– Ferrari faz Recall!

É uma verdadeira onda de recalls em todo o mundo. Aqui no Brasil existem vários recalls da indústria automobilística em andamento. Mas um me chamou a atenção: até a Ferrari está fazendo recall!

 

FERRARI FAZ RECALL DE 1248 CARROS QUE PEGARAM FOGO

 

Por Marcio Orsolini

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/ferrari-faz-recall-1-248-carros-pegaram-fogo-593371.html

 

São Paulo – A montadora italiana Ferrari anunciou nesta quarta-feira (1/9) que vai recolher os 1.248 carros da linha 458 Italia fabricados neste ano, depois de uma série de acidentes em que os esportivos de luxo se incendiaram sem motivo aparente.

Incidentes do tipo ocorreram em pelo menos quatro países: Estados Unidos, França, Suíça e China. Uma equipe de engenheiros foi enviada para investigar os casos em cada país. Segundo eles, o problema estaria na cola usada durante a montagem de frisos na roda dos carros.

A Ferrari declarou que os donos dos automóveis destruídos devem receber um novo veículo. Os veículos que não apresentaram o problema poderão ter suas peças trocadas para evitar esses riscos.

– Ambev compra o Burger King

Um negócio bilionário: os brasileiros da AmBev acabam de fechar negócio com o Burger King. Se cuida, McDonald’s!

 

Extraído de: Ig Notícias

 

BRASILEIROS COMPRAM REDE AMERICANA BURGER KING POR 7 BILHÕES

 

Segunda maior rede americana de fast food é comprada por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles

A empresa de investimentos 3G Capital, do trio de investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, comprou nesta quinta-feira por US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 7 bilhões) o Burger King, a segunda maior rede americana de fast food.

A 3G Capital vai pagar US$ 24 por ação da Burger King Holdings, o que representa um prêmio de 46% sobre o valor da ação antes dos recentes rumores de mercado. Na quarta-feira, as ações da empresa já haviam dispardo 23%, para US$ 23,20, após a notícia ter sido revelada por jornais americanos.

O atual presidente do Burger King, John Chidsey, ficará no cargo durante o perído de transição. Depois disso, ele assume um cargo de co-presidente do conselho da empresa, ao lado do brasileiro Alexandre Behring, diretor administrativo da 3G Capital.

O trio de investidores brasileiros controla a Anheuser-Bush Inbev, a maior cervejaria do mundo, as Lojas Americana e a América Latina Logística (ALL), principal concessionária de ferrovias do Brasil. Juntos, eles têm uma fortuna avaliada em US$ 21 bilhões, segundo levantamento da revista Forbes.

Em queda

O Burger King desacelerou em relação ao principal rival, o McDonald’s, e outras cadeias de fast food, em meio às altas taxas de desemprego que atingem sua base de consumidores. Na semana passada, a companhia afirmou ver fraca demanda no atual ano fiscal em decorrência do lento ritmo de recuperação econômica nos EUA e dos programas de austeridade fiscal em diversos países da Europa.

O Burger King é considerado a segunda maior rede de fast food do mundo, atrás apenas do McDonald’s. São mais de 12 mil lojas espalhadas por todos os estados americanos e em 76 países. Aproximadamente 90% das lojas operam num sistema de franquias.No Brasil, o Burger King chegou em 2004, e as primeiras lojas foram inauguradas em São Paulo e em Brasília.

– Esperteza do Eike ou sobra de Dinheiro?

Eike Batista, o bilionário brasileiro e Midas em vários negócios, realmente é um cara esperto.

 

Declarou para que todos ouçam, no Roda Viva da TV Cultura: doou milhões para as campanhas eleitorais de Serra e Dilma, alegando ter medo de represálias.

 

Alguém acreditou no motivo? Tá na cara que ele quer se garantir com quem quer que se eleja…

– O Naming Rights do Corinthians, se os valores forem verdadeiros, será superior aos do resto do mundo!

 

Veja os seguintes números:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

 

Esses são os valores dos naming rights de algumas praças mundiais (em tradução simplória: direito de uma empresa comprar o nome de uma arena de eventos e usá-lo com o nome que bem entender).

 

Aqui no Brasil, causou surpresa o anúncio do Corinthians sobre a decisão de construir seu estádio através de uma parceria com a Construtora Odebrecht. A empreiteira dá um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e o Corinthians paga esse valor permitindo que a Odebrecht use o naming rights do estádio por 15 anos.

 

Compare com os valores acima. Enquanto que o Allianz Arena arrecada 6 milhões de dólares anuais, o Corinthians arrecadará 20 milhões de reais. Maior do que qualquer outra arena do mundo!

 

Segundo o site da Abril Esportes, em colaboração com a Gazeta Press (citação e link em: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/corinthians/estadio-corinthians-sera-financiado-pelo-bndes-1247057.shtml ), a negociação envolve totalmente o BNDES. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Assim, a Odebrecht solicitaria esse dinheiro do banco, sendo uma espécie de “barriga de aluguel” da grana. Uma espécie de “laranja” do negócio, com participação mais ativa do que os costumeiros intermediários.

 

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim Arsenal Stadium, devido a acordos do organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, Highbury.

 

É claro que a Odebrecht não usaria o nome de Odebrecht Arena; afinal, empresas utilizam produtos destinados a consumidores físicos ou as próprias marcas nos estádios. Qual o retorno que a Odebrecht teria com o naming right do novo estádio? Nenhum! A não ser que o revenda, por um valor mais alto ainda (o que é improvável de se obter). Sem contar que o brasileiro adora apelidos: Canindé, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Vivaldão, Castelão, Maracanã, Mineirão, Barradão, Teixeirão… (que mania de grandeza, não?)

 

O estádio servirá a Copa do Mundo em SP. E algumas coisas assustam: foram tantos laudos que o São Paulo FC enviou à FIFA, através da CBF, e nenhum satisfez. Problemas técnicos barraram o Morumbi. O Palmeiras não consegue nenhuma licença para o início das suas obras. E o Corinthians já teve o estádio aprovado e as licenças permitidas?

 

Coisas assim foram cantadas e contadas no prenúncio da Copa do Mundo no Brasil. E não deu outra… Tomara que nossos bolsos banquem tanta gastança…

 

E você, depois desse imbrólho: ainda é a favor de uma Copa no Brasil? Eu nunca fui…

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– Os Líderes mais Admirados na Administração, segundo o 4o. Semestre

Nesta semana, realizamos uma atividade que envolveu o tema “Carisma X Liderança no Mundo Organizacional”. Após muita discussão e debates, a classe foi convidada a elaborar uma relação com os 5 líderes mais admirados no universo da administração.

 

Eis os números de toda a classe:

 

1- Bill Gates, da Microsoft (20 menções)

2 e 3 – Akio Toyoda, da Toyota / Maria Luiza Helena, do Magazine Luiza (16 menções)

4 e 5 – Guilherme Leal, da Natura / Abílio Diniz, do Pão de Açúcar (15 menções).

 

Claro que ocorreram mais citações, como Roberto Justus, Steve Jobs e outros; mas aqui estão os 5 primeiros.

 

Esses são os CEOs mais admirados pela nova geração de Administradores de Empresas.

– Oportunismos na F1

Saber aproveitar oportunidades é muito bom: para quem assistiu o GP da Bélgica, no último domingo, percebeu que Felipe Massa se reidratava numa chamativa botilha do Guaraná Antártica. Além disso, percebeu uma gigantesca propaganda do Burger King na escuderia alemã BMW.

O que as duas marcas têm em comum? Ambas querem se internacionalizar (o guaraná quer começar a alçar mercado estrangeiro, enquanto que a lanchonete quer se europeizar).

Vale tudo no marketing de emboscada! A TV mostrou involuntariamente seus sponsors no mundo inteiro…

– Nasce o maior produtor de Álcool do mundo

Nasce uma gigante na produção de cana-de-açúcar: com a união da Shell e da Cosan (que administra a Esso no Brasil), cria-se a maior empresa produtora de etanol e de açúcar do mundo. Com um detalhe: se o bilionário Rubens Ometto (dono da Cosan) vier a falecer, a Shell tem a preferência na compra da empresa.

 

Extraído da Revista “Posto Hoje”, edição eletrônica de 30 de agosto de 2010.

 

Cosan e Shell assinam acordo definitivo para criação de gigante de etanol

 

As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. A brasileira Cosan anunciou quarta-feira que foi assinado o acordo definitivo com a americana Shell, uma das maiores companhias mundiais do setor petrolífero, para a criação de um joint-venture (sociedade conjunta) na área de produção de etanol, açúcar e energia e suprimento, bem como distribuição e comercialização de combustíveis. As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. O acordo firmado mantém as linhas gerais já publicas no início de 2010: a Shell deve aportar um montante de US$ 1,6 bilhão na sociedade conjunta num prazo de dois anos; a Cosan deve transferir todas as suas usinas de açúcar e álcool para a joint-venture, inclusive todos os seus projetos de cogeração de energia e as unidades de distribuição e varejo de combustíveis. A Shell também deve transferir à joint-venture todo os seus ativos brasileiros na área de distribuição e varejo de combustíveis, além de sua participação em empresas de pesquisa no segmento de biomassa (incluindo etanol). O documento divulgado hoje pela Cosan revela que a nova sociedade conjunta terá três divisões: uma voltada para a produção de açúcar e álcool (etanol); outra para a distribuição de combustíveis, já contando com uma rede de 4.500 postos; e uma empresa de administração, em que Cosan e Shell devem repartir o controle igualmente. A formação da sociedade conjunta está prevista para o primeiro semestre de 2011. Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, será o presidente do Conselho de Administração da nova joint-venture, sendo que a Shell deve nomear três dos seis membros previstos.

 

Shell poderá comprar a Cosan caso usineiro morra 

 

Empresas detalham acordo de joint venture global de etanol. A anglo-holandesa Shell poderá exercer o direito de compra da participação da Cosan, a maior usina de açúcar e álcool do Brasil, na joint venture fechada entre ambas, caso o controlador da empresa brasileira, o bilionário usineiro Rubens Ometto, morra ou fique inválido. Os termos do acordo da joint venture foram publicados na manhã de quarta-feira pela Cosan. As duas empresas anunciaram em fevereiro um acordo para unir suas operações no Brasil, que inclui os negócios de açúcar e álcool da Cosan, além da área de distribuição de combustíveis – a rede de postos Shell e a da Esso, esta última controlada pelo grupo brasileiro. O objetivo é transformar a joint venture num player global no setor de etanol. Herdeiro de uma família de usineiros, Rubens Ometto, que tem 60 anos, transformou a Cosan na maior empresa do setor nas últimas décadas. Ele é dono de uma fortuna calculada em US$ 2,1 bilhões, segundo a revista Forbes.

– Danone e o Prejuízo com a Parceira

Algumas empresas sofrem pela má escolha dos parceiros. Em nossas aulas de “Gestão de Serviços e Terceirização”, costumamos falar sobre a importância da escolha dos terceiros.

Pois bem: a Danone teve que pagar os funcionários da Construtora que ela contratou para sua nova fábrica cearense. Olha que prejuízo:

(Extraído de Leite, Paulo Moreira. A Danone se Livrou do Desastre. Coluna Vamos Combinar, Revista Época, pg 39, ed 24 de maio de 2010.)

A DANONE SE LIVROU DO DESASTRE

Depois de investir R$ 60 milhões na reforma de uma fábrica de iogurte em Maracanaú, no Ceará, a multinacional Danone, uma das maiores do mundo na produção de derivados de leite, acaba de se recuperar num negócio que ameaçava transformar-se em desastre. A obra atrasou meses e não ficou pronta. Os salários dos funcionários também atrasaram. As obrigações trabalhistas já não eram pagas havia meses. Diante de uma situação de alto risco, a Danone decidiu intervir. Afastou a Construtora Giga, de São Paulo, encarregada do serviço. Acertou as dívidas e os compromissos atrasados e agora toca o projeto com uma nova parceria. Procurada para comentar o caso, a Giga não designou quem pudesse prestar esclarecimentos sobre o assunto.

– As 100 Melhores Empresas para trabalhar!

A Revista Época desta semana trouxe a premiação das 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Ganhou a Google, com destaque para Magazine Luiza, Fiat, Plascar e Bradesco.

Para pesquisar por setor, cidade ou empresa, clique no link da própria revista, em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI164117-17445,00-AS+MELHORES+EMPRESAS+GPTW.html

– Maus Pagadores da Universidade Carioca: um dos fatores relevantes na briga de Estácio X Anhanguera pela liderança das Universidades Privadas

A Universidade Estácio de Sá e a Anhanguera travam uma briga muito interessante: quem liderará o mercado de estudantes universitários no Brasil?

 

Compartilho um artigo interessante da Revista Exame (citações abaixo), a respeito das medidas tomadas pela Estácio (agora do grupo GP, aquele mesmo que coordenou a venda da Kolynos para Colgate, Lacta para Kraft e Antártica para Bhrama) para retomar a liderança.

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0973/negocios/esse-tem-dar-certo-584920.html?page=1

 

ESSE TEM QUE DAR CERTO

 

Depois de uma série de maus resultados, a GP centra esforços em um de seus maiores investimentos: a Universidade Estácio de Sá. – por Renata Agostini

 

O paulista Eduardo Alcalay desembarcou no Rio de Janeiro em dezembro de 2008 com uma missão inédita em sua carreira. Aos 41 anos de idade, dez deles passados no banco Garantia e na GP Investimentos, a maior gestora de fundos de private equity do país, Alcalay sempre atuou nos bastidores. No mítico banco criado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, coordenou operações importantes, como a venda da Kolynos à Colgate, a venda da Lacta à Kraft e a compra das operações da Pepsi na América Latina pela AmBev (então Brahma). Na GP, onde é sócio desde 2005, foi o responsável por aquisições como a da mineira Magnesita, um negócio de 1,2 bilhão de reais fechado em 2007. As articulações de grandes fusões e aquisições, porém, ficaram em segundo plano desde que ele assumiu a presidência da universidade fluminense Estácio de Sá – sua primeira experiência no comando de uma empresa. Desde maio de 2008, quando a GP pagou 259 milhões de reais para arrematar 20% da universidade (um negócio conduzido pelo próprio Alcalay), a Estácio logo se tornou uma das maiores apostas da gestora – sobretudo pelo enorme potencial de crescimento do setor de educação. Essa expectativa de retorno nunca foi tão alta quanto agora. Em junho, a GP amargou um prejuízo de 140 milhões de dólares ao vender a Imbra, empresa de serviços odontológicos adquirida em outubro de 2008. Em outra frente, a gestora luta para reestruturar a San Antonio, especializada em perfuração de poços de petróleo – comprada por 1 bilhão de dólares em agosto de 2007, a companhia perdeu quase 70% de seu valor desde a compra até março, quando foi divulgado o último resultado. Esses maus investimentos fizeram com que as ações da GP caíssem cerca de 30% neste ano – e levaram o mercado a acompanhar o desempenho da Estácio, a terceira maior empresa em valor de mercado entre as dez do portfólio da GP, com atenção redobrada. “Essa tem que dar certo”, diz o próprio Alcalay, resumindo o estado de espírito dos sócios da gestora.

A tarefa do executivo é particularmente espinhosa porque a Estácio vem perdendo fôlego nos últimos anos. Fundada em 1970 pela família Uchoa, que ainda detém 52,6% de participação, a Estácio tornou-se a maior empresa de ensino superior do país no final dos anos 90. Embora tenha mantido o posto por uma década, a empresa viu sua principal concorrente – a paulista Anhanguera – avançar a passos largos. Nos últimos três anos, enquanto a Estácio aumentou em apenas 15% o número de matrículas, a Anhanguera quintuplicou seu total de estudantes, roubando a liderança no ano passado (em número de alunos). Paralelamente, a falta de sistemas eficientes de controle de custos e de cobrança fez a Estácio colecionar maus pagadores e perder rentabilidade. Hoje, a margem de lucro da Estácio é de 12%, a menor entre as companhias abertas do setor. No final de 2009, depois de analisar a situação dos inadimplentes, a universidade teve de reconhecer em balanço um calote de 60 milhões de reais em mensalidades atrasadas. “A Estácio possuía escala, mas não conseguia tirar vantagem disso”, diz Vitor Pini, analista do Bradesco.

Para reverter esse cenário, uma das primeiras medidas do executivo foi cortar custos. Até maio do ano passado, cada um dos 73 campi possuía os próprios departamentos financeiro, jurídico e de compras. Hoje, todos os serviços administrativos estão centralizados na sede da empresa. Também foi extinta mais da metade dos cargos de direção – dos 219 restaram 90. No total, a “limpeza” promovida pelo sócio da GP eliminou quase 1 500 dos antigos 5 700 funcionários administrativos. Ao mesmo tempo, a empresa iniciou uma ofensiva para melhorar sua imagem e aumentar o alcance da marca, num investimento de cerca de 50 milhões de reais. No início de 2009, o apresentador Luciano Huck foi contratado como garoto- propaganda de uma campanha publicitária veiculada nos 16 estados em que a Estácio opera. Em maio, a universidade estreou uma nova campanha de televisão com depoimentos de jovens dizendo que se formaram na Estácio e são profissionais bem-sucedidos. Essas medidas já trouxeram alguns resultados. O mais visível deles foi o aumento do lucro, da ordem de 9% no ano passado, depois de uma queda de 1% em 2008.

A intervenção mais profunda, no entanto, começou a ser executada apenas neste ano. O número de cursos oferecidos caiu quase pela metade, de 140 para 78. Foram cortadas graduações, digamos, exóticas, como administração de Carnaval. Das que restaram, em 41 delas foi adotado um sistema em que disciplinas comuns são compartilhadas por alunos de cursos diferentes. Desde agosto do ano passado, a rede lançou 24 cursos de graduação e pós a distância para ganhar mais alunos e manter os custos baixos. Hoje há 16 000 alunos matriculados na Estácio em cursos a distância, representando 3% do faturamento total da empresa. Mas o potencial de crescimento dessa modalidade de ensino é enorme. A estimativa é que o número de estudantes a distância no ensino superior chegue a 1,4 milhão em todo o país em 2012, quase um terço de todas as matrículas da rede privada. A Anhanguera, que entrou nesse mercado em 2007, possui 130 000 alunos em cursos a distância – 40% de toda a sua base de estudantes. “É disparado o segmento que mais cresce”, diz Ricardo Scavazza, diretor de relações com investidores da Anhanguera.

Uma eventual retomada da liderança deve passar também pela compra de concorrentes. Em janeiro, Alcalay montou um time com três especialistas em fusão e aquisição. A equipe mapeou 130 instituições de ensino que, juntas, somam 600 000 alunos e seriam potenciais alvos de aquisição. A meta é aumentar o número de alunos em 120 000 com as aquisições. “A essa altura, já deveria ter fechado algum negócio”, diz Alcalay. A pressa se explica em grande medida pelo aquecimento do setor de educação no país. O grupo mineiro Kroton, terceiro maior do país, comprou a rede mato-grossense Iuni no início deste ano e dobrou de tamanho. Em julho, houve duas outras operações. A Abril Educação (empresa do Grupo Abril, que edita EXAME) anunciou a compra do grupo Anglo e se tornou a segunda maior rede de sistema de ensino do país. O grupo inglês Pearson comprou parte do SEB, dono das escolas COC. A Anhanguera planeja triplicar o número de estudantes em cinco anos, especialmente por meio de aquisições. Ninguém vai ter vida fácil daqui em diante – disso Alcalay não tem a menor dúvida.

– O Homem de quase 6 bilhões de reais!

Se você tem “um pé atrás” com os gastos com os Jogos Olímpicos e com a Copa do Mundo, terá os “2 pés bem atrás” após esta matéria: Como Nuzman vai gerir os 5,6 bilhões de reais para o Rio-16 (valor mínimo, caso não exista contratos emergenciais). Dá calafrios só em imaginar que o dinheiro é nosso…

 

Extraído da Revista Exame, Ed 11 de agosto de 2010, pg 34-39, por Nicholas Vital.

 

O CHÁVEZ DA OLIMPÍADA

 

Carlos Nuzman mudou as regras do Comitê Olímpico Brasileiro para se manter na presidência até 2016 – serão 21 anos no comando. Denunciado por irregularidades nas contas da entidade e do Pan 2007, cabe a ele gerir 5,6 bilhões de reais para montar a Olimpíada no Rio, por Nicholas Vital

 

Poucos homens no mundo podem gabar-se de ter derrotado o presidente americano Barack Obama em uma eleição. Um deles é o carioca Carlos Arthur Nuzman, de 68 anos, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A vitória de Nuzman sobre Obama aconteceu na noite de 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, quando o Comitê Olímpico Internacional anunciou a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, deixando para trás Madri, Tóquio e a Chicago de Obama. A notícia desencadeou uma série de comemorações no Brasil, especialmente no Rio, onde milhares de pessoas foram às ruas festejar. Poucos tinham tanto motivo para comemorar quanto Nuzman, para quem a escolha foi uma vitória pessoal. Após três candidaturas frustradas, ele finalmente havia convencido os exigentes dirigentes do comitê internacional de que o Brasil tem condições de organizar uma Olimpíada em alto nível. “Foi a maior conquista olímpica de nossa história”, diz Nuzman.

É com a mesma determinação que demonstrou durante o processo de candidatura do Rio que Nuzman manda no esporte brasileiro desde 1995, quando herdou a presidência do COB de André Richer, hoje vice-presidente da entidade. Há 15 anos a dupla comanda o comitê olímpico com mãos de ferro. Administram verbas milionárias recebidas do governo federal – em 2008, último dado disponível, foram 93 milhões de reais – cercados de polêmicas. Alvo de denúncias por irregularidades nas contas da entidade e pelo escândalo de superfaturamento nos Jogos Pan-Americanos de 2007, Nuzman agora será o principal responsável por um orçamento de 5,6 bilhões de reais para a organização da Olimpíada no Rio de Janeiro. Desta vez, garante que não haverá estouro no orçamento. No entanto, a seis anos do evento, os primeiros problemas começam a aparecer. Até agora, o COB não prestou conta dos 44 milhões de reais gastos na candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos, fato que obrigou o Tribunal de Contas da União a instaurar um inquérito para apurar a aplicação dos recursos.

Nuzman é um homem cuja vida está estreitamente ligada ao esporte. Como jogador de vôlei, representou o Brasil na Olimpíada de Tóquio, em 1964. Encerrada a fase de atleta, formou-se em direito e trilhou carreira como dirigente. Teve breve passagem pela Federação de Vôlei do Rio de Janeiro até chegar, em 1975, à presidência da Confederação Brasileira de Vôlei, onde ficou por 20 anos. À frente da CBV, tornou uma potência a até então inexpressiva seleção brasileira. “O Nuzman foi o grande responsável pela transformação do vôlei brasileiro”, afirma William Carvalho, capitão do time que conquistou a medalha de prata na Olimpíada de 1984.

O sucesso o credenciou ao cargo de vicepresidente do COB, posto que ocupou de 1992 a 1995, quando se beneficiou da renúncia de André Richer para assumir a presidência da entidade – e de lá não saiu mais. Logo em sua primeira eleição à frente do COB, em 1998, Nuzman promoveu uma mudança no estatuto que esticou o mandato em dois anos. A manobra também permitiu a criação do polêmico artigo 26, que restringe o direito de concorrer à presidência do COB a quem é membro da entidade há pelo menos cinco anos consecutivos, o que eliminou a maioria dos concorrentes. Cercado de aliados, venceu as eleições de 2004 e de 2008 em chapa única. Quer ficar na presidência pelo menos até 2016 – já dá a eleição de 2012 como ganha -, quando completará 21 anos à frente da entidade, uma permanência de matar de inveja “democratas” como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A longevidade no poder não é exatamente uma novidade no meio esportivo, mas no Comitê Olímpico Internacional há um limite de permanência na presidência de 12 anos. Em muitos aspectos, a trajetória de Nuzman é idêntica à de Ricardo Teixeira, cartola responsável por organizar outro evento bilionário, a Copa do Mundo de 2014, que dirige a Confederação Brasileira de Futebol há 21 anos sem adversário que lhe faça sombra.

No meio esportivo, quase ninguém se atreve a enfrentá-lo. Um dos poucos críticos a seu trabalho, Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, diz que faltam critérios ao COB. Segundo ele, toda a verba destinada ao esporte (exceto, é claro, o futebol) no Brasil é gerida por Nuzman, que a distribui entre as confederações de acordo com seu interesse. “O dinheiro é um instrumento político. Nuzman tem a chave do cofre, e as pessoas o temem por isso”, diz Azevedo. Desde 2001, o Brasil conta com a Lei Piva, que destina 2% da arrecadação das loterias federais aos esportes olímpicos e paraolímpicos. Mas apenas parte do dinheiro chega aos esportistas. Dos 93 milhões de reais transferidos ao COB pela Caixa em 2008, quase 26 milhões foram gastos com a estrutura administrativa da entidade.

Um episódio recente, o do advogado Alberto Murray, evidenciou que críticas ao homem forte do COB não fazem bem à carreira dos dirigentes. Ex-diretor jurídico da Federação Aquática Paulista e membro do COB até meados de 2009, Murray virou desafeto de Nuzman ao acusá-lo, no ano passado, de uso do cargo em benefício próprio. “Aquilo se tornou um balcão de negócios”, diz Murray. A resposta de Nuzman às críticas foi rápida. Bastou um telefonema para Miguel Cagnoni, presidente da federação aquática, para que Murray fosse demitido e excluído dos quadros do COB. Murray, por sua vez, segue atacando Nuzman toda vez que encontra alguma irregularidade. Os Jogos Pan-Americanos do Rio foram um prato cheio para o advogado. Visto pela comunidade olímpica como um evento de menor importância, o Pan custou 3,5 bilhões de reais aos cofres públicos, cerca de nove vezes o previsto no orçamento inicial.

O Tribunal de Contas da União já encontrou indícios de superfaturamento em diversas obras, mas os processos ainda não foram concluídos. No estádio João Havelange, o Engenhão, o TCU apontou problemas em 17 dos 22 itens analisados. Resultado: a obra, que deveria custar 60 milhões de reais, saiu por 400 milhões. Nuzman nega o superfaturamento e afirma que o estouro se deu por ajustes no plano original, que previa um evento mais modesto. Terminado o Pan, o Engenhão foi entregue ao Botafogo – único clube a apresentar proposta para arrendamento -, que ganhou o direito de exploração por 20 anos. O aluguel mensal é de 36 000 reais. Se esse retorno for mantido, serão necessários 925 anos para amortizar o investimento público no estádio.

Para a Olimpíada de 2016, o orçamento total previsto beira os 30 bilhões de reais. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, também presidido por Nuzman (esta é a primeira vez na história que o presidente do comitê olímpico do país-sede acumula a função), terá cerca de 5,6 bilhões de reais – sendo 1,4 bilhão da União – para cuidar de toda a estrutura do evento. O restante da conta será pago com dinheiro público. Cerca de 23 bilhões de reais deverão ser investidos pelos governos federal, estadual e municipal para a construção de novas instalações esportivas e obras de infraestrutura, como a melhoria no sistema de transporte do Rio de Janeiro. Para os especialistas, a tendência é de novo estouro no orçamento, a exemplo do que ocorreu no Pan. “O Nuzman inventou o orçamento flexível”, diz Antonio Roque Citadini, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. “Ele apresenta um orçamento mais modesto para que seja aprovado, mas só se saberá o custo real ao final das obras.”

Enquanto os Jogos de 2016 não chegam, o COB segue sorvendo verbas públicas milionárias. No fim de julho, o Ministério do Esporte liberou mais 100 milhões de reais às confederações para ajudar na preparação dos atletas brasileiros. Cerca de 20% dos recursos serão aplicados na reforma de dois complexos esportivos inaugurados há menos de três anos: o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo de Jacarepaguá, ambos no Rio de Janeiro. O Maria Lenk, que custou 85 milhões de reais aos cofres públicos para servir ao Pan, não terá condições de receber as provas de natação da Olimpíada. Em 2016, abrigará apenas provas do nado sincronizado, saltos ornamentais e polo aquático – uma nova estrutura terá de ser feita para a natação. Já o Velódromo, construído com madeira importada da Sibéria, custou 12 milhões de reais e ficou ocioso após o Pan. Só voltou a chamar a atenção devido à gravação de cenas da novela global Passione com os galãs Cauã Raymond e Kayky Brito. “As pessoas se apegam a números frios e esquecem do legado que ficará para a cidade do Rio de Janeiro”, afirma Nuzman. A julgar pela herança deixada pelo Pan, os cariocas – e os brasileiros em geral – têm de começar a se preocupar desde já.

– TAM + LAN = LATAM. Criada a Maior Empresa Aérea da América Latina!

O nome é horrível, mas a rentabilidade deve ser aprazível.

 

A brasileira TAM acertou a fusão com a chilena LAN, criando uma nova aérea de 40.000 funcionários (será que o número é maior do que o da Varig nos áureos tempos?), voando para quase 200 destinos, sendo a 10ª maior do mundo. Um negócio espetacular tanto para a aviação quanto ao mercado.

 

Sempre que se fala de fusão, brinco que é um nome bonito para sinalizar que um gigante comprou outro, já que na prática é assim que funciona. Lembram da criação da AMBEV? No discurso, a “número 1” se juntou com “a melhor do Brasil”. Na prática, a Bhrama comprou a Antártica. E dos bancos? Itaú Unibanco na verdade foi a compra do primeiro sobre o segundo.

Nesse raciocínio, sabendo que para voar no Brasil a empresa tem que ter um proprietário majoritário nato brasileiro, a TAM comprou a LAN e criou uma nova empresa brasileira com a aquisição do concorrente chileno.

Curiosidade: LAN quer dizer Linhas Aéreas Nacionales; já a TAM muda conforme o serviço realizado: Transportes Aéreos Marília, Transportadora Aérea do Mercosul e assim vai.

O que significaria LATAM? Sugestão: Latino Americana de Transportes Aéreos do Meridiano!

Nossa, ficou feio… Mas acho melhor que LATAM, não?

E você, o que acha dessa fusão? Deixe seu comentário!

 

Acréscimo posterior: a empresa valerá 9,2 bilhões!

– Árbitro Maradona em Paris

Passada a Copa do Mundo, ainda vejo a engraçada propaganda da grife francesa Louis Vuitton. Aproveitando a época de entusiasmo futebolístico, a empresa lançou na ocasião um vídeo onde Maradona é juiz de uma partida de pebolim. Os times? Um jogado por Pelé, outro por Zinidine Zidane.

O cachê deve ter sido fraco, não?

Assista ao vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u724939.shtml

– PME poderão ter benesses para Jogos Olímpicos e Copa Brasileira

Um projeto bem intencionado e propício aos novos tempos será colocado em pauta: a destinação de licitações em até 30% de obras para a Copa e Olimpíadas exclusivo para as Pequenas e Médias Empresas (pme), de acordo com a proposta do Sebrae.

Apesar de serem deixadas muitas vezes de lado, as PME brasileiras são as maiores geradoras de emprego do país. Veja como funcionará, caso a ideia vingue: (extraído de Último Segundo)

PEQUENAS QUEREM 30% DAS OLIMPÍADAS E DA COPA

Projeto tenta criar cota para que pequenas empresas vendam obras e serviços nos jogos; lei das licitações é maior obstáculo

Por Sandra Lorenzi

Pelo menos 30% dos investimentos na preparação do País para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro e para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil devem cair no caixa de empresas com faturamento de até R$ 2,4 milhões anuais. Pelo menos, no que depender do Serviço de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), que vem trabalhando nos bastidores da organização dos eventos. A entidade revelou informalmente a ministros e representantes empresariais que vai propor uma espécie de cota para pequenas empresas nos contratos das obras e de prestação de serviços para infraestrutura dos jogos.

O Sebrae tem em vista de R$ 7,8 bilhões a R$ 10 bilhões do total de gastos que virão até 2016 a partir dos Jogos Olímpicos. A ideia ainda está sendo transformada em projeto para então seguir para o governo federal. “Estamos construindo internamente este plano”, afirma Dival Schmidt, coordenador de Projetos de Turismo do Sebrae. “Já realizamos seminários sobre o assunto, que contaram com a presença de ministros e outros representantes empresariais.” 

O projeto que prevê uma parcela dos gastos públicos e privados para as pequenas empresas se inspira no modelo aplicado aos contratos que prepararam a África do Sul para a Copa do Mundo deste ano, segundo Schmidt. “O que eles estão fazendo por lá pode ser aplicado ao Brasil”, diz. “É o que estamos priorizando.” O governo da África do Sul estabeleceu metas de nacionalização na compra de bens e serviços para os |Jogos, além de ter também garantias de encomendas para os pequenos empresários, segundo o Sebrae.

Fornecedor mais barato

Especialistas não descartam a possibilidade de o governo vincular parte dos gastos nas obras para pequenos empreendedores, mas ponderam que há limitações impostas pela Lei de Licitações, a famosa 8666. O consultor em contas públicas Raul Velloso lembra que a legislação obriga o governo a optar sempre pelo fornecedor mais barato. Dificilmente, destaca ele, as empresas pequenas têm escala para conseguir vender produtos ou serviços mais baratos que as grandes. “Imagino que se as pequenas e médias empresas entrarem, isso terá que ser em outra etapa”, disse.

O secretário especial da Prefeitura do Rio para a Copa 2014 e para a Rio 2016, Ruy Cezar, vai mais longe na análise: “Para as pequenas empresas participarem das licitações, vão ter de mudar a lei de licitações”.

Por outro lado, o governo federal já deu provas de que é possível fomentar a cadeia produtiva até os pequenos empresários no caso do setor de petróleo. As licitações de plataformas, por exemplo, são realizadas com empresas de grande porte. A exigência de conteúdo local elevado, contudo, garante a presença das pequenas empresas brasileiras no processo, pois os concessionários devem comprar produtos com componentes nacionais, conforme estabelecem regras do setor.

Investimento bilionário

Os investimentos totais nas Olimpíadas de 2016 estão estimados em R$ 28,8 bilhões, de acordo com o Comitê Rio 2016. O custo direto na operação dos Jogos, montagem de instalações temporárias e estruturas de apoio deverá ser de R$ 5,6 bilhões, valor que contará com aportes dos governos federal, estadual e municipal, do Comitê Olímpico Internacional e do setor privado.

Já a construção de novos estádios e arenas, bem como sistemas de transportes e ferrovias, reformas em aeroportos e rede hoteleira precisarão de um orçamento da ordem de R$ 23,2 bilhões. Governos e empresas vão bancar estas obras.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ) prevê R$ 15 bilhões para a cidade em obras de construção civil e infraestrutura, entre estádios, pontes e pavimentação. O sistema de transportes da cidade deve receber pelo menos R$ 7 bilhões e o setor hoteleiro deve receber mais R$ 1 bilhão. A maior parte dos recursos aplicados pela indústria de hotéis será direcionada a pequenas e médias empresas, fornecedoras de bens e serviços de segurança, limpeza, material de construção, redes elétricas, paisagistas, tradutores, alimentação, entre outros.

“O setor de turismo é dos que mais beneficia pequenas empresas, com hotéis, bares e restaurantes. No setor de transportes, a cadeia produtiva de metal-mecânica é formada na sua maior parte por pequenos fornecedores, o que inclui fabricantes de trilhos e peças”, afirma Vanessa Cohen, gestora de projetos do Sebrae-RJ.

Transportes

O Rio deve reformular a malha ferroviária e rodoviária nos próximos anos, com a construção de corredores expressos para ônibus, novas linhas e expansão de ferrovias e metrô. Ruy Cezar enumera oportunidades para pequenos e médios empresários nas obras e serviços necessários aos eventos. “As grandes empresas que vencerem essas licitações vão precisar de fornecedores para tudo: para ladrilhos, material esportivo, seguranças, lavanderias, tradutores, paisagistas, cursos etc”, afirma Cezar. “Serão investimentos que vão se transformar em grande legado para a cidade, em transporte, meio ambiente, segurança, capacitação.”

– Ford vende a Volvo para os chineses da Geely

Confesso que me surpreendi ao ler tal negócio. A Ford resolveu vender a Volvo, e a compradora, a chinesa Geely, manterá a marca e quer dobrar a sua produção, construindo a maior fábrica de carros de luxo do mundo na China

 

Extraído de:

http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201008021140_RTR_1280749216nN02256818

 

MONTADORA CHINESA CONCLUI AQUISIÇÃO DA VOLVO POR US$ 1,8 BI

 

A chinesa Geely anunciou nesta segunda-feira a compra da Volvo, controlada pela Ford, por US$ 1,8 bilhão, em um negócio que marca a maior aquisição no país asiático de uma montadora de veículos estrangeira.

Stefan Jacoby, ex-executivo da Volkswagen na América do Norte, será o novo diretor presidente da montadora. O presidente do conselho da Geely, Li Shufu, chamado de Henry Ford da China, chegou a ser indicado para ser chairman da Volvo.

O acordo reflete de muitas maneiras o rápido crescimento da China na indústria automotiva, depois que superou os Estados Unidos no ano passado como o maior mercado do mundo.

A Geely, que começou a fabricar carros em 1986, afirmou na semana passada que havia recebido todas as aprovações governamentais necessárias para a compra da Volvo.

Com a conclusão da operação, o desafio da Geely será restaurar o lucro da Volvo no longo prazo. A Volvo teve receita de US$ 12,4 bilhões em 2009 com a venda de 334 mil veículos, mas teve um prejuízo antes de impostos de US$ 653 milhões.

O plano da Geely prevê a utilização do nome da marca sueca para produzir carros de luxo na China, enquanto manterá operações na Europa para abastecer o mercado internacional.

A Geely vai injetar US$ 900 milhões em capital na Volvo, além dos US$ 1,8 bilhão que já está pagando para comprar a empresa da Ford.

Os planos da montadora chinesa preveem que a nova fábrica da Volvo na China quase dobre a capacidade anual global de produção da companhia, que tem como meta vender 150 mil automóveis Volvo por ano no país asiático até 2015.

– Liderança ou Chefia?

Compartilho excepcional texto de Heródoto barbeiro, reproduzido pelo prof José Renato Santiago, a respeito das diferenças entre Liderança X Chefia.

 

Abaixo, extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html

 

LIDERANÇA OU CHEFIA?

 

Por Heródoto Barbeiro

 

Hoje o personagem mais solicitado na sociedade é o líder. Ele é aquele tipo que é capaz de incentivar as pessoas, motivá-las e apontar o norte. Ele tem coragem de jogar sua carreira fora, mas tem coragem. Não é um louco como os líderes que levaram a humanidade ao holocausto da Segunda Guerra mundial, mas é capaz de inebriar pessoas e correr riscos calculados. Em todas as instituições o líder é aquele que faz a diferença, e que quando tudo parece perdido,. arruma forças para chamar todos para a luta em prol de um ideal, uma meta, um objetivo a ser alcançado e que vai favorecer a todos.As corporações estão sempre na busca de líderes para os negócios e se empenham na formação ou contratação dessas pessoas que vão fazer parte do seu capital humano. Desafios e oportunidades de crescimento são os incentivos para que essas lideranças desenvolvam o trabalho que é solicitado. Os funcionários das empresas querem trabalhar com o líder e não com o chefe. Líder e liderados compõem uma cumplicidade ética e juntos são capazes de chegar onde apenas a ordem, o comando, a punição, a ameaça não são capazes de fazer chegar. Uma coisa é fazer algo que se acredita, outro é apenas cumprir ordem, não se comprometer e fazer o mínimo para ter um desgaste pequeno.

 

Os líderes estão em toda parte e vão da obtenção de resultados econômicos, financeiros até da conquista da audiência da opinião pública. Por exemplo a  liderança na divulgação de notícias não é simplesmente um instrumento para manipular as pessoas, por isso os limites éticos são indispensáveis na ação do líder. O que importa é a credibilidade e a reputação. A liderança nunca é um fim em si mesma, mas está a serviço de uma comunicação eficaz e eficiente. A organização deve e pode divulgar nos veículos de massa os seus sonhos. Algumas usam isso tanto na publicidade como no marketing com excelentes resultados de faturamento, admirabiulidade e reputação, no entanto são poucas as empresas que lançam mão desse atributo quando divulgam suas ações na mídia. A sociedade capitalista contemporânea desenvolveu mais complexidade e incorporou elementos simbólicos de legitimação como honra, bondade, bom senso, religiosidade, bom caráter, aproximação entre pessoas e povos. Estes atributos tem uma capacidade imensa de legitimar a liderança perante as massas. Liderança e sonhos são atributos que sempre andam juntos.

 

Veja o recente exemplo da Copa do Mundo da África do Sul. O relacionamento do técnico Dunga com os jornalistas era de constante atrito e disputa pela palavra final.ele tinha autoridade que lhe foi confiada pela CBF..  A imagem de Dunga na beirada do campo só confirmou o que tudo mundo já sabia diante do esquema que impôs aos jogadores, em seu contato com a mídia, era um chefe e não um líder. Ficou evidente que ele não tinha a liderança do time, apenas o comando. E o comando sozinho não impediu que a Laranja Mecânica virasse o caminhão de suco em cima dos canarinhos e os afogasse com um show que terminou com a desclassificação do Brasil. Além de ser um encontro mundial de futebol, com as rivalidades já cantadas em prosa e verso, ficou evidente também que outro time, aquele querido, de camisa azul e branca, possuía um líder. Don Diego Maradona. Deu um show de marketing e… liderança. Todos comentaram a maneira como se misturava, beijava e abraçava os jogadores. Perdeu para os alemães de goleada e ao invés de correr para o vestiário como fez o personagem de Disney, foi abraçar e chorar com um a um em campo. Qual o valor simbólico dessas atitudes? Dunga foi recebido com hostilidade e frieza na volta para casa e um comunicado que está demitido , Maradona foi ovacionado por 16 mil torcedores e um convite para continuar a frente da seleção. Ao lado dos bilhões de dólares de patrocínio das transnacionais, do faturamento ciclópico da FIFA, e dos bilhões de seguidores por todas as mídias da Terra, havia um simbolismo.Este fez com que as corporações entrassem de cabeça no evento e pagassem por ele muito mais do que pela audiência. A luta contra o racismo, a liderança de um homem venerável pela sua conduta humanitária, ao naufrágio definitivo do apartheid e a crença que o mundo para melhorar e consumir precisa de mais Nelson Mandela.

– Rádio Disney no Ar!

Deu na Revista Veja desta semana: a Disney (que já atua no Brasil através do canal esportivo ESPN e nos de desenhos animados), entrará nas ondas do Rádio.

 

Em São Paulo, a licença para operar em Agosto a Rádio Disney em SP estará nas mãos de Pedro Henrique Cardoso, filho do ex-presidente FHC.

 

Apesar do processo ser sigiloso, vazou. Só espero que o locutor não seja o Pato Donald… kkk. Zé Carioca para “dicas de malandragem”, Tio Patinhas como “comentarista econômico”, e Mickey & pateta no “noticiário policial”. “Loterias” será apresentada pelo sortudo gastão. “Dicas de beleza”, claro, com Margarida e Minie.

 

Quer arranjar mais alguma vaga para outros personagens?

– Pirataria que Atrapalha; ou melhor: Fama de Pirata!

Segundo Otávio Costa, da Revista IstoÉ (edição de 05/05/2010, pg 32) a tradicional TIGRE (tubos e conexões Tigre) está sofrendo por causa do Paraguai. É que ela tem uma unidade fabril lá, e os produtos que vêm com a inscrição Hecho en Paraguay ficam encalhados. Tal informação faz com que as pessoas não comprem o produto, por acreditarem que são falsos (devido a fama do nosso vizinho). Assim, a empresa resolveu mudar a inscrição para: Hecho en Mercosur. Quem sabe funcione…

– A Sacada da Lata Vermelha

Para quem não assistiu, a Lata Vermelha da Cerveja Brahma será lançada hoje com esse vídeo promocional:

Em: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/brahma-confirma-lata-vermelha-divulga-imagem-580998.html

 

Ops: aquela maciça propaganda na TV sobre “porque a lata não era vermelha” era lógica demais e estava cansando…

– Merchandising que confunde realidade e ficção

A Rede Globo é uma potência, todos nós sabemos. Possui o chamado “Padrão Globo de Qualidade”, isso também é verdade. Popularizou as novelas no Brasil e inovou nas ações de Marketing nesse segmento, isso é notório. Mas a novidade vem de Passione, atual novela das 21h (que apesar de começar nesse horário é chamada de “Novela das 8”).

 

Na trama, Fernanda Montenegro é Bete Gouveia, dona de uma fábrica de bicicletas. Pois bem, nos últimos episódios as personagens de Saulo e Fred mostram preocupação com o crescimento da concorrente Houston; falam sobre o bom desempenho e dos ótimos modelos, que trarão dificuldades para o grupo Gouveia, o qual administram.

 

Na verdade, Houston é a bicicletaria do grupo nordestino Claudino (o mesmo que um dia abriu as Lojas Paraíba em Jundiaí, na Rua Vigário J.J. Rodrigues, com  um inusitado trio elétrico que circulava nas ruas promovendo a loja, nos anos 90). Sua sede está no Piauí, e atualmente é o grande calcanhar-de-Aquiles da Caloi, líder de mercado.

 

O mais incrível é que os modelos de sucesso da Gouveia (a empresa da novela) são mesmo da Houston. Kayky Brito e Cauã Raymond pedalam nas suas bicicletas; e a tão falada SkinnTop, modelo de sucesso sabotado na trama, será oferecido todo remodelado e consertado pelas personagens Mauro e Bete Gouveia à própria Houston na novela, que a lançará no mercado de verdade!

 

Que interessante: o comércio real misturado com ficção em horário nobre, confundindo a trama e os negócios. Parabéns a quem teve a idéia.

– Prêmios do Faustão via Avião!

Leio na Exame News: a Procter & Gamble deve patrocinar o quadro “Caminhão do Faustão”, do programa Domingão do Faustão. Mas como sua concorrente já o fez, inovará: lançará o quadro “Avião do Faustão”. Isso mesmo, entregará um avião de prêmios!

 

Concorrência é isso aí…

– Brinquedos Estrela e a Diferenciação na Concorrência

A Estrela, marca ícone de brinquedos brasileiros, sempre sofreu com a concorrência chinesa por diversos motivos. Para fazer frente à concorrência, relançará clássicos, como Ferrorama e Banco imobiliário. Mas para garantir o exigente mercado europeu e americano, os fará com bioplásticos!

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/765148-para-competir-com-chineses-estrela-vai-relancar-classicos.shtml

 

PARA COMPETIR COM CHINESES, ESTRELA VAI RELANÇAR CLÁSSICOS.

 

Por Carolina Matos

 

Nascida nos anos 1930, a Estrela aproveita uma onda de saudosismo virtual para relançar clássicos. A empresa liderou o mercado interno de brinquedos 100% nacionais até o início do Plano Real e depois viu os seus consumidores serem abocanhados pela concorrência chinesa.

O projeto de relançamentos começou com um mapeamento de redes sociais, como Orkut, que detectou comunidades de fãs do Ferrorama.

São na maioria homens na faixa de 40 anos que, um dia, já se divertiram com o circuito de trilhos onde serpenteava uma locomotiva.

A partir disso, uma campanha publicitária, que levou o brinquedo para percorrer os os 20 quilômetros finais do caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, traz o Ferrorama de volta às lojas em agosto.

Estratégias envolvendo a web foram adotadas para outros produtos considerados “ícones”, como o Autorama (de pista de corrida).

“Com as redes sociais, estamos resgatando o público do passado”, diz Carlos Tlkian, presidente da Estrela. E, para os filhos desses consumidores, há outros clássicos “modernizados”.

No mês que vem, chega às prateleiras a boneca Susi “Ti-ti-ti”, com referência ao mundo da moda. E o Super Banco Imobiliário traz elementos que podem gerar discussão entre pais e educadores.

Com o tabuleiro, vem uma maquininha de cartão de crédito MasterCard para as compras fictícias de produtos de empresas como Vivo, Fiat e Postos Ipiranga. Ostensivo? “São itens que as crianças conhecem”, diz Tilkian.

 

INVESTIMENTOS

 

Só nas novas versões de brinquedos, a Estrela planejou investimento de R$ 5 milhões neste ano. Em 2009, não houve relançamentos.

Em 2010, o orçamento para as áreas de produtos e publicidade foi previsto em R$ 20 milhões. No ano passado, foram R$ 15 milhões.

A Estrela faturou R$ 114 milhões em 2009, 8% mais do que em 2008.

 

CONCORRÊNCIA

 

Segundo Tilkian, a empresa nunca perdeu a liderança relativa entre as companhias nacionais -sendo a única com ações em Bolsa.

Mas, desde a abertura do mercado, nos anos 1990, os grupos brasileiros, que supriam toda a demanda do país, perderam 45% do bolo para os estrangeiros -especialmente os chineses.

A própria Estrela, hoje, para ser mais competitiva internamente, importa itens da China (o que corresponde a 45% do faturamento).

Externamente, a aposta da empresa é levar brinquedos do Brasil, feitos com material sustentável (como bioplástico), para consumidores europeus e americanos. “Diferenciação é a única forma de competir com os chineses”, diz Tilkian.

– Abril Compra o Anglo!

O Grupo Abril (o mesmo da Editora Abril) comprou o Anglo! Forma-se uma nova rede de ensino…

 

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_27129.htm

 

ABRIL COMPRA ANGLO E SE TORNA A SEGUNDA MAIOR EM EDUCAÇÃO

 

SÃO PAULO – Depois de uma disputa acirrada, o Grupo Abril anunciou ontem a compra do Anglo – rede de educação especializada em cursos preparatórios para o vestibular -, tornando-se a segunda maior empresa do setor no País, à frente do Objetivo e atrás apenas da Positivo. O grupo criado a partir dessa aquisição deve faturar este ano cerca de R$ 500 milhões. O valor do negócio não foi divulgado. Único sistema de ensino de grande porte que permanecia sendo controlado integralmente pela família fundadora, o Anglo estava à venda havia dois anos. ?Não porque a empresa passasse por dificuldades, mas porque, com a consolidação do setor, o Anglo só conseguiria crescer se unindo a um grande player?, explica Ryon Braga, da Hoper Consultoria, especializada em educação.

Além do Grupo Abril, por meio da empresa Abril Educação, o Anglo foi disputado por pelo menos outros dois grupos. A britânica Pearson, empresa do segmento editorial e de informação digital, que controla o jornal Financial Times, chegou a fazer uma proposta. Há uma semana, uma reportagem do próprio jornal dizia que a rede brasileira estava sendo avaliada em R$ 600 milhões. Além do Anglo, o Pearson também teria tentado comprar o Sistema Educacional Brasileiro (SEB), que controla escolas, oferece sistemas de educação e tem valor de mercado de R$ 715 milhões. A editora espanhola Santillana, com planos de expansão na América Latina, também estava entre os interessados no Anglo.

O negócio anunciado ontem envolve o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a SIGA, com cursos preparatórios para concursos públicos. O grupo conta com unidades próprias e parcerias com escolas em todo o País. A empresa fornece o material didático (as tradicionais apostilas) e a metodologia de ensino.

Todo o sistema Anglo foi adquirido pela Abril Educação, uma empresa que integra o Grupo Abril e é controlada exclusivamente pela família Civita. Até dois anos atrás, esse braço da companhia tinha a participação de um sócio estrangeiro – a Naspers, maior empresa de mídia da África do Sul, que adquiriu 30% das ações do Grupo em 2006. A família, no entanto, recomprou as participação acionária na Abril Educação em 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

Uma Copa do Mundo dá lucro mesmo? Para o país que a realiza, a geração de riquezas nem sempre é significativa. Mas para a FIFA, certamente! Segundo Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, o lucro da entidade foi de (sente-se na cadeira) US$ 3,2 bilhões, antes mesmo da bola rolar (50% mais do que a Copa da Alemanha-06)!

 

E quem pagará a conta dos estádios construídos?…

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/mais-bem-sucedida-historia-copa-africa-tem-efeito-limitado-economia-577584.html

 

Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

 

Joanesburgo – A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.

O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.

Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.

Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.

Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.

“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo”, afirmou. “Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.

“A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas.” O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.

Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. “Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem”, disse. “Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro.”

Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. “O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. “E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa.”

– Nokia busca ressurgir na Classe C

Após ser considerada a grande rival da Apple no mercado de smartphones, a Nokia lançou uma série de aparelhos sem o sucesso esperado. De anti-iPhone passou a ser apenas uma coadjuvante.

 

Agora, a empresa se lança num mercado promissor: os smartphones (celulares inteligentes, verdadeiros computadores de mão) destinados à classe C. Alguns modelos serão personalizados para o Brasil.

 

Veja aqui a Vídeo-matéria sobre o assunto, clique em: NOKIA CHEGA A CLASSE C

– Melhores e Maiores de Exame celebra como vencedora: Hering!

Um dos prêmios brasileiros mais cobiçados no mundo da Administração de Empresas é o “Melhores e Maiores da Revista Exame”. Neste ano, a empresa vencedora foi a Hering, tradicional malharia catarinense.

 

Outras premiações interessantes:

 

Maiores Vendas – Petrobrás

A que Mais Cresceu – Egesa

Maior Lucro – Petrobrás

Maior Empregador – Brasil Foods (Sadia+Perdigão)

Melhores Salários – Petrobrás

Mais Rentáveis – Cielo (antiga Visanet)

Maior Pagador de Impostos Estatal – Petrobrás

Maior Pagador de Imposto Privado – AmBev

Maior Pagador de Imposto Privado Nacional – Braskem

Maior Patrimônio – Petrobrás

Maiores por Capital – Eletrobrás

Menos Endividada   Bovespa BM&F

Menos Rentável – Schincariol

Mais endividadas – Unimed Curitiba

A que Mais Encolheu – Gerdau Açominas

 

Se você quiser escolher um setor específico ou empresa específica, acesse: http://mm.portalexame.abril.com.br/

 

Sobre a grande vencedora, reproduzo a matéria abaixo:

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/hering-empresa-ano-melhores-maiores-exame-576020.html

 

HERING É A EMPRESA DO ANO DE MELHORES E MAIORES DE EXAME

 

 A Hering foi escolhida a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. Criada há 130 anos em Blumenau (SC), a empresa conseguiu equilibrar, em todos esses anos, o desafio de uma estabilidade assombrosa com mudanças radicais. A empresa continua sob o controle da mesma família e atuando no mesmo ramo – o têxtil. Seus produtos vestem os consumidores brasileiros há pelo menos três gerações.

 

Para continuar crescendo, a empresa apostou em uma mistura de moda, marketing agressivo e preços compatíveis com o bolso da classe média. No ano passado, a companhia faturou 513 milhões de dólares – 31% mais que em 2008. A empresa também investiu em uma rede de lojas próprias e franqueadas, que deve encerrar 2010 com 325 unidades. Os planos são de superar 400 pontos de venda antes de 2013.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (5/7), em São Paulo. O prêmio foi recebido pelo presidente da empresa, Fábio Hering, das mãos do presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.

Em seu discurso, o empresário relembrou a trajetória pioneira da companhia, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880. Além de ser a primeira malharia brasileira a exportar seus produtos – na década de 1960 -, a empresa também soube se reposicionar para continuar no gosto dos brasileiros. “Nos últimos anos, reinventamos nossa essência ao nos voltarmos para o varejo”, afirmou.

Hering tomou o prêmio como “um presente” aos 6.000 funcionários da companhia, seus fornecedores e acionistas. “Com 130 anos, temos muita história para contar, mas, acima de tudo, temos muito mais história para realizar”, afirmou.

– McNuggets com Derivados de Petróleo!

Ora, ora… O McDonald’s admitiu que alguns conservantes do McNuggets são a base de derivados de petróleo! Eles não deixam a gordura espumar muito, e mantém a validade do produto por mais tempo. Porém, a empresa só fez o anúncio nos EUA e China após denúncia da rede norte-americana CNN.

 

Mais um problema para a imagem corporativa deles…

 

Extraído de: Invertia Terra

 

REDE DE FAST FOOD ADMITE USO DE ADITIVO À BASE DE PETRÓLEO

 

Depois de um relatório da CNN afirmar que os nuggets de galinha do McDonald’s conteriam vestígios de dois produtos químicos “nocivos”, a divisão chinesa da gigante do fast food admitiu que os seus McNuggets também continham os aditivos. No entanto, segundo informações do China Daily, a administração da empresa na China assegurou que os dois produtos são “seguros e inofensivos” para a saúde dos clientes.

Segundo o relatório da CNN, os nuggets servidos nos EUA conteriam um conservante feito à base de petróleo e um agente antiespumante. Em pouco tempo, os temores do público americano havia se espalhado para o mercado chinês. Para acalmar os nervos dos consumidores na China, a empresa divulgou um comunicado afirmando que, apesar de conter os dois produtos, os alimentos oferecidos pela empresa são seguros para comer e “não fazem mal à saúde”.

Segundo o China Daily, os produtos da empresa servidos no Reino Unido não apresentam vestígios dos dois produtos.

Dong Jinshi, especialista em segurança alimentar com do Centro Nacional Chinês de Supervisão de Qualidade e Teste de Produtos de Proteção Ambiental, disse que o uso de ambos os produtos é considerado seguro e não tóxico na indústria de alimentos. Mas Dong sublinhou que o uso desse aditivo deve ser de 0,1 grama em cada kg de alimento, e a temperatura de cozimento deve ser controlada entre 50º C e 200º C.

Qingchun Liu, vice-diretor de nutrição do Hospital das Forças Armadas da Polícia, disse que as leis chinesas não proíbem o uso desses aditivos, mas sua dosagem é limitada, com um máximo de 0,2 grama por kg de alimento. “O produto químico é tóxico e, em certa medida a sua utilização abusiva pode levar ao câncer”, alertou.

Ambos os especialistas afirmam que os aditivos são uma parte indispensável da transformação de produtos alimentares e os alimentos não podem ser produzidos, armazenados ou exportados sem aditivos.

“Embora os aditivos sejam usados de acordo com as normas de segurança alimentar da China, os clientes devem ter em mente que comer um determinado alimento por um longo tempo não é seguro, com o acúmulo dos aditivos até um nível perigoso”, disse Dong.

– Lições de Liderança na Copa Jabulani

Na semana passada, César Souza, consultor em Liderança, escreveu em sua coluna “Cabeça de Líder” (sítio do HSM, citações abaixo) uma espetacular analogia da Seleção Brasileira comandada por Dunga e as corporações no mundo dos negócios. Nela, ele profetizava que caso a Seleção fosse eliminada, as empresas já teriam um novo jargão corporativo: “time de Dungas”, para descrever equipes sem brilho, formada por gente esforçada, mas que não consegue entregar resultados surpreendentes.

Sobre isso e outros líderes da Copa do Mundo, compartilho o belo artigo:

 

Extraído de: http://br.hsmglobal.com/notas/58079-as-licoes-lideranca-da-copa-jabulani

 

AS LIÇÕES SOBRE LIDERANÇA DA COPA JABULANI

 

Esta Copa tem sido pobre em futebol, mas bastante rica em lições sobre Liderança. Convido cada um de vocês a assistir os próximos jogos com o olhar que vá além do meramente futebolístico. São várias as lições sobre os diferentes estilos do exercício da liderança.

 

O técnico da seleção brasileira, o Dunga, fez uma clara opção pela força do conjunto, preterindo a convocação de alguns craques que nos últimos meses tiveram performances bem superiores a alguns dos convocados. Alegou estrelismo e imaturidade, preferindo jogadores disciplinados, adestrados e cumpridores de ordens. Deixou de fora alguns mais talentosos, a criatividade e a imprevisibilidade. Tenho receio que se o time dele não ganhar a Copa, o jargão corporativo passe a usar a expressão “time de dungas” para descrever equipes sem brilho, formada por gente esforçada, mas que não consegue entregar resultados surpreendentes.

Quando assisti ao jogador santista Ganso, recusar-se a sair substituído como definido pelo seu técnico, naquele jogo semanas antes da convocação, intui que ele jamais seria elencado por Dunga. Naquele momento ele perdeu a chance. A “atitude ganso” é incompatível com a “personalidade dunga”. O mau-humor crônico do técnico – flagrado insultando jornalistas e críticos com palavras rasteiras – é também incompatível com o que poderíamos chamar de “espontaneidade Neymar” ou com a irreverência de outros.

Já a orgulhosa França, campeã em 1998 e vice-campeã em 2006, tornou pública a sua pior crise em histórias dos mundiais. Apresentou um severo racha no grupo: o jogador Anelka foi desligado, jogadores se rebelaram e se recusaram a treinar, o preparador físico Duverne ameaçou agredir o lateral esquerdo Evra, o chefe da delegação Valetin pediu demissão e voltou antes do terceiro jogo, o time foi desclassificado, o técnico Domenech se recusando a cumprimentar ao brasileiro Parreira e o presidente Sarkozy intervindo para tentar salvar a “honra francesa”. Um vexame!

Bom refletir um pouco sobre o impacto dessas atitudes da delegação francesa nas suas marcas patrocinadoras como Carrefour, a companhia telefônica SFR, o grupo de energia GDF e o banco Credit Agricole que começaram a abandonar a seleção. Apenas a Adidas manteve seu logotipo no uniforme da seleção francesa antes do terceiro jogo. Outro vexame!

Com líderes assim, os times nem precisam de adversários, como já aconteceu com a França que derrotou a si própria. Parece até que Dunga e Domenech andam disputanto uma copa pessoal, em busca do “Troféu Limão”. Também acho oportuno analisarmos o papel da Jabulani, pois percebo a bola oficial dos jogos como o álibi perfeito para os líderes que não costumam assumir responsabilidades pelas suas decisões e competências. Já vimos reclamações contra o campo, a chuva, o frio, a altitude, o juiz, a torcida, o “despacho”, a zebra, a “Mão de Deus”. É a primeira vez que ouço reclamações sobre a bola. Como se ela fosse ser utilizada por apenas um time. Se ela é diferente, mais leve, etc, ela o é para todas as equipes, que tiveram bastante tempo para se adaptar, treinar e usá-la.

Faço essas considerações devido a um hábito bastante comum: o de buscar desculpas e justificativas para nossa incapacidade de fazer o que tem de ser feito. Muito mais fácil atribuir a fatores externos a causa dos nossos problemas, dificuldades e incompetência de atingir objetivos, do que assumirmos essa responsabilidade como algo dentro de cada um de nós. Há alguns meses fiz uma pesquisa com empresas e pessoas físicas sobre os motivos pelos quais não conseguiam atingir seus objetivos empresariais ou realizar seus sonhos de carreira. Fiquei surpreso quando vi que cerca de 92% atribuíam a culpa a concorrentes, a taxa de juros, a tecnologia, ao mercado, ao custo do capital, ao governo.

Considero que o maior concorrente de uma empresa não é quem fabrica os mesmos produtos ou presta os mesmos serviços. O maior concorrente muitas vezes está dentro de casa: falta de objetivos claros, liderança ineficaz, falta de integração entre as diversas áreas, falta de inovação, atitudes como falta de iniciativa, foco e otimismo, além do relacionamento inadequado com canais distribuidores, atendimento ruim a clientes etc. Mas é muito mais fácil encontrar “jabulanis” como causa dos nossos problemas e ineficiências. A sua empresa já tem uma boa “jabulani” para explicar o não atingimento dos resultados desejados para 2010?

– O Custo Brasil

E o custo-Brasil na soja brasileira?

 

Leio que o frete do Mato-Grosso, maior estado produtor de soja do país, até o porto de Paranaguá/PR, é mais caro do que o frete do porto à China (proporcionalmente falando).

Inversamente, temos o custo-China: quanto custa na fonte um CD pirateado chinês vendido na Rua 25 de Março por R$ 1,00?

– A Gafe do Ano: Extra & Folha de São Paulo

Alguns erros no mercado publicitário não podem passar batidos. Veja o gravíssimo entrevero entre o Grupo Pão de Açúcar e a Folha de São Paulo: nesta quarta, a Folha publicou um anúncio do Hipermercado Extra (pertencente ao Grupo Pão de Açúcar), agradecendo a Seleção apesar da eliminação pós-jogo do Chile.

 

Sabemos que o Brasil, ao contrário, se classificou!

 

Normalmente, os departamentos publicitários enviam dois tipos de anúncios pós-eventos esportivos: o da derrota e o da vitória. Acontece que a Folha publicou o anúncio errado… mas assumiu a culpa!

 

Conclusão: Abílio Diniz, o dono do grupo, não aceitou o mea culpa da Folha e diz que processará a todos!

 

Extraído de: http://hexabr.blog.terra.com.br/2010/06/29/abilio-diniz-classifica-anuncio-trocado-como-erro-inadmissivel/

 

ABÍLIO DINIZ CLASSIFICA ERRO DE ANÚNCIO COMO INADMISSÍVEL

 

A história foi longe! A publicação de um anúncio errado do supermercado Extra no jornal Folha de São Paulo de hoje mobilizou o alto escalão das empresas envolvidas. A peça publicitária dizia “A ‘I qembu le sizwe‘ (Seleção) sai do Mundial. Não do coração da gente“, fazendo menção a uma eliminação do Brasil na Copa. A frase aponta justamente o contrário do que aconteceu no jogo de ontem, quando o Brasil se classificou para as quartas de final diante do Chile.

O empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar (ao qual pertence o Extra), manifestou desagrado com o ocorrido no seu perfil pessoal (TWITTER):

 

“Como Presidente do Conselho de Adm do GPA, peço desculpas aos brasileiros e jogadores da Seleção.”

 

O pedido de desculpas foi o desfecho de uma sequência de tweets em que Diniz aponta que “a Folha de São Paulo cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível“. Ao assumir a voz do Grupo, o empresário diz que não apoia a impunidade e que tomarão as providências para responsabilizar os culpados. “Estou ao lado dos que se indignaram com o anúncio publicado erroneamente pelo jornal“, afirma ao mesmo tempo em que classifica o jogo de ontem, do Brasil contra o Chile como “o melhor jogo” da Seleção de Dunga nesta Copa.

Ainda no final da manhã de hoje, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar emitiu nota oficial à imprensa lamentando o ocorrido da página D11 da Folha. Os assessores voltaram a dizer que o jornal se retratará publicamente com a correção do anúncio.

A Folha de São Paulo, por sua vez, não fugiu da responsabilidade. O jornal não apenas admitiu o erro como também confirmou a publicação de uma errata na edição de amanhã.

“Segundo o departamento de publicidade, o erro foi do jornal“. E a nota complementa: “A Folha de S.Paulo esclarece que no dia 29/6/2010, no Caderno Copa 2010, pág D11, foi publicado equivocadamente um anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro.“

Abílio Diniz, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar e o perfil do supermercado Extra no Twitter divulgaram a imagem da peça correta. Nela, a mensagem era “Wafa, wafa” que, no idioma zulu, significa “Vai que dá!”.


por Ana Brambilla

– Qual Traseiro Chutar em sua Empresa?

Olha que interessante: artigo de Floriano Serra, reproduzido pelo Prof José Renato Santiago (clique aqui para a citação), a respeito dos Líderes X “Vazamentos Corporativos” (em analogia ao vazamento de óleo nos EUA)

 

NOS EUA, O LEITE JÁ FOI DERRAMADO – OU MELHOR, O PETRÓLEO.

 

Até o momento em que escrevo este artigo (junho de 2010) ainda não foi encontrada uma maneira de impedir o vazamento de óleo iniciado em abril e a catástrofe continua no Golfo do México, provocando o maior desastre ambiental da história daquele país.  Muitos meses (talvez anos) se passarão antes do mundo se refazer dos prejuízos e eliminar as seqüelas para o meio ambiente e os seres humanos – a exceção das vidas perdidas. A respeito dos culpados, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista à NBC, disse recentemente que está tentando descobrir “o traseiro de quem vai chutar…”

O que essa introdução tem a ver com o mundo corporativo? Tudo, se usarmos o poder da analogia.

Em grande parte das empresas há “petróleo” vazando todos os dias: gastos descontrolados ou desnecessários, cronogramas atrasados, contas não pagas ou não recebidas, turn-over altíssimo, elevado número de faltas, atrasos, licenças e saídas antecipadas de pessoal, conflitos por disputas de poder, reuniões longas e inúteis, perda de participação da empresa no mercado, falta de sintonia entre produção e vendas (há demanda, mas não há produtos ou há produtos estocados que não conseguem ser vendidos), devolução de produtos, diminuição crescente dos lucros, prejuízos acumulados – são os mais relevantes. E que, tal qual o outro, se não forem rápida e corretamente corrigidos, provocarão prejuízos inestimáveis e deixarão seqüelas por muito tempo.

O vazamento do óleo no oceano é um problema visível, o que nem sempre acontece com os “vazamentos” corporativos. E como estes podem ser evitados ou descobertos antes que se tornem um problema?

Esses acontecimentos – incluindo a explosão da plataforma, bem como os sucessivos recalls da indústria automobilística – me fazem pensar: cadê o Controle de Qualidade? Cadê os Selos de Garantia? Cadê as Boas Normas de Fabricação? Cadê o acompanhamento das supervisões (com check-lists, follow-ups e outros instrumentos que permitem a checagem do correto cumprimento das etapas do trabalho)? E finalmente: cadê as lideranças?

Sei que acidentes acontecem e problemas existem para serem vencidos – frases que costumam ser ditas mais como desculpas do que como constatações – mas, dentre outras funções, as lideranças existem para motivar e orientar os funcionários a produzirem com o máximo de acerto e o mínimo de erro – de preferência nenhum.

Acontece que motivar e orientar significa saber relacionar-se e comunicar-se adequadamente com seus colaboradores, e é aqui que o “óleo” costuma começar a vazar. São os pontos comportamentais mais vulneráveis numa empresa.

É evidente que chutar traseiros não é a melhor forma de corrigir  problemas – não se deve levar muito a sério as figuras de retórica usadas pelos políticos. No mundo corporativo, essa expressão pode significar demissão, suspensão ou apenas advertência. Mesmo assim, esse tripé pode e deve ser evitado.

Em qualquer área da atividade humana em que problemas possam ocorrer, o melhor a fazer ainda é usar a velha e boa prevenção. Só que isso requer interesse, tempo e competência. O líder que passa a maior parte do seu expediente fazendo política, enviando e recebendo e-mails, trocando amenidades ao telefone ou debruçado sobre sua mesa de trabalho elaborando relatórios que ninguém vai levar a sério ou “bolando” projetos que jamais serão implantados porque inviáveis, não terá tempo nem estará interessado em descobrir “vazamentos”. Só por essa postura já poderá ser questionada sua competência como gestor.

A confortável poltrona onde geralmente os lideres se sentam, deveria ser o lugar menos ocupado numa empresa. Ela deveria servir apenas para abrir e encerrar o expediente com os necessários despachos e assinaturas. Para o restante do tempo, vale o “pernas pra que te quero”. Delegar não significa omitir-se. Confiar não significa abrir mão do acompanhamento. A responsabilidade final sempre será do líder.

Ver de perto o que está sendo feito – não com sentido policialesco, mas com a firme disposição de estimular, de tirar dúvidas, de mostrar ao colaborador que está lado a lado jogando no mesmo time e pronto para compartilhar responsabilidades – este é o perfil do líder que evita “vazamentos de óleo”.

Se não for esse o perfil das lideranças numa empresa e se ela decidir apurar ou corrigir seus “vazamentos” – haja “traseiros”!

– Coca-Cola e Bradesco Mudam de Vermelho para o Azul em nome do Boi e do Dinheiro

O poder do marketing e a força das marcas são dois fatores indispensáveis na Administração de Empresas.

Em Parintins, tradicional celebração amazônica (muitas vezes desprezada no Sul-Sudeste do Brasil), as grandes empresas se renderam à festa e para garantir mais atração aos seus produtos, aceitaram mudar de cor!

Lembre-se agora das logomarcas de Coca-Cola e Bradesco. Pronto, você visualizou algo vermelho. Para conquistar os adeptos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, elas passaram a ser azul (aliás, único lugar do mundo onde a Coca-Cola usou as cores da rival Pepsi-Cola).

 

Extraído de IG Inovação (Clique acima para a citação completa), enviada pelo consultor em Qualidade Augusto César Tavares Ferreira:

 

EMPRESAS MUDAM DE COR PARA O FESTIVAL DE PARINTINS

 

Você está andando pela rua e se depara com um outdoor com a marca da Coca-Cola. Até aí não há nenhuma novidade, não fosse o fato da marca estar com a cor azul ao fundo ao invés do tradicional vermelho. Mais a frente, outros banners chamam a atenção: um anúncio azulado do Bradesco e outro vermelho da Eletrobras.

Ao contrário do que um desavisado possa pensar, não se trata de uma influência do filme “Avatar” nas marcas. O motivo é genuinamente brasileiro. No município de Parintins, no Amazonas, a tradicional disputa entre os bois Garantido e Caprichoso mexe não só com o cotidiano da cidade, mas também com as marcas lá presentes.

Na festa popular amazônica, cada boi é representado por uma cor. O Garantido, mais associado aos populares, defende o vermelho. Já o boi da elite, o Caprichoso, é representado pelo azul. No Bumbódromo, onde acontecem as apresentações, tudo é milimetricamente dividido em partes iguais. De um lado a arquibancada com cadeiras azuis e, do outro lado, os assentos vermelhos.

Com tanta tradição envolvida, as marcas tiveram que se adaptar à realidade local para não desagradar nenhuma torcida e assim correr o risco de perder clientes. “As pessoas que vêm de fora acham que se trata simplesmente de um folclore. Com o passar do tempo, percebemos que é uma coisa que vai muito além disso”, avalia o vice-presidente de Relações Internacionais da Coca-Cola, Jack Corrêa.

De acordo com o executivo da multinacional de bebidas, que patrocina o Festival de Parintins há 16 anos, a ideia de colocar a logo em azul surgiu após colocar pela primeira vez um banner com as cores tradicionais no Bumbódromo. Como existe uma norma rígida de utilização da marca, o caso teve que ser enviado para a sede da empresa, em Atlanta, nos Estados Unidos, para ser aprovado.

“Estávamos fugindo da marca original e a exposição era muito grande. Quando a sede entendeu que havia uma diversidade devido a um fator cultural, aprovou na hora”, relembra. “Esse é o único lugar do mundo onde a Coca-Cola usa sua logo em azul”, completa.

 

Impacto econômico

 

Segundo a Prefeitura de Parintins, o evento folclórico é responsável por impulsionar a economia do município, respondendo aproximadamente por 50% da arrecadação total anual. O investimento do festival, incluindo patrocínios e incentivos governamentais, gira em torno de R$ 20 a R$ 30 milhões.

Os números não param por aí. Cerca de 2.700 pessoas são envolvidas na produção do espetáculo e o total de pessoas na cidade dobra. Com uma população de 115 mil habitantes, a Ilha de Tupinambara, a 420 km de Manaus, chega a receber mais de 100 mil turistas. O aeroporto local, que recebe em média 20 voos semanais, tem o número ampliado para 200 durante o período de festa.

 

 

 

– O Empreendedorismo do Açougueiro da Mafrig

Marcos Molina é o cara. Como o açougueiro de Mogi-Guaçu ergueu um império e seu grupo Mafrig se tornou o maior vendedor de carnes do mundo (é o dono da marca Seara, patrocinadora da Copa do Mundo)!

Veja a matéria completa da Revista “Isto É Dinheiro” em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/26227_A+JOGADA+GLOBAL+DO+MARFRIG

– Toyota vai gerar 13.500 vagas de Trabalho

Antes da crise mundial, a Toyota anunciou a construção de uma grande unidade de produção em Sorocaba. O investimento era estimado em US$ 630 milhões, mas foi suspenso devido ao medo da recessão global.

Agora, os japoneses bateram o martelo e confirmaram a nova fábrica: 2.500 empregos diretos e 11.000 indiretos, segundo o jornal Nikkei. Bom para a nossa região! Veja os detalhes abaixo:

Extraído de: http://techon.nikkeibp.co.jp/bn/bnsearch.jsp?BID=1306&PUBLISH_FROM_RANGE=20080627,20080727&OFFSET=90

トヨタ、ブラジルのサンパウロ州で新工場用地を取得

トヨタ自動車は、ブラジルの生産・販売子会社であるToyota do Brasil社の新工場用地として、サンパウロ州Sorocaba市で約370万m2の土地を取得すると発表した。(記事を読む2008 07/16 17:03

Você deve ter percebido o seguinte: o valor de US$ 630 milhões, que é muito alto, foi o mesmo exigido oficialmente pela FIFA para aceitar o Morumbi na Copa do Mundo. Ainda bem que o São Paulo Futebol Clube não se meteu nessa roubada…

– Prejuízos ou Benefícios das Empresas na Parada para a Copa

Eu, particularmente, acho um absurdo a paralisação do trabalho para assistir Copa do Mundo. Coisa de Fanático! Mas respeito quem pensa o contrário. Chega a ser irritante alguns exageros de quem só torce nessa hora: Vuvuzelas, farra, bebida e depois briga. Mas isso é outra história. Vamos para o campo profissional?

Leio na Exame de 16/06/2010, ed 610, pg 120, Coluna Gestão e Ideias, a respeito sobre os executivos que são contra ou a favor à parada para asssitir os jogos da Seleção Brasileira. Libera-se ou não os funcionários?

Dois pesquisadores da Escola de Administração e negócios IMD (Suiça), Willem Smit e Karsten Jonsen, fizeram o seguinte levantamento:

ARGUMENTOS A FAVOR DE PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS:

– A Copa movimenta 12 bilhões de dólares e cria 170.000 vagas só no país sede. No mundo, os ganhos são incalculáveis;

– As horas de folga podem ser compensadas em períodos extras;

– Reunir os funcionários para ver os jogos aumenta a união da equipe.

ARGUMENTOS CONTRA PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS

– As perdas globais seriam superiores a 10 bilhões de dólares. Só no Brasil, o prejuízo será de 1,2 bilhão de dólares;

– China e Índia, que estão fora da Copa do Mundo, poderão levar vantagem por estarem fora, já que não parariam.

– Fãs de vôlei ou basquete podem, no futuro, também pleitear folgas.

E Você? O que pensa sobre isso? A favor ou contra a parada para assistir os jogos?