Cá entre nós: Palmeiras ou Flamengo conseguirão o título do Brasileirão em qual rodada?
Do jeito que estão (jogando bem), imagino que a briga será cabeça-a-cabeça até a última rodada. Ou não?
Parabéns ao Rogério Ceni, que resolveu falar de arbitragem mesmo vencendo.
Disse o treinador:
“Temos que deixar o árbitro trabalhar com mais tranquilidade. O jogador brasileiro é muito chato, os treinadores também. Goleiros fazem cera, todo mundo reclama demais. Precisamos dar mais condições e profissionalizar o setor (…) O VAR erra demais, atrasa o jogo, interfere onde não deve. Eles têm todos os ângulos e, ainda assim, cometem muitos equívocos. O árbitro fica com várias vozes no ouvido e acaba se perdendo”.
Na fala, ainda defendeu a “remuneração mais segura” (salário decente, para não ficar refém das escalas) e melhor estrutura para treinamento.
Alguém discorda dele?
IN ENGLISH, by IA Gemini:
Congratulations to Rogério Ceni, who chose to speak about refereeing even after winning.
The coach said:
“We need to let the referee work with more tranquility. Brazilian players are very annoying (or ‘very fussy’), and so are the coaches. Goalkeepers waste time, everyone complains too much. We need to provide better conditions and professionalize the sector (…) VAR makes too many mistakes, delays the game, and interferes where it shouldn’t. They have every angle, and still, they commit many blunders. The referee has several voices in his ear and ends up getting lost.”
In his speech, he also defended a “safer remuneration” (a decent salary, so they don’t have to depend on match assignments) and better structure for training.
Does anyone disagree with him?
E para o confronto do Massa Bruta contra o Baêa,
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – CE
Árbitro Assistente 1: Guilherme Dias Camilo – MG
Árbitro Assistente 2: Renan Aguiar da Costa – CE
Quarto Árbitro: Fábio Augusto Santos Sá Júnior – SE
Assessor: José Antônio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Antonio Magno Lima Cordeiro – CE
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Observador de VAR: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camelo – RJ
Uma escala diferente: No apito e como bandeira 1, veteraníssimos. No VAR e como bandeira 2, novatos. Como “fiscal de procedimento do VAR”, um respeitado preparador físico da CBF. E como AVAR 2, um jovem árbitro que até o começo do ano estava apitando.
Está difícil entender os critérios…
Enfim: o experiente Marcelo de Lima Henrique (com 54 anos) está muito bem fisicamente. Mas alternou boas e más atuações nesse ano. No meio do Brasileirão, anunciou a aposentadoria, trabalhou como AVAR e… desaposentou-se logo em seguida!
Hoje, conhece os atalhos do campo, tem um histórico sem-igual de partidas apitadas, mas, evidentemente, não basta um árbitro saber apitar: tem que estar em um bom dia de trabalho…
Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Bahia x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 02/11, 16h00. Mas desde às 15h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
O árbitro Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho agarrou a oportunidade que Rodrigo Martins Cintra lhe deu, e expulsou corretamente Everton Araújo no Flamengo x Sport.
Alguns amigos me perguntaram: se o Gustavo Gómez não foi expulso no Palmeiras x Cruzeiro, porque agora o flamenguista foi?
Porque o árbitro daquele jogo errou (naquela oportunidade, foi um carrinho frontal por cima que pegou bola e depois adversário).
No lance de Everton Araújo, o atleta atinge o adversário com a sola da chuteira na perna dele, no clássico lance chamado de jogo brusco grave. É muito comum (e errado) observarmos árbitros contemporizando e aplicando Cartão Amarelo.
Quando há acerto, deve-se aplaudir. E que outros juízes cumpram a regra também.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Baêa,
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – CE
Árbitro Assistente 1: Guilherme Dias Camilo – MG
Árbitro Assistente 2: Renan Aguiar da Costa – CE
Quarto Árbitro: Fábio Augusto Santos Sá Júnior – SE
Assessor: José Antônio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Antonio Magno Lima Cordeiro – CE
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Observador de VAR: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camelo – RJ
Uma escala diferente: No apito e como bandeira 1, veteraníssimos. No VAR e como bandeira 2, novatos. Como “fiscal de procedimento do VAR”, um respeitado preparador físico da CBF. E como AVAR 2, um jovem árbitro que até o começo do ano estava apitando.
Está difícil entender os critérios…
Enfim: o experiente Marcelo de Lima Henrique (com 54 anos) está muito bem fisicamente. Mas alternou boas e más atuações nesse ano. No meio do Brasileirão, anunciou a aposentadoria, trabalhou como AVAR e… desaposentou-se logo em seguida!
Hoje, conhece os atalhos do campo, tem um histórico sem-igual de partidas apitadas, mas, evidentemente, não basta um árbitro saber apitar: tem que estar em um bom dia de trabalho…
Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Bahia x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 02/11, 16h00. Mas desde às 15h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Já escrevi outras vezes: pelo elenco, pelas dificuldades e pelo noviciado, Rafael Guanaes é o melhor treinador do Brasileirão 2025.
Sem o salário milionário de Abel Ferreira, tampouco o elenco estrelado de Filipe Luís, ou sem contar com o respaldo do City Croup de Rogério Ceni, o jovem técnico do modesto time do Interior Paulista deveria ser mais aplaudido. Os elogios a ele, sem dúvida, ainda são poucos.
E pra você: quem é o melhor treinador do Brasileirão 2025?
O Campeonato Brasileiro 2025 é o torneio das lógicas, das situações que não se discutem, por conta da unanimidade.
São 4 situações:
Enfim: o quê, das discussões do Brasileirão 2025, é ponto de discórdia? Hoje, nada.
É preciso desmistificar alguns detalhes da Regra:
Sobre “Carrinho e Cartão Vermelho”, além de “quando posso disputar uma bola” (corrigindo alguns erros falados no lance de Gustavo Gómez e de Cássio), no link em: https://youtu.be/5LZ97Fx2zGY?si=vFOxFKR9ez63xWc9
Quando você está na Escola de Árbitros, logo na primeira lição sobre Cartões, você ouve: CARRINHO (seja frontal, por áreas ou lateral), se não pegar na bola e atingir o adversário, é VERMELHO.
O árbitro faltou nessa aula (idem ao VAR), e por isso Gustavo Gómez não foi expulso?
Por coerência: se o zagueiro reclamou de Wilton Pereira Sampaio no último jogo (alegou até que o árbitro desligou o microfone, mas por ética não diria as ofensas que sofreu), agora tem que ir à TV e reclamar que a regra não foi cumprida…
Ou só se reclama quando é contra, e a favor se faz vista grossa?
Aguardemos a coletiva de Abel Ferreira. Tomara que não diga que não viu… ou que foi acidental.
IMPORTANTE: pegar BOLA + JOGADOR em carrinho, é Cartão Vermelho.
SOBRE O GOL ANULADO DO PALMEIRAS: Se o Cássio conseguiu colocar a mão na bola, ela não pode ser tocada e deve ser marcada falta se o adversário chutar – não precisa nem o palmeirense tocar no goleiro, somente tocando na bola, deve-se anular (me parece que ele coloca a mão).
Se na câmera mais aproximada mostrar que o Cássio não chegou a tocar na bola, aí foi “fazer média com o Cruzeiro”…
Já escrevi outras vezes: pelo elenco, pelas dificuldades e pelo noviciado, Rafael Guanaes é o melhor treinador do Brasileirão 2025.
Sem o salário milionário de Abel Ferreira, tampouco o elenco estrelado de Filipe Luís, ou sem contar com o respaldo do City Croup de Rogério Ceni, o jovem técnico do modesto time do Interior Paulista deveria ser mais aplaudido. Os elogios a ele, sem dúvida, ainda são poucos.
E pra você: quem é o melhor treinador do Brasileirão 2025?
Minha coluna no Jornal de Jundiaí dessa semana: o que é mais difícil: vencer a Libertadores da América ou o Campeonato Brasileiro?
Qual o maior nível técnico, entre as duas competições?
Palmeiras e Flamengo que o digam…
Link para o site no jornal, com o texto em: https://sampi.net.br/jundiai/noticias/2937395/opinioes/2025/10/libertadores-ou-brasileirao

O Campeonato Brasileiro 2025 é o torneio das lógicas, das situações que não se discutem, por conta da unanimidade.
São 4 situações:
Enfim: o quê, das discussões do Brasileirão 2025, é ponto de discórdia? Hoje, nada.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Vascão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires – GO
Árbitro Assistente 2: Daniel Henrique da Silva Andrade – DF
Quarto Árbitro: Deborah Cecilia Cruz Correia – PE
Assessor: Anderson Carlos Gonalves – PR
VAR: Diego Pombo Lopez – BA
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Anderson da Silveira Farias – RS
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura – SP
Quality manager: Paulo Ricardo Alves de Oliveira – SP
Sávio é irmão de Wilton Pereira Sampaio. Já esteve em importantes jogos da Série A e foi aspirante à FIFA.
Irregular, foi “rebaixado” de divisão por más atuações. Por exemplo: uma enorme lambança em Internacional x Botafogo (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/), e depois em Palmeiras x Red Bull Bragantino (pênalti inexistente de Cleiton em Endrick, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/penalti-de-cleiton-em-endrick-no-palmeiras-1×1-red-bull-bragantino-ou-nao/).
Como falta árbitro no Brasil, dias atrás Sávio voltou à série A. Tomara que dê conta do jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Vasco da Gama pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 26/10, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
E para o confronto do Massa Bruta contra o Vascão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires – GO
Árbitro Assistente 2: Daniel Henrique da Silva Andrade – DF
Quarto Árbitro: Deborah Cecilia Cruz Correia – PE
Assessor: Anderson Carlos Gonalves – PR
VAR: Diego Pombo Lopez – BA
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Anderson da Silveira Farias – RS
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura – SP
Quality manager: Paulo Ricardo Alves de Oliveira – SP
Sávio é irmão de Wilton Pereira Sampaio. Já esteve em importantes jogos da Série A e foi aspirante à FIFA.
Irregular, foi “rebaixado” de divisão por más atuações. Por exemplo: uma enorme lambança em Internacional x Botafogo (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/), e depois em Palmeiras x Red Bull Bragantino (pênalti inexistente de Cleiton em Endrick, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/penalti-de-cleiton-em-endrick-no-palmeiras-1×1-red-bull-bragantino-ou-nao/).
Como falta árbitro no Brasil, dias atrás Sávio voltou à série A. Tomara que dê conta do jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Vasco da Gama pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 26/10, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Grande Nilson César, obrigado pelo carinho!
Sobre o lance do pênalti de Brazão em Santos x Vitória: https://youtu.be/Iygf3srlChs?si=Omsn3uHzhxPN0FeY
E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul, a CBF escalou,lou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima – MG
Árbitro Assistente 1: Leila Naiara Moreira da Cruz – DF
Árbitro Assistente 2: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa – DF
Assessor: Sílvio Eduardo Silva e Silva – MA
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Rodrigo Carvalhaes de Miranda – RJ
Observador de VAR: Vidal Cordeiro Lopes – BA
Quality manager: Mikael Silva de Araujo – CBF
Felipe Fernandes de Lima já teve altos e baixos na carreira. Começou muito bem, brigou pelo escudo FIFA (representando MG), mas “subiu no salto” na hora errada: debochou de um jogo do Vasco quando estava na série B, teve alguns problemas em campo (como conversar demais com atletas) e caiu de divisão.
Porém, voltou a figurar em jogos da Série A na gestão de Rodrigo Cintra na CBF, e tem feito um boa temporada tecnicamente (exceto em Athletico Paranaense x SPFC, pela Copa do Brasil, pelo polêmico pênalti marcado). Continua com o defeito: conversar em campo (embora tenha diminuído).
Recentemente, se envolveu em outra polêmica: apitou Corinthians x Mirassol no sábado à noite, e no domingo cedo (após viajar na madrugada de carro), apitou um jogo na várzea em Brumadinho (tendo desmaiado ainda no primeiro tempo). Isso não é profissionalismo…
A propósito, sobre profissionalismo na arbitragem, falamos nesse link: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/13/afinal-o-que-e-profissionalizar-os-arbitros-2/
Desejo boa sorte ao árbitro e um grande jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Juventude x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Seguinda-feira, 20/10, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Já falamos sobre a arbitragem de Flamengo 3×2 Palmeiras (aqui: https://wp.me/p4RTuC-1b6p). O assunto renderá muitos dias…
Pois bem: Anderson Barros, diretor do Verdão, “descascou” sobre o Flamengo e o árbitro nessa publicação (extraída do twitter do jornalista Danilo Lavieri, abaixo). Aguardemos a repercussão…
Obviamente, qualquer árbitro brasileiro que apitasse o jogão do Maracanã, teríamos polêmica. Árbitros, jogadores, treinadores e cartolas não se ajudam e não ajudam o espetáculo.
Antes dos lances: eu traria (do árbitro ao AVAR 2) uma equipe da Inglaterra, Alemanha ou Itália. E da América do Sul, o argentino (número 1 da Conmebol hoje) Facundo Tello (que apitará LDU x Palmeiras pela Libertadores da América).
Wilton Pereira Sampaio tentou apitar à europeia. Mas se não sabe ou não consegue fazer, dá problema. Porém, é inegável que, ao menos no primeiro tempo, foi bem criterioso em contato físico (e essas foram as discussões – ele quase não marcou lances de disputas mais viris).
No começo da partida, o lance de Jorginho em Gustavo Gómez: o flamenguista não salta com as mãos em movimento de impulso para disputar a bola, mas está com os braços para se apoiar nas costas do palmeirense. Aqui, é muito interpretativo: aquela mão teve impacto na jogada? Qualquer coisa que fosse decidida, geraria polêmica. Eu entendo que o contato (apesar de leve, quase sutil) desequilibra suficientemente para atrapalhar o paraguaio. Eu marcaria pênalti (mas respeito quem fez a leitura de que não impactaria). A única afirmativa que não se pode é: “claramente errou” ou “claramente acertou“.
O lance de Gómez em Arrascaeta: aqui, entendo que não tão viril, eu mandaria seguir a jogada. Wilton manteve o critério.
O pênalti de Fuchs em Pedro: que houve um toque infracional, lógico que houve (tiro livre direto, sem cartão, por imprudência; e na área, pênalti). Acertou o árbitro. Entretanto, segundos antes, Pedro faz o que chamava-se antigamente de “obstrução”. Pedro parou e obstruiu propositalmente o adversário? Ou Fuchs tentou passar por cima dele? Igualmente muito interpretativo (mas eu marcaria a falta, me pareceu intencional – respeitando opiniões contrárias).
Sobre o VAR: não chamou por entender serem lances interpretativos (e isso foi coerente).
Esse jogo dará discussões para a semana toda…
Acréscimo: meu amigo Zé Boca de Bagre disse: “Se o Abel falou que o zagueiro palmeirense derrubou o sãopaulino sem querer há dois domingos, deveria falar que o Pedro trombou com o Fuchs sem querer também, né? Usando de coerência…”
Assim como os jogadores, também o árbitro precisa se preparar para um jogo importante.
Aqui, o “pré-jogo” do juizão. Tomara que ele não apareça no “pós-jogo”… (pois será sinal de que os protagonistas foram os atletas).
Em: https://youtu.be/d1Xdwd-YhOc?si=CX_G5-DUeM0giEPA
Já falamos sobre a arbitragem de Flamengo 3×2 Palmeiras (aqui: https://wp.me/p4RTuC-1b6p). O assunto renderá muitos dias…
Pois bem: Anderson Barros, diretor do Verdão, “descascou” sobre o Flamengo e o árbitro nessa publicação (extraída do twitter do jornalista Danilo Lavieri, abaixo). Aguardemos a repercussão…
Poucos árbitros têm aplicado a Regra dos 8 segundos como limite para o goleiro colocar a bola em jogo, após a sua posse, no Brasileirão.
Na 5ª, no Maracanã, o goiano Jeferson Ferreira fez a contagem contra Jandrei (Juventude) e marcou o escanteio ao Fluminense. Desse escanteio, resultou em um gol…
Que fase do goleiro, hein?
Mas aqui, um porém: na minha contagem, foram 9,5 segundos (contra 11 da TV). Não é a primeira vez que vejo essa situação. E explico:
Devemos contar os segundos a partir da posse definitiva, seguida do equilíbrio. Não é porque o goleiro está em pé com a bola em sua mão, que ele está pronto para recolocá-la em jogo. A contagem deve acontecer a partir da posse com domínio efetivo / equilíbrio (que pode ser ele no chão ou em pé).
Vale tomar cuidado, para não termos marcações equivocadas.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul, a CBF escalou,lou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima – MG
Árbitro Assistente 1: Leila Naiara Moreira da Cruz – DF
Árbitro Assistente 2: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa – DF
Assessor: Sílvio Eduardo Silva e Silva – MA
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Rodrigo Carvalhaes de Miranda – RJ
Observador de VAR: Vidal Cordeiro Lopes – BA
Quality manager: Mikael Silva de Araujo – CBF
Felipe Fernandes de Lima já teve altos e baixos na carreira. Começou muito bem, brigou pelo escudo FIFA (representando MG), mas “subiu no salto” na hora errada: debochou de um jogo do Vasco quando estava na série B, teve alguns problemas em campo (como conversar demais com atletas) e caiu de divisão.
Porém, voltou a figurar em jogos da Série A na gestão de Rodrigo Cintra na CBF, e tem feito um boa temporada tecnicamente (exceto em Athletico Paranaense x SPFC, pela Copa do Brasil, pelo polêmico pênalti marcado). Continua com o defeito: conversar em campo (embora tenha diminuído).
Recentemente, se envolveu em outra polêmica: apitou Corinthians x Mirassol no sábado à noite, e no domingo cedo (após viajar na madrugada de carro), apitou um jogo na várzea em Brumadinho (tendo desmaiado ainda no primeiro tempo). Isso não é profissionalismo…
A propósito, sobre profissionalismo na arbitragem, falamos nesse link: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/13/afinal-o-que-e-profissionalizar-os-arbitros-2/
Desejo boa sorte ao árbitro e um grande jogo.
Acompanhe conosco o jogo entre Juventude x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Seguinda-feira, 20/10, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Jovens árbitros como Davi Lacerda, aspirante à FIFA, são o retrato perfeito de um mal da arbitragem brasileira: a transferência de responsabilidade ao VAR!
Por ter “crescido” no mundo do futebol com VAR, nunca apitaram jogos importantes sem ele. Não batem no peito, não assumem a bronca e se omitem. No pênalti de Sabino (Grêmio x SPFC), é somente apontar a marca da cal e mandar o gremista bater.
Qual o motivo de esperar um chamado do VAR? O VAR que faça a parte dele, e o árbitro, avise que a sua decisão de campo está tomada pelo lance claríssimo.
Viramos “árbitros de video-game”. Sem uma telona, não sabe tomar decisões.
Poucos árbitros têm aplicado a Regra dos 8 segundos como limite para o goleiro colocar a bola em jogo, após a sua posse, no Brasileirão.
Ontem, no Maracanã, o goiano Jeferson Ferreira fez a contagem contra Jandrei (Juventude) e marcou o escanteio ao Fluminense. Desse escanteio, resultou em um gol…
Que fase do goleiro, hein?
Mas aqui, um porém: na minha contagem, foram 9,5 segundos (contra 11 da TV). Não é a primeira vez que vejo essa situação. E explico:
Devemos contar os segundos a partir da posse definitiva, seguida do equilíbrio. Não é porque o goleiro está em pé com a bola em sua mão, que ele está pronto para recolocá-la em jogo. A contagem deve acontecer a partir da posse com domínio efetivo / equilíbrio (que pode ser ele no chão ou em pé).
Vale tomar cuidado, para não termos marcações equivocadas.
Assim como os jogadores, também o árbitro precisa se preparar para um jogo importante.
Aqui, o “pré-jogo” do juizão. Tomara que ele não apareça no “pós-jogo”… (pois será sinal de que os protagonistas foram os atletas).
Em: https://youtu.be/d1Xdwd-YhOc?si=CX_G5-DUeM0giEPA
Ô, Abel… você é vitorioso, mas não precisa ser cara-de-pau e fazer um escândalo com um pênalti corretamente marcado contrário ao seu time. Quando é a favor…
Falamos em: https://youtu.be/NV5WmLRlVfo?si=k5FDolEWRyC2hb5r
Jovens árbitros como Davi Lacerda, aspirante à FIFA, são o retrato perfeito de um mal da arbitragem brasileira: a transferência de responsabilidade ao VAR!
Por ter “crescido” no mundo do futebol com VAR, nunca apitaram jogos importantes sem ele. Não batem no peito, não assumem a bronca e se omitem. No pênalti de Sabino (Grêmio x SPFC), é somente apontar a marca da cal e mandar o gremista bater.
Qual o motivo de esperar um chamado do VAR? O VAR que faça a parte dele, e o árbitro, avise que a sua decisão de campo está tomada pelo lance claríssimo.
Viramos “árbitros de video-game”. Sem uma telona, não sabe tomar decisões.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Verdão, a CBF escalou a seguinte equipe de árbitros:
Árbitro: Raphael Claus – SP
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro – SP
Árbitro Assistente 2: Maira Mastella Moreira – RS
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Assessor: Adriano de Carvalho – TO
VAR: Daniel Nobre Bins – RS
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Marcelo de Lima Henrique – CE
Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez – RJ
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – CBF
Claus dispensa apresentações, tem experiência e é bom árbitro (embora, em 2025, não esteja na mesma fase que o levou à Copa do Mundo de 2022). Porém, o Palmeiras reclamou bastante da sua atuação no ano passado, contra o São Paulo, quando houve muita confusão.
João Martins, por exemplo, foi expulso pelos dizeres: “Tem que apitar para os dois lados, seu critério é uma vergonha. A arbitragem aqui é uma vergonha”. E após o relato na súmula, o auxiliar de Abel Ferreira o chamou de mentiroso.
Não bastasse isso, Anderson Barros, diretor do Palmeiras, também foi citado na súmula e prometeu provar que não disse o que Claus relatou:
“Claus, qual o seu problema com a nossa comissão técnica? Você tem problema, é melhor não apitar mais. Você é tendencioso.”
Enfim: nessa rodada, os FIFAs disponíveis estão escalados e o critério mudou: ao invés de árbitros de outros estados nos clássicos regionais (quando possível), agora locais (Flávio Souza no Santos x Corinthians, Alex Stefano em Botafogo x Flamengo e Zanovelli em Atlético x Cruzeiro).
Tomara que tenhamos uma rodada tranquila…
Acompanhe conosco o jogo entre Palmeiras vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 15/10, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Nessa semana, em minha aula de “Responsabilidade Empresarial” para os Cursos de Administração, falei sobre “Indignação Ética” – um sentimento que surge a partir de observações indevidas e que escandalizam.
Basicamente, você não se importa mais com uma coisa errada se:
– Normalizou com aquilo,
– Pensa como o evento, ou
– O Senso Comum te contagia.
Digo isso pois é para se indignar com a pressão desmedida, deselegante e inapropriada do Botafogo FR contra a arbitragem, antes do jogo contra o Flamengo. Tipicamente de alguém que se inferioriza e que previamente quer tumultuar. Lamentável ao extremo.
O Glorioso divulgou a seguinte nota em suas redes sociais:
O Botafogo esteve na CBF, representado pelo Diretor de Futebol Leonardo Coelho, onde manifestou o seguinte posicionamento a dirigentes da entidade:
– O Botafogo espera uma arbitragem segura, correta e profissional no clássico de amanhã, contra o Flamengo, no Nilton Santos. O Clube não vai admitir tentativas de pressão e intimidação de dirigentes de outras agremiações, confiando na condução da CBF sobre o tema e na boa atuação de Alex Stefano, que ainda realiza seus primeiros jogos em competições nacionais.
– O Clube vai realizar monitoramento em tempo real do trabalho da arbitragem na partida (Ref_Eval + Match_Fix), por meio da empresa especializada Good Game, para acompanhar o comportamento de todos os participantes e ter a segurança de que as regras do jogo serão respeitadas.
– O Botafogo cobrou explicações sobre os temas tratados nos últimos ofícios enviados, especialmente relacionados aos jogos contra Grêmio e Internacional, em que falhas escandalosas da arbitragem comprometeram os resultados.
– O Botafogo reconhece os esforços de Samir Xaud, Presidente da CBF, para melhorar os processos e buscar soluções para grandes temas do futebol brasileiro.
Ao ler essa publicação, penso: os árbitros são “bandidos” para serem monitorados por tais instrumentos? Cadê a credibilidade e confiança de que tudo ocorre com honestidade no campeonato? As associações de defesa dos árbitros se manifestarão? A CBF não repudiará? O que estão pensando os árbitros que apitarão os próximos jogos?
Eu sou crítico da atual gestão da arbitragem, pelos caminhos que estão sendo conduzidos. Acho que as escalas dos jovens aspirantes à FIFA Davi Lacerda e Alex Stefano para Grêmio x SPFC e Botafogo x Flamengo não são as apropriadas (pois são os dois jogos mais difíceis da rodada e pelo histórico da última, precisavam de experientes e cascudos juízes). Se forem mal, podem ser “queimados” (eu já escrevi sobre isso: traria árbitros europeus de primeira linha, com assistentes e VARs), mas pressionar dessa forma com tal nota, aí não.
Tal publicação do Botafogo, enfim, faz exatamente o que ela propõe a evitar: PRESSIONAR. Em Ligas Européias de ponta, isso seria severamente questionado. Não se pode normalizar isso.
Já imaginaram se toda rodada tivermos tal nota dos 20 clubes da série A?
Tudo é relativo no futebol (e no Brasil em geral), em meio, contraditoriamente, ao que é absoluto. Esse pensamento reflete sobre a seguinte pergunta: afinal, os árbitros de futebol são profissionais hoje?
Depende. E depende do dinheiro, das obrigações diversas, dos direitos e dos deveres. Vamos lá:
Um árbitro da Série B do Campeonato Paulista (a 5ª divisão estadual), ganha menos de R$ 1.000,00, bancando vários de seus custos. Apita uma ou duas vezes por mês, e depois que o campeonato acaba, vai por “trocados” nos Sub 20, Sub 17… até o Sub 13. Se bobear, suas entradas empatam com suas saídas (pois tudo é bancado por ele próprio: treino, material esportivo, suplementos, remédios, plano de saúde, entre outros gastos).
Logicamente, não se vive de “campeonato estadual” nas divisões inferiores. Mas e os árbitros da elite do Campeonato Brasileiro?
Aí é outra história: você recebe R$ 7.280,00 se for FIFA, por cada trabalho (o Brasil, por ser um país importante no contexto histórico do futebol, possui o número máximo de árbitros permitidos no quadro internacional: 10). Se não for da FIFA, o valor também é vultuoso: R$ 5.250,00. Considere ainda: há as estadias, viagens de avião e outras situações mais confortáveis do que seus colegas de outras divisões e/ou torneios. E quem está na elite, apita muito mais do que os demais, porque a CBF dá ritmo de jogo e existe o chamamento para outros torneios importantes (incluindo Libertadores e Sulamericana, para os árbitros internacionais).
Se você apitar todos os sábados ou domingos e em algumas rodadas no meio de semana, certamente terá uma remuneração invejável aos padrões brasileiros. Dá para pagar um personal trainer, usar um tênis de melhor qualidade para correr, tomar vitaminas de boas marcas e, durante a semana, “abdicar” de um trabalho rotineiro.
Óbvio que não. Muitos árbitros da Série A vivem somente da arbitragem e, um ou outro, exerce uma atividade profissional compatível. Sejam eles militares que permitem troca de folgas, trabalhadores liberais que fazem o seu horário, empreendedores em geral ou, uma das mais numerosas atividades: ser professor de Educação Física. Mas no geral: vivem da renda do apito, mas não têm a obrigação de “se entregar ao profissionalismo”. E explico:
No mundo ideal, um árbitro de futebol profissional teria um salário fixo e um percentual por jogo apitado. Suas escalas teriam um número mínimo e um número máximo de convocações, a fim de não ficar com poucas partidas e perder o ritmo de jogo, e ao mesmo tempo ter um período de descanso compatível para não sobrecarregá-lo. Nessa situação, teria dias pré-definidos com treinos supervisionados pelos preparadores físicos da CBF, e outros de atualização de regras com a Comissão de Arbitragem. Tudo controlado, com relatórios de desempenho e profissionais qualificados (fisiologistas, psicólogos e instrutores). Evidentemente, nesse modelo você não teria outra ocupação profissional e, além das cobranças de preparação, teriam os juízes as obrigações da carreira: preservação de imagem em publicidades que não condizem à atividade, veto a atuação em jogos amadores e/ou festivos fora da jurisdição da CBF, e avaliações de desempenho constantes.
Alguém tem dúvida de que treinados, focados e com dinheiro no bolso (sendo funcionários comprometidos registrados na entidade, com benefícios como plano de saúde e outras assistências que empresas responsáveis oferecem aos seus colaboradores), a coisa melhoraria?
Os já citados árbitros da elite recebem como profissionais, mas não têm o comportamento (obrigações e deveres) como tal.
Um amigo me questionou:
“Mas, se colocar na ponta do lápis, um árbitro FIFA pode ultrapassar R$ 50 mil por mês. E é ele quem vai decidir se o zagueiro que ganha R$ 1 milhão fez pênalti no atacante que recebe R$ 1,5 mi. Não é justo!”
Por muito tempo pensei assim. Mas lembre-se: não é o árbitro que leva milhares de pessoas no estádio, nem ele que vende camisas ou ainda que faz um gol. Mas é ele quem atrapalha tudo isso… Enfim: o árbitro nunca pode ser o protagonista, embora sem ele não aconteça o jogo. Ademais: o salário dos árbitros TOP, é muito acima da média salarial do brasileiro…
Não me esqueci das outras divisões: assim como jogadores que ganham pouco (ou trabalhadores menos bem sucedidos de qualquer ramo profissional), há árbitros que vão labutar e não se destacarão. Tentarão, insistirão e não conseguirão. É a vida. Ou melhor: é o mercado de trabalho. Na Quarta Divisão, não devemos esperar a mesma qualidade técnica (de todos os envolvidos) da Primeira Divisão.
Voltando à elite: o árbitro de hoje, que não é cobrado profissionalmente (mas ganha como tal, sem os benefícios que deveria ter), tem um comportamento amador. Ele, após um jogo profissional, não faz um recuperativo adequado. Vide o sem-número de árbitros que trabalham nos jogos amadores ganhando muito dinheiro! É comum que, por estarem na mídia, sejam contratados por Prefeituras para apitarem em seus municípios como atrações (ou por ligas amadoras, ou associações esportivas). E a remuneração é muito boa! Às vezes, maior do que o jogo que apitou pelo Brasileirão. E funciona assim: você apitou no sábado em algum jogo pelo Campeonato Brasileiro, e no domingo será a grande estrela do campeonato amador de uma cidade do Interior. Por ser a atração, pelo “sacrifício” de estar “se expondo” em uma partida de amadores, cobra caro (é comum que seja uma taxa maior do que a Série A, pois está se dispondo a sair do circuito profissional). Ou seja: ganham renda extra no dia em que deveriam estar no recuperativo (com uma vantagem: nesses jogos, são paparicados, não são vaiados e tiram fotos com os jogadores e demais admiradores, sendo o momento pop-star). Em um contrato de trabalho profissional, isso seria aceito? Não! Seria dia de descanso e/ou recuperativo. Vimos o que aconteceu com o juiz Felipe Fernandes de Lima, que no sábado à noite apitou Corinthians x Mirassol e no domingo cedo desmaiou em campo apitando um jogo amador em Brumadinho (após ter viajado de carro por toda à noite)… isso, sem dúvida, é falta de profissionalismo (para uns: ganância; para outros: oportunidade de se fazer um pé-de-meia enquanto a carreira permitir).
Quem garante que todos os árbitros que estão em campo estão descansados e/ou treinados o suficiente para apitar o jogo? Ramon Abatti Abel estava apitando “dia sim, dia não”. Lógico que ganhou muito dinheiro, mas… ele passou um tempo com a família? Descansou a Saúde Mental (imagine a pressão de apitar jogo importante duas vezes por semana)? Releu o livro de regras? Recebeu orientação / feedback das últimas partidas trabalhadas?
Alguns dirão: é importante “cair nas graças da Comissão de Árbitros” para estar sempre escalado e não precisar do trabalho no dia-a-dia. Isso é uma meia-verdade, pois existe uma carência de árbitros acima da média, e qualquer um que consiga ir bem, acaba sendo escalado à exaustão. É a dura realidade do futebol brasileiro.
Em suma: Não falta árbitro. Falta bom árbitro.
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Visite meu blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/
Visite também “Discutindo Contemporaneidades”, em: https://professorrafaelporcari.com/
Devido a todas as confusões que ocorreram nos últimos dias no futebol brasileiro, Grêmio x São Paulo e Flamengo x Palmeiras terão que ter árbitros incontestáveis, pois não será fácil achar alguém para essas partidas.
Tirando os juízes dos estados de origem, selecionando os FIFAs melhor gabaritados, só vai sobrar o Wilton Pereira Sampaio…
Eu insisto: a causa pede estrangeiros para esse momento.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Verdão, a CBF escalou a seguinte equipe de árbitros:
Árbitro: Raphael Claus – SP
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro – SP
Árbitro Assistente 2: Maira Mastella Moreira – RS
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Assessor: Adriano de Carvalho – TO
VAR: Daniel Nobre Bins – RS
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Marcelo de Lima Henrique – CE
Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez – RJ
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – CBF
Claus dispensa apresentações, tem experiência e é bom árbitro (embora, em 2025, não esteja na mesma fase que o levou à Copa do Mundo de 2022). Porém, o Palmeiras reclamou bastante da sua atuação no ano passado, contra o São Paulo, quando houve muita confusão.
João Martins, por exemplo, foi expulso pelos dizeres: “Tem que apitar para os dois lados, seu critério é uma vergonha. A arbitragem aqui é uma vergonha”. E após o relato na súmula, o auxiliar de Abel Ferreira o chamou de mentiroso.
Não bastasse isso, Anderson Barros, diretor do Palmeiras, também foi citado na súmula e prometeu provar que não disse o que Claus relatou:
“Claus, qual o seu problema com a nossa comissão técnica? Você tem problema, é melhor não apitar mais. Você é tendencioso.”
Enfim: nessa rodada, os FIFAs disponíveis estão escalados e o critério mudou: ao invés de árbitros de outros estados nos clássicos regionais (quando possível), agora locais (Flávio Souza no Santos x Corinthians, Alex Stefano em Botafogo x Flamengo e Zanovelli em Atlético x Cruzeiro).
Tomara que tenhamos uma rodada tranquila…
Acompanhe conosco o jogo entre Palmeiras vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 15/10, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Devido a todas as confusões que ocorreram nos últimos dias no futebol brasileiro, Grêmio x São Paulo e Flamengo x Palmeiras terão que ter árbitros incontestáveis, pois não será fácil achar alguém para essas partidas.
Tirando os juízes dos estados de origem, selecionando os FIFAs melhor gabaritados, só vai sobrar o Wilton Pereira Sampaio…
Eu insisto: a causa pede estrangeiros para esse momento.
Tudo é relativo no futebol (e no Brasil em geral), em meio, contraditoriamente, ao que é absoluto. Esse pensamento reflete sobre a seguinte pergunta: afinal, os árbitros de futebol são profissionais hoje?
Depende. E depende do dinheiro, das obrigações diversas, dos direitos e dos deveres. Vamos lá:
Um árbitro da Série B do Campeonato Paulista (a 5ª divisão estadual), ganha menos de R$ 1.000,00, bancando vários de seus custos. Apita uma ou duas vezes por mês, e depois que o campeonato acaba, vai por “trocados” nos Sub 20, Sub 17… até o Sub 13. Se bobear, suas entradas empatam com suas saídas (pois tudo é bancado por ele próprio: treino, material esportivo, suplementos, remédios, plano de saúde, entre outros gastos).
Logicamente, não se vive de “campeonato estadual” nas divisões inferiores. Mas e os árbitros da elite do Campeonato Brasileiro?
Aí é outra história: você recebe R$ 7.280,00 se for FIFA, por cada trabalho (o Brasil, por ser um país importante no contexto histórico do futebol, possui o número máximo de árbitros permitidos no quadro internacional: 10). Se não for da FIFA, o valor também é vultuoso: R$ 5.250,00. Considere ainda: há as estadias, viagens de avião e outras situações mais confortáveis do que seus colegas de outras divisões e/ou torneios. E quem está na elite, apita muito mais do que os demais, porque a CBF dá ritmo de jogo e existe o chamamento para outros torneios importantes (incluindo Libertadores e Sulamericana, para os árbitros internacionais).
Se você apitar todos os sábados ou domingos e em algumas rodadas no meio de semana, certamente terá uma remuneração invejável aos padrões brasileiros. Dá para pagar um personal trainer, usar um tênis de melhor qualidade para correr, tomar vitaminas de boas marcas e, durante a semana, “abdicar” de um trabalho rotineiro.
Óbvio que não. Muitos árbitros da Série A vivem somente da arbitragem e, um ou outro, exerce uma atividade profissional compatível. Sejam eles militares que permitem troca de folgas, trabalhadores liberais que fazem o seu horário, empreendedores em geral ou, uma das mais numerosas atividades: ser professor de Educação Física. Mas no geral: vivem da renda do apito, mas não têm a obrigação de “se entregar ao profissionalismo”. E explico:
No mundo ideal, um árbitro de futebol profissional teria um salário fixo e um percentual por jogo apitado. Suas escalas teriam um número mínimo e um número máximo de convocações, a fim de não ficar com poucas partidas e perder o ritmo de jogo, e ao mesmo tempo ter um período de descanso compatível para não sobrecarregá-lo. Nessa situação, teria dias pré-definidos com treinos supervisionados pelos preparadores físicos da CBF, e outros de atualização de regras com a Comissão de Arbitragem. Tudo controlado, com relatórios de desempenho e profissionais qualificados (fisiologistas, psicólogos e instrutores). Evidentemente, nesse modelo você não teria outra ocupação profissional e, além das cobranças de preparação, teriam os juízes as obrigações da carreira: preservação de imagem em publicidades que não condizem à atividade, veto a atuação em jogos amadores e/ou festivos fora da jurisdição da CBF, e avaliações de desempenho constantes.
Alguém tem dúvida de que treinados, focados e com dinheiro no bolso (sendo funcionários comprometidos registrados na entidade, com benefícios como plano de saúde e outras assistências que empresas responsáveis oferecem aos seus colaboradores), a coisa melhoraria?
Os já citados árbitros da elite recebem como profissionais, mas não têm o comportamento (obrigações e deveres) como tal.
Um amigo me questionou:
“Mas, se colocar na ponta do lápis, um árbitro FIFA pode ultrapassar R$ 50 mil por mês. E é ele quem vai decidir se o zagueiro que ganha R$ 1 milhão fez pênalti no atacante que recebe R$ 1,5 mi. Não é justo!”
Por muito tempo pensei assim. Mas lembre-se: não é o árbitro que leva milhares de pessoas no estádio, nem ele que vende camisas ou ainda que faz um gol. Mas é ele quem atrapalha tudo isso… Enfim: o árbitro nunca pode ser o protagonista, embora sem ele não aconteça o jogo. Ademais: o salário dos árbitros TOP, é muito acima da média salarial do brasileiro…
Não me esqueci das outras divisões: assim como jogadores que ganham pouco (ou trabalhadores menos bem sucedidos de qualquer ramo profissional), há árbitros que vão labutar e não se destacarão. Tentarão, insistirão e não conseguirão. É a vida. Ou melhor: é o mercado de trabalho. Na Quarta Divisão, não devemos esperar a mesma qualidade técnica (de todos os envolvidos) da Primeira Divisão.
Voltando à elite: o árbitro de hoje, que não é cobrado profissionalmente (mas ganha como tal, sem os benefícios que deveria ter), tem um comportamento amador. Ele, após um jogo profissional, não faz um recuperativo adequado. Vide o sem-número de árbitros que trabalham nos jogos amadores ganhando muito dinheiro! É comum que, por estarem na mídia, sejam contratados por Prefeituras para apitarem em seus municípios como atrações (ou por ligas amadoras, ou associações esportivas). E a remuneração é muito boa! Às vezes, maior do que o jogo que apitou pelo Brasileirão. E funciona assim: você apitou no sábado em algum jogo pelo Campeonato Brasileiro, e no domingo será a grande estrela do campeonato amador de uma cidade do Interior. Por ser a atração, pelo “sacrifício” de estar “se expondo” em uma partida de amadores, cobra caro (é comum que seja uma taxa maior do que a Série A, pois está se dispondo a sair do circuito profissional). Ou seja: ganham renda extra no dia em que deveriam estar no recuperativo (com uma vantagem: nesses jogos, são paparicados, não são vaiados e tiram fotos com os jogadores e demais admiradores, sendo o momento pop-star). Em um contrato de trabalho profissional, isso seria aceito? Não! Seria dia de descanso e/ou recuperativo. Vimos o que aconteceu com o juiz Felipe Fernandes de Lima, que no sábado à noite apitou Corinthians x Mirassol e no domingo cedo desmaiou em campo apitando um jogo amador em Brumadinho (após ter viajado de carro por toda à noite)… isso, sem dúvida, é falta de profissionalismo (para uns: ganância; para outros: oportunidade de se fazer um pé-de-meia enquanto a carreira permitir).
Quem garante que todos os árbitros que estão em campo estão descansados e/ou treinados o suficiente para apitar o jogo? Ramon Abatti Abel estava apitando “dia sim, dia não”. Lógico que ganhou muito dinheiro, mas… ele passou um tempo com a família? Descansou a Saúde Mental (imagine a pressão de apitar jogo importante duas vezes por semana)? Releu o livro de regras? Recebeu orientação / feedback das últimas partidas trabalhadas?
Alguns dirão: é importante “cair nas graças da Comissão de Árbitros” para estar sempre escalado e não precisar do trabalho no dia-a-dia. Isso é uma meia-verdade, pois existe uma carência de árbitros acima da média, e qualquer um que consiga ir bem, acaba sendo escalado à exaustão. É a dura realidade do futebol brasileiro.
Em suma: Não falta árbitro. Falta bom árbitro.
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