação Argentina-Brasil, os chineses exportam para filiais deles no país Hermano, e redistribuem sem imposto para o Brasil, como se fosse produzido por lá.

 

Incrível, não?

– Comprou um Carro Chinês?

 

Leio no Estadão. Já li na Folha. Naveguei no mesmo tema no IG. E ouvi dos proprietários que são clientes meus: CARRO CHINÊS É UMA G-E-L-A-D-A! Ao menos, por enquanto.

 

A queixa é de que os carros JAC e EFFA dão muitos problemas de manutenção e não se tem peça de reposição. Claro que tudo se resume em duas coisas: tempo para a popularização das marcas (e as peças serem encontradas nas lojas); e confiabilidade!

 

É a mesma coisa que vimos nos Ladas pós-período da abertura comercial promovida pelo então presidente Fernando Collor de Melo, nos anos 90. No começo, os carros são “tudo de bom”. Depois… uma fria muito grande!

 

Vejamos se as marcas chinesas mudarão o cenário. Mas…

– Presidente do Cinemark se diverte no Concorrente?

 

Calma, primeiro leia o contexto para entender a situação:

 

Marcelo Bertini, presidente da rede de cinemas Cinemark, em entrevista à jornalista Yolanda Fordelone (OESP, 31/014/2011, pg 20, Caderno Negócios), disse que para espairecer, costuma descansar indo aos cinemas concorrentes, pois lá “não está utilizando o olho crítico”.

 

Você pode entender esse fato de algumas formas:

 

– Se ele estiver num dos seus cinemas, vai ficar pensando em trabalho (ao menos, foi o que parece ter dito);

– Estaria ele trabalhando no descanso, observando os concorrentes para verificar e evitar os seus erros no Cinemark e copiar práticas positivas, ou seja, fazendo benchmarking?

– Ou simplesmente ele quer relaxar pois vê menos qualidade nos concorrentes do que na sua rede, e assim pode gozar melhor do seu descanso?

 

Perguntas pertinentes para Estratégia Empresarial.

 

E você, tem alguma suposição sobre o fato de um presidente de grande empresa desfrutar da concorrência? Deixe seu comentário:

– A Briga pela Vice-Liderança na Guerra das Cervejas

 

A briga entre a Schincariol e a Petrópolis é boa, ambas buscando a vice-liderança na venda de cervejas no Brasil.

 

A revista IstoÉ Dinheiro trouxe uma interessante reportagem sobre as estratégias da Cervejaria Petrópolis nessa guerra. Abaixo:

 

Extraído de: http://is.gd/zzoaLc

 

DE GOLE EM GOLE

 

Por Rosenildo Gomes Ferreira

 

Desde 2006, a Petrópolis, dona das cervejas Itaipava e Crystal, cresceu 300%. Hoje, já ameaça a vice-líder Schincariol

Nos últimos dez anos, a guerra travada entre os fabricantes de cerveja colocou de lados opostos do ringue a gigante Ambev e a paulista Schincariol. Elas protagonizaram disputas memoráveis que incluíram o “roubo” do garoto-propaganda Zeca Pagodinho, contratado da Schincariol, pela dona da Brahma e da Antarctica, e  até mesmo manobras que resultaram no veto aos comerciais estrelados pela loira calipígia e patricinha global Paris Hilton, pela cervejaria de Itu. 

Enquanto na parte de cima da pirâmide a briga corria solta, o empresário paulistano Walter Faria, dono do grupo Petrópolis, se aproveitou de cada brecha para avançar com suas marcas Itaipava, Crystal e Petra. Hoje, segundo o departamento de marketing da empresa, ela possui uma fatia de 10,2% desse segmento, levando-se em conta os números de maio auditados pela consultoria Nielsen, o que coloca a companhia em terceira posição, atrás da Ambev (69%) e da Schincariol (11%), mas à frente da gigante global Heineken (8,4%), que negocia a compra da Schincariol. 

 

A expectativa é fechar o ano com faturamento de R$ 3 bilhões, quase quatro vezes mais do que o obtido em 2006. Mas, afinal, qual foi a receita para chegar tão longe em tão pouco tempo?

“Concentramos nossa atuação nos mercados mais fortes, como o Rio de Janeiro e São Paulo, além de apostarmos em formatos diferenciados de embalagens”, diz Douglas Costa, diretor de marketing do grupo Petrópolis. 

 

Nessa lista estão a embalagem selada e a lata de alumínio mais fina, com 300 ml. O resultado é que a Itaipava, o carro-chefe da empresa, fechou maio como a segunda marca mais vendida na região metropolitana do Rio de Janeiro, com 20%, abaixo da Antarctica (40,5%) e acima da Skol (17%), da líder Ambev. Nas cidades da Grande São Paulo, ela é a terceira, atrás de Skol e Brahma. A companhia também soube fazer render sua verba de marketing, prevista para este ano em R$ 112 milhões. 

 

Valor modesto em relação à  Ambev, que desembolsou R$ 507 milhões somente no ano passado, segundo o Ibope Monitor. “O maior atributo da Petrópolis é a forma como a empresa faz a gestão de seu portfólio na mídia e no ponto de venda”, diz Adalberto Viviani , especialista em varejo de bebidas e sócio da Concept Consultoria, de São Paulo. Como a verba é limitada, a direção da Petrópolis optou por investir, além da publicidade nos veículos tradicionais – revista, jornal e teve –, em esportes associados à performance e ao universo masculino, como futebol e automobilismo. A etapa 2011 da Fórmula Indy no Brasil, ocorrida em maio, recebeu o nome de Itaipava São Paulo Indy 300.

Apesar de os pilotos brasileiros não terem subido ao pódium e da chuva ter obrigado a suspensão da corrida e seu término no dia seguinte, Costa diz que o saldo foi positivo. O retorno de mídia espontânea de televisão, estimado com o evento, foi de R$ 90 milhões. “Trata-se de uma marca expressiva, já que toda a nossa verba para esportes será de R$ 20 milhões neste ano”, afirma o diretor da cervejaria. Além da Fórmula Indy, a companhia patrocina o Itaipava GT Brasil, campeonato no qual desfilam bólidos exclusivos do quilate de Maserati, Ferrari e Lamborghini; a Fórmula Truck, de caminhões; e a Stock Car, na qual a  cervejaria mantém duas equipes. Também patrocina a transmissão das corridas pela Rede Globo.

 

Outro aspecto relevante da estratégia desenhada por Faria foi concentrar a atuação da companhia nos Estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde estão localizadas suas quatro fábricas: em Boituva, no interior de São Paulo; em Petrópolis e Teresópolis, ambas situadas na região serrana do Rio de Janeiro; além de Rondonópolis, em Mato Grosso. É que no Nordeste, considerado o eldorado para vários fabricantes de produtos de consumo – entre eles a rival Schincariol, que obtém na região seu melhor desempenho nacional –, a demanda pela cerveja fica abaixo da média brasileira. 

O que à primeira vista parece um contrassenso, faz todo sentido na avaliação de especialistas. “O Nordeste é um mercado relativamente novo para esse produto, no qual a disputa se dá basicamente em torno do preço”, diz o consultor Viviani. O diretor de marketing da Petrópolis, porém, não descarta uma incursão da Bahia para cima. Contudo, argumenta que ainda existem muitos espaços para ser ganhos nas áreas nas quais atua. Hoje, o Rio de Janeiro lidera o consumo do setor com uma média de 100 litros de cerveja per capita/ano, quase o dobro da média nacional (55 litros per capita/ano) e cerca de três vezes mais que no Nordeste (35 litros per capita/ano).