– Ticaracaticast é legal, mas esqueçam as mágoas…

Poxa, que podcast legal dos ex-integrantes do Pânico Bola e Carioca (o Ticaracaticast). Mas assisti alguns (do Café com Bobagem e da Amanda Ramalho), e em ambos, uma certa mágoa do Carioca com o Tutinha e o Emílio Surita.

Claro, o Bola fica na dele, sempre rindo e com a preocupação de dar uma cortada no Carioca. Mas ele próprio (Carioca) se policia para não falar mal, mas nas entrelinhas é impossível não perceber. Uma pena!

Em especial, no final desse episódio com a Amanda Ramalho, veladamente se critica a produtora Paulinha e deixa a entender que eles, que estavam na condição de contratados (eram funcionários, não donos do programa) queriam ter autoridade nas pautas e ordens do que “fazer ou não fazer”.

Enfim, a vaidade sempre será um problema no mundo.

– Ufa…

Cumpri minha promessa: passei o domingo low-profile, livre das amarras das Redes Sociais e do telefone, curtindo somente a família!

E como isso é bom… Farei mais vezes!

– Off

Que tal fugir um pouco da Web?

Às vezes, é necessário esconder o computador, cortar o sinal da Internet e dar uma sumida do teclado – mas por várias horas.

Mundo virtual, até mais! Me desligando por um tempinho neste domingo para arejar a cabeça. E, aconselho, faça o mesmo. Voltamos amanhã!

– Como encontrar a felicidade?

Roberto Shinyashiki, em entrevista (perdoem-me por não achar a correta citação, mas vale a mensagem) foi questionado:

“Qual o jeito certo para se fazer as coisas em busca da felicidade?”

Respondeu ele:

“Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.”

E aí: concorda com ele ou não?

– Na Sociedade, o Mundo é para os Extrovertidos?

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

“A solidão é como eu recarrego minha bateria”

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– Sobre Felicidade e Fatores que a Fomentam!

Leio na Revista Saúde (reportagem de Théo Ruorecht intitulada: “Mas o que é Mesmo Felicidade?”), uma pesquisa de 1938 refeita recentemente. Na Inglaterra, em Bolton, a Universidade local pediu para que os moradores fizessem uma lista sobre os fatores mais importantes para a felicidade. Naquela oportunidade, foram:

1- Estabilidade Financeira

2- Conhecimento

3- Religião

4- Bom Humor

5- Igualdade Social

6- Beleza

7- Resolução de Problemas

8- Entretenimento

9- Boa Liderança

10- Participação Política

E não é que há 2 anos, pela mesma universidade na mesma cidade, houve significativa importância na mudança dos pilares que sustentam o conceito de “ser feliz”?

Foram classificados:

1- Bom Humor

2- Estabilidade Financeira

3- Entretenimento

4- Conhecimento

5- Igualdade Social

6- Beleza

7- Resolução de Problemas

8- Boa Liderança

9- Participação Política

10 – Religião

E no seu universo particular? Em qual ordem os 10 parâmetros são importantes para a SUA felicidade? Em ordem alfabética:

  • Beleza
  • Boa Liderança
  • Bom Humor
  • Conhecimento
  • Estabilidade Financeira
  • Entretenimento
  • Igualdade Social
  • Participação Política
  • Religião
  • Resolução de Problemas

Se quiser, vote no mais importante à você na enquete abaixo:

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– O Comércio de Bebês para adoção via Facebook!

Foi de dias atrás, mas é assustador… Veja:

Onde é que chegaremos?

Leram a respeito de grupos de “compra e venda de crianças” pelas Redes Sociais?

Assombroso…

Extraído de: https://vejasp.abril.com.br/cidades/rede-adocao-clandestina-facebook/

MP DESCOBRE REDE DE ADOÇÃO CLANDESTINA DE BEBÊS PELO FACEBOOK

Grupos pedem e ofertam crianças com naturalidade; caso veio à tona com denúncia de um casal arrependido de ter entregado a filha

Por Adriana Farias

No dia 28 de agosto, o núcleo de investigação do Ministério Público de São Paulo na Barra Funda denunciou à Justiça dois advogados por falsidade ideológica na realização de uma adoção clandestina de bebê na capital. Durante nove meses, os promotores monitoraram uma série de páginas do Facebook que intermedeiam encontros entre pais e interessados em recém-nascidos, burlando a fila pública de adoção.

É a primeira vez que a equipe reúne provas suficientes para confirmar a irregularidade. A lei que rege o assunto foi endurecida em outubro do ano passado, quando a prática passou a ser classificada como crime de tráfico de seres humanos, com pena prevista de quatro a oito anos de prisão. “Antes era necessário haver violência ou abuso, agora a simples fraude na adoção pode ser enquadrada nesse delito”, explica o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro.

Durante um mês, VEJA SÃO PAULO teve acesso às conversas entre usuários do grupo fechado Meu Bebê Não Usa Quero Doar, que se passava por uma comunidade para a troca de roupinhas infantis. Ali, pedem-se e ofertam-se crianças com uma naturalidade assustadora (leia quadro ao fim do texto). Foi em uma página semelhante a essa, chamada Doar Bebê, que o casal Rebeca, de 20 anos, então no quarto mês de gestação, e Higor, 23, entrou no ano passado quando decidiu entregar a filha (eles concederam entrevista com a condição de não ter o sobrenome divulgado).

Moradores de um bairro pobre da Zona Leste e pais de outras duas crianças, eles se viram sem condições financeiras de sustentar o terceiro rebento. “A ideia era entregar a neném a uma família que pudesse lhe oferecer o melhor”, justifica Rebeca.

Em conversas na rede, eles conheceram a advogada Elisabete dos Santos, que intermediou o contato com o casal de também advogados Eliseu Minichillo de Araujo e Cristiane Aparecida Sanches, interessado na bebê. Elisabete, Rebeca e Higor encontraram-se pessoalmente três vezes, uma delas no Shopping Aricanduva, e acertaram os detalhes da entrega, que seria realizada sem o pagamento de dinheiro.

A bebê nasceria em uma clínica particular em Santo André onde o esquema estaria acertado. Araujo registraria a criança como pai e, após um ano, entraria com um pedido de guarda para sua mulher, a fim de tentar regularizar a situação. Esse processo é ilegal. “De cada dez casos de adoção, pelo menos um ocorre dessa forma”, conta a juíza Monica Arnoni, da 7ª Vara da Família.

O plano deu errado porque Rebeca entrou em trabalho de parto antes do previsto e a criança acabou nascendo às pressas dentro de um carro do Uber no estacionamento do Hospital Municipal Dr. Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, em 25 de agosto do ano passado.

Araujo e Elisabete tentaram manter o negócio e, passando-se por parentes da mãe biológica, conseguiram tirar a recém-nascida da maternidade. Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que a criança deixou o local com a mãe e o “namorado”, e diz estar colaborando com as investigações do Ministério Público.

Naquele mesmo dia, no entanto, Rebeca e Higor se arrependeram e pediram a bebê de volta. Após três dias de tentativas frustradas de recuperá-la, acionaram a polícia, Vara da Infância e Conselho Tutelar. Uma semana depois, a pequena foi devolvida em uma delegacia. Araujo e Elisabete acabaram denunciados pelo MP, mas, até quarta (13), ainda não haviam sido citados como réus pela Justiça.

“Não houve maldade, só pensamos no bem da criança”, diz Araujo. Caso condenados, os dois podem pegar cinco anos de reclusão. “Só quis ajudar uma amiga a realizar o sonho de ser mãe”, afirma Elisabete. Como a lei brasileira não enquadra como criminoso quem doa o filho em caso de desespero, Rebeca e Higor não serão indiciados. A bebê completou 1 ano recentemente, e o casal está recebendo ajuda financeira de parentes e acompanhamento da Vara da Infância.

NEGOCIAÇÃO ÀS CLARAS

Postagens em páginas do Facebook

“Espero encontrar uma mulher decidida a doar seu bebê de 0 a 4 anos.” Clésia, em 10 de agosto

“Quero doar o meu filho.” Maria, em 2 de agosto

“Desejo adotar uma menina, busco em qualquer estado.” Livia, em 24 de julho

“Me perdoem o desabafo, mas não quero ficar com esse bebê.” Marli, em 30 de julho

“Estou querendo um bebê, pois não posso ter filhos, me chama no WhatsApp.” Ana Paula, em 24 de julho.

– #tbt 3: Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 8 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

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– Mude seu comportamento hoje!

No final do ano, as pessoas costumam fazer planos, pensar em coisas melhores, enchem-se de esperança para o novo período. Alguns fazem listas de metas e objetivos; outros, ao contrário, se deprimem.

Mas se o assunto é mudar de vida, por quê precisa-se esperar a nova data?

Precisamos ter desejo de mudar (para melhor) sempre!

Se quer emagrecer, comece hoje!

Vai mudar de hábitos? Mude-os agora.

Durante minhas madrugadas de insônia, costumo conversar com Deus. E o ambiente de silêncio é excepcional para se ouvir bem a voz dEle. E nesses bate-papos, sempre fica o convite da mudança, ou melhor, da conversão diária. E ela consiste em: ser mais paciente; reclamar menos, envergonhar-se nunca, agir e nunca se omitir, sorrir mesmo quando dói, entusiasmar o próximo, ser amigo e solidário e… viver!

Difícil?

Quando vivemos cansados, reclamando, indispostos e rabugentos, isso se torna algo crônico em nós. Mas é preciso coragem, disposição e fé.

Que tal começar hoje o que você (e eu me incluo aqui) planeja fazer em 01 de janeiro?

– Quem disse que em Rede Social “Pode Tudo”?

Redes Sociais não são território sem lei. Carece-se de respeito, ética e educação.

Claro que em alguns ambientes, elas são mais flexíveis e permitem a descontração, mas, conforme se observa, a pessoa reflete o que ela é no dia-a-dia quando posta em Rede Social.

Convido a leitura desta postagem sobre Reputação Digital, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/11/23/como-anda-a-sua-reputacao-digital/

Se preferir, ao invés da leitura, compartilho em vídeo, uma rápida abordagem do tema, em: https://www.youtube.com/watch?v=1ihS4XUC9XA

– Crianças e Mundo Digital: Futuro Assustador?

Fico impressionado como as crianças dominam bem os equipamentos eletrônicos e sabem se virar nas redes sociais. Temo apenas os golpistas e enganadores, mas, com ajuda dos pais, isso se torna seguro.

Porém, leio artigo da neurocientista Susan Greenfield, estudiosa doutora que profetizou:

“as crianças do futuro não conseguirão discernir caras, olhares, tom de voz, já que se dedicam ao relacionamento virtual do que o pessoal”.

Claro que isso é preocupante. Mas não é apocalíptico demais? Nada do que uma boa educação familiar não possa corrigir…

– Os Tipos de Comentaristas na Internet

Existe muita gente bacana comentando posts na Internet, não? Há os chatos, há os fanáticos e os malucos também.

Abaixo, uma classificação bem verdadeira:

(Extraído da Superinteressante, Ed Outubro/2014, pg 89).

COMO IDENTIFICAR OS BICHOS DIGITAIS

– Povo da Zoeira:

Posta conteúdos engraçados em discussões alheias, muitas vezes mudando o rumo da conversa para coisas anárquicas.

– Extremista Político:

De direita ou de esquerda, uns defendem o nazismo ou chamam de nazista quem discorda deles. Radicais.

– Sabichão:

Sommelier de qualquer coisa, tem opinião formada sobre tudo. Gosta de insultar a suposta ignorância ao seu redor.

– Ista:

Sonistas (fãs da Sony) e nintendistas (da Nintendo). Defendem suas marcas de games como torcidas organizadas. Ocorre também com Apple x Google x Windows.

– Conspirador:

Culpa tudo na conta do Governo. Ou duvida de tudo o que a grande mídia diz.

– Monossilábico:

Limita a participação como “legal” ou somente “lixo”.

– Troll de raiz:

Usa o anonimato para assediar outros usuários, sutil ou agressivamente.

– Fofo:

Traz sempre novas informações as discussões e responde pacientemente a todos.

– Confuso:

Xinga, mas é difícil dizer o quê e por quê. Dispara um repertório de clichês e preconceitos, mas não dá para entender o que defende.

E aí, que tipo de comentarista você é na Internet?

– Desistir ou Aprender?

Nas escolhas da vida, você pode fazer uma dessas duas opções abaixo retratadas:

– Expedição Acali: o “Reality Show” da vida real!

Se você gosta de “reality shows”, veja só que experiência inusitada: um “barco do amor” dos anos 70, que virou filme!

Muito interessante, compartilho extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/10/o-bizarro-experimento-socio-sexual-que-reuniu-pessoas-casadas-num-barco-nos-anos-1970-vai-virar-filme/

O BIZARRO EXPERIMENTO SÓCIO-SEXUAL QUE REUNIU PESSOAS CASADAS NUM BARCO NOS ANOS 70 E VIROU FILME

Muito antes de programas de reality show se popularizarem na televisão, o Big Brother já tinha um antecessor de peso: um experimento social realizado em um barco em alto mar. O objetivo da embarcação era responder o que fazia com que as pessoas odiassem umas às outras.

Para chegar a uma conclusão, o antropólogo mexicano Santiago Genovés reuniu 11 pessoas em um barco para velejar o Atlântico durante um período de 101 dias, em 1973. O experimento ficou conhecido como Expedição Acali e acaba de ganhar um documentário que registra sua história.

Na época, Santiago teria dito à Associated Press que não poderia fazer um experimento como esse em terra, “porque as pessoas iriam querer escapar”. O perfil dos participantes foi planejado justamente para gerar discórdia e incitar o sexo.

Foram escolhidas pessoas casadas que estivesses dispostas a deixar seus parceiros durante a experiência. O pesquisador deu preferência a participantes considerados por ele como “atrativos” e que tivessem entre 25 e 40 anos.

Outra característica importante era a formação de um grupo diverso étnica e culturalmente – havia inclusive um padre católico entre eles. Um ingrediente feminista foi usado para despertar a ira dos homens: a capitã do barco era uma mulher, a sueca Maria Björnstam, considerada a primeira mulher a ter uma licença marítima.

Embora tenha ganhado a atenção da mídia como uma “experiência sexual”, o barco foi muito mais do que isso. Santiago pretendia provocar brigas entre os participantes para entender quais são os elementos essenciais para a criação da paz. Porém, há indícios de que ele teria ido longe demais nessa empreitada…

Pensando em incitar a revolta do grupo, ele chegou a ler para todos respostas que lhe haviam sido dadas em segredo, inlcuindo coisas como “quem você gostaria de tirar do barco” ou “com quem gostaria de transar”. O pesquisador também criou um ambiente em que a privacidade fosse minimizada ao extremo: livros eram proibidos e até mesmo o ato de “ir ao banheiro” era público.

Em dado momento, os participantes chegaram a planejar em conjunto o assassinato de seu mentor – felizmente, a ideia foi deixada de lado antes de que o sangue fosse derramado.

Apesar de tudo, o diretor do documentário que narra a história da embarcação contou ao Independent que a maior parte do tempo foi vivida em paz pelos participantes. Marcus Lindeen conseguiu reunir todas as sete pessoas do grupo que ainda estavam vivas – uma tarefa exemplar, visto que a pesquisa usava pseudônimos para proteger suas identidades.
Em um cenário que recria o ambiente da embarcação, suas memórias se tornam vivas nas telas, criando um retrato fiel de como foram os dias a bordo da Expedição Acali.

Lançado em 2018, o filme ganhou o nome de The Raft e mescla memórias destas pessoas com os documentos deixados por Santiago, que faleceu durante a fase de pesquisa para o roteiro.
Espia o trailer abaixo (em inglês):

Fotos: Reprodução/The Raft/

– Pare de Reclamar!

Eu escrevi, eu tenho que seguir o que defendo. Pararei de reclamar! Abaixo:

São Bento de Núrsia, abade de admirável vida monástica, inspirou várias regras dentro dos mosteiros. E uma delas é genial, que parece ter sido elaborada para nossos dias: a de se evitar reclamações!

A Regra 34 diz, na “essência de seu texto”, diz:

“Antes de tudo, que não surja o mal da murmuração em qualquer palavra ou atitude, seja qual for a causa”.

Quantas vezes reclamamos da vida, com ou sem razão?

Nossos lamentos são, muitas vezes, vícios de conduta?

Por quê reclamamos?

Evitamos ficar nas reclamações?

Veja que texto interessante, abaixo, extraído de : http://www.cliquef5.com.br/conteudo.php?cid=18101

APLIQUE AGORA A REGRA 34

Resmungar está mais para quem deseja aumentar do que solucionar problemas. Somente quem não está disposto a encontrar saídas fica resmungando.

Por Janine de Oliveira

Nada mais desagradável que uma pessoa que vive reclamando da vida. Reclamando de tudo. Mas como é bom poder encontrar pessoas que te dão uma lição de vida contando sobre como é a sua vida. Sobre o que acredita. Sabemos que vivemos em um mundo onde o passo do relógio é quem dita nosso cotidiano. Temos menos tempo, e cada dia mais coisas para fazer. A verdade é que o tempo é o mesmo de décadas atrás, mas nós é que acumulamos funções, e reclamar talvez tenha sido uma dessas heranças modernas que acabamos adquirindo. O que seria de nós se não tivéssemos as regras para regulamentar a modernidade. É comum o regramento nas associações, clubes, organizações. Não há agrupamento humano que não elenque prescrições que devem ser seguidas por todos os seus membros. O movimento monástico e outros do mesmo segmento sempre tiveram apontamentos bem claros. Para abraçar este estilo de vida era necessário, antes de tudo, ter conhecimento e boa iniciação na observância da regra. São Bento, por exemplo, no número 34 da regra, institui uma atitude bem pertinente para os nossos tempos: Não resmungar.
Ao propor que os seguidores não resmungassem, o idealizador tinha amplo conhecimento das posturas humanas, bem como suas consequências. A preservação do ambiente fraterno era muito significativa. Não convinham murmúrios e objeções negativas. Em nada ajudaria para a realização pessoal e comunitária. Além disso, abria espaço para lamentações e, quem sabe, até dissabores verbais.
A referida regra 34 poderia estar estampada em muitos espaços coletivos. Faria um bem enorme. Para algumas pessoas insatisfeitas, a inscrição beneditina poderia ficar ao alcance dos olhos. Toda vez que sentisse desejo de emocionalizar algum fato ou postura poderia se dar conta de que o ato de resmungar nada acrescenta. Pelo contrário, cria distância, torna o clima pesado e atrapalha os objetivos a serem alcançados.
Não é proibido discordar, debater, contrapor. Agora, resmungar está mais para quem deseja aumentar do que solucionar problemas. Somente quem não está disposto a encontrar saídas fica resmungando. Ninguém consegue ficar por perto daquelas pessoas que se acostumaram a reclamar de tudo e de todos. Míopes para as coisas positivas, descrentes diante do amanhã. Quando conseguem sonhar, tudo se resume em pesadelos.
Talvez, de imediato, veio à mente a imagem de alguém que se aperfeiçoou na arte de resmungar. Descarte essa lembrança. Uma releitura minuciosa das suas atitudes poderá detectar que, em alguns momentos, deslizamos para o campo da insatisfação e gastamos minutos preciosos resmungando. Se isso for frequente, escreva a regra 34 em algum espaço bem visível. Poderá inspirar.
No entanto, há pessoas que são grandes lições de como aplicar a regra 34. Basta olharmos a nossa volta, aquelas que ao conhecer um pouco percebemos que mesmo com problemas grandes estampam um sorriso e não pronunciam uma só frase de lamúrias.
Aplique a regra 34.

– Infoxicação: já sofreu disso?

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”
Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto.

– Incoerências.

Nesse mente tão bobinho, abaixo, não há um fundo de verdade?

Defender o pobre sem abrir mão da sua riqueza, pregar a cidadania sem respeitar o próximo, falar de paz com olhos odiosos… nada disso é coerente (assim como ir de carro para caminhar).

– Entropia e Sinergia.

O que dizer desta perfeita imagem? Precisamos sempre estarmos abertos ao aprendizado, críticas e elogios. Veja e conclua: somos, em muitos momentos, “parcialmente abertos ou fechados”?

Abaixo:

– Quando as Redes Sociais cansam!

Já reparou como tem gente que escreve de maneira violenta, arrogante ou odiosa nas redes sociais? Ou que publica uma vida inexistente de beleza e felicidade?

Pra quê?

Muitos ofendem o próximo com palavrões via Twitter, coisa que pessoalmente não fariam. Outros usam do Facebook para destilar veneno por X ou Y (na política isso acontece demais). No Instagram, um mundo de belas paisagens, sorrisos e outras coisas que encantam – quando, vez ou outra, surge um idiota ameaçando você de qualquer coisa que nunca se imaginou!

Novamente: pra quê?

Parece que nesse âmbito, as Redes Sociais tornaram-se a arquibancada do século XXI, onde se permite e se pode tudo! Pensa-se que é terra de ninguém, maltrata-se por qualquer coisa, se difama por bobagem e desrespeita-se a opinião alheia.

Uma derradeira vez: pra quê?

Por muitas vezes, as Redes Sociais se tornam Antissociais, nos levando a pensar: por quê estamos inseridos nelas?

E você: por quê está? Precisa mesmo delas?

Conheço muita gente que está fora e não sente necessidade de estar. Muitas vezes, penso: vale a pena abandoná-las… mas aí você repensa sobre os contatos que tem, as atividades profissionais que possam ser exercidas através delas e pela comodidade / diversão de estar nesse mundo virtual. E desiste de sair!

Enfim: use com moderação, sem deixar que se torne um vício. Não as faça como algo obrigatório, desconfie das publicações que ali existam e cuidado com suas postagens, pois, afinal, dependendo do teor, haters podem surgir. E aí você se cansará delas.

– Dê valor ao seu cunhado, seu irmão-postiço!

Um texto cristão que aborda um assunto bem cotidiano: o relacionamento com os… cunhados!

Você trata seu cunhado / cunhada como segundo-irmão / segunda-irmã?

Compartilho a introdução em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ly57_diuWTQ

O texto escrito no link em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/10/cunhado-e-cunhada-voce-os-trata-como-irmaos-tambem/

– A resistência em mudar!

Muitos falam em mudar. Muitos se entusiasmam no discurso. Muitos defendem a mudança. Mas na prática…

Como é real essa imagem no dia-a-dia corporativo! Veja:

– Releve!

E pra quê revidar?

Releve! Perdoe. Esqueça…

Siga esse conselho, abaixo:

– Ser esquecido na Internet é um direito!

Cada vez mais ouço notícias de pessoas que querem “sumir da Web”. Seja qual for o motivo – se por crimes no passado e penas já cumpridas, se por motivos tristes ou constrangedores, ou simplesmente para manter a privacidade.

Para isso, entram na Justiça contra o Google ou sei lá contra quem for necessário! O fato é que enquanto alguns querem aparecer, outros (por motivos particulares e justos) querem desaparecer.

O que você pensa sobre isso? Eu, pessoalmente, não tenho problemas em aparecer em links de buscas por nada me desabonar. Mas confesso: a idéia em sair da Internet é interessante (mas talvez um pouco burocrática), caso por algum motivo eu queira.

– A era da contraditória esquizofrenia social.

Recebi esse texto, cujo autor (Almir Favarin) por ignorância eu não conheço, mas que é sensacional ao explicar com perfeição esses tempos de intolerância a certas coisas e, contraditoriamente, tolerância irrestrita a outras.

Compartilho:

ESQUIZOFRENIA SOCIAL

Por Almir Favarin, Teólogo e Psicanalista

Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.

Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.

Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem “frágeis” e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.

Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.

Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio…

– Sobre Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Marina adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

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– A Ingratidão.

A ingratidão é uma das piores demonstrações de desprezo.

Você ama alguém e a ajuda, e ela não corresponde.

Você faz o bem, e ela te ignora.

Você não mede esforço para benefícios a ela, mas ela não se sensibiliza.

A ingratidão machuca as pessoas pouco-a-pouco.

Você se sente menosprezado, e ela não se importa.

Você se sente ignorado, e ela não está nem aí.

Você se sente abandonado, e ela permanece na frieza.

A ingratidão não pode ser um ato contínuo.

Quando você for vítima dela, pare. Lave o rosto. Tome um ar fresco. Respire fundo e… perdoe.

Não se esqueça: não pratique a ingratidão.

– Discutidores: mantenham a calma.

Quantas vezes as pessoas perdem a cabeça e começam com brigas desnecessárias?

Pior: perdem o controle emocional e aí seus melhores argumentos se tornam meros gritos…

Um rápido lembrete, abaixo:

– Educação se vê no Orelhão.

Parece brincadeira (pois o equipamento quase inexiste nos dias atuais), mas é a pura verdade: autoridades do Rio de Janeiro querem que a OI, que presta o serviço de telefonia fixa nas ruas cariocas, retire todas as menções pornográficas dos orelhões.

Explicando: tornou-se costume colar cartazes com propagandas de prostitutas, travestis e garotos de programa nos aparelhos!

Cada oportunista… aliás, depredar orelhão ou enchê-lo de poluição é falta de cidadania. E a prestadora de serviço mantê-lo limpo é obrigação!

O detalhe é que isso mostra a Educação do povo… querer tirar vantagem em tudo (no caso, fazer do telefone público um “classificado do sexo”) é o que maltrata a nação.

– O Ciclo das Emoções.

Será que nesses tempos tão difíceis de desequilíbrio das emoções (especialmente em decorrência dos efeitos da pandemia na sociedade), o quadro abaixo não é verdadeiramente real?

Em:

– A Fofoca é diabólica (assim como a mentira), lembra-nos Francisco!

Disse sabiamente o Papa Francisco dias atrás:

“Por favor, irmãos e irmãs, vamos fazer um esforço para não fofocar. Fofoca é uma peste pior do que a covid (…) O diabo é a grande fofoca. Ele sempre está dizendo coisas ruins dos outros porque ele é o mentiroso que quer dividir a Igreja”.

Perceba que no mesmo alerta estão os termos “fofoca e mentira”. Os evitemos sempre!

– A preocupação com a Saúde Mental: o caso Nike.

Uma semana inteira para os funcionários descansarem e recuperarem as energias, devido à pressão cotidiana! É o que a Nike está fazendo aos seus colaboradores…

O que dizer? Nada. É melhor aplaudir e desejar que outras empresas pensem como ela.

Em: https://www.mktesportivo.com/2021/08/por-saude-mental-dos-funcionarios-nike-fecha-escritorios-por-uma-semana/

POR “SAÚDE MENTAL” DOS FUNCIONÁRIOS, NIKE FECHA ESCRITÓRIOS POR UMA SEMANA

A Nike dará uma pausa de uma semana em seus escritórios para priorizar a saúde mental de alguns de seus funcionários que estão à frente da produtividade. Segundo um comunicado da empresa, o período foi dado para que todos pudessem “desfrutar de mais tempo livre para descansar e se recuperar”. A equipe que está em Beaverton, Oregon, poderá desfrutar do período.

“Não é apenas uma ‘semana de folga’ para a equipe … É um reconhecimento de que podemos priorizar a saúde mental e ainda assim fazer o trabalho”, publicou Matt Marrazzo, gerente sênior da Nike, em seu LinkedIn

Importante destacar que apenas a equipe presente nos escritórios corporativos estão recebendo a semana de folga remunerada. As lojas de varejo da Nike não estão contempladas no recesso.

Em 2019, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o esgotamento do local de trabalho como um “fenômeno ocupacional”. Foi a primeira vez que a agência global de saúde vinculou diretamente o burnout em suas classificações de doenças como risco para o trabalho. Também significava que os trabalhadores poderiam procurar ajuda médica para outra coisa que não uma doença ou problema de saúde.

Desde o início da pandemia, em 2020, as empresas começaram a dar mais ênfase à saúde mental dos funcionários, oferecendo-lhes mais folgas e flexibilidade de horário.

– Não permita que maus hábitos atrapalhem sua vida!

Se viciarmos em alguns hábitos, não conseguiremos retirá-los com facilidade. E digo isso pois concordo com esses pontos da mensagem abaixo:

Provavelmente são indiscutíveis…

– A Chatice do Mundo Intolerante e Dual! Deus não quis assim…

A cultura do ódio está cada vez mais radical no Brasil. Se você escreve que respeita o homossexual mas não faz apologia à homossexualidade, vira homofóbico (há de sair na rua e gritar isso para “lacrar”). Se defende o impeachment, vira comunista (mas se é contra, fica rotulado como “bolsonarista”). Se você escreve falando de Deus, virou crente (e isso independe da profissão de fé da pessoa, como se falar do Nosso Senhor fosse “pecado que ofendesse ao próximo”); e se contestar, vira ateu. Se escreve dando uma opinião sobre um lance contra o Corinthians, é palmeirense ou são paulino. E se defendeu o Timão, na hora se chama pejorativamente de gambá.

Quando você não tem tempo de responder a alguma notificação no Facebook ou em outras redes sociais (como acontece sempre comigo), desconfiam que você está “brigado” com quem não lhe é respondido. Se na foto há sorrisos, vira “vida-boa” (mesmo que seja um momento único de alegria em meio às tempestades). Se consegue uma Graça de Deus e a testemunha,  virou fanático. Se venera a Virgem Maria, vira idólatra. Se tentar desligar-se dos celulares e computadores, é anti-social. Se não soube de alguma notícia importante, é alienado. Se chamar seu amigo negro carinhosamente de Negão, taxar-lhe-ão de racista (mas Alemão não é preconceituoso também)? Se na reunião de trabalho não termos um número equitativo de mulheres, é machista. Se não gostar de funk, rap ou ritmos predominantemente da periferia, você é chamado de burguês. E por aí vai!

O mundo está muito chato, não? Que raio de dualidade (ou de rótulo) muitas pessoas querem impor julgando as outras? Cristo nunca julgou seu próximo!

Beira-se o radicalismo, infelizmente. E tudo o que nos aliena, não foi desejado pelo nosso Criador – que sempre deu livre arbítrio e nos ajudou na concórdia…

– Persuasão Financeira e o Burro de Ouro do Rei Felipe

Avalie: Você se dobra ao Poder do Dinheiro?

E de um “burro carregado de ouro”?

Uma belíssima reflexão de Heródoto Barbeiro, sobre ‘Felipe, Rei da Macedônia’, compartilhada pelo Prof José Renato Santiago (extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html)

O texto remete: até onde a persuasão financeira modifica nosso comportamento?

O BURRO DE FELIPE

O rei da Macedônia, Felipe, aproveitou-se do enfraquecimento das cidades estado da Grécia, arruinadas por guerras imperialistas de dominação e iniciou um processo de conquista de toda a região. Com um bom exército, se considerava um grego, ainda que para estes, não passava de um bárbaro sem cultura. O fato é que uma a uma as cidades começaram a cair. Umas diante de um exército bem montado, outras simplesmente abriam as portas de suas muralhas para que Felipe entrasse com as suas tropas. Perguntado como conseguia essa façanha de conquistar uma cidade sem nenhum combate, Felipe respondeu que não havia cidade que resistisse a um burro carregado de ouro. O macedônio, se vivesse nos dias atuais provavelmente seria louvado com um exímio praticante da “real politik”. Ou seja acima das ideologias está a corrupção, capaz de fazer homens e mulheres traírem as suas convicções, e no caso em tela, até mesmo trair sua cidade entregando-a ao inimigo. Felipe sabia que com os bolsos cheios de ouro é possível mudar discursos, transformar inimigos em amigos e financiar falcatruas e até mesmo o assassinado dos resistentes.

Dobrar-se ao poder do dinheiro é uma fraqueza de todos os seres humanos e não de apenas alguns que estão no governo, dizem uns . Isto sempre acontece e sempre vai acontecer dirão outros. Quer no passado, quer no presente essa corrupção é paga pela população, uma vez que, parodiando Peter Drucker, não há corrupção grátis. Encher os bolsos faz com que velhos lutadores contra a plutocracia aristocrática se dobrem aos argumentos dos que querem se apropriar das terras, das riquezas ambientais do país e serem indultados pelos danos que já provocaram na natureza. É a aliança dos ex-capitães donatários, os velhos latifundiários travestidos de globalismo, com as transnacionais detentoras das tecnologias de sementes, agro tóxicos e dos preços nos mercados. As duas pontas do sistema se uniram em busca de negócios fantásticos, capazes de gerar recursos para alugar mentes e línguas e contratar as mais refinadas assessorias de burocratas incrustados no governo.

Pessoas, organizações, partidos, associações de toda ordem mudam de programa, de opinião, de convicção. Isto é próprio da evolução da sociedade humana. Alguém já disse só os imbecis não mudam. Porém há alguns princípios éticos e morais que sobrevivem às mudanças da conjuntura. Ser contra a privatização dos serviços públicos, como a telefonia, mudar de idéia, e depois privatizar os principais aeroportos do país, é aceitável, ainda que discutível. Aceitar propina para defender “special interests” é crime até mesmo nos países do centro do sistema. Na periferia é aceito como algo normal, e que não merece nenhum reparo. Tráfico de influência dá cadeia nos países de tradição democrática, no Brasil dá ministério, acesso aos restaurantes de luxo, as convenções nos resorts caríssimos, enfim, abre as portas para fazer parte do stablishment. Há portas e portas para a ascensão social sem que seja necessário sujar as mãos com negociatas ou adesão à interesses anti nacionais. O burro do Felipe está à solta, não há porta de gabinete que ele não tente entrar. Em alguns consegue.

– Insônia…

Eu sofro de insônia (como a de agora, nesta virada de 6ª para sábado), mas ao invés de tentar dormir, arranjo algo para matar o “tempo não-dormido”. Porém, leio que há diferenças na qualidade de sono entre homens e mulheres.

Compartilho, extraído de: Revista Isto É, ed 04/04, pg 80-81

A BATALHA DO SONO

Pesquisas apontam as diferenças no padrão de sono de homens e mulheres e devem ajudar na criação de tratamentos mais específicos para ambos.

Por Luciani Gomes

Eles roncam, elas têm insônia. Eles precisam de menos horas de sono e demoram a adormecer – apesar disso, ficam mais satisfeitos com a qualidade e quantidade de tempo que passam adormecidos. O sono delas, no entanto, é considerado mais saudável porque atinge um maior número de vezes estágios profundos, aqueles nos quais ocorre a consolidação da memória e do aprendizado. Essas são algumas das constatações que estão surgindo de diversas pesquisas que buscam apontar as diferenças do sono entre homens e mulheres. O objetivo dos pesquisadores é usar as informações para traçar estratégias específicas de melhora do sono para cada gênero – portanto mais eficazes do que recomendações gerais para ambos os sexos.

Trata-se de uma preocupação justificável. É importante que as pessoas durmam cada vez melhor porque hoje se sabe que, quando isso não acontece, aumentam os riscos para várias doenças. “Dormir pouco, de maneira recorrente, pode levar a problemas cardiovasculares, mudanças metabólicas, além de causar impactos no sistema imunológico”, explicou à ISTOÉ Jeanne Duffy, especialista em medicina do sono e professora da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Jeanne coordenou algumas das pesquisas que já forneceram dados importantes a respeito do sono dos homens e das mulheres. Uma das principais diferenças é o ritmo circadiano – período de cerca de 24 horas no qual se completa um ciclo biológico inteiro do corpo humano. Enquanto o dos homens é de 24 horas e 11 minutos, o das mulheres é de 24 horas e 5 minutos, segundo o trabalho realizado pela universidade americana.

A diferença é pequena – apenas seis minutos –, mas especialistas acreditam que a longo prazo ela é capaz de imprimir distinções no comportamento de ambos os sexos. “Em geral, o longo ritmo circadiano masculino os leva a querer dormir mais tarde e assim a querer acordar mais tarde”, explica Jeanne.

“Com as mulheres é o contrário.”

Pesam bastante também as oscilações hormonais femininas e masculinas e suas repercussões no período em que o corpo se encontra adormecido. “Hoje sabemos que os hormônios podem de fato afetar o sono”, explicou à ISTOÉ Donna Arand, da Academia Americana de Medicina do Sono. E como as mulheres são as mais atingidas pelas alterações de concentrações dessas substâncias ao longo da vida, acabam bastante vulneráveis aos impactos que isso traz. “Elas são fortemente afetadas pelas oscilações que ocorrem durante os ciclos menstruais, a gestação e a menopausa”, disse Donna. Por mecanismos complexos, o sobe e desce de compostos como o estrógeno e a progesterona (hormônios femininos) atrapalha o sono, prejudicando sua qualidade.

Diferenças como essas repercutem em transtornos igualmente distintos. As mulheres, por exemplo, apresentam maior número de episódios de insônia em comparação ao apresentado pelos homens. Ainda não se conhecem claramente as razões que estão por trás da questão, mas uma das hipóteses é a de que a falta de sono nas mulheres seja em grande parte uma consequência de problemas como ansiedade e depressão, duas doenças psiquiátricas, às quais o sexo feminino é mais suscetível.

Já os homens costumam reclamar de cansaço excessivo ao longo do dia na maior parte das vezes causado por pura privação de sono (dormem menos do que necessitam) ou pela apneia. Definida como interrupção temporária da respiração, a apneia está fortemente associada ao ganho de peso. Para complicar, enquanto o problema fica sem tratamento, aumenta o acúmulo de gordura. “Dormir mal, como é o caso de quem sofre de apneia, ajuda no ganho de peso, já que o cansaço pode atrapalhar a produção da leptina, hormônio que dá o sinal de saciedade”, alerta o pneumologista e médico do sono Fábio Haggstram, diretor da clínica Pneumosono, de Porto Alegre (RS).

As pesquisas indicam ainda que a falta de sono tem impacto profundo, principalmente para os homens.

Um trabalho realizado na Penn State College of Medicine, nos Estados Unidos, por exemplo, revelou que eles apresentaram desempenho cognitivo pior do que elas após ambos terem registrado déficit de sono ao longo de uma semana. “Mas depois de os dois grupos terem passado seis horas dormindo, as mulheres saíram-se melhor nos testes”, contou Donna. Além disso, elas manifestaram uma recuperação mais consistente depois de duas noites inteiras dormindo, em média, oito horas.

Na opinião dos especialistas, tratamentos modernos de transtornos do sono devem respeitar todas essas diferenças. “E essa questão tende a ganhar cada vez mais importância”, diz o médico Haggstram.

“O futuro é uma medicina cada vez mais personalizada, inclusive para ajudar homens e mulheres a dormir melhor”, complementa.

PESADELO FEMININO

Mulheres apresentam maior número de episódios de insônia e estão mais sujeitas aos prejuízos ao sono causados por oscilações hormonais

FRAGILIDADE MASCULINA

Homens têm pior desempenho cognitivo se não repousarem todo o tempo de que necessitam. E demoram mais para se recuperar da privação do sono