– Brasil Terá Exclusividade na Fabricação do Tucson

Essa notícia é muito boa: a Hyundai anunciou que a produção mundial do seu veículo Tucson será integralmente no Brasil, num investimento de R$ 1,2 bi!

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200908071524_RED_78287955

CAOA ANUNCIA R$ 1,2 BI PAA FÁBRICADA HYUNDAI

O presidente do grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que representa a montadora Hyundai no Brasil, anunciou nesta sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva investimento de R$ 1,2 bilhão, com a geração total de 1.450 novos empregos formais, para a produção do utilitário esportivo Tucson em território nacional. Os recursos começarão a ser aplicados entre o final deste ano e 2011 e serão divididos em R$ 400 milhões em logística, R$ 400 milhões para a produção de 60 mil unidades por ano e outros R$ 400 milhões para a ampliação da capacidade de montagem para até 100 mil unidades.

“Dobramos o investimento (no País) este ano e vamos fazer um novo investimento para a gente partir para 100 mil veículos por ano”, afirmou Oliveira Andrade. A planta está localizada na cidade de Anápolis, em Goiás.

“Hoje a fábrica tem mais de 150 mil metros quadrados de área construída e está apta, totalmente robotizada, e pronta para fabricar o Tucson. Estamos contratando 950 funcionários para, em dezembro, lançarmos o novo Tucson, o Tucson nacional. Ele deixa de ser produzido na Coreia (do Sul) e vai ser produzido exclusivamente no Brasil”, afirmou Andrade.

Os outros 500 empregos serão gerados a partir da necessidade de se atualizar a logística de montagem do utilitário esportivo. “São 1450 empregos que serão criados até o fim do ano e isso está sendo implantado a todo vapor”, declarou.

“O Tucson é um carro muito bem adaptado para o Brasil. Atualmente estamos vendendo uma média de 3 mil veículos desse por mês. É um carro muito bem aceito”, avaliou o executivo, confirmando que, com a expansão da produção, a Caoa deve exportar o modelo para países da América Latina e da África.

“Ele está saindo de linha na Coreia e entrando aqui no Brasil, e as vendas estão crescendo. Todos os distribuidores da América Latina estão ansiosos por pegar esse carro. Há muita chance de a gente exportar para a América Latina e para a África, quando tivermos excedente no nosso mercado”, comentou.

“Temos condição de chegar mais ou menos a 60 mil veículos (em 2010), e a maior parte da produção será consumida no País. O excedente será exportado. Vamos já investir no aumento da produção pensando na exportação. A partir de dezembro é que vamos começar a produção do Tucson nacional e aproximadamente em meados do próximo ano estaremos fabricando nessa fábrica 60 mil veículos por ano, entre o caminhãozinho HR e o Tucson”, disse.

– O Racha no Comando das Casas Bahia

Nunca é bom brigar no comando de empresas de grande porte. Sua divisão e enfraquecimento podem acabar com o negócio.

Compartilho a notícia de que os irmãos Saul e Michael Klein, herdeiros atuantes das Casas Bahia, finalmente chegaram a um acordo para a saída de um dos sócios da empresa. Motivo: Samuel Klein, o patriarca, escolheu seu sucessor por princípios judaicos.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/racha-comando-casas-bahia-489711.html

UM RACHA NO COMANDO DAS CASAS BAHIA

As Casas Bahia, maior rede de varejo de móveis e eletrodomésticos do país com faturamento anual de aproximadamente 14 bilhões de reais e 60 000 funcionários, acaba de realizar a mais importante mudança de estrutura societária de sua história. Saul Klein, filho do fundador Samuel e irmão mais novo de Michael Klein, presidente da empresa, está fora da sociedade.

Responsável pela área comercial das Casas Bahia e dono de um terço das ações da companhia, Saul vendeu sua parte para o irmão, que detinha também um terço. O terço restante continua nas mãos de Eva, irmã de Saul e Michael que vive nos Estados Unidos e não participa da administração da empresa. No mercado comenta-se que Michael recorreu a bancos e fundos estrangeiros para levantar os recursos. A empresa não comenta, mas estima-se que a parte de Saul valeria cerca de 4 bilhões de reais.

O principal motivo para saída de Saul teria sido a série de desentendimentos com o irmão sobre a condução dos negócios e também a decisão do pai de entregar o comando da empresa a Michael, o primogênito, como manda a tradição judaica. Saul é tido como um grande negociador. É ele quem conseguia preços e prazos junto aos fornecedores em condições mais vantajosas do que a concorrência. “O mercado confia nele e já sabe seu jeito de negociar. Vai ser difícil encontrar um substituto à altura”, afirma uma pessoa que trabalhou com a família.

A saída de Saul ocorre em um momento em que o relacionamento das Casas Bahia com os fornecedores tende a ficar mais difícil. A compra do Ponto Frio pelo Pão de Açúcar criou, pela primeira vez, um concorrente com poder para ameaçar a liderança da família Klein no varejo de eletrônicos. “Até agora os fornecedores eram obrigados a aceitar as imposições das Casas Bahia, que eram líderes incontestáveis do mercado”, diz um concorrente. “O fortalecimento do Ponto Frio cria um canal que torna menor a dependência dos fabricantes em relação às Casas Bahia.”

Por outro lado, a saída de Saul elimina um foco de conflito dentro da empresa e abre espaço para que Michael busque um investidor de peso para a rede. O irmão mais novo sempre foi um crítico da sanha expansiva de Michael. A compra de lojas no Sul do país e o fechamento das mesmas poucos meses depois foi um dos pontos de atrito. “A briga entre os dois dividia a equipe e tornava inviável a entrada de um novo sócio”, diz um executivo do setor.

O momento das Casas Bahia não é dos melhores. Ainda que seu faturamento seja praticamente o dobro das operações de eletroeletrônicos do Pão de Açúcar somadas ao Ponto Frio, os resultados financeiros do grupo da família Klein estariam em queda nos últimos meses. A empresa é fechada e não divulga seus resultados, mas uma pessoa com acesso aos dados da rede diz que houve uma grande queda de receita financeira nos últimos anos.

O grande vilão da história seriam os cartões de crédito. Até 2004, as Casas Bahia não aceitavam pagamentos com cartões. O forte da rede era sua venda com carnês, com financiamento próprio. Cerca de 80% de sua receita seria proveniente da área financeira. Apenas 20% viriam do resultado da venda dos produtos. Com a disseminação dos cartões, que bancam vendas em até dez vezes sem juros, a rede passou a aceitar o pagamento com dinheiro de plástico. De 5% do total de pagamentos realizados em 2006, os cartões passaram a representar 40% das compras. E os ganhos financeiros não param de cair.

Já o destino de Saul Klein é incerto. O empresário não gosta de se expor, raramente é fotografado e ainda não anunciou o que vai fazer com os bilhões recebidos. Comenta-se que o caçula dos Klein poderia comprar uma concorrente menor das Casas Bahia e levar com ele boa parte da equipe de vendas da empresa fundada por seu pai. “O Saul conhece o mercado como poucos e tem muita credibilidade com os fornecedores. Dificilmente vai ficar parado”, diz um executivo que trabalhou com os Klein.

– Pepsi compra dois grandes engarrafadores por US$7,8 bilhões

A Pepsico está decidida a brigar forte com a concorrência. Com a bilionária aquisição de 2 engarrafadoras, mostra uma agressividade não observada em outras empresas nesse período de retração econômica. Ponto para a sua presidente indiana, Indra Noory, a mulher forte dos negócios globais.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/pepsi-compra-dois-grandes-engarrafadores-us-7-8-bilhoes-489690.html

Pepsi compra dois grandes engarrafadores por US$7,8 bilhões

A Pepsi-Cola (PepsiCo), segundo maior fabricante de refrigerantes do mundo, acaba de adquirir a Pepsi Bottiling Group e a PepsiAmericas por 7,8 bilhões de dólares, segundo agência de notícias Bloomberg. A compra dos dois maiores engarrafadores de seus refrigerantes põe fim a uma negociação de três meses de duração e permite que a companhia poupe capital no serviço de engarrafamento de bebidas.

A fabricante se comprometeu pagar a quota de 36,50 dólares para a Pepsi Bottling e 28,50 dólares para a PepsiAmericas, metade em dinheiro e metade em ações. Os valores foram fixados com base no preço de fechamento das ações da companhia no dia 31 de julho. 

Os dois grandes engarrafadores adquiridos chegaram a negar uma oferta de 6 bilhões de dólares proposta pela PepsiCo no mês de abril. A quantia foi considerada muito baixa pelas duas empresas assediadas.

De acordo com a presidente da PepsiCo, Indra Noory, com a consolidação dos expertises de cada empresa, será possível angariar cerca de 300 milhões de dólares mediante economia de custos e receitas. Além disso, as negociações com varejistas, como o Wal-Mart, vão ser simplificadas.

– Açúcar Versus Álcool

O álcool brasileiro (etanol) é verdadeiramente um sucesso como biocombustível. O mundo quer a nossa tecnologia. Entretanto, os produtores brasileiros são extremamente duros na negociação e produção. Segundo o Caderno Agrofolha (capa), do jornal Folha de São Paulo desta última terça-feira, em alguns lugares da Grande SP o álcool combustíveis alcançou a incrível marca de R$ 1,439, enquanto a média pesquisada nos últimos 15 dias era R$ 1,257.

 

Tudo isso, segundo a matéria, se deve a exportação de açúcar. Comumente utilizada como desculpa, a entressafra do Álcool não é mais um problema, devido ao volume de exportação. Assim, os aumentos de preço se devem exclusivamente a venda do açúcar ao mercado externo.

 

Alguns números interessantes- a produção em 2008 era de: Álcool 52%, Açúcar 45,5%. Neste ano, a percentagem está estabelecida em: Álcool 40%, Açúcar 57,7%. Assim, a variação de preços fica ao belprazer dos usineiros e seus negócios com os estrangeiros…

– As Novas Funções e Franquias de um Posto de Combustível

Em São Paulo, pioneiramente surgiram os chamados “superpostos” – espaços onde o posto de tamanho grande arrenda seus boxs para lojas de conveniência e outras atividades comerciais. Tal tendência aumentou, e agora esses estabelecimentos se tornaram verdadeiros mini-shoppings.

Compartilho interessante material da Revista IstoÉDinheiro, a respeito das grandes marcas que procuram se estabelecer nesses pontos:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/617/proxima-paradacom-cada-vez-menos-e-mais-caros-espacos-nas-145630-1.htm

Próxima parada

Não é apenas para abastecer os carros que 3,5 mil paulistanos vão todos os dias a um espaçoso posto de combustível na avenida Pompeia, na zona oeste da cidade. Os consumidores são atraídos também pelo arsenal de serviços concentrados naquele espaço. Ali, enquanto enchem o tanque, os motoristas podem cortar o cabelo, tomar café, passar na lavanderia e engraxar sapatos. Se sobrar tempo, ainda podem deixar roupas para costurar, comprar remédios e revistas ou comer em um restaurante. A ideia de reunir empresas de diversos segmentos para atrair mais consumidores partiu do dono do local, Arthur Etzel, há 12 anos.

Na época, ele pesquisou pelo bairro que tipo de comércio faltava nas redondezas e levou o projeto para empresários que poderiam lucrar com a abertura de lojas. Atualmente, uma farmácia da Drogasil, um cabeleireiro Soho e uma Grife do Churrasqueiro são algumas das dez franquias presentes no posto, além do lava-rápido e de seis caixas automáticos de bancos. “O conceito amadureceu muito de cinco anos para cá e o posto virou uma parada quase obrigatória para os clientes que passam por aqui todos dias”, comenta Etzel. 

investidor não foi o inventor desse modelo. Ele apenas está surfando na onda inaugurada pelas grandes redes de franquias. Os tradicionais pontos em shoppings centers e em ruas comerciais se tornaram raros e, por tabela, caros. Além disso, os postos de gasolina oferecem vantagens em relação aos endereços convencionais. Ali há iluminação, estacionamento e segurança. Mais: são espaços que funcionam 24 horas por dia, o que aumenta a circulação de clientes e gera mais receita para as lojas. O mais importante, contudo, é a enorme redução de custos.

“O investimento na abertura de um comércio nesses locais é 50% menor do que em um shopping ou hipermercado e o retorno é 30% maior, dependendo da localização”, afirma Nelcindo Nascimento, da rede brasileira de lavanderias 5àSec. Nascimento fala com conhecimento de causa. A rede comandada por ele foi uma das que se aventurou a abrir uma loja no posto da Pompeia, há dez anos. Hoje, das 300 unidades espalhadas pelo País, o ponto é um dos dez mais lucrativos da empresa.

Os resultados incentivaram a abertura de mais 30 lavanderias em espaços semelhantes. Outras 20 estão previstas para este ano. “Ali atingimos diversos tipos de públicos todos os dias”, afirma o executivo. A localização em lugares privilegiados e limpos é outro atrativo. Foi isso que chamou a atenção da Sapataria do Futuro,também prestadora de serviços de costura e lavanderia. A primeira unidade da rede, hoje com 189 lojas, foi aberta no Shopping Morumbi, em São Paulo.

Mas os altos preços de aluguéis e a limitação de marketing fizeram com que, há três anos, a companhia voltasse os olhos para os postos de combustível. Com cinco unidades instaladas nesses locais, a empresa alcançou resultados que a motivaram a traçar um plano agressivo: abrir 50 unidades em postos de combustível até 2012. “Esses pontos são nossos modelos de negócios mais rentáveis”, Paulo César Mauro, diretor da Sapataria, Costura e Lavanderia do Futuro.

No Brasil, existem 35 mil postos de combustível. Apenas 15% deles possuem lojas de conveniência. O investimento para abrir uma loja dessas é 50% inferior do que seria em um shopping center ou hipermercado. A rede Casa do Pão de Queijo espera faturar R$ 56 milhões neste ano com suas 200 lojas em postos de combustível

O mesmo motivo levou o Spoleto a adaptar este ano seus restaurantes italianos para lojas de conveniência. O modelo é composto apenas de equipamentos elétricos e sem a necessidade de muita mão-deobra. “Constatamos que as lojas de conveniência garantem receita com cigarro e bebida, mas sofrem com altos impostos e restrição de vendas. Por isso, somos uma boa saída para atrair mais consumidores”, afirma Renata Rouchou, diretora de expansão da holding Úmbria, detentora da marca. É um conceito que a americana Subway conhece profundamente.

Das 31 mil lojas que possui em 90 países, 3,1 mil estão dentro de postos. No Brasil, são 12, mas a intenção é chegar a 80 pontos até 2010. “As vendas são maiores depois das 17 horas nesses locais. Não há modelo tão rentável quanto esse”, comenta Julliano Ivankiw, gerente de operações da Subway no Brasil. Apesar de todas essas vantagens, Tadeu Masano, da Geografia de Mercado, alerta para alguns riscos. Um deles: não se deixar seduzir por pontos onde outras bandeiras consagradas não estejam presentes.

“Reunir no mesmo ponto empresas conhecidas atrai mais consumidores para todos”, diz Masano. Para isso, a Ipiranga, do Grupo Ultra, vem planejando um mix de franquias para cada um dos seus 5,3 mil postos que possui no País. Atualmente, a rede negocia com 50 potenciais parceiros, entre eles a marca de sobremesas Mr. Bey, para instalar serviços de conveniência. “Esperamos que esses negócios incrementem nossa receita em 20%”, afirma Ricardo Maia, diretor de marketing da Ipiranga.

Enquanto muitas empresas entram no ramo, a Casa do Pão de Queijo já está escolada. Apenas com suas 200 lojas em postos, abertas a partir da década de 90, a rede espera faturar neste ano R$ 56 milhões. Nesse ritmo, os centros de conveniência que estão se formando em postos devem atrair, não só mais consumidores, como mais investidores.

– Os Empreendedores Sustentáveis

Ecologicamente engajados, uma nova safra de empreendedores surgem. Preocupados com o meio ambiente, eles tem feito a diferença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382362,0.htm

Uma nova safra de empreendedores sustentáveis

Desconfiança de mercado e falta de investimentos não inibem criatividade de empresários com ideias ‘verdes’

Crédito escasso, alta carga tributária, acesso restrito a mercados e burocracia. Não são poucos os desafios que um empreendedor enfrenta para fazer seu negócio caminhar no Brasil. E quem optou por agregar o atributo “sustentabilidade” ao seu produto ou serviço ainda tem outros percalços para transpor, como a desconfiança inicial dos investidores, os custos elevados de uma produção sem escala, o consumidor pouco sensível à causa.

Ainda assim, uma nova safra de empreendedores tenta frutificar. À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ser valorizado pelo mercado, algumas dessas barreiras iniciais vão sendo rompidas.

André Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ces), está há seis anos no comando do New Ventures, um programa que coloca, vis-à-vis, donos de negócios “verdes”, geralmente empresas emergentes (ou start-ups, como se diz no jargão dos negócios) e possíveis investidores, como fundos de investimentos, empresas e “anjos” – pessoas físicas que aportam recursos em pequenos negócios com potencial promissor.

 

Não há estatísticas sobre a taxa de natalidade e mortalidade dos negócios verdes. Mas a experiência de Carvalho à frente do New Ventures indica que sobram boas ideias e falta quem invista nelas. De 2003 até hoje, os pesquisador da FGV fez contato com mais de 500 empreendedores “verdes”.

Destes, 180 chegaram a construir planos de negócios; 49 foram apresentados a investidores e seis efetivamente receberam aportes de recursos.

“Os empreendedores verdes têm pela frente um cenário ainda mais difícil, pois enfrentam desconfiança por terem um produto ou serviço menos convencional”, diz Carvalho.”Em muitos casos, o mercado está longe de assimilar uma ideia que seja muito inovadora”, avalia.

 EMPRESÁRIO DO AÇÚCAR QUE ABOLIU A QUEIMA DA CANA

Colher a cana-de-açúcar crua soava como uma insanidade em meados da década de 1980 no Brasil. Saiu de Sertãozinho, no coração da indústria canavieira paulista, a vontade de mudar alguns preceitos do ‘modus operandi’ da cultura da cana. Tudo começou como um projeto de reflorestamento de matas ciliares. Eliminar as queimadas nos canaviais foi a segunda providência.

Depois, veio o controle biológico de pragas. Fornecedores de equipamentos tiveram de desenvolver máquinas para colher e processar a cana sem ela ser queimada. Vinte anos depois, as mudanças transformaram o Grupo Balbo, dono da marca Native, no maior produtor de açúcar orgânico do mundo. No ano passado, o grupo gerou 56 mil toneladas do produto, o que representa 20% do total de açúcar orgânico produzido no mundo.

“O que nos motivou a investir nesse projeto em 1986 foi o desejo de manifestar o potencial ecológico da cana-de-açúcar. A cana está entre as cinco culturas mais ecológicas que existem, dependendo do manejo que se dá à produção”, afirma o diretor da Native, Leontino Balbo Júnior. Terceira geração da família Balbo – pioneira no agronegócio de cana na região -, ele abraçou a ideia de que era possível fazer mais pelo ambiente do que recompor as matas ciliares.

“Muita gente achava que essas ideias eram uma loucura e que quebrariam a empresa”, conta Fernando Alonso, diretor comercial e braço direito de Balbo Jr. Na época, o mercado inexistia no País. Causou estranheza quando a Global Organics, grande distribuidora de orgânicos dos EUA, bateu na porta dos Balbo. “A empresa tinha se convertido em um produtor de orgânicos sem se dar conta disso.”

O passo seguinte foi certificar a produção orgânica, que abriria as portas do mercado internacional. Hoje, 85% da produção é exportada.

Além de fornecer açúcar para indústrias de alimentos, a empresa desbrava o mercado com a marca Native, conhecida dos consumidores da Coreia do Sul, Espanha, Portugal e França. A entrada, neste ano, na rede de produtos naturais Whole Foods, dos EUA, deve consolidar a marca no mercado internacional.

As novas frentes de batalha são a produção de álcool orgânico, já em andamento, e de plástico biodegradável, do açúcar. “Sustentabilidade é consequência do trabalho. A grande missão é mudar a maneira das pessoas pensarem”, diz Balbo Jr.

– Meritocracia e Valorização de Talentos, por Marcel Telles

Um dos grandes executivos de nossos dias, Marcell Telles, da AbInbev (leia-se Ambev), deu uma entrevista sobre valorização do quadro de funcionários das organizações; especificamente, sobre sua empresa.

Realizada para o Blog “Por Dentro das Empresas”, de Cristiane Correa, da Revista Exame, compartilho dois links: O primeiro, sobe meritocracia (premiação por méritos); o segundo, sobre valorização de talentos.

Clique para meritocracia e paternalismo em:

 http://www.youtube.com/watch?v=g8FdYXs5ThQ&feature=channel

Clique para valorização de talentos em:

 http://www.youtube.com/watch?v=Q91BZSCHpxw&feature=channel

– Temporada de Estágios e Programas de Trainees

Atenção estudantes de Administração de Empresas, Formados e Recém-Formados: está aberta a temporada de estágios e trainees para o segundo semestre de 2009 e primeiro semestre de 2010!

O NUBE está disponibilizando quase 3.000 vagas de estágio em diversas empresas; para acessar a relação, entre no link: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1239506-9654,00-NUBE+SELECIONA+CANDIDATOS+PARA+VAGAS+DE+ESTAGIO.html

A AMBEV também recruta, visando Trainees: o link é: http://www.administradores.com.br/noticias/quer_ser_um_trainee_ambev_em_2010/24699/

Aos nossos queridos alunos e recém-formados, boa sorte!

– A Nova General Motors

 

A GM oficialmente está em novas mãos. A “Nova GM”, agora é de 4 grandes proprietários. Veja os números:

 

60,8% das ações da GM agora são do Governo dos EUA;

17,5% são do Sindicato dos Trabalhadores da GM;

11,7% são do Governo do Canadá;

10,0% espalhadas nas mãos de investidores menores.

 

Em número de revendas, caiu de 6.246 para 3.605.

 

As fábricas, antes da crise, eram 47, agora 33.

 

Os trabalhadores ao redor do mundo eram 61 mil. Hoje, 40 mil.

O último prejuízo anual foi de US$ 30,9 bilhões.

 

77 anos foi o período em que a GM era a número 1 do mundo. Hoje, esse posto é da Toyota.

 

Fonte: Revista Isto É Dinheiro, ed 614, pg 08.

– O Bilionário da Educação, Chaim Zaher, Dono do COC

Se você não conhece Chaim Zaher, é melhor ler sua história: ele pode ser o homem mais rico do négocio de “Ensino Privado” no país. Um ex-franqueado do Colégio Objetivo, que almeja em pouco tempo ter 1 milhão de alunos estudando nos COC’s.

Matéria interessante, extraída da IstoÉDinheiro, ed 614 de 15/07/09, pg 54-58 (por Leonardo Attuch).

 

A FÓRMULA SECRETA DO BILIONÁRIO DA EDUCAÇÃO

 

De porteiro de escola a dono de rede de ensino

 

Corria o mês de outubro de 2007, quando o empresário Chaim Zaher, à época dono de uma promissora rede de ensino particular no interior de São Paulo, se viu diante de uma encruzilhada. Ele estava pronto para lançar ações na Bovespa, mas os banqueiros que o assessoravam trouxeram uma péssima notícia.

O preço de lançamento dos papéis não seria de R$ 40, como havia sido planejado, mas de no máximo R$ 33, em razão da crise imobiliária americana, que já causava os primeiros estragos. Chaim quase desistiu, mas antes ligou para o economista Paulo Guedes, um velho amigo e também fundador do Banco Pactual. Eis o diálogo:Zaher ouviu o conselho e convidou o economista para um encontro com sua família em Ribeirão Preto. Todos, a começar pela esposa Adriana, teriam de ser convencidos.

O jantar começou pouco antes da meia-noite e foi até às 3h do dia seguinte. Tomada a decisão, o SEB -, Sistema Educacional Brasileiro foi para o IPO – um dos últimos antes da tempestade global – e levantou R$ 400 milhões. “Foi a decisão mais acertada que tomamos”, disse Zaher à DINHEIRO (leia sua entrevista à página 58). “Para acabar com aquela indecisão de ‘pulo ou não pulo´, colocamos uma asa-delta nas costas dele e o empurramos morro abaixo”, brinca Guedes.

Com o dinheiro levantado no IPO, Zaher colocou em marcha a maior máquina de aquisições do setor educacional brasileiro. Em dois anos, ele investiu quase R$ 200 milhões em 12 operações e triplicou de tamanho – a mais recente foi a compra, na semana passada, da tradicional rede Pueri Domus, de São Paulo, por R$ 41 milhões.

Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC, líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões e deve fechar 2009 com receita próxima a R$ 450 milhões. Como tudo isso aconteceu? “Maktub”, responde Zaher. De acordo com a sabedoria árabe, já estava escrito. Só isso.

O maktub esteve presente em vários momentos da vida deste empresário que nasceu em Beirute, no Líbano, e que, com apenas seis anos, veio para o Brasil. Sua família pousou em Araçatuba e, ainda menino, Zaher começou a ajudar o pai, Zein Zaher, no trabalho como mascate.

Aos 18 anos, quando o velho Zein se instalou em Pereira Barreto, Zaher decidiu voltar para Araçatuba, onde arrumou um emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro, bedel de alunos e vendedor de matrículas. Em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista social.

E, lá pelos idos de 1972, ele enxergou uma ameaça: a chegada de cursinhos da capital paulista, como Anglo e Objetivo, que invadiam o interior. Foi então que ele decidiu sugerir ao patrão, o empresário Waldir Suliani, que buscasse um parceiro.Resultado: acabou demitido. “Em vez de cair em depressão, percebi que havia conquistado minha liberdade”, diz Zaher.

Seus primeiros parceiros foram os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também estavam criando um cursinho. Mas Zaher já enxergava o Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, como o grupo mais profissional do setor. E, em 1976, ele conseguiu agendar uma reunião com o professor Jorge Bryhi, braço direito de Di Genio, não sem antes realizar uma pequena peripécia.

Depois de esperar horas por uma audiência, ele decidiu se trancar no banheiro de uma escola, onde dormiu até o dia seguinte. E quando Bryhi voltou ao Objetivo, Zaher já estava lá esperando por ele. Na mesma hora, tornou-se franqueado da rede. A atitude foi tão inusitada que o próprio Di Genio quis conhecê-lo. E quando Zaher soube que o dono do Objetivo era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram amigos – Di Genio foi até seu padrinho de casamento. No Natal de 1984, após ter trabalhado quatro anos como franqueado do Objetivo, Zaher recebeu uma ligação do amigo Di Genio:

– Você quer mesmo uma oportunidade para crescer e sair de Araçatuba? Venha para Ribeirão Preto e ficaremos meio a meio na escola – disse Di Genio.

– Aceito, respondeu Zaher.

Assim que desligou o telefone, Zaher, aquele mesmo personagem que havia dormido num banheiro para conseguir sua primeira audiência no Objetivo, começou a fazer as malas para se mudar para a “cidade grande”. Desta vez, como sócio.

À época, o grande concorrente do grupo de Di Genio era o COC, um cursinho criado por professores de medicina que ia de vento em popa. A tal ponto que era capaz de fretar um jatinho para trazer em primeira mão as listas de aprovados na Fuvest, num tempo em que ainda não existia internet.

E mais uma vez Zaher executou uma pequena proeza. Alugou um helicóptero, pousou nas proximidades da Universidade de São Paulo e chegou em Ribeirão Preto mais cedo do que os concorrentes, que tinham de tomar um avião em Congonhas. Com o tempo, o pêndulo virou em favor do Objetivo. A tal ponto que o próprio COC foi colocado à venda, em 1986.

E foi Zaher quem apareceu para comprá-lo, num negócio que o afastou do antigo mentor. “Aprendi tudo com o Di Genio, mas precisava seguir meu próprio caminho.”

De lá para cá, o COC, que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança desenvolvida com escolas públicas.

Várias prefeituras do interior tornaram-se parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como Name, Núcleo de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC, ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública.

Os alunos das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC – hoje, mais de 100 mil alunos da rede pública estão integrados a esse sistema de ensino.

“Além de rei do ensino médio privado, o Chaim também tem a chave para melhorar rapidamente os indicadores do setor público”, diz o economista Guedes. O sonho do dono do SEB é chegar a um milhão de alunos. E os especialistas do setor dizem que isso é plenamente viável. “A educação ainda é extremamente pulverizada e o processo de consolidação está apenas começando”, diz Ryon Braga, da Hoper Consultora, especializada em educação.

As sócias do Pueri Domus tomaram a decisão de vender a escola, com mais de 40 mil alunos, ao perceberem a tendência de concentração do setor. “Constatamos que se não fizéssemos parte de um grande grupo econômico, não conseguiríamos concorrer no mercado”, disse a diretora Fernanda Simeoni, filha da fundadora Beth Zocchio, ao jornal Valor Econômico.

Outra grande avenida de crescimento é o setor público e Zaher tem conversado com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencê-lo da necessidade de se criar um Prouni para o ensino médio – em vez de comprar vagas apenas em universidades, o governo bancaria bolsas de estudos de alunos carentes em escolas privadas.

Outra grande aposta de Zaher é a educação a distância, que já responde por 13% das receitas do grupo, que também atua no ensino superior. Para isso, o SEB investiu fortemente em tecnologia. Além de aulas interativas, que podem ser transmitidas para mais de 150 cidades ao mesmo tempo, as escolas estão implantando lousas eletrônicas, com duas telas simultâneas.

Se um professor ou palestrante estiver transmitindo sua aula, os alunos poderão encaminhar perguntas instantaneamente. “Educação hoje combina conteúdo e tecnologia”, diz Tadeu Terra, diretor de material digital e editorial do COC. E, como os investimentos são altos, os ganhos de escala são fundamentais. No processo de crescimento de suas escolas, Zaher recorreu frequentemente a outras peripécias. Uma delas foi o marketing de emboscada.

Na Copa de 1998, na França, ele conheceu um torcedor que sempre era flagrado pelas câmeras da Globo com uma grande faixa do Corinthians. Zaher então o convenceu a abrir também uma faixa do COC. Assim, sua marca apareceu espontaneamente em vários jogos da Copa de 2002 e em muitos outros dos campeonatos brasileiros. Certa vez, o torcedor foi surpreendido por um policial, mas se saiu com maestria. Disse que COC significava “Comissão Organizadora do Corinthians”. Foi por essas e outras que o grupo se tornou o maior do País em educação privada. Maktub, como diriam os árabes.

– Schincariol Vence Guerra Contra a Ambev na Justiça

O mercado de cervejas no Brasil é realmente competitivo e ardiloso. A Schincariol venceu nos tribunais uma ação de depreciação de preço, a chamada “concorrência desleal“, contra a Ambev. Compartilho o auto-explicativo texto abaixo:

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200907221736_RED_78246230

Cade multa Ambev em R$ 352 mi por prejudicar concorrência

Laryssa Borges, Direto de Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quarta-feira aplicar multa de R$ 352 milhões à Ambev por considerar que a empresa, dona das marcas de cerveja Skol, Brahma e Antarctica, realizava práticas anticoncorrenciais para enfraquecer as demais empresas produtoras da bebida alcoólica. Esta é a maior multa já aplicada por uma agência reguladora a uma única empresa.

A sanção imposta representa 2% do faturamento da empresa calculado em 2003, um ano antes de a Schincariol ingressar com processo administrativo junto ao órgão.

De acordo com os conselheiros, a Ambev tinha a intenção de obter vantagem ao realizar programas de fidelização de postos de venda e agiu deliberadamente para enfraquecer a concorrência. Criou o programa “Festeja”, que orientava pontos de venda a diminuir os preços das bebidas da Ambev em no mínimo R$ 0,11 durante a semana e em pelo menos R$ 0,21 nos finais de semana em plena campanha de lançamento da Nova Schin, e o projeto “Tô Contigo”, que indicava a exigência de exclusividade ou impunha limites de compra de cerveja concorrente, sendo que 90% deveriam ser da Ambev.

Segundo a Schin, que apresentou o processo, a Ambev “tem pautado seu processo de expansão por meio de aquisições de outras empresas do setor, no Brasil e no exterior, o que vem resultando em processo crescente de dominação de mercado, (…) fundado na concentração horizontal e vertical e na prática de ilícitos anticoncorrenciais”.

Para a Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, a Ambev utilizou um “agressivo programa de fidelização, acompanhado de bonificações diversas, descontos casuísticos e em muitos casos de acordos de exclusividade”, o que garantia “políticas de (…) prejuízos à livre concorrência”.

“(A Ambev) tornou possível uma estratégia de elevação artificial de custos de empresas rivais, (…) com potencial prejuízo à livre concorrência”, argumentou a SDE no parecer enviado ao Cade. Condenada, a Ambev pode recorrer no Poder Judiciário da decisão do conselho de defesa da concorrência. A empresa ainda não comentou a decisão.

– O BuddyPoke como Fonte de Arrecadação para a Mentez

A Mentez, dona dos direitos dos bonequinhos do BuddyPoke, tão comuns no Orkut, descobriu um filão de dinheiro a ser explorado: o uso das ações dos bonequinhos como serviço pago!

Em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/614/artigo143872-1.htm

O SEGUNDO SECOND LIFE

Quando o universo em 3D do Second Life surgiu na internet, muitos acreditaram que a tão desejada fórmula para transformar a audiência das redes sociais em dinheiro tinha sido descoberta. Inegavelmente, o novo portal fez o que nenhum outro conseguiu fazer. Só no último ano ele movimentou US$ 360 milhões no mundo. Mas no Brasil, dois anos depois de sua chegada em 2007, a rede caiu no esquecimento.

O Second Life sempre foi muito mais conhecido do que usado. A rede não emplacou, mas a corrida em busca da rentabilidade das redes sociais continua mais ativa do que nunca. A nova aposta que tem despontado lá fora é a inserção de serviços pagos em comunidades virtuais. No Brasil, a modalidade acaba de ser implantada no Orkut pela Mentez, empresa multinacional de desenvolvimento de aplicativos.

Pelo sistema, usuários compram moedas virtuais para ter acesso a funções extras de ferramentas disponíveis na rede. É o caso do aplicativo de maior sucesso do site, o BuddyPoke. O serviço permite ao internauta criar gratuitamente seu personagem virtual e interagir com outros da rede. Mas para ir além e usar o avatar para pedir alguém em casamento, por exemplo, é preciso pagar. Quem ganha com isso são os desenvolvedores de aplicativos e gerenciadores do sistema de pagamento. Mas as marcas podem usar a distribuição da moeda para atrair o consumidor.

“O modelo tradicional de propaganda não teve sucesso nesse universo”, diz Tahiana D’Egmont, sócia da Mentez no Brasil. “Inserir as marcas no campo de interesse do usuário de uma forma interativa é a solução”, afirma. Segundo ela, este ano, a moeda virtual movimentará R$ 4,5 milhões no Brasil.

O interesse da Mentez pelo País surgiu da popularidade que as redes sociais têm por aqui e da perspectiva de crescimento do mercado de aplicativos para a internet. Fundada por um grupo de empresários colombianos, a empresa é representada no País por Tahiana, uma jovem de apenas 23 anos. A escolha do Orkut veio de sua liderança absoluta entre as redes por aqui. O portal tem mais de 30 milhões de usuários ativos.

O primeiro aplicativo a usar o sistema pago da Mentez foi o BuddyPoke. Hoje, cerca de 98% dos usuários usam o serviço. O boneco virtual é gratuito. No entanto, algumas funções são pagas. “A internet virou sinônimo de gratuidade. Mas quando a pessoa tem interesse pela ferramenta estará disposta a pagar para ter um conteúdo exclusivo”, afirma José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen Online.

A compra de créditos é feita pelo sistema de pagamento online PagSeguro, do UOL. Os pacotes vão de R$ 5 a R$ 45. “Em breve, o usuário poderá recarregar suas moedas da mesma forma que faz com o celular: em padarias, bancas e farmácias”, revela Tahiana. Segundo ela, o gasto médio mensal dos usuários tem sido de R$ 21. Os serviços pagos já foram adquiridos por 0,1% dos usuários ativos. A renda é repartida entre a Mentez e o desenvolvedor do aplicativo.

A pergunta que fica é como as marcas podem tirar proveito desse novo negócio. Segundo Tahiana, as empresas poderão comprar pacotes de moedas e distribuir aos usuários em troca de uma aproximação com a sua marca. Por exemplo, o internauta que visitar o site da companhia pode ganhar créditos para usar no Orkut. Para Abel Reis, presidente da AgênciaClick, o consumidor tem uma boa tolerância à publicidade na internet, mas com algumas ressalvas.

Ela deve ser relevante ou viabilizar a gratuidade de outros serviços que o internauta está acostumado a usar. “O uso das moedas pode dar certo já que marca e consumidor saem ganhando”, afirma Reis. O próximo aplicativo a adotar o sistema é o Colheita Feliz, número um em acessos na China e na Rússia (Saiba mais no quadro “Serviços Pagos”).

O objetivo da Mentez é que seu sistema se torne uma moeda única entre as redes sociais. O portal Sonico deve adotar serviços pagos no segundo semestre. “É uma abordagem promissora, mas só o tempo vai poder dizer se será vencedora”, diz Reis.

– Há validade no Índice Big Mac?

Há algum tempo, tem-se utilizado o “Índice Big Mac” para a mensuração de moedas e economias fortes ao redor do planeta. Claro, em tempos de globalização, e sendo a cadeia de Fast-food uma empresa global, tal comparativo é interessante. Mas será que ainda é válido, em relação as diferenças culturais e concorrenciais do consumo de cada país?

Particularmente, não gosto do “indicador econômico Big Mac”. Mas sou uma voz contrária, pois a respeitada revista de negócios “The Economist” dá uma importância muito grande.

Veja o último relatório econômico baseado nesse índice, onde se fala sobre os diversos valores do sanduíche no mundo e suas economias (segundo economistas, o real estaria supervalorizado em 13%, baseado nesse índex (extraído de http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3877097-EI8177,00.html):

BRASIL FICA À FRENTE DOS EUA NO ÍNDICE BIG MAC

A valorização do real nos últimos meses fez com que o Brasil fique à frente dos Estados Unidos no “índice Big Mac” criado pela revista americana The Economist. O ranking é baseado no valor do sanduíche convertido para dólares. Nos EUA, um Big Mac é vendido, em média, por US$ 3,57. No Brasil, o preço médio do lanche é de US$ 4,02.

O país campeão no “índice Big Mac” é a Noruega, onde um lanche custa US$ 6,15. Em segundo aparece a Suíça, onde um Big Mac é vendido por 5,98; Dinamarca, com US$ 5,53 e Suécia, com US$ 4,93.

Acima do Brasil na lista de 21 países está somente a zona do euro, onde o preço médio de venda do Big Mac é de US$ 4,62. Além destes países, só a Grã Bretanha (US$ 3,69) e a Turquia (US$ 3,65) aparecem na frente dos EUA.

Na ponta de baixo da lista aparece Hong Kong, onde um lanche é bendido por US$ 1,72; China, com US$ 1,83; e Tailândia, com US$ 1,89.

– A Crise do Hopi Hari, em Novos Capítulos

Em outra oportunidade, falamos das dificuldades enfrentadas pela GP Investimentos com o Parque de Diversões Hopi Hari. Na ocasião, transformamos o assunto em “Estudo de Caso” e fizemos uma análise estratégica.

Pois bem, o paque foi vendido. As dívidas? Aumentaram ainda mais, alcançando a marca de 1/2 bilhão de reais. A sonhada “Disney World Brasileira” tem sido um péssimo negócio… O desafio: em 18 meses, tentar o que os antigos proprietários não conseguiram em 10 anos: pagar as contas, para depois tentar o lucro.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/negocios/vai-ser-dificil-consertar-482554.html

VAI SER DIFÍCIL CONSERTAR

O Hopi Hari, maior parque de diversões do Brasil, foi inaugurado em 1999 com o objetivo de reproduzir a fórmula de sucesso do Magic Kingdom, a unidade mais famosa do complexo da Walt Disney Company, em Orlando, na Flórida. O projeto foi fundamentado em um cenário econômico de mundo da fantasia: inflação controlada, real valendo mais que o dólar, aumento de renda da população e economia em expansão. Apenas em sua construção, o Hopi Hari consumiu 200 milhões de dólares, num investimento conjunto da GP, maior gestora de fundos do país, e de quatro fundos de pensão – Previ, Funcef, Petros e Sistel. A expectativa era que pelo menos parte dos 300 000 brasileiros que viajavam todos os anos para os parques da Disney em Orlando passasse a frequentar também o complexo de entretenimento erguido em Vinhedo, no interior de São Paulo. Parte dos pilares que sustentavam o plano de negócios, no entanto, desmoronou antes mesmo de o parque abrir as portas. No início de 1999, o real sofreu uma brutal desvalorização. Logo depois, a economia brasileira iniciou um período de quase estagnação. Mesmo com a volta do crescimento, as projeções de atrair 3 milhões de visitantes e alcançar um faturamento de 200 milhões de reais por ano jamais se concretizaram. Em 2008, o melhor ano de toda a história do parque, o Hopi Hari recebeu 1,8 milhão de turistas e faturou 70 milhões de reais. Cansados de prejuízos e acuados por uma dívida estimada em 500 milhões de reais, os controladores do negócio venderam no mês passado o parque aos sócios da consultoria Íntegra Associados, especializada em reestruturação de empresas. A consultoria assumiu o Hopi Hari com o objetivo de fazer o parque dar lucro em 18 meses – algo que a GP e os fundos nunca conseguiram em quase uma década.

Os planos da Íntegra para tirar o Hopi Hari do limbo concentram-se em duas frentes. A primeira é pagar a parte da dívida que ainda restou com o BNDES depois de concluído o acordo de aquisição, equivalente a 180 milhões de reais. Em meio às negociações de compra, a Íntegra conseguiu estender o prazo de pagamento de dez para 30 anos, o que deu maior fôlego à operação. A segunda frente diz respeito à estratégia. De imediato, a Íntegra realizou um aporte de 10 milhões de reais no caixa do Hopi Hari, que devem custear as próximas promoções com o objetivo de aumentar o número de visitantes. A primeira delas é uma série de eventos especiais durante o mês de julho, período de férias escolares. Pode parecer banal, mas essa é a primeira vez que o Hopi Hari desenvolve um evento desse tipo em julho. A nova administração também planeja aumentar os investimentos em publicidade. A previsão é que em 2009 sejam aplicados 9 milhões de reais na divulgação do parque, o dobro do valor aplicado anualmente desde 2006. Mas a verdadeira marca da virada, segundo os executivos do Hopi Hari, será visível no segundo semestre do ano que vem. Trata-se da instalação de uma nova montanha-russa, avaliada em 12 milhões de reais. É o primeiro investimento realizado no parque desde a inauguração. “A ideia é estimular os visitantes a vir ao parque com mais frequência”, diz Armando Pereira Filho, diretor-presidente do Hopi Hari. “Nosso visitante costuma voltar ao parque em média a cada dez meses. Queremos que esse intervalo passe a ser de sete meses.”

Os desafios de recuperação do Hopi Hari, contudo, vão além do aumento de verba de marketing e da renovação de atrações. Os novos controladores terão de resolver problemas estruturais. O Hopi Hari foi concebido como um parque temático de padrão internacional, voltado para um público de alta renda. No entanto, o afluxo desse tipo de visitante se mostrou insuficiente para manter a operação. A média do preço dos bilhetes foi então reduzida, com promoções agressivas, para se adequar ao bolso dos visitantes com menor poder aquisitivo, o que prejudicou tanto a rentabilidade quanto os investimentos capazes de manter o padrão internacional – a previsão inicial era que os ingressos custassem o equivalente a 40 dólares. O preço atual é de cerca de 25 dólares. “O Hopi Hari é como um avião projetado para voar apenas com classe executiva operando em um mercado em que as pessoas só têm dinheiro para viajar em classe econômica”, diz um consultor especializado no setor.

Os solavancos da economia e as peculiaridades do mercado brasileiro transformaram o Hopi Hari quase numa antítese do Magic Kingdom, parque que o inspirou. Construído à beira da rodovia dos Bandeirantes, a 70 quilômetros de São Paulo, o Hopi Hari fica no meio do nada. Longe da capital, seu principal polo gerador de visitantes, o empreendimento registra uma lotação desmedida nos fins de semana (o que, às vezes, torna o passeio um martírio), enquanto passa os outros dias da semana com público abaixo da média. A localização nos arredores do Aeroporto de Viracopos, o que seria uma vantagem, é hoje mera curiosidade, uma vez que apenas 19% dos visitantes vêm de outros estados – um número ínfimo para um parque de sua dimensão. Concorrentes nacionais menores, como o Beto Carrero World, em Santa Catarina, recebem cerca de 50% dos visitantes de outros estados e de países como Argentina, Chile e Uruguai. “Para ter um fluxo contínuo de visitantes, os grandes parques precisam estar dentro do mapa turístico. Sem essa condição, tornam-se inviáveis”, diz Luiz Mauro, vice-presidente da US Travel Association, que representa no Brasil as operadoras de turismo americanas.

Como acontece com outros setores da economia mundial, a indústria global de entretenimento e parques de diversões vive um momento particularmente difícil. Apenas nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo para esse tipo de negócio, o volume de visitantes dos 500 parques instalados caiu 10% em 2008. A previsão é que neste ano o setor registre queda de 15% em relação ao faturamento de 15 bilhões de dólares no ano passado. Parques como Disney, Universal Studios e Busch Gardens têm oferecido pacotes promocionais, com descontos de até 20%, para voltar a atrair público. O grupo americano Six Flags não resistiu à crise e pediu concordata, vergado por uma dívida de 2,4 bilhões de dólares. No Brasil, o cenário é mais otimista e a expectativa é que o setor cresça até 15% – estima-se que o faturamento dos 15 maiores parques em 2009 seja de 600 milhões de dólares. Não deixa de ser um alento para os executivos da Íntegra, cujo trabalho para levantar o Hopi Hari deve ser tão emocionante daqui para a frente quanto um mergulho na montanha-russa.

– Imoral, mas Legal

Oscar Maroni, o dono da boate Bahamas, acusado de incitar a prostituição e sempre polêmico em suas atitudes, conseguiu, após muito custo, um habeas-corpus para sair da cadeia. E fez um protesto inusitado: Está com meio rosto barbado, meio rosto limpo. Alegou ainda que mesmo sendo um empreendimento indecente, seu negócio está dentro da lei.

Para administradores de “negócios inusitados” como Oscar Maroni, eis a matéria:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1222279-5605,00-MINHA+CONSCIENCIA+ESTA+TRANQUILA+DIZ+MARONI+AO+DEIXAR+DELEGACIA.html

‘Minha consciência está tranquila’, diz Maroni ao deixar delegacia

Com metade da barba e do cabelo raspados do lado direito do rosto e da cabeça, como forma de protesto, o empresário Oscar Maroni deixou o 40º DP, no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 20h30 desta terça-feira (7). O dono da boate Bahamas foi preso no início da noite de terça-feira (30) após uma audiência realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A prisão preventiva do empresário foi decretada porque o Ministério Público apresentou gravações à Justiça que comprometeriam Maroni. Nas ligações telefônicas e conversas gravadas por uma ex-namorada, ele supostamente fala com uma garota de programa sobre um esquema de prostituição.

“Usarei meia barba até abrirem o meu hotel e minha boate. Eu me sinto injustiçado em relação à minha boate e ao meu hotel, que estão fechados há 24 meses. O meu hotel está com todas as exigências legais. A minha barba é uma forma de fazer um protesto com coisas que aconteceram comigo”, afirmou, na saída.
Apesar do protesto, Maroni garante que respeita as decisões da Justiça.
“Porque hoje novamente a Justiça prevaleceu, porque a minha consciência está tranquila. Eu posso ser imoral, posso até ser até indecente, mas todas as afirmativas feitas em relação à minha pessoa não têm fundamento. São gravações absurdas”, declarou.

O empresário afirmou que foi tratado com muito respeito e dignidade pelos carcereiros. “Mas cadeia é sempre cadeia. É um inferno. É um desespero. Que prazer dizer ‘eu posso ir tomar um café na esquina’”, ressaltou. Sobre os planos mais imediatos, completou: “Vou sair daqui, vou lá na churrascaria comer um carneirinho”.
Sobre as mais recentes acusações da qual foi alvo, ele disse que “foi vítima de extorsão”. “Não devo, tanto que dou esta entrevista. Quando saem do cárcere, dizem: ‘Não tenho nada a declarar’. Eu não fujo da imprensa. Meu trabalho é honesto, é digno”, declarou.
Antes de finalizar, ele voltou a comentar sobre o protesto que promete levar adiante. “Qual dos dois vocês querem? O Oscar Maroni barbudo? O Oscar Maroni sem barba? Façam o personagem que vocês quiserem, mas respeitem o cidadão, respeitem a minha dignidade, respeite a verdade”, disse.

Por último, ele lamentou ter perdido a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira (1º), em Porto Alegre, na qual o Corinthians se sagrou campeão mesmo com um empate em 2 x 2 com o Internacional. “Eu já estava com o ingresso na mão para assistir ao jogo lá”, lamentou.

Liminar

O desembargador Euvaldo Chaib, da 4ª Câmara Criminal de São Paulo, foi quem determinou nesta terça-feira a expedição de alvará de soltura do empresário Oscar Maroni. O desembargador concedeu a liminar durante análise do habeas corpus impetrado na sexta-feira (4) pela defesa dele. “O paciente, solto, em princípio, não oferece risco à sociedade, tampouco conduta motivadora de que aconselhe a segregação decretada”, escreveu o desembargador em seu despacho.
Maroni  estava detido na carceragem do 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, onde ficam presos com formação universitária. O advogado de Maroni afirmou que o pedido de liberdade foi baseado na falta de provas sobre a autenticidade das gravações. “Eu estou dizendo que o decreto de prisão é desnecessário, que é fundamentado em um CD do qual não se tem prova da autenticidade. Não se sabe em que data foi feito”, disse Mello.

Gravação

O promotor José Carlos Blat diz que as gravações ainda vão ser periciadas, mas que o próprio Maroni reconheceu sua voz nas conversas. “A gravação foi apresentada em audiência e o próprio Maroni reconhece a voz dele”, disse Blat ao G1.
O promotor argumenta que as conversas são recentes e mostram que Maroni negociava novos esquemas de prostituição, mesmo depois de ser posto em liberdade provisória. “Ele estava enfiando as meninas pra trabalhar em hotéis, porque a boate Bahamas está fechada”, disse o promotor.
O mandado de prisão preventiva foi expedido no processo em que Maroni é acusado de formação de quadrilha, manter casa de prostituição, tráfico de pessoas e favorecimento da prostituição. As supostas provas obtidas pela promotoria vão ser usadas também em outro inquérito que investiga corrupção policial e falsa perícia, segundo o promotor Blat.

– Profissionalizar a Administração de Empresas Familiares é Difícil

Empresa Familiar, em hipótese alguma, é sinônimo de Amadorismo. Grandes corporações se destacam. O que pode ser difícil é a saída dos familiares na condução do empreendimento, caso eles sejam apegados ao extremo no comando.

Talvez não seja esse caso que se segue em relação a Schincariol. A Revista Exame faz uma crítica (não sabida se é coerente ou não) à demissão dos executivos de fora. Abaixo:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/mais-mudancas-schincariol-482159.html

Mais mudanças na Schincariol

Diretor de marketing é o oitavo a deixar a companhia desde dezembro – Por Marcelo Onaga
O processo de profissionalização da Schincariol, segunda maior cervejaria do país, naufragou de vez. Na sexta-feira a empresa demitiu Marcel Sacco, diretor da área de Marketing da empresa e um dos poucos remanescentes da tentativa de profissionalização iniciada em 2007. Na época, a empresa era comandada por Fernando Terni, que foi demitido em dezembro do ano passado. Sacco é o oitavo executivo dispensado depois da saída de Terni. Em seu lugar fica Adriano Schincariol, herdeiro do grupo e que já havia assumido a presidência da empresa.

Além de Sacco e Terni deixaram a Schincariol os diretores de vendas, Fernando Salazar e Rudinei Kalil; o diretor financeiro, Alexandre Romualdo; o diretor de tecnologia, Álvaro Mello; o diretor de operações, Luiz Odone Braga Neto; e o diretor de recursos humanos, Marcos Cominato. Do time formado por Terni apenas dois profissionais continuam na empresa. O diretor jurídico, Robin Castello; e o diretor estratégico, Johnny Wei.

– Natura Ganha o Prêmio de “Melhor Empresa do Ano”

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura ganhou o grande prêmio da Revista Exame intitulado “Melhores e Maiores”.

Leia, clicando no link a seguir, porque a empresa de comésticos levou tal premiação, além do Ranking das demais organizações : http://portalexame.abril.com.br/economia/natura-empresa-ano-melhores-maiores-482408.html

– Por que Existe tanta Diferença no preço do Álcool Combustível?

O comércio irregular de álcool no Brasil é mais sério do que se pensa. De produtos roubados à sonegação fiscal, passando pela adulteração, cada vez mais tais práticas devem ser fiscalizadas e seus responsáveis presos.

Compartilho tal material que explica como funciona essa nefasta indústria, e uma pequena resposta ao questionamento: Por que tanta diferença no preço do álcool?

(enviado pelo amigo Ernesto Aguiar, via e-mail, extraído da Folha de Londrina)

COMO FUNCIONA A SONEGAÇÃO DO ÁLCOOL

Há pelo menos três formas de sonegar impostos no setor de combustível, especialmente na compra e venda de álcool, relataram à reportagem dois sócios de uma distribuidora em Londrina, cujos nomes não serão revelados a pedido deles. “Só vendemos gasolina e óleo diesel, porque o comércio de álcool é impraticável em Londrina”, disse um dos empresários. 

Uma das formas de sonegação é a adição de água ao álcool anidro – produto não tributado, pois é destinado exclusivamente para ser adicionado à gasolina – e sua posterior venda como álcool hidratado, aquele para ser usado nos carros a álcool. Neste caso, há sonegação e adulteração. Também há distribuidores que conseguem colocar o álcool da usina diretamente nos postos, deixando de recolher pelo menos 6% do ICMS. A terceira forma é quando as usinas entram no conluio e vendem o álcool sem nota fiscal

A sonegação é responsável pelo mercado “extremamente complicado” em Londrina, segundo admite o próprio presidente do Sindicato dos Revendedores do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. Há quase uma década, órgãos de defesa do consumidor se debatem para tentar regularizar o setor; empresários respondem ações criminais por crimes contra a ordem econômica, como a prática de cartel; alguns já foram presos. 

Na semana passada, revendedores disseram à reportagem que existe dumping no mercado, uma forma criminosa de nivelar os preços abaixo do custo e aniquilar a concorrência. Os próprios empresários admitiram ter baixado o álcool para R$ 0,99 porque foram subsidiados por distribuidoras. O preço voltou a subir na última quarta-feira, em média, 40%. A gasolina subiu cerca de 10%. 

Os empresários disseram que o problema dos preços do combustível começa nas próprias distribuidoras. Algumas não têm base, ou seja, operam a partir de pequenos escritórios “apenas vendendo nota fiscal”, como é o caso da segunda modalidade de sonegação.

“A ANP (Agência Nacional do Petróleo) exige que toda distribuidora tenha um local onde o combustível que vem da usina, no caso do álcool, seja depositado, contabilizado e vistoriado. Essas distribuidoras sem base não têm nada disso”, afirmou um distribuidor. 

De acordo com o empresário, a “distribuidora” vai à usina, carrega o caminhão e faz a distribuição diretamente nos postos. “Às vezes, uma nota fiscal é usada para várias vendas: pagam o imposto apenas uma vez.”

Problemas operacionais

Recentemente, a Receita Estadual deixou de exigir o lacre nas bombas de combustível, o que permitiria que o dono do posto adultere a quantidade vendida, pagando menos impostos. O mesmo órgão também acabou com os postos fiscais, que deveriam abordar caminhões carregados de álcool para verificar se o imposto foi pago na usina. “Isso permite que as usinas vendam o combustível sonegando os impostos”.

Este, aliás, é outro problema apontado pelos empresários: a forma de cobrança do imposto. No caso da gasolina e do óleo diesel, a Petrobras recolhe todos os tributos incidentes. Na venda de álcool é diferente e o recolhimento passa por duas fases. A usina deve recolher 12% e a distribuidora, 6%, além da substituição tributária. ”Mas as distribuidoras ‘clandestinas’ conseguem sonegar os 6% e vender o combustível mais barato para o posto; óbvio que o dono do posto sabe disso, porque quando consegue preço mais baixo é porque comprou o produto sem nota”, relatou um dos empresários.

Para eles, o ideal seria que a usina fosse responsável por recolher todos os impostos. “Então, quando as distribuidoras fossem comprar, o preço seria o mesmo para todos. E seria muito mais fácil fiscalizar as pouco mais de 20 usinas do Paraná do que todas as distribuidoras e postos”, explicou o empresário. “O que queremos é competir em igualdade de condições e poder vender álcool; não queremos virar bandidos sonegadores de impostos”, acrescentou o outro.

– Administradoras de Sucesso

A última edição da Revista Isto É Dinheiro (08/07/2009) traz uma interessante matéria sobre as Executivas Brasileiras. Como é o dia-a-dia das mulheres que ocupam altos cargos de direção, a relação com a família, formação, conflitos e preconceitos, frente a Administração de Empresas.

Assim, compartilho tal material, que pode ser acessado clicando abaixo em:

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/613/artigo143346-1.htm

– Loja Americana Condenada por Falta de Ética

Até mesmo as grandes corporações devem se policiar. A americana TeenToon foi condenada por compartilhamento ilegal de músicas via Web.

Disponível apenas em áudio, clique nesse link: http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/etica-nos-negocios/ETICA-NOS-NEGOCIOS.htm

A propósito, não se esqueça: downloads ilegais de músicas é crime!

– Liderança Nefasta Utilizada Como Infeliz Exemplo

Já não bastassem as confusões causadas na Fórmula 1 envolvendo as montadoras (FOTA) e a FIA, que quase culminaram na divisão da categoria, tal fato ocorrido nas últimas horas mostra que esse ano, decididamente, foi de extrema infelicidade para a dupla que comanda o campeonato: Bernie Ecclestone e Max Mosley.

Dessa semana, o destaque é Ecclestone, que declarou admirar a liderança, veja só, de Saddam Hussein e Adolf Hittler!

O exemplo é de extremo mau gosto; entretanto, Hittler e Saddam se enquadram no “Modelo Burocrático” de Max Weber, grande estudioso que definiu níveis de liderança, dentre os quais se destacava a liderança carismática aquela que conquista adeptos pela influência e carisma, mas que ao mesmo tempo pode ser a mais perigosa.

É claro que Ecclestone não se enquadra nesse modelo; mas se espelha em 2 líderes carismáticos que não fizeram bom uso de suas virtudes…

Extraído de: http://br.esportes.yahoo.com/noticias/esportes-ecclestone-elogia-hitler-saddam-hussein-04072009-25.html

Ecclestone elogia Hitler e Saddam Hussein em entrevista

Bernie Ecclestone está causando polêmica com uma entrevista que concedeu ao jornal londrino The Times. Detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, Ecclestone abriu o jogo e revelou de onde tira inspiração para exercer o poder que tem sobre a categoria. Sem pudor, o empresário inglês disse preferir “líderes fortes”, citando como exemplos a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Mas o momento mais polêmico da entrevista veio quando comentou sobre suas referências políticas. Depois de afirmar que a democracia “não fez muito para muitos países, incluindo este (Inglaterra)”, Ecclestone, de 78 anos, ainda destacou pontos positivos da figura de Adolf Hitler, líder do nazismo e apontado como principal responsável pelo genocídio contra os judeus nas décadas de 1930 e 40. Para o empresário, Hitler fazia “as coisas acontecerem”. “Acho que é horrível falar isso, mas, tirando o fato de que Hitler se deixou levar e foi persuadido a fazer coisas que não tenho ideia se ele realmente queria fazer, ele estava em uma posição que conseguia comandar muitas pessoas, fazendo as coisas acontecerem”, opinou Ecclestone, para depois ainda criticar a retirada do ditador Saddam Hussein do Iraque. “Ele era o único que podia controlar aquele país”, justificou o empresário. Neste sábado, os principais líderes judeus da Europa demonstraram espanto e revolta pelos comentários de Ecclestone. O inglês, porém, já é conhecido pelas suas afirmações polêmicas. Em outra oportunidade, o detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1 disse que as mulheres deveriam se vestir de branco, “assim com os outros aparelhos domésticos”. À época, Ecclestone alegou que o comentário tinha sido uma brincadeira.

– Mabe compra Bosch no Brasil

O mercado de linha branca pegará fogo! Agora, a Mabe anuncia a compra da marca Bosch. Assim, as marcas GE, Dako, Continental e Bosch serão do mesmo grupo, contra a Brastemp e Consul.

Extraído de Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/negocios/dona-continental-bosch-vende-negocios-brasil-481026.html

A BSH, proprietária das marcas de eletrodomésticos Continental e Bosch, oficializou nesta quarta-feira (1/7) a venda de suas operações no Brasil para a mexicana Mabe, dona das marcas GE e Dako, por 70 milhões de reais. Como antecipou EXAME, desde o ano passado os executivos da companhia trabalhavam no negócio. Entre os potenciais compradores estavam Whirlpool, Electrolux, Esmaltec e a própria Mabe.

A BSH detém 9% do mercado brasileiro de linha branca, que no ano passado movimentou quase 9 bilhões de reais. Seu faturamento está na casa de 25 bilhões de reais. Com a venda, a Mabe assume todos os negócios da BSH no Brasil, que deixa o país após 15 anos de operações.

De todas as competidoras, a mexicana era a que mais tinha a ganhar com a compra da BSH. O negócio representa uma mudança de status para a companhia, que passa da terceira para a segunda posição na lista das maiores fabricantes de fogões, geladeiras e lavadoras de roupa no Brasil. A companhia agora detém 25% do mercado brasileiro de linha branca, ficando atrás somente da Whirlpool, que comercializa as marcas Brastemp e Consul

– O Reembolso da Guerra

Segundo Joelmir Betting, nesta quarta-feira durante o Jornal Gente da Rádio Bandeirantes, o Iraque começará a pagar o preço da guerra, cobrindo os gastos das forças aliadas. Falamos ontem que os americanos deixaram as ruas em Bagdá (clique aqui), e hoje, coincidentemente, o país cedeu às companhias inglesas e americanas a exploração de um novo campo de petróleo. As petrolíferas pagarão 2 dólares por barril ao governo iraquiano, que poderá revendê-los por 4 dólares.

Pouco? Parece que sim, mas este campo a ser explorado poderá dobrar as reservas petrolíferas, tamanha a abundância do Ouro Negro…

– Administradores Devem Aproveitar cada Minuto da sua Existência!

O Blog do Executivo Ingênuo (de Adriano Silva), já citado aqui em outras oportunidades, traz um texto diferente: como aproveitar cada dia da vida para não ser surpreendido como na tragédia do Air France, de dias atrás. O texto mostra as preocupações dos administradores que podem ser “resolvidas” em apenas um instante.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/manualdoexecutivo/listar1.shtml

APROVEITANDO A VIDA

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.  

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Nem jogue seu lixo no ambiente. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. Só existe o hoje.

– Administradores Responsáveis em Período Pandêmico

A gripe suína chegou, isso é fato. Alguns exemplos de grande empresas, como a Natura, Vale e Serasa, entre outras, têm tratado do assunto com seus funcionários contaminados ou não. Caso de Saúde ou Responsabilidade Social da Organização?

Respondo: AMBOS

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/quando-gripe-suina-esta-480097.html

QUANDO A GRIPE SUÍNA ESTÁ ENTRE NÓS

A influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, já afeta o dia a dia das empresas brasileiras. Companhias como a Vale, a Unilever, a Natura, a Serasa e a Boehringer já anunciaram que ao menos um de seus funcionários apresentou casos confirmados. Outras empresas – como a Comgás – têm suspeitas da doença e ainda aguardam os resultados dos testes.

Tanto as companhias que ainda não têm casos confirmados como as que já possuem têm adotado medidas para evitar a contaminação de mais trabalhadores. Em geral, as principais ações englobam a suspensão ou restrição de viagens ao exterior, o monitoramento do estado de saúde de quem viaja a trabalho e o afastamento temporário dos que tiveram contato com pessoas infectadas.

Após um caso confirmado, a Unilever Brasil afastou temporariamente outras 24 pessoas que tiveram contato próximo com o empregado infectado. A companhia informa que tomou todas as medidas preventivas recomendadas pela vigilância sanitária e que desde a divulgação dos primeiros casos da gripe suína tem orientado internamente seu time sobre os cuidados necessários para a prevenção da doença.

Além de reforçar a importância da higienização e esclarecimento dos sintomas, a Unilever criou um material específico com procedimentos indicados para viagens internacionais, além de colocar à disposição desses funcionários o serviço de saúde da empresa para monitoramento dos viajantes.

Na Vale, cerca de 90 funcionários que tiveram contato com um prestador de serviços infectado após uma viagem à Argentina também foram afastados de suas atividades. Até o dia 29 de junho, eles permanecerão em casa, sob observação. As outras medidas adotadas foram higienização das instalações e do duto de ar condicionado dos locais de trabalho onde prestador esteve, a maior orientação aos demais funcionários e o acompanhamento dos empregados com destino e retorno de países considerados áreas de risco pela OMS. Também foram vetadas viagens para o México e reduzidos os deslocamentos para os demais países das Américas e a Austrália. Como alternativa, são usados aparelhos de teleconferências para reuniões entre equipes.

Paralelamente, a Vale desenvolveu um plano de contingenciamento pandêmico para os diversos cenários da gripe suína, contemplando até mesmo a possibilidade de que vários empregados sejam infectados. O “centro de controle corporativo”, que coordena esse plano, utiliza diversas ferramentas de rastreabilidade dos empregados que viajam ao exterior.
Para evitar a proliferação da doença, a Natura, que tem dois casos confirmados e três sob suspeita, orientou os funcionários que trabalham no setor daqueles que foram infectados a procurar orientação médica e a permanecer em casa até que se descarte a contaminação. Os demais também receberam informações sobre a doença e seus sintomas.

A Serasa formou um comitê de prevenção, que conta com a participação de médicos. Além de monitorar a gripe suína e estudar a melhor forma de agir, o comitê tem como objetivo conferir maior agilidade na tomada de decisões, proporcionando tranquilidade aos funcionários. Com a confirmação de cinco casos da doença na empresa, as viagens ao exterior foram suspensas. Antes disso, todos os funcionários que saíam do país a trabalho passavam por uma consulta antes e após a viagem. Hoje, 93 funcionários que tiveram contato com os infectados estão afastados para observação. Mas os trabalhos não foram prejudicados pelas medidas. Recursos como videoconferência e e-mail evitam que os projetos sejam paralisados.

A Boehringer Ingelheim do Brasil – que, por ironia, atua no setor de saúde – afastou por sete dias 25 trabalhadores sem sintomas que tiveram contato mais prolongado com um funcionário vítima do primeiro caso de gripe H1N1 alocado na fábrica de Itapecerica da Serra (SP). Sua contaminação ocorreu durante uma viagem à Argentina. As medidas preventivas abrangem não apenas os funcionários da fábrica como também outros prestadores de serviços e fornecedores que estiveram nos mesmos locais que o funcionário infectado. A empresa diz que a produção e distribuição de medicamentos e o abastecimento do mercado seguem normalmente.

Enquanto aguarda os resultados de dois casos suspeitos, a Comgás já põe em prática seu plano pandêmico.

Em geral, os planos pandêmicos das empresas preveem: o monitoramento da evolução das epidemais no mundo, a pré-definição das pessoas que precisam permanecer na empresa e as que podem trabalhar de casa se houver contaminação, a orientação médica dos funcionários e a restrição das viagens a áreas de risco.

Mesmo empresas que ainda não registraram nem casos suspeitos da doença também adotam precauções. O Itaú Unibanco, por exemplo, formou um comitê multidisciplinar para acompanhar a evolução da doença em todos os países nas quais possui negócios e que também é responsável por orientar seus funcionários sobre a doença. São enviados aos empregados boletins periódicos sobre as formas de contágio, os principais sintomas e as ações de prevenção, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. As mesmas informações também estão disponíveis na intranet.

Um problema nacional

No Brasil, a farmacêutica Roche, fabricante do Tamiflu, medicamento antiviral contra gripes como a suína, direcionou toda a produção do remédio para o governo, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde. Segundo a empresa, a produção mundial do Tamiflu em 2009 será de 400 milhões de tratamentos.

No Brasil, o Ministério da Saúde adquiriu 12.500 tratamentos do Tamiflu para uso imediato e outros 9 milhões estão em estoque. Segundo o órgão, todo paciente atendido pela rede de saúde com sintomas da doença é orientado a procurar um dos 53 centros de referência do ministério, espalhados pelo país. Nesses locais, é feita a coleta de material para os exames e o início do tratamento com administração do medicamento mesmo antes da confirmação da doença.

Segundo o último comunicado do Ministério da Saúde, existiam 399 casos de gripe suína confirmados no Brasil e outros 310 sob suspeita. Até 24 de junho, 101 países tinham casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da OMS. No mundo, são 56.584 casos confirmados e 259 óbitos – nenhum no Brasil.

– Mega Stores X Mini Pontos: a Guerra do Varejo

Discutimos em aula recente a respeito do poder de aquisição de grandes redes varejistas. Vide a compra mais recente do Grupo Pão de Açúcar, o Ponto Frio. Enquanto nosso debate entrou na questão do poderio financeiro, outro grupo lembrava insistentemente de algo importante: a conveniência em ser pequeno.

Pois bem: a Revista Isto É Dinheiro abordou nosso tema da sala de aula. Abaixo, extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/611/o-mundo-e-mini-por-que-cada-vez-mais-as-142038-1.htm

O MUNDO É MINI

Por que cada vez mais as empresas apostam nas lojas de conveniência e nos pequenos pontos de venda para sua expansão – por JOSÉ SERGIO OSSE

HÁ MAIS DE 30 ANOS, UM economista inglês, E. F. Schumacher, lançou o livro “Small is Beautiful”. Na obra, um clássico da literatura econômica, o estudioso defendia que as grandes organizações, devido ao seu gigantismo, se tornavam “inadministráveis”. Pois o varejo parece ter descoberto as lições de Schumacher. Por muito tempo, o “quente” foram as mega-stores e pontos de venda cada vez maiores.

De supermercados a livrarias, o objetivo desse formato era oferecer em um único lugar tudo o que um consumidor precisava. Nos últimos tempos, porém, inverteu-se a direção: a onda agora são as minilojas. Empresas de todos os portes e atividades, da Livraria Cultura às redes de supermercados, como Pão de Açúcar e Carrefour, aderiram à moda. O trânsito caótico, a questão da segurança e a comodidade estimulam a proliferação das pequenas lojas – além do acirramento da concorrência exercida pelos pequenos armazéns.

“Nosso objetivo é estar junto ao consumidor em qualquer momento de seu consumo”, diz Laurent Bendavid, diretor do Carrefour Bairro, a bandeira de supermercados de vizinhança do grupo francês.

Para essas empresas, não se trata apenas de modismo. “A tendência de lojas menores não tem volta”, diz Sylvia Leão, diretora-executiva do Extra, a rede de hipermercados do Grupo Pão de Açúcar. É ela que mantém as bandeiras Extra Perto e Extra Fácil, sendo que essa última oferece cerca de 3,5 mil produtos diferentes, contra 10 mil a 17 mil das lojas convencionais. Para o grupo, trata-se de uma investida estratégica.

No final de 2008, apenas quatro lojas ostentavam a placa Extra Fácil. Atualmente, são 65. Até o final do ano, esse número baterá em 100.Segundo a Abras, entidade que reúne os supermercados, ao fim de 2008, das 5.470 lojas das 500 maiores redes do País, 3.459 eram nesse formato.

Do ponto de vista econômico, faz todo o sentido apostar nesse tipo de ponto de venda. Segundo Bendavid, os preços praticados nas lojas menores “cobram” a comodidade e a praticidade proporcionadas aos consumidores. “Não é um aumento de 2% a 3% que vai fazer uma pessoa preferir pegar seu carro para economizar 7% comprando em um hipermercado”, revela o executivo do Carrefour, indicando qual a diferença dos preços cobrados nos dois formatos. A francesa tem apenas oito unidades de conveniência, mas todas em postos de combustíveis.

Segundo Bendavid, esse número crescerá rapidamente. O modelo de lojas menores não interfere, de acordo com as próprias redes, no resultado das operações tradicionais. “Até agora não tivemos problemas com sobreposição”, diz Sylvia. Mais do que isso, no caso do Pão de Açúcar e do Carrefour, essas lojas menores se beneficiam do poder de compra e negociação dos grupos dos quais fazem parte.

Com acesso a mercadorias a preços mais baixos e um adicional no valor cobrado do consumidor, a margem de lucro nessas unidades tende a ser melhor. Por outro lado, há pouco espaço para estoque e elas precisam ser abastecidas mais vezes do que suas irmãs maiores. “Temos muitos ‘planos B’, inclusive usar uma loja maior para abastecer outra, se necessário”, diz Sylvia.

Outra grande rede que pretende, em breve, enveredar pelo caminho das lojas pequenas no Brasil é a livraria francesa Fnac. Segundo seu presidente, Pierre Courty, a falta de bons espaços pode forçar um “regime” nas lojas da Fnac.

Em cinco anos, ele considera possível reduzir pela metade o tamanho das unidades da empresa, que têm entre 4 mil e 5 mil metros quadrados, para lojas de até 2,5 mil metros quadrados. Um de seus principais rivais, a Livraria Cultura, também segue esse caminho. Sua meta é reforçar a presença da marca junto a públicos específicos.

A empresa tem apostado em pequenas lojas temporárias em eventos como a Casa Cor e o São Paulo Fashion Week. “Cada loja tem uma oferta direcionada para o perfil de visitantes desses eventos, o que se traduz num ganho enorme para a marca”, diz Sérgio Herz, diretor comercial da livraria. O McDonald’s aproveitou essa onda para conquistar um público que só ia às suas lanchonetes para levar os filhos: os consumidores com mais de 30 anos.

Para eles, a rede de fastfood criou o McCafé, com um visual mais sóbrio. Isso atraiu e fidelizou clientes mais endinheirados. Hoje, são 57 McCafés no Brasil. Os produtos de cafeteria já respondem por mais de 10% do total das vendas. Para a maior rede de fastfood do mundo, o título do livro de Schumacher faz cada vez mais sentido.

– A Repaginação da Antártica

A Ambev está relançando a cerveja Antártica. Do rótulo ao conceito, a nova “Antártica Sub Zero” será destinada ao consumidor popular, tentando brigar de frente com preço e qualidade na faixa hoje disputada entre Schincariol e Itaipava.

Como empresa empreendedora, uma das suas ações é inovar. E isso significa lançar novos produtos, já que as médias cervejarias estão cada vez mais ganhando participação no mercado. Há dias, ventilou-se o lançamento de garrafas coloridas. Agora, o novo-velho produto.

Veja os novos rótulos e fotos em: http://portalexame.abril.com.br/negocios/ambev-lanca-antarctica-sub-zero-479550.html

AMBEV LANÇA ANTÁRTICA SUB ZERO

A partir de julho, o mercado de cerveja de São Paulo e Minas Gerais vai contar com mais uma novidade. A AmBev lançará a cerveja Antarctica Sub Zero, da categoria pilsen – a mais popular do mundo, caracterizada por uma cor dourada, de baixa fermentação e com espuma duradoura. Há muito tempo a AmBev não criava uma nova cerveja voltada para o mercado de massa – os últimos lançamentos foram voltados para o consumidor de bebida premium.

Segundo a empresa, o diferencial do novo produto é a combinação de um líquido elaborado para ser mais suave e refrescante. A decisão para o lançamento da Antarctica Sub Zero foi baseada numa pesquisa realizada pela empresa com 2 500 consumidores no Brasil, que apontaram a refrescância e suavidade como as características mais importantes de uma cerveja.

Para ser produzida, Antarctica Sub Zero passa por um sistema de dupla filtragem a frio, realizada a uma temperatura de -2° C. Durante o procedimento, a linha de produção fica coberta por uma fina camada de gelo e a cerveja chega quase a congelar.

O gerente fabril Luciano Horn explica que a baixa temperatura auxilia na aglomeração das partículas formadas durante a fermentação e a dupla filtragem possibilita a retirada destas partículas. “A composição combinada à moderna tecnologia de produção resultam em um líquido com sabor e textura suaves, amargor menos acentuado e extremamente refrescante.”

O foco da AmBev

O diretor de Marketing da AmBev, Carlos Lisboa, conta que a empresa está trabalhando em duas frentes principais: rentabilidade e inovação. “Em 2008, as inovações estiveram focadas no desenvolvimento de embalagens e consideramos que é o momento de apresentar uma inovação de líquido para o consumidor de cervejas pilsen, a maior inovação da AmBev neste ano”, diz ele.

Para Marcel Marcondes, gerente corporativo de marketing de Antarctica, o novo produto foi especialmente desenvolvido para estar de acordo com o posicionamento da marca e para complementar o seu portfólio.

“Antarctica tem em seu DNA o conceito de refrescância. O nome, a cor azul, os pinguins do logotipo, todas as referências da marca remetem à sensação de frescor”, afirma. 

– Administrando em Terras de Ditadores: A Coca-Cola e Chávez

E lá vai Hugo Chávez contra o capitalismo americano! Há tempos, ele anda maltratando a subsidiária da Coca-Cola na Venezuela, justamente para bater nos EUA. Agora, proibiu a Coca Zero!

Como empresas de fora investirão num ambiente instável econômico-administrativo como estes?

A justificativa de Chávez para proibir a Coca-Cola? Saúde pública!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78035-15227,00-HUGO+CHAVEZ+E+A+COCA+ZERO+NA+VENEZUELA.html

HUGO CHÁVEZ E A COCA ZERO NA VENEZUELA

O presidente Hugo Chávez encontrou um motivo torto para realizar um dos sonhos de qualquer ditador de esquerda: proibir a venda de Coca-Cola. Ele decretou que uma versão dietética do refrigerante, a Coca Zero, não pode ser vendida no país. O motivo alegado é “preservar a saúde dos venezuelanos”. Ao explicar a proibição, o ministro da Saúde do país, Jesús Mantilla, afirmou apenas que a fórmula do refrigerante continha substâncias prejudiciais ao organismo. O anúncio não trouxe mais detalhes.

Não foi a primeira briga de Chávez com a Coca-Cola. Há três meses, o presidente desapropriou um depósito da empresa na Venezuela para construir casas populares. Até então, parecia mais um combate entre um presidente socialista e o que ele considera um símbolo do imperialismo dos Estados Unidos. A decisão de proibir a Coca Zero vai além: coloca em xeque a responsabilidade de uma marca mundialmente conhecida em relação à saúde de seus consumidores.

A decisão de Chávez pode ter sido mais ideológica que sanitária – e é bem provável que tenha sido influenciada por um “spam”. Há tempos circula na internet um e-mail alardeando que a fórmula da Coca Zero vendida nos Estados Unidos é diferente da fabricada em outros países.

Assinado por Edgardo Derman, supostamente um médico argentino, o e-mail pergunta por que o ciclamato, prejudicial à saúde, é proibido nos Estados Unidos e liberado em países pobres, inclusive o Brasil. A resposta, segundo o próprio Derman, estaria no preço: o quilo do aspartame, outro adoçante artificial, custaria pelo menos 15 vezes mais que o quilo do ciclamato vetado nos EUA. Nenhum órgão sério de pesquisa científica deu atenção à denúncia de Derman. Chávez, ao contrário, encontrou ali um argumento irresistível: os Estados Unidos não aceitam consumir a mesma Coca Zero vendida em outros países.

A diferença entre a fórmula americana e a de outros países tem uma explicação técnica: os Estados Unidos proibiram o uso do ciclamato de sódio em 1969, depois que pesquisas mostraram a incidência de câncer de bexiga em ratos que ingeriram a substância. Estudos posteriores, no entanto, contestaram os resultados – e por isso o ciclamato é liberado em mais de 50 países, inclusive na Europa. “Os resultados de cerca de 80 estudos científicos demonstram que o ciclamato não oferece risco para a saúde humana”, diz a assessoria de imprensa da Coca-Cola do Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma seguir as regras da Organização Mundial da Saúde, que recomenda um consumo máximo diário de 11 miligramas por quilo de peso corpóreo. Cada lata de Coca Zero contém 24 miligramas da substância. Para um consumo considerado seguro, um indivíduo de 70 quilos pode ingerir nove latas do refrigerante diariamente. Os americanos, mesmo sem ciclamato, dificilmente beberiam mais que nove latas de Coca Zero por dia. Os venezuelanos, agora, não podem beber nenhuma.

– A Disputa Acirrada na Aviação Brasileira

Nesta semana, a Azul comemorou o fato de atingir o posto de 3a. empresa aérea brasileira. A Gol, em seguida, anunciou que bateu seu recorde histórico: 101.501 passageiros transportados em um único dia. A TAM anunica a compra de novas aeronaves, e a Webjet diz que começará uma nova campanha no mercado para ganhar terreno.

É só baixar os preços dos vôos que o número de passageiros aumenta!

– Santander quer Administrar as Rodovias Brasileiras

Hoje o Grupo CCR controla a melhor parte das Rodovias Brasileiras, dentro do programa de Concessão de Rodovias. Destacam-se Bandeirantes, Dutra e Anhanguera. O grupo é um consórcio formado por Camargo Corrêa, Bradesco e outras.

Agora, uma notícia que alavancou suas ações: o Banco Santander pode adquirir a CCR !

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/acao-ccr-dispara-indicacao-santander-478033.html

Ação do CCR dispara com indicação do Santander

Onda de projetos de infra-estrutura para a Copa pode beneficiar a companhia
O dia é de queda para o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, que apontava baixa de 0,42% às 16h28. Porém, as ações da CCR (CCRO3) se descolam e, ao mesmo tempo, apresentavam forte valorização de 3,79%, sendo negociadas a 28,73 reais, uma das maiores altas da sessão.

O bom desempenho dos papéis pode ser explicado pela perspectiva positiva diante de projetos de infra-estrutura para a Copa do Mundo em 2014 no Brasil e pela indicação de compra da corretora do Santander, que opera separadamente do banco. Além de elevar a recomendação, a equipe revisou para cima o preço-alvo dos papéis do fim de 2009 para 30,00 reais por ação e de 2010 para 40,00 reais.

Os analistas apontaram a CCR como a melhor opção no setor para se beneficiar com os investimentos em infra-estrutura previstos no país, estimulados também pelo PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento) e pelas obras de transporte que devem chegar a um total de 25 bilhões de dólares, de acordo com estimativa do BNDES.

Entre os novos projetos, o Santander destacou as partes Sul, Leste e Norte do Rodoanel, o trem expresso é que vai do centro de da capital paulista até o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e a conclusão das obras da linha amarela do metrô, também em São Paulo. A CCR, aliás, cuidará da administração dessa linha – mas não é responsável por sua construção.

“Acreditamos que a CCR é um dos competidores melhor-posicionado nestes leilões com base em seu balanço relativamente forte e seu conhecimento sobre o mercado”, disse a corretora, que espera também um maior retorno dos novos projetos em comparação com os de 2007 e 2008.

A corretora ressaltou ainda que a companhia está sendo negociada com expressivo desconto em relação a seus pares internacionais. Além disso, a perspectiva de que o custo de capital ficará mais baixo também impulsionou o preço-alvo estabelecido.

– Visanet e Redecard: quem vale mais?

As administradoras rivais das bandeiras de cartões de crédito Visa e Mastercad estão se valorizando cada vez mais! E agora, fica a pergunta, difícil de responder: quem vale mais?

Abaixo, uma tentativa de resposta, extraído de:

Quem vale mais: Redecard ou Visanet?

A Visanet é maior e lucra mais, mas o diretor de finanças da Redecard explica por que a resposta a essa pergunta é mais complexa do que parece
Assim que a Visanet anunciou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), o mercado começou a fazer as contas para avaliar qual seria o valor de mercado justo para a empresa líder em processamento de transações com cartões no Brasil.

No prospecto preliminar da oferta, a empresa, que processa as transações com cartões da Visa, informou que venderia até 644,86 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) e que cada uma valeria entre 12 e 15 reais. A primeira providência dos analistas foi estimar o valor total da empresa. Segundo relatório divulgado pela área de análise do Citigroup, a Visanet vale entre 8,4 bilhões e 10,6 bilhões de dólares (ou 16,4 bilhões e 20,7 bilhões de reais) se for mesmo negociada dentro do intervalo proposto.

O mercado decidiu então comparar esse intervalo com o valor de mercado da principal rival da Visanet. A Redecard, que chegou à BM&FBovespa em 2007 e processa as transações com cartões Mastercard e Diners, tem um modelo de negócios bastante semelhante ao da Visanet – tornando válido esse tipo de comparação. A empresa valia 18,8 bilhões de reais no fechamento do pregão desta terça-feira – portanto, um valor intermediário à faixa proposta para a Visanet.

A conclusão do mercado é de que os próprios bancos que fizeram a avaliação da Visanet para o IPO (Bradesco BBI, BB Investimentos, Santander e JPMorgan) também têm dúvidas sobre qual empresa seria a mais valiosa. À primeira vista, a Visanet pode parecer levar vantagem sobre a Redecard por ser maior, lucrar mais, contar com um número maior de cartões em circulação, possuir mais lojistas credenciados e ser líder em participação de mercado nas transações com plásticos.

O diretor-executivo de Finanças da Redecard, Geraldo Travaglia, explica, no entanto, que essa conta não é tão simples quanto parece. Segundo ele, o principal indicador que favorece a Redecard em relação à Visanet é a margem ebitda (lucro antes de impostos e amortizações). Esse indicador mostra qual é o percentual das receitas que vai para o caixa da empresa. Em 2008, a margem ebitda da Visanet foi de 62% e a da Redecard alcançou 68,3%.

“Isso significa que um real investido na Redecard vale mais”, afirmou Travaglia ao Portal EXAME. “A empresa é muito eficiente na redução de custos e no controle de riscos. Com isso, consegue preservar melhor a receita gerada.” Para o acionista, isso se transforma em maior remuneração pelo capital investido – a Redecard tem uma das maiores taxas de retorno com dividendos da BM&FBovespa.

Procurada, a Visanet informou que não comentaria a afirmação porque está em período de silêncio para o IPO – a reserva de ações começa nesta quarta-feira. Mas, no mercado, há muita gente que concorda com Travaglia. Os analistas Craig Maurer e Matthew O’Neill, da Calyon Securities, que tiveram acesso às informações divulgadas pela Visanet durante o “road show” com investidores, divulgaram um relatório em que afirmam que a Visanet deve ser negociada com um desconto de ao menos 15% em relação à Redecard quando levado em consideração o múltiplo valor de mercado/lucro da empresa (P/E, na sigla em inglês).

Os analistas usaram o preço sugerido por ação da Visanet entre 12 e 15 reais para chegar à conclusão que a empresa valerá entre 10,2 e 12,1 vezes seu lucro estimado para este ano. Já o múltiplo da Redecard equivale a 14,3 vezes o lucro líquido previsto para 2009.

Ainda segundo os analistas do Calyon, a Visanet teria que economizar 305 milhões de reais por ano para alcançar a mesma margem ebitda da Redecard. Eles afirmam que uma parte menor desse valor (81 milhões de reais) é o que a Redecard consegue economizar a mais que a Visanet em despesas. Em relação ao restante, a Redecard leva vantagem por ter receitas muito maiores com a antecipação de recebíveis – um segmento em que a Visanet apenas engatinha.

Por meio desse serviço, a Redecard antecipa o repasse do dinheiro relativo aos pagamentos com cartão de crédito aos lojistas. No Brasil, esse dinheiro demora 30 dias para chegar ao comerciante. A Redecard fatura ao cobrar uma pequena parte do total de recursos que precisam ser repassados aos lojistas. Já a vantagem para a loja é reduzir sua necessidade de capital de giro, antecipando o recebimento. Segundo o Calyon, a antecipação de recebíveis respondeu por 18,5% da receita líquida da Redecard em 2008 – enquanto na Visanet esse percentual cai para só 0,5%.

Conjuntura

O Calyon também acredita que os investidores vão exigir um desconto para comprar as ações da Visanet devido às incertezas sobre a recuperação mundial e pelos temores gerados pelo estudo do Banco Central que apontou falta de concorrência no setor de cartões e defendeu mudanças na forma de atuação de Redecard e Visanet. Apesar de ser considerado apenas um ponto de vista “acadêmico”, já que não propôs medidas concretas, o estudo do BC foi entendido pelo Calyon como um “divisor de águas” para o modelo de negócios das duas empresas.

De forma geral, as mudanças regulatórias no setor que estão sendo discutidas no Congresso e pela área econômica do governo preveem que: 1) as empresas do setor compartilhem os POS (máquinas que capturam e processam as transações); 2) os lojistas possam cobrar preços diferentes para pagamentos com cartão quando julgarem necessário; 3) o dinheiro do pagamento com cartão seja repassado ao lojista em um prazo menor do que os atuais 30 dias; 4) não haja mais exclusividade entre a bandeira e a empresa que processa as transações, como está previsto no contrato entre Visa e Visanet até 2010; e 5) as empresas deixem de ser verticalizadas, realizando o credenciamento dos lojistas, a captura das informações, o processamento das transações e a liquidação das compras.

O Calyon não faz uma avaliação sobre qual é a possibilidade de que alguma dessas medidas seja adotada nem analisa o impacto de cada uma. A Redecard também afirma que não comentará possíveis mudanças regulatórias enquanto o setor mantiver negociações com o governo sobre o assunto. Mas Travaglia defende com veemência o investimento em ações das empresas do setor de cartões.

“A grande tese é que o negócio de cartão de crédito no Brasil ainda está em franca expansão. Tem uma enorme parte da população que começa a se tornar bancarizada, começa a pagar com plástico. É isso que dá a pujança desse negócio. Mesmo com alguma alteração que possa vir a ocorrer no marco regulatório, essa pujança torna o setor tão interessante para os investidores que explica a resiliência fantástica de nossas ações”, diz ele.

– Ministério Público contra Fast-Foods

Quando estamos na posição de administradores de empresas, inegavelmente aplaudimos as ações de marketing bem-sucedidas de algumas organizações. Especificamente, no comércio de fast-food, vemos o McDonald’s sabiamente usando seu produto McLanche Feliz com brindes às crianças, faturando alto em cima dos personagens infantis ali estampados.

Já quando nos encontramos na condição de consumidores, é um verdadeiro suicídio levar as crianças para “comer” no McDonald’s, pois além do preço alto, você acaba tendo que comprar o lanche que vem com o brinquedinho.

Assim, o Ministério Público Federal decretou guerra ao McDonald’s, Bob’s e Burger King, proibindo o “apelo” promovido pelo marketing infantil.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/mp-move-acao-mcdonald-s-bob-s-burger-king-424959.shtml

MP move ação contra McDonald’s, Bob’s e Burger King

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou hoje que entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para que as redes de lanchonetes McDonald’s, Bob’s e Burger King suspendam as promoções que casam venda de lanches com brinquedos. As redes Burger King e Bob’s informaram, por meio de nota oficial, que ainda não foram notificadas pelo Ministério Público Federal e, por isso, não comentarão o assunto. O McDonald’s também informou que não foi notificado, mas ressaltou que, desde parecer do MPF sobre o tema, a rede vende os brinquedos também de forma independente, “não havendo obrigatoriedade de consumir a refeição”. Para o autor da ação, procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, os brinquedos influenciam as crianças na compra dos lanches, basicamente compostos de hambúrguer, batata frita e refrigerante, alimentos associados por especialistas ao problema da obesidade infantil. Araújo ressaltou que a estratégia de marketing utilizada por McDonald’s, Bob’s e Burger King nas promoções McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids, respectivamente, incita o consumo e torna fiel o consumidor infantil a um produto altamente calórico. Ele disse ser contra o argumento das redes de que os pais são os únicos responsáveis pela compra ou não do lanche com o brinquedo. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade dos pais não isenta de responsabilidade o fornecedor nem faz a prática deixar de ser abusiva. Em 2006, o McDonald’s firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF para que os brinquedos que acompanham o McLanche Feliz fossem também vendidos separadamente. O objetivo do TAC era impedir a venda casada dos brinquedos com o lanche e permitir aos pais que completassem as coleções dos filhos, independentemente da compra de lanches. A ação, contudo, independe do TAC e se baseia em outros fundamentos legais, de acordo com o MPF. A preocupação não é apenas quanto à venda casada, mas sim quanto aos efeitos sobre a infância e a saúde pública do marketing infantil das redes de fast food.

– A Sustentabilidade Ambiental em Pauta nas Organizações

Trago um belo texto da FEA (Faculdade de Economia e Administração)-USP, a respeito da questão “sustentabilidade estar se tornando cada vez mais um dos tópicos de responsabilidade social discutidos pelas organizações:

Extraído de: http://www.usp.br/feamais2/leitura.php?i=199

Ingresso da sustentabilidade social na pauta das empresas redefine cenário dos negócios

Por Claudia Gasparini

A complexidade dos mecanismos sociais e a dificuldade de se lidar com eles frequentemente entra em conflito com a urgência em articulá-los de forma sustentável. Em outras palavras, apesar de imprescindível para a conquista da sustentabilidade, o vértice social oferece também desafios sem paralelos. No entanto, de acordo com Annelise Vendramini Caridade, doutoranda em Administração pela FEA, professora e consultora de empresas, as decisões corporativas estão submetidas a uma certa lógica do sistema econômico que dá sinais de mudança, ainda que de forma lenta. “Podemos fazer uma analogia entre o sistema econômico global e um transatlântico: é possível mudar a direção de ambos, porém mudanças de rota não acontecem subitamente, são processos demorados”, propõe Annelise, que atua em gestão estratégica para a sustentabilidade e finanças sustentáveis, além de se dedicar à pesquisa do mesmo tema no PROGESA (Programa de Gestão Estratégica Socioambiental), núcleo vinculado à FIA (Fundação Instituto de Administração).

Não obstante a dificuldade de se reprogramar o sistema, especialmente para se incorporarem adequadamente os custos sociais e ambientais das atividades produtivas, os caminhos da sustentabilidade têm sido perseguidos pelas organizações. Annelise destaca o espaço crescente dos Relatórios de Sustentabilidade e a sua padronização pela GRI (Global Reporting Iniciative). Ela vê um sinal muito positivo no fato de que, no Brasil, tem crescido muito o número de empresas que publicam relatórios anuais de acordo com os padrões da GRI. “Embora ainda haja um caminho a percorrer na busca pelo aperfeiçoamento desses relatórios, essa prática é muito interessante porque revela que as empresas estão aplicando o conhecimento adquirido na publicação dos tradicionais relatórios financeiros, os chamados Relatórios Anuais, para a comunicação de suas práticas socioambientais”, afirma.

Annelise acredita que a questão social entra cada vez mais na pauta das empresas, mas muitas vezes como filantropia, algo que não está ligado necessariamente à estratégia da empresa. “No entanto, compreender que toda atuação empresarial tem um impacto relevante nas comunidades e gerir isso de uma forma responsável são posturas importantes para os negócios, ou seja, existe uma relevância estratégica na ação social, mesmo a de caráter assistencialista, que não pode ser ignorada”, comenta.

De acordo com a doutoranda da FEA, as empresas existem porque a sociedade lhes assegura a licença para operar. Porém, de forma mais acentuada desde a década de 1970, as sociedades estão mais críticas em relação à forma de atuação das corporações. “Quando a empresa apresenta uma postura responsável e faz uma boa gestão de stakeholders, ela está zelando para que essa licença concedida pela sociedade permaneça válida no longo prazo”, diz Annelise. Dessa forma, se uma organização não se preocupa, por exemplo, com o bem-estar de uma comunidade que habita o entorno de suas instalações, essa relação conturbada pode em algum momento explodir e gerar vozes contrárias à existência da organização. Por outro lado, relações harmônicas criam um ambiente estável tanto para a organização como para a sociedade. “Reações negativas, que construam uma imagem desfavorável da empresa, tem a longo prazo um impacto forte sobre as operações e sobre o lucro”, explica.

Adaptação

Annelise acredita que várias corporações estão se estruturando para atender a essa nova pressão da sociedade, sobretudo as de grande porte, criando departamentos de Sustentabilidade e investindo em novos projetos na área. “Trata-se de uma forma de tentar transportar esse tipo de preocupação para o âmbito da competitividade”, diz a doutoranda. As empresas menores, com menos recursos de estrutura, têm investido, em filantropia, no intuito de ao menos não ficarem alheias a essa cobrança.

Ela também chama atenção para a existência de muitas empresas cuja preocupação social não transcende o âmbito do discurso. Trata-se de uma demanda recente e difícil de ser atendida, na opinião de Annelise. Assim, as organizações sentem a pressão da sociedade mas nem todas sabem como transformar essas requisições em prática. “Muitas ainda não sabem como fazer isso de forma estratégica e não conseguem alinhar o discurso com a prática”, comenta. O risco de ser pego numa inconsistência ou incoerência ética é muito grande, o que confirma a importância de uma gestão de comunicação transparente.

Os esforços em direção à sustentabilidade ainda estão distantes do ideal. “Ainda há muita divergência sobre o que é o ideal ou como alcançá-lo, e por esse motivo este é um momento de aprendizado para todos”, diz Annelise.

É o mesmo que afirma Monica Bose, coordenadora de projetos e pesquisadora do CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), ligado à FIA. Ela ilustra sua opinião esclarecendo uma frequente confusão conceitual. “Uma visão muito mal lapidada no meio empresarial é a de que o discurso sobre sustentabilidade seria uma evolução natural das discussões anteriores sobre responsabilidade social”, diz. Ela explica que, baseadas nessa suposição, várias organizações mudam o nome sua antiga área de Responsabilidade Social para Sustentabilidade. O equívoco está em achar que ambos os termos correspondem ao mesmo conceito. Segundo Monica, doutoranda e mestre em Administração pela FEA, o conceito de sustentabilidade, do ponto de vista organizacional, diz respeito ao impacto em larga escala do negócio sobre a sociedade e sobre o planeta. Já a responsabilidade social trata do espectro mais próximo da empresa, isto é, o respeito que a organização deve aos públicos que estão em seu entorno.

A adaptação das corporações às demandas de sustentabilidade também enfrenta outro desafio: a balança entre o lucro e a justiça social. “Acho que muitos CEOs estão com essa preocupação na cabeça hoje em dia. É uma questão muito difícil”, diz Monica. A pesquisadora do CEATS defende que a busca cega pelo lucro na forma como existe hoje é insustentável, por implicar a degeneração do meio ambiente e a manutenção de desigualdades. “Tais externalidades são conhecidas e essa busca precisa ser repensada”, afirma. Ela diz que já existem iniciativas de um capitalismo mais “social”, em que algumas empresas abrem mão de parte do seu lucro em prol de uma cadeia de geração de valor mais sustentável. Há muitos casos de organizações assim no Brasil e no exterior. “O problema é que isso teria de ser aplicado em escala planetária e como concretizar essa transformação é um desafio”, assinala Monica.

Definição de papéis

Para Annelise, é válida, para o caso brasileiro, a afirmação de que, algumas vezes, as empresas estão preenchendo uma lacuna deixada pelo Estado quando investem em projetos sociais. “Às vezes o governo não é tão ágil para resolver problemas nos quais as organizações têm a capacidade de interferir”, explica.

Monica, por sua vez, acredita que é o terceiro setor que assume algumas atividades que teoricamente deveriam ser prestadas pelo Estado, cumprindo funções de assistência social e atendendo a demandas da população mais carente que não tem acesso a serviços públicos de qualidade. “Não se comprovou até hoje que o Estado seja um ator suficiente para promover o desenvolvimento social e ambiental sustentável”, diz.

A resposta, para a pesquisadora do CEATS, está nas parcerias intersetoriais. Enquanto o Estado zela por políticas públicas de maior qualidade e eficiência, o terceiro setor traz sensibilidade para o quesito social e ambiental, muitas vezes acirrando discussões sobre esses temas. Já as empresas cumprem seu papel seja pelo apoio ao desenvolvimento de tecnologias de inovação, ou mesmo oferecendo sustentação financeira. “Por meio dessa complementação de competências, é possível produzir frutos interessantes e inovadores no que diz respeito à sustentabilidade”, completa Monica.

– Telefònica de España: do Brasil só os Lucros

E o que dizer da enésima paralisação nas comunicações provocada pela Telefônica? Primeiro o Speedy, depois congestionamentos na Banda Larga, travamento por Crackers, e ontem, apagão telefônico. Sem telefonia fixa, as pessoas tentavam usar o celular. Conclusão: excesso de pessoas nas linhas móveis, e o sistema de telefonia celular travou por alguns momentos.

Segundo especialistas, tudo isso é fruto da falta de investimentos na infraestrutura da rede, além da terceirização de muitos serviços.

Não dá nem vontade de falar sobre a Telefônica. Só a lamentar pelo péssimo atendimento.

Se existisse verdadeiramente concorrência (porque a Embratel é concorrente em “partes”), talvez a história seria outra…

– Pão de Açúcar compra Ponto Frio

Nem Sílvio Santos, nem Magazine Luiza, muito menos Lojas Americanas. O novo dono da rede de varejo Ponto Frio, na surdina, é o Pão de Açúcar. Com isso, as lojas Extra Eletro + Ponto Frio colocam o grupo de Abílio Diniz como maior varejista de eletroeletrônicos do Brasil, superando as Casas Bahia.

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/08/pao+de+acucar+compra+ponto+frio+por+r8245+mi+6603959.html

Pão de Açúcar compra Ponto Frio por R$ 824,5 milhõesO grupo Pão de Açúcar anunciou nesta segunda-feira a compra da rede de varejo de eletrônicos e eletrodomésticos Ponto Frio. O valor da aquisição da participação dos controladores do Ponto Frio é de R$ 824,5 milhões, “equivalente a 70,24% do capital total, parte desse valor pago com ações do grupo Pão de Açúcar”, informou a rede de varejo.

Segundo o Grupo, o objetivo da aquisição é crescer no segmento de eletroeletrônicos. Com a compra, o Grupo Pão de Açúcar torna-se líder no varejo brasileiro, com cerca de R$ 26 bilhões de faturamento. A aquisição já era esperada para este fim de semana.No comunicado à imprensa, o Pão de Açúcar destaca como principais ganhos resultantes da operação “a grande capilaridade de lojas com localização privilegiada, expertise no comércio eletrônico e na oferta de serviços financeiros ao consumidor, integração logística, entre outros”.

“Com uma sólida estrutura de capital que assegura o crescimento futuro do negócio, o Grupo Pão de Açúcar consolida sua atuação no comércio de eletroeletrônicos, unindo as atividades operacionais e comerciais das duas grandes empresas. Essa consolidação trará sinergias e ganhos de escala que beneficiarão nossos clientes”, diz na nota o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz.

 

No mês de março, o Ponto Frio, que é controlado por Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, teve confirmado o processo de venda. Além do Grupo Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Lojas Americanas e um consórcio formado pela rede nordestina Insinuante e pela BTG demonstraram interesse no Ponto Frio.

(Com informações da Reuters, Agência Estado e do Valor Online)