Realmente, devemos ser todos trouxas.
Se o esquema de corrupção envolvia o Ministro e o Partido, por que ele cai e o partido continua mandando no Ministério?
No mínimo, incoerente.
Realmente, devemos ser todos trouxas.
Se o esquema de corrupção envolvia o Ministro e o Partido, por que ele cai e o partido continua mandando no Ministério?
No mínimo, incoerente.
Interprete esses números abaixo e reflita se vale a pena termos uma Copa do Mundo:
A FIFA arrecadou US$ 3.2 bi antes da Copa do Mundo da África começar. Mas o PIB da África do Sul, motivado pela Copa 2010, cresceu apenas 0,2%. A entrada de dinheiro prometida não ficou, em tese, nas mãos dos sulafricanos. Reproduzimos dias atrás esses dados, explicados pelo membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, Prof Dr Udesh Pillay, que disse (citação extraída de Exame: http://is.gd/Oq7qIX)
“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo (…) Assumiu todas as responsabilidades e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”
Para a segurança da Copa, o Exército Brasileiro estima gastar até 4,5 bilhões em compra de equipamentos e gastos em logística para as operações durante o período, contra US$ 1 bi gastos pela África do Sul para o evento (números extraídos de Época: http://is.gd/ygWtaD)
Não esquecendo: de todos os estádios que historicamente já sediaram uma final de Copa do Mundo, o Maracanã será o mais caro de todos, conforme comparação com outras arenas (segundo a ESPN – veja os valores – em: http://is.gd/o4ZHp4)
E aí, fica a célebre frase de Ricardo Teixeira, quando o Brasil foi escolhido como sede:
“Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo”
Segundo a ONG Contas Abertas, na palavra de Gil Castelo Branco (em: http://is.gd/DibSOT) a “matriz de responsabilidades” para a Copa prevê que o seu custo seja de quase 24 bilhões de reais. Entretanto, o Tribunal de Contas da União (que fiscaliza esses gastos) não tinha um dado sequer fornecido pelo Ministério dos Esportes sobre os gastos do Itaquerão. Na teoria, não houve 1,00 real sequer de dinheiro público no Estádio do Corinthians.
Uma simples constatação: Fortaleza tem um dos piores índices sociais do país em comparação com as demais capitais (saúde, educação, segurança, saneamento…), e recentemente o Jornal Nacional (da Rede Globo) veiculou uma matéria na crise da saúde pública. Entretanto, a capital cearense festeja o fato de 6 jogos serem marcados para o Castelão, estádio oficial de lá. Mas quantos hospitais poderiam ser construídos com os gastos da Copa do Mundo? O que é melhor: gastar com futebol ou gastar com saúde pública?
É o país do pão e circo… E vamos ter que agüentar ainda mais 30 meses…
Encerro com a crônica brilhante e irônica do José Roberto Torero, na Folha de São Paulo do último sábado, remetendo à conversa do imperador Vespasiano ao seu filho Tito:
“Não pare a construção do Coliseu. Onde o povo prefere se sentar: numa privada, num banco de escola ou num estádio? No estádio, lógico...”
E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
A Revista Veja escancarou o esquema de corrupção envolvendo o Ministro dos Esportes e o PCdoB. E sem constrangimento, o próprio Ministério faz um anúncio publicitário de 2 páginas na mesma revista que o acusa! Cara-de-pau ou demagogo?
Pior: usa como exemplo o mesatenista campeão Hugo Hiyama, e faz analogia dele, quando criança, chamado de ‘Mr Magoo’, como um menino improvável de ter sucesso, mas supostamente foi o Ministério dos Esportes quem o ajudou!
Foi nada. Hugo Hoyama é campeão graças ao seu esforço, dedicação, “paitrocínio” (suor do pai em bancá-lo) e ajuda de amigos. Se ele é um campeão incontestável, NÃO SE DEVE AO MINISTÉRIO.
A quem querem enganar? Acham que a população é trouxa?
Ele tem 14 processos na Justiça Eleitoral, mas não se preocupa com isso: o vereador Rodson Lima se diz privilegiado por levar uma Vida de Príncipe, bancado pelo dinheiro dos eleitores!
Cara-de-Pau, né? E colocou isso por conta própria até nas redes sociais.
Extraído de “O Globo” (citação em: http://is.gd/1lzSkn)
O PRÍNCIPE DE TAUBATÉ
Vereador Rodson Lima diz que leva vida de nobre graças ao dinheiro público
SÃO PAULO. O vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté, a 134 quilômetros de São Paulo, causou polêmica nas redes sociais. Em comentário postado no Facebook, em lista criada para debater as eleições municipais do ano que vem, Lima se vangloriou de estar hospedado em um hotel de luxo em Aracaju e disse que leva vida de príncipe há 15 anos, com dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica e gabinete com ar-condicionado. E deixou claro que essa vida de luxo é paga com dinheiro público.
“Nesse momento, estamos hospedados em um hotel cinco estrelas, com uma “big” de uma piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público. O povo me dá vida de príncipe”, disse o vereador na mensagem.
O comentário revoltou alguns dos participantes da lista, que criticaram o vereador. Também no Facebook, centenas de pessoas classificaram a atitude de “escárnio” e “vitupério”, além de chamarem o vereador de “insolente”, “representante da escória política”, “safado” e “cara de pau”. Lima rebateu, chamando os internautas de “idiotas”.
Disse, ainda, que estava no Nordeste a trabalho em um encontro com representantes do Legislativo de outras cidades, promovido pela Associação Brasileira de Escola Legislativa. O caso também repercutiu em Taubaté. O Conselho de Ética da Câmara Municipal vai analisar se houve quebra de decoro parlamentar. Segundo a Câmara, a viagem a Aracaju custou R$9.600 aos cofres públicos, entre passagem, hospedagem e inscrição para o congresso.
– Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar-condicionado? Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido – afirmou posteriormente o parlamentar, em entrevista à TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba.
Procurado peloo GLOBO, Lima se justificou:
– Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas para mim é como se fosse um palácio. Eu estou conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira?
Lima afirma que não quis fazer escárnio com a mensagem no Facebook, e sim agradecer ao povo de Taubaté.
– Sou de família humilde. Fui criado dormindo em esteira no chão, tomando banho em bacia e usando banheiro no mato. Hoje, estou aqui, no meio de senadores, conselheiros do Tribunal de Contas. As autoridades me chamam de Excelência. Foi isso que eu quis dizer. Passei de vassalo para uma vida de príncipe.
O vereador, que está na Câmara Municipal de Taubaté há 15 anos, diz que os eleitores que o elegeram “não têm Facebook”. Condenado em dois processos na Justiça Eleitoral, ele está inelegível. O parlamentar responde ainda a 14 outros processos.
– São dois processos em que fui condenado. Fiz de fato e faria de novo. Enquanto tiver um cidadão desassistido pelo poder público, irei lá ajudar. Em um deles (dos processos), fui condenado porque transportei pessoas doentes no carro oficial. No outro, comprei uma ambulância junto com uma funcionária para ajudar os mais pobres. Aí, disseram que fiquei com o dinheiro dela, mas não é verdade.
Mesmo inelegível, Lima não parece disposto a abdicar da vida de príncipe. Seu objetivo é ver os filhos ocupando seu lugar na Câmara:
– Tenho minha prole. Quero que eles ocupem meu lugar. Isso é tradição no Brasil, né? E eles querem trabalhar pelo povo. Um deles trabalha na ambulância que eu comprei. É o motorista.
Ontem, após ser procurado para explicar as declarações, Lima postou no Facebook a seguinte frase: “Fico feliz (com a repercussão), pois assim posso explicar o que eu quis dizer, que é um reconhecimento ao povo, que deve saber de TUDO, e que em momento algum houve escárnio, ou disse que estava fazendo um turismo.”
Esse título nada mais é do que a chamada de capa da revista Veja desta semana. Segundo a publicação (sente-se na cadeira), cerca de 85 bilhões de reais foram surrupiados pelos políticos no último ano!
Uau…
A Revista traz 10 coisas que se poderia fazer com o absurdo montante:
1. Erradicar a miséria.
2. Custear 17 milhões de sessões de quimioterapia à pacientes com câncer.
3. Custear 34 milhões de diárias em UTIs em hospitais Tops.
4. Construir 241.000 m de metrô.
5. Construir 36.000 km de rodovias.
6. Construir 1.500.000 de casas.
7. Reduzir 1,2 ponto percentual a taxa de juros.
8. Dar a cada brasileiro R$ 443,00.
9. Custear 2 milhões de bolsas de mestrado.
10. Comprar 18 milhões de bolsas de luxo (iguais àquelas com que os corruptos presenteiam sua mulher e amantes).
E aí, quando é que vamos mudar tudo isso?
Os mais antigos diriam: “Que saudade do tempo em que Orlando Silva era o cantor das multidões…”. Hoje, o nome remete ao do ministro acusado de corrupção.
A primeira denúncia veio de um ex-PM que era membro do partido dele. Descobriram que o denunciante tinha histórico criminal e tentaram desqualificar. Depois vieram denúncias sobre ONGs ligadas a sua mulher e ao seu assessor. Agora, nova denúncia que envolveu a ONG de um pastor.
Das acusações feitas tanto de bandidos como as dos santos, o destino final sempre é o mesmo: o Ministro Orlando Silva e ao PC do B.
Porém, Dilma garantiu o político no cargo. Pra quê? Para prolongar a discussão? E se o ministro cair, o Ministério continua na mão do PC do B?
Lamentável…
E a influência política, mandos e desmandos, politicagem e negociatas continuam rolando soltas em Brasília.
Me envergonho de ser brasileiro ao ler essa matéria abaixo (da Época que chega hoje às bancas):
A LISTA SECRETA DE DILMA
ÉPOCA obtém a relação das indicações políticas guardada no Palácio do Planalto. Ela revela como e para quem são divididos os cargos mais disputados do governo federal

Desde meados dos anos 1990, fala-se em Brasília de uma lista elaborada pelo Palácio do Planalto na qual seriam compiladas as indicações políticas para cargos públicos. Os rumores atravessaram os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva sem que a existência desse documento tivesse sido comprovada ou mesmo admitida oficialmente. A reprodução exibida na página ao lado encerra a questão. A cópia da listagem é recente. Ao obtê-la, a reportagem de ÉPOCA se comprometeu a não revelar a data em que ela foi impressa, o que poderia ajudar a identificar a fonte da informação.
A relação é restrita a não mais que uma dezena de funcionários da Presidência da República. Elaborada na Secretaria das Relações Institucionais, da ministra Ideli Salvati, ela só é conhecida pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e por um número muito seleto de seus assessores. A autenticidade do documento foi comprovada por integrantes do alto escalão do Planalto. Procurada por ÉPOCA, a secretaria afirmou desconhecer a existência da lista. Informou apenas que “recebe, sim, pleitos de aliados, indicações e sugestões”. “É natural que a base aliada, alicerce de sustentação do governo, pleiteie de forma legítima a divisão de espaços de comando na esfera federal”, afirmou em comunicado por escrito.
A lista é guardada como um segredo de Estado por revelar um retrato acabado da fisiologia brasileira. Nela, está expresso o apetite por cargos de cada partido, grupo e cacique da coalizão governista. Mais: o documento mostra a quem e como o Planalto deu postos. O documento enumera 229 candidatos a 318 cargos na administração federal. A discrepância de números se deve a duas razões: há casos em que um pretendente almeja mais de uma vaga e há postos reservados a um grupo político que ainda não apontou seu preferido. A listagem abrange uma pequena, mas representativa, amostra dos 24 mil cargos federais disputados com sofreguidão por políticos. Juntos, os postos da listagem movimentam mais de R$ 500 bilhões.
Nas 29 páginas da listagem, desfilam indicados anônimos e políticos famosos, como o ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT, postulante a uma diretoria da hidrelétrica de Itaipu, ou o da Paraíba José Maranhão, mencionado para a vice-presidência de Loterias da Caixa Econômica Federal. Ambos ficaram desempregados depois da última eleição. Os nomes de Zeca, Maranhão e de cada um dos outros apaniguados foram inscritos na lista ao lado dos respectivos padrinhos. Por isso, o relatório serve também como um mapa do poder no governo Dilma Rousseff. Por meio dele, é possível ter uma ideia precisa de quem são os políticos mais influentes na atual gestão. Pode-se medir seu poder pela quantidade de pessoas que eles conseguiram incluir na lista ou, sobretudo, pelo número de seus afilhados efetivamente nomeados. Nos dois critérios, brilha a estrela do PT.
O partido de Dilma lidera o ranking de pedidos de emprego, 57% do total, e de postos obtidos, 48%. O PMDB do vice-presidente Michel Temer vem em um segundo lugar distante, com apenas 14% das indicações e 14% de nomeações. Em ambos os critérios, PR, PTB, PSB e PP não ultrapassam 10% do total. PRB, PCdoB e PDT ficam com, no máximo, 2% cada um. A hegemonia petista é tamanha que os organizadores da lista não consideram o partido como uma única entidade. Ao contrário, cada uma de suas facções é tratada como se fosse uma legenda à parte na coalizão governista. Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior corrente petista, indicou sozinha 52 pessoas, oito a mais que o PMDB inteiro. O PT Nacional tentou nomear outros 23 filiados, número superior ao do PR, o terceiro colocado, com 19 nomes. Petistas envolvidos em escândalos também foram contemplados na relação.
Por ela, descobre-se que o negócio de José Dirceu, acusado de chefiar o mensalão, agora é trem. Ele patrocina a indicação de Afonso Carneiro Filho para as diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos e da Valec. O currículo de Carneiro Filho, petista e funcionário do Ministério dos Transportes, foi encaminhado ao Planalto por José Augusto Valente, que se identifica como consultor privado. “Dirceu me consulta quando a questão é transportes”, diz Valente.
O documento também mostra como o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci batalha para promover seu irmão Adhemar a presidente da Eletronorte ou, no mínimo, mantê-lo como diretor dessa estatal. Conseguiu, inclusive, que o CNB reforçasse seu pleito. De acordo com a listagem, Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação Social, e Ricardo Berzoini, ex-ministro da Previdência e ex-presidente do PT, tentam enfiar no Ministério da Cultura o economista Murilo Francisco Barella. Berzoini nega ter participado da indicação, mas reconhece ter tentado nomear outra pessoa: Aristóteles dos Santos, para o Conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Santos já foi ouvidor da Anatel e, em 2006, chegou a aparecer em programas eleitorais do então presidente, Lula, candidato à reeleição.

Nenhum nome se destaca tanto na relação quanto o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele é de longe o campeão de indicações. Em sua conta são debitados 60% dos 44 pleitos apresentados por seu partido. “Isso acontece porque atribuíram a mim todas as indicações da bancada da Câmara do partido e ainda muitas que foram feitas pela do Senado. A verdade é que isso já demorou tanto que desistimos de lutar pela maioria desses nomes”, disse Alves, ao examinar as informações do Planalto.
A lista da Secretaria de Relações Institucionais revela aspectos prosaicos das relações em Brasília, como a insistência dos políticos em encontrar sinecuras e arranjar benesses para seus amigos. Chega a ser anedótico o caso do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento com seu ex-motorista Ronaldo Rodrigues Barbosa. Nascimento se empenhou primeiro em promovê-lo a assistente técnico do gabinete quando ministro. Agora no cargo de senador, luta para mantê-lo no posto. Uma curiosidade: a indicação de Nascimento é classificada na lista como “técnica”. “Foi um reconhecimento ao desempenho de Barbosa”, diz Nascimento.
A lista revela outras situações nada curiosas. Correligionário de Nascimento, o deputado Valdemar Costa Neto (PR), que renunciou ao mandato para não ser processado no escândalo do mensalão, aparece entre os atendidos pelo Planalto. O deputado João Pizzolati (PP-SC), considerado ficha suja, consta da relação. O ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que chegou a ser preso, também está lá. A presença delas descortina um retrato pouco alentador da política e da gestão pública brasileiras. Ao lado dos nomes dos indicados não há qualquer referência a suas qualificações profissionais. Não há menção a currículo ou experiência anterior que os habilitem a exercer a função que pretendem. “São raríssimos os casos de indicados politicamente que poderiam ser aprovados em concurso público”, diz o cientista político Alberto Carlos Almeida. Os currículos até existem. Há uma pilha de mais de 40 centímetros deles numa sala do Planalto, mas eles têm pouco valor, porque são relegados a segundo plano já no momento de formação da lista.
Os nomes são entregues à Secretaria de Relações Institucionais, em geral, por líderes partidários. Ministros e funcionários de alto escalão também conseguem fazer indicações diretas. A lista obtida por ÉPOCA mostra que o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutra de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, demitido em julho, indicou sete pessoas para posições de confiança nessa instituição. Poucos políticos, como o senador Blairo Maggi (PR-MT), conseguem por si só colocar o nome de seus protegidos na pilha. Uma vez recebidos pela Secretaria de Relações Institucionais, todos os nomes são submetidos a um pente-fino do Gabinete de Segurança Institucional. Os currículos são encaminhados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que verifica se o candidato tem ficha policial, se já foi condenado pela Justiça em segunda instância, se tem débitos na Receita Federal, dívida trabalhista e se é sócio diretor de empresa, entre outras coisas. Esse levantamento é revisado e aprofundado se houver chance de o indicado ser nomeado. O processo é lento, porque é realizado por apenas cinco funcionários, e alvo frequente de queixas dos políticos.
Uma vez prontas, as indicações se tornam o principal objeto de pressão sobre o governo federal. Relutar em atender aos políticos resulta em um jogo de reclamações e ameaças, que facilmente se converte em traições em votações no Congresso Nacional ou mesmo em denúncias nos jornais. Mas serve também como instrumento de controle e pressão sobre a base de sustentação do governo. “Essas indicações e as nomeações são usadas para pressionar o Congresso”, diz um expoente do Planalto que já integrou o Legislativo federal e analisou a lista exposta nesta reportagem. Ele diz que a presidente Dilma imprimiu uma dinâmica nova – e muito mais lenta – ao processo de nomeações. A demora é tal que os líderes deixaram de insistir. “Só dá desgaste”, diz o peemedebista Henrique Eduardo Alves. Até mesmo o PT, o maior participante nas indicações, está frustrado. O ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin passou meses em Brasília esperando uma nomeação. Desistiu. A ex-governadora do Pará Ana Júlia Carepa é outra que espera até hoje. Dilma deu sinais inequívocos de que, pelo menos por enquanto, pretende manter nomeações no conta-gotas.
As indicações políticas para cargos públicos são um fato da democracia com o qual os governos são obrigados a conviver. Em regimes democráticos, nomeações políticas são normais e salutares. É preciso que os partidos que ganhem as eleições dividam entre si os cargos de confiança no governo para implementar as políticas que lhes deram a vitória nas urnas. “É natural que um partido político aponte gente de sua confiança para ocupar cargos de sua própria representação”, diz o sociólogo Antonio Lavareda. A questão no Brasil é outra. A lista da Secretaria de Relações Institucionais mostra que mesmo cargos eminentemente técnicos, como as diretorias de bancos estatais, foram incluídos pelo governo petista nas negociações partidárias. Postos de menor expressão na administração pública também. A regra não são os programas eleitorais, mas o loteamento e aparelhamento da máquina pública. “No Brasil, esses vícios foram agravados pelas características do sistema partidário e da base governista, extremamente fragmentados. Como eles são muitos, a demanda por cargos de confiança é maior”, afirma Lavareda.
Os vícios do sistema nacional ficam ainda mais evidentes quando comparados com as regras de democracias mais consolidadas. Nos Estados Unidos, que possuem uma das maiores administrações públicas do mundo, apenas 4.500 cargos podem ser preenchidos por indicação política – um sexto do que ocorre no Brasil. O Senado americano publica a lista dos escolhidos pelo presidente desde 1952. O Plum Book (Livro Ameixa), como é conhecido, é uma tradição. Para chegar ao cargo, o candidato deve ter conhecimento técnico na área em que deseja trabalhar – exigência que não existe por aqui. A França, um dos países que mais valorizam o funcionalismo público, reserva apenas 500 vagas para indicações políticas. A maioria dos funcionários da máquina estatal é de servidores de carreira. O Reino Unido permite apenas 300 indicações de caráter político – e, mesmo assim, os escolhidos têm de comprovar capacidade técnica. O país mais restrito é a Alemanha, onde o Estado tem apenas 170 cargos para indicações políticas. No Brasil, isso não seria o suficiente para satisfazer nem um partido médio, quanto mais a ampla e sedenta base de apoio do governo federal.

A partir da próxima 5ª, o Ministério Público do Rio Grande do Sul estará promovendo um simpósio de incentivo ao combate à corrupção. Muitos serão os palestrantes, e um deles me chamou a atenção: Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro de futebol com participação em 3 Copas do Mundo participará do evento; agora, como Coordenador Executivo do Comitê Gaúcho Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014. Sua intervenção ocorrerá no painel “CORRUPÇÃO: o que o ESPORTE tem a ver com isso?”.
Assunto difícil: em tempos em que o Ministro do Esporte está em situação delicadíssima, e num momento em que assuntos financeiros da Copa do Mundo não nos trazem bom presságio, desejo boa sorte!
Há pouco, em seu twitter, Simon disse que para a campanha ao combate à corrupção (envolvendo todos os setores da sociedade), sua imagem será usada com o tema: “Cartão Vermelho para a Corrupção”.
Esqueçam o vergonhoso caso do Orlando Silva, e pensem na coisa de maneira macro: os pares de Dona Dilma eram, na grande maioria, da gestão Lula.
Será que com a mudança do chefe do executivo eles mudaram o comportamento, ou já trabalhavam dessa maneira corrupta? Os ministros que caíram viraram a casaca ou sempre eram corruptíveis?
Porque Lula nunca viu nada disso?
Pior: tais “faxinas” só acontecem devido as denúncias da Imprensa. A mesma Imprensa que o Governo, discretamente, quer calar aos poucos…
Ops: Não nos esqueçamos do que o ministro Orlando Silva disse ontem:
“Sou parte da história do esporte brasileiro”
Ô. Deve ter marcado muitos gols e ter sido aplaudido por muita gente de bem.
“Sou parte da história do esporte brasileiro”
Ministro Orlando Silva, em depoimento a pouco.
Incrível a cara-de-pau do nobre político, né? A grana da propina na garagem deve estar ajudando a entrar na história mesmo…
Putz, fico p. da vida com esses demagogos que acham que todos nós somos trouxas…
Ele deve realmente fazer parte da história. Os atletas devem ser meros coadjuvantes… Treino muito e marcou muito gol esse tal de Orlando (sic).
Por Reinaldo Oliveira
Manifestações contra as crises que assolam os países estão acontecendo no mundo todo. E como ferramenta em apoio para estas manifestações as redes sociais como o faceboock, twitter e outros, utilizados em sua esmagadora maioria por jovens, têm destacada atuação. As últimas grandes transformações em países do Oriente Médio, da Europa, da Ásia, Américas Central e Latina, estão acontecendo apoiadas nestas ferramentas virtuais. No Brasil, em todos os Estados grupos das mais diferentes ideologias têm se manifestado contra a endêmica onda de corrupção que está acontecendo com assustador aumento, em todos os escalões, sem que a população tenha o entendimento de que os culpados estão sendo punidos. Entidades como o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras a nível nacional, estadual e municipal, também têm se manifestado, bem como vêm emitindo mensagens de conscientização para a cidadania. Por este motivo, no dia 12 de outubro, feriado nacional em comemoração à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, além dos grupos que de forma organizada realizaram protestos contra a corrupção, também os arcebispos dom Odilo Pedro Scherer – de São Paulo e dom Raymundo Damasceno – cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, levaram mensagens de conscientização aos fiéis que participaram das celebrações. Celebrando na Igreja de São Luiz Gonzaga, em Pirituba – zona norte de São Paulo, dom Odilo, durante o sermão, elogiou os protestos e disse: “Quando não somos mais capazes de reagir e nos indignar diante da corrupção, é porque nosso senso ético também ficou corrompido. Quando o povo começa a se manifestar, a coisa melhora. É isto que precisa acontecer”. Em Aparecida/SP, em entrevista após a missa, dom Raymundo afirmou que a CNBB defende os atos de protesto contra a corrupção: “Sabemos de manifestações organizadas por redes sociais e defendemos que a população deve acompanhar os nossos homens públicos, sejam do Executivo ou do Legislativo. Quando há denúncias de corrupção, que se investigue se há responsáveis ou não”. Que assim seja. Amém. (Com informações da Folha de São Paulo – edição de 13 de outubro
Leitores da Folha de São Paulo de hoje têm o prazer de ver uma das charges mais inspiradas dos últimos tempos: Bandeira com Símbolo Comunista e Ministro Orlando Silva. Abaixo, a legenda: Foice, Martelo e Picareta.
Sensacional e Verdadeiro.
Um dito antigo:
“Diga-me com quem andas, que direi quem tu és”
Orlando Silva é denunicado pela Revista Veja que chega hoje às bancas. Segundo a publicação, ele teria recebido propina até mesmo na garagem do Ministério! Fala-se ainda de um esquema de lavagem de dinheiro do PC do B com aval do Ministro dos Esportes.
Mas, cá entre nós: quem tem afinidade com Ricardo Teixeira, Nuzman, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches, poderia-se esperar algo diferente?
Não vejo nenhuma Madre Teresa de calcutá andando com essa turma…
E ele é o homem do poder público que cuidará da Copa-14 e Olimpíadas-16. Tenha dó!
Vez ou outra vemos notícias de que containers chegam do hemisfério norte trazendo lixo ao Brasil. É, isso mesmo: lixo.
O problema é que eles não vencem reciclar tanto lixo e não há espaço. Então, muitas vezes, aproveitadores abandonam aqui cargas gigantescas para serem descartadas, bem como em outros países no 3º mundo.
Muito bem: dias atrás, os jornais trouxeram uma matéria que em Pernambuco havia chegado container com lixo hospitalar! E não é que a Folha de São Paulo, Ed 15/10/2011, na matéria de Fábio Guibi, descobriu que esse mesmo lixo está sendo revendido aqui?
Que loucura! Lençóis manchados de sangue são “reaproveitados” por comerciantes picaretas e revendidos por aqui!
Imagine quanta contaminação… Isso é enganar ao extremo o pobre do consumidor desinformado.
Abaixo, matéria do Terra Notícias (http://is.gd/M4qpf1)
LENÇOL DE LIXO HOSPITALAR É VENDIDO EM PERNAMBUCO
Lençóis classificados como lixo hospitalar, procedente dos Estados Unidos, são vendidos por quilo em loja na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, a 205 km de Recife, em Pernambuco, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Nesta semana, a Receita Federal apreendeu dois contêineres com 23,3 t cada de lixo hospitalar trazido irregularmente dos Estados Unidos por uma empresa têxtil pernambucana.
Funcionários da loja que venderam o material nessa sexta-feira alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo pela compra dos lençóis. Segundo a reportagem da Folha, a loja foi fechada após a aquisição, e não voltou a abrir durante o dia. A Receita afirmou que visitará a cidade, mas não especificou a data.
E essa agora… até na Siemens?
Adilson Primo, presidente da Siemens, que começou como mero trainee e honrosamente chegou ao cargo mais alto da multinacional alemã no Brasil, foi afastado do cargo. Motivo? Segundo o Estadão de hoje, desvios de verba por volta de 7 milhões de reais.
Extraído de:
SIEMENS: PRESIDENTE CAI POR SUSPEITA DE CONDUTA INADEQUADA
O grupo alemão Siemens anunciou nesta terça-feira a nomeação de Paulo Ricardo Stark como novo presidente-executivo de sua subsidiária brasileira, após a demissão de Adilson Primo – que estava no comando da companhia desde 2001. Segundo a Siemens, uma investigação interna recente – que ainda está em curso – detectou grave violação ao código de conduta dentro da unidade brasileira, ocorrida antes de 2007.
“A Siemens não tolera violações de seus princípios”, afirmou o grupo em nota em inglês disponível em seu site, sem dar mais detalhe sobre o ocorrido.
Stark é engenheiro elétrico e exerceu diversos cargos para a Siemens no México e na Alemanha, onde recentemente ocupou a diretoria de uma unidade de negócios. No ano fiscal de 2010, a Siemens Brasil teve receita de cerca de 1,8 bilhão de euros e pedidos recebidos no total de 2,1 bilhões de euros.
A subsidiária brasileira da companhia alemã tem mais de 10 mil colaboradores, 13 unidades fabris e sete centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia.
Compartilho abaixo o texto do amigo jornalista Reinaldo Oliveira sobre um dos casos que mais pode deixar indignado o eleitor: A venda de “leis”.
CHAMA O SÍNDICO
Por Reinaldo Oliveira
Algumas frases marcantes atravessam o tempo e, apesar de ditas há muitos anos, continuam atuais e contemporâneas. Como esta que já completou um século: “De tanto triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa). E nos últimos dias, dois acontecimentos a nível nacional, exemplificam bem o descaso e a incúria dos homens públicos, deste belo e grande Brasil, cuja população alienada e sem cultura, assiste passivamente e de forma bovina, os desvios do erário público e aumento generalizado da corrupção. O primeiro: há dois meses o deputado estadual Roque Barbieri (PTB), em entrevista à imprensa da região de Araçatuba/SP, disse que de 25% a 30% dos 94 deputados da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, vendem emendas, fazem lobby com as prefeituras vendendo projetos educacionais ou trabalham “oficialmente” para empresas que têm contratos com o Estado. Isto mostra que de 23 a 28 deputados que foram eleitos para representar o povo, traíram o eleitor, o Estado e o País, e estão utilizando do cargo a eles conferido para traficar influências, alimentar a corrupção e enriquecer de forma ilícita e desonesta. A denúncia do deputado Roquinho – como é mais conhecido, gerou um grande ruído, nos meios de comunicação, bem como em algumas Comissões Internas da Assembléia, que estão cobrando do deputado que ele fale os nomes dos deputados corruptos. Por conta disso, na quinta-feira dia 6 de outubro, através de convocação em que ele não é obrigado a comparecer, uma das Comissões Internas, o convocou para uma audiência. Ele pode até enviar por escrito, caso não possa comparecer. Mas não é só ele que está nesta situação. Os deputados Olimpio Gomes (PDT) e Bruno Covas (PSDB), também fizeram denúncias de mais deputados que praticam atos de corrupção. A Comissão Interna tem até trinta dias para se manifestar após receber as informações e/ou nomes dos deputados denunciados. O segundo: a ministra Eliana Calmon – coordenadora do Conselho Nacional de Justiça, quando em entrevista à imprensa de São José dos Campos/SP, disse com todas as letras: “A magistratura está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”. A declaração caiu como uma verdadeira bomba, e o ministro Cesar Peluso – presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou que as declarações da ministra lançam, sem provas, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes e levam ao descrédito às instituições, perante o povo. Também o ministro Luis Felipe Salombo – do Supremo Tribunal de Justiça, disse à Revista Consultor Jurídico: “Há uma tentativa de emparedar publicamente os ministros do Supremo Tribunal Federal. Nem a ditadura militar ousou fazer isso. Não deveria ser feito por quem usa toga”. Outras associações de classe também se manifestaram contra as declarações. O assunto rendeu manchetes nos maiores jornais e revistas, bem como nos telejornais. Só que isto faz parte do Estado democrático. Há algumas instituições cujo funcionamento são tratados como verdadeiro segredo de Estado e estas julgam que a massa ignara não necessita saber ou ter acesso no que nelas acontece. Uma coisa é certa: se a ministra não tivesse certeza, indícios ou prova do que falou, não abriria a boca. Quando um membro deste seleto e restrito grupo que tem tão grande responsabilidade no destino do País, vem com denúncia como esta a público, é sinal de coisas muito grave estão acontecendo. Parafraseando Gaiman e Pratchett: “O inferno está vazio. Todos os demônios estão aqui”. É isso!!
Quando surgiu a história de que seria construído o novo estádio do Corinthians, em Itaquera, Luís Paulo Rosemberg, diretor de Marketing, disse que com a venda dos Naming Rights pagaria o custo (por volta de R$ 260 milhões).
O estádio inflacionou-se para R$ 400 milhões, e, primeiramente, Andrés Sanches que não pensava em “Estádio da Copa”, mas sim como Arena do Timão. Depois virou estádio oficial da Copa em SP… o preço foi subindo, subindo…
Na Revista Época dessa semana, o presidente do Corinthians declarou que:
“Quem fez o estádio [Itaquerão] fui eu e Lula. Garanto que custa mais de R$ 1 bi“.
Imediatamente o Corinthians desmentiu, e colocou no site que o custo será de “apenas” R$ 820 milhões, dizendo que é falso o valor da Revista.
Porém, a Época desmentiu o desmentido, e colocou no Twitter, há pouco, o áudio da entrevista com a afirmação de Andrés Sanches sobre o 1 bilhão! Aqui: http://glo.bo/qxdlOq
A pergunta básica: Quanto custará de verdade e de onde virá o dinheiro desse estádio?
Ninguém sabe ao certo quanto vem da Iniciativa Privada, do Governo ou de renúncia fiscal. Toda semana os números mudam! E até a inauguração do estádio, o quanto mais vão inflacioná-lo?
Uma observação: na mesma Época se fala sobre os amigos de André Sanches, todos ligados ao jogo do Bicho (que, verdade seja dita, são denunciados há tempos pelo “Blog do Paulinho”, que absurdamente é censurado por falar tais verdades). Bicheiro não é contraventor nesse país? Não deveriam estar na cadeia, ao invés de serem dirigentes e amigos do peito de Andrés Sanches?
Confesso estar indignado…
E você, o que pensa sobre isso?
Parece que não é só no Brasil em que a imprensa está em cima de Ricardo Teixeira. A The Economist, importante revista de circulação mundial, relata um histórico de gestão nebulosa, manchas e gols contras do mandatário. E cita que a presidente Dilma Roussef preocupa a FIFA, por não estar alinhada nem compactuar com as idéias do presidente da CBF.
Abaixo, extraído de: http://www.economist.com/node/21530991
OWN GOLS FROM SENHOR FUTEBOL
Brazil hopes that the 2014 World Cup will boost its image, but the country’s football federation is shrouded in sleaze
IT IS the only country to have played in the final stages of every football World Cup and it has won it five times, more than anybody else. So Brazil feels proprietorial about the tournament, which it is to host in 2014. Another victory, good football and a party atmosphere would satisfy the demanding home fans, as well as many of the 600,000 expected from abroad. But for Brazil’s government the run-up to the tournament is not going well.
It is becoming clear that promised improvements to the country’s creaking transport systems are unlikely to amount to much. Of 49 planned urban-transport schemes in the host cities, work has started on just nine. Airport upgrades are running behind schedule too, and more than half are just temporary fixes. The government is trying to damp down expectations. In an interview with Carta Capital, a weekly magazine, Brazil’s president, Dilma Rousseff, said that the urban-transport improvements were not essential for the tournament’s success. Miriam Belchior, the planning minister, suggested that the government would declare holidays on match days to avoid traffic jams.
Sepp Blatter, the president of FIFA, world football’s governing body, has written to Ms Rousseff expressing concern. But Ms Rousseff has cause to worry about FIFA. Just when she is doing her best to clean up the country’s politics—she has sacked four ministers over corruption claims—the World Cup is being run by one of football’s most tarnished figures. And claims of sleaze keep on coming.
Ricardo Teixeira, who is president of the local World Cup organising committee and a member of FIFA’s executive committee, has been chairman of the Brazilian Football Confederation (CBF) since 1989. He is a protégé of João Havelange, who ran FIFA for almost a quarter-century until 1998. Mr Teixeira has been fighting accusations of graft for years. In 2001 investigations by Brazil’s Congress into corruption in football found irregularities in a deal arranged by Mr Teixeira under which Nike, an American sportswear firm, sponsored the national team. The congressional committee of inquiry passed on to the public prosecutor some 13 charges against him, including embezzlement, money laundering and tax evasion. All were subsequently dropped. (Nike says the contract was “fully legal in essence and spirit”.)
“Panorama”, a BBC television programme, has accused Mr Teixeira and Mr Havelange of taking bribes in the 1990s related to marketing rights for games. Earlier this year Lord (David) Triesman, the man who launched England’s failed bid to host the World Cup in 2018, said that Mr Teixeira had asked for money in return for his vote.
In an interview in Piauí, a Brazilian monthly, Mr Teixeira denied the BBC’s claims. He said the English were “pissed off because they lost” and that he would have his revenge on the BBC: as long as he is at the CBF and FIFA, “they won’t get past the door.” He boasted that in 2014 he would do “the most slippery, unthinkable, Machiavellian things [such as] denying press credentials, barring access, changing game schedules.” The sports minister, Orlando Silva, had to promise that all journalists would be fairly treated and allowed to do their work.
A FIFA investigation cleared Mr Teixeira of Lord Triesman’s allegations. Mr Havelange has not responded to the BBC’s allegations. But the International Olympic Committee, of which Mr Havelange is a member and which has stricter ethical standards than FIFA, is investigating them. This week a Brazilian prosecutor declared that he will order police to look into whether Mr Teixeira was guilty of money laundering and tax crimes.
Marketing games
Another brewing scandal concerns a friendly game between Brazil and Portugal in Brasília in November 2008. Associates of Mr Teixeira received millions from the event. Around the same time they appear to have signed contracts committing them to pay large sums to Mr Teixeira for purposes that remain obscure. Six months before the match Sandro Rosell, who is now the president of Barcelona Football Club, the European champions, became a director of Ailanto, a sports-marketing firm in Rio de Janeiro set up shortly beforehand.
Mr Rosell has been doing business with Mr Teixeira for years: he moved to Brazil as Nike’s director of sports marketing in 1999 to manage the company’s relationship with the CBF. A week before the Brasília match, the government of the Federal District signed a contract to pay Ailanto 9m reais ($4m at the time) for the marketing rights and for other loosely defined services, including arranging transport and accommodation for both teams’ players. (The then governor of the Federal District, José Roberto Arruda, was later imprisoned and charged by the Federal Police over corruption relating to other matters.)
That deal is now being investigated for padding and corruption. The public prosecutor’s office in Brasília says that receipted expenditure relating to the game was only around 1m reais—and that in any case the Football Federation of Brasília (FBF), an affiliate of the CBF, had paid. It also says that, although the Federal District government bought the rights to the game, the money from ticket sales went to the FBF. Brasília’s police force has searched Ailanto’s premises in Rio de Janeiro, seizing documents.
Alongside these deals run three others whose purposes are not immediately obvious. The Economist has copies of what appear to be the contracts for all three. One dated March 2009 commits Vanessa Precht, a Brazilian who formerly worked at Barcelona FC and who was Mr Rosell’s partner in Ailanto, to leasing a farm in the state of Rio de Janeiro from Mr Teixeira for 10,000 reais a month for five years. Rede Record, a Brazilian television network, visited the farm in June and could find nobody who had heard of Ms Precht. Two Brazilian congressmen have called for an investigation to establish whether the deal was a way for Ms Precht to return to Mr Teixeira some of the money Ailanto earned from the Brazil-Portugal friendly.
The other two contracts were signed separately in July 2008 by Mr Teixeira and Mr Rosell with Cláudio Honigman, a financier who is a partner of Mr Rosell’s in a different Brazilian sports-marketing company, Brasil 100% Marketing. Mr Honigman undertook to pay each man 22.5m reais to buy back options on 10% of the shares in Alpes Corretora, a São Paulo brokerage, which the contracts state he had previously sold to them. A spokesman for Alpes Corretora has told The Economist that Mr Honigman never had any interest in any shares in the company. Mr Rosell and Mr Teixeira declined to comment for this article. Mr Honigman’s lawyer says that he has been unable to contact him. Ms Precht did not respond to our request for an interview.
The panjandrums of international football have traditionally been untouchable: FIFA is a law unto itself. Mr Teixeira has kept his position at the top of Brazilian football despite previous corruption claims. But this time may be different.
FIFA’s lawyers are trying to block the publication of a report by the public prosecutor in the Swiss canton of Zug on a criminal investigation into payments received by senior FIFA officials in the 1990s. The officials’ defence was that taking commissions was not illegal under Swiss law at the time. But since the money was intended for FIFA, the prosecutor investigated the individuals pocketing it for criminal mismanagement and misappropriation. The investigation was dropped after two officials agreed to pay 5.5m Swiss francs ($6.2m) to the canton, which passed the money to FIFA and charities. Both denied criminal wrongdoing.
The report was shelved at the request of the officials’ lawyers. So their identities have not been disclosed, though the lawyer for one of them said that his client is an old man in poor health who no longer has an official role. That appears to describe Mr Havelange, who is 95 and is FIFA’s honorary president. The Zug high court is to decide in the next few weeks on petitions by journalists for the release of the report. The Economist contacted Mr Havelange’s office in Rio de Janeiro regarding these matters, but he declined to speak to us.
Inside Brazil, too, the ground is shifting under Mr Teixeira. Ms Rousseff has appointed Pelé, Brazil’s most famous footballer, as the government’s honorary World Cup ambassador and is trying to freeze Mr Teixeira out. The organising committee left Pelé off the guest list for the World Cup draw in July. Ms Rousseff brought him along anyway, and also made much of him at a ceremony on September 16th marking 1,000 days till kick-off. “With all due respect to FIFA and the CBF,” Ms Rousseff told Carta Capital, “the face of [the tournament] abroad will be Pelé.”
Meu sábio amigo Ivan Gutierrez me mandou, e concordo e assino embaixo:
“Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também: de gente obesa em pacotes de batata frita, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?”
Verdade ou não?
Caiu Pedro Novais, aquele Ministro dos Transportes que um dia apresentou contas em festa de motel. Sabiam que ele é aposentado como “fiscal do tesouro”? É justamente ele quem auditava as contas. E, por ironia, mesmo aposentado e fora do Governo por improbidade administrativa, voltará ao Congresso para o 7º Mandato.
Assume no lugar dele Gastão Vieira (PMDB-MA), indicado por Sarney.
Tá braba a coisa…
Olha que afirmação interessante:
“Cheguei até ser coroinha, mas me expulsaram – roubava hóstia para comer”.
José Dirceu, Folhateen, Ed 29/08/2011, pg 4.
Depois não quer que sejamos irônico com ele, né? Depois de tantas denúncias no Governo lula e escândalo do mensalão, brincar com isso é perigoso…
Há certos momentos na história política do país que “termos fortes” foram utilizados para marcar um novo momento: Certo dia, o ex-presidente FHC, a fim de referendar a política neoliberal, criou o termo “desenvolvimento sustentável”, o qual a ONU começou a usá-lo com certa freqüência. O também ex-presidente Lula enfatizava suas ações para destacar o ineditismo dizendo “nunca antes nesse país”. O atual Governador Geraldo Alckmin pregou, quando candidato à presidência, a necessidade de um “choque de gestão”. Dilma, em meio à corrupção assustadora, defende a “faxina geral”.
Todos esses termos foram usados como marco. Não seria o momento adequado para desenvolvermos sustentavelmente o futebol, praticar um choque de gestão nas estruturas arcaicas e ditatoriais, para uma faxina geral nunca antes vista nesse país?
Digo isso pelas graves acusações que assolaram o futebol carioca nessa semana, e que não espantaria a maciça opinião pública se ocorressem em outros estados: Árbitros de futebol dizem negociar resultados em troca de ascensão na carreira (artigo em: http://bit.ly/nXU8au).
O dito escândalo, a ser ainda provado e comprovado (afinal são denúncias, e não provas) não espanta mais. Será que nos acostumamos tanto com a corrupção, a ação desmedida e antiética dos favorecimentos escusos e com a picaretagem, que não nos escandalizamos mais?
Árbitros de futebol submetidos aos mandos e desmandos de dirigentes de conduta duvidosa, segundo a matéria da TV Record. Pior: entidades com ar de chapa-branquismo, pois afinal, os dirigentes da Federação local são aqueles que representam os árbitros em forma de Sindicato e Cooperativa! Não é inconcebível que o patrão represente a entidade que defende os empregados contra os interesses dele próprio?
Só resta parabenizar os árbitros cariocas por tais iniciativas. Não é fácil ter essa coragem, pois, afinal, o risco de tiro no pé é grande. Estar de fora é mais fácil, pois quem está atuando sabe que as represálias são prováveis. Não dá para ser ingênuo em acreditar que o árbitro critique o dirigente e tenha respaldo do seu sindicato ou cooperativa, já que lá está o mesmo dirigente que terá que o defender. Haverá auto-acusações da cartolagem? Impossível.
Não sou mais árbitro atuante, portanto escrevo como cidadão e observador desta categoria que pertenci e tanto amei por 16 anos. Os árbitros e dirigentes que estão atuando são os mesmos de quando eu atuava. Conheço-os, relacionava com eles, sei das virtudes e os critiquei sobre os defeitos (defeitos, a propósito, que todos temos). Mas claro que a luta solitária é inglória.
Em 2005, participei da minha primeira pré-temporada com os árbitros da 1ª divisão de SP. O então presidente da CEAF, José Evaristo Manuel, socava a mesa do hotel Della Volpe, na Frei Caneca, e dizia: “Não quero ouvir falar de favorecimento ao Corinthians, ao Palmeiras ou a qualquer time grande”. Ele era de Taubaté, e os árbitros morriam de medo de estarem escalados lá. Mas…o Taubaté conseguiu algum acesso nas divisões de baixo nesse período?
Costuma-se falar muita bobagem sobre favorecimento ou não a determinados clubes. Real ou irreal é outra história. A pressão não é o pedido escancarado ao árbitro, pois isso seria facilmente perceptível. Mas você já levantou a hipótese (atenção: HIPÓTESE não é afirmação, é apenas suposição de um fenômeno a ser discutido) de que:
– a simpatia percebida pelos árbitros por determinados clubes na relação com a Federação poderia fazer com que se errasse, na dúvida, contra esse ou aquele time? (a antipatia teria o mesmo valor…)
– árbitro que erra contra time grande some do mapa. Mas errou contra pequeno…
– árbitro caseiro em time amigo que precisa ganhar e joga em casa? Na mesma proporção, “sorteia-se” árbitro disciplinador quando a situação é inversa.
– árbitro sente o assédio moral?
Levantei suposições. Nada de cartola querer pegar telefone para ameaçar processo. Afinal, isso não acontece comprovadamente, como disse anteriormente.
Já perceberam que quando se fala contra a entidade o cara vira inimigo? Conversei com uma dúzia de árbitros nessa semana. Alguns evitam o bate-papo, pois por dizer que acho incompatível dirigente de Federação controlar o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa passo a ser “persona non grata”, pela minha tese. Normal. Quando elogia, vira “amigão”. É o mesmo sentimento que talvez o jornalista Paulinho sinta quando denúncia mazelas no Corinthians em seu blog, ou Juca Kfouri sente quando critica a CBF. Falar que ouviu a Rádio Jovem Pan então? Esqueça, isso é profanar a casa. Como disse um amigo árbitro via telefone (que não importa o nome): “comentar que é amigo do Fernando Sampaio ou do Rogério Assis? Pede pra sair do quadro” – e o pior é que não foi apenas 1 árbitro, foram alguns… (detalhe: esses jornalistas defendem os árbitros. Irônico, não?)
Nesse país, defender a democracia é satanizar àquele que manifesta tal vontade. Claro, afinal, estar à frente de federações, sindicatos, clubes, é sentir o gosto duvidoso do poder vitalício e a influência exercida sobre aqueles que aceitam a troca deliberada.
Uma pena. Com toda a confusão no Rio de Janeiro, o tema poderia ser amplamente debatido. Mas não será.
E deixo uma reflexão aos amigos, de uma humilde opinião: Para que os árbitros precisam de Cooperativa e Sindicato administrados por dirigentes das Federações? Tal situação acontece em muitos estados desse país, e ninguém faz nada. Pra quê tê-las, se moralmente a independência não é explícita?
Novamente: Parabéns aos colegas do Rio de Janeiro. Os rebeldes egípcios derrubaram Mubarak e contaminaram o espírito revolucionário na África árabe e parte da Ásia: vide Iêmen, Bahrein, Síria, e, recentemente, Líbia.
Que os Kadafis do futebol que impedem a democracia (e que são aclamados por dirigentes políticos e puxa-sacos de plantão) também caiam de seus pedestais até então inabaláveis.
Ops: sei que as rádio-escutas e os trolls invadiram a minha caixa de comentários. Tudo bem. O que vale é olhar para os filhos e orgulhar-se do que fez, falou ou deixou. Muitos não podem fazer isso…
E aí: Concorda com esse artigo? Deixe seu comentário:
De novo se fala em criar uma espécie de CPMF.
Que sanha em arrecadar mais, não?
Se a corrupção no Governo deixasse de existir, imagine quanto dinheiro sobraria nos cofres públicos? Não tinha que inventar imposto algum!
Na abertura dos trabalhos da Assembléia petista, correligionários gritaram:
“José Dirceu, guerreiro do Brasil”
Meu Deus… será que ninguém se lembra mais dos golpes, escândalos, falcatruas? Que loucura!
Ontem, o Jornal da Record denunciou um suposto esquema de manipulação de resultados promovido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. A troca seria a mais simples e lógica possível: árbitros garantiam resultados que interessassem à política da casa, e em troca conquistavam o escudo da CBF. Estavam sendo negociados jogos pelas divisões de acesso, rebaixamento e classificação para os grandes clubes na decisão da série A.
Tais situações sempre foram imaginadas pelas crendices populares: como certos nomes de árbitros, com qualidade duvidosa, conseguiam se destacar? Ou ainda: por que só se erra contra time pequeno? Ou ainda mais: por que tal time forte politicamente sempre tem erro de arbitragem a favor?
Claro que tudo isso é um prato cheio para os adeptos das teorias conspiratórias. É também evidente que àqueles que questionavam certos nomes promovidos ao quadro da CBF e que faziam o embate entre “meritocracia” e “apadrinhamento” terão mais argumentos.
Contra tudo isso, ficará a ressalva sobre a credibilidade dos denunciantes. Além do que, não se pode crer em repercussão instantânea e queda de nomes imediata. Afinal, há certos dirigentes do futebol que só tem medo de alguns segundos na Vênus Platinada (e outros nem isso, pois ficam “c…” como propriamente já foi dito um dia).
Importante: no Rio de Janeiro, o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa dos árbitros são administrados por membro da CEAF-RJ, o presidente Jorge Rabello, que deverá (assim se espera), fazer um pronunciamento.
De tudo isso fica uma grande indagação: por quê se precisa ter Sindicato e Cooperativa? E por que um membro da Comissão de Árbitros (que teoricamente é o ‘patrão’) precisa administrar as duas entidades dos árbitros (que teoricamente cada uma é ‘dos empregados’)? Lógica incompatibilidade de cargos.
Será que isso acontece apenas no RJ? Deixe seu comentário:
Abaixo, extraído do Portal R7: http://noticias.r7.com/blogs/reporteres-da-record/2011/09/01/ex-arbitros-denunciam-esquema-de-manipulacao-de-resultados-do-futebol-do-rio/
EX-ÁRBITROS DENUNCIAM ESQUEMA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO RJ
Por Carlos Moreira
Dois ex-árbitros, que aceitaram falar com a condição de que não apareceriam, revelaram que receberam ordens da FERJ (Federação de Futebol do Estado de Rio de Janeiro) para favorecer ou prejudicar alguns times de 2006 a 2010. Os clubes beneficiados seriam aqueles que têm boas relações com a entidade. Os ex-juízes disseram que só chegaram ao quadro da CBF porque fizeram parte do esquema. Eles contam ainda que o rebaixamento do América e o acesso da Friburguense, neste ano, foram fruto das interferências nas partidas.
Vídeo do portal R7, com matéria do Jornal da Record, clique em: http://is.gd/H7Y1Sd
Especificamente, no Congresso Nacional.
E não é que a deputada Jaqueline Roriz foi inocentada? A deputada flagrada em vídeo recebendo dinheiro no “Mensalão do DEM” foi absolvida na Câmara e o processo foi arquivado. O número de votos? ‘Sim 166’ e ‘Não 265’.
Era bom saber o nome desses senhores que votaram “não pela condenação”…
E você, o que acha da absolvição de Jaqueline Roriz? Deixe seu comentário:
Vou bater na mesma tecla: a mesma turma do governo Lula continua pintando e bordando no Governo Dilma. Tanto os afastados quanto os acobertados.
Vejam quantos ministros caíram e quantas denúncias de corrupção. Dilma está fazendo uma faxina? Ué, mas não era a mesma patota que estava lá?
A Revista veja desta semana traz uma brilhante matéria sobre como José Dirceu continua agindo nos bastidores, influenciando poderosos do Governo e se reunindo com pessoas interessadas em seus negócios e parceiras. Tudo, claro, às custas do suado dinheiro do povo revertido em impostos à União.
E aí, na hora de recolher os tributos, me lembro de tudo isso e penso: “Pra quê? Para financiar a corrupção institucionalizada?” Gângsters atuam na surdina. José Dirceu e sua patota, descaradamente, nem se preocupam em se esconder para negócios e negociatas. Uma pena.
Parabéns à Veja pelo brilhante jornalismo investigativo. Se as instituições públicas falham, a imprensa correta faz a sua parte. Lamentável que o populismo barato e a demagogia dos discursos sobre a “pseudo-faxina” da presidente Dilma e do ex-Guia Mestre Lula iludam a população e ceguem os mais ingênuos.
Sabe aquele torcedor fanático de futebol, que não vale a pena discutir com ele pois só a sua verdade prevalece?
Ideli Salvati, PT-SC, é uma política dessa linhagem. Gosta de ser enfática e fica brava quando não concordam com ela. Atual ministra, a imprensa noticiou um feito recente: conseguiu 200 mil reais a ONGs.
Eram ONGs de caridade, filantropia, assistencialismo?
Nada disso! Eram para o seu assessor! R$ 200.000,00 para ONG do seu funcionário…
Êta governinho picareta. Estou sem paciência para essas coisas. Toda semana um ministro corrupto no Governo Dilma? E eram todos da mesma turma do Governo Lula?
PT, PSDB, PMDB… por mais tolerantes que sejamos, são todos farinha do mesmo saco. Os honestos, infelizmente, são exceções.
Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/poder/966050-ministra-ideli-salvatti-apresentou-emendas-para-ong-de-assessor.shtml
MINISTRA IDELI SALVATTI APRESENTOU EMENDAS PARA ONGS DE SEU ASSESSOR
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) apresentou duas emendas parlamentares, quando exercia o mandato de senadora pelo PT, em benefício de uma ONG ligada a um assessor seu no Senado. As emendas, no valor total de R$ 200 mil, foram apresentadas na elaboração dos orçamentos de 2008 e 2010.
As verbas foram carimbadas para a entidade Cesap (Centro de Elaborações, Assessoria e Desenvolvimento de Projetos), sediada em Florianópolis. A ONG foi criada em 2003, e teve como sócio-fundador Claudionor de Macedo. Em 2004, ele assumiu o cargo de assessor parlamentar de Ideli no Senado, e pediu afastamento de suas atividades na organização.
Segundo a ministra, por meio de sua assessoria de imprensa, Claudionor seguiu “apenas como membro colaborador” da ONG durante o período em que trabalhou diretamente para Ideli no Senado. Hoje, Claudionor voltou ao quadro de dirigentes da entidade.
As emendas de Ideli para a ONG de seu assessor resultaram na assinatura de dois convênios. O primeiro foi assinado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 31 de dezembro de 2008, no valor de R$ 158,5 mil. Dois anos depois, em 28 de dezembro de 2010, outro convênio foi assinado com a Cesap, desta vez com Secretaria de Políticas para as Mulheres, no valor de R$ 110.320.
Dos valores acertados, R$ 148 mil já foram pagos para a entidade.
Na nota enviada por sua assessoria, a ministra nega irregularidades e afirma que as emendas beneficiaram centenas de famílias.
“Com os recursos destinados através das duas emendas foram criados 12 grupos voltados para ajudar mulheres chefes de família na geração de renda. O trabalho beneficiou indiretamente centenas de famílias das cidades de Itajaí, Tijucas e Palhoça”, afirma a nota.
Dr Hélio cassado. O vice, Demétrio Vilagra, quando assumiu o mandato, já estava com o pedido de afastamento pronto (e ainda cometeu a gafe ao dizer que “continuaria com o trabalho do Dr Hélio”… se referindo às obras públicas, não à corrupção). Na quarta, assumiu o presidente da Câmara dos Vereadores, mas na quinta, um juiz determinou que Demétrio deveria voltar ao poder?
Quem manda na nossa vizinha Campinas? Triste tal situação.
Mas não fechados e nem cassados… Uma pena!
Adulterar quer dizer ‘modificar enganosamente’, correto?
O que acha do posto vender combustível entre R$ 0,10 a R$ 0,20 mais barato, em meio a um momento de alta nos preços. Estranho, não?
Ontem, em mega-operação, 10 postos de combustíveis jundiaienses foram autuados. Motivos: combustíveis vendidos com bombas adulteradas e desreguladas, vendendo 0,980 L por 1 Litro. Foram visitados 23 estabelecimentos, frutos de denúncias dos consumidores.
http://www.ipem.sp.gov.br/6ai/2011/rel11-08.asp?vpro=spcjundiai2 (clique no link)
Extraído do site do IPEM-SP:
EM JUNDIAÍ, IPEM ATUA 43,7% DOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS FISCALIZADOS
Equipes de fiscalização do Ipem-SP, autarquia vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, autuaram 10 (43,47%) dos 23 postos de combustíveis visitados durante a operação “SPC” (Supervisão de Postos de Combustíveis), nesta quarta-feira (24/8) em Jundiaí. Das 297 bombas verificadas pelos fiscais, 28 (9,42%) foram reprovadas.
Para o superintendente do Ipem-SP, Fabiano Marques de Paula, o índice de autuações na cidade é considerado alto e desperta preocupação. “O resultado da fiscalização mostra que quase metade dos postos está com irregularidades que atingem diretamente o consumidor, que ao abastecer, não sabe que está sendo lesado. Como temos feito em diversos municípios do estado, sempre com apoio da Policia e Guarda locais, a fiscalização terá continuidade, pois nosso objetivo é moralizar o setor e eliminar esse tipo de ocorrência”, explica Fabiano.
A operação contou com o apoio da Guarda Municipal e da Policia Civil , lideradas, respectivamente, pelo Comandante Paulo Sérgio de Lemos Stel Giacomelli e pelo delegado seccional Italo Miranda Junior. “A parceria com o Ipem-SP em fiscalizações como esta são de grande importância para a cidade, e daremos nosso apoio sempre que necessário”, diz o Comandante Paulo Sérgio.
Postos autuados têm dez dias para apresentar defesa ao Ipem, que, após esse prazo, define multa que varia de R$ 100 a R$ 50 mil, dobrando na reincidência.
Em 2010, o Ipem-SP inspecionou 88.637 bombas de combustíveis, das quais 5.516 foram reprovadas, gerando 473 autos de infração para os postos.
Além das autuações dos postos, o instituto apura a responsabilidade de oficinas que cuidam da manutenção das bombas que apresentam irregularidades. “No caso de comprovação do delito podemos cassar a autorização dessas oficinas”, alerta Fabiano.
Veja abaixo a relação de postos de combustíveis que foram autuados pelo Ipem-SP em Jundiaí, nesta quarta-feira (24/8): http://www.ipem.sp.gov.br/6ai/2011/rel11-08.asp?vpro=spcjundiai2
Outros jornais que trouxeram a notícia e a lista:
Bom Dia Jundiaí:
Jornal de Jundiaí:
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=157252
INFORMO QUE, APÓS NOTIFICAÇÃO RECEBIDA DA EMPRESA AUTO POSTO CHAMINÉ, REQUERENDO A RETRATAÇÃO QUANTO A MATÉRIA DIVULGADA, VIMOS ESCLARECER QUE: A EMPRESA AUTO POSTO CHAMINÉ NUNCA FOI TAXADA COMO ADULTERADORA, OU MESMO FISCALIZADA NESSE SENTIDO.
INFORMO AINDA, QUE TAL NOME FOI INSERIDO ERROENAMENTE DEVIDO AS MATÉRIAS JORNALÍSTICAS E FONTE BIBLIOGRÁFICAS CITADAS ANTERIORMENTE.
Mas não fechados e nem cassados… Uma pena!
Adulterar quer dizer ‘modificar enganosamente’, correto?
O que acha do posto vender combustível entre R$ 0,10 a R$ 0,20 mais barato, em meio a um momento de alta nos preços. Estranho, não?
Ontem, em mega-operação, 10 postos de combustíveis jundiaienses foram autuados. Motivos: combustíveis vendidos com bombas adulteradas e desreguladas, vendendo 0,980 L por 1 Litro. Foram visitados 23 estabelecimentos, frutos de denúncias dos consumidores.
http://www.ipem.sp.gov.br/6ai/2011/rel11-08.asp?vpro=spcjundiai2 (clique no link)
Extraído do site do IPEM-SP:
EM JUNDIAÍ, IPEM ATUA 43,7% DOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS FISCALIZADOS
Equipes de fiscalização do Ipem-SP, autarquia vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, autuaram 10 (43,47%) dos 23 postos de combustíveis visitados durante a operação “SPC” (Supervisão de Postos de Combustíveis), nesta quarta-feira (24/8) em Jundiaí. Das 297 bombas verificadas pelos fiscais, 28 (9,42%) foram reprovadas.
Para o superintendente do Ipem-SP, Fabiano Marques de Paula, o índice de autuações na cidade é considerado alto e desperta preocupação. “O resultado da fiscalização mostra que quase metade dos postos está com irregularidades que atingem diretamente o consumidor, que ao abastecer, não sabe que está sendo lesado. Como temos feito em diversos municípios do estado, sempre com apoio da Policia e Guarda locais, a fiscalização terá continuidade, pois nosso objetivo é moralizar o setor e eliminar esse tipo de ocorrência”, explica Fabiano.
A operação contou com o apoio da Guarda Municipal e da Policia Civil , lideradas, respectivamente, pelo Comandante Paulo Sérgio de Lemos Stel Giacomelli e pelo delegado seccional Italo Miranda Junior. “A parceria com o Ipem-SP em fiscalizações como esta são de grande importância para a cidade, e daremos nosso apoio sempre que necessário”, diz o Comandante Paulo Sérgio.
Postos autuados têm dez dias para apresentar defesa ao Ipem, que, após esse prazo, define multa que varia de R$ 100 a R$ 50 mil, dobrando na reincidência.
Em 2010, o Ipem-SP inspecionou 88.637 bombas de combustíveis, das quais 5.516 foram reprovadas, gerando 473 autos de infração para os postos.
Além das autuações dos postos, o instituto apura a responsabilidade de oficinas que cuidam da manutenção das bombas que apresentam irregularidades. “No caso de comprovação do delito podemos cassar a autorização dessas oficinas”, alerta Fabiano.
Veja abaixo a relação de postos de combustíveis que foram autuados pelo Ipem-SP em Jundiaí, nesta quarta-feira (24/8): http://www.ipem.sp.gov.br/6ai/2011/rel11-08.asp?vpro=spcjundiai2
Outros jornais que trouxeram a notícia e a lista:
Bom Dia Jundiaí:
Jornal de Jundiaí:
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=157252
INFORMO QUE, APÓS NOTIFICAÇÃO RECEBIDA DA EMPRESA AUTO POSTO CHAMINÉ, REQUERENDO A RETRATAÇÃO QUANTO A MATÉRIA DIVULGADA, VIMOS ESCLARECER QUE: A EMPRESA AUTO POSTO CHAMINÉ NUNCA FOI TAXADA COMO ADULTERADORA, OU MESMO FISCALIZADA NESSE SENTIDO.
INFORMO AINDA, QUE TAL NOME FOI INSERIDO ERROENAMENTE DEVIDO AS MATÉRIAS JORNALÍSTICAS E FONTE BIBLIOGRÁFICAS CITADAS ANTERIORMENTE.
Por vários motivos de corrupção (uso da máquina, influências, nepotismo, desvio de dinheiro…), Dr Hélio, Prefeito de Campinas, foi cassado. O único voto contra foi o do vereador Sérgio Benassi.
Seu vice, Demétrio Vilagra, já entra com uma série de denúncias de corrupção. Também pode não terminar seu mandato.
Será que é só em Campinas? Que tal deixar seu comentário:
Um amigo lulista disse a mim, após discutirmos a queda de mais um ministro (Wagner Rossi, por corrupção):
“A Dilma está trabalhando. Ela não dá moleza. Viu a faxina que está fazendo? Roubou, tá fora”
Disse a ele:
“Mas os caras que saíram estavam há 8 anos lá… amigos do Lula, da Dilma.. tudo farinha do mesmo saco”.
Retrucou então:
“Cara, se o Lula soubesse, tinha mandado embora logo. É que eles traíram o presidente e só agora a Dilma conseguiu provar!”
Quem ouve, pensa que as motivações partiram da Dilma. Os ministros que caíram foram vítimas das denúncias da Veja e da Folha, ajudadas pela pressão da mídia e da oposição.
É inútil fazer um torcedor mudar de time. Política, idem.
Veja, Isto É, Época, Folha, Estadão… escolha qual revista ou jornal. Em todos estará lá: corrupção no ministério disso, daquilo, daquele outro…
E nós, cidadãos, não fazemos nada? Ou tentamos?
Depois que lí sobre o número de analfabetos votantes no país, desanimei (está em um dos meus posts anteriores).
Para estes mesmos corruptos, quanto menos educado o povo, melhor. Triste.
Já imaginaram quanta grana poderia ter sido revertida para a Saúde, Educação, Infraestrutura? Mas infelizmente vão para os bolsos de quem já tem muito…
Apoio integralmente a campanha popular contra a ditadura e permanência dos dirigentes eternos Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero à frente da CBF e FPF.
Porém…
Manifestação na Avenida Paulista não dá, né? Preciso ser coerente: se eu critico qualquer segmento de se manifestar ali, por mais digna que seja a reinvinvidação, não dá para abrir excessão ao Futebol.
Como é que ficam as pessoas que precisam do corredor hospitalar da Paulista, bem como os que não gostam de futebol?
Força no movimento, pessoal. Mas em, local adequado.
Obs: o que tem de nêgo se aproveitando disso! Tem cara que sempre foi pau-mandado de emissário deles, chapa-branca mesmo e agora que virou a casaca se diz bonzinho. Hum… Ele sabe que é dele que estou falando.
Para os mais íntimos, mataram a charada!