– Atemporalidade na Política

Alguns pensamentos de mentes brilhantes são verdadeiramente atemporais; sobrevivem e existem pelas verdades e percepções observadas e sabiamente interpretadas. Admiro esses gênios! Um deles, Eça de Queiroz, o grande escritor, há muito tempo disse inteligentemente:

Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente. E pelo mesmo motivo”

Algo a contestar? Do século XIX ao XXI, tal mensagem é pertinente. 

– Mutretagem dos Radares Fotográficos em Rodovias

Vejam só: em denúncia da Rádio Bandeirantes AM 840, descobriu-se que os radares que se encontram nas rodovias não são aferidos por fiscais do Inmetro, e que a regulagem dos mesmos é duvidosa. Mauro Arce, secretário dos transportes, prometeu a devolução do dinheiro de multas emitidas em algumas rodovias e a suspensão de outras. A empresa responsável era a Fiscaltech.

Detalhes e como funcionou a investigação em: http://radiobandeirantes.com.br/notas.asp?ID=201133

– Primeiras Medalhas

Essa veio do Milton Neves:

“O Brasil já ganhou 3 medalhas nas Olímpiadas: Ouro, Prata e Bronze no RJ, na categoria de saltos orçamentais“.

Engraçado, se não fosse uma verdade para chorar… Quem fiscalizará as contas?

– Dia Nacional de Combate a Cartéis

Neste dia 08, o Governo Federal dedica a data ao “Dia Nacional de Combate aos Cartéis”. Tal evento serve para que as pessoas denunciem a combinação de preços e ações comerciais igualitárias, minando a concorrência e lesando o consumidor.

Mas o governo não sabe quais são os cartéis? Não tem noção dos grandes grupos econômicos que tem agido às vezes até sob a sombra da Justiça Brasileira?

A promoção do governo conta com um empresário sujo de barro e rodeado por materiais de construção, inclusive o cimento. Esse é um grande cartel ao qual o governo nada tem feito…

E os monopólios? O que a Secretaria de Defesa Econômica tem feito contra eles?

De qualquer jeito, vale a divulgação: www.mj.gov.br/sde

 

– Confiar Desconfiando…

O Datafolha realizou uma pesquisa interessante, divulgada neste domingo na Folha de São Paulo, relacionando Ética e Corrupção. Nela, surgiu um número assustador: 17 milhões de brasileiros já venderam o voto nas eleições!

Mas outro dado importante: questionados sobre quais instituições os brasileiros NÃO CONFIAM e que ACREDITAM SER CORRUPTAS, apareceu:

– 92% no Congresso Nacional,

– 92% nos Partidos Políticos,

– 88% na Presidência e Ministérios!

As instituições em que os brasileiros confiam, pela ordem:

– 29% na Igreja Católica.

– 24% nas Forças Armadas,

– 21% na Imprensa.

Que falta de moral para os políticos. Se é tão descrente na classe política, por que a sociedade brasileira não faz nada?

– A Fraude do ENEM e a posição do MEC

Que loucura! O jornal “O Estado de São Paulo” conseguiu as provas do ENEM que seriam aplicadas no próximo final de semana. Ou seja, fraude comprovada!

E quem pagará a conta dos prejuízos financeiros, morais e éticos. Como fica a confiabilidade? O que fazer com o que já foi impresso? Claro, a prova já foi cancelada.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4014609-EI8398,00-Haddad+MEC+e+PF+nao+excluem+ninguem+de+suspeitas+em+fraude.html

Haddad: MEC e PF não excluem ninguém de suspeitas em fraude

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que o governo e a Polícia Federal (PF) não excluem nenhum suspeito no episódio de fraude das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cujos exercícios seriam submetidos aos alunos neste fim de semana.

Ao todo, o Ministério estima que os prejuízos pela impressão das provas e a consequente anulação delas tenha representado montante de cerca de R$ 30 milhões.

O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira a realização do Exame Nacional do Ensino Médio, que seria aplicado neste final de semana para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.

– Avanços no Combate a Corrupção Eleitoral

Parece que enfim há luz no fim do túnel! Ontem, a CNBB e o MCEE conseguiram avanços na luta contra a corrupção eleitoral. Isso é cidadania! Vamos fazer nossa parte também, fiscalizando nossos políticos?

Enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:

CNBB e MCCE conquistam avamços no combate à corrupção eleitoral

O dia 29 de setembro ficará marcado como um dia de relevantes avanços na luta democrática contra a corrupção na política brasileira. Dois eventos acontecidos neste dia demonstram gradativamente que entidades públicas, junto com a população estão agindo e promovendo ações visando combater a ação de políticos que fazem mal uso do seu mandato, desmerecendo a confiança neles depositado através do voto e, utilizando o mandato como meio para obtenção de enriquecimento ilícito. Neste dia o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, os formulários com mais de 1,3 milhão de assinaturas, solicitando àquela Casa de Lei, protocolo ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que impeça a candidatura de pessoas com “ficha suja”. O secretário da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa exaltou o trabalho do MCCE e dos voluntários que trabalharam na coleta de assinaturas. O segundo evento aconteceu no Senado Federal, onde foram lembrados os 10 anos da Lei 9.840, conhecida como lei contra a corrupção eleitoral por combater a compra de votos e o uso da máquina administrativa em campanha eleitoral. Presente ao evento, dom Dimas de Lara Barbosa, assim se expressou: “Os Comitês da Lei 9.840 têm levado a população a refletir sobre a cidadania no seu direito de voto”. Também o senador José Nery (PSOL-PA), falou sobre a data: “A punição dos políticos representa um sentido de eficácia que tem origem na iniciativa do povo capitaneada pela CNBB e um conjunto de entidades da sociedade civil”. Ele classificou a corrupção eleitoral como a “mãe de todas as corrupções”. 

– O Golpe da Liberação de Postos de Combustíveis

É a verdadeira história da “banana comendo o macaco”. A diretora do Sincopetro, entidade que denuncia adulteradores de combustível e golpistas deste ramo, é presa por chefiar um esquema de corrupção na liberação de postos irregulares!

Loucura… Em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090929/not_imp442609,0.php

Empresária cobrava propina para ajudar postos

por Bruno Tavares

A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, presidente da subsede de Sorocaba do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), foi presa ontem acusada de comandar um esquema de cobrança de propina para agilizar a regularização de postos de combustíveis em cidades do interior paulista. Um funcionário da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é suspeito de fornecer informações privilegiadas à suposta organização criminosa. Outras dez pessoas – entre políticos de Sorocaba, servidores públicos, advogados e diretores de uma grande rede de supermercados – são investigadas.A polícia afirma que Ivanilde “apresentava dificuldades para vender facilidades”. Ela usaria seu cargo e o nome do sindicato para interceder em favor de donos de postos de combustíveis em situação irregular – tanto na ANP quanto nas prefeituras. Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça indicam que a empresária receberia R$ 5 mil por cada posto liberado ou poupado em ações de fiscalização.

O contato de Ivanilde na ANP é identificado apenas como Marquinho. Em diálogo gravado em 27 de agosto de 2008, ela pede ao funcionário que “acelere” a tramitação do processo de um posto. Embora o pedido inicial tenha sido negado, a empresária sugere que Marquinho telefone para o proprietário do estabelecimento e o oriente a montar um novo “kit” de documentos para que o pedido seja protocolado novamente. Ivanilde queria que o próprio Marquinho se apresentasse para que o dono do posto sentisse “mais firmeza”.

Além do suposto esquema de corrupção envolvendo o funcionário da ANP, Ivanilde mantinha contato com servidores públicos e políticos de Sorocaba. Eles seriam acionados todas as vezes em que era preciso agilizar o processo de obtenção de licenças de funcionamento. Um secretário do governo municipal de Sorocaba teria concordado inclusive em fazer alterações no trânsito para favorecer um posto, atendendo a um pedido da empresária. Citado nas investigações, o secretário de Governo, Maurício Biazotto, pediu ontem afastamento do cargo até o final das apurações.

O presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, reagiu com indignação à prisão de Ivanilde. “Somos a entidade que mais denuncia esse tipo de irregularidade. Me senti traído.” Gouveia determinou ontem o afastamento da empresária do cargo. Anunciou ainda que a subsede de Sorocaba ficará fechada até que as denúncias sejam esclarecidas. Segundo ele, Ivanilde estava em seu segundo mandato como presidente. “É a primeira vez, em 20 anos no setor, que ouço falar de venda de informações privilegiadas de dentro da ANP.”

Em nota, a Assessoria de Imprensa da agência informou que ainda não tem informações sobre o caso e que, tão logo as receba da polícia, “irá tomar as providências cabíveis”.

COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

 

– Quanto Custa uma Olimpíada?

Os entendidos em Esportes Olímpicos dizem que os Jogos Pan-Americanos são uma espécie de competição de “Terceira Categoria” para os EUA. Na última edição do PAN, acontecida no RJ, a cidade carioca gastou para receber essa competição, segundo o programa Roda Viva da Tv Cultura (exibido nessa última segunda-feira), US$ 3.8 bi, cerca de 800 % (O I T O C E N T O S) acima do previsto!

Essa diferença se deu por erro de cálculos ou pelos famigerados contratos de emergência?

Se os Jogos Olímpicos são o “filet Mignon” dos esportes, quanto ficará essa brincadeira? Qual é o orçamento planejado e qual será o real gasto, ao longo desse tempo?

Mais uma conta para pagarmos…

– Projeto Ficha Limpa

Amigos, vamos moralizar a política brasileira?

Após 1,3 milhão de assinaturas, vem amadurecendo o projeto que impede candidaturas a cargos públicos de pessoas condenadas por crimes.

Vamos apoiar e pressionar a aprovação?

Ah se já estivesse valendo…

(enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira)

Projeto Ficha Limpa

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) conseguiu adesão de mais de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular que proíbe a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em processos judiciais em primeira instância ou que respondam a ações em tribunais de Justiça. O texto com o projeto, apelidado de Ficha Limpa, será encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 29 de setembro, durante ato solene em comemoração aos 10 anos da Lei nº 9.840/99, a primeira de iniciativa popular na história do país e que combate a compra de votos durante o período eleitoral. Os organizadores da Campanha Ficha Limpa já iniciaram contatos com deputados federais e senadores na tentativa de garantir a aprovação da proposta o mais rápido possível. A reforma eleitoral votada na terça-feira no Senado até prevê que só poderão ser candidatas pessoas com “reputação ilibada”, o que foi considerado insuficiente pelo grupo. “O que foi aprovado é geral e abstrato. O que é uma conduta ilibada? Cada juiz é que vai interpretar esse artigo de acordo com sua convicção. O projeto da Ficha Limpa esclarece isso”, afirmou ontem o secretário-executivo-adjunto da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Daniel Seidel. Qualquer alteração na legislação eleitoral precisa ser aprovada até 2 de outubro para que entre em vigor já em 2010 — prazo impossível de ser cumprido para a votação do projeto da Ficha Limpa. Mas para Daniel Seidel, esse não será um problema, pois o que a proposta faz é apenas regulamentar algo que já está previsto na Constituição Federal. O artigo 14 diz que lei complementar vai estabelecer os casos de inelegibilidade e os prazos para sua cessação, considerando, entre outros pontos, a vida pregressa do candidato. Ciente de que não será fácil convencer os parlamentares a aprovar um texto tão polêmico e que pode prejudicar vários deputados e senadores, Seidel afirmou que já iniciou contatos em Brasília, e conta com o clamor de mais de 1,3 milhão de brasileiros que aderiram à campanha iniciada em abril do ano passado. “Claro que vamos encontrar resistência no parlamento, até porque muitos parlamentares já estão com processos na Justiça. Mas faz parte do processo democrático ter candidatos livres de ações. Que eles respondam aos processos e depois voltem à vida pública.” Até a próxima semana, o grupo fará um mutirão para finalizar a contagem das assinaturas — que ainda podem ser coletadas nas igrejas em todo o país ou pelo site www.mcce.org.br (Texto original publicado no http://www.cnbb.org.br)

– Formação de Preço do Álcool Combustível

A concorrência tem feito o preço do álcool cair; entretanto, a existência de empresas “Barrigas de Aluguel” e a grande sonegação fiscal faz com que o álcool paulista seja o mais barato do Brasil.

Veja que interessante como funciona esse golpe (extraído da Folha de São Paulo, 18/09/2009, pg b10, por Fátima Fernandes)

PREÇO DO ÁLCOOL NA BOMBA ESTÁ ABAIXO DO CUSTO EM SP

O preço do litro do álcool hidratado nos postos em São Paulo está abaixo do custo, segundo o Sindicom, sindicato das distribuidoras de combustíveis, com base em levantamento feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).O preço médio do litro do álcool em postos paulistas era de R$ 1,27 no período de 6 a 12 deste mês , segundo a ANP. Deveria ser de R$ 1,35, no mínimo, para remunerar distribuidoras e postos de combustíveis que recolhem impostos, segundo o Sindicom e o Sincopetro, sindicato de postos de São Paulo.

Quem vende o litro do álcool a menos de R$ 1,30 ou trabalha com prejuízo, o que não justifica estar no negócio, ou sonega impostos, segundo Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicom.

O custo médio do álcool na usina, incluindo os impostos, é de R$ 1,07. Se o preço médio no posto é de R$ 1,27, significa, segundo Vaz, que sobra R$ 0,20 para dividir entre as distribuidoras e os postos. Alguns postos em São Paulo chegam a vender o litro a R$ 1,09, segundo levantamento da ANP.

‘Isso é impossível e revela claramente a sonegação de impostos nesse mercado’, diz. A margem razoável das distribuidoras é de R$ 0,05 a R$ 0,10 por litro e a dos postos, de R$ 0,20 a R$ 0,30 por litro, de acordo com os cálculos do Sindicom.

A venda de álcool a preço abaixo de custo está disseminada no Estado e preocupa as distribuidoras tradicionais, como BR, Shell, Ipiranga e Esso, assim como a expansão de vendas de novas distribuidoras.

De janeiro a junho deste ano, Petronova, Twister e Gold detinham, juntas, cerca de 11% do mercado de álcool vendido em São Paulo, que somou 4,72 bilhões de litros de janeiro a julho deste ano, segundo a ANP.

O volume vendido pelas três novas distribuidoras é quase o comercializado pela Shell, que fechou com participação de 13,5%, no período. Procurados pela Folha, representantes da Petronova, da Twister e da Gold não foram localizados.

A venda de álcool a preço abaixo de custo preocupa cada vez mais, segundo distribuidoras consultadas pela Folha, à medida que o álcool passa a substituir a gasolina. Em São Paulo, por exemplo, a venda de etanol já supera a da gasolina. De janeiro a junho deste ano, a venda de gasolina no Estado de São Paulo foi de 3,79 bilhões de litros, cerca de 1 bilhão de litros a menos do que a de álcool.

Em Marília (SP), postos chegam a vender o litro do álcool a R$ 0,95. O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento para investigar a prática de preços, que revela indícios de sonegação fiscal.

Cerca de 60 postos devem entregar notas fiscais de compra de álcool em agosto e setembro ao MPF. ‘Vou verificar se há venda com prejuízo com intenção de eliminar a concorrência ou se há falta de recolhimento de tributos’, diz Jefferson Aparecido Dias, procurador do MPF em Marília e procurador regional dos direitos do cidadão em São Paulo.

Dias já oficiou a ANP para que envie a relação de distribuidoras e o volume de vendas em São Paulo, o que deverá ser feito em até 20 dias.

“Se houver indícios de sonegação, vou encaminhar as informações para a Fazenda paulista. O fato é que donos de postos que trabalham na legalidade não conseguem mais competir nesse mercado”, diz. A SDE (Secretaria de Direito Econômico) e a ANP poderão ser acionadas pelo procurador.

‘Barrigas de aluguel’

A expansão do consumo de álcool hidratado criou no mercado paulista, segundo distribuidoras, as empresas chamadas de ‘barrigas de aluguel’.

São distribuidoras que sobrevivem por pouco tempo e operam apenas com uma central de atendimento. Após o acúmulo de débitos fiscais, elas fecham ou trocam de nome. “Só que conseguem desregular todo o mercado”, diz Vaz.

 

O CUSTO DO ÁLCOOL (EM REAIS)

0,75 – Custo da usina      0,05 – Pis e Cofins         0,11 – ICMS

0,04 – Frete                     0,05 – ICMS                  0,07 – PIS e COFINS

0,10 – Margem da Distribuidora             0,30 – Margem Bruta do Posto

                                                                   CUSTO TOTAL = R$ 1,47.

– Caças Franceses para a… Petrosal ! Parem o país que quero descer!

Amigos, detesto demagogia! E nosso carismático presidente Lula, cujo índice de aprovação é sempre inabalável, parece ser o Mestre nessa arte.

Não é que ontem, nosso Guia Lula entra em Rede Nacional de Rádio e TV (ao melhor estilo Fidel Castro ou Hugo Chávez), implorando o apoio popular para a Petrosal?

Primeiro, o “Homem” disse que era um dia da “Nova Independência do Brasil”, já que o Pré-Sal era o marco do enriquecimento do país. Para isso, o povo deveria pressionar o Congresso para aprovar integralmente os projetos para a implantação da Petrosal, a nova estatal do Petróleo.

Ora, por que é que o presidente Lula não pediu o mesmo apoio popular para os congressistas punirem rigorosamente os envolvidos no mensalão, os farristas das passagens aéreas da Câmara e Senado, ou ainda a absolvição do Sarney?

Pior: se o petróleo trará tanto dinheiro, porque insistir em onerar os comerciantes com a maldita nova CPMF. Que gula arrecadatória insaciável é essa? Não dá para cortar os gastos, reduzir a corrupção e acabar com os cabides de emprego, ao invés de criar outros tantos?

Entretanto, complementando o discurso demagógico de ontem, hoje Lula disse ao presidente francês Sarkozy que PRETENDE COMPRAR 36 CAÇAS FRANCESES, PARA PROTEGER O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL !!!!

Sinceramente, é muito para meus ouvidos… Eu aqui trabalhando no feriado para cobrir os impostos que tenho que pagar, e o presidente torrando o dinheiro público… Acho que ele visualiza uma invasão marítima de piratas somalis, ou árabes suicidas, ou ainda de monstros marinhos nas plataformas de petróleo na bacia de Santos!

É muita demagogia para um presidente só. E o homem ainda é aplaudido!

– As Doações que Podem Arranhar a Imagem

Com as inúmeras denúncias contra o ex-presidente e atual senador José Sarney, as empresas que doaram dinheiro para a sua campanha estão assustadas. Atrelar a imagem corporativa a escândalos políticos não é desejável.

Entretanto, o levantamento do patrimônio do senador, somado a doações de campanha, mostram algo interessante: nem com um mandato sem remuneração por algumas décadas haveria retorno honestamente suficiente para exercer tal cargo!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/empresas-ajudaram-eleger-jose-sarney-496259.html?page=1

As empresas que ajudaram a eleger José Sarney

Cientistas políticos dizem que as empresas que financiam políticos envolvidos em escândalos ajudam a perpetuar a corrupção; veja quem financiou senador.
Não é à toa que José Sarney (PMDB-AP) está incrustado no centro do poder há mais de cinco décadas. Apesar de uma pesquisa Datafolha ter mostrado que 74% dos brasileiros defendem que ele deixe o comando do Senado, todos os 11 processos favoráveis a seu afastamento foram arquivados pelo Conselho de Ética. O senador soube construir uma rede de proteção que inclui amigos e apadrinhados espalhados pela máquina pública, políticos que lhe devem favores e até mesmo o presidente Lula – interessado no apoio do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff na eleição de 2010. A oposição tentou reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Corte também negou os recursos. Assim, só novas denúncias contra Sarney poderão extirpá-lo do cargo.

Como o atual mandato de Sarney se encerra só ao final de 2015, neste momento ele pode se dar ao luxo de “se lixar” para a opinião pública. Familiares e correligionários que disputarão cargos no próximo ano tampouco têm com o que se preocupar. O impacto da sucessão de escândalos que envolveram seu nome nos últimos meses deve ser limitado. A família do atual presidente do Senado controla um conglomerado de mídia no Maranhão que inclui a retransmissora local da Rede Globo, duas dezenas de estações de rádio e o jornal diário de maior circulação no estado. O aliado e ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, tem sob seu controle as afiliadas locais do SBT. Segundo reportagem publicada pela revista Veja, esse poder sobre a mídia é amplamente utilizado para encobrir escândalos envolvendo Sarney.

 O que poderia mudar a partir de 2010 é que os partidários de Sarney tenham mais dificuldade para levantar recursos para financiar suas campanhas. Empresas que ajudam políticos corruptos ou envolvidos em escândalos incentivam a perpetuação da corrupção no Brasil, segundo avaliação de cientistas políticos ouvidos pelo Portal EXAME. À medida que a democracia brasileira amadureça, essas empresas poderiam dar um “cartão vermelho” nesses candidatos, deixando de financiar suas campanhas. “As empresas que fazem doações a políticos tentam desvincular essa prática da defesa de interesses particulares e da troca de benefícios. Só que isso ocorre. No Brasil, ninguém faz doações só por civismo. É algo que tem caráter de negócio mesmo”, afirma o professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e consultor político, Gaudêncio Torquato.

 Em 2006, José Sarney conseguiu levantar um total de 1,698 milhão de reais para financiar sua campanha – incluindo recursos de empresas e do Comitê Financeiro do PMDB. O grupo de doadores privados inclui a Alusa Engenharia Ltda, a Caemi Mineração e Metalurgia S/A (comprada pela Vale em 2003), a CSN, a Emport Empresa Marítima Portuária Ltda e a Gusa Nordeste S/A. Juntas, elas doaram 560.000 reais a Sarney. O professor da Universidade de Brasília, Lúcio Rennó, diz que essas empresas não podem ser responsabilizadas pelo comportamento do candidato que apoiaram até porque, em 2006, ele ainda “era visto como um político sênior em defesa da governabilidade”. Rennó também lembra que não há crime nenhum em fazer doações a candidatos e declará-las à Justiça eleitoral. No entanto, se essas empresas voltarem a financiar Sarney de alguma forma no futuro, estarão assumindo um desvio ético. (Continua clicando aqui)

– Suplicy dá Exemplo!

Não morro de amores por ele, mas parabéns ao senador Eduardo Suplicy.

Para quem não viu, ele virou juiz de futebol em Brasília e deu cartão vermelho ao Sarney!

Extraído de: último segundo

Senador Suplicy dá cartão vermelho a Sarney e aliado em plenário

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) utilizou nesta terça-feira à noite em discurso no Plenário uma linguagem próxima à grande maioria do povo brasileiro: a do futebol. O parlamentar tirou do paletó e mostrou aos parlamentares um cartão vermelho para pedir a renúncia do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).

“No meu entender, o arquivamento das representações não foram suficientemente esclarecidas. Para voltarmos à normalidade, o melhor caminho é que Sua Excelência renuncie ao cargo no Senado”, pediu Suplicy.

Em defesa de Sarney, o senador democrata Heráclito Fortes (PI) fez uma série de intervenções durante o discurso do senador petista que, de forma inesperada, recebeu de Suplicy um cartão vermelho também.

O bate-boca entre os dois parlamentares se transformou em gritaria. O senador da oposição pedia ao petista que mostrasse o cartão vermelho ao Presidente Lula, que “deu cartão amarelo” ao líder do Partido no Senado, Aloizio Mercadante. “O Presidente Lula foi quem invadiu as dependências do Senado, ele é o responsável pela crise”, bradou Fortes.  “Use a palavra e não o cartão”, pediu. 

“Não estou afirmando que tenham relações, mas que cabe a investigação, no mínimo”, voltou a defender Suplicy.

O senador Mão Santa (PMDB-PI), que presidia a mesa no momento da discussão, aproveitou o tom da conversa e soltou: “Quem está com o apito aqui sou eu?” e pediu que a discussão se encerrasse para dar continuidade aos discursos dos demais senadores inscritos.

 

– O Empréstimo à Bolívia e a CSS

O que nosso presidente Lula pretende com esses empréstimos feitos à Bolívia?

Como eleitor e cidadão, me revolto com isso! O Governo está tentando de todas as formas implantar a CSS, um novo imposto para conseguir novos recursos financeiros, pois reclama de falta de dinheiro. Ao mesmo tempo, o Governo empresta dinheiro para Evo Morales construir rodovias!

Somos contribuintes alienados mesmo, ou cidadãos apolíticos e acomodados? Cadê a responsabilidade com o dinheiro público?

Não é possível que ninguém faça nada por nós… Nossos representantes em Brasília não tomam providências?

Bom, para uma casa com Sarney, Renan e Collor, tudo é entendível.

– Semana da Impunidade

Para quem gosta de picaretagem, a semana foi perfeita.

Depois da repugnante decisão de arquivamento dos atos corruptos de José Sarney e Arthur Virgílio, com as bênçãos do PT em ambos os casos, agora a repulsa vem em decorrência da decisão de arquivar o processo da Máfia do Apito, tratado aqui anteriormente (o imbróglio da manipulação dos resultados dos jogos no Campeonato Brasileiro de Futebol em 2005).

A decisão final foi de que a conduta dos árbitros envolvidos foi reprovável, mas não criminosa.

Seguindo essa lógica, anule-se as partidas remarcadas pela decisão do STJD, desconsidere a anulação das partidas citadas no processo, refaça a classificação final do Brasileirão, devolva o escudo FIFA ao Edilson Pereira de Carvalho e o da CBF ao Paulo José Danelon. Além, é claro, indenize-os moralmente.

E atenção, amigos árbitros: se em nossos jogos reclamarem que o juiz é ladrão (e se ela infelizmente tiver razão), não se preocupem. Afinal, a Justiça Brasileira não considera isso como crime. PROCESSEMOS A TORCIDA!

Que vergonha e tristeza. São dias malditos para a Política e para a Justiça em nosso país.

– O Dízimo do Tráfico

Já que a pauta do dia é de assuntos que nos deixam indignados, o que falar da crônica de Diogo Mainardi, articulista de Veja e do Manhattan Conection, a respeito das relações entre Lula, Igreja Universal e Tráfico de Drogas?

Pena que poucas pessoas têm acesso ou se interessam por essas informações…

Extraído de: http://veja.abril.com.br/190809/dizimo-trafico-p-135.shtml

O DÍZIMO DO TRÁFICO

“Carlos Magno de Miranda era um dos líderes da Igreja Universal. Ele relatou os detalhes de sua ida a Medellín, para receber dinheiro dos narcotraficantes colombianos. Um mensageiro entregou-lhes 450 MIL dólares. As mulheres dos pastores esconderam o dinheiro nas calcinhas”

O pastor Carlos Magno de Miranda, em 1991, acusou a Igreja Universal de ter comprado a Rede Record com dinheiro de narcotraficantes colombianos. Agora, com duas décadas de atraso, o episódio finalmente poderá ser esclarecido. Os mesmos promotores que, na semana passada, denunciaram criminalmente Edir Macedo e outros integrantes da Igreja Universal indagam também a suspeita de que a segunda parcela da compra da Rede Record possa ter sido saldada com recursos do Cartel de Cali. Carlos Magno de Miranda é uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, e os promotores cogitam pedir a abertura de mais um processo contra os donos da Rede Record.

Carlos Magno de Miranda era um dos líderes da Igreja Universal. Em 1990, ele se desentendeu com Edir Macedo e passou a atacá-lo publicamente. Num dos documentos obtidos pelo Ministério Público, ele relatou os detalhes de sua ida a Medellín, para receber o dinheiro dos narcotraficantes colombianos. Ele teria viajado com os pastores Honorilton Gonçalves e Ricardo Cis, todos acompanhados de suas mulheres. Permaneceram dois dias na cidade. No primeiro dia, aguardaram no hotel. No segundo dia, um mensageiro entregou-lhes uma pasta contendo 450 000 dólares. As mulheres dos pastores esconderam o dinheiro nas calcinhas e, de madrugada, retornaram ao Rio de Janeiro num jato fretado. Segundo Carlos Magno de Miranda, os fatos teriam ocorrido entre 12 e 14 de dezembro de 1989. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) analisaram os registros aeroportuários da Polícia Federal e – epa! – documentaram que, naqueles dias, os pastores da Igreja Universal realmente foram a Medellín, com escala em Manaus.

O Ministério Público, além disso, entrou em contato com autoridades americanas para poder interrogar o narcotraficante colombiano Víctor Patiño, que foi preso em 2002 e extraditado para os Estados Unidos. Seu nome foi associado ao da Igreja Universal em 2005, quando a polícia colombiana descobriu que uma de suas propriedades em Bogotá – uma cobertura de 600 metros quadrados – era ocupada por Maria Hernández Ospina, que alegou ser representante de Edir Macedo. Uma das dificuldades dos promotores do Gaeco é que Edir Macedo tem cidadania americana, dado confirmado oficialmente pelo consulado. O Ministério Público já encaminhou todos os documentos do processo contra Edir Macedo aos Estados Unidos, para que os americanos possam abrir um inquérito próprio.

A Igreja Universal, nos últimos dias, atrelou sua imagem à de Lula. É a mesma estratégia empregada por José Sarney. Um apoia o outro. Um defende o outro. Edir Macedo está com Lula e com Dilma Rousseff. Agora e em 2010. Se a Igreja Universal tem um Diploma do Dizimista, assinado pelo senhor Jesus Cristo, Dilma Rousseff tem um Diploma de Mestrado da Unicamp, supostamente assinado pelo senhor Espírito Santo. O senhor Edir Macedo e o senhor Lula se entendem. Eles sabem capitalizar a fé.

– A Mácula Petista e a Vergonhosa Absolvição de Sarney

Extremamente vergonhosa a absolvição do senador José Sarney. Como que um homem comprovadamente corrupto (ou as fitas gravadas, o nepotismo, os atos secretos do Senado, as declarações sujas e os fatos levantados são ilusões?) possa ser considerado limpo?

O que enoja é a defesa descabida dos petistas a Sarney. Que acordo possuem? Qual o rabo preso do PT com o PMDB? A quem interessa o arquivamento dos crimes de Sarney, permitindo que ele permaneça honrosamente como Presidente do Senado do Brasil?

E o povo, novamente, é deixado de lado.

Segundo o senador de SC Flávio Arns, que alegou vergonha do seu partido, o PT, e que deixará o mesmo, a ordem para que os senadores aliados do governo votassem a favor de Sarney partiu do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e do Presidente do PT, Ricardo Berzoine.

E a defesa da senadora Ideli Salvati? Fiquei constrangido só de ouví-la…

Pior: o nosso mestre-guia Lula declarou que “Oposição é pior que doença que não tem cura“. Ora, que moral esse homem tem? A vida inteira foi oposição, e agora que é situação, diz isso?

Recordando: Renan, Sarney, Collor… vejam os nomes que compõe o Senado. Talvez seja a legislatura mais imoral e danosa aos cofres públicos de todos os tempos. Opa, mas não são esses nomes que Lula condenou a vida inteira e que agora os afaga???

Nessa hora, confesso ter vontade de rasgar meu título de eleitor. Só falta a popularidade do presidente Lula se manter em alta e aprovarem (como devem fazer) a nova CPMF (que está sendo costurada entre PMDB e PT). É o fim da picada…

– Collor vai entrar para a Academia Algoana de Letras

Como é bom ter puxa-sacos e ser político. Fernando Collor de Mello, ex-Presidente da República cassado e atual Senador, tomará posse de uma cadeira na Academia Alagoana de Letras. Sem nunca ter escrito 1 livro, ele se tornará imortal.

Dá para acreditar?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3920437-EI7896,00-Collor+vai+entrar+para+a+Academia+Alagoana+de+Letras.html

 

COLLOR VAI ENTRAR PARA A ACADEMIA ALAGOANA DE LETRAS

 

O senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) vai entrar para o grupo de imortais ao ocupar um a cadeira na Academia Alagoana de Letras. Collor tornou-se candidato único à sucessão da cadeira 20, que era ocupada pelo poeta Ib Gatto, que morreu em 2008. A eleição de Collor deve acontecer no próximo dia 20, segundo informou nesta quinta-feira o jornal Correio Braziliense.

Apesar de Collor ter escrito apenas um livro, que ainda não foi publicado, a justificativa para a escolha do ex-presidente deve ser feita com base em seu talento como orador, pelos seus discursos áridos no Plenário do Senado.

Segundo o jornal, para tornar-se candidato, o ex-presidente apresentou à entidade uma coletânea dos seus discursos e artigos sobre os mais variados temas.

O livro que Collor se prepara para lançar é intitulado A crônica de um golpe. Nele, o ex-presidente vai mostrar sobre sua versão do impeachment. Em Plenário, o senador já anunciou que pretende lançá-lo em breve.

– A Lavagem Financeira da Universal e a Briga contra a Folha de São Paulo

Que confusão e que mal estar a relação entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), de Edir Macedo, e a Folha de São Paulo!

Meses atrás, quando a Folha fez algumas matérias investigativas que não eram interessantes para o conglomerado da IURD, os fiéis começaram a entrar na justiça contra o jornal, alegando “perseguição religiosa”. Ninguém ganhou, mas o volume de ações foi grande…

Claro, houve um contra-ataque “oficial” da IURD: através da Rede Record, matérias contra a própria Folha.

Nessa terça-feira, o jornal traz em manchete de capa um esquema de lavagem de dinheiro da Igreja Universal, que funcionaria assim: O dinheiro sairia dos fiéis para a Igreja, que divide o montante em 2 empresas: Unimetro e Cremo. Delas, o dinheiro sai para as Ilhas Cayman e Ilhas do Canal, dois conhecidos paraísos fiscais, em nome de Investholding e Cableinvest. De lá, voltam ao Brasil através de empréstimos dessas mesmas empresas a pessoas de confiança e “laranjas”, que compram empresas, imóveis e aeronaves, além de investimentos na Rede Record.

Conclusão: Edir macedo e mais 9 pessoas da IURD denunciados!

Abaixo, matéria extraída do site Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3916257-EI306,00-Edir+Macedo+e+mais+sao+denunciados+por+formacao+de+quadrilha.html

EDIR MACEDO E MAIS 9 INDICIADOS POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA

O bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus são alvo de uma denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo entregue à Justiça, segundo informou a edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo.

Os membros da Igreja são acusados pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A Universal disse à Folha que é alvo de perseguição.

Os promotores suspeitam de R$ 4 bilhões movimentados entre 2003 e 2008. Segundo a Folha, o dinheiro teria saído do País por meio de empresas e contas de fachada. Os valores teriam voltado ao País também por meio de empresas para contas de pessoas ligadas à igreja.

Os recursos teriam financiado a compra de emissoras de TV, rádio, financeiras, agências de turismo e aviões particulares.

A denúncia foi recebida pela 9ª Vara Criminal de São Paulo. O MP iniciou em 2007 uma investigação, na qual quebrou os sigilos bancário e fiscal da igreja, além de ter investigado o patrimônio de seus membros.

A igreja arrecada R$ 1,4 bilhão por ano com dízimos. O volume movimentado pela Universal entre 2001 e 2008 foi de aproximadamente R$ 8 bilhões. Apesar de não pagarem impostos, as igrejas devem declarar as doações.

– A ilha da Fantasia

Para muitos, Brasília é a ilha da fantasia, devido a politicagem que lá ocorre, ao invés de simplesmente política.

Mas acho que Brasília deve ser também um mundo a parte. Enquanto os principais jornais do país noticiam a discussão acirrada entre os senadores e a crise do Senado, o Correio Braziliense ignora tudo isso e diz: “Inflação cai no DF”.

Ué, o Senado não é justamente lá? Por que tal fato é ignorado?

Justamente por um motivo: Corrupção envolvendo políticos já não é mais notícia… Faz parte do dia-a-dia!

– Censura Oficial Contra a Corrupção

Inadmissível! Um desembargador proibiu o jornal “O Estado de São Paulo” de noticiar sobre os escândalos da família Sarney. Lembrando: na última semana, o Estadão conseguiu fitas com gravações que denunciavam (ainda mais) a família Sarney.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u603513.shtml

TJ proíbe “Estado” de noticiar ação contra filho de Sarney

O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal “O Estado de S. Paulo” de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre outros, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A investigação da PF corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão –que não foi divulgada por também ser sigilosa–, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada. O desembargador atendeu pedido de Fernando Sarney, que é dono de um grupo de comunicação no Maranhão. 

Após ter pedido negado na Justiça Federal, o advogado de Fernando, Eduardo Ferrão, entrou com uma ação, juridicamente chamada de medida inibitória, na Justiça do DF. O requerimento foi negado na primeira instância do TJ-DF por um juiz que entendeu que a proibição seria uma afronta à liberdade de imprensa e também que o conteúdo da Faktor já havia se tornado público.

Ferrão recorreu então à segunda instância, na qual obteve a decisão favorável a Fernando. Para o advogado, “não se trata de censura”. “A operação está sob segredo de Justiça, divulgar seu conteúdo é crime. Foi o que o desembargador disse.”

O inquérito que resultou na operação foi instaurado em fevereiro de 2007, a partir de uma comunicação feita pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detectou movimentações atípicas no valor de R$ 3,5 milhões realizadas por Fernando e empresas da família, às vésperas da eleição de 2006. A suspeita era de caixa dois na campanha de Roseana ao governo, o que os filhos de Sarney negam.

A investigação da PF se desdobrou em cinco inquéritos. Fernando foi indiciado em três, por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A mulher dele, Teresa Murad, e funcionários de empresas da família também foram indiciados.

A diretora jurídica do Grupo Estado, Mariana Uemura Sampaio, informou que o jornal foi oficialmente comunicado sobre a proibição por volta das 18h e recorrerá da decisão.

Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, disse que “o jornal não se intimidará, como nunca se intimidou. O jornal respeita os parâmetros da lei e utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade”.

O diretor executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira, disse que a entidade considera a decisão do TJ “censura prévia e que isso é inconstitucional. Não é uma questão que diga respeito unicamente a empresas jornalísticas, mas aos cidadãos, que ficam impedidos de receber as informações”.

Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, fez crítica semelhante. “Impedir de maneira prévia, com o respaldo da Justiça, que as pessoas tenham acesso à infomação é violência ao direito que as pessoas têm de ser informadas.”

O desembargador Dácio Vieira ocupava um cargo de confiança na gráfica do Senado antes de ser nomeado para o TJ-DF. Sua indicação para o tribunal deveu-se ao apoio que teve de José Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia, com quem mantem relação de amizade.

Vieira era consultor jurídico da gráfica na época em que o órgão era comandado por Agaciel. A Folha apurou que o ex-diretor usou a estrutura de pessoal da gráfica para recolher entre os senadores assinatura de apoio à candidatura de Vieira ao tribunal. A escolha de seu nome foi feita pelo presidente da República.

Sarney compareceu, em fevereiro deste ano, em sua posse na presidência do TRE-DF. Vieira, por sua vez, foi ao casamento da filha de Agaciel, quando posou para fotos ao lado de Sarney, Agaciel e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

A Folha ligou para a residência de Dácio Vieira, mas foi informada de que ele viajou para Minas Gerais e não levou telefone.

Neste ano, Dácio Vieira organizou um jantar de apoio a Agaciel Maia que enfrenta uma série de denúncias de irregularidades cometidas nos 14 anos em que chefiou a Diretoria Geral do Senado. O encontro ocorreu em um hotel de Brasília e reuniu diversos desembargadores da Justiça do Distrito Federal.

Agaciel deixou o cargo no início do ano, após a Folha revelar que ele escondeu da Justiça uma casa no valor de R$ 5 milhões.

– Nas Barbas dos Federais

SÓ NO BRASIL ! – A 10 km da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, funciona a “Feira do Paraguai”, um tradicional ponto de venda de produtos pirateados e contrabandeados.

Precisa dizer algo?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0948/economia/so-brasil-486158.html

NAS BARBAS DOS FEDERAIS

De terça a domingo, funciona em Brasília, a 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, a “Feira do Paraguai”, um dos maiores centros de venda de produtos ilegais do país. O incrível é que a pirataria não só rola solta nas barbas do QG da Receita e da Polícia Federal mas também em terreno cedido pela União. Sim, são 70 000 metros quadrados doados pelo governo. Na época da doação, em 1997, a ideia foi concentrar ali ambulantes — que trabalhassem legalmente, é claro. Hoje, a feira é dominada por máfias e oferece todo tipo de muamba. Há desde cópias de produtos de grifes, como Louis Vuitton e Gucci, até remédios, armas e munição de procedência duvidosa — boa parte seria fruto de roubo de cargas. Como a contravenção permanece escancarada tão perto das autoridades? Parte da resposta é que há apenas seis auditores para fiscalizar toda a Região Centro-Oeste. Nos últimos três anos e meio, a PF e a Receita apreenderam 12,6 milhões de reais em mercadorias em batidas na feira. O valor é uma fração dos estimados 70 milhões por ano comercializados ilegalmente. Lá, como em tantas outras “feiras do Paraguai” espalhadas pelo país, a vizinhança com os federais não incomoda.

– Demissão de Quem é Correto?

A Receita Federal demitiu sua secretária geral, Lina Maria Viana. Ela foi a responsável pela apuração de sonegação de impostos de grandes conglomerados econômicos, principalmente construtoras e bancos. Recentemente, ela denunciou e investigou as empresas da família Sarney, encontrando diversas falcatruas.

Motivo da demissão?

Oficial: queda de arrecadação (mas não estamos num período de recessão, além do próprio governo ter dado isenção fiscal e redução de IPI a alguns setores?)

Oficioso: investigou quem não devia…

– Lula X PT: Quem é o Maior?

O Presidente da República Lula insiste em minimizar as gravíssimas acusações contra o Presidente do Senado, José Sarney. O próprio PT, pressionado, admite pedir a renúncia de Sarney. Mas Lula não quer.

Nesse momento, Lula parece intocável, acima do bem e do mal. Acima do próprio partido. Antes, Lula era o partido. Agora, Lula é o Lula.

O que será que de tão grave deve saber Sarney para ter tanta proteção? A quem interessa tamanha absolvição de tantos crimes?

Mistérios de Brasília… A única certeza é que há algo muito podre…

– Não Ofendam os Pizzaiolos!

Que confusão o Presidente Lula causou. Em entrevista, disse que os senadores oposicionistas são “pizzaiolos”, fazendo alusão à expressão popular “acabar em pizza”, que se refere a algo que não deu em nada.

Pois é: os pizzaiolos ficaram bravos, e dizem não quererem ser comparados a senadores, pois isto sim é ofensa!

A categoria dos pizzaiolos entrou em campanha, e está entregando panfletos nas pizzarias contra a fala do presidente. Veja só:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090717/not_imp404065,0.php

 

Pizzaiolos de ofício reclamam do presidente

 

Os pizzaiolos não gostaram das declarações do presidente Lula, quando os comparou a senadores que ele considera irresponsáveis, por abrirem CPIs que não dão em nada, ou, como se costuma dizer, acabam em pizza. Ontem, o sindicato paulista que representa esse grupo de trabalhadores chegou a divulgar nota de desagravo, na qual afirma que “uma profissão digna e que merece respeito de toda a sociedade” foi ofendida.

A nota é indignada. Diz que a conotação dada pelo presidente foi depreciativa. Assinala que a Constituição protege todas as categorias de trabalhadores e não se pode destinar a qualquer profissão nenhuma palavra “que não seja emprego, salário e um futuro digno”. Lembra até que se trata se um “ofício secular, nascido em Nápoles”, que “se ocupa de, democraticamente, produzir o alimento que sacia a fome de ricos e pobres”.

Certo trecho parece ironizar as histórias que Lula adora contar, para todo tipo de plateia, sobre seu passado como torneiro mecânico – profissão hoje extinta, mas que já foi considerada das mais especializadas. Assim como o presidente, a nota exalta as técnicas dos pizzaiolos. “O profissional suporta as altas temperaturas do forno a lenha, numa luta incansável contra o tempo, com a destreza de sempre se lembrar de individualizar cada matéria prima…” E por aí vai. Logo adiante, já prevendo a desculpa de que a referência foi feita de forma impensada, sem a pretensão de ofender, o sindicato afirma que nem assim se justifica: “Não pode, quem quer que seja, lançar para o centro do debate, em um palco tão peculiar (o embate entre o Executivo e a oposição parlamentar) nenhuma qualificação que não diga respeito ao trabalhador.”

Para o pizzaiolo Hamilton Mello Júnior, mais conhecido como Melão, da pizzaria I Vitelloni, o presidente Lula pode ser um político sagaz, mas está longe de entender da arte da pizza. “Ele acha que basta aglomerar os ingredientes, sem preocupar em trabalhar a massa, sem compactar. Ele contemporiza com todo mundo, rodeia, não vai ao fundo das questões. Não é, enfim, um bom pizzaiolo.”

Sobre seu trabalho, Melão diz que se considera um artesão. “Sou tão especializado quanto ele era no seu tempo de operário. Só que a profissão dele acabou e a minha continua.”

Ontem, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Gastronomia e Hotelaria de São Paulo ainda foram às pizzarias da cidade entregar cópias da nota aos pizzaiolos. Não se sabe ao certo quantos eles são. Mas, diz o sindicato, entre chefes de cozinha, garçons, lavadores de prato, enfim, todo o pessoal envolvido com cozinha, existem 450 mil só região metropolitana de São Paulo. 

– Ética Perdida e Ignorada…

Três acontecimentos que mostram total falta de ética, comprometimento com a verdade e honestidade para com a população:

1) Paulo Duque (PMDB-RJ), Presidente da Comissão de Ética do Senado Federal, assumiu o seu cargo ontem e declarou que o “problema dos atos secretos é uma bobagem, nada tão grave assim“. Pior: disse que “as acusações contra Sarney são sem importância” .

2) Lula se deixou efusivamente fotografar abraçando Fernando Collor, como se fossem velhos amigos. Mas ele não foi um dos principais críticos do próprio Collor, provocando sua queda? A memória do eleitor é curta… E a ombridade dos políticos também é pequena.

3) A UNE faz uma passeata contra a apuração de desvios de recursos da Petrobrás. Ao invés dos estudantes apoiarem a investigação contra a corrupção, se tornaram contras! Seria pelo fato da própria Petrobrás (segundo a FSP, ed 16/07/09) estar patrocinando o evento, doando 100 mil reais a seus dirigentes?

Quanta hipocrisia… Ética, zero. Interesse próprio, dez!

– Vai Devolver o Dinheiro Mesmo ou é Demagogia?

Sarney anunciou que irá cancelar todos os atos secretos do Senado, e quer a devolução do dinheiro desviado, fruto desses atos.

Uma pergunta: ele devolverá os auxílios-moradia de 3 anos que recebeu irregularmente?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3871342-EI7896,00-Sarney+anula+atos+secretos+e+determina+devolucao+de+dinheiro.html

Sarney anula 663 atos secretos e pede devolução do dinheiro

por Keila Santana, Direto de Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou, nesta segunda-feira, a anulação dos 663 atos administrativos que não haviam sido publicados em boletins administrativos de pessoal – os chamados atos secretos. A decisão de Sarney também prevê a devolução aos cofres do Senado de todos os recursos que eventualmente tenham sido pagos de forma indevida.

A maioria dos atos, relativos a decisões tomadas entre 1º de janeiro de 1995 e 12 de junho de 2009, ocultava benefícios e contratações de parentes. Com a anulação, as pessoas que foram contratadas por meio desses atos estão automaticamente desligadas do quadro administrativo do Senado.

A direção geral da Casa terá 30 dias de prazo para apresentar um relatório com as providências para o ressarcimento dos gastos. A decisão de Sarney, segundo sua assessoria, consta no Ato nº 294, que ainda será publicado no boletim administrativo da Casa.

Na semana passada, o diretor-geral, Haroldo Tajra, disse que nem todos os atos poderiam ser anulados porque os serviços foram prestados apesar do ato ilegal que autorizou os contratos.

“Acredito que 99% deles não poderão ser invalidados porque tratam de nomeações ou exonerações. Eles não podem ser anulados até porque os serviços foram prestados”, afirmou na ocasião. Agora, a diretoria poderá sugerir a publicação dos atos para legalizar a nomeação e exoneração de funcionários, por exemplo.

No último dia 23 de junho, uma comissão criada para investigar o caso divulgou o total de atos ocultos contabilizados e indicou em seu relatório que o ex-diretor-geral Agaciel Maia era o responsável pela publicação do teor dos atos. Na ocasião, dois atos foram anulados pelo Senado: um que aumentou o salário de 40 servidores – chefes de gabinetes das secretarias do Senado – e outro que estendeu aos diretores-gerais do Senado o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares.

– Delúbio Soares Voltando! Cuidado com os Valores Não-Contabilizados….

Delúbio Soares, o tesoureiro do esquema do Mensalão, aquele que na CPI negou ter Caixa 2, mas teve a cara-de-pau de dizer que era “dinheiro não contabilizado”, voltou à cena. Ele escreveu hoje, no jornal goiano Diário da Manhã, que “caráter é algo que se herda na infância, e tem orgulho disso, pois além da boa formação familiar, é 100% goiano.”

Ora, tal afirmação parece discurso político. Seria ele, incrivelmente despojado de senso de ridículo, candidato a algo?

Uma coisa é certa: o pessoal de Goiás não gostou da sua afirmação…

– Glauber Rocha, Sarney e Kim Jong

Admiro aqueles que tem o dom da comunicação e escrita fácil. Além do espírito crítico, Diogo Mainardi tem abusado da criatividade. Em seu último podcast para o site Veja.com, ele cria uma história fantástica para interligar sua crítica frente ao ditador norte-coreano Kim Jong Il, o último desenlace de José Sarney e o cinema “chapa-branca” de Glauber Rocha. Alia a pobreza, demagogia e autoritarismo neste texto. Abaixo, extraído de: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/.

O pigmeu de Pyangyong e o gigante maranhense

Kim Jong-Il, apresento-lhe José Sarney. José Sarney, apresento-lhe Kim Jong-Il.

Se Arnaldo Carrilho, o embaixador brasileiro na Coreia do Norte, cumprir a promessa de presentear Kim Jong-Il com os DVDs de Glauber Rocha, finalmente ocorrerá o encontro entre o “pigmeu de Pyangyong” – o apelido dado por George W. Bush – e o gigante maranhense.

Glauber Rocha fez um documentário sobre a posse de José Sarney no governo do Maranhão, em 1966. Título? Maranhão 66. O documentário reproduzia integralmente o discurso de posse de José Sarney, intercalando-o com cenas de miséria dos maranhenses. José Sarney, no palanque, proclamava: “O Maranhão não suportava o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes e de suas fabulosas riquezas potenciais com a miséria, com a angústia, com a fome”. Enquanto isso, na tela, Glauber Rocha exibia imagens de miséria, de angústia e de fome, reiterando didaticamente o discurso eleitoreiro de José Sarney.

Os glauberianos sempre argumentaram que, ao contrapor o discurso de posse de José Sarney às imagens de miséria, Glauber Rocha, na realidade, pretendia denunciar as falsas promessas do governador recém-eleito. Mentira. Maranhão 66 é pura propaganda política. Ele foi encomendado a Glauber Rocha pelo próprio José Sarney, sendo financiado pelo governo estadual. A rigor, aliás, quem o financiou foram os mesmos miseráveis mostrados no filme. José Sarney, eleito com o apoio do marechal Castelo Branco, contou também com o apoio do marketeiro baiano Glauber Rocha, predecessor daquele outro marketeiro baiano, Duda Mendonça. Maranhão 66 está para Glauber Rocha assim como a conta Dusseldorf está para Duda Mendonça.

Luiz Gutemberg, hagiógrafo de José Sarney, comentou o trabalho da seguinte maneira: “O filme concentra as esperanças que nasciam dos casebres, dos hospitais e, no meio de tudo, a voz de Sarney. Glauber, modificando a ciclagem da voz do novo governador, obteve um efeito emocionante e fez com que ela soasse como a voz de um vulto profético, fixando o choque entre o impossível, que a mensagem de esperança do novo governador anunciava, e a miséria que as imagens mostravam”.

José Sarney ridicularizou a idéia de que Glauber Rocha pudesse ter qualquer propósito crítico, apresentando-o como um apaniguado cúmplice e obediente. Ele disse: “Quando fui eleito governador, o levei para fazer o documentário da posse. Ele se empolgou e fez. Eu também ajudei porque fiz, de certo modo, o roteiro do documentário, para fugirmos daquela coisa, para ver o contraste entre o que se encontrava e o que a gente desejava. E ele fez”.

Maranhão 66 foi produzido por Luiz Carlos Barreto. E quem mais poderia ser? Atualmente, Luiz Carlos Barreto produz uma cinebiografia de Lula. Pena que Glauber Rocha tenha morrido, porque ele certamente se empolgaria com o projeto e o dirigiria. Seu filho, Erik Rocha, já dirigiu um documentário empolgado sobre Lula. De Maranhão 66 a Brasília 09, a política continua igual. E o cinema brasileiro continua igual: empolga-se e faz.

– Sarney e Lula: Qual o Interesse do Apoio?

Fico impressionado com os acordos políticos que são costurados em Brasília. O Presidente do Senado José Sarney está sem moral alguma para exercer seu mandato, devido as inúmeras denúncias. Está provado e comprovado que seu nome está nos mais graves capítulos de acusação de corrupção da história política brasileira. E o presidente Lula se reuniu ontem, sexta-feira, com líderes políticos a fim de determinar apoio ou não para Sarney. Se o PMDB apoiar Dilma Roussef para a presidência para 2010, Lula defenderá Sarney. Se o PMDB se recusar, Lula não fará nada para salvá-lo.

Ora, e a honestidade do político, fica em segundo plano? A palavra do presidente determina se alguém é bom ou ruim? Muda-se a opinião em decorrência de politicagem?

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1215437-5601,00-DIANTE+DA+AMEACA+DE+RENUNCIA+PT+RECUA+E+VOLTA+A+APOIAR+SARNEY.html

Diante da ameaça de renúncia, PT recua e volta a apoiar Sarney

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse nesta quarta-feira (1º) que o partido voltou a apoiar a permanência de Sarney na presidência do Senado diante da possibilidade de ele renunciar ao cargo.

A bancada do partido se reuniu com Sarney na residência oficial do presidente da Casa, em Brasília, no início da noite. Segundo Mercadante, ele teria dito que poderia renunciar, mas descartava pedir um afastamento provisório. O líder do PT disse que entre uma eventual renúncia e o afastamento, o partido manteria o apoio a Sarney.

“O presidente disse que não quer ser um obstáculo ao Senado”, afirmou Mercadante, após a reunião. Ele voltou a repetir o  que já havia dito pela manhã, ao tentar reduzir a responsabilidade do presidente do Senado pela crise. “A crise no Senado não pode ser debitada na conta de Sarney.” 

O líder do PT negou que a bancada do partido tenha sido pressionada por Sarney para rever sua posição. Nesta quarta, o partido defendeu que Sarney deveria se licenciar por 30 dias do cargo. O pedido foi feito durante o  encontro de Sarney com Mercadante e com a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), pela manhã.

“Há duas hipóteses neste momento que eu consideraria: a renúncia do presidente Sarney do cargo, mas esta não é a solução, ou a permanência [definitiva] dele. O afastamento temporário não deve prosperar”, disse o líder do PT. 

A reunião na residência de Sarney reuniu 10 dos 12 senadores petistas. Apenas Flávio Arns (PR) e Tião Viana (AC) não compareceram. Viana disputou a presidência do Senado contra Sarney no começo do ano. 

Na reunião com os petistas, Sarney teria dito que parte das críticas que recebe não são “válidas” e que acatou as propostas do PT de uma criação de um colégio de líderes para “administrar” a crise e a apuração de todas as denúncias de irregularidades na Casa.

Mercadante afirmou que a bancada do PT deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (2) para discutir a crise no Senado. O presidente voltou ao Brasil nesta quarta-feira à noite de viagem à Líbia. 

Na terça-feira (30), DEM, PSDB, PDT e PSOL pediram o afastamento do presidente do comando da Casa. Seguindo postura semelhante à adotada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, que protocolou uma representação por quebra de decoro contra Sarney na segunda-feira (29), o PSOL apresentou duas representações pelo mesmo motivo contra o presidente do Senado e contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

‘Tapetão’

Na Líbia, Lula disse que a oposição quer ganhar o Senado “no tapetão”, em referência às pressões de senadores para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) deixe a Presidência em razão da crise política que atinge a Casa.

“É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o Marconi Perillo (senador pelo PSDB-GO e primeiro vice-presidente do Senado) assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático”, declarou o presidente.

Por meio da assessoria do partido, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), rebateu as declarações de Lula. “O presidente Lula devia saber que estamos fazendo todo o esforço possível para encontrar uma solução para o Senado. Os senadores do PT sabem disso. Afirmar que o PSDB quer assumir é uma profunda injustiça. Um presidente da República não pode viver eternamente em cima de um palanque. Sua afirmação não tem nenhum cabimento”, afirmou Guerra. 

– 150 anos de Prisão para Madoff

O estelionato causado pelo banqueiro Madoff, que ocasionou a quebra de muitas pessoas devido as suas aplicações em fundos de alta rentabilidade, proporcionaram a ele 150 anos de cadeia, devido ao crime financeiro.

Quase igual ao Salvatore Cacciola, italiano que deu golpes aqui no Brasil através do Banco Marca. Punições “semelhantes”…

Extraído de: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1281449

Bernard Madoff, considerado o autor da maior fraude de sempre, foi condenado, aos 71 anos, a 150 anos de prisão. Em tribunal, pediu desculpa aos investidores, empregados e à mulher.

O juiz Denny Chin condenou Bernard Madoff à pena máxima pedida pelos procuradores americanos pela sua fraude, considerada a maior da história, que lesou investidores em dezenas de milhões de dólares.

Os advogados de Madoff pediam uma pena máxima de 12 anos, mas tal não foi concedido.

Citado pela cadeia de televisão norte-americana CNN, Madoff confessou-se arrependido na sessão de leitura da sentença: “Vivo num estado de tormenta por toda a dor e sofrimento que causei. Deixei um legado de vergonha. É uma coisa com a qual viverei para o resto da minha vida.”

A CNN conta ainda que Madoff virou a cara para algumas das suas vítimas presentes no julgamento e, dirigindo-se a elas, disse: “dizer que estou arrependido não é suficiente. Olho para vocês. Sei que não adianta nada. Peço desculpa.”

Madoff terá dito que não procurava o perdão das pessoas que lesou e que não procurava desculpar o seu comportamento. Disse ainda que sabe ser impossível desculpar alguém que traiu milhares de investidores e empregados. Acrescentou que enganou a própria mulher, que ainda se mantém a seu lado.

Segundo os inquéritos que levaram à condenação de Madoff, nos últimos 30 anos foram confiados a este antigo corrector de Wall Street (a bolsa de Nova Iorque) 13 mil milhões de dólares, provenientes de bancos, particulares ou associações de caridade, diz a agência France Presse. Madoff admitiu não ter investido um único dólar desse montante.

Estima-se que as perdas dos investidores estejam entre 50 e 65 mil milhões de dólares, tendo em conta aquilo que esperavam auferir com o investimento.

Bernard Madoff foi presidente do conselho de administração da Nasdaq. Acusado de fraude, perjúrio, branqueamento de capitais e roubo, Madoff foi preso em Dezembro e esperou pela sentença longe do conforto do seu luxuoso apartamento no Upper East Side, um dos bairros mais caros de Manhattan.

Em Março, declarou-se culpado das acusações que o levaram a tribunal: montou um massivo esquema em pirâmide, em que pagava aos investidores mais antigos com o dinheiro dos novos investidores.

O património de Bernard Madoff foi recentemente avaliado em 820 milhões de dólares, sendo que grande parte deste montante corresponde à sua firma, a Bernard L. Madoff Investment Securities. Todos os bens lhe foram confiscados na última sexta-feira.

– Lula Defende Sarney. Por quê?

Com tantas denúncias contra José Sarney, mesmo assim o nosso mestre-guia Lula insiste em defender o Presidente do Senado. Que país esse homem vive, meu Deus?

Bom, a frase foi dita lá do longíquo Cazaquistão, onde Lula se encontra. Da terra de Borat, talvez não esteja conseguindo enxergar bem a realidade atual da crise do senado…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582293.shtml

Lula defende José Sarney e diz que denúncias não têm fim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

“Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, disse. “Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada.”

O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

“Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

“Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo.”

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar ‘olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa’, o que vai surgir depois?”, questionou.

– A Crise não é do Senado, é “Nossa”

Novamewnte José Sarney aparece negativamente na mídia. Ontem, disse que a crise não era culpa dele, mas do Senado. Ora, a culpa é minha, sua, de todos nós, por votarmos em políticos como esses.

Se todas essas acusações de desmandos e nepotismo ocorrem com Sarney como Senador, assusto em imaginar o que deve ter ocorrido enquanto Presidente da República.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u581833.shtml

“A crise é do Senado, não é minha”, diz Sarney sobre atos secretos

Pressionado pela opinião pública, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), subiu hoje à tribuna da Casa para falar dos escândalos que atingem a instituição desde que ele assumiu o cargo, no começo deste ano. Cobrado a responder, Sarney disse que a crise não era dele.

“A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.”

O último escândalo envolve os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos no Senado e que foram usados para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da Casa.

Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato secreto: Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. Maria do Carmo foi nomeada para um cargo no então gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Vera lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. Ele também teve um neto nomeado e exonerado do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) por ato secreto.

Sarney disse que não sabia que Cafeteira tinha empregado seu neto. “Porque pedi ao senador Delcídio que uma sobrinha da minha mulher, que é do Ministério da Agricultura, fosse designada para o gabinete dele? Que um neto meu foi nomeado para o gabinete do senador Cafeteira. Eu não pedi e não sabia. Ele próprio disse que não me falou, porque se dissesse talvez não tivesse concordado.”

Ele afirmou que todos os atos secretos são de responsabilidade das administrações anteriores. “Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos.”

Apesar de ter presidido o Senado em outras duas gestões, Sarney disse que não tem responsabilidade sobre os últimos escândalos. “Estou aqui há quatro meses. O que praticamos? Só exclusivamente buscar corrigir erros, tomar providências necessárias ao resgate do conceito da Casa. Isso não pode se fazer do dia para a noite, nem é do meu estilo fazer soltando fogos de artifício. Nunca fiz minha carreira política às custas da honra de ninguém.”

Ele afirmou ainda que ninguém pode cobrá-lo de nada, pois tomou medidas para corrigir eventuais problemas na administração do Senado.

História

Sarney apelou para sua história para se defender e disse que nunca esteve envolvido em irregularidades. “A minha visão histórica desta Casa, ninguém vai me cobrar. Ao longo da vida, não tenho feito outra coisa se não louvar a instituição. São 55 anos, 60 de vida pública e 50 dentro do Parlamento. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que eu nunca pratiquei na minha vida. Eu aqui no Senado assisti durante esses anos todos muitos escândalos, muitos momentos de crise, mas em nenhum momento meu nome esteve envolvido. Nunca tive meu nome associado às coisas faladas sobre o Parlamento ao longo do tempo.”

Na tribuna do Senado, ele disse que já prestou muitos serviços ao pais. “Eu, depois de ter prestado tantos serviços a esse país, depois de passar pela presidência da República e enfrentara transição democrática, fui o único governador do Brasil que não concordei com o AI-5. Quem foi o relator da matéria que acabou com o AI-5? Fui eu.” “Se temos erros, eu não vou deixar de tê-los. Mas esses constituem extrema injustiça.”

Crise no Senado

A disputa entre PT e PMDB no Senado trouxe à tona uma série de irregularidades na Casa. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência da Casa.

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após denúncias. Agaciel Maia deixou a diretoria-geral da Casa após a Folha revelar que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

José Carlos Zoghbi deixou a Diretoria de Recursos Humanos do Senado depois de ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Reportagem da Folha mostrou ainda que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

Em março, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, foi acusada de usar parte da cota de passagens do Senado para custear a viagem de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília. Por meio de sua assessoria, a senadora disse que nenhum dos integrantes da lista de supostos beneficiados com as passagens viajou às custas do Senado.

No lado oposto, veio à tona a informação que Viana cedeu o aparelho celular pago pelo Senado para sua filha usar em viagem de férias ao México.

No dia 10 de junho, o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou um levantamento de técnicos do Senado mostrando que atos administrativos secretos –entre eles o do neto do presidente do Senado, José Sarney– foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.

Os atos secretos teriam sido assinados na gestão de Agaciel Maia.

– Caetano Veloso Precisa de Dinheiro Público? Nós o estamos patrocinando…

O descaso com o dinheiro público parece não ter fim. Caetano Veloso, consagrado cancioneiro, está realizando sua nova turnê, e se apresentou num luxuoso e badalado show em São Paulo, no Credicard Hall. Mas um detalhe: sua turnê receberá uma “bolada de dinheiro” do Governo Federal, através da Lei Rouanet, que financia seus gastos e dá (isso mesmo, dá, do verbo “dar”) dinheiro para cobrir prejuízos e viabilizar financeiramente o evento.

Tal lei é para incentivo a cultura, não para ajudar artistas famosos a maximizar seu lucro. Caetano fará caridade em seu show, ou é simplesmente um evento comercial onde ele faturará com as entradas? Que incentivo a cultura é esse, se o show é caríssimo e não popular? O que as pessoas que carecem de cultura ganham quando o Ministério dá dinheiro ao Caetano Veloso?

Se você acha que tais críticas são exageradas, veja o que Gilberto Dimenstein sabiamente escreveu, e para quem gosta de radicalidade, o que o PCdoB colocou em seu sítio eletrônico:

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u581134.shtml

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57910

CAETANO PRECISA DE AJUDA?

Estive no show de Caetano Veloso em São Paulo e notei que, apesar do alto preço dos ingressos, todos os lugares estavam ocupados –apenas preço do estacionamento era de R$ 25. Daí se vê o absurdo de uma possível concessão de R$ 2 milhões à turnê nacional desse espetáculo, graças à Lei Rouanet.

Não me senti jogando dinheiro fora ao pagar o alto valor dos ingressos. Muito pelo contrário: Caetano é um talento extraordinário. Mas sinto que meu dinheiro está sendo jogado fora quando recurso público acaba patrocinando esse tipo de evento.

Caetano ajuda a sintetizar meu incômodo com a Lei Rouanet, que o governo pretende reformar. A concessão do incentivo fiscal, como muitos outros incentivos públicos, para a cultura muitas vezes reforça a lógica da desigualdade do país. Faria mais sentido se Caetano, assim como as celebridades artísticas, recebesse o dinheiro em troca não apenas de ingressos gratuitos, mas de oficinas culturais ou aulas-espetáculo. Em poucas palavras, a concessão do benefício estaria condicionada a algum projeto pela melhoria da educação pública.

Todos sairiam ganhando com essa troca: os estudantes mais pobres teriam a chance de uma inesquecível aula-espetáculo.

E o artista teria, além do apoio financeiro, o prazer de compartilhar sua experiência com quem dificilmente assistiria ao seu espetáculo.

POR TRÁS DO JOGO POLÍTICO DA CULTURA

A lógica da CNIC deveria ser a do Ministério:

1. Shows comercialmente viáveis não devem ser incentivados. Caetano é, graças a seu talento. 

2. Não deve haver concentração de verbas no centro-sul. Caetano é um artista do centro-sul, seus shows serão majoritariamente no centro-sul. 

A partir daí, como fica? Na entrevista da Folha, foram apresentados a ele quatro projetos que tiveram o patrocínio negado: as peças “Peter Pan” e “Miss Saigon”, e exposições como “Leonardo da Vinci” e “Corpo Humano”.

Ele não discute os critérios. Mas defende a revogação do veto à Maria Bethania, argumentando que Ivete Sangalo – que é um sucesso comercial maior – teve seu projeto aprovado. 

Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os preços de um espetáculo popular. 

Espetáculo popular no Credicard Hall é dose. 

De qualquer modo, Juca deixa transparecer uma suspeita política, a de que a decisão do CNIC visou jogar artistas consagrados contra as mudanças na lei Rouanet. É possível. A própria exclusão de Maria Bethânia e a inclusão de Ivete Sangalo mostra um jogo difícil de ser compreendido. 

Mesmo assim, ficadevendo explicações mais claras, inclusive sobre o tal jogo da CNIC. 

Se a intenção do CNIC foi desgastar as mudanças, conseguiu.

OBSERVAÇÃO: são 2 milhões de reais que o Ministério da Cultura que irão (ou poderiam ir) para Caetano Veloso. Após muitas pressões, o Ministério disse que reverá a Lei Rouanet, para cancelar ou não tal “incentivo”.