– CVC: um Negócio bem adiministrado e bem vendido

Na semana que passou, a CVC, operadora turística, teve 63% das suas ações vendidas a um fundo americano, no valor de R$ 700 milhões! O investimento se deve à emergência da Classe C, proximidade da Copa e das Olimpíadas. Pertencente a família Paulus, a empresa nasceu em 1972 vendendo passeios de ônibus ao Rio de Janeiro em finais de semana. Hoje, é a maior da AL.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u676282.shtml

FUNDO AMERICANO PAGA 700 MILHÕES POR CVC

por Mariana Barbosa

O fundo americano de participações (“private equity”) Carlyle anunciou ontem a compra da CVC, maior operadora de turismo do Brasil. O valor oficial da transação não foi divulgado, mas, segundo a Folha apurou com fontes próximas à negociação, o Carlyle pagou cerca de R$ 700 milhões por 63,6% da companhia. A gestão continua com o fundador Guilherme Paulus, que ficará na presidência do Conselho de Administração. O atual presidente-executivo, Valter Patriani, também segue no cargo.

O negócio foi fechado em dezembro e é a primeira aquisição do fundo Carlyle no Brasil. O fundo é um dos maiores do mundo e administra uma carteira de US$ 87,6 bilhões. Segundo Fernando Borges, presidente do Carlyle no Brasil, o potencial de crescimento do setor de turismo no Brasil, com eventos como Copa do Mundo e Olimpíada, combinado com o posicionamento da CVC como operadora voltada para a classe média, foi o principal atrativo.

“A empresa tem um tamanho e uma história muito interessantes. E está em um setor que vai mudar bastante com Copa e Olimpíada, sobretudo em termos de melhora de infraestrutura”, disse Borges.

Com 2 milhões de pacotes vendidos no ano passado, a CVC detém cerca de 60% do mercado de viagens via operadoras e agências. A operação, diz Borges, dará musculatura financeira para a CVC aproveitar esse potencial de crescimento do turismo no país. Segundo Borges, serão feitos investimentos nas áreas de tecnologia, com melhorias no site da empresa. O fundo também pretende estruturar a uma diretoria financeira.

Um representante do fundo foi colocado interinamente como diretor financeiro, e a ideia é contratar um executivo do mercado. “A companhia já tem uma boa gestão. Vamos dar suporte para aprimorá-la. Mas a gestão continua com a família Paulus”, disse Borges.

A CVC não revela seu faturamento. A empresa vem crescendo a uma taxa de 20% ao ano. De acordo com Valter Patriani, o objetivo é “dobrar de tamanho em cinco anos”.

O Carlyle planeja permanecer na companhia ao longo desse período. A intenção é preparar a empresa para a realização de uma oferta pública de ações (IPO) dentro de um ou dois anos. “Como controlador, vamos esperar o momento certo. Não queremos ver a ação da companhia despencar 50% um ano depois do IPO, como acontece em muitos casos”, disse Borges.

Ficaram de fora da negociação os outros negócios de Guilherme Paulus, a empresa de aviação Webjet e a rede de hotéis e resorts GJP. Segundo Borges, uma das razões pela quais o fundo não se interessou pela Webjet é o fato de que estrangeiros não podem deter o controle de empresas aéreas no Brasil. “As operações são totalmente independentes, a CVC não depende da Webjet”, disse.

O negócio não prevê nenhum contrato de exclusividade entre CVC e Webjet. Hoje a CVC compra assentos e freta aviões de todas as grandes companhias aéreas. O maior contrato é com a TAM, mas a empresa faz fretamento também com Gol, Azul e a própria Webjet.

Mais aquisições

O fundo Carlyle planeja mais aquisições no país. “Não tenho um orçamento nem limitação. Tudo depende das oportunidades”, diz Borges. Ele conta que há outras negociações em andamento, mas nada para ser anunciado no curto prazo. “Há muitas oportunidades em setores que estão se beneficiando do crescimento da classe média, como consumo, varejo, educação, serviços financeiros”, disse. “A gente olha caso a caso, não importa o setor.”

As negociações com a CVC começaram em setembro de 2008. Mas a crise financeira deixou as duas partes cautelosas, e as conversas só foram retomadas em julho passado.

– Coca-Cola apostará na Coke Plus

Adeus Coca Light! A Coca-Cola mostra como se destrói um bom produto e a o mesmo tempo se reconstrói outro. É o que costumamos chamar de “Destruição Criativa” na Administração de Empresas.

Desde o lançamento da Coca Zero, a Coca Light foi perdendo participação no mercado. Houve em alguns casos a migração de consumidores de um refrigerante para outro. Assim, a Coca abandonou o produto e reinventou-o: mais nutritivo, com sais minerais e adicionado de outros elementos, lançará em preve a Coca-Cola Plus.

Extraído de: IG

COCA-COLA VAI APOSENTAR A COCA LIGHT

A Coca Light, tal como existe hoje, deixará o mercado na próxima segunda-feira. A Coca-Cola decidiu pela mudança por conta da perda de mercado do refrigerante, atualmente inferior em vendas à Coca Zero.

As versões de baixas calorias do refrigerante líder do mercado acabaram concorrendo pela mesma fatia de público, mas a Coca Zero, lançada em 2007, dez anos depois de sua precursora, acabou se sobressaindo. A Coca Light passará a se chamar Coca Light Plus e terá uma nova formulação, com nova embalagem e adição de vitaminas e sais minerais.

A Coca-Cola confirmou as mudanças por meio de sua assessoria de imprensa. Há dois meses, a companhia anunciou um programa de investimentos que prevê aportes de US$ 5,8 bilhões no mercado brasileiro em cinco anos – a programação vai se estender até 2014, ano da realização da Copa do Mundo no Brasil. O montante é 75% superior aos US$ 3,3 bilhões anunciados para o período de 2005 a 2009.

Ainda não estão consolidados os números do mercado brasileiro de refrigerantes em 2009, mas a projeção era que o ano encerraria com consumo de 15,1 bilhões de litros. O volume é 1,5% superior aos 14,9 bilhões de litros registrados no ano anterior, segundo levantamento da consultoria Canadean Liquid Intelligence compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir).

 

– A Tragédia na Johnson & Johnson

J&J remete à lembrança de produtos com confiabilidade. Artigos higiênicos, com boa qualidade e garantia de fabricação. Essa é a lembrança que a marca possui dos seus consumidores.

Porém, ontem surgiu a notícia de que a tataraneta do fundador e herdeira da empresa, Casey Johnson, faleceu precocemente aos 30 anos de idade. As primeiras informações davam conta de uma possível overdose. Casey era membro atuante do movimento lésbico e estava noiva de uma celebridade do MySpace.

Aparentemente, o dano de imagem não repercutirá nas ações empresariais, mas na vida particular dos seus executivos.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4186922-EI8141,00-Herdeira+de+fortuna+da+Johnson+Johnson+e+encontrada+morta.html

HERDEIRA DA JOHNSON & JOHNSON É ENCONTRADA MORTA

A herdeira da gigante farmacêutica Johnson & Johnson, Casey Johnson, morreu aos 30 anos de idade em Los Angeles, nesta segunda-feira.

Segundo o jornal Los Angeles Times, o departamento de polícia de Los Angeles disse que Casey foi declarada morta por paramédicos que atenderam a um chamado em sua casa, no bairro de Beverley Grove.

Investigações iniciais apontam para morte por causas naturais, mas um relatório final de toxicologia será preparado pela polícia, ainda segundo o jornal.

A socialite, que era abertamente gay, aparentemente estava noiva da modelo, cantora e celebridade de TV Tila Tequila, tida como a artista mais popular – com o maior número de acessos – do site de música e relacionamentos MySpace.

Twitter
A morte foi anunciada inicialmente por Tila em sua página no site de mensagens Twitter.

“Todos, por favor, rezem por minha ‘esposinha’ Casey Johnson”, dizia a mensagem. “Ela morreu. Obrigada a todos pelo amor e apoio, mas estarei fora da rede para estar com família.”

Nesta terça-feira, a última mensagem na página de Tila dizia: “Descanse em paz meu anjo. Você estará para sempre em meu coração. Eu te amo tanto e nós nos casaremos quando eu te encontrar no céu, minha ‘esposinha'”.

Casey, que deixa uma filha pequena, Ava, era tataraneta do fundador da Johnson & Johnson e filha de Robert Wood Johnson, dono do time de futebol americano New York Jets.

Johnson fez colegial com Paris Hilton e chegou a declinar um convite para atuar com a socialite na série americana The Simple Life, da rede MTV.

A série acabou tornando famosa a também socialite Nicole Richie, filha do cantor Lionel Richie, que atuou ao lado de Hilton no programa. Casey disse em uma entrevista à revista Vanity Fair, em 2006, que a decisão foi “o erro mais estúpido” de sua vida.

– A volta do Mappin e da Mesbla

Quem tem acima de 30 anos certamente se lembra do jungle: “Mappin, venha correndo; Mappin, é a liquidação. Liquidação é no… Mappin”.

Mappin e Mesbla eram duas redes emblemáticas. Faliram. A Marabraz comprou no último dia 23 a marca “Mappin”, e a Mesbla teve o direito de exploração da marca vendido para um grupo que voltará com o nome, agora no mundo virtual.

Aos saudosistas e empreendedores, boa sorte!

– Disney compra Marvel

Bons negócios não têm hora nem dia para acontecerem. Na virada de ano, a Disney comprou a Marvel. Ou seja, Mickey e Homem de Ferro terão o mesmo patrão…

Extraído de: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gmWv3L9twRi4QcIVRdGRsx8LQhIw

DISNEY COMPRA A MARVEL

Nova York, 31 dez (EFE).- Os acionistas da Marvel Entertainment aprovaram nesta quinta-feira a venda da empresa, dona de mais de 5 mil personagens de ficção, entre eles o Homem Aranha e o Incrível Hulk, à companhia Walt Disney, em uma transação de mais de US$ 4 bilhões.

A Marvel, que tem mais de 70 anos, não apresentou dados precisos sobre o resultado da reunião extraordinária realizada em Nova York, mas confirmou que seus acionistas tinham dado o sinal verde à operação, que será oficializada nesta quinta-feira após o fechamento da Bolsa de Valores da cidade americana e fará com que a empresa se torne uma filial da Disney.

A empresa, que tem sede em Nova York, explicou em um comunicado à imprensa que, de acordo com o preço que fecharam as ações da Disney no pregão de quarta-feira na Bolsa de Nova York, o valor da compra sobe para cerca de US$ 4,3 bilhões.

O acordo de fusão, anunciado no último dia 31 de agosto, estabelece que os proprietários da Marvel receberão US$ 30 em dinheiro e 0,745 títulos da Disney por cada ação.

O executivo-chefe da Disney, Robert Iger, assinalou que a incorporação da Marvel à sua empresa “vai dar significativas oportunidades de crescimento a longo prazo e de criação de valor” para os acionistas.

As ações da Disney, que é um das trinta componentes do índice Dow Jones Industrial na Bolsa de Nova York, cresceram nesta quinta-feira 0,6%, chegando a US$ 32,47, antes mesmo da metade do pregão, e subiram cerca de 43% em 2009.

Os títulos da Marvel subiaram 0,24%, a US$ 54,18, complementando uma alta de 76% no ano

– Trainees em Concorrência Desenfreada na área de Administração de Empresas

Ainda neste perído de aulas, comentamos com os formandos em Adm sobre as inúmeras oportunidades em processos de seleção de Trainees. Lembro que citei o famosos processo da Unilever, que atingiu a absurda marca de quase 2000 candidatos por vaga.

Pois bem, a Ambev quebrou esse recorde: 2307 cand/vaga. Cerca de 60.000 inscritos para 26 oportunos formandos e/ou alunos de oitavo semestre!

Para os nossos queridos ex-alunos que estão se preparando (e para aqueles que logo vão encarar tal desafio), veja a maratona (dica- o peso maior se dá aos alunos que conhecem Atualidades e possuem Espírito Crítico sobre temas polêmicos):

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0959/gestao/selecao-mais-concorrida-brasil-521772.html

A SELEÇÃO MAIS CONCORRIDA DO BRASIL

por Lucas Amorin

Um burburinho eufórico tomou conta da sede da AmBev, na zona sul de São Paulo, na manhã de sexta-feira 11 de dezembro. Um grupo de 26 jovens recém-saídos da universidade trocava ideia na área de convivência dos funcionários, um bar com chopeira e máquina de refrigerante instalado numa empresa obcecada por trabalho e pelos resultados que ele deve gerar. E o que essas 26 pessoas mais queriam fazer naquele momento era exatamente isso — trabalhar. O grupo forma a mais nova turma de trainees da AmBev e estava ali para seu primeiro compromisso oficial — um café da manhã com o presidente da companhia, João Castro Neves, e nove diretores. Entre porções de salada de frutas e pães de queijo, eles falaram sobre os rumos da empresa e os desafios que vão enfrentar ao longo de 2010. Nunca foi tão difícil participar desse tradicional ritual de iniciação, que acontece desde o primeiro programa de trainees, em 1990, ainda na antiga Brahma. No ano passado, foram 32 000 candidatos para 19 selecionados. Desta vez, o número de inscritos dobrou para quase 60 000 — o que resultou num recorde de 2 310 candidatos por vaga. Nenhum outro processo de seleção na iniciativa privada ou na esfera pública é tão concorrido no Brasil. A disputa por uma vaga na AmBev supera concursos públicos, como o da Polícia Federal, um dos mais disputados do país, com 192 candidatos por vaga. É também maior do que o vestibular de medicina da Universidade de São Paulo. “Todos que chegaram à etapa final do processo viam a entrevista de seleção como se fosse uma final de Copa do Mundo”, diz Arthur Ourivio Nieckele Massa, de 25 anos, recém-formado em ciências econômicas pela UFRJ e um dos 26 selecionados pela AmBev.

O recorde no número de inscritos ocorreu graças a uma reinvenção do programa. Pela primeira vez em sua história, por exemplo, a AmBev fez um estudo prévio para conhecer o público-alvo de seu programa de trainees — estratégia usada mais na área de marketing do que na de recursos humanos. Entre março e maio de 2009, a companhia reuniu dois grupos de universitários — um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro — para uma bateria de entrevistas. Descobriu que, acima de qualquer outra coisa, os jovens dão preferência a empresas que lhes permitam um crescimento profissional rápido — justamente uma das características mais marcantes da AmBev. De posse dessa informação, a companhia optou por usar a possibilidade de ascensão acelerada como mote da campanha de divulgação. Questões que chegaram a ser destacadas em anos anteriores, como ações de sustentabilidade desenvolvidas pela companhia, passaram para segundo plano. “A pesquisa nos mostrou que tínhamos todos os atributos necessários para atrair os universitários, só não estávamos nos vendendo direito”, diz Tiago Porto, gerente de RH da AmBev e responsável pelo programa de trainees em 2009.

Uma vez definido como o programa seria “vendido”, era preciso alcançar o maior número possível de jovens — quanto maior o número de inscrições, maior a chance de encontrar gente boa. Atrair milhares de candidatos, portanto, não era visto como um estorvo, mas como uma oportunidade. Para ampliar o alcance do programa, a AmBev mergulhou na internet e nas redes sociais. Até 2008, os meios de divulgação utilizados eram apenas jornais e revistas. Em junho, porém, a situação começou a mudar. A AmBev enviou kits sobre o programa para 200 blogueiros selecionados e lançou um jogo no Orkut que simulava a distribuição de bebidas. No mesmo mês, um site específico para os candidatos entrou no ar e, em seis meses, teve mais de 300 000 visitantes. Seis trainees da turma de 2008 iniciaram blogs para contar as próprias experiências e responder às perguntas dos candidatos. “A verdade é que nós mesmos nos inscrevemos em 2008 sem saber muito bem qual seria a estrutura do treinamento”, diz Clarissa de Araújo, uma das blogueiras. “Por isso conseguíamos entender bem as dúvidas dos interessados em participar do programa.” Com seu nome divulgado no site, Clarissa passou também a receber convites de amizade e a conversar com candidatos que a encontram no Orkut e no Facebook. Em paralelo, executivos mais experientes ficaram responsáveis por apresentar a empresa e tirar dúvidas dos universitários. Nos anos anteriores, esses executivos participavam apenas de palestras organizadas em 60 universidades de todo o país. Desta vez, também conversaram com os potenciais candidatos em chats que aconteciam todas as sextas-feiras ao longo de dois meses. O mais concorrido deles, com o presidente João Castro Neves, atraiu 1 800 inscritos. “Esse tipo de interação é importante para mostrar que damos realmente valor ao programa”, diz Porto.

A triagem começou com uma prova online de inglês, português e conhecimentos gerais. Todos os candidatos que acertaram pelo menos metade das questões passaram para as fases seguintes, que previam a interação com funcionários da companhia. O primeiro contato foi com os trainees dos anos anteriores, que coordenaram as dinâmicas de grupo. À medida que as etapas avançavam, a graduação dos executivos que interagiam com os jovens também subia. Gerentes de fábrica faziam entrevistas em suas regiões. Diretores e o próprio Castro Neves cuidaram das etapas finais. Com o aumento do número de inscritos, mais executivos tiveram de se envolver no processo, já que a AmBev não terceiriza nenhuma etapa da seleção. Neste ano, 419 deles participaram de alguma fase do recrutamento — ante 300 em 2008.

O funil é tão estreito que dos 60 000 candidatos apenas 59 chegaram à última entrevista. Nessa etapa, eles foram divididos em dez grupos — e cada um deles se sentou frente a frente com Castro Neves e cinco diretores. Antes das conversas, cada executivo recebe uma espécie de dossiê com os pontos fortes e fracos de cada candidato e um relato sobre seu desempenho ao longo do processo. A entrevista dura cerca de 2 horas, e passa pelos mais variados temas. Os executivos perguntam o que cada candidato mudaria na companhia, questionam sobre quais os maiores líderes da atualidade, pedem opinião sobre temas polêmicos, como apagão e privatização. No fim, os aprovados devem ser escolhidos por consenso. “Queremos jovens com raciocínio lógico e brilho nos olhos”, diz Castro Neves.

Ao longo dos últimos 19 anos, o programa de trainees tem sido a principal máquina da fábrica de talentos em que a AmBev se transformou. Das 500 pessoas que já passaram pelo treinamento, 150 ocupam hoje cargos de gerentes seniores e 22 são diretores. Um deles, o carioca Luiz Fernando Edmond, tornou-se presidente em apenas 15 anos e, desde 2008, comanda as operações da ABInBev na América do Norte. Marcio Froes, presidente da Labatt no Canadá, também passou pelo processo. Desde o início os trainees são preparados para assumir cargos dessa importância. Nos primeiros cinco meses do programa, eles migram entre as fábricas, a área de vendas e a administrativa e têm a chance de conhecer cada detalhe do negócio — o que inclui tarefas tão distintas quanto carregar caixas de cervejas morro acima em favelas cariocas e participar de reuniões executivas no exterior. Depois, recebem cinco meses de treinamento na área que escolherem. Em dois anos, a maioria é promovida a gerente e, se cumprir as metas, embolsa até 18 salários extras por ano. A cobrança, como é de imaginar na ultracompetitiva cultura da AmBev, é proporcional às oportunidades. “Entrar no programa é só o primeiro passo”, diz Castro Neves. “Eu costumo dizer a esses jovens que eles precisam começar a entregar resultados logo no primeiro dia.”

Embora recordista em inscrições, a AmBev não é a única empresa que tem experimentado uma explosão no número de interessados em participar de seus programas de trainees. Na Unilever, que até o ano passado tinha o processo seletivo mais disputado do país, o número de candidatos passou de 35 000 para 47 000 no último ano. No Itaú Unibanco, o salto no mesmo período foi de 21 000 para 34 000 inscritos. Parte desse aumento se justifica pelo “congelamento” no número de vagas. Historicamente, a quantidade de companhias que oferecem esse tipo de recrutamento cresce 30% ao ano. Por causa da crise, em 2009 o número ficou estagnado em 200 empresas. Para Sofia Esteves, sócia e fundadora da Companhia de Talentos, consultoria especializada na coordenação de programas de trainees, a importância desse tipo de iniciativa deverá aumentar nos próximos anos. “Ter cada vez mais executivos qualificados vai ser primordial para um cenário de crescimento que deve vir pela frente”, diz ela. Nesse sentido, quebrar o recorde de candidatos é um bom começo — mas não uma garantia de que entre os 26 aprovados pela AmBev estarão os futuros diretores ou presidentes da companhia. “O tempo vai mostrar se essa é a melhor turma de nossa história”, diz Castro Neves.

– Toyota compartilha Deveres e Lucros com fornecedores!

Muito boa a matéria da Revista Exame, de 17/12 (link abaixo), sobre a preocupação da Toyota em cobrar esforços dos seus fornecedores e repartir o lucro obtido com os mesmos. É por isso que o Toyotismo do século XXI tem-se destacado tão revolucionário quanto o Fordismo do século XX, com medidas extremamente diferentes.

Clique a seguir, em: O PROBLEMA É DE TODOS. O LUCRO TAMBÉM

– Resistência Comercial a Mitos

Compartilho interessante material que envolve mitos sobre determinados produtos. No Brasil, por exemplo, absorventes internos femininos tem disparadamente suas vendas em baixa, se comparado aos números de outros países ocidentais. Motivo: pesquisas mostram que o “mito” da perda da virgindade é preponderante na decisão de compra da consumidora.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG86970-8489-216,00-OB.html

o.b. – “Para a mulher sem amarras.”

Como surgiu o absorvente interno que não sai das bolsas de mulheres há 59 anos.

Por Haidi Lambauer

Apesar de os absorventes internos já existirem na Grécia Antiga e a versão moderna, com aplicador, estar completando 80 anos, no Brasil, os primeiros absorventes começaram a ser produzidos somente em 1945. E o o.b., primeiro absorvente interno lançado no País, só chegou às prateleiras em 1974, cercado de polêmica. Havia quem achasse que o produto atentasse contra a virgindade (o que não é verdade). Talvez por isso, até hoje o mercado desse tipo de absorventes é ainda pequeno se comparado ao resto. Numa comparação realizada pela consultoria AC Nielsen em 2005, os absorventes externos abocanhavam 78,3% do mercado, seguido pelos protetores diários de calcinha, com 19%. Os internos, por sua vez, representavam apenas 2,7% do mercado.

1950>>>LANÇAMENTO
Introduzido na Alemanha em 1950, o.b. são as iniciais de ohne binden – sem amarras, em alemão. A criação é creditada a Carl Hahn, médico que se inspirou num anúncio de jornal. No primeiro ano foram vendidos cerca de 10 milhões de unidades.

1974>>>BRASIL
O o.b. chega às prateleiras brasileiras nos tamanhos médio e super. É o primeiro absorvente interno lançado no Brasil.

1980>>>INIMIGO INVISÍVEL
Epidemiologistas diagnosticaram a Síndrome de Shock Tóxico (SST). A doença é causada por bactéria que tem maior incidência em mulheres que ficam com o tampão por mais de 8 horas.

1980>>>FORA DO MERCADO
Por conta da SST, o Rely, da Procter & Gamble, é retirado do mercado. O produto era capaz de reter todo o fluxo sem a necessidade de ser trocado.

1997>>>SEM APLICADOR
De 1997 a 2003, o produto passou a ser oferecido em versão com aplicador. No entanto, como a fabricante identificou que a preferência da mulher brasileira era pela versão manual, a versão foi descontinuada.

2008>>>PELO RALO
Antigamente de algodão, passa a ser feito de fibras de raiom e galaxy. O envoltório, que era de celofane, passou a ser de polipropileno. Até o cordão foi melhorado: deixou de ser de náilon e passou a ser de algodão, que é biodegradável

MITOS

1. O o.b. não tira a virgindade. O hímen possui uma abertura por onde passa o fluxo menstrual. O absorvente passa por ele, sem perfuração

2. Não há perigo do o.b. se perder dentro da usuária. Há uma abertura que liga a vagina ao útero, mas ela é menor do que a cabeça de um alfinete

– Um Laboratório de Administração!

Recebo a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha. É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

– L’Oreal e a Personificação de Produtos no Brasil

Há alguns dias, falamos em sala de aula sobre a personificação e a adaptação de produtos ao gosto dos clientes em determinados países. A L’Oreal, empresa que amargava maus resultados no Brasil, personalizou seus produtos e está tendo bons resultados. Compartilho interessante estudo de caso sobre o mesmo:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0957/gestao/brasileiras-gostam-514082.html

DO QUE AS BRASILEIRAS GOSTAM

Como a subsidiária da L’Oréal se reorganizou para, pela primeira vez em cinco décadas de atuação no Brasil, criar produtos que seguem as preferências de suas consumidoras locais.

Por dever de ofício, o francês François-Xavier Fenart tem sempre à mão alguma estatística a respeito do gosto feminino no que se refere ao uso de cosméticos. É um repertório que vem ganhando cor local ao longo de seus quase cinco anos como presidente da subsidiária da L’Oréal no Brasil. Para ele, isso significou em grande parte se tornar um especialista em cuidados com cabelos — uma verdadeira obsessão no país, a começar pelo uso trivial do xampu. As brasileiras lavam as madeixas em média 4,9 vezes por semana — enquanto as francesas se dedicam à tarefa 2,9 vezes no mesmo período. Também há poucos lugares do mundo em que as mulheres façam tantos tratamentos para alisar os cabelos. Com uma notável predileção por fios lisíssimos, um terço das brasileiras quer se livrar das ondas. A desenvoltura em discorrer sobre essas e outras preferências reflete o interesse de Fenart pelo segundo maior mercado de produtos para cabelos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com vendas de 7 bilhões de dólares em 2008. Para entregar cada vez mais a essas consumidoras o que buscam, Fenart criou algo inédito para a subsidiária da L’Oréal, fundada em 1960 — um laboratório brasileiro. As primeiras fórmulas 100% nacionais começaram a chegar ao mercado em setembro de 2008. “Antes tínhamos de disputar com outros países nossos laboratórios no exterior”, afirma Fenart. “Agora temos autonomia para fazer tudo aqui mesmo.”

Atualmente, existem seis linhas de produtos e mais de 100 fórmulas de marcas como Elsève e Garnier à venda, que saíram diretamente do centro de pesquisas inaugurado em abril de 2008, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. É o quarto laboratório da L’Oréal em funcionamento fora da Europa — os demais estão nos Estados Unidos, no Japão e na China. Sua abertura, que exigiu investimentos estimados em 50 milhões de reais, demonstra a relevância que o Brasil assumiu para a matriz francesa, que atua em 130 países. Em 2008, a subsidiária tornou-se a segunda maior do mundo para a empresa, com faturamento estimado em 1,2 bilhão de reais. No primeiro semestre deste ano, as receitas da L’Oréal no Brasil cresceram 21% em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtos criados pelos pesquisadores brasileiros correspondem já à metade desse aumento — ou cerca de 60 milhões de reais. “Esse é um mercado muito fragmentado, com um ritmo acelerado de lançamentos”, diz Ruy Santiago, da consultoria Bain & Company. “Quem conseguir multiplicar a oferta e entender melhor a consumidora vai crescer mais.”

A L’Oréal começou a criar produtos para atender aos desejos das brasileiras cerca de um ano mais tarde que a sua principal concorrente, a Unilever. Dona das marcas Seda, Dove e Clear, a Unilever montou um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil no final de 2006. A estratégia estancou a queda que seus produtos registravam desde 2003. A  Unilever, ainda é a líder, mas sua participação passou de 20% para 17% entre 2003 e 2006, segundo a consultoria Euromonitor. Com o lançamento de novos produtos, manteve uma fatia de mercado no patamar de 16% nos últimos três anos. (Parte da perda se deve ao crescimento de concorrentes locais, como a carioca Niely, criada nos anos 80 no subúrbio carioca e que hoje tem cerca de 6% de participação no segmento de xampus e condicionadores do país.) No caso da L’Oréal, cuja participação se mantém estável em 14%, a tática é se mexer para ganhar espaço.

O marco zero do laboratório foi a contratação de um diretor de desenvolvimento em fevereiro de 2007 — o francês Roland de La Mattrie, vindo de uma trajetória de três décadas na pesquisa de produtos na França. Uma de suas primeiras medidas foi buscar especialistas para iniciar a área — três pesquisadores e quatro técnicos. “Pela primeira vez, procuramos em universidades e concorrentes gente capaz de desenvolver fórmulas a partir do zero”, diz Claudia Klein, diretora de RH da L’Oréal. Um mês após a contratação, pesquisadores e técnicos partiram para um ano de treinamento prático na sede da empresa, em Paris. Ao longo desse período, eles levaram os resultados de uma pesquisa realizada com consumidoras brasileiras para a criação de um produto que combatesse ao mesmo tempo cinco problemas — quebra dos fios, ressecamento, opacidade, rigidez e pontas duplas. “As mulheres usavam muitos produtos ao mesmo tempo e não ficavam satisfeitas”, diz Olivier Blayac, diretor de desenvolvimento para a América Latina, que chegou ao país em abril deste ano para substituir Mattrie, que se aposentou. Em agosto de 2008, a empresa chegou à primeira versão dessa linha de produtos, lançada em setembro com o nome Elsève Reparação Total 5. Em abril deste ano, a linha já era a mais vendida da marca Elsève no Brasil e a terceira mais vendida entre as centenas de produtos para cabelos vendidos no país, com participação de quase 2%, segundo a Nielsen.

Para testar as fórmulas, a L’Oréal montou uma espécie de campo de testes em sua sede, na zona sul do Rio de Janeiro. Além das pesquisas quantitativas e qualitativas de praxe, o centro inclui a filmagem de consumidoras voluntárias tomando banho para entender detalhes do uso de cada xampu ou condicionador. O centro é capaz de filmar simultaneamente até 15 mulheres. “Se uma delas aplica o produto muitas vezes, podemos concluir que a consistência não é espessa o suficiente. Ou, se o enxágue é muito demorado, talvez esteja denso demais”, diz Ana Paula Rosa, técnica que coordena a avaliação de produtos. Antes e depois do banho, os técnicos pesam a embalagem para calcular a porção usada. Em seguida, entrevistam as mulheres antes de enviar as recomendações de mudança. Em seguida, o produto reformulado é testado de novo com até 300 mulheres, em pesquisas de opinião ou qualitativas, conforme a informação de que a companhia precisa. Até a linha de produção, o período de criação de uma nova linha de cosméticos leva de seis meses a um ano. Concluída a fase, a versão final da fórmula segue para uma minilinha de produção montada ao lado da fábrica em Duque de Caxias — outra invenção local. “A minifábrica acabou com interrupções na produção”, diz o diretor Blayac. Um dos lançamentos mais recentes é o Garnier Liso Absoluto, para tornar escovas e chapinhas mais duradoras, que chegou ao mercado em abril deste ano.

Neste ano, a L’Oréal contratou a 20a funcionária de seu laboratório, uma pesquisadora para se dedicar ao desenvolvimento de cremes para a pele — um mercado menor que o de cabelos, mas também em expansão. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Brasil ocupa o sexto lugar entre os maiores do mundo nesse segmento, com vendas de 3,6 bilhões de dólares em 2008. Em 2005, ocupava apenas o nono lugar. Recentemente, a empresa também começou a exportar os produtos desenvolvidos no Brasil. É o caso da linha Elsève Reparação Total 5 — hoje vendida em dez países da América Latina e da Europa. Segundo Fenart, o Brasil tem sete entre os oito tipos de cabelos catalogados pela indústria de cosméticos. A grande variedade permite, portanto, a criação de novidades de apelo universal. “O Brasil é um laboratório vivo”, diz Fenart. “Vamos nos tornar uma base de pesquisas para todas as partes do mundo.”

– Álcool se chamará Etanol e Mudanças na Cor

Os postos de combustíveis terão 9 meses para se adaptarem: agora, deverão manifestar o nome do produto como Etanol nas bombas e nas notas fiscais.

Para combater a sonegação, os diversos tipos de álcool (etílico, anidro) terão cores específicas, do transparente ao laranja (abaixo, maiores explicações):

Extraído de: iG

ANP OBRIGA POSTOS A TROCAREM O NOME DO ÁLCOOL PARA ETANOL

Os postos de combustíveis do País terão de exibir o nome etanol, em vez de álcool, em todas as bombas, painéis e quaisquer peças visuais referentes ao combustível em até 270 dias (nove meses). A obrigatoriedade consta na resolução número 39 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, e assinada pelo diretor-geral do órgão, Haroldo Lima.

A medida vale para o etanol hidratado, utilizado no abastecimento dos veículos flex ou nos movidos exclusivamente pelo combustível, diferentemente do etanol anidro, que é misturado em 25% à gasolina e não é vendido em bombas.

O texto publicado nesta sexta-feira altera o parágrafo terceiro do artigo 10 da portaria 116, de 5 de julho de 2000, da ANP, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Os revendedores varejistas de combustíveis que comercializarem álcool etílico hidratado combustível ou etanol hidratado combustível deverão exibir na bomba abastecedora de combustível, no painel de preços, e nas demais manifestações visuais, se houver, a denominação ‘Etanol’, devendo, entretanto, ser mantida a nomenclatura de álcool etílico hidratado combustível ou etanol hidratado combustível na documentação fiscal”.

A resolução altera ainda o artigo 13 da resolução número 36, de 6 de dezembro de 2005, da ANP, que determinava sobre a coloração do etanol anidro em tom laranja, para diferenciá-lo do hidratado, incolor e assim evitar a fraude chamada de “álcool molhado”. Na prática, água era adicionada ao anidro, sobre o qual não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que era comercializado como hidratado, cuja alíquota mínima é de 12%.

Segundo a nova redação “fica estabelecida a obrigatoriedade dos revendedores varejistas de combustíveis automotivos fixarem nas bombas de Álcool Etílico Hidratado Combustível (AEHC), para perfeita visualização do consumidor, adesivo com logotipo da ANP com os seguintes dizeres em letras vermelhas (fonte Arial tamanho 42) em fundo branco: “Consumidor, este etanol combustível somente poderá ser comercializado se estiver límpido e incolor. Denúncias: 0800-900-267”.

A iniciativa de alterar para etanol o nome nas bombas atende um pedido antigo dos usineiros, levado à ANP pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). A entidade, que representa usinas e destilarias do Centro-Sul do País, alegou que o nome álcool nas bombas era relacionado com o álcool consumido em bebidas alcoólicas.

 

– Motocicletas Volkswagen?

Calma, não é um projeto nem a curto nem a longo prazo. É que nesta quarta-feira, a montadora alemã acertou a compra de 20% da montadora japonesa Suzuki. Aos poucos, a VW deseja assumir a empresa.

Como a Volks não fabrica motos, o mercado já brinca com a ideia de que a Suzuki será a divisão de motos da VW, assim como a Audi é a de luxo e a Porsche a de esportivos.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u663848.shtml

VOLKSWAGEN COMPRA PARTE DA SUZUKI

A montadora alemã Volkswagen, líder europeia, anunciou nesta quarta-feira que comprará 19,9% da japonesa Suzuki até janeiro de 2010 e que esta última receberá uma participação na empresa da Alemanha.

“Volkswagen e Suzuki assinaram uma carta de intenções para estabelecer uma aliança a longo prazo”, afirmam as empresas em um comunicado conjunto.

“As empresas preveem um enfoque conjunto a respeito da demanda mundial crescente de veículos mais ecológicos”, acrescenta.

A Volkswagen pretende comprar 19,9% das ações da Suzuki até janeiro e a montadora japonesa investirá metade do dinheiro recebido em participações na empresa alemã.

A Suzuki é especializada em pequenos modelos econômicos, área em que a Volkswagen está pouco presente, e em motos. Também está bem presente no sudeste da Ásia e na Índia, o que pode beneficiar Volks.

A Volkswagen acaba de comprar 49,9% da compatriota Porsche, que pretende adquirir completamente até 2011. A Porsche será a 10ª marca do grupo Volkswagen.

– Pão de Açúcar adquire Casas Bahia!

Há pouco, o Grupo Pão de Açúcar anunciou a compra de 50% +1 das ações das Casas Bahia! Agora, Casas Bahia, Ponto Frio e Eletro são todas do grupo de Abílio Diniz!

Em: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200912041325_RED_78593862

Pão de Açúcar controlará Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro

por Fabiano Klostermann
Direto de São Paulo

A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), controladora do Pão de Açúcar, irá formar uma associação com a Casas Bahia em que terá 50% mais um das ações. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira pela CBD, o objetivo é unir as operações do Ponto Frio, Extra Eletro (ambos de controle da CBD) e Casas Bahia sob a administração de uma única sociedade para aumentar a eficiência do negócio.

A CBD irá transferir para a Globex (nome da controladora do Ponto Frio), por R$ 120 milhões, todos os estabelecimentos comerciais (lojas Extra Eletro) onde ela atualmente opera negócios com varejo de bens duráveis. Isto não inclui as operações de eletroeletrônico que o CBD possui dentro de seus supermercados e hipermercados.

A Casas Bahia constituirá uma nova sociedade chamada Nova Casas Bahia, com uma dívida líquida de aproximadamente R$ 950 milhões. Não integrarão os ativos transferidos para a Nova Casas Bahia os imóveis de propriedade da Casas Bahia, a participação da Casas Bahia na indústria de móveis Bartira, as participações societárias em sociedades exclusivamente patrimoniais, não operacionais, aeronaves e hangares e uma parcela da carteira de crédito no valor de R$ 1,067 bilhão.

Após a conclusão da transferência dos ativos e passivos, as partes vão transferir a totalidade do capital social da Nova Casas Bahia para o patrimônio da Globex. Uma vez concluída a integração dos negócios de varejo da Globex e Casas Bahia, a CBD será titular de 50% mais um das ações ordinárias, enquanto a Casas Bahia será dona de 47,84% das ordinárias e 2,21% das preferenciais.

A intenção é que a Casas Bahia atinja 49% do capital votante da Globex. A expectativa das companhias é de que a associção seja implementada no prazo de 120 dias. A Casas Bahia tem presença em 11 Estados do País, além do Distrito Federal, e emprega cerca de 60 mil pessoas em mais de 500 lojas, segundo informações do site da companhia.

» Ações do Pão de Açúcar sobem 11%
» União pode trazer prejuízos para o consumidor

– Chocolates, Saúde e Nestlé

Em pesquisas conhecidas como “Rede Associativa”, voltadas ao comportamento do consumidor, costuma-se ligar impressões marcantes a determinadas marcas. Parmalat, é associada de pronto a palavra “leite”. Johnson & Johnson, “nenê”, “higiene”. Se pedir Nestlé, lembraremos de “chocolate”, por exemplo.

Acostumada com a liderança de mercado de chocolates, a transnacional Suiça triplica seus lucros com uma linha bem diferente do que a altamente calórica: produtos saudáveis!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/634/o-bem-estar-da-nestleempresa-reconhecida-pelos-produtos-caloricos-triplica-a-157055-1.htm

O BEM ESTAR DA NESTLÉ

por Adriana Mattos

Num projeto construído a toque de caixa, a Nestlé inaugurou na semana passada uma nova fábrica em Araraquara, no interior de São Paulo. A partir da nova unidade, vão seguir para todo o País lotes de leites premium Ninho e Molico. Todos esses produtos, de alto valor nutricional, fazem parte do esforço da empresa para expandir sua linha de itens saudáveis.

“A nova unidade reforça a Nestlé como uma empresa voltada para nutrição, saúde e bem-estar”, disse o presidente da companhia, Ivan Zurita, no discurso que selou a abertura do local. O plano de Zurita está alinhado com as metas estabelecidas pela matriz, na Suíça – metas, aliás, bastante ambiciosas. Reconhecida pelos produtos altamente calóricos, como o Nescau e o leite condensado Moça, a Neslté quer se transformar na maior companhia de alimentos e bebidas para bem-estar do planeta.

“É uma forma de criarmos mais valor para consumidores e acionistas”, disse recentemente Paul Bulcke, presidente mundial da corporação. É consenso entre especialistas que o mundo vai assistir a uma demanda crescente por produtos saudáveis. Na própria Nestlé isso já é traduzido em números consistentes. Enquanto as vendas totais da empresa crescem 6% por ano, a linha de produtos voltados para a saúde registra alta de 23%.

No Brasil, o fenômeno também começa a ser observado. Segundo uma fonte ligada ao grupo, a área de produtos nutricionais e funcionais no Brasil, que inclui cereais como Nesfit e os iogurtes light Molico, responde hoje por 8% da receita da empresa. Há três anos, a participação era inferior a 3%. Investimentos em marketing e a ampliação da oferta de produtos nas gôndolas dos supermercados fizeram com que alguns itens superassem o desempenho da concorrência.

De acordo com dados da ACNielsen, no período de agosto e setembro de 2009 os iogurtes lights da Molico detinham 16,6% de mercado, ante 13,6% um ano atrás. Enquanto isso, a participação da rival Pense Light, da Batavo, subiu menos, de 13,3% para 14,3%. “Acreditamos em forte expansão da área de produtos nutricionais da Nestlé em 2010, em todos os mercados, inclusive o brasileiro”, disse à DINHEIRO Philip Gorham, analista da consultoria americana MorningStar.

“Essa é uma forma de criarmos maior valor para acionistas e para o consumidor”
Paul Bulcke, PRESIDENTE mundial DA NESTL É

Se a participação das linhas naturais cresce no bolo, os ganhos financeiros da empresa são maiores e os dividendos pagos aos acionistas engordam imediatamente. Considerando apenas os itens saudáveis da Nestlé, as margens de lucro (antes de impostos) atingiram no primeiro semestre mais de 17%. Elas superam com folga os 11% de retorno dos sorvetes e chocolates da marca e das sopas e temperos, com taxa de 12%, segundo um relatório mundial.

É por causa disso que a Nestlé não para de colocar dinheiro nesse negócio. Em 2008, o grupo Nestlé gastou R$ 3,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em itens funcionais e nutricionais. O valor equivale a 2% das vendas mundiais. Para efeito de comparação, a Danone investe 1% de seu faturamento. Na cesta de 58 marcas ativas da Nestlé no Brasil, apenas 18 são classificada s como nutricionais. Portanto, há grande espaço para avançar nesse segmento.

– A volta da Pakalolo

Para quem se lembra da marca Pakalolo (anos 80 e 90), sabe da força que esse nome tinha entre os jovens.

A Marisol, potência da indústria têxtil, relançará em breve essa marca que foi uma febre naquele tempo. Extraído de Gestão & Ideias da Revista Exame

A RESSURREIÇÃO DE UMA MARCA

Quatro anos depois de comprar a marca Pakalolo, a catarinense Marisol prepara enfim o relançamento da marca de roupas jovens que fez sucesso nos anos 80. Durante esse longo hiato, a empresa estudou uma estratégia capaz de dar fôlego novo à marca. Seus executivos decidiram mudar, por exemplo, o público-alvo — de crianças e pré-adolescentes para jovens de 18 a 23 anos. Além disso, ampliaram a linha de produtos, antes formada basicamente por malhas. Agora, a Pakalolo terá também acessórios como bolsas e sapatos. Para distribuir os produtos, a Marisol optou por criar seu próprio canal de vendas. As primeiras três lojas Pakalolo serão inauguradas no fim de novembro, em São Paulo e Florianópolis. Até 2014, outras 100 devem ser abertas em sistema de franquia. “Até lá, nosso faturamento vai chegar a 110 milhões de reais”, afirma Juliano Reghini, gerente contratado pela Marisol para relançar a Pakalolo.

– A Nova Lei do Perdimento

Tomara que funcione! Uma nova força-tarefa está punindo os postos de combustíveis que mais fraudam o consumidor. Os golpes são os mais variados. Veja como se “pegam os bandidos” e as ações tomadas, com base na nova Lei do Perdimento:

Realizada primeira apreensão de combustível adulterado com base na Lei do Perdimento em São Paulo 

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e o Procon SP – Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor realizaram nesta terça-feira (24/11) a primeira apreensão de combustível adulterado com base na Lei do Perdimento em São Paulo. Os técnicos constataram que o posto “Portelinha”, localizado na Avenida Cupecê, 3.440, Cidade Ademar, zona Sul, misturava álcool à gasolina em proporção superior ao permitido, além do uso de solvente. O proprietário do posto foi preso por agentes da Polícia Fazendária por crime de venda de combustível adulterado. Outros dois postos foram inspecionados por uma força-tarefa que reuniu promotores do Ministério Público Estadual, técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Policia Civil – por meio de agentes da Polícia Fazendária, do Meio Ambiente e de Defesa do Consumidor, e a Prefeitura de São Paulo, por meio do Contru – Departamento de Controle e Uso de Imóveis.

Parte dos 10 mil litros de combustível que estavam armazenados no “Portelinha” foram recolhidos por um caminhão tanque. São 6 mil litros que apresentaram proporção de álcool superior ao permitido e irão para reprocessamento. Após isso, poderão ser doados pelo governo ou aproveitados em veículos do Corpo de Bombeiros, ambulâncias, polícia ou outros veículos oficiais, sem prejuízo aos seus desempenhos. Segundo a Lei do Perdimento, o combustível recuperado pode ser incorporado ao patrimônio do Estado após o seu reprocessamento, que devolverá todas as propriedades originais ao álcool e gasolina adulterados. Os outros 4 mil litros, que apresentaram solvente misturado à gasolina, não terão como ser reaproveitados e serão recolhidos posteriormente para serem incinerados pelo governo do Estado.

No Autoposto Joara, na Avenida Adolfo Pinheiro, 1.171, em Santo Amaro, zona Sul, amostras recolhidas e analisadas pelo IPT também apresentaram adição de álcool à gasolina superior a permitida por lei. Mais de mil litros de combustível foram recolhidos das bombas e encaminhados para o reprocessamento. Ainda no posto, o Ipem constatou adulteração na volumetria das bombas, ou seja, a máquina colocava no tanque menos combustível do que era mostrado no visor (e cobrado). Uma gerente foi detida e encaminhada para prestar depoimento. No posto Mega Flora, na Avenida Washington Luiz, 1.354, zona Sul, agentes da Polícia Ambiental encontraram um poço artesiano irregular. O responsável pelo posto foi encaminhado para registro de boletim de ocorrência.

A operação realizada hoje foi viabilizada pela assinatura de convênio entre o governo de São Paulo e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom). A parceria com os distribuidores agregou ao trabalho de combate à venda de produtos adulterados a estrutura técnica necessária para a reutilização de combustíveis apreendidos nas operações com base na Lei do Perdimento (Lei 12.675/07).

Pelo acordo, assinado em setembro pelo governador José Serra e representantes do setor de combustíveis durante a abertura do Fórum Internacional de Postos de Serviços, na capital, o Sindicom assumiu a responsabilidade de indicar uma empresa associada para efetuar a retirada, transporte, reprocessamento e devolução ao Estado do combustível recolhido em condições de reutilização.

Além do convênio, a Secretaria da Fazenda assinou Termo de Cooperação com a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, o Ministério Público (MP) e o Procon-SP para aumentar a eficiência das ações de combate à adulteração de combustíveis no Estado. Desde dezembro de 2004, com a aprovação da Lei 11.929, que instituiu a cassação da inscrição estadual de postos de combustíveis quando constatada a adulteração dos produtos, a Operação De Olho na Bomba cassou a Inscrição Estadual de 735 postos em todo o Estado.

O combustível adulterado aumenta a emissão de poluentes, é fonte provável de prejuízo à saúde, induz o consumidor a erro, pode causar danos ao motor dos veículos, gerando perda de potência e aumento do consumo, além da sonegação de impostos.

Com base na Lei do Perdimento, sancionada pelo governador José Serra em julho de 2007, o Procon-SP pode aplicar penalidades que vão desde multa e apreensão até a interdição parcial ou total do estabelecimento que adquirir, transportar, estocar, distribuir ou revender combustível impróprio para consumo, em razão de sua desconformidade com as especificações fixadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão que regulamenta o setor. A Lei também permite que a Secretaria da Justiça delegue à administração tributária as incumbências de apuração e imposição das penalidades.

A aplicação da Lei do Perdimento também mudou o processo de fiscalização. No modelo anterior, três amostras de combustível eram retiradas por técnicos da Secretaria da Fazenda para análise do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Durante o processo, que durava até 30 dias, o posto continuava funcionando normalmente. Confirmada a adulteração do combustível, a Fazenda dava início ao processo de cassação da Inscrição Estadual do estabelecimento.

Agora, durante as fiscalizações dos postos as três amostras continuam sendo recolhidas para análise do IPT. Contudo, um teste preliminar é feito na mesma hora e, confirmada suspeita de adulteração, o tanque com o combustível em desconformidade e suas respectivas bombas são lacrados. Após o processo de análise do IPT, confirmada a fraude, a Fazenda inicia o processo de cassação da inscrição estadual do estabelecimento e o Procon-SP inicia o processo para decretar o perdimento do combustível.

Após essa etapa, o Sindicom indica um de seus associados para efetuar a retirada desse combustível do posto e realizar testes para saber se ele é passível de reprocessamento. Não sendo, a Secretaria da Fazenda contrata empresa ambiental especializada em queima de resíduos tóxicos para descartar o produto. Caso seja possível, após a recuperação o Sindicom devolverá o combustível ao Estado, que poderá utilizá-lo em carros da polícia, bombeiros, ambulâncias, outros veículos do Estado ou ainda para doação.

– Quem é quem no combate à fraude nos combustíveis

Secretaria da Fazenda

• Coordena a Operação de Olho na Bomba, que verifica a conformidade dos combustíveis e o movimento fiscal nos postos.
• Tem poder para cassar a inscrição estadual do posto, caso seja confirmada a desconformidade do combustível.
• Contrata empresa especializada para queimar o combustível apreendido que não possa ser recuperado.
• Faz o teste preliminar de combustíveis nos postos.

Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

• Verifica se as amostras de combustível colhidas nos postos estão dentro das especificações determinadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP)

• Faz o teste preliminar de combustíveis nos postos.
• Lacra os tanques e bombas, caso seja encontrada alguma irregularidade no teste preliminar.
• A partir da confirmação da desconformidade do combustível, pode decretar o perdimento do produto.
• Pode interditar postos que rompam os lacres e também aplicar multa de direito do consumidor a proprietários de postos que voltem a comercializar combustível suspeito.

Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis – Sindicom

• Retira o combustível adulterado das bombas dos postos que foram fechados.
• Faz a análise para saber se o produto pode ou não ser reaproveitado.
• Caso seja possível, efetua o reprocessamento do combustível e o devolve para o Estado.
• Caso não seja possível, o devolve para que o Estado providencie sua incineração.

Entenda como o combustível é recuperado

1. Após ser decretado o perdimento do combustível, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) faz uma análise para verificar se o produto tem condições de ser recuperado.

2. Se durante a análise for constatada a presença em excesso de marcador de solvente, o combustível não pode ser reaproveitado. Neste caso, o Sindicom devolve o produto ao Estado que, por sua vez, contrata empresa especializada em queima de resíduos tóxicos para efetuar a incineração do combustível.

3. Se existir a possibilidade de recuperação do combustível, o Sindicom tem duas opções:

  3.1) Se for álcool combustível em desconformidade, empresa ligada ao Sindicom faz mistura do combustível impróprio apreendido com uma quantidade superior de álcool puro. Desta forma, o combustível será equalizado de acordo com as normas, tornando-se próprio para reutilização, não causando danos ao motor dos veículos, perda de potência, desgaste de peças ou prejuízo ao Estado.

  3.2)  A gasolina vendida nos postos é conhecida como gasolina C. Nela existem 75% de gasolina do tipo A e 25% de álcool anidro. Se a quantidade de álcool anidro for superior à permitida, empresa ligada ao Sindicom efetua mistura de gasolina do tipo A até que as porcentagens estejam em conformidade com a determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desta forma, a gasolina devolvida ao Estado torna-se própria para utilização, não causando danos ao motor dos veículos, perda de potência, desgaste de peças e nem prejuízo ao Estado.

Fonte: Site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

– O Banco da Favela

Buscando lucros e inclusão social, o Bradesco toma uma nova iniciativa: quer ser o banco das favelas!

Extraído de: Ig

BRADESCO INAUGURA AGÊNCIA NA FAVELA DE HELIÓPOLIS

Os bancos acirraram a disputa pela clientela das classes D e E, que estão consumindo mais por causa do aumento da renda e do emprego. Hoje, o Bradesco inaugura a primeira agência dentro de uma favela de São Paulo.

A comunidade escolhida foi a de Heliópolis, na zona sul da capital paulista, a maior favela da cidade, com população estimada de 120 mil pessoas, das quais 40 mil com potencial de abrir conta em banco. A renda familiar é de até três salários mínimos, equivalente a R$ 1.395
A agência de Heliópolis não é a primeira investida do Bradesco na inclusão bancária em comunidades da chamada baixa renda nas grandes metrópoles brasileiras. Há cerca de dois anos, o banco abriu uma agência na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, uma das maiores do País.
“Estamos muito satisfeitos com os resultados”, contou o presidente executivo do Bradesco, Luiz Trabuco Cappi.

Hoje, a agência na Rocinha tem 2,5 mil correntistas, dos quais 85% são pessoas físicas e os 15% restantes, empresas. A taxa de inadimplência está dentro dos padrões considerados normais, de 5% da carteira de crédito da agência.

“Existe uma lenda, que acabou virando verdade, segundo a qual pobre não dá prejuízo a ninguém”, disse o diretor executivo do Bradesco, Odair Afonso Rebelato. “Isso é verdade, desde que o volume de dinheiro que ele tenha no bolso seja suficiente para pagar a todos.”
Se houver qualquer intempérie, o primeiro segmento que vai deixar de receber é banco, ressaltou o executivo. “Ele vai priorizar o mercado e a farmácia, mas, como o patrimônio dele é o nome, em algum momento ele volta a pagar.”
Além agência na favela, o Bradesco também inaugura hoje o primeiro posto avançado de atendimento de Novo Santo Antônio, em Mato Grosso. Com 2.250 habitantes, a cidade está distante 220 quilômetros da agência bancária mais próxima, em São Félix do Araguaia. Com isso, o Bradesco atinge 5.564 municípios, ou seja, 100% das cidades do País.

“O Bradesco tem como estratégia central o crescimento orgânico, e o Brasil tem uma enorme população que nunca teve conta em banco. Ao mesmo tempo, a economia brasileira vivencia um extraordinário processo de mobilidade social, as pessoas estão mudando de renda, para melhor”, disse Cappi.

“Assim, ter presença em todos os municípios brasileiros é fundamental para nosso objetivo de crescer, conquistar novas contas, inclusive junto a esse público, e ampliar fatias de mercado”, concluiu.

 

– Amil compra Medial Saúde

Depois de um grande crescimento (investiu em marketing e patrocínio no Corinthians), a Medial Saúde foi vendida à Amil, fazendo o grupo ter 15% d mercado de planos de saúde do país.

E como ficarão os beneficiários dos planos Medial?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/financas/amil-precisa-digerir-medial-rapidez-se-beneficiar-aquisicao-dizem-analistas-513632.html

Fusão Amil-Medial agrada mercado, mas envolve desafios

Amil vai ampliar sua base de consumidores e tornar a Medial mais eficiente, mas precisará absorver rapidamente os ganhos de sinergia (por Peri Dias)

A compra da operadora de planos de saúde Medial pela Amil, anunciada nesta quinta-feira, pode aumentar a eficiência de ambas as companhias e abrir caminho para uma consolidação maior do setor, segundo analistas de duas corretoras que acompanham a Amil. No curto prazo, porém, a empresa precisa provar que é capaz de digerir os ganhos de sinergia que a aquisição pode trazer num prazo que compense o valor pago pela transação, visto como relativamente alto.

A visão mais positiva sobre a compra vem do analista da corretora do Santander, Daniel Gewerh. Responsável pela cobertura das empresas do setor de saúde, ele afirma que o principal benefício para as companhias é a possibilidade de a Medial melhorar seus processos de precificação dos planos de saúde comercializados, ao adotar os padrões da Amil.

Segundo o analista, a Medial praticava preços abaixo da média de mercado para alguns produtos como forma de conquistar clientes da concorrência, mas amargava prejuízo nessas operações. No longo prazo, a empresa saía muito prejudicada pela estratégia.”Nesse setor, a precificação é fundamental, é o ponto mais importante desse negócio”, afirma.

A aquisição também pode melhorar os índices de sinistralidade da Medial – ou seja, reduzir os gastos da empresa com serviços de saúde – e gerar economia com a diluição dos custos administrativos.

Para a Amil, por sua vez, o negócio amplia a base de clientes e fortalece a capacidade de distribuição no mercado paulista, o mais importante do país. A fatia da empresa em São Paulo vai praticamente dobrar, dos atuais 7,9% para 15,1%.”Essa compra se encaixa perfeitamente na estratégia da Amil. Ela adquiriu a empresa que precisava adquirir”, diz Gewerh.

Consolidação em andamento

O analista do Santander acredita que o negócio também aumenta as chances de a Amil se tornar a grande consolidadora do mercado de saúde, a partir da aquisição, em médio e longo prazo, de outras concorrentes. Alguns dos negócios mais importantes do setor nos últimos cinco anos foram protagonizados pela Medial, ao comprar a Amesp, e pela Amil, ao adquirir a Amico e a Blue Life.

– A Azul e o Bioquerosene

A Azul Linhas Aéreas acaba de divulgar que por confiar no Brasil, sua frota de aeronaves brasileiras voará com… bioquerosene brasileiro! E assumirá os custos, pois acredita no país!

Discurso bonito; com marketing e responsabilidade ambiental. É uma boa receita para se ter vantagem competitiva.

– Lucro da Petrobras cai 26% no último trimestre

Dá para acreditar? A Petrobras anunciou que seu lucro no terceiro trimestre desse ano foi de “apenas” US$ 7 bilhões, ou seja, 26% menor do que o ano passado.

Motivo? A queda nos preços do combustível no Brasil!

Assim como você, eu não vejo queda alguma…

Extraído do G1:

LUCRO DA PETROBRAS CAI 26%

por Denise Lima

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de 7,3 bilhões de reais, que representa queda de 26 por cento na comparação com igual período de 2008, devido principalmente ao preço menor dos combustíveis no mercado brasileiro e a um pagamento extraordinário de taxas.

Apesar da queda na comparação anual, o resultado ficou ligeiramente acima do que esperava o mercado. Estimativa média de sete analistas ouvidos pela Reuters indicava lucro de 7 bilhões de reais no terceiro trimestre.

O Ebitda da empresa, que mede a capacidade de geração de caixa, foi de 13,99 bilhões de reais no período, contra 15,13 bilhões registrados no terceiro trimestre do ano passado.

Um dos fatores que influenciou negativamente no resultado da empresa no trimestre foi o provisionamento de 1,3 bilhão de reais para ajuste no pagamento de participação especial sobre a produção no campo de Marlim, disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, a jornalistas.

“Dado o ajuste do acordo com Marlim, é um resultado muito bom e reflete o aumento de produção da companhia e a manutenção de custos operacionais”, afirmou Barbassa, acrescentando que a tendência do quarto trimestre é manter os custos operacionais estáveis, já que três plataformas implantadas nesse ano estão em crescimento de produção.

EXPORTAÇÕES

A companhia obteve uma reversão em sua balança comercial. Nos primeiros nove meses de 2008 ela estava negativa em 1,8 bilhão de dólares e nos nove primeiros meses de 2009 o resultado ficou positivo em 1,795 bilhão de dólares.

A mudança ocorreu porque a companhia elevou as exportações de combustíveis como gasolina, já que a demanda no mercado local caiu em alguns momentos do ano.

A Petrobras registrou receita operacional líquida de 47,8 bilhões de reais no terceiro trimestre, 20 por cento menor que o montante há um ano, mas superior aos 44,6 bilhões de reais do faturamento no segundo trimestre.

“A queda do preço do petróleo levou à redução da receita. Desde o terceiro trimestre de 2008 o Brent caiu 49 por cento e provocou a redução no preço médio de venda”, acrescentou Barbassa.

Do lado positivo, segundo Barbassa, além do aumento do preço do petróleo, houve a queda da diferença entre o preço do Brent e o do petróleo do campo de Marlim, que chegou a atingir 12,8 dólares no terceiro trimestre do ano passado e que nesse ano está em apenas 4,28 dólares por barril.

Essa redução se deu devido à maior oferta de óleo leve, de maior valor comercial, no mercado durante a crise. Quando há cortes de produção dos países produtores, para ajustar à demanda, normalmente eles optam por cortar o óleo pesado, que vale menos.

Mas com a queda geral na oferta do pesado, o preço deste, relativamente ao do óleo leve, acabou melhorando.

CÂMBIO E INVESTIMENTOS

A empresa teve impacto cambial positivo no trimestre, devido, entre outros fatores, a empréstimo feito com o BNDES que é atrelado ao dólar. Com a queda da moeda norte-americana, a empresa obteve ganho financeiro.

No relatório sobre o resultado trimestral, a companhia ressaltou ainda o aumento da produção de petróleo e derivados no Brasil, que ficou 5 por cento superior a igual período de 2008.

“Apesar da redução de 18 por cento no preço médio de venda dos derivados, o lucro líquido caiu somente 13 por cento sem considerar o impacto pontual negativo de 2,1 bilhões de reais (1,3 bilhão após Imposto de Renda) pelo pagamento de cobrança adicional de participação especial do campo de Marlim decorrente do acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis”, disse o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, em carta aos acionistas.

O investimento total da Petrobras até setembro somou 50,7 bilhões de reais, 49 por cento acima do volume investido em todo o ano passado (34,1 bilhões de reais), refletindo o pesado plano de negócios da companhia.

Por fim, Barbassa afirmou que a Petrobras deverá cumprir nesse ano a meta de produção de petróleo no Brasil de 2,05 milhões de barris, com uma faixa de tolerância de 2,5 por cento, indo de 2 a 2,1 milhões de barris.

“Vamos cumprir, mas vamos ficar na parte inferior da faixa”.

– O Cartel de Brinquedos do Brasil

Você acha que os brinquedos brasileiros custam caro? Acha também que existe uma invasão de produtos chineses?

Seu achismo está correto! A Secretaria de Defesa Econômica do governo aponta a existência de um grande cartel no setor de brinquedos, que controla desde a importação até a política de preços do setor.

Extraido da Folha de São Paulo, 12/11/2010, caderno Economia, pg e3, por Julianna Sofia

SECRETARIA QUER CONDENAÇÃO PARA CARTEL DE BRINQUEDOS

Depois de três anos de investigação, a SDE (Secretaria de Direito Econômico) -ligada ao Ministério da Justiça- recomendará a condenação da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) e de seu presidente, Synésio Batista da Costa, sob a suspeita de induzir o mercado nacional de brinquedos a formar um cartel na importação de produtos da China.
O parecer com o pedido de punição, ao qual a Folha teve acesso, será encaminhado hoje ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso.
No caso de condenação, a multa a ser aplicada pode variar de 1% a 30% da receita da entidade, além de outras punições a serem arbitradas pelo tribunal administrativo.
A prática de cartel traz prejuízos diretos ao consumidor, pois elimina a concorrência, provocando aumento de preços no mercado.
A denúncia contra a Abrinq e Costa foi apresentada à SDE, em 2006, pela Mattel do Brasil- subsidiária da multinacional americana que comercializa brinquedos fabricados principalmente na China.
De acordo com as acusações, a associação e seu dirigente incentivaram a adoção de uma conduta uniforme por parte de fabricantes, importadores e lojistas do setor.
Gravações
As principais provas apresentadas no caso são a pauta de uma reunião convocada pela Abrinq e a gravação desse encontro, que foi realizado em setembro de 2006.
Na reunião, a associação teria proposto: fixação e gerenciamento de cotas fixas individuais por importador; estabelecimento de preços mínimos para as importações; e criação de barreiras à entrada no mercado de novos concorrentes.
As informações levantadas no processo mostram que a entidade pretendia diminuir a exposição do mercado nacional à concorrência dos produtos chineses, limitando as compras com cotas individuais por CNPJ do importador e fixando preços mínimos.
A Abrinq, destaca a secretaria, tem como associados empresas que respondem por 30% do mercado nacional, e a produção local equivale a 55% dos brinquedos vendidos no país. O setor reúne 300 fabricantes locais e 50 importadores.

Acordo
O parecer relata que, em agosto de 2006, empresários brasileiros e a Abrinq foram à China negociar um acordo com a indústria de brinquedos daquele país. Na volta da viagem, Costa convocou uma reunião com todos os 42 associados para discutir o tema.
No encontro, afirma a SDE, a Abrinq passou aos empresários a impressão de que o acordo com a China autorizava a associação a fixar e distribuir as cotas individuais e a estabelecer preços mínimos.
Na prática, a associação teria usado o acordo para induzir a formação de cartel. A investigação ainda aponta que Costa dava a entender que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil chancelava as medidas.
“A reunião na sede da Abrinq e as afirmações de seu presidente a respeito do acordo travado com entidades chinesas foram voltadas a influenciar a adoção de comportamento uniforme no mercado”, diz o relatório. “Jamais foi ou poderia ter sido competência da Abrinq estabelecer ou distribuir cotas de importação ou atuar na fixação de preços mínimos de importação”, continua o texto.
Em ofício à secretaria, o ministério informou que o acordo entre Brasil e China -homologado pelo governo em dezembro de 2006- envolve cotas globais de importação de produtos e trazia “disposições gerais a serem adotadas pelas empresas para garantir o equilíbrio do comércio”.
A SDE, em sua análise, pondera que, em nome da defesa comercial da indústria brasileira, a associação não poderia ter desrespeitado as regras de defesa da concorrência.
“O objetivo de impedir um excesso de entrada de produtos chineses no Brasil não legitima a conduta adotada pela Abrinq”, afirma. 

– Vende-se um Pedaço de Paraíso Não Lucrativo

O Costão do Santinho está a venda. Leia bem: não são casas no Costão, mas ele próprio. Deficitária, endividada e até mesmo “azarada”, a empresa que detém o resort mais badalado do Brasil procura um comprador.

Extraído da Revista Exame, com o link publicado em: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0949/negocios/paraiso-venda-489444.html

UM PARAÍSO À VENDA

Considerado o melhor resort do Brasil, o Costão do Santinho, em Florianópolis, envia carta a potenciais interessados em comprá-lo — uma reação à queda no número de turistas e à falta de investidores

por Denise Carvalho

Localizado a 35 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina, o complexo hoteleiro Costão do Santinho está encravado numa reserva de 750 000 metros quadrados de mata nativa, entre uma praia paradisíaca, dunas preservadas e costões rochosos. Sua infraestrutura é comparada à de resorts internacionais. Possui 600 apartamentos, campo de golfe, spa, seis restaurantes, oito quadras esportivas, bares e danceteria. Há quatro anos consecutivos, o resort conquista o título de melhor do Brasil no prêmio concedido pela revista VIAGEM E TURISMO, da Editora Abril (que publica EXAME). Com tantas atrações e honrarias, era de esperar que o negócio estivesse em situação tão privilegiada quanto a localização do hotel. Pois não está. Segundo três fontes independentes ouvidas por EXAME, Fernando Marcondes, fundador do complexo, busca um comprador para o Costão do Santinho Turismo e Lazer, a empresa que administra o resort e é dona das áreas comuns. Há cerca de dois meses, o Costão enviou a potenciais interessados uma carta-convite assinada por Alan D. Briskin, presidente da consultoria Allenby Enterprises, na Flórida, nos Estados Unidos. Na carta, Briskin diz que foi autorizado por Marcondes a iniciar conversas com grupos interessados, explica o tamanho e as características do resort e revela que o proprietário deseja se aposentar. Procurados pela reportagem, os executivos do resort negaram a venda.

As dificuldades do grupo começaram há dois anos, com a prisão de Marcondes pela Polícia Federal. Dono e “alma” da empresa, ele foi detido por suspeita de envolvimento em um esquema de compra e venda de licenças para construção em áreas de preservação ambiental. Segundo pessoas próximas a Marcondes, o caso diminuiu o interesse de investidores na compra de imóveis dos condomínios Costão das Gaivotas e Costão Golf, dois novos empreendimentos em implantação nas redondezas do resort. Apenas 60% dos 124 imóveis do projeto Gaivotas, por exemplo, foram comercializados desde o lançamento, há mais de dois anos. Além do desgaste provocado pelo caso, o Costão do Santinho foi afetado financeiramente por dois episódios recentes. O primeiro foram as fortes chuvas que mataram e desabrigaram centenas de pessoas em parte de Santa Catarina, em novembro de 2008. Em razão da tragédia, estima-se que 20% dos pacotes tenham sido cancelados pelos clientes para o verão de 2009. O segundo fator foi uma queda no movimento em razão da crise. Com a redução no número de hóspedes, a ocupação do Costão do Santinho no verão de 2009 foi de 60% — cerca de 15% menor do que a registrada em 2008. “A crise abateu o setor. Tivemos o pior desempenho dos últimos 15 anos”, diz Tarcísio Schmitt, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Florianópolis.

Esse cenário colocou em questão o modelo de negócios do Costão. Trata-se do sistema de “condo-hotel”, em que os apartamentos são vendidos a investidores. Em certa medida, é como se essas pessoas se tornassem sócias do Costão. Só que, em vez de ter ações, elas são donas de uma fração do empreendimento. Quando os proprietários não estão no hotel, os imóveis são oferecidos aos hóspedes. Marcondes seria o sócio majoritário. Ele é dono de imóveis e das áreas comuns, além de ser responsável pelo equilíbrio financeiro do negócio. Com o aumento da concorrência nos últimos anos, ficou mais difícil atrair turistas. Hoje, o Costão do Santinho disputa clientes com resorts que proliferaram pelo país. Apenas no Nordeste, os quartos de hospedagem se multiplicaram por 10: de 300, em 1999, para mais de 3 200 no ano passado. Com a competição pelos clientes, a média de ocupação nacional também caiu: de 70%, em 2005, para 45%, em 2008. Para um resort começar a ter lucro, estima-se, o mínimo deve ser 50%. “Estamos acima disso”, diz Felipe Marcondes, filho de Fernando Marcondes e executivo do grupo.

O movimento do Costão do Santinho para atrair um comprador ocorre em um dos momentos mais difíceis da história recente da indústria hoteleira mundial. Com a economia global em recessão e a falta de crédito, os compradores ficaram mais criteriosos na avaliação de investimentos e mais seletivos na escolha de projetos. Sobretudo no Brasil, que, depois da valorização do real, se tornou mais caro para os turistas brasileiros e estrangeiros. Em paralelo, a concorrência e a baixa ocupação dos quartos de hotéis disponíveis transformaram as redes hoteleiras do Brasil em um negócio de baixo retorno. Hoje, a taxa média de retorno dos empreendimentos hoteleiros no país varia de 12% a 14% ao ano, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, supera 25%. “Com esse baixo nível de retorno, os investidores tendem a comprar hotéis em Paris ou Madri, capitais desejadas pelos turistas”, diz José Ernesto Marino Neto, presidente da BSH International, consultoria especializada em turismo. O resort Costão do Santinho poderia interessar, no entanto, companhias que têm um modelo de negócios verticalizado. Empresas como a alemã Tui. Com um sistema integrado, que inclui agências de viagens, hotéis e uma frota de cerca de 130 aviões, o grupo seria capaz de trazer turistas de qualquer ponto da Europa — e, assim, dar continuidade ao paraíso.

– Flamengo, Olimpikus e Esoterismo

Em tempos de profissionalismo, assusta tal medida da Olimpikus, fabricante de material esportivo: segundo a coluna “De Prima”, do Jornal Lance de 06/11/2009, a empresa abriria uma nova loja temática com artigos do Flamengo, mas não o fez, pois a “lua não estava na melhor conjunção”. A diretoria do Mengão ficou magoada… Crendices & Negócios de mãos dadas!

Em: http://www.lancenet.com.br/flamengo/noticias/09-11-06/648687.stm?fla-ficou-contrariado-com-decisao-da-olympikus-mas

– Lojas Americanas: 1 bilhão de reais em investimentos!

As Lojas Americanas prometem uma ação ousada: dobrar de tamanho em 4 anos, investindo R$ 1 bi.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u648839.shtml

Lojas Americanas investirá R$ 1 bi para abrir 400 novas lojas

A Lojas Americanas planeja abrir 400 novas lojas no Brasil nos próximos quatro anos, como parte de um plano de expansão cujos investimentos estimados alcançam R$ 1 bilhão.

Com a implantação das novas lojas, a Americanas estará presente em todos os Estados brasileiros e quase que dobrará de tamanho ante as 471 unidades em operação atualmente. O lançamento do plano, batizado “Sempre Mais Brasil”, veio na esteira da divulgação do balanço trimestral da companhia.

Em teleconferência com analistas para comentar o desempenho trimestral, o diretor financeiro da Lojas Americanas, Roberto Martins, afirmou que a companhia estima obter uma expansão anual média de vendas nas lojas entre 22% e 25%, nos próximos quatro anos, considerando-se crescimento orgânico e a abertura das novas unidades até 2013.

Os recursos previstos no programa, afirmou, serão aplicados tanto na abertura de lojas quanto em reformas e construção de novos centros de distribuição, caso necessário. “Vamos buscar recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para esse projeto”, disse Martins.

A empresa já tem programadas 62 novas lojas, dentro da previsão de abertura de unidades para o próximo ano, que está entre 60 e 70.

Em relação à logística exigida pelo investimento, o executivo afirmou que os três centros de distribuição operados hoje podem suportar a expansão prevista para os próximos dois anos. “Depois disso, teremos de avaliar”, acrescentou.

Conforme a Americanas, entre 2000 e 2008, seu número de lojas aumentou em cinco vezes, a receita bruta consolidada cresceu em seis vezes e a geração de caixa operacional medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), subiu em 120 vezes, “o que demonstra solidez na nossa estratégia de crescimento e reforça as oportunidades existentes no país.”

Trimestre positivo

A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 36,5 milhões no terceiro trimestre, ante ganho de R$ 6,7 milhões um ano antes. O Ebitda totalizou R$ 221,6 milhões de julho a setembro, em comparação a R$ 201,8 milhões em igual intervalo de 2008.

A receita líquida consolidada somou R$ 2 bilhões no trimestre, com alta de 20,5% frente à receita verificada um ano antes. A margem Ebitda consolidada no terceiro trimestre ficou em 11%, ante 12,1% um ano antes.

Considerando-se apenas a controladora, a receita líquida foi de R$ 1 bilhão, comparada a R$ 891 milhões um ano antes.

No conceito “mesmas lojas” –onde só se contabiliza o desempenho das lojas abertas há pelo menos 12 meses–, o crescimento da receita líquida do terceiro trimestre de 2009 sobre 2008 foi de 8%.

A Lojas Americanas informou ainda que a Financeira Americanas Itaú alcançou 2,5 milhões de cartões emitidos, e carteira de recebíveis de R$ 649 milhões.

– O Besouro e a Formiga

Compartilho belo artigo sobre o Funcionamento do Mundo Corporativo, enviado pela jornalista Maríla Porcari Gerciano, intitulado: “O Besouro e a Formiga”:

O BESOURO E A FORMIGA

‘Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz.

O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente – a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o besouro, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!

E adivinha quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. ‘

por Ana Paula Lisboa – Psicóloga – CRP-06/92490

 

 

– A rua 25 de Março estudada pelo MIT

Olha que legal: o PhD em Comportamento do Consumidor e psicólogo israelense Dan Ariely , que leciona no famoso MIT, veio passear na Rua 25 de Março, o comércio popular a céu aberto mais conhecido do Brasil.

Em vídeo da TV Exame (Um Gringo na 25 de Março – referência no link), o professor se impressionou! Veja o vídeo clicando em:

http://portalexame.abril.com.br/exametv/economia/gringo-25-marco-cc65507e7f5eabea7fbb384592e8eab1.shtml

– Parece que a crise acabou. Ford anuncia lucro!

Se marolinha ou tsunami, é certo que a crise veio. Se já foi, talvez. Tomara que vá e não volte mais… Indicadores disso é o anúncio da Ford nos EUA: o lucro voltou!

Extraído de: Ig – Último Segundo

Ford anuncia lucro de US$ 997 milhões no 3º trimestre

WASHINGTON – A montadora Ford obteve um lucro líquido de US$ 997 milhões no terceiro trimestre do ano, em contraste com a perda de US$ 161 milhões do mesmo período de 2008, anunciou a companhia nesta segunda-feira.

A Ford apontou que, embora sua receita tenha se reduzido em US$ 800 milhões em relação ao período de janeiro a setembro de 2008, a empresa foi capaz de reduzir seus custos estruturais em US$ 1 bilhão, o que facilitou sua rentabilidade.No total, a empresa faturou no terceiro trimestre do ano US$ 30,9 bilhões, em comparação com os US$ 31,7 bilhões do mesmo período de 2008. Até o mês de setembro, a companhia arrecadou US$ 82,9 bilhões, frente aos US$ 109,1 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2008.

Nos nove primeiros meses de 2009, a Ford anunciou um lucro de US$ 1,831 bilhão, o que significa uma mudança radical em relação às perdas de US$ 9,788 bilhões registradas durante o mesmo período de 2008.

A fabricante de automóveis destacou que suas operações na América do Norte foram rentáveis pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2005, ao registrar um lucro de US$ 357 milhões antes do desconto dos impostos.

Também antes de descontadas as taxas, o lucro operacional da companhia foi de US$ 1,107 bilhão, em comparação com a perda de de US$ 2,78 bilhões registrada há um ano. Foi o primeiro resultado positivo operacional desde os três primeiros meses de 2008.

Após estes resultados, a Ford disse que espera ter uma “sólida rentabilidade em 2011”, com um fluxo de caixa de suas operações positivo.

“Os resultados do terceiro trimestre claramente mostram que a Ford está realizando um tremendo progresso, apesar da prolongada contração da economia mundial”, afirmou através de um comunicado o presidente e executivo-chefe da empresa, Alan Mulally.

 

A Ford também anunciou que terminou o terceiro trimestre com uma reserva de US$ 23,8 bilhões, US$ 2,8 bilhões a mais que após o segundo trimestre de 2009, mas US$ 4,9 bilhões a menos que no mesmo período de 2008.

– Ronaldo, Bozzano e o Suposto Plágio

Nâo entendi como plágio comercial, mas a Bayern, laboratório fabricante da Aspirina, entrou na justiça contra a propaganda do Creme de Barbear Bozzano, onde Ronaldo Fenômeno é o garoto-propaganda, e conseguiu retirá-la do ar. Nela, o jogador diz que “se é Bozzano então é bom“. Acontece que a Bayern usa a frase “se é Bayern, é bom” desde 1922 !

Veja o vídeo, as fotos e a matéria em: http://blogs.abril.com.br/croquidamoda/2009/09/ronaldo-novo-garoto-propaganda-bozzano.html

– Nasce um Gigante no Ramo de Combustíveis

O Grupo Pão de Açúcar entrou pra valer na briga no ramo de Combustíveis. Já incrementando em seus supermercados da bandeira Extra os postos “Extra”, agora inaugurará postos de combustíveis fora dos supermercados. O grupo anuncia expansão, e acaba de vencer o banqueiro André Esteves (dono da Univen, Via Brasil e Aster), adquirindo a Rede Duque de Postos.

Abriga parece que será boa. Seu principal concorrente na área supermercadista, o grupo Carrefour, utiliza da mesma estratégia.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeirolugar/20091029_listar_dia.shtml?permalink=205629

Pão de Açúcar assume rede de postos…

Por Marcelo Onaga 

O Pão de Açúcar, líder do setor varejista brasileiro, vai anunciar no dia 1 de novembro que assume a gestão da Rede Duque de postos de combustível. O grupo comandado por Abílio Diniz já opera alguns postos e decidiu investir pesado no setor. O acordo com a Rede Duque prevê a injeção de capital e direito de compra do controle da operação. Os executivos do Pão de Açúcar devem passar pelo menos um mês à frente da operação para analisar resultados, desempenho e rentabilidade da Duque. Depois disso o grupo varejista deve ficar sozinho na operação.

A Rede Duque tem cerca de 40 postos em São Paulo, todos em regiões nobres, onde o combustível chega a custar 40% a mais do que em bairros mais afastados. Para fechar o negócio, que não teve valores revelados, o Pão de Açúcar precisou superar a proposta do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que também queria comprar a Rede Duque. 

Essa é a segunda vez que Esteves leva a pior na disputa por um negócio no setor de combustíveis. O banqueiro, que já adquiriu a rede Aster, também tentou comprar a área de distribuição da Esso no país, mas foi superado pela Cosan. O Pão de Açúcar continua de olho em outras redes de distribuição de combustíveis.

– Beautiful People: a futilidade virtual e discriminatória

Em tempos nos quais a Administração de Empresas procura ser politicamente correta, uma excessão! Chegou ao Brasil o “Beautiful People”, rede de relacionamentos que começa a operar em nosso país já causando polêmica: o seu negócio de namoro online EXCLUI FEIOS. O que é um “feio”? Para quem ama, todos são belos…

Extraído de: http://radiobandeirantes.com.br//colunistas.asp?ID=115

BeautifulPeople: a futilidade virtual chega ao Brasil

por Cesar Monteiro

Você já ouviu falar do BeautifulPeople ? O site que é uma agência de namoro online e exclui a participação de integrantes “feios” chegou ao Brasil nesta segunda-feira. Apesar da futilidade que a ideia possa representar, o site conta até agora com cerca de 180 mil membros em todo o mundo.Com uma versão traduzida para o português, os brasileiros podem se aventurar sem restrições e sem custos no site de relacionamentos de origem dinamarquesa. Nem todos, a bem dizer. Para integrar a rede, os internautas passam por um processo de avaliação baseado em apenas um critério subjetivo: os atributos físicos que aparecem em suas fotos. Homens julgam mulheres e as mulheres avaliam os homens. Se o usuário for bem avaliado pelo sexo oposto nas 48 horas seguintes ao seu cadastro, passa a fazer parte da rede e se está liberado para interagir com outros aprovados.

No tempo de espera, ou o purgatório que separa o belo do feio, o usuário pode acompanhar suas estatísticas e ver quantas pessoas votam a favor de sua entrada na rede e quantas a rejeitam. Também é possível alterar informações e colocar mais fotos para reverter o quadro. Mas se você estiver mais para Shrek do que príncipe, saiba que apenas uma em cada cinco tentativas de participação dos internautas na rede é bem sucedida. A invenção está no ar desde 2002 e de acordo com as estatísticas globais do site, 80 mil membros já tiveram pelo menos um encontro romântico marcado. Seu fundador define, que outros sites são reservas de hipopótamos e javalis africanos. O BeautifulPeople é uma maravilhosa reserva de caça de gatos e tigresas.

Quer tentar? beautifulpeople.com, o egotrip no seu micro, a partir de hoje em português.

– A Transformação do Shampoo Seda

125 milhões de reais! Este foi o custo da Unilever para dar sobrevida ao Shampoo Seda. Veja quais foram as principais mudanças, planos de marketing e ações relacionadas para mudar a imagem do tradicional Seda.

Extraído de: http://veja.abril.com.br/281009/so-sobrou-marca-p-132.shtml

SÓ SOBROU A MARCA

A transfomação do xampu Seda mostra tudo o que é preciso para tentar mudar a imagem que o consumidor tem de um produto, por Renata Betti

PARA LER UM QUADRO-RESUMO DE “como era e como ficou”, clique aqui.

No dia 5 de março de 2009, um grupo de executivos da Unilever trancou-se por doze horas numa sala da sede em São Paulo para discutir um problema que, eles já sabiam, seria de difícil solução: um dos carros-chefe da empresa, o xampu Seda, líder de vendas no Brasil, perdia espaço no mercado – coisa que, desde seu lançamento, em 1968, jamais havia acontecido. As pesquisas, encomendadas pelo francês Patrick Cescau, então CEO mundial da multinacional de bens de consumo – que fatura por ano 55 bilhões de dólares, ou três vezes o PIB da Bolívia –, não deixavam dúvidas quanto à razão da queda: a classe C, público-alvo do xampu, não queria mais um produto que, agora, via como de “segunda linha” e “muito popular”. “A nova aspiração da classe C brasileira é usar xampus melhores, de preferência indicados pelos cabeleireiros”, concluía o estudo, dando início a um longo processo em que o velho Seda precisou ser inteiramente reinventado até, neste mês, chegar às lojas. Da embalagem à fórmula, só restou mesmo o nome, sobre o qual também passou a pesar certa desconfiança. Um dos testes mostrou que, às cegas, as pessoas até avaliavam bem o Seda, mas, quando sabiam tratar-se dele, as notas caíam. “Chegamos a cogitar abrir mão da marca”, diz um dos diretores da empresa no Brasil, Erik Galardi, à frente da operação que consumirá 125 milhões de reais – o maior investimento já feito pela Unilever numa marca para o mercado brasileiro, o segundo maior do mundo no segmento de produtos para cabelo, com vendas anuais de 5,4 bilhões de reais, só perdendo para o Japão.

Recriar um produto se torna, muitas vezes, imperativo para que ele sobreviva a mudanças demográficas, econômicas e de hábitos numa sociedade – mas não é um processo fácil. As empresas precisam lançar mão de um extenso repertório de técnicas já consagradas pelo marketing para fisgar o consumidor. “O público é alvo de estratégias milimetricamente concebidas para fazê-lo comprar”, diz Alejandro Pinedo, da consultoria Interbrand. Nos últimos meses, VEJA pôde comprovar isso ao acompanhar as dezenas de etapas e tomadas de decisão envolvidas no relançamento do xampu. A Unilever conduziu doze pesquisas, em que foram ouvidas 500 pessoas, parte delas sendo observada no ato da compra. Nenhuma estratégia foi traçada sem pesar tais informações, um conjunto de dados tão rico e detalhado que, tomado como base, permitiu saber até de que maneira os consumidores manuseavam o xampu no supermercado. Como o antigo frasco tinha concavidades acentuadas, era difícil pegar um na prateleira sem tirar os demais do lugar. Os produtos se desarranjavam e a marca acabava escondida – um desastre para as vendas. Até chegar ao formato atual, mais fino e convexo, criou-se uma dezena de embalagens. Elas foram sendo descartadas depois de submetidas a testes conhecidos como eye tracking, em que uma máquina monitora o movimento dos olhos e detecta os pontos que mais chamam a atenção das pessoas. Assim se decidiu, por exemplo, por um tom de roxo ligeiramente mais vibrante que o anterior. São mudanças aparentemente simples, mas que demandaram uma adaptação em todo o maquinário da fábrica.

Os especialistas definem o desafio da Unilever como o mais complicado de todos em se tratando da mudança de imagem de um produto: fazer que os consumidores percebam como “chique” um item que há décadas é visto como popular. “A experiência mostra que elevar o conceito que as pessoas têm de uma marca é sempre muito difícil”, diz Edson Crescitelli, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Os casos recentes da Philco e da Arno, ambas do ramo de eletroeletrônicos, ajudam a dimensionar as dificuldades. Já consolidadas na classe C, as duas decidiram, coisa de cinco anos atrás, começar também a produzir itens para estratos de renda mais altos. Por mais que investissem em inovação e marketing, no entanto, não conseguiram convencer ninguém. Pior: além de não conquistarem clientes na classe A, perderam os da C, que ficaram confusos com a mudança. No caso da Unilever, a equação é ainda mais complexa: trata-se de alterar a percepção sobre um mesmo produto. Uma das principais estratégias da empresa foi convidar para prestar consultoria técnica e estrelar campanhas publicitárias um grupo de sete cabeleireiros de renome mundial, entre os quais Yuko Yamashita, criadora da escova japonesa. Não foi fácil convencê-los a participar. A cada “sim”, havia festa no escritório. “É uma tentativa de quebrar o preconceito dos cabeleireiros brasileiros em relação ao Seda e levá-los a indicar o produto aos clientes”, diz Adriana Yamamoto, gerente de marketing da linha de xampus. “Nesse mercado, nada é melhor que o boca a boca.”

Apesar de a Unilever já ter feito ajustes em seu principal xampu antes, eles foram sempre superficiais, e às vezes malsucedidos. Em janeiro de 2008, o Seda ressurgiu em embalagens ultracoloridas e com novo logotipo, na pretensão de ganhar espaço entre xampus mais sofisticados. A propaganda foi maciça, mas o resultado, pífio: os gastos chegaram a 30 milhões de reais sem que as vendas, então estabilizadas, voltassem a subir. “Foi um erro primário. As pessoas perceberam no ato que o produto não havia realmente mudado”, reconhece o diretor Erik Galardi. Desta vez, nada ficou de pé. A fórmula, que era composta de ingredientes “de nível inferior”, segundo a própria Unilever, ganhou ingredientes 20% mais caros. Espera-se com isso reduzir as queixas que circulam na internet de que o Seda deixa o cabelo “armado” ou “parecendo palha”. Quanto à fragrância, que desaparecia por ausência de fixador na fórmula, agora ela é duradoura – o que, segundo as pesquisas, se tornou pré-requisito para as brasileiras. Nem a textura ficou como antes. Líquida demais, aos olhos da nova classe C ela passou a ser identificada com produtos de pior qualidade. Ao colocarem uma porção do velho Seda nas mãos, as pessoas desistiam de comprá-lo, como foi observado em supermercados de todo o país. Daí a atual consistência, mais espessa. Tais melhorias elevaram os custos de produção em 20%, enquanto o preço final do xampu encareceu apenas 10%. “Fomos forçados a encolher as margens de lucro para manter o preço acessível”, diz Galardi. O teto para gastos com xampus na classe C é de 5 reais – o Seda subiu de 4,30 para 4,80 reais.

Os grandes planos de uma empresa global como a Unilever são traçados com no mínimo quatro anos de antecedência e vêm da matriz, em Londres. Assim, ficou estabelecida, no início de 2008, a meta de que a operação da multinacional no Brasil, hoje a terceira do grupo, se tornaria a segunda mais rentável da Unilever até 2012 – ultrapassando a dos Estados Unidos e perdendo apenas para a da Inglaterra. Há, no entanto, espaço para mudanças de rumo diante de situações inesperadas, como foi o caso do xampu Seda. Com as vendas caindo mês a mês no Brasil em 2008, foi a própria matriz que tomou a decisão de transformar o produto, deixando as estratégias por conta dos executivos brasileiros. Como em nenhum outro país se consome mais Seda do que aqui (trata-se de aproximadamente 20 milhões de unidades por mês), o negócio se justifica. Pouco a pouco, o mesmo produto substituirá a antiga versão nos 100 países em que a Unilever está presente – só que com nomes diferentes (Sedal, em países de língua espanhola, e Sunsilk, nos demais). Hoje, o segmento de xampus no Brasil é muito diferente daquele do fim da década de 60, quando a maioria dos brasileiros ainda lavava o cabelo com sabão de coco. De menos de cinco fabricantes no país, chegou-se aos atuais 2.000. A Unilever detém 34% do mercado, que faturou 1,7 bilhão de reais em 2008. É um bom quinhão, que a concorrência, no entanto, tornou mais difícil manter.

– Sérios Problemas dos Volkswagen 1.0

Que “sinuca de bico” encontra-se a Volkswagen. Um “misterioso problema” nos veículos 1.0 modelos Gol, Voyage e Fox podem, vejam só, levar os clientes a TROCAR O MOTOR! Além desse recall inédito (seriam milhares de veículos), dever-se-á trocar os documentos, já que a troca de motor exige novo licenciamento!

Abaixo, extraído de: Último Segundo

Três modelos da Volks apresentam problema no motor

SÃO PAULO – Um problema misterioso no motor 1.0 flexível EA-111, da Volkswagen, está tirando o sono de proprietários dos modelos Gol, Voyage e Fox. A fabricante admite a existência de um defeito no propulsor, mas informa que ainda não conseguiu identificar do que se trata. 

“Divulgaremos um parecer sobre isso entre dois e três meses”, diz João Alvarez Filho, gerente executivo de Engenharia da Volkswagen do Brasil.

A montadora tem conhecimento de 300 casos, todos de carros equipados com motor 1.0. “Mas por não se tratar de um defeito que compromete a segurança, não faremos recall”, diz Alvarez, que afirma ter tomado conhecimento do defeito há dois meses e meio.

Segundo concessionários pode haver milhares de veículos com o problema. A maioria das queixas é em relação ao Gol 1.0, mas há casos também com Voyage e Fox, os outros carros equipados com o EA-111.

A falha é notada por barulho no motor. Nas autorizadas, se constata redução no nível de óleo, e em decorrência disso, outros problemas em diversos componentes.

Segundo a técnica do Procon-SP Márcia Christina Oliveira, o cliente pode exigir a troca de todo o motor, caso consiga provar que a substituição parcial vai desvalorizar seu veículo. “Mas a troca do carro eu acho improvável”, afirma ela. Por sua vez, Josué Rios, advogado especializado em direito do consumidor, diz que se o caso não for solucionado definitivamente após 30 dias, a fabricante tem de trocar o veículo por um novo.

Caso seja necessário trocar o motor do carro, é preciso também regularizar a documentação do veículo. E isso implica em custos. Para carros que já estiverem licenciados, a taxa é de R$ 122,05 e para os não licenciados, R$ 165,17.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informa que a mudança na documentação é necessária porque, na maioria dos casos, o número do chassi está gravado no motor. As informações são do “Jornal da Tarde”.

– “Bom Dia” é o novo dono do “Diário de SP”

Grande negócio entre os jornais! O Bom Dia, do mesmo grupo de comunicação da TV Tem e Traffic, entre outros (do empresário J. Hawilla), comprou o Diário de São Paulo (antigo Diário Popular, e que pertencia a Rede Globo – A Globo queria transformar o jornal em 3o. maior de São Paulo e duplicar sua tiragem, o que não aconteceu).

Em: Último Segundo – IG 

J HAWILLA COMPRA DIÁRIO DE SÃO PAULO

O jornal que nasceu abolicionista e republicano em outubro de 1884, quando São Paulo era apenas uma pequena província, sob o nome de Diário Popular e que, depois de mais de um século e diferentes proprietários foi rebatizado Diário de S. Paulo, mudou de mãos.

O novo dono é o empresário e jornalista José Hawilla, que tem negócios na área de marketing esportivo, com a empresa Traffic, controla a TV Tem, afiliada da Rede Globo, e também a Rede Bom Dia, que edita jornais em cidades do interior de São Paulo.

Desde 2001, quando teve o nome trocado para Diário de S.Paulo, o jornal pertencia às Organizações Globo, companhia que controla a maior rede de empresas de comunicação do País, entre as quais a Rede Globo de televisão. O valor da operação não foi revelado. Mas, segundo estimativas, o valor pago ficou pouco acima de R$ 100 milhões – valor bem inferior ao pago pela própria Globo ao adquirir o jornal do ex-governador paulista Orestes Quércia, o penúltimo dono. Na época, os valores também não foram revelados, mas a compra foi avaliada em R$ 180 milhões.

Em comunicado divulgado no final da tarde de ontem, a Infoglobo, empresa que administra os produtos editoriais das Organizações Globo, informou que a decisão de venda foi motivada por uma proposta apresentada por J. Hawilla. A companhia da família Marinho, dona da Globo, mantém parceria há sete anos com o empresário por meio da TV Tem, que mantém quatro emissoras afiliadas da Globo que abrangem 318 cidades. Já a rede de jornais Bom Dia é composta por nove jornais diários que circulam em 100 cidades. As edições são preparadas nos municípios de Jundiaí, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto e distribuídas por franquias em Osasco, região do ABC paulista, Marília, Catanduva e Fernandópolis. No total, a Rede Bom Dia atingiu tiragem de 19.171 exemplares em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).

“A Traffic reconhece o grande valor da marca Diário de S. Paulo e pretende utilizá-la, juntamente com os demais ativos, na expansão territorial e ampliação da relevância de sua rede no mercado paulista”, diz o comunicado. No mesmo documento, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, diz que “a oportunidade da venda dos ativos relacionados ao título Diário de S. Paulo está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais”.

Com o Diário de S. Paulo, a rede de J. Hawilla chega à capital, onde não atuava e onde a disputa é bem mais acirrada. Executivos do meio publicitário e consultores do mercado dizem que o empresário tem intenção de alterar a atual linha editorial da publicação, hoje de cunho mais popular, para com isso ampliar seu público e concorrer com títulos tradicionais do mercado paulistano no segmento, como o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Hawilla confirma seu interesse em mexer no jornal, desde o design até o público-alvo, mas diz que não vai focar no público de maior poder aquisitivo. “Quero tornar o jornal competitivo, mas vai continuar sendo popular, embora um popular mais qualificado”, diz. Por enquanto, a equipe de 380 funcionários do jornal não deve ser alterada.

O empresário não estaria só motivado pelo bom momento vivido pelo setor jornalístico no Brasil, com novos títulos na praça, como o caso do recém-lançado Brasil Econômico. Hawilla faz questão de enfatizar: “Continuo acreditando em jornal impresso. Não acho que vai acabar. Não vai sofrer enfarte. Vai encontrar espaço em meio aos outros canais de comunicação.” 

INSUCESSO
Na época da compra do Diário Popular, a Infoglobo, que detém os jornais O Globo e Extra, ambos no Rio de Janeiro, comunicou a intenção de atingir uma tiragem média de 300 mil exemplares com o jornal que, então, detinha uma tiragem média declarada de 125 mil exemplares. Mas não chegou nem perto disso. O último dado disponível do Instituto Verificador de Circulação (IVC) informa que o Diário de S. Paulo, em agosto de 2009, teve tiragem de 54.969 exemplares.
 

 

– O Produto Encolheu!

Grandes empresas têm reduzido suas embalagens, e às vezes, o preço não corresponde à proporcional redução. Chocolates Nestlè, Unilever e outras têm se utilizado desse expediente. Outras, reduzem os custos da embalagem. Até onde os clientes se importam com isso?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/marketing/produto-encolheu-492827.html

O PRODUTO ENCOLHEU, por Melina Costa

Empresas reduzem as embalagens e mudam as fórmulas de produtos para cortar custos. A questão agora é convencer o consumidor de que isso também é vantajoso para ele.

Um olhar atento às gôndolas dos supermercados brasileiros revela a tendência: as embalagens dos produtos de consumo têm passado por um sucessivo processo de encolhimento. Primeiro elas diminuíram para atender à necessidade das novas famílias brasileiras, com menos filhos. Depois, encolheram para se encaixar nos orçamentos mais apertados dos consumidores emergentes da classe C. Agora, vivemos uma espécie de terceira onda de redução. Motivadas pelo apelo ecológico e pela necessidade de corte de custos, as empresas voltaram a diminuir as medidas de suas embalagens, que chegam a ocupar apenas um quarto do volume que ocupavam antes. Em alguns casos, a redução acontece com uma solução de design, sem que as quantidades sejam alteradas. Em outros, o produto é reformulado de tal maneira que, mesmo em versão compacta, tem o mesmo desempenho do original. Na vanguarda desse processo estão algumas das maiores empresas de bens de consumo do mundo, como Unilever e Procter&Gamble. Ambas já colocaram sua estrutura de inovação a serviço da redução e, recentemente, lançaram os produtos “liliputianos” no Brasil. Até o início de 2010, cinco grandes fabricantes de bens de consumo devem colocar nos supermercados brasileiros versões mais compactas de seus produtos. “Os fabricantes que já haviam reduzido suas embalagens ao limite mínimo passaram a alterar a formulação dos produtos para que ocupem menos espaço”, diz Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens.

Por trás dessa tendência há uma crescente preocupação com a eliminação do desperdício de matérias-primas. À frente desse movimento, estão colossos como o maior varejista do planeta, a rede Wal-Mart, que desde 2005 adotou o discurso verde como peça de resistência de sua estratégia de marketing. Há dois meses, a operação brasileira do Wal-Mart convocou alguns de seus fornecedores a diminuir em 5% o uso de material em caixas e pacotes até 2013. “Como contrapartida, damos mais visibilidade a esses produtos”, diz Daniela de Fiori, vice-presidente de sustentabilidade da rede no Brasil. A demanda de varejistas como o Wal-Mart está de certa forma casada a políticas ambientais de vários de seus fornecedores globais. É o caso da Coca-Cola. A empresa acaba de lançar no país uma versão compacta de sua garrafa de vidro com capacidade de 290 mililitros. Apenas com mudanças no desenho da embalagem, a Coca-Cola conseguiu reduzir 25% da quantidade de vidro utilizado sem alterar o volume de bebida oferecido ao consumidor.

Há o apelo ecológico. E há também, por trás da redução das embalagens, uma disputa cada vez mais acirrada por espaço no varejo. As prateleiras continuaram as mesmas, enquanto o número de produtos oferecidos pela indústria não parou de aumentar nos últimos anos. Apenas na categoria xampus, o número de marcas e variações disponíveis no mercado brasileiro passou de 3 000, em 2006, para quase 5 000 hoje, segundo dados da consultoria LatinPanel. Em um cenário assim, cada centímetro é precioso. A Procter&Gamble enfrenta um problema de espaço especialmente complicado. A empresa é uma das principais fabricantes de fraldas descartáveis, produto volumoso e cuja preferência do consumidor recai justamente por pacotões econômicos, com mais de 20 unidades. No final do ano passado, a P&G lançou uma versão 20% mais compacta de sua marca Pampers Noturna, graças ao desenvolvimento de um gel superabsorvente que eliminou parte do recheio das fraldas. “Com isso, conseguimos colocar mais produtos no mesmo espaço”, diz Paulo Koelle, diretor de marketing da multinacional.

O entusiasmo das empresas com as versões compactas dos produtos se explica pela combinação de vantagens que a redução proporciona. Garrafas, caixas e pacotes menores significam menos gastos com insumos para produzi-los e mais economia com transporte e estocagem. No ano passado, a Unilever lançou uma versão concentrada do amaciante de roupas Comfort, que permitiu a redução de sua garrafa de 2 litros para 500 mililitros. Segundo os cálculos da empresa, o novo produto permitirá uma economia anual de 1 600 toneladas de plástico e a utilização de apenas um terço dos caminhões anteriormente usados para o transporte. O grande esforço da Unilever, após o lançamento, tem sido convencer o consumidor de que o novo potinho é melhor do que o velho garrafão. A empresa já investiu 15 milhões de reais em marketing para explicar que o Comfort Concentrado rende o mesmo que o amaciante tradicional e, até o final ano, investirá outros 17 milhões de reais para explicar as economias geradas pela embalagem diminuta e mostrar que o produto custa menos que o tradicional. “Estamos introduzindo um conceito novo e sabemos que levaremos tempo para educar o consumidor”, diz Priya Patel, diretora de marketing da Unilever. No que depender das grandes empresas de consumo, o futuro será cada vez mais das embalagens pequenas.

– Clones Indianos

A Índia está na moda no Brasil, devido a novela da Rede Globo. Mas o que a novela não mostrou é a “clonagem de marcas” que assusta naquele país. Marlboro vira Marlbore, entre outras piratarias. E ninguém faz nada para acabar com esse crime, pois a cultura da cópia está embutida na cultura local:

 

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/07/17/artigo+marcas+ganham+clones+na+india+7354925.html

 

MARCAS GANHAM “SÓSIAS” NA ÍNDIA

 

As lojas são em número cada vez maior na Índia, graças a uma economia que ainda cresce e uma população jovem ávida por novos produtos de marca. Mas algumas marcas ocidentais – quando conseguem ultrapassar os obstáculos regulatórios para entrar no mercado indiano – podem ter uma sensação de déjà vu.

 

A Timberland, fabricante de botas de escalada e outros equipamentos para esportes ao ar livre, identificada pela árvore, que é a sua logomarca, e os sapatos duráveis, vai se deparar com a Woodland, que vende calçados e roupas similares e que também usa uma árvore como logomarca.
A Pinkberry, rede de sorvete de iogurte de Los Angeles, vai dar de encontro com a Cocoberry, que vende sorvetes de iogurte, também tem o mesmo logo e uma coleção similar de coberturas de frutas frescas e doces.

E o The Financial Times, jornal britânico impresso em papel rosa desde 1893, está envolvido numa batalha legal com a Bennet, Coleman & Co. Proprietária do maior jornal de língua inglesa da Índia, a Bennet publica, desde 1984, um suplemento de jornal em papel rosa chamado de The Financial Times. A Pearson, que publica o FT original, planeja publicar seu jornal na Índia, mas a Bennett Coleman está contestando esse direito nos tribunais.

Do mesmo modo que Bennett, a Woodland – sósia da Timberland – não é uma simples empresa familiar. Possui 230 lojas em todo o país e tem planos de abrir outras 50.

Os Estados Unidos há muito tempo vêm discutindo problemas de direitos de propriedade intelectual com a China, onde são falsificadas desde bolsas de famosos estilistas até iPhones e automóveis. Mas, como as grandes marcas consideram a Índia uma das poucas oportunidades de crescimento num mercado global anêmico, empresas e governos estrangeiros estão protestando contra a falta de proteção da propriedade intelectual no país.

A Índia poderá ser o melhor mercado do mundo para o crescimento das vendas no varejo este ano, segundo a consultora A.T. Kearney num relatório divulgado em junho. “A classe média educada, e cada vez maior, na Índia, quer lojas melhores e mais marcas e estilos globais.”

Wal-Mart, Carrefour e Tesco estão abrindo grandes lojas atacadistas, que vão vender para restaurantes e proprietários de pequenas lojas.

Dezenas de marcas estrangeiras que não entraram ainda no mercado indiano estão em busca de parceiros para formar joint ventures domésticas – uma exigência para se abrir uma loja no país.

Quando indagado sobre sua fonte de inspiração para a Woodland, Harkirat Singh, diretor gerente e integrante da terceira geração a administrar a companhia de calçados, diz que não é “só porque soa similar” que a Woodland está copiando a Timberland. Ele reconheceu que existe uma “semelhança”, mas acrescentou que “nossa linha é diferente da linha deles”.

Singh afirma que a entrada da Timberland no mercado indiano pode ajudar, e não prejudicar os seus negócios. As marcas estrangeiras “trazem mais percepção do que é um calçado de qualidade”, diz. “Os consumidores indianos compram nosso produto porque é bom e barato.” A porta-voz da Timberland, Robin Giampa, disse que “a imitação pela Woodland, de diversos modelos, reconhecidos e de valor, da nossa marca, é uma preocupação”. A empresa está processando legalmente a Woodland por “pirataria”.

Se a Timberland vai ganhar a ação, é uma dúvida. “Nossos tribunais já reconheceram que você não pode ter um enfoque isolado da lei de marcas e patentes”, disse Gayatri Roy, advogada do escritório Luthra & Luthram em Nova Délhi, sugerindo que os juízes decidem com frequência que marcas que são muito conhecidas no mundo não podem ser copiadas por ninguém na Índia, mesmo que as empresas detentoras dessas marcas não operem na Índia. Os tribunais indianos já decidiram nesse sentido, em favor de empresas como Whirlpool, Dunhill e Volvo, entre outras.

Com relação à Timberland e Woodland, porém, pode ser difícil para a Timberland provar que sua marca tem de ser protegida, disse a advogada. A Woodland começou suas operações em 1992, de modo que já criou a sua própria identidade, disse ela.

Indagado se o sorvete de iogurte Pinkberry foi a inspiração para o seu, o diretor executivo da Cocoberry, G.S.Bhalla, disse que queria criar uma marca “associada com natureza, saúde e responsabilidade social”. Acrescentou que “os nossos produtos, receitas, design da loja e filosofia são exclusivas e muito diferentes de qualquer outra marca no mundo”.

Algumas imitações são tão vagas que não lembram o original e nem podem ser consideradas uma ameaça – é o caso das lojas de conveniência “6Ten”, que, com seu símbolo azul e amarelo e as pilhas de grãos à venda, não devem competir com a 7-Eleven.

Em alguns casos, a imitação não é da marca, mas do que ela representa. Por toda a Índia, inúmeros condutores de motocicletas e patinetes trazem a logomarca vermelha e branca familiar dos cigarros Marlboro nos seus capacetes. Mas, examinando de perto, os logos trazem a palavra “Malborne” ou “Melbourne”. Os capacetes, produzidos por várias fábricas, são “basicamente cópias dos capacetes usados por Michael Schumacher quando corria pela Ferrari”, explicou Rahim Premji, sócio da loja de bicicletas Allibhai Premji Tyrewalla. Schumacher era, então, patrocinado pela Marlboro.

Mas as fabricantes de capacetes foram obrigadas a substituir o nome Marlboro depois que as autoridades indianas proibiram a propaganda de cigarros. E, claro, a Marlboro não entrou com processo contra a propaganda gratuita.