– Erros e Necessidades da Educação Brasileira.

O texto é de alguns anos, mas extremamente pertinente. Vejam só (republicado deste mesmo blog):

O Senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação de Lula, deu uma entrevista à jornalista Ruth de Aquino à Revista Época (ed 850, pg 106), e muitas coisas importantes foram ditas por ele. Em especial, ele fala sobre a qualidade da Educação:

“(…) Não deu certo o salto necessário para a qualidade e 3 brechas se aprofundaram:

1) Entre a Educação no Brasil e a de outros países;

2) Entre a Educação dos Ricos e a dos Pobres;

3) Entre o que os Alunos precisam e o que a Escola oferece.”

Sobre sua saída do Governo Lula, justificou dizendo:

“O presidente Lula cansou de algumas falas minhas. O desinteresse pelo longo prazo foi claro e levou a gestos de imediatismos no Ensino Superior, sem dar atenção à Educação de base. O resultado foi um aumento de alunos no Ensino Superior com uma qualidade desastrosa. (…) Lula acreditava que é possível saltar para a Universidade sem passar pelo Ensino Fundamental. Esse discurso, mesmo demagógico, dá votos, como se comprova”.

Em relação aos professores, ele é enfático:

“Precisamos criar uma Carreira Nacional dos Professores, com salario capaz de atrair ao Magistério os jovens mais brilhantes do ensino superior. Para isso, precisamos pagar R$ 9.500,00 por mês, além de fazer escolas bonitas e confortáveis, com a mais moderna tecnologia. Todas em horário integral.”

O discurso é maravilhoso. Pena que, infelizmente, levar a Educação a sério não tem sido uma das prioridades desse país…

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– O Exemplo de Cupertino, padroeiro dos Estudantes

Aqui no Brasil, ele não é muito conhecido. Mas mundo afora São José Cupertino é tido como Patrono dos Estudantes. 

Compartilho, extraído de: CancaoNova.com

SÃO JOSÉ CUPERTINO

O santo de hoje nasceu num estábulo, a exemplo de Jesus, em Cupertino, no reino de Nápoles, a 17 de junho de 1603. Filho de pais pobres, tornou-se um pobre que enriqueceu a Igreja com sua santidade de vida.

José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém, de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade.
São José foi despedido de dois conventos franciscanos por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns. Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.
O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio, precisando para isso que a Graça suprisse as falhas da natureza. Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região.
Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, que consiste naquele estado de elevação da alma ao plano sobrenatural, onde a pessoa fica momentaneamente desapegada dos sentidos e entregue totalmente numa contemplação daquilo que é Divino.
São José era tão sensível a esta realidade espiritual, que isto acontecia durante a Santa Missa, quando rezava com os Salmos e em outros momentos escolhidos por Deus; somente num dos conventos onde viveu 17 anos, seus irmãos presenciaram cerca de 70 êxtases do santo. A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento. Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego.
Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. O processo terminou reconhecendo a inocência do religioso, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.
Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, predisse o lugar e o tempo de sua morte, que aconteceu em 18 de setembro de 1663, contando com sessenta anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo.
Foi beatificado por Bento XIV em 1753 e canonizado por Clemente XIII em 1767.
São José de Cupertino, rogai por nós!

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– Os Banheiros Transexuais chegam às Escolas

Nos novos tempos em que tudo deve visar o politicamente correto, algumas faculdades inovam e adotam sanitários pensando em evitar a transfobia.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/banheiros-unissex-ganham-espaco-em-universidades-do-pais.shtml

BANHEIROS UNISSEX GANHAM ESPAÇO EM UNIVERSIDADES DO PAÍS

Uso por alunos transexuais avança entre polêmicas e reações contrárias à medida

Por Mariana Estarque

No início deste ano, um adesivo foi colado na porta de um banheiro da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e, no mesmo dia, o lugar se tornou um campo de batalha. No aviso oficial estava escrito: “Banheiro unissex. Afinal, todo mundo usa o banheiro pelo mesmo motivo, né?”.

A mensagem era acompanhada pelos dois tradicionais bonequinhos, um de saia, outro sem. No meio deles, um sujeito novo, com metade da saia.

Por trás do tom bem-humorado do aviso, a medida do Centro de Ciências da Educação (CCE) dizia respeito a um debate sério sobre direitos básicos: o uso do banheiro por pessoas trans. Desde 2015, ao menos oito universidades federais adotaram banheiros unissex ou resoluções que permitem aos alunos usarem esses espaços segundo o gênero com o qual se identificam.

Na UFPI, já no primeiro dia, o adesivo oficial foi rasgado. Alunos que apoiavam a medida colaram cartazes por cima. Os papéis foram destruídos. Estudantes decidiram então pintar “unissex”. E assim ficou.
O diretor do CCE, Luis Carlos Sales, responsável pelo novo banheiro, diz que hoje o conflito está encerrado. “Acalmou. Não tem aviso oficial, mas todos sabem o que é.”

O professor destinou só um banheiro para uso comum, os outros permanecem iguais. “Alguns alunos trans não se sentiam à vontade nos banheiros convencionais, então atendemos a demanda deles”.

Assim como a Federal do Piauí, a Fluminense, a de Juiz de Fora, a do Sul da Bahia, a do ABC, a do Paraná, a do Rio Grande do Norte e do Tocantins adotaram medidas similares. Elas representam mais de 10% das 68 universidades federais do país. Em 2017, PUC-SP e USP fizeram o mesmo.

Segundo o Ministério da Educação, não há um levantamento oficial sobre o tema.

De acordo com a diretora de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), Marina Reidel, professora e mulher trans, a expansão dos banheiros está ligada a uma resolução de 2015.
Ela estabelece que as pessoas têm direito de usar o banheiro de acordo com a identidade de gênero, e dispõe sobre o uso do nome social em instituições de ensino. A decisão não tem força de lei, mas norteia políticas do setor.

A implementação dos banheiros e das políticas varia. Algumas partem de demandas de trans, outras surgem após agressões. Alguns casos são ações da universidade, outros, de unidades específicas.

A Federal do Paraná, por exemplo, abriu um banheiro  de uso comum em 2017, após requerimento de alunos trans. A medida não causou reações inflamadas, diz Silvana Carbonera, vice-diretora do setor onde a unidade foi feita.

Na Federal do Rio Grande do Norte, também não houve polêmica, segundo a reitora,  Angela Maria Paiva Cruz. Na Federal do Tocantins, em Araguaína (a 400 km de Palmas), a medida foi tomada após reclamações de heterossexuais.

“Chegavam mulheres evangélicas, chorando, que tinha ‘homem’ no banheiro. Os alunos trans não tinham para onde ir: eram sempre enxotados”, diz o diretor do campus, José Ribeiro, que transformou três banheiros em unissex.

Nem sempre, porém, há reações . A Escola Multicampi de Ciências Médicas, da UFRN, em Caicó, interior do estado, transformou todos os banheiros em unissex em 2016, com a entrada de uma aluna trans na residência médica. “Encontrei uma instituição que respeitou a minha dignidade”, diz Patrícia Targino Dutra, 30.

Patrícia se tornou professora da instituição. “Impressiona a postura da escola, no meio do sertão nordestino, onde o machismo impera.”

Na PUC-SP, que criou um banheiro unissex em 2017, a aluna e membro de um coletivo LGBT Luiza Ferrari, 22, diz que os embates acabaram. “A reação foi maior nas redes sociais”, diz a integrante da associação de professores, Maria Beatriz Abramides.

Entre as universidades que optaram por manter espaços segregados, mas garantir o acesso de trans por meio de portarias ou campanhas nos banheiros estão a Federal de Juiz de Fora (UFJF), Sul da Bahia (UFSB), do ABC (UFABC), Fluminense (UFF) e USP.

As quatro primeiras adotaram medidas que valem para toda a universidade. Já na USP, a iniciativa ficou restrita a uma unidade.

Em 2016, mulheres agrediram e expulsaram uma aluna trans do banheiro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da USP. Então, o conselho estabeleceu que os banheiros podem ser usados segundo a identidade de gênero.

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da FFLCH, Elizabeth Harkot de La Taille, a implementação foi tranquila e “teve um efeito educativo”.

A UFF, por outro lado, ainda vive a polêmica, quase um ano após liberar os banheiros. A medida foi uma reação à atitude do vereador de Niterói (RJ) Carlos Jordy, do PSL, partido de Jair Bolsonaro.

Jordy afirma que enviou ofícios para a UFF, Ministério Público Federal e polícia sobre o tema e o uso de drogas. “Pessoas mal intencionadas podem dizer que se identificam com outro gênero para cometer assédio, estupro.”

A aluna de ciências sociais Liège Nonvieri, 22, trans, se sentiu contemplada pela resolução. Ela já usava o banheiro feminino, mas achou que o posicionamento da UFF foi importante.

Para a aluna de pedagogia Amanda Figueiredo, 30, a resolução tirou seu “direito e privacidade”. Ela se define como cristã e conservadora, e diz que se preocupa com sua segurança. “Se [um homem heterossexual] entrar, quem vai falar? Para depois ser acusado de homofóbico?”

Para o movimento UFF Livre, contrário à resolução, identidade de gênero e orientação sexual são questões “de foro íntimo”, e as placas visam “atender interesses de uma militância político-ideológica”.

A professora de estudos de gênero da Federal da Bahia (UFBA) Maíra Kubik diz que a violência contra mulheres é um risco, mas não deve ser usada para retirar direitos das trans. “Mulheres são estupradas em qualquer lugar”. Ela, com apoio de movimentos LGBT, diz que é melhor não identificar os banheiros.

A ideia do “terceiro banheiro”, entretanto, é controversa. Segundo Marina Reidel, do MDH, esse é um arranjo possível.  “Não é o melhor, mas são acordos para minimizar a violência e humilhação”, pondera.

Professora de psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Jaqueline de Jesus, trans, discorda. “Ou todos são unissex ou nenhum. Isso joga as trans no banheiro estranho, e reforça a segregação”.

bomba.jpgNa USP, banheiros ganharam adesivos após agressão a aluna trans – Zanone Fraissat/Folhapress

– Estudante, pobre, esforçado e que vai estudar na faculdade EM UMA MACA: um ótimo exemplo!

Enquanto alguns matam aula, gazeteiam, não se importam com a frequência, outros mostram que podem ser a diferença.

Vejam o caso, abaixo, desse universitário piauiense que vai às aulas de maca, para não perder o ano letivo – paraplégico vítima de uma bala alojada na coluna.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/04/com-ferida-e-bala-alojada-estudante-de-medicina-do-pi-assiste-a-aulas-de-maca.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

COM FERIDA E BALA ALOJADA, ESTUDANTE DE MEDICINA DO PI ASSISTE A AULAS DE MACA

Paraplégico após levar 5 tiros ao apartar briga vai de ambulância para a Federal

Por Jairo Marques

​Uma ambulância adentra discreta o campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. Não irá socorrer ninguém em apuros, para o alívio da tensão que se cria no ar, mas, sim, deixar um estudante de medicina em sala de aula.

Além do veículo especial para conseguir chegar ao centro de formação médica, o jovem Leandro Silva de Sousa, 21, desloca-se em uma maca por laboratórios e auditórios, além de assistir a aulas, por até oito horas, deitado de bruços.

Desde março deste ano, o estudante do segundo período do curso mais concorrido da UFPI enfrenta a pobreza, olhares curiosos, dores posturais e a falta quase completa de acessibilidade na estrutura da universidade para seguir o propósito de ser médico.

“Tenho que lutar todos os dias contra a adversidade, colocar fé e perseverança na cabeça para seguir em frente e nunca deixar de pensar que tudo é possível, que as coisas irão melhorar”, diz.

Leandro ficou paraplégico após levar cinco tiros ao tentar apartar uma briga entre amigos há quatro anos. Um tiro no fígado, um no pulmão, um na barriga, um de raspão na perna e outro na coluna.

Ainda está alojada a bala que provocou a lesão medular, atingindo sua vértebra T11, o que o fez perder os movimentos e parte da sensibilidade tátil da cintura para baixo.

O homem que o baleou à queima-roupa está solto à espera do julgamento —esse alegou que não queria nenhuma intervenção na briga.

Leandro já foi avisado de que é necessária uma cirurgia para a retirada do projétil, pois, da maneira como está, há risco de os desdobramentos da lesão medular se ampliarem. Ele resiste, pois não quer parar o curso agora, não quer deixar a turma, não quer atrasar os estudos. Leandro tem pressa.

“Decidi ser médico vendo o sofrimento das pessoas no hospital, enquanto eu mesmo fiquei internado e passava por dores horríveis emocionais e físicas. Quero fazer algo para melhorar a saúde no Brasil, para diminuir a falta de acesso a cuidados de qualidade.”

Na adolescência, quase virou jogador de futebol. Conseguiu passar em peneiras, aos 14 anos, para jogar na Ponte Preta, no Mogi Mirim e no São Caetano. A família não permitiu que ele se mudasse para São Paulo.

Para realizar o desejo de ser médico, Leandro escreveu uma carta na qual relatava sua situação e pedia uma bolsa ao dono do mais conceituado cursinho preparatório do Piauí. Conseguiu e pôde, inclusive, fazer treinamentos extras como o de redação.

Só desfrutou da bolsa por três meses, pois, por ficar até nove horas sentado numa mesma posição, estudando, abriu-se uma úlcera de pressão no glúteo, ferida que pode comprometer profundamente a parte afetada se não for bem tratada.

Sem acesso à reabilitação adequada e à orientação médica especializada, o estudante se expunha sem ter total noção dos riscos que corria.

Foi proibido pelos médicos de continuar se sentando na cadeira de rodas. Deveria, a partir dali até a cicatrização total da ferida, permanecer deitado, de bruços, para todas as suas atividades.

“Comecei, então, a estudar em casa mesmo. Eu já sabia que tinha de ter método, rotina e tive ajuda e incentivo de uma grande amiga que também queria fazer medicina, mas, infelizmente, ainda não conseguiu passar. Nunca fui estudioso, mas estava determinado a conseguir.”

Três anos de tentativas depois, Leandro foi aprovado em direito, ciência da computação e medicina.

“Minha primeira nota na redação do Enem foi 200, saltei para 600 e, no último, consegui 860. Com preparo a gente consegue chegar lá.”

No primeiro semestre de aulas, em meados de 2017, com a carga horária extensa do curso, de até dez horas de estudo por dia, uma ferida surgiu de novo no glúteo de Leandro.

“Fiquei desesperado, porque ia perder uma grande oportunidade. Foi quando me deram a ideia de vir para a universidade de maca.”

ESTUDANTE MORA EM QUITINETE DE 30 M² E TEM AJUDA DE COLEGAS

O estudante mora em uma quitinete com cerca de 30 m² nas proximidades da UFPI, com a mãe e a cuidadora, Francisca Leite Silva, 44. Mudou-se da casa emprestada em que morava antes para tentar facilitar os deslocamentos.

A residência tem uma geladeira amassada, uma cama de casal, um fogão velho, um colchão inflável, uma televisão e quinquilharias. O ar-condicionado passa longe de ser luxo, pois em Teresina temperaturas acima de 30ºC são rotina.

Leandro toma banho deitado na sala, pois não caberia com maca, ou mesmo cadeira de rodas, no microbanheiro. “Alaga tudo, mas a mãe seca de boa vontade.” O pai, Genildo William de Sousa, 40, é caminhoneiro e sustenta a família com R$ 1.400. Como não cabe no cubículo, fica na casa da filha mais velha e aparece quando não está na estrada.

A família paga R$ 450 de aluguel e gasta mais R$ 1.600 mensais com a ambulância que desloca Leandro até o campus. A conta não fecha.

“O apoio da minha turma de faculdade foi fundamental. Eles fizeram uma campanha para me auxiliar com as despesas e comprar uma cadeira de rodas especial, que fica em pé, que poderá me ajudar.”

A vaquinha, que mobilizou centenas de pessoas, juntou R$ 28 mil, que não devem durar muito tempo. Leandro ainda precisa fazer uma cirurgia para fechar a ferida aberta nas nádegas, o que não tem conseguido realizar pelo SUS.

Caso consiga o procedimento, ele deve ainda ir às aulas na maca por três ou quatro meses. Criou-se até uma maneira para que analise lâminas no microscópio deitado.

“Para não abrir novamente, pretendo, mesmo depois de a ferida estar cicatrizada, assistir às aulas teóricas deitado. Preciso me preservar. Também preciso fazer uma reabilitação boa, não sei nem mexer na cadeira de rodas, fazer o básico com essa minha nova condição de vida.”

Djalma Barros de Brito Filho, 20, é um dos fiéis escudeiros de Leandro em classe. Ele considera a presença do colega em sala, na maca, algo “encantador”, que criou afeto na turma. “Ele gera uma empatia natural nas pessoas. A forma como encara as coisas, de maneira tão positiva, é um aprendizado para nós.”

Não houve nenhuma recusa por parte dos professores em receber o jovem na maca. Alguns se dispuseram, inclusive, a repor aulas por via eletrônica caso ele precise se ausentar da universidade.

A UFPI pretende investir R$ 4,9 milhões em uma obra que amplie as condições gerais de acessibilidade do campus, que já começou. Demandas específicas do aluno, como acessibilidade em banheiros e laboratórios, estão sendo discutidas e devem ser implantadas aos poucos.

“O curso não será mais fácil para o Leandro, mas ele terá o apoio da instituição para todo o necessário para se formar. É nossa função tornar viável a estada dele aqui”, declara Maraisa Lopes, coordenadora-geral de graduação da UFPI.

A universidade pretende assumir o transporte de Leandro e oferecer a ele uma bolsa de assistência de R$ 400.

“Sou motivado a ser uma pessoa feliz. Estou aprendendo a lidar com a minha nova condição. Isso agora é minha história, jamais vou ignorar isso e vou me preparar para ajudar pessoas na mesma condição que a minha.”

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Leandro Silva de Sousa, 21, paraplégico, assiste a aula no curso de medicina da Universidade Federal do Piauí – Adriano Vizoni/Folhapress

– Como aprender melhor?

A dificuldade de aprendizado é um grande problema para muitas pessoas. E para você?

Talvez a questão seja simples: apenas mudar o hábito!

Compartilho ótimo texto, extraído de Época Negócios, ed Janeiro, pg 90

TENHA O HÁBITO DE ROMPER HÁBITOS

O cérebro precisa de situações variadas para entender e lembrar

por Márcio Ferrari

Seguir horários fixos, fazer os mesmos itinerários, ter uma mesa de trabalho, comer nas horas certas e curtir os amigos de sempre pode dar conforto. Mas, segundo Benedict Carey, reporter de ciência do The New York Times e autor do recém-lançado “Como Aprendemos”, a rotina limita a habilidade cerebral de desenvolver conhecimentos e habilidades.

Como é impraticável jogar tudo para o alto e viver cada dia de um modo diferente, Carey sugere que estejamos atentos para variar hábitos – como mudar o caminho de casa para o trabalho de quando em quando – e para isso, três regras:

1) Dividir o tempo de aprendizado em dois – Em vez de estudar duas horas hoje, melhor estudar uma hora hoje e uma amanhã – a capacidade de lembrar das informações dobra, diz. A ideia por trás disso é que o cérebro só retém o que parece útil. Se voltarmos ao tema de ontem, é sinal de que não queremos que aquele conhecimento fique “trancado” na mente.

2) Mudar o ambiente de trabalho – Levar o material de leitura ou estudo para a mesa de um café, por exemplo, fará o cérebro “acordar” de novo para o aprendizado

3) Distrair-se quando houver um bloqueio de entendimento – Em geral, o bloqueio acontece porque o cérebro está insistindo na tecla errada. É melhor parar e começar de novo mais tarde.

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– Identificados os alunos-vândalos das Escolas Estaduais de Jundiaí?

Muito me entristeceu ver aqui no Vetor Oeste o vandalismo causado por “ditos alunos” na Escola Albertina Fortarel, tradicional unidade de ensino do Parque Eloy Chaves. Livros jogados e rasgados, farra, desrespeito total. Também na Paulo Mendes, na Vila Progresso, uma situação parecida.

Ainda bem que estão chegando as férias escolares, caso contrário isso poderia se tornar “moda” (como acontece com muitas idiotices da nossa sociedade).

Será que os alunos praticantes de tal ato foram identificados e punidos? 

Tenho pena dos professores e diretores dessas instituições, já que tais estudantes estão no carrinho errado – o do anarquismo, da bobagem e da ideologia do caos (ou falta de bom senso). Entendo que se a qualidade de ensino decaiu (e não sei se isso aconteceu nessas duas escolas, que reconhecidamente têm bons docentes), a forma de crítica e/ou protesto deve ser outra. Aliás, isso não me parece movimento de contestação, mas puramente bagunça. Uma pena!

Aliás, está “bombando” nas redes sociais uma manifestação em vídeo do vereador EdiCarlos, onde ele talvez tenha se expressado mal e cuja opinião ficou dúbia (abaixo).

Ops: eu estudei também em escola pública: a EEPG Irmã Úrsula Gherello (Caic) e na EEPG Rafael de Oliveira (Medeiros). Não me recordo NUNCA de qualquer ato no sense…

Compartilho, extraído de: http://tudo.com.vc/jundiai-regiao/2017/12/03/escola-e-chata-nao-vou-julgar-os-alunos-qualidade-de-ensino-esta-cada-dia-pior-diz-vereador-de-jundiai/

“A ESCOLA É CHATA . Não vou julgar os alunos; a qualidade de ensino está cada dia pior”, diz vereador de Jundiaí

por Hanaí Costa

O vereador de Jundiaí EdiCarlos (PSD) postou um vídeo nas redes sociais neste domingo pela manhã clamando pela ‘qualidade de ensino nas escolas estaduais’. Mais: disse que não vai ‘julgar’ os alunos que queimaram material escolar e rasgaram apostilas nas escolas Albertina Fortarel, no Eloy Chaves, e na EE Paulo Mendes Silva, na Vila Progresso esta semana. Ontem, o Portal Tudo publicou o vandalismo nas duas escolas. Em uma delas, a direção da unidade cancelou a festa de confraternização por conta da postura de uma parte dos alunos. Muitas pessoas se manifestaram contra a postura dos alunos, inclusive, pessoas ligadas à Educação.

A escola é chata. Converso com inúmeros alunos que me dizem isso. Estudei em escola publica e sei o que estou falando. Claro que não estou incentivando vandalismo, mas a reflexão tem que ser mais profunda”, disse, em vídeo, o vereador.

Alexandra Gasparini Spiandorelo é professora. Ela também se mostrou indignada nas redes. “Esse é o valor que a sociedade da para escola. É o valor que os pais dão aos professores. É a situação da educação das crianças….. tudo pode.”, lamentou.

Já Claudia Alencar disse: “Essa ação mostra quem são nossos alunos e a falta de educação dos mesmos. Falta educação, falta compromisso, vontade, respeito pelos colegas, pelos adultos, pelo ecossistema, pela cidade, pelo planeta”.

O Portal Tudo entrou em contato com a secretaria de Estado da Educação e aguarda posicionamento.

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Na escola do Eloy Chaves alunos ficaram sem confraternização

– Os atrasados do ENEM

Cada vez mais, e costumeiramente todo ano, todos os alertas são dados aos candidatos que prestarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio: “chegue adiantado”, “os portões se fecham tal horário”, “etc e etc”.

Bem se sabe que o número de atrasados continua sendo enorme, e os motivos da não chegada ao horário limite vão desde contratempos a relaxos.

Neste ano, com a febre de memes, muito foi produzido sobre alunos desesperados. Talvez a foto que mais vi na Internet seja essa da aluna carioca, que viralizou na rede, abaixo (do Dia.com).

Dá pena, mas… é sempre bom reservar o dia exclusivamente para o ENEM.

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– Cursos Preparatórios para Enem e Pré-Vestibular gratuitos!

O Instituto Federal São Paulo (IFSP), que está instalado no Complexo Argos, irá aceitar até a 6a feira (24 de fevereiro) a inscrição para cursos preparatórios para o Enem e visando o Vestibular. E de graça!

Vale a divulgação. Informações no email: jundiai@ifsb.edu.br ou pelo telefone (11) 2448.8500

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– A Timidez no mundo feito para quem fala muito!

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não pára de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

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– Colégio Dom Pedro II abomina termos masculinos e femininos aos alunos e libera saia para homens.

Em tempos de inclusão social e de diversidade, existem certos excessos. O quase bicentenário Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, há 1 ano não usa mais o termo “aluno” ou “aluna”, mas “alunx” para distinguir os estudantes, a fim de deixá-los à vontade quanto a opção sexual.

Nesta semana, outra novidade: anunciou que meninos e meninas poderão escolher qual das opções de uniformes (masculina ou feminina) desejam frequentar as aulas. Ou seja: homens poderão escolher saias!

Novos tempos?

Extraído de: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,colegio-pedro-ii-no-rio-libera-saia-para-meninos,10000077010

COLÉGIO PEDRO II LIBERA SAIA PARA MENINOS.

O tradicional Colégio Pedro II, escola federal fundada em 1837, não tem mais uniformes masculino e feminino. Na prática, o uso de saias está liberado para os meninos. Em 2014, estudantes fizeram um “saiato”, depois que uma aluna transexual vestiu a saia de uma colega e teve de trocar o uniforme. Desde maio deste ano, o Pedro II adota na lista de chamada o nome social escolhido por alunos e alunas transexuais.

Portaria publicada em 14 de setembro lista o uniforme, sem distinguir que peças são para uso masculino ou feminino. Anteriormente, as meninas deveriam usar saia e camisa branca com viés azul e os meninos, calça de brim e camisa totalmente branca.

“Não se trata de fazer ou não distinção de gênero. Trata-se de cumprir resolução do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT (órgão ligado ao Ministério da Justiça). Eu apenas descrevo as opções de uniforme; deixo propositalmente em aberto, para o uso de acordo com a identidade de gênero”, afirmou o reitor Oscar Halac.

Ele reconhece que a decisão pode “causar certo furor” pelo fato de o Pedro II estar entre as escolas mais tradicionais do País. “Tradição não é sinônimo de anacronia. Mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar”, disse.

De acordo com o reitor, a medida tem ainda o objetivo de “contribuir para que não haja sofrimento desnecessário” entre estudantes transexuais e levantar a discussão sobre tolerância e o respeito às diferenças. “A escola pública precisa sinalizar que é hora de parar de odiar por odiar.” Nesta segunda, não havia alunos de saia ou meninos e meninas que tenham trocado camisas nas unidades do Centro e zona sul. Halac disse acreditar que serão poucos os que adotarão saias. “Aqui dentro eles estão seguros. Lá fora, ainda não.”

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– Para quê serve a Pós Graduação? Para mim: obrigação!

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

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– Ensino Superior Gratuito: Sonho ou Realidade?

O Projeto é ambicioso: o Chile quer tornar universal o acesso às universidades, sem qualquer custo aos alunos.

Conseguirá?

Extraído de: http://bit.ly/1JHVRdX

CHILE PASSA A OFERTAR ENSINO SUPERIOR GRATIS

O Chile começa a pôr em marcha em 2016 a gratuidade no ensino superior, promessa da presidente Michelle Bachelet e uma das principais demandas dos protestos estudantis que há cinco anos convulsionaram o país.

Mas a novidade tem recebido uma chuva de críticas, a começar pela pressa com que foi implantada. A sanção presidencial ocorreu na véspera de Natal, poucos dias antes da matrícula deste ano letivo.

“A gratuidade não pode ser feita de qualquer maneira”, disse à Folha o deputado Gabriel Boric, um dos líderes dos protestos de 2011.

“Devemos primeiro fortalecer as universidades estatais e estabelecer compromissos para que as demais [instituições privadas, que recebem recursos públicos] não tenham fins lucrativos.”

Sem conseguir aprovar uma reforma completa do ensino superior, que mudaria também a forma de ingresso, a formação de professores e o financiamento das universidades públicas, o governo de Bachelet previu a gratuidade no Orçamento de 2016.

Mas não criou um marco legal para levar a proposta adiante nos anos seguintes.

Ficaram de fora, ainda, os alunos de instituições de ensino técnico superior. Em 2016, só 30 universidades poderão oferecer o benefício, restrito aos alunos de famílias que fazem parte dos 5% mais pobres do país.

“Está mal desenhado. Muitos estudantes de baixa renda que cursam o ensino técnico foram excluídos do benefício”, diz Harald Beyer, diretor do Centro de Estudos Públicos e ex-ministro da educação do governo de Sebastián Piñera (2010-14).

“O tratamento diferenciado frustra muitas famílias”.

UNIVERSALIZAÇÃO

O governo de Bachelet diz que quer começar pelas melhores escolas e com os mais vulneráveis. A meta, porém, é universalizar a gratuidade no ensino superior em 2020.

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– Turnitin: a ferramenta anti-plágio da Unesp

Contra alunos desonestos, uma boa notícia: vem aí um software chamado Turnitin, exclusivamente para descobrir plágio dos trabalhos acadêmicos!

Boa ferramenta aos professores…

Extraído de: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/09/alerta-aos-academicos-desonestos

ALERTA AOS ACADÊMICOS DESONESTOS

Programa de computador adotado na Unesp é capaz de detectar tentativas de plágio.

Por Henrique Kugler

A cada ano, dezenas, centenas ou mesmo milhares – não se sabe ao certo – de trabalhos científicos são plagiados. Em tempos de internet, espertalhões de plantão têm facilidade para fraudar trabalhos e copiar autores sem ao menos citá-los. Mas, para cortar o barato, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu uma boa cartada: passou a adotar um software capaz de detectar tentativas de plágio.

A ferramenta é bastante simples. O docente, assim que recebe o trabalho do aluno – seja tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso ou qualquer produção textual –, submete-o à avaliação do programa, que faz uma busca imediata em diversos bancos de dados para checar se aquela produção acadêmica encontra semelhanças notáveis com outros textos já publicados.

Em seguida, a ferramenta fornece um número correspondente ao índice de originalidade daquele trabalho – além de apontar possíveis referências on-line que o aluno pode ter utilizado para basear sua redação.

Prova real

Será que funciona mesmo? Para colocar o sistema à prova, a Ciência Hoje submeteu aos docentes da Unesp três pequenos textos: um original, um totalmente surrupiado e outro plagiado no conteúdo, porém mascarado na forma.

O programa acertou na mosca: acusou as duas tentativas de plágio deflagrando baixo índice de originalidade (“99% de similaridade” para uma, e “85% de similaridade” para outra), enquanto o trecho original passou no teste (com o resultado “0% de similaridade”). Programa aprovado.

“É ótimo que um software possa produzir um relatório de originalidade”, comenta Loriza de Almeida, professora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp e nova usuária da ferramenta. “Em um mundo ‘Ctrl C + Ctrl V’ isso é bastante útil”. Segundo ela, o programa facilita a correção por parte do docente e dá mais credibilidade ao trabalho do discente.

Fabricado por uma empresa norte-americana, o sistema adquirido pela Unesp é o Turnitin, usado atualmente em diversas instituições dos Estados Unidos. Foi implementado em 2010 e, após período de testes e adaptação, está agora aprovado pelos usuários.

Nenhum caso de plágio foi detectado até o momento, “e a utilização do programa tem sido mais no sentido de prevenir e orientar o aluno quanto à maneira correta de fazer citações”, explica Sandra Manzano, bibliotecária da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, em Marília (SP).

Brechas no sistema

Nenhuma ferramenta é perfeita. Ainda que eficiente, o Turnitin tem lá suas limitações. O programa pode, sim, deixar passar algumas fraudes sintáticas ou semânticas de larápios intelectuais mais sofisticados. Afinal, as formas de plágio são muitas, e as brechas no sistema podem ser alvos certos para o acadêmico seduzido pela via da perversão.

Outro revés: o Turnitin leva em conta somente bancos de dados disponíveis na rede. Ou seja, se o autor plagiar material impresso não publicado na internet terá suas chances de passar incólume à verificação digital. Além disso, funciona melhor para textos em língua inglesa – mas a tendência é que as buscas em português sejam aperfeiçoadas ao longo do tempo.

A ferramenta, portanto, não promete a solução definitiva para o problema do plágio –uma crescente preocupação no meio acadêmico –, mas deve, ao menos, dificultar em alguma medida a vida de acadêmicos desonestos.

– Denver descobre negativamente a Unicamp!

Isso é triste: a Unicamp entra na lista de produção de periódicos predatórios por parceria suspeita com editora chinesa.

Lamentável, se verdade…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1604897-cientistas-brasileiros-fazem-participacao-em-congresso-virar-artigo-publicado.shtml

CIENTISTAS ‘TURBINAM’ TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO DA UNICAMP

Pelo menos 30 pesquisadores brasileiros “turbinaram” seus currículos com trabalhos apresentados em um evento realizado por uma editora chinesa, acusada de transgredir normas acadêmicas de publicação, em parceria com a Unicamp.

Realizada em Campinas em agosto de 2014, a 3ª Conferência Internacional de Engenharia Civil e Arquitetura foi organizada pela editora IACSIT (International Academy of Computer Science and Technology Information).

A IACSIT está desde 2012 na lista de“periódicos predatórios” elaborada por Jeffrey Beall, professor da Universidade do Colorado em Denver (EUA), considerada referência internacional.

A relação indica editoras que cobram para publicar artigos e têm critérios flexíveis para aceitá-los.

Em vez de reunir como anais de congresso os 31 trabalhos da conferência, como é o procedimento padrão na academia, a IACSIT os publicou como artigos de um de seus periódicos.

Nas avaliações de currículos para concursos, promoções, bolsas e auxílios a projetos de pesquisa, os estudos aceitos por revistas científicas contam mais que os apresentados em congressos.

Os trabalhos do evento foram publicados na revista “International Journal of Engineering and Technology” em 2014, mas estão nas edições on-line datadas de junho a dezembro de 2015. E não são versões preliminares antecipadas, usuais em alguns periódicos prestigiados. Estão em formatos definitivos, já com páginas numeradas, permitindo serem referenciados em currículos. E sem nenhuma menção ao evento da Unicamp.

A professora Gladis Camarini, da FEC (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp), foi organizadora da conferência junto com a diretoria da IACSIT. Ela própria foi coautora de seis estudos apresentados no evento.

Camarini registrou os trabalhos na classificação de “artigos completos publicados em periódicos” em seu currículo da plataforma eletrônica Lattes.

Diferentemente da professora, dois alunos e coautores registraram os estudos feitos com ela no item de trabalhos de eventos em seus currículos Lattes. A docente não respondeu às perguntas sobre sua forma de registrar os trabalhos

O evento recebeu R$ 10 mil da CNPq, agência federal de fomento à pesquisa, e R$ 18 mil da Capes, órgão do Ministério da Educação.

Sem esclarecer quanto gastou com a reunião, a Unicamp afirmou que pagou despesas usuais de eventos científicos, como passagens e diárias de palestrantes nacionais e internacionais.

A Unicamp destacou ainda que 14 professores da FEC fizeram parte da comissão científica do evento, formada por 41 pesquisadores. Não respondeu, porém, se o grupo sabia de alguma das diversas informações negativas sobre a IACSIT na internet, entre elas o descredenciamento de eventos da editora em 2012 por parte do prestigiado IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), fundado em 1884 nos EUA.

Da mesma forma que o CNPq, a Capes afirmou que seu processo de análise e aprovação do apoio ao avento não detectou nada de negativo sobre a editora chinesa em questão.

A IACSIT não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

PADRÃO

Ainda que a editora chinesa esteja na lista de “predatórios”, sua revista “International Journal of Engineering and Technology”. está classificada na plataforma Qualis Periódicos, da Capes, que serve para orientar pesquisadores, professores e pós-graduandos brasileiros a escolher revistas científicas para publicar seus artigos.

Apesar de irregular, o registro de trabalhos de eventos como artigos de periódicos em currículos está se tornando comum, segundo o geógrafo Marcos Pedilowski, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

“A relação dessa prática com as publicações predatórias é apenas a ponta de um iceberg com muitos outros aspectos graves ligados à pressão acadêmica cada vez maior pela produtividade dos pesquisadores com artigos em periódicos”, disse Pedilowski. “Estamos crescendo em quantidade mas estagnando em qualidade.”

O evento da IACSIT com a Unicamp não teria acontecido se a “International Journal of Engineering and Technology” e outras de suas revistas não estivessem no Qualis, afirmou o pesquisador.

A Unicamp afirmou que a conferência teve a participação de palestrantes reconhecidos internacionalmente e que evento foi muito bem sucedido, apresentaram trabalhos importantes dentro dos campos da engenharia civil e da arquitetura.

Sobre a lista de “predatórios” de Beall, a nota universidade disse que não considera que um bibliotecário acadêmico com apenas dois anos no cargo de professor, conforme consta em seu próprio blog, tenha mais competência para classificar periódicos do que a avaliação tradicionalmente reconhecida no mundo científico, que no caso foi feita por professores que assessoram a Capes.

Em relação à classificação da revista “International Journal of Engineering and Technology” no Qualis, a Capes afirmou que a cada nova avaliação, que trienal passará a ser quadrienal, “os procedimentos são atualizados, modificados e aprimorados em função dos aprendizados de cada processo”.

O CNPq não respondeu se pretende tomar medidas sobre a forma como foram registrados trabalhos do evento em pelo menos 30 currículos na plataforma Lattes.
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– A mentira da publicidade do Sorvete da Dilleto! O Conar não gostou…

Já viram aqueles carrinhos de caríssimos sorvetes italianos da Dilleto, no qual aparece a figura de um velhinho, supostamente o pioneiro na produção de gelatos em sua família e que há quase 100 anos iniciou a produção de sorvetes artesanais, propagada nas embalagens?

Pois é… TUDO MENTIRA.

A empresa – que não tem 10 anos – misturou marketing, história e invenção publicitária. Agora, a mentira está custando caro…

Veja o que eles diziam:

“La felicità è un gelato” – Com essa frase, o Nonno Vittorio Scabin resumia toda a sua dedicação ao Diletto, um sorvete artesanal, feito com frutas frescas e neve. o ano era 1922, e o local era o pequeno vilarejo de Seppada, na região do Vêneta. O cuidado no preparo e na seleção dos ingredientes naturais fazia do Dialetoo um sorvete delicioso e saudável. Mas veio a grande guerra, e Vittorio viu-se obrigado a deixar sua Itália e construir uma nova vida no Brasil. Hoje, quase um século depois, a tradição continua pelas mãos de seus netos, que uniram as evoluções da indústria às sutiliezas do processo artesanal desenvolvido pelo nonno. Diletto: esse é o legado que Vittorio Scabin deixou para seus netos, que mantém a mesma dedicação, perfeccionismo e paixão que são fundamentais para transformar simples picolés em raras e deliciosas porções de felicidade.”

Agora, veja a realidade,

em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20141212/diletto-tera-admitir-que-vovo-marca-ficticio/216273.shtml

A MENTIRA DO VOVÔ QUE NUNCA EXISTIU

A história fictícia que era contada como verdadeira pelos sócios da empresa de sorvetes Diletto deverá ser mudada, de acordo com decisão divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (#Conar).

Na prática, explicaram fontes do mercado publicitário, isso significará que a marca de sorvetes terá de explicitar em toda a sua comunicação – incluindo site institucional, propaganda e embalagens – que o personagem não existe.

Um dos sócios da empresa, Leandro Scabin, contou durante anos a história de que o negócio recriava versões das receitas de seu avô, #VittorioScabin, um italiano que fazia sorvetes no início do século 20.

Além de estar disponível no site da companhia, a trajetória do “#nonno Vittorio” foi reproduzida por vários jornais e revistas. Na verdade, o vovô saiu da imaginação de outro sócio da empresa, Fabio Meneghini, ex-publicitário que por anos trabalhou na WMcCann. O avô de Scabin, na vida real, nunca viveu de produzir sorvetes.

Depois que o fato de a história ser fictícia ter vindo à tona, a Diletto divulgou nota afirmando que a história de Vittorio em nada afetava a #qualidade do produto. A companhia afirma que todo o resto de sua publicidade era real, incluindo o fato de usar limões sicilianos, coco da Malásia e baunilha de Madagascar na fórmula de seus produtos.

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– Empresas que realmente atendem bem o cliente!

Empresa séria não enrola o cliente que está com problema: ela simplesmente resolve!

Quer uma relação delas?

A Revista Época (17/11/2014) trouxe uma edição em conjunto com a ONG “Reclame Aqui” sobre boas e exemplares práticas na relançar entre consumidores e fornecedores. Compartilho:

Não basta atender bem

Algumas empresas não medem esforços para ter consumidores satisfeitos e superam suas expectativas

CINTIA MARCUCCI
01/12/2014 14h44 – Atualizado em 01/12/2014 15h06
Mara  Galiani (Foto: Letícia Moreira/ÉPOCA)(Foto: Letícia Moreira/ÉPOCA)
MARA GALIANI – 52 ANOS
O que comprou?
Detergente CIF
O produto manchou a pia da cozinha de seu filho. O problema era a impermeabilização do granito, mas a Unilever pagou o polimento da pedra assim mesmo

Em junho deste ano, a comerciante Mara Galiani, de São Carlos, no interior de São Paulo, comprou um produto de limpeza da marca Cif, da Unilever. Aplicou o líquido para limpar o granito da pia da cozinha da casa de seu filho. Depois de algumas horas, surgiram manchas esverdeadas na superfície. “Fiquei desesperada”, diz ela. “Liguei para o SAC para reclamar, e o pessoal foi muito atencioso. Eles vieram avaliar o problema, levaram o produto para análise e informaram que não havia nada errado.” A recomendação da Unilever foi que Mara falasse com o fornecedor da pedra sobre a impermeabilização, provável causa do problema. Mais uma vez, nenhuma falha foi encontrada. Mesmo tendo comprovado em laboratório que as manchas não foram provocadas pelo seu produto, a Unilever pagou pelo serviço de polimento da pedra. “Não esperava que bancassem essa despesa”, afirma Mara. “Estou muito satisfeita com a postura deles.”

>> As 72 campeãs de 2014

A Unilever assumiu a despesa por uma razão simples: valia mais a pena resolver o problema e ver o consumidor satisfeito do que simplesmente lavar as mãos. “Nossa missão é manter o foco no bem-estar do consumidor”, diz Betânia Gattai, gerente do serviço de atendimento da Unilever. “Consideramos essa decisão de assumir a despesa do polimento como geração de valor para a marca e para a Unilever. Nosso consumidor sabe que, se for possível, o ajudaremos de alguma maneira.”

>> O consumidor é quem manda

O SAC da Unilever recebe com frequência casos que não representam exatamente um problema provocado pela empresa. Betânia conta que uma consumidora entrou recentemente em contato e informou que gostaria de casar usando o vestido de casamento da mãe. Na hora de lavá-lo, as manchas amareladas provocadas pelo tempo não saíram com o sabão em pó Omo. A Unilever retirou o vestido na casa da cliente, analisou o tecido em laboratório, desenvolveu uma solução específica para o caso, e o tecido voltou à cor normal.
Consumidores atendidos com esse grau de atenção desenvolvem uma relação de fidelidade com a marca. Uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, feita com 70 mil consumidores, mostrou que, se alguém tem um problema com uma empresa e é bem atendido, tem 28% de chances de continuar preferindo aquela marca. “É por isso que avaliamos quantos consumidores dizem que voltariam a fazer negócio com a empresa que reclama”, diz Maurício Vargas, presidente do ReclameAqui.

Bruna  Gomes (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)(Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
BRUNA GOMES – 28 ANOS
O que comprou?
Vestido da HERING
A empresa mobilizou a equipe para disponibilizar em seu site um vestido exclusivamente para ela

A publicitária Bruna Gomes, de São Paulo, também viveu momentos de expectativa por causa de um vestido. No verão passado, ela se encantou com um modelo da Hering, mas não encontrou o produto com seu manequim. Assim que Bruna explicou a situação a um atendente do SAC, a Hering agiu. “Havia só uma peça no interior de Santa Catarina”, diz Bruna. “Eles me orientaram a entrar no site e forneceram o vestido durante meu acesso, para que eu comprasse sem correr o risco de outro consumidor passar na minha frente. Nunca recebi um atendimento como esse.” Ela diz que voltaria a comprar da Hering. Para Ronaldo Loos, diretor comercial da Hering, a ação contribui para a boa imagem da marca.

>> A reconquista do cliente

Para as Lojas Americanas, ir além daquilo que o cliente espera é uma das razões para a empresa ter chegado aos seus 85 anos com clientes fiéis. O diretor de relações com investidores, Murilo Correa, lembra um caso que mobilizou parte da equipe em plena véspera de Natal, a data mais concorrida do ano. Um casal de Belém, no Pará, queria comprar uma boneca específica. Já vasculhara todas as prateleiras da loja. Faltavam dez minutos para o fim do expediente. A gerente ligou para outras lojas até encontrar a boneca. Enquanto o produto não chegava, os funcionários ficaram de prontidão. “A gerente poderia simplesmente informar que o produto havia acabado e encerrado a conversa”, diz Correa. “Nossa filosofia é fazer com que o cliente saia sempre feliz.”

Juliana Ferri (Foto: Milton Dória/Época )(Foto: Milton Dória/Época )
JULIANA FERRI – 35 ANOS
O que comprou?
Sabonete líquido
A Johnson & Johnson aceitou sua sugestão de mudar a embalagem do produto para facilitar o banho do bebê

A relação dos consumidores com o SAC das empresas pode se transformar também numa oportunidade para aprender. Clientes satisfeitos podem dar boas sugestões. Foi o que aconteceu com Juliana Ferri, professora de informática de Cornélio Procópio, no interior do Paraná. Ela dava banho em seu bebê com o sabonete líquido Johnson’s Baby e percebeu um problema. “Não conseguia segurar meu filho na banheira e abrir a embalagem ao mesmo tempo”, diz. “Como moro sozinha e não tenho ninguém para ajudar, comprei um porta-sabão com válvulas de apertar. Funcionou.”  Juliana escreveu para a Johnson & Johnson.  Dias depois, ela recebeu uma mensagem de agradecimento. A surpresa mesmo veio quando viu na TV um comercial que falava sobre a troca de embalagem para facilitar o banho dos bebês. Juliana entrou em contato mais uma vez, para elogiar a mudança e dizer que estava feliz por ter contribuído para a melhora do produto. “É grande o número de pessoas que procuram nossa área de atendimento para dar sugestões de melhorias”, diz Sílvia Alvarez, gerente de relacionamento com o consumidor da Johnson’s. “A recente linha Johnson’s Baby Cheirinho Prolongado, exclusiva do Brasil, foi criada justamente para atender o desejo das mães que diziam querer que o bebê ficasse com cheiro de banho o dia inteiro.”

Quando alguém entra num hospital para cuidar da saúde, não é chamado de consumidor, e sim de paciente. A relação é a mesma: trata-se de alguém que foi ao mercado em busca de um prestador de serviço de qualidade, para atender a uma necessidade específica. Um paciente com dor não gosta de esperar. Quer ser atendido rapidamente e colocar um ponto final em seu sofrimento. “Sabemos que nem sempre corresponderemos à expectativa, em especial quando se trata de cura de doenças”, diz Ivana Lucia Siqueira, superintendente de operações de atendimento do Hospital Sírio-Libanês. “Nossa estratégia é demonstrar calor humano no atendimento e procurar compreender todas as necessidades do paciente, algo muito mais amplo que apenas a doença dele naquele momento.”

>> Passei um dia no SAC das sandálias Havaianas

Ivana lembra uma paciente que não tinha familiares. Sua única companhia era um cachorro. Como era caso para internação, surgiu o dilema: quem cuidaria do animal durante a ausência da dona? A saída foi encontrar alguém para cuidar do cachorro durante a permanência da mulher no hospital. Deu tudo certo. “Já ajudamos até mesmo a reorganizar viagens, reuniões e assinaturas de documentos dos pacientes”, diz Ivana. Outro caso curioso foi um paciente que precisava passar por uma cirurgia. Um ano antes, sua mulher morrera no hospital, e ele associava o lugar a esse momento ruim. Para deixar o ambiente mais leve, a equipe do Sírio decorou o quarto dele com balões coloridos e imagens dos personagens infantis preferidos de suas filhas. Ele disse depois que a iniciativa o ajudou a se recuperar mais rapidamente.

– CNPQ e CAPES cobram os seus bolsistas!

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citação)

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

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– Identificando um bom professor!

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja desta semana (13/02/3013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Unicamp e a Não-Inscrição de Quase Metade dos Aprovados!

Um número que impressiona: quase metade dos estudantes aprovados na Unicamp não se matricula!

Cerca de 45% das vagas ficaram abertas para a segunda chamada. Como explicar tal fato?

Alguns alegam que é pela concorrência de outras instituições; outros, pelo fato da Universidade de Campinas não ser a primeira opção em determinados cursos. Ainda, o fato de treineiros estarem inscritos.

Bobagem. Para quem conhece a Unicamp, sabe da sua excelência. Mas fica a dúvida: como interpretar tal número?

Extraído de: http://is.gd/UXfhUs

UNICAMP CONVOCA PARA QUASE METADE DAS VAGAS NA SEGUNDA CHAMADA

A segunda chamada do vestibular da Unicamp tem 1565 candidatos convocados, 45% das 3.444 vagas disponíveis para o primeiro semestre de 2012. A lista de estudantes que conquista a vaga porque os primeiros chamados não foram realizar matrícula está disponível no saguão do Ciclo Básico II da universidade e na página www.comvest.unicamp.br. Nesta quarta-feira, dia 8, também foram divulgadas as notas de todos os concorrentes.

– Nossa querida Profa Juliany, em novos vôos!

Com tristeza soube que a nossa estimada Ju, colega de docência e nossa coordenadora por muito tempo, não está mais na casa.

Com alegria soube que já está em plena atividade.

Obrigado, Juliany, por sempre ter sido uma leal colega, amiga e providente. Sucesso à você!

Ops: aproveitando o assunto “faculdade”, será que os políticos de Salto não estão preocupados em empenhar-se em relação ao prédio da Abadia? Os alunos que lá estudam foram esquecidos?

Acompanhando o excepcional trabalho e luta do aluno Valter Berlofa, vejo que a tarefa é árdua, não por ela em si, mas pela omissão e descaso de alguns nobres vereadores, somada às ações do Executivo.

Pena.

– O que Motiva / Desmotiva nas Empresas

Na noite de ontem, em debate com os alunos sobre as idéias behavioristas na Administração de Empresas, questionamos os mesmos o seguinte:

1) O que mais lhe motiva em seu trabalho?

2) O que mais lhe desmotiva em seu trabalho?

Ironicamente, a resposta foi a mesma, na maioria, para as duas questões: o SALÁRIO.

Para quem respondeu que o salário motiva, alegou que é pelo dinheiro que se mantém na empresa, sendo o ambiente de trabalho e a tarefa em si desmotivadores.

Já para quem respondeu que o salário desmotiva, alegou que para não ficar parado se submete a tal remuneração; se pudesse, trocaria de emprego.

Outros alunos elogiaram ou criticaram o relacionamento com os colegas/chefia, clima organizacional e status do cargo. Porém, uma resposta me chamou a atenção:

O que em motiva é poder ver o que aprendo na faculdade, e é justamente isso que me desmotiva, pois minha empresa faz tudo ao contrário do que estudo com meus professores”.

Laboratório de trabalho ao pé-da-letra…

– Correção das provas do 1º Bimestre (UFA)

Puxa, acabei! Exatamente 2 horas e 15 minutos para a correção da Avaliação do 1º Bimestre da Turma E201 (2º semestre) da Graduação em Administração de Empresas.
Queridos alunos, me senti traído por vocês. Infelizmente, provas ruins em uma avaliação de nível fácil/intermediário. Fiquei decepcionado.
Vamos lá: erros básicos de troca de conceitos foram predominantes. Trocaram, como o dito popular diz, “Jesus por Genésio”. Inverteram, se confundiram e muitos enrolaram nas respostas. Uma pena.

Verifiquei durante a correção frases sem sentido e outras soltas. Não dá para universitários procederem dessa forma. Precisamos melhorar. E iremos!
Fazendo de conta que nem falarei da letra ruim de alguns, vamos aos erros de escrita:
Lideração (liderança), Condissão (condição), fortalessa (fortaleça), empreza (empresa – esse não dá para engolir), crecimento (crescimento), vadil (vadio), funsões (funções – arrrggghhh), execultar (executar).
Amigos, precisamos evitar esses erros… sem comentários.

Algumas respostas foram completamente vazias. Por exemplo: “Planejar é fazer o planejamento da empresa”. Ué, cadê a novidade? Ou ainda: “existe a função Cuidar, que é cuidar bem da empresa”.
Nomes como Taylor e Fayol foram confundidos como Tayol e Faylor. Como é que adivinharei a quem se referia nessa fusão de conceitos?
Uma questão praticamente dada de presente aos alunos foi a do Homem Econômico. Esta, não tinha desculpas para errar…

Àqueles que foram bem e lêem essas considerações sem a preocupação de estarem inclusos nessa correção, parabéns. Mas não se acomodem, ok?
Abaixo, as correções, COM O CONTEÚDO MÍNIMO DE IDÉIAS EM UMA RESPOSTA (poderia-se falar mais, desde que pertinente)

RESPOSTAS:

1- As funções de um administrador de empresas são:
=Planejar (prever, antecipar): a mais importante das funções, pois é a base das demais – se refere à criação de estratégias, elaboração de planos de trabalho, definição e desenvolvimento de metas, observações preliminares das ações empresariais.
=Organizar (alocar, otimizar): se refere à alocação dos suprimentos, da mão-de-obra, dos recursos em geral a fim de executar melhorar as atividades. Perguntas como “Quem?”, “Quando?”, “Onde”, entre outras, estão nessa função.
=Comandar (liderar, dirigir): a mais difícil das funções, pois se refere à condução dos trabalhos, à liderança exercida sobre seus subordinados e boa harmonização do trabalho.
=Controlar (fiscalizar, mensurar): se refere ao acompanhamento das atividades realizadas, o andamento do cumprimento das tarefas propostas no trabalho ou não.

2- As habilidades de um administrador são:
=Técnicas, predominando no nível operacional/técnico; se refere à execução do trabalho na produção. Aqui se encaixa a questão do exercício da prática na produção.
=Humanas, predominando no nível intermediário/gerencial; se refere ao relacionamento entre os funcionários nos diversos níveis, o gerenciamento humano da empresa e a ligação entre diretores mais graduados e chão-de-fábrica.
=Conceitual, predominando no nível executivo/institucional; se refere ao conhecimento das ferramentas da Administração de Empresas, domínio das estratégias administrativas e condução da empresa como um todo.

3- O Homem Econômico ou “Homo Economicus” é um dos princípios da ORT (Organização Racional do Trabalho), no qual visava resolver o problema da Vadiagem no Trabalho observada nas empresas. Através da teoria da Administração Científica, Taylor disse que, sendo o operário vadio por natureza, mesquinho, indigno de confiança, a solução dos problemas seria fiscalizá-lo, ou seja, controlá-lo por supervisão rígida no ambiente de trabalho.

4- As Variáveis da Administração de Empresas buscavam mostrar qual o ponto forte das diversas teorias da Administração. Historicamente, são classificadas em:
Tarefas – realizar de maneira eficiente as atividades, que devem ser simples, repetitivas, levando à especialização e divisão do trabalho;
Estrutura – manter os departamentos e a organização hierárquica / estrutural da empresa rígida, onde o funcionamento da máquina burocrática se mantenha pela estrutura criada, e não pelas pessoas.
Pessoas – a valorização do capital humano, onde o homem torna-se o principal patrimônio para a empresa.
Ambiente – a harmonização do trabalho, local sem conflitos e motivador.
Tecnologia – a constante inovação, busca incessante pelo conhecimento e utilização de ferramentas modernas de gestão/produção.

5- Taylor tratava a remuneração com base na produção, evitando pagamento de salários por períodos de tempo. Fayol defendia a remuneração por periodicidade, indiscriminatória por idade, sexo, raça, ou qualquer outra forma de seleção.

Lembrando novamente: aqui está o CONTEÚDO MÍNIMO DE IDÉIAS EM UMA RESPOSTA (poderia-se falar mais, desde que pertinente).
Notas e correção em aula SOMENTE na próxima 2ª feira.

– Atividades Acadêmicas da Última Semana

Na última segunda-feira, discutimos com nossos alunos o Fordismo, falando sobre a história de Henry Ford, seus conceitos sobre administração e produção, além da sua relação com o Taylorismo.

Em suma, os alunos disseram que:

1) Ford era um empreendedor nato, pois, afinal, investia sem se preocupar com riscos. Lembraram do fato de, na primeira tentativa de popularização do automóvel, ele ter falido com a Detroit Co.;

2) A preocupação social de Ford foi destacada, justamente por ter seu funcionário como primeiro cliente. Diversos alunos relataram ações semelhantes às empresas as quais trabalham.

3) O espírito inventivo/inovador de Ford inspira administradores e empreendedores até hoje. A persistência foi relatada por alguns alunos.

4) Por fim, um discente resolveu por a boca no trombone: “tenho um Ford Ka e até hoje estou reclamando da palheta que eles não trocaram e está na garantia”. Ora, querido aluno, não confunda “alhos com bugalhos”!

– O que te Motiva no Trabalho?

Tal pergunta foi debatida nesta última segunda-feira em sala de aula com os alunos de Administração de Empresas da Faculdade Sant’Anna de Salto. A questão surgiu após debates sobre o ‘modelo taylorista de gerenciamento’, que defende que o funcionário tem exclusivamente o aspecto financeiro como canal motivador.

Das 43 respostas obtidas entregues, algumas curiosas, como:

É claro que todo mundo gosta de dinheiro

Ou outras mais ideológicas como:

Ser elogiado constantemente não tem preço”.

Em suma, chegamos a um elenco básico de opiniões sobre o que motiva nossos alunos no trabalho:

– 28 alunos declararam que a recompensa financeira é a principal motivação;

– 8 alunos disseram que o reconhecimento profissional é o fato preponderante;

– 4 alunos afirmaram que “fazer o que gosta” é a verdadeira motivação;

– 3 alunos não percebem qualquer forma que possa motivá-los no trabalho.

E você, quer dar alguma opinião? Deixe seu comentário sobre o que te motiva no trabalho!

– Ótimos Programas de Trainee

Sempre recomendo aos meus queridos alunos que busquem a experiência do estágio ou programas de Trainee (dependendo do semestre).

Aos formandos e recém-formados, boas oportunidades em vagas de Trainee nesse final de agosto: salários entre R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00.

Aqui vai a lista:

3M – WWW.dreves.com.br/3m

Ambev – WWW.traineeambev.com.br

Editora Abril – WWW.abril.com.br/trabalheconosco

Itaú-Unibanco – WWW.itau.com.br/programas

Nestlé – WWW.cidadedostalentos.com.br/traineenestle

Novartis – WWW.focotalentos.com.br/novartistrainee

TIM – WWW.tim.com.br

Volkswagwen – WWW.focotalentos.com.br/volkswagentrainee2012

Votorantim – WWW.traineesvotorantim.com.br

Unilever – WWW.queromaisunilever.com.br/trainee.html

Lembrando: muitas dessas empresas aceitam as inscrições até 28 de agosto (domingo).

Boa sorte!

– Revoluções e Analfabetismo Digital

Em atividade com alunos do Segundo Semestre de Adminsitração de Empresas, debatemos sobre as revoluções do século XXI. E, diferente da Revolução Industrial da virada do século XXI/XX, onde as mesmas eram paulatinas, a Revolução Tecnológica que vivemos diariamente causa certo temor aos discentes, e por um motivo: A VELOCIDADE DA MESMA.

Um consenso: quem não se atualizar, será analfabeto digital e estará em desvantagem no mercado de trabalho. Sinal dos tempos.

– E os Alunos Voltaram Mais Confiantes!

 

Num bate-papo e em atividade na sala de aula, questionamos ontem os alunos do Segundo Semestre de Administração de Empresas sobre a experiência dos primeiros 6 meses na Faculdade. E as respostas foram ótimas!

 

Basicamente, os alunos disseram que o que mudou na vida deles foi que:

 

– Tornaram-se mais confiantes; citaram muito a elevada auto-estima;

– Ganharam promoções no trabalho;

– Aprenderam muita coisa;

– Foram elogiados; e,

– Tiveram aumento de cobranças pessoais e profissionais sobre eles (afinal, estão na faculdade)!

 

Tudo isso faz parte do ambiente universitário, o que é ótimo. Aumento de cobranças é conseqüência do aumento da competência. Parabéns!

– Volta às Aulas

 

Hoje voltamos às aulas no Ensino Superior (os trabalhos acadêmicos já começaram, mas na parte burocrática).

 

Bem-vindos de volta, queridos alunos! Trabalharemos bastante nesse semestre! Confesso estar com muitas saudades do ritmo de aulas.

 

Aula não é professor falando por todo o tempo, senão vira palestra. Tampouco escrever na lousa e esperar que copiem algo ou não, senão o professor poderia ser substituído por um escritor.

 

AULA, propriamente dita, é quando o professor instiga seus alunos, faz despertar o espírito crítico e os coloca em debate sobre os temas. É o que dá prazer e o que realmente faz sentido.

– Provas, Provas, Provas

 

Estamos em uma corrida semana de provas acadêmicas. Como é bom ver ótimos resultados nas avaliações. E como é ruim ver alguns erros indevidos persistindo em reaparecem nas avaliações.

 

Torço para que todos não vejam a minha cara nas próximas semanas (pois será sinal de aprovação e férias antecipadas). Mas àqueles que ficarem de Exame Substitutivo, estamos à disposição.

 

Boa sorte à todos!

– Desempenho dos Alunos na FASAS no 1º. Semestre de 2011

Queridos alunos,

 

Como nossas atividades se encerram nesta semana, e as provas se iniciarão, um breve balanço:

 

Alunos Veteranos: mostraram sempre a boa competência, mantiveram o espírito crítico e, claro, mostraram-se ansiosos pela Formatura. Tudo dentro da normalidade.

 

Alunos Calouros: Como a classe era muito grande, grande também era a diferença dos ingressantes. A experiência pessoal de cada um, se comparada, mostrava grande amplitude de conhecimentos (de pouco até muito). Aqueles que escreviam mal, evoluíram. Os que escrevem bem, continuam. Aos poucos, aqueles que têm dificuldades de expressar suas idéias no papel foram conseguindo se aperfeiçoar (alguns testemunharam até mesmo treinos de redação com textos de análise crítica – ótimo!).

 

Alunos no PI: As apresentações do projeto integrador foram o ponto forte desse semestre. Trabalhos excepcionais, que deixaram os professores orgulhosos de seus pupilos. Aliás, esse é um diferencial do curso. A sua manutenção é indiscutível.

Alunos no EAD: muitos mostrarm interesse. os desinteressados acabaram não fazendo esforço algum pelo interesse… Ous eja, muitas atividades entreguem por protocolo. Isso não foi bom… Mas valeu pelos que suaram a camisa.

 

Parabéns a todos e boas provas!

– Projetos Integradores Nota 10!

 

Estive participando da banca avaliadora dos Projetos Integradores dos Alunos do 3º Semestre da Faculdada Sant’Anna. E fiquei impressionado pela boa qualidade.

 

É disso que me orgulho: alunos engajados! Trabalhos bem feitos, inteligentes e caprichados. Parabéns pessoal!

– Provas do Primeiro Bimestre

 

Queridos alunos, sobre as provas:

 

Primeiro Semestre: em especial sobre as sugestões de idéias para as pequenas empresas, infelizmente poucas novidades. Muita redundância do próprio texto. O mais repetido foi: “fazer marketing”. Ora bolas, o que é ”fazer marketing”? Muitas respostas extremamente subjetivas. Em compensação, alguns alunos mostraram excepcional evolução dos trabalhos de aula e responderam corretamente. Falaremos sobre tudo isso na próxima aula.

 

Oitavo Semestre: boas provas! Em especial, sobre o case “O que fazer com seus talentos”, ótimas respostas. Toda a turma foi muito bem. Fiquei feliz!

– Atividades da Última Semana na Faculdade Santana de Salto

 

Amigos, um pequeno resumo das atividades dessa semana que exigiram espírito crítico:

 

8º. Semestre: Conversamos sobre “Gestão à Brasileira”, discutindo modelos característicos da Administração de Empresas no Brasil e a existência ou não de uma “Teoria da Administração Tupiniquim”.

A maior parte dos alunos disse que temos sim um modelo bem característico, podendo ser definido como uma Escola da Administração. Os argumentos foram bem desenvolvidos pelos alunos, que ponderam diversos fatores. Os que não defendem tal teoria, justificam que as características culturais ocorrem em todos os lugares, e que as brasileiras não teriam força suficiente de moldar uma nova teoria.

 

2º. Semestre: Trabalhamos sobre o tema “ONG’s”: Terceiro Setor e Voluntariado.

Melhores redações nos textos dessa vez! Menos quantidades de erro da Língua Portuguesa (mas ainda com alguns erros absurdos) e mais argumentação.

Ao contrário do debate em aula, vários alunos manifestaram que trabalham como voluntários em ações cidadãs, além de citar algumas que respeitam, como AA (Alcoólicos Anônimos) e NA (Narcóticos Anônimos).

Sobre o assunto, a maioria absoluta crê que as ONG’s devem fiscalizar o governo e / ou complementar ações sociais, justificando que se forem “substitutas”, há acomodação das autoridades governamentais.

Erros a serem evitados:

“Os EUA é” (Os EUA são…)

AS ONGUES (ONGUE??????????? Onde? É ONG)

Certesa, aliá (aliar), complementão (complementam), encentivo, brasil…

– Atividades Acadêmicas desta Semana na FASAS

 

Queridos alunos, vocês me surpreendem!

 

Vamos lá:

 

1º. Semestre: falamos sobre a Responsabilidade Social das Organizações em seus diversos níveis, e a tratamos levando em conta os benefícios às organizações e aos beneficiados diretos.

Questionados se “os alunos mudariam seu poder de decisão mediante o conhecimento de que a empresa pratica a responsabilidade social”, a maior parte diz que… Não! Levam em conta o preço e boa parte justificou o fato de que as dificuldades financeiras pessoais falam mais alto na hora da decisão.

Alguns alunos citaram que mudam sim a escolha, pelo fato de acreditarem estar ajudando o próximo; poucos, enfim, disseram desconhecer o que era a prática da Responsabilidade Social e nunca se atentaram a isso.

 

8º. Semestre: após falarmos sobre Culturas Organizacionais e Discriminação Racial ou Social, os alunos foram indagados anonimamente sobre o fato de “já terem praticado discriminação” ou serem “vítimas da discriminação”.

Metade exata da sala disse já ter praticado e já ter sido vítima de discriminação (a outra metade, logicamente, disse não). E as formas mais diversas foram citadas: por origem étnica, religião, sexo, aparência, entre tantas.

 

O importante de tudo isso é o espírito crítico! Mas, atenção primeiro semestre!!! Muitos erros de português, como “serteza”, “proficional”, “ajuda umanitária”, “lucro essessivo”. Não pode acontecer isso…

– UniSant’Anna / Salto e Esclarecimentos sobre a Devolução do Prédio

 

Caros alunos e comunidade acadêmica,

 

A pedido da Coordenação, envio cópia do esclarecimento da Faculdade Sant’anna de Salto sobre o imbróglio referente ao comodato do prédio cedido pela Prefeitura de Salto, e a devolução do mesmo por ordem judicial:

 

Prezados Funcionários e Professores,

 

Diante da notícia amplamente divulgada sobre a questão que a Faculdade deverá devolver o prédio à Prefeitura até o final do ano, cumpre-nos informar:

 

Conforme informações fornecidas pela reitoria, a Faculdade ainda não foi notificada oficialmente pela Justiça. Assim que isso aconteça, imediatamente tomará as medidas judiciais cabíveis para o processo em questão.

 

A reitoria informa, ainda, que todas as ações necessárias serão realizadas de forma que a instituição garanta a segurança a todos os que compõem a comunidade acadêmica (alunos, professores e funcionários).

 

Neste sentido, solicitamos a gentileza de nos auxiliarem na prestação de informações à quem, por ventura, solicitar esclarecimentos.