– As 100 Melhores Empresas para trabalhar!

A Revista Época desta semana trouxe a premiação das 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Ganhou a Google, com destaque para Magazine Luiza, Fiat, Plascar e Bradesco.

Para pesquisar por setor, cidade ou empresa, clique no link da própria revista, em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI164117-17445,00-AS+MELHORES+EMPRESAS+GPTW.html

– Os Líderes mais Admirados pelos Futuros Líderes

Olha que legal: matéria publicitária nas principais revistas do país mostra quem são os líderes mais admirados por 35 mil universitários e recém-formados. A lista foi elaborada pela pesquisa dos grupos Cia de Talentos, Next View e TNS, e resultou em:

 

1) Roberto Justus

2) Barack Obama

3) Lula

4) Steve Jobs

5) Eike Batista

6) Bernardinho

7) Abílio Diniz

8) Bill Gates

9) Sílvio Santos

 

E você, quem acrescentaria na relação? (valem nomes da nossa cidade ou região)

 

Ainda, quem você tiraria?

– Liderança ou Chefia?

Compartilho excepcional texto de Heródoto barbeiro, reproduzido pelo prof José Renato Santiago, a respeito das diferenças entre Liderança X Chefia.

 

Abaixo, extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html

 

LIDERANÇA OU CHEFIA?

 

Por Heródoto Barbeiro

 

Hoje o personagem mais solicitado na sociedade é o líder. Ele é aquele tipo que é capaz de incentivar as pessoas, motivá-las e apontar o norte. Ele tem coragem de jogar sua carreira fora, mas tem coragem. Não é um louco como os líderes que levaram a humanidade ao holocausto da Segunda Guerra mundial, mas é capaz de inebriar pessoas e correr riscos calculados. Em todas as instituições o líder é aquele que faz a diferença, e que quando tudo parece perdido,. arruma forças para chamar todos para a luta em prol de um ideal, uma meta, um objetivo a ser alcançado e que vai favorecer a todos.As corporações estão sempre na busca de líderes para os negócios e se empenham na formação ou contratação dessas pessoas que vão fazer parte do seu capital humano. Desafios e oportunidades de crescimento são os incentivos para que essas lideranças desenvolvam o trabalho que é solicitado. Os funcionários das empresas querem trabalhar com o líder e não com o chefe. Líder e liderados compõem uma cumplicidade ética e juntos são capazes de chegar onde apenas a ordem, o comando, a punição, a ameaça não são capazes de fazer chegar. Uma coisa é fazer algo que se acredita, outro é apenas cumprir ordem, não se comprometer e fazer o mínimo para ter um desgaste pequeno.

 

Os líderes estão em toda parte e vão da obtenção de resultados econômicos, financeiros até da conquista da audiência da opinião pública. Por exemplo a  liderança na divulgação de notícias não é simplesmente um instrumento para manipular as pessoas, por isso os limites éticos são indispensáveis na ação do líder. O que importa é a credibilidade e a reputação. A liderança nunca é um fim em si mesma, mas está a serviço de uma comunicação eficaz e eficiente. A organização deve e pode divulgar nos veículos de massa os seus sonhos. Algumas usam isso tanto na publicidade como no marketing com excelentes resultados de faturamento, admirabiulidade e reputação, no entanto são poucas as empresas que lançam mão desse atributo quando divulgam suas ações na mídia. A sociedade capitalista contemporânea desenvolveu mais complexidade e incorporou elementos simbólicos de legitimação como honra, bondade, bom senso, religiosidade, bom caráter, aproximação entre pessoas e povos. Estes atributos tem uma capacidade imensa de legitimar a liderança perante as massas. Liderança e sonhos são atributos que sempre andam juntos.

 

Veja o recente exemplo da Copa do Mundo da África do Sul. O relacionamento do técnico Dunga com os jornalistas era de constante atrito e disputa pela palavra final.ele tinha autoridade que lhe foi confiada pela CBF..  A imagem de Dunga na beirada do campo só confirmou o que tudo mundo já sabia diante do esquema que impôs aos jogadores, em seu contato com a mídia, era um chefe e não um líder. Ficou evidente que ele não tinha a liderança do time, apenas o comando. E o comando sozinho não impediu que a Laranja Mecânica virasse o caminhão de suco em cima dos canarinhos e os afogasse com um show que terminou com a desclassificação do Brasil. Além de ser um encontro mundial de futebol, com as rivalidades já cantadas em prosa e verso, ficou evidente também que outro time, aquele querido, de camisa azul e branca, possuía um líder. Don Diego Maradona. Deu um show de marketing e… liderança. Todos comentaram a maneira como se misturava, beijava e abraçava os jogadores. Perdeu para os alemães de goleada e ao invés de correr para o vestiário como fez o personagem de Disney, foi abraçar e chorar com um a um em campo. Qual o valor simbólico dessas atitudes? Dunga foi recebido com hostilidade e frieza na volta para casa e um comunicado que está demitido , Maradona foi ovacionado por 16 mil torcedores e um convite para continuar a frente da seleção. Ao lado dos bilhões de dólares de patrocínio das transnacionais, do faturamento ciclópico da FIFA, e dos bilhões de seguidores por todas as mídias da Terra, havia um simbolismo.Este fez com que as corporações entrassem de cabeça no evento e pagassem por ele muito mais do que pela audiência. A luta contra o racismo, a liderança de um homem venerável pela sua conduta humanitária, ao naufrágio definitivo do apartheid e a crença que o mundo para melhorar e consumir precisa de mais Nelson Mandela.

– Cresce o Número de Professores sem Diploma no Brasil

Sem muito o que comentar. Como um país pode investir em Educação se não investe nos seus professores?

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,cresce-total-de-professor-sem-diploma-no-ensino-basico,580488,0.htm

 

CRESCE TOTAL DE PROFESSORES SEM DIPLOMA NO ENSINO BÁSICO

 

O número de professores que lecionam no ensino básico sem diploma de curso superior aumentou entre 2007 e 2009, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Atualmente, os professores sem curso superior somam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio – o que representa 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.

O crescimento vai na contramão das políticas públicas adotadas nos últimos anos para melhorar a formação dos docentes no País. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, o Brasil deveria ter todos os seus professores de ensino fundamental e médio com curso superior – projeto de lei atualmente em tramitação no Congresso Nacional prorroga esse prazo por mais seis anos e estende a obrigatoriedade também para o ensino infantil.

A Bahia é o Estado com o maior número de professores que lecionam sem diploma: eles eram 101 mil em 2009, dois terços do total. Mas mesmo em São Paulo ainda há 2.025 docentes sem diploma atuando no ensino médio – teoricamente, a etapa do ensino com mais conhecimentos específicos, como matemática e física, que mais exige uma formação superior.

Para o governo federal, o principal motivo de os índices de professores com formação superior não terem crescido, apesar dos investimentos públicos na formação, está no grande contingente sem diploma na educação infantil, etapa do ensino cuja oferta teve maior aumento no País nos últimos oito anos. O curso superior não é obrigatório no ensino infantil, mas o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, tinha como meta que 70% dos professores dessa etapa conseguissem o diploma no prazo de dez anos.

O governo federal, em parceria com Estados e universidades, tem um programa de ensino a distância para professores, além de créditos e bolsas para os docentes que entram na faculdade. Atualmente, a maior aposta do governo federal está no Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica. A intenção é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Melhores e Maiores de Exame celebra como vencedora: Hering!

Um dos prêmios brasileiros mais cobiçados no mundo da Administração de Empresas é o “Melhores e Maiores da Revista Exame”. Neste ano, a empresa vencedora foi a Hering, tradicional malharia catarinense.

 

Outras premiações interessantes:

 

Maiores Vendas – Petrobrás

A que Mais Cresceu – Egesa

Maior Lucro – Petrobrás

Maior Empregador – Brasil Foods (Sadia+Perdigão)

Melhores Salários – Petrobrás

Mais Rentáveis – Cielo (antiga Visanet)

Maior Pagador de Impostos Estatal – Petrobrás

Maior Pagador de Imposto Privado – AmBev

Maior Pagador de Imposto Privado Nacional – Braskem

Maior Patrimônio – Petrobrás

Maiores por Capital – Eletrobrás

Menos Endividada   Bovespa BM&F

Menos Rentável – Schincariol

Mais endividadas – Unimed Curitiba

A que Mais Encolheu – Gerdau Açominas

 

Se você quiser escolher um setor específico ou empresa específica, acesse: http://mm.portalexame.abril.com.br/

 

Sobre a grande vencedora, reproduzo a matéria abaixo:

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/hering-empresa-ano-melhores-maiores-exame-576020.html

 

HERING É A EMPRESA DO ANO DE MELHORES E MAIORES DE EXAME

 

 A Hering foi escolhida a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. Criada há 130 anos em Blumenau (SC), a empresa conseguiu equilibrar, em todos esses anos, o desafio de uma estabilidade assombrosa com mudanças radicais. A empresa continua sob o controle da mesma família e atuando no mesmo ramo – o têxtil. Seus produtos vestem os consumidores brasileiros há pelo menos três gerações.

 

Para continuar crescendo, a empresa apostou em uma mistura de moda, marketing agressivo e preços compatíveis com o bolso da classe média. No ano passado, a companhia faturou 513 milhões de dólares – 31% mais que em 2008. A empresa também investiu em uma rede de lojas próprias e franqueadas, que deve encerrar 2010 com 325 unidades. Os planos são de superar 400 pontos de venda antes de 2013.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (5/7), em São Paulo. O prêmio foi recebido pelo presidente da empresa, Fábio Hering, das mãos do presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.

Em seu discurso, o empresário relembrou a trajetória pioneira da companhia, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880. Além de ser a primeira malharia brasileira a exportar seus produtos – na década de 1960 -, a empresa também soube se reposicionar para continuar no gosto dos brasileiros. “Nos últimos anos, reinventamos nossa essência ao nos voltarmos para o varejo”, afirmou.

Hering tomou o prêmio como “um presente” aos 6.000 funcionários da companhia, seus fornecedores e acionistas. “Com 130 anos, temos muita história para contar, mas, acima de tudo, temos muito mais história para realizar”, afirmou.

– Lições de Liderança na Copa Jabulani

Na semana passada, César Souza, consultor em Liderança, escreveu em sua coluna “Cabeça de Líder” (sítio do HSM, citações abaixo) uma espetacular analogia da Seleção Brasileira comandada por Dunga e as corporações no mundo dos negócios. Nela, ele profetizava que caso a Seleção fosse eliminada, as empresas já teriam um novo jargão corporativo: “time de Dungas”, para descrever equipes sem brilho, formada por gente esforçada, mas que não consegue entregar resultados surpreendentes.

Sobre isso e outros líderes da Copa do Mundo, compartilho o belo artigo:

 

Extraído de: http://br.hsmglobal.com/notas/58079-as-licoes-lideranca-da-copa-jabulani

 

AS LIÇÕES SOBRE LIDERANÇA DA COPA JABULANI

 

Esta Copa tem sido pobre em futebol, mas bastante rica em lições sobre Liderança. Convido cada um de vocês a assistir os próximos jogos com o olhar que vá além do meramente futebolístico. São várias as lições sobre os diferentes estilos do exercício da liderança.

 

O técnico da seleção brasileira, o Dunga, fez uma clara opção pela força do conjunto, preterindo a convocação de alguns craques que nos últimos meses tiveram performances bem superiores a alguns dos convocados. Alegou estrelismo e imaturidade, preferindo jogadores disciplinados, adestrados e cumpridores de ordens. Deixou de fora alguns mais talentosos, a criatividade e a imprevisibilidade. Tenho receio que se o time dele não ganhar a Copa, o jargão corporativo passe a usar a expressão “time de dungas” para descrever equipes sem brilho, formada por gente esforçada, mas que não consegue entregar resultados surpreendentes.

Quando assisti ao jogador santista Ganso, recusar-se a sair substituído como definido pelo seu técnico, naquele jogo semanas antes da convocação, intui que ele jamais seria elencado por Dunga. Naquele momento ele perdeu a chance. A “atitude ganso” é incompatível com a “personalidade dunga”. O mau-humor crônico do técnico – flagrado insultando jornalistas e críticos com palavras rasteiras – é também incompatível com o que poderíamos chamar de “espontaneidade Neymar” ou com a irreverência de outros.

Já a orgulhosa França, campeã em 1998 e vice-campeã em 2006, tornou pública a sua pior crise em histórias dos mundiais. Apresentou um severo racha no grupo: o jogador Anelka foi desligado, jogadores se rebelaram e se recusaram a treinar, o preparador físico Duverne ameaçou agredir o lateral esquerdo Evra, o chefe da delegação Valetin pediu demissão e voltou antes do terceiro jogo, o time foi desclassificado, o técnico Domenech se recusando a cumprimentar ao brasileiro Parreira e o presidente Sarkozy intervindo para tentar salvar a “honra francesa”. Um vexame!

Bom refletir um pouco sobre o impacto dessas atitudes da delegação francesa nas suas marcas patrocinadoras como Carrefour, a companhia telefônica SFR, o grupo de energia GDF e o banco Credit Agricole que começaram a abandonar a seleção. Apenas a Adidas manteve seu logotipo no uniforme da seleção francesa antes do terceiro jogo. Outro vexame!

Com líderes assim, os times nem precisam de adversários, como já aconteceu com a França que derrotou a si própria. Parece até que Dunga e Domenech andam disputanto uma copa pessoal, em busca do “Troféu Limão”. Também acho oportuno analisarmos o papel da Jabulani, pois percebo a bola oficial dos jogos como o álibi perfeito para os líderes que não costumam assumir responsabilidades pelas suas decisões e competências. Já vimos reclamações contra o campo, a chuva, o frio, a altitude, o juiz, a torcida, o “despacho”, a zebra, a “Mão de Deus”. É a primeira vez que ouço reclamações sobre a bola. Como se ela fosse ser utilizada por apenas um time. Se ela é diferente, mais leve, etc, ela o é para todas as equipes, que tiveram bastante tempo para se adaptar, treinar e usá-la.

Faço essas considerações devido a um hábito bastante comum: o de buscar desculpas e justificativas para nossa incapacidade de fazer o que tem de ser feito. Muito mais fácil atribuir a fatores externos a causa dos nossos problemas, dificuldades e incompetência de atingir objetivos, do que assumirmos essa responsabilidade como algo dentro de cada um de nós. Há alguns meses fiz uma pesquisa com empresas e pessoas físicas sobre os motivos pelos quais não conseguiam atingir seus objetivos empresariais ou realizar seus sonhos de carreira. Fiquei surpreso quando vi que cerca de 92% atribuíam a culpa a concorrentes, a taxa de juros, a tecnologia, ao mercado, ao custo do capital, ao governo.

Considero que o maior concorrente de uma empresa não é quem fabrica os mesmos produtos ou presta os mesmos serviços. O maior concorrente muitas vezes está dentro de casa: falta de objetivos claros, liderança ineficaz, falta de integração entre as diversas áreas, falta de inovação, atitudes como falta de iniciativa, foco e otimismo, além do relacionamento inadequado com canais distribuidores, atendimento ruim a clientes etc. Mas é muito mais fácil encontrar “jabulanis” como causa dos nossos problemas e ineficiências. A sua empresa já tem uma boa “jabulani” para explicar o não atingimento dos resultados desejados para 2010?

– Qual Traseiro Chutar em sua Empresa?

Olha que interessante: artigo de Floriano Serra, reproduzido pelo Prof José Renato Santiago (clique aqui para a citação), a respeito dos Líderes X “Vazamentos Corporativos” (em analogia ao vazamento de óleo nos EUA)

 

NOS EUA, O LEITE JÁ FOI DERRAMADO – OU MELHOR, O PETRÓLEO.

 

Até o momento em que escrevo este artigo (junho de 2010) ainda não foi encontrada uma maneira de impedir o vazamento de óleo iniciado em abril e a catástrofe continua no Golfo do México, provocando o maior desastre ambiental da história daquele país.  Muitos meses (talvez anos) se passarão antes do mundo se refazer dos prejuízos e eliminar as seqüelas para o meio ambiente e os seres humanos – a exceção das vidas perdidas. A respeito dos culpados, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista à NBC, disse recentemente que está tentando descobrir “o traseiro de quem vai chutar…”

O que essa introdução tem a ver com o mundo corporativo? Tudo, se usarmos o poder da analogia.

Em grande parte das empresas há “petróleo” vazando todos os dias: gastos descontrolados ou desnecessários, cronogramas atrasados, contas não pagas ou não recebidas, turn-over altíssimo, elevado número de faltas, atrasos, licenças e saídas antecipadas de pessoal, conflitos por disputas de poder, reuniões longas e inúteis, perda de participação da empresa no mercado, falta de sintonia entre produção e vendas (há demanda, mas não há produtos ou há produtos estocados que não conseguem ser vendidos), devolução de produtos, diminuição crescente dos lucros, prejuízos acumulados – são os mais relevantes. E que, tal qual o outro, se não forem rápida e corretamente corrigidos, provocarão prejuízos inestimáveis e deixarão seqüelas por muito tempo.

O vazamento do óleo no oceano é um problema visível, o que nem sempre acontece com os “vazamentos” corporativos. E como estes podem ser evitados ou descobertos antes que se tornem um problema?

Esses acontecimentos – incluindo a explosão da plataforma, bem como os sucessivos recalls da indústria automobilística – me fazem pensar: cadê o Controle de Qualidade? Cadê os Selos de Garantia? Cadê as Boas Normas de Fabricação? Cadê o acompanhamento das supervisões (com check-lists, follow-ups e outros instrumentos que permitem a checagem do correto cumprimento das etapas do trabalho)? E finalmente: cadê as lideranças?

Sei que acidentes acontecem e problemas existem para serem vencidos – frases que costumam ser ditas mais como desculpas do que como constatações – mas, dentre outras funções, as lideranças existem para motivar e orientar os funcionários a produzirem com o máximo de acerto e o mínimo de erro – de preferência nenhum.

Acontece que motivar e orientar significa saber relacionar-se e comunicar-se adequadamente com seus colaboradores, e é aqui que o “óleo” costuma começar a vazar. São os pontos comportamentais mais vulneráveis numa empresa.

É evidente que chutar traseiros não é a melhor forma de corrigir  problemas – não se deve levar muito a sério as figuras de retórica usadas pelos políticos. No mundo corporativo, essa expressão pode significar demissão, suspensão ou apenas advertência. Mesmo assim, esse tripé pode e deve ser evitado.

Em qualquer área da atividade humana em que problemas possam ocorrer, o melhor a fazer ainda é usar a velha e boa prevenção. Só que isso requer interesse, tempo e competência. O líder que passa a maior parte do seu expediente fazendo política, enviando e recebendo e-mails, trocando amenidades ao telefone ou debruçado sobre sua mesa de trabalho elaborando relatórios que ninguém vai levar a sério ou “bolando” projetos que jamais serão implantados porque inviáveis, não terá tempo nem estará interessado em descobrir “vazamentos”. Só por essa postura já poderá ser questionada sua competência como gestor.

A confortável poltrona onde geralmente os lideres se sentam, deveria ser o lugar menos ocupado numa empresa. Ela deveria servir apenas para abrir e encerrar o expediente com os necessários despachos e assinaturas. Para o restante do tempo, vale o “pernas pra que te quero”. Delegar não significa omitir-se. Confiar não significa abrir mão do acompanhamento. A responsabilidade final sempre será do líder.

Ver de perto o que está sendo feito – não com sentido policialesco, mas com a firme disposição de estimular, de tirar dúvidas, de mostrar ao colaborador que está lado a lado jogando no mesmo time e pronto para compartilhar responsabilidades – este é o perfil do líder que evita “vazamentos de óleo”.

Se não for esse o perfil das lideranças numa empresa e se ela decidir apurar ou corrigir seus “vazamentos” – haja “traseiros”!

– As 10 Melhores Empresas para Desenvolver Liderança

No mundo dos negócios, há sempre listas, rankings ou elencos classificatórios, determinando índices ou patamares diversos. Alguns são confiáveis, outros nem tanto. Mas uma dessas listas me chamou a atenção: a que permite o desenvolvimento de líderes corporativos. Se destacam: Nestlé, GE, Coca-Cola e McDonald’s.

 

Compartilho abaixo, extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/o-negocio-e-lista/2010/05/28/as-0-melhors-empresas-do-planeta-para-desenvolver-lideranca/

 

AS 10 MELHORES EMPRESAS PARA DESENVOLVER LIDERANÇA

 

Por Amanda Luz

 

“Quem vai comandar os negócios no futuro?” é a pergunta que boa parte das companhias que se destacam no seu setor têm em mente quando traçam as estratégias para valorizar os seus executivos e talentos emergentes. Entre todas as empresas ao redor do mundo, existem aquelas que se sobressaem por investir no futuro da sua liderança.

 

Confira quais são as 10 empresas que, segundo estudo da consultoria Hay Group, são as que mais encorajam seus funcionários a crescer e liderar.

 

10. Infosys Technologies

Empresa indiana do mercado de tecnologia, é uma das companhias que mais crescem no mundo. A empresa foi fundada nos anos 80 com sete pessoas e hoje são 113.796 funcionários em escritórios na China, Índia, Austrália, República Tcheca, Polônia, Reino Unido, Canadá e Japão.

 

9. McDonald’s Corporation

Líder mundial no mercado de alimentação fast-food, a rede de lanchonetes destaca a história dos executivos da companhia para mostrar que  ”muitos deles começaram com um emprego no McDonald’s” – alguns até mesmo na época que ainda eram estudantes de Ensino Médio.

 

8. Coca-Cola

Marca de bebidas presente em mais de 200 países e uma das mais conhecidas em todo o planeta, a Coca-Cola diz “nós acreditamos que o trabalho é mais do que um lugar que você vai todos os dias. Deve ser um lugar para criatividade, crescimento pessoal e relações interpessoais”.  Ao todo, a empresa tem mais de 92 mil colaboradores no mundo.

 

7. Nestlé

Companhia suíça de alimentos fundada em 1866, presente em 86 países e com mais de 276 mil funcionários. “Um dos princípios da Nestlé é dar a cada colaborador a oportunidade de desenvolver seu potencial em um ambiente de trabalho seguro e justo, onde ele possa ser ouvido, respeitado e valorizado”, diz o site da empresa.

 

6. Wal-Mart

A maior empresa do setor de varejo do mundo, terceira maior no Brasil, foi fundada em Arkansas (EUA) nos anos 60 e hoje atua em 11 países. São mais de 2,1 milhões de associados que, como destaca a companhia, “com suas ideias, inovações e dedicação, nos permitem crescer”.

 

5. Accenture

A Accenture é uma empresa global de consultoria de gestão,  serviços de tecnologia da informação e terceirização de mão-de-obra, com operações em 52 países. Segundo a empresa, “diversidade, trabalho em equipe e crescimento mantem as pessoas aqui ao longo da construção das suas carreiras (…) com contínuas possibilidades de evolução”.

 

4. Procter & Gamble

A multinacional americana é a maior fabricante do mundo de produtos para o lar e higiene pessoal – e baterias Duracell – e uma das mais influentes do mercado. O lema da empresa é “contratamos pessoas, não cargos”.

 

3. 3M

Considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, a 3M é um conglomerado multinacional que inclui mais de 55 mil produtos, incluindo adesivos, abrasivos, fitas adesivas, equipamentos de proteção, blocos Post-it, esponjas Scotch-Brite, produtos médicos e dentários, produtos automotivos etc.  A companhia tem cerca de 75 mil funcionários em seu quadro, ao redor do mundo.

 

2. Southwest Airlines

A Southwest é a maior companhia aérea de baixo custo do mundo e uma das empresas mais bem-sucedidas nos Estados Unidos.  A vice-líder dessa lista é conhecida por grande parte do seu sucesso vir do objetivo de manter o moral elevado dos funcionários. E isso se deve ao estilo de liderança de seu fundador, o texano Herb Kelleher, que criou um ambiente de trabalho que estimula os funcionários a colocarem a companhia no topo.

 

1. General Electric

A GE é uma multinacional de serviços e tecnologia, conhecida pela venda de lâmpadas, mas que também está envolvida em negócios de energia, transporte, saúde e até entretenimento. É considerada uma das empresas com maior valor de mercado do mundo.

Em carta aos investidores, Jeff Immelt, presidente e CEO da companhia, afirmou que ” desenvolver líderes é uma estratégia essencial para o crescimento da companhia, (…) buscamos constantemente desenvolver nossos colaboradores e incentivar a aplicação de novas ideias de gestão”

– Como a Interdisciplinaridade se destaca na Gestão do Conhecimento

Recentemente, li um belo artigo que trata da interdisciplinaridade como principal característica da Gestão do Conhecimento. É fato que ser multidisciplinar é ter vantagem no dia-a-dia organizacional. Entretanto, como explorar a Gestão do Conhecimento adequadamente?

 

O autor do texto, o Consultor em Administração José Renato Santiago, reconhecido pelos meios acadêmicos, trata com maestria do assunto, segundo ele:

 

“O desenvolvimento de iniciativas que incentivem os funcionários a compartilharem seus conhecimentos e expertises tem grande relevância na estruturação de uma inteligência corporativa que agregue real valor para a organização, pois todos sabemos que o valor de uma empresa é muito maior que aquele devido unicamente aos seus ativos físicos. Novamente, creio que não seja necessário reforçar qual a área melhor capacitada para gerir estas ações… A existência de ações que incentivem e motivem os colaboradores a assumirem o papel de “trabalhadores do conhecimento”, preocupados com o registro e compartilhamento dos conhecimentos relevantes para a perpetuação da organização, passa necessariamente pela ingerência, novamente, de uma área com estreita relação do gerenciamento das pessoas, os recursos humanos da empresa.”

 

Note o termo destacado: Inteligência Corporativa. E agora faça a seguinte reflexão: sua organização incentiva a interdisciplinaridade, você é multifuncional e a gestão do conhecimento tem sido bem trabalhada?

 

Independente da sua formação cultural ou origem, questione-se: em seu trabalho ou na sua vida pessoal, você tem atuado como trabalhador do conhecimento?

 

(para acessar o texto na íntegra, clique em: http://www.jrsantiago.com.br/edit.html)

 

O RELEVANTE PAPEL DA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS PARA A GESTÃO DO CONHECIMENTO

 

Por José Renato Santiago

 

É de entendimento comum que a interdisciplinaridade é, muito possivelmente, a principal característica que envolve a gestão do conhecimento, seus inúmeros conceitos e iniciativas.  O fato de existirem diferentes atores envolvidos e várias, possíveis, definições permite a ocorrência de uma série de interpretações, relações e interações.

Confuso, não?

Pois bem, a maior dificuldade não decorre da dúvida da gestão do conhecimento ser um assunto multidisciplinar, mas sim da dificuldade que algumas empresas apresentam em definir uma determinada área como a responsável pelo desenvolvimento das iniciativas e atividades relacionadas com o compartilhamento e disseminação dos conhecimentos.

É exatamente a partir desta análise que se torna óbvia a grande relevância da área de Recursos Humanos, como a grande responsável pelo sucesso de qualquer projeto que tenha como grande objetivo o correta e eficiente gerenciamento de seus recursos e acervos intelectuais.

Vamos aos fatos então…

A intrínseca necessidade de haver a interação entre as áreas, sejam elas quais forem, reforça o papel de haver políticas, bem definidas, que permitam uma eficiente interação entre os colaboradores, independentemente, de suas responsabilidades, habilidades e experiências. Agora, pergunto… Qual a área que deve ser responsável pela definição destas políticas?

O desenvolvimento de iniciativas que incentivem os funcionários a compartilharem seus conhecimentos e expertises tem grande relevância na estruturação de uma inteligência corporativa que agregue real valor para a organização, pois todos sabemos que o valor de uma empresa é muito maior que aquele devido unicamente aos seus ativos físicos. Novamente, creio que não seja necessário reforçar qual a área melhor capacitada para gerir estas ações…

A existência de ações que incentivem e motivem os colaboradores a assumirem o papel de “trabalhadores do conhecimento”, preocupados com o registro e compartilhamento dos conhecimentos relevantes para a perpetuação da organização, passa necessariamente pela ingerência, novamente, de uma área com estreita relação do gerenciamento das pessoas, os recursos humanos da empresa.

Enfim, independentemente de haver o entendimento da importância do envolvimento de várias, porque não dizer de todas, áreas de uma organização, é claro e cada vez mais evidente a grande relevância que a área de Recursos Humanos tem para o sucesso das iniciativas voltadas para gestão do conhecimento… seu envolvimento e liderança é realmente uma situação extremamente necessária.

– Meu Adeus à Função de Árbitro de Futebol

         Amigos, gostaria de agradecer a todos que sempre me apoiaram na minha jornada como árbitro de futebol, ao longo desses anos. Após muito pensar, refletir, discutir com a família e com Deus, resolvi encerrar minha vida dentro dos gramados nessa função. Não deixarei de ser árbitro, pois assumir essa condição é igual ao sacerdócio: um padre, mesmo quando abandona a batina, continua sendo sacerdote, sem exercer sua função eclesiástica; assim, um árbitro, ao “pendurar seu apito”, permanece árbitro, pois as imposições da carreira assim o tornam.

 

Apitando futebol desde 1994, nesses 16 anos de luta, entrei para a Federação Paulista de Futebol em 1996. Ao longo da carreira, foram  várias temporadas, 703 jogos trabalhados (sendo 368 oficiais), 30 testes físicos, algumas comissões de arbitragem, inúmeros monitoramentos, incontáveis reuniões e… uma satisfação muito grande!

 

Em todo esse período, a arbitragem de futebol me permitiu muitas coisas: conheci estádios humildes como o das antigas traves quadradas do Municipal de Amparo ao monumental e belíssimo Morumbi; trabalhei em partidas desde a longínqua Osvaldo Cruz à minha querida casa Jundiaí; dividi gramados com nomes humildes e desconhecidos até os consagrados amigos Paulo César de Oliveira, Wilson Luís Seneme e Cléber Wellington Abade, entre outros. Presenciei gols de canela, de bicicleta, de mão e de barriga; gols de goleiros e de centroavantes natos; gols contras; golaços e frangaços; e até pseudos-gols como o famigerado “gol de gandula” atribuído injustamente à competentíssima e desbravadora força feminina do apito, Sílvia Regina; colecionei amigos “bandeirinhas” aos montes, do folclórico Sílvio Lira aos laureados Marinaldo Silvério, Flávio Lúcio Magalhães, Ednilson Corona, Valter José dos Reis e Ana Paula da Silva Oliveira. Convivi com dois indubitavelmente maiores instrutores de arbitragem do país, Gustavo Caetano Rogério e Roberto Perassi. Tive a honra de ser avaliado algumas vezes por figuras ímpares da história da arbitragem: Milton Caetano e Abel Barroso Sobrinho. Presenciei grandes craques em campo, do final de carreira do Raí até o surgimento da atual geração, como Diego, Kaká, e outros grandes jogadores do futebol nacional. Pude “tomar conta” de muitos treinadores em campo, desde o “desconhecido professor João Paulo”, que se achava no direito de reclamar com o árbitro porque “jogou junto com o Geraldão do Corinthians”, aos emergentes Mancini, Giba e Luis Carlos Ferreira, culminando nos vitoriosos Muricy, Leão, Luxemburgo, Parreira… Vi de craques a cabeças-de-bagre. Dos clássicos, aos botinudos.

 

Apitei jogos entre líderes e entre lanternas. De domingo a domingo (já apitei às segundas-feiras) de jogos às 7:00 até os noturnos das 22:00. Com sol, com frio, com chuva, com iluminação capenga, no escuro e no clarão! Já trabalhei em Atibaia no sábado às 16:00 e no outro dia em Araçatuba às 10:00h. E sempre com alegria, pois todo árbitro quer uma única coisa: ser escalado! Seja na A1 como Quarto Árbitro ou apitando A2, A3, B1, B2, B3, B1-A, B1-B, Feminino 1ª, Feminino 2ª, Sub20, Sub 17, Sub 15, Amistoso, Copa Cingapura e até mesmo Campeonato de Circo. Já passei por tudo isso!

 

Vi racismo e solidariedade em campo; alguns externados, outros encobertos pela mídia. Corri em gramados sem grama e outros como mesa de bilhar; vestiários sem porta e outros como suítes; jogadores empenhados em derrubar seus treineiros e outros que davam o sangue pela bola. Árbitros, árbitros assistentes e árbitros reservas motivados e outros jogando contra os próprios companheiros. Gente chegando no horário do jogo e gente nem chegando. Motoristas da FPF ajudando o árbitro e outros se sacrificando para dupla jornada. Figurantes, protagonistas e antagonistas do futebol. Na maior parte, ouvi vaias. Claro, faz parte do espetáculo e elas são normais e culturais. Mas tive 3 momentos curiosos: aplaudido pela torcida em Catanduva pela 5ª. Divisão, ovacionado em Guarulhos pela 3ª, e premiado como melhor em campo pela rádio local com um pacote de bolachas Dunga em Matão (bons tempos em que se ganhava Motorádio…)

 

Vi de tudo. Convivi com tudo. Respeitei a tudo e a todos. E para não dizer que tudo foram maravilhas, seria hipocrisia não lembrar daqueles que sempre foram um malefício para o futebol: árbitros que tive a oportunidade de conhecer, ficar hospedado com eles em hotéis para jogos e para reuniões, e que posteriormente se envolveram em máfias; árbitros que desprezavam seus companheiros; árbitros que viajavam 500 km sem abrir a boca com o seu então iniciante companheiro de apito… Dirigentes vaidosos e inescrupulosos, de clubes – e diga-se de passagem – de árbitros! Alguns o tempo já incumbiu de afastá-los e a própria sociedade também o fez; outros, ainda persistem nas suas artimanhas. Vide os lobos em pele de cordeiro (talvez um lobo “Sem Sal, Sem Açúcar”, e os honestos sabem disso), que querem atacar os árbitros mediando relações entre clubes, e depois afagam os apitadores. A estes (ou este), sorrirei educadamente apenas como simbólico perdão à sua pobreza de espírito…

 

Por fim, sentirei saudades das aventuras e desventuras dos jogos. As saídas pela porta da frente, por trás, por escolta, por camburão… As situações cômicas, curiosas e até mesmo as tristes que vivi. Talvez um dia as relate em livro, como as sensacionais ofertas pós-jogo da “Toca da Tigresa” ou dos “Caldos de Bode” que aconteceram.

 

Ao longo desde período, sempre fui profissional, cumprindo corretamente minhas escalas, reuniões e convocações. É verdade que não tenho o mesmo condicionamento físico de quando tinha 18 anos (quando emagreci de 92k para 68k, motivado pelo desejo da arbitragem), mas que ainda me permite correr muito pelos campos de futebol!

 

Minha decisão se deve a uma série de fatores, e já descarto que não se deve a nenhuma especulação sobre problemas de relacionamento ou condição física. Simplesmente, preciso pensar na minha qualidade de vida. Tenho trabalhado intensamente em 3 searas, e abdicado em demasia da minha família. Durmo 5 horas por noite, e trabalho de segunda-a-segunda. É hora de repensar, de dar um pouco mais de aconchego à minha esposa (pois carinho não falta) e curtir o crescimento da minha filha Marina. Neste último ano, para cumprir todas as minhas obrigações, sacrifiquei muita coisa. Cá entre nós, é um esforço exagerado que necessita ser repensado, reavaliado… E com dor no coração, abrirei mão de estar apitando futebol, já que as exigências profissionais são cada vez maiores para tal atividade. Neste ano, cheguei a treinar aos domingos pela 5 da matina!

 

Portanto, agradeço a todos os amigos que trabalharam e conviveram comigo.

A Deus pela oportunidade;

ao meu pai, Milton Porcari pelo companherismo;

à minha esposa, Andréia de Melo Porcari pela compreensão;

aos amigos Adilson Freddo (que desprovido de qualquer interesse me ajudou no início da carreira e até hoje o faz – lembro-me como hoje quando eu era ainda estagiário na CEF e ele me convidou a ir à Rádio Cidade) e Luiz Antonio de Oliveira- “Cobrinha” (sempre atuante no futebol amador e grande amigo incentivador, conseguiu muitos bons jogos para eu apitar e aprender com boa prática);

e às comissões de árbitro nas quais fui subordinado, além dos mestres da EAFI que me ensinaram muito (novamente referência ao sr Gustavo e também ao Antonio Cláudio Ventura);

 

Desejando boa sorte ao trabalho árduo do Coronel Marinho, que teve sempre muita disposição em trabalhar e viver a arbitragem (mesmo com a minha sincera ressalva quanto à não abertura pública da pontuação do ranking, que tenho certeza que respeitosa e democraticamente é entendida), e os mesmos votos aos integrantes da CEAF, Arthur Alves Júnior e Roberto Perassi. Sei das dificuldades hercúleas do cargo, já que o alto número de árbitros corresponde ao mesmo alto número de personalidades, interesses e objetivos que se deve administrar e que praticavelmente não se pode contentar.

 

Me afastando do centro do gramado, mas não da arbitragem por definitivo (e muito mesmo do futebol como um todo), agradeço derradeiramente. Não quero perder o vínculo com o esporte bretão, muito menos da nobre atividade que é fazer cumprir as regras do jogo. A isso se resume o árbitro.

 

Só quem esteve dentro de campo, como único elemento a encarar duas equipes, uma plateia e a indisposição pública, tendo como seus instrumentos o apito e as 17 regras, sabe o quão prazeroso é tal desafio. Alguns dirão que é loucura ou masoquismo; prefiro dizer que é paixão pelo futebol correto, pela lealdade e jogo limpo.

 

Indescritível. É isso que contraditoriamente descreve a sensação do árbitro.

 

Foi muito bom. Obrigado a todos e sucesso na carreira e na função de cada integrante da família do futebol.

 

PPPPRRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.

Apito Final. Fim de Jogo.

Ou, quem sabe, apito inicial para uma nova jornada…

 

(lembrando, estou estudando algumas propostas que outrora abri mão pela não-compatibilidade com a função de árbitro)

– O Beatle que não foi Beatle

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

– Universidade Corporativa da AmBev

Mais uma organização brasileira tem trabalhado nos moldes das grandes empresas americanas: a AmBev criará a sua Universidade Corporativa, a fim de moldar a condunta dos seus executivos.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/por-dentro-das-empresas/2010/03/18/ambev-tera-sede-para-sua-universidade/

AMBEV TERÁ SEDE PARA SUA UNIVERSIDADE

por Cristiane Correa

Ainda este ano, a AmBev vai inaugurar uma sede para sua Universidade. O local escolhido foi a cidade de Jacareí, no interior paulista. O projeto prevê a construção de um edifício com três auditórios e seis salas de treinamento e foi inspirado no lendário centro de treinamento da GE, Crotonville (veja aqui matéria que fiz sobre Crotronville, onde são treinados 9000 executivos da GE todos os anos).
Neste ano a AmBev vai investir 20 milhões de reais no treinamento de seus funcionários — 25% mais que o valor desembolsado ano passado.

– Controlando as Emoções no Ambiente de Trabalho

Em tempos de Assédio Moral em alta, ter equilíbrio emocional na vida profissional é fundamental para a qualidade de vida não só no trabalho, mas também na vida pessoal. Assim, reproduzo interessante entrevista da pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, realizada à jornalista Ellen Fernandes do Jornal de Jundiaí (edição de 03/01/2010, caderno Comportamento, pg 4) sobre esse importante assunto.

COMO CONTROLAR AS EMOÇÕES NO TRABALHO

“Se soubermos conduzir os pensamentos, poderemos direcionar nossas emoções”. É com essa definição que a pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, professora da Contmatic Phoenix enfatiza que em um mercado corporativo cada vez mais competitivo, conhecer e dominar os sentimentos são condições essenciais para o sucesso profissional e pessoal.Segundo ela, todas as emoções  surgem por meio dos pensamentos. Dessa forma, quando se pensa em algo triste ou irritante, as emoções imediatamente sentidas são de tristeza e raiva. A emoção pode ser definida, de acordo com a psicologia, como uma reação orgânica de intensidade e duração variáveis, de grande excitação mental e, geralmente, acompanhada de alterações respiratórias, circulatórias, entre outras.

Vale ressaltar que, se não dominadas, as emoções consideradas negativas colocam em risco a saúde física, o equilíbrio emocional e, consequentemente, podem diminuir a produtividade e a assiduidade no trabalho.

A pedagoga diz que os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções, que recorrem a elas para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões. “Os que não conseguem exercer controle sobre a própria vida emocional, travam batalhas internas, não se concentram no trabalho e, assim, perdem a capacidade de pensar com clareza”, afirma.

Vida profissional – A inveja e a raiva estão entre os sentimentos que mais atrapalham a vida profissional, independente da área de atuação. Rosana diz que a inveja faz com que a pessoa queira algo que é do outro, como um cargo. “Esse sentimento faz com que as pessoas se tornem cegas ao ponto de não perceberem que têm as mesmas condições que o outro para alcançarem seus objetivos.

Ao invés de lutar por esse objetivo, os invejosos passam a falar mal do profissional ou até mesmo tentam puxar o tapete”, explica. Na opinião da profissional, a raiva é considerada o pior sentimento porque destrói a própria pessoa. Ela alerta ainda que a mágoa profunda e o rancor podem resultar na raiva, muitas vezes desencadeada no ambiente profissional por coisas que podem ser superadas como o adiamento de uma promoção, o tratamento diferenciado por parte de um colega de trabalho.

“O grande problema é a pessoa ficar minando esse sentimento pelo outro por muito tempo ou até mesmo após se afastar da pessoa ou sair da empresa. Uma das consequências desse sentimento são as doenças emocionais. A raiva só faz mal para a pessoa que sente. Ela acaba se tornando vítima porque o nosso corpo não foi treinado nem adaptado para ter emoções extremas. Nosso corpo e nossa mente foram feitos para ter equilíbrio. Com raiva você não alcança esse equilíbrio de forma alguma”.

A professora enfatiza que o Q.I. elevado (Quociente de Inteligência), pode gerar um bom emprego, mas é o Q.E. (Quociente Emocional), que garante uma promoção, pois quem sabe lidar com as próprias emoções tem mais facilidade de resolver problemas e encontrar soluções. “Indivíduos providos de Q.E. sabem gerir um conflito, impor autoridade, prestar atenção aos outros e ao que se passa à sua volta.”

 

– A Meritocracia aos Professores

Compartilho com os amigos este interessante material da Revista Veja (citação abaixo), sobre os bons resultados de se pagar bônus aos professores que renderem mais.

Não sei o que os colegas pensam sobre o assunto, mas trago aqui algumas ações:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/030310/licao-merito-p-106.shtml

PREMIAÇÃO DE BONS PROFESSORES JÁ DÁ RESULTADOS

por Ronaldo França

As primeiras experiências brasileiras de premiar os melhores professores em sala de aula começam a dar resultado — e sinalizam um bom caminho para tirar nossos alunos das últimas colocações nos rankings mundiais

Com 98% das crianças na escola, o Brasil já ombreia com os países mais desenvolvidos no indicador da quantidade — mas figura até hoje entre os piores do mundo na qualidade do ensino. Nesse cenário de flagrante atraso, é bem-vinda a notícia de que um conjunto relevante de colégios públicos brasileiros começa a implantar sistemas baseados na meritocracia, princípio que ajudou, décadas atrás, a empurrar países como Coreia do Sul e Finlândia rumo à excelência acadêmica. O conceito se espelha em prática comum no mundo das empresas privadas: nas redes de ensino, a ideia é distinguir, com base em avaliações, as boas das más escolas, provendo incentivos financeiros e perspectivas à carreira para aqueles professores e diretores à frente dos melhores resultados. A adoção de mecanismos simples para premiar os mais eficientes e talentosos profissionais em escolas merece atenção por sinalizar, antes de tudo, uma mudança numa velha mentalidade ainda arraigada na educação brasileira: a de que todos os professores devem ganhar o mesmo e sempre mais — à revelia do mau desempenho em sala de aula e também do que mostram as pesquisas científicas. Uma das mais detalhadas, conduzida pelo economista Eric Hanushek, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, conclui: “Sem meritocracia, não há como atrair as melhores cabeças de um país para a docência”.

Na educação, os avanços sempre se dão por um conjunto de inovações e políticas — e não por um único fator. Os especialistas concordam, porém, que a implantação da meritocracia numa centena de municípios brasileiros e em estados como São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco começa a reverter em favor do ensino. Avalia o economista Cláudio Ferraz, à frente de um estudo sobre o assunto no Banco Mundial: “A adoção desse princípio significa uma mudança de cultura tão radical na condução de uma escola que, apesar de recente, não é exagero afirmar que já está beneficiando a sala de aula”. Os números mais novos que apontam nessa direção, obtidos por VEJA com exclusividade, vêm de São Paulo, um dos primeiros no país a adotar o bônus nas escolas, em 2008. Segundo o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), ba-sea-do numa prova aplicada aos estudantes, só no último ano 18% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental foram alçados, em português, do nível insuficiente para o adequado. Aos 9, eles não conseguiam escrever um bilhete, tampouco compreender o sentido de um texto curto (caso ainda de 22% do total). Em matemática, o grupo dos piores — aquele em que os alunos se paralisam ao tentar resolver um problema envolvendo operações de soma e subtração — encolheu de 39% para 31%. Os últimos dados de Minas Gerais apontam para progresso semelhante na sala de aula (veja os números no quadro).

Bons, porém ainda modestos perto da dimensão do problema a equacionar, os resultados de São Paulo e Minas ajudam a aferir a eficácia de um pacote de boas práticas de gestão que, só agora, passam a ser implantadas em escolas brasileiras. Diz o economista Fernando Ve-loso, especialista em educação: “Os estados e municípios que mais avançam são justamente aqueles que estão conseguindo se livrar da velha cultura corporativista e, pouco a pouco, modernizam a gestão de suas redes de ensino”. No conjunto das 180 000 escolas públicas brasileiras, estima-se que 20% delas começam a se organizar de acordo com metas acadê-micas, estabelecidas com base em avaliações, e já são cobradas e premiadas pelo seu bom cumprimento. É um modelo cuja eficácia foi exaustivamente aferida em outros países e, no Brasil, já se faz notar no dia a dia de colégios como o estadual Leon Renault, de Belo Horizonte. “Sinto pela primeira vez como se estivesse chefiando uma equipe de uma grande empresa privada, tal é a obsessão na escola em relação aos resultados”, resume a diretora Maria de Lourdes Fassy, 50 anos, na função há quatro.

A lição das escolas brasileiras que se modernizam lança luz ainda para a eficácia em ater-se ao básico — e não sair em busca de soluções mirabolantes. Nesse sentido, a experiência reforça a ideia de que poucas medidas têm tanto impacto na qualidade do ensino quanto a formulação de um bom currículo. Um levantamento com base em dados da Prova Brasil, aplicada em escolas públicas pelo Ministério da Educação (MEC), constata que, quando o professor se ancora em roteiros detalhados sobre o que e como ensinar, as notas sempre sobem. Num país como o Brasil, onde o nível geral dos professores é baixo, um currículo se torna imperativo — mas é ainda coisa rara. Apenas seis dos 27 estados contam com um, e isso é recente. Os efeitos já se fazem sentir, ainda que modestamente. Será preciso esperar mais para colher os frutos de outra frente de iniciativas promissoras, estas voltadas para melhorar o nível dos professores — o principal obstáculo ao avanço brasileiro. Na rede estadual paulista, criou-se uma escola com o propósito de dar reforço a professores recém-aprovados nos concursos. Antes de assumir o posto, eles serão treinados a lidar com situações reais da sala de aula, o que não aprendem na faculdade. Os efeitos podem ser imensos. Ao longo de sua vida útil, um único professor atende cerca de 1 000 alunos. A primeira turma dessa escola de professores em São Paulo contará com 10 000 profissionais, com chances, portanto, de ajudar 10 milhões de crianças.

Desde que o nível do ensino começou a ser medido no Brasil, na década de 90, não houve registro de nenhum avanço relevante. Em certos anos, a qualidade chegou até a cair. É verdade que os números pioraram na medida em que mais gente ingressou na escola, mas esse processo de massificação na sala de aula encerrou-se uma década atrás, e nem por isso o Brasil deixou a rabeira nos rankings internacionais de ensino. Enquanto os americanos fazem hoje conversões de unidades e se saem bem em problemas matemáticos de razoável complexidade, os brasileiros se atrapalham ao ler as horas num relógio e penam com a multiplicação — um atraso gritante. O que pode ajudar a mudar isso é o fato de que, pela primeira vez, se vê razoável consenso quanto à direção do caminho a percorrer, independentemente do matiz ideológico. Na semana passada, a meritocracia na educação, que já foi vista com imensa resistência no governo Lula, foi defendida pelo ministro Fernando Haddad: “Ela não desmerece, mas só valoriza os profissionais”. Reconhecer isso é, no mínimo, um bom começo.

– O Líder deve usar Máscaras?

Compartilho interessante material sobre a mudança de comportamento dos Líderes Organizacionais. Quando ocupam cargos de maior autoridade, as pessoas mudam seus comportamentos? Deveriam ou não mudar? É por exigência do ofício, ou ainda, por força da natureza humana?

 

 

Autênticos ou não, teatrais ou sinceros, boas considerações nesta matéria abaixo:

 

 

Extraído de: Época Negócios, dezembro/2009, pg 94

 

O LÍDER DEVE USAR MÁSCARAS?

 

por Edson Porto

 

Dois gurus ajudam a deslindar o dilema das máscaras corporativas para as novas gerações de executivos.

 

A liderança é um tema carregado de ambiguidades. O que é espontaneidade e o que é atuação na vida de um líder? Um líder pode continuar autêntico ao assumir uma máscara? Isso talvez pareça papo new age, mas o mundo corporativo testemunhou – especialmente nos Estados Unidos, no auge da atual crise – cenas dramáticas de líderes que se “desmancharam” em público. As expressões de sofrimento, angústia e até revolta não podiam ser mais genuínas. Porém, também não podiam ser mais danosas às empresas e suas equipes.

 

O tema está ganhando relevância não só em decorrência da crise mas também pela chegada de sangue novo, em particular a geração Y, a posições de comando. Tudo indica que ela não está bem equipada para lidar com a ambiguidade inerente aos altos cargos. Se ser líder significa encapuzar-se com “máscaras de comando”, segundo a especialista em gestão Tammy Erickson, o maior problema da nova geração não é com a “máscara” em si (tão presente no mundo virtual), mas com aquelas que envolvem “comando”.

 

Para os jovens que se encontram diante desse dilema, é recomendável a leitura de dois especialistas consagrados no tema. O primeiro é Warren Bennis. Pioneiro nos anos 60 do estudo da liderança corporativa, dele está sendo lançada a coletânea The Essential Bennis (“O Bennis essencial”, em tradução livre). Aos 84 anos, continua sendo uma das mentes mais afiadas da gestão corporativa. O segundo é o professor Bill George, autor de True North (ou algo como “Norte verdadeiro”).

Bennis diz que o líder tem, sim, de ser um pouco dramático. “Encarnar um papel é essencial para o líder também.” Uma máscara de “firmeza” exterior, por exemplo, é quase um pré-requisito, pois todo líder, frente a um desafio, vai sentir “as pernas tremerem”, mas ainda assim terá de gerar confiança e energia entre seus subordinados. Ele cita Winston Churchill, o premiê britânico durante a Segunda Guerra, como um exemplo clássico.

 

A despeito de o Reino Unido ter apenas sofrido derrotas durante os dois primeiros anos do conflito, a postura desafiadora de Churchill se mostrou fundamental para motivar e unir os britânicos. Ele também defende que se usem máscaras para encobrir questões pessoais e evitar que elas contaminem o ambiente de trabalho. “Assim como os grandes atores, os grandes líderes criam e vendem uma visão alternativa do mundo, na qual todos nós somos partes essenciais”, afirma o autor.

 

Isso soa manipulador? Bem, aqui entra o argumento de Bill George. Para ele, o que distingue uma liderança manipuladora de outra autêntica não são as máscaras, que para ele também são normalmente necessárias, mas a motivação, a ação e o objetivo que dão ou não sustentação ao líder.

 

George elenca uma série de pontos que definem a autenticidade de um líder, independentemente das suas máscaras. Segundo ele, é preciso ter integridade, coragem na hora de tomar decisões difíceis, compaixão pelos subordinados e paixão pelo negócio. Além disso, o líder também precisa permitir acessibilidade e ser capaz de assumir responsabilidades, por acertos e erros. Se conseguir fazer isso, as máscaras se limitam a ser apenas uma questão de forma.

– Jovialidade Versus Experiência na Arbitragem de Futebol

Poderia até soar demagogo o título deste post. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a Renovação do Quadro de Árbitros do Futebol Brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

(Importante: Por motivos de pertencer ao quadro de árbitros da FPF, ser árbitro atuante, ter 14 anos de arbitragem profissional e 15 de arbitragem amadora (com 34 anos de idade, estaria fora de uma indicação), tomarei o máximo de cuidado para não expressar minha opinião pessoal nem ferir princípios éticos, ou ainda tecer comentários em causa própria.)

Àqueles que defendem a renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, tal medida é sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terião os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas? Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Àqueles que defendem a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, tal medida adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados? Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de se eliminarem ao longo do tempo.

E aí virá a discussão – o que é mais necessário hoje: JOVIALIDADE OU EXPERIÊNCIA ? 

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;

– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;

– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;

– Histórico de arbitragem;

– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;

– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;

– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio.

Desejo boa sorte ao Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

(Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol; no dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors?  No mundo da administração, cotidianamente isso é questionado).

Abaixo, extraído da Agência Estado e reproduzido pela Gazeta do Sul (clique acima para a citação)

CBF VETA INGRESSO DE ÁRBITROS MAIORES DE 30

Os veteranos são bem-vindos nos times do País, mas na arbitragem as portas se fecharam. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) instituiu que somente profissionais com até 30 anos – antes era até 35 – podem ingressar ou reingressar no quadro nacional de árbitros para apitar jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. As federações têm até hoje para enviar a relação de juízes.
A medida gerou polêmica e revolta. “Ela só vai prejudicar a carreira dos árbitros. Não faz sentido. Vários auxiliares e juízes já querem abandonar a carreira, já que quem tiver mais de 30 anos e não fizer parte do quadro nacional só pode apitar jogos dos estaduais, que duram apenas três meses”, declarou o presidente da Federação Pernambucana, Carlos Alberto de Oliveira.
A CBF distribuiu, em dezembro, circular com as novas diretrizes para entrar no quadro nacional. Segundo o documento, obtido pela Agência Estado, os árbitros devem ter, no mínimo, 21 anos completos e, para ingresso ou reingresso, 30 anos, no máximo. Precisa ter sido aprovado nos testes físicos e na avaliação teórica elaborada pela comissão de arbitragem da CBF, e atuado em partidas da primeira divisão nos últimos dois anos.

A resolução não afeta o árbitro com mais de 30 anos que já faça parte do grupo. “Mas, se ele não passar no teste físico, será cortado do quadro nacional e pode ter de encerrar a carreira”, argumentou o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação do Rio, Jorge Rabello. “A ruptura de cinco anos (de 35 para 30 anos) é um desastre. Em países da Europa, os árbitros começam até com 16 anos”, afirmou.

Na visão do ex-árbitro Antônio Pereira da Silva, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Goiana, a faixa entre 28 e 33 anos é o momento da afirmação profissional. “Isso vai matar muitos valores”, avisa. Já o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, coronel Marcos Marinho, afirmou que a medida vai afetar pouco os árbitros de São Paulo. Dos 16 que serão indicados, apenas dois estão ingressando. E até concorda com a determinação. “No futebol moderno, o grau de exigência é muito grande. O árbitro precisa acompanhar todos os lances em cima. Então, a idade pesa”, explicou Marinho.

 

– Sobram Vagas Gratuitas Para Formação de Professores!

Taí algo que não se faz alarde: estão sobrando vagas em instituições federais para cursos gratiuítos de formação de docentes, principalmente em Pedagogia!

Se puderem compartilhar com aqueles que desejam ingressar nos cursos, será uma válida boa ação. Abaixo, mais detalhes:

Extraído de: PINHO, Ângela. 6% das vagas do1º ano não são preenchidas. Folha de São Paulo, 19/01/2010, pg C3.

6% DAS VAGAS DO 1º ANO NÃO SÃO PREENCHIDAS

Em cursos que não são da área de formação de professores, esse percentual cai para 3,5%; situação contrasta com falta de docentes adequados.

Ao mesmo tempo em que faltam professores com formação adequada no ensino básico, estão sobrando vagas oferecidas por instituições públicas em cursos de pedagogia e licenciatura em disciplinas como biologia e matemática.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008 (o mais recente), naquele ano 4.468 vagas não foram preenchidas nos processos seletivos para cursos de formação de professores em universidades e centros tecnológicos federais e estaduais, principalmente em cidades do interior.

Esse número representa 6% das vagas disponibilizadas para o primeiro ano de pedagogia e licenciaturas dessas instituições. Nas demais áreas, esse percentual cai para 3,5% -ficaram vagos, por exemplo, 14 lugares em cursos de direito. Em medicina, 5.

A sobra de vagas em cursos de formação de professores contrasta com a escassez de profissionais com formação adequada nas escolas públicas.

Segundo estudo do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) feito com dados de 2007, mais de um em cada quatro professores do ensino básico não tem a habilitação exigida por lei -ensino superior com magistério.

Além disso, grande parte dá aulas em disciplinas diferentes da sua formação, o que ocorre principalmente em ciências. Em física, apenas 25% dos professores são graduados exatamente em física.

Para suprir essa deficiência, instituições públicas têm aberto cada vez mais cursos nessas áreas, mas a resposta tem sido, em muitos casos, desanimadora. É o caso da UFG (Universidade Federal de Goiás). Em 2008, das 40 vagas para licenciatura em física em Jataí, cidade a 327 km de Goiânia, apenas 6 foram ocupadas.

“É desanimador”, diz Henrique Almeida Fernandes, professor e coordenador do curso. “A gente se prepara tanto tempo para dar aula e chega lá e vê uma turma com poucos alunos que já chega desmotivada com a perspectiva profissional”, afirma.

Assim como Fernandes, outros professores e coordenadores de cursos atribuem as vagas ociosas e a baixa concorrência no vestibular à desvalorização do magistério.

A consequência, além da dificuldade de formar profissionais qualificados, é que as instituições acabam não conseguindo atrair os melhores alunos do ensino médio para seus cursos de pedagogia e licenciatura, o que depois vai se refletir na qualidade da educação básica, diz Mozart Neves Ramos, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e presidente do movimento Todos pela Educação.

Segundo ele, em sua universidade, a nota mínima no vestibular para um aluno de medicina foi de 8,29 pontos, em uma escala de 0 a 10. Para um aspirante a professor de matemática, ficou em apenas 3,29.

Além do desinteresse

Universidades que tiveram vagas de pedagogia e licenciatura não preenchidas apontaram também outros fatores possíveis para explicar o fato, além da pouca valorização da carreira.

Henrique Mongelli, pró-reitor de graduação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirma que a instituição terá que analisar se ainda há demanda em cursos em que sobram vagas em cidades pequenas.

A secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, concorda que a desvalorização da carreira interfere na sobra de vagas, mas afirma que o quadro irá melhorar com medidas como o piso salarial do professor e a lei que permite ao aluno de universidade particular ter o curso pago pelo Estado em troca de trabalho em escolas públicas depois da formatura.

Ela diz também que a ociosidade de vagas deve diminuir com o novo sistema de seleção implantado a partir de fevereiro, que unifica o vestibular de diversas federais.

– Da Arte de Demitir

George Cloney poderá ganhar um Oscar pelo seu novo filme: Amor sem Escalas. Mas, atenção administradores e cinéfilos de plantão: além da bela atuação do ator, há no filme um ingrediente interessante: a temática da “arte de demitir“.

Nesta película, George é um profissional que visita o mundo demitindo executivos. Ele é responsável pelo anúncio da demissão de forma educada e cuidadosa, procurando evitar traumas. Claro, num ambiente de comédia, que é o propósito do filme.

Assim, fica a dica: para aqueles que tem dificuldade de lidar com o tema, o filme se torna uma aula sobre o assunto! Acompanhada por uma pipoca, melhor programa não haverá!

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

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Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

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Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.