– As opções e riscos das decisões.

Das coisas que você opta na vida, elas têm tido um custo aceitável ou você tem sacrificado uma quantidade razoável de bem estar (e que não recuperará)?

Pense nas trocas e nas benessespois isso é necessário diariamente.

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– Não é tão difícil ser empático, né?

Muita gente disfarça a falta de empatia como algo de difícil entendimento.

Não é bem assim… dá para sentir as dores do outro (ou ao menos tentar)!

Gostei dessa imagem:

– Cuidado com a auto-cobrança.

Alguém disse:

“Você tem que ser o melhor para si mesmo, porque o melhor para os outros jamais será suficiente”.

Talvez, em muitas ocasiões, nos cobramos demais em agradar os outros. Mas até para nós mesmos passamos do ponto!

Quantas vezes você deu o seu melhor e achou que não foi suficiente? Já pensou nisso?

Dicas para evitar o excesso de auto-cobrança:

Extraído do Facebook da Psicóloga Susana Loyola, em: https://www.facebook.com/psicologasusanaloyola/photos/a.703880246617399/1134907456848007/?type=3

– Setembro Amarelo: por uma relação com o trabalho que valorize a vida.

Alerta de gatilho: este artigo contém informações relacionadas a suicídio e suicidologia e pode conter gatilhos inadequados para quem está …

Continua em: Setembro Amarelo: por uma relação com o trabalho que valorize a vida

– A mente e suas fraquezas: cuidado com a solidão!

Tenho sempre muito cuidado para que a mente esteja sã, pois ela pode nos trair involuntariamente.

Vi, por acaso, esse pensamento abaixo. E não é que ele tem razão?

Quem nos conhece melhor do que os outros, se não nós mesmos?

Na figura:

– Confiança versus Arrogância.

Não faça com que a sua confiança seja confundida com a arrogância.

Quer a dica? Aqui:

– Diretora de Faculdade Mostra Cidadania com Simples Suportes de Papel Higiênico.

Um suporte de papel higiênico (aquele rolinho que você coloca dentro do rolo de papel) é algo barato, não?

Através da luta contra assaltos a “rolinhos de papel higiênico”, uma diretora de faculdade da Bahia mostrou como é importante o respeito ao espaço público e como a luta contra a bandidagem começa pelas pequenas coisas.

Este texto é do Prof Dr Paulo Costa Lima, da UFBA, e o original pode ser acessado CLICANDO AQUI.

FACULDADE ELIMINOU ROUBOS REPONDO OBJETO FURTADO 241 VEZES

Ela decidiu peitar a bandidagem…

Minha amiga era vice-diretora da faculdade de arquitetura e o pessoal da limpeza vivia atazanando seu gabinete… Todo dia sumiam aqueles rolinhos, como é o nome daquilo..?

Aquele negócio redondinho que antigamente era de madeira e tinha uma mola por dentro, hoje é de plástico…

Entra nos dois furos da parede e segura o rolo de papel higiênico.

Ela chegava todo dia e era o mesmo caso. Roubaram os rolinhos. Não tem onde botar o papel. Os banheiros sujos. Os rolos de papel no chão, ou pior, desenrolados na cesta de lixo. Privada entupida… Pode um negócio desses?

Pensou, pensou, e acabou achando uma solução completamente original. Mandou comprar 480 rolinhos e decidiu entrar na briga. Roubavam um rolinho, ela repunha imediatamente. Roubavam 2, 3, 20 rolinhos e lá estava o substituto, novinho em folha, na cara (e nos fundilhos) dos contraventores.

Ficou com uma sensação muito boa de que com ela ninguém podia. Nem a bandidagem. Onde já se viu? Roubar os rolinhos do suporte, na intimidade do alívio de cada dia…

Não podia botar câmeras. Isso foi no início dos 90. E mesmo não ia dar certo. A universidade pública. Iam pensar que a diretoria estava filmando as pessoas nuas sabe-se lá pra quê…

Preocupava-se com o aspecto de contravenção do seu próprio ato administrativo. O que diria ao Reitor sobre esse gasto excessivo com rolinhos de suporte para papel higiênico?

Não sabia onde a coisa iria parar. Até quando iria ter que comprar pacotes de 480 acessórios? O que diria a Divisão de Material?

Mas o espírito da luta, e a nobreza da causa acabaram falando mais alto. E também pensava na economia com o gasto de papel. Afinal, teria alguns argumentos. Continuou repondo e repondo…

Quando chegou em 241 os roubos pararam. Educação completa. Ela havia vencido a guerra e não apenas uma batalha. O ladrão deve der ficado absolutamente decepcionado. Imagine que a casa dele já não devia ter lugar onde botar essas tralhas desses rolinhos…

Acho que a minha amiga realizou um experimento inusitado de enfrentamento da contravenção.

Flexionando o espaço-tempo da propriedade gerou uma abundância artificial que eliminou o sentido do roubo.

Já pensou se esse pequeno modelo se espalha? Teria que dar dinheiro para todos os ladrões e todos os corruptos até que eles não quisessem mais… seria o fim da bandidagem e do capitalismo… (rsrsrs)… o fim da pena de morte por corrupção na China?

E tem mais. Ela demonstrou até onde deve ir essa história de tolerância zero. A violência começa nos banheiros, no desrespeito ao outro…

Leituras e associações:

1. a noção (ou falta de noção) do espaço público entre nós;

2. falha estrutural do contrato social: levar vantagem;

3. também acontece com livros nas bibliotecas públicas, muitas vezes levados por gente tida como acima de qualquer suspeita;

4. não é um problema dos pobres, que muitas vezes são bem mais decentes que médios e ricos;

5. o banheiro público aciona espaços discursivos aparentemente caóticos, típicos dessa situação – o palavrão, a obscenidade, a infâmia, o humor rasgado -, marcas culturais dos “sem contrato”;

6. os comentários da internet (inclusive no Terra) retomam muitas vezes esse ambiente, que alia franqueza bruta e falta de limite quase perversa com relação ao ‘outro’; existe o outro?

7. violência e pertencimento (ou falta de pertencimento) se interpenetram o tempo todo;

8. esse é um grande tema para a campanha presidencial.

9. na contramão de tudo isso: um projeto maravilhoso de caixas de livros nos pontos de ônibus; o sujeito leva o que quiser pra casa (depois traz de volta, lido); está acontecendo na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia.

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Imagem extraída da Web.

– Quando as Redes Sociais cansam!

Já reparou como tem gente que escreve de maneira violenta, arrogante ou odiosa nas redes sociais? Ou que publica uma vida inexistente de beleza e felicidade?

Pra quê?

Muitos ofendem o próximo com palavrões via Twitter, coisa que pessoalmente não fariam. Outros usam do Facebook para destilar veneno por X ou Y (na política isso acontece demais). No Instagram, um mundo de belas paisagens, sorrisos e outras coisas que encantam – quando, vez ou outra, surge um idiota ameaçando você de qualquer coisa que nunca se imaginou!

Novamente: pra quê?

Parece que nesse âmbito, as Redes Sociais tornaram-se a arquibancada do século XXI, onde se permite e se pode tudo! Pensa-se que é terra de ninguém, maltrata-se por qualquer coisa, se difama por bobagem e desrespeita-se a opinião alheia.

Uma derradeira vez: pra quê?

Por muitas vezes, as Redes Sociais se tornam Antissociais, nos levando a pensar: por quê estamos inseridos nelas?

E você: por quê está? Precisa mesmo delas?

Conheço muita gente que está fora e não sente necessidade de estar. Muitas vezes, penso: vale a pena abandoná-las… mas aí você repensa sobre os contatos que tem, as atividades profissionais que possam ser exercidas através delas e pela comodidade / diversão de estar nesse mundo virtual. E desiste de sair!

Enfim: use com moderação, sem deixar que se torne um vício. Não as faça como algo obrigatório, desconfie das publicações que ali existam e cuidado com suas postagens, pois, afinal, dependendo do teor, haters podem surgir. E aí você se cansará delas.

Resultado de imagem para Redes Antissociais

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Mente Fechada e Mente Aberta.

O que dizer desta perfeita imagem? Precisamos sempre estarmos abertos ao aprendizado, críticas e elogios. Veja e conclua: somos, em muitos momentos, “parcialmente abertos ou fechados”?

Abaixo:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para o crédito.

– Como buscar a felicidade?

Roberto Shinyashiki, em entrevista (perdoem-me por não achar a correta citação, mas vale a mensagem) foi questionado:

“Qual o jeito certo para se fazer as coisas em busca da felicidade?”

Respondeu ele:

“Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.”

E aí: concorda com ele ou não?

Análise da redação para a proposta sobre felicidade | Guia do Estudante

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Torça pelo próximo:

Eu não entendo porque uma pessoa “torce contra outra”… o sucesso das pessoas pode ser contagiante, e o fracasso, idem.

Torça sempre para o bem-estar alheio. E o seu, um dia, virá!

Uma mensagem:

– Extravasar é importante.

Como você extravasa seus problemas?

Alguns correm e mandam pelo suor suas pendengas.

Outros gritam, choram, emocionam-se.

Há ainda aqueles que se deixam levar pelas bebidas e pelas drogas.

Eu, por exemplo, escrevo.

E você, como extravasa?

 

Imagem extraída da Web

– O “VAR” da nossa Vida: já fez uma auto-reflexão?

Essa fala em tom de brincadeira, surgida por um amigo ao acaso, abaixo, faz sentido. Leia:

“Uma lição do futebol moderno que eu ouvi: ‘Quero um VAR para rever minha vida e verificar onde eu errei’. Mas, cá com meus botões: eu devo mudar minhas decisões?”

(Anônimo)

E aí: mudar ou não o passado? Faria algo diferente?

Difícil dizer alguma coisa…

Resultado de imagem para Vida

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

IN ENGLISH –

This comment, said in jest and which came from a random friend, makes sense. Read:

“A lesson from modern football that I heard: ‘I want a VAR to review my life and check where I went wrong.’ But, to myself: should I change my decisions?”

(Anonymous)

So: change the past or not? Would you do something different?

It’s hard to say…

– Você está aberto a mudanças?

Mudar o comportamento (para melhor) é fundamental!

Algumas simples dicas para isso:

– Ficção ou Realidade para os Viciados em Celular?

Nesses tempos em que as Redes Sociais tomam muito tempo das pessoas, compartilho esse vídeo do humorístico “Porta dos Fundos” que, apesar de exagerado e bem humorado, trata de um assunto sério: os viciados / dependentes de internet!

Vale a pena assistir, está em: https://www.youtube.com/watch?v=9oagLOyopRw

– Nem tudo é de sua responsabilidade.

Essa imagem, abaixo, é muito boa: ela mostra a questão das coisas às quais somos ou não responsáveis na vida pessoal e profissional.

Veja só:

– Profissional capacitado, mas como humano…

Quem sou eu para discordar dessa verdade… (abaixo, na imagem)

Sejamos mais respeitosos

– Equilíbrio Emocional de Verdade?

Será que nesses tempos tão difíceis de desequilíbrio das emoções (especialmente em decorrência dos efeitos ainda sentidos lá da pandemia), o quadro abaixo não é verdadeiramente real?

Em:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, informar para o crédito na postagem.

– Uma incômoda verdade: somos reféns da Internet.

Cada vez mais, dependemos da Web para as coisas diárias: tanto nas profissionais, quanto nas facilidades dos serviços diários.

O problema passa a ser: e quando não conseguimos mais sair do mundo virtual, nos prendendo à Internet e esquecendo da vida real?

Vale para nossa reflexão: o quanto estamos presos nos celulares e computadores, clamando liberdade?

Aliás: saímos fácil das redes sociais e desligamos com tranquilidade os equipamentos eletrônicos, ou… esperamos sempre um “pouquinho a mais”?

Acesso à Internet Wi-Fi Ícones do computador Rede de computadores, wifi em casa, rede de computadores, ângulo png | PNGEgg

Imagem extraída da Web

IN ENGLISH –

More and more, we depend on the Web for daily things: both for professional tasks and the convenience of daily services.

The problem becomes: what about when we can no longer leave the virtual world, getting stuck on the internet and forgetting about real life?

It’s worth reflecting on: how much are we trapped in our phones and computers, all while claiming freedom?

In fact: do we leave social media easily and calmly turn off our electronic devices, or… do we always wait for a “little bit more”?

– Sydney Sweeney, o jeans da American Eagle e a patrulha woke.

Vivemos anos em que “a obrigação de viver o mundo woke” virou moda. Quem era contra, ganhava adjetivos pejorativos. Tudo o que essa patota falava, deveria ser cumprido. 

(Sobre woke, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-ZUn)

Eis que a Jaguar viveu o cansaço e o radicalismo da cultura woke, com uma campanha fracassada comercialmente (aqui: https://wp.me/p4RTuC-18rV) e a discussão sobre o exagero woke veio à tona.

Agora, empresas não estão mais na pauta woke em suas campanhas – mas os defensores, barulhentos, tentam lacrar. Veja o caso abaixo da polêmica envolvendo a atriz Sydney Sweeney, que tentaram “cancelar” sua reputação sobre seus genes. Com o trocadilho Jeans / Genes, o mundo da lacração alegou que, quando a atriz mostrava na sua peça publicitária que seus genes eram bons, e alguém corrigia por jeans (em inglês, a sonoridade das palavras é próxima), ela cometia crime social. Foi acusada por “ser branca, loira e rica”, e que isso seria mostra de supremacia racial e, pasmem, de eugenia. A contratante bancou a contratada e “micou-se” o protesto woke.

QUANDO A POLÊMICA VIRA MOEDA DE MARKETING

Por Felix Polo

Extraído de: https://www.linkedin.com/posts/felixpolo_d%C3%A9j%C3%A0-vu-do-marketing-activity-7368235081749999616-v8P_?utm_medium=ios_app&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts&utm_source=social_share_send&utm_campaign=copy_link

A campanha da American Eagle com Sydney Sweeney “Sydney Sweeney Has Great Jeans” mostra como o marketing atual opera no limite entre atrair atenção e provocar rejeição.

O trocadilho entre “jeans” e “genes” parecia um copy “inocente”, mas foi suficiente para acender discussões sobre:

Eugenia e representatividade → traços eurocêntricos exaltados.

Sex appeal calculado → closes de câmera que remetem ao olhar masculino.

Polarização política → até Donald Trump entrou no debate, transformando a atriz em símbolo cultural.

Resultado? Ações da marca oscilaram em +23% no auge da controvérsia. Ou seja: a indignação gerou capital de atenção.

No marketing contemporâneo, não basta vender produto. É preciso vender narrativa.

E narrativas fortes invariavelmente mexem com valores sociais e políticos.

A pergunta que fica: isso já não tá ultrapassado?

– Quando eu devo fazer “as coisas acontecerem”?

Li, gostei e compartilho:

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito: ontem e amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para fazer as coisas acontecerem!”

Autor Desconhecido.

E não é por aí?

Quadro Digital Ontem, Hoje, Amanhã no Elo7 | Mavidares Design (98FCB1)

– As diferenças sociais e a responsabilidade em ajudar:

Uma imagem com 4 situações, que instiga: como ajudar sem ser injusto com os demais?

De quem é a responsabilidade?

Vide:

– The Delegation Mindset: Reclaiming Time for Sales, Networking, Creativity, and R&D as a Freelancer

For freelancers, time is both the most significant asset and the greatest limitation. Unlike traditional employees, freelancers are entrepreneurs in …

Continua em: The Delegation Mindset: Reclaiming Time for Sales, Networking, Creativity, and R&D as a Freelancer

– Ponto de vista.

Dependendo de como você vê uma imagem ou ouve uma história, a percepção de algo se cria e você começa a crer naquilo.

Calma lá: veja, escute e leia todas as percepções para não criar julgamentos e preconceitos.

A imagem abaixo mostra bem isso: o animal está comendo um filhote? Não! Ele está salvando um indefeso…

Imagem extraída de: https://br.linkedin.com/in/valdelice-oliveira-2a810b56

– Dica da Noite:

O sucesso?

É isso aqui:

– Persistência e Cuidado:

Um comportamento necessário: manter vivo aquilo que já está firme!

Seja no trabalho ou na vida pessoal, vale essa simbólica imagem:

– Não sabemos o que o próximo sente. Respeite seus colegas de trabalho:

A empatia sempre será necessária no mundo organizacional, isso é um fato! Seja Gentil!

Uma imagem esclarecedora, abaixo:

– A Síndrome da Vítima Eterna.

Vivemos dias difíceis, de eternos desafios e muitas dúvidas. A “cabeça” muitas vezes não funciona legal, e há aqueles que acabam se vitimizando.

Entre ser vítima e permanecer vítima, há algumas diferenças. Compartilho esse artigo interessantíssimo, abaixo, extraído de: https://psicologaheloisalima.com/2021/08/30/a-sindrome-da-eterna-vitima/

A SÍNDROME DA ETERNA VÍTIMA

Por Heloísa Lima

“Quem esperou, como eu,
Por um novo carinho
E viveu tão sozinho,
Tem que agradecer.
Quando consegue do peito
Tirar um espinho,
É que a velha esperança
Já não pode morrer
.”

In: Onde a Dor Não Tem Razão– de Paulinho da Viola

Imagem Movimento Psicopata 2

Uma das relações mais difíceis e corrosivas que existem, no meu ponto de vista, é aquela que envolve um inesquecível tipo denominado Eterna Vítima.

Certamente todos nós já nos deparamos com uma Eterna Vítima de algo, de alguém ou de alguma circunstância.

Dentre as várias que conheci, teve uma amiga que perdeu o marido de forma inesperada e trágica. Ele estava indo visitar os pais e os irmãos, em uma outra cidade, quando teve o carro colhido de frente por uma carreta desgovernada. O fato da morte ter sido instantânea não aplacou a descomunal dor que alcançou todos nós.

Como eram bastante próximos, compareci ao velório e pude observar algo provavelmente imperceptível aos olhares menos atentos.

Minha amiga, ali, tornara-se o centro de todas as atenções e, ainda que pudesse compreender seu padecimento, percebi que só ela se lamentava. E apenas sobre a própria dor.

Parentes se revezavam para lhe fazer companhia, preocupados e solícitos. Traziam água, lanches, cafezinhos e abraços a todo o momento, enquanto ela, descontrolada, chorava pelo companheiro.

Notei que ali, próximos a ela, permaneciam solitários os pais e os dois irmãos da vítima. Pareciam contidos numa dor profunda, interna e desprovida de alardes. Silenciosos diante daquela espécie de histeria demonstrada pela esposa logo ao lado.

Nos dias e meses seguintes as coisas apenas pioraram. Era impossível ligar para saber da família, sem que ela tomasse o telefone para contar o quanto ainda sofria e tudo o que tinha que organizar e deixar em dia. Reclamava que ninguém a ajudava, que a família dele teimava em lhe criar problemas, que sua mãe resolvera adoecer justo naquele período, que o frio estava insuportável e que ninguém deveria ser obrigado a ter força como ela.

Do parceiro perdido, nenhum comentário. Nada sobre saudade, amor ou falta.

Seu nome e suas histórias simplesmente desapareceram das conversas, a não ser para recordar datas de missas que, por sinal, foram todas encomendadas.

Outro casal, conhecido meu, perdeu o filho para um suicídio que ocorreu diante de toda a família, quando o jovem, de 18 anos, se jogou da janela da sala, enquanto todos, desesperados, tentavam segurá-lo. Infelizmente, não foi possível impedir seu gesto.

O fato é que, apenas durante o funeral, foi possível comentar sobre o ocorrido que atingiu todos de maneira brutal. Pais, irmãos, tios, tias, avós, enfim, todos os familiares e amigos ficaram chocados com o trágico desfecho e demonstravam total empatia em relação aos pais e irmão do garoto.

Ocorre que, poucos dias depois, o assunto foi transformado num verdadeiro e estranho tabu. Uns foram avisando aos outros sobre a proibição de mencionar o ocorrido ou o nome do primogênito.

E a partir daquilo, por ordem dos pais, sua morte tornava-se assunto absolutamente proibido.

Ocorre que a avó paterna, última a falar com ele – já que o mesmo tentara conversar com o avô, que estava no banho, minutos antes de se atirar para a morte – permanecia inconsolável.

Ela, por ser idosa e se encontrar bastante doente, não parava de falar sobre a ocorrência, culpando-se por não ter interrompido o banho do marido. Na sua fantasia, aquele contato teria salvado a vida do rapaz.

Deste modo, aonde estivesse, expunha seu sofrimento aos prantos e falava, sempre com muito amor, sobre este que fora seu primeiro neto, talvez como um jeito de expiar o próprio pesar ou de tentar entender tão radical atitude.

Porém, a nora vivia como quem possuía o poder de controlar tudo, censurando qualquer menção ao fato.

Quando soube que a sogra – justamente no dia em que ela e o marido a acompanhavam no exame de mapeamento do câncer – havia contado a triste passagem à enfermeira ali presente, o casal imediatamente decidiu cortar contato com a velha senhora e com seu pobre marido também.

Portanto, pelos anos seguintes o casal deixou de se relacionar com os velhos e, anteriormente, tão próximos parentes, largando o cuidado destes nas mãos de sua única filha.

Por anos a fio os avós sofreram com a ausência do filho querido, provocada por uma incompreensível falta de empatia.

No final, o tão almejado reencontro só ocorreu quando do falecimento de ambos, com poucos dias de diferença.

O que vemos de semelhante nestes dois exemplos é uma notável supressão de humanidade.

A verdade é que ninguém gosta de ficar perto de pessoas que se fazem de vítimas. Ainda que não seja legal julgá-las ou condená-las, confesso que, pessoalmente, acho difícil demais este tipo de convivência.

Todos entendemos que coisas indesejáveis ou muito ruins, lamentavelmente, podem acontecer na vida de qualquer um de nós. E ninguém deseja isso nem para si, muito menos para aqueles que amam.

O fato é que você pode vir ser vítima de uma fraude, por exemplo, ou de um crime ou, até mesmo, de uma agressão sexual. Pode ter sofrido traumas na infância ou no decorrer da vida. Ninguém escapa de tempos ruins.

E se, por alguma razão, você imaginar que podia ter evitado a dor e que toda a responsabilidade dela cabe à você, saiba que está redondamente enganado/a.

Também será perfeitamente normal sentir pena de si mesmo de vez em quando ou, ainda, sentir-se impotente diante de um desafio como uma perda ou um divórcio.

O nome deste sentimento é auto piedade. 

Contudo, permanecer grudado/a ao status de vítima, ainda que de forma velada, pode significar que você se tornou dependente da pena das outras pessoas e que se acostumou de ver todas as suas faltas justificadas e todos os seus deslizes perdoados.

Isto pode parecer altamente viciante, não é?

Afinal, se ninguém tem coragem de lhe criticar quando até você sabe que merece, se não lhe cobram o que está claro que deve, se não precisa ter obrigação de fazer coisa alguma e tudo passa a ser legitimado pela eterna dor que talvez nem sequer sinta e que finge tentar esconder, então você, decididamente, é deveras manipulador/a e sabe muito bem disto, certo?

O trauma não aconteceu apenas com você, ele se converteu em quemvocê é.

Logo, você não pretende sair do trauma porque escolheu se apegar a ele feito um náufrago diante de um pedaço de isopor.

O tornou parte da história que você vive para contar e recontar incansavelmente.

A Eterna Vítima, no fundo, decidiu paralisar sua própria história, se concebendo incapaz de caminhar em frente, embora finja que segue adiante.

Aprendeu que só obterá atenção e amor se continuar sendo objeto de compaixão.

Seu indisfarçado ‘pobre de mim‘ inegavelmente continuará sendo usado para que os outros sejam forçados a aceitá-lo/a como é, mesmo se isto não for nada justo. 

E quem deseja ter pessoas ligadas a si por pena ou culpa? Quem vai querer viver algo tão insuportavelmente exigente, onde um drena enquanto o outro se deixará sugar?

Pode nascer uma relação saudável daí? Eu, honestamente, mantenho sérias e profundas dúvidas acerca desta possibilidade.

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E, se desejar, envie seus comentários para psicologaheloisalima@gmail.com

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– Endorfina, Serotonina e outros Hormônios da Felicidade.

Somos dependentes de certos hormônios para termos bom humor e ótima qualidade de vida. Mas você sabe quais são eles e como os obter?

Abaixo, extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/amp/geral-39299792

OS HORMÔNIOS DA FELICIDADE: COMO DESENCADEAR EFEITOS DA ENDORFINA, OXITOCINA, DOPAMINA E SEROTONINA

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico. Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA). “Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.”

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural. Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência .

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron. Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida. Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta. Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

Copyright © 2019 BBC

Uma rápida tabela incluindo outros hormônios, abaixo:

We are dependent on certain hormones to have a good mood and a great quality of life. But do you know what they are and how to get them?

Below, extracted from: https://www.bbc.com/portuguese/amp/geral-39299792


THE HAPPINESS HORMONES: HOW TO TRIGGER THE EFFECTS OF ENDORPHIN, OXYTOCIN, DOPAMINE, AND SEROTONIN

For centuries, artists and thinkers have dedicated themselves to defining and representing happiness. In recent decades, however, less romantic groups have joined this difficult task: endocrinologists and neuroscientists.

The goal is to study happiness as a biological process to find what triggers this feeling from a physical point of view. In other words, they don’t care if people are happier because of love or money, but what happens in the body when joy is effectively triggered, and how to “force” that feeling.

In this sense, there are four natural chemical substances in our bodies generally defined as the “happiness quartet”: endorphin, serotonin, dopamine, and oxytocin.

Researcher Loretta Breuning, author of the book Habits of a Happy Brain, explains that “when your brain releases one of these chemicals, you feel good.”

“It would be nice if they appeared all the time, but they don’t work that way,” says the professor from California State University (USA). “Each happiness substance has a special job to do and fades as soon as the job is done.”

Learn about simple ways to activate these four happiness chemicals below, without drugs or harmful substances.

1. Endorphins

Endorphins are considered the body’s morphine, a kind of natural painkiller. Discovered 40 years ago, endorphins are a “brief euphoria that masks physical pain,” as Breuning classifies them.

For this reason, eating spicy foods is one of the ways to release these natural opiates, which induces a feeling of happiness. But this is not the only way to get an endorphin “shot.”

According to a study published last year by researchers at Oxford University (England), watching sad movies also elevates levels of the substance.

“Those who had the greatest emotional response also recorded a greater increase in pain resistance and a feeling of group unity,” Robin Dunbar, professor of Evolutionary Psychology and author of the study, told the BBC.

Dancing, singing, and working as a team are also activities that, through an increase in endorphins, improve social unity and pain tolerance, says Dunbar.

2. Serotonin

Because serotonin flows when you feel important, feelings of loneliness and even depression are chemical responses to its absence.

“For the past four decades, the question of how to manipulate the serotonergic system with drugs has been an important area of research in psychiatric biology, and these studies have led to advances in the treatment of depression,” wrote Simon Young, editor-in-chief of the journal Psychiatry and Neuroscience, in 2007.

A symptom of depression is forgetting happy situations. For this reason, Korb adds, looking at old photos or talking with a friend can help refresh your memory.

The neuroscientist describes three other ways: getting sunlight, receiving massages, and doing aerobic exercise, such as running and cycling.

3. Dopamine

Dopamine is often described as being responsible for feelings like love and lust, but it has also been labeled as addictive. Hence its description as a “mediator of pleasure.”

“Low levels of dopamine make people and other animals less likely to work for a purpose,” said John Salamone, a professor of Psychology at the University of Connecticut (USA), in a study on the effects of dopamine on the brain published in the journal Neuron in 2012. For this reason, the researcher added, dopamine “has more to do with motivation and cost-benefit analysis than with pleasure itself.”

What is certain is that this chemical substance is triggered when you take the first step toward a goal and also when the goal is accomplished. In addition, it can be generated by an event in daily life (for example, finding a free parking space) or something more exceptional (like getting a promotion at work).

The best way to raise dopamine, therefore, is to set short-term goals or divide long-term goals into faster ones. And celebrate when you achieve them.

4. Oxytocin

Because it is related to the development of maternal behaviors and bonds, oxytocin is often nicknamed the “emotional bonding hormone” and the “hug hormone.”

According to a study published in 2011 by Indian gynecologist and obstetrician Navneet Magon, “social bonding is essential for the survival of the species (humans and some animals), as it promotes reproduction, protection from predators and environmental changes, in addition to promoting brain development.”

“Exclusion from the group produces physical and mental disorders in the individual, and eventually leads to death,” he adds. For this reason, the obstetrician considers that oxytocin has a “leadership position” in this “happiness quartet”: “It is an important brain compound in building trust, which is necessary to develop emotional relationships.”

Hugging is a simple way to get an increase in oxytocin. Giving or receiving a gift is another example.

Breuning, from the University of California, also advises building trusting relationships, taking “small steps” and “negotiating expectations” so that both parties can concretize the emotional bond.

– A mente vale mais que o corpo.

Nessa publicação do Instagram de “Poesias Pichadas”, uma reflexão bem bacana: de que adianta o aspecto físico, se o cérebro não ajuda?

Pessoas de bom conteúdo atraem tanto ou mais do que as de corpo bonito. Está na moda, aliás, chamar isso de sapiossexualismo.

A propósito: tal termo seria apropriado ou desnecessário?

That’s an interesting point you’ve raised. The Instagram post touches on a great theme: the value of intelligence and character over just physical appearance.

The term sapiosexuality describes being attracted to someone’s intelligence, mind, and wisdom more than their physical looks. It’s often used to highlight that intellectual and emotional connection can be a primary source of attraction.

When it comes to whether the term is appropriate or unnecessary, there are different perspectives. Some people find it useful because it gives a name to a type of attraction that might not have been widely discussed before. It helps people feel seen and understood in their preferences.

Others argue that the term is unnecessary. They believe that being attracted to someone’s intelligence is a fundamental and natural part of human connection, and that giving it a specific label might make it seem unusual or separate from general attraction, when it really isn’t.

Ultimately, whether you find the term useful probably depends on your own perspective. It’s a recent word that’s part of a broader conversation about how we define attraction and relationships.

– A moda dos adultos que chupam chupeta!

No momento em que a sociedade sofre com diversas questões comportamentais e de ansiedade, surge a moda de evitar o stress… chupando chupeta!

Parece trolha, mas é verdade!

Matéria da CNN, em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/chupeta-anti-estresse-nova-moda-traz-problemas-e-nao-substitui-terapia/

Imagem extraída do link acima, de Getty Images.

– REPOST: A falta de interação no Home-Office nos deixa menos criativos.

Um problema dos tempos pandêmicos: a falta de contato real com as pessoas, a menor interação social no trabalho, na escola ou na comunidade, traz a menor criatividade.

Uma abordagem, extraída de: https://exame.com/bussola/o-trabalho-remoto-nos-deixa-menos-criativos-o-motivo-falta-de-interacao/

O TRABALHO REMOTO NOS DEIXA MENOS CRIATIVO

Usando as flores como exemplo, algumas pessoas “murcham” ao trabalharem sozinhas.

Por Flavia Rezende*

Tenho ouvido de muitos colaboradores com quem trabalho a reclamação sobre a dificuldade de criar. O desafio é colocado vez ou outra em conversas e feedbacks, com a constatação de que o bloqueio criativo se deve ao home office. Outros fatores normalmente mencionados são o excesso de tarefas, a comunicação excessiva por aplicativos de mensagens e videoconferências longas e maçantes, que não permitem que o profissional dedique tempo para cultivar novas ideias.

Essa percepção não está totalmente errada. As conexões pessoais são fundamentais para estimular a inventividade. A polinização cruzada é uma metáfora usada por alguns profissionais para tratar do assunto. No processo que ocorre na natureza, o pólen é levado de uma flor para a outra, gerando frutos e sementes.

O mesmo acontece no trabalho, por meio da troca de ideias. Nesse ambiente de aprendizado contínuo, muitas vezes, a criatividade surge espontaneamente, em reuniões, almoços e cafezinhos. Usando ainda as flores como exemplo, algumas pessoas “murcham” ao trabalharem sozinhas, o que também impacta na capacidade de criar e na satisfação com a profissão.

Mesmo depois de quase um ano e meio em casa, derrubar algumas barreiras impostas pelo isolamento segue sendo um desafio. Uma forma de superar a distância é manter a rotina de comunicação que existia no ambiente presencial. Propor conversas individuais com seus pares para alinhamentos corriqueiros ou repassar as tarefas do dia logo pela manhã e ao final do expediente com seu gestor.

Usar o telefone para manter a proximidade com sua equipe também pode ser uma solução para evitar a solidão – e quem sabe uma forma das gerações Y e Z perderem o medo de atender ligações. Essas conversas servem tanto para expandir ideias e compartilhar desafios, quanto para solucionar problemas. Mensagens de texto e e-mails soam mais formais e podem atrasar a resolução da questão. Uma ligação de cinco minutos será mais eficiente.

Para os gestores, vale considerar a realização de reuniões semanais com toda a equipe para descompressão e conversas mais “soltas”. Alguns times apostam ainda no happy hour virtual após o horário de trabalho. Nesse caso, é importante permitir que a participação seja opcional.

Cultivar esses hábitos é fundamental para manter relacionamentos, mas também para ter visibilidade do que está acontecendo e permitir que os outros saibam sobre o andamento dos seus projetos. Uma comunicação eficiente auxilia não só no despertar da criatividade, mas também na percepção que os demais têm sobre o seu trabalho, um fator sempre importante no ambiente corporativo.

*Flavia Rezende é Sócia-Diretora da Loures Comunicação

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

Imagem extraída de: https://contabilidadegemeos.com/o-que-voce-precisa-saber-sobre-trabalho-remoto/

IN ENGLISH –

A problem of the pandemic times: the lack of real contact with people, less social interaction at work, at school, or in the community, leads to less creativity.

An approach, extracted from: https://exame.com/bussola/o-trabalho-remoto-nos-deixa-menos-criativos-o-motivo-falta-de-interacao/

REMOTE WORK MAKES US LESS CREATIVE

Using flowers as an example, some people “wither” when they work alone.

By Flavia Rezende*

I have heard many collaborators I work with complain about the difficulty of being creative. The challenge is brought up every now and then in conversations and feedback, with the observation that creative block is due to working from home. Other factors normally mentioned are an excess of tasks, excessive communication through messaging apps, and long and boring video conferences that do not allow the professional to dedicate time to cultivating new ideas.

This perception is not entirely wrong. Personal connections are fundamental to stimulating inventiveness. Cross-pollination is a metaphor used by some professionals to discuss the topic. In the process that occurs in nature, pollen is carried from one flower to another, generating fruits and seeds.

The same thing happens at work, through the exchange of ideas. In this environment of continuous learning, creativity often arises spontaneously in meetings, lunches, and coffee breaks. Still using flowers as an example, some people “wither” when they work alone, which also impacts their ability to create and their satisfaction with their profession.

Even after almost a year and a half at home, breaking down some barriers imposed by isolation remains a challenge. One way to overcome the distance is to maintain the communication routine that existed in the in-person environment. Propose individual conversations with your peers for routine alignments or review the day’s tasks with your manager in the morning and at the end of the day.

Using the phone to maintain proximity with your team can also be a solution to avoid loneliness—and perhaps a way for generations Y and Z to lose their fear of answering calls. These conversations serve both to expand ideas and share challenges, and to solve problems. Text messages and emails sound more formal and can delay the resolution of the issue. A five-minute call will be more efficient.

For managers, it’s worth considering holding weekly meetings with the entire team for decompression and more “casual” conversations. Some teams also rely on a virtual happy hour after work hours. In this case, it is important to allow participation to be optional.

Cultivating these habits is fundamental not only to maintaining relationships, but also to having visibility of what is happening and allowing others to know about the progress of your projects. Efficient communication helps not only in awakening creativity, but also in the perception that others have of your work, a factor that is always important in the corporate environment.

*Flavia Rezende is Partner-Director at Loures Comunicação

This is content from Bússola (Compass), a partnership between FSB Comunicação and Exame. The text does not necessarily reflect the opinion of Exame.

– Success Quote By Vincent Okeke: “Procrastination is indeed…”

I feel you need a quote right now. Hopefully, this one does the trick!

Continua em: Success Quote By Vincent Okeke: “Procrastination is indeed…”

– Como a Empatia Pode Ajudar no Enfrentamento da Depressão?

Você já sentiu vontade de falar sobre suas dores ou problemas, mas teve medo de ser julgado? Esse é um sentimento comum em muitas pessoas, …

Continua em: Como a Empatia Pode Ajudar no Enfrentamento da Depressão?

– Devemos dividir os nossos medos? Ou… somente a virtude?

Sobre medos que sentimos e coragem quando obtemos: quando compartilhar (se é que devemos dividir)?

Em: https://youtu.be/z54tmg_DMBc