– Festa de Santa Clara!

Hoje é dia de Santa Clara de Assis, “a irmã lua do irmão sol Francisco”, que devotou a vida ao serviço dos mais necessitados. 

Compartilho a bela história dessa santa, abaixo, com a referida citação:

HISTÓRIA DE SANTA CLARA

Século XII, Assis, na Itália. Nasce Clara Favorone, filha de Hortolona e Favarone, uma família considerada nobre na sociedade local. Acredita-se que a data mais precisa de seu nascimento é 1194 (embora há historiadores que apontem o ano de 1193), em plena Idade Média, marcada pelo desmoronamento do sistema feudal e o crescimento do comércio.

Como filha primogênita, natural que sua mãe Hortolona temesse pela gravidez e, principalmente, pelo parto. Extremamente religiosa, ela sempre pedia um bom parto em suas orações, quando, um dia, ouviu uma voz que lhe dizia: “Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol”. Por esse motivo, no Batismo, deu o nome de Clara.

A menina Clara cresceu num ambiente de nobreza e fartura, pois segundo o biógrafo Tomás de Celano, o pai era militar e a família, dos dois lados, de cavaleiros. Seu pai, Favarone, filho de Ofredúcio e neto de Bernardino, morava com os irmãos em uma bela e grandiosa casa, que a família possuía junto à Catedral de Assis havia mais de cinqüenta anos, embora eles também eram proprietários rurais, com castelos nas redondezas. Mas Clara também teve o suporte da fé. Sua mãe não se descuidou de educá-la para ações mais nobres ainda, principalmente fazendo piedade e caridade com o mais necessitados.

É Celano quem fala: “Estendia a mão com prazer para os pobres e, da abundância de sua casa, supria a indigência de muitos”. Nesse período da Idade Média, o dinheiro foi se tornando um novo rei. Os pobres e os doentes, aqueles que não podiam subir na escala social, eram marginalizados. Celano lembra bem que, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, Clara compreendia que as aparências e os adornos mundanos podiam ser enganosos. “Foi compreendendo que as coisas da terra, por mais belas que fossem, não podiam prender seu coração”.

É bom lembrar que a cultura cavalheiresca foi a primeira da Idade Média a ser elaborada por leigos e não por clérigos e tinha uma proposta de como deviam ser educadas as mulheres para serem agradáveis, discretas, piedosas, vindo a ser gentis esposas e mães de família. Tinham, enfim, que cuidar da boa fama e, as nobres, tinham uma vida bastante reclusa, enquanto as outras participavam dos negócios dos maridos, da luta diária para manter a família e para construir a civilização da cidade.
A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma característica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus.

Quando estava próxima de completar 18 anos, os pais já começaram a pensar no seu casamento. Clara não concordava com a idéia de se casar tão jovem e estava sempre adiando a decisão. Na realidade, ela começava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tomás de Celano explica assim: “Quando ouviu falar do então famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfeição, tão apagado no mundo, quis logo vê-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos espíritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos”.
Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. Não poucas vezes ela escutou as pregações de Francisco, que costumava falar na Igreja de São Rufino ou na Catedral de São Jorge.

A pregação de Francisco impressionava porque era diferente dos “sermões”. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a força do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostentação. Suas palavras são inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irmãos é extremamente pobre.

Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a freqüência dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos.

“A moça saía de casa levando uma só companheira e freqüentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas ações sobre-humanas”. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelfúcio, testemunha em seu Processo e irmã de Pacífica de Guelfúcio, uma das primeiras religiosas de São Damião. Já com 18 anos, Clara tinha consciência de que não seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua vocação e ele a guiaria para cumprir os desígnios de Deus. “Então se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”, completa o seu biógrafo.

Em pouco tempo, Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera.

Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício.
Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada.

A reação dos parentes

Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo.

Agarra-se ao altar

Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados. Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos.

Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo

Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença. Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo.

Finalmente um pouco de paz!

Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida. Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco.No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis.

A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha. A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil. Fugira de casa em uma noite de primavera, para abraçar o ideal de total pobreza, e encontrara a verdadeira liberdade, a perfeita alegria. Havia atingido o seu sonho.

Encontra-se com sua irmã Inês

Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança.

“Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada. Clara e Inês, que se julgavam portadoras de nova Ordem, não podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo.

Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a São Damião, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes.

São Damião se tomará, assim, cenáculo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello.

Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento.”Tendo subido no muro da dita igreja, assim gritava então, com voz elevada e em língua francesa: ‘Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de São Damião, porque, dentro em breve, virão habitá-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-á glória ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja”.

Clara e Inês não ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atraídas por seu exemplo.

Destas primeiras companheiras, ficam-nos, além do nome, também documentação que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara.

Pouco depois da entrada em São Damião, pediu para unir-se às irmãs Offreducci uma amiga de infância de Clara, Pacífica; e de Perúgia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua família . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno.

Todas prometeram obediência a São Francisco, que não deixará de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual.

Para as irmãs, que começaram a ser chamadas “Damianitas”, depois de terem provado sua coragem, a própria Clara prescreveu, com evangélica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado à Sé Apostólica a aprovação do Privilégio da Pobreza, documento singular, único, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de não aceitar nenhuma posse.

E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, está escrito: “O bem aventurado pai, considerando que não temíamos nenhuma pobreza, fadiga, tribulação, humilhação e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os tínhamos em conta de grande delícia, movido de paterno afeto, escreveu para nós a forma de vida deste modo:

“Como, por divina inspiração, vos fizestes filhas e servas do altíssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de vós e deles atento cuidado e especial solicitude’. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades”.

Depois de três anos de vida monástica, Francisco julgou oportuno dar à comunidade de São Damião um esboço de organização: pensou em nomear uma abadessa. Esta não podia ser senão Clara, a primogênita da Ordem.

Mas Clara refutou: “Não, não eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, não posso me colocar no comando das minhas irmãs. Quero só servir e obedecer!”. “Bem!” – disse-lhe Francisco em resposta – “se tu queres obedecer, então eu te peço que o faças por obediência!”.

Desejosa da palavra de Deus
Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, não ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco. Mas o “Poverello” estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freqüentemente a São Damião para não suscitar “admiração e suspeita” entre as pessoas.

Havia recomendado aos seus frades para não terem muita “familiaridade” com as monjas e não entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em São Damião, Clara se encontrou, finalmente, à vontade.

Transpondo aquelas paredes em ruínas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia. Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desolação dos locais, os muros sem reboco, as rústicas tábuas nem mesmo esquadradas do assim chamado “pequeno coro”, a escada íngreme e desconexa que levava ao dormitório, um grande quarto nu e frio.

Sem dúvida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza.

Francisco havia predito a Clara que outras senhoras a haveriam de seguir e abraçariam o seu ideal de vida. Depois de Inês, a primeira a acorrer a São Damião foi Pacífica de Guelfuceio, aquela que a ajudou na fuga noturna.

Depois, veio Benvinda de Perusa, sua caríssima amiga. Em seguida, ajuntaram-se Balvina de Offreduccio, Cecília de Gualtiero, Angelúcia de Angeleio, Filipa de Ghislerio, Francisca de messer Capitâneo, Amata de Martino e tantas outras. Beatriz, irmã menor de Clara, e a mamãe Hortolana completaram o grupo.

Nasceu, assim, em São Damião, a segunda Ordem franciscana, o ramo feminino, ao qual Francisco gostava de chamar o das “Senhoras Pobres”.

Um oásis de paz

Em pouco tempo, a comunidade de São Damião tornou-se um autêntico oásis de paz, onde tudo era calor e intimidade.

A própria desolação do local, das paredes, dos utensílios, transmitiam serenidade e alegria. Lamento nenhum se levantava de São Damião: a pobreza da casa, incômodos, os leitos, o frio, a fome, não atormentavam. As Irmãs, quanto mais pobres, mais se sentiam contentes.

Clara, cada recanto do convento era um recanto do paraíso, cheio de calor e de intimidade: um perene convite à festa, à alegria.

As mais pobres do mundo

Nada era de sua propriedade, mas tudo era aceito como empréstimo; julgavam-se “peregrinas e forasteiras neste mundo”. Andavam de pés descalços em todas as estações, com vestimentas grosseiras e uma corda à cintura, a cabeça raspada e coberta com um pano branco e preto.

Seu alimento era “moderado e austero”; haviam-se proposto “jejuar durante todo o ano”. Por leito, tinha uma esteira estendida sobre o pavimento nu e, por travesseiro, um pedaço de madeira. O dormitório era um grande quarto frio e miserável, onde os pobres catres eram alinhados junto à parede.

Segundo Tomás de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. “O vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penitência, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquecê-la, doente, com o mérito das obras. A virtude aperfeiçoa-se na enfermidade”, diz o biógrafo.
Quando a enfermidade começa a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de Óstia, padroeiro e protetor da família franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirmação do Privilégio da Pobreza.

Sabendo do estado de Clara, o Papa Inocêncio IV,que residira com a Cúria em Perúsia no período de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: “Entrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a mão à boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior reverência para beijar o pé do Apostólico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pontífice a remissão de todos os pecados. Ele exclamou: “Oxalá precisasse eu de tão pouco perdão!” A irmã Inês veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irmã Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irmã: “Irmã caríssima, apraz a Deus que eu me vá; tu, porém, deixa de lado o pranto, porque chegarás junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te concederá um grande consolo antes que eu me aparte de ti”. Na realidade, Inês morreu logo depois.

Tomás de Celano relata que no final pareceu debater-se em agonia durante muitos dias, nos quais foi crescendo a fé das pessoas e a devoção do povo. Também foi honrada diariamente como verdadeira santa por visitas freqüentes de cardeais e prelados. O admirável é que, não podendo tomar alimento algum durante dezessete dias, revigorava-se o Senhor com tanta fortaleza, que ela confortava no serviço de Cristo todos que a visitavam.

No leito de Clara, a presença dos frades: Frei Junípero, Frei Ângelo e Frei Leão.
O biógrafo diz que, no momento da partida, Clara conversava com sua alma nestes termos: “Vai segura, porque tens um bom companheiro de viagem. Vai, porque aquele que te criou, também te santificou e cuidando de ti, como uma mãe cuida de seu filho, te amou com terno amor. Senhor, sede bendito porque me criaste”.

A agonia durou uma noite inteira. Na manhã de 11 de agosto de 1253, Clara entrava na glória e ia encontrar-se com o Amado Esposo de sua alma. Nas portas do paraíso seria recebida pelo Pai Francisco.

Extraído de:
http://www.ofmsantoantonio.org/historiaSantos/santaClara.html

– Oração da Manhã:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus amado e querido; Trindade Santa que é Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia a viver. Me permita gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por me acolher e amar, pois sou um servo fraco e pecador. 

Pai Todo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueço que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!

Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser seu discípulo sempre, para ser Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos neste novo dia que nasce, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, que me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!

Ó Espírito Santo, força dos humildes! Ilumina-me na jornada que se inicia, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que hoje eu seja melhor do que ontem, a fim de que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais. 

Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), socorre-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e ajude-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais este dia que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde o nascer até o por do sol. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém. 

Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guarde no seu colo carinhoso e sempre interceda por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão, como já fez ontem e fará hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais uma noite, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como todo dia, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha um santo dia e uma boa jornada.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

Bom dia.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Bom Dia Abençoado de Deus – Mensagens de Bom Dia

– Som celestial!

Um clássico da Música Católica: “Vem, E Eu Mostrarei” (Valdeci Farias) com o sucesso internacional “Hallelujah” (Leonard Cohen), cantado pelo Coral Menino Jesus (a música internacional traduzida em português). Daria uma boa canção ou não?

Boa, não. Ótima!

Veja que maravilhosa composição, com os solistas Edu Martins e Isabela Gandini Pereira, da Paróquia Bom Jesus de Matão, com arranjo de Igor Picchi Toledo. Um achado na Web que vale a pena ouvir.

Na primeira, a letra trás Deus conversando com alguém que o aceita; na segunda, um louvor incrível. Três sujeitos nas duas músicas, em vozes inspiradoras!

Em: https://youtu.be/5SgI-LZfgQs

– Hoje é dia da Transfiguração do Bom Jesus!

Hoje se celebra a Festa da Transfiguração de Jesus Cristo no Monte Tabor, à vista dos seus apóstolos. Nessa data a Comunidade Católica carinhosamente remete a invocação do Salvador como “Bom Jesus“. De tal título, sugiram outros nomes: Bom Jesus da Lapa, dos Perdões, de Pirapora…

Compartilho um belo poema popular de tal homenagem:

Sou romeiro, com alegria no coração e na caminhada para o louvor,

pois creio no Bom Jesus,

minha luz,

que me faz Peregrino do amor.

Hoje é dia do Bom Jesus, que se transfigura no Monte Tabor.

Viva o Bom Jesus de Pirapora, de Nazaré, dos Perdões e de tantas outras invocações.

– Deixem o Padre Fábio de Melo e sua abelha em paz…

O Padre Fábio de Melo, que faz um trabalho de Evangelização incrível, é um poeta, filósofo, teólogo, servo de Deus e… humano!

Pois bem: ele fez uma tatuagem de abelha em sua mão, e a chamou de Ana, por conta da sua mãe. E por causa disso, tornou-se o assunto mais falado do Twitter no Brasil hoje!

Por quê? Pois é “diferente”, e recebeu comentários elogiosos e muitas críticas ao mesmo tempo.

Deixem o sacerdote em paz. Muda alguma coisa quanto aos ensinamentos de Jesus que ele prega, o fato de tal desenho?

Não sejamos fariseus! Eles que “caçavam pêlo em ovo” para criticar os anunciadores de Deus na época deles, pois se achavam os portadores da verdade.

Abelha

– Multiplicando pães na nossa vida e na dos outros!

Hoje, a liturgia da Igreja Católica nos mostra no Evangelho a belíssima passagem de Jesus Cristo multiplicando os pães e peixes, pois as pessoas estavam sedentas!

Somos nós também depois de 2000 anos, sedentos de carinho, amparo, bens materiais e espirituais. Peçamos ao Altíssimo que sejamos saciados através de sua Palavra.

Porém, lembremo-nos que devemos ser nós também multiplicadores! Não somos como Cristo (pois só Ele é Deus), mas como cristãos (portanto, imitadores dEle) devemos  multiplicar solidariedade, atitudes acolhedoras / compreensivas, exemplos e testemunhos.

Reflita: o que você tem multiplicado na sua vida e na vida dos seus irmãos?

– Enfim, a Sagrada Comunhão depois de tanto tempo!

Depois de MESES, enfim, pudemos participar de uma MISSA presencial e receber a EUCARISTIA, o Corpo de Cristo, Alimento da Alma, Pão dos Anjos.

Com todos os protocolos de segurança cumpridos, bastante responsabilidade da comunidade e união de todos (sem aglomeração), tudo deu certo!

Não é normal, nem “novo normal”. Vamos aos poucos convivendo com o anormal com muita paciência e fé.

Se Deus quiser, o NORMAL voltará um dia…

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(Comunidade Nossa Senhora de Fátima, bairro Medeiros – Paróquia São João Bosco, Jundiaí-SP). Nosso depoimento em: https://youtu.be/Ipe64jT-Ijo

– A Carta ao Povo de Deus

Se o Papa é o líder da Igreja Católica, e os bispos estão submetidos à sua autoridade, é natural que, enquanto chefes das dioceses particulares eles devam dar um retorno sobre o atual estado das suas comunidades.

Sempre me preocupei muito com “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, dito por Jesus Cristo quando ele foi questionado sobre o dever ou não de pagar impostos. Ou seja: devemos não misturar as coisas, como Política e Religião. Entretanto, ao ler esse documento redigido por 152 bispos e enviado ao Vaticano, parece-me um pouco diferente: a “Carta ao Povo de Deus”, como foi intitulada, busca trabalhar a questão da gestão pública e as consequências sobre os fiéis e a população em geral. Particularmente, quanto ao termo abordado “desprezo à diplomacia”, uma marca constante da atual gestão Bolsonaro.

Lógico, eleitores bolsonaristas criticarão o documento (embora não exista nenhuma mentira nele), e haverá uma certa razão dos descontentes num único ponto: a omissão desta mesma aula progressista nas críticas igualmente merecedoras às gestões Lula e Dilma.

Abaixo, o documento:

CARTA AO POVO DE DEUS

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso país à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro.

Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço.

Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo.

É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço.

Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no país, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil.

Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel.

O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à covid-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário.

Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos.

Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs.

É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).

– Oração da Noite:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus amado e querido; Trindade Santa que sois Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia vivido, de ter me permitido gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por ter me acolhido e amado hoje, pois sou um servo fraco e pecador. 

Pai Todo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueci que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!

Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser sempre seu discípulo, a fim de me tornar Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos desta noite, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!

Ó Espírito Santo, força dos humildes! Iluminou-me na jornada que se encerrou, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que amanhã eu seja melhor do que hoje, para que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos, e obrigado por já ter me permitido isso  nesse dia que terminou. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais. 

Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), ajude-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e socorre-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais esta noite que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde cedo por tudo que vivi hoje. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém. 

Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guardou no seu colo carinhoso e sempre intercedeu por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão,  como já fez hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais um dia, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como toda noite, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha uma santa noite e um bom descanso.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

Boa noite.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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– O Papa Francisco e os Divorciados

Repercutiu menos do que deveria e aconteceu em 09/08/2015. O Papa Francisco disse  naquela oportunidade que:

“Divorciado que se casa novamente não pode ser excomungado (…) É necessário diferenciar quem causa uma separação daquele que sofre uma separação.”

Muito bom. A Igreja precisa sempre ser acolhedora, misericordiosa e amorosa. Se por um erro a união desandou (ilusão, desconhecimento de algo grave ou qualquer outra coisa), existe um Tribunal Eclesiástico para a anulação do casamento.

Claro, o depoimento de Francisco não é uma vulgarização do Sacramento do Matrimônio, mas uma correta preocupação no acolhimento de casais em segunda união, incorporando-os no seio da comunidade (e que são muitos casos).

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Papa cumprimenta recém-casados em audiência semanal no Vaticano em imagem de arquivo (Foto: Giampiero Sposito/ Reuters)

– Oração da Manhã:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus amado e querido; Trindade Santa que é Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia a viver. Me permita gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por me acolher e amar, pois sou um servo fraco e pecador. 

Pai Todo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueço que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!

Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser seu discípulo sempre, para ser Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos neste novo dia que nasce, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, que me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!

Ó Espírito Santo, força dos humildes! Ilumina-me na jornada que se inicia, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que hoje eu seja melhor do que ontem, a fim de que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais. 

Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), socorre-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e ajude-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais este dia que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde o nascer até o por do sol. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém. 

Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guarde no seu colo carinhoso e sempre interceda por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão, como já fez ontem e fará hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais uma noite, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como todo dia, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha um santo dia e uma boa jornada.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

Bom dia.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Bom Dia Abençoado de Deus – Mensagens de Bom Dia

– Viva São Tiago Maior

Para os católicos, dia de festa! Dia de celebrar São Tiago, um dos 12 apóstolos; aquele que evangelizou até a Europa. Na Espanha, costuma-se fazer o místico Caminho de Santiago de Compostela (que hoje deve estar lotado). Porém, a melhor comemoração é fazer uma boa oração e celebrar a Eucaristia.

Extraído de: http://is.gd/kiOevy

DIA DE SÃO TIAGO

Hoje é dia de São Tiago, dito o “maior”, era filho de Zebedeu e Salomé (Mc 15,49; cf Mt 27,56) e irmão mais velho de João, o evangelista, com quem foi chamado entre os primeiros discípulos por Jesus e foi solícito em segui-lo (Mc 1,19s; Mt 4,21s; Lc 5,10). É sempre colocado entre os três primeiros Apóstolos (Mc 3, 17; Mt 10,2; Lc 6,14; At 1,13). Pronto e impetuoso de caráter, figura entre os prediletos do Mestre, como o irmão, Pedro e André. Assiste à cura súbita da sogra de Pedro (Mc 1,29-31), à ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37-43; Lc 8, 51-56), à transfiguração de Jesus no Tabor (Mc 9,2-8; Mt 17, 1-8; Lc 9, 28-36); com os outros três interroga Jesus sobre os tempos precursores do fim (Mc 13, 1-8). depois, com Pedro e João, é chamado por Jesus a vigiar no Getsêmani (Mc 14, 33s; Mt 26, 37s). Visou com ambição aos primeiros postos no reino, garantindo estar pronto para tudo, e suscitou a reação dos demais apóstolos e a advertência de Jesus no sentido de outro primado: o do serviço e do martírio (Mc 10, 35-45; Mt 20,20-28). A profecia que então Jesus lhe fez, prenunciando que haveria de “beber com ele o cálice do sacrifício”, realizou-se plenamente ao ser Tiago o primeiro dentre os Apóstolos a dar sangue pelo Senhor, tendo sido decapitado por Herodes Agripa I, durante as festas pascais, em 42-43 (At 12, 1-2). Segundo uma antiga tradição, teria sido o evangelizador da Espanha. A partir do Séc. IX, são Tiago teve um culto extraordinário em Compostela, Espanha, a qual o teve como protetor de sua fé e liberdade contra os mouros. Esse santuário tornou-se para a Europa um dos maiores lugares de peregrinação na Idade Média e depois.

ORAÇÃO A SÃO TIAGO

Apóstolo Santiago, escolhido entre os primeiros, tu foste o primeiro a beber do cálice do Senhor, e és o grande protetor dos peregrinos; fazei-nos fortes na fé e alegres na esperança, em nosso caminhar de peregrinos seguindo o caminho da Vida de Cristo e alenta-nos para que finalmente, alcancemos a glória de Deus Pai. Assim Seja.

Hoje é festa de São Tiago Maior, apóstolo e padroeiro da Espanha

Extraído de ACI Digital.

– Viva São Tiago Maior

Para os católicos, dia de festa! Dia de celebrar São Tiago, um dos 12 apóstolos; aquele que evangelizou até a Europa. Na Espanha, costuma-se fazer o místico Caminho de Santiago de Compostela (que hoje deve estar lotado). Porém, a melhor comemoração é fazer uma boa oração e celebrar a Eucaristia.

Extraído de: http://is.gd/kiOevy

DIA DE SÃO TIAGO

Hoje é dia de São Tiago, dito o “maior”, era filho de Zebedeu e Salomé (Mc 15,49; cf Mt 27,56) e irmão mais velho de João, o evangelista, com quem foi chamado entre os primeiros discípulos por Jesus e foi solícito em segui-lo (Mc 1,19s; Mt 4,21s; Lc 5,10). É sempre colocado entre os três primeiros Apóstolos (Mc 3, 17; Mt 10,2; Lc 6,14; At 1,13). Pronto e impetuoso de caráter, figura entre os prediletos do Mestre, como o irmão, Pedro e André. Assiste à cura súbita da sogra de Pedro (Mc 1,29-31), à ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37-43; Lc 8, 51-56), à transfiguração de Jesus no Tabor (Mc 9,2-8; Mt 17, 1-8; Lc 9, 28-36); com os outros três interroga Jesus sobre os tempos precursores do fim (Mc 13, 1-8). depois, com Pedro e João, é chamado por Jesus a vigiar no Getsêmani (Mc 14, 33s; Mt 26, 37s). Visou com ambição aos primeiros postos no reino, garantindo estar pronto para tudo, e suscitou a reação dos demais apóstolos e a advertência de Jesus no sentido de outro primado: o do serviço e do martírio (Mc 10, 35-45; Mt 20,20-28). A profecia que então Jesus lhe fez, prenunciando que haveria de “beber com ele o cálice do sacrifício”, realizou-se plenamente ao ser Tiago o primeiro dentre os Apóstolos a dar sangue pelo Senhor, tendo sido decapitado por Herodes Agripa I, durante as festas pascais, em 42-43 (At 12, 1-2). Segundo uma antiga tradição, teria sido o evangelizador da Espanha. A partir do Séc. IX, são Tiago teve um culto extraordinário em Compostela, Espanha, a qual o teve como protetor de sua fé e liberdade contra os mouros. Esse santuário tornou-se para a Europa um dos maiores lugares de peregrinação na Idade Média e depois.

ORAÇÃO A SÃO TIAGO

Apóstolo Santiago, escolhido entre os primeiros, tu foste o primeiro a beber do cálice do Senhor, e és o grande protetor dos peregrinos; fazei-nos fortes na fé e alegres na esperança, em nosso caminhar de peregrinos seguindo o caminho da Vida de Cristo e alenta-nos para que finalmente, alcancemos a glória de Deus Pai. Assim Seja.

– Se Deus te deu uma benção, aproveite!

FÉ – Não tenha medo da Graça de Deus!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=M6ptluoW2cE

– O que é rezar?

Uma ótima reflexão do Papa Francisco sobre “REZAR”:

“Rezar é bater na porta de um amigo. Deus é nosso amigo“.

Quantas vezes estamos nos socorrendo a esse amigo? Vale pensar…

– E quando você sente como Jó?

Já ouviu aquela cantiga popular sobre os “Escravos de Jó, que jogavam caxangá”?

Jó é um personagem bíblico que nos traz a mensagem da confiança incontestável em Deus. Ele foi um homem temente ao Senhor, mas que foi perturbado pelo diabo que lhe tirava tudo na vida causando muito sofrimento.  Não entendia o porquê de tantas dores e angústias, mas vencia o inimigo confiando que, independente da razão ou não, confiava em Deus.

Vi essa figura “perdida na web” (abaixo) e me recordei dele. Impossível não nos questionarmos quantas vezes sofremos (ou achamos que sofremos) como Jó e nos lamentarmos. Conforme o versículo bíblico:

“Jó nunca viu a razão do seu sofrimento. Ele viu Deus e isso bastou”.

Entendemo-nos? Sem lamúrias desnecessárias e confiemos na Providência Divina.

Resultado de imagem para Jó nunca viu a razão

– Oração da Noite:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus amado e querido; Trindade Santa que sois Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia vivido, de ter me permitido gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por ter me acolhido e amado hoje, pois sou um servo fraco e pecador. 

Pai Todo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueci que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!

Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser sempre seu discípulo, a fim de me tornar Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos desta noite, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!

Ó Espírito Santo, força dos humildes! Iluminou-me na jornada que se encerrou, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que amanhã eu seja melhor do que hoje, para que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos, e obrigado por já ter me permitido isso  nesse dia que terminou. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais. 

Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), ajude-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e socorre-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais esta noite que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde cedo por tudo que vivi hoje. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém. 

Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guardou no seu colo carinhoso e sempre intercedeu por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão,  como já fez hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais um dia, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como toda noite, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha uma santa noite e um bom descanso.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

Boa noite.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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– Oração da Manhã:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus amado e querido; Trindade Santa que é Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia a viver. Me permita gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por me acolher e amar, pois sou um servo fraco e pecador. 

Pai Todo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueço que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!

Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser seu discípulo sempre, para ser Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos neste novo dia que nasce, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, que me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!

Ó Espírito Santo, força dos humildes! Ilumina-me na jornada que se inicia, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que hoje eu seja melhor do que ontem, a fim de que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais. 

Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), socorre-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e ajude-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais este dia que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde o nascer até o por do sol. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém. 

Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guarde no seu colo carinhoso e sempre interceda por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão, como já fez ontem e fará hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais uma noite, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como todo dia, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha um santo dia e uma boa jornada.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

Bom dia.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Bom Dia Abençoado de Deus – Mensagens de Bom Dia

– O Papa do Povo que se Santifica em Vida e 10 frases importantes

Há 7 anos o Papa Francisco veio ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. Relembre suas inspiradoras frases de efeito, abaixo:

E o Papa Francisco deu um exemplo de carisma, santidade e humildade em sua passagem pela JMJ (e tantos homens que se fazem arrogantes e se acham tão importantes…).

Talvez nunca eu, particularmente, ouvi tantas frases de efeito quanto as dele e sobre ele. Aqui no Brasil, compartilho 10 delas:

“ 1 – Dinheiro, poder, sucesso e prazer são ídolos passageiros.”

“ 2 – Jovens não devem se acostumar ao mal.”

“ 3 – Traficantes são mercadores da morte. Não se deve liberar drogas para que se aumente o vício.”

“ 4 – Pra onde Jesus nos manda? Não sei, mas não tenham medo”.

“ 5 – O melhor instrumento para evangelizar um jovem é… outro jovem!”

“ 6 – Jesus se une na cruz com quem é perseguido por religião, sexo, raça ou ideologia”.

“ 7 – bota fé que a vida terá novo sabor. Bote fé, bote esperança e bote amor.”

E a melhor delas:

“ 8 – Deixe-se surpreender por Deus”.

Tais palavras de Francisco deveriam ser ouvidas diariamente, como catequese do dia a dia. Sempre com falas objetivas, simples e com uma grande profundidade. Nada de enfadonhas falas de meia hora repetitivas (aliás, exemplo para muitos sacerdotes que se alongam e se tornam cansativos).

Neste domingo, nós vimos talvez 3 ou 4 milhões de jovens na praia em Copacabana, orando e pedindo um mundo melhor, dispostos a por a mão na massa.

Será que Deus não ouviu? Claro que ouviu e viu.

Por fim, termino com duas opiniões sobre o Papa, dadas por religiosos:

Dom Odílio Scherer:

“ 9 – Francisco não é um nome, mas projeto de vida.”

Padre Zezinho:

“ 10 – O Papa que só tem um pulmão está oxigenando a Igreja e ensinando jovens e anciãos a respirarem melhor a sua fé!”

Que Deus o abençoe, pois parece ser um revolucionário do bem!

– Dai-nos a benção, ó Mãe Querida!

Saudade de passear… a Pandemia não nos permite tais dias felizes como esse, abaixo (post do ano passado):

Gosto muito de visitar o Santuário Nacional de Aparecida. Sou devoto mariano e a veneração à Virgem Maria nos ajuda a adorar nosso único Deus: Jesus Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina por todo sempre.

Estar na Basílica de Nossa Senhora Aparecida é sentir PAZ. Prefiro peregrinação durante a semana, mais calma, sem tanta multidão. Isso ajuda demais à interiorização e introspecção. Aliás, o ambiente de lá é maravilhoso. Veja só minha filha simetricamente posicionada a um dos grandes vitrais:

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Lá estivemos em família, confessando nossos pecados, agradecendo as bençãos recebidas e pedindo força para a caminhada – com a Graça da Eucaristia e sob a proteção da Mãe de Jesus. Nossa família:

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Já estivemos aí várias vezes e certamente iremos outras também. Peregrinar é caminhar para Cristo!

– Somos impacientes na oração?

RELIGIÃO E FÉ – Por quê muitas vezes somos tão imediatistas? Queremos todas as coisas no nosso tempo?

Lembremo-nos sempre do “tempo de Deus” para entender as “recusas” ou “demoras” na nossa vida.

Em: https://youtu.be/fEUsD5pumYA

– Festa de Nossa Senhora do Carmo

Hoje é um dia de festa para a comunidade católica. É dia de uma das mais magníficas manifestações marianas: a de Maria, Nossa Senhora do Carmo.

Compartilho a história devocional, oração e curiosidades desta invocação a qual sou devoto.

Extraído de: http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/devocao_historia.htm

NOSSA SENHORA DO CARMO

No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da  Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora do Carmo” ou ” Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”.

A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do “Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço”.

Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais.

Texto: Cônego Pedro Carlos Cipolini – Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida

16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

(memória facultativa)

A festa da Padroeira da Ordem Carmelita foi, inicialmente, a da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a 15 de agosto. Entretanto, entre 1376 e 1386, surgiu o costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, para comemorar a  aprovação da regra pelo Papa Honório III, em 1226. Esse costume parece ter-se originado na Inglaterra. E a observância da festa foi fixada para o dia 16 de julho, que é também a data em que, segundo a tradição carmelita, Nossa  Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. No início do século XVII, ela se transformou em definitivo na “festa do escapulário”, e logo começou a ser celebrada também fora da Ordem e, em 1726,  espalhou-se por toda a Igreja do Ocidente, por obra do Papa Bento XIII. No próprio da missa, o dia não se faz menção do escapulário ou da visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas. E o escapulário de Nossa Senhora é mencionado no prefácio especial usado pelos carmelitas, nesta festa.

A ordem dos carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas tem um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-Aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua História, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”. Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o livro das instituições dos primeiros monges: “Em  lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saia da terra e se dirigia para o Carmelo (cf. 1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo,  na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus.

Expulsos pelos sarracenos no século XII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo Papa Honório III, se voltaram ao Ocidente, e aí  na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os  devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das  insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo”.

Os  críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas têm falado disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste Mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste; enquanto sacramental, extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário

Fonte: Maria do Carmo Hakim Silva

Artigo extraído do jornal “Jesus te Ama”, edição de julho/2007,

publicação da “Comunidade de Aliança Jesus te Ama”.

A palavra Carmo corresponde ao Monte do Carmo ou Monte Carmelo, que significa Jardim, na Palestina (Terra Santa). Uma montanha com 25 quilômetros de comprimento e 12 de largura. A ordem dos carmelitas venera com muito carinho o profeta Elias, considerado seu patriarca modelo, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem-Aventurada Virgem do Carmo.
Um livro muito antigo da ordem comenta a visão de Elias mostrando a Virgem dirigindo-se ao Monte Carmelo, em forma de uma nuvem que saía da terra. (I Reis 18:20,41).  Os monges, no ano 93 d.C., construíram no Carmelo uma capela à Virgem. Aquela região, na época, estava sob disputa entre as populações locais pelo domínio da região, e os monges foram expulsos de lá, no século 13.

Quando foram expulsos,  espalharam-se pelo Ocidente e fundaram vários mosteiros. Pouco tempo depois, em 1226, os carmelitas apresentam o pedido de aprovação do papa Honório III, que o concede oficialmente pela Igreja Católica de Roma.

Novas perseguições os cristãos sofrem em 1235. Desta vez, os carmelitas dividem-se em dois grupos: Os que permaneceram no Monte Camelo: estes foram massacrados e o mosteiro incendiado, e os que se refugiaram na Sicília, em Creta, na Itália e Inglaterra no ano de 1238; lá fundaram o Mosteiro de Aylesford; também não foram aceitos pelos religiosos e eclesiásticos.

Para os religiosos ingleses, esta seria mais uma comunidade no meio de tantas outras, e também o modo de vida que levavam não condizia com os costumes locais: levar uma vida monástica dentro de uma cidade inglesa. Preocupado com as hostilidades sofridas naquele momento, o prior dos Carmelitas, Simon Stock, considerado pela devoção e amor à Mãe do Carmelo, na noite de 16 de julho de 1251, em oração fervorosa à Virgem Maria, pede por ajuda e proteção, rezando:

“Flor do Carmelo, vide florida.
Esplendor do Céu.
Virgem Mãe incomparável.
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
Sede propícia aos carmelitas,
Ó Estrela do Mar.”

Uma visão do frade carmelita Simão Stock mostrava a Virgem Maria cercada de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e dizendo: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas”.

Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

O que é o escapulário?

A palavra escapulário vem do latim “escapula” que significa armadura, proteção. A função do escapulário na história da Igreja é muito parecida com a do rosário, constituindo-se numa das mais antigas e populares formas de devoção à Virgem Maria.

O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora, para que ela cubra de graças aquele que o usa e o proteja de todos os perigos espirituais e corporais. O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja”.

O escapulário é um sacramental, ou seja, uma realidade visível, que nos conduz a Deus, com sua graça redentora, seu perdão e promessas. Santa Tereza (reformadora da Ordem das freiras carmelitas juntamente com São João da Cruz) dizia que portar o escapulário era estar revestido com o hábito de Nossa Senhora.

Setenta anos mais tarde, aparece a Virgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte.

Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir as graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, uma vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha de um lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, das Dores, da Conceição, de Fátima etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substituí-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.

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Imagem extraída da Web

– Não tenha vergonha de rezar!

Crer é importante! E, muitas vezes, buscamos palavras bonitas para as nossas orações. Será que isso é necessário?

A simplicidade de uma prece também vale! Aliás, o que conta, é a força do coração.

Reze com fé (abaixo) e tenha um ótimo dia:

Imagem extraída da Web

– Por quê temos medo? Imite São Camilo de Lellis

Para quem tem fé, vale acreditar no possível e impossível, fruto da Graça de Deus.

Digo isso pois hoje a Igreja Católica celebra São Camilo de Lellis, piedoso homem de grande espiritualidade e serviço, protetor dos enfermos. Nada lhe faltou devido a Divina Providência.

O Evangelho segundo São Mateus, na citação abaixo, é prova desse amor providencial. Disse Jesus:

“24 ‘O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor (…) 28 Não tenhas medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno. 29 Não se vendem dois pardais por duas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão contados! 31 Não tenhais medo, vós valeis mais do que pardais’“.

Encorajador, não? Quantas vezes nos apavoramos e faltamos da plena e verdadeira fé? Usemos o exemplo de São Camilo, que tudo confiou a Deus para a prática da ação evangelizadora e socorro aos doentes.

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Imagem extraída de ACD Digital

– Aproveitamos bem as ocasiões para levar a Boa Nova de paz?

Dias desses, li no Twitter do Papa Francisco a seguinte mensagem:

“Toda ocasião é boa para levar a mensagem de Cristo”.

Realmente! Não importa o quê, onde e quando façamos algo; mas devemos fazer de maneira cristã, mostrando com exemplos – das obras/ atos, do testemunho/ palavra – a alegria da vivência no Cristianismo, conscientizando com o anúncio e a prática do Evangelho, a beleza da Fé!

Fazemos isso?

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– Esforçar-se para quem?

Li e gostei: os seus esforços, stress e preocupações são direcionados para quem ou para o quê?

Você demanda a mesma energia para as suas causas próprias? Se não o faz, você está se auto-injustiçando!

Reflita na imagem:

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– Você faz jus aos talentos que possui?

RELIGIÃO, GRAÇA E DONS – Uma boa reflexão que deveria ser constante em nosso dia-a-dia: como agimos com os dons / talentos / qualidades que Deus nos dá gratuitamente?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=P3o4xOI4Avg

– A Virgem do Carmelo: está participando da Trezena ou Novena?

No próximo dia 16 se celebrará o Dia de Nossa Senhora do Carmo, a belíssima invocação da Santíssima Virgem Maria, na qual clamo as bençãos da mãe de Jesus.

Como devoto, estou participando dos preparativos espirituais, sendo hoje o 4o dia da Trezena (ou, se preferir, o 2o da Novena).

Compartilho a reflexão, da Ordem do Carmo de Portugal, sobre este dia, cujo tema é “Ser profetas de misericórdia e de reconciliação”.

Extraído de: https://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/16-portal/portal/802-segundo-dia-da-novena-de-nossa-senhora-do-carmo

SEGUNDO DIA DA NOVENA DO CARMO (08/07/2020)

Ontem vimos que o rosto de Deus, o seu outro nome, é a misericórdia. Deus é amor misericordioso, perdão incondicional, acolhimento sem reservas, sempre renovado. Se da parte de Deus a misericórdia está assegurada em Jesus Cristo, seu Filho, da parte do homem é preciso recebê-la. Para isso há que sentir neces­sidade dela, pedi-la e aceitá-la na nossa existência como norma do nosso agir.

O problema, porém, para o homem de hoje, consiste em aceitar a misericórdia, como diz S. João Paulo II: “A mentalidade contemporânea parece opor-se ao Deus de misericórdia, tendendo a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da miseri­córdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem, que não deixa espaço para ela” (DM 2). Esta mentalidade vem de Nietzsche (†1900, contempo­râneo de S. Teresinha do Menino Jesus) que rejeita Deus e principalmente Cristo, em cujos conceitos fun­damentais – o amor, a compaixão, a humildade, a abnegação, o espírito de sacri­fício, a cruz, a consciência de pecado – vê uma pura moral de es­cravos, repleta de ódio à vida, que há que erradicar por completo, para enfatizar a vontade de domínio dos homens superiores, para os quais nada é verdade, tudo se permitindo, sendo eles mesmos a criar os valores que mais lhes convêm.. Uma visão que já levou a duas guerras mundiais e teima em persistir.

É precisamente nesta autonomia unilateralmente interpretada como pura afirmação individual da própria subjetividade, elevada a valor absoluto, que consiste o pecado. Por isso o homem contemporâneo tem tanta dificuldade em o reconhecer, considerando-o um atentado à própria dignidade e liberdade, maturidade e independência. Ora, como nota S. Maria Madalena de’ Pazzi, é precisamente o não reconhecimento do pecado que impede de receber a miseri­córdia de Deus. Diz ela: “Vi a Santíssima Trindade repleta de misericórdia, que infundia no Verbo humanado, o qual, através das suas cinco chagas, a derramava sobre todas as criaturas, de tal modo que todas por ela eram cobertas, tanto os justos, como os pecadores. Essa misericórdia cobria todos os seus pecados, exceto os de malícia e obstinação, mas não cobria os daqueles em que não tinham conhecimento e arrependimento do pecado. Mas àquelas que o tinha, essa divina misericórdia cobria-os e consumia-os em si, tal como uma pequena gota de água no oceano, de modo que já não se via o pecado, mas apenas misericórdia” (II,95).

Por isso a Palavra de Deus convida-nos hoje a reconhecer o pecado. Antes de mais o próprio pecado: “Converte-te ao Senhor, porque foram os teus pecados que te fizeram cair. Vinde com palavras de súplica” (Os 14,2-3), dizendo como David: “Compadecei-vos de mim, ó Deus, pelo vosso amor (hesed), segundo a multidão das tuas misericórdias (rahemim) apaga os meus pecados. Lava-me de toda a iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Sl 51,3-4). Mas também do pecado que reina no mundo, sob a forma de “ódio e inveja, de maldade e malícia” (I, 228), como Jesus diz: “Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Sede, pois prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16). Como? Tapando os ouvidos como as serpentes, para não responder a mal com o mal, a injúria com injúria, a ofensa com ofensa; sendo humildes, olhando apenas para o Senhor (Sl 58,5; Sir 21,2; Mq 7,17); mantendo-se livres de toda malícia, perseverando uni­das e vigilantes em oração no seio da Igreja, depondo todo o pecado e divisão, intercedendo pelos outros, levando-lhes na boca o Evan­gelho da paz (cf. Gn 8,9.11; Lv 5,7, etc;. Jr 31,28; Ct 2,14; 6,9; Os 7,11; Na 2,8).

A quem o faz Deus promete uma vida nova, que dá por meio do seu Espírito. Como pede David no Salmo: “Criai em mim, ó Deus, um coração puro, e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. Não me afasteis do vosso rosto e não retireis de mim o vosso Espírito Santo” (Sl 51,12s). É esta a primeira das quatro passagens em que no Antigo Testamento aparece o nome da terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo (cf. Is 63,11.12; Sb 9,17). Ele é a remissão dos pecados, o princípio da vida nova, da nova criação (Ex 18,31; 36,26-27; 37,13), da salvação, reconciliação e paz (Is 11,2-9; 61,1-11). Foi que o Senhor no dia de Páscoa infundiu nos seus discípulos para continuarem a sua missão de reconciliação e de paz, levando a todos a salvação: “A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,21-23). É Ele, o Espírito, que de nós fará profetas da misericórdia e da reconciliação, à imagem do profeta Elias (Sir 48,18), pois “a primei­ra missão da Igreja é introduzir todos no grande mistério da misericórdia de Deus contemplando o rosto de Cristo” (MV 25).

A misericórdia e o perdão, porém, só podem ser acolhidos por aqueles que, depondo todo o ódio e inveja, espírito de discórdia e divisão e falta de perdão, se reconciliam com o Pai e os irmãos: “Se ao trazeres a tua oferta ao altar, te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão” (Mt 5,23-24). Foi o que Maria fez junto à cruz. Tal como o seu Filho que disse: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,24), também Maria, a mulher do coração novo, com um espírito firme (Sl 51,12), perdoou, associando-se assim à obra redentora do Seu Filho, sendo por Ele constituída Mãe da Igreja e da humanidade. E desde então todos a ela acorrem, invocando-o em todas as suas necessidades, em especial quando se sentem oprimidos pelo pecado, pois sabem que, como diz S. Maria Madalena de’ Pazzi, “nela não há nenhum reparo de justiça, mas apenas misericórdia, porque é Mãe toda de misericórdia” (I,199s). Como ela, animados pelo Espírito Santo e deixando-o falar na nossa vida, atitudes, gestos e palavras, sejamos profetas de misericórdia e de reconciliação.

– O Evangelho de hoje e a mensagem acolhedora

Está com muito peso nas costas? Não aguenta o julgamento do mundo? Sente-se pressionado pela vida? As preocupações temporais te afastam das coisas atemporais (as perenes, que não passam)?

Muitas vezes somos tão estudados e comprometidos com a carreira profissional que perdemo-nos no dia-a-dia. E aqueles mais puros, sem formação, acabam sendo sábios nas coisas que mais valem a pena!

Se você não pode ir à Missa hoje, saiba: a Boa Nova anunciada por Cristo nos chama a atenção de que seu “*jugo é suave e o fardo é leve”.

*No sentido religioso, jugo é a opressão que uma pessoa carrega quando está dominada por seus próprios problemas, como enfermidades, vícios, dívidas. No literal, jugo é a peça de madeira para atrelar bois a carroça ou arado, uma canga.

Abaixo, o texto:

EVANGELHO DE SÃO MATEUS, capítulo 11, do versículo 25 ao 30.

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.  Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

NÃO SEJAMOS ESCRAVOS DAS COISAS MISERÁVEIS QUE O MUNDO OFERECE (como o dinheiro e a vaidade), MAS SEJAMOS DOCES E ABERTOS ÀS RIQUEZAS CELESTIAIS (a misericórdia, a fé e a providência divina).

– Administrando as Qualidades que Deus nos dá!

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

– Jesus existiu?

Olhe como a Internet é muito legal na busca de coisas interessantes: em 2011, Mário Sérgio Cortella, conceituadíssimo filósofo, deu uma entrevista ao Canal Livre da TV Bandeirantes falando sobre a existência ou não de Deus.

Falou-se de Jesus Nazareno (se mito ou não), sobre o Jesus visto pelos islâmicos (o Profeta), a discussão se ele era Saduceu, Zelota ou Essênio; sobre, ainda, a relação dEle com a Trindade. 

O link aqui: https://youtu.be/MPkJyoT_F1Q

Ou assista direto em: 

– Os percalços do cotidiano

Trabalhar, cuidar da casa, estar pronto para a família e às atividades comunitárias… tudo isso faz parte da rotina de qualquer cidadão comum.

Cá entre nós: é bom, mas também existem muitos contratempos. E aprendi esse dito:

“A vida, em si, não é fácil. Sem uma família, é muito difícil. Não confiando em Deus, praticamente impossível de ser vivida”.

Tem razão ou não tal afirmação? 

O que somos sem força interior, sem aconchego do lar, das pessoas queridas, e, principalmente, sem ter esperança em Deus?

– Festa do Sagrado Coração de Maria

Como ontem foi dia do Sagrado Coração de Jesus, hoje veneramos o Imaculado Coração de Maria.

Coração de Mãe, Intercessora, Acolhedora… Daquela que nos dá colo e nos lembra: “Fazei o que Ele vos mandar”, em referência à obediência ao seu Filho Jesus.

– Mãe, Serva e Esposa de Deus, rogai por nós!

A bonita história dessa devoção, abaixo, extraída de: http://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sagrado-coracao-de-maria/57/102/#c

HISTÓRIA DE SAGRADO CORAÇÃO DE MARIA

Esta devoção é tão antiga quanto a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Os dois Corações são inseparáveis. Onde está um, ai esta o outro. Maria é a Mãe, Co-Redentora da humanidade.

A devoção ao Sagrado Coração de Maria é análoga à devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Abaixo as revelações celestiais que são origem dessa devoção:

Aparição a Santa Catarina Labouré

No ano de 1830, Maria Santíssima, aparecendo a Santa Catarina Labouré, pediu que ela cunhasse uma medalha que tinha de um lado o M de Maria e, abaixo, DOIS CORAÇÕES, representando a imagem do SAGRADOS CORAÇÕES DE JESUS e a imagem do SAGRADO CORAÇÃO DE MARIA. O Coração de Jesus apareceu envolto por uma coroa de espinhos e o Coração de Maria, é transpassado por uma espada. Do outro lado, a imagem de Nossa Senhora das Graças derramando graças para o mundo inteiro. É a famosa Medalha Milagrosa de Maria.

Aparição em Fátima

Quando Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três pastorzinhos, Lucia, Francisco e Jacinta, na cova da Iria, em Portugal, Maria divulgou e apresentou meios para essa devoção. Ela solicitou claramente a Lucia que divulgasse e propagasse a devoção a SEU SAGRADO CORAÇÃO.

Devoção para toda a Igreja Católica

A devoção ao Sagrado Coração de Maria foi incentivada por vários santos. Entre eles, São João Eudes, no século XVII, e no ano de 1805 o Papa Pio VII, que instituiu a festa do Sagrado Coração de Maria.

Comemoração ao Sagrado Coração de Maria

O Papa Pio XII, em 4 de maio de 1944, consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Maria, determinando que sua festa fosse celebrada no oitavo dia da Assunção, no dia 22 de agosto. No atual calendário a sua celebração mudou para um dia após a Igreja realizar a festa do Sagrado Coração de Jesus.

A devoção reparadora dos 5 primeiros sábados durante cinco meses

O Papa Pio X, vendo a importância da devoção para a Igreja, organizou-a e concedeu Indulgências Plenárias, (a remissão do castigo de todos os pecados já confessados) a todos os que atenderem ao pedido da Virgem Maria feito à Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima.

Em uma aparição de Maria Santíssima a Lúcia, em Fátima, ela disse que queria que fossem guardados os 5 primeiros sábados durante cinco meses, com a oração do Rosário, a oração para pedir benção e proteção para o Papa, e a participação piedosa na Santíssima Comunhão, para que fossem reparados:

  • As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
  • As blasfêmias contra sua santa virgindade;
  • As blasfêmias contra a maternidade divina;
  • As blasfêmias dos que a ultrajam nas suas sagradas imagens;
  • Contra os que procuram infundir no coração das crianças, a indiferença e o desprezo contra a Imaculada Mãe de Jesus.

Milagres do Sagrado Coração de Maria

Assim disse Maria Santíssima a Lucia:

Olha minha filha, a todos os que, durante cinco meses, no primeiro sábado de cada mês, se confessarem, receberem a Santa Comunhão, recitarem um Rosário e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando sobre os quinze mistérios do Rosário, com o objetivo de reparar as ofensas que me são feitas, Eu prometo assisti-los na hora da morte, com todas as graças necessárias para a sua salvação.

Oração ao Sagrado Coração de Maria

Ó Santíssimo Coração Imaculado de Maria, repleto de sentimentos de misericórdia e ternura; Vós que sois a Mãe de Cristo, Nosso Senhor, concedei a mim e a todos aqueles que honram este coração virginal, a graça de conservar até a morte, o perfeito equilíbrio de sentimentos, devoção e amor para convosco, nossa Mãe e Senhora.

Misericordioso Coração de Maria, atendei nossas preces. Misericordioso Coração de Maria, rogai por nós. Amém.

Consagração ao Sagrado Coração de Maria

Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Ao vosso Coração Imaculado nos consagramos, em ato de entrega total ao Senhor Jesus.
Por vós seremos levados à Cristo.
Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai.
Com Ele queremos levar o amor e a salvação até os confins do mundo.
Sob a proteção de vosso Coração Imaculado, seremos um só povo com Cristo.
Seremos testemunhas de sua ressurreição. Por ele seremos levados ao Pai, para a gloria da Santíssima Trindade, a quem adoramos, louvamos e bendizemos. Amém.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos à vós,
Coração Imaculado de Maria, sede a nossa salvação.

Devoção ao Imaculado Coração de Maria

Imagem extraída da Web. Quem conhecer a autoria, favor informar para postar os créditos.

– Dia do Sagrado Coração de Jesus

Lembrando: na 6a feira posterior à Semana do Corpus Christi, celebra-se a Festividade do Sagrado Coração de Jesus!

Neste dia importante aos católicos, festeja-se a devoção ao Coração de Jesus, tão amoroso e piedoso. Abaixo, a Consagração ao Sacratíssimo Coração (extraído de: http://www.asc.org.br/site/devocao/atodeconsagracao.htm)

Texto aprovado por São Pio X em 1908 (sim – um mil, novecentos e oito)

CONSAGRAÇÃO AO SANTÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família.

Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.

Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.

Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios.

Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem tiver conhecimento, informar para os créditos.

 

– Dia de Santo Antonio

E hoje é dia de Santo Antonio (chamado por alguns “de Pádua” ou de “Lisboa” – locais onde viveu santamente).

Você sabia que a história de santo casamenteiro só existe entre nós? Santo Antonio é conhecido lá fora como “pai dos pobres”.

Pobre, humilde… mas magnífico nas questões de fé. Esse era o perfil deste santíssimo homem.

  • Santo Antonio, rogai por nós!

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.