– Erros Perdoáveis e Erros Imperdoáveis

No futebol, existe muita teoria conspiratória. Numa mesma semana que o time é ajudado, torna-se prejudicado pela arbitragem. E a maior parte dos torcedores (dos fanáticos) crê piamente que o seu time leva o título de mais roubado em campo.

Bobagem. Os erros acontecem para todos e contra todos. A frequência deles varia: contra os grandes, menos; e por motivos simples: o peso da camisa, a força da torcida e o medo de retaliação posterior nos bastidores (isso a árbitros fracos). Para os clubes pequenos, também há erros, mas esses passam batidos pelo motivo óbvio de menor audiência e visibilidade.

Há basicamente 3 tipos de erros de um árbitro. Vamos usar um mesmo time para os 3 exemplos? O escolhido tem apelo popular: o Corinthians! Então segue:

1. O erro proposital, difícil de se detectar e que é por má fé. Já viu algum? É complicado afirmar e principalmente, provar. Corinthians x Boca Juniors apitado pelo paraguaio Carlos Amarilla tem esses indícios. Lances fáceis para árbitros iniciantes que foram mal interpretados por alguém experiente e que em condições normais nunca erraria. Lembrando ainda: oficialmente, a Conmebol não se manifestou e nem puniu o árbitro.

2. O erro de competência, que é pela capacidade e/ou incapacidade de um árbitro decidir. E aí o exemplo é fácil: Corinthians x Coritiba, onde o árbitro Péricles Bassols entendeu como faltoso um tranco normal aos 42 m do segundo tempo, em pleno Pacaembu. Sentiu a pressão, e na instabilidade emocional, decidiu errado. Acontece de vez em quando.

3. O erro de dificuldade, ocorrido com muita frequência. Quando o lance é de difícil interpretação ou visualização. Na última quarta-feira, na partida Luverdense x Corinthians, o atacante matogrossense domina uma bola com a mão e faz o gol, quando estava encoberto no lado direito pelo zagueiro corinthiano; portanto, ponto cego do árbitro Pablo dos Santos Alves, que estava atrás da jogada. O bandeira estava encoberto por um jogador que nada tinha a ver com o lance; portanto, ficou de mãos atadas. O que fazer?

O mais curioso de tudo é: nem todos os erros são evitáveis, mas em todos surgem dúvidas, críticas e intolerância. Não deveria ser assim.

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– Corinthians 1 x 0 Coritiba. Foi pênalti ou não?

Erro de arbitragem decide jogo ou não?

Pode decidir e pode não ser decisivo. Se um time sofre com uma má marcação de pênalti e sofre o gol com 1 minuto de jogo, tem outros 89 minutos para tentar reverter o placar (e isso não garante que conseguirá). Se o equívoco é no último minuto de jogo, aí o erro é fatal.

Foi o que aconteceu na partida entre Corinthians x Coritiba. Lucas Claro divide com Danilo em lance normal de tranco, e ele cai (o contato físico no futebol existe e as quedas são inevitáveis). Entretanto, o árbitro Péricles Bassols entendeu que o lance foi faltoso e marcou o pênalti (aos 42m do 2o tempo). Errou.

Aqui, não entenda como má fé. Péricles Bassols é árbitro FIFA há um bom tempo e mantém uma regularidade de partidas mal apitadas há tempos, pecando sempre tecnicamente. Erros como esse são, infelizmente, costumeiros. E isso prova algo triste: nossos FIFA’s de hoje (alguns) não são como os de antigamente…

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– Pênalti e Falta Vencida: aprendendo com Arsenal x Aston Villa

Essa questão vem de um amigo do Google Plus, o +ChuteColocado (que tem um ótimo site sobre futebol), sobre um lance incomum logo na abertura da Premiere League, nesse sábado. Veja:

Ocorreu um lance no jogo entre Arsenal x Aston Villa neste sábado pelo campeonato inglês. O goleiro do Arsenal cometeu pênalti, o árbitro nitidamente deu vantagem porque a bola sobrou para um outro jogador do Aston Villa que completamente sozinho bateu pra fora; neste momento o pênalti foi marcado. (…) Pergunta: o árbitro deu a vantagem, o jogador estava sozinho, sem marcação nenhuma e errou, mesmo assim ele pode voltar e marcar o pênalti? Afinal, a vantagem foi dada, o árbitro e ninguém do Arsenal tem culpa se o cara foi incompetente e errou”.

Vamos lá, funciona assim: existe vantagem em pênalti, mas dificilmente se dá pelo fato de que ter um tiro penal a seu favor muitas vezes é melhor do que simplesmente ter a posse de bola. Se uma infração é cometida no canto da grande área, com o atleta de costas, a vantagem é marcar o pênalti; se ele está na cara do gol, sofre a falta e o seu companheiro fica com a posse de bola com o gol escancarado, a vantagem é deixar o jogo seguir.

Entretanto…

Você pode marcar “faltas vencidas”, ou seja, aguardar alguns instantes para ver se a sequência da falta não marcada se tornou uma vantagem. Exemplo: se um jogador recebe a falta e seu companheiro corre em direção a bola para tentar armar um ataque, você aguarda a continuação da jogada e se existir domínio e sequência, a vantagem foi concretizada; mas se esse jogador se desequilibrar e não conseguir dar continuidade, você apita a “falta com atraso”, pois a vantagem não se concretizou por culpa do lance, não por culpa do jogador (ou seja: a bola era muito rápida, o adversário estava próximo, etc. – causas que fogem do atleta). Se o jogador domina a bola, mas por culpa dele (deficiência técnica, visão errada do jogo) ele perde a bola ou a chuta pra fora, não se volta atrás para marcar a falta.

Portanto, errou o juizão inglês ao voltar atrás e marcar o pênalti, pois ocorreu a vantagem e o atacante a desperdiçou por incompetência.

É por isso que muitas vezes o árbitro prefere marcar o tiro penal do que dar a vantagem: o medo de interpretar errado o lance, de não sair o gol e a lógica (nem sempre real) de que é maior a vantagem cobrar um pênalti do que tentar o gol com ela em jogo.

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– Lista Final da Comissão de Árbitros da FIFA: vergonha à CBF

Itália, Argentina, Alemanha e outras potências futebolísticas estão representadas na nova Comissão de Árbitros da FIFA. Vanuatu, Uganda, Finlândia, e outros países não tão fortes no cenário da arbitragem, também. E o Brasil ficou de fora de tudo ao que se refere a arbitragem internacional.

Que desprestígio! Das 28 nações representadas, não estamos figurando em nenhum comitê!

A nova comissão é a seguinte (extraída de http://www.refnews.com.br):

PRESIDENTE:

Jim BOYCE – Irlanda do Norte

Outros Membros:

ZHANG Jilong – China

Worawi MAKUDI – Tailândia

MEMBROS DE COMPETIÇÕES:

Carlos ALARCÓN – Paraguai

Badara SENE – Senegal

Jorge ROMO – Argentina

Peter MIKKELSEN – Dinamarca

Toru KAMIKAWA – Japão

Carlos BATRES – Guatemala

Tarek BOUCHAMAOUI – Tunisia

Lee HARMON Cook – Islândia

Ingrid JONSSON – Suécia

Jorge LARRIONDA – Uruguai

Jassim MANDI – Barein

Celestin NTAGUNGIRA – Ruanda

Alfredo TRENTALANGE – Itália

Terence BABWAH – Trinidad e Tobago (Comitê Medico)

MEMBROS DE DESENVOLVIMENTO:

Belaïd LACARNE – Algeria

Michal LISTKIEWICZ – Polônia

Ted HOWARD – EUA

Lambert MALTOCK – Vanuatu

Katriina ELOVIRTA – Finlândia

Jacqueline LELEU – Australia

Subkhiddin MOHD SALLEH – Malásia

Mike RILEY – Inglaterra

Oscar RUIZ – Colômbia

Hector VERGARA – Canadá

James SEKAJUGO – Uganda (Comitê Medico)

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– Muda tudo ou não muda nada na FIFA após o anúncio da nova Comissão de Árbitros?

Foram anunciadas mudanças na Comissão de Árbitros da FIFA, e de certa forma, elas são relevantes mundialmente e, talvez para nós, brasileiros, decepcionantes. Sairá o atual presidente da CA-FIFA, o espanhol Angel Maria Villar, além do seu vice Michael D’Hogge (eles eram os responsáveis pela escala dos árbitros nas competições internacionais). Para o lugar deles, foi anunciado o atual vice-presidente do Comitê Executivo da FIFA, o irlandês Jim Boyce, que esteve à frente da Internacional Board (o organismo que é o detentor maior das Regras do Jogo) por 12 anos.

Na prática, será Boyce quem escolherá os árbitros nos jogos da Copa do Mundo do Brasil em 2014.  Mas aí vem as novidades: para auxiliar o trabalho da Comissão de Arbitragem da FIFA, ela designa outros representantes das confederações. E os membros da Conmebol escolhidos para ajudar Boyce serão:

Carlos Alarcon (PAR), que há décadas escala os árbitros em competições da América do Sul;

Jorge Romo (ARG), dirigente maior da arbitragem da AFA que ficou 17 anos no poder e foi retirado do cargo após severíssimas críticas locais em 2009;

Jorge Larrionda (URU), ex-árbitro FIFA;

Oscar Ruiz (COL), ex-árbitro FIFA.

Para quem esperava algum nome brasileiro, frustração. Nosso momento político e técnico na arbitragem internacional parece ser ruim. O que fazer?

Em tempo – Mássimo Bussaca, que tanto esteve em evidência em nosso país durante a Copa das Confederações (e foi responsável pela designação dos árbitros para a citada competição) continua a frente do RAP (Referreing Assistance Programme), o programa desenvolvido para treinar / preparar os árbitros.

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– Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo e o Unfair Play da Rodada

Os 4 grandes clubes paulistas tiveram situações – sofridas ou provocadas – de falta de espírito esportivo em seus jogos. Vamos lá?

PALMEIRAS: o Valdívia tentava, insistia, irritava em tentar receber um cartão amarelo no jogo contra o Paraná Clube. O jogador desfalcará seu clube pois estará servindo a Seleção Chilena, e por já possuir dois cartões amarelos, queria receber o 3o e aproveitar o jogo seguinte de desfalque para cumprir a suspensão automática. O árbitro carioca Schenedeir, um dos maiores aplicadores de cartões do Brasil (vide seu histórico) não lhe dava o tão desejado amarelinho. Lembrei-me de um jogo em que Renato Gaúcho, jogando pelo Fluminense, se encontrava na mesma situação de Valdívia. E reclamou tanto com o árbitro Márcio Resende de Freitas, que o juizão acabou o expulsando. Hilário!

Em tempo- Valdívia recebeu o Cartão Amarelo, e segundo Flávio Zveiter (do STJD), o caso será avaliado como atitude antidesportiva e pode indiciar o palmeirense. Mas tantos jogadores fazem isso e nunca vi nem o Zveiter-pai ou o Zveiter-filho procederem assim…

SANTOS: Montillo esteve em má fase no Peixe, e enfim tem conseguido jogar bem nas últimas partidas. De bom caráter e de boa passagem no Cruzeiro, ao enfrentar seu ex-clube no domingo, foi vaiado e ofendido por membros de uma Organizada.

Ué- o cara joga num time e vira refém dele? Torcedor guarda tanta mágoa assim? O que fez Montillo para ser odiado?

CORINTHIANS: No final do primeiro tempo, Emerson Sheik vai dividir a bola com o goleiro Wilson, e numa interpretação hollywoodiana dobra instantaneamente os joelhos na proximidade do mesmo. Simulação descarada, jogando a torcida contra o árbitro e dando péssimo exemplo. Acertou o árbitro goiano Elmo da Cunha ao não marcar pênalti (como tem goiano apitando, perceberam?). Mas o que esperar de jogador que vez ou outra agride seu adversário até mesmo com mordidas? Não há árbitro que goste do atacante corinthiano.

Aliás- no final do jogo, Sheik me lembrou Neymar, reclamando do calendário: não quer jogar no dia das mães ou no dos pais. Lembram-se que o ex-santista, após perder do Paulista de Jundiaí no Estadual deste ano em pleno Pacaembú, reclamou que a culpa era do “Domingo de Carnaval”?

SÃO PAULO: em fase ruim, nada ajuda. Contra a Portuguesa, pênalti perdido pelo Rogério Ceni, jogador marcando gol de mão bem anulado e um horroroso Rodízio de Faltas, algo incomum ao time do Morumbi. Em 12 minutos, 4 faltas em Souza, ex-tricolor.

A propósito- apesar do árbitro carioca Rodrigo Nunes de Sá ter ido bem (repararam que o presidente da CA-CBF, o goiano Antonio Pereira da Silva mudou os critérios? Paulista apitando clássico carioca e vice-versa? Eu apoio a iniciativa neste momento do torneio, pois dá rodagem ao juiz), ele falha na questão da postura disciplinar. Como jogadores lusos e sãopaulinos conversaram com ele! Se o jogo fosse mais difícil, teria se perdido.

Enfim: os clubes estão nervosos, as torcidas impacientes e a qualidade do futebol baixa. E com isso, dane-se o bom comportamento. Ou não?

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– E se o Time estiver comemorando com a Torcida e levar o Gol?

Essa questão vem do blog esportivo “Chute Colocado” (chutecolocado.wordpress.com): um lance inusitado e registrado pelas câmeras: no futebol amador paulistano, enquanto uma equipe comemora o gol, a outra dá a saída rápida e marca o seu gol, empatando o jogo.

Há certas condições para se observar numa situação assim. O árbitro validou o gol alegando que a “equipe estava comemorando com sua torcida e o adversário não precisa esperar”.

Está certo ele?

Veja um caso similar ocorrido em Jundiaí, com explicações da Regra de Jogo.

Ops: o link do gol está em: http://is.gd/d6iJVj

VALE GOL DE TIRO DE SAÍDA?

Esse post é fruto do bate-papo com o amigo Matias de Souza (colunista do Bom Dia), que, apesar de saber a resposta, perguntou:

Um time toma um gol e pega a bola, põe no meio e, na saída, chuta direto com um único toque em direção ao gol, sem tocar nem no goleiro. Vale o gol?

Vale.

Entendamos: o Reinício do jogo segue as mesmas normas do Início do Jogo (Regra 8 – Tiro Inicial e Reinício da Partida). Portanto, quando uma equipe leva um gol, o jogo só pode ser iniciado nas seguintes condições:

1 – Cada equipe deve ser formada PELO MENOS com 7 jogadores (no início do jogo, é normal que estejam 11 contra 11; mas no reinício, muitas vezes existem jogadores comemorando no banco com seus companheiros e treinadores, e/ou com a torcida). O árbitro deve ficar esperto com a contagem de atletas. Se tiver 7 do outro lado, tudo bem.

2 – Não pode existir atleta no campo adversário (quando há um gol e o time tenta dar a saída rápido, muitas vezes vemos um jogador do time contrário mais lento voltando. Aí, nem importa se há 7, 8, 9 ou 10 adversários do outro lado, o atleta que está voltando para o seu campo impede o reinício do jogo.

3 – Obrigatoriamente, o goleiro da equipe tem que estar no seu próprio campo (independente se está debaixo da trave ou tentando voltar para a sua área). – Rogério Ceni sabe disso…

Se essas condições forem respeitadas, tanto no tiro de saída e no reinício do jogo, vale gol direto!

IMPORTANTE: para início e reinício da partida, é obrigatório que o árbitro faça uso do apito. Não se pode iniciar ou reiniciar o jogo sem aguardar o som dele.

Hoje, se faz uma grande confusão com isso pelo seguinte motivo: antigamente, não valia gol direto, a bola deveria necessariamente ser tocada ou resvalada por companheiro ou adversário (GOL DIRETO significa chutar sem toque em companheiro ou adversário). Nos anos 90, a International Board aprovou a mudança da Regra. Desde então, vale o gol de um toque só, direto para o gol – exceto gol contra, já que a bola deve ser sempre tocada obrigatoriamente para frente (isso vale tanto para tiro de saída, reinício e pênalti). Isso VALIA também para o “bola ao chão”, que está na Regra 8, pois é um Reinício de jogo.

Porém, devido a discussão de que num lance de bola ao chão em que um time prometesse devolver a bola ao adversário, mas ao invés disso tentasse fazer um gol (isso era permitido), a Regra foi alterada há uns dois anos. Agora, vale gol direto de início da partida; de reinício da partida no meio de campo, mas não mais de reinício por bola ao chão. Se o atacante chutar para o gol num bola ao chão (e a bola entrar), será marcado tiro de meta.

Curiosidades da regra.

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– A Integração do Apito está coerente ou não?

Pense: para melhor aproveitamento dos árbitros, na hora de confeccionar as escalas, você deve entrosar um trio (ou quarteto, ou quinteto, ou ainda sexteto) de arbitragem, ou promover a integração de todas as regiões do país?

Digo isso pois leio a escala da próxima rodada do Brasileirão, e veja que curioso: no Mané Garrincha, neste sábado, teremos 8 estados da federação representados:

jogo: Botafogo (RJ) x Goiás (GO)

árbitro: Sandro Meira Ricci (PE)

assist1: Alessandro Rocha Matos (BA)

assist2: Emerson Augusto de Carvalho (SP)

4o árb: Ademário das Neves (DF)

adic1: Cleisson Pereira (MG)

adic2: Rafael Odílio dos Santos (MT)

Caramba! As passagens devem estar baratas, ou a logística da CBF está completamente maluca. Não seria melhor uma equipe de árbitros mais entrosada?

Se um time que treina a semana inteira sente muitas vezes dificuldade de entrosamento, imagine os árbitros que se encontram horas antes de uma partida, muitas vezes sem se conhecerem?

Todos os árbitros viajarão separados. Não poderia ser escalado um sexteto do mesmo estado, em busca de melhor rendimento?

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– A Covarde Agressão no Campeonato Amador de Jundiaí

Leio no ótimo site Esporte Jundiaí, do jornalista Thiago Batista de Olim, que uma confusão ocorreu na última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí, culminando em um bandeirinha necessitando ser internado no Hospital de Caridade São Vicente de Paula.

A que nível chegou o futebol da Terra da Uva?

O fato aconteceu na partida entre Ivoturucaia x União Sorocabana. Cledison Oliveira, treinador do Sorocabana, com apenas 15 minutos de jogo, agrediu Oscar de Paula Mariano (árbitro da LJF que estava trabalhando como Assistente).

Caramba… se o cara não aguenta ficar nem metade do primeiro tempo em campo, como pode ser “treinador de futebol”?

Um treinador deve ser líder fora de campo, transmitindo segurança, orientações e ensinando os atletas. Que péssimo exemplo!

Na Rádio Difusora, no programa Show de Bola, o José Marcelo, árbitro respeitado do Amadorzão, ventilou a possibilidade de uma greve geral nas próximas semanas, pedindo maior segurança. Concordo com o juizão, e digo mais: não é porque o Campeonato é Amador, que deva ser bagunçado! Os árbitros são amadores e trabalham de 2a a 6a (as vezes, até aos sábados), sem chance de treinarem e apitam por migalhas de reais. Os jogadores e treinadores também (embora, à boca pequena se fala sobre altíssimos salários recebidos por alguns – as vezes, maiores do que profissionais). Dessa forma, não se pode exigir muita coisa dos árbitros. Se o treinador questiona a competência do juizão e chega as vias de fato, não seria direito o árbitro fazer a mesma coisa sobre as “qualidades técnicas” do “professô”?

Claro que não vivemos na sociedade do “olho por olho, dente por dente”. Assim, neste mundo civilizado, DEVEMOS acabar com o péssimo comportamento de alguns no futebol amador da cidade de Jundiaí.

O treinador declarou ao mesmo Esporte Jundiaí que estava arrependido e que só dirigiria a equipe até o término da temporada. A Liga Jundiaiense o suspendeu por dois anos. Está errado: deveria ser eliminado do futebol, pois quem pratica tal ato selvagem, não serve para a família esportiva jundiaiense.

Que sirva de exemplo a todos na cidade, inclusive para a atenção da Prefeitura Municipal, promovendo maior efetivo da GM nos centros esportivos.

Se o futebol amador nas manhãs de domingo não serve para promover o lazer, por quê existir? Esse deve ser o centro da questão e uma reflexão a ser pensada.

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O treinador Cledison, na foto de Esporte Jundiaí

– O Melhor e o Mais Fraco da Arbitragem FIFA do Brasil perderão seus escudos.

A FIFA está cada vez mais rigorosa com seus testes físicos aos árbitros internacionais. E os brasileiros tem sofrido na mesma proporção de aumento da dificuldade.

Nesta 3a feira, duas baixas: Wilson Luís Seneme, que seria o árbitro brasileiro para a Copa de 2014 mas foi substituído no ano passado, além de Francisco Carlos Nascimento, o conhecido “Chicão de Alagoas”, que por dois anos pertenceu ao quadro internacional sem ter apitado uma partida sequer fora do Brasil, reprovaram nas provas oficiais e devem perder seus escudos. Guilherme Ceretta de Lima, aspirante-FIFA, também falhou.

Duas observações a serem feitas:

  • 1- A FIFA despreza a experiência dos árbitros e quer cada vez mais corredores em campo. Um árbitro já corre mais do que um jogador em campo há tempos (sem ter a mesma preparação que os clubes dão aos seus atletas, tampouco disponibilidade para treinos). Prefiro um árbitro veterano, que conhece os atalhos do campo e as manhas dos boleiros, do que um velocista iniciante. Quanto mais velho na carreira, mais competente é!
  • 2- São Paulo possuía 3 árbitros respeitados na FIFA (dos 10 que compõe a lista): Sálvio Spínola, Wilson Seneme e Paulo César Oliveira. Com o abandono de carreira do Sálvio, a região Nordeste herdou o escudo. Com a reprovação de Seneme (e do aspirante Ceretta), a Federação Paulista de Futebol passará por um vexame, pois terá um único representante: PC. Um ineditismo ruim da arbitragem do estado de São Paulo, desde que a lista internacional permitia 10 nomes.

Fico pensando: será que o Sindicato dos Árbitros de SP e a Cooperativa dos Árbitros, entidades irmãs e dirigidas por pessoas que trabalham na Federação Paulista de Futebol (mesmo entendendo que, particularmente, isso seja uma incompatibilidade de cargos gritante), lutarão por essas vagas perdidas?

Meu grande medo é: independente quais árbitros que assumam a vaga, que a escolha não seja por meritocracia, mas sim por interesse político e instrumento de barganha e agrado às federações no processo eleitoral que a CBF passará.

Aliás… será que não corremos o risco da FIFA reduzir o quadro brasileiro, cortando essas vagas?

O que você acha disso? Deixe seu comentário:

Abaixo, matéria extraída de: http://www.espn.com.br/noticia/347166_dois-arbitros-brasileiros-falham-em-teste-fisico-e-perderao-escudo-da-fifa?timestamp=1375813708576

DOIS ÁRBITROS BRASILEIROS FALHAM EM TESTE FÍSICO E PERDERÃO ESCUDO DA FIFA

Esta terça-feira foi de teste físico para os árbitros e assistentes da lista FIFA, além dos aspirantes. Os principais árbitros do país se reuniram no Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, em São Paulo, para avaliarem o condicionamento físico necessário aos que desejam fazer parte do quadro de arbitragem do principal órgão que controla o futebol.

O teste físico é apenas uma etapa para os árbitros e assistentes, que também passarão por uma avaliação técnica e teórica. A carga é intensa com seis tiros de 40m e 24 tiros de 150m. Aqueles que não conseguem finalizar os exercícios estão automaticamente eliminados. Foram os casos de Wilson Luiz Seneme e Francisco Carlos Nascimento, que deixarão a lista da Fifa na próxima atualização, além de Guilherme Ceretta de Lima e Márcio Chagas da Silva, que não conseguiram entrar para a seleta lista. No feminino, Daniela Coutinho Pinto, que já esteve como árbitra da Fifa, também não resistiu aos tiros de 150m.

Francisco Carlos Nascimento mal começou as atividades e abandonou a avaliação logo nos primeiros tiros de velocidade, em que os árbitros devem correr 40m. Ele sentiu um problema na coxa e não pode continuar os testes. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Eu nunca tive problemas nos testes físicos. Eu venho me preparando, mas tive um estiramento”, declarou o juiz de futebol. “Agora tem que ver com os médicos”, encerrou.

O treinamento é dado pelo Programa de Assistência a Arbitragem da Fifa (RAP). O argentino Cristian Rosen foi o representante da entidade e responsável pela avaliação dos brasileiros.

O paulista Paulo Cesar de Oliveira avançou na etapa física, mas teve que suar a camisa. “Foi difícil como sempre”, resumiu. “Tem que estar bastante preparado, principalmente com o Campeonato Brasileiro em andamento. Fica apertado o treinamento, ainda mais no Brasil, que tem a extensão de um continente e estamos sempre viajando”, acrescentou.

O árbitro de São Paulo enfrentou dificuldades na preparação, mas conseguiu superar os testes. “Eu esperava esse teste mais para o final do mês ou começo de setembro. Tive que fazer um trabalho forte de recuperação durante a Copa das Confederações, porque tive uma lesão. Por isso, essa aprovação é motivo de muita felicidade”, explicou.

“Tudo que a gente faz, na parte física, técnica, teórica e na parte emocional, é para ter um bom resultado no campo de jogo. O futebol brasileiro merece”, afirmou Oliveira, que também passa por duas avaliações com a Federação Paulista de Futebol (FPF) e com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “O preparo do árbitro é muito similar ao que os jogadores fazem”, encerrou.

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– Vale Gol de Tiro de Saída?

Esse post é fruto do bate-papo com o amigo Matias de Souza (colunista do Bom Dia), que, apesar de saber a resposta, perguntou:

Um time toma um gol e pega a bola, põe no meio e, na saída, chuta direto com um único toque em direção ao gol, sem tocar nem no goleiro. Vale o gol?

Vale.

Entendamos: o Reinício do jogo segue as mesmas normas do Início do Jogo (Regra 8 – Tiro Inicial e Reinício da Partida). Portanto, quando uma equipe leva um gol, o jogo só pode ser iniciado nas seguintes condições:

  • 1 – Cada equipe deve ser formada PELO MENOS com 7 jogadores (no início do jogo, é normal que estejam 11 contra 11; mas no reinício, muitas vezes existem jogadores comemorando no banco com seus companheiros e treinadores). O árbitro deve ficar esperto com a contagem de atletas. Se tiver 7 do outro lado, tudo bem.
  • 2 – Não pode existir atleta no campo adversário (quando há um gol e o time tenta dar a saída rápido, muitas vezes vemos um jogador do time contrário mais lento voltando. Aí, nem importa se há 7, 8, 9 ou 10 adversários do outro lado, o atleta que está voltando para o seu campo impede o reinício do jogo.
  • 3 – Obrigatoriamente, o goleiro da equipe tem que estar no seu próprio campo (independente se está debaixo da trave ou tentando voltar para a sua área). – Rogério Ceni sabe disso…

Se essas condições forem respeitadas, tanto no tiro de saída e no reinício do jogo, vale gol direto!

IMPORTANTE: para início e reinício da partida, é obrigatório que o árbitro faça uso do apito. Não se pode iniciar ou reiniciar o jogo sem aguardar o som dele.

Hoje, se faz uma grande confusão com isso pelo seguinte motivo: antigamente, não valia gol direto, a bola deveria necessariamente ser tocada ou resvalada por companheiro ou adversário (GOL DIRETO significa chutar sem toque em companheiro ou adversário). Nos anos 90, a International Board aprovou a mudança da Regra. Desde então, vale o gol de um toque só, direto para o gol – exceto gol contra, já que a bola deve ser sempre tocada obrigatoriamente para frente (isso vale tanto para tiro de saída, reinício e pênalti). Isso VALIA também para o “bola ao chão”, que está na Regra 8, pois é um Reinício de jogo.

Porém, devido a discussão de que num lance de bola ao chão em que um time prometesse devolver a bola ao adversário, mas ao invés disso tentasse fazer um gol (isso era permitido), a Regra foi alterada há uns dois anos. Agora, vale gol direto de início da partida; de reinício da partida no meio de campo, mas não mais de reinício por bola ao chão. Se o atacante chutar para o gol num bola ao chão (e a bola entrar), será marcado tiro de meta.

Curiosidades da regra.

*IMPORTANTE: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM

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foto extraída da matéria do jornalista Thiago Batista de Olim (Esporte Jundiaí)

Em: http://www.esportejundiai.com/2013/07/serie-liga-jundiaiense-jogo-no-romao.html)

– A Burra Expulsão do Jogador do Paulista

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicas contra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

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– Decisões Difíceis para a Arbitragem em Corinthians 2 x 0 Grêmio

A vida de juiz de futebol e de bandeirinha realmente é ingrata. Apesar de Alício Pena Júnior e seus assistentes terem feito uma boa partida no Pacaembu, ontem, pelo Brasileirão, os 2 únicos lances de alta dificuldade no jogo ocorreram justamente nos gols corinthianos. Vamos discuti-los?

1o GOL: Emerson recebe uma bola supostamente na mesma linha do último zagueiro (e, portanto, penúltimo adversário). Ele a domina e faz o gol. O time gaúcho não reclama de impedimento e o jogo segue. Mas na imagem da TV, após algumas análises, chega-se a conclusão: impedido por um pedaço de ombro! Difícil para o comentarista da televisão e mais ainda para o bandeira no2, já que é impossível para o árbitro decidir se o lance é legal ou não.

2o Gol: Paulo André, após a cobrança de escanteio, toca para o gol. A bola desvia em um gremista e vai entrando. Alexandre Pato está em suposta posição de impedimento e corre para a bola, a fim de colocá-la para o gol em definitivo e a toca. Gol válido ou não?

Aqui, duas dificuldades: Pato estaria impedido ou não; e se estava, se tocou antes da bola ultrapassar a linha de meta ou não?

Discuta:

– Paulo André tentou o gol, ou tentou o toque para Pato?

A1- Se tentou o toque para Pato (imagino que não tentou), ele estava em posição de impedimento, mesmo com o desvio do adversário (desvio não tira impedimento). Se Pato tocou na bola antes dela ultrapassar a linha de meta em sua totalidade (isso vale com ela rasteira ou pelo ar), o gol é ilegal pois Pato passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Se a bola entrou totalmente antes do seu toque, o gol é legal pois após a bola ultrapassar a meta o jogo está paralisado automaticamente aguardando o reinício da partida.

A2- Se tentou o gol direto (hipótese mais provável), na interpretação que a FIFA orientava antes de 2013, o gol seria irregular (caso Pato tenha tocado antes da bola entrar). Hoje, com a nova orientação da FIFA, o gol é válido. Vamos entender?

A.2.1 – Antes de 2013: Alexandre Pato estava em impedimento passivo no momento da cabeçada de Paulo André, e ele fica em impedimento ativo por tirar vantagem de uma posição irregular, ou seja: a bola não era para ele, mas sobrou para ele, já que desvio de adversário não tira impedimento.

A.2.2 – Depois da Nova Orientação (Hoje): Alexandre Pato não está em impedimento, já que um jogador adversário ao disputar e cabecear a bola, cria um novo momento do jogo (antes, só não seria impedimento se o toque fosse deliberado; agora, se esse adversário disputar a bola e desviar, também não é impedimento).

Atenção: desvio por resvalão involuntário, rebote de goleiro e outras situações continuam não tirando o impedimento. Mas desvio por adversário que disputa uma bola, sim!

Portanto, independente se Pato tocou ou não na bola, ele não estava em posição de impedimento, de acordo com a Nova Interpretação da FIFA, mal divulgada entre jogadores, árbitros e jornalistas (levando a crer que Paulo André tentou o gol, já que a situação hipotética de que tentou o toque para Pato foi meramente ilustrativa).

Decidir isso em fração de segundos é complicado, não? Em próximo texto, explicarei com vídeos ilustrativos o “antes” e “depois” da mudança da orientação da Regra 11.

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– SCCP x SPFC: como foi o árbitro?

Boa atuação do árbitro Rodrigo Guarizzo do Amaral, na partida envolvendo Corinthians x São Paulo pelo Brasileirão.

O árbitro correu bastante, esteve muito bem posicionado e soube ser discreto, levando boa nota fisicamente.

A partida não exigiu muito e ele soube permitir o jogo fluir, não marcando as ditas “faltinhas desnecessárias”. Mas quando ocorreram lances um pouco mais dificultosos, tecnicamente também foi bem. Em especial, no segundo tempo, num pênalti inexistente de Miranda em Pato, acertou ao mandar seguir o lance.

Disciplinarmente, aplicou os cartões com correção, mantendo o mesmo critério, embora os microfones da TV tenham captado reclamações (injustas) do Corinthians nesse quesito.

Um ponto positivo foi saber acalmar os ânimos quando a dupla Wellington e Fabrício se estranhou com Ralf e Guerrero. Ali, soube conter os atletas e mostrou domínio da partida.

Um erro cometido foi quando o comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, disse que era um árbitro novo. Errado, Guarizzo tem quase 20 anos de carreira, foi lançado na época do presidente da CEAF José Manuel Evaristo e costumeiramente trabalha na série A1 do Paulistão. No Brasileirão, realmente foi seu jogo mais importante até então.

Enfim: regularidade e controle emocional (além da competência) foi a marca de ontem. Parabéns ao árbitro.

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– A Covardia contra Rogério Ceni

Vejo muita gente ansiosa em contabilizar 100 gols sofridos por Rogério Ceni em jogos contra o Corinthians (o que pode acontecer neste domingo).

Bobagem. Ele já marcou mais de 100 gols na carreira; essa sim é sua marca impressionante! Se ele está a vida profissional inteira disputando por um time contra outros, é natural tal marca negativa também.

Claro que há muita gente que não gosta do Rogério. Eu trabalhei em jogos dele em 10 oportunidades como 4o árbitro. Ele é muito chato, e ao mesmo tempo, extremamente profissional. Mas o respeito, pois ele é competentíssimo!

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– Jogões de 4a feira! Qual você escolhe?

E hoje só tem jogo interessante. Qual escolher?

CRAC x Santos: tudo bem que o adversário do Peixe não é o favorito, mas será que o time de Catalão/GO irá desclassificar a equipe da Vila Belmiro da Copa do Brasil? Seria um vexame! A arbitragem será de Wagner Reway, aspirante a FIFA, cuja atuação no jogo entre Sport x Palmeiras ainda é lembrada negativamente.

Atlético Mineiro x Olímpia: eu boto fé que, apesar da vantagem do time paraguaio (que é uma equipe bem montada), o Galo irá pelo menos igualar o placar de Assunção. Arbitragem de Wilmar Roldán, o “Castrili colombiano”, que hoje é um dos melhores (e mais rigorosos) juízes da América do Sul.

São Paulo x Internacional: Mais uma batalha para o Tricolor. Será que conseguirá quebrar a série de péssimos resultados? Se perder outra, o rebaixamento se tornará mais concreto! Aqui, um detalhe: apitará o goiano André Luiz de Castro. Depois que o Antonio Pereira da Silva assumiu a CA-CBF, toda rodada tem ao menos um trio de Goiás nas escalas.

Bayern x Barcelona: oh-oh… amistoso do clube que joga o futebol mais bonito em 2013, agora com Pepe Guardiola, contra o time que foi montado pelo próprio Guardiola e que encantou o mundo – com Messi e Cia. Arbitragem não divulgada (ao menos, não a encontro na Internet). Mas você acha que tal jogo é obrigação ou prazer para o juizão?

E se você pudesse escolher um só jogo para assistir, qual escolheria? Melhor ter várias TVs ligadas para não perder nenhum lance…

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– Clubes e Liga querem bom comportamento do torcedor nos EUA

O New York Red Bulls, da Major League Soccer (a 1a divisão de futebol dos EUA) quer pagar 500.00 dólares às suas 3 torcidas organizadas, a fim que elas não xinguem a torcida adversária. E se por 4 partidas seguidas os torcedores demonstrarem o bom comportamento, o clube pagará um bônus de 2,000.00 dólares!

Outro clube, o Real Salt Lake, já proíbe faixas ofensivas às equipes visitantes, bem como punições a torcedores que transgridam o comportamento respeitoso.

Mas uma curiosidade: a iniciativa do fair-play nas arquibancadas não surgiu dos clubes, mas da MLS. No ano passado, a Liga resolveu multar atletas que simulassem faltas, a fim de não elevar os ânimos da torcida (independente da decisão do árbitro estar correta ou não). E mais: a partir da próxima temporada, irá punir os clubes que pressionarem os árbitros antes, durante ou depois das partidas, incluindo jogadores, comissão técnica e representantes das equipes, seja por reclamações durante os jogos ou manifestações de seus torcedores nas arquibancadas.

O propósito já declarado pela Major League Soccer com essas medidas é: atrair mais público, pois um esporte bem educado é desejado pelo torcedor norte-americano, já acostumado com a rigidez das regras impostas pelo baquete e pelo futebol americano, através da NBA e NFL.

Detalhe: lá a média de público da última temporada foi a 8a maior do mundo: 18.845 pagantes. Aqui no Brasileirão, foi de 12.971 (a 18a).

Parece que os EUA, embora sem tantos títulos como o Brasil, está andando no caminho certo do futebol. E nós, onde a cultura do futebol em xingar o árbitro e encarar o torcedor adversário como inimigo parece estar intrínseca em alguns pobres de espírito: o que fazer?

(informações extraídas de ESPN.com , Sports Illustrated e MLSSoccer.com)

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– Pitacos da Rodada Futebolística

Na Vila Belmiro, um jogo legal para se assistir com boa arbitragem de Leandro Pedro Vuaden: Santos e Coritiba jogaram para frente, nada de retranca e bom futebol mostrado. O placar de 2 x 2 foi justo. Alex, mesmo veterano, mostra que está em forma, e a garotada do Santos também foi bem, embora, sejamos justos: tirando a defesa, o ataque do time ainda está muito verde.

Verde? Lembrei do Palestra: o Palmeiras ganhou do Figueirense lá em Santa Catarina, e o chileno Valdívia mais uma vez jogou bem. Foi a sua terceira partida seguida e o Verdão mostrou bom futebol, tendo ainda perdido um pênalti (que não deveria ser marcado pelo árbitro capixaba Marcos da Penha, pois Valdívia se jogou). Para a série B, está bom. Mas se estivesse na série A, esse time faria água.

Citei “água” e, por causa dela, temos que fazer a observação: e o lago criado no Durival Brito (Estádio do Paraná Clube), onde jogaram Atlético Paranaense x Corinthians? Ricardo Marques Ribeiro, o árbitro da partida, não teve peito para suspender o jogo. Quanto custou o passe do Alexandre Pato? Imaginaram se ele torce o pé num buraco em meio as poças? Prejuízo na certa. E nem precisa preservar jogador por ele custar caro – a saúde dos demais atletas, a qualidade do espetáculo e o respeito ao torcedor: tudo isso tem que ser levado em conta. É claro que o juizão não adiou a partida pois a orientação da CBF é que se realize o jogo na marra, pois não há datas disponíveis na tabela.

Falando em datas disponíveis, daqui a alguns dias o São Paulo irá excursionar na Europa e jogará contra o Bayern Munich! Na draga que o Tricolor do Morumbi está, pode ser goleado impiedosamente. Lembrando do vexame de sábado: perdeu de 3 x 0 do Cruzeiro (ótima atuação de Heber Roberto Lopes, que está bem magrinho). Aliás: a diretoria do SPFC realizou um churrasco na sede social com a Torcida Independente e outros sócios para amenizar a crise. Duas observações: a primeira irônica- “agora vai fugir do rebaixamento” e a segunda: “de Independente, só o nome da Organizada…”.

Já que citamos o rebaixamento, o Vasco com elenco de salário atrasado ganhou do Fluminense de salário milionário. Destaque positivo para o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que expulsou corretamente Fred, que foi o destaque negativo. Para quem não viu, o centroavante da Seleção Brasileira deu uma cotovelada no adversário. Que coisa feia!

Feio mesmo é o público dos jogos da Copa Paulista. Caramba… futebol deficitário, feio, capenga e sem entusiasmo. E o que fazer?

Por fim: e o Paulista FC na Copa de nome homônimo? Que pena… o Galo Ituano ganhou do Galo Jundiaiense. Tomara que se recupere, torço muito para o treinador Ricardo Diabo Loiro. E confesso aqui: eu tinha 9 anos quando, na década de 80, o Paulista disputava o acesso para a 1a divisão e contra o Palmeiras de São João da Boa Vista (que apesar do nome joga com o uniforme das cores do Corinthians), o centroavante do tricolor da Terra da Uva marcou um gol nos acréscimos do 2o tempo, levando o lotado Jayme Cintra à loucura e passando de fase. Foi esse o meu primeiro jogo inesquecível!

Enfim: Torcedores organizados da “La Doce”, a Organizada do Boca Juniors, brigaram entre si com saldo de mortes. Tudo em busca da chefia da facção portenha… triste, são imbecis que levam a violência e o ódio ao esporte. Em tempos de visita Papal, com um sucessor argentino de Pedro, poderiam ter outro comportamento…

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– Pitacos sobre a arbitragem de Corinthians 2 x 0 São Paulo

Ótima atuação de Paulo César de Oliveira na final da Recopa Sulamericana. O árbitro mostrou como é conduzir uma partida com jogadores experientes e nervosos.

Gostaria de destacar Emerson Sheik. O atleta provoca os adversários; consequentemente, apanha deles. Porém, encena com uma perfeição ímpar suas quedas, tornando difícil a decisão do árbitro. E PC foi muito bem nas jogadas que envolveram o corinthiano. Em determinado momento, conversou ao pé-da-orelha do atleta e o advertiu verbalmente.

É isso aí! Bem diferente do jogo de ida, onde o árbitro Ricardo Marques Ribeiro se perdeu completamente no relacionamento dos jogadores.

Arbitragem a parte: e o São Paulo, hein? Que coisa… situação lamentável!

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– Explicando o Pênalti de Wellington em Escudero na partida Vitória 3 x 2 São Paulo

Um pênalti polêmico marcado no Barradão neste domingo, na partida entre Vitória 3 x 2 São Paulo. Foi ou não?

Vamos lá: há uma trombada e braços abertos do jogador do time paulista contra o do jogador baiano. Para discernir, temos que lembrar: no futebol, existe casualidade e imprudência.

  • CASUALIDADE é o lance de acidente de trabalho. Por exemplo, quando um atleta salta para disputar a bola com seu oponente e ao cair pisa na perna do seu adversário, contundindo-o. Não é infração, é azar.
  • IMPRUDÊNCIA é uma das 3 avaliações que o árbitro deve fazer ao marcar a falta (1: imprudência – sem cartão /// 2: temeridade – com cartão amarelo /// e 3: força excessiva – com cartão vermelho). Ser imprudente na linguagem da Regra do Jogo é disputar uma bola desatento, distraído, sem levar em conta que pode atrapalhar um adversário, mesmo sem ter tido intenção de fazer uma falta.

O jogador Escudero do Vitória está no alto, disputando a bola. Wellington corre e quando está próximo do adversário, percebe que vai trombar com ele e coloca as mãos para amenizar o choque. É o clássico lance de imprudência.

Pênalti bem marcado, que não merecia cartão amarelo. E você, marcaria ou não?

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– Análise da Arbitragem de São Paulo x Corinthians, Recopa, jogo de ida

Péssima arbitragem de Ricardo Marques Ribeiro. Não teve influência nenhuma no resultado, nem errou lances capitais. Mas irritou, amarrou, picou e se acovardou no jogo desta quarta-feira, pela primeira partida da Recopa Sulamericana entre São Paulo x Corinthians.

No jogo, não tivemos polêmica. O problema é que a cada disputa de bola mais forte dos jogadores, o árbitro marcava falta. Não deixou o jogo rolar, considerando tudo como infração. E os jogadores, aproveitando-se da debilidade do árbitro, não colaboraram, tentando tirar proveito disso.

Podemos avaliar o árbitro em 4 tópicos:

1- Tecnicamente, Ricardo Marques foi mal, considerando tranco legal como falta e não distinguindo carrinhos leves na bola com os no adversário (sorte que não tivemos lances faltosos na área).

2- Disciplinarmente, também foi mal, sem critério na aplicação de cartões.

3- Emocionalmente, péssimo, pois ao parar tanto o jogo e ter que “dar satisfação em diversas reclamações aos atletas”, mostrou-se frágil.

4- Fisicamente, ótimo; mas que de nada adiantou.

Isso vem ratificar o que há anos os formadores de árbitros pecam no Brasil: querem atletas que tenham velocidade em campo, não talentosos árbitros que tenham vocação no ofício. A designação dos escudos da FIFA avacalhou-se; há vários árbitros sem condições e que, talvez por motivação política, chegam à honraria.

Falamos dias atrás do risco de má atuação de Ricardo Marques Ribeiro para este jogo no blog do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia, em: http://is.gd/RecopaBomDia, e repito a impressão que tenho dele, publicada no post citado, quando soube da sua escala: me surpreendi com a escolha do mineiro Ricardo Marques Ribeiro, já que embora seja da FIFA, não é respeitado como ‘árbitro de ponta’ e nem tem apitado grandes jogos. “.

Infelizmente, a expectativa ruim se confirmou. De bom da arbitragem, somente os bandeiras Kleber Lúcio Gil e Marcelo Van Gassen, perfeitos em suas marcações.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– A Escolha dos Árbitros para as finais da Recopa Sulamericana

O jornalista Jorge Nicola, em sua coluna sobre “Bastidores do Futebol” no Diário de São Paulo / Rede Bom Dia (ed 25/06, pg23), publicou que São Paulo e Corinthians travavam uma briga pela escolha da nacionalidade dos árbitros para apitarem os jogos finais da Recopa Sulamericana. O Tricolor queria estrangeiros; o Timão, brasileiros. Eis que a escala saiu: Ricardo Marques Ribeiro e Paulo César de Oliveira.

A discussão vem a tona pois nos recentes confrontos entre São Paulo x Atlético Mineiro pela Libertadores houveram escalas de árbitros estrangeiros, a pedido do presidente atleticano Alexandre Kalil. Também o Corinthians lamentou a escala de Carlos Amarilla na mesma fase, devido aos erros de arbitragem.

Em suma: tanto São Paulo e Corinthians se sentiram desprestigiados pela CONMEBOL. Agora, teria o Corinthians sido mais forte nos bastidores, ou a Comissão de Árbitros Sulamericana não levou em conta nenhuma solicitação e escalou árbitros brasileiros por achar que eles seriam a melhor opção? Ainda: mudou o critério da entidade, já que antes eram árbitros estrangeiros (que foram bem) em jogos domésticos?

Quanto a escala dos árbitros: me surpreendi com a escolha do mineiro Ricardo Marques Ribeiro, já que embora seja da FIFA, não é respeitado como “árbitro de ponta” e nem tem apitado grandes jogos. Já Paulo César de Oliveira é experiente, bom árbitro, embora esteja há algum tempo sendo preterido das partidas mais importantes.

E você, gostou dos juízes escolhidos? Deixe seu comentário.

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– Brasil 3 x 0 Espanha. E se tivéssemos Jogo de Volta?

Vitória por 3 x 0 sempre é um placar incontestável. E o Brasil conseguiu esse score com muita entrega, motivação e bom futebol.

Mas… calma lá! Encontramos o caminho, Felipão conseguiu o que Mano Meneses não houvera feito (ter um time definido) e a torcida voltou a sentir orgulho da Camisa Amarela; porém, o futebol arte precisa ainda ser buscado.

Lembremo-nos que o Brasil inibe o adversário com antijogo no meio-campo: faltas táticas que não permitem que o adversário jogue, que são eficazes mas contestadas (e Iniesta observou bem isso). Com um árbitro mais rigoroso, poderíamos ter maior número de cartões e por conseguinte alguma expulsão.

Nossos laterais ainda não convenceram: o Daniel Alves do Barcelona ainda não se mostrou em campo, não tem a mesma regularidade que costuma ter na Catalunha. Marcelo mostra marra dentro e fora de campo, e em alguns momentos mostra certa arrogância. Oscar ainda não é unanimidade, embora tenha jogado melhor nas últimas partidas.

O dopping psicológico foi bacana; deve ser assim na Copa do Mundo. E depois?

O árbitro Bjorn Kuipers foi bem, embora um ou outro cartão amarelo (a Oscar, por exemplo), foi trocado por advertência verbal. Quase fugiu das suas características quando começou a usar esse expediente (o de conversar), mas durante a partida engrenou. Sem lances polêmicos.

O jogo se tornou difícil para a arbitragem em alguns momentos justamente pela surpresa do selecionado espanhol, a certo ponto assustado pelo abafa da Seleção Brasileira e reclamando em demasia. O gol no início ajudou para que o Brasil tivesse tranquilidade. Me pareceu nesta final (e em outras partidas) que o nível de concentração da Seleção é muito maior do que os adversários no início do jogo, tirando proveito em gols. Isso é bom.

Fico curioso: e se existisse um ilusório “jogo de volta”, em Madrid, no próximo domingo? Qual seria o placar?

Entrega da premiação ao vice é um “mico”. Se fosse ao Taiti, festa e aplausos. Mas Argentina ou Espanha, seria esse clima de velório mesmo. Chega a ser humilhante para o perdedor ver a festa do seu algoz.

Enfim, merecidamente o Brasil é campeão da Copa das Confederações. Parabéns ao Scolari. Há menos de um ano, sem elenco, era rejeitado e se afundava com o Palmeiras à 2a divisão. Com time selecionável e suas estratégias psicológicas (além da competência em administrar egos e estrelas), novamente consegue um título.

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– O que esperar do árbitro holandês na final da Copa das Confederações?

A FIFA se tornou previsível. Na última semana, em nossa coluna no Bom Dia / Diário de São Paulo (post de 24/06), fizemos a projeção dos árbitros para as semifinais e final da Copa das Confederações. E neste exercício de lógica, acertamos (vide em: http://is.gd/ArbitrosBomDia).

Utilizamos a expectativa de que a FIFA não arriscaria nas escalas devido a má atuação do árbitro uzbeque na partida entre Brasil x Itália. Assim, colocaria árbitros que conhecessem as equipes nas semifinais. Dessa forma, o chileno Enrique Osses foi escalado para o clássico sulamericano e o inglês Howard Webb para o confronto europeu; tal escala já os eliminariam da finalíssima. Como a decisão entre Brasil x Espanha não pode ser um jogo para testar, o árbitro argelino estaria fora. O representante português idem, após arbitragens apagadas. E como o japonês Nishimura não correspondeu às últimas atuações, sobraram o árbitro argentino Diego Abal e o holandês Bjorn Kuipers. Como o juizão da Argentina não é do mesmo nível do seu colega da Holanda, deu Kuipers.

O árbitro deste domingo tem muitos jogos importantes em seu curriculum recente: trabalhou na semifinal entre Mazembe x Internacional no Mundial de Clubes 2010; apitou vários jogos da Champions League em 2011, 2012 e 2013; esteve na final da Eurocopa entre Itália x Espanha em 2012; foi o árbitro da final da Europa League entre Chelsea x Benfica em 2013 e estará atuando na sua segunda final de competição internacional deste ano em sua carreira. Na Copa das Confederações, apitou Uruguai 2 x 1 Nigéria. Ou seja: vem credenciadíssimo.

Suas características são excelentes: é bom fisica, tecnica e disciplinarmente. Mas algo chama a atenção: é um “Colina às avessas” no relacionamento com os atletas. Para quem não lembra, Pierluigi Colina, árbitro da final da Copa do Mundo de 2002, se notabilizava por conversar bastante com os atletas, muitas vezes até em excesso, explicando suas decisões. Esbanjava simpatia. Já o holandês Bjorn Kuipers é sisudo; apita os lances e dá as costas para o jogador que tenta conversar com ele; se ele dá a atenção para o atleta, é para punir por reclamação.

Será que a FIFA ficou preocupada com o comportamento dos atletas nas semifinais? Penso que sim em relação a Brasil x Uruguai, mas não foi isso que determinou a escala de domingo, mas a competência do árbitro da Holanda.

Fica a dica aos brasileiros: sem catimba, simulação ou reclamação excessiva, pois serão infrações punidas. Além do que, como a Seleção costuma fazer faltas táticas em excesso no meio de campo (característica de toda equipe dirigida por Luís Felipe Scolari), o risco de cartões é alto. Mais: lembremo-nos que o comportamento dos atletas espanhóis foi exemplar na partida entre Espanha x Itália; portanto, que a Seleção Brasileira procure apenas jogar futebol.

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– Análise da Arbitragem de Enrique Osses no jogo Brasil 2 x 1 Uruguai. Como foi o árbitro?

Enrique Osses correu bastante no jogo desta tarde no Mineirão. Posicionou-se muito bem e acertou os lances técnicos. Em jogadas de tranco, não marcou nenhuma faltinha, daquelas que estamos acostumados nos campeonatos regionais. Mas não foi tão bem na parte disciplinar. Vamos aos lances?

No começo do jogo, David Luiz infantilmente agarra Lugano na área. E é agarrão mesmo, que gira-e-derruba o adversário. Pênalti indiscutível. Aqui, sou levado a crer que David Luiz estava pilhado pelas declarações provocativas pré-jogo do uruguaio e não se controlou. Acertou o árbitro na marcação.

Porém, a defesa de Júlio César foi irregular. Explico: na cobrança de pênalti, o goleiro pode se mexer para os lados a qualquer momento; mas para frente, só após o adversário tocar na bola. Pela dificuldade em se manter sobre a linha na hora do impulso, permite-se o movimento natural de um pequeno passo para frente. É como se fosse uma “adiantada permitida”. O problema é que Júlio estava com os dois passos a mais ou menos meio metro na hora que Forlán cobra. Como a distância entre o goleiro e a bola foi menor que os 11 metros regulamentares, e ele defendeu, deveria mandar voltar a cobrança.

Quase no final do 1o tempo, Luís Gustavo deveria ser expulso por atingir Rodriguez, e só levou cartão Amarelo. Numa disputa de bola, o brasileiro ergueu o pé exageradamente e de maneira forte, atingido o uruguaio no peito. Repare que não foi um movimento de disputa de bola, afinal, depois que ela passa, Luís Gustavo continuou a erguer o pé. E como a regra diz textualmente, “força excessiva” é para cartão Vermelho.

Aos 45m, falta normal do mesmo Rodriguez em Neymar. Mas o atacante caiu como se fosse atropelado. É isso que irrita, pois houve a falta de jogo, sem necessidade de cartão. A simulação de que foi mais forte do que realmente ocorreu faz com que os adversários o critiquem – e com razão.

Logo no 1o minuto do segundo tempo, Max Pereira acertou Hulk próximo a lateral. E nem levou cartão! Aos 75m, Marcelo fez falta idêntica em Cavani, e acabou levando a advertência. Esse foi o problema do árbitro: não manter um critério uniforme de distribuição de cartões.

Uma observação: na etapa final, os trancos legais foram numerosos, sempre praticados pelos uruguaios e derrubando os brasileiros. Mas por quê os brasileiros também não fizeram uso de tal artimanha?

Aos 83m, mais uma situação desnecessária: Gonzales foi substituído, e fala algo aparentemente provocativo para Neymar, que está pronto para cobrar um escanteio; o brasileiro manda beijinho para o adversário, retribuindo a provocação. Profissionais não podem fazer isso.

No final do jogo, com ambas equipes abusando do unfair-play, Neymar disputa a bola com Gargano; o uruguaio abre os braços e Neymar simula ter levado uma cotovelada. O árbitro marca a simulação, vários jogadores discutem, Osses não consegue aplicar o cartão ao brasileiro e durante a confusão o Uruguai cobra rápido e com a bola rolando. Ainda bem que não resultou em nada…

Nos acréscimos, Neymar é substituído e demora, demora, demora para sair. O árbitro está ao pé do ouvido, com coceira para dar cartão amarelo, e o menino insiste. Sorte que o árbitro chileno resolveu contemporizar tudo nos instantes finais.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– E nesta 4a temos Brasil x Uruguai. Como será a arbitragem?

Curto e grosso, responda: Brasil ou Uruguai, quem avança para a finalíssima da Copa das Confederações?

Aposto no Brasil, imaginando um jogo dificílimo.

Para a partida, apitará o chileno Enrique Osses.

Gostei e não gostei. Osses tem boa condição física e técnica, aplica bem os cartões, mas não tem um perfil adequado para o jogo de hoje por um motivo: costuma interpretar jogadas faltosas mais ríspidas como lances legais duros! Ou seja, deixa o jogo correr até demais.

Se fosse Uruguai x Argentina, diria que a escala foi perfeita, pelo estilo de jogo das equipes. Como é um time mais leve (Neymar, Oscar) contra um mais batedor (Lugano é o melhor exemplo), temo por equívocos – principalmente a não marcação de jogadas temerárias (com aplicação de cartão amarelo) com lances de imprudência (falta simples). Lembrando que Osses é disciplinador, enérgico, mas em lances de conduta antidesportiva. No “jogo jogado”, nem tanto.

A vantagem para o Brasil é que como o time de Felipão faz muitas faltas táticas (antijogo, faltinhas bobas para matar a jogada), não corremos riscos de levar cartões. A contrapartida será os lances de pancada não coibidos a contento.

Osses não costuma ser caseiro; assim, não correrá o risco de ser intimidado pelo Mineirão. No final do ano, era o melhor árbitro da Conmebol e foi escalado para a final da Sulamericana (São Paulo x Tigre, o jogo de um tempo só). Também apitou o 1o jogo da final da Libertadores, entre Boca Jrs x Corinthians.

A propósito, o continente está mal representado: Osses poderia estar na Copa das Confederações; o argentino Diego Abal, nunca. Há outros melhores para terem sido chamados à competição: o uruguaio Roberto Silveira (embora não poderia ser escalado neste jogo), o peruano Vitor Carrilho, o colombiano Wilmar Roldán…

Para Itália x Espanha, teremos o inglês Howard Webb. Para mim, ficou claro que Massimo Bussaca, o homem forte da FIFA, quis escalar árbitros que conhecem os estilos de jogo; e ao mesmo tempo, os jogadores conhecerão os limites do árbitro.

Eu inverteria a escala: Osses no clássico europeu e Webb no sulamericano. Ambas equipes respeitariam os árbitros mais do que a escala original.

Sendo assim, fica o palpite: seja qual for o jogo da final (aposto Espanha x Brasil) teremos o japonês Nishimura ou o holandês Bjorn. E como a FIFA gosta de fazer média, a final entre um europeu e um sulamericano será arbitrada por um asiático.

Quer comentar? Deixe sua opinião:

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– Quem passará para a final da Copa das Confederações?

Dois clássicos mundiais: um sulamericano e outro europeu decidirão os finalistas da Copa das Confederações.

E aí: o que pensar sobre Brasil x Uruguai e Itália x Espanha?

Meus “palpites percentuais”: Como o Brasil está evoluindo e joga em casa contra um Uruguai fraco (mas traiçoeiro), Brasil 70% x 30% Uruguai. E como a Espanha é indiscutivelmente um timaço, embora jogue contra a Itália, vou de Espanha 75% x 25% Itália.

Numa final entre brasileiros e espanhóis, chuto Brasil 45% x 55% Espanha!

Números quebrados, mas que podem retratar melhor o favoritismo. E a graça do futebol é essa: nem sempre o melhor ou favorito vence.

E quem apita esses jogos?

Puro palpiteco: na semi sulamericana, o chileno Ósses ou o argentino Alba. Na européia, o português Proença ou o inglês Webb. E para a final: o japonês Nishimura ou o holandês Bjorn.

Quer palpitar também? Deixe seu comentário:

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– Central do Futebol no Google

Amigos, neste período de festa do futebol, com a Copa das Confederações em nosso país, estamos debatendo sobre os jogos, escrevendo sobre arbitragem e postando muita coisa na Central do Futebol no Google”.

É uma ação de promoção de futebol do G+ (Google Plus), onde diversos especialistas escrevem sobre o evento.

Convido você a discutindo conosco. É só procurar pelas hastags #centraldofutebol e #juizporcari .

Participe, procure por esse selo em nossas páginas:

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– Análise dos Gols de Brasil 4 x 2 Itália. Como foi a Arbitragem?

Num duelo entre potências como Brasil x Itália, você escalaria quem para apitar? O melhor árbitro da UEFA ou da Conmebol? Um inglês? Um argentino? Talvez. Mas a FIFA escalou Ravsham Irmatov, árbitro de 35 anos e há 10 no quadro internacional.

O detalhe curioso: Irmatov, apesar de ser de um país de pouca representatividade no futebol, o Uzbequistão (e que apitou diversos jogos com Luís Felipe Scolari, treinador da Seleção Brasileira que um dia se gabou de nunca ter sido expulso por lá), seu curriculum é invejável: trabalhou na Copa do Mundo de 2010 e em duas finais mundiais interclubes (incluindo Santos 0 x 4 Barcelona).

Porém, fora essas competições, quais jogos de expressão Irmatov apita durante a temporada?

Nenhum!

Assim, erros ocorreram na partida de hoje – sendo um deles ERRO DE DIREITO (que pode anular uma partida caso o clube que se sinta prejudicado reclame).

Vamos aos gols:

  1. Brasil 1 x 0 Itália: Dante 45’ (gol irregular, média dificuldade à arbitragem) – Neymar cruza a bola para Fred, que cabeceia para o gol. Buffon espalma e Dante pega o rebote, estando em condição de impedimento. O lance foi rápido, e Dante estava 23 cm a frente do penúltimo adversário quando Fred cabeceia (é esse o parâmetro para avaliar o impedimento: o último toque do próprio companheiro). Não importa se a bola veio de um rebote do goleiro, da trave ou resvalada por um zagueiro italiano; aquela situação é impedimento “por tirar vantagem de uma posição de outrora”. Mas veja a curiosidade: mesmo se Buffon tivesse dado o rebote e vários jogadores italianos tivessem se posicionado entre Dante e o goleiro, o lance deveria ser impugnado pois o que vale (a referência) é o toque de Fred. Entenda a cabeçada de Fred como “um passe a Dante, tabelando com o adversário”. E outra curiosidade: se o zagueiro da Itália tivesse se antecipado a Fred e cabeceado erroneamente para o próprio gol, após o rebote de Buffon, o jogador brasileiro Dante estaria em condição legal, já que a bola teoricamente veio da própria zaga. Portanto, erro do bandeira (do Quirguistão…).
  2. Brasil 1 x 1 Itália: Giaccherini 50’ (gol legal, sem dificuldade). Sem polêmica alguma, apenas a observação do belo lançamento de calcanhar de Balotelli ao seu companheiro, num contra-ataque.
  3. Brasil 2 x 1 Itália: Neymar 54’ (gol legal, de jogada duvidosa). Neymar disputa a bola com Maggio, que abre os braços e tenta buscar a bola. Tanto por baixo como por cima fica a dúvida: Maggio toca a bola legalmente ou desequilibra Neymar ilegalmente? O braço do italiano foi suficiente para obstruir o brasileiro? Talvez sim, talvez não. Mas a falta questionável foi marcada e Neymar marcou um belíssimo gol na cobrança.
  4. Brasil 3 x 1 Itália: Fred 65’ (gol legal, sem dificuldade). Fred disputa com Chiellini em velocidade; o adversário cai por disputa normal da bola e com um belo chute amplia.
  5. Brasil 3 x 2 Itália: Chiellini 69’ (gol irregular, pouca dificuldade à arbitragem). Um erro bisonho, de várzea e incomum. Balotelli sofre pênalti de Luís Gustavo. Irmatov estava muito bem posicionado, apita o pênalti e aponta a marca do tiro penal, mas alguns atletas não param ao som do apito e Chiellini toca para as redes. Não é gol, afinal, o jogo estava parado com o apito do árbitro. Para surpresa de todos, não é que o árbitro confirma o gol? Apesar das reclamações dos brasileiros, ele gesticula tentando justificar algo incompreensível: uma vantagem no pênalti! E fica o alerta: existe vantagem no pênalti, mas quase nenhum árbitro marca, já que na maior parte das vezes a vantagem é ter o tiro penal ao seu favor, ao invés da posse de bola. Sempre, claro, sem apitar a infração e abrindo os braços sinalizando a vantagem. Apitar o pênalti e depois desmarcá-lo porque a bola entrou não existe, já que os jogadores brasileiros podem alegar que desistiram da jogada ao ouvir o som do apito. Além disso, é erro de direito (o típico erro de não-cumprimento da regra, que rende anulação do jogo, caso a equipe prejudicada reclame).
  6. Brasil 4 x 2 Itália: Fred 87’ (gol regular, média dificuldade). Bernard toca para Marcelo, que chuta para o gol. Buffon defende e Fred (na mesma linha do penúltimo adversário) fica com o rebote, marcando seu segundo gol. Apesar da rapidez da jogada e do posicionamento difícil, acertou a arbitragem.

Irmatov correu muito na partida, mas tecnicamente não estava a altura de tal confronto. Errou quem o escalou.

Um detalhe importante: quantas faltas “técnicas” o Brasil faz! Típicas faltinhas “feliponescas”, para matar o jogo no meio campo. Neymar, por exemplo, que não sabe marcar (como a maioria dos atacantes, que além de não saberem, não gostam dessa função) tomou amarelo por isso.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Pitacos sobre Brasil 2 x 0 México

Sem querer ser chato, mas a Seleção Brasileira venceu mais ainda não convenceu. Momentos de bom futebol no começo e no final do jogo. Durante a partida, mostrou-se um time comum. Aliás, incomparável com a Seleção Espanhola (infelizmente).

Os pontos fortes são o entrosamento e a melhora de Neymar. O grupo está com cara de time, mesmo jogando bem ou mal. E Neymar parece estar mais a vontade.

Os pontos fracos: irregularidade durante os 90 minutos e inconstância na criatividade. Barcelona, Seleção da Espanha e o próprio Bayern aprenderam a jogar bola espelhando-se na Seleção Brasileira de tempos atrás. Aliás: Pepe, o mito santista, disse certa vez que quando treinou Guardiola no Mundo Árabe ele, nas horas vagas, falava incansavelmente da beleza de jogo do Escrete Canarinho.

Eles evoluíram, ganham jogando bonito e nós… desaprendemos? Ou a safra de atletas não é tão boa? Ou ainda: culpa dos esquemas táticos dos nossos treinadores?

Qual é a sua avaliação?

Em tempo: o reserva Jô está aproveitando bem as oportunidades. E o Hernanes começando sempre no banco, hein?

Ops: E o árbitro Howard Webb? Pra mim, contemporizou alguns cartões. Fiquei com a sensação de que ele está apitando mais com a fama do que com a técnica.

Deixe sua opinião:

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– A Tecnologia Secreta está indo bem?

Após o término da primeira rodada da Copa das Confederações, nem pistas sobre o que seria a tecnologia secreta que Joseph Blatter declarou estar sendo usada no torneio. O mandatário disse que uma experiência sigilosa seria realizada pelo quarto árbitro.

O que seria?

Eu chutaria que seria o uso de imagens de TV. Mas não consegui flagrar tablet, monitor ou qualquer coisa com árbitro algum ou no reservado dele. Aliás, as partidas têm sido fáceis de se apitar, não gerando muitas dúvidas para serem discutidas.

Ainda assim, insisto: a FIFA divulgará o que testou e os resultados, após o término da competição?

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– Os Primeiros Jogos da Copa das Confederações

E o Brasil venceu o Japão por 3 x 0 na abertura da Copa das Confederações. Jogo tranquilo, pois o gol de Neymar após assistência legal de Fred (o jogador do Fluminense não dominou com a mão, mas ajeitou com o peito para a finalização do camisa 10) foi logo aos 3 minutos, evitando a pressão da torcida.

E se o gol demorasse a sair, a Seleção teria a mesma tranquilidade? Talvez não.

Quer queira ou não, Felipão está acertando o time e o entrosamento dos atletas será fundamental para isso. Além do que, há peças alternativas de altíssimo nível, como Hernanes e Lucas. Um luxo tê-los como reservas.

Sobre a arbitragem: o português Pedro Proença não teve dificuldade, a partida ajudou. Fácil, tranquila, sem problema algum. O jogo não teve lances que exigissem e com algo a mais: o respeito desmedido dos japoneses para com os brasileiros. O time nipônico embasbacou, igualmente como aconteceu com Santos x Barcelona. Os atletas ficaram admirando o adversário, nitidamente, jogando bem abaixo do que podem.

Hoje, dois jogos legais: Itália x México no Maracanã (arbitrado pelo chileno Enrique Osses) e Uruguai x Espanha na Arena Pernambuco, arbitrado pelo japonês Yuichi Nishimura.

Aliás, fica a dica: Nishimura foi (para mim) o melhor árbitro da Copa de 2010. O inglês Howard Webb ficou com a fama, mas foi regular e contemporizou na final, segurando cartões. Gosto muito do estilo do japonês: é cumpridor da Regra e não faz média durante a partida. Pelo que ele vem mostrando há tempos, merece apitar tal jogo, muito embora não seja tão badalado (ele foi o árbitro de Brasil x Holanda na África do Sul).

Entre italianos x mexicanos, não tem como eu não torcer pela patria nostra. E entre espanhóis x uruguaios, a torcida vai para o juizão do Japão!

Bons jogos neste domingo. Essa é a previsão, e tomara que o Nishimura não queime minha língua. Afinal, torcer para o árbitro é sempre inglório…

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– Árbitros Brasileiros abaixo do Nível, segundo FIFA?

Muito se comentou sobre a ausência de árbitro brasileiro representando a nação na Copa das Confederações 2013. Nosso juiz para a Copa do Mundo em 2014, Sandro Meira Ricci, já embarcou para a Turquia, onde apitará a Copa do Mundo Sub 20, que se inicia em breve.

Na prática, isso quer dizer que são dois torneios visando o Mundial do Brasil. A Copa das Confederações é com os da elite, e o Mundial Sub 20, com o restante (que também é de alto nível). Mas atenção: nada que tire o mérito dos árbitros, já que são ambos importantes.

Claro que seria prestígio que alguém nato apitasse um torneio em seu país como de costume; porém, a FIFA assim não quis.

Entretanto, José Roberto Wright, ex-árbitro FIFA e analista de arbitragem, confirmou publicamente o que há tempos se especulava: segundo ele (em matéria publicada originalmente no Diário Lance!, página 10, 16/06/2013), Mássimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, disse que:

os árbitros brasileiros estão abaixo dos demais árbitros mundiais“.

Discordo em partes. Há erros em todos os torneios e em todos os países da mesma magnitude que aqui (vide a última Champions League), fazendo com o que momento da arbitragem seja ruim em todo o planeta e por diversos motivos: aumento da velocidade do jogo, maior número de câmeras divulgando erros, a grande quantidade de simulações, maior competitividade e intolerância a equívocos.

Nosso problema é: embora continuemos a ter o número-limite de árbitros internacionais (10), nem todos fazem jus ao escudo FIFA. Mas 6 deles: Seneme, Vuaden, Marcelo de Lima, Heber, PC e Ricci não perdem em nada aos estrangeiros (com a seguinte ressalva: sofremos em relação ao condicionamento físico, já que aqui o árbitro não pode fazer uma preparação física profissional, já que a CBF o cobra como tal, mas não o remunera e nem dá condições para isso).

Antigamente, os 10 árbitros brasileiros internacionais eram indiscutíveis e muitos outros ficavam de fora da lista por falta de vagas. Hoje, faltam árbitros, já que o trabalho de renovação foi pessimamente realizado.

E você, concorda com Bussaca ou não? Deixe seu comentário:

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– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão

Uma mudança na orientação de marcação de faltas em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a partir dessa semana. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, na final do Paulistão (Santos x Corinthians).

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, naquele domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

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– O Erro de Sport 1 x 0 Palmeiras. Culpa de quem?

Nesta 5a rodada do Brasileirão da série B, um erro determinante da arbitragem causou a derrota do Palmeiras frente o Sport, em Recife.

Quando há um erro relevante de arbitragem no primeiro minuto de jogo, permite tempo ao prejudicado para tentar alterar o placar. Mas aos 48 minutos do 2o tempo, aí não dá!

Vamos lá: cobrança de escanteio para o time pernambucano (aliás, confesso até ter dúvidas de que, quando a bola saiu pela linha de fundo, ao invés de escanteio, o lance não teria sido tiro-de-meta), e depois de um rebote, a bola sobra para o atacante Nunes, que a ajeita com o braço para dominá-la e chuta para o gol, marcando o tento da vitória.

Lembre-se: no futebol, o conceito de mão é amplo: entenda-se “uso indevido das mãos na bola” (como diz a Regra), sendo mão, braço e antebraço.

No lance citado, fica nítido que o jogador do Sport domina deliberadamente a bola. Não foi toque involuntário, foi proposital e que resultou num gol ilegal.

Repare o seguinte: o árbitro matogrossense e aspirante à FIFA, Wagner Reway, está muito bem posicionado na jogada, atrás de Nunes. Ele vê o braço direito aberto e buscando a bola; porém, equivocadamente entende como “bola que bate na mão“, e não o inverso. Seu assistente no.1, o bandeira Paulo Cesar Silva Faria, nada pode fazer pois há muita gente na frente dele, em que pese também a distância.

E quem poderia salvar o árbitro de cometer tal erro?

Somente um bom árbitro assistente adicional, chamado de AAA, que existe no Brasileirão da série A, mas que por economia não é escalado na série B. Se existisse o AAA, ele teria visão privilegiada do ocorrido e poderia ajudar o árbitro a invalidar o gol, marcando tiro livre indireto a favor do Palmeiras e aplicando o cartão amarelo ao atleta do Sport-PE.

Fica claro mais uma vez: o AAA (que não existe na Regra, pois seu uso ainda é considerado experimental pela FIFA) faz bem ao futebol e auxilia a arbitragem. Tão claro também é a necessidade de permitir o uso de imagens para correção de erros; já imaginaram se o Palmeiras pudesse pedir para o árbitro rever a sua decisão e ele corresse até uma TV junto ao 4o árbitro, a fim de tirar a dúvida?

Eu sou a favor do uso da tecnologia do futebol, de forma moderada e bem pensada. E você?

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